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segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Nº 3 (3)–3 DE JANEIRO DE 2011

 
Continuação (6)
 
Em continuação da tarefa que encetei no passado dia 28/12/2010,  transcrevo o texto  do Apêndice do livro III – (Setembro, Outubro, Novembro e Dezembro de 2010) Santos de Cada Dia, de www.jesuitas.pt – que se intitula no seu primeiro capítulo
 
Portugueses a caminho dos altares
 
desta vez com o nome de
 
PADRE MANUEL NUNES FORMIGÃO
 
O PADRE MANUEL NUNES FORMIGÃO NASCEU A 1 DE JANEIRO DE 1883, EM TOMAR, E FALECEU A 30 DE JANEIRO DE 1958, EM FÁTIMA. FOI BAPTIZADO A 18 DE FEVEREIRO DE 1883, SENDO SEUS PAIS MANUEL NUNES FORMIGÃO, 2º SARGENTO DE INFANTARIA, E MARIA DA PIIEDADE MENDES DIAS, FERVOROSOS CRISTÃOS, QUE NA ALTURA DO SEU NASCIMENTO HABITAVAM NO CONVENTO DE CRISTO EM TOMAR, NA ALA DESTINADA À RESIDÊNCIA DOS OFICIAIS DO EXÉRCITO. TENDO FREQUENTADO OS SEMINÁRIOS DO PATRIARCADO DE LISBOA, FOI MANDADO PARA ROMA EM OUTUBRO DE 1903, PELO SEU BISPO, O CARDEAL PATRIARCA, D. JOSÉ SEBASTIÃO NETO, A FIM DE SE ESPECIALIZAR EM TEOLOGIA E DIREITO CANÓNICO, NA UINIVERSIDADE GREGORIANA. COM SUCESSO OBTÉM, A 13 DE JULHO DE 1906, A LÁUREA EM DIREITO CANÓNICO, E A 4 DE JULHO DE 1909, O DOUTORAMENTO EM TEOLOGIA. DE ACENTUAR O DIA DA SUA ORDENAÇÃO SACERDOTAL, OCORRIDA NA BASILICA DE S. JOÃO DE LATRÃO,CABEÇA E MÃE DE TODAS AS GREJAS”, A 4 DE ABRIL DE 1908. NO DIA SEGUINTE, CELEBROU A SUA PRIMEIRA MISSA NO QUARTO-CAPELA ONDE MORREU S. LUÍS GONZAGA, NA IGREJA DE SANTO INÁCIO, EM ROMA. TERMINADOS OS ESTUDOS, O P. FORMIGÃO REGRESSA A PORTUGAL, COM UMA PARAGEM DE ALGUM TEMPO EM LOURDES, POR CUJO SANTUÁRIO MARIANO POSSUIA GRANDE VENERAÇÃO, PRESTANDO AÍ OS MAIS VARIADOS SERVIÇOS. QUERIA DIVUOLGAR MAIS EM PORTUGAL A MENSAGEM DASD APARIÇÕES DE LOURDES, O QUE DEPOIS NÃO VAI ACONTECER, DEVIDO ÀS APARIÇÕES DE FÁTIMA. CHEGADO A PORTUGAL, CARREGADO DE SABER E FORTE ESPÍRITO SACERDOTAL, PÔS-SE LOGO À DISPOSIÇÃO DO SEU NOVO PATRIARCA, O CARDEAL D. ANTÓNIO MENDES BELO. é NOMEADO PROFESSOR NO SEMINÁRIO PATRIARC AL DE SANTARÉM, ONDE LECCIONA TEOLOGIA E OUTRAS CADEIRAS. PROFESSOR SUPRANUMERÁRIO DO LICEU SÁ DA BANDEIRA, EM SANTARÉM, 1918-1929, DESEMPENHOU A SUA MISSÃO COM GRANDE COMPETÊNCIA, GRANJEANDO SIMPATIAS E ADMIRAÇÃO POR PARTE DE COLEGAS E ALUNOS. AQUI DEDICA~SE À PRÁTICA EFECTIVA DA CARIDADE, À RECRISTIANIZAÇÃO DA JUVENTUDE E À DIRECÇÃO ESPIRITUAL.  AS APARIÇÕES DE FÁTIMA VÃO MARCAR A VIDA DO P. FORMIGÃO. COMEÇA A INTERESSAR-SE POR ELAS A 13 DE SETEMBRO DE 1817, AQUANDO DA 5ª APARIÇÃO, ESTANDO PRESENTE DE FORMA DISCRETA, TALVEZ POR INCUMBÊNCIA OFICIOSA, E ATÉ COM UMA ATITUDE ALGO CÉPTICA. DEVIDO AO CONTACTO COM OS PASTORINHOS E À REFLEXÃO PESSOAL, MUDARÁ DE OPINIÃO E TORNAR-SE-Á NO GRANDE “APOSTÓLO DE FÁTIMA”. HOUVE ATÉ QUEM O CHAMASSE DE «4º VIDENTE DE FÁTIMA». OS INTERROGATÓRIOS FEITOS AOS PASTORINHOS, OS SEUS ESCRITOS E A ACÇÃO NA COMISSÃO NOMEADA A 3 DE MAIO DE 1922 PARA O RESPECTIVO PROCESSO CANÓNICO VÃO SER DECISIVOS PARA A APROVAÇÃO ECLESIASTICA, A 13 DE OUTUBRO DE 1930. «SEM ELE, FÁTIMA NÃO SERIA O QUE É PRESENTEMENTE», DIRIA MAIS TARDE O CARDEAL PATRIARCA DE LISBOA, D. ANTÓNIO RIBEIRO. O P. FORMIGÃO DESENVOLVEU O MINISTÉRIO SACERDOTAL NAS DIOCESES DE LISBOA, BRAGANÇA (1934-43), ÉVORA (1943-44), PORTO (1944-54), POR MOTIVOS DE SAÚIDE, LEIRIA. “HOMEM DE DEUS”, É A EXPRESSÃO UTILIZADA POR VARIOS BISPOS (PATRIARCA DE LISBOA, ARCE BISPO DE ÉVORA, BISPO DE BRAGANÇA, BISPO DE LEIRIA), SACERDOTES E LEIGOS PARA DEFINIR O P. FORMIGÃO. O RESPEITO PELA LITURGIA, EM ESPECIAL NA CELEBRAÇÃO DA EUCARISTIA, A OBEDIÊNCIA AO PAPA E AOS BISPOS, A COMEÇAR PELO PASTOR DA PRÓPRIA DIOCESE, O RIGOR COM QUE CUMPRIA AS ORDEM S DOS SEUS SUPERIORES, A ENTREGA TOTAL ÀS DIVERSAS RESPONSABILIDADES QUE LHE FORAM CONFIADAS, DENTRO E FORA DA DIOCESE, SÃO UM EXEMPLO DE COMO SE DEVE SERVIR A IGREJA, SEM PRETENSÃO DE PROTAGONISMO PESSOAL E SEM ESPÍRITO DE CRÍTICA DESTRUTIVA. ELE NÃO ABDICOU DAS SUAS OPINIÕES PESSOAIS. O SEU APOSTOLADO FOI VARIADO. PARA ALÉM DO JÁ REFERIDO, PENSE-SE NA ORIGINALIDADE AO CRIAR A FAMOSA «ASSOCIAÇÃO NUN’ÁLVARES» PARA JOVENS DO LICEU E DA ESCOLA DOS REGENTES AGRÍCOLAS DE SANTARÉM, PRECURSORA DA ACÇÃO CATÓLICA. O SEU APOSTOLADO ESTENDE-SE AINDA AOS DOENTES, OS MAIS POBRES, AOS MARGINALIZADOS,, AJUDANDO ALGUNS COLEGAS SACERDOTES QUE VEM PRECISAVAM DE APOIO ECONÓM,ICO. FOI UM  POETA E ESCRITOR FECUNDO, LANÇANDO INICIATIVAS QUE AINDA HOJE PERDURAM. ASSIM, FUNDOU OS JORNAIS «MENSAGEIRO DE BRAGANÇA», «VOZ DA FÁTIMA», A REVISTA «STELLA» E O «ALMANAQUE DE N. S. DE FÁTIMA». PUBLICOU VÁRIOS LIVROS RELACIONADOS COM AS APARIÇÕES DE FÁTIMA: «O QUE É FÁTIMA», «AS GRANDES MARAVILHAS DE FÁTIMA», «OS ACONTECIMENTOS DE FÁTIMA», ETC. EMBORA O P.FORMIGÃO AFIRMASSE REPETIDAMENTE QUE NÃO ERA O FUNDADOR DA CONGREGAÇÃO DAS RELIGIOSAS REPARADORAS DE NOSSA SENHORA DAS DORES DE FÁTIMA (O QUE É NATUIRAL, ATENDENDO À SUA HUMILDADE). OBRA INICIADA POR ELE A 6 DE JANEIRO DE 1926, É CERTO QUE ELE FOI O GRANDE INSPIRADOR E IMPULSIONADOR DO INSTITUTO, APESAR DA COLABORAÇÃO DE OUTRAS PESSOAS. UM SACERDOTE QUE BEBEU O ESPIRITO EVANGELICO DA MENSAGEM DA SENHORA DE FÁTIMA, SENTIA-SE OBRIGADO A INCUTIR UMA DIMENSÃO REPARADORA E EUCARISTICA À NOVA FUNDAÇÃO. A PARTICIPAÇÃO NA EUCARISTIA, NA CELEBRAÇÃO DA MISSA E NA ADORAÇÃO AO SANTISSIMO SACRAMENTO É O PILAR DA SUA ESPIRITUALIDADE. SÃO INESQUECIVEIS AS PALAVRAS DO CARDEAL PATRIARCA D. ANTÓNIO RIBEIRO, REFERINDO-SE AO P. FORMIGÃO: «TRATA-SE DE UM PADRE DO PATRIARCADO DE LISBOA, INVULGARMENTE CULTO E PIEDOSO, CUJA ACTIVIDADE APOSTÓLICA MUITO CONTRIBUIU PARA O DESENVOLVIMENTO DA VIDA CRISTÃ EM PORTUGAL, DURANTE A PRIMEIRA METADE DO SÉCULO XX. OS JOVENS DE VÁRIAS ESCOLAS, OS SEMINARISTAS DE SANTARÉM, DE BRAGANÇA E DE ÉVORA, AS NOVAS FORMAS DE VIDA CONSAGRADAS ENTÃO SURGIDAS, OS MOVIMENTOS DA ACÇÃO CATÓLICA E TANTAS PESSOAS TOCADAS PELO SEU ZELO SACERDOTAL, FICARAM A DEVER-LHE ASSINALÁVEIS BENEFICIOS, AOS CAMPOS DA FORMAÇÃO CIVICA E ECLESIAL, E DA DINÂMICA EVANGELIZADORA DA SOCIEDADE PORTUGUESA».. O SEU PROCESSO DIOCESANO DE CANIONIZAÇÃO, INICIADO EM FÁTIMA, DIOCESE DE LEIRIA-FÁTIMA, EM 15 DE SETEMBRO DE 2001, ENCONTRA-SE EM AVANÇADA FASE DE INSTRUÇÃO, PREVENDO-SE PARA BREVE A SUA CONCLUSÃO, COM O ENVIO PARA A SANTA SÉ, PARA A CONGREGAÇÃO DA CAUSAS DOS SANTOS, DAS PROVAS CONCLUDENTES DA SUA VIDA DE SANTIDADE.
DO LIVRO SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt
 
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Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas. pt. – Apêndice do III volume – 2010.
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Do livro SANTOS DE CADA DIA – Apêndice – 4º trimestre de 2010
Transcrição de António Fonseca

Nº 3 (2) – 3 DE JANEIRO DE 2011

 

3 de Janeiro – Segunda-feira – Férias de Natal

Jn 1, 29-34

No dia seguinte, ao ver João que Jesus vinha até ele, exclama: “Este é o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. Este é aquele de quem eu disse: “Depois de mim virá um homem que está adiante de mim, porque existia antes de mim”. Eu não o conhecia, mas saiu a batizar com água, para que se manifeste a Israel”. E João deu testemunho dizendo: “Contemplei o Espírito que baixava do Céu em forma de pomba e pousou sobre ele. Eu não o conhecia; mas ele que me enviou a batizar com água disse-me: “Aquele sobre quem vejas baixar o Espírito e pousar sobre ele, esse é o que há-de batizar com  o Espírito Santo”. E eu o vi e dou testemunho de que este é o Filho de Deus”.

1. Designar a Jesus como “Cordeiro de Deus” tem o perigo de interpretar a vida e a morte de Jesus como o “sacrifício religioso” do cordeiro, que estava tão presente na tradição de Israel. Os judeus ofereciam cordeiros, que eram sacrificados no templo, como vítimas para expiar os pecados (Lev. 9, 3; Num 15,5). Assim o seguem fazendo os israelitas na festa da páscoa judia, segundo o preceito de Ex 12, 15. Compreende-se que o cristianismo, que nasceu do judaísmo, tivesse a forte tendência de explicar a morte de Jesus como sacrifício da vítima que expia os pecados do mundo.

2. Mas os cristãos deveríamos evitar esta explicação da morte de Cristo. Jesus morreu de forma violenta, não porque Deus necessite da morte duma vítima inocente para perdoar os que pecam. Um Deus que necessita de sacrifício, sangue e morte, para perdoar, não pode ser o Pai bom, sempre bom, de que fala Jesus nos Evangelhos. O “deus” que se compraz na dor e na morte das vítimas é um ser sádico e perverso, inventado por mentes doentes. Semelhante Deus não pode ser um “pai” mas sim será sempre um “vampiro”. Haveria que acabar já com semelhante explicação de Deus. Haveria inclusive de proibir isso, porque tal discurso afasta as pessoas de Deus. Em Deus não se encontra o sadismo, na auto-flagelação, na extravagância. As pessoas que procuram a Deus querem encontrar nele bondade, acolhimento, respeito, compreensão e felicidade.

3. O “cordeiro de Deus”, de que fala João, há-de se explicar a partir do “cordeiro” paciente e bom de que fala Is 53, 6 ss J. Jeremias. Jesus é o cordeiro de Deus, não porque Deus necessite do sofrimento, mas sim porque Jesus lutou contra o sofrimento, até ao extremo de jogar a vida pelos que sofrem. Essa bondade define o que é Jesus.

Nº 3 – (3º ANO) - 3 de JANEIRO de 2011 - SANTOS DO DIA

Nº 1236

SANTÍSSIMO NOME DE JESUS

Janeiro 3 – Festa

Santísimo Nombre de Jesús

"Deram-lhe o nome de Jesus” (Lc 2, 21). Ainda que seja inefável o nome santíssimo de Jesus que foi imposto na Circuncisão a Cristo Senhor, Redentor do género humano, todavia para não nos calarmos completamente em tão grande solenidade, alguma coisa apresentaremos em louvor e glória de tão grande nome, diante do qual “todo o joelho se dobra nos Céus, na terra e nos Infernos” (cf. Fil 2, 10). Porque tão grande é a consolação da alma que se alegra em Cristo, que a pobreza se torna como riquezas , a aspereza como delícias e a vileza como honras, e pelo seu nome todos os suplícios se fazem para ela doces.

Santísimo Nombre de Jesús

Na verdade, diz-se por causa deste nome: “Saíram da sala do Sinédrio cheios de alegria por terem sido considerados dignos de sofrer vexames por causa do nome de Jesus” (Act 5, 41). Portanto, se mergulha na tua mente o negrume da tristeza, se está iminente uma grave e violenta tempestade, se as costas do mar ribombam com terrível e horroroso mugido, se são batidas as praias do oceano, e se também a nau está invadida pelas ondas, invoca Jesus, que se julga estar a dormir nos navios, mas é um Jesus que nem dorme nem dormita; e com toda a fé diz-lhe: “Levanta-te, Senhor Jesus” (cf. Slm 3, 7). Oh nome de Jesus exaltado acima de todo o nome, oh gozo dos Anjos, oh alegria dos justos, oh pavor dos condenados; em Vós está a esperança de qualquer perdão, em Vós toda a esperança de indulgência, em Vós toda a expectativa de glória. Oh nome dulcíssimo, Vós dais perdão aos pecadores, renovais os  costumes, encheis os corações de doçura divina. Oh nome desejável, nome admirável, nome venerável, Vós, nome do rei Jesus, assim levantais aos mais alto dos céus os espíritos, quer todos os que principiam a ter devoção a este nome, graças a ele encontram a glória e a salvação, por Jesus Cristo nosso Senhor. (Homilia de S. Bernardino de Sena, o grande promotor da devoção ao SS. nome de Jesus). Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt. Ver também www.es.catholic. e www.santiebeati.it

SÃO FULGÊNCIO

Bispo (533)

São Fulgêncio, africano, (cerca de 467-533), discípulo de Santo Agostinho, foi Bispo de Ruspas, na atual Tunísia, desde 507 até à morte. É tido como o maior teólogo do seu tempo. Duas vezes foi exilado para a Sardenha pelo ariano Trasamundo, rei dos vândalos. Lá redigiu numerosas obras de combate contra os hereges do seu tempo (arianos, monofisitas e pelagianos). Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt

Genoveva, Santa

Janeiro 3 Biografia

Genoveva, Santa

Genoveva, Santa

Santa Genoveva, a quem a cidade de Paris escolheu como Padroeira, nasceu numa aldeola chamada Nanterre, pelo ano de 422. Seus pais eram de condição muito humilde. Quase desde o berço, cobriu Deus a menina com as suas bênçãos. passando por Nanterre S. Germano, bispo de Auxerre, que se dirigia a Inglaterra para combater os erros de Pelágio, e concorrendo todo o povo a receber a sua bênção, o santo Prelado, esclarecido por luz sobrenatural, distinguiu entre a multidão esta menina, que teria então entre sete ou oito anos; falou-lhe em particular e exortou-a a consagrar-se inteiramente a Deus e a não querer outro esposo senão Jesus Cristo. Ela respondeu-lhe que nunca tivera outro pensamento senão de viver como as virgens cristãs. Logo que Genoveva chegou à idade própria, consagrou-se a Deus por um voto e, segundo o costume das virgens consagradas, começou a alimentar-se de legumes, a beber água somente e a trazer contínuo cilício. Tendo falecido seus pais, dirigiu-se a Paris, indo viver para casa da madrinha. Visitou-a o Senhor com uma extraordinária enfermidade, acompanhada de tão cruéis dores, que perdeu os sentidos durante três dias. serviu-se Deus dessa espécie de êxtase para lhe descobrir tudo o que ela tinha de fazer e padecer, por seu amor, no resto da vida. Fez disto confidência, um pouco levianamente, a algumas pessoas indiscretas, e daí se lhe originaram novos sofrimentos. Começaram a murmurar do seu retiro, a censurar-lhe o modo de viver e os exercícios de mortificação e piedade a que se consagrava. Provou Deus por alguns anos a virtude da sua Serva com o fogo da mais viva perseguição, até que S. Germano, regressado de Inglaterra, confundiu todos os invejosos, fazendo justiça à virtude da santa donzela. A bonança, porém, foi de pouca dura. Correu em Paris a notícia de que os Hunos avançavam para destruir a cidade; todos ficaram possuídos de pavor. Quis a Santa tranquilizar os parisienses, assegurando-lhes a falsidade do boato. Pois esta obra de caridade foi bastante para que se levantasse contra Genoveva cruel perseguição; esteve a ponto de ser queimada como feiticeira. Mas a doçura, a humildade, a paciência e a inalterável tranquilidade que a Santa mostrou sempre fizeram, no meio de tão grande perigo, que se abrissem os olhos aos que a perseguiam. A fama de tão eminente virtude chegou às mais longínquas regiões. S. Simeão Estilista encomendava-se-lhe às suas orações, lá do mais afastado da Cítia. Átila, rei dos Hunos, “o flagelo de Deus”, tendo passado os Alpes e o Ródano, estava prestes a cair sobre Paris. Nesta ocasião, Genoveva sai do seu retiro e exorta o povo a que apazigúe a ira de Deus com orações, jejuns e penitências. Achava-se a cidade entregue a estes devotos exercícios, quando chegou a notícia de que o exército dos bárbaros havia batido em retirada. Foi atribuído o milagre às orações de Santa Genoveva. Depois, sitiava Meroveu a mesma cidade de Paris, que se via reduzida à miséria mais extrema. Genoveva, compadecida de tanta fome, juntou grande quantidade de trigo. Conduziu-o a Paris,  através de inúmeras dificuldades, salvando assim a vida àquele povo aflito. Esta caridade magnânima, acompanhada de milagres, fez que fosse venerada até dos próprios pagãos. Childerico, pai de Clóvis, considerava-a tanto que nunca lhe recusou coisa alguma que ela pedisse. E todos admitem que muito contribuiu para a conversão de Clóvis. A instâncias suas empreendeu este Príncipe edificar aquela sumptuosa igreja, a princípio consagrada aos Apóstolos S. Pedro e Paulo, e mais tarde dedicada a Santa Genoveva, nome que manteve até 1493. Embora fosse tão ardente o seu zelo e caridade para com o próximo, no meio do tumulto e da multidão estava recolhida. E retirava-se todos os anos para a solidão do deserto desde a Epifania até à Páscoa. O amor e devoção à Santíssima Virgem parecia ser a primeira das suas virtudes. Possuindo o dom dos milagres e da profecia, e respeitada pelos Príncipes e Prelados era, apesar disso, tão humilde que sofreu mais com as honras do que nas  cruéis perseguições. Finalmente, cumulada de merecimentos, expirou em Paris aos 89 anos de idade, no ano de 512. Foi seu corpo levado com grande pompa para a Igreja dos Santos Apóstolos. tendo os Normandos ameaçado Paris em 887, foi levada pela primeira vez em procissão a urna de Santa Genoveva, a cuja intercessão se atribuiu o levantamento do cerco. Em 1129, toda a França, mas especialmente Paris, foi desolada por uma peste horrorosa, chamada doenças dos ardentes, espécie de erisipela gangrenosa. Estevão, bispo de Paris, deu o exemplo de invocar a poderosa intercessão da Virgem de Nanterre. Quase imediatamente as curas começaram a multiplicar-se e, passados alguns dias, a peste tinha desaparecido por completo. Assim o atestam alguns documentos. tendo o Papa Inocêncio II vindo a França no ano seguinte,  informou-se deste facto tão maravilhoso e ordenou celebrar-se todos os anos a sua memória. Foi chamado Milagre dos Ardentes. Outrora, a 3 de Janeiro, a urna com as relíquias da Santa atravessava solenemente Paris, tanto que em em 1524 foi instituída uma solene “Companhia dos Portadores da Urna”, mas os jacobinos, em 1793, queimaram as relíquias e dispersaram as cinzas. Não conseguiram, porém, destruir a veneração dos parisienses. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt. Ver também www.es.catholic. e www.santiebeati.it

Estefânia Quinzani, Santa

Janeiro 3 Monja Dominicana

Estefanía Quinzani, Santa

Estefânia Quinzani, Santa

Etimologicamente significa “coroada de luz”. Vem da língua grega. Todos os pais desejam que seus filhos tenham uma formação o mais completa possível. É quase uma lei natural.  Esta rapariga se situa historicamente no século XVI. E para maior informação, qualquer um pode ir à igreja de Colomo, ao lado de Parma, onde se conserva o corpo desta santa. Isto constitui uma prenda imensa oferecida ao arquiduque Fernando de Bourbon, duque de Parma, em 1784.  Não fazia muito tempo que o próprio Papa Bento XIV havia aprovado que se podia dar culto a esta santa. E como sucedeu ocorrer a morte de um santoao menos antes – a gente ia pressurosa a buscar relíquias dela. Assim por exemplo, sua cabeça se pode ver em Cremona, justamente ao lado de uma igreja dominicana. E há que ter em conta que Estefânia não havia nascido em nenhum dos dois sítios. Ela veio ao mundo no povo de Orzinuovi, na província de Brescia, Itália. Seu pai era uma pessoa comprometida a sério com o apostolado que todo o crente desempenha na Igreja por o bem dos outros. A tal grau chegou seu compromisso que, desde os 15 anos pertencia já à Terceira Ordem Dominicana. Sua filha o seguiu fielmente pelos caminhos que marca o Evangelho para aqueles que deixam tudo para ganhar a Cristo. Não foi uma rapariga isolada nem tristonha. Ao contrário, todo o mundo a via com ânimos de lutadora, e empreendia obras que, à primeira vista, pareceriam absurdas ou de loucas. Desta forma, fundou um convento em Soncino. Todo  fazia por amor. Quem ama de verdade se sente feliz, ainda que venham as provas e tribulações. E a Estefânia lhe chegaram muito fortes, mas as superou com energia e paciência. Em seu corpo apareceram os estigmas da Paixão de Cristo. Morreu no ano 1530.

Antero, Santo

Janeiro 3 - XIX Papa

Antero, Santo

Antero, Santo

Grego de nacionalidade, filho de Rufino, foi eleito em 21 de Novembro de 235 para suceder na Sede de Pedro a São Ponciano e morreu em 3 de Janeiro de 236, pelo que seu pontificado durou só quarenta e três dias. Foi martirizado por ordem do Imperador Maximiano I. por haver ordenado aos notários que recolhessem assiduamente e conservassem as Atas dos mártires nos arquivos da Igreja. Seu corpo foi trasladado na cripta dos papas das catacumbas de S. Calixto. As relíquias estão guardadas hoje na igreja romana de S. Silvestre In capite. Começou também uma recompilação oficial das atas da Igreja, que guardou num lugar chamado scrinium. A recompilação, que foi queimada com Diocleciano, se voltou a fazer mais tarde e logo desapareceu de novo em tempos de Honório III (1225). Se lhe atribui um decreto sobre a translação de Bispos a outra sede, expedida a instâncias dos prelados de Toledo e Sevilha.

 

BEATO CIRÍACO ELIAS CHAVARA

Fundador (1805-1871)

Ciriaco Elías Chavara, Beato

Ciríaco Elias Chavara, Beato

Co-fundador e primeiro Prior Geral dos Carmelitas de Maria Imaculada. Nasceu em Kerala, Índia, em 10 de Fevereiro de 1805.  Entrou no seminário no ano 1818 e foi ordenado sacerdote em 1829. Pôs os fundamentos da primeira casa da Congregação em Mannanam em 1831 e emitiu os votos religiosos em 1855. No ano 1866 colaborou também na fundação da Congregação das Irmãs da Mãe do Carmelo.Desde 1861 desempenhou o ofício de Vigário Geral da Igreja siro-malabar. Defensor da unidade da Igreja contra o cisma de Rocco, durante toda sua vida trabalhou pela renovação da Igreja siro-malabar. Se distinguiu como homem de oração. Esteve cheio de zelo pelo Senhor na Eucaristia e foi particularmente devoto da Virgem Imaculada. Morreu em Koonammavu em 1871. Desde o ano 1899 seus restos mortais repousam em Mannanam. Em 8 de Fevereiro de 1986 Sua Santidade João Paulo II o beatificou solenemente em Kottayam (Índia).

89019 > Sant' Antero Papa  MR 90054 > Beato Ciríaco Elias Chavara Cofondatore indiano MR 90275 > San Daniele di Padova Martire  MR 94090 > San Fintan di Dun Blesci Benedettino  36200 > San Fiorenzo di Vienne Vescovo  MR 36150 > Santa Genoveffa (Genevieve) Vergine  MR 36160 > San Gordio di Cesarea di Cappadocia Martire  MR 93923 > Beato Guglielmo Vives Mercedario  90531 > Santa Imbenia Martire 36171 > San Luciano di Lentini Vescovo  MR 25625 > Santissimo Nome di Gesù  - Memoria Facoltativa MR 36170 > San Teogene Martire MR 91826 > Santi Teopempto e Teonas (Teopompo e Sinesio) Martiri a Nicomedia MR

www.santiebeati.it; www.es.catholic.; www.jesuitas.pt livro Santos de Cada Dia

António Fonseca