OS MEUS DESEJOS PARA TODOS

RecadosOnline.com

domingo, 2 de janeiro de 2011

Nº 2 (4) - 2/1-2011 - SÃO Josemaria Escrivá - Fundador da Opus Dei

Recebi hoje o e-mail abaixo, convidando-me a consultar o link abaixo assinalado e a incluí-lo no meu blogue, o que faço com muito gosto. Espero que esta mensagem seja recebida também pelos meus eventuais leitores.  Anexo ainda alguns vídeos do canal de Youtube.
António Fonseca


http://www.pt.josemariaescriva.info/

Exmos. Senhores:
Administro, em Portugal, a página www.pt.josemariaescriva.info, sobre S.Josemaria
Escrivá, a quem João Paulo II, no dia da canonização (6 de Outubro de 2002) se referiu
como "o santo do quotidiano". De facto, toda a vida deste sacerdote, fundador do Opus
Dei, foi um convite a todos os cristãos a viverem o seu baptismo com todas as
consequências: nas suas circunstâncias pessoais, de trabalho e de família, tomarem
consciência de que Deus os chama a serem santos e a levar a muitos outros essa boa
notícia. Por considerar que esta mensagem pode chegar a mais utilizadores da Internet,
venho propor-lhe que faça link a partir da sua página a este site, depois de o ter
consultado e visto como pode ser útil a todas as idades. Tem também passatempos
dirigidos a crianças, que podem ser utilizados com vantagem na catequese das paróquias
ou na iniciação à fé feita em família.
Agradecendo desde já a sua colaboração, despeço-me com os melhores cumprimentos,
Maria José Rebelo por: info.pt@josemariaescriva.info
 
http://www.youtube.com/watch?v=vpoqNlBieT8&feature=player_embedded#t=0s
 
 http://www.youtube.com/watch?v=9SYM8vCo94w&feature=player_embedded#t=0s
 
 http://www.youtube.com/watch?v=RVJGzEiQeNI&feature=player_embedded#t=0s
 
 http://www.youtube.com/watch?v=vpoqNlBieT8&feature=player_embedded#t=0s
 
 http://www.youtube.com/watch?v=lZCq9MvgTRY&feature=player_embedded#t=0s
 
 http://www.youtube.com/watch?v=wdNhEdWgga8&feature=player_embedded#t=0s

Nº 2 (3) - 3º Ano – 2 DE JANEIRO DE 2011

Continuação (5)
Em continuação da tarefa que encetei no passado dia 28/12/2010,  transcrevo o texto  do Apêndice do livro III – (Setembro, Outubro, Novembro e Dezembro de 2010) Santos de Cada Dia, de www.jesuitas.pt – que se intitula no seu primeiro capítulo
Portugueses a caminho dos altares
desta vez com o nome de
MARIA DA CONCEIÇÃO PINTO DA ROCHA
Maria da Conceição Pinto da Rocha nasceu a 16 de Dezembro de 1889, em Viana do Castelo, passando nesta cidade quase toda a sua vida «escondida em Cristo». Faleceu a 2 de Outubro de 1958, com 69 anos de idade. Ela própria nos dá os dados biográficos e o itinerário espiritual, em documentos redigidos com simplicidade, escritos por obediência: «Nasci de pais de condição humilde, mas muito crentes e piedosos. Aos 14 anos senti a minha alma impelida sobrenaturalmente a fazer a doação de mim mesma à Sagrada Família, entregando-me aos seus cuidados, para acompanhar a infância de Jesus na imitação do Seu crescimento nas virtudes e seguir Jesus nos trabalhos do Seu apostolado redentor, que Ele quisesse de mim». «Dos 19 aos 24, impulsionada pelo exemplo de Santa Teresinha, ofereço-me como vítima ao Amor Misericordioso» (cfr. Reparação Expiadora, Ed. das Ir. Reparadoras Missionárias da Santa Face, Lisboa, 1967, p. 29-30). «Dos 24 aos 28, Jesus convida-me a ser vítima de Sacrifício» (Ib. p. 183). «Aos 28 anos de novo me convida, agora, a ser vítima da Expiação por todos os pecados do mundo…» (Ib. p. 211).  É nesta etapa da caminhada, aos 28 anos, a 17 de Outubro de 1917, que o Senhor lhe dá a conhecer o seu plano sobre ela, o seu carisma pessoal e a sua missão. Como um «pensamento estranho», o Senhor fez-lhe sentir o seu apelo: «Assim como Jesus fez Seus os pecados dos homens, imolando-se por eles, como vítima de amor ao Eterno Pai, oferece-te também tu, com Jesus e em Jesus (como se tu e Ele fôsseis um só), pela salvação do mundo». «Vê como minha Mãe, rainha dos Mártires, junto à Cruz, se ofereceu como Vítima e com amor de Mãe pela salvação dos homens. segue-a, fazendo tu, agora, as suas vezes…, continuando a sua missão de vítima co-redentora com Jesus…  Fazendo tu isto, assim como Ela foi Mãe do género humano, assim tu será Mãe dos pequenos pecadores e também de outras almas vítimas, que hão-de vir e formar uma família religiosa, umas no convento e a maior parte delas no meio do mundo» (Ib., p. 31). Porém, Maria da Conceição consciente  de que abrir um caminho não é fácil e supõe por vezes o martírio, apressa-se a expor à Igreja este projeto – no receio de se iludir e na busca da Verdade que sempre a caracterizou; redige ela mesma , apesar da sua falta de cultura, um memorial ao Papa Pio XI, apresentando o «plano», que é benevolentemente acolhido e estimulado à execução: «Um só desejo venho depor aos pés de Vossa santidade; se a Vossa alma Santíssima abençoa e deseja que algumas almas já oferecidas em holocausto pelos pecados do mundo formem uma só família religiosa…, vivam, segundo o chamamento divino a imolar-se diariamente numa vida de oração contínua, tendo ao lado também uma parte ativa… de apostolado de Misericórdia, de socorro aos infelizes… Estas almas oferecidas segundo a sua vocação de vítimas interiores pela redenção dos homens, continuando a redenção de JESUS REDENTOR…» (Ib., p. 47-48) «e o holocausto de Maria junto à cruz» (manuscrito de Junho de 1933). Os restantes anos da sua vida foram ato de profunda e constante fidelidade à realização desta missão, na fé pura, como Abraão. A Fundação, como todas, encontrou resistências humanas, mas ela pedira ao Senhor para as passar todas em sua vida. Assim foi, morrendo antes de ver iniciada a Obra, como o Senhor lhe fizera sentir através dum sonho que muito a impressionara (manuscrito de 1930 – Sonho dos dois conventos). Seus inúmeros e inéditos escritos retratam a sua vida interior e alto grau de vivência das virtudes teologais, sua experiência e profundo conhecimento da psicologia humana, seu dom de discernimento, sua exigência evangélica radicalmente aberta aios valores da pobreza, humildade, caridade misericordiosa, obediência até à morte e sua loucura pela Cruz, em ordem à salvação dos homens. Após 25 anos do falecimento, fez-se a exumação dos restos mortais, a 4 de Outubro de 1983, de forma canónica, em ordem a uma futura Introdução da Causa de Beatificação. Tudo aconteceu como um dia predissera: «De mim, não ficará nada». Deixou, porém, abundante doutrina sobre o espírito de vítima, que procurou viver e ensinar às companheiras e do qual escreveu um dia: «A alma vítima é pó que todos têm direito de pisar» (Circular manuscrita – Abril de 1940). Em 10 de Maio de 1988 chegou de Roma o nihil obstat para a introdução da Causa de Canonização, que foi introduzida a 10 de Junho do mesmo ano. O processo foi aberto a 15 de Junho do ano seguinte, encontrado-se em fase de conclusão.
Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas. pt. – Apêndice do III volume – 2010.
+++++++++++++++++++++++++++++++++
Do livro SANTOS DE CADA DIA – Apêndice – 4º trimestre de 2010
Transcrição de António Fonseca

Nº 2 (2) - 2 de Janeiro – Domingo – 2º depois do Natal

 

2 de Janeiro – Domingo – 2º depois do Natal

Jn 1, 1-18

No princípio já existia a Palavra, e a Palavra estava junto de Deus, e a Palavra era Deus. A Palavra no princípio estava junto a Deus. Por meio da Palavra se fez tudo, e sem ela não se fez nada do que se fez. Na Palavra havia vida, e a vida era a Luz dos homens. A Luz brilha nas trevas, e as trevas não a recebem. Surgiu um homem enviado por Deus, que se chamava João; este vinha como testemunho, para dar testemunho da Luz, para que por ele todos vissem a fé. Ele não era a Luz, mas sim testemunho da Luz. A Palavra era a Luz verdadeira, quer ilumina todo o homem. Veio ao mundo e estava no mundo; o mundo se fez por intermédio dela e o mundo não a conheceu. Veio a sua casa e os seus não a receberam. Mas a quantos a receberam deu-lhes o poder de se fazerem filhos de Deus, aos que creem no seu nome; estes não nasceram do sangue, nem do amor carnal, nem do amor humano, mas sim de Deus. E a Palavra se fez carne e colocou sua morada entre nós. Vimos a sua glória, glória própria do Filho único  do Pai como, cheio de graça e de verdade. João dá testemunho dele e grita dizendo: “Este é de quem disse: “O que vier atrás de mim passa adiante de mim, porque já existia antes de mim” Pois da sua plenitude todos temos recebido graça após graça, porque a Lei se deu por meio de Moisés, a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo. A Deus ninguém o viu jamais; o Filho único, que está no seio do Pai, é quem no-lo deu a conhecer.

1. Segundo o evangelho de João, Deus dá-se-nos a conhecer como “Palavra” (Lógos). Sobre este assunto, convém destacar, entre outras coisas, que em todo o antigo Oriente a ”palavra” não possuía a finalidade meramente indicativa. Quer dizer. com ela não se tratava somente de comunicar conceitos ou assinalar objetos. A “palavra” era um poder, que (segundo se cria então) repercutia na realidade das coisas e da vida. Tinha a função de bênção ou de maldição. O que supunha uma mentalidade mágica que, com frequência, não se correspondia com a realidade.

2. Na atualidade, a palavra é um componente da “ação comunicativa” (J. Habermas). Para que exista tal ação tem que existir alguma forma de “relação interpessoal”. E é, em todo o caso, uma “interação mediada por símbolos”. Quer dizer, onde não se entabula uma verdadeira relação de pessoa a pessoa; e onde essa relação não se entabula sobre a base de uns símbolos comuns, não pode haver comunicação alguma.

3. Queixamo-nos com frequência do “silêncio de Deus”, que se fez mais obscuro e misterioso na atualidade. Sem embargo, Deus segue sendo a “Palavra” que tem vida e que é luz. O que ocorre é que a maioria dos cristãos e especialmente os “profissionais da palavra”, os “funcionários da palavra”, nem pensam em entabular uma relação pessoal com seus ouvintes; nem há uma “comunhão de símbolos” entre o que fala de Deus e ouve o que se diz de Deus. O problema não está no silêncio de Deus, mas em que muitos dos que falamos de Deus somos uns seres estranhos para os que buscam a luz e vida, mas não a encontram.

******************************

Do livro

La Religión de JESÚS, da autoria de José Mª Castillo (Editorial de Desclée De Brouver),

 www.edesclee.com e com a devida vénia, permito-me transcrever (e traduzir para Português) o comentário ao Evangelho diário do CICLO A (2010-2011) – exclusivamente apenas para minha utilização pessoal e publicação de alguns textos no meu blogue, sempre que considere oportuno.

António Fonseca

Nº 2 – (3º ano) – 2 DE JANEIRO DE 2011 – SANTOS DO DIA

Nº 1235

SÃO BASÍLIO MAGNO

Bispo, Doutor da Igreja (379)

Basilio Magno, Santo

Basílio Magno, Santo

Em Moscovo, na célebre e majestosa “Praça Vermelha”, que deve o nome à tonalidade característica das construções que a fecham, levanta-se a catedral de São Basílio, constituindo um dos tesouros históricos e artísticos da metrópole russa. Antes de ser capital do Império dos Tzares e centro da União Soviética, Moscovo foi a Cidade Santa da Rússia, e tem no Kremlin, isto é, no “castelo”, os mais gloriosos monumentos da sua história e as Igrejas dos Santos preeminentes. Recordaremos os três “luminares da Capadócia”, região da Turquia, contemporâneos e entre si amigos, São Gregório Nisseno, seu irmão Basílio, e Gregório Nazianzeno. Nesta tríade luminosa, São Basílio constitui o astro mais resplandecente, que bem mereceu o título de “Grande”. Durante a tempestuosa história do Oriente cristão, na segunda metade do século IV, São Gregório Nazianzeno é o filósofo elegante, o poeta delicado, o contemplativo irrequieto, sendo Gregório Nisseno o pensador esclarecido, teólogo profundo. São Basílio, por sua vez, é o homem de ação e não só de pensamento. Não escreve, prega; não especula, socorre; não polemiza, combate. Também ele, nascido em Cesareia duma família de Santos, estudara, profunda e utilmente, primeiro sob a orientação do pai, depois em Constantinopla e por último em Atenas, onde se iniciou a fértil amizade com Gregório de Nazianzo. Terminados os estudos, começou por ensinar retórica. E como a profissão de mestre de retórica era então a mais brilhante e honrosa, e também a mais bem remunerada, o jovem Basílio, como Santo Agostinho, sonhou algum tempo com  a glória e a fama do mundo, e também com o desafogo económico. Estava porém destinado a glória mais alta, para que se encaminhou retirando-se alguns anos no Ponto (Mar Negro), dedicado à vida de oração e penitência. Realizou longa série de viagens ao Egito, Palestina e Síria, para conhecer e estudar a vida dos monges e dos eremitas. Tendo regressado ao seu refúgio solitário, uniu-se a ele São Gregório Nazianzeno, e os dois deram origem a uma comunidade monástica. Mas nas cidades, à volta das instáveis cátedras episcopais, ardia a luta contra o arianismo e, para tomarem  parte na batalha, os dois monges desceram para Cesareia e não tiveram medo de opor-se nem sequer ao Imperador Oriental, Valente, que apoiava com decisão os hereges arianos. De Cesareia foi depois eleito Bispo, em 370, São Basílio, e, uma vez na cátedra episcopal, a ação do defensor da unidade da Igreja, contra todas as insídias e divisões, tornou-se ainda mais viva e eficaz.

Basilio Magno, Santo

Basílio Magno, Santo

Mas, além de corajoso combatente, foi óptimo administrador, sagaz diplomata e esclarecido organizador. Antes de subir ao episcopado, tinha-se em modos inúmeros para aliviar as misérias provocadas por uma terrível carestia de vida. Chegou mesmo a fundar uma verdadeira cidade da caridade, com hospitais, orfanatos e albergues a que o povo, em sua honra, chamou “Basiliades”. Ao Papa São Dâmaso escreveu corajosamente, expondo as difíceis e agitadas condições da Igreja do Oriente, e solicitando o envio de legados a Roma. Morreu, como se costuma dizer, no campo de batalha, em 1739, ainda jovem. Com o fim de Valente, que apesar de tudo nunca se atrevera a abrir conflito claro com o grande Bispo, e com a proclamação do Imperador Teodósio, viu ele desenhar-se a vitória da ortodoxia e da unidade católica, pela qual sempre lutara. Morreu por isso consolado e esperançado e, durante o funeral, uniram-se aos Cristãos, os Judeus e os Pagãos, para honrar o Bispo que fora, para o povo, verdadeiro pai, de leal justiça e caridade suma. São Basílio Magno, além disso, disciplinou e coordenou as regras monásticas do seu tempo, até então inúmeras e variadíssimas, redigindo as suas Grandes Regras e Pequenas Regras. Como fez mais tarde São Bento para o monaquismo ocidental, não lançou as bases do monaquismo oriental, pois já existia e florescia. Mas revelou a força e a profundeza da espiritualidade oriental, tornando-lhe possível a gloriosa continuidade no tempo. Através dos séculos, os chamados Monges basilianos mantiveram alto o nome de São Basílio em toda a Igreja Oriental, como está alta sobre as torres do Kremlin a catedral de São Basílio, no coração da Rússia Cristã. Do livro Santos de cada dia, de www.jkesuitas.pt. Ver também www.es.catholic. e www.santiebeati.it

 

SÃO GREGÓRIO NAZIANZENO

Teólogo, Bispo de Nazianzo e Doutor da Igreja (390)

Gregorio Nacianceno, Santo

Gregório Nazianzeno, Santo

Já nos referimos no dia de hoje a este Santo, como aos dois irmãos São Basílio e São Gregório Nisseno. Estas três figuras dominam a história da Igreja do Oriente na segunda metade do século IV, ainda agitada e cheia de contrastes, devido às últimas lutas contra o arianismo e à longa série de divisões religiosas e políticas que a heresia arrastou atrás de si. Entre os “luminares da Capadócia”, Gregório de Nazianzo foi ao mesmo tempo homem de ação e de contemplação; filósofo e poeta; dividido, melhor incerto, entre a vida ativa e a vida ascética, entre a pregação e a meditação. Nasceu duma família de Santos. Santo o pai, Gregório, o Velho, que foi depois Bispo de Nazianzo e conselheiro do filho; Santa a mãe, Nona, que trouxera o marido à conversão; Santa a irmã, Gorgónia; homem  de muita consciência e alguns minutos Santo o irmão, Cesário, médico, batizado na hora da morte. Desde a meninice, consagrou-se Gregório à castidade, que lhe aparecera em sonhos como menina vestida de branco. Já maior, estudou nas mais importantes cidades do Oriente: em Cesareia, na Palestina; em Alexandria, no Egito, onde era bispo Santo Atanásio, o grande adversário do arianismo; em Atenas, na Grécia, sede duma bem conhecida escola de retórica. Precisamente em Atenas conheceu aquele Julião que mais tarde havia de ser imperador e, cognominado Apóstata, causaria tantos males à Igreja. O jovem Gregório pressentiu, no ambicioso estudante, o futuro inimigo dos Cristãos. Contra ele viria a escrever, dez anos mais tarde, um violentíssimo discurso, apostrofando-o com estes termos: «Ó homem, estultíssimo, impiíssimo e imperitíssimo,o nas grandes coisas!» Ainda em Atenas, cimentou-se a amizade de Gregório com Basilio; voltando os dois à Capadócia, decidiram retirar-se, para a solidão e meditação, formando um cenobiozinho. A vocação para a vida solitária viria a ser fiel companheira dos altos e baixos de São Gregório, estando ela sempre presente e encontrando-se sempre insatisfeita, por causa dos seus compromissos e também do seu temperamento inconstante. Teve de regressar a Nazianzo para ir acompanhando os velhos que o tinham gerado. Aqui Gregório pai, Bispo da cidade, ordenou sacerdote Gregório filho. Este fugiu, porém, e refugiou-se junto do amigo Basilio. Em seguida, por obediência, aceitou as obrigações da ordenação e, voltando para Nazianzo, colaborou com o pai Bispo. A sua atividade mais célebre anda, porém, ligada a Constantinopla, a nova capital do Império, que se tornara, mesmo sob o ponto de vista religioso, a cidade mais importante do mundo antigo. O Imperador Teodósio empenhava.-se em reconquistar a Igreja inteira à doutrina ortodoxa; mas em Constantinopla, os arianos e outros hereges eram ainda poderosos. para a cidade sediciosas e dividida o Imperador enviou São Gregório, que foi recebido às portas dela à pedrada. Aí parou, junto duma igrejinha a que deu o nome de “Anastásis”, isto é, Ressurreição, como bom sinal do ressurgir espiritual da gente. E começou a pregar. São Gregório narra que, em Constantinopla, bastava entrar numa padaria para ouvir falar do problema da Santissima Trindade. Isto, se era claro indício do profundo interesse despertado pelas polémicas religiosas, abaixava as questões da fé até ao nível do sacrilégio e da blasfémia. Quem trata do dogma, deve estar à altura do dogma, declarou São Gregório. Ele esteve verdadeiramente à altura da sua missão e tornou-se, além de sábio, convincente, porque não só conhecia a doutrina cristã, mas vivia-a de maneira exemplar. Assim, essa pregação em breve tempo reconduziu a cidade à fé verdadeira, e o santo pôde entrar triunfalmente na Catedral de Santa Sofia. Por uma série de oposições maldosas, Gregório não pôde, todavia, chegar a ser Bispo de Constantinopla, como o povo desejava. O Santo despediu-se humildemente, voltando à sua terra natal. Em silêncio continuou o seu falar com o homens e com Deus. Escreveu, e conservam-se, 240 cartas, importantíssimas pelo conteúdo teológico ou moral, e belíssimas pela forma literária. Antes de morrer, o que se deu em 390, compôs centenas de poesias, em elegantes versos gregos, que, além da gloriosa fama de Santo, lhe merecera, lugar saliente, também na história da poesia. Do livro Santos de cada dia, de www.jesuitas.pt. Ver também www.es.catholi e www.santiebeati.it

Telésforo, Santo

VIII Papa

Telésforo, Santo

Telésforo, Santo

Martirológio Romano: Em Roma, morte de são Telésforo, papa, que, segundo recorda santo Ireneu, sendo o sétimo sucessor dos apóstolos, sofreu um glorioso martírio (c. 136).

Etimologicamente significa “o que cumpre”. Vem da língua grega. Estamos hoje lutando contra uma cultura pagã que exalta a violência e o sexo, entre outras coisas.
Pois bem, Telésforo, que morreu no ano 136, nasceu na Grécia e por razões de estudos e de sua grande valia pessoal, foi para Roma onde se ordenou sacerdote para prestar um serviço muito mais abnegado à Igreja e aos pobres. Dos 14 bispos que seguiram a são Pedro no papado até ao fim do século II, cada um deles está anotado na lista dos mártires que deram sua vida pela fé em Cristo, e por não renegar do que Deus lhes havia concedido. Ele era um cristão de proa. Sua valentia era tão grande que não temia pregar a Palavra de Deus ante qualquer um, sob pena de cair nas suas garras mortíferas. Não cabe dúvida de que lhe teria sido muito fácil renegar de seus princípios e assim ficar bem com o imperador e, deste modo, salvar a vida de muitos cristãos. Mas estou seguro de que os mesmos crentes – de lhe ter feito caso ao imperador – se houvessem voltado contra ele. Sempre fez honra a seu nome. Quando teve que suceder ao Papa anterior, Sixto I, não pensou duas vezes. O guiava seu amor a Deus e seu afã de estender sua palavra por todas partes. ¡Oxalá tivesse tido – como hoje – páginas Web na internet para poder comunicar-se com todo o mundo! Como o fazem hoje todas as dioceses sensibilizadas com a mensagem de Cristo Salvador. Santo Irineu, um padre inteligente da primitiva Igreja, disse que Telésforo sofreu um glorioso martírio. e é tanto assim que em todo o Oriente e no Ocidente há igrejas que o honram e o veneram depois de tantos séculos. O imperador que reinava em seu tempo era Adriano Na arte é representado como um Papa com um cálix com três Hóstias
. ¡Felicidades a quem leve este nome! “Há triunfado quem uniu o útil ao agradável” (Horácio). Comentários a P. Felipe Santos: fsantossdb@hotmail.com

Guillermo Repin, Beato

Sacerdote e Mártir, 2 Janeiro

Guillermo Repin, Beato

Guillermo Repin, Beato

Sacerdote da diocese de Angers, nasceu em 26 de Agosto de 1709 em Thouarcé, Maine-et-Loire, França.  Morre martirizado na Revolução Francesa em 2 de Janeiro de 1794 em Angers, Maine-et-Loire, França.  Suas virtudes heróicas foram aprovadas em 9 de Junho de 1983, foi beatificado em 19 de Fevereiro de 1984 junto com noventa e sete companheiros mártires da Revolução Francesa assassinados entre 1792 e 1796.

Marcolino Amanni de Forli, Beato

Dominicano, 2 Janeiro

Marcolino Amanni de Forli, Beato

Marcolino Amanni de Forli, Beato

O nome de família de Marcolino era Amanni.  Se conta que o beato entrou na ordem de São Domingos, aos dez anos de idade.  Suas qualidades mais notáveis eram a exata observância das regras, o amor à pobreza e à obediência, mas sobretudo, o espírito de humildade, que o impulsionava a evitar todas as ocasiões de se fazer notar, encontrando seu maior gozo no exercício dos ofícios mais baixos e humildes. Se nos diz também que praticava rigorosas penitências corporais, que amava muito os pobres e as crianças, e que o céu o favorecia com frequentes êxtases. Tão prolongadas e constantes eram as orações de Marcolino que, a sua morte, se descobriu que seus joelhos eram dois enormes calos. O beato Raimundo de Cápua, superior geral da ordem de Santo Domingo, tinha em alta estima o P. Marcolino, ainda que a timidez deste o havia impedido colaborar ativamente na reforma da Ordem de Pregadores, a raiz da peste negra e das dificuldades produzidas pelo Grande Cisma. O P. Marcolino, que havia predito sua morte, segundo se conta, faleceu em Forli, em 2 de Janeiro de 1397, aos oitenta anos de idade. Para surpresa de seus irmãos, a cujos olhos havia passado inadvertida a santidade do religioso, uma grande multidão assistiu a seus funerais, congregada, segundo diz a lenda, por um anjo disfarçado de criança que havia anunciado a notícia pelos arredores.  O culto ao beato foi confirmado em 1750.

Maria Anna Blondin, Beata

Fundadora, 2 Janeiro

María Anna Blondin, Beata

María Anna Blondin, Beata

Esther Blondin, Irmã Marie-Anne, nasce em Terrebonne (Québec, Canadá), em 18 Abril de 1809, dentro de uma família fundamente cristã. Herda de sua mãe uma piedade centrada na Providência e na Eucaristia; de seu pai, uma fé sólida e uma grande paciência no sofrimento. Esther e sua família são vítimas do analfabetismo reinante nos meios canadenses-franceses do século XIX. Na idade de 22 anos, é contratada como doméstica ao serviço das Irmãs da Congregação de Nossa Senhora recém chegadas ao seu povo. No ano seguinte, inscreve-se como interna com vista a aprender a ler e escrever. É encontrada depois no noviciado da mesma Congregação, de onde sairá sem embargo, por causa de sua saúde demasiado frágil.  Em 1833, Esther volta a ser mestra de escola no povo de Vaudreuil. Ali, se dá conta que um regulamento da Igreja proibindo às mulheres ensinar aos meninos e aos homens as meninas pode ser uma causa do analfabetismo. Os curas, na impossibilidade de financiar duas escolas, elegem não financiar nenhuma. E os jovens ficam na ignorância, sem poder aprender o catecismo e fazer a primeira comunhão. Em 1848, com a audácia de profeta movido pela chamada do Espírito, Esther submete a seu Bispo, Monsenhor Ignace Bourget, o projeto de fundar uma Congregação religiosa “para a educação das crianças pobres do campo, em escolas mistas”. O projeto é inovador para a época! Incluso, parece “temerário e subversivo da ordem estabelecida”. Mas, posto que o Estado favorece este tipo de escolas, o Bispo autoriza um intento modesto, para evitar um mal maior. A Congregação das Irmãs de Santa Ana funda-se em Vaudreuil, em 8 de Setembro de 1850. Daí em diante, Esther passa a chamar-se “Madre Marie-Anne”. É nomeada primeira superiora. O crescimento rápido da jovem Comunidade requer muito cedo uma mudança. No verão de 1853, o Bispo Bourget muda a Casa mãe para Saint-Jacques de l’Achigan. O novo Capelão, Louis-Adolphe Maréchal, vai meter-se na vida interna da Comunidade, numa maneira abusiva. Na ausência da Fundadora, ele muda o preço da pensão das alunas. E, quando ele tem de se ausentar, as Irmãs têm que esperar sua volta para se confessar. Depois de um ano de conflito entre o Capelão e a Superiora muito preocupada pelos direitos de suas irmãs, o Bispo Bourget pensa encontrar uma solução. Em 18 de Agosto de 1854, manda a Madre Marie-Annedepor-se”. Convoca as eleições e exige da Madreque não aceite o mandato de Superiora se as irmãs quiserem reelegê-la”. Despojada do direito que lhe dá a Regra da Comunidade, Madre Marie-Anne obedece ao Bispo que é para ela o instrumento da Vontade de Deus sobre ela. Bendiz “mil vezes a Divina Providência pela conduta materna que tem para ela, fazendo-a passar pelo caminho das tribulações e cruzes”.  Então, é nomeada Diretora do Convento de Sainte Geneviève, Madre Marie-Anne volta a existir uma investigação de parte das novas Autoridades da Casa mãe, subjugadas pelo despotismo do Capelão Maréchal. Com o pretexto de má administração, chamam-na à Casa Mãe em 1858, com a ordem episcopal de “tomar os meios para que não faça dano a ninguém”. Desde essa nova destituição até sua morte, mantêm-na fora de todas as responsabilidades administrativas. É também afastada das deliberações do Conselho Geral onde teria que estar segundo as eleições de 1872 e 1878. Destinada aos mais obscuros trabalhos da lavandaria e passando a ferro, leva uma vida de renúncia total, o que assegura o crescimento de sua Congregação. Ali está o paradoxal de sua influência: quiseram neutralizá-la no sótão escuro da passagem a ferro da Casa mãe, mas muitas gerações de noviças receberam da Fundadora exemplos de humildade e de caridade heroica. Uma vez, uma noviça se assombrou ao ver a Fundadora mantida em tão humildes trabalhos e pediu a razão à Madre. Ela respondeu com calma: “Mais uma árvore funda suas raízes no solo, mais possibilidade tem de crescer e produzir frutos.” A atitude de Madre Marie-Anne frente às situações injustas, sendo ela vítima delas, nos permite descobrir o sentido evangélico que ela soube dar aos acontecimentos de sua vida. Como Cristo apaixonado pela glória de seu Pai, ela não buscou outra coisa em tudo que a glória de Deus, o que é o fim de sua Comunidade. “Dar a conhecer o Bom Deus aos jovens que não tinham a felicidade de o conhecer” era para ela o meio privilegiado de trabalhar para a glória de Deus. Despojada de seus mais legítimos direitos, espoliada de sua correspondência pessoal com seu Bispo, ela cede a tudo sem resistência, esperando de Deus o desenlace de todo, sabendo que Elena sua Sabedoria saberá discernir o verdadeiro do falso e recompensar a cada um segundo suas obras”.  As Autoridades que lhe sucederam proibiram chamá-la Madre. Madre Marie-Anne não se aferra zelosamente a seu título de Fundadora. Melhor, aceita seu anonimato como Jesusseu Amor crucificado”, a fim de que viva sua Comunidade. Sem embargo, não abdica da sua vocação de “madre espiritual” de sua Congregação; se oferece a Deuspara expiar o mal cometido em sua Comunidade; todos os dias, pede a Santa Ana em favor de suas filhas espirituais, as virtudes necessárias às educadoras cristãs”.  Ao igual que todo o profeta investido por uma missão em favor dos seus, Madre Marie-Anne viveu a perseguição, perdoando sem restrição, pois estava convencida que “há mais felicidade em perdoar que em vingar-se”. Este perdão evangélico era para ela a garantia de “a paz de alma” que ela considerava como "o mais precioso bem". Deu um último testemunho disso em seu leito de agonia quando pediu a sua superiora chamar ao Padre Maréchalpara edificar as Irmãs”.  Frente à morte, Madre Marie-Anne deixa a suas filhas à maneira de testamento espiritual, estas palavras que resumem sua vida: “Que a Eucaristia e o abandono à Vontade de Deus sejam vosso céu na terra”. Então se apagou pacificamente na Casa mãe de Lachine, em 2 de Janeiro de 1890, “feliz de ir onde está o Bom Deus” que ela havia servido toda sua vida.
Reproduzido com autorização de Vatican.va

Adelardo, (Abelardo ou Alardo) Santo

Abade, 2 de Janeiro

Etimologicamente significa “ nobre e valente”. Vem da língua alemã. Este nome se diz também Abelardo ou Alardo. É maravilhoso constatar como ao longo da vida destas pessoas exemplares, há sempre uma grande amizade. Este jovem passava muito bem na corte de seu avô Carlos Martel e de seu tio o rei Pepino o Breve. Não lhe faltava absolutamente nada. Fazia com facilidade amizade com gente de fora e dentro do palácio. Tudo lhe sorria ante seus olhos. Sem embargo, quando estava sozinho, dava voltas à cabeça. Notava que a felicidade que dava a corte não o preenchia totalmente. E assim passou uma temporada. Por fim um dia, ante o assombro de quantos e de quantas o contemplavam, disse algo que os deixou alucinados. Com sua voz clara e jovem anunciou a todos que ia para monge. ¡Risos e chispas de desconcerto! Pensavam que era uma de suas brincadeiras. Ele, com cara complacente mas forte na sua decisão, no ano 773 saiu da corte e encaminhou seus passos para um mosteiro onde encontrasse a paz interior que ninguém lhe dava nas festas palacianas.
Entregou-se com tal ardor à vida da alma que em pouco tempo ganhou a estima de todos os irmãos consagrados a Deus. Sua fama correu de mosteiro em mosteiro. Naqueles dias havia eleição do novo superior do mosteiro de Corbie, França. Dizem que seus conselhos a irmãos em religião e a todo o mundo eram tão sábios e acertados que o próprio imperador Ludovico os acolhia com mesura e discernimento. A característica fundamental de sua vida consistiu, além disso, em se dedicar aos pobres. Desde o amor bem entendido aos mais desfavorecidos passou à casa do Pai no ano 827.
¡Felicidades a quem leve este nome!

http://es.catholic.net/santoral

36140 > Sant' Adalardo di Corbie Abate  MR
90549 >
Sant' Airaldo di Saint-Jean-de-Maurienne Monaco e vescovo  MR
36110 >
Santi Argeo, Narciso e Marcellino Martiri  MR
22200 >
San Basilio Magno Vescovo e dottore della Chiesa  - Memoria MR
22225 >
Santi Gregorio Nazianzeno Vescovi e dottori della Chiesa  - Memoria MR
36120 >
San Blidulfo (Bladulfo) Monaco a Bobbio  MR
90201 >
San Defendente di Tebe Martire 
90897 >
San Giovanni il Buono Vescovo di Milano  MR
22250 >
San Gregorio Nazianzeno Vescovo e dottore della Chiesa  - Memoria MR
93922 >
Beato Guglielmo de Loarte Mercedario 
91915 >
Beato Guglielmo Repin Sacerdote e martire  MR
93486 >
Beato Lorenzo Batard Martire  MR
36135 >
San Mainchin Vescovo di Limerick  MR
90754 >
Beato Marcolino Amanni da Forlì Domenicano  MR
91474 >
Beata Maria Anna Sureau Blondin Fondatrice  MR
91172 >
San Silvestro di Troina Abate  MR
57650 >
Beata Stefana Quinzani Domenicana  MR
36375 >
San Telesforo Papa e martire  MR
36115 >
San Teodoro di Marsiglia Vescovo MR
36130 >
San Vincenziano Eremita  MR

Recolha, transcrição e tradução por

 António Fonseca