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quarta-feira, 14 de abril de 2010

CONSELHO CENTRAL FEMININO DO PORTO DA S. S. V. P.

 

Ontem, dia 13 de Abril realizou-se na Casa Diocesana de Vilar, a última reunião do mandato presidido pela D. Arminda Marques, que durante muitos anos exerceu as funções de Presidente do referido Conselho.

Aliás a mesma coincide de facto com a última reunião como Conselho Feminino, já que após reuniões efectuadas há já algum tempo, entre os Conselhos Centrais do Porto, Feminino e Masculino, vai proceder-se a eleições, – já no dia 24 de Abril em curso – de um único Conselho Central do Porto com um único Presidente, evidentemente.

Por isso esta reunião teve um fulcro especial centrado praticamente na finalização de um ciclo iniciado há muitos anos com a co-habitação de dois Conselhos Centrais no Porto – Feminino e Masculino – que agora irão ser unificados, embora tal não venha a acontecer, a nível de Conferências, que poderão continuar a classificar-se como Femininas, Masculinas, Mistas e da Juventude. Também os Conselhos de Zona não serão obrigados a mudarem a sua classificação, embora todos fiquem a partir de 29 de Maio próximo, - data do Acto de Posse do novo Conselho Central do Porto – abrangidos pelo referido Conselho que por sua vez está abrangido pelo Conselho Nacional.

Depois da oração inicial, o Conselheiro espiritual Padre Domingos de Oliveira, fez algumas observações (meditações) sobre o nº 13 da Encíclica do Papa Bento XVI, A CARIDADE NA VERDADE. Em seguida a Presidente cessante D. Arminda Marques, agradeceu (um pouco emocionadamente) a todas as Vicentinas e Vicentinos, quase 40 pessoas presentes, representando todos os Conselhos de Zona do Conselho Central Feminino do Porto, o trabalho que foi efectuado neste e nos mandatos anteriores de que fez parte apesar das dificuldades ou obstáculos que sempre aparecem em qualquer iniciativa que seja tomada, como é normal em tudo o que é humano.

De seguida deu conhecimento de algumas actividades que vão decorrer até 29 de Maio, a saber:

Peregrinação anual a Fátima, já no próximo sábado, dia 17, com saída do Porto, junto à casa Diocesana a partir das 8 horas da manhã;

Eleições do Presidente do novo Conselho Central do Porto, a realizar no próximo dia 24 (também sábado), às 15 horas, pelos Presidentes de todos os Conselhos de Zona dos actuais Conselhos Feminino e Masculino;

consequente Tomada de posse e primeira reunião deste Conselho em 29 de Maio próximo.

Ainda a propósito da MISSÃO 2010 – Co-responsabilidade para a Nova Evangelização, implementada pelo Bispo do Porto D. Manuel Clemente, referiu que em 26 e 27 de Junho de 2010, realizar-se-á a Festa Diocesana da Solidariedade e dos Povos, da responsabilidade dos Secretariados Diocesanos da Pastoral Social e Caritativa e das Migrações, e na qual estão envolvidas as Conferências Vicentinas em várias actividades.

A Presidente do Conselho de Zona Porto Nascente, D. Teresa Seabra, foi à Mesa para em nome de todos os Conselhos de Zona agradecer o trabalho efectuado pela D. Arminda Marques, aproveitando-se ainda a oportunidade para lhe entregar vários ramos de flores e outras oferendas com que se quis brindar a sua “passagem «à reforma»”desculpem o palavrão…

Com uma salva de palmas calorosa por parte da assistência, dirigimo-nos todos para a capela sita no 1º piso, onde foi rezada uma Missa de Acção de Graças, acompanhada por cânticos e órgão e na qual todos os presentes receberam a Sagrada Eucaristia. No fim e já depois das 17 horas, voltamos ao local da reunião para um lanche-convívio onde foi apresentado um bolo comemorativo da efeméride, e por volta das 18 horas terminou esta última actividade de reuniões do Conselho Central Feminino do Porto.

Junto algumas fotos do acontecimento, colhidas por mim próprio.

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Compilação de António Fonseca

14 de ABRIL de 2010 - SANTOS DO DIA

•LIDUVINA ou LUDOVINA, Santa
Abril 14   -  Padroeira dos enfermos crónicos, Abril 14

Liduvina, Santa

Liduvina, Santa

Padroeira dos enfermos crónicos

Nasce em Schiedam, cidade dos Países Baixos, numa família pobre e honrada, perto de Haia (Holanda). É filha de Pedro, o sereno. A chamam Liduvina, Ludiwina, Lidvina, Lydvid ou Lídia.
Desde a infância já lhe notavam o cunho de profunda religiosidade, manifestando-se numa admirável devoção à Santíssima Virgem. Como,  em certa ocasião, se demorasse mais do que era costume e a mãe a repreendesse, Ludovina desculpou-se com toda a simplicidade, dizendo tê-la Nossa Senhora olhado com tanta ternura, que se deixara ficar ao pé do altar. Tendo apenas 12 anos, Ludovina era uma menina lindíssima e por este motivo, não lhe faltaram admiradores, entre os jovens do lugar. Ludovina porém, rejeitou todas as propostas, declarando-se esposa de Cristo a quem desejava guardar fidelidade até à morte.Para se ver livre dos pedidos de casamento, rogou a deus lhe tirasse a beleza do rosto e toda a formosura. Deus ouviu os rogos de sua serva de modo singular. Apreciadíssimo na Holanda é o desporto de patinagem. Em 2 de Fevereiro de 1395 festa de Nossa Senhora das Candeias, quando Ludovina acedendo ao convite das companheiras foi com elas patinar. Ludovina tinha 15 anos.

Estando a apreciar a evolução das suas companheiras, repentinamente recebeu um fortíssimo empurrão duma delas que a não tinha visto.O golpe de todo inesperado fê-la cair com tanta infelicidade que fracturou uma das costelas. Foi este o início ou a primeira estação do caminho da sua cruz, que terminou com  a sua morte, 38 anos depois. Ludovina teve de sujeitar-se aos mais dolorosos tratamentos, inglórios, pois as dores generalizavam-se dia após dia, mês após mês, ano após ano. Quase todos os seus órgãos – senão todos – deixaram de funcionar normalmente. Pulmões, rins, estômago e fígado foram apresentando sucessivamente sintomas de moléstia muito grave. Tinha insónias frequentíssimas e quase deixou de se alimentar. Muita gente achavam  extraordinário o seu estado de saúde e não faltava quem o atribuísse  a influências diabólicas. Em 1421 os magistrados de Schiedam declararam que Ludovina “estava há sete anos sem comer nem beber”. Nos seus primeiros anos de enferma, não foi nada fácil conformar-se com  a vontade de Deus e sofrer tudo com paciência. A situação tornou-se cada vez mais aflitiva , não faltando porém quem a animasse e consolasse, confortando-lhe o espírito com palavras estimulantes, dando-lhe direcção firme, prudente e santa. Acrescia além disso, a pobreza  extrema em que viviam seus pais, que a faziam sofrer por vezes, dolorosas privações das coisas mais necessárias.

 Liduvina, Santa

Liduvina, Santa

Deus compadeceu-se da sua serva, enviando-lhe um confessor e director espiritual exemplaríssimo, que dirigiu a atenção da penitente para a Sagrada Paixão e Morte de Nosso Senhor, mistério este em que seu espírito achou conforto, consolo e orientação segura. A meditação frequente sobre a Sagrada Paixão e Morte, bem como a comunhão frequente, causaram grande mudança nas ideias de Ludovina. Abandonou o desejo de ficar boa, não tornando a afligir-se quando lhe faltava o recurso material nos padecimentos; não se lhe tornou a ouvir uma palavra de impaciência nem a ter um gesto de desânimo. Entregou-se à vontade de Deus e outra coisa não desejava senão sofrer e progredir no amor a Jesus. Sem cessar oferecia as dores a Deus, para alcançar a conversão dos pecadores e pelo alívio das almas do purgatório. Paupérrima, distribuía entre os pobres as esmolas que lhe davam. Em compensação deus cumulou a sua serva de graças extraordinárias; Ludovina foi muitas vezes consolada pela aparição do Anjo da Guarda que a aliviava e confortava nos sofrimentos, mostrando-lhe as delícias do Céu e os horrores do inferno e do purgatório. Também Jesus Cristo e a Mãe Maria santíssima dignara-Se aparecer à santa doente.

Perto do final de sua vida terrena, Ludovina foi ainda acometida por hidropisia; e quando a peste investiu nos Países Baixos, não parou diante da porta da padecente. Cálculos renais causavam-lhe sofrimentos atrozes. Já não podia suportar a maciez da cama. O corpo parecia uma chaga. Para achar alívio e ter um modo de ficar deitada, tinha por leito umas tábuas. A estes sofrimentos juntaram-se outros, causados pela invasão do exército de Filipe de Borgonha na Holanda. A rude soldadesca foi dum procedimento indigno para com a pobre doente. Quando os malfeitores, acusados dos seus crimes, deviam responder à justiça humana, Ludovina protestou, pedindo que a Deus se lhe entregasse tudo.

Ludovina teve o grande consolo de receber o aviso da sua morte dos lábios de Nosso Senhor Jesus Cristo. Nos últimos dias os sofrimentos redobraram. Num dos acessos de vómito, Ludovina desfaleceu e entregou a alma puríssima ao divino Esposo. era o dia 14 de Abril de 1433. O corpo da santa – tão maltratado e desfigurado pelas moléstias, cada qual mais grave – depois de morto, retomou toda a formosura primitiva. Muitos milagres lhe testemunharam a santidade.

Valeriano, São
Abril 14   -  Mártir, Abril 14

Valeriano, San

Valeriano, São

Mártir

Etimologicamente significa "forte, robusto". Vem da língua latina.
Mártir romano, provavelmente do tempo de Juliano o Apóstolo, esposo da popular virgem Cecilia. Segundo as tradições foi convertido por ela no mesmo dia da boda com meios sobrenaturais e milagrosos. Sobre sua casa se edificou logo um templo, em que repousam as relíquias de sua santa consorte. — Festa 14 de Abril.
Uma das imagens mais sugestivas e humanas com que a divina Palavra nos introduziu no mistério da Redenção a constituem as chamadas -bodas do Cordeiro-.
Deus amou a humanidade com amor de Esposo e no banquete nupcial se entrega a si mesmo como vítima e como alimento. É realmente um vínculo de sangue o que sela estas bodas sublimes, é o sangue do Cordeiro, do Filho de Deus imolado. Por isso se compreende e se admira o profundo sentido cristão que guiou a piedade de nossos antepassados, já desde muitos séculos atrás, em tecer com minuciosos detalhes em torno a umas núpcias, metade terrenas e metade espirituais, este belo poema de virgindade e de martírio, de amor e de sacrifício, o poema de Cecilia e Valeriano, o poema de Cristo presente no amor transparente dos dois jovens. 
E o poema é cantado cada ano por toda a Igreja, no oficio divino em honra da santa esposa. Valeriano entra como segundo personagem, o convertido, o amante brioso, mas íntegro, que não duvida em renunciar ao gozo sensível para se unir com ela no amor supremo, o amor que salva e os une aos dois com Deus e em Deus. 
A narração é suave e insinuante. Durante o banquete nupcial Cecilia, preparada anteriormente com longa oração e jejum, sem deixar de participar no  bulício e alegria, entoa seu cântico de confiança: Que meu coração permaneça imaculado.
Logo vivem o momento do encontro com o esposo. Valeriano se aproxima de Cecilia com toda a ilusão de sua juventude, com toda a satisfação do amor conquistado.
Cecilia pronuncia estranhas palavras. Um anjo guarda sua virgindade; a convida a colaborar com o anjo, lhe promete ver também ele o anjo se antes for lavado por um banho sagrado.
Valeriano, enamorado, não duvida de Cecilia, se lhe confia, se converte, e vai em busca da igreja em sua Cabeça, o Papa oculto. Este o instrui no mistério e, após pedir insistente, lhe administra o santo baptismo.
Volta pressuroso ao tálamo nupcial, e descobre a sua esposa em oração, com um anjo a seu lado, mais resplandecente que o sol e oferecendo aos dois uma grinalda de parte do Esposo das virgens. Valeriano adora, crê, goza. Com a esposa. 
E não tarda em conseguir tempo depois a conversão de seu irmão Tibúrcio, que segue seu mesmo caminho. Assim Cecilia pode apresentar aos dois irmãos como suas mais apreciadas coroas do dia de seus esponsais, como o fruto de seu amor e de sua sabedoria...
Pronto seu esposo provará seu espírito e a profundidade com que sente sua nova vida. Primeiro dedicado intensamente à caridade para com os pobres, competindo com Cecilia em seu já famoso desprendimento.
Depois será sua valentia e decisão ante o prefeito Almáquio.
Os dois irmãos confessam que são cristãos, e pretendem doutrinar aos que assistem ao juízo, na verdadeira religião. São cruelmente apaleados, mas em pleno suplicio mostram seus rostos cheios de alegria pela graça de poder dar seu sangue por Jesus Cristo. E deste modo, passam diante de Cecilia, que cedo lhes seguirá no caminho do testemunho sangrento. Valeriano havia amado de verdade e no céu, junto com sua esposa, participa no eterno banquete de glória ao Cordeiro. Na terra, suas relíquias foram conservadas, para glória de Deus em seus santos, e se conservam na igreja dedicada a Santa Cecilia, em Trastévere.

Juan de Montemarano, Santo
Abril 14  - Bispo

Juan de Montemarano, Santo

Juan de Montemarano, Santo

Bispo

Martirologio Romano: Em Montemarano, da Campania, são Juan, bispo, que se dedicou a ajudar aos pobres e à santificação do clero (s. XI/XII).
Etimologia: Juan = Deus é misericórdia. Vem da língua hebraica.
Juan fue obispo de Montemarano, esta ciudad está rodeada de arboleda y es un centro agrícola de primer orden. Está en lo que fue la antigua Via Apia. Hoy pertenece a la diócesis de Nusco, Italia. Antes había sido sede episcopal.
El obispo electo para esta villa fue nombrado expresamente por el Papa Gregorio VII. Juan era monje.
Se entregó con tanto ardor a querer a la gente, sobre todo a la marginada y pobre en todos los sentidos, que llegó un momento en que los mismo obispos hicieron de él esta magnífica definición:"Padre de los pobres".
Pienso que no hay mayor timbre de gloria para un obispo que le llamen así.
Indica que había captado el Evangelio en su más bella y profunda radicalidad.
Pero fue algo más que eso. Se recuerda que, una vez consagrado obispo, se dedicó a la agricultura.
Trabajaba para los pobres. Igual que habían hecho anteriormente los monjes de Montevirgen.
Los habitantes le recuerdan todavía, y le han levantado una hermosa catedral para honrar su memoria.
¡Felicidades a quien lleve este nombre!
Comentarios al P. Felipe Santos: al Santoral">al Santoral">al Santoral">fsantossdb@hotmail.com

Pedro González (San Telmo), Santo
Abril 14   -  Dominicano

Pedro González (San Telmo), Santo

Pedro González (San Telmo), Santo

El bienaventurado y apostólico varón san Pedro González, llamado vulgarmente san Telmo, nació de padres nobles en la villa de Fromesta, a cinco leguas de la ciudad de Palencia.
Dióle el obispo, que era tío suyo, un canonicato, cuando aun no le sobraban los años, ni la gravedad y asiento que para aquel ministerio con venía, y procuró además que el Papa le diese el decanato.
Cuando Pedro González hubo de tomar la posesión, que fue el día de Pascua de Navidad, quiso el nuevo canónigo celebrar la fiesta, no como eclesiástico sin como lego y profano.
Vistióse para aquel día galana y profanamente, y salió con otros en un caballo brioso muy bien aderezado por toda la ciudad, desempedrando, como dicen, las calles a carreras, con gran desenvoltura y escándalo del pueblo. Pero para que se entiendan las maneras que Dios nuestro Señor toma para convertir las almas y atraerlas a sí, partiendo desaforadamente por la calle más principal de Palencia, cayó el caballo en medio de la carrera y dio con el canónigo en un lodo muy asqueroso, con harta risa de los que le vieron; porque cuando fueron a socorrerle, no había gala, ni vestido, ni rostro que diese muestra de lo que había sido.
Fue tan grande la vergüenza que causó a Pedro González aquella caída, que no podía levantar la cabeza, ni le parecía que podría ya vivir entre gente, hombre a quien tal desgracia había acontecido.
Alumbróle Dios al mismo tiempo el corazón; y hablando entre sí dijo: «Pues el mundo me ha tratado como quien es, yo haré que no se burle otra vez de mí».
Con esto, se va a un convento de santo Domingo, y con admiración de todos los que le conocían, tomó el hábito, y comenzó a vivir con tan grande perfección, que vino a ser un gran santo.
Predicaba después con obras y palabras, y como ángel del Señor; hablaba con tal fuerza de espíritu, que enternecía las piedras e inflamaba los corazones helados.
Despoblábanse los lugares en su seguimiento y muchas leguas iban caminando por oírle viejos y mozos, hombres y mujeres, ricos y pobres: y con este celo y espíritu anduvo por los reinos de España y estuvo en la corte del santo rey don Fernando, y se halló con él en el cerco de Sevilla y en otras guerras contra los moros.
Pero donde el santo más tiempo estuvo fue en Galicia, donde entre otras cosas hizo un puente sobre el río Miño, no lejos de Rivadavia, por los muchos peligros y muertes que sucedían en aquel paso.
Finalmente, después de haber ganado para Cristo innumerables almas y resplandecido con muchos milagros, en el domingo de Cuasimodo, dio en la ciudad de Tuy su bendita alma al Señor, el cual manifestó la gloria de su siervo con doscientos ocho milagros bien conocidos.
En el año 1254 el Papa Inocenci IV lo beatificó, y el 13 de diciembre de 1741 el Papa Benedicto XIV confirmó su culto.

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Es uno de los santos medievales más populares, cuya figura se agrandó por el juego de la fábula y cuyos milagros verdaderos o menos contribuyeron a meterlo en las entrañas del pueblo.
Su verdadero nombre de pila es Pedro y llevó como apellidos González Termo. Nació en una familia muy cristiana alrededor del año 1185, cuando es rey en León Fernando II y en Castilla Alfonso VIII; se bautizó en la iglesia románica de san Martín de Frómista, en Palencia.
Un tío suyo que es canónigo y llega a obispo se encarga de su educación. El joven Telmo entra en los Estudios Generales - centro, orgullo de los palentinos, recientemente establecido por Alfonso VIII, el vencedor de las Navas, antes aún que el de Salamanca, fundado en el siglo XIII por Alfonso IX-. Su inteligencia está mejor dotada que la de muchos; rinde más por los buenos maestros que por el esfuerzo que pone. No está Palencia para mucho intelectual esfuerzo ya que en la época no mandan los letrados teólogos sino los armados caballeros; es el tiempo del romance con juglares y trovadores que ganan su vida cantando batallas por el camino de Santiago bien cercano. A decir verdad, a Telmo le va la jarana, la bulla, la chanza y los torneos. Influye en la estudiantina y en el pueblo. Tiene éxito entre las mozas y es ¡sobrino mimado del obispo! Aunque las disposiciones son mínimas y parece que no habrá muchas promesas de buen clérigo, su tío lo hace canónigo y al poco tiempo lo eleva a deán con pingüe beneficio.
Telmo quiere tomar posesión el día de Navidad con cabalgata sonada. Así se disponen las cosas y nunca tuvo Palencia aire de mayor festejo. En bello alazán va el joven caballero, elegante, enjaretado, orgulloso y arrogante. El aplauso y los gritos van in crescendo, es el frenesí, el paroxismo del triunfo... pero en el cénit de la aclamación empieza Dios a prepararle un encuentro. Cabriolas del caballo y cuerpo en lodazal del ilustre caballero. Muestra vergüenza en la cara y siente vergüenza por dentro. Levantado entre las burlas, -es grande la chacota del pueblo y el ridículo que ha hecho- entra en casa. Es la ocasión de Dios. A lo Damasco hay conversión en un momento. Un fulminante cambio se da en Telmo. Está rezando, pide luz para ver el mejor modo de morir al mundo para siempre.
Rechaza el deanato, renuncia a la canongía y a sus prebendas. Llama a las puertas del convento de Dominicos que ha poco fundó en Palencia Domingo de Guzmán y donde se forman monjes que para la disputa con los albigenses. Allí se entrega a la oración, con disciplina y sacrificio, orden, obediencia, sacrificio, humildad, estudio, servicio a los demás y... ¡con alegría por dentro! Pasado un tiempo, con dotes de predicador innatas, explica la doctrina al pueblo, se producen conversiones, dedica tiempo a los pobres y visita a los enfermos.
Andalucía es promesa ahora que Fernando el Santo es rey de los dos reinos. Se ha pasado la línea de Sierra Morena y la arrebatar el sur a la Media Luna es el empeño de la cruzada. Los ejércitos están necesitados de ilusión, los soldados tienen alma que cuidar cuando los avances y retrocesos son vandálicos y las pasiones entran en juego. Allá está Telmo predicando, perdonando, alentando y encauzando a caballeros y mesnadas.
Un insólito hecho, provocado bien por la basteza de los descontentos o quizá por la zafiedad de los soldados, pone a prueba la solidez del santo que juzgaban "de cartón". Contratando una mujer ligera, experta en bajos oficios, han preparado la tentación. Telmo enciende un buen fuego y se arroja a las llamas solucionando el asunto ante el horror de la desgraciada y el asombro de los "listos".
De nuevo en Galicia, es Lugo quien se beneficia de su actividad apostólica. Las predicaciones son multitudinarias y con frecuencia son insuficientes los templos. Difunde ampliamente el Santo Rosario y tiene los primeros contactos con los marineros.
Córdoba es también, cuando la toman en el 1236, el lugar donde ejerce Telmo el ministerio y ahora es consejero y confesor del rey Fernando, además de atender a los ejércitos. Una preciosa tabla de la catedral de Tuy representa al rey arrodillado dentro de la real tienda con Telmo sentado impartiéndole perdón y consejo. Pero, como no es palaciego, terminado el encargo, vuelve a la Galicia de sus sueños.
Tuy se aprovechará de sus desvelos. Enseña lo que sabe, tiene cura de almas, resalta su oficio de padre de los pobres, dirige conciencias, socialmente influye -con la formación que da a los pescadores y marineros- poniendo los cimientos de lo que luego serán las cofradías y los gremios. Dicen que le vieron hacer milagros, mandar a las nubes, aplacar tormentas, atravesar a pie el Miño, conseguir milagrosamente comida y predecir el día y hora de su muerte conocidos por aviso del Cielo.
El obispo don Lucas -el autor del Chronicon Mundi- presidió sus funerales, mandó fabricar su mausoleo, conservar religiosamente sus reliquias y recoger información judicial para abrir su proceso.
Tantos portentos ha habido por medio del santo de tierra adentro que los marinos y pescadores aprenden a leer en el fenómeno eléctrico la presencia de san Telmo, y aún hoy no dejan de invocarle sin descanso cuando llega la tormenta y retumba el trueno.

• Isabel (Josefina) Calduch Rovira, Beata
Abril 14   -  Virgem e Mártir

Isabel (Josefina) Calduch Rovira, Beata

Isabel (Josefina) Calduch Rovira, Beata

Mártir Clarissa Capuchinha

Nació en Alcalá de Chivert (Castellón) el 9 de mayo de 1882, y fue martirizada en Cuevas de Vinromá (Castellón) el 14 de abril de 1937.
Profesó en el monasterio de Capuchinas de Castellón de la Plana el 28 de abril de 1901.
Fue maestra de novicias. Cerrado su monasterio por fuerza de las circunstancias, se refugió en casa de su hermano.
Fue arrestada el 13 de abril de 1937, vejada, maltratada y asesinada aquel mismo día junto al cementerio de Cuevas de Vinromá.

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http://es.catholic.net/santoral

Recolha, transcrição e tradução incompleta por motivos técnicos que infelizmente ainda não pude resolver, por António Fonseca