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terça-feira, 9 de novembro de 2010

Nº 1182–10 DE NOVEMBRO DE 2010–Santos do Dia

 

SÃO LEÃO I, O MAGNO

Papa, Doutor da Igreja (461)

León Magno, Santo

León Magno, Santo

XLV Papa

A história conhece-o pelo sobrenome de Magno ou o Grande. Oriundo da Toscana, era diácono da Sé apostólica no tempo de Celestino I e pessoa estimadíssima. João Cassiano, no prólogo da obra sobre a encarnação do Senhor, composta no ano de 440 a pedido do mesmo S. Leão, chama-lhe «ornamento da Igreja romana e do divino ministério». Foi eleito Papa no mesmo ano, quando se encontrava em França com missão política importante. Um mês mais tarde, assim falava ao povo romano reunido na Basílica de Latrão: «O afecto da vossa caridade não estava satisfeito até ser presente aquele que a necessidade duma grande viagem conservava longe daqui. Dou graças a Deus Nosso Senhor, e dá-las-ei sempre, como é devido ao auxilio do vosso fervor, pois fizestes de mim um juízo tão favorável, sem que de mim, houvesse qualquer título para o merecer. Peço-vos, pelas misericórdias do Senhor, que ajudeis com as vossas orações aquele que chamastes com os vossos desejos, a fim de o espírito da graça permanecer sobre mim e não chegardes a arrepender-vos da vossa eleição. Conceda.-nos a todos a paz Aquele que pôs nos vossos corações o impulso da unanimidade». No aniversário da sua entronização falará sempre com o mesmo espírito de humildade: «Ao trazer-nos este dia o aniversário daquele em que Deus quis que eu principiasse o meu cargo episcopal, encontro grande motivo para alegrar-me para a glória de Deus que, a fim de que mais O ame, me perdoou muito e, a fim de tornar a sua graça mais admirável, encheu dos seus dons um homem no qual não pôde encontrar mérito nenhum». Estes homens são os que Deus escolhe como instrumentos seus, para tudo o que é grande. Época de perturbação e revolta. O império romano aos pés dos bárbaros, e arruinado com ele o principal baluarte exterior da unidade da Igreja. No Oriente dominava uma nova heresia, o Monofisismo de Êutiques, que punha em Cristo uma só natureza, mistura da divina e humana. S. Leão era o homem requerido pelas necessidades da Igreja. A salvação do mundo estava então em reforçar e estender o primado romano, fundamento da unidade eclesiástica; e nisso empregou o papa um zelo tão ativo como universal. Era firme e inexpugnável na fé, destro teólogo e hábil diplomata. A sua carta a Flaviano, bispo de Constantinopla, foi a resplandecente estrela que dirigiu os católicos nas suas lutas contra o monofisismo. Foi ele o primeiro a estigmatizar o conciliábulo de Éfeso, do ano de 449, com o qualificativo de latrocinium (roubo violento) que lhe ficou na história. Com a mesma decisão com que aprovou os decretos dogmáticos do concílio de Calcedónia (451), rejeitou também, o cânone 28 em que se pretendia levantar a sé de Constantinopla acima de todas as outras sés patriarcais do Oriente. Roma não lhe deve menos na ordem temporal. Átila ultrapassara os Alpes e entrara na Itália. O Imperador fugia e os generais romanos escondiam-se. O Papa era a única força capaz de impedir a ruína universal. S. Leão saí ao encontro do conquistador bárbaro, acampado às portas de Mântua. Que sucedeu naquele dia? Só sabemos como certo que o bárbaro se abrandou ao ver diante de si, em atitude de suplicante, o Pontifice dos cristãos e retrocedeu com todo o seu exército. Isto sucedeu em 452. Pouco depois escrevia o Santo; «Queira Deus que estes males sirvam para emenda dos que sobrevivem, e que, cessando as desgraças, cessem também as ofensas. Será grande misericórdia de Deus apartar Ele os açoites e converter os corações». O império estava podre e os pecados não cessavam. A imperatriz Eudóxia chama o vândalo Genserico, que se apresenta nas bocas do Tibre com grande esquadra, como flagelo da ira de Deus contra os maus cristãos. O Papa conseguiu do verdugo, em 455, que perdoasse a vida aos Romanos e se abstivesse de incêndios e destruições. Roma salvou-se, mas o castigo foi terrível. Durante 15 dias esteve sujeita ao saque de mouros e vândalos,. que se espraiaram pelas suas ruas como feras. Apenas se salvou o que se acumulara nas três grandes basílicas urbanas. S. Leão rezava diante das relíquias de S. Pedro. Alguns anos depois dizia num sermão: «O meu coração está cheio de tristeza e de temor. Os homens correm grande perigo, quando são ingratos a Deus, quando lançam ao esquecimento as suas mercês e nem se arrependem depois do castigo, nem se alegram com o perdão… Há mais entusiasmo pelos demónios que pelos Apóstolos, e atraem mais público os espetáculos insensatos que os bem-aventurados mártires. Todavia, quem salvou esta cidade?… Foram porventura os jogos de circo, ou antes a proteção dos Santos? As orações dos Santos é que mitigaram o rigor da justiça divina e graças a eles, tendo nós merecido a ira, podemos esperar o perdão». Rico de méritos e universalmente estimado, Leão, morreu a 10 de Novembro de 461. Logo foi venerado como Santo e Bento XIV colocou-o entre os Doutores da Igreja, em 1754. Conservam-se 96 sermões seus autênticos, pregados geralmente nas festas do Senhor e dos Santos, e uma coleção de 143 cartas, sobre questões doutrinais ou litúrgicas. Sintetizando e completando: Foi o momento em que o império romano se desmoronou no Ocidente, e em que Francos, Visigodos, Vândalos e Borguinhões nele se instalaram, desta vez para não arredarem. Excepto os Francos, que se mantinham pagãos, todos estes bárbaros eram arianos e os reis deles contavam claramente com «arianizar» os povos conquistados. Quanto ao Oriente, metade dos bispos eram monofisitas. A Igreja inteira ia então tornar-se herética? Leão I foi o papa de quem se serviu Cristo, então, para cumprir a sua promessa: «as portas do inferno não prevalecerão contra ela». Tinha os talentos de homem de Estado, um coração nobre e magnânimo, coragem e tenacidade a toda a prova. Não parou ao defender os dogmas da Encarnação e da Trindade, tanto aos arianos, para quem Jesus era um  homem divino, como contra os monofisitas, para quem o Filho de Deus apenas tomara a aparência da nossa natureza. Restringiu a autonomia das Igrejas particulares e impediu que Bizâncio, onde residia o Imperador, confiscasse em seu proveito o primado romano. É sabido também como,  apresentando-se diante de Átila (452), o dissuadiu – por meio dum tributo, evidentemente ! – de ir pilhar, incendiar e destruir, talvez para sempre, a Cidade Eterna. O concílio de Calcedónia foi o triunfo da doutrina e da autoridade do grande pontífice. Os 500  bispos que o Imperador convocara, para resolverem sobre a questão do monofisismo, limitaram-se a ler a carta papal, exclamando ao mesmo tempo: «Roma falou por meio de Leão, a causa está decidida; causa finita est». Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt. Ver também www.es.catholic e www.santiebeati.it

SANTO ANDRÉ AVELINO

Sacerdote (1521-1608)

Andrés Avelino, Santo

Andrés Avelino, Santo

Muito popular em Roma e na Itália, é invocado de modo particular contra a morte repentina e a apoplexia. Nasceu em Castronovo em 1521, formou-se em direito e foi ordenado sacerdote em Nápoles. A seguir, passou a advogar nos tribunais eclesiásticos. Uma pequena mentira, em que deslizou, causou-lhe tanto remorso que, renunciando para sempre à profissão de advogado, resolveu dedicar-se exclusivamente à conversão das almas. Confiaram-lhe a reforma duma comunidade de religiosas, e conseguiu-o plenamente. Na mesma ocasião, teve a infelicidade de atrair sobre si a vingança dum libertino que tentou assassiná-lo. Ferido e com o rosto desfigurado, André conseguiu que o vice-rei perdoasse ao agressor que, pouco depois, foi morto por um marido ultrajado. Santo André Avelino entrou para a Ordem dos Teatinos em 1556; nela exerceu durante dez anos cargo de Mestre de Noviços, fundou casas dessa Ordem em Placença (ou Piazenza) e Milão; recusou um bispado que lhe ofereceu Gregório XIV, e regressou a Nápoles, onde as suas virtudes, pregações e milagres lhe suscitaram a admiração geral. Foi amigo de S. Carlos Borromeo, converteu numerosas pecadoras públicas, foi diretor espiritual de várias pessoas de categoria e contou entre os seus discípulos Scúpoli, o célebre autor do Combate espiritual. Ele próprio escreveu muito sobre assunto de ascetismo e edificação. Foi acometido dum ataque de apoplexia aos pés do altar, quando recitava as primeiras orações da missa, e morreu algumas horas mais tarde, depois de ter lutado, como aliás tinha predito, até aos últimos momentos, com o demónio. Faleceu em 10 de Novembro de 1608. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt. Ver também www.es.catholic. e www.santiebeati.it

 

SANTA NATALENA ou LENA

Era já venerada em Pamiers, na França, no tempo das cruzadas. O santuário onde ela então era invocada foi destruído durante as guerras da religião (século XVI). Era filha, diz a lenda, de Frédelas, rei de Pamiers, que, ao nascer ela, furioso por não ser antes um rapaz, mandou à parteira que a fosse deitar num ribeiro. Esta levou-a à senhora dum castelo que a educou na piedade e, ao morrer, lhe legou os seus bens. Lena pôs-se a gastá-los em esmolas e boas obras. Mas, quando Frédelas veio a saber que a bela jovem, que distribuía tantos benefícios, era a sua filha salva das águas, a fera, que ele continuava a ser, mandou-lhe cortar a cabeça. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt

 

Justo de Canterbury, Santo
Novembro 10 bispo,

Justo de Canterbury, Santa

Justo de Canterbury, Santa

Bispo

Martirologio Romano: Em Canterbury, Inglaterra, santo Justo, bispo, enviado a esta ilha pelo papa são Gregório I Magno juntamente com outros monges, para ajudar a santo Agostinho na evangelização de Inglaterra, aceitando mais tarde o episcopado desta sede (627).
Etimologia: Justo = Aquele que é justo, honrado, integro e probo, é de origem latino
Santo Justo formava parte do grupo de missionários que o Papa São Gregório Magno enviou no ano 601 a ajudar a Santo Agostinho em Inglaterra.
Dados seus méritos, três anos depois Santo Agostinho o consagrou primeiro bispo de Rochester.
O rei Etelberto construiu ali uma igreja dedicada a Santo André, porque os missionários romanos vinham da igreja de
Santo André de la Colina Coeli.
Quando São Lourenço sucedeu a Santo Agostinho na sede de Canterbury, Santo Justo escreveu junto com ele e com São Militão de Londres uma carta aos bispos e abades irlandeses, convidando-os a adoptar certos costumes romanos.
Os mesmos santos escreveram outra semelhante aos britânicos cristãos. A propósito desta última, disse ironicamente Beda: "Todavía pode ver-se o que na realidade conseguiram com isso".
No ano 616, depois da morte do rei Etelberto, se desatou uma reação dos pagãos em Kent e entre os saxões do este.
Vendo isso, São Lourenço, Santo Justo e São Militão, decidiram retirar-se algum tempo, pois não podiam fazer nenhum bem enquanto que durasse a oposição dos príncipes pagãos.
Santo Justo e São Militão partiram para a Gália. Um ano mais tarde, Santo Justo voltou a Inglaterra, já que São Lourenço, movido por uma aparição de São Pedro, havia conseguido converter o rei Edbaldo de Kent.
Santo Justo foi eleito arcebispo de Canterbury no ano 624.
O Papa Bonifácio V enviou-lhe o pálio, junto com uma carta em que lhe delegava o direito patriarcal de consagrar bispos para Inglaterra. Na dita carta, o Pontífice deixa ver a estima que professava a Santo Justo, pois fala da "perfeição a que há chegado a vossa obra", da promessa de Deus de estar com quem o serve fielmente ("sua misericórdia se há comprazido em manifestar particularmente em vosso ministério o cumprimento dessa promessa") e da "grande paciência" de Santo
Justo.
A carta conclui desta maneira: "Assim pois, irmão meu, deveis esforçar-vos por conservar com perfeita lealdade o que a Santa Sede os há confiado, em prenda do qual vos enviamos este símbolo de autoridade (quer dizer, o pálio) para que o leveis sobre os ombros... Que Deus vos guarde, queridíssimo irmão".
Santo Justo morreu pouco depois. Antes de morrer, consagrou a São Paulino e o mandou acompanhar a Etelburga de Kent quando esta partiu para o norte a contrair matrimónio com o rei Edwino de Nortumbría, que era pagão. Como o faz notar Beda, essa aliança foi a ocasião para que o país abraçasse a fé". A diocese de Southwark celebra a festa de Santo Justo.

Baudolino de Alessandria, Santo
Novembro 10 Ermitão,

Baudolino de Alessandria, Santo

Baudolino de Alessandria, Santo

Ermitão

Martirologio Romano: Na aldeia de Foro, no Piemonte (Itália), santo Baudelino, ermitão (s. VIII).
Nascido na nobreza, doou toda sua fortuna aos pobres e viveu como um ermitão numa cabana nas margens do rio Tanaro.
Deus lhe outorgou os dons da profecia e da clarividência; animais selvagens se acostumaram a ir a sua choça para o ouvir falar de Deus.
Uma lenda, conta que pelo ano 1174 um camponês logo após pedir ajuda ao protetor da cidade, alimentou a uma vaca com o último grão que restava e levou-a para fora das muralhas até encontrar o exército inimigo. As forças imperiais o capturaram e a vaca foi sacrificada para ser cozinhada. Quando os imperiais encontraram o estômago da vaca cheio de grão, perguntaram a Gagliaudo o motivo de alimentar ao animal com tão cobiçado alimento. Respondeu que se havia visto forçado a fazê-lo, já que havia tanto cereal acumulado, que não havia mais sitio onde o guardar na cidade. O Imperador, temendo que o assédio se prolongasse demasiado, o deu por terminado, e a cidade se salvou.
Muitas histórias giram em torno a ele, algumas delas indicam
que foi nomeado bispo.
Morreu por causas naturais no ano 740

Outros Santos e Beatos
Novembro 10 Completando o santoral deste dia,

Otros Santos y Beatos

Outros Santos e Beatos

Santo Demetriano, bispo
Na Pérsia, trânsito de santo Demetriano, bispo de Antioquia, deportado ao desterro pelo rei Sapor I (c. 260).

Santo Orestes, mártir
Em Tiana, de Capadócia, santo Orestes, mártir (s. III/IV).

Santo Probo, bispo
Em Ravena, da província de Flaminia, santo Probo, bispo, a cujo nome o bispo santo Maximiano dedicou a célebre basílica Clasense (s. III/ IV).

Santos Narsete, bispo, e José, mártires
Na Pérsia, santos mártires Narsete, bispo, ancião venerável, e José, discípulo seu, jovem, os quais, por não querer adorar ao sol como lhes mandava o rei Sapor II, foram degolados (343).

Beato Acisclo Pina Piazuelo, religioso e mártir
Em Barcelona, cidade de Espanha, beato Acisclo Pina Piazuelo, religioso da Ordem de São João de Deus e mártir, que durante a furiosa perseguição foi assassinado por ódio à religião (1936).

Beato Acisclo Pina Piazuelo Martire

Sant' Andrea Avellino Sacerdote

San Baudolino di Alessandria Eremita

San Demetriano di Antiochia Vescovo

San Giusto di Canterbury Vescovo

San Leone I, detto Magno Papa e dottore della Chiesa

San Narsete e Giuseppe Martiri in Persia

Sant' Oreste di Tiana in Cappadocia Martire

San Probo di Ravenna Vescovo

 

www.es.catholic. – www.santiebeati.itwww.jesuitas.pt (do livro Santos de Cada Dia)

 

António Fonseca

Nº 1181 – 9 de Novembro de 2010 – Santos do dia

 

DEDICAÇÃO DA BASÍLICA DE LATRÃO

Dedicación de la Basílica del Salvador

Dedicação da Basílica do Salvador

Basílica significa: "Casa do Rei"

Hoje a Igreja-Mãe chama-nos a todos para Roma a fim de, ao menos em espírito, celebrarmos com ela o aniversário da sua Dedicação: da Dedicação da Sé Catedral do Papa, que não é, como julgam muitos, a Basílica de S. Pedro do Vaticano. O Templo Latranense (ou Lateranense) é venerabilíssimo também pela antiguidade, poesia, arte e sobretudo pela fé que supõe nas almas e as congrega à volta do Sucessor de Pedro. Ao lado está o Batistério, o mais venerável e suntuoso de Roma de, pegado ao Templo, o palácio que foi morada dos Papas até eles irem para Avinhão e hoje é sede do Vicariato de Roma, quer dizer, do governo direto da diocese própria do Papa, governo que nos assuntos ordinários é exercido por um Cardeal «Vigário», isto é, que faz as vezes de Papa. Durante toda a antiguidade cristã e na Idade Média, para aqui acorreram como peregrinos os Santos, aqui foram celebrados cinco Concílios ecuménicos.

À volta das construções latranenses abrem-se duas grandes praças. No centro da menor levanta-se um obelisco de granito avermelhado, o mais antigo e o mais alto – mede 32 metros de altura – dos obeliscos egípcios, e o último que veio para a Cidade Eterna. Levantou-se ele a primeira vez em Tebas, no século XV antes de Cristo, diante do templo de Amão (Amon). Nem Augusto nem Constantino se atreveram a transportá-lo para Roma, com medo de que se lhes ficasse pelo caminho. Constantino intentou-o várias vezes, mas faleceu sem o conseguir. Seu filho Constantino II mandou construir, no ano de 357, uma nau para 3 000 remadores, que trouxeram o obelisco até ao rio Tibre. Foi logo colocado na «espinha» (muro central na arena) do Circo Máximo. No ano de 1587 apareceu fracturado em três pedaços, entre as ruínas do mesmo Circo. Em 1588, o papa Sisto V mandou-o colocar ao lado da Basílica de S. João de Latrão, que é a Basílica do primeiro Constantino. A cruz que encima o obelisco batizado, cristianizado, proclama a realeza suprema de Cristo sobre a cidade dos Césares. E do contíguo palácio, que foi do cônsul Pláucio Laterano, ficou a exercer-se do Vigário de Cristo e Vigário de Pedro. O palácio de Latrão entra pela primeira vez na história cristã no ano de 313, quando na sua área celebrou o papa Milcíades um concílio contra os Donatistas. Constantino acabava de o dar à Igreja. Nero tinha vindo em posse dele, pois matara o cônsul Pláucio Laterano e confiscara-lhe todos os bens. O palácio ficou desde então na posse da família imperial. Às mãos de Constantino chegou como dote de sua mulher Fausta, irmã de Maxêncio. O roubo de Nero iria ser, três séculos mais tarde, pacifica herança dos sucessores de S. Pedro, vítima este, como tantos outros cristãos, das iras do tirano. Por inspiração de S. Silvestre, Constantino transformou o palácio de Latrão na primeira Basílica dedicada ao Divino Salvador. Ao lado ergueu-se o palácio dos Papas durante os primeiros séculos da Idade Media. Numa faixa antiga, que se desenrola por cima das colunas do pórtico da entrada da Basílica, leem-se estes versos: «Por direito papal e imperial, estabeleceu-se que eu seja a Mãe de todas as Igrejas. Quando se concluiu toda a obra, determinaram dedicar-me ao Divino Salvador, dador do Reino Celestial. Por nossa parte, ó Cristo, a Ti nos dirigimos com humilde súplica, e Te pedimos que, deste ilustre templo, faças a tua residência gloriosa». Na mentalidade moderna, as igrejas têm carácter prático e social. São para nós, para o povo. Entre os antigos, o templo era para Deus, dom votivo que se oferecia à Divindade, mediante um rito sagrado e oficial que o dedicava , rito que recebia o nome de Dedicatio, dedicação. Em muitos templos clássicos, o povo não podia entrar no santuário, que era habitado pela Divindade. O mesmo se passava com o «Sancta Sanctorum» do Templo de Jerusalém. O altar para os sacrifícios levantava-se na escadaria exterior. A Dedicação das igrejas inspira-se neste conceito clássico: de que o templo é para Deus, um múnus, monumento ou dom votivo que se oferece à Majestade divina em ação de graças ou em memória dum santo. Os nomes antigos das igrejas coincidem, com este conceito sagrado. O templo é a casa de Deus, onde se Lhe levanta um altar. A Basílica é o palácio do Rei; Dominica é a casa do Senhor; Dominicum aureum era o nome que se deva à grande igreja de Antioquia. Os nomes «Convento», «Concílio», «Igreja» aludem à concorrência dos fieis para adorar, oferecer sacrifícios e orar a Deus. Daqui também o nome de «oratório» ou «casa de oração». A festa litúrgica do aniversário da Dedicação da Basílica do Salvador não se encontra até ao século XII e desconhece-se quais as suas origens. É porém, uma grande festa que tem em seu favor pelo menos oito séculos, antiguidade muito respeitável. S. Pio X elevou a festividade à categoria das mais solenes. Inclinemos-nos com respeito diante da Basílica e beijemos devotos o mármore do seu solo. Aqui se levantou, gloriosa e triunfante, a árvore da cruz no dia seguinte à vitória de Constantino, árvore que até então tinha estado oculta nos subterrâneos das catacumbas. «Com este sinal vencerás», tinha sido dito ao Imperador e aqui, também debaixo desta insígnia, os Romanos Pontíficesdurante séculos de lutas e triunfos, de humilhações e vitórias – só com a arma da Cruz combateram e venceram o mundo e o poder de inferno. A Basílica do Salvador é símbolo da unidade e vida da Igreja. Assim o  mostrou Deus ao Papa Inocêncio III, quando duvidava entre conceder ou não a confirmação da Ordem Franciscana. Viu em sonhos, quase a desmoronar-se, a Basílica de Latrão, e viu S. Francisco de Assis acudindo a sustentá-la com os seus frades. Nela se reconheceram também S. Francisco e S. Domingos, e abraçaram-sem como irmãos, cheios dum mesmo ideal apostólico: a dilatação e a defesa do Evangelho. Entre as relíquias, mais ou menos autênticas, que se mostram nesta Basílica, está a mesa em que Nosso Senhor Jesus Cristo celebrou a Última Ceia, o copo de que sem perigo S. João Evangelista bebeu o veneno que lhe davam, e as cabeças de S. Pedro e de S. Paulo, com um pedaço do manto de púrpura que os soldados de Pilatos colocaram sobre os ombros do Salvador. A cadeira papal, em que S. Pedro se sentava, dizia-se que era a que se encontra em S. Pedro. A fachada da Basílica está coroada por quinze estátuas grandiosas, de seis metros de altura. No meio preside o Salvador, entre os Apóstolos. Dali reina e domina abençoando e mostrando o coração aberto a todos os homens que chama para o céu e para a felicidade eterna. Admira-se no Latrão o túmulo de D. Antão Martins de Carvalho, bispo do Porto, enviado ao Concílio de Basileia (continuado em Ferrara e Florença), no qual foi chefe do partido em favor do Papa Eugénio IV. Foi enviado a Constantinopla como embaixador junto de João Paleólogo. Pelos serviços prestados, subiu ao cardinalato. Foi arcipreste da Basílica Latranense, à qual ofereceu um órgão. Tomou parte na eleição de Nicolau V, dizendo à saída a substanciosa frase: «Nós elegemos Nicolau, mas foi Deus que lhe deu o pontificado». D. Antão, como se lê no sepulcro, morreu em Roma a 11 de Julho de 1447. Outra memória portuguesa: a grande estátua de S. Tomé, obra de Le Gros filho, paga por D. Pedro II: o Papa enviou , em 1703, um breve a agradecê-la. Representa o Apóstolo, apoiando o braço esquerdo num semicírculo, por cima dum retângulo, que emoldura uma cruz dominada pelo Espírito Sagrado. Trata-se da reprodução dum monumentozinho que se encontrava em Meliapor, terra espiritualmente do antigo Padroado Português. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt.

Nossa Senhora de Almudena

Invocação mariana

Nuestra Señora de la Almudena

Nuestra Señora de la Almudena

É tradição que a primitiva Imagem a trazia consigo o Apóstolo Santiago quando veio de Jerusalém a Espanha a pregar o Evangelho, instaurando-se então a devoção a tão bela Imagem na Villa que, mais tarde, chegaria a ser Capital de Espanha.
Ao conquistar os muçulmanos Madrid, nos anos 714, a Imagem de Nossa Senhora foi escondida pelos cristãos numa cova feita nas muralhas da Villa, para evitar profanações e cumprindo assim o decreto do Arcebispo de Toledo, D. Raimundo. Em prova de devoção, ocultaram, junto com a Virgem, duas velas acesas, tapando depois a cova com uma grossa parede de cal e pedra.
Alfonso VI conhece a existência de uma Imagem de Santíssima Virgem, escondida pelos cristãos séculos atrás, o Monarca fez - ao que parece - voto de a encontrar incansavelmente para a restituir ao culto dos fiéis, se Deus lhe concedesse a vitória sobre os Sarracenos, e conseguisse tomar a Cidade. Mas, uma vez libertada esta e não obstante suas pesquisas, não conseguia localizar o sitio onde a Imagem estava oculta. Por isso, e em seu desejo de que a Virgem Santa María fosse venerada até que a conseguisse achar, mandou pintar uma Imagem, inspirando-se nos traços que a tradição atribuía àquela e, não se sabe se pelo desejo do artista ou por gosto do próprio Rei casado naquele momento com Dona Constanza, filha de Enrique I de França-, pintaram em sua mão uma flor de lis.
A Imagem foi pintada sobre os muros da antiga Mesquita muçulmana. Após as cerimónias de purificação e dedicação do Templo, ficou exposta ao culto no quadro hoje conhecido por
Nossa Senhora da Flor de Lis.
Una vez conquistado Toledo, em maio de 1085, Alfonso VI voltou a insistir na busca da Imagem oculta pelos cristãos, celebrando-se uma piedosa novena ou rogativa pelo êxito das pesquisas que finalizou com uma devota procissão presidida pelo Monarca e os Prelados; e ao passar a comitiva frente a almudena, estabelecida pelos mouros; caíram umas pedras, deixando a descoberto a Imagem chamada desde então de Almudena-  que, é tradição, conservava acesas duas candeias, com que foi escondida ao ser ocultada 369 anos antes. Era o dia 9 de novembro de 1085.
Levada à Igreja de Santa María, foi colocada solenemente no Altar mor, onde permaneceu até ao dia 25 de Outubro de 1868 em que, por demolição do Templo, foi instalada no Convento das Religiosas Bernardas do Santísimo Sacramento, em cuja Igreja esteve exposta ao culto até 29 de maio de 1911, data em que se trasladou com a maior solenidade a Cripta da Nova Catedral que construía em honra de sua Invocação junto ao lugar da muralha onde foi achada a Imagem por Alfonso VI, existindo hoje na cova onde a Virgen esteve oculta, uma Imagem de pedra que comemora o facto.
Há poucos anos, ao fazer uma escavação para construir um edifício, se encontraram os restos da antiga muralha árabe, então chamada Magerit, a poucos metros do lugar onde hoje está a Imagem que recorda a aparição e, por seu carácter histórico, o Ayuntamiento de Madrid teve o singular acerto de declarar aquele terreno como "lugar não edificável" para que possa ficar sempre a descoberto os restos da citada muralha.
Durante os anos 1936-39, período em que teve lugar a guerra civil espanhola, Nossa Senhora de Almudena permaneceu intacta na Cripta. De novo foi levada a Imagem para a Igreja das Religiosas Bernardas da rua de Sacramento (Atualmente Igreja Arcebispal Castrense) e finalmente, trasladada em 2 de fevereiro de 1954 a  Santa Igreja Catedral de Santo Isidro -na rua Toledo-.
Obtidas de Roma as necessárias bulas e como o culminar de seu patronato sobre a Villa de Madrid, Santa María la Real de la Almudena foi coroada Canonicamente em 1948, por mão do Excelentíssimo e Reverendíssimo Senhor bispo de Madrid-Alcalá e patriarca das Índias Dr. D. Leopoldo Eloy Garay, sendo madrinha a Sra. Carmen Polo de Franco. A brilhante cerimónia assistiram entre inumeráveis personalidades, o chefe de Estado, Francisco Franco e sua Excelência Reverendíssima o Núncio de Sua Santidade; ferventes devotos de Santa María la Real de la Almudena foram, entre outros, Santo Ildefonso de Toledo, Santo Isidro Lavrador, e sua esposa, Santa María de la Cabeza, obtendo-se por meio desta venerada Invocação inumeráveis favores, que acrescentaram de dia a dia a confiança dos fieis nesta belíssima Imagem de Nossa Senhora, entre s que se contaram os Monarcas de Espanha, a nobreza e, muito especialmente, o povo madrileno.

BEATA ISABEL DA TRINDADE

Religiosa (1880-1906)

Maria Isabel Catez, em religião Irmã Isabel da Trindade, nasceu em Bourges, França, a 18 de Julho de 1880, sete anos mais nova que Santa Teresa do Menino Jesus, cuja influência havia de experimentar profundamente. Ao fazer a sua primeira Confissão, sentiu o mistério do amor infinito, que ela virá a chamar «a sua missão sobre a terra». Suavemente impressionada, decidiu ao preparar-se para a Primeira Comunhão, que fez aos 10 anos, corrigir os seus defeitos; natureza ardente, caprichosa, sensibilidade apaixonada, enorme afectividade. Não atingira ainda os 14 anos e já escolhera Cristo para seu único Esposo. Confirmou-se na sua vocação com a leitura da História de uma Alma, autobiografia de Santa Teresinha. Deste livro copiou por seu punho e letra o «Oferecimento ao Amor Misericordioso» e três poesias. Os seus ardentes desejos de entrar no Carmelo foram sufocados por sua mãe, que lhe não permitiu a realização do seu projeto antes de atingir a maioridade. Quinze dias após ter completado os 21 anos, a 2 de Agosto de 1901, entrou no Carmelo de Dijon, onde viria a falecer a 9 de Novembro de 1906. Teresa faleceu com 24 anos, após 9 de vida religiosa; Isabel aos 26 anos de idade e 5 de religiosa. Alguns dias antes da sua morte, perguntaram-lhe como procederia ela no Céu para «fazer bem à terra», à imitação da sua irmã, a carmelita de Lisieux, respondeu: «No Céu, creio que a minha missão será atrair as almas para o recolhimento interior, ajudando-as a sair de si mesmas para aderir a Deus, por um movimento todo simplicidade e amor; mantê-las nesse grande silêncio interior  que permite a Deus imprimir-Se nelas e transformá-las n'Ele». Esta divina intimidade assumiu nela uma característica particular; a união e o louvor da Santissima Trindade, que habita em nós pela graça. escreve um seu biógrafo: «A Irmã Isabel da Trindade foi verdadeiramente a alma de uma ideia: ser, para a Santissima Trindade, um louvor de Glória». Esta ânsia encontra-se expressa na sua oração à Santissima Trindade, uma das mais belas e líricas páginas da espiritualidade contemporânea. Reproduzimos estas passagens: « Ó meu Deus, Trindade que eu adoro, ajudai-me a esquecer inteiramente, para me fixar em Vós, imóvel e tranquila, como se a minha alma já estivesse na eternidade; que nada possa perturbar a minha paz, nem fazer-me sair de Vós, ó meu Imutável, mas que cada minuto me faça mergulhar mais na profundidade do vosso Mistério. Dai a paz à minha alma; fazei dela o vosso Céu, a vossa morada querida, o lugar do vosso repouso. Que eu nunca Vos deixe só; mas esteja lá, toda desperta na minha Fé, toda em adoração, toda entregue à vossa ação criadora... Ó meu Três, meu Tudo, minha beatitude, Solidão infinita, Imensidade onde eu me perco, entrego-me a Vós como uma presa; sepultai-Vos em mim para que eu me sepulte em Vós enquanto espero ir contemplar, à vossa luz, o abismo das vossas grandezas». A vida trinitária já na terra exigiu-lhe esforço de oração  contínua e de purificação pelo sofrimento. «O amor habita em nós - escreve ela - por isso o meu único exercício é entrar no meu íntimo e perder-me n'Aqueles que lá se encontram. A felicidade da minha vida é a intimidade com os hóspedes da minha alma». Encontrar o Céu na própria alma foi o seu ideal: «É aí que eu gosto de O procurar, pois Ele jamais me deixa. Deus em mim e eu n'Ele: é essa a minha vida. Ó Jesus,. que nada possa distrair-me de Vós: nem as preocupações, nem os prazeres, nem o sofrimento. Que a minha vida seja uma oração contínua». O sofrimento, que lhe bateu à porta, sobretudo no último ano de vida, foi o elemento purificador de todos os apegos humanos, como ela escreve: «Eu experimento alegrias desconhecidas, as alegrias da dor: que suaves e doces são! Que inefável felicidade saboreia a minha alma, pensando que o Pai me predestinou para ser conforme ao seu Filho Crucificado! O meu divino Esposo quer que eu seja para Ele uma humanidade de acréscimo, na qual Ele possa ainda sofrer a glória de seu Pai, para ajudar nas necessidades da sua Igreja». Numa carta à sua mãe, que à maneira francesa tratava por «tu», assim se expressa: «Ele escolheu a tua filha para associá-la à sua grande obra de redenção. Ele marcou-a com o selo da sua Cruz e sofre nela, como que uma extensão da sua Paixão... Não ambiciono chegar ao Céu, somente pura como um Anjo, mas transformada em Jesus Crucificado». Esta crucifixão atingiu-a sobretudo nos últimos nove meses de vida, por meio de uma doença que a transformou numa hóstia de imolação. No Céu, para onde voou, consumou-se a união desta grande Mestra da vida espiritual: «Sinto tanto amor sobre a minha alma: é como um oceano no qual eu mergulho, me perco; é a minha visão sobre a terra enquanto espero o face a face na luz. Ele está em mim, eu estou n'Ele, só tenho a amá-Lo, a deixar-me amar, todo o tempo através de todas as coisas: acordar no Amor, mover-se no Amor, adormecer no Amor, a alma na sua Alma, o coração no seu Coração, os olhos nos seus Olhos, para que, pelo seu contacto, Ele me purifique e me liberte da minha miséria». Esta libertação para a união perfeita e completa verificou-se ao fim duma breve carreira de 26 anos de idade. Isabel da Trindade foi beatificada pelo Santo Padre João Paulo II, no dia 25 de Novembro, festa de Cristo Rei, de 1984. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt.

Orestes de Capadócia, Santo

Mártir, 9 Novembro

Orestes de Capadocia, Santo

Orestes de Capadócia, Santo

Etimologicamente significa “habitante dos montes”. Vem da língua grega.
Há cristãos e homens e mulheres de boa vontade que fazem dom de si mesmos e dão testemunho do ser humano não está destinado ao desespero.
Dejando aparte la etimología de los dioses griegos, hoy nos encontramos con un joven que, desde la más remota antigüedad cristiana es venerado como un mártir.
En el concilio de Nicea se tienen noticias de un monje que participó en él y que provenía del monasterio de san Orestes, en Capadocia.
Se sabe que Diocleciano dispersó a los cristianos que había allá por entonces.
Si había un monasterio levantado en su honor, se impone la razón de que existió.
En la Edad Media se le compuso una obra de teatro o “pasión”, en la que se narra la vida, obra y milagros de este mártir por confesar su fe en Cristo.
Dicen que era médico. Uno de los consejos que le daba a sus enfermos era que se apartaran de la idolatría. Les ayudaba tanto en lo físico como en lo espiritual.
Y como solía suceder, alguien lo denunció a las autoridades de que era cristiano.
El, sin dudar lo más mínimo, dijo la pura y simple verdad. Pero amenazó al pueblo y a las autoridades de que iba a ocurrir algo importante.
Cuando nadie lo esperaba, dio un fuerte soplido y las estatuas de los dioses se cayeron al suelo como hojas que leva el viento.
Sus reliquias siguen el monasterio que lleva su nombre en Capadocia.
¡Felicidades a quien lleve este nombre!

Ursino e Monaldo, Santos

Biografias, 9 de novembro

Etimologicamente significam “ursinho e muito feliz”. Vêm  da língua alemã.
Diz o Salmo: “ Deus é nosso refúgio e nossa forças, poderoso defensor no perigo. Por isso não tememos ainda que mude a terra”.
Deus, em cada tempo e lugar, se vale dos homens para que estes, em seu nome, façam prodígios no mundo inteiro.
Según san Gregorio de Tours, tan dado a escribir la biografía de los santos, fue enviado especialmente a Francia por el Papa con la misión expresa de evangelizar la iglesia de Bourges de Aquitania
Trabajó duramente día y noche para dar a conocer la Palabra de Dios y el conocimiento del Evangelio.
Su cuerpo está enterrado en un campo que, en el año 560, fue a visitar el gran obispo de París, san Germán.
Monaldo fue un santo franciscano que ha pasado a la historia de la Iglesia por sus muchas obras que, desgraciadamente, se han perdido.
De ellas quedan solamente un “Suma” de derecho civil y canónico que se llamó la “Monaldina”.
Murió en el convento de Istria, ciudad del antiguo estado de Venecia, el 9 de noviembre de 1305.
Su cuerpo está enterrado en la iglesia de Nuestra Señora delos Angeles de la ciudad de los innumerables canales.
Dios fue para los dos el refugio y la fortaleza para hacer obras de evangelización.
¡Felicidades a quien lleve estos nombres!

María del Carmen del Niño Jesús, Beata

Fundadora, Novembro 9

María del Carmen del Niño Jesús, Beata

María del Carmen del Niño Jesús, Beata

Fundadora das Irmãs Franciscanas dos Sagrados Corações

Nasceu em Antequera, diocese de Málaga (España), em 30 de Junho de 1834. Seus pais, Salvador González García e Juana Ramos Prieto, bons cristãos e de elevada posição social, a levaram a batizar no dia seguinte de seu nascimento à paróquia de Santa María la Mayor da cidade.
Carmencita, a sexta dos nove filhos que chegaram a adultos, destacou-se cedo por sua simpatia, inteligência, bondade de coração, sensibilidade e entrega às necessidades alheias, piedade, amor à Eucaristia e à santíssima Virgem. Foi uma menina e jovem encantadora, que se distinguiu por fazer felizes a quantos a rodeavam; soube pôr paz e fazer o bem ante as necessidades alheias.
Llegó a la juventud con una personalidad tan definida, que suscitaba la admiración de todos los que la conocían. Así entró por los caminos difíciles que la Providencia le fue marcando. Con un profundo deseo de seguir la voluntad de Dios en su vida, la buscó en la oración, la reflexión y la dirección espiritual.
Tuvo que afrontar serias dificultades a la hora de las grandes opciones de la vida: primero, la oposición de sus padres ante un posible matrimonio contrario a las garantías que don Salvador deseaba para su hija; más tarde, ante el propósito de ingresar en las Carmelitas Descalzas, disgusto, contrariedad y nueva oposición de los suyos. Carmen se mantuvo firme, poniendo su fe y su confianza en Dios. Don Salvador veía que Carmen tenía algo especial, que no era como todas; por ello repetía frecuentemente: "Mi hija es una santa".
Al fin, a impulsos del amor que fuertemente latía en su corazón, pero no a ciegas sino convencida de que Dios lo quería y la llamaba a una misión, Carmen, a los 22 años, salta todos los obstáculos y contrae matrimonio con Joaquín Muñoz del Caño, once años mayor que ella, cuya conducta tanto preocupaba, y con razón, a don Salvador.
Aquel matrimonio fue la piedra de toque para descubrir el temple espiritual, la fortaleza y la capacidad de amor de Carmen. Comulgaba diariamente; de la Eucaristía sacaba fuerza, entereza, caridad y sabiduría para penetrar, con la profundidad con que lo hacía, el sentido de la vida espiritual.
Cuidó la vida de matrimonio; siguió visitando y socorriendo a los necesitados y enfermos, en sus casas o en el hospital, y llevándoles, junto con el don material, consuelo y luz para el alma, comprensión para sus sufrimientos y alimento para soportar una vida dura llevada en la escasez de lo imprescindible. Socorros que prestaba personalmente y asociada a la Conferencia de san Vicente de Paúl, a la que perteneció.
Don Joaquín, el esposo, con sus rarezas, sus celos y sus intemperancias, hizo sufrir mucho a Carmen. Ella jamás dejó escapar una crítica, una queja o un comentario de reproche en contra de su marido, ni siquiera cuando entregó sus propios bienes para salvarlo de una penosa situación. Las personas más cercanas a la casa compadecían el sufrimiento de Carmen, pero sobre todo admiraban su virtud.
Después de veinte años de paciente espera, de amor, de oración y de penitencia, vio cumplida su esperanza y compensados sus sacrificios con la conversión de su esposo. Más tarde se le oiría repetir: "Todos mis sufrimientos los doy por bien empleados con tal que se salve un alma".
Cuatro años de "vida nueva" confirmaron la autenticidad de la conversión y preparación de don Joaquín para su salida de este mundo. Con su muerte, terminó la misión de esposa de doña Carmen, pero, hecha para cosas grandes, tenía que iluminar otra faceta de la vida. Ya viuda, sedienta de "Absoluto", se entregó más plenamente a Dios. Animada por el espíritu franciscano, profundizaba cada vez más el sentido de fraternidad universal, de pobreza y de amor a la humanidad de Cristo. La Tercera Orden franciscana seglar, a la que pertenecía, admirada por su virtud, piedad y dedicación a los necesitados, la eligió maestra de novicias.
No tuvo hijos; pero ello no le impidió tener un corazón de madre siempre disponible para los que la necesitaban. Una y otra vez se preguntaba: ¿Puedo hacer algo por ellos? Con realismo, empezó por donde le era posible. Hizo un ensayo de colegio en su casa y prosiguió sus visitas a los pobres y enfermos.
Incansable, tuvo valor para decir otra vez al Señor, como en sus años jóvenes: ¿Qué quieres que haga? Consultó, reflexionó, oró. Ayudada por su director espiritual, el capuchino fray Bernabé de Astorga, el 8 de mayo de 1884 fundó el instituto religioso de las Hermanas Franciscanas de los Sagrados Corazones.
Atrás quedaba como estela luminosa la ejemplaridad de su vida seglar como joven, esposa y viuda. Con un gran peso de madurez y de virtud probada, afrontó como fundadora los inicios de una obra en la Iglesia. La madre Carmen fue siempre un modelo de religiosa.
La Congregación, dentro de la familia franciscana, tiene unas notas peculiares y una espiritualidad propia, basada en el misterio del amor del Corazón de Cristo y en la fidelidad al Corazón de María. De estas fuentes sacaba la madre Carmen inspiración para acercarse a quienes la necesitaban, y para impulsar y orientar la fuerza apostólica de la Congregación hacia la educación de la infancia y la juventud, el cuidado y la asistencia de los enfermos, ancianos y necesitados, con un estilo que recuerda el de san Francisco de Asís: "Sin apagar el espíritu".
La madre Carmen vio aumentar la Congregación en número de hermanas y de casas, que se extendían por la geografía española en Andalucía, Castilla y Cataluña. Como obra de Dios, tenía que ser probada y lo fue en la persona de su fundadora. Dificultades, humillaciones e incomprensiones, tanto más dolorosas cuanto de procedencia más cercana, recayeron sobre la madre Carmen sin arredrarla. Quien la conoció a fondo, pudo decir: "Esta mujer tiene más fe que Abraham".
Cada golpe de la tribulación la fue introduciendo en el misterio de Cristo muerto y resucitado por la salvación del mundo. Por eso, decía a las hermanas: "La vida del Calvario es la más segura y provechosa para el alma". Con esta actitud serena de abandono en las manos de Dios se ocupaba de los asuntos de la Congregación. Llegó a abrir hasta once casas; su interés por todas y cada una de las hermanas fue constante.
Si toda su vida estuvo orientada a Dios, en la recta final aceleró el paso; hablaba mucho del cielo. Así, desprendida de todo, mirando la imagen de la Virgen del Socorro, murió en el convento de Nuestra Señora de la Victoria, en Antequera, primera casa de la Congregación, el 9 de noviembre de 1899.
Superó con una altura espiritual extraordinaria todas las situaciones que la vida puede presentar a una mujer: niña y joven piadosa, alegre y caritativa; esposa entregada a Dios y fiel a su marido, sin escatimar esfuerzos en los largos años de su difícil matrimonio; viuda magnánima y de profunda espiritualidad; y religiosa ejemplar consagrada al Señor.
Todas las etapas de su vida parecen tener un denominador común: profunda raíz en el amor de Dios, y firme voluntad de crear comunión en cuantos la rodeaban. Su congregación de Hermanas Franciscanas de los Sagrados Corazones traduce la fraternidad franciscana en sencilla y abnegada vida de familia, confiada siempre en la providencia del Padre y atenta al Espíritu que la mantiene en verdadera unión.
Fue beatificada el 6 de mayo del 2007, el Delegado de S.S. Benedicto XVI para esta celebración fue el cardenal J. Saraiva Martins.
Texto reproducido con autorización de
Vatican.va

Gracia (Graciano) de Cáttaro, Beato

Agostinho, 9 Novembro

Gracia (Graciano) de Cáttaro, Beato

Gracia (Graciano) de Cáttaro, Beato

O beato Gracia veio à luz em Mula (Muo), Montenegro, uma pequena aldeia na pitoresca baía de Cáttaro, nas costas dálmatas, a muito pouca distância da capital, hoje Kotor, o centro mais importante do golfo e da diocese. No ano 1423 Cáttaro se submeteu espontaneamente ao governo de Veneza, mantendo no entanto com orgulho uma relativa independência, já que se reservava o direito de fazer suas próprias leis e eleger seus magistrados. Como consequência desta vinculação com a Sereníssima, cedo se converteu num porto vivaz e rico, povoado de numerosos comerciantes, marinheiros e pescadores. Iniciou assim o período de esplendor que ainda na atualidade se manifesta em sua arquitetura de claro sabor veneziano.
Gracia era un hombre de mar y como tal permaneció hasta la edad de treinta años. En uno de sus viajes entró en una iglesia de Venecia, donde le conmovió tanto el sermón pronunciado por el agustino Simón da Camerino, que decidió entrar en su misma Orden. Fue aceptado como hermano no clérigo en el convento de Monte Ortone, cercano a la ciudad de Padua. Este convento era la cuna de una de las nuevas congregaciones de la Orden formadas en Italia, distinguiéndose junto a las demás por su particular celo en el campo disciplinar. En 1433 fue aceptado por el Prior general Gerardo de Rímini, que de momento lo incorporó a la provincia de las Marcas de Treviso, con la condición de no recibir más que hermanos firmemente decididos a mantener con fidelidad los ideales propios de la reforma.
El hermano Gracia, que trabajaba en el jardín, no tardó en ganarse la estima y el reconocimiento de la comunidad entera. Al incorporarse dos conventos más al movimiento de Monte Ortone, éste quedó oficialmente eregido en Congregación. Entre 1472 y 1474 es Simón de Camerino quien aparece como Vicario en los registros generales. Unos años más tarde Gracia fue trasladado a San Cristobal de Venecia, y en esta ciudad murió el 8 de noviembre de 1508.
Fuera de las pocos datos hasta aquí referidos y del culto que se le siguió tributando tanto en la Orden como en su tierra de origen, no conocemos otras noticias de Gracia. Las biografías en lengua italiana del Lazzerini (1643) y la latina de Eliseo de Jesús y María (1677) carecen de fundamentos bien documentados. No obstante, los reiterados relatos acerca de su austeridad de vida y de la fuerza prodigiosa de su intercesión resultan testimonios válidos de una auténtica fama de santidad.
La continuidad de su culto fue reconocida por León XIII en 1889. Desde 1810 los restos mortales del beato Gracia descansan en la iglesia de Mula.

Agripino de Nápoles, Santo

Bispo, 9 Novembro

Agripino de Nápoles, Santo

Agripino de Nápoles, Santo

Diz o Martirologio Romano: "Em Nápoles de Campânia, Santo Agripino, bispo, célebre por seus milagres.
No século IX, o autor da Gesta episcoporum neapolitanorum nos dá a sucessão dos bispos de Nápoles, fazendo breves elogios de cada um em termos vagos.
O de Agripino, sexto da lista, mais cálido que o dos outros, nos revela a popularidade do santo: "Agripino, bispo, patriota, defensor da cidade, não cessa de rogar a Deus por nós, seus servidores".
"Acrecentó el rebaño de los que creen en el Señor y los reunió en el seno de la Santa Madre Iglesia. Por eso mereció oír las palabras: Bien está siervo bueno, puesto que has sido fiel en las cosas pequeñas, te constituiré sobre las grandes; entra en el gozo de tu Señor.
Sus restos fueron transportados finalmente a la Estefanía, en donde reposan con honor".
Agripino vivió a fines del siglo III. No se puede precisar nada, ni dar el más mínimo detalle sobre su actividad. La traslación a la que hace mención el autor de la Gesta, la efectuó el obispo Juan, que gobernó la sede durante años.
Sus reliquias, que estaban en un oratorio de las catacumbas de San Genaro, fueron llevadas a la Estefanía, iglesia construida al fin del siglo V. En 1744, el cardenal José Spinelli, deseando identíficar las reliquias de su catedral, encontró una urna de mármol con esta inscripción: "Reliquias dudosas que se piensa sean del cuerpo de San (divus) Agripino".
Durante los siglos IX y X, muchos autores consignaron el relato de los milagros obtenidos por la intercesión de San Agripino, quien en la actualidad es ca si tan famoso como San Genaro.

Juana de Signa, Beata

Virgem reclusa, 9 Novembro

Juana de Signa, Beata

Juana de Signa, Beata

Virgem reclusa da Terceira Ordem (1244‑1307). Pío VI concedeu em sua honra oficio e missa em 17 de setembro de 1798.

La parte más antigua de la ciudad de Signa, en lo alto del cerro, de aspecto medieval, se llama comúnmente “la Beata”. Recuerda y honra así a diario a la Beata de Signa por antonomasia, la Beata Juana. Nació en Signa en 1244, hija de padres humildes, y como Santa Juana de Arco y Santa Bernardita de Lourdes, en su juventud fue pastora sencillísima, de vida y alma sin mancha. A veces reunía junto a sí a otros pastores y les hablaba de las cosas del cielo y del amor a las virtudes.
Hacia los treinta años pudo realizar su ideal de vida religiosa haciéndose reclusa voluntaria a ejemplo de la Beata Veridiana, reclusa de Castel Fiorentino. Después de haber recibido de los Hermanos Menores en Carmignano el hábito de la Tercera Orden Franciscana, se hizo encerrar entre paredes en una celdita junto al río Arno. Allí permaneció en penitencia durante cuatro decenios. Desde aquel estrecho refugio derramó dones de misericordia sobre cuantos recurrían a ella: sanó enfermos, consoló afligidos, convirtió pecadores, iluminó a dudosos, ayudó a los necesitados. Su fama perdura hasta nuestros días debido también a los milagros póstumos y a las gracias recibidas.
Las leyendas pintorescas sobre Juana se refieren a su juventud como pastora. Una, por ejemplo, dice que durante las tempestades y los aguaceros, ella reunía su rebaño junto un gran árbol, que prodigiosamente era librado de la lluvia, del granizo y de los rayos. Por eso, cuando se acercaba la tempestad, los otros pastores corrían a donde ella con sus animales. Juana aprovechaba aquellas ocasiones para enseñar a sus compañeros con palabras sencillas y eficaces el modo de salvar su alma y de merecer el Paraíso.
Otras veces cuando el río Arno crecido impedía el paso de una a otra orilla, a Juana se le vio extender sobre las aguas amenazadoras su rojizo manto y sobre él atravesar el río, como si fuera una barca segura.
Juana vivió como reclusa una vida más angelical que humana. De la caridad de los fieles recibía lo necesario para la vida. Se ejercitó en la más rigurosa austeridad en la ferviente oración, en la asidua contemplación, en estáticos coloquios con su amado. El Señor glorificó la santidad de su sierva fiel con numerosos prodigios realizados especialmente en favor de enfermos, para los cuales obtenía de Dios la curación del cuerpo y del alma. Murió en su celda, a los 63 años, el 9 de noviembre de 1307. Se dice que en el momento de su muerte las campanas de las iglesias sonaron a fiesta para solemnizar el ingreso de Juana a la gloria del cielo.

SÃO TEODORO

Mártir

É um soldado que foi decapitado na Província do Ponto por confessar a fé cristã. Era já venerado no século IV. Achaita (Tchorum, Turquia) onde se encontra o seu túmulo, atraiu durante muito tempo os peregrinos. A lenda depressa lhe embelezou a memória, atribuindo-lhe toda a espécie de aventuras, em particular, como a S. Jorge, ter matado um dragão. Com S. Jorge e S. Demétrio, é um dos «três grandes soldados mártires», para os Orientais. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt.

BEATO LUÍS MORBIÓLI

Leigo (1533-1583)

Nasceu em Bolonha, Itália, em 1533. Converteu-se durante uma doença que teve aos 30 anos. Até então, sendo grande jogador, grande beberrão e muito libertino, escandalizara toda a gente. Passou os últimos 20 anos da vida, usando túnica branca, sem cortar o cabelo nem a barba, e na companhia dum burro. Dormia junto dele ao ar livre. De dia, quando entrava na igreja, o seu companheiro esperava-o, piedosamente prostrado fora. No resto do tempo, Luís esculpia imagens piedosas para ganhar o pão ou, montado no burro, percorria Bolonha e arredores, de crucifixo na mão, convidando os seus concidadãos a pensarem nos novíssimos. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt.

Sant' Agrippino di Napoli Vescovo

Dedicazione della Basilica Lateranense

Beata Elisabetta della Trinità Catez Carmelitana

Beato Enrico (Henryk) Hlebowicz Sacerdote e martire

Sante Eustolia e Sopatra Monache

Beato Gabriele Ferretti Francescano

San Giorgio Vescovo

Beato Giorgio Napper Sacerdote e martire

Beata Giovanna di Signa Vergine

Beato Grazia (Graziano) da Cattaro Religioso agostiniano

Beato Ludovico (Luigi) Morbioli Confessore

Sant' Ursino (Orsino) di Bourges Vescovo

San Vitone di Verdun Vescovo

www.es.catholic - www.santiebeati.it - www.jesuitas.pt do livro Santos de Cada Dia

António Fonseca