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domingo, 14 de novembro de 2010

Nº 1186 - 14 DE NOVEMBRO DE 2010–SANTOS DE CADA DIA

 

SÃO JOSÉ PIGNATELLI

Sacerdote (1737-1811)

José Pignatelli, Santo

José Pignatelli, Santo

Restaurador dos Jesuítas

José Pignatelli nasceu em 1737 em Saragoça, do ramo espanhol duma nobilíssima família do reino de Nápoles. Perdendo a mãe aos cinco anos, veio para esta cidade onde recebeu , duma irmã, óptima educação católica. Voltando para Espanha, aos quinze anos entrou na Companhia de Jesus. Feito o noviciado e emitidos depois os primeiros votos em Tarragona, aplicou-se aos estudos , primeiro em Manresa e depois nos colégios de Bilbau e de Saragoça. Ordenado sacerdote, dedicou-se ao ensino das letras e, com grande fruto, aos ministérios apostólicos. Levantou-se porém uma grande perseguição contra a Companhia de Jesus e ele figurou entre os jesuítas que foram expulsos da Espanha para Córsega. Entre tais borrascas e carências, mostrou o Padre Pignatelli grande fortaleza e constância; foi por isso nomeado Provincial de todos esses exilados. E recomendaram-lhe especial cuidado pelos mais jovens, o que ele praticou com grande zelo. Da Córsega foi obrigado a transferir-se , com os outros, para várias regiões, vindo finalmente fixar-se em Ferrara, Itália, onde finalmente fez a profissão solene de quatro votos. Pouco depois, sendo a Companhia de Jesus dissolvida por Clemente XIV, em 1773, no mesmo ano em que foi estabelecido em França o grande Oriente maçónico, o nosso Santo deu exemplo extraordinário, tanto de perfeitíssima obediência à Sé Apostólica como de acrisolado amor para com a Companhia, sua mãe. Foi para Bolonha, onde quase por cinco lustros, estando proibido de exercer o ministério apostólico com as almas, se entregou totalmente ao estudo, reunindo uma biblioteca de valor, dando-se principalmente a obras de caridade para com os antigos membros da suprimida Companhia. Logo, porém, que lhe foi possível, desejou ardentemente, e pediu, para ser recebido na Família Inaciana, que sobrevivera na Rússia, onde reinava Catarina, que sendo cismática, não aceitara a supressão vinda de Roma. Os jesuítas da Rússia ligaram-se a bom número de ex-jesuitas italianos, e Pignatelli uniu-se a todos eles, tendo-lhe sido permitido,renovar a profissão solene. Com licença do papa Pio VI, foi erecta uma casa para noviços no ducado de Parma, de que o Santo ficou sendo reitor. Em 1804, Pio VII restaurou a Companhia de Jesus no reino de Nápoles, e Pignatelli vem a ser provincial. Mas o exército francês aparece e dispersa este conjunto. O Padre transfere-se para Roma (1806), onde é muito bem recebido pelo papa. Estabelece-se entre o Coliseu e atual Via Cavour, na Via dell’Agnello, no hospital de S. Pantaleão «ai monti». Os Franceses, que estão a ocupar Roma, toleram-no. Ele vai preparando sem ruído o renascimento da sua Companhia. Este facto, vem a dar-se em 1814, com o citado papa beneditino Pio VII. Mas Pignatelli tinha já morrido, a 15 de Novembro de 1811, com setenta e quatro anos. O funeral decorreu quase secretamente. Foi homem insigne por talento e cultura, tanto sagrada como profana. Mostrou especiais dons de prudência e conselho,. Cultivando todas as virtudes religiosas, assinalou-se particularmente pela fortaleza, paciência nas adversidades, enorme confiança em Deus e tal liberalidade para com os pobres que não faltava quem, julgasse que o dinheiro se lhe  multiplicava nas mãos. Foi insigne devoto do Sagrado Coração de Jesus e filho devotíssimo da Virgem Maria. Quase não parava de orar e deliciava-se passando muitas horas, e às vezes noites inteiras, diante do Santíssimo Sacramento. Beatificou-o Pio XI, no ano de 1933, e Pio XII canonizou-o em 1954. Os seus ossos veneram-se num altar da igreja do «Gesú», em Roma, e uma máscara de gesso, obtida por contacto, reproduz perfeitamente as suas feições. Pio XI chamou ao santo «o principal anel da cadeia entre a Companhia que existira e a Companhia que ia existir… o restaurador dos Jesuítas». Por ser muito belo e piedoso, incluímos aqui o seu Ato de Abandono à Divina Providência: «Ó meu Deus, eu desconheço por completo o que me acontecerá neste dia! Tudo o que sei, é que nada me sucederá, que não tenha sido previsto por Vós, desde toda a eternidade. Isso me basta, ó meu Deus, para sossego e tranquilidade do meu coração». «Adoro os Vossos desígnios eternos e impenetráveis, e a eles me submeto com toda a minha alma; quero tudo, aceito tudo, de tudo Vos faço sacrifício, uno este sacrifício ao vosso querido Filho, meu Salvador, pedindo-Vos pelo seu Sacratíssimo Coração, e pelos seus merecimentos infinitos, a paciência nos sofrimentos e a perfeita submissão que Vos é devida, em tudo o que quiserdes e permitirdes. Ámen». Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt. Ver também www.es.catholic. e www.santiebeati.it. Se queres saber mais consulta ewtn

 

 

BEATOS NICOLAU TAVILICH, DEODATO ARIBERT,

ESTEVÃO DE CÚNEO e PEDRO DE NARBONA

Mártires (1391)

Nicolás Tavelic y compañeros mártires, Santos

Nicolás Tavelic e companheiros mártires, Santos

Santos Nicolás Tavelic, Deodato de Rodez, Pedro de Narbona e Esteban de Cúneo

(† 1391) sacerdotes e mártires da Primeira Ordem.

Episódio dramático, na história da Custódia da Terra Santa, o martírio de quatro franciscanos em 1391; impressionou profundamente os cristãos de Jerusalém, habitantes ou peregrinos. A 20 de Janeiro de 1392 foi enviada aos Catalães de Damasco uma relação oficial, corroborada com numerosas assinaturas de testemunhas. Esta relação foi-nos felizmente conservada; não podemos fazer melhor do que segui-la, conservando à controvérsia com os sarracenos o seu carácter de aspereza surpreendente para a nossa mentalidade moderna. Sem nos julgarmos obrigados a considerar este método como perfeitamente satisfatório, devemos reconhecer nos quatro mártires uma coragem e uma fé de qualidade pouco vulgar. No fim do século XIV, o convento franciscano de Monte Sião, em Jerusalém, albergava religiosos de todas as províncias da Ordem. Quatro deles perguntavam-se como poderiam chegar a conquistar para Cristo, nesta cidade santa de Jerusalém, os maometanos. Eram Frei Deodato Aribert de Rodes, da província de Aquitânia; Frei Nicolau Tavilich, da província da Eslavónia; Frei Estevão de Cúneo, da província de Génova; e Frei Pedro de Narbona, da província de Provença. Os dois primeiros haviam pregado na Boémia, o terceiro na Córsega e o último em Itália; todos tinham vivido em Jerusalém vários anos, onde mostraram o próprio amor pela observância. Estudaram cuidadosamente os argumentos apologéticos contra os maometanos, pediram conselho aos mestres em teologia e aos irmãos experimentados.

 

 

 

Por fim, a 11 de Novembro de 1391, na festa de S. Martinho, pela hora da tércia, realizaram o projeto. Levando, cada um, um rolo em que tinham anotado os seus argumentos em italiano vulgar e em árabe, dirigiram-se para o templo de Salomão. Os mouros não os deixaram entrar, mas perguntaram-lhes que procuravam. «Queremos falar ao cádi (dir-se-ia em latim o bispo ou prelado) e expor-lhe coisas muito úteis e salutares para as vossas almas. – «A casa do cádi não é aqui, mas vinde connosco e mostrar-vos-emos a casa do cádi». Chegando lá, os frades puxaram pelos seus rolos e leram-nos sem tremer:

«Senhor cádi e vós outros aqui presentes, pedimo-vos que escuteis as nossas palavras e lhes deis atenção, porque o que vamos dizer-vos é útil, verdadeiro, justo e sem engano, e será utilíssimo para as vossas almas se vós concordardes. Eis essas palavras: Estais no estado de condenação eterna, porque a vossa lei não é a lei de Deus, não foi dada por Deus, não é boa, ela é pelo contrário inteiramente má. Não há nela nem o Antigo Testamento nem o Novo. Na vossa lei há muitas mentiras, impossibilidades, chocarrices e contradições, muitas coisas que não levam o homem para o bem e a virtude, mas ao mal e a numerosos vícios, o que não podereis nunca encontrar na lei de Moisés dada por Deus, nem na lei de Cristo, nas quais sem qualquer dúvida, segundo o que veem aqueles que as examinam, se encontra o que, em oposição à vossa lei, leva o homem ao louvor e à honra de Deus, ao amor do próximo, ao hábito salutar de fazer o que transporta ao fim último, isto é, à vida eterna, visão beatifica e gozo de Deus. Se a vossa fé fosse a lei de Deus, como a teriam escondido todos os profetas? Nunca notamos que Moisés ou algum dos profetas ou o próprio Cristo disso fizessem menção. Não pode ser a lei de Deus, pois contém erros manifestos. Deus é a primeira e a suprema verdade, nenhum erro pode vir d’Ele. A vossa lei diz que no fim os demónios serão salvos. Diz também de Cristo que Ele não foi Filho de Deus e não morreu na Cruz, mas que no fim do mundo, Deus o mostrará. Diz também que os apóstolos foram mouros e muitas outras mentiras». Os frades falaram em seguida contra o profeta, «profeta que não foi enviado por Deus como eles afirmam, e como ele mesmo o diz na sua lei. Nenhum milagre o testemunha, ao passo que muitos milagres testemunharam que os profetas eram enviados por Deus. Eliseu e os outros profetas fizeram milagres grandes e inauditos. Cristo veio com sinais e prodígios grandíssimos e infinitos, ao passo que Maomé foi luxurioso, homicida, glutão e ladrão. Pretendeu que o último fim do homem seria comer, gozar e andar vestido preciosamente em jardins regados. Concedeu a pluralidade das mulheres, concubinas e servas. A sua intenção foi suprimir o que era complicado crer e difícil executar, e concedeu tudo o que tenta os homens do mundo e sobretudo os árabes: a luxúria, a gula e os outros vícios. pelo contrário, das virtudes da caridade, humildade e outras, nada disse. Vendo que em toda a parte a sua falsidade poderia ser reconhecida pela razão, ordenou que não se cresse o que se opunha à sua lei, mas que fosse morto quem afirmasse o contrário». A estas palavras, o cádi e seus ajudantes entraram numa raiva violenta. Os ditos dos frades foram depressa espalhados e chegaram sarracenos inumeráveis , assim como o superior do Monte Sião com um companheiro e o diretor do hospital dos peregrinos de Jerusalém, expressamente convocados. O cádi voltou-se para os quatro frades: «Falastes como pessoas prudentes e sensatas ou como loucos, extravagantes e irracionais? Sois enviados pelo papa ou por algum príncipe cristão?» Os frades responderam: «Nós não somos enviados por nenhuma criatura, mas por Deus que se dignou inspirar-nos que vos pregássemos e anunciássemos a verdade e a vossa salvação, pois Cristo diz no Evangelho: «Quem crer e for batizado será salvo, quem não crer será condenado”. Assim se vós não crerdes e não fordes batizados, sereis condenados ao inferno». Então o cádi perguntou-lhes: «Quereis retirar tudo o que dissestes e fazer-vos Sarracenos? Sem isto, tereis de morrer». Responderam a alta voz: «Não queremos retirar nada, mas estamos prontos a morrer pela verdade e pela fé católica. Preferimos morrer e suportar toda a espécie de tormentos, porque tudo o que dissemos é verdadeiro, santo e católico». Ouvindo isto, o cádi com o seu conselho deu contra eles sentença de morte. Logo que a sentença foi pronunciada, todos os mouros gritaram: «Morram eles, morram e não continuem a viver». Logo no local bateram-lhes tanto com vários instrumentos, que eles caíram no chão e pôde julgar.-se que estavam mortos. Passada uma hora, os frades abriram os olhos e falaram um pouco. Mas o cádi mandou-os encadear e ficaram alvo das injúrias do povo. Pelo meio da noite, o cádi mandou-os ligar a estacas e açoitar tão cruelmente, que os corpos ficaram inteiramente despedaçados e não se podiam ter em pé. Mandou-os para masmorras subterrâneas e ordenou que os carregassem de grilhões para não conseguirem descansar, mas serem afligidos por tormentos contínuos e inumeráveis. Três dias mais tarde, foram levados à praça onde se costumavam castigar os malfeitores, diante de Amorat, do cádi e duma multidão de sarracenos, que traziam gládios e espadas. Estava acesa uma grande fogueira. Interrogados de novo e assegurados de que, se quisessem retirar o que tinham dito e fazer-se maometanos, não morreriam, os frades responderam: «Não. Pelo contrário, anunciamos que deveis converter-vos à fé de Cristo e ser batizados, senão ireis para o fogo eterno, onde sofrereis eternamente. E persuadi-vos de que nunca nos faremos sarracenos. Ficai sabendo que por Cristo e pela sua fé, não tememos nem a morte nem um fogo passageiro». E estes santos homens riam-se dos  mouros. Cheios de furor, os sarracenos lançaram-se sobre eles, julgando-se cada um feliz se pudessem bater mais cruelmente. Mutilaram-nos a ponto de lhes tirarem toda a aparência humana. Depois lançaram-nos ao fogo, mas não puderam consumi-los inteiramente enquanto era dia. Uma multidão assistiu a este espetáculo até à noite, trazendo lenha, espalhando a cinza e escondendo os ossos para os cristãos não os poderem encontrar. O martírio dos quatro frades teve enorme ressonância. Foram venerados como beatos. Em 1889, o culto do beato Nicolau Tavilich foi aprovado para a Dalmácia e estendido à ordem dos Frades Menores em 1898, mas os seus três companheiros não foram incluídos nesse decreto de carácter local. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt. Ver também www.es.catholic. e www.santiebeati.it.

 

SÃO SERAPIÃO (ou SERAPIO DE ALGERIA)

Mártir (meados do século III)

Serapio de Algeria (Serapión), Santo

Serapião de Algeria (Serapión), Santo

 

Em Alexandria foi martirizado este Santo no tempo do imperador Décio (250-253). O elogio do Martirológio segue bastante de perto Eusébio, que na sua História eclesiástica utiliza a carta em que o bispo Dionísio de Alexandria conta a Fabião de Antioquia as destruições da perseguição do sobredito. Eis o que diz Eusébio: «Preso Serapião em casa, foram-lhe infligidas cruéis torturas; desfizeram-lhe todas as junturas dos membros e precipitaram-no do andar de cima, de cabeça para baixo». Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt.  Porém em www.es.catholic. aparece estoutra biografia: será do mesmo ou há dois santos com o mesmo nome?. Pelo Sim, pelo não, transcreveu-a de seguida.

Etimológicamente significa “perteneciente a la divinidad de Serapis” Viene de la lengua griega. Nació en Inglaterra y murió en Argel (Algeria) en 1240. Desde su infancia soñaba con dar su sangre por amor a Cristo. Tuvo la suerte de crecer en la corte del duque de Austria, en donde se respiraba, a pesar de todo el fausto de la corte, un profundo espíritu religioso auténtico. Para él, su deseo más grande era venir a España para ayudarle al rey Alfonso VIII en la expulsión de los moros de nuestro país. Se sintió apenado porque a su llegada, el rey y los moros habían firmado una tregua entre los beligerantes. Se quedó aquí con la esperanza de que las hostilidades comenzaran de nuevo. Durante este intervalo, encontró al hermano Berenguer, un miembro de la Orden Mercedaria que acaba de ser fundada por Pedro Nolasco con el único fin de rescatar a los cautivos cristianos en manos de los moros. Y le decía el hermano:"Dios sabe cuánto durará esta tregua, señor Serapión. Vente conmigo, mientras esperamos. Nosotros también corremos peligro y nos llevamos a veces la palma del martirio" San Pedro Nolasco los envió a los dos a Murcia.  Serapión tenía aún mucho dinero y, de hecho, consiguió rescatar a un centenar de soldados cristianos cautivos. Luego se fueron a Argel y salvaron casi otros tantos. Cuando se quedó ya sin dinero, Berenguer tuvo que volver a España para buscar más dinero. Serapión se quedó en Argel como rehén hasta que volviese su amigo. Apenas se fue su amigo, el joven Serapión se echó a la calle increpando a Mahoma y predicando a Cristo. Hizo algunas conversiones. Pero el rey de Argel le condenó a muerte.
¡Felicidades a quien lleve este nombre!

 

Lorenzo (Lourenço) O´Toole, Santo

Arcebispo de Dublin, 14 Novembro

Lorenzo O´Toole, Santo

Lorenzo O´Toole, Santo

San Lorenzo nació en Irlanda hacia el año 1128, de la familia O’Toole que era dueña de uno de los más importantes castillos de esa época.
Cuando el niño nació, su padre dispuso pedirle a un conde enemigo que quisiera ser padrino del recién nacido. El otro aceptó y desde entonces estos dos condes (ahora compadres) se hicieron amigos y no lucharon más el uno contra el otro.
Cuando lo llevaban a bautizar, apareció en el camino un poeta religioso y preguntó qué nombre le iban a poner al niño. Le dijeron un nombre en inglés, pero él les aconsejó: "Pónganle por nombre Lorenzo, porque este nombre significa: ‘coronado de laureles por ser vencedor’, y es que el niño va a ser un gran vencedor en la vida". A los papás les agradó la idea y le pusieron por nombre Lorenzo y en verdad que fue un gran vencedor en las luchas por la santidad.
Cuando el niño tenía diez años, un conde enemigo de su padre le exigió como condición para no hacerle la guerra que le dejara a Lorenzo como rehén. El Sr. O’Toole aceptó y el jovencito fue llevado al castillo de aquel guerrero. Pero allí fue tratado con crueldad y una de las personas que lo atendían fue a comunicar la triste noticia a su padre y este exigió que le devolvieran a su hijo. Como el tirano no aceptaba devolverlo, el Sr. O’Toole le secuestró doce capitanes al otro guerrero y puso como condición para entregarlos que le devolvieran a Lorenzo. El otro aceptó pero llevó al niño a un monasterio, para que apenas entregaran a los doce secuestrados, los monjes devolvieran a Lorenzo.
Y sucedió que al jovencito le agradó inmensamente la vida del monasterio y le pidió a su padre que lo dejara quedarse a vivir allí, porque en vez de la vida de guerras y batallas, a él le agradaba la vida de lectura, oración y meditación. El buen hombre aceptó y Lorenzó llegó a ser un excelente monje en ese monasterio.
Su comportamiento en la vida religiosa fue verdaderamente ejemplar. Dedicadísimo a los trabajos del campo y brillante en los estudios. Fervoroso en la oración y exacto en la obediencia. Fue ordenado sacerdote y al morir el superior del monasterio los monjes eligieron por unanimidad a Lorenzo como nuevo superior.
Por aquellos tiempos hubo una tremenda escasez de alimentos en Irlanda por causa de las malas cosechas y las gentes hambrientas recorrían pueblos y veredas robando y saqueando cuanto encontraban. El abad Lorenzo salió al encuentro de los revoltosos, con una cruz en alto y pidiendo que en vez de dedicarse a robar se dedicaran a pedir a Dios que les ayudara. Las gentes le hicieron caso y se calmaron y él, sacando todas las provisiones de su inmenso monasterio las repartió entre el pueblo hambriento. La caridad del santo hizo prodigios en aquella situación tan angustiada.
En el año 1161 falleció el arzobispo de Dublín (capital de Irlanda) y clero y pueblo estuvieron de acuerdo en que el más digno para ese cargo era el abad Lorenzo. Tuvo que aceptar y, como en todos los oficios que le encomendaban, en este cargo se dedicó con todas sus fuerzas a cumplir sus obligaciones del modo más exacto posible. Lo primero que hizo fue tratar de que los templos fueran lo más bellos y bien presentados posibles. Luego se esforzó porque cada sacerdote se esmerara en cumplir lo mejor que le fuera posible sus deberes sacerdotales. Y en seguida se dedicó a repartir limosnas con gran generosidad.
Cada día recibía 30, 40 o 60 menesterosos en su casa episcopal y él mismo les servía la comida. Todas las ganancias que obtenía como arzobispo las dedicaba a ayudar a los más necesitados.
En el año 1170 los ejércitos de Inglaterra invadieron a Irlanda llenando el país de muertes, de crueldad y de desolación. Los invasores saquearon los templos católicos, los conventos y llenaron de horrores todo el país. El arzobispo Lorenzo hizo todo lo que pudo para tratar de detener tanta maldad y salvar la vida y los bienes de los perseguidos. Se presentó al propio jefe de los invasores a pedirle que devolviera los bienes a la Iglesia y que detuviera el pillaje y el saqueo. El otro por única respuesta le dio una carcajada de desprecio. Pero pocos días después murió repentinamente. El sucesor tuvo temor y les hizo mucho más caso a las palabras y recomendaciones del santo.
El arzobispo trató de organizar la resistencia pero viendo que los enemigos eran muy superiores, desistió de la idea y se dedicó con sus monjes a reconstruir los templos y los pueblos y se fue a Inglaterra a suplicarle al rey invasor que no permitiera los malos tratos de sus ejércitos contra los irlandeses.
Estando en Londres de rodillas rezando en la tumba de Santo Tomás Becket (un obispo inglés que murió por defender la religión) un fanático le asestó terribilísima pedrada en la cabeza. Gravemente herido mandó traer un poco de agua. La bendijo e hizo que se la echaran en la herida de la cabeza, y apenas el agua llegó a la herida, cesó la hemorragia y obtuvo la curación.
El Papa Alejandro III nombró a Lorenzo como su delegado especial para toda Irlanda, y él, deseoso de conseguir la paz para su país se fue otra vez en busca del rey de Inglaterra a suplicarle que no tratara mal a sus paisanos. El rey no lo quiso atender y se fue para Normandía. Y hasta allá lo siguió el santo, para tratar de convencerlo, pero a causa del terribilísimo frío y del agotamiento producido por tantos trabajos, murió allí en Normandía en 1180 al llegar a un convento. Cuando el abad le aconsejó que hiciera un testamento, respondió: "Dios sabe que no tengo bienes ni dinero porque todo lo he repartido entre el pueblo. Ay, pueblo mío, víctima de tantas violencias ¿Quién logrará traer la paz?". Seguramente desde el cielo debe haber rezado mucho por su pueblo, porque Irlanda ha conservado la religión y la paz por muchos siglos. Estos son los verdaderos patriotas, los que como San Lorenzo de Irlanda emplean su vida toda por conseguir el bien y la paz para sus conciudadanos. Dios nos envíe muchos patriotas como él.
Dichosos los que buscan la paz porque serán llamados hijos de Dios. (Jesucristo).

 

Estevão Teodoro Cuenot, Santo

Bispo e Mártir, 14 de novembro

Esteban Teodoro Cuenot, Santo

Esteban Teodoro Cuenot, Santo

Etimológicamente significa “coronado”. Viene de la lengua griega.
Jesús dice: “El que quiera ser grande entre vosotros, que se haga vuestro servidor”.
Fue mártir en el siglo XIX por intentar ayudar y servir a los demás.
En el mismo año en que Napoleón llegaba al poder en Francia, nacía el gran literato Víctor Hugo.
También, en este mismo año, en Bélgica, nacía el hijo de un agricultor que se convirtió en obispo de Indochina.
En su figura veía V. Hugo al hombre y obispo ideal.
Y en el obispo Esteban Teodoro Cuento – si lo hubiera tratado personalmente- habría podido adivinar la imaginación no literaria de un verdadero hijo del pueblo, ni una clase social, sino un obispo, que ya desde pequeño, dejó la escuela sin saber si podría continuar sus estudios.
La madre tuvo que hacer grandes esfuerzos y sacrificios para que estudiara teología.
Hasta vender su vestido para ayudarle a su hijo a llevar a cabo sus estudios.
Por eso, el primer gesto que hizo el neosacerdote, sin dudarlo, fue regalarle a su madre un vestido nuevo.
Fue relojero y catequista hasta que en la Rue du Bac, tomó contacto con los padres misioneros de san Vicente Paul.
En el año 1835 fue a Indochina en donde fue consagrado obispo para llevar a cabo muchas y diferentes misiones.
Logró con su apostolado intenso, buena conducta intachable, sus obras te caridad y su amor a los pobres el amor de cuantos le conocieron.
Murió a consecuencias de la persecución de Tu- Duc.
¡Felicidades a quien lleve este nombre!

 

Juan Liccio (Licci), Beato

Dominicano, 14 de Novembro

Juan Liccio (Licci), Beato

Juan Liccio (Licci), Beato

Nació en 1400, en Cáccamo, Sicilia, en el seno de una familia de pobres labradores. Su madre murió en el alumbramiento. Desde entonces y durante sus 111 años de vida, estuvo plagada de hechos milagrosos.
Su padre tenía que trabajar en el campo, y se vio forzado a dejar al niño solo. Ante el llanto del pequeño, una vecina lo tomó y se lo llevó a su casa, poniéndolo en la misma habitación en donde yacía su marido paralítico, que fue instantáneamente curado. La mujer le contó al padre de Juan el milagro, pero éste, disgustado porque su vecina había tomado al niño sin su permiso, no le prestó atención, y se lo llevó a su casa. Apenas el niño dejó la casa de la vecina, le su marido se vio nuevamente atacado por la parálisis; cuando Juan retornó, el hombre recuperó el movimiento. Hasta el padre del niño tomó esto como una señal del cielo, y permitió que los vecinos lo cuidaran.
Antes de cumplirlos los diez años, Juan recitaba el Oficio Divino. A los 15, durante un viaje a Palermo, en la iglesia de Santa Zita Juan se confesó con el Beato Pedro Jeremías quien le sugirió que considerara entrar en la vida religiosa. Pese a no considerarse apto, Juan siguió su consejo, entrando en loa Orden Dominica en 1415, llevando el hábito durante 96 años, lapso de tiempo no superado hasta ahora por ningún otro miembro de la Orden.
Fundó el convento de Santa Zita en Caccamo. Faltando dinero para la construcción, mientras oraba pidiendo consejo, se le apareció un ángel que le dijo: "construye en los cimientos de lo que ya está construido". Al día siguiente, en el bosque cercano encontró la construcción abandonada de la iglesia Santa María de los Ángeles, presumiendo que ese era el lugar indicado por el Ángel, comenzó la construcción allí, durante la cual muchas dificultades fueron resueltas de forma milagrosa.

 

Maria Luísa Merkert, Beata

Co-fundadora, 14 de novembro

María Luisa Merkert, Beata

María Luisa Merkert, Beata

Cofundadora de la Congregación de Religiosas de Santa Isabel

Martirologio Romano: En Nysa, Polonia, beata María Luisa Merkert, cofundadora y primera superiora general de la Congregación de las Religiosas de Santa Isabel (1872).

Nació el 21 de septiembre de 1817 en Nysa, en Silesia de Opole (entonces diócesis de Breslavia), en el seno de una familia muy católica de la burguesía. Era la segunda hija de Carlos Antonio Merkert y María Bárbara Pfitzner. En el bautismo le pusieron los nombres de María Luisa. Sus padres y su hermana pertenecían a la Cofradía del Santo Sepulcro. Su padre murió cuando ella tenía un año. Su madre influyó mucho en la inclinación de sus dos hijas, María Luisa y Matilde, al servicio caritativo de los necesitados y a la vocación a la vida religiosa.
A la muerte de su madre, acaecida en 1842, decidió dedicarse totalmente a los pobres, a los enfermos y a los abandonados. Aconsejada por su confesor, junto con su hermana Matilde y con Francisca Werner, se unió a Clara Wolff, joven virtuosa y terciaria franciscana, que había decidido servir a los enfermos y a los pobres a domicilio. Comenzaron la actividad caritativa en Nysa el 27 de septiembre de 1842. Se prepararon para dar ese paso con la confesión, la comunión y un acto de consagración al Sacratísimo Corazón de Jesús. El presbítero Francisco Javier Fischer les dio la bendición. A partir de entonces, María cumplía diariamente los compromisos asumidos, asistiendo a los enfermos y a los pobres en sus casas y recogiendo limosnas para los necesitados. El 8 de mayo de 1846 murió su hermana Matilde, que se había contagiado de tifus mientras cuidaba a los enfermos.
María Merkert, con Clara Wolff, se dirigió a las Hermanas de la Misericordia de San Carlos Borromeo en Praga, para un período de noviciado, trabajando como enfermera en los hospitales de Podole, Litomierzyce y Nysa. Notando que estas religiosas consideraban secundaria la asistencia de los enfermos a domicilio, dejó su noviciado el 30 de junio de 1850, si bien la formación recibida en ese período le sirvió de mucho. No faltaron incomprensiones, pero María pudo dedicarse totalmente al proyecto original de la asistencia a domicilio de los enfermos, los pobres y los más necesitados.
El 19 de noviembre de 1850, fiesta de santa Isabel de Hungría, María Merkert y Francisca Werner, llenas de confianza en Dios, reemprendieron en Nysa la actividad caritativa-apostólica, escogiendo a santa Isabel, llena de amor a Dios y a los indigentes, por patrona de la comunidad naciente. Nueve años más tarde, el 4 de septiembre de 1859, la Asociación de santa Isabel recibió la aprobación por parte del obispo de Breslavia. El 15 de diciembre sucesivo se celebró el primer capítulo general, que eligió a María Merkert como superiora general. El 5 de mayo de 1860, María, junto con otras veinticinco religiosas hizo los votos de castidad, pobreza y obediencia, a los que añadieron un cuarto voto de servir a los enfermos y necesitados. En los años 1863-1865 construyó en Nysa la casa madre de la congregación; el instituto obtuvo el reconocimiento jurídico estatal en 1864. El 7 de junio de 1871, el Papa Pío IX le concedió el "Decretum laudis"; y León XIII le otorgó la aprobación definitiva en 1887.
El amor a Dios impulsaba a María al amor al prójimo, en favor del cual gastó todas sus energías hasta la muerte. La asistencia a los enfermos y abandonados en sus domicilios no distraía a la sierva de Dios de la vida de oración, pues en su relación íntima con el Señor y en la filial devoción al Sacratísimo Corazón de Jesús encontraba la fuerza para su obra caritativa; sentía también una gran devoción a la Virgen, a la que tenía como modelo de fe y mediadora.
Se preocupaba mucho por sus religiosas, a las que instruía intelectual y espiritualmente en un espíritu de humildad profunda. En sus veintidós años de gobierno, formó a casi quinientas hermanas y fundó noventa casas, distribuidas en nueve diócesis y en dos vicariatos apostólicos. La llamaban "la querida madre de todos" y "la samaritana de Silesia".
Murió con fama de santidad el 14 de noviembre de 1872 y esa fama fue aumentando después de su muerte. Juan Pablo II promulgó el decreto sobre sus virtudes heroicas el 20 de diciembre de 2004; y Benedicto XVI firmó el decreto sobre el milagro el 1 de junio de 2007.
Fue beatificada el 30 de septiembre de 2007.
Reproducido con autorización de
Vatican.va

 

92705 > Sant' Antigio Vescovo 14 novembre
94296 > Beato Antonio Piscina Francescano 14 novembre
77600 > San Clementino Martire 14 novembre
77570 > San Dubricio Vescovo 14 novembre MR
77550 > San Giocondo di Bologna Vescovo 14 novembre
77580 > San Giovanni Vescovo in Dalmazia 14 novembre MR
90740 > Beato Giovanni da Tufara Eremita 14 novembre MR
90817 > Beato Giovanni Liccio Domenicano 14 novembre MR
92358 > Sant' Ipazio di Gangra Vescovo e martire 14 novembre MR
90998 > San Lorenzo O'Toole Arcivescovo di Dublino 14 novembre MR
93495 > Beata Maria Merkert Vergine 14 novembre
90391 > Santi Nicola Tavelic, Stefano da Cuneo, Deodato Aribert da Ruticinio e Pietro da Narbona Sacerdoti francescani, martiri 14 novembre MR
77560 > San Rufo di Avignone Vescovo 14 novembre MR
91294 > San Serapio Martire mercedario 14 novembre MR
77590 > San Siardo Abate 14 novembre MR
90434 > Santo Stefano Teodoro (Etienne-Théodore) Cuénot Vescovo e martire 14 novembre MR
90950 > Santa Veneranda Martire 14 novembre

 

Sites: www.es.catholic. – www.santiebeati.itwww.jesuitas.pt. (este do livro Santos de Cada Dia).

 

António Fonseca