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sábado, 3 de abril de 2010

4 DE ABRIL DE 2010 - REZAR NA QUARESMA e SANTOS DO DIA

4 DE ABRIL

DOMINGO – PÁSCOA DA RESSURREIÇÃO

João 20, 1-9

 

“MADALENA FOI DE MANHÃ, AINDA ESCURO,

AO TÚMULO E VIU A PEDRA RETIRADA.”

»»»»»»»»»

HOJE COMEÇA UM TEMPO NOVO.

EM QUE A MORTE JÁ NÃO TEM A ÚLTIMA PALAVRA.

EM QUE JÁ NÃO SOMOS ESCRAVOS DO EGOÍSMO, DAS VINGANÇAS, DO DESESPERO, DO ABANDONO.

HOJE É O DIA DA VITÓRIA DO DEUS DA VIDA.

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O teu túmulo, Jesus, está vazio.

Mas a nossa vida fica cheia.

Hoje é a festa da vida nova.

O triunfo da esperança.

A vitória do teu amor que nos liberta e salva.

Ressuscitaste para todos nós.

Estendes uma mão aos que se afundam.

Dizes palavras de luz a quem desiste.

Arrasas os muros que bloqueiam o nosso coração.

 

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edisal@edisal.salesianos.pt

www.edisal.salesianos.pt

NOTA:  Ver nota em 17-Fevereiro-2010

António Fonseca  -  www.aarfonseca@hotmail.com

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SANTOS DO DIA DE HOJE

4 DE ABRIL DE 2010

Isidoro de Sevilla, Santo
Abril 4   -  Bispo e Doutor da Igreja, Abril 4

Isidoro de Sevilla, Santo

Isidoro de Sevilla, Santo

Bispo e Doutor da Igreja

Santo Isidoro de Sevilla (560-636) é o último dos padres latinos, e resume em si todo o património de aquisições doutrinais e culturais que a época dos padres da Igreja transmitiu aos séculos futuros.
Isidoro foi um escritor enciclopédico, muito lido na idade média, sobretudo por suas “Etimologias”, uma “summa” muito útil da ciência antiga, em que condensou os principais resultados mais com zelo que com espírito crítico. Mas apesar de possuir tão ricamente a ciência antiga e de influir consideravelmente na cultura medieval, sua principal preocupação como bispo foi lograr a maturidade espiritual e intelectual do clero espanhol. Para isto fundou um colégio eclesiástico, protótipo dos futuros seminários, dedicando muito de sua laboriosa jornada à instrução dos candidatos ao sacerdócio. 
A santidade era algo comum na família de santo Isidoro: três irmãos foram bispos e santos - Leandro, Fulgêncio e Isidoro -; uma irmã – Florentina - foi religiosa e santa. Leandro, o irmão mais velho, foi tutor e mestre de Isidoro, que ficou órfão quando era muito menino. 
O futuro doutor da Igreja, autor de muitos livros que tratam de todo o saber humano: agronomia, medicina, teologia, economia doméstica, etc., ao principio foi um estudante pouco aplicado. Como tantos outros companheiros, deixava de ir à escola para ir a vaguear pelos campos. Um dia se aproximou de um poço para tirar água e notou que as cordas haviam feito rachaduras na dura pedra. Então compreendeu que também a constância e a vontade do homem podem vencer as duras asperezas da vida.
Regressou com amor a seus livros e progrediu tanto no estudo que mereceu ser considerado o homem mais sábio de seu tempo -Isidoro sucedeu ao irmão Leandro no governo da importante diocese de Sevilha-. Como o irmão, foi o bispo mais popular e autorizado de seu tempo, e também presidiu ao importante concilio de Toledo, em 633. Se formou com a leitura de santo Agostinho e de são Gregório Magno, e ainda sem ter o vigor de um Boécio ou o sentido organizador de um Casiodoro, Isidoro compartilhou com eles a glória de ser o mestre da Europa medieval e o primeiro organizador da cultura cristã. Isidoro foi muito sábio, mas ao mesmo tempo de profunda humildade e caridade; não só obteve o título de “doctor egregius”, mas também a auréola da santidade.

José Benito Dusmet, Beato
Abril 4   -  Bispo

José Benito Dusmet, Beato

José Benito Dusmet, Beato

Bispo de Catânia

Nasceu em Palermo, Sicília, Itália em 15 de agosto de 1818, numa família aristocrática.
Foi monge e abade beneditino, e muitos acudiam a ele para lhe pedir conselho e para sua direcção espiritual. Sua caridade para com os pobres foi extraordinária e acudia pressuroso onde houvesse qualquer  calamidade.
Foi preconizado bispo de Catânia e se entregou plenamente a todos, mas de modo especial aos mais necessitados. Teve um cuidado e esmero especial para os sacerdotes, e promoveu a vida paroquial com grande intensidade.
Apesar de sua oposição, foi nomeado cardeal pelo papa León XIII, mas não durou muito em seu cargo, pois sua saúde se deteriorou rapidamente e morreu dois anos depois em 4 de Abril de 1894.
Os que o amortalharam não encontraram no roupeiro nem uma só peça para lhe mudar a roupa. Tudo o havia dado para os pobres, até seu próprio peitoral e anel.
Seu povo o chorou como a um bom padre e o venerou como a um santo.
Foi beatificado pelo papa João Paulo II, em 25 de Setembro de 1988. 
O Martirológio Romano o festeja em 4 de Abril, mas em Catânia se recorda em 25 de Setembro.

Benito (ou BENTO) Moro ou (NEGRO), Santo

ou São FRATELLO, ou São FILADELFO


Abril 4   -  Religioso Franciscano

Benito Moro, Santo

Benito Moro, Santo

Religioso

A este São Benito  (ou BENTO) se lhe chama de Palermo, pela cidade em que morreu, ou de São Fratello ou São Filadelfo pelo lugar em que nasceu, ou também o Moro ou o Negro pela cor de sua pele e sua ascendência africana. De jovem abraçou a vida eremítica, mas mais tarde passou à Ordem franciscana. Não tinha estudos, mas seus dotes naturais e espirituais de conselho e prudência atraíam a multidão de gente. Ainda que irmão leigo, foi, não só cozinheiro mas também guardião de seu convento e mestre de noviços.
São Benito (Bento) ou Moro nasceu em 1526 em São Fratello, antes chamado São Filadelfo, província de Messina (Sicília), de pais cristãos, Cristóbal Manassari e Diana Larcari, descendentes de escravos negros. De adolescente Benito cuidava o rebanho do patrão e desde então, por suas virtudes, foi chamado o «santo moro».
Aos vinte e um anos entrou numa comunidade de ermitãos, fundada em sua região natal por Jerónimo Lanza, que vivia sob a Regra de São Francisco. Quando os ermitãos se trasladaram ao Monte Pellegrino para viver em maior solidão, Benito os seguiu, e à morte de Lanza, foi eleito superior por seus companheiros.
Em 1562 Pío IV retirou a aprovação que Júlio II havia dado a aquele instituto e convidou aos religiosos a entrar numa Ordem que eles mesmos escolheram. Benito escolheu a Ordem dos Irmãos Menores, e entrou no convento de Santa María de Jesús, em Palermo, fundado pelo Beato Mateo de Agrigento.
Logo foi enviado ao convento de Santa Ana Giuliana, onde permaneceu só três anos. Trasladado novamente a Palermo, viveu ali vinte e quatro anos.
Ao principio exerceu o oficio de cozinheiro com grande espírito de sacrifício e de caridade sobrenatural. Se lhe atribuíram muitos milagres.
Se o tinha em tal apreço que em 1578, sendo religioso não sacerdote, foi nomeado superior do convento. Por três anos guiou a sua comunidade com sabedoria, prudência e grande caridade. Com ocasião do Capítulo provincial se trasladou a Agrigento, onde, pela fama de sua santidade, que se havia difundido rapidamente, foi acolhido com calorosas manifestações do povo.
Nomeado mestre de noviços, atendeu a este delicado oficio da formação dos jovens com tanta santidade, que se acreditou que tinha o dom de escutar os corações. Finalmente voltou a seu primitivo oficio de cozinheiro.
Um grande número de devotos ia a ele consultá-lo, entre os quais também sacerdotes e teólogos, e finalmente o Vice-rei de Sicília. Para todos tinha uma palavra sabia, iluminadora, que animava sempre ao bem. Humilde e devoto, redobrava as penitências, jejuando e flagelando-se até derramar sangue. Realizou numerosas curas. Quando saía do convento a gente o rodeava para lhe beijar a mão, e tocar-lhe o hábito, encomendar-se a suas orações. Dócil instrumento da bondade divina, fazia imenso bem a favor das almas.
Em 1589 enfermou gravemente e por revelação conheceu o dia e hora de sua morte. Recebeu os últimos sacramentos, e em 4 de Abril de 1589 expirou docemente com a idade de 63 anos, pronunciando as palavras de Jesús moribundo: «Em tuas mãos, Senhor, encomendo meu espírito». Seu culto se difundiu amplamente e veio a ser o protector dos povos negros.
Foi canonizado por Pío VII em 24 de Maio de 1807.

• Platón, Santo
Abril 4   -  Abade

Platón, Santo

Platón, Santo

Abade de Bitinia

Etimologicamente significa “largo de ombros”. Vem da língua grega.
Eleger a Cristo Jesús supõe não seguir mais que um. ¿Elegerás tu a Cristo? Começa tu. Dá-lhe tua confiança. Não esperes que teu coração haja mudado: dia após dia Cristo o mudará.

Este confessor, morto no ano 814, elegeu a Cristo. Não teve a menor dúvida. Em abandonar muitos bens e o porvir feliz que o aguardava para se fazer monge.
Primeiro esteve em Bitinia, e em continuação passou como abade ao mosteiro de Sakkoudion em Constantinopla. 
E aqui lhe veio o primeiro fio. Resulta que o imperador Constantino IV repudiou a sua mulher com o fim de se casar com uma prima de são Platón.
Houve alguns que viram muito mal esta atitude do imperador. Sem embargo, o abade o condenou com palavras duras. ¡Miúdo atrevimento!
Cristo actuava nele. A verdade faz ao homem livre. A ele lhe custou dizê-la 14 anos de cadeia e sentir-se perseguido sempre.
Uma vez que foi libertado, não o pensou duas vezes. Se foi ao mosteiro de Studion durante algum tempo.
Pouco depois, o patriarca Nicéforo o levou encarcerado para a ilha de Oxeia, no arquipélago dos Príncipes. 
A razão deste desterro foi porque Platón não aceitava sua rápida elevação ao trono patriarcal.
Voltando ao mosteiro de Studion por ordem do imperador Miguel I, morreu três anos mais tarde cantando o hino: ”Eu sou a Ressurreição e a Vida”. Morreu no ano 814.
Quando se faz uma eleição por Cristo, se faz de forma definitiva.
¡Felicidades a quem leve este nome!

Francisco Marto, Beato
Abril 4   -  Vidente de Fátima

Francisco Marto, Beato

Francisco Marto, Beato

Nasceu em Aljustrel, Fátima, em 11 de Junho de 1908. Foi baptizado em 20 de Junho de 1908.
Caiu vitima da pneumonia em Dezembro de 1918 e faleceu em Aljustrel às 22 horas do dia 4 de Abril de 1919.
Seus restos mortais ficaram sepultados no cemitério paroquial de Fátima até ao dia 13 de Março de 1952, data em que foram trasladados para a Basílica de Cova da Iria (lado direito conforme se entra).
Sua grande preocupação era a de “consolar a Nosso Senhor”. O Espírito de amor e reparação para com Deus ofendido, foram notáveis em sua vida tão curta. Passava horas “pensando em Deus”. Segundo sua história, o pequeno Francisco passava longas horas "pensando em Deus", pelo que sempre foi considerado como um contemplativo.
Sua precoce vocação de eremita foi reconhecida no decreto de heroicidade de virtudes, segundo o que depois das aparições "se escondia detrás das árvores para rezar sozinho; outras vezes subia aos lugares mais elevados e solitários e aí se entregava à oração tão intensamente que não ouvia as vozes dos que o chamavam".
Hoje festejamos o nascimento de Francisco para o Reino de Deus;

Ver Francisco junto a sua irmã Jacinta. Ambos são festejados em 20 de Fevereiro.

Cayetano Catanoso, Santo
Abril 4   -  Fundador, Abril 4

Cayetano Catanoso, Santo

Cayetano Catanoso, Santo

Fundador das Religiosas Verónicas da Santa Face

Nasceu em Chorio di San Lorenzo, arquidiocese de Reggio Calábria, numa família de agricultores profundamente cristãos, em 14 de Fevereiro de 1879. Nesse mesmo dia foi baptizado. Em 1882 recebeu o sacramento da Confirmação.
Aos dez anos sentiu a vocação ao sacerdócio e entrou no seminário arcebispal de Reggio.
Foi ordenado sacerdote em 20 de Setembro de 1902. Durante dois anos foi prefeito de disciplina no seminário. Logo, em 1904, foi nomeado pároco numa aldeia, onde reinava a pobreza, o analfabetismo, a ignorância religiosa. Ali compartilhou as privações e sofrimentos da gente. Foi zeloso no anúncio da palavra de Deus e no ensino da doutrina cristã, edificante na celebração dos mistérios divinos, assíduo no ministério da Confissão, generoso com as famílias necessitadas, e solícito com os enfermos. Para os jovens que não podiam frequentar as escolas públicas abriu uma escola vespertina gratuita, em que ele era o mestre.
Colaborava com os párocos das aldeias vizinhas na pregação e na administração do sacramento da Penitência.
Era muito devoto da Santa Face de Cristo e difundiu com zelo essa devoção entre o povo, implicando a sacerdotes e laicos no apostolado da reparação pelos pecados, especialmente da blasfémia e a profanação das festas religiosas. Com feliz intuição, uniu esta devoção à piedade eucarística: o rosto real de Cristo o encontramos na Eucaristía, onde se oculta sob o branco véu da Hóstia. Em 1918 fundou a Pía União da Santa Face.
Para ajudar aos jovens que queriam ser sacerdotes mas não tinham recursos, instituiu a "Obra dos clérigos pobres".
Desde 1921 até 1940 foi pároco, na cidade de Reggio, da igreja de Santa María da Purificação. Ali desempenhou uma actividade ainda mais intensa e mais ampla. Se dedicava em especial à catequese, as missões populares, o ministério da Confissão, a assistência aos pobres, aos enfermos e aos perseguidos por associações criminais. Fomentava com empenho o culto à Eucaristía e promovia as vocações sacerdotais. Ademais, foi director espiritual no seminário arcebispal, capelão de hospitais, confessor em casas religiosas e em cadeias, e canónico penitenciário da catedral.
Em 1934 fundou as religiosas Verónicas da Santa Face, para propagar a devoção que constituía o fulcro de sua espiritualidade e para ajudar aos sacerdotes mais necessitados nas paróquias mais perdidas e abandonadas. Em 1953 a congregação recebeu a aprovação canónica. 
A missa, celebrada diariamente, e a adoração frequente do santíssimo Sacramento foram a alma de seu sacerdócio e o apoio de seu apostolado. Cultivou uma devoção filial à Virgem María, que irradiou a suas religiosas e ao povo fiel. Desde menino aprendeu a rezar o rosário todos os dias e o seguiu fazendo até sua morte.
Praticou o sacrifício, a mortificação e a penitência. Aceitou com paciência as enfermidades e a cegueira que o afligiu na última etapa de sua vida. Em 1929 se havia oferecido como vítima ao Coração de Cristo, ansiando completar em sua carne o que faltava aos padecimentos de Cristo em favor de seu corpo, que é a Igreja.
Se preparou com grande serenidade ao encontro definitivo com o Senhor, que teve lugar em 4 de Abril de 1963, em Reggio, na casa mãe da congregação que havia fundado.
Foi beatificado pelo Papa João Paulo II em 4 de Maio de 1987 e canonizado por S.S. Bento XVI em 25 de Outubro de 2005.
Reproduzido com autorização de Vatican.va

Ambrósio, Santo

Ambrosio, Santo

Ambrósio, Santo

Bispo e Doutor da Igreja

Martirológio Romano: Em Milão, na região de Ligúria, morte de santo Ambrósio, bispo, que no dia de Sábado Santo saiu ao encontro de Cristo, vencedor da morte. Sua memória se celebra em sete de Dezembro, aniversário de sua ordenação. (†397)

O jovem prefeito de Ligúria e de Emilia, Ambrósio, nasceu em Tréveris no ano 340 de uma família romana. Todavia era catecúmeno, quando por aclamação do povo foi eleito à sede episcopal de Milão, em 7 de Dezembro de 374. Em questão de religião cristã tinha que aprender quase tudo, e se dedicou sobretudo ao estudo da Bíblia com tanto empenho que cedo a aprendeu a fundo. Mas Ambrósio não era um intelectual puro; era sobretudo um óptimo administrador de sua comunidade cristã. Foi um verdadeiro pai espiritual dos jovenzitos imperadores Graciano e Valentiniano II e do temível Teodósio I, a quem não duvidou em reprovar duramente, exigindo-lhe uma penitência pública como expiação por haver feito assassinar ao povo de Tessalónica para acabar com uma revolta. Ambrósio é o símbolo da Igreja que renasce depois dos duros anos de ocultação e das perseguições. Por meio de ele a Igreja de Roma tratou sem nada de servilismos com o poder político.
Suas qualidades pessoais foram as que a atraíram, a devota atenção de todos. A actividade quotidiana de Ambrósio estava dedicada à direcção de sua própria comunidade, e cumpria seus compromissos pastorais pregando a seu povo mais de uma homilia semanal. Santo Agostinho, que foi um assíduo ouvinte dos sermões de Santo Ambrósio, nos conta em suas Confissões que o prestigio da eloquência do bispo de Milão era muito grande e muito eficaz o tom deste apóstolo da amizade.
Sus libros publicados que han llegado hasta nosotros son las rápidas transcripciones y reutilizaciones de sus discursos, poco o nada revisados. Sus famosos Comentarios exegéticos, antes de ser reunidos en volúmenes, habían sido predicados a la comunidad cristiana de Milán. En ellos se nota el tono familiar del pastor que se dirige con amable sencillez a sus fieles. En ellos se siente palpitar el corazón de un gran obispo, que logra suscitar conmovedora emoción en sus oyentes con argumentos llenos de emotividad y de interés. Como buen pastor le gusta enseñar cantos litúrgicos a su pueblo. Por eso compuso un buen número de himnos, algunos son todavía familiares en la liturgia ambrosiana. Fue él quien introdujo en occidente el canto alternado de los salmos.
Entre sus escritos que no tienen relación directa con su predicación, recordamos el De officiis ministrorum, porque, recalcando el conocido texto ciceroniano y acogiendo todos sus elementos, demuestra que el cristianismo puede asimilar sin peligro de alterar el significado de la buena noticia esos valores morales naturales que el mundo pagano y romano en particular supo expresar. Ambrosio murió en Milán el 4 de abril del 397.
¿Queres saber mais? Consulta ewtn

http://es.catholic.net/santoral

Recolha, transcrição e tradução de espanhol para português por António Fonseca

SÁBADO SANTO - VIGILIA PASCAL - 3 DE ABRIL DE 2010


Celebração da Missa

Data: 03-04-2010
Dia: SÁbado
Semana: Tríduo Pascal
Tempo: Tríduo Pascal
Vigília Pascal na Noite Santa

BENÇÃO DO FOGO


Caríssimos irmãos:
Nesta noite santíssima, em que Nosso Senhor Jesus Cristo passou da morte à vida, a Igreja convida os seus filhos, dispersos pelo mundo, a reunirem-se em vigília e oração. Vamos comemorar a Páscoa do Senhor,  ouvindo a sua palavra e celebrando os seus mistérios, na esperança de participar no seu triunfo sobre a morte e de viver com Ele para sempre junto de Deus.
Em seguida, benze-se o fogo:
Oremos


Senhor, que por meio do vosso Filho destes aos vossos fiéis a claridade da vossa luz, santificai † este lume novo e concedei-nos que a celebração das festas pascais acenda em nós o desejo do Céu, para merecermos chegar com a alma purificada às festas da luz eterna.
PRECÓNIO PASCAL – Forma breve


Exulte de alegria a multidão dos Anjos, exultem as assembleias celestes, ressoem hinos de glória, para anunciar o triunfo de tão grande Rei. Rejubile também a terra, inundada por tão grande claridade, porque a luz de Cristo, o Rei eterno, dissipa as trevas de todo o mundo. Alegre-se a Igreja, nossa mãe, adornada com os fulgores de tão grande luz, e ressoem neste templo as aclamações do povo de Deus.
V. O Senhor esteja convosco.
R. Ele está no meio de nós].
V. Corações ao alto.
R. O nosso coração está em Deus.
V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.
R. É nosso dever, é nossa salvação.

É verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação proclamar com todo o fervor da alma e toda a nossa voz os louvores de Deus invisível, Pai omnipotente, e do seu Filho Unigénito, Jesus Cristo, nosso Senhor. Ele pagou por nós ao eterno Pai a dívida por Adão contraída e com seu Sangue precioso  apagou a condenação do antigo pecado. Celebramos hoje as festas da Páscoa, em que é imolado o verdadeiro Cordeiro, cujo Sangue consagra as portas dos fiéis.
Esta é a noite, em que libertastes do cativeiro do Egipto os filhos de Israel, nossos pais, e os fizestes atravessar a pé enxuto o Mar Vermelho.
Esta é a noite,em que a coluna de fogo dissipou as trevas do pecado.
Esta é a noite, que liberta das trevas do pecado e da corrupção do mundo aqueles que hoje por toda a terra crêem em Cristo, noite que os restitui à graça e os reúne na comunhão dos Santos.
Esta é a noite, em que Cristo, quebrando as cadeias da morte, Se levanta glorioso do túmulo. Oh admirável condescendência da vossa graça! Oh incomparável predilecção do vosso amor! Para resgatar o escravo entregastes o Filho. Oh necessário pecado de Adão, que foi destruído pela morte de Cristo! Oh ditosa culpa, que nos mereceu tão grande Redentor! Esta noite santa afugenta os crimes, lava as culpas; restitui a inocência aos pecadores, dá alegria aos tristes.
Oh noite ditosa, em que o céu se une à terra, em que o homem se encontra com Deus! Nesta noite de graça, aceitai, Pai santo, este sacrifício vespertino de louvor, que, na oblação deste círio, pelas mãos dos seus ministros Vos apresenta a santa Igreja.
Nós Vos pedimos, Senhor, que este círio, consagrado ao vosso nome, arda incessantemente para dissipar as trevas da noite; e, subindo para Vós como suave perfume, junte a sua claridade à das estrelas do céu. Que ele brilhe ainda quando se levantar o astro da manhã, aquele astro que não tem ocaso, Jesus Cristo vosso Filho, que, ressuscitando de entre os mortos, iluminou o género humano com a sua luz e a sua paz e vive glorioso pelos séculos dos séculos.

LEITURA I – Forma breve Gen. 1, 1. 26-31a
Leitura do Livro do Génesis


No princípio, Deus criou o céu e a terra. Disse Deus: «Façamos o homem à nossa imagem e semelhança. Domine sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais domésticos, sobre os animais selvagens e sobre todos os répteis que rastejam pela terra». Deus criou o ser humano à sua imagem, criou-o à imagem de Deus. Ele o criou homem e mulher. Deus abençoou-os, dizendo: «Crescei e multiplicai-vos, enchei e dominai a terra. Dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se movem na terra». Disse Deus: «Dou-vos todas as plantas com semente que existem em toda a superfície da terra, assim como todas as árvores de fruto com semente, para que vos sirvam de alimento. E a todos os animais da terra, a todas as aves do céu e a todos os seres vivos que se movem na terra dou as plantas verdes como alimento». E assim sucedeu. Deus viu tudo o que tinha feito: era tudo muito bom. Veio a tarde e, em seguida, a manhã: foi o sexto dia. Assim se completaram o céu e a terra e tudo o que eles contém. Deus concluiu, no sétimo dia, a obra que fizera e, no sétimo dia, descansou do trabalho que tinha realizado.
Palavra do Senhor.


Salmo Responsorial (1) Sal. 103(104) 1-2a, 5-6, 10 12, 13-14, 24, 35c
Refrão: Enviai, Senhor, o vosso espírito
e renovai a face da terra. Repete-se


Bendiz, ó minha alma, o Senhor:
Senhor, meu Deus, como sois grande!
Revestido de esplendor e majestade,
envolvido em luz como num manto!
Refrão Fundastes a terra sobre alicerces firmes:
não oscilará por toda a eternidade.
Vós a cobristes com o manto do oceano,
por sobre os montes pousavam as águas. Refrão
Transformais as fontes em rios
que correm entre as montanhas.
Nas suas margens habitam as aves do céu;
por entre a folhagem fazem ouvir o seu canto.
Refrão Com a chuva regais os montes,
encheis a terra com o fruto das vossas obras.
Fazeis germinar a erva para o gado
e as plantas para o homem, que tira o pão da terra.
Refrão
Como são grandes as vossas obras!
Tudo fizestes com sabedoria:
a terra está cheia das vossas criaturas.
Glória a Deus para sempre! Refrão


Salmo Responsorial (2) Sal. 32(33), 4-5, 6-7, 12-13, 20, 22


Refrão: A bondade do Senhor encheu a terra. Repete-se


A palavra do Senhor é recta,
da fidelidade nascem as suas obras.
Ele ama a justiça e a rectidão:
a terra está cheia da bondade do Senhor. Refrão
A palavra do Senhor criou os céus,
e o sopro da sua boca os adornou.
Foi Ele quem juntou as águas do mar
e distribuiu pela terra os oceanos. Refrão
Feliz a nação que tem o Senhor por seu Deus,
o povo que Ele escolheu para sua herança.
Do céu o Senhor contempla
e observa todos os homens. Refrão
Nossa alma espera o Senhor:
Ele é o nosso amparo e protector.
Venha sobre nós a vossa bondade,
porque em Vós esperamos, Senhor. Refrão


ORAÇÃO


Senhor nosso Deus, que de modo admirável criastes o homem e de modo mais admirável o redimistes, dai-nos a graça de resistir às seduções do pecado com a sabedoria do espírito, para merecermos chegar às alegrias eternas. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
R. Amen.


LEITURA II – Forma breve Gén. 22, 1-2, 9a, 10-13, 15-18


O sacrifício do nosso pai Abraão
Leitura do Livro do Génesis


Naqueles dias, Deus quis pôr à prova Abraão e chamou-o: «Abraão!». Ele respondeu: «Aqui estou». Deus disse: «Toma o teu filho, o teu único filho, a quem tanto amas, Isaac, e vai à terra de Moriá, onde o oferecerás em holocausto, num dos montes que Eu te indicar». Quando chegaram ao local designado por Deus, Abraão levantou um altar e colocou a lenha sobre ele; depois, estendendo a mão, puxou do cutelo para degolar o filho. Mas o Anjo do Senhor gritou-lhe do alto do Céu: «Abraão, Abraão!». «Aqui estou, Senhor» – respondeu ele. O Anjo prosseguiu: «Não levantes a mão contra o menino, nem lhe faças mal algum. Agora sei que na verdade temes a Deus, uma vez que não Me recusaste o teu filho, o teu filho único».
Abraão ergueu os olhos e viu atrás de si um carneiro, preso pelos chifres num silvado. Foi buscá-lo e ofereceu-o em holocausto, em vez do filho. O Anjo do Senhor chamou Abraão, do Céu, pela segunda vez, e disse-lhe: «Por Mim próprio te jurooráculo do Senhorjá que assim procedeste e não Me recusaste o teu filho, o teu filho único, abençoar-te-ei e abençoarei a tua descendência como as estrelas do céu e como a areia que está nas praias do mar, e a tua descendência conquistará as portas das cidades inimigas. Porque obedeceste à Minha voz, na tua descendência serão abençoadas todas as nações da Terra».
Palavra do Senhor.


Salmo Responsorial Sal. 15(16), 5, 8 9-10,11

Refrão: Defendei-me, Senhor: Vos sois o meu refúgio.
Guardai-me, Senhor, porque esperei em Vós. Repete-se


Senhor, porção da minha herança e do meu cálice,
está nas Vossas mãos o meu destino.
O Senhor está sempre na minha presença,
com Ele ao meu lado não vacilarei. Refrão
Por isso o meu coração se alegra
e a minha alma exulta,
e até o meu corpo descansa tranquilo.
Vós não abandonareis a minha alma
na mansão dos mortos,
nem deixareis o Vosso fiel sofrer a corrupção. Refrão
Dar-me-eis a conhecer os caminhos da vida,
alegria plena em vossa presença,
delícias eternas à vossa direita. Refrão


ORAÇÃO


Deus de bondade, Pai supremo dos fiéis, que, pela graça da adopção, multiplicais na terra os filhos da promessa e, pelo sacrifício pascal, fizestes do vosso servo Abraão o pai de todas as nações, como tínheis prometido, concedei ao vosso povo a graça de corresponder dignamente ao vosso chamamento. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
R. Amen.

LEITURA III Ex. 14, 15 – 15, 1


Por iniciativa e por intervenção de Deus, os hebreus são libertados da escravidão do Egipto e, graças a especial protecção divina, atravessam o Mar Vermelho. A acção libertadora de Deus os faz passar da morte à vida, através desse «baptismo» nas águas do mar, lhes dá uma consciência de povo e lhes abre o caminho para a terra prometida.
Esta primeira Páscoa, que foi uma nova criação, é um acontecimento salvífico que anuncia o Baptismo, sacramento da nossa libertação e da nossa «passagem» do pecado à vida da graça.

Leitura do Livro do Êxodo


Naqueles dias, disse o Senhor a Moisés: «Porque estás a bradar por Mim? Diz aos filhos de Israel que se ponham em marcha. E tu ergue a tua vara, estende a mão sobre o mar e divide-o, para que os filhos de Israel entrem nele a pé enxuto. Entretanto, vou permitir que se endureça o coração dos egípcios, que hão-de perseguir os filhos de Israel. Manifestarei então a minha glória, triunfando do Faraó, de todo o seu exército, dos seus carros e dos seus cavaleiros. Os Egípcios reconhecerão que Eu sou o Senhor, quando Eu manifestar a minha glória, vencendo o Faraó, os seus carros e os seus cavaleiros». O Anjo de Deus, que seguia à frente do acampamento de Israel, deslocou-se para a retaguarda. A coluna de nuvem que os precedia veio colocar-se atrás do acampamento e postou-se entre o campo dos egípcios e o de Israel. A nuvem era tenebrosa de um lado, e do outro iluminava a noite, de modo que, durante a noite, não se aproximaram uns dos outros. Moisés estendeu a mão sobre o mar, e o Senhor fustigou o mar, durante a noite, com um forte vento de leste. O mar secou e as águas dividiram-se. Os filhos de Israel penetraram no mar a pé enxuto, enquanto as águas formavam muralha à direita e à esquerda. Os egípcios foram atrás deles: todos os cavalos do Faraó, os seus carros e cavaleiros os seguiram pelo mar dentro. Na vigília da manhã, o Senhor olhou da coluna de fogo e da nuvem para o acampamento dos egípcios e lançou nele a confusão. Bloqueou as rodas dos carros, que dificilmente se podiam mover. Então, os egípcios disseram: «Fujamos dos israelitas, que o Senhor combate por eles contra os egípcios». O Senhor disse a Moisés: «Estende a mão sobre o mar, e as águas precipitar-se-ão sobre os egípcios, sobre os seus carros e os seus cavaleiros». Moisés estendeu a mão sobre o mar e, ao romper da manhã, o mar retomou o seu nível normal, quando os egípcios fugiam na sua direcção. E o Senhor precipitou-os no meio do mar. As águas refluíram e submergiram os carros, os cavaleiros e todo o exército do Faraó, que tinham entrado no mar, atrás dos filhos de Israel. Nem um só escapou. Mas os filhos de Israel tinham andado pelo mar a pé enxuto, enquanto as águas formavam muralha à direita e à esquerda. Nesse dia, o Senhor salvou Israel das mãos dos egípcios, e Israel viu os egípcios mortos nas praias do mar. Viu também o grande poder que o Senhor exercera contra os egípcios, e o povo temeu o Senhor, acreditou n’Ele e em seu servo Moisés. Então Moisés e os filhos de Israel cantaram este hino em honra do Senhor: «Cantemos ao Senhor, que fez brilhar a sua glória, precipitou no mar o cavalo e o cavaleiro».
Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial Ex. 15, 1-2, 3-4, 5-6, 17-18 (R. 1b)
Refrão: Cantemos ao Senhor, que fez brilhar a sua glória. Repete-se


Ou: Deus fez maravilhas: o seu nome é Senhor. Repete-se


Cantarei ao Senhor, que fez brilhar a sua glória:
precipitou no mar o cavalo e o cavaleiro.
O Senhor é a minha força e a minha protecção:
a Ele devo a minha liberdade. Refrão
Ele é o meu Deus: eu O exalto;
Ele é o Deus de meu pai: eu O glorifico.
O Senhor é um guerreiro, Omnipotente é ¬o seu nome;
Precipitou no mar os carros do faraó e o seu exército. Refrão
Os seus melhores combatentes afogaram-se
no Mar Vermelho,
foram engolidos pelas ondas,
caíram como pedra no abismo.
A Vossa mão direita, Senhor, revelou a sua força,
A Vossa mão direita, Senhor, destroçou o inimigo.
Refrão
Levareis o vosso povo e o plantareis
na vossa montanha,
na morada segura que fizestes, Senhor,
no santuário que vossas mãos contruíram.
O Senhor reinará pelos séculos dos séculos. Refrão

ORAÇÃO


Senhor nosso Deus, que iluminastes com a luz do Novo Testamento as maravilhas operadas nos tempos antigos, revelando no Mar Vermelho a imagem da fonte baptismal e no povo libertado da escravidão do Egipto os mistérios do povo cristão, fazei que todos os homens, elevados pela fé à dignidade de povo escolhido, se tornem em Cristo nova criação pela graça do vosso Espírito. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
R. Amen.


LEITURA IV Is 54, 5-14


Como infeliz é a vida da esposa, repudiada pelo seu marido, assim triste foi o destino do Povo de Deus no exílio. Deus, no entanto, não deixara de amar o Povo que, pelas suas infidelidades, tanto d’Ele se afastara. Por isso, no Seu amor fiel, imenso, misericordioso e redentor, promete contrair com ele uma nova aliança, de tal modo que Jerusalém, símbolo de todo o povo, voltará a refulgir, com novo esplendor. Esta aliança, feita de perdão, deixa-nos antever o que será a Aliança definitiva que Deus, no Seu amor gratuito, estabelecerá com a Igreja, seu novo Povo, a nova Jerusalém nascida do Sacrifício pascal de Cristo.

Leitura do Livro de Isaías


O teu Criador, Jerusalém, será o teu Esposo, e o seu nome é 'Senhor do Universo'. O teu Redentor será o Santo de Israel, que se chama 'Deus de toda a Terra'. Como à mulher abandonada e de alma aflita, o Senhor volta a chamar-te: 'A esposa da juventude poderá ser repudiada?', – diz o teu Deus –. Por um momento, abandonei-te, mas no meu grande amor volto a chamar-te. Num acesso de ira, escondi de ti a minha face, mas na minha misericórdia eterna, tive compaixão de ti, diz o Senhor, teu Redentor. Comigo sucede como no tempo de Noé, quando jurei que as águas do dilúvio não mais invadiriam a terra. Assim Eu juro não tornar a irritar-Me contra ti, não voltar a ameaçar-te. Ainda que sejam abaladas as montanhas, e vacilem as colinas, a minha misericórdia não te abandonará, a minha aliança de paz não vacilará, diz o Senhor, compadecido de ti. Pobre cidade, batida pela tempestade e desolada, vou assentar as tuas pedras sobre jaspe e o teus alicerces em safiras; vou fazer-te ameias de rubis, portas de cristal e todas as tuas muralhas de pedras preciosas. Todos os teus habitantes serão instruídos pelo Senhor e gozarão de uma grande paz. Serás fundada sobre a justiça, longe da violência, por¬¬que nada terás a temer, longe do pavor, por¬¬que não poderá atingir-te.
Palavra do Senhor.


Salmo Responsorial Sal. 29(30), 2, 4, 5-6, 11-12a. 13b
Refrão: Eu Vos louvarei, Senhor, porque me salvastes. Repete-se


Eu Vos glorifico, Senhor, porque me salvastes
e não deixastes que de mim se regozijassem
os inimigos.
Tirastes a minha alma da mansão dos mortos,
vivificastes-me para não descer ao túmulo.
Refrão Cantai salmos ao Senhor, vós os seus fiéis,
e dai graças ao seu nome santo.
A sua ira dura apenas um momento
e a sua benevolência a vida inteira.
Ao cair da noite vêm as lágrimas,
e ao amanhecer volta a alegria. Refrão
Ouvi, Senhor, e tende compaixão de mim,
Senhor, sede Vós o meu auxílio.
Vós convertestes em júbilo o meu pranto:
Senhor meu Deus, eu Vos louvarei eternamente. Refrão


ORAÇÃO


Deus eterno e omnipotente, multiplicai, para glória do vosso nome, a descendência que prometestes aos nossos pais por causa da sua fé e aumentai pela adopção divina os filhos da promessa, de modo que a vossa Igreja possa ver como já se cumpriu o que os santos Patriarcas esperaram e creram. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
R. Amen.


Leitura V Is. 55, 1-11
A nova aliança, oferecida por Deus ao Seu Povo (4.ª Leitura) destina-se a todos. Deus, com efeito, quer que todos participem das promessas nela incluídas. Mas para isso, é necessário que o homem tomando consciência da sua fome espiritual e reconhecendo o seu malogro em confiar nos ídolos ou nas suas próprias forças, se volte para a palavra de Deus, oferecida, em banquete de sabedoria, a todos os que desejem saciar-se dela, num conhecimento de fé e de confiante entrega. É o anúncio do banquete messiânico, para o qual todos os homens são chamados, a fim de entrarem em comunhão com Ele, realizando assim, em plenitude, o seu destino humano.
Leitura do Livro de Isaías


Eis o que diz o Senhor: «Todos vós que tendes sede, vinde à nascente das águas. Vós que não tendes dinheiro, vinde, comprai e comei. Vinde e comprai, sem dinheiro e sem despesa, vinho e leite. Porque gastais o vosso dinheiro naquilo que não alimenta e o vosso trabalho naquilo que não sacia? Ouvi-Me com atenção e comereis o que é bom; saboreareis manjares suculentos. Prestai-Me ouvidos e vinde a Mim; escutai-Me e vivereis. Firmarei convosco uma aliança eterna, com as graças prometidas a David. Fiz dele um testemunho para os povos, um chefe e um legislador das nações. Chamarás povos que não conhecias; nações que não te conheciam acorrerão a ti, por causa do Senhor teu Deus, do Santo de Israel que te glorificou. Procurai o Senhor enquanto Se pode encontrar, invocai-O enquanto está perto. Deixe o ímpio o seu caminho e o homem perverso os seus pensamentos. Converta-se ao Senhor, que terá compaixão dele, ao nosso Deus, que é generoso em perdoar. Porque os meus pensamentos não são os vossos, nem os vossos caminhos são os meus – oráculo do Senhor. Tanto quanto os céus estão acima da terra, assim os meus caminhos estão acima dos vossos e acima dos vossos estão os meus pensamentos. E assim como a chuva e a neve que descem do céu não voltam para lá sem terem regado a terra, sem a haverem fecundado e feito produzir, para que dê a semente ao semeador e o pão para comer, assim a palavra que sai da minha boca não volta sem ter produzido o seu efeito, sem ter cumprido a minha vontade, sem ter realizado a sua missão».
Palavra do Senhor.


Salmo Responsorial Is. 12, 2-3, 4bde, 5-6
Refrão: Ireis com alegria às fontes da salvação. Repete-se


Ou: Das fontes da salvação, saciai-vos na alegria.
Repete-se
Deus é o meu salvador,
tenho confiança e nada temo.
O Senhor é a minha força e o meu louvor.
É a minha salvação.
Refrão Tirareis água, com alegria, das fontes da salvação.
Agradecei ao Senhor, invocai o seu nome,
Anunciai aos povos a grandeza das suas obras,
proclamai a todos que o seu nome é santo. Refrão
Cantai ao Senhor, porque Ele fez maravilhas,
anunciai-as em toda a terra.
Entoai cânticos de alegria e exultai,
habitantes de Sião,
porque é grande no meio de vós o Santo de Israel.
Refrão

ORAÇÃO


Deus eterno e omnipotente, única esperança do mundo, que na palavra dos Profetas anunciastes os mistérios dos tempos presentes, aumentai no vosso povo o desejo dos bens celestes, porque nenhum dos vossos fiéis pode crescer na virtude sem a inspiração da vossa graça. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
R. Amen.


Leitura VI Bar. 3, 9-15, 32 – 4, 4


Dispersos no meio de povos pagãos, que seguiam as mais diversas doutrinas filosóficas, os judeus estavam expostos à tentação de duvidar da superioridade da sua fé. Nessa situação, o profeta lembra que a verdadeira sabedoria se encontra na revelação de Deus, contida na Lei. Sabedoria encarnada do Pai, no meio dos homens, (Jo. 1, 14; Col. 2, 3), será, porém, Jesus, o Filho de Deus que nos manifestará, na loucura e fraqueza da Cruz, a verdadeira sabedoria e todo o poder de Deus (I Co. 1, 23-25), tornando-Se caminho de luz, de paz e de vida para o homem.
Leitura do Livro de Baruc


Escuta, Israel, os mandamentos da vida; inclina os teus ouvidos para aprenderes a prudência. Porque será, Israel, que te encontras em país inimigo e envelheces em terra estrangeira? Porque te contaminaste com os mortos, foste contado entre os que descem ao sepulcro e abandonaste a fonte da Sabedoria. Se tivesses seguido o caminho de Deus, viverias em paz eternamente. Aprende onde está a prudência, onde está a força e a inteligência, para conheceres também onde se encontra a longevidade e a vida, onde está a luz dos olhos e a paz. Quem descobriu a morada da Sabedoria? Quem penetrou nos seus tesouros? Aquele que tudo sabe conhece-a; descobriu-a com a sua inteligência Aquele que firmou a terra para sempre, enchendo-a de animais quadrúpedes, Aquele que envia a luz e ela vai, que a chama e ela obedece-Lhe tremendo. As estrelas brilham vigilantes nos seus postos cheias de alegria; Ele chama por elas e respondem: «Aqui estamos» e resplandecem alegremente para Aquele que as criou. Este é o nosso Deus, e nenhum outro se Lhe pode comparar. Penetrou todos os caminhos da Sabedoria e mostrou-os a Jacob seu servo, a Israel seu predilecto. Depois, ela apareceu sobre a terra e habitou no meio dos homens. Ela é o livro dos mandamentos de Deus e a lei que permanece eternamente. Os que a seguirem alcançarão a vida, mas aqueles que a abandonarem morrerão. Volta, Jacob e abraça-a, caminha para o esplendor da sua luz. Não cedas a outros a tua glória, nem os teus privilégios a uma nação estrangeira. Felizes de nós, Israel, porque nos foi revelado o que agrada a Deus.
Palavra do Senhor.


Salmo Responsorial Sal. 18(19), 8, 9, 10, 11
Refrão: Senhor, Vós tendes palavras de vida eterna. Repete-se
A lei do Senhor é perfeita,
ela reconforta a alma;
as ordens do Senhor são firmes,
dão sabedoria aos simples.
Refrão Os preceitos do Senhor são rectos
e alegram o coração;
os mandamentos do Senhor são claros
e iluminam os olhos.
Refrão O temor do Senhor é puro
e permanece eternamente;
os juízos do Senhor são verdadeiros,
todos eles são rectos. Refrão
São mais preciosos que o ouro,
O ouro mais fino;
são mais doces que o mel,
o puro mel dos favos. Refrão

ORAÇÃO


Senhor nosso Deus, que fazeis crescer continuamente a vossa Igreja chamando para ela todos os povos, defendei com a vossa protecção os que purificais nas águas do Baptismo. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
R. Amen.


Leitura VII Ez. 36, 16-33


Com os seus pecados de idolatria e de homicídio, o Povo de Deus profanara o Seu nome, merecendo, por isso, o castigo de ser disperso entre povos pagãos. Contudo, nem mesmo na provação ele soube voltar-se para o Senhor e glorificar o Seu nome. Pelo contrário, a sua vida e o seu destino levavam os pagãos a dizer:
«O Deus de Israel não será um Deus impotente para salvar Seu Povo?» Por isso, sem que o Povo o merecesse, Deus reconduzi-lo-á à sua terra, de novo tornada fértil, recriando-o, mediante uma transformação interior tão profunda que os mesmos corações de pedra se tornarão corações de carne.
Será, porém, na nova economia, que, com a Páscoa de Cristo, se realizará plenamente essa transformação. Com o perdão do pecado e a efusão do Espírito Santo, o homem receberá um coração filial, podendo repetir, cada dia: «Pai nosso» (Mt. 6, 9).
Leitura da profecia de Ezequiel


A palavra do Senhor foi-me dirigida nestes termos: «Filho do homem, quando os da casa de Israel habitavam na sua terra, mancharam-na com o seu proceder e as suas obras. Fiz-lhes então sentir a minha indignação, por causa do sangue que haviam derramado no país e dos ídolos com que o tinham profanado. Dispersei-os entre as nações, espalhei-os entre os outros povos; julguei-os segundo o seu proceder e as suas obras. Em todas as nações para onde foram, profanaram o meu santo nome; e por isso se dizia deles: 'São o povo do Senhor: tiveram de deixar a sua terra'. Quis então salvar a honra do meu santo nome, que a casa de Israel profanara entre as nações para onde tinha ido. Por isso, diz à casa de Israel: Assim fala o Senhor Deus: Não faço isto por causa de vós, israelitas, mas por causa do meu santo nome, que profanastes entre as nações para onde fostes. Manifestarei a santidade do meu grande nome, profanado por vós entre as nações para onde fostes. E as nações reconhecerão que Eu sou o Senhor – oráculo do Senhor Deus – quando a seus olhos Eu manifestar a minha santidade, a vosso respeito. Então retirar-vos-ei de entre as nações, reunir-vos-ei de todos os países, para vos restabelecer na vossa terra. Derramarei sobre vós água pura e ficareis limpos de todas as imundícies; e purificar-vos-ei de todos os falsos deuses. Dar-vos-ei um coração novo e infundirei em vós um espírito novo. Arrancarei do vosso peito o coração de pedra e dar-vos-ei um coração de carne. Infundirei em vós o meu espírito e farei que vivais segundo os meus preceitos, que observeis e ponhais em prática as minhas leis. Habitareis na terra que dei a vossos pais; sereis o meu povo e Eu serei o vosso Deus».
Palavra do Senhor.


Salmo Responsorial Sal. 41(42), 2-3.5bed; 42(43), 3-4
Refrão: Como suspira o veado pelas torrentes das águas,
assim minha alma suspira por Vós, Senhor.
Ou: Como o veado em busca das águas,
Assim, ó Deus, a minha alma vos deseja.
Repete-se


Como suspira o veado pelas correntes das águas,
assim minha alma suspira por Vós, Senhor.
Minha alma tem sede de Deus, do Deus Vivo:
Quando irei contemplar a face de Deus? Refrão
A minha alma estremece ao recordar
quando passava em cortejo para o templo do Senhor,
entre as vozes de louvor e de alegria
da multidão em festa. Refrão
Enviai a vossa luz e verdade:
sejam elas o meu guia e me conduzam
à vossa montanha santa
e ao vosso santuário.
Refrão E eu irei ao altar de Deus,
a Deus que é a minha alegria.
Ao som da cítara Vos louvarei,
Senhor, meu Deus.
Refrão
ORAÇÃO


Senhor nosso Deus, que nos instruís com as páginas do Antigo e do Novo Testamento para celebrarmos o mistério pascal, abri os nossos corações para compreendermos a vossa misericórdia, a fim de que, ao recebermos os dons presentes, se confirme em nós a esperança dos bens eternos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus na unidade do Espírito Santo.
Epístola Rom. 6, 3-11


A justificação vem de Deus, por meio da fé em Jesus Cristo o Qual, com a Sua Morte, destruiu a escravidão do pecado e da morte, em que o homem vivia, comunicando aos resgatados a própria vida divina. Mas, para que os homens recebam a eficácia da Morte e Ressurreição de Jesus, é necessário que se insiram no Seu Mistério Pascal. Ora o Baptismo é o Sacramento que nos une à Morte de Cristo para nos fazer viver com Ele a nova vida, que «não morre mais». Comunicando aos baptizados os frutos da Paixão e da Ressurreição o Baptismo não é, porém, uma simples aplicação do Mistério Pascal: é a sua realização actual em cada um de nós.
Leitura da Epístola do apóstolo S. Paulo aos Romanos


Irmãos: Todos nós que fomos baptizados em Jesus Cristo fomos baptizados na sua morte. Fomos sepultados com Ele pelo Baptismo na sua morte, para que, assim como Cristo ressuscitou dos mortos pela glória do Pai, também nós vivamos uma vida nova. Se, na verdade, estamos totalmente unidos a Cristo pela semelhança da sua morte, também o estaremos pela semelhança da sua ressurreição. Bem sabemos que o nosso homem velho foi crucificado com Cristo, para que fosse destruído o corpo do pecado e não mais fôssemos escravos dele. Quem morreu está livre do pecado. Se morremos com Cristo, acreditamos que também com Ele viveremos, sabendo que, uma vez ressuscitado dos mortos, Cristo já não pode morrer; a morte já não tem domínio sobre Ele. Porque na morte que sofreu, Cristo morreu para o pecado de uma vez para sempre; Mas a sua vida é uma vida para Deus. Assim vós também, considerai-vos mortos para o pecado e vivos para Deus, em Cristo Jesus.

Palavra do Senhor.


Aclamação AO EVANGELHO Sal. 117 (118), 1-2, 16ab-17, 22-23

Refrão: Aleluia. Aleluia. Aleluia. Repete-se
Dai graças ao Senhor, porque Ele é bom,
porque é eterna a Sua misericórdia.
Diga a Casa de Israel:
é eterna a Sua misericórdia.
Refrão A mão do Senhor fez prodígios,
a mão do Senhor foi magnífica.
Não morrerei, mas hei-de viver
para anunciar as obras do Senhor. Refrão
A pedra que os construtores rejeitaram
tornou-se pedra angular.
Tudo isto veio do Senhor:
é admirável aos nossos olhos. Refrão

EVANGELHO Lc. 24, 1-12


É impossível ao homem passar da morte à vida e, por isso é-lhe difícil acreditar que alguém possa ter feito essa passagem. No coração de quem pôde testemunhar a Morte e a Ressurreição de Jesus, como as santas mulheres, que O tinham acompanhado em vida, ficou a lembrança e a saudade d’Aquele que elas tinham visto partir. Por isso, elas correram ao túmulo logo «ao romper da aurora», para continuarem o embalsamamento do corpo de Jesus interrompido pelo repouso do dia sagrado de Sábado. Mas, quando pensavam visitar o túmulo do Morto, os mensageiros celestes anunciam-lhes o Vivo, que já não pode jazer num túmulo. E logo o que poderia parecer um desvario começou a ser causa de «admiração», porque se trata, de facto, da maior das «maravilhas» de Deus.
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
No primeiro dia da semana, ao romper da manhã, as mulheres que tinham vindo com Jesus da Galileia foram ao sepulcro, levando os perfumes que tinham preparado. Encontraram a pedra do sepulcro removida e, ao entrarem, não acharam o corpo do Senhor Jesus. Estando elas perplexas com o su¬cedido, apareceram-lhes dois homens com vestes res¬¬plandecentes. Ficaram amedrontadas e inclinaram o rosto para o chão, enquanto eles lhes diziam: «Porque buscais entre os mortos Aquele que está vivo? Não está aqui: ressuscitou. Lembrai-vos como Ele vos falou, quando ainda estava na Galileia: ‘O Filho do homem tem de ser entregue às mãos dos pecadores, tem de ser crucificado e ressuscitar ao terceiro dia’». Elas lembraram-se então das palavras de Jesus. Voltando do sepulcro, foram contar tudo isto aos Onze, bem como a todos os outros. Eram Maria Madalena, Joana e Maria, mãe de Tiago. Também as outras mulheres que estavam com elas diziam isto aos Apóstolos. Mas tais palavras pareciam-lhes um desvario e não acreditaram nelas. Entretanto, Pedro pôs-se a caminho e correu ao sepulcro. Debruçando-se, viu apenas as ligaduras e voltou para casa admirado com o que tinha sucedido.
Palavra da salvação.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS


Aceitai, Senhor, com estas oferendas, as orações dos vossos fiéis e fazei que o sacrifício inaugurado no mistério pascal nos sirva de remédio para a vida eterna. Por Nosso Senhor, Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ANTÍFONA DA COMUNHÃO 1 Cor 5, 7-8


Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi imolado: celebremos a festa com o pão ázimo da pureza a da verdade.
Aleluia.


ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Infundi em nós, Senhor, o vosso espírito de caridade, para que vivam unidos no vosso amor aqueles que saciastes com os sacramentos pascais. Por Nosso Senhor, Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

3 DE ABRIL DE 2010 - REZAR NA QUARESMA e SANTOS DO DIA

3 DE ABRIL

SÁBADO – SÁBADO SANTO

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Hoje não há missa.

A liturgia está vazia.

Sábado Santo é um dia de silêncio, de recolhimento, de espera.

Jesus está morto.

Ele é como o grão lançado à terra e enterrado.

Ele morre mas já germina a vida nova.

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Jesus, nosso irmão e Senhor:

Mesmo no silêncio, na dúvida, no medo, Tu estás presente.

Sustenta a nossa confiança em Ti,

alimenta a nossa esperança.

Não nos deixes presos às nossas trevas.

Mas prepara o nosso coração para acolher a tua luz.

 

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edisal@edisal.salesianos.pt

www.edisal.salesianos.pt

NOTA:  Ver nota em 17-Fevereiro-2010

António Fonseca  -  www.aarfonseca@hotmail.com

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SANTOS DO DIA DE HOJE

3 DE ABRIL DE 2010

Ricardo de Chichester, Santo
Abril 3   -  Bispo

Ricardo de Chichester, Santo

Ricardo de Chichester, Santo

Bispo

Martirológio Romano: Em Chichester, em Inglaterra, são Ricardo, bispo, que, desterrado pelo rei Enrique III e restituído depois na sede, se mostrou generoso em ajudar aos pobres (1235).
Etimologicamente: Ricardo = Aquele que é um líder, é de origem germânico.

Em finais do século XII nasce Ricardo, em Wyche, numa família de trabalhadores do campo. Choca a austeridade e dureza permanente de sua vida com o estilo dos grandes de seu tempo. Os bispos são "lores" e amantes dos cuidados humanos; os monges abundam na prosperidade e no luxo; os nobres são ambiciosos e no trono se aprecia uma corrente fortemente regalada. A classe baixa do povo é pobre e está sumida na ignorância e na superstição. Ricardo é enérgico e intransigente quando se tratam assuntos em que está presente a injustiça, a imoralidade ou a avareza.
Possivelmente esta condição natural nele seja o que o leva a um distanciamento, quando não recusa dos poderosos. O caso é que a austeridade vivida em casa de seus pais -quando foi menino- devia prepará-lo para a missão que havia de desempenhar de adulto.
Marcha a estudar a Oxford onde tem bons mestres franciscanos e dominicanos; e como os recursos não esticam mais, passou fofe e frio. Uma curta estadia em París e volta a Oxford, graduando-se em Artes. Em Bolonha aprende durante sete anos os cânones, fazendo o que hoje chamaríamos a carreira de Direito. Quando volta a Oxford é nomeado Chanceler da Universidade, Chanceler do arcebispado de Canterbury e também de Lincoln, onde estava de bispo seu antigo amigo e professor Grosseteste. Exerce a docência em Orleães por dois anos e ali se ordena sacerdote. 
O Arcebispo de Canterbury o nomeia bispo de Chichester à morte do bispo Ralph Neville. E aqui começa uma etapa de dificuldades maiores e de vigoroso testemunho.

VER MAIS SOBRE A BIOGRAFIA DE SANTO RICARDO CHICHESTER EM HTTP://ES.CATHOLIC.NET/SANTORAL, POR FAVOR, OBRIGADO. António Fonseca


Dorotea de Chopitea, Venerável
Abril 3   -  Cooperadora Salesiana

Dorotea de Chopitea, Venerable

Dorotea de Chopitea, Venerável

Dorotea nasceu em Santiago de Chile, em 5 de Junho de 1816 numa família católica rica, rica em filhos (¡18!) e em bens materiais.
Três anos mais tarde, pouco depois de Chile alcançar sua independência de Espanha, dom Pedro Nolasco Chopitea (seu esposo) levou a sua família a Barcelona. Dorotea era enérgica, vivaz, empreendedora e com um coração de ouro.
Casada com um banqueiro e empresário
Estiveram feliz e fielmente casados durante 50 anos. No final José dizia: “nosso amor cresceu diariamente”. Tiveram seis filhos: Dorotea, Ana María, Isabel, María Luisa, Carmen e Jesuina. A grande preocupação de Dorotea era viver primordialmente para Deus. Ela desenvolveu sua piedade: Missa diária, Comunhão, Rosário. Mas o mais extraordinário de tudo era sua caridade para com os outros, especialmente os pobres. 
Esmoler de Deus
Seu amor aos pobres estava primeiro na sua escala de valores: “Os pobres serão minha primeira preocupação”. Ela era chamada a “esmoler de Deus”. Acompanhou a seu marido em suas muitas viagens e foi recebida por León XIII, que a tratou com grande deferência. Umas 30 fundações foram o resultado de sua caridade e a de seu esposo: jardim de infantes, escolas, hospitais, oficinas… Alguém calculou que o que ela logrou é mais do que hão logrado alguns estados.
Escreve a Don Bosco para fundar uma obra para jovens trabalhadores
Em 20 de Setembro de 1882, quando já era viúva desde havia vários meses, escreveu a Don Bosco: “Queria fundar uma obra para jovens trabalhadores e órfãos nos subúrbios de Barcelona”. Don Bosco aceitou e Dorotea se converteu assim numa Cooperadora Salesiana.
“Nossa mamã de Barcelona” 
O trabalho começou em Sarriá em 1884. Também trabalhou com Don Rinaldi, provincial em Espanha, para instalar outras obras salesianas; o futuro Reitor Mor disse dela: “Muitas vezes a escutei dizendo que levava adiante o mais humilde dos serviços pelos enfermos”. Em Abril-Maio de 1886 Don Bosco se encontrou com a santa benfeitora, sempre disposta a ajudá-lo. Quando Don Bosco morreu, Dona Dorotea iniciou três novas obras, entre as quais o Colégio de Santa Dorotea em Sarriá, encomendado às Filhas de María Auxiliadora, para o qual deu o dinheiro que estava guardando para sua velhice.
Don Bosco a chamava “nossa mamã de Barcelona”. Dorotea, igual que mamã Margarita antes que ela, morreu pobre em 3 de Abril de 1891. Está sepultada em Barcelona – Sarriá 
O processo se iniciou em 4 de Abril de 1927. Declarada Venerável em 9 de Junho de 1983

José o Himnógrafo , Santo
Abril 3   -  Monge e Presbítero

José el Himnógrafo , Santo

José o Himnógrafo , Santo

Monge e Presbítero

Martirológio Romano: Em Constantinopla, são José, por sobrenome “Himnógrafo”, presbítero, que, sendo monge, na perseguição desencadeada pelos iconoclastas foi enviado a Roma para pedir a protecção da Sede Apostólica e, depois de muitos padecimentos, recebeu a custódia dos vasos sagrados da igreja de Santa Sofia (886).
Etimologicamente: José = Aquele a que Deus ajuda, é de origem hebraica

Os cristãos do tempo das catacumbas sacaram seu valor do mais profundo do coração da fé. Submetidos às mais fortes pressões, compreenderam que, para o Evangelho, o sentido da existência era o de “dar sua vida”. 
O Evangelho se situa ante uma eleição. O bem dar sua vida – não alguns fragmentos – mas toda a existência. O bem servir-se a si mesmo e seguir sua própria sombra, entre outras coisas, na busca do prestigio humano.
Era originário de Sicília. Fugiu com sua família a Grécia, ao Peloponeso escapando das invasões árabes Tinha tão só 15 anos.
Dali saiu para Tessalónica e se converteu em monge no mosteiro de Latomos.
Em tempos de  perseguições iconoclastas, o enviaram a Roma ao Papa Gregório IV para que o informasse da situação e assim obter o apoio da Igreja de Ocidente.
Quando ia de caminho, o capturaram uns piratas árabes e o condenaram.
¿Que fazia?
Não parava de cantar sua fé. O Senhor veio em sua ajuda. Uma vez que foi libertado, voltou a Constantinopla.
Foi durante este período quando compôs hinos.
Um dos mais famosos foi o “Paráclito” com oito tons musicais para os dias da semana.
Desta forma, completou os hinos de são João Damasceno para a Ressurreição.
Redigiu igualmente cânones em honra dos santos para que suas cerimónias fossem dignas. Exilado na Crimea por haver injuriado a união escandalosa de um ministro imperial, continuou sua obra. Morreu em 886.
¡Felicidades a quem leve este nome!
Comentários ao P. Felipe Santos:
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Piotr Edward (Pedro Eduardo) Dankowski, Beato
Abril 3   -  Sacerdote Mártir

Piotr Edward (Pedro Eduardo) Dankowski, Beato

Piotr Edward (Pedro Eduardo) Dankowski, Beato

Presbítero e Mártir

Martirologio Romano: Perto de Cracóvia, na Polónia, no campo de concentração de Oswiecin ou Auschwitz, beato Pedro Eduardo Dankowski, presbítero y mártir, que ao ser ocupada militarmente Polónia foi detido por sua confissão cristã e atormentado até consumar o martírio (1942).
Etimologicamente: Eduardo = Aquele que protege a propriedade, é de origem germânico

Sacerdote da Arquidiocese de Kraków.
Nasceu em 21 de Junho de 1908 em Jordanów, Maopolskie (Polónia)
Morreu em 03 de Abril de 1942 em Oœwiêcim (a.k.a. Auschwitz), Maopolskie (Polónia) 
O regime alemão nazi o fez prisioneiro por sua fé, recebendo a tortura e o martírio
Para ver mais sobre os 108 mártires Polacos durante a segunda guerra mundial faz "click" AQUI

Ezequiel Huerta Gutiérrez, Beato
Abril 3   -  Laico Mártir

Ezequiel Huerta Gutiérrez, Beato

Ezequiel Huerta Gutiérrez, Beato

Mártir Laico

Etimologicamente: Ezequiel = Aquele para quem Deus é sua fortaleza, é de origem hebraica.

Nasceu em Magdalena, Jalisco, em 6 de Janeiro de 1876. Esposo e pai exemplar de numerosa família, foi possuidor de uma magnífica e bem cultivada voz de tenor dramático, graças à qual assistia aos ofícios litúrgicos com bastante fulgor y decoro. Muito devoto da sagrada Eucaristía, comungava com frequência. Muito caritativo, compartilhava seus bens entre os necessitados.
Foi preso na manhã de 2 de Abril de 1927; tinha dois irmãos presbíteros, Eduardo e José Refúgio, os quais eram muito respeitados em Guadalajara. Quando foi feito prisioneiro, acabava de visitar a capela ardente onde era velado o cadáver do líder católico Anacleto González Flores. Nos calabouços da Inspecção de Polícia, o torturaram até o fazer perder o conhecimento. Quando voltou a si,  expressou seus lamentos cantando o hino eucarístico: "Que viva meu Cristo, que viva meu Rei". 
Na madrugada do dia seguinte, 3 de Abril, foi trasladado, junto com seu irmão, ao cemitério municipal; se formou o quadro para a execução; havia chegado a hora. Ezequiel disse a seu irmão Salvador: "Lhes perdoamos, ¿verdade?". "Sim, e que nosso sangue sirva para a salvação de muitos", respondeu o interpelado; uma descarga de fuzilaria cortou o diálogo. Muito perto desse lugar, a esposa de Ezequiel escutou os disparos; ignorava quem eram as vítimas; contudo, reuniu a sua numerosa família: "Filhinhos, vamos rezando o rosário, por esses pobres que acabam de fuzilar". 

O grupo dos 9 mártires beatificados por Bento XVI em 20 de Novembro de 2005, é completado por:

1 - Anacleto Gonzalez Flores, Laico, 1 Abril; 2 - José Dionisio Luis Padilla Gómez, Laico, 1 Abril; 3 - Jorge Ramon Vargas González, Laico, 1 Abril; 4 - Ramón Vicente Vargas González, Laico, 1 Abril; 5 - José Luciano Ezequiel Huerta Gutiérrez, Laico, 3 Abril; 6 - José Salvador Huerta Gutiérrez, Laico, 3 Abril; 7 - Miguel Gómez Loza, Laico, 21 Março; 8 - Luis Magaña Servin, Laico, 9 Fevereiro; 9 - José Sanchez Del Rio, Laico, 10 Fevereiro.

 
Nesse mesmo dia se beatificou também a:

 
1 - Andrés Sola Molist, Sacerdote, 25 Abril; 2 - José Trinitad Rangel Montano, Laico, 25 Abril 3 - Leonardo Pérez Larios, Laico, 25 Abril; 4 - Dario Acosta Zurita, Sacerdote, 25 Julho.

 
(as datas indicadas correspondem à de seus martírios).
Reproduzido com autorização de Vatican.va

Salvador Huerta Gutiérrez, Beato
Abril 3   -  Mártir Laico

Salvador Huerta Gutiérrez, Beato

Salvador Huerta Gutiérrez, Beato

Mártir Laico

Etimologicamente: Salvador = Aquele que salva, é de origem latino.

Nasceu em Magdalena, Jalisco, em 18 de Março de 1880. Mecânico por vocação, se dedicou a este oficio, chegando a ser um dos mais competentes de Guadalajara. Devoto de Jesús Sacramentado, participava todos os dias da Eucaristía e adorava, com frequência, o Santíssimo no sacrário. Sua conduta como filho, esposo e pai foi sempre exemplar. Possuía uma particular intuição ante o perigo, a que se enfrentava com singular fortaleza.
Ao começar o ano de 1927 a situação religiosa se tornou impossível para os católicos. Se perseguia sem trégua aos clérigos por serem considerados instigadores da resistência armada. Em 2 de Abril de 1927, consumado o assassinato de Anacleto González e seus três companheiros, acudiu ao cemitério a despedir dos restos do conhecido líder.
De regresso a sua oficina, o esperavam agentes da policia, que valendo-se de um ardil, o prenderam. Na Inspecção geral começou um crudelíssimo tormento; pisaram-lhe os dedos polegares; queriam os verdugos conhecer o paradeiro dos presbíteros Eduardo e José Refugio. Exânime o atiraram para o calabouço.
Nas primeiras horas de 3 de Abril, o conduziram, junto com seu irmão Ezequiel, ao panteão de Mezquitán. Ante o pelotão de fuzilamento, pediu uma vela acesa, iluminando seu peito descoberto disse: "¡Viva Cristo Rei e a Virgem de Guadalupe!; disparem; morro por Deus, que o amo muito". 
Ver grupo dos 9 mártires beatificados por Bento XVI em 20 de Novembro de 2005, na biografia acima publicada de seu irmão EZEQUIEL HUERTA GUTIERREZ.


Reproduzido com autorização de Vatican.va

Sixto I, Santo
Abril 3 VII Papa, Abril 3

Sixto I, Santo

Sixto I, Santo

VII Papa

Martirológio Romano: Em Roma, são Sixto I, papa, que em tempo do imperador Adriano regeu a Igreja Romana, sendo o sexto após o bem-aventurado Pedro (128).
Etimologicamente: Sixto = Aquele que é apressado, é de origem grego.

O Papa São Sixto I (nos documentos mais antigos se usa "Xystus" para os primeiros três papas com esse nome), sucedeu a Santo Alejandro e foi sucedido por Santo Telesforo.
Segundo o “Catálogo Liberiano” de papas, foi a cabeça da Igreja durante o reino de Adrián "a conulatu Nigri et Aproniani usque Vero III et Ambibulo", quer dizer, desde 117 até 126. Em seu “ChroniconEusébio usou um catálogo de papas distinto ao que usou em sua “História ecclesiastica”; em seu “Chronicon” diz que Sixto I ocupou a posição de papa de 114 a 124, enquanto que na sua “Historia” menciona que foi papa de 114 a 128.
Todas as autoridades concordam em que a duração de seu papado foi de cerca de dez anos.
Era Romano por nascimento, e seu pai se chamava Pastor. Segundo o "Liber Pontificalis", passou as três ordenanças seguintes:
1.- que não se permita a ninguém excepto aos sacerdotes tocar os Vasos Sagrados
2.- que os bispos que fossem convocados à Santa Sede, não sejam recebidos por suas dioceses até que apresentem as Cartas Apostólicas
3.- que depois do prefácio na Missa, o sacerdote recite o Sanctus junto com os fieis.
 
O “Catálogo Feliciano” de papas e as várias martirologías o intitulam de mártir.
Foi enterrado no Vaticano junto à tumba de São Pedro, e se diz que suas relíquias foram transferidas a Alatri em 1132, ainda que O Jozzi sustente que todavia estão na Basílica Vaticana. Butler (Vidas de los Santos, 6 de Abril) diz que Clemente X lhe deu algumas de suas relíquias ao Cardeal de Retz, que as pôs na Abadía de São Miguel em Lorraine. 
O Xystus a quem se comemora no Canon da Missa é Xystus II, e não Xystus I.

Luigi Scrosoppi, Santo
Abril 3   -  Fundador

Luigi Scrosoppi, Santo

Luigi Scrosoppi, Santo

Presbítero e Fundador da Congregação de Irmãs da Divina Providência

Martirológio Romano: Em Udine, na região de Veneza, são Luis Scrosoppi, presbítero da Congregação do Oratório, que fundou a Congregação de Irmãs da Divina Providência, para a educação cristã da juventude feminina (1884)
Etimologicamente: Luigi = versão em italiano do nome Luis = Aquele que é famoso na guerra, é de origem germânico

O mais jovem dos três filhos de Domenico Scrosoppi, joalheiro, e Antonia Lazzarini; nasceu em 4 de agosto de 1804 em Udine (Itália). Seu irmão Carlo foi ordenado quando Luigi tinha seis anos, e seu irmão Giovanni vários anos depois. Quando ele tinha 11 anos ou 12 anos, a região em que vivia Luigi foi golpeada pela no rapaz.
Em sua adolescência, sentia o chamado ao sacerdócio, e entrou no mesmo seminário que seu irmão Giovanni. Diácono em 1826; ordenado em 31 de Março de 1827 na catedral em Udine; foi assistido em sua primeira Missa por seus irmãos.
Director da Pía União ao Coração de Jesus Cristo. Ajudava a manejar o centro infantil a seu irmão Carlo como Director Auxiliar do orfanato de Carlo em 1829. o instituto caiu em tempos mais duros que o usual; Luigi, desesperado, saiu às ruas rogando apoio, esta lição de fé cedo deu seus frutos para a escola conseguindo bastante dinheiro para comprar um edifício.
Como havia demasiados órfãos para o espaço disponível, os irmãos decidiram engrandecer a casa; Luigi saiu a pedir materiais de construção e trabalhadores. A obra começou em 1834 com Luigi coordenando, rogando, dirigindo, e trabalhando na construção, os trabalhos se completaram em 1836, a chamaram “Casa para os Despossuídos”. Nesse ano a região sofreu uma epidemia de cólera, e os orfanatos, de novo, estavam cheios.
As necessidades dos órfãos, e o trabalho constante dos irmãos sacerdotes, chamaram a atenção de várias mulheres da área que também estavam trabalhando pelos pobres e abandonados. Entre elas estavam Felicita Calligaris, Rosa Molinis, Caterina Bros, Cristina e Amália Borghese e Orsola Baldasso. Estas mulheres, sob a direcção espiritual de Carlo e Luigi, fundaram o que se volveria na Congregação de Irmãs de Providência para a educação académica básica e destrezas na costura a jovens. Luigi os pôs sob a protecção de São Cayetano. A Congregação recebeu aprovação final em 22 de Setembro de 1871 pelo Papa Pío IX.
Em 1846 Luigi se uniu ao Oratório de São Felipe Neri, uma congregação consagrada à caridade e à aprendizagem; eleito preboste da comunidade em 9 de Novembro de 1856.
Em 4 de Outubro de 1854 inaugurou a Casa de Resgate para as raparigas abandonadas. Em 7 de Março de 1857 abriu a escola e casa para as raparigas surdo mudas, instituição que lamentavelmente tão só sobreviveria 15 anos. Abriu também uma Casa de Providência para as antigas estudantes desempregadas. Ademais trabalhava nos hospitais com os mais enfermos e pacientes mais pobres.
Em seus últimos anos, Luigi teve que combater sentimentos anti-clericais que surgiram ao longo da península italiana durante a unificação; muitas casas e grupos, inclusive o Oratório, foram encerrados, e seus recursos vendidos. Ainda que não tenha podido salvar o Oratório ou as propriedades da paróquia, logrou proteger suas instituições caritativas, e viu a Congregação crescer e estender-se.
Morreu em 3 de Abril de 1884 em Udine,

VER MAIS SOBRE LUIGI SCROSOPPI (SANTO) EM HTTP://ES.CATHOLIC.NET/SANTORAL, POR FAVOR. Obrigado. António Fonseca

Referências: corazones.org

 

Gandolfo ou Gandulfo de Binasco, Beato
Abril 3   -  Presbítero Franciscano

Gandolfo o Gandulfo de Binasco, Beato

Gandolfo ou Gandulfo de Binasco, Beato

Presbítero Franciscano

Martirológio Romano: Em Policio, na Sicília, beato Gandulfo de Binasco Sacchi, presbítero da Ordem de Irmãos Menores, que levou uma vida solitária e austera, e iluminou aquela região com a pregação da palavra de Deus (c. 1260).
Etimologicamente: Gandolfo = Aquele que é um valente guerreiro, é de origem germânico.

Leão XIII aprovou seu culto em 10 de Março de 1881.
Gandolfo nasceu entre finais do século XII e princípios do XIII na província de Milão, diocese de Pavía. Foi educado cristãmente por seus pais, iniciado por seu pai na literatura e na doutrina cristã. Fascinado pelo exemplo da vida e da regra evangélica de São Francisco, seu contemporâneo, com heróica generosidade deixou o mundo, distribuiu entre os pobres suas riquezas e pediu ser admitido na Ordem dos Irmãos Menores. Como autêntico seguidor do seráfico Pobrecillo, se dedicou ao estudo, à oração e à penitência. Sacerdote de Cristo, dedicou toda sua vida ao bem das almas no ministério da pregação e a evangelização. Com os pés descalços e o crucifixo na mão, ao qual chamava sua arma, pregou nas maiores cidades de Itália, com palavra simples e ardente; as conversões foram numerosíssimas. Segundas, Quartas e Sextas jejuava a pão e água. Observava rigorosamente três quaresmas ao ano, a de Páscoa, a do Natal e a chamada dos «Benditos», que começava com a Epifania e durava quarenta dias, seu vestido era uma áspera túnica que lhe cobria seu macilento corpo, mortificado com o cilicio.
Estava intimamente convencido de que o apostolado da palavra só tem eficácia para levar as almas a Cristo e expiar e reparar os pecados da humanidade quando vai acompanhado da oração e penitência. Depois de muitas peregrinações apostólicas chegou a Sicília onde transcorreu a última parte de sua vida penitente. 
Num eremitério solitário perto de Polizzi Generosa, a 98 kilómetros de Palermo, se retirou para se entregar com mais liberdade a uma vida inteiramente celestial, e recrear seu espírito na meditação do paraíso. Frei Pascual, homem virtuoso, foi seu companheiro de oração e solidão.
Várias vezes Gandolfo deixou o eremitério para ir à evangelização. Em 1260 foi convidado a pregar a quaresma em Polizzi Generosa. Foi uma pregação que produziu grandes frutos. Só a interrompeu para visitar e assistir antes da morte a seu fiel seguidor frei Pascual que havia permanecido no eremitério. Na Quarta-feira Santa, enquanto pregava, foi interrompido pelo ruído de uma imprevisto bando de andorinhas que entraram no templo. Em nome do Senhor lhes impôs silêncio e elas calaram-se. No sábado santo o Beato anunciou ao povo de Polizzi que já não voltariam a ouvi-lo pregar. Com efeito, aquele mesmo dia se sentiu mal, recebeu o viático e a unção dos enfermos. Logo tomou entre suas mãos o crucifixo, o beijou repetidamente com profundos gemidos, e expirou serenamente. Era em 3 de Abril de 1260 (*). Glorioso em prodígios, Leão XIII aprovou seu culto em 10 de Março de 1881.

(*) Nota de António Fonseca:

Curiosamente isto aconteceu exactamente há 750 anos… tanto no dia de semana como em Sábado Santo !!! 

  (Louvado seja Deus)

Juan de Penna San Giovanni, Beato
Abril 3   -  Companheiro de São Francisco

Juan de Penna San Giovanni, Beato

Juan de Penna San Giovanni, Beato

Presbítero Franciscano

Martirológio Romano: Em Penna, do Piceno, em Itália, beato Juan, presbítero, um dos primeiros companheiros de são Francisco, sendo enviado à Gália Narbonense, onde ensinou a nova forma de vida evangélica (1275).
Etimologicamente: Juan = Deus é misericórdia, é de origem hebraica.

Pío VII concedeu seu oficio e missa em sua honra em 20 de Novembro de 1806.
Juan, nascido em 1200 em Penna San Giovanni, na província de Macerata, pertence àquela primeira geração franciscana que fez gloriosa a região das Marcas. É comummente contado entre os discípulos de São Francisco sem que se possa precisar suas relações com o santo Fundador. 
O capítulo 45 das Florecillas de São Francisco descreve com vivas cores o candor de sua alma, a vocação franciscana, o longo apostolado em Provença e na sua pátria, as experiências místicas, e as árduas provas a que foi submetido pelo espírito do mal ao final de seus dias.
Juan, de uns quinze anos, foi atraído à nascente família franciscana pela pregação de Frei Felipe, um dos primeiros discípulos enviados por São Francisco a evangelizar as Marcas e vestiu o hábito dos Irmãos Menores no convento de Recanati. Mais tarde chegou a ser sacerdote.
Seu nome está ligado à primeira expedição franciscana a Provença. Entre os trinta irmãos destinados por São Francisco no Capítulo de 1217 à Gália Narbonesa, e sob o mando de Frei João Bonelli de Florença, figura nosso “Frater Joannes de Pinna Picena”. De seu ministério naquela região, que se prolongou por uns vinte e cinco anos, nada de particular nos hão transmitido as fontes. Sabemos que se distinguiu pelo zelo apostólico e pela eloquência de sua palavra, até ser tido como “pregador digno de veneração e admiração”. Junto com os demais religiosos, se dedicou a travar e combater a heresia dos albigenses, que naqueles anos bulia por toda França, e a restaurar os costumes e a concórdia entre as regiões e as facções. Se recorda de modo especial sua caridade na assistência aos leprosos e outros enfermos. Com sua santa vida e actividade contribuiu à primeira difusão do franciscanismo em terras de França.
As Florecillas de São Francisco falam assim dele: “Vivendo em grande honestidade, santidade e exemplaridade, crescendo sempre em virtude e em graça de Deus, era sumamente amado pelos irmãos e pelos seculares”. É provável que haja conhecido a Santo António de Pádua nos anos em que o santo pregou em Limoges e Tolosa e que haja intervindo no capítulo de Arles, célebre pela presença do mesmo santo e de uma aparição de São Francisco aos irmãos.
Depois de vinte e cinco anos de apostolado em Provença, regressou a sua cidade natal, onde transcorreu os últimos trinta anos de sua longa peregrinação terrena, alternando os trabalhos apostólicos com a contemplação das coisas celestiais. Foi avisado por um anjo de que seu caminhar terreno estava a ponto de terminar. Superou os últimos ataques do demónio e morreu serenamente em 3 de Abril de 1271. Tinha 71 años.

Outros Santos e Beatos
Abril 3   -  Completando santoral deste dia

Otros Santos y Beatos

Outros Santos e Beatos

Santos Cresto e Papo, mártires

Em Tomis, em Escitia, santos Cresto e Papo, mártires (c. s. IV).

São Ulpiano, mártir

Em Tiro, de Fenícia, santo Ulpiano, mártir, que, sendo ainda adolescente, durante a perseguição sob o imperador Maximino Daza foi encerrado num odre com uma áspide e um perro e submergido no mar, completando assim seu martírio (306).

São João, bispo

 
Em Nápoles, da Campania, são João, bispo, que durante a Noite Santa de Páscoa, enquanto celebrava os sagrados mistérios, faleceu, e, acompanhado de multidão de fieis e neófitos, foi inumado no dia da solenidade da Ressurreição do Senhor (432).

São Nicetas, abade

No mosteiro de Medicio, em Bitinia, são Nicetas, abade, que, por defender o culto das sagradas imagens, em tempo do imperador Leão o Arménio sofreu cadeia e exílio (824).

Beatos Roberto Middleton, e Turstano Hunt, presbíteros e mártires

Em Lancaster, em Inglaterra, beatos Roberto Middleton, da Companhia de Jesus, e Turstano Hunt, presbíteros e mártires. Este último, ao querer libertar durante o caminho ao primeiro, que era conduzido prisioneiro, ele próprio foi preso e, reinando Isabel I, ambos foram condenados à morte por ser sacerdotes, e por seus tormentos chegaram à direita de Cristo (1601).

 

http://es.catholic.net/santoral

Recolha, transcrição e tradução de espanhol para português por António Fonseca.

Aproveito para chamar a atenção para a NOTA que escrevi na biografia de BEATO GANDOLFO ou GANDULFO DE BINASCO, sobre a coincidência de se passarem hoje exactamente 750 anos após a sua morte.