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sábado, 16 de outubro de 2010

Nº 1157 - 16 DE OUTUBRO DE 2010 - SANTOS DO DIA

 

SANTA MARGARIDA MARIA ALACOQUE

Religiosa (1647-1690)

Margarita María de Alacoque, Santa

Margarita María de Alacoque, Santa

Recipiente das revelações
do Sagrado Coração de Jesus

Toda a vida desta grande vidente do século XVII anda estreitamente unida às origens e história da grande devoção moderna ao Sagrado Coração de Jesus. Foi o meio humilde e diminuto que Deus utilizou para dar a conhecer uma das melhores e mais eficazes de todas as devoções. Toda a glória e toda a história da Santa deriva da missão que o Céu lhe confiou. Ela própria nos conta no seu diário espiritual que tendo quatro anos – nascera a 22 de Julho de 1647 –, sem saber o que era voto nem castidade, consagrou o seu coração a Deus. Menina ainda, Deus introdu-la nos segredos da vida interior e comunicação com o Céu. O pai morreu-lhe antes de ela completar 10 anos. Paralisada durante um quadriénio por uma espécie de forte reumatismo, promete à Virgem Maria ser «sua», se se curar. As religiosas salésias ou da Visitação chamavam-se então «filhas de Santa Maria». Sua mãe, perseguida pelos parentes do marido defunto, vê-se em grande falta de meios e empurra a filha para que se case. Margarida começou então a conhecer o mundo e o desejo de agradar. Mas Jesus disse-lhe: «Não te basto Eu? De que tens medo?» Ela convence-se do amor de Jesus e sente-o, ao escrever: «Não é Nosso Senhor o mais rico, o mais formoso, o mais poderoso e cumpridor de todos os que O amam?» O amor de Jesus apodera-se-lhe da alma e transforma-a. Renuncia ao prazer, à vaidade e ao amor humano. Entusiasma-se com a mortificação. «Eu atava este miserável corpo com cordas e nós; entravam-me profundamente na carne; dormia num colchão de varas pontiagudas». Decidiu deixar o mundo e esconder-se dos seus olhares na escuridão do claustro. Pensou nas Ursulinas, mas Nosso Senhor disse-lhe: «Não te quero aí, mas em Santa Maria». Parece-lhe que um retrato de S. Francisco de Sales lhe dirige o amável nome de «filha». Quando ouve falar de Paray, o seu coração dilata-se e respira. A 20 de Junho de 1671 vai para o Noviciado, pensa em ser «uma escrava que recupera a liberdade e vai para casa de seu esposo». A Mestra de Noviças diz-lhe: «Ponha-se diante de Deus como uma tela diante do pintor». O preceito cumpriu-se à letra durante a sua atormentada vida. Deus desenhou nela a imagem do seu Divino Coração.

 

No noviciado, o seu ar tímido, absorto e inflamado em amor divino, chamava a atenção, e mais numa comunidade que tinha por norma o conselho de S. Francisco de Sales: «Não ser extraordinário senão à força de ser ordinário». Completava o ano de noviciado a 25 de Agosto de 1672, mas atrasaram-lhe a profissão até 6 de Novembro. Nestes meses de purgatório espiritual, Cristo comunica-Se-lhe e começa a levantar o véu que encobre a missão para que a destina. «Diz à tua Superiora que Eu respondo por ti… Eu tornar-te-ei utilíssima à religião, mas de maneira que ainda ninguém conhece senão Eu… Eu arranjarei maneira de os meus planos sobre ti triunfarem». «Busco uma vítima para o meu Coração, que desejo sacrificar como hóstia de imolação para nela se realizarem os meus desígnios». A noviça fez a profissão a 6 de Novembro de 1672. Aproximava-se o momento crucial na vida de Santa Margarida. Jesus diz-lhe: «Aqui tens o meu Coração, a tua morada de agora e para sempre… Tu não deves viver para ti, a fim de Eu viver perfeitamente em ti». A jovem professa responde por escrito com o seu próprio sangue: «Eu, pobre e miserável nada, protesto diante do meu Deus, pois quero submeter-me e sacrificar-me por tudo o que Ele me queira pedir… Tudo para deus e nada para mim; tudo por Deus e nada por mim; tudo de Deus e nada de mim». Queixa-se de não ter nada para sofrer por Deus. Então mostra-se-lhe uma cruz coberta de flores e é-lhe dito: «Estas flores cairão; ficarão apenas os espinhos que elas escondem por causa da tua debilidade. Terás necessidade de toda a força do teu amor para suportar a dor». Jesus mostra-lhe o seu Coração «mais radiante que o sol e duma grandeza infinita». Vê-O coberto de chagas, e é convidada a contemplar a chaga do lado «que era um abismo sem fundo, aberto por uma seta sem limites, a do amor». Até agora as visões têm sido para a instrução e preparação particular de Margarida. Vão começar as revelações de carácter universal, para bem da Igreja e de toda a humanidade. Quatro foram as principais. A 27 de Dezembro de 1673, festa de S. João Evangelista, acabava de sair da enfermaria e tinha-se ajoelhado diante da grade do coro. Sente-se repleta da presença divina e Jesus convida-a a ocupar o lugar que teve João na ceia: «O meu Coração está tão apaixonado pelos homens, que não pode conter por mais tempo as chamas que o inflamam e necessita expandir-se. Escolhi-te como abismo de indignidade e ignorância, a fim de tudo ser meu». A missão é explicita. Jesus dá-lhe os meios e descobre-lhe «as maravilhas do Seu amor e os segredos inefáveis do Seu Coração». Em princípios de 1674 realiza-se outra manifestação. O Coração de Jesus coroado de espinhos, com a cruz arvorada, descobre-lhe a íntima relação que existe entre esta devoção e a Sagrada Paixão. Daqui o seu espírito de reparação. Numa sexta-feira do ano de 1674, estando diante do Santissimo exposto, Jesus mostra-Se radiante de glória, com as cinco chagas, que brilham como sois. De todo o seu Sagrado Corpo saem chamas, especialmente do peito, que parece um forno: «Estava aberto e descobriu-me o seu amante Coração, que era a fonte das chamas». Queixou-Se da ingratidão dos homens e pediu-lhe que ela com o seu amor suprisse tanta frieza. Deverá comungar sempre que lho permita a obediência, fazer a novena das nove primeiras sextas feiras seguidas, prostrar-se com o rosto por terra das onze às doze da noite, da quinta-feira para sexta. No mês de Junho do seguinte ano de 1675, na oitava do Corpo de Deus, deu-se a revelação mais transcendental. O Sagrado Coração de Jesus voltou a queixar-Se da ingratidão dos homens, especialmente das almas consagradas a Ele, e pede que, na sexta-feira seguinte à oitava do Corpo de Deus, se estabeleça a festa do seu Sagrado Coração.  Como auxiliar do seu apostolado, recomenda-lhe o Padre Cláudio la Colombière. As provas por que teve que passar Santa Margarida foram dolorosíssimas.  Sua própria comunidade dividiu-se: umas tinham-na como alucinada, histérica ou visionária; outras entregaram-se à sua direcção como discípulas humildes. Foram-lhe impostas penitências públicas, foi-lhe proibido o acesso à Sagrada Eucaristia e fazer oração; o demónio tentou-a horrivelmente com desconfiança, gula e até luxúria. Deus quis purificá-la e mostrar a sua pequenez para que resplandecesse a obra da sua omnipotência ao estabelecer-se a grande devoção. As suas últimas palavras foram: «Não necessito de nada senão de Deus». e apagou-se a sua voz a 17 de Outubro de 1690. Foi canonizada em 1920 por Bento XV e a Devoção ao Sagrado Coração de Jesus triunfou através da pequenez da sua Serva. Assim aconselhava ela uma alma a que aproveitasse bem a Sagrada Comunhão; «Sereis a Sulamita, a esposa amada que honra a vida do amor de Jesus no Santissimo Sacramento, insistindo em vos tornar pura e inocente, para aguardar a este divino Esposo… Fareis 33 comunhões espirituais e uma Sacramental para desagravar o Sagrado Coração de Jesus e suplicar-lhe perdão por todas as comunhões mal feitas, assim por nós como pelos maus cristãos. Não percais uma só comunhão, porque a maior alegria que podemos dar ao nosso inimigo é de nos retirarmos d’Aquele que lhe tira o poder que sobre nós tem». Do livro SANTOS DE CADA DIA de www.jesuitas.pt. Ver também www.es.catholic e www.santiebeati.it

Este dia também se festeja a Santa Eduviges, San Rodolfo e San Galo

SÃO LEOPOLDO DE CASTELNUOVO

Sacerdote (1866-1942)

 

Adeodato Mandic (na Ordem Religiosa, Leopoldo de Castelnovo) nasceu na costa dálmata do mar Adriático, em 1866, Admitido entre os Capuchinhos em 1884, morreu em Pádua, a 30 de Julho de 1942. Paulo VI beatificou-o a 2 de Maio de 1976 e João Paulo II canonizou-o a 16 de Outubro de 1983. Na Missa da canonização, o Santo Padre fez uma homília, da qual extraímos as passagens que descrevem o novo Santo: Nascido em Castelnovo, na baía de Cattaro, deixou aos 16 anos a família e a sua terra, para entrar no Seminário dos Capuchinhos de Udine. A sua vida decorreu sem grandes acontecimentos; algumas transferências dum convento a outro, segundo o costume dos Capuchinhos, mas nada mais.Por último a nomeação para o convento de Pádua, onde vive até à morte. Pois bem, foi porecisdamente sobre esta pobreza, duma vida exteriormente insignificante, que o Espírito desceu para despertar uma nova grandeza; a duma heroica fidelidade a Cristo, ao ideal franciscano, ao serviço sacerdotal para com os irmãos. S. Leopoldo não deixou obra teológica ou literária, não chamou as atenções pela sua cultura, não fundou obras sociais. À vista de todos quantos o conheceram, não foi senão um pobre religioso; pequeno, enfermiço. A sua grandeza está noutra coisa; na imolação, na entrega de si mesmo, dia após dia, durante toda a sua vida sacerdotal, isto é, ao longo de 52 anos, no silêncio, na discrição, na humildade dum confessionário: “O Bom Pastor dá a vida pelas suas ovelhas”. Frei Leopoldo estava sempre presente disponível e sorridente, prudente e modesto, confidente discreto e pai fiel das almas, mestre respeitável e conselheiro espiritual compreensivo e paciente. Se o quiséssemos definir com uma palavra só, como faziam durante a sua vida os penitentes e  os seus irmãos, diríamos que era o «confessor»; só sabia «confessar». Todavia, foi precisamente nisto que esteve a sua verdadeira grandeza, nesta maneira de desaparecer para deixar o lugar ao verdadeiro Pastor das Almas. Assim exprimia o seu compromisso: “Escondamos tudo, até o que possa parecer dom de Deus, a fim de não tirar dele proveito. Só para Deus a honra e a glória! E a quem lhe perguntava muitas vezes como fazia para viver assim, respondia: “É a minha vida!”O Bom Pastor oferece a vida pelas suas ovelhas”. Segundo as vista humanas, a vida do nosso Santo parece uma árvore a que mão invisível e cruel tivesse cortado todos os ramos. O  Padre Leopoldo era sacerdote, a quem um defeito de pronúncia vedava a pregação. Foi sacerdote com a ambição ardente de se consagrar às missões, e até ao fim esperou o dia de partir, mas nunca partiu por ter uma saúde excessivamente frágil. Foi sacerdote com espírito ecuménico tão pronunciado, que se ofereceu ao Senhor, em dádiva quotidiana, para que se reconstituísse a plena unidade entre a Igreja latina e as Igrejas orientais ainda separadas, e para que se reconstituísse “um só rebanho sob um só pastor” (cf. Jo 10, 16); mas que viveu a sua vocação ecuménica de maneira oculta. Entre lágrimas declarava: “Serei missionário aqui, na obediência e no exercício do meu ministério”. E dizia ainda: “Qualquer pessoa, que requeira o meu ministério, será desde já o meu Oriente”. Mas, afinal, que resultou disso para S. Leopoldo? Para quem, e para quê serviu a sua vida? Aproveitou aos irmãos e irmãs que tinha deixado Deus, o amor e a esperança. Aos pobres seres humanos que tinham perdido Deus e invocavam o fradinho, pedindo-lhe perdão, consolação, paz e serenidade. A estes “pobres” S. Leopoldo deu a sua vida, por eles ofereceu as suas dores e a sua oração; mas, acima de tudo, celebrou com eles o sacramento da reconciliação. Nisto esteve o seu carisma. Nisto se manifestaram as suas virtudes de maneira heroica. Celebrou o sacramento da reconciliação, exercendo o seu ministério como à sombra de Cristo crucificado. O seu olhar firmava-se no crucifixo colocado sobre o genuflexório do penitente. O crucifixo era sempre o protagonista. É ele que perdoa, é ele que absolve! Ele, o pastor do rebanho… O ministério de S. Leopoldo alimentava-se na oração e na contemplação. Foi confessor a rezar sem pausa, confessor que vivia habitualmente absorvido em Deus, numa atmosfera sobrenatural. A primeira leitura da liturgia de hoje lembra-nos a prece de intercessão de Moisés durante a batalha entre Israel e Amaleque. Quando às mãos de Moisés se levantavam e, a vitória inclinava-se para o lado do seu povo; quando o  cansaço lhe fazia cair as mãos, Amaleque levava a melhor. A Igreja, colocando hoje diante de nós a figura do seu humilde servo, S. Leopoldo, que foi guia de tantas almas, quer também mostrar-nos essas mãos que se levantam para o céu enquanto decorrem as diversas lutas do homem e do Povo de Deus. Elevam-se na oração. Levantam-se no acto de absolvição dos pecados, que sempre encontra esse Amor que é Deus; esse amor que, uma vez por todas, se nos revelou em, Cristo crucificado e ressuscitado. «Suplicamo-vos em nome de Cristo: deixai-vos reconciliar com Deus» (2 Cor 5, 20). Que nos dizem essas mãos de Moisés levantadas na oração? Que nos dizem essas mãos de S. Leopoldo, humilde servo do confessionário? Dizem-nos que a Igreja não se pode nunca cansar de dar testemunho a Deus, que é amor! Não pode nunca deixar-se desanimar e abater pelas contrariedades; na verdade, a ponta extrema deste testemunho ergue-se imutavelmente, na cruz de Jesus Cristo, acima de toda a história do homem e do mundo. Mesmo sobre a nossa dura época em que o homem parece ameaçado, não só pela autodestruição e pela morte nuclear, mas também  pela morte espiritual. De facto, como deve viver o espírito do homem “se não crê no amor” (Cf. I Jo 10, 16)?” Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.+pt.

SÃO GERARDO MAJELA

Religioso (1726-1755)

Gerardo Mayela, Santo

Gerardo Majela, Santo

Gerardo Majela nasceu a 6 de Abril de 1726, em Muro, a vinte léguas ao sul de Nápoles. Seu pai era um pobre alfaiate, piedoso e honesto. Desde os mais tenros anos, o único atrativo de Gerardo era levantar altarzinhos e imitar as cerimónias do culto. A pouca distância de Muro encontra-se a capela de Capotinhano, onde se venera uma estátua da Virgem Maria, tendo o Menino Jesus nos braços. Quando tinha cinco anos, Gerardo foi a este santuário e, logo que ajoelhou, o Menino Jesus, descendo dos braços de sua Mãe, foi brincar familiarmente com ele, dando-lhe depois um pãozinho branco. A criança, toda satisfeita, levou este presente à mãe. «Quem te deu isto?, perguntou ela. «Foi, respondeu, o menino duma senhora, que brincou comigo». Todas as manhãs Gerardo corria à capela, e sempre o Menino Jesus ia brincar com ele e lhe fazia a oferta dum pão branco. Sua irmã seguiu-o um dia e, escondendo-se, viu o Menino Jesus descer dos braços da Senhora, acariciar Gerardo e dar-lhe o costumado pão branco.Pelos sete anos, Gerardo, possuído dum amor sobrenatural pelo Pão Eucarístico, desejava ardentemente comungar; um dia, à missa, aproximou-se com os fiéis da Mesa Santa para receber a Hóstia. O celebrante, vendo-o tão pequeno, passou adiante, e Gerardo retirou-se a chorar. Mas, na noite seguinte, o Arcanjo S. Miguel veio trazer-lhe o Pão dos Anjos. Por outra vez, em que estava de joelhos junto do altar, uma criancinha saiu do tabernáculo e deu-lhe a Santa Comunhão. Aos dez anos, Gerardo foi admitido à Sagrada Mesa; depois comungava sempre de dois em dois dias, além dos domingos e dias santos. Mas compreendeu que, para participar da glória de Jesus, devia antes participar da sua dolorosa Paixão. Por isso, como prémio da hóstia recebida, impôs-se uma cruel flagelação. Depois da morte do pai, Gerardo foi como aprendiz para casa dum alfaiate. Entregou-se por completo ao trabalho, mas continuou a corresponder fielmente à graça, e a seguir a sua inclinação para a oração, apesar dos maus tratos do mestre, que lhe batia muitas vezes com furor. Um sorriso era sempre a resposta da doce vítima. «Quê? tu ris-te, exclamou um dia o mestre; diz-me, porque te ris?É porque a mão de Deus me feriu». respondeu o angélico jovem. Sentindo-se chamado à vida religiosa, pediu para ser admitido nos Capuchinhos, o que lhe foi recusado por causa da fraqueza. Esperando a hora de Deus, foi como criado para casa do bispo titular da Lacedónia, e aí esteve três anos, sendo a admiração de todos. Um dia em que o bispo estava ausente, Gerardo tinha fechado à chave a porta do palácio. Quis beber água, enquanto estava inclinado, a chave caiu ao poço. A princípio ficou aflito: depois, em seguida a uma oração, foi buscar uma imagem do Menino Jesus e desceu-a ao poço, dizendo: «A vós, pertence, Senhor, dar-me a chave a fim de o senhor Bispo não ficar triste». Ó maravilha! À vista duma multidão de espectadores, Gerardo sobe o Menino Jesus que trazia na mão a chave. Depois da morte de seu mestre, Gerardo teve de viver do seu ofício de alfaiate. Com o consentimento da mãe, dividia o ordenado em três partes: uma para a família, outra para os pobres, e a terceira para as almas do Purgatório. Seu amor pelo sofrimento era tão ardente que lhe inspirou fingir-se louco, o que lhe atraía injúrias e pancadas. Outras vezes fazia-se flagelar duramente por um amigo. Era grande a sua devoção à Rainha do Céu. «A Senhora atraiu o meu coração, repetia muitas vezes, e eu fiz-lhe presente dele». Falando-se-lhe em casamento, respondia com entusiasmo: «Pertenço à Senhora». Deste modo conservou sem mancha o lírio da castidade e o vestido da inocência baptismal. Mais tarde, o nome de Maria era suficiente para o fazer entrar em êxtase. Tal foi a sua vida até à idade de vinte anos. No mês de Agosto de 1748, passaram em Muro dois Redentoristas; Gerardo falou-lhes da sua vocação. E sua mãe, temendo vê-lo afastar-se, fechou-o à chave, no dia da partida dos missionários. Mas o prisioneiro, com o auxílio de um lençol, fugiu pela janela, deixando um bilhete em que tinha escrito: «Vou fazer-me santo, não penseis mais em mim». Tendo alcançado os missionários, suplicou-lhes que o recebessem. O superior, admirando a sua energia e firmeza, resolveu experimentá-lo e enviou-o à casa de Deliceto com uma carta de recomendação concebida nestes termos: «Envio-vos um Irmão inútil». No dia 1 de Maio de 1749, Gerardo batia à porta do convento de Deliceto. Fundado pelo bem-aventurado Félix de Corsano, da Ordem dos Agostinhos, era dedicado a Nossa Senhora da Consolação; estava abandonado há muito tempo quando Santo Afonso de Ligório, atraído pela santa imagem de Maria, aí foi estabelecer os seus religiosos. Será nesta santa casa que Gerardo passará a maior parte da vida. Desde o primeiro dia mostrou-se um modelo acabado de humildade, paciência, mortificação e dedicação. O trabalho não lhe era obstáculo à vida de oração, porque, se de dia trabalhava muito, de noite retirava-se para a igreja para adorar Jesus Cristo no Santissimo Sacramento. Gerardo tinha a nobre ambição de se tornar santo; daí o voto heroico que fez, de acordo com o seu diretor, de fazer tudo o que fosse mais perfeito. Por ordem do mesmo diretor escreveu as suas mortificações, resoluções e sentimentos. Citemos algumas passagens deste código de perfeição. Mortificações. Todos os dias tomo disciplina e trago um cilício de ferro em volta dos rins. Misturo ervas amargas no meu alimento ao jantar e à ceia. Trago um coração com pontas de ferro sobre o peito. Aos sábados jejuo a pão e água. Quintas, sextas e sábados, durante a noite, cinjo a fronte e os rins com uma cadeia. Sentimentos. Tudo o que se faz por Deus é oração; uns consagram-se a isto, outros àquilo; eu consagro-me unicamente a fazer a vontade de Deus. A ocasião de me tornar santo somente me foi oferecida uma vez; se não a aproveito, é para sempre. Se me perco, perco a Deus; e, perdido Deus, que me resta? Resoluções. Quero repetir em todas as tentações, tribulações: Fiat voluntas tua.Somente falarei em três casos: quando se tratar da glória de Deus, do bem do próximo ou duma verdadeira necessidade. Nunca me desculparei, embora tenha as melhores razões para o fazer, a não ser que o meu silêncio cause alguma ofensa a Deus, ou algum prejuízo ao próximo. Tinha grande vocação ao Arcanjo S. Miguel. Em 1753, os jovens estudantes redentoristas de Deliceto obtiveram licença de fazer uma peregrinação ao monte Gargano, célebre pela aparição do Santo Arcanjo. Gerardo foi encarregado de os acompanhar. Os peregrinos receberam ao todo doze liras para a viagem. Eram doze e deviam demorar nove dias. «Deus providenciará», dizia Gerardo aos que lhe objectavam a modicidade da quantia. Só tinham uma lira quando chegaram a Manfredónia. Gerardo foi ao mercado comprar um ramalhete e colocou-o na igreja, diante do santo tabernáculo, dizendo a Jesus: «Pertence-vos cuidar da minha familiazinha». O capelão da igreja, tendo observado este acto de devoção, convidou o santo a hospedar-se em sua casa com todos os companheiros. Gerardo recompensou-o desta caridade, curando, com um  sinal da cruz, sua mãe enferma. Estiveram dois dias no monte Gargano. No segundo dia, Gerardo, vendo a bolsa vazia, foi-se recomendar ao santo Arcanjo, e imediatamente um desconhecido apareceu a dar-lhe um rolo de moedas. Um dia em que entrava em Deliceto, um aventureiro, vendo o pobre vestuário de Gerardo, tomou-o por feiticeiro e disse-lhe: «Se procurais um tesouro, eis-me pronto a auxiliar-vos e acompanhar-vos». Mas, respondeu o santo, sois homem de coragem?» – «Ah!, vou dizer-vos quem sou». E o miserável contou a sua triste vida. «Bem, disse Gerardo, vou procurar um tesouro para vós». Penetrando ambos no bosque e tendo chegado ao lugar mais espesso, Gerardo coloca misteriosamente o seu manto no chão, manda que o pecador se ponha de joelhos com as mãos erguidas, e diz-lhe: «Prometi-vos um tesouro, vou cumprir a minha palavra». E mostrando o seu crucifixo, disse: «Eis o tesouro que perdestes há muitos anos». A seguir mostrou-lhe o triste estado em que tinha a alma: o pecador começou a chorar, indo dali a confessar-se. Em Caltelgrande, o assassínio dum  jovem tinha produzido ódio mortal entre duas famílias, encontrando-se toda a cidade dividida em dois partidos rivais; estavam para começar uma luta fratricida. O Santo apresenta-se em casa do pai da vítima, fala-lhe de Deus e obtém uma promessa de perdão. Mas a mãe, ofendida com isto, tomando o fato ensanguentado do filho, atira-o à cara do marido, exclamando com furor: «Olha para estes vestidos ensanguentados, e depois vai reconciliar-te, se tens coração para isso!» E deste modo despertou os sentimentos de ódio e vingança do marido- Ao saber disto, Gerardo exclamou: «O inferno não há-de vencer!» Voltou a casa do pai da vítima, pôs no chão o seu crucifixo e disse: «Caminhai sobre esta cruz, calcai aos pés Aquele que perdoou aos seus algozes… Ou Jesus ou o demónio! Ou o perdão ou o inferno! É Deus que envia; o vosso filho está no Purgatório e estará tanto tempo quanto durarem os vossos ressentimentos… Se recusais perdoar, esperai pelos mais terríveis castigos». A estas palavras de fogo, os pais renderam-se e a paz estabeleceu-se em toda a cidade. Deus dá muitas vezes a seus santos uma parte do império que o primeiro homem, no estado de inocência, tinha sobre a natureza. Bastava a Gerardo chamar pelas avezinhas para que viessem colocar-se-lhe sobre as mãos, parecendo prestar atenção às suas doces palavras. Passando um dia junto do mar, notou grande multidão que olhava com horror para um barco cheio de gente; a tempestade ia submergi-lo nas ondas. Gerardo fez o sinal da cruz, e avançando pelo meio das ondas, gritou ao barco: «Em nome da Santissima Trindade, detém-te». Em seguida, trouxe-o para a praia com a maior facilidade. Teve dificuldade em evitar o entusiasmo da  multidão. Interrogado mais tarde por um padre sobre este prodígio, disse: «Ó meu padre, quando Deus quer, tudo é possível , No estado em que eu me encontrava, poderia até ter voado pelos ares». Segundo os contemporâneos de Gerardo, as curas milagrosas que operou durante a vida são em tão grande número que seriam precisos muitos volumes para as descrever. Corria a data de 1755. O santo tinha anunciado que morreria nesse ano. Em Julho caiu doente, enfraquecendo de dia para dia. A 6 de Setembro chegou uma carta do Superior, ordenando-lhe que pedisse a sua cura, em nome da obediência. «Eu devia morrer a 8 deste mês, disse ele, mas o Senhor retardou um pouco a minha morte». A 5 de Outubro recolheu à cama para não tornar a levantar-se. «Eu sofro todas as dores da Paixão de Jesus Cristo», dizia ele: A 15 anunciou que seria o seu último dia. Das 10 para as 11 da noite disse com alegria: «Eis a Senhora», e entrou em êxtase. Duas horas depois, voava sua alma para Deus. Foi canonizado por S. Pio X em 1904. Do livro SANTOS DE CADA DIA de www.jesuitas.pt. Ver também www.es.catholic e www.santiebeati.it

BIBLIOGRAFIA
Butler, Vida de los Santos, Vol IV
Sálesman, P. Eliécer; Vidas de Santos - # 4
Sgarbossa, Mario y Luigi Giovannini; Un Santo Para Cada Día
Consulta também
San Gerardo Mayela

SANTA HEDVIGES

Viúva (1243)

Eduviges, Santa

Eduviges, Santa

Modelo exemplaríssimo de todas as  virtudes nos apresenta hoje a Igreja na pessoa da santa duquesa Edviges ou Hedviges. O pai foi Bertoldo, duque de Caríntia, Margrave de Meran e conde do Tirol. A mãe era igualmente de alta linhagem. Hedviges, ainda menina de tenros anos, dava a conhecer aos pais que era privilegiada de Deus, por uma inteligência não comum naquela idade. Além disso, notava-se-lhe uma inclinação bem acentuada para todas as virtudes, coisa raríssimas vezes observada em crianças. Donzela, nenhum atrativo experimentava para os prazeres e divertimentos mundanos. Ler e rezar era-lhe, por assim dizer, a única distração. Tendo atingido 12 anos, para obedecer aos pais contraiu núpcias com Henrique, duque da Polónia e Silésia. Esposa exemplaríssima, não tinha em mira outra coisa senão a glória de Deus, a santificação da alma e a felicidade do próximo. Com permissão do esposo, dedicava os dias de festa, bem como a santa quaresma, a exercícios de mortificação. Um dos seus lemas era: «Quanto mais ilustre for pela origem, tanto mais a pessoa se deve distinguir pela virtude, e quanto mais alta a posição social, tanto maior obrigação se tem de edificar o próximo pelo bom exemplo». Deus abençoou o matrimónio do casal com seis filhos, que foram educados no temor de Deus. Edviges contava apenas 20 anos e o esposo 30, quando, impelida pelo desejo de servir a Deus em maior perfeição, de acordo com Henrique, tomou a resolução de viver em completa continência, e ambos fizeram um voto nesse sentido, que depositaram nas mãos do Bispo. Desde aquele momento, rapidamente prosseguiu ela no caminho da perfeição. Todo o tempo não tomado pelas ocupações do dever, pertence desde então à oração e à beneficência. Consolo particular lhe dava ouvir a santa Missa, tanto que assistia quotidianamente a tantas missas quantas lhe era possível, e com devoção que edificava  a todos. Era grande protetora das viúvas e dos órfãos. Grande parte dos protegidos comiam na sua própria mesa, onde ela mesma os servia. Frequentes visitas fazia aos hospitais e a dedicação, como o amor ao sacrifício, faziam que em pessoa lavasse os pés aos leprosos e lhes beijasse as úlceras. Com o esposo insistiu para que, nas proximidades de Breslau, erigisse um convento para as Religiosas da Ordem de Cister. Nesse convento, muitas meninas pobres receberam educação e instrução religiosa. Hedviges mesma costumava passar dias entre as freiras, acompanhando todos os exercícios da comunidade. No vestir não se lhe notava nenhuma ostentação, nem liberdade alguma, de modo que o exemplo de duquesa obrigava a todos na corte ao maior recato. Contrariedades e graves desgostos não faltaram para pôr-lhe em prova as virtudes. Uma guerra imprevista arrebatou-lhe o esposo, caído nas mãos do inimigo. Ao receber esta última noticia, Hedviges, cheia de fé, levantou os olhos para o céu e disse: «Espero vê-lo em breve são e salvo». Ela mesmo se dirigiu ao duque Conrado, que lhe guardava preso o marido, e rogou com tanta insistência que obteve a libertação de Henrique. Este, porém, adoeceu e pouco depois morria. Às pessoas que lhe apresentavam pêsames, Hedviges respondia : «É necessário adorarmos os desígnios da divina Providência na vida e na morte. A nossa consolação deve consistir no cumprimento da sua santíssima vontade». Três anos depois, seu filho Henrique perdeu a vida numa batalha contra os Tártaros. Embora este golpe crudelíssimo lhe ferisse profundamente o coração de mãe, Hedviges demonstrou a mesma resignação que por altura da morte do esposo. O resto da vida passou-a no convento. Aí viveu como a última das freiras. As regras e as constituições da Ordem viram na santa Duquesa a observadora mais fiel. Se a sua vida antes da entrada no coinvento era de sacrifícios e penitências, no mosteiro redobrou os exercícios de austeridade. Só interrompia o jejum aos domingos e dias santos, O único alimento que tomara era pão e legumes, abstendo-se por completo do vinho e da carne. O cilicio era-lhe companheiro inseparável, e o leito eram, duas tábuas. No inverno mais rigoroso, andava descalça sobre neve e gelo. Apenas três horas antes das matinas dedicava ao sono, passando o resto da noite em oração, sujeitando o corpo não raras vezes à mais severa flagelação. Com esses exercícios tão duros de penitências, Hedviges emagreceu, e o corpo tomou-lhe feições esqueléticas. Tinha devoção terníssima à sagrada Paixão e morte de Nosso Senhor Jesus Cristo, que era o assunto das suas meditações quotidianas. Acompanhando a Nosso Senhor nos sofrimentos, derramava abundantes lágrimas. Terno amor dedicava à Santíssima Virgem. O rosto tornava-se-lhe incandescendente ao pronunciar o doce nome da Mãe Celeste. A humildade de Edviges foi recompensada com o dom dos milagres. Fazendo uma vez o sinal da cruz sobre uma cega, esta recuperou a vista imediatamente. Muitas curas maravilhosas se efetuaram por sua intercessão. O fim de tão santa vida, foi uma morte santíssima. Acometida de grave doença, pediu os santos Sacramentos, os quais recebeu com tanto fervor que a todos que assistiram comoveu. Veio a falecer em 1243, Numerosos foram os milagres que se observaram no seu túmulo. Clemente IV deu-lhe honra nos altares. Santa Hedviges é padroeira da Polónia. Do livro SANTOS DE CADA DIA de www.jesuitas.pt. Ver também www.es.catholic e www.santiebeati.it

 

SÃO GUILHERME DE MALAVALLE 

e o BEATO JOÃO BOM

Eremitas (em 1157 e 1249)

São Guilherme, chamado também, S. Guilherme, o Grande ou de Malavalle, era natural de França. depois duma vida de pecados, converteu-se e entregou-se à vida eremítica, em vários lugares da Toscana. Morreu em Malavalle, perto de Castiglione della Pescaia (Grosseto), no dia 10 de Fevereiro de 1157. Amou intensamente a contemplação. Os seus dois últimos discípulos, seguindo-lhe o espírito, deram origem à Ordem de S. Guilherme. Integrada na Ordem Agostiniana na união de 1256, separou-se no ano seguinte, permanecendo alguns dos seus membros na Ordem de Santo Agostinho. Esta começou a dar culto a S. Guilherme já no século XIII. O Beato João Bom tivera também uma vida dissipada e fora jogral da corte. Cumprindo um voto que fizera para pedir a cura duma enfermidade, retirou-se à soledade eremítica,. . A sua fama espalhou-se e alguns devotos uniram-se a ele. Assim nasceu a sua Ordem, em Botriolo (Cesena). Morreu em Mântua, a 16 de Outubro de 1249, onde o seu corpo repousa na igreja ex-agostiniana de Santa Inês. Distinguiu-se pelo espírito de penitência, confiança em Deus e amor à Igreja. A sua Ordem passou a formar parte da Agostiniana na união de 1256. O culto dele foi permitido por Sisto IV com a bula Licet Sedes Apostólica de 1483. Por este motivo, o nome do Beato João entrou no Martirológio Romano. O seu ofício foi concedido à Ordem em 1672. Do livro SANTOS DE CADA DIA de www.jesuitas.pt. Ver também www.es.catholic e www.santiebeati.it

BEATO GUILHERME

Eremita (século XII)

Honrava-se na abadia de Savigny, diocese de Avranches, França, um noviço falecido em odor de santidade no século XII, antes dessa abadia passar à Ordem de Cister. As suas ações não deixaram nenhum vestígio; é o melhor elogio que se pode fazer dum noviço. Já não era um jovenzinho se, conforme se ficou dizendo, tinha sido eremita antes de entrar em Savigny. Do livro SANTOS DE CADA DIA de www.jesuitas.pt.

Galo, Santo
Outubro 16 Sacerdote,

Galo, Santo

Galo, Santo

Etimologicamente significa “formoso”. Vem da língua francesa.
Pedro escreve:" Em nosso coração reconheçamos a Cristo como ao Senhor, dispostos sempre a dar razão de nossa esperança a todo o que nos peça uma explicação".
Foi um abade que nasceu na Irlanda no ano 646 e morreu em Bregenz. Foi um dos doze que acompanharam a são Columbano à Europa continental.
Estiveram juntos até Columbano ir para a Itália. Conta sua biografia que pelos vistos não se davam muito bem. A causa era a discussão acerca do método de evangelizar.
Columbano lhe impôs uma dura penitência por desacato à autoridade.
Galo, sem embargo, lhe obedeceu em tudo quanto lhe ordenou. A penitência consistiu em não celebrar a missa durante os anos que restaram de vida a
são Columbano.
Se estabeleceu um grupo de amigos em Bregenz, perto do lago Constanza. Há lendas com pouco fundamento na realidade. Por exemplo, não é são Galo o fundador do mosteiro que leva seu nome. Se inaugurou um século depois de sua morte.
Hoje é o que ocupa a catedral de
são Galo.
Ainda que tenha nascido na Irlanda, todo o mundo o conhece como o evangelizador de Suíça.
Há que ter em conta que, apesar de certas discrepâncias com são Columbano, não obstante, soube ser fiel à Regra.
Ordenado de sacerdote, fez um gran bem em toda a Igreja. João, bispo de Constanza, trasladou seus restos para a capela em que santificou sua vida.
¡Felicidades a quem leve este nome!

Aniceto Koplinski, Beato
Outubro 16 Mártir Capuchinho,

Aniceto Koplinski, Beato

Aniceto Koplinski, Beato

Nasceu na Alemanha em 1875, mártir na Polónia 1971, um dos 108 mártires na Polónia durante a segunda guerra mundial.
Sacerdote professo, capuchinho desde os 18 anos e presbítero desde 1900.
Apóstolo da misericórdia em Varsóvia, onde viveu desde 1918, se fez famoso como esmoler e protetor dos pobres, e foi chamado o «são Francisco de Varsóvia»; já em vida gozava de fama de santidade.
Foi preso na noite de 26 para 27 de Julho de 1941, junto com outros 22 religiosos. Não se valeu de sua ascendência alemã para salvar-se da morte.
Em 4 de setembro, junto com outros religiosos, foi transferido para o campo de concentração de Auschwitz, onde morreu na câmara de gás em 16 de outubro de 1941.
Se esforçou por viver seu sofrimento na oração e à imitação do divino Mestre. Nos interrogatórios declarou: «Sou sacerdote e onde quer que haja homens, ali trabalho, sejam eles Hebreus ou polacos, E mais se sofrem e são pobres». A miúdo repetia a seus irmãos prisioneiros as que foram suas últimas palavras: «Devemos beber até ao fundo este cálix».
Para ver mais sobre os 108 mártires Polacos durante a segunda guerra mundial faz "click" AQUI

Jozef Jankowski, Beato
Outubro 16 Mártir Polaco,

Jozef Jankowski, Beato

Jozef Jankowski, Beato

É um dos 108 mártires de Polónia durante a segunda guerra mundial
Oriundo de Pomerânia (1910), estudou filosofia e teologia en O³tarzew e foi ordenado sacerdote em 1936.
Trabalhou como capelão das escolas de O³tarzew e nos arredores e foi assessor espiritual do movimento eucarístico e dos candidatos para ingressar na Sociedade.
Nos primeiros dias da segunda guerra mundial, em setembro de 1939, o nomearam capelão militar e da povoação civil. Durante a ocupação nazi foi administrador do seminário.
Em 16 maio de 1941 foi preso pela Gestapo e levaram-no para o campo de concentração de Auschwitz. Esgotado pelos trabalhos forrados e pela fome e castigado a morte por um guarda do campo, entregou sua alma em 16 de outubro de 1941.
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Agustín Thevarparampil "Kunjachan", Beato
Outubro 16 "O Padrezinho",

Agustín Thevarparampil

Agustín Thevarparampil "Kunjachan", Beato

Agustín Thevarparampil foi um sacerdote humilde, que se entregou em favor de seus irmãos marginados da sociedade. Exerceu seu ministério na paróquia durante 47 anos. Ainda que seu verdadeiro nome fosse Agustín, todos o conheciam como "Kunjachan" ("o padrezinho"), porque era baixo de estatura.
Nasceu em 1 de abril de 1891 em Ramapuram, na família Thevarparampil. Era o mais novo de cinco filhos. Terminada a primária, completou sua formação sacerdotal no seminário de Changacherry y em Puthenpally. Em 17 de dezembro de 1921 recebeu a ordenação sacerdotal de mãos do bispo Mar Thomas Kurianacherry.
Desempeñó su ministerio un año como vicario parroquial en Ramapuram y luego, tres años, en Kadanad. Seguidamente, a causa de sus problemas de salud, volvió a su parroquia para recuperarse. Durante ese tiempo descubrió por casualidad un nuevo campo de actividad: en el retiro anual, realizado en la parroquia de Ramapuram, los predicadores reunieron cerca de cuarenta dalit -desheredados- en la iglesia y les predicaron las verdades de la fe. Al recibir esa enseñanza religiosa, se mostraron dispuestos a recibir el bautismo. "Kunjachan" decidió dedicarse al servicio de esas personas. Esa decisión lo convirtió en guía y liberador de miles de pobres de esa aldea.
Prosiguió su apostolado en favor de los dalit hasta su muerte. Como dijo san Arnold Jansen, fundador de la Sociedad del Verbo Divino, el acto primero y principal de amor al prójimo consiste en comunicarle la buena nueva de Jesucristo. "Kunjachan" se realizó en plenitud sirviendo con paciencia y compasión a los demás, especialmente a los marginados, viendo en ellos a Cristo.
Durante casi cuarenta años se dedicó al progreso de sus hermanos dalit. En ese tiempo las condiciones sociales de los dalit eran dramáticas, pues se les consideraba "intocables" y se les discriminaba por su casta y el color de su piel. Todos eran analfabetos. En consecuencia, eran supersticiosos y la sociedad los obligaba a realizar trabajos manuales propios de esclavos. Todos estos factores hacían muy difícil el ministerio de "Kunjachan".
No tenía un talento o capacidad excepcional. Era un sencillo párroco. No recibió ninguna honorificencia ni ningún reconocimiento por su incansable servicio orientado a la emancipación de los pobres. Su programa diario preveía visitas a los dalit en su domicilio y en sus lugares de trabajo. Su único ayudante era un catequista. Sin embargo, logró acercar a Dios a muchas personas.
No sólo tuvo que afrontar la oposición y duras críticas de los miembros de castas superiores, sino también de los cristianos tradicionales. Estos obstáculos no frenaron su celo misionero. Acercó a la Iglesia a más de cinco mil personas.
Creó un vínculo muy firme con todos aquellos a quienes ayudaba. Los llamaba "hijos míos" y ellos lo llamaban "nuestro sacerdote". Los conocía a todos y los llamaba por su nombre, desde los niños hasta los ancianos...
No sólo se esforzaba por la elevación espiritual de los dalit, sino también por su emancipación social, cultural, intelectual y artística. Resistió a la oposición con calma y mansedumbre. No se desalentó cuando el gobierno negó privilegios a los dalit convertidos al cristianismo. La gracia constante de Dios le daba fuerza y valentía. La fuente de su fuerza era la oración ante el santísimo Sacramento. También fue devoto de la santísima Virgen María. Obedecía a su párroco y a su obispo con gran humildad.
Murió el 16 de octubre de 1973. Beatificado el 30 de abril de 2006

91983> Beato Agostino Thevarparampil (Kunjachan) Sacerdote
74215 >
Santi Amando e Giuniano  MR
93044 >
Sant' Anastasio di Cluny  MR
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Beati Aniceto Adalberto (Anicet Wojciech) Koplinski e Giuseppe (Jozef) Jankowski Sacerdoti e martiri  MR
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Beata Vergine Maria della Provvidenza Terzo sabato di ottobre (celebrazione mobile)
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San Bertrando di Cominges Vescovo  MR
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Santa Bonita di Brioude  MR
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Beato Bononato Marimondi Mercedario

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Santi Ferdinand Perez e Luigi Blanc Martiri mercedari 
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San Gallo Eremita a Bregenz MR
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Beato Gerardo da Chiaravalle Abate  MR
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Beata Lutgarda di Wittichen Badessa 
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Santa Margherita Maria Alacoque Vergine - Memoria Facoltativa MR
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Santi Martiniano, Saturiano e Massima Martiri MR
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San Mommolino di Noyon Vescovo  MR
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San Vitale Eremita in Bretagna  MR

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António Fonseca