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quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Nº 1120 - 9 DE SETEMBRO DE 2010 - PAPAS, SANTOS DE CADA DIA, E…

 

PAPAS DA IGREJA CATÓLICA
Resumo:
PAULO IV  -  CCXXI Papa de 1555 a 1559 - PIO IV – CCXXII Papa de 1559 a 1565 - SÃO PIO V  - CCXXIII Papa  de 1556 a 1572  - GREGÓRIO XIII – CCXXIV  Papa de 1572 a 1585 - SISTO V  – CCXXV  Papa de 1585 a 1590 - URBANO VII  -  CCXXVI Papa em 1590  -  GREGÓRIO XIV – CCXXVII Papa de 1590 a 1591 - INOCÊNCIO IX  - CCXXVIII Papa  em 1591 - CLEMENTE VIII – CCXXIX  Papa de 1592 a 1605 - LEÃO XI  – CCXXX  Papa em 1605 - PAULO V  – CCXXXI  Papa de 1605 a 1621   - GREGÓRIO XV  -  CCXXXII Papa de 1621 a 1623- URBANO VIII – CCXXXIII Papa de 1623 a 1644INOCÊNCIO X -  CCXXXIV Papa de 1644 a 1655ALEXANDRE VII  - CCXXXV Papa  de 1655 a 1667 CLEMENTE X – CCXXXVII Papa de 1670 a 1676  - INOCÊNCIO XI  -  CCXXXVIII Papa de 1676 a 1689  - ALEXANDRE VIII – CCXXXIX Papa de 1689 a 1691  - INOCÊNCIO XII -  CCXL Papa de 1691 a 1700  - CLEMENTE XI  - CCXLI Papa  de 1700 a 1721  -  INOCÊNCIO XIII – CCXLII Papa de 1721 a 1724  -  BENTO XIII– CCXLIII Papa de 1724 a 1730
Hoje, dia 9-9-2010, falar-vos-ei de mais SEIS Papas
CLEMENTE XII  -  CCXLIV Papa de 1730 a 1740
Melhor administrador do que Bento XIII, a quem sucedeu, reordenou as finanças e embelezou a cidade de Roma (iniciou a construção da fonte de Trevi e da fachada da basílica de São João de Latrão).
 
BENTO XIV – CCXLV Papa de 1740 a 1758 
Foi considerado um dos melhores sumos pontífices do século XVIII.
Tolerante, perdoou o Cardeal Coscia, foi moderado com os jansenistas e condescendente com os governos despóticos.

 
CLEMENTE XIII -  CCXLVI Papa de 1758 a 1769
 
Nascido em Veneza, Carlo Rezzonico (7 de Março de 1693-2 de Fevereiro de 1769) estudou no colégio jesuíta de Bolonha e na Universidade de Pádua, terminando o curso de Direito em Roma.
Ordenado governador de Rieti em 1716 e de Fano em 1721, foi auditor da rota de Veneza. Ordenado cardeal pelo Papa Clemente XII, em 1737, tornou-se bispo de Pádua em 1743 por ordem de Bento XIV, tendo-se distinguiu pelo seu zelo relativamente à formação do clero. A sua vida pessoal acompanhava a sua educação, conforme nos relata Abbé Clément:Ele era chamado o santo (pelo seu povo) e era um homem exemplar.”
A 6 de Julho de 1758 foi eleito Papa sucedendo a Bento XIV, até à sua morte a 2 de Fevereiro de 1769, sendo apoiado pelos cardeais Spinelli e Rodt. O pontificado de Clemente XIII ficou marcado pelas extinção da Companhia de Jesus em diversos países. Mas o Papa desempenhou um papel fundamental na defesa desta ordem religiosa, cujos bens forma confiscados e os seus elementos perseguidos e expulsos de territórios como Portugal, França, Espanha, Nápoles, Parma e Piacenza.
Fez tudo o que estava ao seu alcance para salvar os jesuítas dos absolutistas de Bourbon. A maior oposição veio dos países onde, há 200 anos, os jesuítas tiveram um maior impacto, tais como Espanha, França e Portugal, e de onde foram expulsos nos anos de 1767, 1764 e 1759, respectivamente.
Outra das questões que marcaram o seu pontificado foi a sua luta contra os governos sob influência das novas ideias iluministas. Devido à luta contra o Iluminismo, obras como Èmile, de Rousseau, e Exposition de la Doctrine Chrétienne, de Mésenguy, foram condenadas pelo Index.
No ano de 1759, foi emitida a bula Cum primum, que aconselhava a pobreza e a oração em detrimento do comércio e da industria praticada pelos clérigos.
A 7 de Janeiro de 1765 o Papa Clemente XIII publicou a bula Apostolicam pascendi, na qual elogiava e defendia a Companhia de Jesus e a sua actividade.
Clemente XIII interveio também de várias formas na crise dos jesuítas franceses.
Esta foi uma das grandes batalhas de Clemente XIII durante o seu pontificado, que tantas amarguras e humilhações lhe trouxe.
O Papa Clemente XIII criou ainda a festa do Sagrado Coração de Jesus, declarou a Virgem Maria padroeira de Espanha e realizou algumas beatificações e canonizações, de onde se destacam as de José de Calasanzio, que fundou a ordem religiosa das Escolas Pias, e Joana Francisca Frémyot de Chantal, responsável pela criação da Ordem de Visitação de Maria.
Sucedeu-lhe Lorenzo Gangnelli, que tomou o nome de Clemente XIV e que mantinha uma posição divergente, sendo contra os jesuítas. No ano de 1770 voltou a ser exigida a extinção dos jesuítas, feito que foi consumado em 1773, através do breve papal Dominus ac Redemptor Noster, que determinava a extinção desta Companhia.
 
 
CLEMENTE XIV  - CCXLVII Papa  de 1769 a 1774 
 
Foi um Papa que manteve as mesmas austeridade e simplicidade.
Quando foi eleito, considerou essencial a questão dos Jesuítas, que foram acusados de levar a discórdia a outras ordens religiosas e de criar problemas nos países onde estiveram instalados.
 
 
PIO VI – CCXCVIII Papa de 1775 a 1799
 
O período em que Pio VI (25 de Dezembro de 1717-29 de Agosto de 1799) governou a Igreja ficou marcado por alguma agitação e sofrimento.
Pio VI, de nome de baptismo Giannangelo Braschi, era filho de Ana Teresa Bandi e do conde Marco Aurélio. A formação e a experiência de Braschi tornavam-no apto para um cargo eclesiástico; ingressou no colégio jesuíta de Roma, doutorou-se em Direito Canónico e Civilç e estudou ainda na Universidade de Ferrara. Como tal, antes de se tornar Sumo Pontifice o seu currículo foi recheado; foi secretário e auditor do cardeal Ruffo e o Papa Bento XIV nomeou-o camareiro secreto e em 1753 seu secretário particular, referendatário da Signatura e cónego de São Pedro; foi ainda ordenado auditor e secretário do cardeal Carlo Rezzonico, tesoureiro da câmara apostólica, cardeal de Santo Onofre e abade do mosteiro de Subiaco.
Após vários meses de negociações, Giannangelo Braschi foi eleito Papa no dia 15 de Fevereiro de 1775, passando para a história com o nome de Pio VI. A demora na sua eleição foi influenciada pelas cortes europeias, sobretudo a do Marquês de Pombal, a quem Braschi desagradava, por ver nele um amigo dos jesuítas.
Pio VI, a quem o povo romano apelidou de o papa Belo, quis devolver a Roma o brilho que tivera na Renascença.
Em Dezembro do ano em que foi eleito Papa, emitiu a encíclica Inscrutable divinae sapientiae, na qual censurou o Iluminismo. Visando a união da Igreja e o entendimento com os Estados, Pio VI proibiu a leitura do Talmude, assim como de outros livros com conteúdos anti-católicos, e colocou mais algumas obras consideradas heréticas no Index. Instituiu o Giornale Ecclesiastico di Roma, um verdadeiro instrumento de propaganda teológica e eclesiástica naquele período.
A administração e a economia dos estados Pontifícios foram renovadas e a cultura e as artes receberam apoios: os artistas e intelectuais gozaram da sua protecção, a biblioteca do Vaticano foi aumentada com valiosos códices e as escolas e as universidades receberam melhorias. Na Cidade Eterna trabalharam Monti, Canova, Metastasio. Promoveu ainda a escavações arqueológicas, enriqueceu o museu desejado por Clemente XIV, o Pio-Clementino, e construiu a sacristia e a sala capitular da Igreja de São Pedro.
Adepto do nepotismo, construiu o palácio Braschi para o sobrinho Luigi.
O seu percurso como chefe da Igreja de Roma foi, no entanto, agitado por dois factores. Por um lado, pelas tendências inspiradas no jansenismo e, por outro, pela Revolução Francesa, violentamente anti-clerical. Na sequência das invasões napoleónicas, Pio VI foi preso e levado sucessivamente para Siena, Florença, Turim e por fim para França, onde acabou por morrer em cativeiro a 29 de Agosto de 1799.
Sepultado num simples subterrâneo, o seu corpo foi trasladado para Roma em 1802 e sepultado em São Pedro, num monumento erguido por Canova.
 
 
PIO VII – CCXLIX Papa de 1800 a 1823
 
O piedoso, sábio e afável Luigi Barnaba Chiaramonti (14 de Agosto de 1742-20 de Agosto de 1823) nasceu em Cesena na vigília da festa de Nossa Senhora da Assunção, titular do mosteiro em que, mais tarde, viria a receber a sua formação.
Foi o último dos seis filhos do conde Scipione e da marquesa Giovanna Cioronata Ghini. Com apenas 11 anos ingressou na abadia beneditina de Santa Maria do Monte, nos arredores de Cesena.
Professou os votos monásticos em 1758. Depois, Barnaba Chiaramonti foi enviado à abadia de Santa Justina, em Pádua, para completar os estudos filosóficos e teológicos. Distinguiu-se pela agudeza de espírito e pela inteligência. Naquela altura, os alunos mais brilhantes da abadia de Santa Justina eram transferidos para Roma a fim de aperfeiçoarem os seus conhecimentos no Pontifício Colégio de Santo Anselmo.
Em 1763, Chiaramonti foi ordenado sacerdote. Pouco tempo depois, viajou até Parma, onde leccionou Filosofia no mosteiro de São João Evangelista. Contava já 30 anos quando lhe foi conferido o grau académico de «leitor», que o habilitava para o ensino de Teologia e de Direito canónico.
Luigi Barnaba tornou-se professor. Depois, foi bibliotecário do colégio Santo Anselmo de Roma e prior da abadia de São Paulo fora dos Muros.
Em 1782 foi nomeado bispo de Tivoli e, três anos depois, promovido a cardeal-bispo de Ímola.
Tinha 58 anos quando ocupou a cátedra de São Pedro. Apesar de ter sido eleito a 14 de Março, só conseguiu entrar em Roma em Julho.
De resto, o pontificado de Pio VII ficou célebre por ter feito frente a uma das maiores figuras da História: Napoleão Bonaparte.
Um dos primeiros gestos do seu pontificado foi tentar recuperar para a Igreja alguma da sua autoridade em França.
Em 1801, Pio VII e Napoleão Bonaparte assinaram a concordata, que durante mais de um século regeria as relações entre Roma e a Igreja francesa.
Em 1804, Bonaparte declarou-se Imperador dos franceses. Solicitou a presença do Santo Padre em Paris para sagrar o seu mais recente título. À altura, Napoleão era suficientemente poderoso para levar o Papa a deslocar-se e não o inverso. Assim foi.
Em 1807, o imperador ocupa territórios pontifícios (Ancona, Fermo, Urbino e Macerata) e um ano depois chega a Roma. Em 1808, o papa excomunga-o e no ano seguinte foi detido por ordem de Napoleão e feito prisioneiro. Pio VII só foi libertado em 1814, vendo o seu prestigio ser fortalecido pela visita de vários governantes europeus.
Um dos gestos mais importantes do papado de Pio VII foi a restauração da Companhia de Jesus, feita a 7 de Agosto de 1814.
Pio VII teve um reinado de adversidades e incompreensões. Contudo, conseguiu afirmar a sua supremacia sobre Napoleão até na morte. Faleceu dois anos depois do imperador francês, a 20 de Agosto de 1823. O seu túmulo foi esculpido pelo dinamarquês Thorwaldsen.
 
 
(Continua...)
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SÃO PEDRO CLAVER
Setembro 9 Presbítero,

Pedro Claver, Santo

Pedro Claver, Santo

Escravo dos escravos

 

Nasceu Pedro em Verdú, no principado da Catalunha, a 26 de Junho de 1580. Desejando os piedosos pais consagrar ao serviço do altar o filho que do céu receberam, cumulado de celestes disposições, mandaram-no para Salsona a estudar os primeiros elementos da gramática. Quando Pedro contava quinze anos de idade, o Bispo de Salsona admitiu-o, segundo as formas canónicas, ao clericato, conferindo-lhe a primeira tonsura. Foi em seguida enviado pelos pais à capital da Catalunha, Barcelona, para lá completar os estudos no colégio da Companhia de Jesus. Para honrar de modo especial a Santissima Virgem, à qual desde menino consagrou terníssima devoção, alistou-se entre os membros da Congregação Mariana do Colégio. Alimentava-se com o Pão dos Anjos todas as vezes que lhe era permitido, e para o receber dispunha-se com diligentíssima preparação. Aos vinte e dois anos de idade, conheceu ser vontade de Deus que entrasse na Companhia de Jesus. Sem interpor demora, deu-se pressa em corresponder ao chamamento divino. Logo desde os primeiros dias de noviciado foi modelo de virtudes, e como tal o propunham, os superiores à imitação dos companheiros. Suas conversas familiares eram de Deus, de quem falava com tanto fervor que enternecia quantos o ouviam. Lançados tão sólidos fundamentos de perfeição religiosa, foi mandado cursar Filosofia ao Colégio de Palma de Maiorca, nas Ilhas Baleares. A ida para essa casa foi providencialmente disposta por Deus para o futuro apostolado de S. Pedro Claver. Embalsamava então o colégio de Palma, com o aroma das mais subidas virtudes, Santo Afonso Henriques, Irmão coadjutor. Grande era não só naquele ilha mas em toda a Espanha a fama de santidade do humilde porteiro do colégio de Maiorca. Estando este um dia em oração, encomendando a Deus o seu discípulo Claver, de repente, perdidos os sentidos, foi arrebatado em espírito. Aos olhos da alma patentearam-se-lhe os céus , e viu dispostos em círculo muitos tronos de glória nos quais estavam sentadas outras tantas personagens em trajo e garbo real. Havia porém ali um trono mais elevado e mais esplêndido, o qual estava devoluto. Admirado Santo Afonso e desejando compreender o significado da visão, ouviu do céu responderem-lhe que estavam preparando para Pedro Claver, em prémio das muitas almas que nas Índias haviam de ganhar para Deus. Depois desta visão, o maior empenho de Santo Afonso foi incutir no ânimo de Claver o desejo de ir para as missões. Para lá partiu com efeito poucos anos depois, em 1610, escolhido pelo Padre Geral Cláudio Acquaviva para fazer parte da leva de excelentes missionários que nesse ano largou de Espanha em demanda das Índias Ocidentais. Em Santa Fé de Bogotá concluiu os estudos e ordenou-se sacerdote. Pouco depois, destinaram-no os superiores ao Colégio de Cartagena, onde perseverou mais de quarenta anos, ocupado até à morte no cultivo espiritual dos escravos negros. Ao aproximar-se o tempo em que os navios, carregados de escravos vindos das costas de África, estavam, para chegar ao porto de Cartagena, tomava o Padre Claver um alforge, e com ele às costas percorria a cidade, pedindo esmola de porta em porta para os receber e agasalhar do melhor modo que pudesse. Apenas apontava  no horizonte o primeiro navio, corriam as pessoas principais da cidade, e algumas vezes o próprio Governador, a levar-lhe a notícia. Saía ele imediatamente e encontrá-los no navio, levando uma barca cheia de alimentos e bebidas, tais como conservas, frutas, limões, aguardente, tabaco e tudo o mais de que sabia ser ávida aquela gente. A primeira coisa que fazia ao descerem em terra, era abraçar a cada um e estreitá-lo ao peito. Exortava-os a que não temessem, que ninguém queria dar-lhes a morte do corpo, mas a salvação da alma que é a vida que não tem fim; e a que tivessem ânimo e confiança nele, que ali estava para ser seu protector, defensor, pai e mestre; e dizendo estas palavras , dava a cada um o seu mimo, e com ele o melhor do seu afecto. Não é crível quanto, por estas finezas de caridade, se lhe afeiçoavam, os pobres negros, os quais chegaram a reputar-se mais felizes na escravidão do que no tempo em que desfrutavam da liberdade em meio da selva africana. As finezas e caridades do Padre Claver renovavam-se todas as vezes que havia desembarque de negros. A fama da sua caridade não tardou a passar de Cartagena a África e ser conhecida dos que de lá vinham. Chegados a terra eram repartidos por grandes armazéns ou antes enxovias húmidas e escuras, desprovidas de todo o conforto, que embora de si mesmas fossem largas e espaçosas, sem embargo para o número de escravos que nelas lançavam, eram muito apertadas. Daqui resultava que os pobres escravos se viam obrigados a estar por terra, pouco menos que amontoados uns sobre os outros. Dentro de poucas horas corrompia-se o ar de tal modo que se tornava de todo intolerável o estar lá dentro, ainda que fosse por breve espaço. E contudo estes albergues tão hórridos, tão fétidos e tão insuportáveis a qualquer outro, foram os jardins de delicias nos quais, vencendo com  os auxílios da graça as repugnâncias da natureza, por espaço de quarenta anos fixou S. Pedro Claver sua morada quase contínua, colhendo, com seu zelo sobre-humano, messe copiosíssima de almas. Contavam-se até dez e doze mil os escravos que entravam cada ano em Cartagena; a todos tomava à sua conta a caridade heróica de S. Pedro Claver, instruindo-os, baptizando-os e velando por que se conservassem na prática dos exercícios de piedade e das obrigações da religião cristã. Em meio de tantas fadigas, correndo o ano de 1622, recebeu aviso dos Superiores que se preparasse para a solene profissão religiosa. Fê-lo a 3 de Abril desse mesmo ano, acrescentando aos votos religiosos um outro de gastar a vida inteira ao serviço dos negros, segundo consta da cópia da sua profissão, toda escrita de seu punho, e assinada Aethiopum semper servos (para sempre escravo dos Negros). O ano de 1650, em que o Servo de Deus perfazia setenta de idade, veio aumentar-lhe extraordinariamente as fadigas apostólicas , pois caía nessa data o jubileu chamado do Ano Santo. Apressaram-se os habitantes de Cartagena a ganhá-lo com tanto mais fervor quanto a peste, que lavrava já por outras cidades da América, ameaçava invadir também aquele porto. Depois de pregar por muitas semanas na cidade, percorreu as povoações dos arredores, publicando o jubileu e dispondo os fiéis por meio de missões, para ganharem a indulgência plenária. O fruto recolhido foi imenso, mas chegou o Servo de Deus a tal estado de prostração que todos recearam perdê-lo nesse ano. Tal não sucedeu; porém, os efeitos da enfermidade já não o abandonaram. Era contudo coisa digna de singular admiração e espanto, a energia de espírito do alquebrado ancião, que nem ainda em meio de tanta fraqueza cessava de exercitar contra si mesmo santos rigores de jejuns, cilícios e disciplinas. Sua preciosa morte sucedeu aos 8 de Setembro de 1654, contando 74 anos de idade e 52 de religioso. Divulgada a notícia da morte do padre, os negros da cidade e arredores correram pressurosos a beijar-lhe a mão e chorando tocavam os santos despojos com seus rosários. Desejando o Reitor do colégio celebrar modestamente as exéquias do Padre Claver, viu-se desviado do seu intento pelo Governador da cidade e membros do conselho, que determinaram prestar soleníssimas honras fúnebres a quem fora a coluna fundamental do reino da Nova Granada. Esse renome confirmou-o o céu com extraordinários prodígios em vida do Servo de Deus e sobretudo depois da  morte. Pio IX beatificou-o; Leão XIII inscreveu-o solenemente no catálogo dos Santos; e Pio X declarou-o especial patrono de todas as missões entre os negros.

 

  Pedro Claver, Santo

Oração
. Oh Deus, que, com o fim de levar o Evangelho aos escravos negros, hás dotado a São Pedro Claver de admirável amor e paciência, concede-nos, por sua intercessão e exemplo, que, superadas todas as discriminações raciais, amemos a todos os homens com sincero coração. Por nosso Senhor Jesus Cristo, teu Filho.

Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt.  Ver também www.santiebeati.it e www.es.catholic.net/santoral



BEATO TIAGO LAVAL
Setembro 9

Sacerdote (1803-1864)

No dia 29 de Abril de 1979, o Papa João Paulo II beatificou em Roma o Padre Tiago Laval, missionário da Congregação do Espírito Santo e do Imaculado Coração de Maria. Jacques Desiré Laval nasceu na província francesa da  Normandia, a 18 de Setembro de 1803. Seus pais, muito cristãos e proprietários de uma grande quinta, tinham oito filhos. Após brilhantes estudos feitos em Paris, Tiago doutorou-se em Medicina, actividade que exerceu durante cinco anos com  dedicação e caridade numa pequena cidadezinha normanda. Como tantos jovens , esquecendo a educação cristã, que recebera nos primeiros anos, caiu na indiferença religiosa. Durou pouco tempo este período negro da sua vida. Angustiado, irrompeu da sua alma a mesma pergunta ansiosa de Saulo (Paulo) a caminho de Damasco: «Senhor, que quereis que eu faça?» Iluminado pela graça, operou-se nele uma verdadeira conversão, formulando o firme propósito de se entregar totalmente ao serviço de Deus. Tiago não se contentou com tomar uma resolução. Concretizou-a entrando no seminário de São Sulpício. Ordenado sacerdote, foi nomeado pároco da aldeia de Peinterville. Perante a indiferença religiosa dos seus paroquianos, o Padre Laval não desanimou. Recorrendo à oração e à mortificação, os frutos não se fizeram esperar. Em três anos, a paróquia de Peinterville transformara-se por completo. Durante a sua estadia no seminário de São Sulpício, Tiago Laval relacionou-se com os três grandes entusiastas da obra dos negros: Libermann, Levavasseur e Tisserant. Este relacionamento foi o bastante para que no seu coração brotasse o desejo de se dedicar sem reservas à evangelização dos povos de África. Entrou na Congregação do Sagrado Coração de Maria, recentemente fundada pelo Padre Libermann, e que em 1848 se fundiu com a Congregação do Espírito Santo. Nela fez o noviciado, em La Neuville. No dia 4 de Junho de 1841, partiu para a ilha Maurícia, aonde chegou a 13 de Setembro do mesmo ano. A quase totalidade das terras pertencia aos descendentes dos colonos franceses, embora o poder político estivesse na mão dos ingleses, que tinham conquistado a ilha em 1810. A maioria da população era composta por negros, vítimas da exploração dos colonos. A abolição da escravatura em meados do século XIX havia criado na ilha um clima de rapina, de violência e insegurança. As armas que o Padre Laval utilizou para transformar a Paróquia de Peinterville – oração e mortificação – , foram as mesmas a que recorreu para converter os escravos libertos. Dentro de pouco tempo, a transformação moral da população negra era realidade, o que provocou estupefacção , respeito e pasmo entre os colonos. Perseguido e humilhado aquando da sua entrada na ilha por ser francês, era agora aceite por todos. Extenuado pelos trabalhos apostólicos de 23 anos e tendo sofrido cinco ataques de apoplexia, o Padre Laval morreu piedosamente no dia 9 de Setembro de 1864. Cerca de quarenta mil pessoas participaram no funeral daquele que havia convertido a ilha Maurícia. Para todos , o padre Laval é o Pai Laval. Por isso, a sua beatificação, no dia 29 de Abril de 1979, foi uma honra nacional. Hoje, o Padre Laval é considerado figura nacional da ilha Maurícia e o seu túmulo é visitado anualmente por cerca de 150 000 pessoas, sem diferença de raças, nem de religião: budistas, hinduístas, muçulmanos, animistas e católicos o veneram como o Pai e Amigo dos pobres. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt.

BEATA SERAFINA SFORZA 


Setembro 9 Religiosa Clarissa,

Serafina Sforza, Beata

Serafina Sforza, Beata

Religiosa Clarissa

 

Neste dia do mês, no ano de 1457, em Pésaro, capital do ducado com este nome, a porteira das Clarissas reformadas fechou a porta depois de ter entrado uma mulher de 25 anos, cujo marido a repudiava e forçava a entrar no convento. Era sobrinha-neta, pela mãe Catarina Collona, do Papa Martinho V. Sueva Montefeltro casara-se aos 16 anos com Alexandre Sforza, duque de Pésaro, viúvo notavelmente mais idoso. Primeiro, tratou-a bem, mas em 1457 odiava-a e tratara mesmo de envenená-la. Ao cabo de 20 meses de reclusão forçada, Sueva mudou o nome para Serafina, vestiu o hábito de Santa Clara, e veio a passar os últimos 20 últimos anos de vida na penitência e na paz. Era abadessa havia quase três anos quando morreu, em 1478. A cidade de Pésaro tomou-a então como patrona e protectora, e em 1754 Bento XIV colocou-a nos altares. Era uma antiga pecadora que o papa beatificava na pessoa de Serafina. É certo que o marido teve culpas quanto a ela; voltando da guerra, chamara uma amante e instalara-a no palácio. Mas quem tinha começado as grandes desordens? Ela, enquanto ele se batia, tinha-o enganado pelo menos duas vezes. Mais grave ainda: recorrendo a cúmplice, conspirara contra a vida dele. Não estava convertida quando o marido a prendeu; se assim não fosse, para quê colocar sentinelas armadas, como ele fez, à porta do convento, a fim de impedir que ela fugisse ou fosse raptada? Ele apresentou-se à grade com juízes para lhe arrancar a confissão das infidelidades e das tentativas criminosas as. Ela não as confessou nem as negou, limitou-se a guardar silêncio. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt.  Ver também www.santiebeati.it e www.es.catholic.net/santoral

• Pedro Bonhomme, Beato
Setembro 9 Presbítero e Fundador,

Pedro Bonhomme, Beato

Pedro Bonhomme, Beato

Presbítero e Fundador
da Congregação das Irmãs de Nossa Senhora do Monte Calvário

Martirológio Romano: Na cidade de Gramat, na região de Cahors, em França, beato Pedro Bonhomme, presbítero, que se distinguiu pelas missões populares e a evangelização dos campesinos, fundando a Congregação das Irmãs de Nossa Senhora do Monte Calvário, para cuidar a jovens, enfermos e necessitados.
Data de beatificação: Foi beatificado em 23 de Março de 2003 por S.S. João Paulo II.

En 1803, nace Pedro Bonhomme en Gramat, en el hogar de un artesano, armero. El Causse del Quercy todavía está marcado por la devastación del período revolucionario: lo que queda del clero ha envejecido, el Seminario Mayor aún no ha abierto sus puertas y las necesidades apostólicas son inmensas en este departamento que cuenta entonces con unos 250.000 habitantes.
Muy pronto, el joven Pedro Bonhomme, apasionado por Jesucristo y motivado por la inmensa misión a realizar para «salvar almas», toma la decisión: será sacerdote.
Entra al Seminario Mayor con el diploma de Bachiller que obtuvo en el Colegio Real de Cahors, para ser ordenado sacerdote en 1827.
A partir de ese momento, él dio pruebas de un dinamismo extraordinario:
– En Gramat abre un Colegio para varones y al año siguiente otro en Prayssac;
– Presta una ayuda eficaz a los sacerdotes ancianos de dos parroquias de Gramat y crea el grupo de las «Hijas de María», movimiento de espiritualidad para las jóvenes.
Ahí está su primera obra. Está tan persuadido de la necesidad de la instrucción y de la formación humana y espiritual para las jóvenes, cuando nada hay en esos lugares.
– Pronto es nombrado Párroco de Gramat, descubre la miseria de los pobres, ancianos y enfermos y la precariedad de los medios para ayudarlos. Invita a las jóvenes a ponerse a su servicio para las visitas, los cuidados, los socorros materiales y espirituales..., y muy pronto, de acuerdo con la Sociedad de Beneficencia del pueblo, decide construir un Hogar.
– De este proyecto nace la Congregación de Hermanas de Nuestra Señora del Calvario.
En esta época, es habitual que se pida una comunidad religiosa para poner en funcionamiento un Hogar.
El Padre Bonhomme no encontrándola y viendo el fervor y la entrega de las jóvenes del grupo de las Hijas de María, las invita y las forma para que sean estas religiosas. Con esta propuesta, él sale al encuentro de su deseo de consagrarse a Dios.
Cuatro gramatenses: Hortensia y Adela Pradel, Cora y Matilde Rousset son el primer eslabón de una cadena no interrumpida hasta hoy.
En Rocamadour, destacado lugar de peregrinación mariana en el Quercy, ellas hacen un retiro de discernimiento de ocho días, que concluye con su primer compromiso. Después de algunos meses de estadía en Cahors, para su formación, en diversas congregaciones, ellas regresan a Gramat para vivir en comunidad y ponerse al servicio de los pobres y los niños.
En 1833 pronuncian sus primeros votos y 30 años más tarde, a la muerte del Padre Fundador, son más de doscientas y las comunidades se han multiplicado en el Lot y más allá, al servicio de:
— los niños y jóvenes (catequesis, instrucción y formación...)
— las parroquias
— los pobres y enfermos (cuidados a domicilio, obras sociales...)
— los marginados de la época (sordomudos, enfermos mentales...)
Y durante este tiempo, el Padre Bonhomme, por su parte, despliega una actividad desbordante al servicio de las parroquias. Predica numerosas misiones en el Lot y en el Tarn y Garonne: unas sesenta en diez años. Estas misiones duran de una a tres semanas y tienen un éxito notable si se juzga por la frecuentación de los fieles, el número de confesiones y de conversiones.
Allí comienza la fama de gran orador popular que, a partir de un contenido muy clásico: las grandes verdades (muerte, juicio, pecado, infierno, cielo y también los diez mandamientos) sabe conmover, hacer llorar pero sobre todo convertir y conducir al compromiso cristiano a numerosos paisanos de buena voluntad y jóvenes para su Congregación. El predicaba en patois, con fuerza y siempre. Se revela un extraordinario ministro de la Reconciliación.
Misionero del Quercy,es a los pies de Nuestra Señor de Rocamadour donde busca fuerzas e inspiración. Por su intercesión obtiene su curación cuando quedó completamente afónico durante un retiro que predica, en la Parroquia de Gramat.
Allí también, el Padre Caillau, Sacerdote de las Misiones de Francia y restaurador de las peregrinaciones, le pide que inaugure, en 1835: las Semanas Mariales de Setiembre.
Antes de emprender este trabajo misionero, el Padre Bonhomme toma el tiempo necesario para la reflexión. Con grandes deseos de ser fiel al Señor, hace en 1836, un retiro en la Trapa de Mortagne. El mismo se siente atraído por la vida religiosa y más particularmente por la Orden de los Carmelitas. Quería llevar con él dos compañeros para hacer el noviciado, con la posibilidad de regresar a Gramat con una Comunidad Carmelita... Pero, el Obispo de Cahors, Monseñor d´Haupoul se opone a este proyecto.
El Padre Bonhomme obediente, se somete y colabora leal y activamente con el grupo de misioneros diocesanos,establecidos en Rocamadour y al cual, el nuevo Obispo, Mons. Bardou, ha dado otro superior: el Padre Jouffreau.
Después de diez años consagrados a la renovación y evangelización de las campañas, en 1848, durante la Misión de Puy le Eveque, un pueblo del Lot, pierde definitivamente la voz y debe renunciar a la predicación.
El misionero diocesano no está más pero queda el Fundador y durante los últimos años de su vida, continuará trabajando por su Congregación y por ella contribuirá aún a extender Reino de Dios pues, atento a los signos del Espíritu, tiene un sentido agudo de los llamados y de las necesidades de su tiempo.
La Congregación cuenta entonces con 61 religiosas en distintas comunidades implantadas en las parroquias rurales para la educación de los niños y el cuidado de los enfermos.
En 1844, había enviado una comunidad para prestar un servicio en el Hospital Psiquiátrico del Departamento, en Leyme, y sostuvo a las Hermanas, en esta tarea tan difícil, con sus numerosas visitas. El toma conciencia de la suerte de los enfermos mentales que la medicina no llegaba a tratarlos como hoy. Y cuando, en París, encuentra al Dr. Falret, médico en la Salpetrière, que le pide Hermanas para atender un asilo de día para «los alienados convalecientes e indigentes», decide concretar esta fundación. Las Hermanas llegan a Grenelle (París) el 1 de julio de 1856.
Por su enfermedad de laringe, privado de voz, el Padre Bonhomme experimenta todos los días las dificultades de comunicación con su entorno. Durante las misiones descubre en los pueblos del campo inválidos, sordo-mudos, privados de comunicación, de educación y con frecuencia excluidos. Su enfermedad lo hace más sensible al discapacitado. Desea hacer alguna cosa por ellos quiere ante todo, hacerles oír, para que sean accesibles a la Palabra, para hacerles conocer el amor de Dios.
En octubre de 1854 abre la primera escuela para sordos en Marynhac-Lentour (Lot) y en 1856 envía Hermanas a París, calle de Postes, para fundar un asilo para sordomudos, a pedido del Padre Lambert, Capellán del Instituto Imperial de Sordos.
Durante este último período de su vida, el Padre Bonhomme trabaja en la redacción de la Regla del Instituto que ha puesto bajo la protección de Nuestra Señora del Calvario, dándole a Maria al pie de la Cruz por Madre y Modelo.
Hace preceder el texto de las Constituciones por un comentario de las Bienaventuranzas. El mismo ha fundado su vida sobre el Evangelio y escribe: «Mi modelo será Jesucristo y uno se complace en parecerse a quien ama».
Este apasionado por Jesucristo sufre la prueba de la persecuciónen su ciudad natal donde no le evitan ni críticas, ni calumnias, ni burlas durante los primeros años de su ministerio. Este sufrimiento lo marca profundamente. El que es muy sensible, delicado en la amistad y compasivo en las penas. Está en comunión con la Pasión de Cristo que celebra con el Vía Crucis. En el curso de sus misiones, lo hizo erigir por decenas en las Iglesias parroquiales.
Su confianza filial a María,lo conduce frecuentemente como peregrino, sobre la ruta de Rocamadour, el rosario en mano. «Mi apoyo, mi todo junto a Dios, eres Tú Santa Virgen María... Pongo mi salvación entre tus manos...», tal es su oración y sin dudas la del último encuentro en ese Santuario Mariano, donde tres días antes de su muerte, fue a pie!
La tarde del 9 de Setiembre de 1861, es para él la hora del encuentro con Aquél a quien dio toda su vida!... Bienaventurado Padre Bonhomme, testigo de Jesucristo!
Si usted tiene información relevante para la canonización del beato Pedro, contácte a:
33 Ave. Louis Mazet
46500 Gramat, FRANCIA

María Eutimia (Emma) Üffing, Beata
Setembro 9 Religiosa,

María Eutimia (Emma) Üffing, Beata

María Eutimia (Emma) Üffing, Beata

Religiosa

Martirológio Romano: Em Münster, na Alemanha, beata María Eutimia (Emma) Üffing, virgem, da Congregação das Irmãs da Compaixão, que passou sua vida servindo aos enfermos, mostrando sua eximia piedade, sua benignidade e seu esquecimento de si própria (1855).
Data de beatificação: Foi beatificada em 7 de Outubro de 2001 pelo Papa João Paulo II.

Sor María Eutimia (en el mundo: Emma Üffing) nació el 8 de abril de 1914 en Halverde, Alemania. Ella era la hija de Augusto Üffing y María Schnitt, y creció junto a 10 hermanos y hermanas en el ambiente de una pequeña ciudad. Su gran y religiosa familia y la vida de la parroquia caracterizaron su niñez y juventud. Contando con apenas 18 meses de edad fue atacada por una forma de raquitismo que terminó afectando su salud para el resto de su vida, provocando también una disminución en la velocidad de su desarrollo físico. A pesar de esto, ella nunca se quejó dedicándose a ayudar en la granja, no se indignaba cuando era víctima de alguna injusticia y, siempre que podía, evitaba a sus hermanos y hermanas cualquier trabajo desagradable.
El 27 de abril de 1924 Emma hizo su Primera Comunión y el 3 de septiembre de 1924 recibió el Sacramento de Confirmación. A la edad de 14 años, Emma expresó su deseo de hacerse religiosa. El 1 de noviembre de 1931, ella comenzó su formación como aprendiz de economía doméstica en el cercano hospital de santa Ana en Hopsten, misma que completó en mayo de 1933. Fue aquí donde conoció a las Hermanas de la Compasión de Münster, la Madre Superiora de la casa, Sor Eutimia Linnenkämper, valoraba la constante y siempre disponible actitud de servicio que caracterizaba a Emma. Regreso a casa para atender a su padre enfermo, quien falleció en 1932. En 1934, con el consentimiento de su madre, Emma envió una carta a la la Casa Matriz en Münster solicitando ser admitida en la Congregación de las Hermanas de la Compasión. Después de un titubeo inicial de las Superioras de la Orden, motivado por la delicada constitución física de Emma, las Superioras aceptaron su solicitud. El 23 de julio, Emma Üffing entró en la Congregación de las Hermanas de la Compasión en Münster como una de las 47 postulantes. Ella tomó el nombre de "Eutimia", en memoria de la Madre Superiora en Hopsten, Eutimia Linnenkämper.
Durante su formación, ella se preparó intensa y concienzudamente para realizar su gran deseo de estar al servicio de Dios y de la humanidad, esta etapa fue completada el 11 de octubre de 1936 cuando ella hizo sus votos simples. En una carta a su madre ella feliz escribió, " encontré al amado de mi alma; quiero sostenerlo y nunca dejarle ir " (cf. Cantar de los Cantares 3,4).
En octubre de 1936 Sor María Eutimia fue asignada al Hospital de san Vicente en Dinslaken. El 3 de septiembre de 1939, después de aprobar con distinción sus exámenes, ella recibió su diploma como enfermera profesional. Un año más tarde, el 15 de septiembre de 1940, Sor María Eutimia hizo su profesión final.
Durante el período de la guerra la pobreza agravó el trabajo de asistencia a los enfermos. En 1943, Sor María Eutimia fue asignada a cuidar a los prisioneros de guerra y trabajadores extranjeros enfermos, sobre todo aquellos de nacionalidad británica, francesa, rusa, polaca y ucraniana que tenía enfermedades infecciosas. Ella se dedicó a ellos con infatigable atención y cordialidad. El sacerdote francés, fray Emilio Esche, que vivió durante varios años como prisionero de guerra en el hospital en Dinslaken, brinda un extraordinario testimonio: Cuando atendía a un enfermo (Sor María Eutimia) estaba llena de una caridad y bondad que brotaban de su corazón, nada era demasiado para ella. Ella sabía que los prisioneros enfermos no tenían tan sólo que enfrentarse tan sólo a los sufrimientos físicos, a través de su ardiente compasión y cercanía ella les brindaba un sentimiento de estar seguros y en casa. Ella rezó con el enfermo y se aseguraba de que ellos pudieran recibir los Sagrados Sacramentos Santos.... "La vida de Sor Eutimia era un cántico de esperanza en medio de la guerra", expreso fray Emilio Esche.
Después de la guerra, Sor María Eutimia, quien antes había trabajado con tal dedicación ayudando al enfermo, fue asignada al cuarto de lavandería en Dinslaken y, tres años más tarde, a la gran lavandería de la Casa de Matriz y de la Clínica San Rafael en Münster. Aunque ella hubiera preferido seguir ayudando al enfermo, ella se adaptó a esta nueva tarea sin dificultad. "Todo es para Dios Todopoderoso", era su respuesta.
Incluso aunque tuviera una enorme y demandante cantidad de trabajo, ella siempre era una monjita simpática y disponible, quien tenía siempre una risa amistosa y una palabra amable, siempre presta para ayudar a quien se lo pidiera. Ella vivió su vida diaria de un modo extraordinario. Todo su tiempo libre, que por lo general era muy poco, ella lo pasó rezando ante el tabernáculo. Muchos que la conocían, le pedían que interceda por ellos en sus oraciones. Una forma seria de cáncer llevó a Sor María Eutimia a una muerte prematura, luego de largas semanas de enfermedad. Murió durante la mañana del 9 de septiembre de 1955.
Reproducido con autorización de Vatican.va

responsable de la traducción: Xavier Villalta

Francisco Gárate Aranguren, Beato
Setembro 9 Religioso, 

Francisco Gárate Aranguren, Beato

Francisco Gárate Aranguren, Beato

Religioso Jesuíta

Martirológio Romano: Em Bilbao, cidade do País Vasco, em Espanha, beato Francisco Gárate Aranguren, religioso da Companhia de Jesús, que se santificou praticando a humildade no exercício de porteiro durante quarenta e dois anos (1929).
Data de beatificação: Sua causa se introduziu em 1950 e foi beatificado por João Paulo II em 6 de Outubro de 1985.

Francisco Gárate Aranguren nació el 3 de septiembre de 1857 en Azpeitia (Guipúzcoa), España, en un caserío muy cercano, a sólo 105 metros, de la Casa torre de Loyola. Fue el segundo de una familia de siete hermanos. De los 4 varones, tres fueron jesuitas.
A la edad de 14 años dejó su casa para emplearse en trabajos domésticos en el recién abierto Colegio de Nuestra Señora de la Antigua, en Orduña, Vizcaya. En 1874 hizo discernimiento vocacional con los jesuitas y decidió ingresar en la Compañía de Jesús. Él y otros dos muchachos hicieron el viaje a pie hasta Poyanne, en el sur de Francia, donde estaba el Noviciado de los jesuitas españoles después de la Revolución de 1868. El país vasco era entonces escenario de la Tercera Guerra carlista.
El final de su noviciado coincidió con la pacificación de España y el retorno paulatino de los jesuitas españoles. Su primer trabajo fue el de Enfermero en el Colegio de la Guardia (Pontevedra) en la costa atlántica y muy cercano a la frontera portuguesa. Allí estuvo 10 años y los estudiantes recordaron siempre su paciencia, entrega y caridad para todos y en especial para los enfermos.
En 1888 fue destinado a Bilbao, a la portería de la Universidad de Deusto, donde va a permanecer 41 años, hasta su muerte.
Su trabajo era el de recepcionista, pues estuvo encargado de recibir a las personas que llegaban a la Universidad, como de todo lo relacionado con el edificio, aún en construcción, y de la planta telefónica instalada en 1916. Además ayudaba al sacristán y a cuidar el jardín v patios.
Durante todo ese largo período, hasta 1929, pasaron por Deusto muchos jesuitas y personajes notables, pero el más recordado, siempre, por los universitarios fue el Hermano Francisco. Él los saludaba cariñosamente todas las mañanas al legar a clases, los animaba, daba consejos y confortaba cuando parecía haber malos momentos. Incluso, ayudó a muchos a copiar apuntes de clases. A los pobres, que venían conocedores de su bondad, ayudó con alimentos y también con alguna ropa. Los estudiantes lo llamaban cariñosamente “Hermano Finuras”, por sus finos modales y delicadeza de alma.
La larga permanencia del Hermano Gárate en Deusto, para él, no fue algo que considerara extraordinario, ni mucho menos heroico. Él pensaba que cumplía con lo que el Señor le estaba pidiendo a través de la Compañía, Supo convertir esos años, de servicio y oración, como su patrono San Alonso Rodríguez, en un camino de santidad.
Se enfermó el 8 de septiembre de 1929 y murió al día siguiente, sin dar molestias a nadie.
Su fama de santidad siempre había sido grande, aún en vida; pero creció extraordinariamente después de su muerte.
Sus restos descansan en la “Capilla del Hermano Gárate” en la Universidad de Deusto.

Jacobo Desidério Laval, Beato e São Francisco Coll y Guitart  
Setembro 9 Presbítero,

Jacobo Desiderio Laval, Beato

Jacobo Desidério Laval, Beato

Presbítero

Martirológio Romano: Em Port Louis, da ilha Mauricio, no Oceano Indico, beato Jacobo Desidério Laval, presbítero, que depois de exercer alguns anos de médico, ingressou como missionário na Congregação do Espírito Santo, levando a negros escravos a liberdade de filhos de Deus (1864).
Data de beatificação: Foi beatificado em 29 de Abril de 1979 por S.S. João Paulo II, junto a São Francisco Coll y Guitart (canonizado em 11 de Outubro de 2009), na primeira cerimónia de beatificação presidida pelo dito pontífice.

Jacobo Desiderio (Jacques Désiré) Laval nació en Groth, provincia de Evreux, Normandía (Francia), el 18 de septiembre de 1803. Pronto murió su madre, y el padre confió la educación de Jacques a un tío sacerdote. Estudió medicina y ejerció esta profesión algún tiempo. En esos años se alejó de la práctica religiosa; pero algunas desilusiones y un grave accidente de equitación le hicieron volver a pensar en hacerse sacerdote, idea que había acariciado antes de estudiar medicina. Entró en el seminario de San Sulpicio de París, y el 22 de diciembre de 1838 recibió la ordenación sacerdotal.
Después de trabajar pastoralmente en una parroquia. se unió al proyecto de fundar una Sociedad religiosa dedicada a la pastoral de negros, y después de vender los bienes de familia y entregar todo a la Sociedad naciente, partió de Londres el 4 de junio de 1841 rumbo a la Isla Mauricio (Océano Indico), que entonces era colonia inglesa. Llegó el 15 de septiembre y allí permaneció hasta su muerte en 1864. entregado a la evangelización de la población de color que por aquel entonces había salido de la esclavitud. Actualmente los habitantes de la isla. ya independiente, consideran héroe nacional y símbolo de la unidad de la isla a este insigne misionero francés.
Reproducido con autorización de Vatican.va

Toríbia (María de la Cabeza), Beata
Setembro 9 Laica,

Toribia (María de la Cabeza), Beata

Toribia (María de la Cabeza), Beata

Esposa de Santo Isidro Lavrador

Martirológio Romano: Em Castela a Nova, região de Espanha, beata Toríbia, chamada María de la Cabeza, esposa de santo Isidro lavrador, com quem levou vida humilde e trabalhosa (s. XII).
Data de beatificação: O Papa Inocêncio XII, confirmando e aprovando o culto imemorial dado à serva de Deus, pela Bula Apostolicae servitutis officium de 11 de Agosto de 1697, inscreve seu nome no santoral. Em 15 de Abril de 1752, por decreto de Bento XIV, se concede em sua honra Oficio e Missa (culto confirmado).

Sus padres, piadosos y honestos, pertenecían al grupo de los llamados mozárabes. Fue esposa de san Isidro Labrador. No es fácil decir con qué santidad y trabajos llevó su vida de mujer casada. Sus ocupaciones eran arreglar la casa, limpiarla, guisar la comida, hacer el pan con sus propias manos, todo tan sencillo que lo único que brillaba en su vida eran la humildad, la paciencia, la devoción, la austeridad y otras virtudes, con las cuales era rica a los ojos de Dios. Con su marido era muy servicial y atenta. Vivían tan unidos como si fueran dos en una sola carne, un solo corazón y un alma única. Le ayudaba en los quehaceres rústicos, en trabajar las hortalizas, y en hacer pozos no menos que en el oficio de la caridad, sin abandonar nunca su continua oración.
Como para ambos esposos no había mayor ilusión que llevar una vida pura y fervorosamente dedicada a Dios, un día se puso de acuerdo para separarse, después de criar su único hijo, quedándose él en Madrid, y ella marchándose a una ermita, situada en un lugar próximo al río Jarama.
Su nuevo género de vida solitaria, casi celeste, consistía en obsequiar a la Virgen, hacer largas y profundas meditaciones, teniendo a Dios como maestro, limpiar la suciedad de la capilla, adornar los altares, pedir por los pueblos vecinos ayuda para cuidar la lámpara, y otros menesteres.
San Isidro con sus propios ojos vio que su mujer, como de costumbre, con la mayor naturalidad, se acercó al río, que, aquel día bajaba lleno de agua, por las lluvias abundantes caídas y, con mucho ímpetu extendió su mantilla sobre la corriente y, como si fuera una barquilla, pasó tranquilamente a la otra orilla, sin dificultad alguna.
En los últimos años de su vida regresó a Madrid y de nuevo empezó a vivir con la admirable vida santa de antes. Después de morir su marido, volvió a su querida casa de la Virgen, como si fuera una ciudad bien defendida por Dios. En este lugar murió, llena de años y méritos. Presente una gran concurrencia de gentes de aquellos pueblos, fue enterrada piadosa y religiosamente en la misma ermita, en un lugar, especialmente escogido por miedo a una posible profanación de los sarracenos.
Cuando éstos fueron expulsados a sus tierras africanas, vigente todavía el ejemplo de la vida santa de esta mujer, fueron localizados sus restos, gracias a una inspiración del cielo. Al sacarlos, todos advirtieron un olor especialmente agradable, nunca percibido. Hoy sus restos se veneran en Madrid. Muchos aseguran que hace incontables milagros, principalmente curaciones repentinas de dolores de cabeza.
Todas esas circunstancias, examinadas por jueces apostólicos, hicieron que Inocencio XII aprobara su culto inmemorial y que últimamente Benedicto XIV le concediera Misa y Oficio propio, asignando la fiesta para un día de mayo en Madrid y en toda la diócesis toledana.
Las tradiciones orales de Madrid sitúan su casa en los arrabales mozárabes de san Andrés, (donde hoy se levanta el Museo de san Isidro). Allí se muestra el pozo donde cayera su hijo. Ante una persecución almorávide, que deportaba a los cristianos a Fez y Mequinez, el matrimonio huye de la Villa. A su vuelta, se cuenta de ella cómo trabajaba junto con su marido en las tierras allende el río hacia los Carabancheles, en el lugar donde Isidro hizo brotar un manantial en un lugar completamente seco y árido.
De aquel manantial relata la Bula de canonización de san Isidro que hay que reconocer en ella el poder divino, puesto que Dios, por intercesión de san Isidro, hace continuos prodigios con los enfermos que se acercan a ella. Sobre ella, se levantó la Ermita, que inmortalizara Goya.

 

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António Fonseca