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domingo, 28 de março de 2010

DOMINGO DE RAMOS – MARÇO 2010 (28)

Mesa da Palavra

Domingo de Ramos na Paixão do Senhor - 28 de Março

Bênção e Procissão de Ramos


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas Lc 19, 28-40


Naquele tempo, Jesus seguia à frente dos seus discípulos, subindo para Jerusalém. Quando Se aproximou de Betfagé e de Betânia, perto do Monte das Oliveiras, enviou dois discípulos e disse-lhes: «Ide à povoação que está em frente e, ao entrardes nela, encontrareis um jumentinho preso, que ainda ninguém montou. Soltai-o e trazei-o. Se alguém perguntar porque o soltais, respondereis: 'O Senhor precisa dele'». Os enviados partiram e encontraram tudo como Jesus lhes tinha dito. Quando estavam a soltar o jumentinho, os donos perguntaram: «Porque soltais o jumentinho?» Eles responderam: «0 Senhor precisa dele». Então levaram-no a Jesus e, lançando as capas sobre o jumentinho, fizeram montar Jesus. Enquanto Jesus caminhava, o povo estendia as suas capas no caminho. Estando já próximo da descida do Monte das Oliveiras, toda a multidão dos discípulos começou a louvar alegremente a Deus em alta voz por todos os milagres que tinham visto, dizendo: «Bendito o Rei que vem em nome do Senhor. Paz no Céu e glória nas alturas!». Alguns fariseus disseram a Jesus, do meio da multidão: «Mestre, repreende os teus discípulos». Mas Jesus respondeu: «Eu vos digo: se eles se calarem, clamarão as pedras».


Missa
Leitura do Livro de Isaías Is 50, 4-7


O Senhor deu-me a graça de falar como um discípulo, para que eu saiba dizer uma palavra de alento aos que andam abatidos. Todas as manhãs Ele desperta os meus ouvidos, para eu escutar, como escutam os discípulos. O Senhor Deus abriu-me os ouvidos e eu não resisti nem recuei um passo. Apresentei as costas àqueles que me batiam e a face aos que me arrancavam a barba; não desviei o meu rosto dos que me insultavam e cuspiam. Mas o Senhor Deus veio em meu auxílio, e por isso não fiquei envergonhado; tornei o meu rosto duro como pedra, e sei que não ficarei desiludido.


Salmo Responsorial Salmo 21 (22)
Meu Deus, meu Deus, porque me abandonastes?


Todos os que me vêem escarnecem de mim,
estendem os lábios e meneiam a cabeça:
«Confiou no Senhor, Ele que o livre,
Ele que o salve, se é seu amigo».


Matilhas de cães me rodearam,
cercou-me um bando de malfeitores.
Trespassaram as minhas mãos e os meus pés,
posso contar todos os meus ossos.


Repartiram entre si as minhas vestes
e deitaram sortes sobre a minha túnica.
Mas Vós, Senhor, não Vos afasteis de mim,
sois a minha força, apressai-Vos a socorrer-me.

Hei-de falar do vosso nome aos meus irmãos,
hei-de louvar-Vos no meio da assembleia.
Vós, que temeis o Senhor, louvai-O,
glorificai-O, vós todos os filhos de Jacob,
reverenciai-O, vós todos os filhos de Israel.


Leitura da Epístola do apóstolo São Paulo aos Filipenses Filip 2, 6-11


Cristo Jesus, que era de condição divina, não Se valeu da sua igualdade com Deus, mas aniquilou-Se a Si próprio. Assumindo a condição de servo, tornou-Se semelhante aos homens. Aparecendo como homem humilhou-Se ainda mais, obedecendo até à morte e morte de cruz. Por isso Deus O exaltou e Lhe deu um nome que está acima de todos os nomes, para que ao nome de Jesus todos se ajoelhem no céu, na terra e nos abismos, e toda a língua proclame que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai.
Cristo obedeceu até à morte e morte de cruz. Por isso Deus O exaltou e Lhe deu um nome que está acima de todos os nomes.
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas Lc 22, 14 -23, 56 (ou Lc 23, 1-49)

N Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas


Quando chegou a hora, Jesus sentou-Se à mesa com os seus Apóstolos e disse-lhes:
J «Tenho desejado ardentemente comer convosco esta Páscoa, antes de padecer;
pois digo-vos que não tornarei a comê-la, até que se realize plenamente no reino de Deus».
N Então, tomando um cálice, deu graças e disse:
J «Tomai e reparti entre vós, pois digo-vos que não tornarei a beber do fruto da videira, até que venha o reino de Deus».
N Depois tomou o pão e, dando graças, partiu-o e deu-lho, dizendo:
J «Isto é o meu Corpo entregue por vós. Fazei isto em memória de Mim».
N No fim da ceia, fez o mesmo com o cálice, dizendo:
J «Este cálice é a nova aliança no meu Sangue, derramado por vós. Entretanto, está comigo à mesa a mão daquele que Me vai entregar. O Filho do homem vai partir, como está determinado. Mas ai daquele por quem Ele vai ser entregue!».
N Começaram então a perguntar uns aos outros qual deles iria fazer semelhante coisa. Levantou-se também entre eles uma questão: qual deles se devia considerar o maior? Disse-lhes Jesus:
J «Os reis das nações exercem domínio sobre elas e os que têm sobre elas autoridade são chamados benfeitores. Vós não deveis proceder desse modo. O maior entre vós seja como o menor e aquele que manda seja como quem serve. Pois quem é o maior: o que está à mesa ou o que serve? Não é o que está à mesa? Ora Eu estou no meio de vós como aquele que serve. Vós estivestes sempre comigo nas minhas provações. E Eu preparo para vós um reino, como meu Pai o preparou para Mim: comereis e bebereis à minha mesa, no meu reino, e sentar-vos-eis em tronos, a julgar as doze tribos de Israel. Simão, Simão, Satanás vos reclamou para vos agitar na joeira como trigo. Mas Eu roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça. E tu, uma vez convertido, fortalece os teus irmãos».
N Pedro respondeu-Lhe:
R «Senhor, eu estou pronto a ir contigo, até para a prisão e para a morte».
N Disse-lhe Jesus:
J «Eu te digo, Pedro: Não cantará hoje o galo, sem que tu, por três vezes, negues conhecer-Me».
N Depois acrescentou:
J «Quando vos enviei sem bolsa nem alforge nem sandálias, faltou-vos alguma coisa?».
N Eles responderam que não lhes faltara nada. Disse-lhes Jesus:
J «Mas agora, quem tiver uma bolsa pegue nela, bem como no alforge; e quem não tiver espada venda a capa e compre uma.
Porque Eu vos digo que se deve cumprir em Mim o que está escrito: ‘Foi contado entre os malfeitores’. Na verdade, o que Me diz respeito está a chegar ao fim».
N Eles disseram:
R «Senhor, estão aqui duas espadas».
N Mas Jesus respondeu:
J «Basta».
N Então saiu e foi, como de costume, para o monte das Oliveiras e os discípulos acompanharam-n’O. Quando chegou ao local, disse-lhes:
J «Orai, para não entrardes em tentação».
N Depois afastou-Se deles cerca de um tiro de pedra e, pondo-Se de joelhos, começou a orar, dizendo:
J «Pai, se quiseres, afasta de Mim este cálice. Todavia, não se faça a minha vontade, mas a tua».
N Então apareceu-Lhe um Anjo, vindo do Céu, para O confortar. Entrando em angústia, orava mais instantemente e o suor tornou-se-Lhe como grossas gotas de sangue, que caíam na terra. Depois de ter orado, levantou-Se e foi ter com os discípulos, que encontrou a dormir, por causa da tristeza. Disse-lhes Jesus:
J «Porque estais a dormir? Levantai-vos e orai, para não entrardes em tentação».
N Ainda Ele estava a falar, quando apareceu uma multidão de gente. O chamado Judas, um dos Doze, vinha à sua frente e aproximou-se de Jesus, para O beijar. Disse-lhe Jesus:
J «Judas, é com um beijo que entregas o Filho do homem?».
N Ao verem o que ia suceder, os que estavam com Jesus perguntaram-Lhe:
R «Senhor, vamos feri-los à espada?».
N E um deles feriu o servo do sumo sacerdote, cortando-lhe a orelha direita. Mas Jesus interveio, dizendo:
J «Basta! Deixai-os».
N E, tocando na orelha do homem, curou-o. Disse então Jesus aos que tinham vindo ao seu encontro, príncipes dos sacerdotes, oficiais do templo e anciãos:
J «Vós saístes com espadas e varapaus, como se viésseis ao encontro dum salteador. Eu estava todos os dias convosco no templo
e não Me deitastes as mãos. Mas esta é a vossa hora e o poder das trevas.
N Apoderaram-se então de Jesus, levaram-n’O e introduziram-n’O em casa do sumo sacerdote. Pedro seguia-os de longe.
Acenderam uma fogueira no meio do pátio, sentaram-se em volta dela e Pedro foi sentar-se no meio deles. Ao vê-lo sentado ao lume,
uma criada, fitando os olhos nele, disse:
R «Este homem também andava com Jesus».
N Mas Pedro negou:
R «Não O conheço, mulher».
N Pouco depois, disse outro, ao vê-lo:
R «Tu também és um deles».
N Mas Pedro disse:
R «Homem, não sou».
N Passada mais ou menos uma hora, afirmava outro com insistência:
R «Esse homem, com certeza, também andava com Jesus, pois até é galileu».
N Pedro respondeu:
R «Homem, não sei o que dizes».
N Nesse instante – ainda ele falava – um galo cantou. O Senhor voltou-Se e fitou os olhos em Pedro. Então Pedro lembrou-se da palavra do Senhor, quando lhe disse: ‘Antes de o galo cantar, Me negarás três vezes’. E, saindo para fora, chorou amargamente.
Entretanto, os homens que guardavam Jesus troçavam d’Ele e maltratavam-n’O. Cobrindo-Lhe o rosto, perguntavam-Lhe:
R «Adivinha, profeta: Quem Te bateu?».
N E dirigiam-Lhe muitos outros insultos. Ao romper do dia, reuniu-se o conselho dos anciãos do povo, os príncipes dos sacerdotes e os escribas. Levaram-n’O ao seu tribunal e disseram-Lhe:
R «Diz-nos se Tu és o Messias».
N Jesus respondeu-lhes:
J «Se Eu vos disser, não acreditareis e, se fizer alguma pergunta, não respondereis. Mas o Filho do homem sentar-Se-á doravante
à direita do poder de Deus».
N Disseram todos:
R «Tu és então o Filho de Deus?».
N Jesus respondeu-lhes:
J «Vós mesmos dizeis que Eu sou».
N Então exclamaram:
R «Que necessidade temos ainda de testemunhas? Nós próprios o ouvimos da sua boca».
N Levantaram-se todos e levaram Jesus a Pilatos. Começaram a acusá-l’O, dizendo:
R «Encontrámos este homem a sublevar o nosso povo, a impedir que se pagasse o tributo a César e dizendo ser o Messias-Rei».
N Pilatos perguntou-Lhe:
R «Tu és o Rei dos judeus?».
N Jesus respondeu-lhe:
J «Tu o dizes».
N Pilatos disse aos príncipes dos sacerdotes e à multidão:
R «Não encontro nada de culpável neste homem».
N Mas eles insistiam:
R «Amotina o povo, ensinando por toda a Judeia, desde a Galileia, onde começou, até aqui».
N Ao ouvir isto, Pilatos perguntou se o homem era galileu; e, ao saber que era da jurisdição de Herodes, enviou-O a Herodes, que também estava nesses dias em Jerusalém. Ao ver Jesus, Herodes ficou muito satisfeito. Havia bastante tempo que O queria ver,
pelo que ouvia dizer d’Ele, e esperava que fizesse algum milagre na sua presença. Fez-Lhe muitas perguntas, mas Ele nada respondeu. Os príncipes dos sacerdotes e os escribas que lá estavam acusavam-n’O com insistência. Herodes, com os seus oficiais, tratou-O com desprezo e, por troça, mandou-O cobrir com um manto magnífico e remeteu-O a Pilatos. Herodes e Pilatos, que eram inimigos, ficaram amigos nesse dia. Pilatos convocou os príncipes dos sacerdotes, os chefes e o povo, e disse-lhes:
R «Trouxestes este homem à minha presença como agitador do povo. Interroguei-O diante de vós e não encontrei n’Ele nenhum dos crimes de que O acusais. Herodes também não, uma vez que no-l’O mandou de novo. Como vedes, não praticou nada que mereça a morte. Vou, portanto, soltá-l’O, depois de O mandar castigar».
N Pilatos tinha obrigação de lhes soltar um preso por ocasião da festa. E todos se puseram a gritar:
R «Mata Esse e solta-nos Barrabás».
N Barrabás tinha sido metido na cadeia por causa de uma insurreição desencadeada na cidade e por assassínio. De novo Pilatos lhes dirigiu a palavra, querendo libertar Jesus. Mas eles gritavam:
R «Crucifica-O! Crucifica-O!».
N Pilatos falou-lhes pela terceira vez:
R «Mas que mal fez este homem? Não encontrei n’Ele nenhum motivo de morte. Por isso vou soltá-l’O, depois de O mandar castigar».
N Mas eles continuavam a gritar, pedindo que fosse crucificado, e os seus clamores aumentavam de violência. Então Pilatos decidiu fazer o que eles pediam: soltou aquele que fora metido na cadeia por insurreição e assassínio, como eles reclamavam, e entregou-lhes Jesus para o que eles queriam. Quando O conduziam, lançaram mão de um certo Simão de Cirene, que vinha do campo, e puseram-lhe a cruz às costas, para a levar atrás de Jesus. Seguia-O grande multidão de povo e mulheres que batiam no peito e se lamentavam, chorando por Ele. Mas Jesus voltou-Se para elas e disse-lhes:
J «Filhas de Jerusalém, não choreis por Mim; chorai antes por vós mesmas e pelos vossos filhos;  pois dias virão em que se dirá:
‘Felizes as estéreis, os ventres que não geraram  e os peitos que não amamentaram’.  Começarão a dizer aos montes: ‘Caí sobre nós’;  e às colinas: ‘Cobri-nos’.  Porque, se tratam assim a madeira verde,  que acontecerá à seca?».
N Levavam ainda dois malfeitores  para serem executados com Jesus.  Quando chegaram ao lugar chamado Calvário,  crucificaram n’O a Ele e aos malfeitores,  um à direita e outro à esquerda.  Jesus dizia:
J «Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem».
N Depois deitaram sortes,  para repartirem entre si as vestes de Jesus.  O povo permanecia ali a observar.  Por sua vez, os chefes zombavam e diziam:
R «Salvou os outros: salve-Se a Si mesmo,  se é o Messias de Deus, o Eleito».
N Também os soldados troçavam d’Ele;  aproximando-se para Lhe oferecerem vinagre, diziam:
R «Se és o Rei dos judeus, salva-Te a Ti mesmo».
N Por cima d’Ele havia um letreiro:  «Este é o Rei dos judeus».  Entretanto, um dos malfeitores  que tinham sido crucificados
insultava-O, dizendo:
R «Não és Tu o Messias?  Salva-Te a Ti mesmo e a nós também».
N Mas o outro, tomando a palavra, repreendeu-o:
R «Não temes a Deus,  tu que sofres o mesmo suplício?  Quanto a nós, fez-se justiça,  pois recebemos o castigo das nossas más acções.  Mas Ele nada praticou de condenável».
N E acrescentou:
R «Jesus, lembra-Te de mim,  quando vieres com a tua realeza».
N Jesus respondeu-lhe:
J «Em verdade te digo: Hoje estarás comigo no Paraíso».
N Era já quase meio-dia,  quando as trevas cobriram toda a terra,  até às três horas da tarde,  porque o sol se tinha eclipsado.  O véu do templo rasgou-se ao meio.  E Jesus exclamou com voz forte:
J «Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito».
N Dito isto, expirou.  Vendo o que sucedera,  o centurião deu glória a Deus, dizendo:
R «Realmente este homem era justo».
N E toda a multidão que tinha assistido àquele espectáculo,  ao ver o que se passava, regressava batendo no peito.  Todos os conhecidos de Jesus, bem como as mulheres que O acompanhavam desde a Galileia,  mantinham-se à distância, observando estas coisas.  Havia um homem chamado José, da cidade de Arimateia,  que era pessoa recta e justa e esperava o reino de Deus.
Era membro do Sinédrio, mas não tinha concordado com a decisão e o proceder dos outros.  Foi ter com Pilatos e pediu-lhe o corpo de Jesus. E depois de o ter descido da cruz,  envolveu-o num lençol e depositou-o num sepulcro escavado na rocha,  onde ninguém ainda tinha sido sepultado.  Era o dia da Preparação e começavam a aparecer as luzes do sábado.  Entretanto, as mulheres que tinham vindo com Jesus da Galileia  acompanharam José e observaram o sepulcro e a maneira como fora depositado o corpo de Jesus. No regresso, prepararam aromas e perfumes. E no sábado guardaram o descanso, conforme o preceito.
Palavra da salvação.

(www.voz-portucalense.pt)

www.ecclesia.pt

Recolha e transcrição por António Fonseca

28 DE MARÇO DE 2010 - REZAR NA QUARESMA e SANTOS DO DIA

28 DE MARÇO

DOMINGO– DOMINGO DE RAMOS

Lucas 19, 28-40

“ENCONTRAREIS UM JUMENTINHO PRESO QUE NINGUÉM JAMAIS MONTOU.  SOLTAI-O E TRAZEI-O.  O SENHOR PRECISA DELE.”

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Jesus sabe o que O espera.

Mas não hesita nem Se desvia do seu projecto.

Vai entrar na cidade que O matará, montado num burrinho, um animal associado à mansidão, à simplicidade, à fraqueza.

Não entrará às escondidas nem numa lógica de força e domínio.

A sua lógica é a do amor.

E no caminho até à cruz, Ele sempre permanecerá fiel ao amor.

 

»»»»»»»»»

Fico confuso com esta liturgia, Senhor.

Tantos que Te aplaudem e tantos que Te condenam.

E eu entre eles.

Percebo que não é a liturgia que é confusa: é a minha fé que é frágil.

Umas vezes, quero estar conTigo;

outras, oponho-me a Ti.

Hoje quero rezar e pedir-Te que me mantenhas fiel a Ti, fiel ao amor.

 

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edisal@edisal.salesianos.pt

www.edisal.salesianos.pt

NOTA:  Ver nota em 17-Fevereiro-2010

António Fonseca  -  www.aarfonseca@hotmail.com

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SANTOS DO DIA DE HOJE

28 DE MARÇO DE 2010

Juana María de Maillé
Março 28   -  Viúva

Juana María de Maillé

Juana María de Maillé

Terciaria Franciscana

A Beata Juana María de Maillé é um exemplo ideal de mulher nobre terceira. Viúva e virgem de um valente, o barão de Silly.
Na penitência e na caridade passou sua longa vida desenvolvendo uma acção religiosa e patriótica na corte de Carlos VI e entre os grandes de França para salvar a nação das lutas civis e dos ingleses. 
O desejo da vocação evangélica a impulsionou ao apostolado e à penitência solitária pelos caminhos de uma despojada pobreza.
Juana María de Maillé nasceu em 14 de Abril de 1331 no castelo de La Roche, na diocese de Tours. Teve uma primeira visão da Virgem Maria e do Menino Jesus em 1342 e se consagrou a honrar a Paixão de Cristo.
Recebeu a primeira educação religiosa de um Padre Franciscano, confessor da família; ele lhe ensinou o amor ardente a Cristo morto pela salvação da humanidade, a nossa Senhora, Mãe de Deus e Mãe dos homens, e ao Seráfico Pobrezinho São Francisco.
Ela se empenhou em imitar suas virtudes, especialmente o amor à pobreza, à humildade e à oração, e se fez filha sua militando entre os irmãos e as irmãs da Penitência da Terceira Ordem Franciscana.
Seu tutor em 1347 decidiu casá-la com Roberto de Silly. Os dois jovens esposos decidiram de comum acordo conservar a castidade e se dedicaram a socorrer aos desventurados durante a grande epidemia de peste negra nos anos 1346•1353. Roberto, capturado pelos ingleses e resgatado a preço de sua fortuna, morreu em 1362.
Juana María, como em outro tempo Santa Isabel de Hungria, foi expulsa brutalmente pela família de Silly. Ela perdoou generosamente a quantos lhe haviam provocado tanta dor e bendisse a Deus no momento da prova.
Se retirou a Tours para dedicar-se à oração e às boas obras. Fez voto de perpétua castidade nas mãos do arcebispo de Tours e entrou no hospício dos enfermos, decidida a levar uma vida sacrificada pelo bem dos irmãos pobres, enfermos e necessitados, como faziam os primeiros terceiros franciscanos.
Perseguida pela malevolência dos que a rodeavam, se retirou ao eremitério de Planche de Vaux, onde levou vida contemplativa. Obrigada pelas condições de saúde a regressar a Tours em 1386, se foi a viver junto ao convento dos Cordígeros, nome popular dos Franciscanos, e se pôs sob  a direcção do Padre Martín de Bois Gaultier. Seu zelo a levou várias vezes à corte de Carlos VI, o rei louco, já a Tours, já a París, para intentar que corrigisse seus costumes.
Foi favorecida com carismas místicos, era consultada en todas as oportunidades.
Morreu em 28 de Março de 1414.
Seu culto foi confirmado no ano 1871 pelo Papa Pío IX.

Doroteo de Gaza, Santo
Março 28   -  Asceta

Doroteo de Gaza, Santo

Doroteo de Gaza, Santo

Asceta

Etimologicamente significa “ dom de Deus”. Vem da língua grega.
Há dias no Santoral, em que abundam muitos nomes. E ao ver Doroteo, o de Gaza é o que tem maior esplendor e fama.
Veio ao mundo na Palestina quando o século VI terminava. Durante sua infância e adolescência tinha pânico e horror aos estudos. Não há nada novo sob o sol. ¡Que o digam a tantos estudantes!
Tudo mudou ao entrar no mosteiro do abade Seridio. Este buscou o monge Juan para que o educasse e lhe ensinasse quanto  fosse necessário.
Pelos vistos depois, este mestre teve que ser excelente, já que desde então se entregou ao estudo com enorme interesse e paixão. 
Mas não somente havia ingressado no mosteiro para ser mais sábio em letras e em ciências, mas também e, sobretudo, para ser santo.
São duas actividades que devem ir paralelas se queremos conseguir o equilíbrio pessoal a que estamos chamados como pessoas.
Lhe encomendaram a preciosa missão de cuidar aos anciãos e enfermos. Uma realidade palpitante em nossa sociedade, saturada de consumo e falta de humanidade em não poucos casos.
Este trabalho lhe proporcionou muita mais sabedoria prática que tudo o anterior. São – como as crianças – a porção privilegiada do Evangelho, inclinado sempre com os débeis em todos os sentidos. 
O formaram de tal maneira que, quando foi nomeado abade do mosteiro entre Gaza e Majuna, escreveu livros ascéticos acerca da vida monástica.
Quando seus mestres passaram a melhor vida, foi ele mesmo que se encarregou de todo o mosteiro. Igual ao que havia ocorrido a ele, fez o mesmo com o jovem Dositeo. Tão bem o educou que chegou a ser um santo em que brilhava sua virtude.
Morreu no século VII.
¡Felicidades a quem leve este nome!

Asceta: uma pessoa que se dedica particularmente à prática e exercício da perfeição espiritual

José Sebastián Pelczar, Santo
Março 28   -  Bispo

José Sebastián Pelczar, Santo

José Sebastián Pelczar, Santo

Bispo de Przemyśl

Fundador da Congregação das Servas do Sagrado Coração de Jesus

José Sebastián Pelczar nasceu em 17 de Janeiro de 1842 na pequena cidade de Korczyna (Polónia), perto de Krosno ao pé dos montes Cárpatos. Passou a meninice em sua cidade natal, crescendo numa atmosfera de fé profunda que seus pais Adalberto Pelczar e Marianna Mięsowicz lhe inculcaram. Estes, vendo que seu filho tinha atitudes extraordinárias para o estudo, ao terminar os dois anos de escola popular em Korczyna, o enviaram a Rzeszów para continuar seus estudos.

VER MAIS SOBRE SANTO JOSÉ SEBASTIÃO PELCZAR, EM HTTP://ES.CATHOLIC.NET/SANTORAL. Obrigado e desculpem.Af.


Reproduzido com autorização de Vatican.va

Guntrano, Santo
Março 28   -  Laico

 Guntrano, Santo

Guntrano, Santo

Rei de Borgonha e Orleães.

Era neto de Santa Clotilde. irmão dos reis Charibert e Sigebert.
Repudiou a primeira esposa, Veneranda, logo depois de haver-lhe dado só um herdeiro que morreu em tenra idade. A segunda esposa, Merestrude não teve melhor sorte, morreu pouco depois de seu parto junto com o menino. Austrechilde, a terceira esposa, lhe deu dois meninos que morreram jovens.
Guntrano, logo a seguir, chegou à conclusão de que seu luto era consequência dos pecados cometidos, se comprometeu a não cair na tentação de mudar de esposa em procura de um herdeiro, adoptando a seu sobrinho Chieldeberto, órfão de um de seus irmãos.
Em sua conversão ao cristianismo superou assim com remorsos os actos anteriores de sua vida, consagrando sua energia e fortuna a construir a Igreja.
Pacificador, protector dos oprimidos, atendia aos enfermos, terno com seus súbditos, generoso em suas esmolas, especialmente em épocas de fome ou praga. Obrigava ao correcto cumprimento da lei sem favoritismos, perdoou inclusive ofensas contra ele incluindo a dois que intentaram assassiná-lo.
Morreu em 28 de Março de 592, foi enterrado na Igreja de São Marcelo que ele havia fundado, seu crânio agora se conserva numa urna de prata.
Foi declarado santo quase imediatamente depois de sua morte por seus súbditos.

Esteban Harding, Santo
Março 28   -  Abade

Esteban Harding, Santo

Esteban Harding, Santo

Terceiro abade de Cister

Martirológio Romano: No mosteiro de Cister, em Borgonha (hoje França), santo Esteban Harding, abade, que junto com outros monges veio de Molesmes e, mais tarde, esteve à frente deste célebre cenóbio, onde instituiu os irmãos conversos, recebeu a são Bernardo com trinta companheiros e fundou doze mosteiros, que uniu com o vínculo da Carta de Caridade, para que não houvesse discórdia alguma entre eles, mas que os monges actuassem com unidade de amor, de Regra e com costumes similares (1134).
Etimológicamente: Esteban = Aquele que é laureado e vitorioso, é de origem grega.

Nasceu em Sherborne em Dorsetshire, Inglaterra, a meados do século XI; morreu em 28 de Março de 1134.
Recebeu sua primeira educação mo mosteiro de Sherborne e mais tarde estudou en París e Roma. No regresso desta última cidade, se deteve no mosteiro de Molesme e, ficou tão impressionado da santidade de Roberto, o abade, que decidiu unir-se a essa comunidade. Aqui praticou grandes austeridades, chegou a ser um dos principais partidários de São Roberto e foi um dos vinte e um monges que, pela autoridade de Hugo, arcebispo de Lyons, se retirou a Cîteaux para instituir uma reforma na nova fundação nesse lugar.

VER MAIS SOBRE SANTO ESTEBAN HARDINGTerceiro Abade de CisterEM HTTP://ES.CATHOLIC.NET/DSANTORAL
. Obrigado e desculpem, António Fonseca

http://es.catholic.net/santoral

Recolha, transcrição e tradução incompleta por António Fonseca