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terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Nº 1210 - 8 DE DEZEMBRO DE 2010 - SANTOS DO DIA

 

A IMACULADA CONCEIÇÃO

 La Inmaculada Concepción de la bienaventurada Virgen María

 

Ninguém pode dizer não ter existido, pelo menos desde o século XII, a crença explicita na Conceição Imaculada da Virgem. Existiu, espalhou-se gradualmente por toda a Igreja ocidental e assim se explica que, antes da definição dogmática, de tantas centenas de pastores, aparecesse apenas um ou outro que tenha posto em dúvida esta verdade. Esta persuasão foi-se espalhando e radicando, para o que contribuiu não somente a singeleza dos rudes, mas também é sobretudo a autoridade dos doutos, chegou um  autor insuspeito a afirmar, no fim do século XVI, que mais de seis mil escritores a ela se referiram. Mas não foram somente os indivíduos; academias inteiras, como nos afirma Bartolomeu Medina, obrigaram-se por juramento a defender a Conceição Imaculada de Maria. E nós, portugueses, podemos afirmar com satisfação que também tivemos duas dessas academias cujos membros juravam a crença nesta verdade: eram as Universidades de Coimbra e Évora. Em 1304, o Papa Bento XI reuniu na Universidade de Paris uma assembleia dos doutores mais eminentes em teologia, para terminar as questões de escola sobra a Imaculada Conceição da Virgem. João Duns Escoto foi o encarregado pelo superior de defender e sustentar aquela consoladora verdade. Duns Escoto, franciscano, implorou o auxílio de Maria que escutou as suas súplicas, assegurando-lhe a mais completa vitória. E foi tão agradável à Mãe de Deus a prece deste filho humilde que a imagem, diante da qual estava prostrado, se inclinou para ele e neste posição se venerava ainda três séculos depois. Venceu, e desde esse momento a Universidade de Paris, que lhe outorgou o título de Doutor subtil, determinou que de futuro se celebrasse em toda a França a festa da Imaculada Conceição e que não fosse admitido nas suas aulas aquele que se não obrigasse a defender que Maria, Mãe de Deus, foi concebida sem mácula do pecado original. Desde então, a Imaculada Conceição resplandeceu no mundo católico com luz mais viva. E os argumentos de Duns Escoto são os mesmos com que os teólogos defendem e sustentam  o dogma tão simpático, tão consolador, tão poético, da santidade original de Maria, são os mesmo que Pio IX, de santa e feliz memória, compendiou na sua admirável bula Ineffabilis Deus. A isto juntemos a autoridade dos santos padres. Ouçamos Santo Agostinho com aquela eloquência e sabedoria que de todos é bem conhecida: «A natureza humana, dizia ele, foi reparada em Jesus Cristo pelos mesmos graus pelos quais ela tinha perecido. Adão foi soberbo, humilde foi Jesus; por uma mulher veio a morte, por uma mulher veio a vida; por Eva a desgraça, por Maria a salvação; aquela corrompida seguiu o sedutor, esta íntegra deu à luz o Salvador. Aquela de bom grado recebeu e entregou ao esposo o veneno fornecido pela serpente, do qual resultou a morte de ambos; esta, pela graça divina que recebeu, deu origem à vida pela qual a carne morte pode ser ressuscitada». Recordemos ainda os concílios: o Concílio de Éfeso, condenando a heresia de Nestório que ousou negar a maternidade divina de Maria, e o concílio de Trento, declarando que não era intenção sua compreender no decreto do pecado original a Bem-aventurada Virgem Maia, proclama implicitamente a puríssima e imaculada conceição da Mãe de Deus. E se a não definiram expressamente, foi porque ainda não tinha soado a hora marcada nos insondáveis desígnios da providência. As declarações dogmáticas da Igreja não têm somente a sabedoria e infabilidade, têm também a oportunidade. Aparecem no mundo quando ele tem necessidade dos seus eternos esplendores, alumiam as consciências quando elas precisam da sua luz. O concílio de Basileia, celebrado em 1439, declarou que a doutrina sobre a Imaculada Conceição era pia, muito conforme com o culto eclesiástico, com a fé católica, com a recta razão e a Sagrada Escritura e que por isso devias ser aprovada, seguida e abraçada por todos os católicos. Temos ainda os pontífices: Sisto IV determinando que se celebrasse em todas as igrejas o ofício e missa da Puríssima Conceição, concedendo copiosas indulgências a todos os fieis que assistissem e condenando como falsas e erróneas as afirmações dos que dissessem que os que creem que Maria foi concebida sem pecado original são hereges ou pecam mortalmente. Temos Paulo V, Gregório XVI, Alexandre VIII, Clemente IX, Clemente XIII, e uma longa série de pontífices venerandos que promoveram e enriqueceram com inúmeras graças a antiquíssima devoção à pureza e santidade original da Virgem Santíssima. E que eles reconheciam que, assim como as águas do rio Jordão se tinham detido para deixar passar ilesa a arca do Antigo Testamento onde se encerravam umas figuras, também  as águas corruptoras do pecado original se haviam de deter para deixar passar imaculada a Arca do Novo Testamento onde se encerraria, durante nove meses, a realidade que eles reconheciam. A Filha do Eterno, a Mãe de Jesus, a Esposa e o Templo do Espírito Santo não podia sofrer as consequências da tentação da serpente maldita. Este dogma constitui também uma glória para Maria, concebida sem pecado. Oh! Quem nos dera graça igual; este mundo, longe de ser um vale de lágrimas, seria um jardim, de delicias onde poderíamos antegozar a felicidade eterna que com certeza nos esperava. Quem nos dera graça igual! As flores seriam opara nós mais lindas, uma vez quer, não tendo a vista enuviada pelo fumo das paixões, somente veríamos nelas os reflexos da beleza de Deus. As águas seriam, mais cristalinas para não macularem a quem Deus criou Imaculado. As avezinhas do céu acercar-se-iam de nós como dum perfeito exemplar do seu Criador. Nem paixões que abrasam, nem vícios que degradam, nem tristeza que definham, nem desilusões que desesperam: nada disto poderia escurecer o sol brilhante da nossa existência. Mas essa felicidade foi perdida com a falta dos nossos primeiros pais. Só Maria a gozou. Só vós e vossa Mãe, dizia Santo Efrém ao Senhor, só vos estais puros a todos os respeitos, porque em vós, ó Senhor, não há mancha e em vossa Mãe não há mácula. Ela foi o santuário da inocência, inacessível ao pecado, o paraíso virginal donde devia surgir o novo Adão.  Ela calcou aos pés a serpente , por isso trouxe em seu seio a realização de todas as promessas da antiga aliança, a bênção encarnada em quem formam abençoadas todas as nações da terra. Ela foi a verdadeira arca da aliança que encerrou em si o Todo Poderoso. Como à primeira Eva foi concedida a graça da santidade original e da justiça, assim em grau muito mais elevado a outorgou Deus à segunda Eva; a Maria, Santificados foram os profetas que receberam a inspiração do Senhor; santo foi João, o último e maior deles; Maria, porém, foi maior que todos, por que foi Mãe do Senhor e por isso cheia de graça desde a sua Conceição. Resplandece de luz ante os olhos do pai, que nela mostrou quanto sabe amar e encher de graças. Resplandece de luz ante os olhos do Espírito Santo, que nela preparou a morada para o Verbo Divino. E se Este, o Criador, baixou do Céu à terra na humilhação da criatura,  de Maria, porque não havia de subir esta da terra ao céu, a primeira de todas as criaturas, a Mãe que lhe dera a humanidade? Temos também o testemunho de Maria. Do alto das Rochas de Massabielle, quando a Pastorinha de Lourdes lhe perguntou quem era, respondeu: Eu sou a Imaculada Conceição, e mandou-a dizer aos homens que viessem ali invocá-la sob esse título, pois desejava que as iras divinas se quebrassem de encontro àquelas pedras enegrecidas. Ó Maria, vós ultrapassastes os esplendores de todas as ordens de anjos e eclipsastes p brilho dos Arcanjos, abaixo de vós ficam os tronos, sois superior aos domínios e principados, sois mais forte do que as potestades, mais pura do que as virtudes, assentai-vos acima dos Querubins.

 

 Fiesta de la Inmaculada Concepción de la Virgen.

Foi em 8 de Dezembro de 1854 que ser realizou a festa desejada por tantos santos, solicitada por tantos séculos, intentada por tantos pontífices, mas que o Senhor, em sua infinita misericórdia, reservou para tempos mais recentes, como uma esperança, como um auxílio. Presidiu-a o chefe da Igreja católica. Pio IX. Alegre, satisfeito como um pai carinhoso quando se vê cercado dos filhos queridos da sua alma, rodeado por 54 cardeais, um patriarca , 42 arcebispos, 100 bispos, 300 prelados inferiores, muitos milhares de sacerdotes e religiosos de todos os ritos, regiões, ordens e trajes, e por mais de 50 000 fiéis de todas as classes e nações, Pio IX, a 8 de Dezembro de 1854, na atitude própria de doutor supremo encarregado de interpretar a divina revelação e de pronunciar os oráculos da fé, principia com voz grave , sonora e majestosa, a leitura do decreto que define a Imaculada Conceição da Virgem. Mas, ao chegar à passagem em que se referia à Imaculada Conceição, essa voz enternece-se, as lágrimas assomam-lhe aos olhos e quando pronuncia a as palavras decisivas: «Definimos, decretamos e confirmamos», a emoção e o pranto embargam-lhe a palavra e vê-se obrigado a suspender, para enxugar as lágrimas que pelo rosto lhe deslizam. Eloquência sublime, eloquência dum grande pai, pregando bem alto este privilégio da melhor das mães. Contudo, fez um esforço supremo para dominar a emoção e continuou a leitura com a inteireza da voz e autoridade próprias do juiz da fé. Seu coração eleva-se aos lábios e conhece-se bem que falam, ao mesmo tempo o pai da Cristandade, o filho afectuoso de Maria e o supremo pastor da Igreja, aliando, dum modo sublime, o oráculo do doutor da verdade com os sentimentos dum coração eternamente dedicado à Virgem. Oh! Como tudo isto era belo e agradável ao Senhor, como era imponente aquela assembleia inumerável, em que batia um só coração para amar a Maria, em que falava uma só boca para saudar a Maria, coroada com o diadema da Imaculada Conceição. Terminada a leitura do decreto, Pio IX entoou o Te Deum que se repetiu em toda a Basílica como hino infinito de ação de graças e de reconhecimento singular, imenso, universal, ao glorioso privilégio de Maria, como uma oração ardente, unânime, apaixonada mesmo Àquela a quem o anjo, 19 séculos antes, saudara, dizendo: “Ave, cheia de graça”, e a quem os homens hoje saúdam dizendo: Avé-Maria, concebida sem pecado original.

 

La Inmaculada Concepción

 

Portugal teve sempre muita devoção à Imaculada Conceição. À sombra do santuário da Imaculada Conceição de Vila Viçosa tinha nascido, do sangue heroico de Nuno Álvares Pereira (agora Santo…), o 8º duque de Bragança, que o céu destinara para outra vez dar aos portugueses uma nação livre e independente. É, sobretudo, a D. João IV que Portugal ficou a dever que Nossa  Senhora da Conceição fosse declarada Padroeira Nacional. Estando reunidas as Cortes em Lisboa, desde 28 de dezembro de 1645 até 16 de Março de 1646, propôs-lhes o rei que se declarasse Nossa Senhora da Conceição Defensora e Protetora da Pátria. O resultado dessa proposta consta da Provisão Régia de 25 de Março de 1646, de que salientamos estes parágrafos: «Estando ora juntos em Cortes com os três Estados do Reino lhes fiz propor a obrigação que tínhamos de renovar e continuar esta promessa (de D. Afonso Henriques) e venerar com muito particular afecto e solenidade a festa da Sua Imaculada Conceição: E nelas com parecer de todos, assentámos de tomar por Padroeira de Nossos Reinos e Senhorios a Santíssima Virgem Nossa Senhora da Conceiçãoe lhe ofereço de novo em meu nome e do Príncipe D. Teodósio meu sobre todos muito amado e prezado filho e de todos os meus descendentes, sucessores, Reinos, Senhorios e Vassalos à Sua Santa Casa da Conceição sita em Vila Viçosa, por ser a primeira que houve em Espanha desta invocação, cinquenta escudos de oiro em cada um ano em sinal de Tributo e Vassalagem . E da mesma maneira prometemos e juramos com o Príncipe e estados de confessar e defender sempre (até dar a vida sendo necessário) que a Virgem Maria Mãe de Deus foi concebida sem pecado original». No mesmo dia 25, festa da Anunciação, que nesse ano coincidiu com o Domingo de Ramos, efetuou-se na Capela Real a solenidade do juramento. O secretário de Estado leu em voz alta a Provisão Régia e por fim a fórmula do juramento que D. João IV, ajoelhado diante do altar, foi repetindo. O Príncipe herdeiro, os grandes da nobreza, os representantes do povo e os cinco Bispos presentes prestaram em seguida juramento. Um solene Te Deum rematou tão bela e significativa cerimónia. Durante a noite, a cidade apareceu rebrilhando com as constelações das mil luzes que faziam ressaltar o júbilo do povo, manifestado nos seus ardentes cânticos. Por este ato tão solene e expressivo a Virgem Imaculada era constituída e declarada, por todos os poderes da Nação, Senhora e Rainha de Portugal. Por outras palavras, o Governo transferia para Ela o poder e domínio de que gozava, tornando-se Nossa Senhora verdadeira Soberana de Portugal. Os reis, em sinal de que aceitavam o seu domínio, pagar-lhe-iam cada ano um tributo de submissão e desde essa altura mais nenhum  monarca colocou a coroa na cabeça, pois isso equivaleria a usurpar um direito pertencente a Nossa Senhora. Passados dois anos,  em 1648, mandou D. João IV cunhar moedas de oiro e prata, tendo numa das faces a Imaculada Conceição com a legenda : Tutelaris Regni, Padroeira do Reino. A 30 de Junho de 1654, – precisamente dois séculos antes da definição dogmática de Pio IX – o rei dá nova prova do seu amor à Imaculada. Dirige às Câmaras da Nação uma carta em que dizia: «Para que seja mais notória a obrigação que eu e todos os meus vassalos temos de defender que a Virgem Senhora Nossa foi concebida sem pecado original, houve por bem resolver que em todas as portas e entradas das cidades, vilas e lugares de meus Reinos se ponha, em uma pedra lavrada, a inscrição de que será cópia esta carta: Encomendo-vos a façais pôr nas portas e lugares essa cidade (ou vila) e me aviseis de como o tendes executado». A ordem foi cumprida e ainda subsistem em nossos dias muitas dessas lápides. Os sucessores no trono de tão piedoso monarca quiseram continuar essas tradições. D. João V, por exemplo, a 12 de Novembro de 1717, dirigiu uma circular à Universidade de Coimbra e a todos os Prelados e Colegiais do Reino recomendando-lhes que fizessem celebrar cada ano nas suas igrejas, com toda a pompa, a festa da Imaculada Conceição, recordando a eleição da Padroeira e o juramento de D. João IV. D. João VI , para especial honra e homenagem, à Padroeira, criou a Ordem Militar de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa. Em Portugal, a bula Ineffabilis Deus de 1854, com a definição, precisava, para ser publicada oficialmente, de beneplácito régio, que o soberano não podia conceder sem a aprovação das duas Câmaras. O Ministro da Justiça conseguiu-a finalmente, após duas sessões de três horas cada uma na Câmara dos Deputados e após uma sessão de duas horas na Câmara dos pares. Por fim, D. Fernando , regente em nome de quem viria a ser D. Pedro V, pôde conceder o beneplácito a 16 de Março de 1855. Foi publicada a bula no Diário do Governo. Fizeram-se comemorações solenes da definição, com entusiasmo e grandes concursos de povo. Mas comemorações tardias, por causa das interferências do liberalismo: em Lisboa, o Te Deum só foi a 16 de Abril. Braga antecipara-se muito, graças ao Padre Martinho António Pereira da Silva; as cerimónias foram a 6 e 7 de Janeiro. O referido sacerdote, para comemorar a definição, propôs se erigisse o Sameiro, o grande Santuário nacional em honra da Imaculada Conceição. Notabilíssimas foram as festas do cinquentenário e centenário da definição, respectivamente em 1904 e 1954; referimo-nos sobretudo ao Sameiro. A Imaculada Conceição é Padroeira primária de Portugal desde 1646. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt

 

A Imaculada Conceição da Virgem Maria

Hino

I

De Adão o primeiro pecado / Não veio cair em Vós; / Que quis Deus preservar-Vos / Limpa como para ele.

De Vós o Verbo encarnado / Recebeu humano ser, / E quer toda pureza / Quem todo puro é também.

Se Deus autor das leis / Que regem a humana grei, / Para engendrar a sua mãe / ¿não pôde mudar a lei?

Dizer que pôde e não quis / Parece coisa cruel, / E, se é Todo Poderoso, / ¿conVosco não o deverá ser?

Que honrar o filho na mãe / Direito de todos é, / E esse direito tão justo, / ¿Deus não o deve ter?

Porque é justo, porque Vos ama, / Porque vais sua Mãe ser, / Vos fez Deus tão puríssima / Como Deus merece e é. Ámen.

II

Eva nos vestiu de luto, / De Deus também nos privou / e fez mortais; / Mas de Vós saiu tal fruto / Que pôs em paz e tirou / Tantos males. / Por Eva a maldição / Caiu no género humano / E o castigo;
Mas por Vós a bênção / foi, e a todos deu a mão / Deus amigo.  /
Um só Deus trino e uno / A fez só e una: / Mais perfeita / Depois de Deus não há nenhuma, / Nem a Deus pessoa alguma / Mais aceite.

¡Oh quanto a terra Vos deve! / Pois que por Vós Deus voltou / A noite em dia, / Por Vós, mais branca que neve, / O pecador alcançou / Paz e alegria. Ámen.

III

Nenhum do ser humano / Como Vós se pode ver; / Que a outros deixam cair / E depois lhes dão a mão.

Mas Vós, Virgem, não caíste / Como os outros caíram, / Que sempre a mão Vos deram / Com que foste preservada.

Eu, cem mil vezes caído; / Vos suplico que me deis / A vossa e me levanteis / Para que não fique perdido.

E por vossa conceição, / Que foi de tão grande pureza, / Conserva em mim a limpeza / Da alma e do coração,

Para que desta maneira / Possa subir conVosco a gozar / Do que só pode dar / Vida e glória verdadeira. Ámen.

Oração

Pai, a boca enche-se nos de cantares e o coração ressoa de alegria, porque se aproxima o nascimento de teu Filho, que levantou do sono aos pastores e sobressaltou aos poderosos. Mas sobretudo encheu de gozo a sua Mãe María, que havia vivido um advento de nove meses. Ela, simples como a luz, clara como a água, pura como a neve e dócil como uma escrava concebeu em seu seio a Palavra. Concede-nos que, à sua imitação, sejamos sempre dóceis ao evangelho de Jesús e assim celebremos em verdade de fé a Páscoa de seu nascimento. Por nosso Senhor Jesus Cristo.

Oração

Oh Deus, que pela Conceição Imaculada da Virgem María preparaste a teu filho uma digna morada, e en previsão da morte de teu Filho a preservaste de todo pecado, concede-nos por sua intercessão chegar a ti limpos de todas nossas culpas. Por nosso Senhor Jesus Cristo.


¡Virgem María, Mãe Imaculada, roga por nós!
hinos y orações

Ver também www.es.catholicwww.santiebeati.it

• Sofronio de Chipre, Santo
Dezembro 8 bispo,

Sofronio de Chipre, Santo

Sofronio de Chipre, Santo

Biapo de Chipre

Etimologia: Sofronio = prudente. Vem da língua grega.
Este nome te parece raro. E o é, mas se recordas a história, saberás que foi um dos sete sábios de Grécia na antiguidade.
El fue un estudioso escritor que nació en Siracusa y vivió en el siglo VI antes de Cristo.
En el calendario cristiano aparecen dos santos con este nombre. Uno de ellos celebra su fiesta en marzo, Sofronio el “sofista”, es decir, el sabio por el conocimiento que tenía de la filosofía griega.
Nació en Damasco. Se pasó veinte años con un ermitaño para aprender el arte de ser santo.
El mismo patriarca de Alejandría le pidió que fuera a su lado para que le ayudase a luchar contra los herejes orientales, sobre todo contra los Monotelitas.
Pasado algún tiempo, se convirtió en el patriarca de Jerusalén. Sintió pena al ver la ciudad de los cristianos en manos de los musulmanes. Era el año 638.
Su celo pastoral le llevó a ayudar, consolar y a desvivirse por los fieles cristianos.
Creía que algún día podría ser mártir, aunque no tuvo ocasión, a pesar de su difícil trabajo.
El Sofronio del 8 de diciembre vivió también en un ambiente griego. Fue obispo de Chipre y sucesor de san Damián..
El martirologio romano le dedica estas palabras:"El fue, en un mundo admirable, el protector de los pobres, los huérfanos y de las viudas. Alivió a los pobres y a los oprimidos".
¡Felicidades a quien lleve este nombre!
Comentarios al P. Felipe Santos: fsantossdb@hotmail.com

 

BEATA NARCISA DE JESUS MARTILHO MÓRAN

(1832-1869)

Narcisa de Jesús Martillo Morán, Santa

Narcisa de Jesús Martillo Morán, Santa

"La Violeta de Nobol"

Martirologio Romano: En Lima, ciudad de Perú, beata Narcisa de Jesús Martillo Morán, virgen nacida en Ecuador, que, privada de padres y desprovista de sustento, después de muchos trabajos fue recibida en la hospedería de un cenobio, donde se dio a la oración continua y a la áspera penitencia.
Etimología: Narcisa = aquella que produce sopor, en referencia a la flor del mismo nombre; es de origen griego
Nació el 29 de Octubre 1832, en Nobol, arquidiócesis de Guayaquil (Ecuador) el día de San Narciso.
Sus padres eran agricultores y buenos cristianos. La fecha de su bautismo es desconocida.
Contaba con 7 años cuando recibió el sacramneto de la Confirmación de manos de Mons. Francisco Javier de Garaicoa, primer Obispo de Guayaquil, el 16 de Septiembre de 1839, dentro de las fiestas patronales del Señor de los Milagros de Daule.
A los 15 años aprendió el oficio de costurera que ejerció a domicilio y en las familias vecinas. Desde muy joven recibió como don del Espíritu Santo, un gran amor a la Oración: dejaba a menudo los juegos y los amigos para retirarse a su habitación o junto a un árbol de guayabo en la hacienda familiar, para orar.
Pasó su vida en familia, dedicada a las tareas domésticas y a la costura, creando una admósfera de caridad, alegría y paz entre sus cuatro hermanos y sus cuatro hermanas.
Siendo niña perdió a su madre. Así, ella tuvo que encargarse de la crianza y educación de sus hermanos menores. En esos años conoció la vida de
Santa Marianita de Jesús, quien apenas había sido beatificada poco tiempo antes, y a quien imitará con su vida, hasta tal punto que uno de sus directores espirituales escribió “basta leer la vida de Santa Marianita para conocer las virtudes de Narcisa”.
De esa época de su vida se recuerda su caridad, su alegría, su gran amor por la oración y la gran importancia que le daba a la dirección espiritual.
Cuando tenía 18 años muere su padre, y ella emigra a Guayaquil. Allí trabaja como costurera y comienza a dirigirse con Luis Tola, quien después será obispo de Portoviejo.
En la catedral de Guayaquil, y antes en la parroquia de Daule, dedicó mucho tiempo al apostolado, especialmente a los niños, a quienes les enseñaba catecismo. También trabajó con jóvenes abandonadas y refugiadas en la “Casa de las Recogidas” y visitaba a los enfermos y moribundos. Después se trasladó algún tiempo a Cuenca para atender a Monseñor Amadeo Millán, quien era su director espiritual, y que había contraído tuberculosis.
En 1867, cuando fallece monseñor Millán, regresa a Guayaquil, a la “Casa de las Recogidas”, donde, junto con la Beata Mercedes de Jesús Molina, enseña costura a las niñas huérfanas.
Algunos de sus directores han destacado el amor que ella tenía a Jesús en la Eucaristía y a la Santísima Virgen. Cuando vivía en Guayaquil perteneció a la Asociación Piadosa de Hijas de María, cuyo programa consistía en la práctica de las virtudes cristianas a imitación de María y en las obras de apostolado y de caridad.
En 1868 se trasladó a Lima (Perú) para continuar la dirección espiritual con el sacerdote franciscano Pedro Gual, quien poco después partió para Roma. Por esto tuvo que comenzar a dirigirse con el p. Manuel Medina, de quienes son la mayoría de los escritos que nos han llegado sobre ella. Este sacerdote, previendo un posible proceso de beatificación, los hizo corroborar con la firma de un Notario Público.
En Lima vivió en el Convento del Patrocinio como huésped o como pensionista, nunca como religiosa, ganándose el sustento con las labores de su propia mano.
En Septiembre de 1869 se inicia su última enfermedad. En los últimos momentos de su vida los dolores de su enfermedad se hicieron muy intensos, pero ellas los soportó heroicamente, abandonándose a la voluntad de Dios, y ofreciéndose como víctima por la conversión de los pecadores. Falleció el 8 de Diciembre después de haber comulgado.
Fue beatificada por Juan Pablo II el 25 de Octubre de 1992, y en la actualidad el Ecuador está de fiesta por que el Vaticano ya a anunciado su próxima canonización.
Su canonización se realizó el 12 de octubre de 2008 por S.S. Benedicto XVI.

Sus milagrosas intercesiones

Para su beatificación
Juan Pesántez Peñaranda es un hombre solitario. Nunca se casó y tampoco conoce sus orígenes familiares porque a los nueve meses fue regalado a una pareja en Gualaceo, la que a los 10 años abandonó para ir a trabajar en las bananeras de Pasaje, en El Oro.
Allá fue donde se golpeó la frente con un tallo de plátano, lo que le originó varios tumores, que luego se comprobaron eran cancerosos. Pero en 1967, tras repetidas intervenciones quirúrgicas que no le ayudaron a superar el mal que padecía, recibió “la sanación de Narcisita”, dice, mientras limpia los pasillos del colegio La Inmaculada, de Guayaquil, donde trabaja por más de tres décadas.
Tenía algo más de 20 años y muchos le decían que pida un milagro.
Pero él no creía. “Solo tenía fe en un Dios lejano”, dice, y cuenta que un día, mientras estaba en el hospital Luis Vernaza, se le acercó un policía quien le sugirió que le escriba a “Narcisita, que era milagrosa, pero le dije que no creía en eso y me quedé dormido”.
Sin embargo, mientras descansaba tuvo un sueño. Ahí habló con ella y le dijo: ‘Narcisita, si es de curarme, ¡cúrame!, sino ¡llévame!’. “Y me respondió ‘te vas a curar. Anda ponle una velita a la Virgen’. Cuando me desperté conté a todos que me iba a sanar, pero la mayoría pensaban que la enfermedad me había vuelto loco”
Para sorpresa de todos, la curación fue real, una comisión médica del Vaticano revisó el caso de Pesántez y en 1991 lo calificó como “un milagro de curación de Narcisa de Jesús”.
Cuenta que tras la sanación, su fe en Dios creció. Llegó a ser de la corriente carismática, actualmente no participa ya de ese grupo pero su fe no a claudicado, va regularmente a misa y visita con frecuencia la iglesia San José, en Guayaquil, donde estaban los restos de Narcisa cuando él superó el cáncer.
>Para su canonización
Edermina Victoria Arellano Plúas, que para el 2008 tenía 20 años, y estaba por terminar sus estudios de colegio, Luego desea trabajar como secretaria.
Ella vive en Nobol, donde aprendió el oficio de corte y confección, pero no se imagina vivir dedicada a la costura como lo hiciera Santa Narcisa de Jesús Martillo, a quien, dice, debe la vida.
La joven que, según la Iglesia, recibió un milagro de la sierva, tras la reconstrucción de sus genitales externos, se considera una devota de la Beata, aunque no intenta seguir sus pasos.
Edermina se imagina en una oficina contestando llamadas y manejando el computador, y no descarta casarse y tener hijos.

• Eutiquiano, Santo
Dezembro 8 Papa e Mártir,

Eutiquiano, Santo

Eutiquiano, Santo

XXVII Papa

Martirologio Romano: En Roma, en el cementerio de Calixto, en la vía Apia, sepultura de san Eutiquiano, papa (283).
San Eutiquiano nació en Luni, en Etruria, en 275 y murió en 283. Se sabe muy poco de él. Su pontificado fue bajo el imperio de Probo. Durante su pontificado la Iglesia fue objeto de muchas persecuciones y los mártires fueron muchísimos.
Hombre sencillo y misericordioso, se dio a la tarea de dar cristiana sepultura a multitud de cristianos que murieron martirizados por no negar su fe, recorriendo diversos sitios; en un mismo día dio sepultura a más de 300. Dispuso que que sus cuerpos fueran envueltos no en una simple sábana blanca, como era costumbre, sino cubiertos con una dalmática roja, rica túnica reservada al emperador. En la liturgia actual la llevan los diáconos en las funciones solemnes.
Instituyó la bendición de la recolección de los campos.
Murió mártir en Roma, víctima de la persecución pagana. Fue enterrado en las catacumbas de San Calixto, siendo el último Papa allí sepultado.

• José María Zabal Blaco, Beato
Dezembro 8 Pai de Família e Mártir,

José María Zabal Blaco, Beato

José María Zabal Blaco, Beato

Mártir Laico

Martirologio Romano: En el pueblo Picadero de Paterna, de la región de Valencia, beato José María Zabal Blasco, mártir, el cual, siendo padre de familia, en la persecución contra la fe superó los tormentos de su pasión con la fortaleza de Cristo (1936).
(Valencia, 20-III-1898 + Picadero de Paterna 8-XII-1936)
Casado, padre de tres hijos.
Empleado de la Estación del Norte de Valencia.
Hombre de fe profunda, destacó por su apostolado social desarrollado en su difícil ámbito laboral con alegría, jovialidad y auténtico sentido cristiano.
Para ver más sobre los 233 mártires en España haz "click"
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• Luis Aloisio Liguda, Beato
Dezembro 8 Presbítero e Mártir,

Luis Aloisio Liguda, Beato

Luis Aloisio Liguda, Beato

Presbítero y Mártir

Martirologio Romano: En el campo de concentración de Dachau, cercano a Munich, en Baviera, de Alemania, beato Luis Liguda, presbítero de la Sociedad del Verbo Divino y mártir, que, encarcelado al ser invadida Polonia durante la guerra, fue cruelmente asesinado por los guardias de la prisión, confesando a Cristo hasta la muerte (1942).
El P. Aloisio Liguda nació el 23 de enero de 1898.
Ingresó a la Sociedad del Verbo Divino en el año 1913.
Fue ordenado sacerdote el 26 de mayo de 1927.
Obtuvo el título en literatura polaca e historia y publicó varios libros sobre la homilética.
Durante la Segunda Guerra Mundial, el P. Aloisio fue Rector de Gorna Grupa.
Arrestado, fue primero enviado a Stutthof, luego a Sachsenhausen y finalmente al campo de concentración de Dachau.
Fue conducido al terrible bloque 29, reservado a los prisioneros con tuberculosis.
Junto con sus compañeros, no fue condenado a morir en las cámaras de gas sino que el 9 de diciembre de 1942 fue ahogado en el tanque de agua del campo.
Para ver más sobre los 108 mártires Polacos durante la segunda guerra mundial haz "click"
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• Natal (Nadal) Chabanel, Santo
Dezembro 8 Mártir Jesuíta,

Natal (Nadal) Chabanel, Santo

Natal (Nadal) Chabanel, Santo

Presbítero y Mártir

Martirologio Romano: En la región de Ontario, en Canadá, pasión de san Nadal Chabanel, presbítero de la Compañía de Jesús y mártir, el cual, habiendo hecho voto ante Dios de permanecer hasta la muerte en su querida misión del territorio Hurón, caminando por el bosque con un cierto apóstata fue muerto por él en odio de la fe. Su memoria se celebra el diecinueve de octubre, junto con sus compañeros (1649).
San Natal Chabanel es el patrono de todas las Casas jesuitas donde sus misioneros aprenden los idiomas de misión. Es casi una sutil ironía de los superiores de la Compañía. La determinación se debe a la extraordinaria dificultad que tuvo el santo en aprender la lengua hurona. El voto de permanecer firme en la misión es un buen desafío. Esas Casas reciben el nombre de Maison Chabanel para los jesuitas de lengua francesa y de Chabanel House para los de idioma inglés.
Nacimiento y formación jesuita
Escasos datos existen de la vida de Natal Chabanel. Sabemos que nace en la diócesis de Mendé, Francia, el 2 de febrero de 1613. El 9 de febrero de 1630, a los 17 años de edad, entra en la Compañía de Jesús, en el Noviciado de Toulouse. Después de los votos, hace los estudios de filosofía en la misma ciudad de Toulouse, entre los años 1632 a 1634. El magisterio lo ejerce también en Toulouse, en el Colegio, desde 1634 hasta 1637. Con éxito, enseña en las clases de retórica y filosofía. En octubre de 1637, da comienzo a los estudios de teología. Su ordenación sacerdotal tiene lugar en Toulouse en 1640. Al terminar la teología es destinado a enseñar en el Colegio de Rhodez.
La Tercera probación la cumple desde el mes de octubre de 1642 al mes de julio de 1643. Las noticias desde Nueva Francia Desde su ingreso al Noviciado y durante toda la formación jesuita, Natal ha devorado las Relaciones que los misioneros franceses escriben desde el lejano Canadá. Un deseo generoso nace en su alma. Dios lo está llamando. Al finalizar la Tercera probación, pone fin a su discernimiento misionero. Él irá al Canadá y se ofrece. Quiere seguir las huellas de
Juan Brébeuf, Isaac Jogues y sus compañeros. No tiene dudas. No le asustan los peligros. Más bien le ayudan. Conoce ya el martirio de René Goupil en manos iroquesas. Sabe también que Isaac Jogues está prisionero, que ha sido torturado y vive como esclavo.
En la Misión del Canadá
Inmediatamente después de la Tercera probación, Natal es destinado al Canadá, pues se ha ofrecido con insistencia. No sabemos nada de su partida. Tampoco del viaje, si fue duro o fácil. A Quebec llega el 15 de agosto de 1643. Después de un año en la ciudad, se embarca por fin para su meta tanto tiempo deseada, la Misión de Santa María, en el país de los hurones.
En la Misión de los hurones
Su primer destino es ser compañero del P.
Juan Brébeuf, quien ha regresado a la Misión hurona después de tres años de ausencia. La tarea principal es aprender el idioma. Y para ello tiene al mejor de los maestros. Brébeuf es el que ha iniciado a casi todos los misioneros. Pero Natal sufre. Todo le parece muy difícil. No puede con el idioma. Siente una profunda repugnancia a todas las costumbres de los hurones. No soporta sus olores, sus comidas, ni siquiera sus tiendas llenas de humo. La desolación está en todas partes. El fracaso le parece insuperable. Lucha, pero no puede. ¿Quiere el Señor que él vuelva a Francia? Juan Brébeuf lo acompaña en su tristeza. Lo anima y lo ayuda a discernir. Es un amigo que sufre.
Una carta del Superior
El P. Pablo Raguenau es el Superior de los misioneros en Huronia. Con paz y cariño, sigue cada una de las etapas tristes de Natal. Queda una carta de él al Provincial de Francia: "Aquí Natal, después de tres y cuatro años dedicado al estudio de la lengua hurona, ha progresado muy poco. Ni siquiera puede darse a entender en las cosas más sencillas. No le falta memoria ni inteligencia y tiene el deseo de darse a la misión. Su manera de ser está lejos de las costumbres de los hurones. No es capaz de aceptar de ellos casi nada. La presencia de los hurones no la soporta. No tolera sus conversaciones ni su modo de vivir. Hasta la habitación de los Padres, hecha a la manera hurona, le parece repugnante. No puede dormir en el suelo ni pasar, de la mañana hasta la tarde, en una tienda llena de humo. Le molesta la nieve que cubre todos los caminos. Los insectos son su mayor tormento, de día y de noche. No soporta la pobre comida de los indígenas. Con ansias, busca un espacio, un rincón donde refugiarse. Desea estudiar en paz, pero los niños entran y gritan. Sufre mucho. Parece que Dios le ha quitado toda consolación sensible. Es algo heroico. Me ha hablado de su deseo de volver a Francia. Con lágrimas, me ha dicho: ¿No sería mejor regresar? Tal vez allí podría ser más útil. En Francia encontraré un modo de vivir más conforme a mi manera de ser. Tendré trabajos que podré desempeñar con éxito. Podría sentir las consolaciones que tuve en otro tiempo. Viviré como tantos jesuitas santos que han dado la vida por la perfección del prójimo".
Una decisión heroica
El 20 de junio de 1647, Natal decide permanecer en la misión hasta la muerte. Su discernimiento, tan doloroso, termina con la gracia que viene de Dios. También lo mueven el ejemplo de sus amigos y el sacrificio de ellos por la misión. Isaac Jogues ha vuelto al Canadá. Él lo ha visto y abrazado. De sus labios y de los de
Juan Brébeuf, ha conocido los detalles de la muerte de René Goupil, la esclavitud y las torturas de Isaac, la huida a Francia, el recibimiento triunfal en la patria y ha admirado su regreso. También ha seguido los pasos de Jogues en la nueva misión de los iroqueses. Ha llorado su muerte y la de Juan de La Lande. Él, Natal, no puede ser cobarde.
Ese día 20 de junio, fiesta del Corpus Christi, sella su decisión con un voto solemne: "Jesús, por tu disposición admirable, has querido llamarme para ser ayudante de tus apóstoles en este país de los hurones. No me he mostrado digno, pero tengo el deseo de responderte. Yo, Natal Chabanel, en presencia del Santísimo Sacramento, hago mi voto de perpetua permanencia en esta misión de los hurones, comprendiendo todo, tal como los Superiores de la Compañía lo dispongan. Te ruego aceptarme como esclavo perpetuo de esta misión y de hacerme digno de este sublime oficio". Es heroico agradecer a Dios la cruz, y con un voto remachar los clavos para siempre.
A la Misión de los petuns
Un año después, es destinado por el P. Pablo Raguenau a las misiones de los petuns, como compañero de San
Carlos Garnier. En este destino puede verse la mano cariñosa del Superior. Carlos es un misionero experimentado, su optimismo puede ser contagioso. Poco antes de marcharse a la tierra de los petuns, Natal se abre a su confesor, el P. Pedro Chastellain:
"Ignoro lo que me pasa, o lo que Dios quiere de mí. Me siento muy cambiado. Por naturaleza soy un cobarde. Pero ahora que voy a una misión mucho más peligrosa y en que la muerte no parece estar lejana, no tengo miedo. Esto no es mío. Que Dios me lleve totalmente a Él". Con
Carlos Garnier, vive algunos meses. Es el único tiempo feliz de Natal. Dios parece haberlo aceptado y la consolación va entrando con fuerza en el corazón. Con su compañero, recorre las chozas y empieza a sentir la dicha del éxito.
La terrible guerra de los iroqueses
Entretanto, en la tierra de los hurones la guerra recrudece terriblemente. Los iroqueses se ensañan contra sus tradicionales enemigos. Y la muerte también llega a los misioneros.  El día 16 de marzo de 1649, en Santa María, el P. Pablo Raguenau observa el humo que se eleva desde los bosques. Es la misión de San Luis la que arde. Unas horas después llegan mujeres despavoridas y los niños de los hurones. Los iroqueses han atacado y
Juan Brébeuf y Gabriel Lalement han decidido quedarse con su pueblo.  El P. Raguenau siente que la sangre se hiela en sus venas. Ambos, sin duda, están en las manos de los iroqueses. El P. Raguenau organiza la defensa de Santa María. Si llegan los iroqueses, todo puede perecer.  Al día siguiente, llegan a Santa María 300 hurones desde la nación del Oso. Ellos anuncian que otros también vienen en ayuda. De inmediato entonces, sigilosamente, salen los hurones hacia San Luis y San Ignacio. Primero tienen un revés; después, con los socorros, viene la victoria. Santa María parece estar a salvo. El 19 de marzo, llegan los hurones que, con el desastre iroqués, se han liberado. El jefe Esteban Annaotaha narra a los horrorizados jesuitas los detalles del martirio de Juan Brébeuf y de Gabriel Lalement. En las aldeas, dicen, sólo hay cenizas. El día 20, los jesuitas y la mitad de los guerreros viajan a San Luis y a San Ignacio. Sólo encuentran ruinas, silencio y muerte. Sollozando, recogen el cuerpo ennegrecido de Juan Brébeuf y el cadáver del torturado Gabriel Lalement. Los envuelven en sábanas y mantas y con veneración los llevan a Santa María.
El abandono de la Misión hurona
Los sachems se reúnen. Deciden abandonar todas las aldeas. No es posible luchar, con flechas, contra los iroqueses armados con mosquetes. En una semana, comienza el gran éxodo. Algunos buscan refugio en la nación de los neutrales. Otros se dirigen al norte, hacia los algonquines. Centenares parten hacia la tierra de los petuns. La nación hurona está deshecha. Los jesuitas deciden entonces acompañarlos. Determinan dejar la Misión de Santa María y reconstruirla en otro sitio. Con doce hurones cristianos, celebran consejo. Es necesario trasladarse a la isla Ahoendoe.  El P. Raguenau organiza los trabajos para la partida. Los hurones construyen una barcaza de 16 metros y una balsa de troncos. Con prisa empaquetan y enfardan todo: ropa, maíz, provisiones, semillas y pescado ahumado. Con especial cuidado, envuelven los vasos sagrados, ornamentos, imágenes y libros. Las reliquias de sus mártires las ponen en una caja, con fuertes cerraduras. l 14 de junio de 1649, después de asegurarse de que no hay iroqueses en la cercanía, se embarcan todos, aun los animales. Los hurones los siguen en sus canoas entonando tristes canciones de muerte. Santa María es destruida a fuego. Desembarcan en Ahoendoe y aprisa comienzan las construcciones. Es el verano y es necesario estar preparados para un invierno que puede ser muy crudo. Los hurones, hambrientos, empiezan a llegar desde todas partes. Los problemas de alimentación son la mayor de las preocupaciones de los misioneros.
La guerra amenaza a los petuns
En noviembre, algunos hurones regresan desde la tierra de los petuns. Traen la peor de las noticias. Los iroqueses han levantado también sus hachas de guerra contra la tribu del Tabaco.  El P. Raguenau queda aterrado. En Etarita viven los PP.
Carlos Garnier y Natal Chabanel y, a 15 kilómetros más lejos, los PP. Adrián Grélon y Leonardo Garreau. Con la mayor de las angustias, el P. Pablo escribe al superior de los cuatro, Carlos Garnier, una larga carta. Él desea, y así lo ordena por obediencia, que él y los otros tres se dirijan a la nueva Santa María de Ahoendoe, de inmediato. Garnier debe discernir y sólo una poderosa razón puede hacerlos obrar en contrario.
El discernimiento
En Etarita, a principios de diciembre, Carlos y Natal Chabanel reciben la carta. La leen silenciosamente y con tristeza se miran ambos. Sí, el peligro existe. Pero ése no puede ser un motivo para abandonar a los cristianos.
Conversan, discuten, rezan y disciernen. Al fin y al cabo el P. Raguenau ha dejado a ellos la última decisión.
Carlos Garnier toma la decisión del heroísmo. Partirá Natal Chabanel y él se quedará con los petuns. En carta que escribe al P. Pablo Raguenau, explica:  "No tengo temor alguno por mi vida. Lo que más sentiría sería abandonar a mis cristianos. Ellos me necesitan en su hambre, miseria y en el terror de la guerra. Dejaría de utilizar la oportunidad que Dios me da, de morir por Él. Pero en todo momento estoy dispuesto a dejarlo todo y morir en la obediencia".
El martirio
Bajo el doble mandato de la obediencia, Natal Chabanel sale de Etarita el 5 de diciembre de 1649. El sendero pasa por la aldea de San Matías. Ahí debe pasar la noche. Con sus amigos, se confiesa y celebra la Misa, la última de su vida. Al día siguiente, cuando se despide, le dice al P. Leonardo:  "Voy a donde me llama la obediencia. No sé si voy a llegar. Si llego, rogaré al Superior que me devuelva a la misión. Siento necesidad de servir a Dios hasta la muerte". En la madrugada del día 7 de diciembre, emprende su viaje. Es un sendero difícil. Son seis leguas que deben ser recorridas a través del bosque y de la nieve. Hace mucho frío. Al anochecer, los ocho hurones cristianos que lo acompañan se duermen junto al fuego. Natal permanece en vigilia y empieza a rezar.  A medianoche oye el alarido y los cantos de los iroqueses que pasan. Son los que regresan de la aldea de San Juan y que han dado muerte a
Carlos Garnier. Los hurones huyen de inmediato, aterrorizados. Ninguno socorre a Natal. Este también huye. Pretende seguir a sus cristianos. No le es posible alcanzarlos. Agotado cae y de rodillas dice su oración:  "No importa que yo muera. Esta vida vale muy poco. La gloria del cielo no pueden quitármela los iroqueses".  Esto narraron, en San Matías, los hurones que lograron huir.
Una búsqueda incesante
Los jesuitas deciden buscar a Natal. Se niegan a aceptar su muerte. Con los hurones, recorren todos los sitios imaginables. Si está muerto, quieren llevarse sus restos. Si está vivo, ansían socorrerlo. Pero no encuentran ni la menor huella.  Un mes más tarde, tropiezan con un hurón apóstata de nombre Homareenhaket que lleva el sombrero y la manta de Natal. Interrogado, responde que él ha encontrado al Padre en el bosque, desmayado, encima de su bolso de libros. Él había querido ayudarlo y transportarlo en su canoa, pero no fue posible. No dijo más. La sospecha de la traición quedó clavada en el corazón de los jesuitas. Dos años después supieron la verdad. El hurón apóstata confesó su crimen. Él lo había encontrado junto a la orilla. Con su hacha le había dado muerte. Lo había despojado y echado el cuerpo al río. El hurón dijo que lo había matado por odio a la fe. Desde que su familia se había hecho cristiana, los suyos no habían experimentado sino desdichas y calamidades.  se día fue el 8 de diciembre de 1649, la fiesta de la Inmaculada.
La glorificación
San Natal Chabanel fue canonizado el 26 de junio de 1930, conjuntamente con
Juan Brébeuf, Isaac Jogues, René Goupil, Juan de La Lande, Antonio Daniel, Gabriel Lalement y Carlos Garnier. Un grupo de "amigos en el Señor", en la tierra y en el cielo.
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• Patapio, Santo
Dezembro 8 Eremita,

Patapio, Santo

Patapio, Santo

Eremita

Martirologio Romano: Conmemoración de san Patapio, solitario, el cual, oriundo de la Tebaida, vivió en Constantinopla, en Blaquernas, y fue sepultado en el monasterio de los egipcios (s. V/VI).
Nació en Tebas, Egipto, de joven dejó a sus piadosos padres, su herencia y a sus conocidos para vivir en el desierto egipcio, devoto de la oración incesante. Después de muchos años, a pesar de su deseo por la soledad, muchísimos peregrinos le pedían sus oraciones y consejo. Para librarse de las atenciones de los hombres, hizo una cosa sorprendente: abandonó el desierto y se mudó a Constantinopla, se instalando en Blachernae, donde, por el alboroto de la ciudad, podía pasar inadvertido.
Cuando creció en la obediencia a los mandamientos de Cristo, la gracia de obrar milagros creció en él, y otra vez se hizo muy conocido. Una vez un hombre ciego se lanzó ante Patapios en la calle, y el santo lo curó en un instante invocando el nombre de Cristo. Una vez sanó a un hombre lisiado por la hidropesía, ungiéndolo con el aceite de un candil.
Después de haber sido una bendición para la iglesia por años con sus oraciones y milagros, San Patapios se durmió en paz, y fue enterrado en la iglesia del Monasterio de los Egipcios cerca de Constantinopla. En 1904 sus reliquias preciadas e incorruptas fueron descubiertas en una construcción de un monasterio pequeño cerca de Corintio. Desde ese momento el monasterio ha estado dedicado a San Patapios, y muchos milagros son obrados allí.

 

SANTAS ELFRUIDA ou FRIDA, EDITE e SABINA

 

• Outros Santos e Beatos
Dezembro 8 Completando o santoral deste dia,

Otros Santos y Beatos

Outros Santos e Beatos

São Macário, mártir
Em Alexandria, no Egito, comemoração de são Macário, mártir, que, em tempo do imperador Décio, ao aconselhá-lo o juiz com muitas razões que renegasse de Cristo, ele professou com maior constância a fé, por cujo motivo finalmente foi queimado vivo (250).


Santo Eucário, bispo
Em Tréveris, da Gália Bélgica, santo Eucário, considerado o primeiro bispo desta cidade (s. III).


São Romarico, abade
No monte Vósego (hoje Remiremont), em Burgundia, são Romarico, abade, que, sendo nobre do rei Teudeberto, se retirou ao mosteiro de Luxueil e depois fundou um cenóbio numa propriedade sua, que ele mesmo dirigiu (653).

SAN TEOBALDO

São Teobaldo de Marliaco, abade
No mosteiro de Vaux-de-Cernay, na região de Paris, são Teobaldo de Marliaco, abade da Ordem cisterciense, que prestava os mais humildes serviços a seus irmãos (1247).

 

 

93855 > Beati 11 Padri Mercedari 
94800 >
Beato Bernardo de Senroma Mercedario 
80770 >
Sant' Eucario di Treviri Vescovo MR

89027 > Sant' Eutichiano Papa  MR
93243 >
Beato Giuseppe Maria (José Maria) Zabal Blasco Padre di famiglia, martire  MR
20600 >
Immacolata Concezione della Beata Vergine Maria Solennità MR
91527 >
Beato Luigi (Alojzy) Liguda e compagni Martiri  MR
80760 >
San Macario di Alessandria Vescovo  MR
92254 >
Santa Narcisa di Gesù Martillo y Moràn Vergine  MR
92994 >
San Natale Chabanel Sacerdote e martire MR
92322 >
San Patario (Patapio) Eremita a Costantinopoli  MR
94795 >
Beato Pietro de Haro Mercedario 
91901 >
San Romarico Abate ven. a Remiremont  MR
80750 >
Santa Sabina e sorelle Martiri nelle Fiandre 
92512 >
San Sofronio di Cipro Vescovo 
93611 >
San Teobaldo di Marly Abate dei Vaux-de-Cernay  MR

 

 

www.es.catholic.  -  www.santiebeati.it  -  www.jesuityas.pt (do livro Santos de cada dia)

 

António Fonseca

Nº 1209 - 7 DE DEZEMBRO DE 2010 - SANTOS DO DIA

SANTO AMBRÓSIO

Bispo, Doutor da Igreja (339-397)

 

Ambrosio, Santo

Ambrósio, Santo

Bispo e Doutor da Igreja
O jovem prefeito de Ligúria e de Emília, Ambrósio, nasceu em Tréveris no ano 340 de uma família romana. Todavia era catecúmeno, quando por aclamação do povo foi eleito à sede episcopal de Milão, em 7 de dezembro de 374. Em questão de religião cristã tinha que aprender quase tudo, e se dedicou sobretudo ao estudo da Bíblia com tanto empenho que cedo a aprendeu a fundo. Mas Ambrósio não era um intelectual puro; era sobretudo um óptimo administrador de sua comunidade cristã. Foi um verdadeiro pai espiritual dos jovenzitos imperadores Graciano e Valentiniano II e do temível Teodósio I, a quem não duvidou em reprovar duramente, exigindo-lhe uma penitência pública como expiação por haver feito assassinar ao povo de Tessalónica para acabar com uma revolta. Ambrósio é o símbolo da Igreja que renasce depois dos duros anos de ocultação e das perseguições. Por meio dele a Igreja de Roma tratou sem nada de servilismos con o poder político.
Suas qualidades pessoais foram as que lhe atraíram a devota atenção de todos. A atividade quotidiana de Ambrósio estava dedicada à direção de sua própria comunidade, e cumpria seus compromissos pastorais pregando a seu povo mais de uma homilia semanal. Santo Agostinho, que foi um assíduo ouvinte dos sermões de Santo Ambrósio, nos conta em suas Confissões que o prestigio da eloquência do bispo de Milão era muito grande e muito eficaz em torno deste apóstolo da amizade.
Seus livros publicados que chegaram até nós são as rápidas transcrições e reutilizações de seus discursos, pouco ou nada revistos. Seus famosos Comentários exegéticos, antes de ser reunidos em volumes, haviam sido pregados à comunidade cristã de Milão. Neles se nota o tom familiar do pastor que se dirige com amável simplicidade a seus fieis. Neles se sente palpitar o coração de um grande bispo, que logra suscitar comovedora emoção em seus ouvintes com argumentos cheios de emotividade e de interesse. Como bom pastor gosta de ensinar cantos litúrgicos a seu povo. Por isso compôs um bom número de hinos, alguns são todavia familiares na liturgia ambrosiana. Foi ele quem introduziu no ocidente o cântico alternado dos salmos.
Entre seus escritos que não têm relação direta com sua pregação, recordamos o De officiis ministrorum, porque, recalcando o conhecido texto ciceroniano e acolhendo todos seus elementos, demonstra que o cristianismo pode assimilar sem perigo de alterar o significado da Boa Nova esses valores morais naturais que o mundo pagão e romano em particular soube expressar. Ambrósio morreu em Milão em 4 de abril de 397.
¿Queres saber mais? Consulta
ewtnwww.es.catholic. – www.santiebeati.itwww.jesuitas.pt . Problemas técnicos e falta de tempo impediram a transcrição do texto bastante extenso q.b do Livro SANTOS DE CADA DIA, pelo que peço as minhas desculpas. AF.

 

SANTA MARIA JOSEFA ROSELHO

Religiosa (1811-1880)

María Josefa Rossello, Santa

María Josefa Rossello, Santa

Fundadora

Nasceu perto de Savona, na Itália, em 1811, e morreu na mesma cidade, em 1880. Era empregada doméstica ou criada, em Savona, e afligia-se, não podendo, por falta de dote, entrar num convento. Mas soube que o Bispo projetava fundar uma obra em favor das raparigas abandonadas e das prostitutas; foi ter com ele, oferecendo-lhe os seus serviços. Assim começou, «com três irmãs, um saco de batatas e quatro moedas de prata», a congregação das Filhas de Nossa Senhora da Misericórdia, das quais Maria Josefa ficou sendo superiora em 1840. E dirigiu-as por toda a sua vida. Quando faleceu, o instituto possuía já 68 casas (escolas, orfanatos, hospitais  refúgios para jovens arrependidas); e em 1949, quando foi canonizada, as Irmãs de Nossa Senhora eram mais de 3 000, servindo em 260 casas de caridade na Itália e na América Latina. Do livro SANTOS DE CADA DIA, der www.jesuitas.pt.  Ver também  www.es.catholic e www.santiebeati.it

¡Felicidades a quem leve este nome!

• Antonio de Siya, Santo
Dezembro 7 Abade,

Diciembre 7

Etimologicamente significa “ florido, inestimável” Vem da língua grega.
Diz o Salmo: “Te busco de todo coração, Senhor; em meu coração escondo teus conselhos, para não pecar contra ti”.
Nasceu em Archangelsk. A vida de trabalho aqui era muito má. Por isso teve que ir encontrá-lo a Novgorod. Se pôs ao serviço de um senhor mercador altamente rico. Estava tão contente com seu rendimento, amabilidade e maturidade que inclusive lhe permitiu contrair matrimónio com sua filha. Por desgraça, a mulher morreu e ficou viúvo sendo ainda muito jovem.
Desde então só dava voltas à cabeça uma coisa: fazer-se monge num mosteiro. Y, una vez que se lo hubo pensado en serio, se encaminó al de Kensk. Al cabo de unos años, lo dejó para irse a vivir la soledad del bosque cercano al Mar Blanco. Se cuenta que comía solamente champiñones y frutos silvestres. Pero cuando la soledad va cargada de santidad y de un corazón que busca ardientemente al Señor, pronto llegó la gente a conocer la virtud de este santo eremita. Tenía muchas visitas de personas de los alrededores. Su fama se extendía cada día más y más. Incluso el príncipe de Moscú, al enterarse de su existencia y obras buenas que hacía con quien le visitaba, y que ya tenía hasta discípulos, mandó que le construyeran un monasterio. El abad Antonio los dirigió con tanto amor y entrega a la oración y ala penitencia que todos estaban felices con él.
Bueno todos, no. Era él mismo el que deseaba volver de nuevo a su amada soledad. Recapacitando en su interior, se decidió por volver de nuevo a la comunidad que lo pedía con insistencia.
Murió el año 1556.
¡Felicidades a quien lleve este nombre!
“Quando se discute demasiado, se perde a verdade” (Siro).

• Carlos Garnier, Santo
Dezembro 7 Mártir,

Carlos Garnier, Santo

Carlos Garnier, Santo

Este santo é muito querido na Companhia de Jesús. Desde muito jovem se entregou com grande generosidade ao chamamento de Deus. Sempre foi um homem feliz. Na sua vida não parece haver uma sombra de tristeza. A consolação espiritual o acompanha em todas as etapas.
Nascimento e pátria
Carlos Garnier nasce em 25 de maio de 1606, na cidade de Paris. Seus pais têm grandes meios económicos. São católicos fervorosos e se preocupam pela boa formação dos filhos. A prudência do pai e a devoção da mãe foram sua melhor escola.
Dessa família, tão religiosa, saíram quatro homens consagrados: Carlos para a Companhia, Enrique para os Carmelitas, José para os Capuchinhos e António para o clero diocesano.
En el Colegio de los jesuitas
Cuando llega la edad de empezar los estudios secundarios, Carlos es matriculado en el Colegio de Clermont de la Compañía de Jesús, el más importante de Francia. Es bien acogido. Se siente a gusto y pronto se distingue en todo. Tiene facilidad para los estudios, y con agrado ingresa a la Congregación Mariana de los alumnos mayores (hoy, Comunidades de Vida cristiana, CVX). Su padre es generoso con el dinero. Carlos recibe siempre una buena cantidad para sus gastos personales. Pero el muchacho gasta solamente lo indispensable. El resto, todos los meses, va a parar a la alcancía que los jesuitas han destinado para la ayuda de los presos de la cárcel. Un día pasea por el Puente Nuevo. En los escaparates hay algunos libros inconvenientes. Los compra todos y los destruye. Cuando le preguntan, dice con natural simpatía: "Alguno podría comprarlos y al leerlos podría, tal vez, ofender a Dios".
El ingreso a la Compañía
Sin dudar, como algo muy natural, decide a los 18 años ingresar a la Compañía de Jesús. Su padre siente tristeza cuando el buen hijo decide partir. Sufre en silencio. Se sobrepone y, con entereza, lo acompaña hasta el Noviciado, el 5 de septiembre de 1624.  Las palabras del señor Garnier al Superior le muestran a Carlos el temple de su padre: "Estoy tranquilo. Si yo no quisiera a la Compañía no daría a mi hijo. Desde que nació jamás ha desobedecido, jamás ha dado la menor molestia". En el Noviciado, Carlos se entrega como él sabe hacerlo, como es su costumbre. No parece sentir la menor molestia. La vida religiosa le es agradable. Con suavidad, se acomoda a todo hasta en los pequeños detalles.  Sus compañeros de noviciado pasan a ser, ahora, sus mejores amigos. A algunos los conoce desde el Colegio. Pedro Chastellain es su compañero de ingreso, desde el primer día. La amistad va a continuar en las misiones del Canadá. Francisco José Le Mercier será también su compañero en la misión. En una carta a su hermano Enrique, el carmelita, le escribe: "Cuando ruegues por mí, ruega también por Pedro, mi mejor amigo".
La formación tradicional
Carlos con alegría y paz, sin sobresaltos, continúa la formación que dan los jesuitas a los ingresados para el sacerdocio. Los votos de pobreza, castidad y obediencia los hace el 6 de septiembre de 1626, en la casa del Noviciado. Para él es un día de plena felicidad.  De inmediato, es destinado al Colegio de Clermont para hacer los estudios de filosofía. ¿Qué pasa? Todo parece resultarle fácil. Ni siquiera se imagina que puedan venir dificultades.
En octubre de 1629, está en el Colegio de Eu, en la Normandía francesa. Es la experiencia del magisterio. Debe enseñar literatura. Las dificultades tampoco se presentan en esta etapa. Tiene cualidades y mucho ánimo. Con gusto se entrega a sus alumnos. Él siente que el Señor le allana los caminos.
El primer contacto con Juan de Brébeuf
En el Colegio de Eu se encuentra con un gigante. Es el P. Juan de Brébeuf, el fundador de la misión de los hurones, quien ha debido volver a Francia al ser expulsado por los ingleses después de la caída de Quebec. Las conversaciones con Brébeuf son interminables. Con él sigue las peripecias por el gran río San Lorenzo. Parece ir por los bosques y las nieves sin fin. Conoce las costumbres, las supersticiones y las guerras de las tribus. Comparte con Juan el anhelo de convertir a esos pueblos tan abandonados. El deseo por la misión empieza a anidar en el corazón de Carlos.
La ordenación sacerdotal
Los estudios de teología los hace también en el Colegio de Clermont. El caminar en la Compañía lo hace dichoso. Ahí madura su vocación a las misiones del Canadá. La preparación al sacerdocio y a la misión, para él, corren paralelas. La ordenación sacerdotal la recibe en París, al terminar su tercer año de teología. Es una gracia que Carlos recibe con honda gratitud. Considera como un regalo de Dios el poder asistir al año siguiente, en ese mismo altar, a la ordenación del P. Isaac Jogues, otro de sus amigos que quiere ser misionero como él.  Carlos Garnier es destinado al Canadá al terminar la teología. Él lo ha pedido con insistencia. Los Superiores lo conocen bien. Saben que la misión es dura, pero él tiene el corazón firme y una virtud muy bien probada. Le ponen, eso sí, una condición: hablar con su padre y obtener su aprobación y bendición.
La Misión del Canadá
Al señor Garnier le resulta muy difícil bendecir, por esta separación, al hijo tan querido. Ha sido muy dura la separación cuando se hizo jesuita, pero esta segunda es extremadamente dolorosa. Carlos respeta, siente el cariño del padre. Pero ante Dios insiste con mucha fuerza. Un año dura el combate. Al fin obtiene lo que quiere. El 8 de abril de 1636 sale la flota desde el puerto de Dieppe. Él va feliz. Su amigo, el P. Isaac Jogues, viaja en la misma nave. Juntos comienzan la conquista del nuevo mundo. La travesía resulta fácil, sin tormentas. Con Isaac tiene el consuelo de decir la misa casi diariamente. Fueron dos meses. Una carta a su padre encierra sus sentimientos:
"El viaje podría haber sido duro, pero el capitán lo hizo fácil. En estos dos meses, solamente, doce días no pudimos celebrar Misa. Nuestra capilla era la cabina del capitán. Una parte de la tripulación asistía a la primera misa, la otra a la segunda. A la elevación se disparaban los mosquetes. En los domingos truena la artillería. El capitán y muchos otros comulgan. Enseñamos catecismo y leímos a todos las vidas de los santos". Su corazón va lleno de alegría. El agradecimiento a Dios es grande. No sólo porque él va en viaje a la misión, sino también porque sabe que en otra de las ocho naves de la flota va también su amigo el P. Pedro Chastellain.
A la Misión de los hurones
El 1 de julio de 1636, recibe el encargo de dirigirse a Trois Rivières. Desde allí deberá salir hacia los hurones. Su compañero de misión es el P. Pedro Chastellain, su gran amigo. Ambos tienen la misma edad, 29 años. Juntos han ingresado a la Compañía de Jesús y juntos van a la misión que tanto han deseado. Carlos se siente como un preferido de Dios. El viaje resulta también sin mayores tropiezos. Los hurones se muestran buenos y los tratan con cariño. Pedro y Carlos parecen encantados. Cada uno va en canoa distinta. A Carlos los hurones lo empiezan a llamar Uracha. Escribe Carlos, el 8 de agosto: "Dios sea bendito. Ayer llegamos a Nipissirinien, sanos y salvos. El Señor se portó bien conmigo. No he remado en demasía. No he cargado sino mi propio equipaje. Solamente, por dos o tres días, debí cargar el equipaje de un hurón enfermo. A la isla llegamos en la vigilia de San Ignacio. Compramos grano. No encontramos enemigos, ni peligros". El 13 de agosto, llega a Ihonatiria. El P. Chastellain está ahí desde el día anterior. El Superior es su amigo el P. Juan de Brébeuf, el más cariñoso de los padres. En la capilla de troncos agradece al Señor. Después, en la cabaña de paja comparte con los amigos. Todos cantan, y comen la pobre comida de los indios hurones.
Las terribles epidemias
La alegría no puede ser eterna. Unos días después de la llegada del P. Isaac Jogues, la peste irrumpe en la misión. Los jesuitas también caen. Carlos interrumpe los Ejercicios espirituales, que ha comenzado, y se entrega al cuidado de sus hermanos. Acompaña al gigante Brébeuf, pero pronto también lo derriba la fiebre. Fue duro el recibimiento de la misión tanto tiempo apetecida.
Los primeros apostolados
Una vez restablecido, el P. Juan de Brébeuf lo destina a hacer los primeros recorridos por las aldeas huronas. El 4 de diciembre, Carlos está en Ossossané, el 14 en Anenatea, para ayudar a una muchacha moribunda. Este viaje lo hace con su amigo el P. Francisco José Le Mercier.  Asiste a la fiesta que dan los hurones por su niña enferma, después a la danza de la muerte. Con los hurones canta y danza golpeando las ramas. Contempla con pena cómo colocan cenizas ardientes en las manos de la enferma. Terminada la fiesta, Carlos bautiza a la niña. Un tiempo después, es destinado a iniciar la misión de Ossossané. Su trabajo es visitar, enseñar catecismo y practicar la amistad. No le parece difícil. Con agrado nota que el idioma de los hurones empieza pronto a perder sus secretos. Cada día lo habla con más soltura.  A Uracha los hurones no le tienen miedo. Lo dejan entrar a sus cabañas y bendecir a los niños. Uracha es incansable, cariñoso y un buen amigo.  Cuando los hurones abandonan a sus parientes moribundos, incapaces de soportar ellos mismos el hedor de la peste y el terrible temor a la muerte, ahí está Uracha. Con caridad, Carlos logra acercarse. Los lava, los acaricia, los alimenta y a los que van a partir los bautiza. Después llora con sus amigos los hurones. En una carta a su padre, de 1637, manifiesta su temple:
"Estamos en las manos de Dios. El cuida de nosotros. Por supuesto, tenemos dificultades, pero somos felices. Te cuento, en Ossossané tenemos una fortaleza mejor que la Bastilla. Aquí, no hay cañones españoles que puedan asustar como en París. Estamos en paz. Nuestra defensa es de madera, palos de diez y doce pies. Tenemos una torre en un ángulo de la empalizada y estamos construyendo otras dos para asegurar los caminos de acceso.
¿Te acuerdas de mi fastidio por los estudios de medicina? Ahora ésta es una de mis principales ocupaciones. Preparo cataplasmas y suministro polvos. No te preocupes por mi salud. Nunca me he sentido mejor. Si tus amigos en Francia vivieran como yo, sé que estarían libres de muchas enfermedades.  Respecto al idioma, hago progresos. Anoto todas las palabras que escucho. Es cierto, no tengo mucho tiempo para escribir porque dedico casi todo el tiempo, desde la mañana hasta la noche, a predicar, a visitar a los enfermos, a recibir a los hurones en mi tienda". Sobre los gustos artísticos de los pieles rojas escribe en una carta a su hermano Enrique, el carmelita:
"Necesito una pintura de Jesucristo, pero que no tenga barba. Si no es posible, que tenga muy poca, como si tuviera dieciocho años. La figura sobre la cruz debe ser muy clara, sin nadie al lado, para no distraer la atención. Sobre la cabeza de la Virgen María, haz poner una corona y un cetro en las manos, que el Niño esté en las rodillas. Esto ayuda a la imaginación de los hurones. No debes poner ninguna aureola, cámbiala por un sombrero. Los rayos pueden prestarse a equívocos, las cabezas deben estar siempre cubiertas.  Mándame un cuadro sobre la resurrección del último día, pero haz que las almas de los bienaventurados aparezcan extraordinariamente felices. Cuando representes el Juicio final, preocúpate de no confundir. Los muertos resucitados deben estar fuera de sus tumbas y, si se puede, iluminados. Las caras no deben pintarse de perfil, sino de frente y con los ojos muy grandes. Los cuerpos no deben estar completamente vestidos, por lo menos una parte debe estar desnuda. Los cabellos no deben ser rizados. Ninguna cabeza puede ser calva. Nadie debe usar barba. Nuestro Señor y Nuestra Señora deben ser muy blancos. Sus vestidos deben tener colores vivos: rosado, azul, escarlata; nunca verde ni café. Los santos que descienden del cielo deben ser blancos, como la nieve, con ornamentos relucientes, con una cara llena de risa y felicidad. Los condenados deben estar pintados de color negro y asados al fuego. Pon algunas llamas encima y dentro de la cabeza. Los ojos deben ser como brasas. La boca que esté abierta y de ella debe salir fuego, también de la nariz y de las orejas. Toda la cara debe aparecer atormentada, llena de arrugas. Las manos, los pies y los costados deben tener cadenas de fierro. Pon un terrible dragón, que se retuerza alrededor de las víctimas, y les muerda las orejas. Recuerda que las escamas de la bestia deben ser horribles, jamás de color azul. A cada lado de un condenado, pon dos demonios que lo torturen con arpones de fierro y un tercero que lo tire de los cabellos".
La Misión entre los petuns
Después de establecer la Residencia central de Santa María para la misión de los hurones, el nuevo Superior, el P. Pablo Raguenau, destinó a los Padres Isaac Jogues y Carlos Garnier a la región habitada por los petuns o tribu del Tabaco. Ambos deben iniciar allí un nuevo campo de evangelización. El territorio de la nueva misión dista, hacia el occidente, a unas doce a quince leguas de la región de los hurones. El nombre de la tribu se debe a las grandes plantaciones de tabaco. Los dos misioneros parten en noviembre de 1639. Para Carlos es un desafío que lo llena de alegría. El camino es duro en el invierno, tanto que ningún hurón acepta acompañarlos.  Se pierden en el bosque, los senderos han sido borrados por la nieve. Con hambre llegan a la primera aldea. Ellos la bautizan con el nombre de los Apóstoles Pedro y Pablo. El recibimiento es muy duro. Nadie se atreve a darles hospitalidad. Las mujeres huyen espantadas a esconderse en las tiendas. Los muchachos siguen a sus madres dando gritos. Todos piensan que los carapálidas traen enfermedad y hambre. ¿Qué otra cosa pueden pensar al verlos arrodillados? Sin duda están preparando los maleficios. Cada dos días deben seguir a otra aldea. Nadie desea tenerlos más tiempo. Isaac y Carlos no desmayan. Como les permiten vivir, ellos pueden continuar recorriendo los pueblos. No se quejan. Sólo están agradecidos. Fueron tres meses muy duros. Al fin, regresan a Santa María con la cara llena de risa. No han logrado casi nada, pero están contentos porque piensan en el futuro.
El misionero insistente
Ocho meses después, Carlos Garnier regresa a la tribu de los hombres del tabaco. Esta vez, él es el Superior. Su compañero es el P. Pijart. Sabe que será mal recibido, pero tiene la decisión de quedarse entre ellos.  Al llegar a la aldea de los Apóstoles Pedro y Pablo, convoca a los jefes. Les habla con dulzura, distribuye regalos y solicita quedarse. Es escuchado sin interrupción. Cuando termina, uno de los sachems le responde:  "No queremos tus regalos. Deja pronto nuestro país si no quieres sufrir las consecuencias".  Pero Carlos, a pesar de la amenaza, decide quedarse. Son otros meses de trabajo difícil y peligroso. Carlos sabe lo que busca y no desmaya. En dos ocasiones está a punto de morir, pero Dios parece liberarlo. "Nosotros te arrancaremos de la tierra, raíz venenosa".
La profesión solemne
En 1642, Carlos queda encargado de la misión de San José, en la aldea hurona de Teanaustayé. Esta es la época de la cosecha para Carlos Garnier. Domina el idioma, quiere profundamente a los hurones, sabe su oficio. A los pocos meses recoge a manos llenas.  "En un mes o dos han progresado en el conocimiento y en el amor de Dios, más de lo que yo hubiera esperado con un trabajo de uno o dos años". La alegría de Carlos se interrumpe con la noticia terrible de la prisión de sus amigos Isaac Jogues y René Goupil en manos de los iroqueses. El martirio de René lo llora junto a sus hermanos. La oración, entonces, la dirige por la preservación de Isaac. El día 30 de agosto de 1643, en la capilla de la misión de Santa María, Carlos hace su profesión solemne de cuatro votos en manos del Superior del Canadá, el P. Jerónimo Lalement. Carlos agradece a Dios la incorporación definitiva a esa Compañía de Jesús que tanto ama.
El sufrimiento de un gran amigo
En el mes de agosto de 1644, Carlos Garnier recibe las más increíbles noticias de sus hermanos jesuitas. Isaac Jogues, su entrañable amigo, ha regresado al Canadá. Sano y salvo. Ha sido torturado por los iroqueses. Ha podido huir gracias a la ayuda de los holandeses. Estuvo en Francia y ha regresado. ¡Cómo quisiera volar a su lado para abrazarlo! Con muchas lágrimas de consuelo, agradece a Dios por la vida del amigo. Pero la obediencia y los trabajos lo obligan a permanecer en Teanaustayé. Los detalles de la odisea de Isaac los va sabiendo, uno tras otro. Ya conocía el hecho de la prisión, en manos iroquesas, el triste día del 30 de junio de 1642. Por la narración entregada por Isaac, ahora se impone del terrible viaje al interior del país de los mohaws. Una a una le cuentan las torturas. También los detalles del martirio de San René Goupil. En su interior, Carlos envidia al joven cirujano.  Isaac Jogues no ha querido decir mucho sobre su tiempo de esclavitud entre los iroqueses. Algo más ha contado sobre los holandeses del fuerte de Rensselaerswyck y de New Amsterdam. Han sido palabras agradecidas hacia esos amigos hugonotes. Ha narrado la huida, el viaje en velero, la llegada a Francia.  Carlos cree merecida la acogida triunfal en la corte francesa. Se alegra con la dispensa del Papa y goza con su regreso. Y ahora, admira el temple de su amigo que ha decidido partir nuevamente al país de los iroqueses.
De nuevo en la tribu de los petuns
En octubre de 1646, la misión de Teanaustayé es encargada al P. Antonio Daniel. Carlos Garnier y el P. Leonardo Garreau deben partir a la siempre deseada misión en la tribu del Tabaco. Esta vez, Carlos ha sido llamado por los sachems. Eso lo llena de alegría. La aldea Etharita del Clan de los Lobos y la aldea Ekarenniondi del Clan de los Ciervos solicitan que Uracha sea quien los lleve a la verdadera fe. En ese terreno, que bien puede ser considerado virgen, Carlos siente que ha encontrado el campo y la perla tanto tiempo pesquisados. Es duro, pero también el consuelo es grande. Muy pronto establece firmemente dos misiones: la de San Juan y la de San Matías. Lleva dos meses en su nuevo puesto. Una carta le trae pronto las noticias del martirio de sus amigos Isaac Jogues y Juan de La Lande en el país de los iroqueses. Carlos y Leonardo lloran, pero se consuelan en la fe. Saben que ambos son ahora sus mejores intercesores. Una carta escrita al P. General, d el 25 de abril de 1647, dice casi todo de su trabajo entre los petuns:  "El buen P. Garreau y yo estamos casi siempre separados, porque él vive en una aldea distante de la mía, unos diez o doce días de camino. Él viene a mí y yo a él de tanto en tanto. Y después de permanecer unos días juntos él regresa al poblado donde yo estaba y yo al de él. Así vivimos".
La guerra de los iroqueses
Pero la cruz del aislamiento no es la más pesada. Las incursiones de los iroqueses son su mayor preocupación. Carlos sabe que la guerra hace estragos entre los hurones. No se hace ilusiones. Un día la violencia llegará también a sus dos misiones de la tribu del Tabaco. En julio de 1648, con pena conoce la destrucción de su querida misión de Teanaustayé y la muerte violenta del P. Antonio Daniel, su sucesor entre los hurones. El Superior, en su carta, les pide discernir. Carlos y Leonardo deciden quedarse con sus pueblos. Poco después, el Superior, al conocer la decisión, determina enviarles compañeros. El P.
Natal Chabanel será el compañero de Carlos en San Juan, y el P. Adrián Grélon acompañará a Leonardo, en San Matías. En el mes de marzo de 1649, la amenaza de los iroqueses parece acercarse cada vez más. Hasta el país de los petuns, con la rapidez del rayo, ha llegado la noticia del martirio de los PP. Juan de Brébeuf y Gabriel Lalement. Después del incendio, nada queda de las aldeas huronas.
La muerte de la Misión hurona
Ese día del 16 de marzo de 1649, en Santa María de los hurones, el P. Pablo Raguenau observa la espiral de humo que se eleva por encima de los bosques. Parece venir desde la vecina misión de San Luis.  Poco después, llegan las mujeres llorando y los niños hurones espantados. Con aullidos anuncian el ataque de los iroqueses. Los PP. Juan de Brébeuf y Gabriel Lalement habían decidido quedarse con los hurones.  La sangre del P. Raguenau se hiela en las venas. Sin duda, a estas horas ambos pueden estar en poder de los iroqueses. De inmediato, el P. Raguenau organiza la defensa de Santa María. Si llegan los iroqueses, todos pueden perecer.  Al día siguiente, llegan trescientos hurones de la nación del Oso. Ellos anuncian la llegada de otros doscientos de sus guerreros. Sigilosamente salen los hurones hacia San Luis y San Ignacio. Primeramente son vencidos; después, con los socorros, viene la victoria.  El 19 de marzo llegan a Santa María los hurones que, con el desastre iroqués, se han liberado. El sachem Esteban Annaotaha cuenta a los horrorizados jesuitas los detalles del martirio de Juan de Brébeuf y de Gabriel Lalement. Todos lloran. Al amanecer del día veinte, los jesuitas con algunos guerreros viajan a San Luis y a San Ignacio. Sólo encuentran ruinas, silencio y muerte. Sollozando, recogen el cuerpo ennegrecido de Juan y el cadáver del atormentado Gabriel. Con veneración los llevan a Santa María. En una semana, los hurones abandonan quince aldeas. Algunos buscan refugio en la nación de los neutrales. Otros se dirigen al norte, hacia los algonquines. Centenares parten hacia la tierra de los petuns. La nación hurona parece morir.  Los jesuitas deciden, entonces, acompañarlos. Determinan abandonar la Misión de Santa María y reconstruirla en otro sitio. Con doce hurones mayores celebran consejo, y deciden trasladarse a la isla Ahoendoe.  De inmediato, el P. Raguenau organiza los trabajos. Con sus hurones, construye una barcaza de 16 metros de longitud y una balsa de troncos de 25 metros. Empaquetan y enfardan todo: ropa, maíz, provisiones, semillas y pescado ahumado. Con especial cuidado envuelven los vasos sagrados, ornamentos, imágenes y los libros. Las reliquias de los mártires las ponen en una caja, con fuertes cerraduras.  El 14 de junio de 1649, después de asegurarse de que no hay iroqueses en la cercanía, se embarcan todos, aun los animales. Los hurones los siguen en sus canoas. Santa María es destruida a fuego.
Desembarcan en Ahoendoe, y febrilmente comienzan a levantar las construcciones. Los hurones, hambrientos, llegan de todas partes. Los problemas de alimentación son extremadamente duros y ésta es la primera preocupación del Superior.
La guerra en el país de los petuns
En noviembre, algunos hurones, que regresan de la tierra de los petuns, comunican la aterradora noticia de que los iroqueses han levantado también el hacha de guerra contra la tribu del Tabaco.  El P. Pablo Raguenau queda aterrado, pues ahora cuatro de sus misioneros viven en los poblados de los petuns. En Etarita, están los PP. Carlos Garnier y
Natal Chabanel y, a 15 kilómetros más lejos, los PP. Adrián Grélon y Leonardo Garreau.  De inmediato, el P. Raguenau escribe a Carlos Garnier, ordenándole a él y a los otros tres dirigirse a la nueva Santa María de Ahoendoe, cuanto antes, a menos que alguna poderosa razón lo impida.
Otro discernimiento heroico
En Etarita, a principios de diciembre, los PP. Carlos Garnier y
Natal Chabanel reciben la orden del P. Raguenau. Silenciosamente y con tristeza se miran ambos. Cada uno da sus razones. Sí, el peligro de los iroqueses existe. Pero ése no puede ser un motivo para abandonar a los cristianos. Conversan, discuten, rezan y disciernen, como tal vez jamás lo han hecho en sus vidas.  Al fin, Carlos Garnier, el superior de los dos, toma la decisión. Partirá el P. Natal Chabanel y él se quedará con los petuns. En carta al P. Pablo Raguenau, explica:  "No tengo temor alguno por mi vida. Lo que más sentiría sería abandonar a mis cristianos. Ellos me necesitan en su hambre, miseria y en el terror de la guerra. Dejaría de utilizar la oportunidad que Dios me da, de morir por Él. Pero en todo momento estoy dispuesto a dejarlo todo y a morir en la obediencia".  Bajo el doble mandato de la obediencia, el P. Natal Chabanel sale de Etarita el 5 de diciembre de 1649.
El ansiado martirio
El martes 7 de diciembre, a las tres de la tarde, mientras Carlos hace su acostumbrada visita apostólica, oye el grito aterrorizado de sus cristianos: ¡Los iroqueses! ¡Los iroqueses!.  De inmediato corre. Ve a los iroqueses, con sus pinturas de guerra, entrando al poblado y derribando todo. Corre a la Capilla. Grita a los petuns para que huyan sin tardanza. Bendice a los cristianos.  "¡Uracha, sálvate! ¡Huye con nosotros! Él hace un gesto, negándose. De pronto, siente en su pecho la herida de una bala de mosquete. Después, otra bala le perfora el estómago. Pierde entonces el conocimiento.  Al recobrarlo, se encuentra totalmente desnudo, con la sangre manando de las heridas. Musita el acto de contrición. A poca distancia ve a un petun que se retuerce en agonía. Carlos entonces se levanta, penosamente, y se desploma. Haciendo un esfuerzo, intenta taponar la sangre y se arrastra hacia el moribundo. Entonces, un iroqués se precipita sobre él, le corta el cuero cabelludo y le clava el hacha en la cabeza.
La glorificación
Los restos de Carlos fueron recogidos por los PP. Adrián Grélon y Leonardo Garreau, dos días después.
Sentados en tierra permanecieron todo el día, como estatuas de bronce, la cabeza inclinada y los ojos fijos en el suelo. No debían llorar, porque eso era indigno de un valiente. Lo enterraron en lo que había sido su Capilla.
San Carlos Garnier fue canonizado el 26 de junio de 1930, conjuntamente con Juan de Brébeuf,
Isaac Jogues, René Goupil, Juan de La Lande, Antonio Daniel, Gabriel Lalement y Natal Chabanel.
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António Fonseca