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terça-feira, 10 de agosto de 2010

Nº 1093 - 10 DE AGOSTO DE 2010 - PAPAS, SANTOS DO DIA, ETC.

N O V A   R U B R I C A
 
PAPAS DA IGREJA CATÓLICA
Resumo:
JOÃO III – LXI Papa de 561 a 574 – LXII Papa de 575 a 579 – LXIII Papa de 579 a 590 – LXIV Papa de 590 a 604 -  LXV Papa de 604 a 606 – LXVI Papa em 607 -

Hoje, dia 10-8, falar-vos-ei de mais seis Papas
SÃO BONIFÁCIO IV  -  (desde 608 a 615)
Nasceu na província romana de Valéria.
No seu pontificado, pela primeira vez em Roma, um templo pagão foi transformado numa igreja cristã.
Introduziu a festa de Todos os Santos, comemorada a 1 de Novembro 

SÃO DEODATO I  - (desde 615 a 618)

Nascido em Roma, foi o primeiro Papa a colocar numa bula, um selo de forma arredondada com os símbolos de Cristo, de forma a marcar os documentos oficieis.

Chegou mesmo a ser considerado um milagroso, na medida  em que, consta, terá curado leprosos e diversos doentes.

BONIFÁCIO V  - (desde 619 a 625)

Nascido em Nápoles, regulamentou o direito de asilo, o culto das relíquias e as atribuições dos acólitos.

Durante o seu papado ocorreu a Hégira, ou seja, a fuga de Maomé para Medina.

Pode dizer-se que este episódio motivou o surgimento do islamismo.

HONÓRIO I  - (desde 625 a 638)

Nascido na Campânia, defendendo que em Jesus havia apenas uma vontade, foi posteriormente considerado herege, no Conselho de Constantinopla (681), sendo a condenação renovada várias vezes, até ao século XV, quando passou a ser visto mais como imprudente do que herege.

SEVERINO  - (em 640)

Nascido em Roma, foi nomeado Papa no dia 12 de Outubro de 638. No entanto, teve que esperar 20 meses para que o imperador Heráclio aprovasse a sua eleição.

Morreu dois meses após a sua sagração.

JOÃO IV  - (desde 640 a 642)

Dálmata (nasceu na actual Croácia), em 640 convocou um sínodo no qual condenou os hereges monotelitas, reprovando a memória do seu predecessor Honório I.

                             www.jn.pt

(Continua...)
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Lourenço, Santo
Agosto 10 Mártir, (258)

Lorenzo, Santo

Lorenzo, Santo

Diácono e Mártir

 

O papel dos diáconos nas primitiva Igreja era de suma importância, comparável em muito àquele que hoje desempenham os Cardeais da Cúria. Havia sete que ajudavam em tudo o Romano Pontífice, especialmente na celebração dos divinos mistérios. O Arcediago ou primeiro dos diáconos era a personagem mais importante, logo abaixo do papa; administrava todos os bens da Igreja. Tudo o que é temporal dependia dele: dirigia a construção dos cemitérios, recebia as esmolas e conservava os arquivos. Dele dependiam em grande parte todo o clero romano, os confessores da fé, as viúvas, os órfãos e os pobres. Prevendo-se que viria a ocupar este cargo, olhava-se para ele já como imediato sucessor do pontífice reinante, do «seu papa», como dizem as inscrições. Referindo-se aos costumes da Igreja Romana no século III, diz Eulógio de Alexandria que o Arcediago subia ao trono pontifício em virtude dum costume inveterado e que ordená-lo sacerdote antes da sua eleição, seria tirar-lhe todas as possibilidades de ele chegar ao pontificado supremo. Este era o cargo que em Roma ocupava, em meados do século III, S. Lourenço, espanhol, natural de Huesca. O martírio impediu-lhe chegar ao papado, mas deu-lhe outra glória maior, a de testemunha sangrenta em favor da fé de Cristo. O papa Sisto II tinha sido morto, com quatro dos seus diáconos, no dia 6 de Agosto do ano de 258, reinando Valeriano. Estava precisamente a celebrar  os sagrados ritos no cemitério de Calisto. A tradição representa-nos S. Lourenço a conversar com  o seu pontífice nos últimos momentos: «Para onde segues, pai, sem o teu filho? Para onde, ó sacerdote, sem o teu diácono? - «Filho meu, respondeu o Papa, não julgues que te abandono. Maiores são os combates que te esperam. Não chores. A separação será só de três dias». Os pormenores do martírio de S. Lourenço conhecemo-los exactamente pelos escritores dos séculos IV e V, que parecem inspirar.-se, mais que numas actas escritas, na tradição oral. Se houve actas escritas, devem ter-se perdido antes do século IV, pois Santo Agostinho e S. Máximo de Turim apelam só para a tradição. Mas esta tradição é segura, não distando nem um século do martírio. Santo Ambrósio foi o primeiro a escrever, no livro dos Ofícios, sobre o martírio de S. Lourenço. Depois temos o testemunho seguro do imortal Prudêncio, anterior aos sermões de Santo Agostinho e de São Máximo. «Lourenço, diz este poeta, era o primeiro dos sete varões que se aproximavam do altar do Pontífice; grande no grau levítico e mais nobre que os seus companheiros. Tinha as chaves das coisas sagradas; presidia ao arcano das coisas celestiais e, governando como fiel depositário, distribuía as coisas de Deus». Três dias depois do martírio do Papa, foi chamado à presença do prefeito Cornelius Saecularis, para entregar os livros de contas e o dinheiro que a Igreja possuía. Com previsão, tinha-o ele distribuído  todo entre os pobres da comunidade cristã. Por isso, respondeu ao Prefeito: «Manda-me vir amanhã e trar-te-ei tudo o que a Igreja possui de rico».  No dia seguinte,  apresenta-se de novo  S. Lourenço e diz: «Vem comigo contemplar as riquezas que te apresento. Os pórticos estão cheios de vasos de ouro; os talentos dispostos ordenadamente brilham junto às paredes. Há estojos maravilhosos; há jóias de beleza admirável». E apontava para o exército de coxos, cegos, crianças, pobres e doentes que alimentava a Igreja romana. Fazia Lourenço como Cornélia ao mostrar ao povo os seus filhos: dizendo: «Estes são os meus tesouros». A resposta do santo, cheia de fé, de caridade e de fina ironia, encheu de indignação o Prefeito: «Pagarás a fraude com a morte. Morrerás a fogo, em cima duma grelha».

Lorenzo, Santo

Lorenzo, Santo

Ia cumprir-se a promessa do seu Pontífice. Segui-lo-ia ao fim de três dias, depois de maiores e mais longas provas. Na verdade, «estendido no assador de ferro, como diz Prudêncio, o seu rosto brilhava com beleza celestial e envolvia-o um fulgor louro. Parecia o legislador antigo, ao descer os cumes do Sinai, ou Estêvão, o Primeiro Mártir, quando, entre a chuvada de pedras, via a  claridade de Deus. O odor da sua carne assada enchia a atmosfera: as chamas cravavam na carne o seu aguilhão pungente, mas outro fogo maior neutralizava-lhe o efeito devastador. Um fogo eterno e divino, Cristo, o fogo verdadeiro, que ilumina os justos e abrasa os pecadores». A atitude heróica do mártir, no meio do fogo das grelhas, é uma das páginas mais gloriosas da primitiva Igreja cristã: «Já está cozido deste lado, diz ele ao verdugo, dá-lhe volta e come». No fim, esquece-se o mártir de si mesmo, dos seus verdugos, e dirige uma oração a Deus pela Igreja. Prudêncio interpretou de maneira grandiosa aqueles últimos momentos: «Ó Cristo, Deus único e verdadeiro: ó esplendor , ó Filho do Pai; ó Criador do céu e da terra e fundador destas muralhas. Tu que puseste o ceptro de Roma nos cumes da pujança, e decretaste que o mundo todo obedecesse à toga de Quirino…, tem compaixão, ó Cristo,  dos teus romanos; faz que seja cristã a cidade  por cujo ministério tu semeaste nas outras a salutar crença. Quando os membros rejeitam a superstição, não permaneça ímpia a cabeça; faça-se Rómulo cristão, seja crente Numa. Fuja Júpiter adúltero e triunfe a espada de Paulo». Meio século mais tarde, cumpriram-se os últimos desejos de S. Lourenço. O sucessor de Rómulo e Remo convertia-se ao Cristianismo e a cruz de Cristo começava a reinar sobre o cume do Capitólio. O Império abraçava oficialmente o Cristianismo e o sangue dos mártires, os seus corpos despedaçados, repartiam-se pelo Orbe inteiro como relíquias e tesouros preciosismos. A semente do Evangelho frutificava pujante e prolifera, com a regadura fecunda de tanto sangue inocente, derramado nos campos, nas ruas, nos circos e nas estradas. Roma cristã venera o hispano Lourenço com a mesma veneração e respeito com que honra os primeiros Apóstolos. Depois de S. Pedro e S. Paulo,  a festa de S. Lourenço foi a maior da antiga liturgia romana.  O que foi Santo Estêvão em Jerusalém isso mesmo foi S. Lourenço em RomaDo livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt.  Ver também www.es.catholic e www.santiebeati.it

 

Amadeu de Silva e Meneses, Beato
Agosto 10   -  Sacerdote Fundador

Amadeo de Silva y Meneses, Beato

Amadeo de Silva y Meneses, Beato

Sacerdote Fundador

Incluído na história e santoral pacense. Irmão de Santa Beatriz Silva e Meneses, fundadora da Ordem das Concepcionistas.
Nasceu em 1431 e deram-lhe por nome João. Filho do Alcaide de Campomayor e Uguela Ruiz Gomez de Silva e de Isabel de Meneses. Formou parte de uma família cristã de onze filhos.
A los dieciocho años ingresó en el monasterio Jerónimo de la Puebla de Guadalupe. Monje ejemplar que desempeñó los cargos más humildes. Los deseos de martirio le llevaron a Granada; pero vuelve a Guadalupe.
El 11 de diciembre de 1452 obtiene la obediencia del Prior, Gonzalo de Ilescas, para poder trasladarse a Asís, en donde cambia el hábito blanco por el pardo.
Residió en Roma e inició su fundación en Catelleone di Cremona en 1464. Rechazado por los frailes de las demás familias, contó con el apoyo del ministro general Francisco della Rovere (1464-1469), del que parece que fue su confesor. Elegido papa con el nombre de Sixto IV, Della Rovere no dejó de favorecerlo, concediéndole la iglesia romana de San Pedro en Montorio.
De ese modo, los amadeitas se instalaron en Milán, Lodi, Génova, Foligno, Asis, en Italia central y septentrional y en España, pero no llegaron a tener más de treinta casas.
Deseando hacer una visita a todos sus frailes, llegó al convento de Santa María de la Paz en Milán, donde murió el 10 de agosto de 1482. Su congregación permaneció siempre bajo la obediencia de los ministros generales y provinciales, hasta su supresión en 1568.
Su tumba, mandada a construir por el rey Luis XI de Francia, pronto comenzó a recibir visitas de muchos devotos, fueron cuatro siglos de culto ininterrumpido, hasta que su tumba fue destruida durante las invasiones francesas, aunque se conoce el sitio donde estaba.

• Filomena, Santa
Agosto 10   -  Mártir

Filomena, Santa

Filomena, Santa

Mártir

Em Roma, na catacumba de Priscila, na via Salária, Santa Filomena, virgem e mártir. O anúncio agora lido de Santa Filomena não vem do chamado Martirológio Jeronimiano (do século V), nem de qualquer texto antigo. A história desta santa começa a 25 de Maio de 1802, dia em que se descobriram certos ossos ao escavar-se na catacumba de Priscila. A 8 de Junho de 1805, foram dados ao cónego Francisco de Lucia que os levou para a sua paróquia de Mugnano, na diocese de Nola, Itália. Houve milagres, organizaram-se peregrinações e depressa se tornou universal a celebridade da Santa: o «cura» de Ars, S. João Maria Vianney, tinha por ela extraordinária devoção e a ela atribuía os seus próprios milagres; chamava-lhe sua encarregada de negócios, seu embaixador junto de Deus e aquela que lhe emprestava o nome. Tornou-se a «milagreira do século XIX». Atribuiu à santa frequentes comunicações, aí por 1836, uma Irmã Maria Luísa. E Dositeia, outra Irmã, atribuiu à mesma Santa a cura da tísica, aos 25 anos; só veio a morrer já octogenária. Até papas, ao que se diz, veneraram e invocaram muito Santa Filomena. Ao descobrirem-se os ossos, o túmulo estava fechado por três tijolos sobre que se tinha pintado com letras vermelhas: LUMENA PAX TECUM FI  Logo se estabeleceu a ordem das palavras, a fim de lhes dar sentido: PAX TECUM FILUMENA. “A paz esteja contigo, Filomena”. Nos símbolos pintados à volta das letras – âncora, palma, seta, folhas de hera, etc. – viu-se a indicação do suplício: Filomena foi considerada como vítima de setas; e a «ampola de sangue» encontrada junto dos ossos tirou todas as dúvidas sobre ter existido essa Santa e ter sido mártir. As referidas eram, porém, explicações um tanto fantasistas.  Há muito que se sabia que as chamadas «ampolas de sangue» não contêm sangue e não indicam corpos de mártires! Os símbolos já não encerram mistério: a âncora lembra a cruz, a palma indica o triunfo no céu de qualquer bom cristão, as setas e as heras manifestam a separação das palavras umas das outras. Quanto à desordem dos termos ou parte deles não é facto casual, é coisa frequente; os coveiros (fossores) do século IV tornavam a empregar os restos das sepulturas encontradas mas evitando que as inscrições fossem julgadas como pertencentes aos novos ossos, que elas ficavam  cobrindo. Em 1802, a inscrição deveria ter sido interpretada não como dizendo respeito aos ossos coocados por trás. É claro que Deus pode ouvir, como queira, qualquer oração, seja qual for o intermediário que se use. Ouvir-nos, não é primariamente dar-nos a certeza sobfre a existência do Santo indicado. Assim, diante das dificuldades, a Sagrada Congregaçao dos Ritos determinou, em 1961; «A festa de Santa Filomena, virgem e mártir, deve ser retirada de todo e qualquer calendário». Ultimamente, porém, foi permitido celebrá-la com quialquer liturgia «comum» (não com própria) da santa. Conforme o papa João Paulo II explicou a um Bispo da Índia que lhe pedia esclarecimentos, o que se mantém é o seguinte: Estão proibidos em todas as dioceses a Missa própria e o Ofício litúrgico (cheio de fantasias) que antigamente se usavam. Pode celebrar-se Missa em honra de Santa Filomena, usando o formulário do comum das Virgens Mártires. Não está proibido expôr ao culto a imagem da santa. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas,pt.  Ver também www.santibeati.it e www.es.catholic.

 

Francisco Drzewiecki e

Eduardo Grzymala, Beatos
Agosto 10   -  Presbíteros e Mártires

Francisco Drzewiecki, Beato

Francisco Drzewiecki, Beato

Presbítero e Mártir

Martirológio Romano: No campo de concentração de Dachau, cerca de Munich, na Baviera, de Alemanha, beatos Francisco Drzewiecki, da Congregação da Pequena Obra da Divina Providência, e Eduardo Grzymala, presbíteros e mártires. Oriundos de Polónia, e devastada sua pátria durante a guerra, foram encerrados num cárcere estrangeiro, emigrando a Cristo desde a câmara de gás (1942).

Presbítero polaco de la Obra Don Orione que entregó su vida en un campo de concentración durante la Segunda Guerra Mundial.
El padre Francisco fue beatificado el 13 de junio de 1999 junto a otros
107 mártires polacos.
Al momento de su muerte, Francisco tenía 34 años y seis de profesión religiosa. Conoció a
San Luis Orione en Italia, donde terminó su formación y trabajó pastoralmente en el Pequeño Cottolengo de Génova. En 1939 regresó a su Polonia natal para ayudar en la parroquia y el cottolengo de Woclawek. Sin dudas fue un llamado del Señor.
Allí lo sorprende el estallido de la guerra. Cuando el ejército alemán invade Polonia, el P. Francisco -junto a monjas orionitas- acoge a la población perseguida en las instalaciones del cottolengo.
Poco tiempo después es hecho prisionero junto a otros sacerdotes y seminaristas y conducido al campo de concentración de Dachau, donde realizaban trabajos forzosos 2500 eclesiásticos.
Una carta fechada el 13 de septiembre de 1942 y firmada por un oficial del servicio de inteligencia nazi daba cuenta de la muerte del P. Francisco.
Un compañero suyo, José Kubicki, también religiosos orionita y sobreviviente al encierro en Dachau, recuerda el último encuentro que tuvo con Francisco: "El padre Drzewiecki me dijo: ´¡Adiós, José! Partimos. No te pongas triste. Nosotros hoy, tú mañana...´ Y con gran calma pudo agregar: ´Nos vamos, pero ofrecemos como polacos nuestra vida por Dios, por la Iglesia y por la Patria´. Y no regresó nunca más".

• Lázaro Tiersot,

Claudio José Jouiffret de Bonnefont e

Francisco Frangois, Beatos
Agosto 10   -  Presbíteros e Mártires

Lázaro Tiersot, Beato

Lázaro Tiersot, Beato

Presbítero e Mártir

Martirológio Romano: No braço de mar frente a Rochefort, na costa de França, beatos Claudio José Jouiffret de Bonnefont, da Sociedade de São Sulpício, Francisco Frangois, da Ordem dos Irmãos Menores Capuchinhos, e Lázaro Tiersot, da Ordem dos Cartuxos, todos presbíteros e mártires, que durante a Revolução Francesa, encerrados a um velho navio, consumaram seu martírio pelo facto de ser sacerdotes (1794).

Era profeso de la cartuja de Nyestra Sra. de Fontenay (18 de diciembre de 1769). Cuando fueron suprimidas las Órdenes monásticas, él se retiró a la ciudad de Avallón. Allí fue detenido el 19 de abril de 1793 siendo trasladado a Auxerre, desde donde, con otros 15 sacerdotes de Avallón, fue deportado un año mas tarde y se le embarcó en el buque Washington. Un compañero de infortunio llamado SOUDAIS, nos dejó después el siguiente testimonio sobre Dom Lázaro: «El primero de nuestro departamento que cayó enfermo fue el Padre TIERSOT, cartujo de Avallón, quien había ejercido en otro tiempo el cargo de Vicario en su Orden. Se atribuyó su enfermedad a la caritativa costumbre que había tomado de no acostarse durante 4 días, para no molestar a sus vecinos que se quejaban de no disponer de cama. . . El último día de su enfermedad, algunos de los nuestros le encontraron y le dijeron que pronto volvería a unirse a nosotros en el mismo departamento. Ante esta salida, sonrió y dijo: Mañana me toca a mí. Dentro de tres horas ya no estaré más en este mundo.
Es cierto que para nosotros fue motivo de alegría, ver que uno de los nuestros iba a recibir la recompensa que justamente había merecido por tantos sufrimientos tolerados por causa de la fe; sin embargo, fue también motivo de gran dolor, perder un hombre tan extraordinario. Su sola presencia era suficiente para infundirnos valor y constancia. Cuando alguno se le quejaba del sufrimiento que tenía que soportar, el cartujo solía responder así: Esto no es nada; merecemos mucho más. Quienes eran condenados a las minas en los primero tiempos de la Iglesia, después de haberles cortado un pie o haberles sacado un ojo, por la confesión de Jesucristo, lo pasaban mucho peor que nosotros.
La dulzura de su carácter, su modestia y humildad, así como su tierna piedad, eran causa de que fuera querido y buscado por todos. Los recién venidos, que aún no le conocían, nos preguntaban al verle: ¿Quién es ese? Y, sin esperar nuestra respuesta, añadían: ¡Ese Padre es un santo! Yo tuve el gusto de conocerle en Auxerre y de permanecer en su compañía cerca de 10 meses. No vi en él otra cosa, sino muchas y excelentes cualidades, sin ningún defecto. Me admiró, sobre todo, su fortaleza para superar cualquier sufrimiento; austero consigo mismo e indulgente hacia los demás. En él se daban de la mano un gran sentido común, con un profundo conocimiento de la teología. Falleció a principios de agosto (el día 10), dejando el ejemplo de todas las virtudes. Contaba a la sazón 55 años de edad. Según el certificado oficial falleció de «fiebre pútrida. Su cuerpo, descansa en la isla de Aix.
SS. Juan Pablo II, el 1 de octubre de 1995, lo beatificó a junto con otros mártires de la Revolución Francesa, testigos de su fe y fidelidad
"Santos y Beatos de la cartuja", pág. 61, autor Juan Mayo Escudero, Edit. Analecta Cartusiana, ISBN 3-901995-24-2, año 2000 REPRODUCIDO CON AUTORIZACIÓN DEL AUTOR

Arcángel de Calatafino Piacentini, Beato
Agosto 10   -  Presbítero

Arcángel de Calatafino Piacentini, Beato

Arcángel de Calatafino Piacentini, Beato

Martirológio Romano: Em Alcami, na Sicilia, beato Arcángel de Calatafino Piacentini, presbítero da Ordem dos Irmãos Menores, insigne por sua austeridade de vida e seu amor à solidão (1460).

Nativo de Calatafimi, Sicilia; Italia. Descendiente de la noble familia Piacentini o Piacenza.
Siendo aún "muy joven", abandona su hogar para vivir como ermitaño en la soledad de las montañas. Es tal su vida de austeridad, oración y penitencia que -aun aislado- pronto acuden a conocerle y a recibir su bendición o un consejo numerosas personas. Para continuar en su soledad rindiendo tributo al Creador, se traslada a Alcamo; sin embargo, resulta inútil su deseo, ya que pronto su fama de santidad llega a las poblaciones vecinas, por lo que vuelve a recibir la visita de innumerables fieles.
Fue entonces que se enfrenta a la disyuntiva de permanecer aislado en oración o acompañar a los fieles y auxiliarles en sus necesidades espirituales y materiales, pues los vecinos del lugar le piden dirigir el abandonado hospital de la ciudad. Al optar por lo segundo, dedica todas sus fuerzas a reconstruir el nosocomio, el cual al poco tiempo es remodelado en su totalidad y empieza a brindar servicios de salud de calidad a quien a él recurre. Cuando el hospital está trabajando de forma más que adecuada decide, una vez más, retirarse a una cueva a continuar su vida de ermitaño; esta vez fue el decreto del Sumo Pontífice Martín V (1417-1431), el cual suprimía a los ermitaños de Sicilia, lo que le hace dejar su retiro e ingresar con los Hermanos Menores (franciscanos) de Palermo, donde cursa el noviciado.
Por su vida llena de virtudes, es electo ministro provincial en la Orden, labor en la que destaca. Al concluir este cargo, regresa a Alcamo para fundar el monasterio de Santa María de Jesús, anexo al hospital por él reconstruido. Sin precisarse fecha, se ordena sacerdote y continúa su ejemplar vida plena de oración, austeridad, penitencia y servicio al prójimo. Sus dotes de orador le llevan a recorrer gran parte de su país, cuando logra la redención de pecadores y la conversión de muchas almas. Entrega su vida al Creador en el monasterio citado.
Por sus méritos, Gregorio XVI aprobó su culto en 1836.

 

21350 > San Lorenzo Diacono e martire 10 agosto - Festa MR


91071 > Beato Agostino Ota Martire del Giappone 10 agosto MR
91443 > Beato Arcangelo Piacentini da Calatafimi Sacerdote 10 agosto MR
92044 > San Besso Martire 10 agosto
65830 > San Blano Vescovo 10 agosto MR
93062 > Beato Edoardo (Edward) Grzymala Sacerdote e martire 10 agosto MR
94512 > Sant' Erico (Erik) IV Re di Danimarca, martire 10 agosto
92237 > Beato Francesco Drzewiecki Sacerdote orionino, martire 10 agosto MR
93141 > Beato Francesco Francois (Sebastiano da Nancy) Sacerdote e martire 10 agosto MR
94151 > San Geraint II Re del Cornwall 10 agosto
92917 > Beati Giovanni Martorell Soria e Pietro Mesonero Rodriguez Salesiani, martiri 10 agosto MR
93449 > Beato Giuseppe Toledo Pellicer Sacerdote e martire 10 agosto MR
91072 > Santi Ireneo ed Aurelio Martiri, venerati a Cutigliano 10 agosto
21350 > San Lorenzo Diacono e martire 10 agosto - Festa MR
65820 > Santi Martiri Alessandrini 10 agosto MR
94737 > Santa Plettrude VII-VIII secolo 10 agosto

Recolha, transcrição e tradução parcial por António Fonseca