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sábado, 20 de novembro de 2010

Nº 1193 – 21 DE NOVEMBRO DE 2010 - SANTOS DO DIA

Cristo Rei do Universo

Último domingo do ano litúrgico

Cristo Rey del Universo

Cristo Rei do Universo

Foi o Papa Pio XI, em 11 de dezembro de 1925, quem instituiu esta solenidade que encerra o tempo ordinário. Seu propósito é recordar a soberania universal de Jesus Cristo. É uma verdade que sempre a Igreja professou e pela qual todo o fiel está disposto a morrer.
Cristo é Rei do Universo porque é Deus. O Pai colocou tudo em suas mãos e devemos obedecer-lhe em tudo. Não será justo apelar ao amor como pretexto para ser fraco na obediência a Deus. Em nossa relação com Deus, a obediência e o amor são inseparáveis.
O que tem meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e o que me ame, será amado de meu Pai; e eu o amarei e me manifestarei a ele.» –João 14,21
Ninguém e nenhuma lei está acima de Deus. O Pontífice Leão XIII ensinava na "Inmortale Dei" a obrigação dos Estados em render culto público a Deus, homenageando sua soberania universal.
Diferente aos homens, Deus exerce sempre sua autoridade para o bem. Quem confia em Deus, quem conhece seu amor não deixará de obedecer-lhe em tudo, ainda que não compreenda as razões de Deus.
Se desejas conhecer mais sobre esta celebração faz click AQUI

Festa de Cristo Rei

21 de novembro 2010, último domingo do ano litúrgico. ¡Prepara-te para a festa do Rei do Universo!

Fiesta de Cristo Rey

Fiesta de Cristo Rei

ÚLTIMO DOMINGO DO ANO LITÚRGICO:


Cristo é o Rei do universo e de cada um de nós.
É uma das festas mais importantes do calendário litúrgico, porque celebramos que Cristo é o Rei do universo. Seu Reino é o Reino da verdade e a vida, da santidade e da graça, da justiça, do amor e da paz.
Um pouco de história
A festa de Cristo Rei foi instaurada pelo Papa Pio XI em 11 de Março de 1925. 
O Papa quis motivar os católicos a reconhecer em público que o mandatário da Igreja é
Cristo Rei.
Posteriormente mudou-se a data da celebração dando-lhe um novo sentido. Ao encerrar o ano litúrgico com esta festa se quis ressaltar a importância de Cristo como centro de toda a história universal. É o Alfa e o Omega, o princípio e o fim. Cristo reina nas pessoas com sua mensagem de amor, justiça e serviço. O Reino de Cristo é eterno e universal, quer dizer, para sempre e para todos os homens.
Com a festa de Cristo Rei se conclui o ano litúrgico. Esta festa tem um sentido escatológico pois celebramos a Cristo como Rei de todo o universo. Sabemos que o Reino de Cristo já começou, pois se fez presente na terra a partir de sua vinda ao mundo há dois mil anos, mas Cristo não reinará definitivamente sobre todos os homens até que volte ao mundo com toda sua glória no final dos tempos, na Parusía.
Se queres conhecer o que Jesús nos antecipou desse grande dia, podes ler o
Evangelho de Mateus 25,31-46.
Na festa de Cristo Rei celebramos que Cristo pode começar a reinar em nossos corações no momento em que nós o permitamos, e assim o Reino de Deus pode fazer-se presente em nossa vida. Desta forma vamos instaurando desde agora o Reino de Cristo em nós mesmos e em nossos lares, empresas e ambiente.

 

 

Jesús nos fala das características de seu Reino através de várias parábolas no capítulo 13 de Mateus:
“é semelhante a um grão de mostarda que um toma e atira ao seu horto e cresce e se converte numa árvore, e as aves do céu fazem o ninho nos seus ramos”;  “é semelhante ao fermento que uma mulher toma e deita em três medidas de farinha até que a fermenta toda”; “é semelhante a um tesouro escondido num campo, que quem o encontra o oculta, e cheio de alegria, vai, vende quanto tem e compra aquele campo”;  “é semelhante a um mercador que busca pérolas preciosas, e achando uma de grande preço, vai, vende tudo quanto tem e a compra”.
Nelas, Jesús nos faz ver claramente que vale a pena buscá-lo e encontrá-lo, que viver o Reino de Deus vale mais que todos os tesouros da terra e que seu crescimento será discreto, sem que ninguém saiba como nem quando, mas eficaz.
A Igreja tem o encargo de pregar e estender o reinado de Jesus Cristo entre os homens. Sua pregação e extensão deve ser o centro de nosso afã vida como membros da Igreja. Se trata de lograr que Jesus Cristo reine no coração dos homens, no seio dos lares, nas sociedades e nos povos. Com isto conseguiremos alcançar um mundo novo em que reine o amor, a paz e a justiça e a salvação eterna de todos os homens.
Para lograr que Jesús reine em nossa vida, em primeiro lugar devemos conhecer a Cristo. A leitura e reflexão de Evangelho, a oração pessoal e os sacramentos são meios para o conhecer e dos que se recebem graças que vão abrindo nossos corações a seu amor. Se trata de conhecer a Cristo de uma maneira experiencial e não só teológica.
Acerquemo-nos da Eucaristia, Deus mesmo, para receber de sua abundância. Oremos com profundidade escutando a Cristo que nos fala.
Ao conhecer a Cristo começaremos a amá-lo de maneira espontânea, por que Ele é toda a bondade. E quando um está enamorado se nota.
O terceiro passo é imitar a Jesus Cristo. O amor nos levará quase sem dar-nos conta a pensar como Cristo, querer como Cristo e a sentir como Cristo, vivendo uma vida de verdadeira caridade e autenticidade cristã. Quando imitamos a Cristo conhecendo-o e amando-o, então podemos experimentar que o Reino de Cristo começou para nós.

 

 

Por último, virá o compromisso apostólico que consiste em levar nosso amor à ação de estender o Reino de Cristo a todas as almas mediante obras concretas de apostolado. Não nos poderemos deter. Nosso amor começará a transbordar.
Dedicar nossa vida à extensão do Reino de Cristo na terra é o melhor que podemos fazer, pois Cristo nos premiará com uma alegria e uma paz profundas e imperturbáveis em todas as circunstâncias da vida.
Ao longo da história há inumeráveis testemunhos de cristãos que deram a vida por Cristo como o Rei de suas vidas. Um exemplo são os mártires da guerra cristera no México nos anos 20’s, que por defender sua fé, foram perseguidos e todos eles morreram gritando
“¡Viva Cristo Rei!”.
A festa de Cristo Rei, ao finalizar o ano litúrgico é uma oportunidade de imitar a estes mártires promulgando publicamente que Cristo é o Rei de nossas vidas, o Rei dos reis, o Principio e o Fim de todo o Universo.

QUE VIVA MEU CRISTO


Que viva meu Cristo, que viva meu Rei / que impere onde queira triunfante sua lei, / que impere onde queira triunfante sua lei,

¡Viva Cristo Rei! ¡Viva Cristo Rei!


Mexicanos um Pai temos / que nos deu da pátria a união / a esse Pai gozosos cantemos, / empunhando com fé seu pendão.
Ele formou com voz fazedora / quanto existe debaixo do sol; / da inércia e do nada incolor / formou luz em candente arrebol.
Nossa Pátria, a Pátria querida, / que arranjou nosso berço ao nascer / a Ele o deve quanto é na vida / sobretudo o que saiba crer.
Do Anáhuac inculto e sangrento, / em arranque sublime de amor, / formou um povo, ao calor de seu alento / que o aclama com fé e com valor.
Sua realeza proclame onde queira / este povo que no Tepeyac, / tem implantada sua branca bandeira, / a seus pais a rica herdade.
É vão que cruel inimigo / Nosso Cristo pretenda humilhar. / Deste Rei levarão o castigo / Os que intentem seu nome ultrajar.

imagen:www.corazones.org

APRESENTAÇÃO DE NOSSA SENHORA NO TEMPLO

La Presentación de Nuestra Señora al Templo

Apresentação de Nossa Senhora ao Templo

Nesta memória, a piedade litúrgica para com a Mãe do nosso Salvador julga poder referir-se a textos não canónicos. Os nossos Evangelhos, de facto, não falam da infância de Maria. Para satisfazerem piedosas curiosidades, foram ouvidos autores desconhecidos que nos forneceram amáveis pormenores sobre a vinda da Menina para o Templo de Jerusalém. Contam essas antigas tradições que Joaquim e Ana, muito tempo sem filhos, vieram por fim a ter uma filha, Maria. Quando tinha três anos conduziram-na ao templo, onde ela ficou no serviço do Senhor e dedicando-se ao trabalho e ao estudo, principalmente da Sagrada Escritura. isto leva-nos a pensar em Jesus com 12 anos, ficando no Templo a «ouvir e interrogar» os doutores. Maria devia ter o mesmo atrativo para o serviço do Pai do Céu. E a Bíblia (em particular Lc 2, 37) dá a entender que havia mulheres empregadas à volta do lugar sagrado. Maria penetra no Templo, oferece-se ao Senhor e a Ele se consagra para ser toda sua, e para sempre. Como faria a Santíssima Virgem esta consagração e como se agradaria d’Ela o Senhor! Recorda as vezes que tu também tens dito alguma coisa de semelhante a DeusQuantas vezes te tens consagrado a Ele?… e também lhe dizes que querias que a tua alma fosse toda sua e para sempre. Porém, que diferença entre as suas palavras e as de Maria! As tuas terão causado ao Senhor mais de uma vez grande pena, ao ver quão mal cumpririas o teu oferecimento. Ao contrário, que honra para Deus não derivaria deste oferecimento tão perfeito como foi o da Santíssima Virgemtotal e perpétuo! Considera como encanta a Maria este pensamento: ser de Deus!… Já o era desde o primeiro instante da sua Conceição… Nunca deixou , nem havia jamais de deixar de o ser… bem o sabia Ela, pois não ignorava a graça que tinha recebido do Senhor… e não obstante, ainda quer, se é possível, ter mais união com Deus… ser mais de Deus. Que exemplo para ti! Tu que tens mais necessidade do que Ela desta união (porque tens mais miséria), quão pouco a estimas! Quão pouco a procuras praticamente! Quão pouco trabalho para adquiri-la! Ser de Deus!!! Seja este o teu único pensamento, o teu  único anelo. Pede-lhe hoje, deste modo, a Maria. A Santa Sé admitiu a festa somente em 1372, a pedido do embaixador do rei de Chipre «e de Jerusalém». A festa aparece no Missal Romano a partir de 1505. Numerosos pintores célebres representaram a chegada de Maria ao Templo. Para não citar senão italianos: Giotto, Taddeo Gaddi, Ghirlandio, Carpaccio, Cima da Conegliano, Ticiano, Benvenuto di Giovanni, Pinturicchio e Signorelli. A Beata Maria do Divino Coração dedicava devoção especial à festa da Apresentação de Nossa Senhora, de modo que quis que os atos mais importantes da sua vida se realizassem neste dia. Foi no dia 21 de Novembro de 1964 que o papa Paulo VI, na clausura da 3ª sessão do Concílio Vaticano II, consagrou o mundo ao Coração de Maria e declarou Nossa Senhora Mãe da Igreja. Do livro Santos de Cada Dia, de www.jesuitas.pt. Consulta também ewtnwww.es.catholic. e www.santiebeati.it

Apresentação da Virgem Maria

Apresentação da Virgem Maria

Novembro 21

Etimologicamente significa "presente". Vem do latim.
A festa começa a partir do ano de 543. Foi no tempo em que se dedicou uma basílica  à "A Virgem Maria Nova." Foi erigido no Monte do Templo (Sião).
As igrejas orientais, muito sensíveis às festas marianas, comemoram neste dia a entrada de Maria no Templo para indicar que, embora fosse pura, reuniu-se com os antigos ritos dos judeus para evitar chamar atenção.
A liturgia bizantina como "a fonte perpetuamente manante de amor, o templo espiritual da santa glória de Cristo nosso Senhor."
No Ocidente, é apresentado como o símbolo da consagração da Virgem Imaculada ao Senhor, na véspera de sua vida consciente.
Este episódio da Virgem Maria não está nos quatro Evangelhos. Parece, no entanto, um livro apócrifo, o Proto-evangelho de Santiago.
Mas, como sempre, é remetido para o povo cristão. Historicamente, a espiritualidade e a religiosidade popular foram marcadas e destacou a disponibilidade da Virgem Maria relativamente à intercessão do Senhor Deus.
Portanto, tanto o Ocidente e o Oriente, deram origem a um sucesso retumbante entre todos os cristãos.
Maria estava destinada a ser um templo vivo da divindade. Segundo este evangelho apócrifo, o cenário não poderia ser mais simples: "Ana e Joaquim, num ato de fé e cortesia, queriam agradecer a Deus pelo nascimento desta criança."
Achamos que a melhor coisa é dedicar-se uma vida inteira. Quando Maria tinha três anos, foi levada ao templo por um sacerdote, tomou suas palavras para lembrar o Magnificat, o cântico da Virgem Maria em ação de graças pelo que Deus tinha feito com ela.
Esta festa data do século VI.
Parabéns para aqueles que levam este nome e as Irmãs da Apresentação de Granada e do mundo!

NOTA, DE António Fonseca: Conforme já disse anteriormente, estas biografias estão traduzidas diretamente pelo Google, dando origem a alguma confusão, – mas entre eu efetuar a tradução habitual e manter a tradução que vem do www.es.catholic. delibereipor falta de tempomanter esta última. As minhas desculpas e agradecimentos. AF

 

Nossa Senhora da Apresentação de Quinche

Nossa Senhora da Apresentação de Quinche

Nossa Senhora da Apresentação de Quinche

Padroeira do Equador

A imagem de Nossa Senhora da Apresentação de Quinche é uma bela escultura de madeira, esculpida no século XVI por Dom Diego de Robles, um artista extraordinário, que deve ser das imagens de grande popularidade e veneração de Maria.
Segundo alguns relatos, a Virgem apareceu aos índios numa caverna, prometendo livrá-los do perigo que devorava as crianças. Além disso, quem tinha encomendado a confecção da imagem de Don Diego, não foi pago por ele, então este decidiu dar-lhe, em vez de oyacachis índios em troca de tábuas de cedro fino necessárias para seu trabalho. Os chefes ficaram surpresos quando viram Diego Robles com a imagem da Virgem de costas e reconheceu nele as mesmas características da Senhora que tinha aparecido e tinha falado com eles na caverna. Sem dúvida que a Virgem queria que sua primeira visita para atrair as crianças mais pobres do Senhor dos senhores a quem ela segura nos braços.
Quinze anos se manteve a imagem para o atendimento dos índios até 1604, quando o bispo ordenou que fosse transferida para a cidade de Quinche, onde finalmente teve o seu nome. A imagem, que é uma madeira de cedro multa carving mede cerca de 62 cm. de alto, é coberta por uma túnica de brocado com grandes e bonitas  joias e bordados de ouro e de prata que só revelam seu rosto que estava escuro e silencioso. A Virgem tem um cetro na mão direita e na mão esquerda segura o Menino para nos abençoar, enquanto segura uma esfera de ouro encimado por uma cruz.
Aos pés da imagem, o pedestal e a grande meia-lua, ambos de pura prata e ouro com uma coroa imperial pesada e pedras preciosas, a demonstrar a generosidade do povo equatoriano que gostam de ver sua amante brilhante, sempre vestida com a melhor gala. O rosto de Jesus recorda as características das crianças mestiças das montanhas. O sangue é a cor da mãe, a síntese da alma do Inca e espanhola. Seu nariz fino é emoldurado por um rosto oval delicado com lábios finos e boca pequena, os olhos oblíquos e olhar triste pálpebras caídas estreitados ou dar-lhe uma doçura única. Portanto, este título é tão popular no Equador, especialmente entre os índios que carinhosamente chamado de "Little" ao seu protetor no céu.
É de admirar a variedade de músicas que são cantadas em honra de Nossa Senhora da Quinche, com textos em quíchua, Jivaro e outros  dialetos da região e também em castelhano, muitos dos quais são cantadas já há quatro séculos. A imagem foi coroada em 1943 e sua festa é celebrada em 21 de novembro. O templo atual foi declarada Santuário Nacional em 1985.
NOTA de António Fonseca: Esta tradução foi efectuada diretamente através do Google, motivo porque a sua redação é um pouco imperfeita, apesar de eu ter retocado várias partes do texto.

 

SÃO GELÁSIO I

Papa (496)

Gelásio I, São

Gelásio I, São

Gelásio. papa de 492 até 496, teve um pontificado breve mas importante, por causa da personalidade enérgica que mostrou ser. Era africano de origem, mas romano, havia muito, de residência e de pensamento. Tinha combatido com escritos o monofisismo e o pelagianismo. Africano como Tertuliano, gostava da polémica e raciocinava nela com vigor e inspiração, não sem repetições e verbosidade. Diante dos que o tinham como demasiado picante, áspero, duro e difícil, ele apelava para o soberano Juiz. Com Constantinopla prosseguiu a política do seu predecessor. Arrufou-se contra o patriarca Eufémio e o imperador Anastácio. Admirando-se este do seu silêncio, escreveu-lhe: «Dois poderes, augusto Imperador, partilham entre si soberanamente este mundo: a autoridade soberana dos pontífices e o poder real; e a carga dos sacerdotes é tanto mais pesada quanto, no exame divino, eles terão de dar conta ao Senhor até pelos reis… A tua piedade reconhece evidentemente que ninguém, por qualquer motivo humano, pode elevar-se contra o privilégio , a confissão daquele que a voz de  Cristo propôs ao universo, e que a Igreja Venerável reconheceu e olha sempre devotamente, como para seu chefe». O Papa velava com zelo por que os seus princípios fossem observados. O número das cartas de Gelásio é elevadíssimo para a pequena duração do pontificado. Perseguiu os maniqueus de Roma. Aos  bispos dos Balcãs escreveu várias cartas contra Acácio de Constantinopla (excomungado pela Santa Sé em 484, falecido em 489) e seus partidários. Censurou o bispo africano Sucónio, refugiado em Constantinopla, que aceitara a comunhão de Eufémio. Os prelados gauleses, mal informados, achavam o papa demasiado rígido. Mesmo em Roma, sobretudo no mundo senatorial, julgava-se exagerado o rancor do papa contra Acácio: não bastava manter a fidelidade ao Concílio de Calcedónia? Num tratado contra o senador Andrómaco, Gelásio denunciou a velha festa pagã das lupercais, do deus Pã, causa de desordens, que ameaçava reviver em Roma. O Papa, em 494, fez uma longa decretal para os bispos da Itália do Sul e da Sicília. O sacramentário chamado gelasiano é de origem romana e o seu temporal deve ter surgido no século VI. Julgou-se terem-se reconhecido no sacramentário «leoniano» muitos textos que parecem vir de Gelásio. Quando ao «decreto de Gelásio», a primeira parte poderá datar de 382: contém um cânone das Escrituras. A segunda, elaborada pelo ano de 500 na Gália do Sul, por uma personalidade apaixonada por S. Jerónimo, oferece o primeiro Índice dos livros proibidos. O autor, distraído, recomenda S. Cipriano, mas depois coloca-o entre as obras que merecem proibição. O Livro Pontifical fiz-nos que Gelásio amava os pobres e aumentou o clero. Dinis, o Pequeno (545), declarou que ele procurou servir mais que dominar, que juntou à castidade os méritos da doutrina ; a sua alegria estava em encontrar-se com os servos de Deus; morreu pobre depois de enriquecer os necessitados. Segundo o mesmo Livro, foi enterrado a 21 de Novembro. Do livro Santos de Cada Dia, de www.jesuitas.pt

 

 

BEATA MARIA DE JESUS DO BOM PASTOR

Fundadora (1842-1902)

Francisca Siedliska, Beata

Fundadora, 21 de novembro

Francisca Siedliska, Beata

Francisca Siedliska, Beata

Maria de Jesus, o Bom Pastor

 

A vida desta Serva de Deus, que durou 60 anos, divide-se em duas partes iguais: 30 anos na família e outros 30 na fundação e consolidação de um novo instituto religioso. Veio ela ao mundo em Roszkowa-Wola (Polónia), a 12 de Novembro de 1842, no seio da nobre família Siedliska. No baptismo, que recebeu no dia 20 do mesmo mês, impuseram-lhe os nomes de Francisca, Ana, Josefa. Os pais.embora católicos, não eram cristãos exemplares. Proporcionaram à filha boa educação literária e humanística, mas não cuidaram da sua educação religiosa. Felizmente, estas foi-lhe ministrada pelo Padre Leandro Lendzian, que a preparou para a primeira comunhão e sacramento do Crisma. A menina, movida pelo Espírito Santo, sentiu-se inclinada para a piedade e pensou até entregar-se totalmente a Deus na vida consagrada. Por esta razão rejeitou firmemente todas as propostas de casamento, coisa que muito irritou os pais. Proibiram-na de frequentar a Igreja. Deus, no entanto, não abandona os que n’Ele confiam e, por caminhos diferentes dos humanos, leva as coisas a bom termo. Francisca, aos 18 anos, caiu doente e tudo levava a crer que se tratava da tísica. Por isso, de 1860 a 1866 viveu em climas favoráveis à cura, fora do país natal. Entretanto ia oferecendo ao Senhor as próprias dores da alma e do corpo para conseguir a conversão do pai, o que se verificou, pela graça de Deus, em 1864. Devido à abolição das ordens religiosas na Polónia, então sujeita à Rússia, a serva de Deus, depois da morte do progenitor em 1870, começou a pensar na fundação de uma nova congregação, fora da sua pátria. Foi em peregrinação a Roma e expôs o seu projeto. A 1 de Outubro de 1873 recebeu a bênção de Pio IX para a a obra  que pretendia realizar. Na Santa Casa de Loreto sentiu a inspiração de dar à congregação o nome de “Irmãs da Sagrada Família de Nazaré”. Com o consentimento do Cardeal Vigário, lançou em Roma, no mês de Outubro de 1875, os fundamentos do Instituto. Não lhe faltaram dificuldades e consolações, tanto pelas muitas vocações na Polónia, como pela benevolência do Sumo Pontífice Leão XIII. Obtida finalmente a aprovação do instituto a 1 de maio de 1884, a fundadora tratou de o expandir não apenas na Europa mas inclusive nos Estados Unidos da América. Em 17 anos abriu 29 casas. O que isto supõe de trabalho, preocupações e sacrifícios , é fácil de conjeturar, sobretudo tendo-se em conta a delicada saúde da Serva de Deus.  A par desta atividade invulgar de apostolado, tratou ela de progredir na prática de todas as virtudes . A ânsia de perfeição levou-a a obrigar-se por voto especial a obedecer aos diretores espirituais , a fim de com mais segurança , na peugada dos santos , pôr por obra o que julgasse ser mais perfeito diante de Deus. Foi desta formas que ela se preparou para a morte inesperada, que adveio em Roma a 21 de Novembro de 1902. A fama de santidade , que a aureolava em vida, confirmou-se depois da morte. levados a cabo os processos habituais, João Paulo II elevou-a às honras da beatificação a 23 de Abril de 1989. AAS 33 (1941) 166-8: 72 (1980) 761-5. Do Livro Santos de Cada dia, de www.jesuitas.pt

•Marino (Mauro) de Porec (Porec), Santo
Novembro 21 Bispo,

Marino (Mauro) de Porec (Porec), Santo

Marino (Mauro) de Porec (Porec), Santo

Bispo

Martirológio Romano: Em Porec, Ístria (Croácia), São Marino, o bispo e mártir (CS IV).
Uma das igrejas mais bonitas da Itália, entre tantas como lá, é dedicada a S. Vidal. No mosaico de abside, juntamente com a Virgem e o Menino Jesus, é a figura de São Mauro, que é dedicado à igreja.
Nas suas mãos a coroa do martírio.
Quem foi esse santo?
Não só ele foi um mártir, mas também como bispo atestada duas inscrições em relação à construção da igreja e da transferência do santo para ele.
Ele foi bispo de Porec, no final da perseguição de Diocleciano. Segundo a lenda, o bispo chegou a África, tendo em conta a etimologia do seu nome ("mouros"). Ele era um jovem cristão de sua infância. Levado por sua paixão por Deus, ele foi consagrado como um monge em um mosteiro, que tinha 18 anos. Então ele foi para fazer uma peregrinação a Roma, e de lá partiu para Ístria a ser eleito bispo.
Perseguição sofreu muito durante sua vida defendendo o testemunho de sua fé em Cristo Jesus. Ele foi preso e condenado à morte. Os próprios cristãos coletadas seu corpo para o sepultamento no cemitério. Dois séculos mais tarde, um bispo sucessor Euphrasius ordens para construir uma igreja em sua honra e levada para além das suas relíquias. Muito deles foram levados para Roma, no século VII. Eles estão atualmente em San Juan de Latrão. Adoração e devoção logo se espalhou.
Parabéns para aqueles que levam este nome!

NOTA, DE António Fonseca: Conforme já disse anteriormente, estas biografias estão traduzidas diretamente pelo Google, dando origem a alguma confusão, – mas entre eu efetuar a tradução habitual e manter a tradução que vem do www.es.catholic. delibereipor falta de tempomanter esta última. As minhas desculpas e agradecimentos. AF

Demétrio de Rostov, São
Novembro 21  Biografia,

Etimologicamente significa "terra mãe". Vem do grego e eslavo.
Jesus diz: "Aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede, porque a água dou se tornará nele uma fonte de água que jorra para a vida eterna."
O que realmente tornou-se famosa em seu país, foi a peça "Flor dos Santos", que é um clássico da prosa áspera, enquanto um livro de piedade. Iniciou-se com a elaboração de São Cirilo de Kiev, onde se tornou um monge em 17 anos. Quando o primeiro volume, foi recebida com aplauso geral. Pedro, o Grande, enviou um presente para boa recompensa. O Patriarca de Moscou enviou bênção porque ele disse que gostava, porque tinha ideias de Roma católica. O dia mais triste na vida de Demétrio foi o dia em que o czar foi nomeado Metropolita da Sibéria para evangelizar esta região imensa e China. Volume III de "Flor dos Santos" tinha aparecido (1700).
O pobre monge, que só gostava de estudo e contemplação, s partiu chorando. Ele adoeceu em Moscou. Pedro, o Grande veio visitar. Demétrio disse que não havia nenhuma biblioteca na Sibéria. O czar foi nomeado Metropolita de Rostov, que os sacerdotes Diocese abundavam estúpida, bêbada e onde mulheres e crianças que nunca tomaram a comunhão. Raramente eram como bispo bom. Morreu quatro anos depois da publicação de seu quarto volume (1705). S foi encontrado morto de joelhos.
Parabéns para aqueles que levam este nome!

NOTA, DE António Fonseca: Conforme já disse anteriormente, estas biografias estão traduzidas diretamente pelo Google, dando origem a alguma confusão, – mas entre eu efetuar a tradução habitual e manter a tradução que vem do www.es.catholic. delibereipor falta de tempomanter esta última. As minhas desculpas e agradecimentos. AF

 

78720 > Sant' Agapio di Cesarea Martire MR
78650 > Santi Celso e Clemente Martiri 
20580 > Cristo Re dell'universo  (celebrazione mobile) - Festa MR
91897 > Beata Francesca Siedliska (Maria di Gesù Buon Pastore) Fondatrice  MR
90444 > San Gelasio I Papa  MR
94428 > San Launo di Thouars Vescovo 
91333 > San Mauro di Cesena Vescovo  MR
90447 > San Mauro di Parenzo Vescovo e martire  MR
25200 > Presentazione della Beata Vergine Maria  - Memoria MR
78710 > San Rufo  MR

 

 

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António Fonseca

SOLENIDADE DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, REI DO UNIVERSO

 

20580AJ

 

ANO C

34º DOMINGO DO TEMPO COMUM

SOLENIDADE DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, REI DO UNIVERSO

21 de Novembro de 2010

Tema da Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo

A Palavra de Deus, neste último domingo do ano litúrgico, convida-nos a tomar consciência da realeza de Jesus. Deixa claro, no entanto, que essa realeza não pode ser entendida à maneira dos reis deste mundo: é uma realeza que se exerce no amor, no serviço, no perdão, no dom da vida.

A primeira leitura apresenta-nos o momento em que David se tornou rei de todo o Israel. Com ele, iniciou-se um tempo de felicidade, de abundância, de paz, que ficou na memória de todo o Povo de Deus. Nos séculos seguintes, o Povo sonhava com o regresso a essa era de felicidade e com a restauração do reino de David; e os profetas prometeram a chegada de um descendente de David que iria realizar esse sonho.

O Evangelho apresenta-nos a realização dessa promessa: Jesus é o Messias/Rei enviado por Deus, que veio tornar realidade o velho sonho do Povo de Deus e apresentar aos homens o “Reino”; no entanto, o “Reino” que Jesus propôs não é um Reino construído sobre a força, a violência, a imposição, mas sobre o amor, o perdão, o dom da vida.

A segunda leitura apresenta um hino que celebra a realeza e a soberania de Cristo sobre toda a criação; além disso, põe em relevo o seu papel fundamental como fonte de vida para o homem.

LEITURA I – 2 Sam 5,1-3

Leitura do Segundo Livro de Samuel

Naqueles dias,

todas as tribos de Israel

foram ter com David a Hebron e disseram-lhe:

«Nós somos dos teus ossos e da tua carne.

Já antes, quando Saul era o nosso rei,

eras tu quem dirigia as entradas e saídas de Israel.

E o Senhor disse-te:

“Tu apascentarás o meu povo de Israel,

tu serás rei de Israel”».

Todos os anciãos de Israel foram à presença do rei, a Hebron.

O rei David concluiu com eles uma aliança diante do Senhor

e eles ungiram David como rei de Israel.

AMBIENTE

Por volta do ano 1007 a.C., o reino de Saul (que agrupava as tribos do norte e do centro) sofreu um rude golpe, com a morte do rei e de Jónatas (filho e natural sucessor de Saul) às mãos dos filisteus, numa batalha travada junto do monte Guilboá (cf. 1 Sm 31). Por esta altura, em contrapartida, David reinava (desde 1012 a.C.) sobre as tribos do sul (cf. 2 Sm 2,1-4).

Ishboshet, filho de Saul, foi escolhido para suceder a seu pai e ainda reinou dois anos sobre as tribos do norte e do centro (cf. 2 Sm 2,8-11); mas acabou por ter a oposição de Abner, chefe dos exércitos do norte, que ofereceu a David a autoridade sobre as tribos que formavam o reino de Saul (cf. 2 Sm 3,12-21). Abner foi, entretanto, assassinado por Joab, general de David (cf. 2 Sm 3,26-27); e, pouco depois, também Ishboshet foi, muito convenientemente, assassinado – embora o segundo livro de Samuel se esforce por mostrar que David não teve nada a ver com esses assassínios (cf. 2 Sm 3,28-39; 4,1-12). Finalmente, os anciãos do norte – preocupados em encontrar uma liderança forte que lhes permitisse resistir aos inimigos tradicionais, os filisteus – pediram a David que aceitasse dirigir também os destinos das tribos do norte e do centro.

É diante deste quadro que a leitura de hoje nos coloca. David está em Hebron – a capital das tribos do sul – e é lá que recebe os enviados das tribos norte e do centro que lhe propõem a realeza. Estamos por volta do ano 1005 a.C..

MENSAGEM

Temos, portanto, os anciãos de Israel diante de David a propor-lhe a realeza sobre as tribos do norte e do centro. David aceita… É a primeira vez que se consegue a união das tribos do norte, do centro e do sul sob a autoridade de um único rei (as “doze tribos” que a tradição teológica designará como o “Povo de Deus”).

Os catequistas deuteronomistas, autores deste texto, preocupam-se, no entanto, em fazer uma leitura teológica da história… Assim, colocam na boca dos anciãos de Israel a seguinte frase: “o Senhor disse-te: «tu apascentarás o meu Povo de Israel, tu serás rei de Israel»” (vers. 2). A realeza de David aparecerá, assim, como algo querido por Deus, decidido por Deus – uma espécie de extensão da realeza de Deus: doravante, o rei David será considerado o instrumento através do qual Deus apascenta o seu Povo.

David foi o rei mais importante da história do Povo de Deus. O seu reinado foi marcado – como acontece com todos os reinados “humanos” – por conflitos internos, guerras civis, injustiças, mortes… Mas, apesar de tudo, David manifestou-se como um homem com uma grande estatura política e moral. Em termos políticos, o reinado de David fez de Israel e de Judá um reino de razoáveis dimensões, que se sobrepôs aos seus inimigos tradicionais (os filisteus, os amonitas, os moabitas) e que ficou na memória do Povo de Deus como um tempo ideal de paz e de abundância. Em termos religiosos, foi o tempo em que Jahwéh era considerado, efetivamente, o Deus de Israel e de Judá e em que o rei potenciava o encontro de todo o Povo à volta do seu Deus, na fidelidade à aliança.

No futuro – sobretudo em épocas de crise, de frustração nacional, de instabilidade social, de infidelidade religiosa – o reinado de David vai constituir como que uma miragem ideal; e, nas alturas mais dramáticas da sua história, o Povo de Deus sonha com um descendente de David que venha restaurar o reino ideal de seu pai.

ACTUALIZAÇÃO

Considerar os seguintes desenvolvimentos:

• O que é que a história de David tem a ver com a Festa de Jesus Cristo, Rei do Universo? Jesus Cristo, o Messias, Rei de Israel, descendente de David, é considerado no Novo Testamento a resposta de Jahwéh aos sonhos e expectativas do Povo de Deus. Ele veio para restaurar, ao jeito de Deus e na lógica de Deus, o reino de David. Jesus é, portanto, o Rei que, à imagem do que David fez com Israel, apascenta o novo Povo de Deus (veremos, mais à frente, como deve ser entendida a realeza de Jesus). Que significa, para mim, dizer que Jesus é Rei?

• O reinado de David é apresentado com um tempo ideal de unidade, de paz e de felicidade; no entanto, conheceu, também, tudo aquilo que costuma caracterizar os reinados humanos: tronos, riquezas, exércitos, batalhas, injustiças, intrigas de corte, lutas pelo poder, assassínios, corrupção… Falar do “Reino” de Jesus terá algo a ver com isto? Estes esquemas caberão, de alguma forma, na lógica de Deus?

SALMO RESPONSORIAL – Salmo 121 (122)

Refrão: Vamos com alegria para a casa do Senhor.

Alegrei-me quando me disseram:

«Vamos para a casa do Senhor».

Detiveram-se os nossos passos

às tuas portas, Jerusalém.

Jerusalém, cidade bem edificada,

que forma tão belo conjunto!

Para lá sobem as tribos,

as tribos do Senhor.

Para celebrar o nome do Senhor,

segundo o costume de Israel;

ali estão os tribunais da justiça,

os tribunais da casa de David.

LEITURA II – Col 1,12-20

Leitura da Epístola do apóstolo São Paulo aos Colossenses

Irmão:

Damos graças a Deus Pai, que nos fez dignos de tomar parte na herança dos santos, na luz divina. Ele nos libertou do poder das trevas e nos transferiu para o reino do seu Filho muito amado, no qual temos a redenção, o perdão dos pecados. Cristo é a imagem de Deus invisível, o Primogénito de toda a criatura; Porque n’Ele foram criadas todas as coisas no céu e na terra, visíveis e invisíveis, Tronos e Dominações, Principados e Potestades: Ele é anterior a todas as coisas e n’Ele tudo subsiste. Ele é a cabeça da Igreja, que é o seu corpo. Ele é o Princípio, o Primogénito de entre os mortos; em tudo Ele tem o primeiro lugar. Aprouve a Deus que n’Ele residisse toda a plenitude e por Ele fossem reconciliadas consigo todas as coisas, estabelecendo a paz, pelo sangue da sua cruz, com todas as criaturas na terra e nos céus.

AMBIENTE

A comunidade cristã de Colossos (situada na Ásia Menor, a cerca de 200 quilómetros a Este de Éfeso) não foi fundada por Paulo, mas sim por Epafras, discípulo de Paulo e colossense de origem. Como é que Paulo aparece envolvido com esta comunidade?

Daquilo que podemos perceber da carta, Paulo estava na prisão (em Roma?) quando recebeu a visita do seu amigo Epafras. Epafras contou a Paulo que a Igreja de Colossos estava em crise, pois alguns “doutores” cristãos ensinavam que a adesão a Jesus devia ser completada por outras práticas religiosas, fundamentais para a salvação e para um conhecimento mais profundo do mistério de Deus. Assim, esses “doutores” exigiam dos crentes de Colossos o cumprimento de práticas ascéticas, de certos ritos legalistas, de algumas prescrições sobre os alimentos; exigiam, também, a observância de determinadas festas e a crença nos anjos e nos seus poderes. É possível que este quadro tivesse a ver com doutrinas orientais que começavam a circular nesta época e que iriam, mais tarde, desembocar no movimento “gnóstico”.

Contra esta confusão religiosa, Paulo afirma a absoluta suficiência de Cristo: a adesão a Cristo é o fundamental para quem quer ter acesso à proposta de salvação que Deus faz aos homens; tudo o resto é dispensável e não deve ser imposto aos cristãos.

MENSAGEM

O texto que nos é proposto começa com um convite à ação de graças, porque Deus livrou os colossenses “do poder das trevas” e transferiu-os “para o Reino do seu filho muito amado” (vers. 12-14); em seguida, Paulo apresenta um hino no qual celebra a supremacia absoluta de Cristo na criação e na redenção (vers. 15-20): trata-se de um hino que Paulo, provavelmente, tomou da liturgia cristã, mas que aparece perfeitamente integrado no discurso e na mensagem desta carta. É nas duas estrofes deste hino que está a mensagem fundamental que nos interessa refletir.

A primeira estrofe do hino (vers. 15-17) afirma e celebra a soberania de Cristo sobre toda a criação; e fá-lo, recorrendo a três afirmações importantes.

A primeira diz que Cristo é a “imagem de Deus invisível”. Dizer que é “imagem” significa dizer que Ele é, em tudo, igual ao Pai, no ser e no agir, e que n’Ele reside a plenitude da divindade. Significa que Deus, espiritual e transcendente, revela-Se aos homens e faz-Se visível através da humanidade de Cristo.

A segunda afirma que Ele é “o primogénito de toda a criatura”. No contexto familiar judaico, o “primogénito” era o herdeiro principal, que tinha a primazia em dignidade e em autoridade sobre os seus irmãos. Aplicado a Cristo, significa que Ele tem a supremacia e a autoridade sobre toda a criação.

A terceira assegura que “n’Ele, por Ele e para Ele foram criadas todas as coisas”. Tal significa que todas as coisas têm n’Ele o seu centro supremo de unidade, de coesão, de harmonia (“n’Ele”); que é Ele que comunica a vida do Pai (“por Ele”); e que Cristo é o termo e a finalidade de toda a criação (“para Ele”).

Ao mencionar expressamente que os “tronos, dominações, principados e potestades” estão incluídos na soberania de Cristo, Paulo desmonta as especulações dos “doutores” de Colossos acerca dos poderes angélicos, considerados em paralelo com o poder de Cristo.

A segunda estrofe (vers. 18-20) afirma e celebra a soberania e o poder de Cristo na redenção. Também aqui temos três afirmações fundamentais…

A primeira diz que Cristo é a “cabeça da Igreja, que é o seu corpo”. A expressão significa, em primeiro lugar, que Cristo tem a primazia e a soberania sobre a comunidade cristã; mas significa, também, que é Ele quem comunica a vida aos membros do corpo e que os une num conjunto vital e harmónico.

A segunda afirma que Cristo é o “princípio, o primogénito de entre os mortos”. Significa, não só que Ele foi o primeiro a ressuscitar, mas também que Ele é a fonte de vida que vai provocar a nossa própria ressurreição.

A terceira assegura que em Cristo reside “toda a plenitude”. Significa que n’Ele e só n’Ele habita, efetiva e essencialmente, a divindade: tudo o que Deus nos quer comunicar, a fim de nos inserir na sua família, está em Cristo. Por isso, o autor do hino pode concluir que, por Cristo, foram reconciliadas com Deus todas as criaturas na terra e nos céus: por Cristo, a criação inteira, marcada pelo pecado, recebeu a oferta da salvação e pôde voltar a inserir-se na família de Deus.

ACTUALIZAÇÃO

A reflexão pode fazer-se a partir dos seguintes desenvolvimentos:

• A festa de Cristo Rei, que encerra o ano litúrgico, celebra, antes de mais, a soberania e o poder de Cristo sobre toda a criação. A leitura que acabámos de ver diz, a este propósito, que em Cristo, Deus revela-Se; que Ele tem a supremacia e autoridade sobre todos os seres criados; que Ele é o centro de todo o universo e que tudo tende e converge para Ele… Isto equivale a definir Cristo como o centro da vida e da história, a coordenada fundamental à volta da qual tudo se constrói. Cristo tem, de facto, esta centralidade na vida dos homens e mulheres do nosso tempo, ou há outros deuses e referências que usurparam o seu lugar? Quais são esses outros “reis” que ocuparam o “trono” que pertence a Cristo? Esses “reis” trouxeram alguma “mais valia” à vida dos homens, ou apenas criaram escravidão e desumanização? O que podemos fazer para que a nossa sociedade reconheça em Cristo o seu “rei”?

• Em termos pessoais, Cristo é o centro, referência fundamental à volta da qual a minha vida se articula e se constrói? O que é que Ele significa para mim, não em termos de definição teórica, mas em termos existenciais?

• A Festa de Cristo Rei é, também, a festa da soberania de Cristo sobre a comunidade cristã. A Igreja é um corpo, do qual Cristo é a cabeça; é Cristo que reúne os vários membros numa comunidade de irmãos que vivem no amor; é Cristo que a todos alimenta e dá vida; é Cristo o termo dessa caminhada que os crentes fazem ao encontro da vida em plenitude. Esta centralidade de Cristo tem estado sempre presente na reflexão, na catequese e na vida da Igreja? É que muitas vezes falamos mais de autoridade e de obediência do que de Cristo; de castidade, de celibato e de leis canónicas, do que do Evangelho; de dinheiro, de poder e de direitos da Igreja, do que do “Reino”… Cristo é – não em teoria, mas de facto – o centro de referência da Igreja no seu todo e de cada uma das nossas comunidades cristãs em particular? Não damos, às vezes, mais importância às leis feitas pelos homens do que a Cristo? Não há, tantas vezes, “santos”, “santinhos” e “santões” que assumem um valor exagerado na vivência de certos cristãos, e que ocultam ou fazem esquecer o essencial?

ALELUIA – Mc 11,9.10

Aleluia. Aleluia.

Bendito O que vem em nome do Senhor!

Bendito o reino do nosso pai David!

EVANGELHO – Lc 23,35-43

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

Naquele tempo, os chefes dos judeus zombavam de Jesus, dizendo: «Salvou os outros: salve-Se a Si mesmo, se é o Messias de Deus, o Eleito». Também os soldados troçavam d’Ele; aproximando-se para Lhe oferecerem vinagre, diziam: «Se és o Rei dos judeus, salva-Te a Ti mesmo». Por cima d’Ele havia um letreiro: «Este é o Rei dos judeus». Entretanto, um dos malfeitores que tinham sido crucificados insultava-O, dizendo: «Não és Tu o Messias? Salva-Te a Ti mesmo e a nós também». Mas o outro, tomando a palavra, repreendeu-o: «Não temes a Deus, tu que sofres o mesmo suplício? Quanto a nós, fez-se justiça, pois recebemos o castigo das nossas más ações. Mas Ele nada praticou de condenável». E acrescentou: «Jesus, lembra-Te de Mim, quando vieres com a tua realeza». Jesus respondeu-lhe: «Em verdade te digo: Hoje estarás comigo no Paraíso».

AMBIENTE

O Evangelho situa-nos “lugar do Crânio” (alusão provável à forma da rocha que dominava o lugar e que lembrava um crânio), diante de uma cruz. É o final da “caminhada” terrena de Jesus: estamos perante o último quadro de uma vida gasta ao serviço da construção do “Reino”. As bases do “Reino” já estão lançadas e Jesus é apresentado como “o Rei” que preside a esse “Reino” que Ele veio propor aos homens. A cena apresenta-nos Jesus crucificado, dois “malfeitores” crucificados também, os chefes dos judeus que “zombavam de Jesus”, os soldados que troçavam dos condenados e o povo silencioso, perplexo e expectante. Por cima da cruz de Jesus, havia uma inscrição: “o basileus tôn Ioudaiôn outos” (“este é o rei dos judeus”).

MENSAGEM

O quadro que Lucas nos apresenta é, portanto, dominado pelo tema da realeza de Jesus… Como é que se define e apresenta essa realeza?

Presidindo à cena, dominando-a de alto a baixo, está a famosa inscrição que define Jesus como “rei dos judeus”. É uma indicação que, face à situação em que Jesus Se encontra, parece irónica: Ele não está sentado num trono, mas pregado numa cruz; não aparece rodeado de súbditos fiéis que O incensam e adulam, mas dos chefes dos judeus que O insultam e dos soldados que O escarnecem; Ele não exerce autoridade de vida ou de morte sobre milhões de homens, mas está pregado numa cruz, indefeso, condenado a uma morte infamante… Não há aqui qualquer sinal que identifique Jesus com poder, com autoridade, com realeza terrena.

Contudo, a inscrição da cruz – irónica aos olhos dos homens – descreve com precisão a situação de Jesus, na perspectiva de Deus: Ele é o “rei” que preside, da cruz, a um “Reino” de serviço, de amor, de entrega, de dom da vida. Neste quadro, explica-se a lógica desse “Reino de Deus” que Jesus veio propor aos homens.

O quadro é completado por uma cena bem significativa para entender o sentido da realeza de Jesus… Ao lado de Jesus estão dois “malfeitores”, crucificados como Ele. Enquanto um O insulta (este representa aqueles que recusam a proposta do “Reino”), o outro pede: “Jesus, lembra-Te de mim quando vieres com a tua realeza”. A resposta de Jesus a este pedido é: “hoje mesmo estarás comigo no paraíso”. Jesus é o Rei que apresenta aos homens uma proposta de salvação e que, da cruz, oferece a vida. O “estar hoje no paraíso” não expressa um dado cronológico, mas indica que a salvação definitiva (o “Reino”) começa a fazer-se realidade a partir da cruz. Na cruz manifesta-se plenamente a realeza de Jesus que é perdão, renovação do homem, vida plena; e essa realeza abarca todos os homens – mesmo os condenados – que acolhem a salvação.

Toda a vida de Jesus foi dominada pelo tema do “Reino”. Ele começou o seu ministério anunciando que “o Reino chegou” (cf. Mc 1,15; Mt 4,17). As suas palavras e os seus gestos sempre mostraram que Ele tinha consciência de ter sido enviado pelo Pai para anunciar o “Reino” e para trazer aos homens uma era nova de felicidade e de paz. Os discípulos depressa perceberam que Jesus era o “Messias” (cf. Mc 8,29; Mt 16,16; Lc 9,20) – um título que O ligava às promessas proféticas e a esse reino ideal de David com que o Povo sonhava. Contudo, Jesus nunca assumiu com clareza o título de “Messias”, a fim de evitar equívocos: numa Palestina em ebulição, o título de “Messias” tinha algo de ambíguo, por estar ligado a perspectivas nacionalistas e a sonhos de luta política contra o ocupante romano. Jesus não quis deitar mais lenha para a fogueira da esperança messiânica, pois o seu messianismo não passava por um trono, nem por esquemas de autoridade, de poder, de violência. Jesus é o Messias/rei, sim; mas é rei na lógica de Deus – isto é, veio para presidir a um “Reino” cuja lei é o serviço, o amor, o dom da vida. A afirmação da sua dignidade real passa pelo sofrimento, pela morte, pela entrega de Si próprio. O seu trono é a cruz, expressão máxima de uma vida feita amor e entrega. É neste sentido que o Evangelho de hoje nos convida a entender a realeza de Jesus.

ACTUALIZAÇÃO

A reflexão pode fazer-se a partir dos seguintes dados:

• Celebrar a Festa de Cristo Rei do Universo não é celebrar um Deus forte, dominador que Se impõe aos homens do alto da sua omnipotência e que os assusta com gestos espetaculares; mas é celebrar um Deus que serve, que acolhe e que reina nos corações com a força desarmada do amor. A cruz – ponto de chegada de uma vida gasta a construir o “Reino de Deus” – é o trono de um Deus que recusa qualquer poder e escolhe reinar no coração dos homens através do amor e do dom da vida.

• À Igreja de Jesus ainda falta alguma coisa para interiorizar a lógica da realeza de Jesus. Depois dos exércitos para impor a cruz, das conversões forçadas e das fogueiras para combater as heresias, continuamos a manter estruturas que nos equiparam aos reinos deste mundo… A Igreja, corpo de Cristo e seu sinal no mundo, necessita que o seu Estado com território (ainda que simbólico) seja equiparado a outros Estados políticos? A Igreja, esposa de Cristo, necessita de servidores que se comportam como se fossem funcionários superiores do império? A Igreja, serva de Cristo e dos homens, necessita de estruturas que funcionam, muitas vezes, apenas segundo a lógica do mercado e da política? Que sentido é que tudo isto faz?

• Em termos pessoais, a Festa de Cristo Rei convida-nos, também, a repensar a nossa existência e os nossos valores. Diante deste “rei” despojado de tudo e pregado numa cruz, não nos parecem completamente ridículas as nossas pretensões de honras, de glórias, de títulos, de aplausos, de reconhecimentos? Diante deste “rei” que dá a vida por amor, não nos parecem completamente sem sentido as nossas manias de grandeza, as lutas para conseguirmos mais poder, as invejas mesquinhas, as rivalidades que nos magoam e separam dos irmãos? Diante deste “rei” que se dá sem guardar nada para si, não nos sentimos convidados a fazer da vida um dom?

ALGUMAS SUGESTÕES PRÁTICAS PARA O 34º DOMINGO DO TEMPO COMUM

(adaptadas de “Signes d’aujourd’hui”)

1. A PALAVRA MEDITADA AO LONGO DA SEMANA.

Ao longo dos dias da semana anterior ao 34º Domingo do Tempo Comum, procurar meditar a Palavra de Deus deste domingo. Meditá-la pessoalmente, uma leitura em cada dia, por exemplo… Escolher um dia da semana para a meditação comunitária da Palavra: num grupo da paróquia, num grupo de padres, num grupo de movimentos eclesiais, numa comunidade religiosa… Aproveitar, sobretudo, a semana para viver em pleno a Palavra de Deus.

2. PALAVRA CELEBRADA NA EUCARISTIA.

A Palavra de Deus não se limita ao tempo da proclamação e da escuta da Palavra. Na preparação da celebração, procurar que algumas expressões da liturgia da Palavra estejam presentes no momento penitencial, nalguma intenção da oração dos fiéis, num momento de ação de graças…

3. BILHETE DE EVANGELHO.

Na colina do Gólgota, os chefes zombam… os soldados troçam… um soldado injuria Jesus… Até ao fim Jesus encontrará a oposição e a incompreensão. A sua mensagem era perturbadora, o seu testemunho provocador, o seu rosto desfigurado, mesmo Deus parecia tê-l’O abandonado… É um malfeitor que reconhece no seu companheiro de infelicidade, também perto de morrer, o Rei de um outro Reino em que a única defesa é a do Amor. Então, vira-se para Jesus, de quem deve ter ouvido falar do seu Reino, e pede-Lhe somente para Se recordar dele quando vier inaugurar este Reino. Ora, a hora chegou, é hoje que estará com Ele no Paraíso. Aquele que foi malfeitor sobre a terra torna-se benfeitor no Reino, é isso a salvação. Isso passou-se na colina do Gólgota, numa certa sexta-feira da história…

4. À ESCUTA DA PALAVRA.

Na oração do Pai Nosso, Jesus faz-nos pedir, e reza connosco: “Não nos deixeis cair em tentação”. De facto, Jesus foi submetido à tentação e resistiu. A este propósito, Lucas dá uma estranha precisão, dizendo que o diabo afastou-se de Jesus até ao momento fixado. Este momento é quando Jesus é pregado na cruz. No deserto, o diabo tinha dito: “Se és o Filho de Deus…” Agora Jesus ouve: “Não és Tu o Messias? Salva-Te a Ti mesmo e a nós também”. É a mesma tentação: se Jesus é verdadeiramente o Messias, o Filho de Deus, deve dispor de toda a omnipotência de Deus. Então, que utilize este mesmo poder para cumprir um último milagre e despegar-Se da cruz. Até os seus inimigos ficariam confundidos. Mas Jesus resistiu. É porque algo de sumamente importante está aqui em jogo. Trata-se, uma vez mais, do verdadeiro rosto de Deus que Jesus veio revelar. Não um Deus todo-poderoso à maneira dos homens, mas um Deus Pai que só pode fazer uma coisa: amar, amar os seus inimigos, ainda e sempre, mesmo quando eles O rejeitam e crucificam o seu Filho bem-amado. Ora, se esta tentação acompanhou Jesus até à cruz, não é de admirar que ela acompanhe sempre os seus discípulos, que a própria Igreja não lhe escape! Na cruz, Jesus, o Rei, exerce outro poder, outra realeza. Não utiliza um poder à maneira do mundo. O segundo malfeitor, que chamamos de “bom ladrão”, só pede uma coisa a Jesus: que Se lembre dele no seu Reino. O que ele pede não é que o livre da morte iminente, a mesma de Jesus! É que, depois da morte, Jesus Se lembre dele. Simplesmente, diz: “Jesus, preciso de ti”. É um grito de pobreza. Então Jesus diz-lhe: “Em verdade te digo: Hoje estarás comigo no Paraíso”. E o assassino tornou-se o primeiro homem a entrar com Jesus no Reino do Pai. Aí está o verdadeiro, o único poder de Jesus.

5. ORAÇÃO EUCARÍSTICA.

Pode-se escolher a Oração Eucarística para a Reconciliação nº IV, que recorda de modo mais explícito a história da salvação.

6. PALAVRA PARA O CAMINHO DA VIDA…

Levar a Palavra de Deus como luz para mais uma semana de trabalho, de estudo… Ao longo dos dias da semana que se segue, procurar rezar e meditar algumas frases da Palavra de Deus: “Vamos com alegria para a casa do Senhor”…; “Deus Pai libertou-nos do poder das trevas… transferiu-nos para o reino do seu Filho muito amado, no qual temos a redenção, o perdão dos pecados”…; “Jesus, lembra-Te de Mim, quando vieres com a tua realeza”… Procurar transformar as palavras de Deus em atitudes e em gestos de verdadeiro encontro com Deus e com os próximos que formos encontrando nos caminhos percorridos da vida…

UNIDOS PELA PALAVRA DE DEUS

PROPOSTA PARA

ESCUTAR, PARTILHAR, VIVER E ANUNCIAR A PALAVRA NAS COMUNIDADES DEHONIANAS

Grupo Dinamizador:

P. Joaquim Garrido, P. Manuel Barbosa, P. José Ornelas Carvalho

Província Portuguesa dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos)

Rua Cidade de Tete, 10 – 1800-129 LISBOA – Portugal

Tel. 218540900 – Fax: 218540909

portugal@dehonianos.org – www.dehonianos.org

HTTp://ECCLESIA.PT

 

Transcrição de António Fonseca, para este blogue.

Nº 1192 - 20 DE NOVEMBRO DE 2010 - SANTOS DE CADA DIA

 

SANTO EDMUNDO

Rei e Mártir (870)

Edmundo, Santo

Edmundo, Santo

Mártir
Reinava Offa nos Estados Ingleses. Desejando terminar seus dias em Roma, no exercício da piedade e da penitência, passou a coroa para Edmundo, de quinze anos de idade, descendente dos antigos reis anglo-saxões da Grã-Bretanha. Edmundo, segundo os seus historiadores, foi coroado no dia de Natal de 885. Suas qualidades morais tornaram-no modelo dos bons reis. Tinham, grande aversão aos lisonjeiros; toda a sua ambição era manter a paz e assegurar a felicidade dos súbditos. Daí o grande zelo na administração da justiça e na implantação dos bons costumes nos seus Estados. Foi pai dos súbditos, sobretudo dos pobres, protetor das viúvas e dos órfãos, sustento e apoio dos fracos. O fervor no serviço de Deus realçava o brilho das suas outras virtudes. A exemplo dos monges e de várias outras pessoas piedosas, aprendeu o saltério de cor. No décimo quinto ano do seu reinado, foi atacado pelos Dinamarqueses Hinguar e Hubla, príncipes desta nação, verdadeiros piratas, que foram desembarcar à Inglaterra. Edmundo, a princípio, manteve-se sereno, confiando num tratado que tinha feito com os bárbaros logo que vieram para o seu país. Mas quando viu que não respeitavam o tratado, reuniu o seu exército. Mas os infiéis receberam auxílios. Perante este reforço do inimigo, Edmundo sentia-se impotente para o combater. Retirou-se para o castelo de Framlingham. Os Bárbaros fizeram-lhe várias propostas que recusou, por serem contrárias à religião e à justiça que devia aos súbditos. Preferiu expor-se à morte a trair a sua consciência. Quando fugia, os infiéis surpreenderam-no em Hoxon. Quis esconder-se, mas não lhe foi possível. Carregaram-no de pesadas cadeias e levaram-no à tenda do general. Fizeram-lhe novas propostas. respondeu com firmeza que a religião lhe era mais cara do que a vida, e que nunca consentiria em ofender a Deus, que adorava. Hinguar, enfurecido com esta resposta, mandou açoitá-lo cruelmente. O santo sofreu todos os maus tratos com paciência invencível, invocando o Sagrado Nome de Jesus. Por fim, foi condenado a ser decapitado, recebendo a palma do martírio a 20 de Novembro de 870. Os ingleses consideraram-no mártir e dedicaram-lhe numerosas igrejas. Do Livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt. Ver também www.es.catholic e www.santiebeati.it.

 

 

BEATA MARIA FORTUNATA

Religiosa (1827-1922)

María Fortunata Viti, Beata

María Fortunata Viti, Beata

Veio ao mundo no seio duma família mais que remediada, aos 10 de Fevereiro de 1827, em Veroli (Itália). No baptismo recebeu o nome de Ana Félix Viti. Com a mãe e uma piedosa senhora, aprendeu as primeiras letras. Acompanhava a progenitora à igreja todos os dias para assistir à SANTA MISSA E VISITAR O SANTISSIMO SACRAMENTO. infelizmente, por desleixo do pai, a família ficou reduzida à pobreza. A mãe não resistiu a esta desgraça e faleceu aos 36 anos. Ana Félix teve de cuidar da casa, do pai e dos irmãos. a braços com tamanhas agruras, buscava alívio na frequência dos Sacramentos e nos exercícios de piedade. Aos 20 anos empregou-se como criada em casa de uma boa família, A fim de lograr meios para ajudar os seus e também para poder entrar na vida consagrada, como tanto desejava. Ficou nessa casa três anos. Regressou então à família e tratou do pai e dos irmãos novamente. Quando viu que não precisavam mais de si, entrou no mosteiro das Beneditinas, a 121 de Março de 1851, na força dos seus 24 anos. O que foi a vida dela dentro do convento, resume-se em duas palavras: TRABALHAR E ORAR. Assim viveu quase até aos 96 anos, pois faleceu a 20 de Novembro de 1922. Paulo VI, ao beatificá-la no dia 8 de outubro de 1967, disse que a sua mensagem para o mundo, é uma mensagem de humildade. AAS 33 (1941) 168-70; 56 (1964) 830-2; 59 (1967) 975-9. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt

 

• Gregório del Decapolita, Santo
Novembro 20 Monge,

Gregorio del Decapolita, Santo

Gregório del Decapolita, Santo

 

Nasceu no ano 762 em Irenopoli, morreu em Constantinopla em 862.
Abraçou a vida monástica e depois a de anacoreta.
Mais tarde, peregrinando, se deteve bastante tempo em Tessalónica, e finalmente estabeleceu-se em Constantinopla, onde, lutando fortemente em defesa das imagens sagradas, entregou sua alma ao Senhor (s. IX).
Suas relíquias são veneradas hoje em terra romana.

• Milagros Ortells Gimeno, Beata
Novembro 20 Virgem e Mártir,

Milagros Ortells Gimeno, Beata

Milagros Ortells Gimeno, Beata

Nasceu no seio de uma família profundamente cristã, em 28 de novembro de 1882, sendo batizada na Paróquia Santa Catarina da cidade de Turía.
Milagro sempre se distinguiu por sua piedade e sua simplicidade. Era de carácter sensível, alegre, jovial e muito querida e valorizada por todos quantos a conheceram. Não gostava das vanidades, nem foi mulher de guardar as aparências. Se diz dela que apesar de pertencer a uma classe social acomodada, pois seus pies eram os donos de uma importante loja e fábrica de abanicos da rua de Zaragoza, então núcleo comercial por excelência, nunca consentiu levar sombreiro, mas sim mantilha, nem sentar-se na cadeira na Igreja, mas no chão, como os mais humildes. Buscava além disso a companhia das meninas de classe mais humilde.
Aos dezanove anos manifestou sua vontade de ingressar no convento, e sua mãe a convidou a fazê-lo nas religiosas Reparadoras, mas ela preferiu o convento de Capuchinhas de Santa Clara, o que levou a cabo, em 9 de outubro de 1902, professando como irmã de coro.
Entre os serviços que prestou à comunidade se encontram os de enfermeira, encarregada do refeitório, sacristã, conselheira da abadessa e em seus últimos tempos o de mestra de noviças. Todos os testemunhos assinalam nela virtudes como a da prudência, o espírito de mortificação, seu profundo e sentido amor à Virgem e à Eucaristia, sua observância fiel à regra capuchinha.
Durante a República, já antes da guerra, se viu obrigada a abandonar o convento em duas ocasiões, mas não sofreu maiores moléstias que os sobressaltos.
Na sexta-feira dia 20 de Novembro de 1936, ao entardecer, Milagros, sua irmã María e 15 Irmãs da Doutrina Cristã, foram obrigadas a subir a um veiculo, a que acederam a empurrão e com dificuldade, e que as conduziu ao picadero de Paterna. Ali algumas delas foram torturadas, sofrendo mutilações e vexações durante muitas horas, para o qual foram utilizados instrumentos metálicos dos utilizados com os cavalos. Um estudo elaborado na “Unitat Docent de Medicina legal da Facultat de Medicina da Universitat de Valencia” com base na fotografia do cadáver de soror Milagro descreve perfeitamente o terrível martírio a que foi submetida esta monja.
Nessa mesma noite foram fuziladas e seus cadáveres depositadas no cemitério de Valência onde seriam fotografadas e enterradas em caixas de madeira.

• Ambrósio Traversari, Beato
Novembro 20 Monge Camaldulense,

Ambrosio Traversari, Beato

Ambrósio Traversari, Beato

O Beato Ambrósio foi um teólogo e escritor italiano, nascido em Pórtico, perto de Florença em 16 de setembro de 1386; morreu em 21 de outubro de 1439.
Seu nome era Ambrósio Traversari. Entrou na Ordem de Camaldoli na idade de catorze anos e se converteu em seu Diretor Geral em 1431.
Conhecia o Grego assim como o Latim. Estes dotes e sua familiaridade com os assuntos da Igreja fizeram que Eugénio IV o levará ao Concílio de Basle, onde Ambrósio fortemente defendeu a primazia do pontífice romano e ordenou ao Concílio a não partir a túnica sem costura de Cristo.
Foi posteriormente enviado pelo Papa ao Imperador Sigismundo a pedir sua ajuda nos esforços do Pontífice para terminar o Concílio que por cinco anos havia estancado as prerrogativas papais. O Papa transferiu o Concílio de Basle para Ferrara em 18 de Setembro de 1437.
Neste Concílio e posteriores em Florença, Ambrósio por seus esforços e caridade para com os pobres bispos Gregos, ajudou grandemente em conseguir uma união das duas Igrejas, decreto que em 6 de Julho de 1439 ele foi chamado a redigir. Morreu pouco depois. Suas obras são; um tratado sobre a Santa Eucaristia, um sobre a Procissão do Espírito Santo, muitas das vidas dos santos e uma crónica de seu generalato dos Camaldolitas.
Traduziu do grego para latim a vida de Crisóstomo (Veneza, 1533); a Sabedoria Espiritual de Juan Mosco; a Escalera del Paraíso de San Juan Clímaco (Veneza, 1531), P.G., LXXXVIII. Também traduziu livros contra os erros dos Gregos por Manuel Kalekas, Patriarca de Constantinopla, um monge Dominicano (Inglostadt, 1608), P.G., CLII, col. 13-661, uma obra conhecida somente pela tradução de Ambrósio.
Traduziu também muitas homilias de São João Crisóstomo; o tratado de pseudo Denis o Areopagita sobre a jerarquia celestial; o tratado de São Basílio sobre a virgindade; trinta e nove discursos de Santo Efrém o Sírio e muitas outras obras dos Padres e escritores da Igreja Grega.

• Félix de Valois, São
Novembro 4 ( e dia 20) Trinitário

Felix Valois de, São

Félix de Valois, São

Fundador

NOTA: Esta biografia foi já publicada neste blogue no passado dia 4 do corrente mês, pelo que a repito de novo. AF

Martirológio Romano: Em Cerfroid, no território de Meaux, na França, São Félix de Valois, que, após uma vida longa e solitária, você é considerado companheiro de São Juan de Mata na fundação da Ordem da Santíssima Trindade para a redenção dos cativos (1212).
Etimologia: Félix = Aquele que é feliz. língua latina.

Escritos da Ordem da Santíssima Trindade, a reivindicação São Felix, que tinha o nome de Valois, porque pertencia à família real da França, mas na verdade o nome vem da província de Valois, que originalmente habitavam.
Alegadamente, ele viveu como um eremita na floresta Gandelu na diocese de Soissons, em uma cidade chamada Cerfroid. Destina-se a passar a vida na escuridão, mas Deus decidiu de outra maneira.
Na verdade, San Juan de Mata, discípula de São Félix, proposto para fundar uma ordem para resgatar os cativos. Enquanto o santo já era 70 anos, se ofereceu para fazer e sofrer tudo aquilo que Deus queria para uma causa tão nobre. Assim, os dois santos saíram juntos em Roma, no inverno de 1197 para buscar a aprovação da Santa Sé.
San fim espalhar Felix em Itália e França. Em Paris ele fundou o convento de San Maturino e quando John regressou a Roma, San Félix, apesar de sua idade avançada, dado a empresa-mãe da província francesa, a fim Cerfroid. Não morreu em 86 anos de idade em 1212.
Na tradição dos Trinitários, os dois santos foram canonizados pelo Papa Urbano IV em 1262. Alexandre VII confirmou o culto dos dois fundadores, em 1666.
Em 04 de novembro recordar a sua entrada no Brasil, ea 20 do mesmo mês em que celebramos a sua festa.

• Octávio ou Octaviano, Santo
Novembro 20 Mártir,

Octavio u Octaviano, Santo

Octávio ou Octaviano, Santo

Novembro 20
Mártir

Etimologicamente significa “oitavo filho”. Vem da língua latina.
A paz sobre a terra começa em nós próprios. Já no século IV, santo Ambrósio de Milão dizia:"Começai em vós a obra da paz, uma vez que vós estais pacificados, levareis a paz aos demais".
Este jovem, juntamente com Solutor e Adventor, se celebram hoje na igreja de Turim, Itália. Eram soldados da Legião Tebaida. Combatiam valentemente durante o império que mandava por aquele tempo Maximiano.
Eram valentes na luta e valentes em confessar sua fé em Cristo o Senhor. O clima e o ambiente não lhes eram propícios. Já haviam visto com seus próprios olhos morrer a muitos cristãos. Não há dados exatos de como morreram. Sem embargo, a pessoas de tanto brilho militar e de tanta fama entre os crentes, foi fácil compor-lhes um teatro ou “Paixão” entre os anos 432-450.
Eles morreram como mártires no século III, quer dizer quando as perseguições cresceram como nunca. A “Paixão” narrava que conseguiram  escapar do massacre de Agaunum. Sua fuga não passou desapercebida. A polícia militar os apanhou em seguida. Levaram-nos presos a Turim. Também se escaparam da prisão. Começaram a caminhar por lugares inóspitos. E desta vez, foram enviados à morte por sua fé em Deus único e verdadeiro.
Os turinenses lhe levantaram muito cedo um templo em sua honra. Este templo se converteria mais tarde, por mandato do bispo Gezone, em mosteiro beneditino.
Quando os franceses ordenaram a demolição do mosteiro em 1536, os três corpos foram levados para a Consolata e finalmente para a igreja dos mártires, em que estão hoje em dia.
¡Felicidades a quem leve este nome!

• Adventor, Santo
Novembro 20 Mártir,

Adventor, Santo

Adventor, Santo

Este jovem, juntamente com Solutor e Octávio (Octaviano) Estrela Ver acima, esta biografia…), se celebram hoje na igreja de Turim, Itália. Aliás o resto da biografia é exatamente igual ao que atrás se escreveu, pelo que remetio os meus leitores, para a mesma… Obrigado. Afonseca.


• Bernardo de Hildesheim, Santo
Novembro 20 bispo,

Bernardo de Hildesheim, Santo

Bernardo de Hildesheim, Santo

Membro de uma nobre família saxã, neto de Athelberto, conde de Saxónia.
Órfão muito cedo foi  viver com seu tio, o bispo de Utrecht. Seguiu seus estudos na escola da catedral de Hildesheim e logo em Mainz. Logo após ter sido ordenado em Mainz foi designado como capelão imperial e tutor de quem chegaria a ser o imperador Otto III.
Bispo de Hildesheim desde  993 até 1020, alentou as artes, encarregando pinturas e esculturas religiosas, reconstruindo os edifícios existentes e construindo outros novos. Mandou fazer ornamentos para os altares realizados a mão em ouro e prata. Por tudo isto é o patrono das artes de  construção: arquitetura, ourivesaria, pintura e escultura.
Seu período se caracterizou pela paz, e por volta do ano 1020 retirou-se a um convento Beneditino para passar seus últimos dias em oração.
Na iconografia é representado com sua vestimenta de bispo fazendo um cálix ou uma cruz com um martelo de ourives, e rodeado de ferramentas.

 

 

90441 > Beato Ambrogio Traversari Monaco 
78590 > Beate Angela di S. Giuseppe (Francesca) Lloret Marti e compagne Martiri  MR
35400 > Sant' Avventore Martire MR
78510 > San Basilio di Antiochia Martire MR
91805 > San Bernoardo (Bernwardo) di Hildesheim Vescovo  MR
90508 > San Cipriano di Calamizzi Abate MR
78520 > San Crispino di Ecija Vescovo e martire MR
78530 > San Dasio Martire  MR
78540 > San Doro di Benevento Vescovo  MR
78500 > Sant' Edmondo Re degli Angli Orientali, martire  MR
78580 > San Francesco Saverio Can Martire  MR
93230 > San Gregorio il Decapolita Monaco  MR
78570 > Sant' Ippolito di Condat Vescovo  MR
93150 > Beata Maria dei Miracoli (Milagros) Ortelles Gimeno Vergine e martire MR
90442 > Beata Maria Fortunata Viti Benedettina  MR
91009 > Beate Martiri Spagnole della Congregazione della Dottrina Cristiana 
35450 > Sant' Ottavio Martire  MR
78560 > San Silvestro di Chalon-sur-Saone Vescovo  MR
35500 > San Solutore Martire  MR
92336 > San Teonesto Martire a Vercelli  MR

 

 

www.santiebeati.itwww.es.catholic. -  www.jesuitas.pt. do livro Santos de Cada Dia

 

António Fonseca