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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Duas notícias no Página Um da Rádio Renascença–9-12-2010

 

1ª Notícia

IMACULADA CONCEIÇÃO

Celebrou-se ontem a festa da Imaculada Conceição de Maria, padroeira e rainha de Portugal. Foi D. João IV quem decidiu consagrar o país a Nossa Senhora, após a
restauração da independência, desde então nunca mais os reis portugueses voltaram a colocar a coroa na cabeça.
Uma devoção com raízes que se perdem no tempo, como recorda o reitor do Santuário de Vila Viçosa, padre Mário Tavares de Oliveira. “Vila Viçosa é o primeiro tempo dedicado à Imaculada Conceição na Península Ibérica, que denota no século XIV um crescendo desta devoção, culminando com o ato de D. João IV, que no dia 25 de Março de 1646, proclama Nossa Senhora da Conceição padroeira de Portugal”.
O Santuário de Vila Viçosa acolheu ontem a grande peregrinação anual.

Seja-me permitido um Comentário pessoal:

Acho que nos dias que hoje se atravessam neste nosso Portugal, e principalmente neste últimos CEM anos, (que tão celebrados foram…) com o Advento da República que surgiu após o assassinato de D. Carlos e de seu filho D. Luís Filipe;  com a perseguição religiosa que se desencadeou pouco depois; que trouxe consigo a Concordata; a separação dos poderes entre a Igreja e o Estado; o roubo descarado que foi feito e continua a fazer-se às Instituições da Igreja Católica, com o beneplácito de praticamente todos os Governos que se sucedem em Portugal – principalmente a partir de 1974, o da “revolução dos cravos– em que foram retirados das escolas e de outros edifícios públicos, o Crucifixo (por ser um atentado para com as outras religiões…) e, mais recentemente, a aprovação da “lei do aborto”, dos “casamentos de homossexuais”, etc., etc., etc.. verifica-se que o ideal de D. João IV, em considerar que ninguém se poderia doravante considerar acima da Rainha de Portugal a IMACULADA CONCEIÇÃO, motivo pelo que a partir daí nenhum Rei em Portugal usou a coroa, está a afastar-se paulatinamente do Povo Português.

Parece-me que está chegando a hora para que se renove o voto de D. João IV (apesar de já não haver Reis em Portugal) e que alguém responsável da Igreja, ponha travão a esta escalada demoníaca que está querendo acabar com o Cristianismo em Portugal e no Mundo. Não nos deixemos arrastar para o abismo em que alguns querem fazer-nos cair. É tempo de dizer Não.

É tempo de ter Esperança. É tempo de Comunicar,

É tempo de ser testemunha de Deus, neste mundo que não sabe Amar.

António Fonseca

 

2ª Notícia

Uma nota do Bispo Emérito de Setúbal D. Manuel Martins

Contentes?

Estivemos em 24 de Novembro com o país quase parado. Foram-nos anunciando o prejuízo material que tal acontecimento nos causou, a nós que estamos sem recursos e nem sequer lobrigamos quando nos começaremos a libertar desta situação deprimente. Os diligentes promotores da greve sabiam disso, com certeza. A grande razão proclamada tinha a ver com os insustentáveis sacrifícios impostos aos pobres por um governo desgovernado e desgovernante.

É verdade, tristemente verdade, que é preciso dizer alto a quem nos “governa” que não aguentamos mais. É ver o que a comunicação social nos diz (quase) todos os dias sobre a multidão que recorre às mais variadas instituições para conseguir uma tigela de sopa que lhe ampare a vida. É tristemente verdade que é preciso dizer a que nos “governa” que não vale enganar-nos sistematicamente, que não pode pôr de fora dos sacrifícios exigidos aos pobres, os que se locupletam com a riqueza ou os recursos que são de todos. É tristemente verdade que somos subjugados por um “governo” estatizante em matérias estruturantes da sociedade, como é a Educação (impensável o que pretendem fazer ao Ensino Particular e Cooperativo!), como é o Serviço Social, o grande instrumento solidário ao serviço do país. É tristemente  verdade verificar as inovações a que recorre, em áreas fundamentais de uma sociedade estável e com projeto, inovação que impõe como sinais de modernidade (!). É tristemente verdade que o “governo” nos “governa”, desconhecendo o princípio fundamental de uma sociedade democrática, como é o princípio da subsidiariedade.

Acontecendo tudo isto e muito mais, vamos todos levantar a nossa voz e dizer: Não! Já chega! Agora, nestas circunstâncias pantanosas em que vivemos, é minha modesta opinião que greve, não. A greve é um direito que flui da democracia, portanto da liberdade. Mas, então, que seja mesmo estandarte da liberdade. A que propósito aparecem por todo o lado os “Piquetes de Greve” que impedem, até com violência, sobretudo verbal, aqueles que querem trabalhar? Vi muito disto por Setúbal noutros tempos e disso guardo triste memória. As greves aparecem-nos assim misturadas de gestos ditatoriais, opressivos, que não a recomendam muito.

Só mais um desabafo: a que propósito a adesão dos trabalhadores de uma empresa lá da Margem Sul que se vem apresentando ao mundo como modelo de concertação e sempre com apreciável reconhecimento dos direitos e dos méritos dos trabalhadores?

É verdade. Temos mais que motivos para estarmos descontentes e, se calhar, mais que descontentes. Mas parece-me que na atual conjuntura em que vivemos, a greve poderia ser substituída pelo grito. Não fiquei contente com esta greve que mais nos prejudicou do que beneficiou.

Senhor D. Manuel Martins:

Permita-me um pequeno “acrescento”:

- Em 24 de Novembro, há 35 anos atrás, foi véspera do “golpe de estado” que acabou com o COPCON que tinha tomado a seu cargo varrer o País dos “capitalistas”, prendendo-os, se possível a todos e mandá-los para o Campo Pequeno para os “passar a ferro”. Infelizmente como se verificou não eram só os “Capitalistas” mas todos aqueles que não se queriam vergar à extrema esquerda… e estou em crer que não foi por acaso, que foi escolhida esta data!!! Ou se terá sido mera coincidência! Mas adiante, que atrás vem gente…

– Trabalhei desde 1962 a 2002 numa associação sindical que, embora a partir de 1974, muitas vezes tenha apelado e apoiado às greves dos trabalhadores que representa, nunca obrigou estes a fazê-las apesar de manter os tais “piquetes de greve” que serviam mais para contabilizar os grevistas do que para os vigiar, anotando somente quantos é que não as faziam. Curiosamente, os próprios trabalhadores da associação sindical, que me lembre, nunca fizeram greve e eu pessoalmente também nunca fiz greve nem nunca estive de acordo com elas, pois que além de serem descontadas nos vencimentos, que eu saiba e até à data, não resolveram qualquer problema, antes pelo contrário, em muitos casos agravaram situações já de si não muito boas. Mas reconheço que é um direito inalienável de quem trabalha, mas só em casos muitos graves.

3º – Finalmente quanto ao “governo” que nos “governa”… para não dizer outra coisa… Só faz aquilo que lhe interessa; ou seja, conservarem-se no “poleiro” o mais que puderem para “sugarem” o tutano do povo que os colocou lá; metem-se em cavalarias altas para mostrar ao mundo que também têm (ou querem ter) TGVs, aeroportos, viagens a todos os países “nossos amigos”, como Rússia, China, Iraque, Afeganistão, Venezuela, Angola, Cuba, Espanha, etc., assinarem acordos em que é dito que alguns desses países vão pagar de imediato o que devem, mas nunca mais cá chega o dinheiro… outros que vêm cá para comprar milhares e milhares de “Magalhães” pois com eles podem dar de comer aos seus povos, que morrem à fome… mas dinheiro! viste-lo? Paga-se milhões de €uros a bancos falidos, mas dizem que não há dinheiro para aumentar 1 por cento sequer!!! pelo contrário, ainda querem  tirar mais para impostos para pagar o que se deve à Europa. Não se percebe afinal para onde vão os milhões de €uros que arrecadaram nas obrigações vendidas no mês passado…

Bem, o melhor é acabar, porque senão estava aqui ainda umas horas a escrever.

Boa tarde. António Fonseca

Nº 1211 - 9 DE DEZEMBRO DE 2010 - SANTOS DO DIA

SANTA LEOCÁDIA

Mártir (304)

Leocadia de Toledo, Santa

Leocádia de Toledo, Santa

Procedente das Gálias, entra o governador Daciano deixando um rasto de sangue cristão por onde passa. Os primeiros anos pacíficos e benevolentes do imperador Diocleciano ficaram para trás. Parece que o césar Galério moveu os ânimos da tetrarquia governante contra tudo o que leva o nome de cristão. Girona, Barcelona, Zaragoza, Alcalá, Toledo, Ávila e Mérida apresentam cada uma sua lista de nomes conhecidos e venerados que, pelo mesmo tempo, deram suas vidas com integridade.
Em seu livro De las coronas, o Peristephanon, deixará Prudêncio seu testemunho escrito do século IV sobre os factos martiriais em arte pindárico. Entre eles, o encantador relato do martírio de Santa Leocádia.
Em Toledo a jovem Leocádia, quase  menina, foi levada o tribunal do governador. Doce, forte e enamorada de seu Senhor, resiste primeiro às propostas tentadoras e às ameaças do duro tirano. Posta no cárcere em condições infra-humanas morre, sem derramar sangue, em 9 de dezembro de 303 ou de 304. Assim soube ser fiel.
Junto a seu túmulo, no cemitério local, na margem do Tejo, se começa a desenvolver o culto martirial. A basílica romana do século IV é melhorada no começo do VII pelo rei Sisebuto, século em que o culto à santa vive seu esplendor. Cedo, arcebispos —incluído santo Ildefonso— colocam suas próprias tumbas junto a sua tumba e concílios toledanos se celebram sob a sua próxima proteção.
As relíquias da santa patrona toledana suportaram desde meados do século VIII uma longa peregrinação. Muitos e nem sempre triunfais foram trasladados até sua reposição na catedral, a ombros também de Felipe II, no século XVI. Hoje repousam em arca de prata fabricada pelo prateiro (ou artista de prata) Merino em El Ochavo da catedral.
Menina inocente Leocádia, ensina-nos aos sisudos, sábios, prudentes, sensatos, velhos, judiciosos e muito experimentados da vida onde está a Verdade e o que se tem de fazer para a manter.  

BEATA CLARA ISABEL

Religiosa (1697-1744)

Monja

Etimologicamente significa “ilustre”. Vem  da língua latina.
Esta jovem nasceu em Roma em 25 de Junho de 1697 e foi batizada como Ana Felícia Fornari. Morreu em Todi em 1744.
Quando tinha apenas 15 anos, ingressou no convento das Clarissas de Todi, no ano seguinte fez seus votos e tomou o nome de
Clara Isabel.
A esta idade começou a ter fenómenos extraordinários que se repetiram em sua vida.
Em seus longos e frequentes momentos de êxtases teve visitas de
Jesús, Nossa Senhora, Santa Clara de Assis e Santa Catarina de Siena.
Durante um destes momentos, Jesús pôs um anel em seu dedo, e a chamou sua "esposa na dor".
Os médicos e o confessor atestaram que seus êxtases eram reais.
Suas mãos, seus pés e suas costas se marcaram com os estigmas da Paixão de Jesús, e às vezes lhe sangravam
Em sa cabeça uma coroa de espinhos que atravessavam seu interior. Pela frente suava gotas de sangue.
O demónio, descontente –supomos– com tanta inspiração divina, a submetia a um medo continuo. Lhe dava golpes, atirava-a pelas escadas e lhe metia na cabeça a ideia de que se suicidasse.


Clara Isabel Fornari, Beata

Clara Isabel Fornari, Beata

Ela, no entanto, se sentia consolada por Deus e se animava no caminho da santidade.
A Mãe de Deus fez a seguinte promessa à Irmã Clara Isabel Fornari:Todas as almas que com confiança, se apresentem diante da imagem de Nossa Senhora da Confiança, obterão verdadeiro conhecimento, dor e arrependimento de seus pecados, e a Santíssima Virgem lhes concederá uma particular devoção e ternura para com Ela
Desde logo, que para os que lemos todos estes dons, recordamos as palavras de Paulo a Timóteo: Não faças estéril o dom que recebestes.
¡Felicidades a quem leve este nome!
A miúdo me arrependo de haver falado; nunca de haver calado” (Siro).

BEATO BERNARDO MARIA DE JESUS

Sacerdote (1831-1911)

Bernardo María Silvestrelli, Beato

Bernardo María Silvestrelli, Beato

César Pedro Silvestrelli nasce num belo palácio gentilício de Roma em 7 de novembro de 1831. O pai Juan Tomás é um nobre rico de Toscaza; a mãe, Teresa Gozzani, pertence aos marqueses de San Giorgio del Casale Monferrato (AL). Os Silvestrelli tinham uma capela familiar e um mestre eclesiástico para a assistência na formação escolar e cristã dos filhos. César tem um aspecto agradável, é inteligente, culto, empreendedor, sabe tratar com todos. Frequenta com êxito a escola do Colégio Romano dos Jesuitas. Cuida muito sua preparação religiosa sob a guia do mestre eclesiástico. Provavelmente segue com interesse a vida política; o  irmão Luis será deputado no Parlamento.
Está dotado de muitas qualidades naturais que porá ao serviço de Deus na Congregação Passionista. Um alto imprevisto no convento passionista de Santo Eutizio (VT) depois de uma jornada de caça o põe em contacto com a vida passionista. Pouco depois, aos 23 anos, faz a experiência de um mês no convento passionista dos Santos João e Paulo em Roma. Ao partir oferece um crucifixo de marfim a cada um de seus familiares. Como resposta à surpresa destes ele explica: “Nunca se pode saber que se passará”. Mas ele já sabe que não regressará mais a sua casa: irá diretamente para o noviciado passionista sobre o Monte Argentario. Mas depois de um mês deve interromper o noviciado por motivos de saúde. Contudo não abandona o convento e inicia os estudos de teologia em preparação ao sacerdócio. Em 22 de dezembro de 1855 é ordenado sacerdote. Recomposto na sua saúde, renova a petição de ser passionista e é novamente acolhido e enviado ao noviciado de Morrovalle (MC). Aqui toma o hábito e o nome de Bernardo María de Jesús. Cedo chegará também ao noviciado de Morrovale, Francisco Possenti, Gabriel de la Dolorosa e nascerá uma bela e santa amizade. Ao primeiro impacto Bernardo, que entende as coisas do mundo exclama: “¿O logrará este lechuguino? ” refinamento exagerado, talvez sim, mas a elegância não é um pecado. Mas em seguida deverá dizer dele: “Este lechuguino passará primeiro que os outros”. Ambos têm a fortuna de ter a direção espiritual do
venerável P. Norberto Cassinelli.
Em abril de 1856 emite a profissão religiosa e inicia sua longa militância na congregação passionista. Dan frutos su cultura y santidad como profesor, director de estudiantes de teología y maestro de novicios. Por su capacidad de gobierno es elegido superior y consultor provincial y por 25 años llevará la carga de superior general. Por humildad trata de rechazar, de retirarse; a cada reelección se declara incapaz de gobernar la congregación; pero los co hermanos ven en él un perfecto superior, exigente y paternal, unido a las sanas tradiciones y abierto a nuevas instancias enseñando más con el ejemplo que con palabras y lo reeligen siempre en el primer escrutinio. En 1893, para evitar la reelección, no participa en el capítulo general; pero mientras se da a la fuga, se le aparece San Gabriel de la Dolorosa quien le ordena regresar al capítulo. El P. Bernardo no pudiendo huir a la voluntad de Dios, regresa y se entrega por completo con infatigable empeño.
Bajo su gobierno la congregación toma nuevo impulso y se expande ya sea en Italia como en el exterior. Al momento de su muerte el número de religiosos, de las casas y de las provincias se cuenta al doble. Abre nuevos conventos en Italia y en varias naciones de Europa y de América. Pone mucho cuidado en la formación intelectual y espiritual de los religiosos; funda el seminario menor y abre un estudiantado internacional en Roma para los jóvenes pasionistas.
Robándole tiempo al sueño, escribe libros maravillosos, verdaderas joyas de ascética y de historia de los primeros tiempos pasionistas para conservar en la posteridad el genuino espíritu del fundador y los mejores ejemplos y modelos de la vida pasionista. Desea que no se pierda tanta riqueza y santidad. Escribe para animar a los co hermanos, para formar conciencia religiosa y pasionista. Envía cartas pastorales, dialoga con todos, visita comunidades tanto dentro como fuera de Italia, estimula a cada uno a ser fiel al carisma pasionista. Y está su propio ejemplo. Irreprensible en todo tanto que lo llaman “La primera regla viviente” y es saludado como “segundo fundador”.
Es estimado de los Papas por su santidad y por sus dotes humanas. León XIII lo llama “hombre santísimo”; Pío X dice a los Pasionistas: “Ustedes tienen un santo como superior general”. Muchos, pero inútiles son los intentos por hacerlo cardenal. Los últimos años los pasa en continua oración y soledad. Frecuentemente cambia de convento para huir de continuas visitas que los distraen del recogimiento.
Muere el 9 de diciembre de 1911 en Moricone (Rm), como fue previsto por él mismo, por una caída mientras subía una escalera corta pero empinada. Juan Pablo II lo declara beato el 16 de octubre de 1988. Un día Bernardo, pensando en San Gabriel había dicho: “Aquel muchacho me la hizo, pero yo lo alcanzaré”. Y lo alcanzó en todos los sentidos.

BEATO LIBÓRIO WAGNER

Mártir (1553-1631)

Filho de pais luteranos, veio ao mundo em Muhlhausen, a 5 de dezembro de 1593. Na alocução de Angelus de Domingo, 24 de Março de 1974, Paulo VI referiu-se ao bem-aventurado nos seguintes termos: «Como sabeis, procedemos esta manhã à cerimónia de beatificação de Libório Wagner, sacerdote alemão da diocese de Wurzburg, convertido do protestantismo ao catolicismo. Pároco jovem, foi morto no dia 9 de Dezembro de 1634, por causa da sua fé católica romana, num episódio de feroz repressão da guerra chamada dos “trinta anos”. O sacerdote e pároco Libório Wagner é reconhecido como mártir, tendo preferido sofrer heroicamente uma morte ignóbil e cruel, a renegar a sua adesão religiosa à Igreja Católica e ao papa. Nele, que foi vítima de um trágico e desconcertante drama histórico, honramos um sacerdote exemplar, manso e humilde, mas constante e impávido, que antepõe a fé a qualquer outro valor, e à fé vai buscar a norma lógica do próprio comportamento e do próprio testemunho. É uma glória para a Igreja, de modo particular para a Igreja alemã, glória que merecia ser recolhida oficialmente, para nos recordar, a todos nós, os deveres da coerência cristã, e para intensificar no nosso tempo a esperança de uma renovada comunhão ecuménica. Honremos o nosso Beato, imaginando-o junto da Rainha do Céu e Mãe de todos os cristãos». AAS 66 (1974) 373-5; L’OSS. ROM. 31.3.1974.

• Juan Diego Cuauhtlatoatzin, Santo
Dezembro 9 Vidente da Virgem de Guadalupe,

Juan Diego Cuauhtlatoatzin, Santo

Juan Diego Cuauhtlatoatzin, Santo

Vidente de la Virgen de Guadalupe

Juan Diego Cuauhtlatoatzin (que significa: Águia que fala ou O que fala como águia), um índio humilde, da etnia indígena dos chichimecas, nasceu no ano 1474, em Cuauhtitlán, que nesse tempo pertencia ao reino de Texcoco. Juan Diego foi batizado pelos primeiros franciscanos, aproximadamente em 1524. Em 1531, Juan Diego era um homem maduro, com 57 anos de idade; edificou aos outros com seu testemunho e sua palavra; de facto, se aproximavam dele para que intercedesse pelas necessidades, petições e súplicas de seu povo; já “que quanto pedia e rogava à Senhora do céu, tudo se lhe concedia”.  Juan Diego foi um homem virtuoso, as sementes destas virtudes haviam sido inculcadas, cuidadas e protegidas por sua ancestral cultura e educação, mas receberam plenitude quando Juan Diego teve o grande privilégio de encontrar-se com a Mãe de Deus, María Santíssima de Guadalupe, sendo encomendado a transportar à cabeça da Igreja e ao mundo inteiro a mensagem de unidade, de paz e de amor para todos os homens; foi precisamente este encontro e esta maravilhosa missão o que deu plenitude a cada uma das formosas virtudes que estavam no coração deste humilde homem e foram convertidas em modelo de virtudes cristãs; Juan Diego foi um homem humilde e simples, obediente e paciente, cimentado na fé, de firme esperança e de grande caridade.
Pouco depois de haver vivido o importante momento das Aparições de Nossa Senhora de Guadalupe, Juan Diego se entregou plenamente ao serviço de Deus e de sua Mãe, transmitia o que havia visto e ouvido, e orava com grande devoção; ainda que tivesse muita pena que sua casa e povo ficassem distantes da Ermida. Ele queria estar perto do Santuário para atender todos os dias, especialmente varrendo-o, o que para os indígenas era uma verdadeira honra; como recordava frei Gerónimo de Mendieta: “Aos templos e a todas as coisas consagradas a Deus têm muita reverência, e se apreciam os velhos, por muito principais que sejam, de varrer as igrejas, guardando o costume de seus passados em tempos de sua gentilidade, que em varrer os templos mostravam sua devoção (ainda os próprios senhores).”  Juan Diego se aproximou a suplicar ao senhor bispo que o deixasse estar em qualquer parte que fosse, junto às paredes da Ermida para poder assim, servir todo o tempo possível à Senhora do Céu. O bispo, que estimava muito a Juan Diego, acedeu a sua petição e permitiu que se lhe construísse uma pequena casinha  junto à Ermida. Vendo seu tio Juan Bernardino que seu sobrinho servia muito bem a Nosso Senhor e a sua preciosa Mãe, queria segui-lo, para estar juntos; “mas Juan Diego não acedeu. Lhe disse que convinha que estivesse em sua casa, para conservar as casas e terras que seus pais e avós lhes deixaram”.

Juan Diego Cuauhtlatoatzin, Santo

Juan Diego Cuauhtlatoatzin, Santo

 
Juan Diego manifestó la gran nobleza de corazón y su ferviente caridad cuando su tío estuvo gravemente enfermo; asimismo Juan Diego manifestó su fe al estar con el corazón alegre, ante las palabras que le dirigió Santa María de Guadalupe, quien le aseguró que su tío estaba completamente sano; fue un indio de una fuerza religiosa que envolvía toda su vida; que dejó sus casas y tierras para ir a vivir a una pobre choza, a un lado de la Ermita; a dedicarse completamente al servicio del templo de su amada Niña del Cielo, la Virgen Santa María de Guadalupe, quien había pedido ese templo para en él ofrecer su consuelo y su amor maternal a todos lo hombres y mujeres. Juan Diego tenía “sus ratos de oración en aquel modo que sabe Dios dar a entender a los que le aman y conforme a la capacidad de cada uno, ejercitándose en obras de virtud y mortificación.” También se nos refiriere en el Nican motecpana: “A diario se ocupaba en cosas espirituales y barría el templo. Se postraba delante de la Señora del Cielo y la invocaba con fervor; frecuentemente se confesaba, comulgaba, ayunaba, hacía penitencia, se disciplinaba, se ceñía cilicio de malla y escondía en la sombra para poder entregarse a solas a la oración y estar invocando a la Señora del cielo.”
Toda persona que se acercaba a Juan Diego tuvo la oportunidad de conocer de viva voz los pormenores del Acontecimiento Guadalupano, la manera en que había ocurrido este encuentro maravilloso y el privilegio de haber sido el mensajero de la Virgen de Guadalupe; como lo indicó el indio Martín de San Luis cuando rindió su testimonio en 1666: “Todo lo cual lo contó el dicho Diego de Torres Bullón a este testigo con mucha distinción y claridad, que se lo había dicho y contado el mismo Indio Juan Diego, porque lo comunicaba.” Juan Diego se constituyó en un verdadero misionero.
Cuando Juan Diego se casó con María Lucía, quien había muerto dos años antes de las Apariciones, habían escuchado un sermón a fray Toribio de Benavente en donde se exaltaba la castidad, que era agradable a Dios y a la Virgen Santísima, por lo que los dos decidieron vivirla; se nos refiere: “Era viudo: dos años antes de que se le apareciera la Inmaculada, murió su mujer, que se llamaba María Lucía. Ambos vivían castamente.” Como también lo testificó el P. Luis Becerra Tanco: “el indio Juan Diego y su mujer María Lucía, guardaron castidad desde que recibieron el agua del Bautismo Santo, por haber oído a uno de los primeros ministros evangélicos muchos encomios de la pureza y castidad y lo que ama nuestro Señor a las vírgenes, y esta fama fue constante a los que conocieron y comunicaron mucho tiempo estos dos casados”. Aunque esto no obsta de que Juan Diego haya tenido descendencia, sea antes del bautismo, sea por la línea de algún otro familiar; ya que, por fuentes históricas sabemos que Juan Diego efectivamente tuvo descendencia; sobre esto, uno de los principales documentos se conserva en el Archivo del Convento de Corpus Christi en la Ciudad de México, en el cual se declara: “Sor Gertrudis del Señor San José, sus padres caciques [indios nobles] Dn. Diego de Torres Vázquez y Da. María del la Ascención de la región di Xochiatlan […] y tenida por descendiente del dichoso Juan Diego.” Lo importante también es el hecho de que Juan Diego inspiró la búsqueda de la santidad y de la perfección de vida, incluso en medio de los miembros de su propia familia, ya que su tío, como ya veíamos, al constatar como Juan Diego se había entregado muy bien al servicio de la Virgen María de Guadalupe y de Dios, quiso seguirlo, aunque Juan Diego le convino que era preferible que se quedara en su casa; y ahora tenemos también este ejemplo de Sor Gertrudis del Señor San José, descendiente de Juan Diego, quien ingresó a un monasterio, a consagrar su vida al servicio de Dios, buscando esa perfección de vida, buscando la Santidad.
Es un hecho que Juan Diego siempre edificó a los demás con su testimonio y su palabra; constantemente se acercaban a él para que intercediera por las necesidades, peticiones y súplicas de su pueblo; ya “que cuanto pedía y rogaba la Señora del cielo, todo se le concedía”.
El indio Gabriel Xuárez, quien tenía entre 112 y 115 años cuando dio su testimonio en las Informaciones Jurídicas de 1666; declaró cómo Juan Diego era un verdadero intercesor de su pueblo, decía: “que la dicha Santa Imagen le dijo al dicho Juan Diego la parte y lugar, donde se le había de hacer la dicha Ermita que fue donde se le apareció, que la ha visto hecha y la vio empezar este testigo, como lleva dicho donde son muchos los hombres y mujeres que van a verla y visitarla como este testigo ha ido una y muchas veces a pedirle remedio, y del dicho indio Juan para que como su pueblo, interceda por él.” El anciano indio Gabriel Xuárez también señaló detalles importantes sobre la personalidad de Juan Diego y la gran confianza que le tenía el pueblo para que intercediera en sus necesidades: “el dicho Juan Diego, –decía Gabriel Xuárez– respecto de ser natural de él y del barrio de Tlayacac, era un Indio buen cristiano, temeroso de Dios, y de su conciencia, y que siempre le vieron vivir quieta y honestamente, sin dar nota, ni escándalo de su persona, que siempre le veían ocupado en ministerios del servicio de Dios Nuestro Señor, acudiendo muy puntualmente a la doctrina y divinos oficios, ejercitándose en ello muy ordinariamente porque a todos los Indios de aquel tiempo oía este testigo, decirles era varón santo, y que le llamaban el peregrino, porque siempre lo veían andar solo y solo se iba a la doctrina de la iglesia de Tlatelulco, y después que se le apareció al dicho Juan Diego la Virgen de Guadalupe, y dejó su pueblo, casas y tierras, dejándolas a su tío suyo, porque ya su mujer era muerta; se fue a vivir a una casa Juan Diego que se le hizo pegada a la dicha Ermita, y allá iban muy de ordinario los naturales de este dicho pueblo a verlo a dicho paraje y a pedirle intercediese con la Virgen Santísima les diese buenos temporales en sus milpas, porque en dicho tiempo todos lo tenían por Varón Santo.”
La india doña Juana de la Concepción que también dio su testimonio en estas Informaciones, confirmó que Juan Diego, efectivamente, era un hombre santo, pues había visto a la Virgen: “todos los Indios e Indias –declaraba– de este dicho pueblo le iban a ver a la dicha Ermita, teniéndole siempre por un santo varón, y esta testigo no sólo lo oía decir a los dichos sus padres, sino a otras muchas personas”. Mientras que el indio Pablo Xuárez recordaba lo que había escuchado sobre el humilde indio mensajero de Nuestra Señora de Guadalupe, decía que para el pueblo, Juan Diego era tan virtuoso y santo que era un verdadero modelo a seguir, declaraba el testigo que Juan Diego era “amigo de que todos viviesen bien, porque como lleva referido decía la dicha su abuela que era un varón santo, y que pluguiese a Dios, que sus hijos y nietos fuesen como él, pues fue tan venturoso que hablaba con la Virgen, por cuya causa le tuvo siempre esta opinión y todos los de este pueblo.” El indio don Martín de San Luis incluso declaró que la gente del pueblo: “le veía hacer al dicho Juan Diego grandes penitencias y que en aquel tiempo le decían varón santísimo.”
Como decíamos, Juan Diego murió en 1548, un poco después de su tío Juan Bernardino, el cual falleció el 15 de mayo de 1544; ambos fueron enterrados en el Santuario que tanto amaron. Se nos refiere en el Nican motecpana: “Después de diez y seis años de servir allí Juan Diego a la Señora del cielo, murió en el año de mil y quinientos y cuarenta y ocho, a la sazón que murió el señor obispo. A su tiempo le consoló mucho la Señora del cielo, quien le vio y le dijo que ya era hora de que fuese a conseguir y gozar en el cielo, cuanto le había prometido. También fue sepultado en el templo. Andaba en los setenta y cuatro años.” En el Nican motecpana se exaltó su santidad ejemplar: “¡Ojalá que así nosotros le sirvamos y que nos apartemos de todas las cosas perturbadoras de este mundo, para que también podamos alcanzar los eternos gozos del cielo!”

Consulta também:
Juan Diego, el fenómeno guadalupano
Carta Pastoral por la canonización de Juan Diego
¿Que podemos aprender de Juan Diego
Este dia também se festeja a Santa Leocádia y a Santa Clara Isabel Fornari

• Pedro Fourier, Santo
Dezembro 9 Educador e Fundador

Pedro Fourier, Santo

Pedro Fourier, Santo

A São Pedro Fourier ocorreram no ano 1600 as ideias educadoras que mais tarde iam a propagar por todo el mundo São João de la Salle (em 1700) e São João de Bosco (em 1850). Foi um precursor da educação gratuita e popular.
Nasceu em Lorena (França) em 1565.

Habiendo terminado brillantemente sus estudios en la Universidad, fundó una escuela gratuita en su ciudad, caso bien raro en ese entonces. Luego ingresó en la comunidad de canónigos regulares de San Agustín y allá fue ordenado sacerdote. Como se sentía indigno de celebrar la Santa Misa, duró tres meses sin hacer la celebración de su primera misa, desde su ordenación, preparándose para ello (algo parecido hizo San Ignacio de Loyola). Le pusieron a escoger entre tres parroquias, para que dijera de cuál quería ser párroco. Él escogió la más abandonada, la que más problemas tenía, y la que más estaba necesitando de un trabajo fuerte y constante. Era un pueblecito de los Vosgos que estaba lleno de protestantes calvinistas y donde la moralidad estaba por el suelo. Allí trabajó San Pedro Fourier por treinta años (un caso parecido a los que sucederá siglos después en Ars, cuando llegó allá san Juan Vianey). Aún hoy, todavía allá, cuando hablan de nuestro santo lo llaman "el buen padre Pedro".
Lo primero que hizo para lograr convertir aquellas gentes fue dedicarse a orar, y a sacrificarse por ellas. Recordaba lo que decía Jesús: "ciertos malos espíritus no se alejan sino con la oración y los sacrificios". Aún en el más crudo invierno no encendía fuego para calentarse, y la estufa que iba a calentar el ambiente no se encendía sino cuando llegaban visitantes muy friolentos. Las otras dos armas con las cuales se propuso ganar las almas de aquellos pecadores fueron la limosna y el buen ejemplo. Quería cumplir aquel mandato del Señor que dice: "De tal manera luzca ante los demás la luz de vuestro buen ejemplo, que los demás al ver vuestras buenas obras, glorifiquen al Padre Celestial". Y en cuanto a las limosnas los necesitados encontraban siempre dispuesto al Padre Pedro a darles alguna ayuda, pero acompañada de buenos consejos que les sirvieran también para la salvación de su alma.
En su parroquia existían numerosas personas que habían tenido bienes de fortuna pero por un mal negocio o un incendio o una enfermedad o un robo, etc., habían quedado en gran pobreza. Para ellos fundó nuestro santo una caja de Mutua Ayuda, en la cual depositaba las contribuciones que las gentes le hacían, y de allí iba sacando para prestar a quienes habían quedado en la ruina. Lo único que les exigía era que si un día lograban volver a tener otra vez los bienes suficientes, devolvieran lo que se les había prestado. Así muchas familias que no se atrevían mendigar, fueron socorridas a tiempo sin ser humilladas. La Caja progresó notablemente. San Pedro Fourier estaba convencido de que para poder hacer apostolado sin desanimarse ni desorientarse es necesario asociarse con algún grupo apostólico donde a uno lo animen, lo corrijan, lo guíen y lo acompañen. Por eso fundó en su parroquia tres asociaciones apostólicas: la de San Sebastián, para hombres, la del Rosario para señoras y la de la Inmaculada para señoritas. Les hacía reunión semanal para cada grupo por separado y allí organizaba los trabajos de apostolado y se animaban para seguir adelante.
A San Pedro Fourier se le ocurrió en aquellos años algo que cien años después le iba a dar gran éxito a San Juan Bautista de la Salle, pero que en aquel 1600 todavía no encontraba ambiente favorable: fundar las escuelas gratuitas para el pueblo. Trató de hacerlo en su parroquia pero se encontró con que los sacerdotes no aceptaban dar clases en primaria y a los padres de familia si eran pobres, no les interesaba que sus hijos estudiaran, y los maestros que encontraba no tenían vocación para ello. Total: fracasó totalmente en su intento. El mismo lo reconoció humildemente. El terreno todavía no estaba abonado para tan grande cosecha. Solamente cuando La Salle un siglo después se dedique a preparar maestros totalmente entusiasmados por la educación, logrará llenar la nación de casas de educación.
Habiendo fracasado en cuanto a escuelas para los niños, nuestro santo se propuso hacer una fundación para las niñas. Pero amaestrado por la amarga experiencia anterior, se propuso preparar antes muy bien a las profesoras. Reunió cuatro muchachas (dirigidas por la beata Alicia, que fue la cofundadora de su comunidad) y empezó a darles a cada día una hora de clase de pedagogía y de técnicas para enseñar a la juventud. Luego las fue enviando a dar clases a grupos de jovencitas, y pronto ya pudo fundar con ellas la Comunidad de Hermanas de San Agustín, que fue aprobada en 1616 por el Sumo Pontífice. Los expertos en Roma decían que el Padre Pedro había obtenido en seis meses una aprobación que otras comunidades sólo habían conseguido en treinta años. Pero es que se hizo apoyar por unos padres jesuitas muy importantes y por varios padres franceses muy estimados en el Vaticano, y además su congregación había dado muestras del gran bien que se consigue educando a la juventud.
El Padre Pedro puso en práctica varios métodos educativos que después otros famosos educadores católicos popularizarán por todas partes. Lo primero: hacer que la educación fuera práctica. Que no se redujera sólo a aprender cuestiones teóricas, sino que enseñara a la juventud muchas cosas que en la vida práctica de cada día iban a ser necesarias. Y así le dio gran importancia a la contabilidad, tanto que sus colegios eran verdaderamente unos secretariados comerciales, donde las jóvenes se familiarizaban con todo lo que les iba a servir para ser después unas eficientes secretarias y unas hábiles contadoras. También se les enseñaban artes prácticas como bordado, pastelería, dibujo artístico, etc.
Otro de sus métodos nuevos, fue el de enseñar por medio de la declamación. Como lo hará más tarde San Juan Bosco, a San Pedro Fourier se le ocurrió preparar dramas, sainetes, comedias, diálogos y recitales, donde mientras se hacía reír y se emocionaba a los oyentes, se iban enseñando verdades de la religión y de otras ciencias. Los domingos por la tarde daban sus alumnas representaciones muy amenas e instructivas para el pueblo, con notable asistencia. Era un modo de valerse del teatro para enseñar y hacer progresar. Y el mismo tener que declamar en público les daba a las jóvenes mayor facilidad para expresarse en reuniones de sociedad, y obtenían más habilidad para ser buenas maestras.
Su parroquia estaba infestada de calvinistas y evangélicos, lo cual era un serio peligro para los católicos. Lo primero que se propuso nuestro santo fue instruir a sus feligreses acerca de los 10 errores o herejías que enseñan los protestantes, para que no se dejaran engañar por ellos. Luego fue insistiendo en que el católico por pertenecer a la mejor religión del mundo debe tener un comportamiento mejor que el de los demás. Y a los protestantes les recordaba cuán bueno y provechoso es pertenecer a la Santa Iglesia Católica. Y los feligreses de su parroquia comentaban: "el Padre Pedro ha logrado más en cuanto a los protestantes en varios meses, que lo que habían logrado los otros sacerdotes en 30 años". En 1622 nuestro santo fue nombrado superior de su comunidad de Canónigos de San Agustín, y al posesionarse de su alto cargo dijo: "Así como Jesucristo se entrega a nosotros en la Sagrada Comunión, sin esperar pago alguno, y buscando solamente el bien de los que la reciben, así me dedicaré desde este día a todos los que pertenecen a nuestra comunidad, no para obtener algún honor, o ventaja alguna, sino pensando solamente en la salvación de las almas". Programa verdaderamente digno de ser imitado, por todos los superiores en todas partes.
En su nuevo cargo se dedicó con todas sus fuerzas a mejorar el comportamiento de los socios de su comunidad, la cual había caído en bastante descuido en cuanto al cumplimiento de los reglamentos. Al principio encontró bastante resistencia, pero poco a poco fue logrando que los canónigos de San Agustín empezaran a ser verdaderamente fervorosos.
En 1636 el gobierno de Francia quiso exigirle que hiciera un juramento que iba contra su conciencia. En vez de jurar prefirió salir desterrado. Los últimos cuatro años de su vida los pasó en el destierro, enseñando en una escuela gratuita que él mismo había fundado allá. Dios lo llamó a Sí el 9 de diciembre de 1640. El Sumo Pontífice lo declaró santo en 1897. El santuario donde están sus restos es visitado por numerosas peregrinaciones y su comunidad logró extenderse por varios países.

• Siro de Pavia, Santo
Dezembro 9 bispo,

Siro de Pavia, Santo

Siro de Pavia, Santo

Uma lenda que apareceu em Itália identifica o bispo de Pavia, são Siro, com o menino galileu que apresentou a Jesús os pães e os peixes para o milagre da multiplicação. Uma segunda lenda, de origem francesa, vê nesse jovenzito a são Marcial. A primeira lenda a refere o autor do De laudibus Papiae, um escrito de 1330, em que se diz também que são Siro, primeiro bispo de Pavia, foi enterrado na igreja dos santos Gervásio e Protásioque foi a primeira igreja ticinesa”.
O autor de De laudibus por sua vez, as noticias da Vida de são Siro, escrita por um anónimo no século VIII com a clara intenção de fazer ver que a Igreja de Pavia era más antiga que a de Milão, de que dependia: seus bispos eram consagrados pelo metropolita de Milão, e disto não gostavam os cidadãos de Pavia, a cidade eleita como capital do reino longobardo e rival em prestigio da cidade de santo Ambrósio (que em época mais recente a dedicou a são Siro seu mais famoso estádio de futebol).
Segundo esta Vida as origens do bispo de Pavia estão unidos com Aquileia, cujo primeiro bispo Ermagora foi consagrado pelo evangelista são Marcos. Siro teria ido de Palestina a Itália seguindo a são Pedro e a são Marcos, e se haveria detido em Aquileia com o bispo Ermagora, em companhia de Evêncio.
Enviados ambos à cidade na margem do Ticino colaboraram ambos na difusão do Evangelho em toda essa região e arredores. Ainda que verosímil, a biografia de são Siro contrasta com os dados cronológicos, porque se sabe que o terceiro bispo de Pavia, Evêncio, viveu entre  381 e 397.

 

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António Fonseca