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sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Nº 1198 - 26 DE NOVEMBRO DE 2010 - SANTOS DO DIA

 

SÃO SILVESTRE

Abade (1177-1267)

A Santa Igreja encontrara, a fim de estimular os homens para o bem, pelo princípio do século XII, S. Domingos e S. Francisco. Quer dizer que a velha ordem dos monges beneditinos dormitava? Talvez um pouco. Mas um animador como S. Silvestre, nas Marcas, conseguiu galvanizá-la, reconduzindo-a vigorosamente às suas origens. Silvestre nasceu pelo ano de 1177, em Ósimo (perto de Ancona e de Loreto), filho dum jurista, Ghislério di Jácopo, e de Bianca Chislieri. O adolescente, bom e bem dotado, foi mandado para as escolas de Bolonha e Pavia, onde poderia tornar-se émulo do pai. Lá contraiu amizade com o futuro bispo de Ancona, Benvenuto Scatiroli, e, achando o direito sem interesse, dedicou-se à teologia. Bebia, bebia sofregamente nas fontes do Salvador, e mais tarde viria a dessedentar os homens que morriam de sede. Mas o pai, muito descontente com esta mudança de estudos, chamou-o para junto de si e reteve-o quase como escravo durante dez anos. debaixo do alqueire, porém, a doce luz não se apagou. O clero local chegou a tomar Silvestre ao seu serviço; veio a ser padre e cónego, sempre devorado pelo zelo. A ciência do antigo estudante tornava a sua palavra atrativa e vitoriosa. Conta-se que, vindo ao cemitério por ocasião de um enterro, viu na cova um cadáver dum parente que fora belo e admirado (1217?). Este espetáculo tê-lo-á comovido profundamente: saiu de noite da sua residência e, com a ajuda dum amigo, chegou à mata assustadora de Rossa, não longe de Val di Castro, onde tinha morrido S. Romualdo, pai dos Camaldulenses, dois séculos mais cedo. Veio ter com, ele um discípulo. depressa foi perturbada a solidão de Silvestre em Grotta Fúcile por numerosos peregrinos, mesmo por companheiros. O Santo transferiu-se para um local ainda menos hospitaleiro, para Monte Fáno, não longe de Fabriano, nas Marcas. Numa nova gruta viveu algum tempo, somente com a companhia dum lobo. Mas os seus companheiros vieram, ter com ele. Em 1231, erigiu um mosteirinho cuja população aumentou muito depressa. Como S. Bento em Subiaco, Silvestre fundou doze mosteiros, entre 1231 e 1267, que dizem ter albergado 433 monges. Monte Fáno estava dedicado à Rainha do Céu e a S. Bento, Inocêncio IV aprovou esta nova congregação beneditina em 1247. Eremitismo, cenobitismo rústico e pobre, dando boa parte ao trabalho manual: tinha-se voltado ao grande modelo, a S. Bento de Subiaco e do Monte Cassino. Ideal austero, capaz de rivalizar com o dos religiosos mendicantes, o qual encontrou autêntico êxito. Silvestre morreu em Monte Fáno, na noite de 26 de Novembro de 1267. Quase imediatamente autorizou o papa Clemente IV o primeiro processo diocesano. O culto desenvolveu-se nas Marcas desde o século XIII. Em 1890, estendeu-o Leão XIII à Igreja inteira: já em 1617, Paulo V consagrara ao Santo uma carta elogiosa. Desde 1301 que se falava da  «Ordem de S. Silvestre». Em 1233 fundou-se o primeiro mosteiro de monjas Silvestrinas, Os silvestrinos têm missões em Ceilão (Shri-Lanka), na América do Norte e na Austrália. Do livro Santos de Cada dia, de www.jesuitas.pt

 

SÃO LEONARDO DE PORTO MAURÍCIO

Sacerdote (1676-1751)

Leonardo de Porto Maurizio, Santo

Leonardo de Porto Maurizio, Santo

Pregador
Novembro 26

Pio IX, pela Carta Apostólica , que principia Romani Pontífices, com data de 17 de Março de 1923, constitui S. Lourenço de Porto Maurício Patrono dos Sacerdotes que, em qualquer parte da terra, se consagram às missões populares católicas. O Grande Missionário do século XVII, como lhe chamou Santo Afonso Maria de Ligório, nasceu em Porto Maurício, cidadezinha na fronteira da Ligúria, a 20 de Dezembro de 1676. Desde criança revelou grande piedade e filial devoção à Santíssima Virgem. estudou em Roma sob a direção do tio, Agostinho Casanova. E enquanto a vivacidade do seu espírito e os rápidos progressos literários faziam dele o aluno mais distinto do Colégio romano da Companhia de Jesus, pela inocência dos costumes e sólida virtude, Leonardo conquistava a simpatia e alta consideração dos superiores, que nele viam outro angélico Luis Gonzaga. Tendo-se alistado, ainda jovem, entre os confrades do Oratório do Padre Caravita, consagrou todas as forças a catequizar os pobres e chamar à Igreja o povo para ouvir a palavra evangélica, levando, ao mesmo tempo, vida exemplaríssima e austera. Eram os prelúdios da sua prodigiosa vida missionária. A caridade, a virtude e os exemplos de Cristo fascinavam-no, orientavam a sua vida; e para mais facilmente poder conseguir o seu ideal de perfeição, ingressou na Ordem Franciscana. No momento em que entrava na Igreja do Convento de S. Boaventura, em Roma, no coro os frades entoavam o verso de Completas Converte-nos, Deus salutaruis noster – converte-nos a ti, Ó Deus, salvação nossa. Estas palavras foram-lhe direitas ao coração, e radiante, fora de si, o jovem Paulo Jerónimo (era o seu nome de baptismo) exclamou: «Será aqui o lugar do meu repouso». E foi. S. Francisco era a imagem viva do seu ideal, a encarnação das virtudes evangélicas, que o seduziam. Imityá-lo era seguir à risca o seu programa, caminhar direito à perfeição. No vergel franciscano, como outrora no Colégio romano, Leonardo foi o modelo de seus irmãos e condiscípulos, aos quais dizia muitas vezes: «Se agora, enquanto somos jovens, nos desleixamos nas coisas peque nas, e as negligenciamos de propósito deliberado, quando formos mais avançados em idade e tivermos mais liberdade, permitir-nos-emos então transgredir pontos mais importantes». Era o desejo ardente de perfeição que o devorava. Aspirava ardentemente ao martírio, derramar o sangue por Jesus Cristo; e não lhe sendo concedido este favor extraordinário, exclamava muitas vezes, amargurado, no decurso da sua longa vida: «Não fui julgado digno de derramar o meu sangue por Jesus Cristo». Este pensamento martirizava-o, era aguilhão que não lhe dava tréguas no meio das suas fadigas apostólicas. É que em vez de um dia apenas de martírio, Nosso Senhor tinha-lhe reservado anos de trabalhos, austeridades, e sacrifícios, martírio porventura mais difícil , ainda que, em aparência, menos glorioso. 

 

Leonardo de Porto Maurizio, Santo

Leonardo de Porto Maurizio, Santo

Ordenou-se de presbítero; e após breve prazo, em que leccionou filosofia no Convento de S. Boaventura, caiu doente, com sintomas de tuberculose. E não obstante os cuidados da medicina, o mal aumentava sempre, até que, ao fim de alguns dias assim passados, o jovem sacerdote, convencido da inutilidade dos recursos humanos, implorou o auxilio da Santíssima Virgem, prometendo-lhe consagrar toda a sua vida à conversão dos pecadores, se ela lhe restituísse a saúde. A cura miraculosa operou-se. E, fiel à sua promessa, Leonardo entregou-se totalmente ao  ministério apostólico, que jamais abandonou até ao fim da vida. Extraordinária, prodigiosa, sobre-humana até, foi a sua ação missionária. Era tal a unção, a caridade ardente, e o entusiasmo que repassava as suas pregações, que o célebre orador Bapherini, encanecido já no exercício da palavra, sendo enviado por Clemente XII a ouvir os sermões de Leonardo para depois o informar a este respeito, se desempenhou da sua missão dizendo «que nunca ouvira pregador mais arrebatador, que o efeito dos seus discursos era irresistível, que ele próprio não pudera reter lágrimas». Era digno sucessor de Santo António de Lisboa, de S. Bernardino de Sena e de S. João Capistrano. A Toscana , a principio, e depois à Córsega, Roma e toda a Itália foram o campo de ação do prodigioso missionário. Por toda a parte onde missionava extinguia ódios, reconciliava facções, convertia os pecadores mais endurecidos, afervorava os indiferentes, e a todos prodigalizava o bálsamo duma consciência pura e tranquila. O próprio Pontífice Bento XIV quis ouvir o famoso missionário, e para isso chamou-o a Roma, em 1749, a fim de preparar os fiéis para o Ano Santo. Pregou durante quinze dias na praça Navona assistindo o Sacro Colégio e todas as pregações. para a sua oratória , inspirou-se muito no Padre António Vieira. Cosme III, Duque da Toscana, conhecendo o bem extraordinário que faziam em Roma os Observantes reformados, desejou que a ação benéfica destes religiosos se estendesse também aos seus Estados, e para isso pôs à sua disposição o convento franciscano do Monte delle Croci, nos subúrbios de Florença, onde S. Leonardo se recolhia muitas vezes para fazer o seu retiro espiritual e descansar das suas fadigas apostólicas. «Vamos, costumava dizer a seus companheiros de missão, fazer o nosso noviciado para o paraíso; até aqui tenho dado missões aos outros, agora vou dar uma a Frei Leonardo». Era predileta do santo missionário a devoção ao Nome de Jesus, e «o que o temor do inferno e do juízo não pôde conseguir, dizia muitas vezes, alcanço-o sempre com o sermão de Maria, nossa divina Mãe». Consagrou devoção particular à Conceição Imaculada de Maria, desejando ardentemente e ver esta crença definida em dogma pela igreja. Em muitas cidades de Itália introduzia a adoração perpétua do Santíssimo Sacramento, e foi, no século XVIII, O grande apóstolo do santo exercício da Via-Sacra, que erigiu no Coliseu, em Roma, e em todas as igrejas onde missionou. Finalmente, após longo ministério de paz e caridade, adormeceu tranquilo no sono dos justos, a 26 de Novembro de 1751, no convento de S. Boaventura, em Roma, onde, 54 anos antes, se consagrara ao Senhor sob o burel de S. Francisco. Não se limitou apenas à pregação o ilustre missionário de Porto Maurício; deixou também vasta coleção de escritos, publicados a princípio isoladamente, e reunidos depois numa grande edição, que prolonga no futuro a sua prodigiosa ação missionária, não apenas dentro das fronteiras da Itália, mas cujo âmbito é todo o mundo civilizado, pelas traduções feitas em quase todas as línguas cultas. Estes escritos constituem , em geral, um rico tesouro de verdades ascéticas e ensinamentos morais e homiléticos. Do livro Santos de cada dia, de www.jesuitas.pt. Ver também, www.es.catholic e www.santiebeati.it  ¿Queres saber mais? Consulta ewtn

 

 

SÃO JOÃO BERCHMANS

Religioso (1599-1621)

Este Santo nasceu em Diest, cidade do Brabante, na Bélgica, a 13 de Março de 1599, primogénito dos cinco filhos que tiveram João Carlos Berchmans e Isabel Van den Hove. O pai tinha-se dedicado na juventude ao cultivo das letras; mas a falta de recursos obrigou-o a deixar os estudos e entregar-se ao ofício de sapateiro e curtidor de peles. Na sua pobreza, tinha o lar Berchmans-Van Der Hove o melhor e mais apreciado tesouro: a virtude cristã que se refletia esplendorosa em todas as ações da vida. O jovem matrimónio bendizia ao Senhor pelas belas qualidades que despontavam no primogénito. A suja piedade infantil e cheia de graça encantava todos os que o viam ajoelhado diante duma imagem da Virgem Maria, com as mãozinhas juntas ou passando as contas do Rosário. Logo que teve idade para aprender as primeiras letras, confiaram-no os pais ao bom professor de Diest e, anos mais tarde, em vista do aproveitamento, passaram-no para o colégio dirigido pelo douto e ativo mestre Valério Van Stiphout. Um dia em que João tinha conseguido magnifico triunfo literário, o pai perguntou-lhe: «Que te posso dar em prémio do teu bom comportamento e aplicação?Bem o sabes, papá, desejo vestir-me de clérigo e entrar no Internato de Nossa Senhora». João Carlos, embora preocupado com as suas dificuldades económicas, não se atreveu a negar ao filho tão santa petição e dizendo «Deus me ajudará», colocou-o nas mãos do piedoso sacerdote Pedro Emmerick, diretor do internato. O nosso Santo, ao ver-se vestido com o hábito clerical e sobretudo ao aproximar-se a primeira vez a receber Jesus-Hóstia, renovou os seus desejos de preparar-se com vida fervorosa para o sacerdócio, pelo qual suspirava dia e noite. Durante esta época , não tinha limites o seu afecto para com a Rainha do Céu. À sua Mãe Celestial consagrara com voto a açucena de virginal pureza, e mais tarde viria a assinar com o próprio sangue o voto de defender a Imaculada Conceição de Maria.  Três anos esteve no internato de Nossa Senhora, mas nos fins de 1612  a indigência da família agravou-se tanto que João Carlos viu-se obrigado a mandar interromper os estudos ao primogénito. Era o momento da  prova. Deus Nosso Senhor colocava João em circunstâncias difíceis para se aquilatar a sua virtude. Quando o nosso jovem veio a saber da determinação do pai, rompeu em amargo pranto. Contava já treze anos e compreendeu perfeitamente o problema. Ele não podia ser um fardo para família, mas também não devia renunciar facilmente aos estudos sem os quais lhe seria impossível chegar ao sacerdócio. E num arranque generoso, decidiu-se por uma solução tão eficaz como heroica; servir de criado a algum sacerdote e assim, ao mesmo tempo que ajudaria economicamente os pais, frequentaria como externo o seminário. Primeiro empregou-se em casa do deão de Diest; mas pouco depois passou para a do chantre da catedral de Malines, o cónego Froymont. O seu novo género de vida não era nada fácil. Os serviços que devia ao cónego ocupavam-lhe as horas que as aulas lhe deixavam livres, e alguns dias até o impediam de ir ao seminário. Nestas circunstâncias, aproveitava com rara habilidade todos os momentos que podia para dedicar-se ao estudo. Se acompanhava o seu senhor a alguma visita, levava consigo o livro e, enquanto o cónego despachava os seus assuntos, estudava ele quanto podia. Nas noites procurava compensar-se do tempo de estudo não conseguido durante o dia. Sentado na cama, passava longas horas estudando, á mortiça luz duma candeia, e evitando qualquer movimento para não despertar o companheiro de quarto. Mais de uma vez o novo dia o surpreendeu com os livros , e então, depois de alcançar novas energias com a oração, apresentava-se contente a receber as  incumbências para a jornada. Poucos aspirantes ao sacerdócio terão mostrado vontade tão eficaz na consecução do ideal. A prova estava vencida. E o Senhor, satisfeito com a fidelidade heroica do servo, pôs o complemento às suas graças, acrescentou à vocação sacerdotal a vocação religiosa. O instrumento que utilizou foi o colégio que, em 1615, fundaram em Malines os Jesuitas. O contacto com os seus novos professores e, sobretudo, o conhecimento da vida do então beato Luís Gonzaga, decidiram o seu futuro. Requereu-se toda a energia da sua vontade para triunfar da resistência dos pais, mas por fim, a 24 de Setembro, festa de Nossa Senhora das Mercês, João Berchmans entrava no noviciado da Companhia de Jesus em Malines. A sua fisionomia espiritual nesta época descreveu-a o padre Bauters, seu exemplar mestre de noviços: «Logo que entrou na Companhia de Jesus, mostrou-se exemplar de perfeição religiosa… A sua inocência e a sua contínua união com Deus tinham-no feito semelhante aos anjos». A 25 de setembro de 1618 fez os votos religiosos, e um mês mais tarde empunhou o bordão de peregrino e encaminhou-se com outro religioso para a Cidade Eterna, aonde o enviavam os Superiores para estudar filosofia no Colégio Romano. Muito cedo notaram os antigos companheiros de Luís que o herdeiro de Gonzaga tinha aparecido, mas desta vez menos austero e mais afável; porque esta foi a auréola da santidade de Berchmans: a afabilidade e a alegria. O nervo da sua ascética consistiu numa assombrosa fidelidade às suas obrigações. Soube converter o comum em extraordinário e o vulgar em heroico, com base num constante esforço interior. Por este leito humilde da vida comum transfigurada, deslizava a corrente da sua vida mística , adornada com todos esses dons extraordinários que admiramos noutros santos. Os processos falam-nos dos êxtases de Berchmans. Em mais de um momento, conheceu por divina revelação os pensamentos alheios, e predisse quando morreria e as terríveis tentações que sofreria na última hora. O cuidado que João punha na virtude não foi obstáculo para o êxito dos estudos. Assim sucedeu que, ao terminar o curso filosófico, foi encarregado de defender em público uma série de questões sobre toda a filosofia. O êxito foi tão brilhante que o padre Prefeito dos estudos classificou Berchmans como o melhor do colégio. Mas as fagueiras esperanças, fundadas na virtude e no engenho do jovem jesuíta, desvaneceram-se rapidamente. Uma progressiva inflamação pulmonar cortou a árvore em flor. Berchmans recebeu com  indizível alegria a notícia da gravidade do seu estado. Pediu perdão a todos pelas suas faltas, fez solene profissão de fé católica e recebeu o santo Viático com tal devoção que parecia já trasladado para o Céu. Na sexta-feira, 13 de Agosto de 1621, às oito e meia da manhã, quando os alunos se dirigiam para as aulas, a campainha do Colégio Romano anunciava que o anjo de Diest acabava de adormecer placidamente no Senhor, tendo entre as mãos as Regras da Companhia de Jesus, o Rosário de Maria e o adorável Crucifixo. Contava 22 anos e cinco meses. Foi canonizado em 1888. Algumas das suas máximas: «Fazer as coisas comuns de maneira tão comum», «A minha maior penitência é a vida comum». «Antes rebentar do que omitir a observância da menor das  minhas regras». E no leito da morte: «Como resplandece o meu Crucifixo», isto é, o «meu» crucifixo participada da glória do «Crucifixo» Jesus, a minha situação está inserida na sua. Do livro Santos de cada Dia, de www.jesuitas.pt

 

BEATO TIAGO (ou SANTIAGO) ALBERIONE

Fundador (1884-1971)

Santiago Alberione, Beato

Santiago Alberione, Beato

Presbítero E Fundador
da Congregação da Pia Sociedade de São Paulo Apóstolo

 

Tiago Alberione nasce a 4 de Abril de 1884, em S. Lourenço de Fossano (Cuneo, Itália). Provém de uma família de camponeses, o quinto de sete filhos. Em 1896, entra para o Seminário de Bra, diocese de Turim. Em 1900 é convidado a deixar o Seminário e nesse mesmo ano entra no Seminário de Alba. Na Vigília de Oração do dia 31 de Dezembro deste ano, sentiu-se intimamente chamado a fazer alguma coisa pelas pessoas do novo século. É ordenado sacerdote, no dia 29 de Junho de 1907. Em Outubro de 1908, é-lhe confiada a missão de diretor espiritual dos jovens seminaristas. Em 1913 dirige o Boletim diocesano Gazeta de Alba. Tiago considera esta nomeação um sinal da Divina Providência que o encaminha para a missão especifica nos meios de comunicação. Em Agosto de 1914 dá início à Sociedade de S.  Paulo, Padres e Irmãs Paulistas e em 1915 início o Instituto Seminário Filhos de S. Paulo ou Irmãos Paulinos. Em 1922 elege a irmã Tecla Merlo como primeira Superiora geral da Congregação nascente. Os dois Institutos nascem com o mesmo objectivo: evangelizar por meio dos meios de comunicação. Em 1924 funda as Pias Discípulas do Divino Mestre que teriam por carisma dedicar-se à oração eucarística, ao apostolado sacerdotal e litúrgico. Em 1938 dá vida a outra Congregação feminina, as Irmãs de Jesus Bom Pastor ou Pastorinhas, cujo objectivo seria colocarem-se ao serviço das comunidades locais , em colaboração com os Párocos.

 

Santiago Alberione, Beato

Santiago Alberione, Beato

Em 1931 envia os primeiros Paulistas a fundar a Sociedade de S. Paulo fora da Itália e nesse mesmo ano chegam ao Brasil as primeiras Filhas de S. Paulo. Para Portugal vêm em 1950. Hoje em dia estão presentes nas principais cidades de 50 nações, com 257 comunidades e cerca de 2583 Irmãs professas. No dia 14 de Agosto de 1957, realiza-se o primeiro Capítulo Geral da Sociedade de S. Paulo, no qual o Padre Tiago é confirmado como Superior Geral. Em 1959, Tiago Alberione funda o Instituto Rainha dos Apóstolos ou Irmãs Apostolinhas, cuja missão seria, sobretudo, a de ajudar as pessoas jovens a descobrirem e a viverem a sua vocação humano-cristã e as várias possibilidades de compromisso de vida na Igreja, empenhando-se de modo particular na oração e no zelo pelas vocações sacerdotais e vida consagrada. Além destas Cinco Congregações religiosas, Tiago Alberione deu vida também a outros quatro Institutos, agregados à Sociedade S. Paulo: Instituto Jesus Sacerdote; Instituto S. Gabriel Arcanjo; Instituto Nossa Senhora da Anunciação; Instituto Sagrada Família , e ainda a União dos Cooperadores Paulistas. Este Grupo de Congregações religiosas e Institutos agregados forma a Família Paulina, unida pela mesma espiritualidade de Jesus, Mestre e Pastor, Caminho, Verdade e Vida, de Maria, Rainha dos Apóstolos e de S. Paulo Apóstolo, e cujas fontes são a palavra de Deus e a Eucaristia.

Santiago Alberione, Beato

Santiago Alberione, Beato

Após uma vida de profundas contemplação, de intensa atividade apostólica, de contínuas viagens pelo cinco continentes, de constante dedicação à Igreja, Tiago Alberione morre em, Roma, no dia 26 de Novembro de 1971, com 87 anos de idade, depois de ter recebido a visita privada do Papa. As suas últimas palavras, deixadas como testemunho espiritual são um convite à esperança: «Morro… rezo por todos, paraíso». A Igreja reconheceu as suas virtudes e no dia 25 de Junho de 1996, declarou-o Venerável . A 20 de Dezembro de 2002 foi feita a proclamação oficial do Decreto da sua Beatificação, sendo Beatificado a 27 de Abril do ano de 2003. Assim se expressa Paulo VI a respeito de Tiago Alberione, a 26 de Junho de 1971, aguando de uma audiência do papa aos participantes no segundo Capítulo Geral; «Ei-lo humilde, silencioso, incansável, recolhido nos seus pensamentos, que passam da oração à obra, sempre atento a perscrutar os sinais dos tempos, O nosso Padre Alberione deu à Igreja novos instrumentos para que esta se possa expressar melhor, novos meios para dar viva e vastidão ao seu apostolado». Do livro SANTOS DE CADA DIA, DE WWW.JESUITAS.PT. Ver também www.es.catholic e www.santoebeati.it

Texto reproduzido com autorização de Vatican.va

 

• Conrado, Santo
Novembro 26 bispo,

Conrado, Santo

Conrado, Santo

Etimologicamente significa “ conselheiro audaz”. Vem da  língua alemã.
Encontramo-nos ante o segundo santo depois da separação luterana da Igreja de Roma.
Nasceu em Venushof em 22 de dezembro de 1818 e morreu na Baixa Baviera tal dia como hoje de 1894.
Não o acompanhou a sorte os primeiros anos de sua vida. Ficou órfão e teve que pôr-se a trabalhar na feitoria de Venushof.
Os ideais do jovem John Birndorfer – assim se chamava antes de entrar no convento – eram de alcançar a perfeição humana e cristã até ao mais alto grau que um ser humano pode conseguir.

Conrado, Santo

Conrado, Santo

Na idade de 21 anos, se deu conta de que Deus o chamava a uma vida monástica , longe do ruído da fábrica. Deixou Parzham, renunciou a sua fábrica, a todo a vida da comunidade dos Capuchinhos como um irmão leigo, quer dizer, sem chegar sequer a sacerdote. Uma vez que pronunciou ante Deus seus votos de obediência, celibato e pobreza – não miséria – Enviaram-no para o mosteiro de Altötting.
Há junto ao lugar sagrado uma gruta da mãe de Deus. Cada ano a visitam milhares e milhares de peregrinos e devotos. Ele gostava muito de estar ali a atender as pessoas como guardião.
Este trabalho realizou-o por espaço de 41 anos. Sua paciência era imperturbável, sua atenção à gente brilhava por sua amabilidade, suas palavras de alento, sua piedade e sua diligência em cuidar todos os detalhes.
Nunca ninguém o viu irritado, nunca desse uma palavra fora de tom ou um julgamento contra ninguém, ainda que seu trabalho era imenso pela muita gente que acudia ao mosteiro.
Recebia tantas visitas que apenas tinha tempo para comer com a comunidade religiosa.
Se ganhava os corações dos adultos e crianças.  Assim o confirma o facto  de que três dias antes de sua morte, soube que tinha que deixar aquela portaria para entrar nas portas do céu. Foi levado aos altares em 1934 pelo Papa Pio XI.
¡Felicidades a quem leve este nome!

Humilde de Bisignano, Santo
Novembro 26 Confessor,

Humilde de Bisignano, Santo

Humilde de Bisignano, Santo

Humilde de Bisignano (1582-1637) pertence ao povo dos “pequenos” que Deus eleito para confundir aos “sábios” e aos “poderosos” deste mundo. Com efeito, o Padre revelou seu mistério de condescendência ao franciscano de Bisignano, porque este se deixou agir pelo amor de Deus e tomou o suave jugo da cruz, que foi sempre uma fonte de paz e de consolação para ele.
Filho de Giovanni Pirozzo e de Ginevra Giardino, nasceu em 26 de agosto de 1582 em Bisignano (Cosenza) e recebeu no batismo o nome de Luca Antonio. Desde sua meninice causou admiração por sua extraordinária piedade: participava diariamente na santa missa, comungava em todas as festas e orava meditando a paixão do Senhor inclusive enquanto estava trabalhando no campo.
Ingresado en la Cofradía de la Inmaculada Concepción, solía ser indicado a los miembros de la misma como modelo de todas las virtudes. En los procesos canónicos se recuerda que su respuesta a alguien que le dio un solemne bofetón en la plaza pública, fue simplemente presentar con humildad la otra mejilla. Hacia los dieciocho años sintió la llamada de Dios a la vida consagrada, pero, por diversas causas, tuvo que retrasar nueve años la realización de su propósito, retraso que no le impidió empeñarse en una vida más austera y fervorosa.
A los veintisiete años ingresó en el noviciado de los frailes menores de Mesoraca (Crotone), donde la formación de los jóvenes estaba encomendada a dos santos religiosos: el P. Antonio de Rossano, maestro de novicios, y el P. Cósimo de Bisignano, guardián del convento. Emitió la profesión religiosa el 4 de septiembre de 1610, tras superar, por intercesión de la Virgen, no pocas dificultades.
Ejerció con simplicidad y diligencia las tareas típicas de los religiosos no sacerdotes, como ir a pedir limosna, atender el servicio de la mesa de la comunidad, cultivar el huerto y otros trabajos manuales que le encomendaron los superiores.
Desde el noviciado se distinguió por su madurez espiritual y por su fervor en la observancia de la Regla. Se entregó con denuedo a la oración y Dios ocupó siempre el centro de sus pensamientos. Fue obediente, humilde y dócil, y compartió con alegría los diversos momentos de la vida de comunidad. Después de la profesión religiosa intensificó su empeño en el camino de la santidad. Multiplicó las mortificaciones, los ayunos y el celo en el servicio de Dios y de la comunidad. Su caridad lo hizo amado de todos: de los frailes, del pueblo y de los pobres, a quienes ayudaba distribuyéndoles cuanto recibía de la Providencia. Los dones carismáticos con que estuvo abundantemente dotado los empleó para gloria de Dios, para construir el Reino de Cristo en las almas y para consuelo de los necesitados.
Desde la juventud tuvo el don de continuos éxtasis, hasta el punto de ser llamado “el fraile extático”. Estos éxtasis le ocasionaron una larga serie de pruebas y de humillaciones, a las que le sometieron sus superiores con el fin de tener la certeza de que provenían realmente de Dios y no había en ellos engaño diabólico. Tales pruebas, felizmente afrontadas y superadas, acrecentaron la fama de su santidad entre los hermanos de hábito y entre los extraños.
Estuvo adornado también con extraordinarios dones de lectura de los corazones, de profecía, de milagros y, sobre todo, de ciencia infusa. Aunque era analfabeto y sin estudios, respondía a preguntas sobre la Sagrada Escritura y sobre cualquier punto de la doctrina católica con una precisión que asombraba a los teólogos. Varias veces fue examinado por una asamblea de sacerdotes seculares y regulares, presidida por el Arzobispo de Reggio Calabria, que le presentaban dudas y objeciones; por varios profesores de la ciudad de Cosenza; por el inquisidor Mons. Campanile, en Nápoles, en presencia del P. Benedetto Mandini, teatino; y por otros. Pero fray Humilde respondía siempre con tanta sabiduría que sorprendía a sus examinadores.
Es fácil comprender la estima que le rodeaba por doquier. El P. Benigno de Génova, Ministro general de la Orden, lo llevó como acompañante en su visita canónica a los frailes menores de Calabria y de Sicilia. Gozó de la confianza de los sumos pontífices Gregorio XV y Urbano VIII, que lo llamaron a Roma y, tras un riguroso examen, se sirvieron de su oración y de su consejo. Permaneció bastantes años en Roma, donde vivió casi siempre en el convento de San Francisco a Ripa y, algunos meses, en el de San Isidoro. También vivió algún tiempo en el convento de la Santa Cruz, en Nápoles, donde se prodigó difundiendo el culto al Beato Juan Duns Escoto, venerado especialmente en la diócesis de Nola.
Alrededor de 1628 pidió poder “ir a padecer” en tierra de misiones. Habiendo recibido de los superiores una respuesta negativa, siguió sirviendo al Reino de Dios entre su gente, atendiendo a los más necesitados, a los marginados y a los olvidados (cf. VC 75).
Su vida fue una “oración incesante por todo el género humano”. Sus oraciones eran simples, pero brotaban del corazón. A la pregunta del P. Dionisio de Canosa, su confesor durante muchos años y su primer biógrafo, sobre qué era lo que pedía al Señor durante tantas horas de oración, respondió: “Lo único que hago es decir a Dios: “!Señor, perdóname mis pecados y haz que te ame como estoy obligado a amarte; y perdona los pecados a todo el género humano, y haz que todos te amen como están obligados a amarte!””.
Siempre dispuesto a obedecer con prontitud, valeroso en la pobreza, acogedor en la vivencia alegre de la castidad, fray Humilde recorrió un camino de luz que lo llevó a la contemplación de la Luz divina el día 26 de noviembre de 1637, en Bisignano, es decir, en el lugar “donde había recibido el espíritu de la gracia” (LM 14, 3a) y desde donde “ilumina el mundo con multitud de milagros” (1 Cel 118a).
Fue beatificado por León XIII el 29 de enero de 1882. Canonizado por Juan Pablo II el 19 de mayo de 2002.
Humilde, el hombre que depende totalmente de Dios
El misterio de la vida del Beato Humilde es ciertamente el misterio de un Dios que hace cosas grandes en la criatura que cree en él y se confía por entero a su amor, consagrando todo, presente y futuro, en sus manos y dedicándose enteramente a su servicio (cf. VC 17). Pero su vida, en la que resplandece el fulgor de la santidad de Dios, es también un misterio de disponibilidad de esta criatura que, en su profunda y convencida humildad, repite con frecuencia: “Todas las criaturas alaban y bendicen a Dios; yo soy el único que lo ofende”. Humilde de Bisignano, invitado por Cristo a dejar todo y a arriesgar todo por el Reino de Dios, sintió la fascinación del Evangelio de las bienaventuranzas y aceptó ponerse al servicio del plan de Dios sobre él, consagrándose a vivir como Francisco de Asís “en obediencia, sin nada propio y en castidad” (S. Francisco de Asís, Regla bulada 1, 1). En efecto, a imitación de María, que cumplió plenamente la voluntad del Padre, los pobres están libres de tantos lazos que atan a las cosas que pasan y de tantas ambiciones que sólo producen desilusiones amargas, y tienen el espíritu pronto y disponible. El alma verdaderamente pobre no se preocupa ni se agita ni se disipa enredada en muchas cosas, sino mira hacia arriba y se deja fascinar por Dios y por el Evangelio de su Hijo. Es la sorprendente sabiduría que se nos revela, 365 años después de su tránsito, en el testimonio de fe del Beato Humilde de Bisignano. Hoy día nuestra mirada contempla asombrada al gran hijo de Calabria, tierra donde la santidad ha florecido de tantas formas a lo largo de los siglos marcando su gloriosa historia. Con él cantamos la misericordia infinita de un Dios que es “fuente de alegría para cuantos caminan en su alabanza”. !Siguiendo su ejemplo acojamos la llamada a la conversión y a la santidad que nos llega a través de su testimonio de fidelidad gozosa al Evangelio!

Margarita Occhiena, Venerável
Noviembre 26 Mamá de San Juan Bosco,

Margarita Occhiena, Venerable

Margarita Occhiena, Venerável

Margarita Occhiena nasceu em 1 de abril de 1788 em Capriglio (Asti, norte de Itália). Casada con Francisco Bosco, se trasladou a viver a I Becchi. Depois da morte prematura de seu marido, Margarita, a seus 29 anos, teve que levar adiante a sua família, ela sozinha, num tempo de fome cruel. Cuidou da mãe de Francisco e de seu filho Antonio, enquanto  educava a seus próprios filhos, José e João. Este último seria sacerdote e o fundador da Congregação Salesiana.
Mulher forte, de ideias claras, de fé recta, decidida em suas opções, observava um estilo de vida simples e se preocupou da educação cristã de seus filhos. Educou a três rapazes de temperamento muito diferente e mais de uma vez se viu obrigada a tomar decisões extremas (tal como ter que mandar fora de casa ao mais pequeno, João, a fim de preservar a paz em casa e oferecer-lhe a possibilidade de estudar).
Corria o ano 1848 quando, com um carinho especial, acompanhou a seu filho João em seu caminho para o sacerdócio e foi então, com seus 58 anos, que abandonou sua casita e tranquilidade na sua terra e o seguiu na sua missão entre os meninos pobres e abandonados de Turim. Aqui, durante dez anos, mãe e filho uniram suas vidas com o inicio da Congregação Salesiana. Ela foi a primeira e principal cooperadora de dom Bosco e, com sua amabilidade feita vida, aportou sua presença maternal ao Sistema Preventivo.
Fue así como, aún sin saberlo, llegó a ser la "cofundadora" de la Familia Salesiana, capaz de formar a tantos santos, como Domingo Savio y Miguel Rua. Era analfabeta pero estaba llena de aquella sabiduría que viene de lo alto, ayudando, de este modo, a tantos niños de la calle, hijos de nadie. Para ella Dios era lo primero, así consumió su vida en el servicio de Dios, en la pobreza, la oración y el sacrificio.  Murió a los 68 años de edad, en Turín, un 26 de noviembre de 1856. Una multitud de muchachos que lloraban por ella como por una madre, acompañó sus restos al cementerio. Fue declarada Venerable, el 15 de Noviembre de 2006, por Benedicto XVI a través de un decreto publicado hoy por la Congregación para la Causa de los Santos.

• Belino de Pádua, Santo
Novembro 26 Mártir e bispo,

Belino de Padua, Santo

Belino de Pádua, Santo

Nascido em Fratta Polesine, Veneza, Itália em data não conhecida.
No lugar chamado Fratta Polesine, em território de Rodigo, na região veneziana limitando com Veneza, morreu são Belino, bispo de Pádua e mártir, defensor exímio na Igreja, que cruelmente mal ferido por uns sicários, morreu em consequência das lesões recebidas. Era o ano 1151.

• Caetana Sterni, Beata
Novembro 26 Fundadora,

Cayetana Sterni, Beata

Caetana Sterni, Beata

Fundadora da Congregação das Irmãs da Divina Vontade

Martirológio Romano: Em Passano, perto de Vicenza, em Itália, beata Caetana Sterni, religiosa, que, havendo enviuvado sendo ainda jovem, se entregou ao serviço dos pobres, fundando a Congregação das Irmãs da Divina Vontade, para atender aos menosprezados e enfermos (1889).

Cayetana Sterni vivió toda su vida en Bassano del Grappa, antigua y alegre cindad de la provincia de Vincenza (Italia). Alli llegó con su familia, a los 8 años, desde la cercana Cassola, donde nació, el 26 de junio de 1827. Su padre, Giovanni Battista Sterni, administraba las propiedades de campo de la familia Mora, nobles venecianos, en “Ca’Mora de Cassola”, donde vivió holgadamente con su esposa Giovanna Chiuppani y sus 6 hijos.
En 1835 se trasladó con su familia a Bassano. Al poco tiempo, algunas vicisitudes cambiaron las condiciones de vida de la familia Sterni. A los 18 años murió su hermana mayor, Margarita y después de una penosa enfermedad, murió su padre; mientras su hermano Francisco, en busca de una carrera artistica se alejó de la familia, que por entonces, estaba pasando una critica situación económica. Estos hechos marcaron la vida de Cayetana, que crecía rapídamente, condividiendo con su madre los problemas de cada día.
Es inteligente, se muestra sensible y madura, llena de entusiasmo, “deseosa de amar y de ser amada”.Su educación en la fé es sólida y apoyada por el testimonio de vida y enseñanzas de su madre, de la oración y frecuencia de los sacramentos. En su ambiente familiar adquirió estima y aprecio por su viva personalidad, llena de buen sentido y por su delicada feminilidad. Estas sus cualidades humanas atrajeron la atención de un joven emprendedor, viudo y con 3 hijos que quiso hacerla su esposa.Valorando conscientemente sus sentimientos, la responsabilidad del matrimonio y haciendo caso omiso de su tutor, Cayetana, a los 16 años, aceptó ser la esposa de Liberale Conte. La joven esposa llena el nuevo hogar, de vitalidad, serenidad y alegría. Cuando Cayetana sabe que espera un hijo, la felicidad de los esposos es completa.
Un día estando en oración tuvo el presentimiento del inminente fallecimento de su esposo. Su espíritu se sintió turbado y angustiado porque veía desaparecer la persona màs querida de su vida. Al mismo tiempo, siente en lo más íntimo de su alma, la presencia de una fuerza espiritual que la fortalece para no caer en la desesperación y más bien, abandonarse completamente en Dios.
El presentimiento de la muerte de su esposo , se hizo realidad, y Liberale Conte muere en la plenitud de su juventud, vigor y salud. La joven esposa vive momentos de terrible angustia no sólo por la muerte de su esposo, sino tambien por el dolor de sus hijos, de nuevo huérfanos y por la muerte prematura de su propio hijo que no conoció a su padre. Estos difíciles momentos de su vida, Cayetana los vive con confianza y completo abandono en el Señor, su única esperanza y fortaleza. El dolor y sufrimiento se renovaron cuando el hijo tanto deseado y esperado murió a los pocos días de su nacimiento. Inicia para Cayetana la prueba dolorosa de la viudez. La familia de su difunto esposo, no justificando el afecto que la une a los 3 hijos huérfanos, le hacen la vida imposible con sospechas, incomprensiones y calumnias, hasta llegar a separarla de sus hijos y alejarla de su querido hogar. A los 19 años, Cayetana regresa a la casa de su madre. No obstante esta prueba grande y dura, Cayetana olvídándose de sí, ayuda a sus hijos a comprender y a aceptar esta separación. Amable y segura defiende los derechos de sus hijos, perdona, comprende y logra la plena reconciliación con todos sus familiares. El sufrimiento no la desepera. Su fina y delicada sensibilitad se hace presencia misericordiosa y solidaria.
Jamás había pensado hacerse religiosa. Mirando al futuro y en el silencio de la oración pide a Dios le haga conocer cuàl es el esposo que Dios quiere para ella. Precisamente en la oración comprede con claridad meridiana que es Dios mismo quien quiere “ser el único esposo de su alma”. Grande fué la sorpresa de Cayetana. En diálogo con su confesor, este le asegura, que se trata de una auténtica llamada de Dios. Por tanto, pide ingresar en el convento de las Canosianas de Bassano, siendo aceptada como postulante y donde solamente vive felizmente 5 meses. Estando en oración tiene el presentimiento de la vecina muerte de su madre, y se prepara espiritualmente a esta nueva prueba de su vida. Pocos días después, muere su madre y Cayetana tiene que dejar su querida comunidad y convento para cuidar y velar por sus hermanos menores. Pasan años afrontando dificultades, enfermedades, sinsabores y estrechezes económicas.No obstante todo esto, logra darse una forma de vida que la sostiene y fortalece espiritualmente.
Consultando nuevamente a su confesor y en asidua oración para conocer cual el la voluntad de Dios, Cayetana comienza a entrever que Dios la quiere totalmente dedicada al servicio de los pobres y necesitados. Cayetana recuerda y no puede olvidar, que durante su breve permanencia con las Canosianas al mismo tiempo que presentía la ya cercana muerte de su madre, comenzaba a intuír que Dios mismo, la estaba preparando para el hospicio y allí “entregar toda su vida al servicio de los pobres y así cumplir su voluntad”. Por mucho tiempo conserva oculta en su corazón esta llamada de Dios que no se atreve a manifestarla a su confesor, porque le parece una llamada extraña y exigente. Finalmente cuando abre su espiritu a su confesor, este no le da mucha credibilitad. No obstante la actitud del confesor, Cayetana cada vez que ve y encuentra un pobre en el hospicio, siente de nuevo la invitación del Señor: “te quiero entre mis pobrecitos”. A esta invitación, Cayetana se dice a sí misma: “la idea del hospicio siempre me persigue”. En 1853 “sólo por hacer la voluntad de Dios” se da al servicio de los pobres en el hospicio de su ciudad, que por entonces contaba 115 huéspedes, “en su mayoría víctimas de una vida desordenada y del vicio”. Allí permanece 36 años hasta el día de su muerte, entregada cpmpletamente al sevicio de los pobres con infatigable caridad. En las noches de vela junto al lecho de los muribundos, en los servicios más humildes a los ancianos y enfermos, Cayetana era toda, abnegación, dulzura, suavidad y ternura, con la firme convicción de servir a Dios mismo en cada pobre y en cada necesitado. Con gran confianza en Dios y con un gran deseo de ser toda de El, buscó hacer y cumplir en todo, sólo su voluntad. A los 33 años y con la aprobación de su confesor, Don Simonetti, hizo el voto de donación total de sí misma a Dios, “dispuesta a aceptar lo que Dios quiera disponer para ella”. Con ilimitada confianza se abandona en las manos de Dios, “debil instrumento del cual Dios se sirve para sus designios”. Atribuye sólo alla Divina Providencia el nacimento de su congregación que surge en la simplicidad y en el ocultamento, con la profesión de sus dos primeras compañeras en 1865. El nombre de “Hijas de la Divina Voluntad”, interiormente inspirado a Cayetana, para ella y para sus seguidoras, indica la característica propria que siempre las debe distinguir: “uniformidad en todo a la Divina Voluntad, mediante un total abandono en Dios y un santo zelo por el bien del prójimo, dispuestas si fuera necesario a sacrificarse totalmente”. Como ella, sus primeras compañeras animadas por el mismo espíritu, se consagraron a la Voluntad de Dios y se dedicaron al servicio de los pobres del Hospicio, al prójimo necesitado, especialmente con la asistencia de los enfermos a domicilio y con otras obras de caridad, según las necesitades particulares del momento.El obispo de Vicenza aprobó las primeras reglas de la congregación en 1875. Cayetana muere el 26 noviembre de 1889, amorosamente asistida por sus hijas y venerada por sus conciudadanos. Sus restos mortales son venerados en la Casa Madre.Desde sus inicios la Congregación de las Hijas de la Divina Voluntad se ha multiplicado y difundido, siendo presente attualmente en Europa, America y Africa. El camino de santidad de Cayetana Sterni, es esencialmente, un itinerario espiritual que se puede y debe proponer a todo cristiano: cumplir en todo y siempre lo que agrada al Señor, entregándose a El, con ilimitada confianza, para cambiar con la sóla fuerza del amor, el mal en bien, siguiendo el ejemplo de Jesús.  Fue beatificada el 4 de noviembre de 2001 por S.S. Juan Pablo II.
Reproducido con autorización de
Vatican.va

• Siricio, Santo
Novembro 26 XXXVIII Papa da Igreja,

Siricio, Santo

Siricio, Santo

Papa da Igreja Católica entre 384 e sua morte, em 399.
Al morir el papa Dámaso I, el más fuerte candidato para sustituirle era Jerónimo, pero debido a su fuerte carácter y comentarios hirientes no tuvo la aceptación necesaria. Fue elegido Siricio, quien comenzó su pontificado en 384. Disgustado por esta elección, Jerónimo abandonó Roma y se marchó a Oriente.
Siricio es el primer papa en utilizar su autoridad en sus decretos utilizando palabras como: "Mandamos", "Decretamos", "Por nuestra autoridad..." en el estilo retórico típico del emperador. Siricio fue también el primero en usar el título de Papa. Consagró la primera basílica de San Pablo Extramuros. Su nombre aún puede verse en una de las columnas de esta basílica que no fue dañada durante el incendio de 1823 que casi la destruyó totalmente.
Decretó el celibato para los clérigos. Murió el 26 de noviembre de 399 y está enterrado en la catacumba de Priscila. No fue hasta el siglo XVIII que su nombre fue incluido en la lista de los santos por el papa Benedicto XIV.

 

91581 > Sant' Alipio (Stiliano) lo stilita Anacoreta  MR
90561 > Sant' Amatore di Autun (?) Vescovo 
92022 > San Banban di Lethglenn Vescovo 
79350 > San Bellino di Padova Vescovo  MR
79200 > San Corrado di Costanza Vescovo  MR
90451 > Beata Delfina di Signe Vedova  MR
90870 > San Domenico Nguyen Van Xuyen Martire  MR
90334 > Beata Gaetana Sterni  MR
90002 > Beato Giacomo Alberione Sacerdote MR
94786 > Beato Giovanni Martinez Mercedario 
79300 > San Leonardo da Porto Maurizio Sacerdote  MR
79400 > Sante Magnanzia e Massima Vergini 
79210 > San Nicone Monaco  MR
93190 > Beato Ponzio di Faucigny Abate  MR
94789 > Beato Sancio de Sant'Arago Mercedario 
79250 > San Silvestro Guzzolini Abate MR
90423 > San Siricio Papa  MR
79220 > Beati Ugone Taylor e Marmaduke Bowes Martiri  MR
90425 > Sant' Umile da Bisignano Confessore  MR

 

 

www.es.catholic., www.santiebeati.it., www.jesuitas.pt (livro Santos de Cada Dia)

 

António Fonseca