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quinta-feira, 15 de abril de 2010

15 DE ABRIL DE 2010 - SANTOS DO DIA

Basilissa e Anastácia, Santas
Abril 15   -  Nobres romanas mártires

Basilisa y Anastasia, Santas

Basilissa e Anastácia, Santas

Etimologicamente: Anastásia = Aquela que ressuscita, é de origem grega.
Etimologicamente: Basilisa = Aquela que reina, é de origem grega.

Neste dia faz-se comemoração das Santas Basilissa e Anastácia, ilustres matronas, discípulas de S. Pedro e de S. Paulo, as quais, tendo recolhido as relíquias dos príncipes dos apóstolos, para lhes dar sepultura depois do martírio, denunciadas como cristãs foram presas e conduzidas, carregadas de cadeias, à presença do Imperador.

Nero fez-lhes padecer várias classes de tormentos, mandou cortar-lhes a língua e os peitos, açoitá-las e abrasá-las com archotes acesos para render aquelas duas heroínas da religião cristã. Por fim, foram degoladas, recebendo ambas por este meio a almejada coroa do martírio, no ano 66.

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César de Bus, Beato
Abril 15   -  Sacerdote Fundador

César de Hus, Beato

César de Bus, Beato (1544-1607)

Fundador - Padroeiro dos catequistas


Etimologicamente: César = de cabelo longo e abundante, é de origem latina.

A 27 de Abril de 1975, João Paulo II beatificou o P. César de Bus, que veio ao mundo em Cavaillon, no dia 3 de Fevereiro de 1544, sobrinho neto de Santa Francisca Romana (1384-1436). Sétimo de 13 irmãos e irmãs, de família nobre, depois de uma infância e adolescência exemplares, deixou-se arrastar para o mal. Contudo, Deus não o abandonou e pela sua graça fez que voltasse ao bom caminho. Ordenado sacerdote, entregou-se de alma e coração ao ensino do catecismo. Fundou a congregação dos Padres de Doutrina Cristã ou Doutrinários, cujos membros, apesar de várias perseguições e sérias adversidades, continuam ainda hoje. Nos fins de 1970 contavam 103 professos e 9 noviços em 18 casas.

Eis alguns parágrafos da homilia da beatificação:

Um estudo aprofundado revelou que esta grande figura do passado levou as virtudes evangélicas até ao heroísmo (…).

A penitência não foi, para César de Bus, uma palavra vaga. Teve que dominar as suas paixões, de que noutros tempos se fizera escravo. Combate violento e contínuo. Assim aprendeu a buscar e a amar o sacrifício, porque o sacrifício configura com Cristo Deus, à custa de renúncias mais pesadas, parece ter sido o leit-motiv, a finalidade constante dos seus esforços. E quando, no fim da vida, atingido pelas doenças, em particular pela cegueira, pôde dispor-se já para o dom supremo, verificou até que ponto a ascese lhe havia sido útil para dominar o homem velho. estava preparado para se encontrar com o senhor. A sua alegria era perfeita”.

L’OSS. ROM. 4.51975; DIP I, 1681-83; 3, 975-77.

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Damião de Molokai (José de Veuster), Beato
Abril 15   -  Sacerdote Leproso (1840-1889)

Damián de Molokai (José de Veuster), Santo

Damião de Molokai (José de Veuster), Beato

Leproso por vontade divina


Etimológicamente: Damián = Aquele que doma seu corpo, é de origem grega.

No dia 3 de janeiro de 1840, nascia na aldeia de Trémelo, Brabante flamengo, uma criança que recebeu o nome de José Veuster. No ambiente do lar rural em que nasceu, vão brotando no coração de José as primeiras e profundas verdades e costumes religiosos, que se manterão firmes e florescerão até ao fim da sua vida e fizeram dele uma criança jovem e feliz.

Com 18 anos, quando estudava na região da Valónia, tomou a resolução de entrar na vida religiosa e pede que o aceitem na Congregação dos Sagrados Corações (Padres de Picpus) que tinham aberto um “Seminário de Missões” e onde um irmão seu já era noviço. Na religião recebeu o nome de Damião.

Fez o seu noviciado e estudou filosofia, como qualquer jovem que entrava na Congregação. Quando ainda estudava teologia, ofereceu-se para ir trabalhar para as ilhas de Hawai, em substituição de  seu irmão que na véspera de partir para esta Missão contraiu o tifo.

Pouco depois da chegada é ordenado sacerdote, na chamada “Ilha grande” do arquipélago, onde trabalhou durante 9 anos, em duas missões, de maneira incansável, construindo capelas, dando catequese, fazendo intermináveis caminhadas. A quem lhe perguntava onde vivia, apontava para a sela do seu cavalo e respondia: - “Esta é a minha casa”.

Em 1873, o bispo pede voluntários para trabalhar em Molokai, chamada “ilha do diabo”, para onde o Governo tinha começado a deportar todos os contagiados pela lepra. O Bispo pretendia organizar um grupo de missionários que se iriam revezando no trabalho, de maneira que nenhum permanecesse na ilha mais de 3 semanas seguidas. O P. Damião oferece-se para ir sozinho e dedicar-se inteiramente a esse trabalho e a sua oferta é aceite. Lembremos que naquele tempo a lepra não tinha cura e quem contraía a doença era isolado de qualquer contacto humano.

Quando o P. Damião chegou, havia em Molokai cerca de 800 leprosos, mas o seu número aumentava continuamente com novos doentes vindos de outras ilhas. As condições de vida eram atrozes e as mortes numerosas, mas Damião via em cada uma daquelas pessoas “uma alma remida pelo Sangue do nosso Divino Salvador”.

Visitava os doentes nas suas cabanas, administrando os sacramentos e preocupando-se pelas suas condições de vida,  introduzindo regras higiénicas, a fim de reduzir os efeitos da doença, tinha a casa aberta aos leprosos, comia com eles, divertia-se a brincar com as crianças. Ajudava a reparar as cabanas e administrava os medicamentos. A lista  das suas actividades é infinita, na sua total entrega às necessidades espirituais e materiais da sua gente, ele quer ser a imagem viva de Jesus no meio dos doentes.

Em janeiro de 1885, é-lhe diagnosticada a doença. O facto provocou-lhe um período de desolação, pois para além da doença em si, foi-lhe proibido abandonar a ilha, a qualquer pretexto que fosse. Mas continuou activo como sempre e a sua vida espiritual tornou-se ainda mais profunda. Ele próprio escreve: “Até agora sinto-me feliz e se se me desse a possibilidade de sair daqui, responderia, sem duvidar: – fico aqui para toda a minha vida, com os meus leprosos”.

A presença de Jesus numa igreja junto de sua casa, fá-lo sentir-se cada vez mais próximo e semelhante a Jesus, no seu mistério eucarístico, sacrifício de Corpo entregue e Sangue derramado por todos.  O único medo que experimentava nesta fase da sua vida, era que a doença o viesse a impedir de dizer Missa. Sobre a solidão que a doença acentuou. escreve ele: “Não sei bem em que acabará tudo isto. Resigno-me, contudo, à divina Providência e encontro a minha única consolação no meu único companheiro que não me abandona, quero dizer, o nosso divino Salvador na santa Eucaristia”. E sobre a sua doença declara: “Permaneço tranquilo e resignado e inclusivamente me sinto mais feliz entre a minha gente”.

Na segunda feira-santa de 15 de Abril de 1889, partiu para o céu o “varão de dores”, glorificado na e pela ressurreição do Senhor Jesus, ao qual ele tanto amara. Centenas de leprosos choraram a morte do pai. O mundo comoveu-se ao tomar conhecimento da façanha de Damião, sem precedentes na história, João Paulo II ouviu esse clamor da humanidade, beatificando o leproso por Deus em Molokai, a 4 de Junho de 1995.

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Potenciana, Santa
Abril 15   -  Virgem

Potenciana, Santa

Potenciana, Santa

Virgem

Martirologio Romano: Na cidade chamada Villanueva de la Reina, na região hispânica de Andaluzia, santa Potenciana, virgem, que se santificou trabalhando como tecedeira em sua própria casa (s. XII/XIII).
Etimologicamente: Potenciana = Aquela que tem uma grande força interior, é de origem latina.

SANTA POTENCIANA, é a padroeira de Villanueva de la Reina.
Potenciana vivia na margem direita do rio Guadalquivir, nos arredores de Villanueva, perto de un batán, que hoje em dia ainda desafia as furiosas crescidas invernais. Este batán filtrava fibras têxteis mediante golpes ou percussão, aparecendo como uma arquitectura de cadeiras toscamente lavradas de areia, unidas por uma argamassa ou calicanto e com encerramento quase plano. Em sua base destacaram, em seus dias, três canais paralelos ao sentido da corrente, a nível do próprio rio, com o objecto de aproveitar a força da água para mover um mecanismo que a levava a uns enormes maços que golpeavam a lã. Potenciana, padroeira de Villanueva de la Reina (Jaén), a colocam no ano 1200 da era de Cristo,em plena época moçárabe. Teve como oficio o de tecedeira e fez vida eremítica. Seu martírio consistiu em emparedamento. 
O povo de Villanueva e a comarca de Andújar a consideravam Santa, visitando o sepulcro situado na ribeira setentrional do rio Guadalquivir para pedir sua intercessão nas enfermidades e outras necessidades.
Talvez o acontecimento mais importante na história de nossa localidade haja sido abrir o sepulcro. Este feito teve lugar no ano 1628 e foi ordenado pelo Cardeal D. Baltasar de Moscoso e Sandoval, que também mandou que se fizesse um processo sobre os milagres levados a cabo pelo cura pároco de Villanueva D. Juan Acuña del Adarve. Dito processo culminaria em 1638 quando foi elevada aos altares por Urbano VIII.

São Crescente, mártir
( M. 354)

Crescente nasceu em Mira, cidade da Lícia, Ásia Menor, pátria de muitos santos. Não se conhecem datas a seu respeito.

Cheio de zelo, chorava dia e noite os extravios dos infelizes que, desconhecendo as vantagens da verdadeira e única religião, viviam sepultados nas trevas do erro e da mentira. Um dia, em que os pagãos celebravam uma grande festa às suas falsas divindades, reprovou publicamente tão lamentável cegueira, dizendo que só Deus, Criador de tudo, era digno de adoração.

Se enérgica foi a pregação do santo na praça pública, não o foi menos na presença do juiz. De mil meios se valeu o tirano para enfraquecer a fortaleza admirável do invencível campeão de Jesus Cristo; mas nada conseguiu.

Chegou a propor-lhe que ao menos oferecesse exteriormente incenso aos ídolos para salvar a vida; mas o santo recusou-se terminantemente. Vendo por último que nada conseguia, e que o santo permanecia constante e imperturbável na confissão de Jesus Cristo, mandou que fosse queimado, e neste suplicio alcançou a coroa dos mártires.

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• Outros Santos e Beatos
Abril 15   -  Completando o santoral deste dia

Otros Santos y Beatos

Outros Santos e Beatos

Santos Teodoro e Pausilipo, mártires

Em Trácia, santos Teodoro e Pausilipo, mártires, que, segundo a tradição, sofreram o martírio em tempo do imperador Adriano (117/137).

 
São Marón, mártir

 
No monte Áureo, do Piceno, na Itália, são Marón, mártir (s. inc.).


Santo Abundio, diácono

Em Roma, na basílica de São Pedro, comemoração de santo Abundio, que, como narra o papa santo Gregório I Magno, foi humilde e fiel mordomo desta igreja (c. 564).


São Paterno, abade e bispo


Em Scissy, da região de Coutances, na Gália, sepultura de são Paterno, bispo de Avranches, que, depois de haver fundado muitos mosteiros, já septuagenário foi eleito para a função episcopal, e, cheio de méritos, entregou sua alma a Deus no mosteiro (c. 565).

Santo Ortário, abade

 
No mosteiro de Landelles, na região de Bayeux, de Normandía, santo Ortário, abade, célebre por sua austeridade e sua vida de oração, assim como por sua dedicação a curar enfermos e por ajudar aos pobres (s. XI).

http://es.catholic.net/santoral

www.jesuitas.pt

Recolha, transcrição e tradução de espanhol para português por António Fonseca.

Como devem ter reparado, insiro aqui também textos de um livro publicado pelo Secretariado do Apostolado da Oração (devidamente assinalados no fim  de cada biografia) – textos esses já traduzidos – para complemento das que eu vou traduzindo de http://es.catholic/santoral