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quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Nº 1133 - 22 DE SETEMBRO DE 2010 - FÁTIMA – SANTOS DE CADA DIA – ETC.

Ó Santíssima Trindade, eu Vos adoro, Meu Deus, meu Deus.

Eu vos amo no Santíssimo Sacramento” 

-  (Lúcia, 2006: 174)

FÁTIMA E OS PAPAS
AS APARIÇÕES
5ª APARIÇÃO – 13 DE SETEMBRO DE 1917
 
O número dos que acreditavam nas Aparições ia crescendo de forma exponencial.
Junto da carrasqueira, os três Videntes começaram a rezar o Terço.
Desta vez a Virgem comunicou às crianças para que continuassem a rezar o terço, para alcançarem o fim da guerra.
Em Outubro viria também Nosso Senhor, Nossa Senhora das Dores e do Carmo, S. José com o Menino Jesus para abençoarem o mundo.
 
(Contínua amanhã – se Deus quiser…) 
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SÃO FÉLIX IV ou III,

Papa (530)

 

 É Félix IV ou III, conforme Félix II (355-358) foi ou não verdadeiro Papa. Referimo-nos a quem esteve à frente da Igreja do ano de 526 ao ano de 530. Félix («feliz») é nome latino frequente no martirológio. O Félix de que falamos era, segundo o Livro pontifical, nascido ou originário de Sâmnio, parte centro-meridional dos Apeninos. Foi entronizado a 12 de Julho de 526, «por ordem do rei Teodorico», diz uma primeira redacção do Livro. Este príncipe morreu pouco depois, mas, com o seu sucessor Atalarico, o governo godo continuou a sustentar o mesmo pontífice. Um édito real, redigido por Cassiodoro, restabeleceu o antigo costume de sujeitar a um tribunal eclesiástico e de castigar qualquer contravenção com uma pesada multa, que o Papa repartiria entre os pobres da urbe. Outro favor real: Félix obteve a cessão de dois edifícios no Fórum, um rectangular e vasto, e outro pegado, de forma circular e de menores dimensões. Adaptou-os a templo em honra dos dois grandes «anargyroi» Cosme e Damiãoanargyros» significa «sem dinheiro», porque os dois irmãos médicos curavam sem levar dinheiro). A veneração deles tinha chegado de Ciro, na Síria do Norte. Ainda hoje, apesar das modificações deploráveis devidas a Urbano VIII, em 1631, se pode admirar o grande mosaico absidal da basílica, tão singular com o seu Cristo que avulta, colossal, rodeado por finas nuvens vermelhas horizontais, que se destacam sobre um céu sombrio. Além disso, Félix refez a basílica de S. Saturnino, incendiada, na Via Salária, à entrada do cemitério subterrâneo de Trasão. Em 1594, ainda o celebre arqueólogo Bósio encontrou vestígios da basílica. Conserva-se uma carta de Félix IV a S. Cesário de Arles: nada de ordenações inconsideradas, nada de secularizações fantasiosas! Escreveu-lhe também sobre o semipelagianismo, que negava até certo ponto a necessidade da graça para a salvação. O concílio de Orange de 529 publicou capítulos de Félix contra Pelágio, Celéstio, Julião de Eclana e Fausto de Lérins. E Félix apaziguou uma desavença entre o arcebispo de Ravena e o seu clero. Quatro breves anos de poder, e Félix sentiu que o seu fim estava próximo. As finanças encontravam-se em mau estado e, para evitar uma crise que podia dar-se, o papa pensou em designar quem lhe sucedesse no cargo. A regente Amalasonte prestou-se a isso e, diante duma assembleia de dignitários eclesiásticos e civis, Félix entregou o «pallium» ao arcediago Bonifácio, que ele nomeava para lhe suceder. Sucedeu-lhe de facto com o nome de Bonifácio II. Félix IV morreu a 22 de Setembro ou 12 de Outubro do ano de 530. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt.  

SANTA CATARINA DE GÉNOVA

Viúva (1447-1510)

 

Catarina nasceu em Génova e aos 13 anos pediu para ser admitida no Mosteiro da Santa Maria das Graças, onde já professava sua irmã Libânia. Três anos depois, contrariando os seus desejos, foi dada como esposa a Juliano Adorno, homem colérico e gastador. Passados os primeiros cinco anos de matrimónio em profunda tristeza, quis sair do isolamento e participar na vida mundana. A 22 de Março de 1473 teve uma iluminação interior e, pouco depois, uma visão de Jesus ensanguentado, que determinaram a sua conversão fulminante. Entregou-se a penitências extraordinárias; ao mesmo tempo, acompanhada por outras amigas, dedicou-se ao serviço dos doentes. Por sua influência, o marido amansou o carácter, converteu-se inteiramente e fez-se terceiro franciscano. Em 1482 transferiu-se com ele para um local contíguo a um hospital, de que foi nomeada Directora da secção feminina. Assistindo a uma doente empestada, contraiu a mesma doença, em 1493. Quatro anos depois ficou viúva. Desde aí até à morte sofreu duma enfermidade que os médicos mais competentes declararam ser de natureza sobrenatural. A doutrina de seus escritos é muito profunda e inteiramente conforme às verdades da fé. Dum modo particular, notabilizou-se pelos seus escritos sobre o Purgatório, de tal maneira que foi apelidada «Doutora do Purgatório». Grande foi também a sua influência no campo assistencial, quer directamente, quer indirectamente, pelo grupo de colaboradores e colaboradoras que lhe seguiam o exemplo. Trabalhavam não só nos hospitais de Génova, senão também nos de outras localidades. Faleceu com  63 anos, a 15 de Setembro de 1510. Foi canonizada por Clemente XII, a 16 de Junho de 1737. A sua festa, porém, celebra-se a 22 de Setembro. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt.  

SANTOS MAURÍCIO,

EXUPÉRIO, CÂNDIDO e outros Mártires da Legião Tebana

Mauricio, Santo Mauricio, Santo

Mauricio, Exupério, Cândido e outros 

 

Mártires ( 286 ) 

Maurício, Exupério e Cândido eram oficiais do exército que foi encarregado, em 286, de reprimir a revolta dos Bagaudas (Bagauda vem da palavra céltica bagad, que significa multidão). Tratava-se com efeito, duma multidão de aldeões, pastores e escravos, que se revoltaram contra os seus senhores em certas partes da Gália, ameaçando a dominação romana. Foi Maximiano Hércules que recebeu ordens de Diocleciano para sufocar esta insurreição. Depois de atravessar os Alpes, interrompeu a marcha na Suíça, a fim de dar descanso às tropas. A guarda avançada acampou em Agaunum, a cerca de quinze milhas do Lago de Genebra. Era a esta guarda que pertenciam Maurício e os companheiros. Formavam um destacamento constituído inteiramente por cristãos, tirados, ao que parece, dos exércitos egípcios que guardavam habitualmente as fronteiras meridionais da Tebaida; daí o nome, que lhes deram, de «Legião Tebana». Antes de entrar em combate, Maximiano Hércules deu ordens para que todas as tropas se concentrassem em Octodure, a fim de sacrificarem aos deuses e prestarem juramento. Como a Legião Tebana se recusasse a tomar parte nessa cerimónia, que considerava sacrílega e supérflua, foi dizimada por ordem do comandante. Não tendo este castigo alterado as posições dos soldados. Maximiano mandou dizimá-los pela segunda vez. Os sobreviventes, porém, não deram mostras de se quererem acomodar aos desejos do comandante e, por isso, foram todos passados pelas armas. Esta é a lenda da Legião Tebana ou dos mártires de Agaunum. O que é sem dúvida certo é que em Agaunum, pelos fins do século III, no ano de 286 mais ou menos, alguns soldados cristãos, entre os quais o decurião Maurício, se recusaram a tomar parte numa cerimónia pagã da legião a que pertenciam, e que foram por este motivo executados. E é certo que no século seguinte foi elevada uma basílica no lugar da execução e que, por 520, Sigismundo, rei dos Burgondos, construiu lá um mosteiro que subsiste ainda e deu origem à cidade de S. Maurício (no Valais). Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt.   Ver também www.es.catholic e www.santiebeati.it

 

• 32 Mártires Salesianos em Valência de Espanha, Beatos
Setembro 22 Mártires,

Mártires Salesianos en Valencia de España, Beatos

32 Mártires Salesianos em Valência de Espanha, Beatos

(16 sacerdotes, 7 coadjutores e 6 clérigos, 2 Filhas de María Auxiliadora e 1 laico Cooperador Salesiano)    

No domingo 11 de Março de 2001 foi a beatificação de 32 mártires salesianos mortos na diocese de Valência, em 1936, durante os primeiros meses da guerra civil espanhola. A solene cerimónia foi presidida pelo Papa João Paulo II na Basílica de São Pedro, en Roma.
O grupo de beatos mártires salesianos de Valência está composto por 32 membros da Família Salesiana: 29 salesianos, dos quais 16 sacerdotes, 7 coadjutores e 6 clérigos; 2 Filhas de María Auxiliadora e 1 laico Cooperador Salesiano. Encabeça o elenco o
P. José Calasanz Marqués, assassinado em Valência em 27 de Julho de 1936, quando era o Inspector Provincial da então denominada Inspectoría Tarraconense, hoje dividida nas inspectorías de Valência e Barcelona.
Todavia é difícil um juízo sereno sobre os graves sucessos sangrentos ocorridos em Espanha durante a guerra civil de 1936-1939. O número das vítimas superou o milhão, e entre elas houve pessoas de todas as classes e de todas as crenças. Mas os historiadores sérios têm reconhecido já que no fundo desta terrível mortandade, nos territórios da chamada “zona vermelha” (dominados por anarquistas e social comunistas) houve uma verdadeira perseguição contra os cristãos, e uma autêntica mortandade de sacerdotes, religiosas, religiosos e cristãos comprometidos. Laicos cristãos foram assassinados a dezenas de milhares só por serem cristãos. E com eles foram assassinados
283 religiosas, 2,365 religiosos (sacerdotes e irmãos), 4,148 sacerdotes diocesanos, 12 bispos.
As execuções efectuaram-se em cidades e povos afastados da frente onde se combatia, muitas vezes sem nenhum processo ou com processos falsos, a maioria das vezes clandestinamente. Andrés Nin, chefe do Partido Obrero de Unificación Marxista, havia declarado publicamente num teatro de Barcelona: “Em Espanha havia muitos problemas que os republicanos burgueses não tiveram interesse em resolver, como o problema da Igreja. Nós temo-lo resolvido indo à raiz. Eliminamos curas, igrejas, culto”.
Dentro desta tremenda tragédia que convulsionou a nação e a Igreja espanhola, se desenvolveu também a pequena mas dolorosíssima tragédia dos filhos e filhas de Dom Bosco. Numa nação e numa Igreja mártir, 97 salesianos mártires. A Família Salesiana, em 1936, era florescente em Espanha. Se articulava em três “inspectorías” de salesianos e numa “inspectoría” das Filhas de María Auxiliadora. Nelas o Senhor acolheu como mártires a 39 salesianos sacerdotes, 26 salesianos coadjutores, 22 salesianos clérigos, cinco salesianos cooperadores, três aspirantes salesianos, duas Filhas de María Auxiliadora. Nesta ocasião queremos rememorar com afecto e dor aos 32 mártires de Valência.
Os mártires de Valência
Amanhecer de 27 de Julho de 1936. A casa salesiana de Valência, depois de haver sido atacada com rajadas de projécteis durante a noite, é invadida pelos milicianos. Se estão fazendo os exercícios espirituais, presididos pelo inspector Padre José Calasanz, um dos primeiros salesianos de Espanha, que em 1886 conheceu a dom Bosco em Sarriá. Um salesiano sobrevivente declarou sob juramento: “Os milicianos ao irromper armados nos encontraram a todos os salesianos colocados ao longo da escadaria central. Nos apontaram com os fuzis. Algum instante depois chegou um que inquiriu de seus companheiros. “¿Porquê não disparam¿ Não estávamos de acordo em que cada um matasse a um?”...O Padre Calasanz nos deu a absolvição”. O Padre Calasanz e três irmãos foram obrigados a subir ao camião. “Nos levavam até Valência. Durante o trajecto eu notava que um miliciano apontava continuamente seu fuzil contra o P. Calasanz, que sabia que era sacerdote. Em certo momento se disparou um tiro. O Padre Calasanz disse “¡Deus meu!”, e caiu sem mostras de vida num mar de sangue”.
Dom Antonio Martín, director da casa salesiana de Valência, foi encarcerado pelos milicianos. “Às quatro da manhã abriram nossa cela e chamaram ao “camaradaAntonio Martín. Ele respondeu. “Servidor”... Levantou os olhos, juntou as mãos e pronunciou estas palavras: “Vamos, Senhor, ao sacrifício”. Também foram chamados os irmãos Recadero de los Ríos, P. José Jiménez, P. Julián Rodríguez, el coadjutor Agustín García, encerrados na mesma prisão. Conduzidos fora da cidade, alinhados junto a uma cerca, foram assassinados”.
O
P. Sérgio Cid “viajava num tranvía em Barcelona. Alguns milicianos, fixando-se bem, tiveram a suspeita de que era um cura. Agarrando-o por um braço, tiraram-lhe a mão do bolso: entre os dedos tinha o rosário. Atiraram-no do tranvía em marcha. Morreu destroçado contra um farol”. (Testemunho jurado).
Também “em Barcelona, as FMA reunidas no colégio de Santa Doroteia puderam embarcar e chegar a Itália –conta o P. Juan Canals. Entretanto, sor Amparo Carbonell y sor Carmen Moreno não quiseram partir, para poder assistir a uma irmã operada recentemente. As três foram presas. Depois do interrogatório, a irmã enferma foi deixada em liberdade, as duas enfermeiras foram fuziladas.

Texto reproduzido con autorização de: Boletim Salesiano DON BOSCO EN CENTROAMÉRICA
Edição Nº130 (Março-Abril 2001)

José Aparício Sanz e 232 companheiros mártires, Beatos
Setembro 22 Mártires durante a perseguição religiosa em Espanha,

José Aparicio Sanz y 232 compañeros mártires, Beatos

José Aparício Sanz e 232 companheiros mártires, Beatos

A II República espanhola, proclamada em 14 de Abril de 1931, chegou impregnada de forte anticlericalismo. Apenas um mês mais tarde se produziram incêndios de templos em Madrid, Valência, Málaga e outras cidades, sem que o Governo fizesse nada para os impedir e sem procurar aos responsáveis para os julgar segundo a lei. Os danos foram imensos, mas o Governo não os reparou nem material nem moralmente, pelo que foi acusado de conivência. A Igreja havia acatado a República não só com respeito mas também com espírito de colaboração pelo bem de Espanha. Estas foram as instruções que o Papa Pío XI e os bispos deram aos católicos. Mas as leis sectárias cresceram dia a dia. Neste contexto foi suprimida a Companhia de Jesús e expulsos os jesuítas. Durante a revolução comunista de Astúrias (Outubro de 1934) derramaram seu sangue muitos sacerdotes e religiosos, entre eles os dez Mártires de Turón (9 Irmãos das Escolas Cristãs e um Passionista, canonizados em 21 de Novembro de 1999).
Durante o primeiro semestre de 1936, depois do triunfo da Frente Popular, formado por socialistas, comunistas e outros grupos radicais, se produziram atentados mais graves, com novos incêndios de templos, derrube de cruzes, expulsões de párocos, proibição de enterros e procissões, etc., e ameaças de maiores violências. Estas se desataram, com verdadeiro furor, depois de 18 de Julho de 1936. Espanha voltou a ser terra de mártires desde essa data até 1 de Abril de 1939, pois na zona republicana se desencadeou a maior perseguição religiosa conhecida na história desde os tempos do Império Romano, superior inclusive à Revolução Francesa. Foi um triénio trágico e glorioso o de 1936 a 1939, que deve ser fielmente recordado para que não se perca a memória histórica. Ao finalizar a perseguição, o número de mártires ascendia a quase dez mil: 13 Bispos; 4.184 Sacerdotes diocesanos e seminaristas, 2.365 Religiosos, 283 Religiosas e vários milhares de seculares, de ambos sexos, militantes de Acção Católica e de outras associações apostólicas, cujo número definitivo todavía não é possível precisar. O testemunho mais eloquente desta perseguição o deu, Manuel de Irujo, ministro do Governo republicano, que numa reunião do mesmo celebrada em Valência - então capital da República -, a princípios de 1937, apresentou o seguinte Memorando:
«A situação de facto da Igreja, a partir de Julho passado, em todo o território leal, excepto o vasco, é a seguinte: a) Todos os altares, imagens e objectos de culto, salvo muito contadas excepções, hão sido destruídos, a maioria com vilipêndio. b) Todas as igrejas foram fechadas ao culto, o qual ficou total e absolutamente suspenso. c) Uma grande parte dos templos, na Catalunha com carácter de normalidade, se incendiaram. d) Os parques e organismos oficiais receberam sinos, cálices, custódias, candelabros e outros objectos de culto, fundiram-nos e ainda foram aproveitados para a guerra ou para fins industriais seus materiais. e) Nas igrejas foram instalados depósitos de todas classes, mercados, garagens, quadras, quartéis, refúgios e outros modos de ocupação diversos. f) Todos os conventos foram desalojados e suspensa a vida religiosa nos mesmos. Seus edifícios, objectos de culto e bens de todas classes foram incendiados, saqueados, ocupados e derrubados. g) Sacerdotes e religiosos foram detidos, submetidos a prisão e fuzilados sem formação de causa por milhares, factos que, se bem diminuídos, continuam ainda, não tão só na povoação rural, onde se lhes deu caça e morte de modo selvagem, mas nos povoados maiores. Madrid e Barcelona e as restantes grandes cidades somam por centenas os presos nas suas cadeias sem outra causa conhecida que seu carácter de sacerdote ou religioso. h) Chegou-se à proibição absoluta de retenção privada de imagens e Objectos de culto. A polícia que pratica registos domiciliários, buscando no interior das habitações, de vida íntima pessoal ou familiar, destrói com escárnio e violência imagens, estampas, livros religiosos e quanto com o culto se relaciona ou o recorde».
E o cardeal arcebispo de Tarragona, Francisco Vidal y Barraquer (1868-1943), que se achava refugiado em Itália e foi convidado pelo Governo republicano em 1938 para que regressasse à sua diocese, disse: «¿Como posso eu dignamente aceitar tal convite, quando nas cadeias continuam sacerdotes e religiosos muito zelosos e também seculares detidos e condenados, como me informam, por haver praticado actos de seu ministério, ou de caridade e beneficência, sem se ter intrometido minimamente em partidos políticos, de conformidade às normas que lhes haviam dado?».
E acrescentava: «Os fiéis todos, e em particular os sacerdotes e religiosos, sabem perfeitamente os assassinatos de que foram vítimas muitos de seus irmãos, dos incêndios e profanações de templos e coisas sagradas, a incapacidade do Estado em manter todos os bens eclesiásticos e não lhes consta que até ao presente a Igreja haja recebido de parte do Governo reparação alguma, nem sequer uma desculpa ou protesto».
Sobre esta perseguição são essenciais a obra de Antonio MONTERO MORENO, Historia de la persecución religiosa en Espanha. 1936-1939 (Madrid, BAC, 1960, reimpressa en 1999) e os livros de Vicente CÁRCEL ORTÍ, A persecución religiosa en España durante la Segunda República (1931-1939) (Madrid, Rialp, 1990), Mártires españoles del siglo XX (Madrid, BAC, 1995), Buio sull´altare. La persecuzione religiosa spagnola, 1931-1939 (Roma, Città Nuova, 1999), La gran persecución. España 1931-1939 (Barcelona, Planeta, 2000), Mártires del siglo XX. Cien preguntas y respuestas (Valencia, Edicep, 2001) y Persecuciones religiosas y mártires del siglo XX (Madrid, Palabra, 2001). Sobre los de Valencia cf. V. CÁRCEL ORTÍ y R. FITA REVERT, Mártires valencianos del siglo XX (Valencia, Edicep, 1998).
OS MÁRTIRES -
Aos sacerdotes, religiosos e seculares que entregaram suas vidas por Deus o povo começou a chamar-lhes mártires porque não tiveram nenhuma implicação política nem fizeram a guerra contra ninguém. Por isso, não se lhes pode considerar caídos em acções bélicas, nem vítimas da repressão ideológica, que se deu nas duas zonas, mas sim mártires da fé.
Os mártires que hoje beatifica o Santo Padre demonstram a unidade e diversidade eclesial e esta celebração resulta pastoralmente significativa, porque vê unidos num único rito a muitos mártires de uma mesma arquidiocese e tem as seguintes características:
- a representatividade eclesial do grupo de mártires, pois há sacerdotes, religiosos e seculares, que são expressão dos numerosos carismas e famílias de vida consagrada;
- a representatividade da Igreja em Espanha porque este grupo representa 37 dioceses. Todos eles se encontravam em Valência desenvolvendo seus respectivos ministérios e actividades apostólicas e alguns deles hão sido unidos no processo por competência, com base à normativa canónica vigente;
- o elevado número de sacerdotes seculares e de seculares, pois é a primeira vez que são beatificados 40 membros dos presbíteros diocesanos de Valência (37) e Saragoça (3), assim como 22 mulheres e 20 homens e jovens, membros da então florescente Acção Católica Espanhola e de outras associações de apostolado secular, de todas as idades, profissões e estado social;
- o actual contexto pastoral favorável, que há despertado interesse nas dioceses espanholas para com esta página gloriosa da recente história. Esta havia ficado um tanto olvidada, mas testemunha a fé e a fidelidade da Igreja em Espanha e, mais em concreto, em Valência que teve suas origens a princípios do século IV no martírio do diácono Vicente. O desenvolvimento dos processos, as correspondentes catequeses e a fama martírial hão levado as comunidades, cristãs a um maior interesse e devoção para com os mártires.
Por isso, a beatificação de todos eles juntos é sumamente oportuna e é de desejar que suscitem uma vida cristã mais intensa, um maior fervor espiritual e um renovado interesse por manter viva a memória destes gloriosos testemunhos da Fé. O clima espiritual favorável criado pelo Grande Jubileu de 2000 permitiu que, concluído o longo processo canónico, pudesse celebrar-se esta beatificação em 11 de Março de 2001, como primeiro fruto espiritual do Ano Santo apenas terminado. Estes mártires são os primeiros beatos do Terceiro Milénio.
ESPIRITUALIDADE DESTES MÁRTIRES - A maioria dos sacerdotes e seculares não necessitavam do martírio para ser beatificados, porque já em vida tinham fama de santos; de alguns deles se chegou a dizer que eram tão bons, que precisamente por isso foram martirizados. Todos eles foram homens e mulheres muito exemplares, plenamente entregues a seus ministérios respectivos, os sacerdotes: de seminaristas foram modelos por suas virtudes, por seu amor à Eucaristia e por sua devoção à Virgem. Se entregaram em pleno às paróquias: culto litúrgico, confissões, catequeses, apostolado dos jovens, visitas assíduas aos enfermos, ajuda aos pobres e necessitados foram suas principais actividades apostólicas. O mesmo há que dizer dos religiosos e religiosas, desenvolviam um intenso labor apostólico e social em colégios, e em hospitais; um labor que nunca foi suficientemente reconhecida. Muitos deles, além de mártires da fé, foram apóstolos de caridade, do ensino religioso e da formação humana. Os sacerdotes foram semelhantes ao santo cura de Ars no cumprimento de seu ministério, semelhantes em tudo a outro pároco valenciano, que não foi mártir, mas tem aberto o processo de beatificação: o Beato José Bau Burguet, pároco de Masarrochos, falecido em 1932. Este influiu decisivamente na formação espiritual dos sacerdotes valencianos do primeiro terço do século XX. Os homens, mulheres e jovens eram muito piedosos, muito entregues à Igreja e a todas suas obras de caridade e apostolado; nasceram e viveram em famílias de antiga tradição cristã, receberam uma formação religiosa muito sólida e viveram uma autêntica vida cristã, alimentada diariamente com a Eucaristia, a devoção à Virgem, a reza do Santo Rosário e outras devoções particulares; viveram entregues apostólicamente a suas respectivas paróquias através da Acção Católica e de outras associações apostólicas; deram sempre um testemunho coerente de vida cristã, que culminou com o martírio. Todos eles foram martirizados única e exclusivamente por motivos religiosos, morreram amando e perdoando a seus verdugos e dizendo "¡Viva Cristo Rei"!, porque tiveram um sentido teológico muito profundo da realeza de Cristo e porque este foi o grito com que os cristãos fizeram frente aos totalitarismos do século XX. Hoje os veneramos nos altares como mártires da fé cristã, porque a Igreja reconheceu oficialmente que entregaram suas vidas por Deus durante a perseguição religiosa de 1936. Não lhes devemos chamar caídos na guerra, porque não foram à guerra nem a fizeram contra ninguém, pois eram pessoas pacíficas, que desenvolviam normalmente suas actividades em seus povos e paróquias; tampouco lhes podemos chamar vítimas da repressão política, porque os motivos fundamentais de suas mortes não foram de carácter político ou ideológico mas sim  religioso: porque eram sacerdotes ou religiosos, porque eram seculares católicos praticantes, muito comprometidos com a Igreja na defesa e promoção da fé cristã.
OS PROCESSOS CANÓNICOS -
Durante a perseguição religiosa republicana a Arquidiocese de Valência pagou um dos maiores tributos de sangue (361 sacerdotes, 373 homens e jovens de Acção Católica, 93 Mulheres de Acção Católica e várias centenas de religiosos de diversos institutos masculinos e femininos foram martirizados) e isto explica o facto de que nela se abriram a maioria dos processos de beatificação que hoje chegam a seu ponto final. Impulsionados pelos arcebispos Marcelino Olaechea (1946-1966) e José María García Lahiguera (1969-1978), Servo de Deus, assim como pelo Presbitério Diocesano e o Foro de Laicos, o mesmo que pelas respectivas Ordens e Congregações religiosas, Valência dedicou muitas energias humanas para que estes processos pudessem chegar à sua conclusão e foram um instrumento de evangelização, especialmente nos campos da catequese, da pastoral juvenil e da promoção vocacional. Todos os processos canónicos dos Servos de Deus que hoje são beatificados foram instruídos na arquidiocese de Valência, com excepção dos Franciscanos Conventuais (n. 99 a 104), que se fez em Barcelona, e o do Beato Francisco Castelló Aleu (n. 233), que se instruiu en Lleida.

OS NOMES DOS MÁRTIRES   -  CAUSA DOS SACERDOTES DIOCESANOS, MULHERES, HOMENS E JOVENS DE ACÇÃO CATÓLICA E DE OUTRAS ASSOCIAÇÕES APOSTÓLICAS  -  DA ARQUIDIOCESE DE VALÊNCIA (Decreto da Congregação das Causas dos Santos, lido ante o Santo Padre em 18 de Dezembro de 2000)


SACERDOTES DIOCESANOS -
1. Beato José Aparício Sanz, Arcipreste de Enguera (* Enguera, 12-III-1893 Picadero de Paterna, 29-XII-1936) Martirizado junto con su coadjutor (n. 12). 2. Beato Fernando González Añón, Pároco de Turís (* Turís, 17-II-1886 +27-VIII-1936).3. Beato Juan Ventura Solsona, Arcipreste de Villahermosa del Río (* Villahermosa del Río, Castellón, 1875 +Castillo de Villamalefa, Castellón, 17-IX-1936).4. Beato José Ruiz Bruixola, Pároco de San Nicolás, de Valencia (* Foios 1857, 30-III-1857 +Gilet, 29-X-1936).5. Beato Ramón Martí Soriano, Cura Regente de Vallada (* Burjassot, 7-X-1902 +Carretera de Godella a Bétera, 27-VIII-1936). 6. Beato Joaquín Vilanova Camallonga,Coadjutor de lbi (* Ontinyent, 6-X-1888 + Ibi, Alicante, 29-VII-1936). 7. Beato Enrique Morant Pellicer, Cura de Barx (*Bellreguard, 13-X-1908 +Xeraco, 3-X-1936). 8. Beato Carmelo Sastre Sastre, Pároco de Piles (* Pego, Alicante, 21-XII-1890 +Palma de Gandía, 15-VIII-1936). 9. Beato Vicente Ballester Far, Capellán de las Agustinas de Xábia (*Benidoleig, Alicante, 4-II-1888 +Carretera de Teulada a Benissa, Alicante, 23-IX-1936). 10. Beato Ramón Esteban Bou Pascual, Cura Regente de Planes (* Benimantell, Alicante, 12-X-1906 +La Nucía, Alicante, 15-X-1936). 11. Beato Pascual Ferrer Botella, Capellán de San Vicente de Algemesí (* Algemesí, 9-XI-1894 +Sueca, 24-IX-1936).12. Beato Enrique Juan Requena, Coadjutor de Enguera (* Aielo de Malferit, 2-III-1903 +Picadero de Paterna, 29-XII-1936). Martirizado junto con su pároco (n. l). 13. Beato Elías Carbonell Mollá, Coadjutor de Cocentaina (*Cocentaina, Alicante, 20-XI-1869 +Sax, Alicante, dióc. Orihuela, 2-X-1936). Martirizado junto con su hermano Juan (n. 14). 14. Beato Juan Carbonell Mollá, Coadjutor de Cocentaina (*Cocentaina, Alicante, 6-VI-1874 +Sax, Alicante, dióc. Orihuela, 2-X-1936). Martirizado junto con su hermano Elías (n. 13). 15. Beato Pascual Penadés Jornet, Regente de Bélgida (* Montaverner, 3-1-1894 +Puerto de Cárcer, 15-IX-1936). 16. Beato Salvador Ferrandis Seguí, Párroco de Pedreguer (* L´Orxa, Alicante, 25-V-1880 +Carretera del Vergel, Alicante, 3-VIII-1936). 17. Beato José Toledo Pellicer, Coadjutor de Banyeres (*Llaurí, 15-VII-1909 +El Saler de Valencia, 10-VIII-1936). 18. Beato Fernando García Sendra, Cura de Sagra (*Pego, Alicante, 31-III 1905 +La Pedrera de Gandía, 18-IX- 1936). 19. Beato José García Mas, Capellán del Ecce-Homo de Pego (* Pego, Alicante, 11-VI-1896 +La Pedrera de Gandía, 18-IX-1936). 20. Beato José María Segura Penadés, Coadjutor de Ontinyent (* Ontinyent, 13-X- 1896 +Genovés, 11 -IX- 1936). 21. Beato Salvador Estrugo Solves, Capellán del Hospital de Alberic (* Alzíra, 12-X- 1862 + Alberie, 10-VIII- 1936). 22. Beato Vicente Sicluna Hernández, Párroco de Navarrés (* Valencia, 30-IX-1859 +Bolbaite, 22-IX-1936). 23. Beato Vicente María Izquierdo Alcón, Párroco de La Pobla de Farnals (* Mosqueruela, Teruel, 25-V-1891 +Rafelbunyol, 18-VIII-1936). 24. Beato José María Ferrándiz Hernández, Arcipreste de Alcoi (* El Camp de Mirra, Alicante, 11-VIII-1879 +Rotglá, 24-IX-1936). 25. Beato Francisco Ibáñez Ibáñez, Abad de la Colegiata de Xátiva (*Penáguila, Alicante, 22-IX-1876 +Llosa de Ranes, 19-VIII-1936). 26. Beato José González Huguet, Párroco de Cheste (*Alaquás, 23-1-1874 +Ribarroja, 12-X-1936). 27. Beato José Fenollosa Alcayna, Canónigo de la Colegiata de San Bartolomé, de Valencia (* Rafelbunyol, III-1903 +Sagunto, 27-IX-1936). 28. Beato Félix Yuste Cava, Párroco de San Juan y San Vicente, de Valencia (*Chulilla, 21-II-1887 +El Saler de Valencia, 14-VIII-1936). 29. Beato Vicente Pelufo Corts, Capellán de las Hermanitas de los Ancianos Desamparados, de Alzíra (* Alzira, 26-11-1868 +11-IX-1936). 30. Beato José Canet Giner, Vicario de Catamarruch (*Bellreguard, 24-VIII-1903 +La Pedrera de Gandía, 4-X-1936). 31. Beato Francisco Sendra Ivars, Cura Regente de Calpe (*Benissa, Alicante, 23-IV-1899 Teulada, Alicante, 4-IX-1936). 32. Beato Diego Llorca Llopis, Coadjutor de Benissa (* Oliva, 2-VII- 1896 +Gata de Gorgos, Alicante, 6-1X- 1936). 33. Beato Alfonso Sebastiá Vinals, Director de la Escuela de Formación Social de Valencia (* Valencia, 27-V-1910 +Paterna, 1-IX-1936). 34. Beato Germán Gozalbo Andreu, Misacantano de Torrent (* Torrent, 30-VIII-1933 +Monserrat, 22-IX-1936). 35. Beato Gonzalo Viñes Masip, Canónigo de la Colegiata de Xátiva (* Xàtiva, 19-I-1883 +Valles, 10-XII- 1936). 36. Beato Vicente Rubiols Castelló, Cura Párroco de La Pobla Llarga (*Gandía, 13-III-1874 +La Pobla Llarga, 4-VIII-1936). 37. Beato Antonio Silvestre Moya, Cura Ecónomo de Santa Tecla, de Xàtiva (*L´Ollería, 26-X-1892 +El Saler de Valencia, 7-VIII-1936). MULHERES DE ACÇÃO CATÓLICA - 38. Beata Amalia Abad Casasempere. Viuda y madre de dos hijas. Dedicada a sus labores. (*Alcoi, Alicante, 11-XII-1897 +Beníllup, Alicante, 21-IX-1936). 39. Beata Ana María Aranda Riera. Soltera. Sus labores. (* Denia, Alicante, 24-1-1888 +Paterna, 14-X-1936). 40. Beata Florencia Caerols Marúnez. Soltera. Obrera textil. Caudete, Albacete, 20-II-1890 +Rotglá Corbera, 2-X-1936). 41. Beata María Climent Mateu. Martirizada junto con su madre. Sus labores. (Xàtiva, 13-V-1887 +20-VIII- 1936).  42. Beata Társila Córdoba Belda. Madre de tres hijos fallecidos, viuda. Sus labores. (*Sollana, 8-V-1861 +Algemesí, 17-X-1936). 43. Beata Francisca Cualladó Baixauli. Soltera. Modista (* Valencia 3-XII-1890+Benifaió, 19-IX-1936). 44. Sierva de Dios María Teresa Ferraguid Roig. Martirizada a sus 83 años junto con sus cuatro hijas, religiosas de clausura (n. 117, 118, 119 y 122).Sus labores. (*Algemesí, 14-1-1853 +Alzira 25-X-1936).  45. Beata Luisa María Frias Cañizares. Soltera. Profesora de la Universidad de Valencia. (* Valencia, 20-VI-1896 +Paterna, 6-XII-1936). 46. Beata Encarnación Gil Valls. Soltera. Maestra nacional. (* Ontinyent, 27-1-1888 +Ollería, 24-IX-1936). 47. Beata María Jordá Botella. Soltera. Sus labores. (* Alcoi, Alicante, 26-1-1905 +Benifállím, Alicante, 27-IX-1936) 48. Beata Hermínia Martínez Amigó. Martirizada junto con su marido. Sus labores. (*Puzol, 31-VII-1887 +Gilet, 26-IX-1936). 49. Beata María Luisa Montesinos Orduna. Martirizada junto con su padre, sus tres hermanos y su tío. Sus labores. (* Valencia, 3-III-1901+Picassent, 31-1-1937). 50. Beata Josefina Moscardó Montalvá. Soltera. Sus labores. (* Alzira, 10-1V-1880 +22-1X-1936). 51. Beata María del Olvido Noguera Albelda. Sus labores. (* Carcaixent, 30-XII-1903 +Benífairó de Valldigna, 30-XI-1936. 52. Beata Crescencia Valis Espí. Martirizada junto con sus tres hermanas. Sus labores. (*Ontinyent, 9-VI-1863 + 20-1X-1936). 53. Beata María de la Purificación Vidal Pastor. Soltera. Sus labores. (* Alzira, 14-IX-1892 + Corbera, 21-IX-1936). 54. Beata María del Carmen Viel Ferrando. Soltera. Sus labores. (* Sueca, 27-XI-1893 +El Saler de Valencia, 4-XI-1936). 55. Beata Pilar Villalonga Villalba. Soltera. Sus labores (* Valencia, 22-1-1891 +Burjassot, 11-XII-1936). 56. Beata Sofia Ximénez Ximénez. Viuda, madre de dos hijos. Sus labores. Martirizada junto con su hermana Puri­ficación, religiosa (n. 204) y con otra religiosa (n. 205). (* Valencia, 15-X-1876 +Paterna, 23-IX-1936). - HOMENS E JOVENS DE ACÇÃO CATÓLICA - 57. Beato Rafael Alonso Gutiérrez. Casado, padre de seis hijos. Administrador de correos. (* Ontinyent, 14-VI-1890 +Agullent, 11-VIII-1936). Martirizado junto con Carlos Díaz (n. 60). 58. Beato Marino Blanes Giner. Casado, padre de nueve hijos. (* Alcoi, Alicante, 17-IX-1888 +8-IX-1936). 59. Beato José María Corbín Ferrer. Soltero. Univer­sitario. (* Valencia, 26-XII-1914 +Santander, en el barco-prisión "Alfonso Pérez", 27-XII-1936). 60. Beato Carlos Díaz Gandía. Casado, padre de una niña de ocho meses. (* Ontinyent, 25-XII- 1907 +Agullent, 11 -VIII- 1936). Martirizado junto con Rafael Alonso (n. 57) 61. Beato Salvador Damián Enguix Garés. Viudo, padre de seis hijos. Veterinario. (* Alzira, 27-IX- 1862 +29-X- 1936). 62. Beato Ismael Escrihuela Esteve, Casado, padre de tres hijos. (* Tavernes de Valldigna, 20-V-1902 +Picadero de Paterna 9-IX-1936). 63. Beato Juan Bautista Faubel Cano. Casado, padre de tres hijos. Pirotécnico. (* Llíria, 3-I-1889 +Paterna, 28-VIII-1936). 64. Beato José Ramón Ferragud Girbés.Casado, padre de ocho hijos. Labrador. (*Algemesí, 10-X-1887 +Alzira, 24-IX-1936). 65. Beato Vicente Galbis Gironés. Casado, padre de un hijo. Abogado. (* Ontinyent, 9-IX-1910 + Benisoda, 21-IX-1936). 66. Beato Juan Gonga Marúnez. Soltero. Oficinista. (* Carcaixent, 25-111-1911 begin_of_the_skype_highlighting  25-111-1911+Simat de Valldigna, 13-XI-1936). 67. Beato Carlos López Vidal. Casado, sin hijos. Segundo sacristán de la Colegiata de Gandía. (* Gandía, 15-XI- 1894 +La Pedrera de Gandía, 6-VIII- 1936). 68. Beato José Medes Ferrís. Casado, sin hijos. Martirizado junto con sus tres hermanos religiosos. (* Algernesí, 13-1-1885 +Alcudia de Carlet 12-XI-1936). 69. Beato Pablo Meléndez Gonzalo. Abogado y periodista. Casado, padre de diez hijos. Martirizado junto con su hijo Alberto. (* Valencia, 7-XI-1876 +Castellar, 23-XII-1936). 70. Beato José Perpiñá Nácher. Casado. Telegrafista y abogado. (* Sueca, 22-II-1911 +Picadero de Paterna, 29-XII-1936). 71. Beato Arturo Ros MONTALT. Casado y padre de seis hijos, Trabajador de la yutera. (* Vinalesa, 26-X-1901 + Moncada, 28-VIII-1936). 72. Beato Pascual Torres Lloret. Casado y padre de cuatro hijos. Constructor. (*Carcaixent, 23-I-1885 +6-IX-1936). 73. Beato Manuel Torró Garúa. Casado, sin hijos. Aparejador. (* Ontinyent, 2-VII-1902 +Benisoda, 21-IX-1936). 74. Beato José María Zabal Blasco. Casado, padre de tres hijos. Empleado de la Estación del Norte de Valencia. (* Valencia, 20-III-1898 + Picadero de Paterna 8-XII-1936). - CAUSA DA ORDEM DE PREGADORES (DOMINICANOS) O.P. - (Decreto de 20 de Dezembro de 1999)  - Este grupo compreende 18 frades pregadores da província religiosa de Aragão, a qual foi erigida em 1301. A esta província pertenceram São Vicente Ferrer, San Luis Bertrán e os beatos Dalmacio Moner y Francisco Coll. São os primeiros dominicanos espanhóis vítimas da perseguição religiosa da II República espanhola elevados à honra dos altares. Nove dos novos beatos eram membros do convento de Calanda (Teruel), então casa de Formação; cinco de Valência e quatro de Barcelona. A eles se unem dois sacerdotes da arquidiocese de Saragoça. 75. Beato Jacinto Serrano López, vicario provincial (*´ Urrea de Gaén, Teruel, dióc. Zaragoza, 30-VII- 1901 +Puebla de Híjar, Teruel, 25-XI-1936). 76. Beato Luis Urbano Lanaspa, vicario provincial. (* Zaragoza, 3-VI-1882 + Valencia, 25-VIII-1936). 77. Beato Constantino Fernández Álvarez (* La Vecilla, León, 7-11-1907 + Valencia, 29-VIII- 1936). 78. Beato Rafael Pardo Molina, cooperador (* Valencia, 28-X-1899 + 26-IX-1936). 79. Beato Lucio Martínez Mancebo, maestro de novicios (* Vegas del Condado, León, 28-VII-1902 + Calanda, Teruel, 29-VII-1936).  80. Beato Antonio López Couceiro (* El Ferrol, La Coruña, dióc. Mondoñedo-El Ferrol, 15-XI-1869 + Calanda, Teruel, 29-VII-1936). 81. Beato Felicísimo Díez González (* Devesa de Curueño, León, 26-XI-1907 + Calanda, Teruel 29-VII-1936). 82. Beato Saturio Rey Robles (* Devesa de Curueño, León, 21-XII-1907 +Calanda, Teruel 29-VII-1936). 83. Beato Tirso Manrique Melero (* Alfaro, La Rioja, dióc. Calahorra y La Calzada, 26-I-1877 +Calanda, Teruel, 29-VII-1936). 84. Beato Gumersindo Soto Barros, cooperador (* Amil, La Coruña, 2 1 -X- 1869 +Calanda, Teruel, 29-VII- 1936 85. Beato Lamberto De Navascués y de Juan, novicio, cooperador (* Zaragoza, 18-V-1911 + Calanda, Teruel, 29-VII-1936). 86. Beato José María Muro Sanmiguel (* Tarazona, Zaragoza, 26-X-1905 + Castelserás, Teruel , 30-VII-1936). 87. Beato Joaquín Prats Baltueña, novicio, clérigo (* Zaragoza, 5-III-1915 +Castelserás, Teruel, 30-VII-1936). 88. Beato Francisco Calvo Burillo (* Hijar, Teruel, 21-XI-1881 + 2-VIII-1936). 89. Beato Francisco Monzón Romeo (* Hijar, Teruel, 29-111-1912 + 29-VIII-1936). 90. Beato Ramón Peiró Victorí (* Aiguafreda, Barcelona, 7-III-1891 + El Morrot, Barcelona, 21-VIII-1936). 91. Beato José María Vidal Segú (* Secuita, Tarragona, 3-II-1912 + Barcelona, IX-1936) 92. Beato Santiago Meseguer Burillo (* Híjar, Teruel, 1-V-1885 + Barcelona, XI-1936). - Sacerdotes da arquidiocese de Saragoça, incluídos no processo dos dominicanos: - 93. Beato Manuel Albert Ginés, coadjutor de Calanda. (* Calanda, Teruel, 3-X-1867 +29-VII-1936). 94. Beato Zósimo Izquierdo Gil, párroco de Castelserás (* Víllahermosa del Campo, 17-XII-1895 +Castelserás, 30-VII-1936).  - CAUSA DA ORDEM FRANCISCANA DOS FRADES MENORES (O.F.M.) - (Decreto del 20 de Dezembro de 1999) - 95. Beato Pascual Fortuño Almela. Vicario del convento de Santo Espíritu del Monte. (*Villarreal de los Infantes, Castellón, dióc. Segorbe-Castellón, 5-III- 1886 + 7-IX-1936). Martirizado con un golpe de machete en el pecho.  96. Beato Plácido García Gilabert (* Benitachell, Alicante, dióc. Valencia, 1-I-1895 + Denia, Alicante, dióc. Valencia, 16-VIII-1936). Fue atrozmente mutilado y asesinado.  97. Beato Alfredo Pellicer Muñoz. Estudiante de Teología. (* Bellrreguard 10-IV-1914 + 4-X-1936). Fusilado.  98. Beato Salvador Mollar Ventura. Sacristán del colegio de Benissa. (* Manises 27-III-1896 + Paterna, 26-X-1936. Fusilado. - CAUSA DA ORDEM FRANCISCANA DOS FRADES MENORES CONVENTUAIS - (O.F.M.Conv.) - (Decreto del 26 de Março de 1999) - Estes seis mártires eram membros da comunidade religiosa de Granollers (Barcelona), a única que a Ordem dos Frades Menores Conventuais havia erigido em Espanha a princípios do século XX, depois da supressão levada a cabo pelo rei Felipe II em 1567. A violenta perseguição que se levantou no verão de 1936 surpreendeu aos religiosos em seus postos de trabalho, dispostos a confessar sua fidelidade a Cristo. Na tarde de 20 de Julho, os milicianos da F.A.I. queimaram a igreja e o convento, enquanto que todos os religiosos se dispersaram e buscaram refúgio junto a amigos e benfeitores. Sem embargo, muito cedo foram descobertos e, em datas distintas, de 27 de Julho aos primeiros dias de Setembro, foram presos, encarcerados, julgados sumariamente e, por fim, mortos pelo simples facto de ser religiosos e sacerdotes franciscanos. 99. Beato Modesto Vegas Vegas. Sacerdote. (* La Serna, Palencia, 24-II-1912 + Llisa, Barcelona, 27-VII-1936) 100. Beato Dionisio Vicente Ramos. Sacerdote. (* Caudé, Teruel, 9-X-1871 + Granollers, Barcelona, 31-VII-1936). Martirizado junto con el siguiente.  101. Beato Francisco Remón Játiva. Hermano. (* Caudé, Teruel, 22-IX-1890 + Granollers, Barcelona, 31-VII-1936. 102. Beato Alfonso López López. Sacerdote. (* Secorún, Huesca, dióc. Jaca, 16-XI-1878 +Samalús, Barcelona, 3-VIII-1936). Martirizado junto con el siguiente. 103. Beato Miguel Remón Salvador. Hermano. (* Caudé, Teruel, 17-IX-1907 +Samalús, Barcelona, 3-VIII-1936). 104. Beato Pedro Rivera Rivera. Sacerdote. (* Villacreces, Valladolid, 3-IX-1912 + Barcelona, 1-IX-1936 - CAUSA DA ORDEM FRANCISCANA DOS FRADES MENORES CAPUCHINHOS - (O.F.M.Cap.) - (Decreto del 20 de Dezembro de 1999) - No grupo dos Mártires espanhóis da Orden dos Frades Capuchinhos, há 12 religiosos e 5 monjas clarissas Capuchinhas. Os Capuchinhos sacerdotes e irmãos, pertenciam todos à Província religiosa do «Preciosíssimo Sangue de Cristo » de Valência, e foram assassinados em distintos lugares, sem lhes abrirem nenhum processo formal prévio. Todos eles de idades diferentes que vão dos 23 aos 80 anos de idade, provenientes das distintas fraternidades da Província Religiosa, empenhados em trabalhos e apostolados diversos, pregadores, confessores, professores formadores, outros empenhados nos trabalhos de serviço à fraternidade e à gente que se acercava do Convento. Se trata dos primeiros Capuchinhos espanhóis martirizados durante a perseguição de 1936-1939 que são Beatificados. A este grupo se acrescenta uma monja agostinha irmã de três das Capuchinhas com sua madre que quis estar junto a suas filhas até à morte. 105. Beato Aurelio de Vinalesa (José Ample Alcaide). Sacerdote. (* Vinalesa, 3-II-1896 + Barranco de Carraixet, 28-VIII-1936). 106. Beato Ambrosio de Benaguacil (Luis Valls Ma­tamales). Sacerdote. (* Benaguasil, 3-V-1870 + Carretera de Valencia a Barcelona, 24­VIII-1936). 107. Beato Pedro de Benisa (Alejandro Mas Ginester). Sacerdote. (* Benissa, Alicante, 11 -XII- 1876 + Denia, Alicante, 26-VIII- 1936). 108. Beato Joaquín de Albocácer (José Ferrer Adell). Sacerdote. (* Albocásser, Castellón, 23-IV-1879 + Carretera de Puebla Tornesa a Villafamés, Castellón, 30-VIII- 1936). 109. Beato Modesto de Albocácer (Modesto García Martí). Sacerdote. (* Albocásser, Castellón, 18-I-1880 +13-VIII-1936). 110. Beato Germán de Carcagente (Jorge María Garrigues Hernández). Sacerdote. (*Carcaixent, 12-II-1895 +Carcaixent, junto al puente del Júcar, 9-VIII-1936). 111. Beato Buenaventura de Puzol (Julio Esteve Flores).Sacerdote. (* Puzol, 9-X-1897 + 26-IX-1936). 112. Beato Santiago de Rafelbuñol (Santiago Mestre Iborra). Sacerdote. (* Rafelbuñol, Valencia, 10-IV-1909 + Gilet, Valencia, 29-IX-1936). 113. Beato Enrique de Almazora (Enrique García Beltrán), Diácono. (*Almassora, Castellón, 16-III-1913 + Pedrera de Castellón) 16-VIII-1936).  114. Beato Fidel de Puzol (Mariano Climent Sanchis). Hermano. (* Puzol, Valencia, 8-I-1856 - Sagunto, Valencia, 27 septiembre 1936 115. Beato Berard de Lugar Nuevo de Fenollet (José Bleda Grau) Hermano. (* Lloch Nou de Fenollet, 23-VII-1867 +Genovés, 4-IX-1936) 116. Beato Pacífico de Valencia, lego (Pedro Salcedo Puchades). Hermano. (* Castellar, 24-II-1874 + Monteolivete, 12-X-1936). - Cinco religiosas capuchinhas da Ordem de Santa Clara Mosteiro de Agullent, incluídas neste processo: - 117. Beata María Jesús (María Vicenta Masiá Ferragud, (* Algemesí, 12-I-1882 - Cruz Cubierta de Alzira, 25 octubre 1936 - 118. Beata María Verónica (María Joaquina Masiá Ferragud) (* Algemesí, 15-VI-1884 - Idem). 119. Beata María Felicidad (María Felicidad Masiá Ferragud) (* Algemesí, 28-VIII-1890 - Idem). - Estas três eram religiosas clarissas e foram martirizadas junto com sua anciã madre (n. 44) e outra irmã religiosa, agostinha descalça (n. 122). - 120. Beata Isabel Calduch Rovira (* Alcalá de Chivert, Castellón, dioc. Tortosa, 9-V-1882 + Cuevas de Vinromá, Castellón, dióc. Tortosa, 14 abril 1937). Del monasterio de Castellón de la Plana.  121. Beata Milagros Ortells Gimeno (* Valencia, 29-XI-1882 - Picadero de Paterna, 20 noviembre 1936). Del monasterio de capuchinas de la calle de Ruzafa, de Valencia.  122. Beata Josefa de la Purificación Masiá Ferragud. Agustina descalza (en el siglo: María Josefa Ramona). (* Algemesí, 1887). Martirizada el 25-X-1936 junto con su anciana madre (n. 44) y sus tres hermanas religiosas clarisas (n. 117, 118, 119). - CAUSA DA COMPANHIA DE JESUS (JESUITAS) S.J. - (Decreto del 20 de Dezembro de 1999) - Os Beatos Mártires jesuítas pertenciam ao território da Província de Aragão de então; eram sete padres e quatro irmãos. A eles se acrescenta um laico, D. Luis Campos Górriz, antigo aluno, congregante mariano e dirigente nacional de Acção Católica. - A Companhia de Jesús estava legalmente dissolvida em Espanha desde 1932; os noviços e os jovens em formação, com seus professores e formadores foram acolhidos por diversas províncias europeias e puderam prosseguir nelas sua formação. Um número apreciável de padres e irmãos continuaram vivendo dispersos e na clandestinidade, realizando seus ministérios com grandes dificuldades e no meio de circunstâncias adversas. A partir do começo da guerra civil (Julho 1936) a perseguição religiosa se fez mais intensa e suas vidas estavam em perigo. De facto, mais de uma centena de jesuítas sofreram o martírio durante esses anos. - Entre os que a Igreja se dispõe agora a beatificar havia superiores de comunidade e operários, enfermeiros e electricistas, reitores e professores de Colégios, um eminente professor de Direito Canónico, directores de Congregações Marianas, assim como os que se dedicavam com especial predilecção aos mais pobres e a trabalhar com a juventude obreira. Sabiam que suas vidas estavam em perigo, se lhes ofereceu ocultar-se ou fugir, mas preferiram permanecer consolando a seus irmãos, celebrando a eucaristia e o ministério de conciliação. Testemunharam sua fidelidade a Cristo e a sua Igreja não ocultaram sua identidade de religiosos e jesuítas, oferecendo suas pessoas a seguir ao Rei eternal na pena até ao derramamento do sangue. - 123. Beato Tomás Sidar Fortiá (* Girona, 1866 - Cruz Blanca, carretera de Albaida a Gandía, 19-VIII-1936), superior de la residencia de Gandía.  124. Beato Constantino Carbonell Sempere (* Alcoi, 1866 - Tavernes de Valldigna, Valencia, 23 agosto 1936) 125. Beato Pedro Gelabert Amer (* Manacor, Mallorca, 1887 - Tavernes de Valldigna, Valencia, 23-VIII-1936). 126. Beato Ramón Grimaltós Monllor (* La Pobla Llarga, Valencia, 1861 - Tavernes de Valldigna, 23 agosto 1936). 127. Beato Pablo Bori PUIG (* Vilet de Maldá, Lérida, 1864 - Benimaclet, 29 septiembre 1936). 128. Beato Vicente Sales Genovés (* El Grao de Valencia, 1881 - Picadero de Paterna, 29 septiembre 1936). 129. Beato José Tarrats Comaposada (* Manresa, Barcelona, 1878 - Barcelona, 28 septiembre 1936). 130. Beato Darío Hernández Morató (* Buñol, 1880 - Paterna, 29 septiembre 1936). 131. Beato Narciso Basté Basté (* San Andrés de Palomar, Barcelona, 1866 - Paterna, 15 octubre 1936). 132. Beato Alfredo Simón Colomina (* Valencia, 1877 - Paterna, 29 noviembre 1936). 133. Beato Juan Bautista Ferreres Boluda (* L´Ollería, 1861 - Cárcel de San Miguel de los Reyes de Valencia, 29 diciembre 1936). Murió víctima de los sufrimientos padecidos antes de que llegaran los asesinos.  134. Beato Luis Campos Górriz, Congregante mariano y antiguo alumno de los Jesuitas (* Valencia, 1905 - Picadero de Paterna, 28-XI-1936). - CAUSA DA SOCIEDADE SALESIANA DE SÃO JOÃO BOSCO (SALESIANOS) S.D.B. - (Decreto del 20 de Dezembro de 1999) - Os Salesianos martirizados na Espanha republicana foram 88, a que se acrescentam duas Salesianas e cinco seculares Cooperadores. A maioria foram assassinados por separado ou em grupos reduzidos em lugares, situações e datas muito diferentes, por causa da dispersão obrigada em diversos domicílios muitas vezes em grandes cidades. A maior parte morreu sem nenhum julgamento prévio, poucos com um de mero trâmite, e só nos consta um julgamento formal no Tribunal de Espionagem e Alta Traição de Barcelona: nele foi condenado à morte o sacerdote dom Julio Junyer Padern em 23 de Março de 1938, sentença que se cumpriu ao ser fuzilado nos fossos de Montjuïe em 26 de Abril de 1938. A Província Salesiana Tarraconense naquelas datas abarcava: Catalunha, Valência, Baleares e Aragão. Um bom grupo de seus religiosos se achava no Colégio Salesiano de Valência, da rua Sagunto, praticando os Exercícios Espirituais que todos os filhos do Beato Dom Bosco sonhavam ter cada verão. Recordaremos primeiro aos salesianos sacrificados junto com o Provincial, depois aos que sofreram a morte em Barcelona e por último a outros dispersos em outras dioceses. O primeiro grupo de Salesianos martirizados está formado por nove religiosos da Comunidade de Valência, detidos todos eles em Julho de 1936 e executados em lugares distintos: 135. Beato José Calasanz Marqués. Sacerdote, Inspector de la Provincia Tarraconense. (* Azanuy, Huesca, 23-XI-1872 + Valencia 29-VII-1936) 136. Beato Jaime Buch Canals. Coadjutor. (* Bescanó, Girona, 9-IV-1889 + El Saler de Valencia, 31-VII-1936). 137. Beato Juan Martorell Soria. Sacerdote. (* Picassent, Valencia, 1-IX-1889 +Valencia, 10-VIII-1936). 138. Beato Pedro Mesonero Rodríguez. Clérigo. (* Aldearrodrigo, Salamanca, 29-V-1912 + El Vedat de Torrent VIII-1936). Os cinco que seguem, depois de ter passado alguns meses em San Miguel de los Reyes e na Cadeia  Modelo de Valencia, foram fuzilados no Picadero de Paterna em 9 de Dezembro de 1936. 139. Beato Antonio Marún Hernández. Sacerdote (* Calzada de Béjar, Salamanca, 18-VII-1885). 140. Beato Recaredo de los Ríos Fabregat. Sacerdote. (* Bétera, Valencia, 11-I-1893). 141. Beato Julián Rodríguez Sánchez. Sacerdote. (* Salamanca, 16-X-1896). 142. Beato José Giménez López. Sacerdote. (* Cartagena, Murcia, 31-X-1904). 143. Beato Agustín García Calvo. Coadjutor. (* Santander, 3-II-1905). - A Comunidade Salesiana de Alcoi (Alicante) pertenciam: - 144. Beato José Otín Aquilé. Sacerdote. (* Huesca, 22-XII-1901 + Valencia, 1-XI-1936). 145. Beato Alvaro Sanjuan Canet. Sacerdote. (* Alcocer de Planes, Alicante, 26-IV-1908 + Villena, 2-X-1936). - Pertenciam à Comunidade Salesiana de Sarriá (Barcelona): 146. Beato Francisco Bandrés Sánchez. Sacerdote. (* Hecho, Huesca, 24-1V-1896 +Barcelona, 3-VIII-1936). 147. Beato Sergio Cid Pazo. Sacerdote. (* Allariz, Orense, 24-IV-1884 +Barcelona, 30-VII-1936). 148. Beato José Batalla Parramón. Sacerdote. (* Abella, Lleida, 15-1-1873 + Barcelona, 4-VIII-1936). 149. Beato José Rabasa Bentanachs. Sacerdote. (* Noves (Lleida), 26-VII-1862 +Barcelona, 8-VIII-1936). 150. Beato Gil Rodicio Rodicio. Coadjutor. (* Requejo, Orense, 20-III-1888 + Barcelona, 4.VIII.1936). 151. Beato Angel Ramos Velázquez. Coadjutor. (* Sevilla, 9-III-1876 + Barcelona, 11-X- 1936) 152. Beato Felipe Hernández Martínez. Estudiante de Teología. (* Villena, Alicante, 14-III-1913 + Barcelona, 27-VII-1936). 153. Beato Zacarías Abadía Buesa. Clérigo. (*Almuniente, Huesca, 5-XI-1913 +Barcelona, 27-VII-1936). 154. Beato Jaime Ortiz Alzueta. Coadjutor. (* Pamplona, 24-V-1913 + Barcelona, 27-VII-1936). 155. Beato Javier Bordás Piferer. Clérigo. (* San Pol de Mar, Barcelona, 24-IX-14 +Barcelona, 23-VII-1936). 156. Beato Félix VIVET TRABAL. Clérigo. (* San Félix de Torelló, Barcelona, 23-I-1911 + Esplugues, Barcelona, 25-VIII-1936). 157. Beato Miguel Domingo Cendra. Clérigo. (* Caseres, Tarragona, 1-III- 1909 +Prat de Compte, Tarragona, 12-VIII-1936). - Da Comunidade Salesiana de Tibidabo, de Barcelona:  -158. Beato José Caselles Moncho. Sacerdote. (* Benidoleig, Alicante, 8-VIII-1907 + Barcelona, 27-VII-1936). 159. Beato José Castell Camps. Sacerdote. (* Ciudadela, Menorca, 12-X-1902 +Barcelona, 28-VII-l936). - Da Comunidade Salesiana da rua de Rocafort, de Barcelona:  160. Beato José Bonet Nadal. Sacerdote. (* Santa María de Montmagastrell, Lleida, 26-XII-1875 + barcelona, 13-VIII-1936). 161. Beato Jaime Bonet Nadal. Sacerdote. (* Santa María de Montmagastrell, Lleida, 4-VIII-1884 + Tárrega, 18.VIII.1936). Primo hermano del anterior. - Da Comunidade Salesiana de Sant Vicent dels Horts, Barcelona:  162. Beato Alejandro Planas Saurí Fiel laico, célibe. (* Mataró, Barcelona, 31-X-1878 +Garraf, 19-XI-1936) Conocido como El Sord, por lo que no pudo profesar salesiano, aunque lo fue por voluntad y dedicación.  163. Beato Elíseo García GarcíA. Coadjutor. (* El Manzano, Salamanca, 25-VIII-1907 + Garraf, 19-XI-1936) - Da comunidade Salesiana de Girona:  - 164. Beato Julio Junyer Padern. Sacerdote. (* Vilamaniscle, Girona, 30-X-1892 +Monjuic, 26-IV-1938). Condenado a muerte el 23-X-1938, por el Tribunal de Espionaje y Alta Traición, que manifestó su odio al sacerdote. Em 6 de Setembro de 1936 alcançaram o Martirio em Barcelona duas Filhas de María Auxiliadora, do colégio de Santa Doroteia de Sarriá (Barcelona), unidas em sua renúncia à liberdade para atender a uma irmã enferma, unidas também ao dar a vida a Cristo: 165. Beata María del Carmen Moreno Benítez, f.m.a. (* Villamartín, Cádiz, 1885). 166. Beata María Amparo Carbonell Muñoz, f.m.a (* Alboraia, Valencia, 9-XI-1893). - CAUSA DOS TERCEIROS CAPUCHINHOS DA VIRGEM DAS DORES T. C. (Decreto del 18 de Dezembro de 2000) - Guiado pelo Espírito, o padre Luis Amigo disse a seus seguidores: Vós, zagais do Bom Pastor, sois os que haveis de ir procurar a ovelha desgarrada até voltar ao aprisco. E não temais perecer nos despenhadeiros e precipícios em que tereis de estar para salvar a ovelha perdida; nem os arredem nas emboscadas. Confiou-lhes assim a missão de ser, entre as crianças e jovens desadaptados, testemunhas do amor misericordioso de Cristo, que veio a buscar ao que estava perdido. E consciente, alem disso, de que o amor se prova dando a vida pela pessoa amada, os convidou a que estivessem dispostos a sacrificar inclusive a própria vida em serviço a seus rapazes. E através da estampa do Bom Pastor, a vida dos dezanove amigonianos beatificados cobra um significado especial. Algo similar sucede também com a vida da laica amigoniana Carmen García Moyón. A meados daquele ano 1936, obrigados pelas autoridades, tiveram que abandonar muitas das instituições que regiam em favor do menor desadaptado. A maioria de suas co­munidades foram dispersadas e seus bens patrimoniais alienados, quando não destruídos. Todos eles, -com sua atitude de dar livremente a vida e de afrontar os últimos momentos de pé, como María, e com as sandálias postas, ao estilo de quem não foge ante as dificuldades- constituem um acabado exemplo do que significa ser zagal do Bom Pastor. 167. Beato Vicente Cabanes Badenas. Sacerdote. (* Torrente, 25-II-1908 +Bilbao, 30-VIII-1936). Después de haberle disparado cuatro tiros lo dejaron por muerto, pero pudo ser llevado al hospital de Basurto, donde murió. 168. Beato José Arahal de Miguel (Bienvenido María de Dos Hermanas). Sacerdote. (* Dos Hermanas, Sevilla, 17-VI-1887 +Madrid, 1-VIII-1936). Fue martirizado bárbaramente, abierto en canal y expuesto su cuerpo al público. 169. Beato Salvador Chullá Ferrandis (Ambrosio María de Torrente). Sacerdote. (*Torrente, Valencia, 16-IV-1866 + Torrente, 18-IX-1936). 170. Beato Manuel Ferrer Jordá (Benito María de Burriana). Hermano. (* Burriana, Castellón, 26-XI-1872 + Masía de Calabra Turís, 16-IX-1936). 171. Beato Crescencio García Pobo. Sacerdote. (* Celadas, Teruel, 15-IV-1903 + Madrid, 3-X-1936). 172. Beato Vicente Gay Zarzo (Modesto Modesto María de Torrente). Hermano. (* Torrente, Valencia, 19-I-1885 + Torrente, 18-IX-1936). 173. Beato Urbano Gil Sáez (* Albarracin, Teruel, 9-111-1901 + La Pobla de Vallbona, Valencia, 23-VIII-1936). 174. Beato Agustín Hurtado Soler (Domingo Miaría de Alboraya). Sacerdote. (*Alboraya, 28-VIII-1872 + Madrid, 15-VIII-1936). 175. Beato Vicente Jaunzarás Gómez (Valentín María de Torrente). Sacerdote. (* Torrente, Valencia, 6-III-1896 + Torrente, 18-IX-1936). 176. Beato Salvador Ferrer Cardet (Laureano María de Burriana). Sacerdote (* Burriana, Castellón, 13-VIII-1884 + Masiá de Calabra 16-IX-1936). 177. Beato Manuel Legua Martí (León María de Alacuás). Sacerdote. (* Alacuás, Valencia, 23-IV-1875 + Madrid, 26-IX-1936). 178. Beato Justo Lerma Marúnez (Francisco María de Torrente). Hermano. (* Torrente, Valencia, 12-XI-1886 - Torrente, 18-IX-1936). 179. Beato José María Llópez Mora (Recaredo María de Torrente). Hermano. (* Torrente, Valencia, 22-VIII-1874 + Torrente, 18-IX-1936). 180. Beato José Llosá Balaguer. Hermano. Benaguacil, Valencia, 23-VIII-1901 +Benisanó, Valencia, 7-X-1936). 181. Beato Pablo Martínez Robles (Bernardino María de Andujar). Hermano. (* Andujar, Jaén, 28-I-1879 + Masiá de Calabra, Turís, 16-IX-1936). 182. Beato Florentin Pérez Romero. Sacerdote. (*Valdecuenca, Teruel, 14-III-1904 +La Pobla de Vallbona, Valencia, 23-VIII-1936). 183. Beato José María Sanchís Monpó (Gabriel María de Benifayó). Hermano. (*Benifayó, Valencia, 8-X-1858 + Benifayó, 16-VIII-1936). 184. Beato Francisco Tomás Serer. Sacerdote. (* Alcalalí, Alicante, 11-X-1911 + Madrid, 2-VIII-1936). 185. Beato Timoteo Valero Pérez. Sacerdote. (* Terriente, Teruel, 24-I-1901 +Vicalvaro, Madrid, 17-IX-1936). Unida a este grupo, no processo canónico, está também:  186. Beata Carmela García Moyón. Cooperadora laica. (* Nantes, Francia, 13-IX- 1888 + Torrent, 30-1-1937). Después de haber intentado abusar de ella, los milicianos la rociaron de gasolina y la quemaron viva. - CAUSA DO SACERDOTE DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS (Dehoniano o Reparador) S.C.I. (Decreto del 18 diciembre 2000) - 187. Beato Mariano Juan María de la Cruz García Méndez (* San Esteban de los Patos, Ávila, 1891 + Silla, 23-VIII-1936). Párroco en la diócesis de Ávila desde 1916. En 1926 ingresó en la Congregación de los Sacerdotes del Sagrado Corazón de Jesús. - CAUSA DOS IRMÃOS DAS ESCOLAS CRISTÃS F.S.C. E RELIGIOSAS CARMELITAS DA CARIDADE - (Decreto del 20 Dezembro 1999) - 188. Beato Leonardo Olivera Buera, Capellán del Colegio de la Bonanova (Barcelona). (* Campo, Huesca, dióc. Barbastro, 6-III-1889 + El Saler de Valencia 23-X-1936). Sacerdote de Zaragoza. Había sido Párroco de Movera en Puente Gallego. Os três religiosos seguintes eram irmãos que formavam parte da Comunidade do Colégio da Bonanova e foram martirizados juntos em 23 de octubre de 1936 em Benimaclet (Valencia). 189. Beato Ambrosio León (Pedro Lorente Vicente) (* Ojos Negros, Teruel, dióc. Zaragoza, 7-I-1914). 190. Beato Florencio Martín (Alvaro Ibáñez Lázaro) (* Godos, Teruel, dióc. Zaragoza, 12-VI-1913).  191. Beato Honorato Andrés (Andrés Zorraquim Herrero) Los dos religiosos siguientes formaban parte de la Comunidad de Cambrils (Barcelona) y fueron martirizados juntos en Paterna (Valencia) el 22 de noviembre de 1936. 192. Beato Elías Julián (Julián Tormo Sánchez) (* Torrijo del Campo, 17-XI-1900). 193. Beato Bertrán Francisco (Francisco Lahoz Moli) (* Campos, Teruel, 14-XII-1912). Estas nove religiosas formavam a comunidade do Colégio-Asilo da Puríssima, de Cullera (Valência). Foram assassinadas todas juntas na praia de Saler, perto de Valência, em 19 de Agosto de 1936, por um grupo de milicianos armados, que os haviam obrigado a subir a um camião com a desculpa de as transferir para Valência, depois de haver assaltado o colégio e as terem submetido a violências. 194. Beata Elvira Torrentallé Parairede la Natividad de Nuestra Señora (* Balsareny, Barcelona, 29-VI-1883). Superiora de la comunidad.  195. Beata Rosa Pedret Rullde Nuestra Señora del Buen Consejo (* Falset, Tarragona, 5-XII-1864). Murió en el camino cuando la llevaban el 18 de agosto, para asesinarla.  196. Beata María Calaf Miracle De Nuestra Señora de la Providencia (* Bonastre, Tarragona, 18-XII-1871). 197. Beata Francisca de Amezúa Ibaibarriagade Santa Teresa (* Abadiano, Vizcaya, 9-III-1881). 198. Beata María Desamparados Giner Lísterdel Santísimo Sacramento (*El Grao de Valencia, 13-XII- 1877). 199. Beata Teresa Chambó Palés de la Divina Pastora (* Valencia, 5-II-1889). 200. Beata Agueda Hernández Amorósde Nuestra Señora de las Virtudes (* Villena, Alicante, 5-I-1893). 201. Beata María Dolores Vidal Cervera de San Francisco JAVIER (* Valencia, 31-1-1895). 202. Beata María de las Nieves Crespo Lópezde la Santísima Trinidad (* Ciudad Rodrigo, Salamanca, 17-IX-1897). As três religiosas seguintes foram martirizadas em outros  lugares e datas: 203. Beata Ascensión Lloret Marcode San José de Calasanz (* Gandía, 21-V-1879 +7-IX-1936). Martirizada junto con su hermano Salvador, escolapio.  204. Beata María de la Purificación Ximénez Ximénez de San José (* Valencia, 3-II-1871 - Benicalap, Valencia, 23-IX-1936). Martirizada junto con su irmã Sofía Ximénez (n. 56) y el hijo de ésta, Luis, y con la siguiente.  205. Beata María Josefa del Río Messade Santa Soffía (*Tarragona, 29-IV-1895 - Benicalap, Valencia, 23-OX-1936) As seguintes doze religiosas, da Comunidade da Casa da Misericórdia, foram detidas no Cárcere de Mulheres e depois carregadas num camião com a desculpa de as levar a um refúgio de crianças evacuadas, e foram martirizadas todas juntas no Picadero de Paterna (Valência), em 24 de Novembro de 1936.  206. Beata Niceta Plaja, Xifrade San Prudencia (* Torrent, Girona, 31-X-1863), Superiora de la Casa Misericordia. 207. Beata Paula Isla Alonsode Santa Anastasia (* Villalaín, Burgos, 28-VI- 1863). 208. Beata Antonia Gosens Sáez de Ibarrade San Timoteo (* Vitoria, 17-I-1870). 209. Beata Daría Campillo Paniaguade Santa Sofia (* Vitoria, 1 1-IX-1873). 210. Beata Erundina Colino Vegade Nuestra Señora del Carmen (* Lagarejos, Zamora, dióc. Astorga, 23-VII-1883). 211. Beata Consuelo Cuñado González del Santísimo Sacramento (* Bilbao, 1-I-1884). 212. Beata Concepción Odriozola Zabaliade San Ignacio. (* Azpeitia, Guipúzcoa, dióc. Vitoria, 8-II-1882). 213. Beata Feliciana de Uribe Orbede Nuestra Señora del Carmen (* Múgica, Vizcaya, dióc. Vitoria, 8-III-1893). 214. Beata Concepción Rodríguez Fernández de Santa Magdalena (* Santa Eulalia de las Manzanas, León, dióc. Oviedo, 13-XII-1895). 215. Beata Justa Maiza Goicoechea de la Inmaculada (* Ataún, Guipúzcoa, dióc. Vitoria, 13-VII-1897). 216. Beata Clara Ezcurra Urrutia de Nuestra Señora de la Esperanza (* Mondragón, Guipúzcoa, dióc. Vitoria, 17-VIII-1896). 217. Beata Cándida Cayuso González de Nuestra Señora de los Ángeles (* Ubiarco, Santander, 5-I-1901).  - CAUSA DE UMA RELIGIOSA SERVITA - (Decreto del 18 de diciembre de 2000) - 218. Beata María Guadalupe Ricart Olmos. Del Monasterio Servita del Pie de la Cruz, de Valencia. (* Albal, Valencia, 23-II-1881 + Silla, Valencia, 2-X- 1936). Su cuerpo fue hallado monstruosamente destrozado y desfigurado.  CAUSA DAS RELIGIOSAS DAS ESCOLAS PIAS (ESCOLAPIAS) - (Decreto del 28 de junio de 1999) - Este grupo está formado por seis religiosas da Congregação de Filhas de María, Religiosas das Escolas Pias e das ex-alunas uruguaias laicas. Assim pois, oito mulheres dedicadas exclusivamente à educação humano-cristã das meninas e jovens, à promoção da mulher, segundo seu carisma, foram martirizadas. Estas são: 219. Beata María del Niño Jesús (María Baldillou Bullit). (* Balaguer, Lleida, dioc. La Seu de Urgel 6-11-1905). 220. Beata Presentación de la Sda. Familia (Pascuala Presentación Gallén Martí). (* Morella, Castellón de la Plana, dióc. Tortosa, 20-XI-1872). 221. Beata María Luisa de Jesús (María Luisa Girón Romera). (* Bujalance, Córdoba, 25-VIII-1887). 222. Beata Carmen de San Felipe Neri (Nazaria Gómez Lezaun). (* Eulz, Navarra, dióc. Pamplona, 27-VII-1869) 223. Beata Clemencia de San Juan Bautista (Antonia Riba Mestres). (* Igualada, Barcelona, dioc. Vich, 8-X-1893). Estas cinco escolápias do colégio de Valência, dada a situação persecutória e anti-religiosa reinante na cidade, buscaram refúgio num  piso da rua de San Vicente, que em 8 de Agosto de 1936 foi assaltado por uns milicianos. Num carro foram levadas à praia de Saler, onde ao amanhecer desse mesmo dia selaram com seu sangue sua vida de fidelidade ao Senhor. 224. Beata María de Jesús (María de la Encarnación de la Yglesia de Varo). (* Cabra, Córdoba, 25-III-1891). 225. Beata Dolores Aguiar-Mella Díaz. (* Montevideo, Uruguay, 29-III-1897). De madre uruguaya y padre español. 226. Beata Consuelo Aguiar-Mella Díaz. (* Montevideo, Uruguay, 29-III-1898). Madre María da Igreja e a laica uruguaia Dolores Aguiar-Mella desde finais de Julho de 1936 viviam refugiadas num piso em Madrid. Sua irmã Consuelo Aguiar-Mella com sua família. Depois de haver passado estes dois meses entre atropelos, registos domiciliários, todo tipo de ameaças e perseguição, em 19 de Setembro de 1936, Dolores foi detida na rua. Duas horas mais tarde uns milicianos foram buscar a M. María da Igreja ao piso onde estava refugiada. Consuelo Aguiar-Mella, que no momento se encontrava ali para conhecer o que havia passado com sua irmã, a acompanhou. Por sua fé e convicções cristãs, claramente manifestadas, as três foram detidas e martirizadas fora de Madrid. Dolores e Consuelo Aguiar-Mella Díaz são as primeiras Beatas do Uruguai. - CAUSA DE UMA RELIGIOSA DA CONGREGAÇÃO DE RELIGIOSAS DE MARIA IMACULADA MISSIONÁRIAS CLARETIANAS (Decreto del 18 de diciembre de 2000) 227. Beata María Patrocinio Giner Gomis de San Juan (Tortosa, 4-I-1874 - Portichol de Tavernes de Valldigna, 13-XI-1936). Por muchos años formadora de las jóvenes generaciones de claretianas y educadora en Carcagente. Fundadora de la comunidad y colegio en Puerto de Sagunto, Sufrió la primera persecución el año 1931. Entregó la vida por Cristo y su Evangelio ofreciéndola por la paz y reconciliación. - CAUSA DE DUAS IRMÃZINHAS DOS ANCIÃOS DESAMPARADOS - (Decreto del 18 de diciembre de 2000)  - As duas religiosas pertenciam à Comunidade de Requena (Valência) e foram martirizadas juntas no término municipal de Buñol (Valência) em 8 de Setembro de 1936. 228. Beata Josefa de San Juan Ruano García (* Berja, Almería, 11-VII-1854). 229. Beata Dolores de Santa Eulalia Puig Bonany (* Berga, Barcelona, 12-VII-1857).
CAUSA DE TRÊS TERCEIRAS CAPUCHINhAS DA SAGRADA FAMÍLIA - (Decreto del 18 de diciembre de 2000) - A forma de vida que as identificou como Terceiras Capuchinhas da Sagrada Família foi o seguimento de Jesus Cristo como menores e penitentes, segundo os ideais de São Francisco de Assis e o espírito legado pelo Venerável Padre Luis Amigo, reflectido nas atitudes do Bom Pastor na missão especifica das obras de misericórdia, corporais e espirituais, com os mais pobres e necessitados. A Sagrada Família de Nazaré, desde sua vida oculta e simples foi para elas modelo de oração, humildade, vida de família e disponibilidade à Vontade de Deus até ao martírio. No exercício humilde de seu apostolado foram surpreendidas pela perseguição religiosa, encontrando a morte em Puzol e Gilet, localidades da Província de Valência (Espanha), onde demonstraram a solidez de sua fé e a fidelidade a seus compromissos.  230.
Beata M. Victoria Quintana Argos (Rosario de Soano) (* Soano, Santander, 13-V-1866 + Puzol, Valencia, 22-VIII­1936) 231. Beata María Fenollosa Alcaina (Francisca Javier de Rafelbuñol) (*Rafelbuñol, Valencia, 24-V-1901 + Gilet, Valencia, 27-IX-1936)  232. Beata Manuela Fernández Ibero (Serafína de Occhovi) (Ochovi, Navarra, dióc. Pamplona, 6-VIII-1872 + Puzol, Valencia, 22-VIII-1936). - CAUSA DA DIOCESE DE LLEIDA - (Decreto del 18 de diciembre de 2000) - 233. Beato Francisco de Paula Castelló Aleu (nascido em 19-IV-1914 em Alicante, e morto em 29-IX-1936 em Lérida, 22 anos). Membro da Juventude de Acção Católica de Catalunha. Nasceu em 19 de Abril de 1914 em Alicante, onde sua família de origem catalã se encontrava por motivos de trabalho do pai. Falecido este, sua mãe com os três filhos pequenos, duas meninas e Francisco de Paula, recém nascido, retornam a Lleida (Catalunha). Francisco realizou seus estudos nas Escolas dos Irmãos Maristas e concluiu os estudos superiores técnicos no Colégio «Instituto Químico» dos Padres Jesuítas em Barcelona. Estudante Universitário em Oviedo (Astúrias) participou nas obras apostólicas dos Padres Jesuítas e especialmente na Federação de Jovens Cristãos de Catalunha (Franja da Acción Católica Española). Concluído seus estudos de Licenciado em Ciências Químicas trabalhou no Complexo Químico « Cross » de Lleida e iniciou seu noivado com a Senhorita María Pelegrí. Chamado a cumprir o Serviço militar, como soldado de quota, se encontrou no meio dos acontecimentos de 19 de Julho de 1936. Encarcerado na noite de 21 para 22 de Julho pelos milicianos republicanos, em 29 de Setembro foi submetido a julgamento ante o Tribunal popular, onde afirmou com voz clara e precisa sua condição de católico: «No referente ao delito de ser católico, disse, sou com muito gosto delinquente, e se mil vidas tivesse que dar a Deus, mil vidas lhe daria; assim que não faz falta que me defenda».

• Inácio de Sandone, Santo
Setembro 22 Presbítero Capuchinho,

Ignacio de Sandone, Santo

Ignacio de Sandone, Santo

Presbítero Capuchinho

Martirologio Romano: En Turín, en la región del Piamonte, san Ignacio de Sandone (Lorenzo Mauricio) Belvisotti, presbítero de la Orden de Hermanos Menores Capuchinos, asiduo en atender a penitentes y en ayudar a enfermos (1770).
Fecha de canonización: Fue canonizado por el papa Juan Pablo II el 19 de mayo del 2002.

Ingresó en la Orden capuchina a la edad de 30 años, siendo ya sacerdote, para vivir la alegría de la obediencia. Destacó por su celo y asiduidad en la administración del sacramento de la penitencia y en la dirección de las almas, y por su sabiduría y prudencia en la formación de los novicios. Lo beatificó Pablo VI en 1966, y lo canonizó Juan Pablo II en el 2002.
Nació el 5 de junio del año 1686 en la localidad de Santhià (Sandone), Santa Ágata, provincia de Vercelli (Italia). Ese mismo día fue bautizado con los nombres de Lorenzo Mauricio. Era el cuarto de los seis hijos del matrimonio formado por Pier Paolo Belvisotti y María Elisabetta Balocco.
Al morir su padre, cuando él tenía siete años, su madre lo encomendó a un piadoso sacerdote, pariente suyo, que se encargó de su formación intelectual y espiritual. Luego ingresó como seminarista en la colegiata de su pueblo. Hizo sus estudios superiores en la ciudad de Vercelli, y fue ordenado sacerdote en el otoño de 1710.
Al inicio, aceptó la propuesta de ser capellán instructor de una familia noble de Vercelli, los Avogadro, sin descuidar sus deberes estrictamente religiosos: colaboraba en las misiones populares organizadas por los jesuitas, entre los cuales escogió a su director espiritual, el P. Cacciamala.
En 1713 rehusó el cargo de canónigo rector de la colegiata de Santhià. En 1715 aceptó desempeñar el ministerio pastoral en una parroquia, pero un debate jurisdiccional sobre el nombramiento resultó providencial para su futuro, pues lo impulsó a dejar la sotana clerical para vestir el sayo capuchino.
El 24 de mayo de 1716, al ingresar en el convento noviciado de la Orden de Frailes Menores Capuchinos de Chieri (Turín), Lorenzo Belvisotti tomó el nombre de fray Ignacio de Santhià.
Después del noviciado y de la profesión religiosa solemne, fue prefecto de sacristía, director de acólitos y confesor, trabajando apostólicamente con un celo extraordinario.
En 1731 el capítulo provincial le encomendó la formación de los candidatos a la vida capuchina como maestro de novicios en el convento de Mondoví (Cuneo). Con gran acierto supo sostener a los novicios en las pruebas más arduas.
En agosto de 1744 fue enviado como capellán de las tropas del rey de Cerdeña, Carlos Emanuel III, durante la guerra contra las armadas franco-españolas (1744-1747). Con gran caridad asistía a los militares heridos o contagiados en los hospitales militares de Asti, Alessandria y Vinovo.
Restablecida la paz, fue destinado al convento del Monte de los Capuchinos, en Turín, donde residirá veinticinco años, hasta su muerte.
Dividía su actividad entre el convento y la ciudad. Cada domingo explicaba la doctrina cristiana y la regla franciscana a los hermanos legos y cada año dirigía los ejercicios espirituales a su comunidad. En la iglesia era el confesor más solicitado. También realizaba un apostolado fecundo bendiciendo en sus casas a las personas que ya no podían acudir a él hasta el convento.
Los milagros se iban multiplicando y el pueblo lo bautizó como «el Santo del Monte». A su convento acudían innumerables personas, sencillas e ilustres, atraídas por su fama de santidad, entre ellas muchos miembros de la casa real de Saboya. El cardenal arzobispo le pedía con frecuencia que le diera a conocer los casos de personas más necesitadas, para prestarles ayuda.
Murió el 22 de septiembre de 1770, a los 84 años, en la enfermería del convento, donde se hallaba desde hacía un año.

• Mártires Lassallistas em Valência, Beatos
Septiembre 22 Mártires,

Martires Lasallistas en Valencia, Beatos

Os Irmãos Florêncio Martín, Bertrán Francisco, Ambrósio León, Elías Julián, Honorato Andrés, e o P. Leonardo O. Buera, capelão do Colégio de la Bonanova - Mártires Lassallistas em Valência, Beatos

Los cinco beatos a los cuales dedicamos estas páginas, eran membros del Instituto de los Hermanos de las Escuelas Cristianas. Su única preocupación era seguir a Jesús en la vocación a la cual los había llamado: santificarse educando a los niños y jóvenes, enseñándoles a vivir cristianamente.
Cuando inició la persecución religiosa en España, trabajaban tranquilamente en las instituciones educativas de la Provincia Lasaliana de Barcelona. Viajaron a Valencia para cumplir una obligación propia de su trabajo educativo y el Señor les llamó para que dieran un testimonio extremo. Sus verdugos no los conocían. Al enterarse que eran religiosos, consideraron esto causa suficiente para detenerles y ajusticiarles.
Los Mártires son signo de la Iglesia, Cuerpo de Cristo, que continúa siendo perseguida y condenada a muerte en sus miembros, pero estos mantienen su vista fija en el alba gloriosa de la resurrección.
Esta es la lección que nos dan los Mártires, tanto los de ayer como los actuales. Debemos estar dispuestos a imitar su generosidad.
Los Hermanos Florencio Martín, Bertrán Francisco, Ambrosio León, Elías Julián, Honorato Andrés, y el P. Leonardo O. Buera, capellán del Colegio de la Bonanova, entregaron sus vidas por ser fieles a su condición de ministros y embajadores de Jesucristo.
Aun sabiendo que la afirmación de su condición de religiosos los conduciría a la muerte, no dudaron en confesar su fe en Jesús y su pertenencia al Instituto de los Hermanos de las Escuelas Cristianas.
Estos cinco Hermanos, ahora nuevos Beatos, no tenían otra ocupación que seguir a Jesús en la vocación a la cual Él los había llamado: Buscar la salvación de los niños y jóvenes, es decir, educar cristianamente, integralmente, a los niños y jóvenes, para el logro de su plena realización, como seres humanos, como cristianos.
Con su beatificación, sus nombres pasan a aumentar la constelación de santos y beatos del Mundo Lasaliano. Comenzando por San Juan Bautista de La Salle, nuestro Fundador y posteriormente por el Hno. Salomón Leclerq, primer Hermano mártir, durante la Revolución Francesa, garantizan que la fidelidad al Señor en el camino de la educación integral de los niños, niñas, jóvenes y señoritas constituye un camino de Evangelio.
Joven, maestro, maestra, colaborador lasaliano, padre de familia: este mensaje te invita también a ti a entregar tu vida por el Reino, desde el estado de vida que hayas escogido, en la actividad profesional que desempeñes. La causa del Reino hace que nuestra vida adquiera la dimensión religiosa que es fuente de alegría y fortaleza permanente, aún ante las pruebas más duras de la vida.
Junto a los nuevos beatos lasalianos hacemos y guardamos memoria de otros muchos mártires a quienes arrancaron violentamente sus vidas por la única razón de ser anunciadores de Jesucristo. Recordamos a nuestros mártires de Francia, México, Filipinas, Polonia, Vietnam, Guatemala, Colombia y España. También veneramos la memoria de tantos Hermanos y Colaboradores lasalianos que entregaron su vida gota a gota, día a día, trazo a trazo como una tiza en la pizarra, en el anonimato de la fidelidad cotidiana.
Y resuena en los oídos y en el corazón, la voz familiar de nuestro Fundador que nos dice: "todo el reconocimiento que deben esperar por haber instruído a los niños, particularmente los pobres, son injuruias, ultrajes, persecuciones y la misma muerte. Es la recompensa de los santos y de los hombres apostólicos, como lo fue Jesucristo, nuestro Señor" (Medit.155.3).
Beatificados el 11 de marzo de 2001.

Luis Maria Monti, Beato
Setembro 22 Laico Fundador,

Luis Maria Monti, Beato

Luis Maria Monti, Beato

Fundador dos
Filhos de María Imaculada

Martirologio Romano: En Saronno, cerca de Varese, en la Lombardía, de Italia, beato Luis María Monti, religioso, quien, a pesar de mantener su condición laical, instituyó los Hijos de María Inmaculada, congregación que dirigió con espíritu de caridad hacia los pobres y los necesitados, ocupándose especialmente de los enfermos y huérfanos, y trabajando en favor de la formación de los jóvenes (1900).
Etimología: Luis = aquel que es famoso en el combate, viene del germánico
Fecha de beatificación: Fue beatificado por S.S. Juan Pablo II el 9 de noviembre de 2003.

Corría el siglo XIX y el agnosticismo cundía entre las gentes. Fue entonces cuando el Espíritu Santo inspiró a varios hombres y mujeres excepcionales, enriquecidos con el carisma de la “asistencia” y de la “acogida”, para que el amor al prójimo convenciese al hombre escéptico y positivista a creer en Dios-amor.
El Padre Luigi Monti, beato de la caridad, pasó a engrosar las filas de fieles sumidos en el Espíritu Santo. Dio fe del amor al prójimo bajo la insignia de la Inmaculada: la Mujer que nó conoció el pecado, símbolo de la liberación de todos los males.
Luigi Monti, religioso laico, a quien sus discípulos veneraban llamándole “padre” debido a su irrebatible paternidad espiritual, nació en Bovisio, el 24 de julio de 1825, el octavo de una familia con once hijos. Huérfano de padre a los 12 años, se hizo carpintero para ayudar a su madre y a sus hermanos pequeños. Joven apasionado, reunió en su taller a muchos artesanos de su edad así como a campesinos para dar vida a un oratorio vespertino. El grupo se denominó la Compañía del Sagrado Corazón de Jesús, pero el pueblo de Bovisio no tardó en apodarlo “La Compañía de los Hermanos”.
Dicha compañía se caracterizaba por la austeridad de vida, la dedicación al enfermo y al pobre, por el tesón para evangelizar a los que se hallaban alejados del camino. Luigi capitaneaba el grupo. En 1846, a los 21 años de edad, se consagró a Dios y emitió votos de castidad y obediencia en manos de su padre espiritual. Fue un fiel laico consagrado a la Iglesia de Dios, sin convento y sin hábito. Sin embargo, no todo el mundo supo acoger el don que el Espíritu había infundido en él De hecho, algunas personas del pueblo junto al párroco, se opusieron de forma rastrera e implacable, lo cual desembocó en una denuncia calumniosa en la que se le acusaba de conspiración politica contra la autoridad austríaca de ocupación. En 1851, Luigi Monti y sus compañeros fueron encarcelados en Desio (Milán) y fueron puestos en libertad gracias a un proceso verbal que, sin embargo, no se celebró hasta pasados 72 días de cárcel.
Dócil con su padre espiritual, el sacerdote Luigi Dossi, entró con él en la congregación de los “Hijos de María Inmaculada” que el beato Ludóvico Pavoni había fundado hacía cinco años. Se quedó seis años de novicio. Este tiempo supuso para Luigi Monti un periodo de transición, en el que se enamoró de las constituciones de Pavoni, se ejercitó como educador y aprendió la teoría y la práctica de la profesión de enfermero que puso al servicio de la comunidad y de los afectados por el cólera durante la epidemia de 1885, encerrándose voluntariamente en la leprosería local.
A los 32 años, Luigi Monti todavía estaba buscando la realización concreta de su vocación. En una carta con fecha de 1896, cuatro años antes de fallecer, evocó la noche del espíritu, vivida en este periodo:
“Transcurría horas ante Jesús Sacramentado. Y, sin embargo, eran horas sin pizca de rocío celestial. Mi corazón permanecía árido, frío, insensible.
Estaba a punto de abandonarlo todo cuando, de repente mientras me hallaba en mi celda, y sentí una voz en mi fuero interno, clara y comprensible, que me decía: “Luigi, dirígete al sagrario de la iglesia y expónle tus tribulaciones de nuevo a Jesús Sacramentado”.
Así que haciendo caso de la inspiración, me voy para allá, me arrodillo y al cabo de poco !maravilla! veo a dos personajes con forma humana. Los conozco. Son Jesús y su Madre Santísima. Se me acercan y me dicen en voz alta: “Luigi, te queda mucho que sufrir todavía, te quedan luchas mayores que librar. Sé fuerte. Saldrás vencedor de todo. Nuestra ayuda poderosa no te faltará nunca. Sigue el camino que empezaste”. Sí, dieron, y desaparecieron.
Inspirado en el testimonio de caridad de la santa Crocifissa Di Rosa, el sacerdote Luigi Dossi planteó a Monti la idea de crear una “Congregación para el servicio de los enfermos” en Roma. Luigi Monti aceptó y sugirió llamarla “Congregación de los Hijos de la Inmaculada Concepción”. Varios amigos suyos de la época de la “Compañía” compartieron dicha idea y, además, se sumó un joven enfermero experto y muy apasionado, llamado Cipriano Pezzini.
Una fundación en la Roma de Pío IX no era cosa sencilla y menos todavía en uno de los hospitales más famosos de Europa, el hospital de Santo Spirito. Mientras tanto, los capellanes capuchinos, en el seno de dicho hospital iniciaron una asociación de terceros de San Francisco para la asistencia corporal a los enfermos.
Cuando Luigi Monti llegó a Roma, en 1858, halló una realidad distinta a la que se imaginaban tanto él como su amigo Pezzini, quien le precedió para entablar las negociaciones que eran menester con el Comendador, máxima autoridad del hospital.
Comprendió que Dios, en ese momento, lo quería sencillamente como el “Hermano Luigi de Milán”, enfermero del hospital Santo Spirito. De manera que solicitó humildemente formar parte del grupo organizado de los PP. Capuchinos. Al principio, se encargó de todos los servicios reservados en la actualidad al personal sanitario asistente, y posteriormente la tarea de flebotomiano, tal y como consta en el diploma que le concedió la Università La Sapienza di Roma.
En 1877, por designación unánime de sus congregantes, Pío IX le encomendó capitanear “su propia” Congregación y así siguió hasta su muerte.
Pío IX prefirió desde un primer momento la Congregación de los Hijos de la Inmaculada Concepción tanto por su gran anhelo de ver bien asistidos a los enfermos de los hospitales romanos como por el hecho de que llevaba el nombre de la Inmaculada.
Convertido en Superior general, Luigi Monti preparó para la Congregación un código de vida que reflejaba las experiencias para las que el Espíritu de Dios le había conducido. Y la comunidad de Santo Spirito, gracias al ánimo que infundió, vivió la “apostolica vivendi forma” de los Hijos de la Inmaculada Concepción. Los Hermanos nutriéndose con la Eucaristía y la meditación del privilegio de la “Completamente Pura”, se dedicaron a la asistencia de forma heroica. En los hospicios en masa por epidemias de malaria, de tifus o tras episodios bélicos, los Hermanos no dudaban en prestar su propio colchón. Se declaraban todos ellos dispuestos a asistir a los enfermos de todas las formas de enfermedad, se les enviase a donde se les enviase. Luigi Monti constituyó otras pequeñas comunidades en la zona norte de la región del Lacio, en donde él mismo había trabajado anteriormente brindando servicios médicos de todo tipo asó como en calidad de enfermero itinerante por los caseríos desperdigados en el campo de Orte, en la provincia de Viterbo.
En 1882, recibió en Santo Spirito la visita de un monje cartujo que declaró haber recibido de la Virgen Inmaculada la inspiración para presentarse ante él. Venía de Desio. El cartujo le presentó un caso límite: se trataba de cuatro sobrinillos suyos, huérfanos de padre y madre. Era una señal del Espíritu de Dios y Luigi Monti amplió su obra asistencial a los menores totalmente huérfanos. Para ellos inauguró una casa de acogida en Saronno. Su principio pedagógico básico se basaba en la paternidad del educador. La comunidad de los religiosos acoge al huérfano como en familia, para “vivir juntos el día”, para crear juntos las perspectivas de inserción en la sociedad con una formación humana y cristiana que sea la base para todas las vocaciones: a la vida civil, a la familia y al estado de consagración especial.
Luigi Monti, laico consagrado, concibió la comunidad de los “Hermanos” no sacerdotes y sacerdotes con igualdad de derechos y de deberes, en la que se elegía como superior al hermano más idóneo. La muerte le halló en Saronno, exánime, casi ciego, con 75 años de edad en 1900. Su proyecto no había recibido todavía la aprobación eclesiástica. La obtuvo en 1904 de Pío X quién aprobó el nuevo modelo de comunidad previsto por el fundador, concediendo el sacerdocio ministerial como complemento esencial para desempeñar una misión apostólica dirigida a todos los hombres, tanto en el servicio de los enfermos como en la acogida de la juventud marginada.
En 1941, el beato Ildefonso Schuster, arzobispo de Milán, inauguró el proceso informativo que se prolongó hasta 1951.
En el año 2001, la Congregación para las Causas de los Santos promulgó el decreto sobre el heroísmo de las virtudes, y en el año 2003 se redactó el decreto que define milagrosa la curación acontecida en 1961 en Bosa (Cerdeña) del campesino Giovanni Luigi Iecle.
Hoy en día, la Congregación de los Hijos de la Inmaculada Concepción, esparcida por todo el mundo, sigue plasmando en las obras de caridad el carisma de acogida paternal y de asistencia llevada a cabo con profesionalidad y entrega total por su fundador, Luigi Monti. Fue beatificado por S.S. Juan Pablo II el 9 de noviembre de 2003.
El 1 de octubre recordamos su ingreso al reino del Señor; S.S. Juan Pablo II decretó que la fiesta liturgica se celebrara el 22 de septiembre.

 

94600 > Beato Alfonso da Cusco Mercedario 22 sttembre
71450 > Santa Basilia Martire 22 settembre MR
71370 > Beato Carlo Navarro Martire 22 settembre MR
71310 > Sant' Emerita Martire 22 settembre MR
91891 > Sant' Emmerano di Ratisbona Abate e martire 22 settembre MR
71350 > San Fiorenzo Eremita 22 settembre MR
93947 > San Fortunato Venerato a Lonate Pozzolo 22 settembre
92966 > Beato Germano Gozalvo Andreu Sacerdote e Martire 22 settembre MR
94288 > Beato Giovanni Battista Bonetti Francescano, martire 22 settembre
93323 > Beata Giuseppa Moscardo Montalba Vergine e martire 22 settembre MR
71360 > Beato Giuseppe Marchandon Martire 22 settembre MR
90741 > Sant' Ignazio da Santhià 22 settembre MR
92716 > Santi Innocenzo e Vitale Martiri 22 settembre
71320 > San Laudo di Coutances Vescovo 22 settembre MR
93325 > Beata Maria della Purificazione Vidal Pastor Vergine e martire 22 settembre MR
34800 > San Maurizio, Candido, Essuperio, Vittore e compagni Martiri della Legione Tebea 22 settembre MR
71340 > Beato Ottone di Frisinga Vescovo 22 settembre MR
93403 > Santi Paolo Chong Ha-sang e Agostino Yu Chin-gil Martiri 22 settembre MR
71330 > Santa Salaberga Badessa 22 settembre MR
94670 > Festa dei Santi di Tula 22 settembre (Chiese Orientali)
90953 > San Settimio di Jesi Vescovo e martire 22 settembre
71500 > San Silvano di Levroux Eremita 22 settembre MR
94556 > Ventisei Santi del Monte Athos Monaci, martiri 22 settembre (Chiese Orientali)
93460 > Beato Vincenzo Pelufo Corts Sacerdote e martire 22 settembre MR
93452 > Beato Vincenzo Sicluna Hernandez Sacerdote e martire 22 settembre MR

http:  www.es.catholic.net/santoral  -  www.santiebeati.itwww.jesuitas.pt (livro SANTOS DE CADA DIA)

 

António Fonseca