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Imagens e Frases de Natal Religioso

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Nº 5 - 5 DE JANEIRO DE 2010 - SANTOS DO DIA–3º ANO

 

Nº 1238

SÃO SIMEÃO ESTILISTA

Confessor (392-459)

A Vida de S. Simeão Estilista está cheia de factos tão extraordinários e maravilhosos, que deve ser considerada mais como prodígio para admirar, de que como modelo para imitar. Quis o Senhor mostrar nessa vida o que é capaz de fazer uma alma generosa, quando a anima o seu espírito; e ao mesmo tempo quis confundir o nosso grande desejo de comodidades com uma penitência tão grande e tão autorizada por milagres. S. Simeão, chamado Estilista por ter passado a maior parte da sua vida sobre uma alta coluna (stilos, em grego), nasceu em Sisã, confins da Cicília e da Síria, pelo ano de 392. Passou os primeiros anos a guardar ovelhas. Achando-se na igreja, quanto tinha apenas treze anos, ouviu ler aquelas palavras do Evangelho: Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados; bem-aventurados os puros do coração, porque verão a Deus (Mt 5,5). Perguntando a um santo velho o que elas significavam, este instrui-o sobre a felicidade daqueles que se entregam a uma vida retirada e penitente, tendo sem cessar diante dos olhos a Jesus Cristo crucificado. O menino Simeão imediatamente se retirou opara um deserto próximo, onde passou sete dias inteiros sem comer nem beber, chorando e orando. Depois, foi lançar-se aos pés do abade dum mosteiro vizinho, o qual, movido pelas lágrimas, o recebeu entre os monges. A todos excedeu em jejuns, vigílias e todo o género de austeridades, passando semanas inteiras na mais rigorosa abstinência. Cingiu a cintura com uma corda, a qual apertou tão fortemente, que se lhe introduzia nas carnes ao fim de dez dias. Não se pôde arrancar a corda sem grandes e terríveis dores; e a chaga levou dois meses a cicatrizar-se. Logo que se restabeleceu, o abade despediu-o, com  receio de que este modo de proceder tão singular prejudicasse a uniformidade na disciplina monástica. Retirou-se Simeão para outro deserto não muito distante. passado pouco tempo, o abade ordenou a alguns monges que fossem procurar o Servo de Deus a fim de que voltasse para o mosteiro. Encontraram-no em oração e foi com dificuldade que os acompanhou, pois temia que no mosteiro não lhe permitissem passar uma vida tão austera e penitente como desejava. Três anos esteve o santo nessa casa; não podendo, porém, sofrer as atenções com que o tratavam, obteve finalmente licença para se retirar a outra solidão mais oculta. Aqui esteve três anos como que sepultado em uma choça arruinada, exposto a todos os rigores do tempo. Desejoso de imitar mais perfeitamente o jejum do Salvador do mundo, passou uma quaresma inteira sem comer coisa alguma. Chegado o dia de Páscoa, veio um sacerdote vê-lo, e achando-o quase a expirar, administrou-lhe a sagrada Comunhão. Este divino alimento restituiu-lhe logo todas as forças. Cheio então de confiança no Senhor, que operara esta maravilha, resolveu passar, dali em diante, todas as quaresmas com a mesma prodigiosa abstinência. Assombrosas como eram estas austeridades, o santo considerava-as muito leves, sempre que opunha os olhos em Jesus crucificado. retirando-se para o cimo duma alta montanha, traçou um pequeno círculo, que murou com  pedras, e lá permaneceu muito tempo, sem tecto e sem abrigo, exposto a todas as inclemências das estações. E para tirar a si toda a liberdade de transpor aqueles estreitos limites, prendeu aos pés uma cadeia de ferro. Esta singularidade foi desaprovada por Melécio, virtuoso Bispo de Antioquia. Foi o bastante para que Simeão imediatamente a cortasse, por reconhecer que a verdadeira virtude não se prendia ao próprio sentir. Inutilmente procurava o santo fugir para os montes mais inacessíveis, a fim de viver ignorado. A sua fama espalhou-se tanto, que bem depressa foi cercado por inumerável multidão, atraída pelo odor das virtudes e pelo eco dos milagres. O desejo de fugir da multidão, que lhe interrompia as orações, foi o principal motivo que o levou à estranha resolução de se isolar sobre uma coluna, sendo esta cada vez mais alta. A primeira teve a altura duns 2 metros e meio, a segunda uns 8 e meio, a terceira 14 e meio, e a quarta e última quase 28 metros. Assim conseguiu cada vez maior isolamento. O plano superior desta colunas media só um metro e meio de diâmetro e era circundado por uma espécie de apoio ou parapeito, que cegava à cintura do santo. Não tinha espaço para se deitar, nem, podia tomar qualquer posição que não fosse incómoda; passava a maior parte do dia e da noite de joelhos, ou em pé, ou recostado sobre o parapeito da coluna. Tão extraordinário parecia a todos este género de vida, que se moveram contra o Santo muitas perseguições, Uns falavam com desprezo daquela austeridade singular, outros olhavam-na com indignação, tratando o Santo de impostor; muitos acusavam-no de vaidade e soberba. Até os próprios solitários do Egito, tendo-o pro homem que pretendia fazer-se estimar e deixar fama de si com aquele novo género de vida,estiveram a ponto de o separarem da sua comunidade. Antes, porém, de tal extremo,. pareceu-lhes conveniente experimentá-lo. Com este intuito mandaram um solitário que fosse intimá-lo, por ordem dos superiores, a que imediatamente descesse da coluna e viesse para junto dos outros. Logo que o enviado significou ao santo a ordem dos superiores, ele começou a descer, sem replicar nem dar o mínimo indício de repugnância. Tão pronta obediência desvaneceu inteiramente as dúvidas, e todos ficaram convictos da eminente virtude de Simeão. Ali, como sobre um altar, sacrificava-se a Deus com orações e austeridades sem número; dali pregava duas ou três vezes por dia a penitência e o desprezo do mundo à  multidão numerosíssima que se apinhava em redor da coluna para o ouvir. Persas, Etíopes e muitos outros povos idólatras vinham em bandos pedir-lhe o baptismo depois de o terem visto ou de o terem ouvido falar; e os imperadores cristãos valiam-se da sua intercessão diante de Deus nas necessidades públicas do Estado e da Igreja. Todas estas honras não alteraram em nada a sua humildade. É certo que Deus cuidou sempre de o manter nela por meio de grandes provas, permitindo que Simeão fosse quase continuamente exercitado com violentas tentações. Assegura Teodoreto que a divina Eucaristia, que ele recebia de oito em oito dias, era quase o seu único alimento. No meio duma vida tão extraordinariamente dura, que se podia chamar um martírio continuado ou um milagre de penitência, causava admiração que fosse inalteravelmente afável com a doçura característica da verdadeira piedade. Enfim, sentiu este grande santo que se aproximava o termo da sua peregrinação terrena. Entregou a alma ao Criador pelo ano 460, já com idade avançada. Os despojos mortais de S. Simeão foram conduzidos para Constantinopla. E levantou-se nesta cidade uma igreja magnifica em sua honra. Terminamos citando um autor moderno: “Confessamos que uma vida de tanta austeridade não só está acima do que é ordinário, mas se toma difícil de explicar sem uma intervenção de Deus Nosso Senhor. Passara a era dos mártires, e agora os anacoretas ofereciam nova forma de ser mártir, isto é, testemunha de Jesus… Forma modos de viver que hoje nos parecem extravagantes, porque não se ajustam ao nosso modo de pensar; mas foram de grande exemplaridade naqueles tempos. Deus suscitou a santidade por inúmeros caminhos, segundo as necessidades de cada época”. Antes tinha dito o autor quem as as austeridades do santo se encontram bem provadas historicamente. Do livro Santos de cada dia , de www.jesuitas.pt

SÃO TELÉSFORO

Papa, mártir (136)

Telésforo, Santo

Telésforo, Santo

VIII Papa

Grego de origem, Telésforo ocupa o oitavo lugar da lista dos pontífices romanos. Pelo ano de 126, sucedeu a S. Sisto I, ocupou a Sé de Roma durante dez anos e presenciou as devastações na Igreja devidas à perseguição de Adriano. Eusébio e Santo Ireneu concordam em dizer que morreu mártir. Quanto às disposições que lhe atribui o Líber Pontificalis, como a celebração da missa da meia-noite no Natal, carecem de fundamento sólido; é que, na verdade, os testemunhos sobre a festa do Natal não são anteriores ao século IV; o rito das três missas, nesse dia, na Igreja romana, só mais tarde aparece. Havia, no tempo de Telésforo, divergência no Oriente sobre a celebração da Páscoa; Ireneu observa, a este propósito, que Telésforo manteve as melhores relações com a Ásia Menor. Os carmelitas pretenderam fazer de Telésforo um membro da ordem deles; é bem difícil ver sobre que base histórica se apoia semelhante pretensão. ¡Felicidades a quem leve este nome! “Há triunfado quem uniu o útil o agradável” (Horácio). Comentários ao P. Felipe Santos: fsantossdb@hotmail.com

SÃO JOÃO NEPOMUCENO NEUMANN

Confessor (1811-1869)

Juan Nepomuceno Neumann, Santo

Juan Nepomuceno Neumann, Santo

Sacerdote Redentorista, Bispo e fundador das Irmãs Terceiras Franciscanas

Juan Nepomuceno Neumann nasceu em 1811 em Prachatitz, então parte do Império Austro-e faleceu em 1860. Foi redentorista. Exercitou o zelo e esgotou cedo as forças trabalhando pelos seus compatriotas de língua alemã imigrados para os Estados Unidos. Natural de Prochatiz (Boémia), morreu como Bispo de Filadélfia (Pensilvânia), depois de construir a Sé, oitenta igrejas e umas cem escolas: tudo isto em oito anos.

BEATA MARIA REPETTO

Religiosa (1807-1890)

María Repetto, Beata

Maria Repetto, Beata

Nasceu em 1 de Novembro de 1807 em Voltaggio, Itália. Filha de um notário, era a mais velha de onze filhos. Sua família era muito religiosa, a ponto de três de suas irmãs se terem feito monjas, e um de seus irmãos foi sacerdote. Uniu-se às Irmãs de Nossa Senhora do Refúgio no Monte Calvário em Génova em 7 de Maio de 1829, fazendo seus votos finais em 1831. Durante muitos anos foi costureira e bordadeira. Quando sua vista começou a falhar tomou o cargo de porteira. Consciente da dignidade do trabalho, e já que necessitava habilidades diplomáticas em sua posição, Soror Maria desenvolveu uma devoção profunda a São José e constantemente lhe pede proteção e guia em suas orações. Repartia pequenas medalhas e imagens de São José, conseguia sarar pondo a imagem em cima da área afectada enquanto orava. Ela não tinha nenhumas posses, pelo que lhe era muito fácil querer aos pobres. Trabalhou desinteressadamente atendendo enfermos durante as epidemias de cólera de 1835 e 1854. Os favores conseguidos por Maria causaram alguns problemas dentro de sua comunidade. Era tal o número de pessoas que se apresentavam cada dia que isto foi visto como uma ruptura da vida religiosa por algumas de suas irmãs, e durante algum tempo Soror Maria foi relegada de sua posição. Ela acreditou que era porque havia pecado de alguma maneira, e passou a maior parte desse tempo em oração. Sem embargo, suas superioras reavaliaram sua decisão, e devolveram a Maria o seu lugar na portaria. Toda a sua vida Maria manteve uma constante comunicação consciente com Jesus ou o Padre enquanto cumpria com seus deveres, até ao final de sua vida ela começou a ouvir respostas e teve visões de sua próxima morada na casa de Deus. Morreu em 6 de Janeiro de 1890 em Génova, Itália. Foi beatificada por João Paulo II em 4 de Outubro de 1981.

BEATO PEDRO BONILLI

Fundador (1841-1935)

Pedro Bonilli, Beato

Pedro Bonilli, Beato

Sacerdote Terceiro Franciscano (1841‑1935).
Fundador das Irmãs da Sagrada Família.

Beatificado por João Paulo II em 24 de Abril de 1988. Este generoso imitador de Cristo Bom Pastor nasceu em São Lorenzo de Trevi (Perusa) em 15 de Março de 1841 e morreu em Espoleto em 5 de Janeiro de 1935.  De família de pequenos proprietários, o primeiro de quatro irmãos. De um ambiente familiar favorável, uma mãe piedosíssima, e logo o influxo iluminado e santo de um sacerdote que no colégio Lucarini de Trevi, lhe serviu de guia espiritual: Dom Ludovico Pieri, chamado também o “Dom Bosco” de Trevi.  Em 1857 sentiu brotar impetuosa a vocação sacerdotal e dom Pieri foi seu anjo guardião. Ordenado presbítero em Terni, estando vacante a diocese de Espoleto, em 19 de Dezembro de 1863, de imediato foi enviado como pároco a Cannaiola, uma região pobre, onde esteve 35 anos exercendo uma pastoral renovadora, valente, incisiva, altamente frutuosa, que culminou em 1887 com a fundação da Congregação das irmãs da Sagrada Família.   A condição religiosa e moral de Cannaiola era singularmente pobre e baixa, marcada pela blasfémia, a libertinagem, o jogo, a embriaguez. Ele se empenhou em alimentar a seu povo com um intenso trabalho de catequese e de instrução religiosa, servindo-se também, como precursor, dos meios de comunicação social de então, (“A imprensa é a arma deste tempo”, dizia) e comprometendo aos laicos em suas iniciativas.  Na família viu o fundamento do renascimento da sociedade e da vida eclesial. “Ser família, dar família, construir família”, foi seu programa.  Em 1898 deixou a Cannaiola ao ser nomeado Canónico da Catedral de Espoleto e Reitor do Seminário, colocando ao serviço dos futuros sacerdotes sua riqueza espiritual e a vasta experiência adquirida nos largos anos de ministério pastoral. Em sua espiritualidade se destaca sua grande contribuição à difusão do culto à Sagrada Família, da qual imitou com verdadeiro espírito franciscano a humildade e a pobreza. Em 5 de Janeiro de 1935 terminou serenamente em Espoleto sua longa vida (95 anos), consagrada ao serviço da formação do clero e a ajuda aos pobres. “Servo bom e fiel, entra no gozo de teu Senhor!”.

  Deogratias, Santo
Bispo

Deogratias, Santo

Deogratias, Santo

Martirológio Romano: Em Cartago, cidade do norte de África (hoje Túnis), são Deogratias (Diosgracias), bispo, que redimiu muitos cativos capturados pelos vândalos, oferecendo-lhes asilo em duas grandes basílicas dotadas de camas e leitos (457/458).. Com o rei dos vândalos Genserico, filho ilegítimo de Godegiselo à frente, os bárbaros passam Hispânia e chegam até África. São arianos e frequentemente qualificados como gente cruel, dura, inclemente e devastadora.  Cartago foi invadida no ano 439 e ali é o lugar geográfico onde tem lugar o nosso relato de hoje. Os novos donos fazem segundo o costume uma limpeza geral entre a gente mais influente no povo; aos nobres não os matam, desterram-nos; os bispos são considerados igualmente como um poder digno de ter em conta na hora de assentar os territórios conquistados e os colocam para além das fronteiras por um pouco; os bens materiais de uns e outros são caçados e passam para outras mãos, porque para algo são as guerras. Já o bispo Quodvultdeus foi metido com outros num navio à deriva e colocados algures no meio do alto mar para morrer sem remédio. Deste modo, estiveram os fieis de Cartago sem pastor por catorze anos.  A rogos do imperador Valentiniano III permitiu Genserico que fosse mandado àqueles cristãos romanos um bispo; se chamava Deogracias e recebeu a consagração no ano 453. Um homem probo, limpo, sábio e santo. Roma era um fruto sumamente apetecido para os bárbaros. Genserico lhe pôs sítio com o seu exército e a toma no ano 455. Cada rincão da Cidade Santa mostra nos catorze dias de saque as consequências da invasão bárbara; se veem incêndios e há destruição por toda a parte. Os tesouros mudam de mão porque são o despojo e uma parte da população é levada cativa a África. Os prisioneiros se distribuem entre os vândalos e os mauritanos naturais do pais produzindo-se em cada caso um drama pessoal: as famílias ficam destruídas, os pais são separados de seus filhos e as esposas estão sem seus maridos. O bispo Deogracias realiza um trabalho humanitário de primeira ordem que é obra de misericórdia nesta conjuntura de emergência. Vende os vasos sagrados de ouro e prata que estão ao serviço do altar para resgatar os cativos pagando seu preço; habilita os templos de são Fausto e são Severo para que sirvam de hospital, asilo e residência onde se possa prestar um socorro imediato aos enfermos e aos mais débeis; ele próprio não se dispensa de atender pessoalmente aos que estão perto com o peso da cruz às suas costas dando-lhes o apoio e consolo que necessitam. Reza e faz; é o que manda a caridade. Em Cartago se apalpa o evidente. Todos veem em Deogracias a um adiantado dos direitos humanos que ainda não se haviam inventado. O fez tão bem ao sussurro da caridade que os invejosos ainda quiseram tirá-lo do meio sem que o bom Deus lhes desse essa oportunidade porque se o levou antes, justamente no ano 456.

Eduardo III O Confessor, Santo
Rei de Inglaterra

Eduardo III el Confesor, Santo

Eduardo III o Confessor, Santo

Martirológio Romano: Em Londres, Inglaterra, Santo Eduardo, o Confessor, sobrenome, que, como rei da Inglaterra, foi muito amado por sua caridade excelente, e trabalhou incansavelmente para manter a paz em seus estados em comunhão com a Sé de Roma (1066). Eduardo, neto de Santo Eduardo chamado o Mártir, nasceu em 1004 em Islip, perto de Oxford. Seu pai era o rei Etelredo II, chamado o Desaconselhado. Sendo ainda menino, teve que empreender o caminho do desterro e viveu de 1014 a 1041 em Normandia com uns familiares de sua mãe. Se diz que fez o voto de ir em peregrinação a Roma se a Divina Providência o levasse de novo á sua pátria. Quando isto sucedeu, Eduardo queria cumprir fielmente o voto, mas o Papa o dispensou. O dinheiro que ia a gastar na viagem o deu os pobres e outra parte do mesmo o dedicou à restauração do mosteiro a oeste de Londres (West minster, hoje Westminster). Apesar dos fracassos políticos de seu governo, Eduardo rei de Inglaterra do 1043 a 1066, deixou uma vivíssima recordação em seu povo. As razões desta veneração, que continuou com os séculos, há que buscá-las não só em algumas medidas sábias administrativas, como a abolição de um pesado imposto militar que agoniava a toda a nação, mas sobretudo em seu temperamento suave e generoso (jamais um desacato ou uma palavra de reprovação ou um gesto de ira nem sequer com os súbditos mais humildes) e em sua vida privada.  Um ano depois de sua coroação se havia casado com a cultíssima Edith Godwin, filha de seu mais terrível adversário barão Godwin de Wessex. Havia sido uma hábil jogada política de seu sogro, pois tinha a esperança de que Eduardo, a quem já chamavam “o Confessor”, lhe confiaria a administração do governo para se dedicar com mais liberdade a suas orações e à meditação. O plano, demasiado subtil, só teve êxito em parte, porque em 1051 o barão foi desterrado e a rainha foi encerrada num convento. Mas só foi um parêntesis, porque o acordo entre Eduardo e a rainha era muito profundo, até ao ponto que, segundo os biógrafos, os dois haviam feito de comum acordo voto de virgindade. A solene inauguração do famoso coro do Mosteiro de Westminster, que ele mesmo havia financiado, teve lugar em 28 de Dezembro de 1065. Mas o rei já estava gravemente enfermo. Morreu em 5 de Janeiro de 1066 e foi enterrado na Igreja da abadia recentemente restaurada. Pronto houve muitas peregrinações à sua tumba. No reconhecimento de 1102 encontraram seu corpo incorrupto e em 17 de Fevereiro de 1161 o Papa Alexandre III o incluiu na lista dos santos. O dia de sua festa coincide com a data em que Santo Tomás Becket trasladou solenemente suas relíquias ao coro da mesma Igreja. Hoje, à distância de quase dez séculos, ainda Inglaterra chama a sua Coroa "de Santo Eduardo".  Não a teve fácil ¿verdade? Recordo agora esse maravilhoso refrão castelhano que diz: "Todos os dias são bons para louvar a Deus".
Se queres aprofundar mais a vida de Eduardo III consulta EWTN

 Genoveva Morales, Santa
Fundadora

Genoveva Torres Morales, Santa

Genoveva Torres Morales, Santa

Fundadora da Congregação das Irmãs do Sagrado Coração de Jesus e dos Santos Anjos

Nascida em Almenara (Castellón) a finais do século XIX, no seio de uma família humilde, com oito anos perde a seus pais e a quatro de seus cinco irmãos. Aos 13 anos sofre a amputação da perna esquerda à altura da coxa, numa operação sem anestesia. A ponto de morrer, Genoveva sobreviverá para se converter numa mulher forte, valente, animosa, capaz de sofrer sem queixa, amorosa, humilde, simples… Com quinze anos ingressa na “casa de Misericórdia” de Valência, onde as Carmelitas da Caridade cuidaram dela. Dez anos de sua vida passará com estas religiosas, tempo durante o que aprofundará sua formação espiritual e sua relação com Deus, até ao ponto de solicitar seu ingresso na Congregação. Ante a negativa, motivada por sua impossibilidade física, Genoveva irá descobrindo o caminho que Deus lhe tem reservado: a fundação de uma congregação que atenda, com amor, a mulheres solitárias, aflitas, dando sentido a sua vida e estimulando sua prática religiosa. Em 1911 se inaugura em Valência a primeira residência da Associação que receberá o nome de Sociedade Angélica do Sagrado Coração, sendo o definitivo Irmãs do Sagrado Coração de Jesus e dos Santos Anjos. Será Saragoça onde instalam a Casa Geral e o Noviciado, em uma hospedaria junto aos pés da Virgem do Pilar e inaugurada em 1941. Apesar do seu coxear, a Madre Genoveva viajará pelas principais cidades espanholas fundando residências, em Madrid, Barcelona, Bilbau, Santander, Pamplona… resolvendo problemas, atendendo a suas filhas… Mulher doente durante toda sua vida, faleceu em Saragoça em 1956. ¿Quais foram as virtudes da Madre Genoveva?  Menina simpática, alegre, trabalhadora. Generosa e desprendida, reparte sua pouca comida com os pobres. Aceita cumprir a vontade de Deus, para lhe agradar. Tem grande capacidade de sofrimento, é grata, de bom carácter, humor e piedade. Os jesuítas, ao longo de sua vida, a ajudaram a aprofundar em sua vida espiritual e a abrir-se à vontade de Deus. Anima a suas filhas a amar muito a Deus para acertar no trato com as senhoras que vivem nas residências da Congregação. O objectivo é que se sintam como em sua própria casa. Madre Genoveva se caracterizará por esse amor, atendendo às residentes mais necessitadas. Sua incapacidade física nunca será impedimento para novas fundações ou para visitar a suas filhas. E, como companhia em suas viagens, uma caixa de sapatos em que guarda uma imagem da Virgem Maria. Sua enfermidade, companheira contínua, nunca arranca uma queixa nela. “¿Quem sou eu? Mais nada que ninguém”:

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Genoveva Torres Morales, Santa

Esta frase da Madre foi uma realidade em sua própria vida, chegando a dormir no chão, ou recusando as homenagens pessoais. Sua grande preocupação são suas filhas, a quem animará e acompanhará sobretudo durante as épocas difíceis e instáveis da República e a Guerra Civil. Os últimos anos de sua vida mantém comunicação com todas suas filhas desde a Casa Geral, em Saragoça, onde morre. Seu grande amor à Eucaristia a levou a solicitar a Vela noturna ao Santíssimo, para as mulheres. E seu amor à Virgem a fez consagrar a Congregação religiosa por ela fundada a Maria, na festividade de Nossa Senhora da Esperança. Foi canonizada por João Paulo II em 4 de Maio de 2003 em Madrid, Espanha.

Carlos de San Andrés (Juan Andrés Houben), Santo
Passionista

Carlos de San Andrés (Juan Andrés Houben), Santo

Carlos de San Andrés (Juan Andrés Houben), Santo

Presbítero Passionista

Martirológio Romano: Em Dublin, na Irlanda, São Carlos de San Andrés (Juan Andrés Houben), presbítero da Congregação da Paixão, admirável ministro do sacramento da penitência. O Samaritano de Irlanda  - Os autênticos santos são imitadores de Cristo e o beato Carlos Houben foi um destes. Assim nos diz Pierluigi di Eugénio: “Passou bendizendo, sarando e perdoando. Sempre disposto e amável. Pobre entre os pobres, fez de sua vida um dom para os que sofrem. Todo de Deus, todo do próximo. Os necessitados da alma e do corpo não o deixavam repousar nem um momento. Profundamente dedicado á família e à pátria trabalhou por muitíssimos anos longe de uma e de outra, encontrando nos que sofrem aos próprios irmãos e na terra de Irlanda sua própria pátria”. Juan Andrés nasce em Munstergeleene na Holanda em 11 de Dezembro de 1829, quarto de dez filhos numa família endinheirada.  Cresce em inteligência, idade e graça. O irmão José dirá dele: “Conhecia só dois caminhos, o da Igreja e o da escola”. Enquanto no ânimo do jovem nasce o desejo de ser sacerdote. Conhece os Passionistas, com pouco tempo em Holanda levados pelo P. Domingo Barberi e aos 24 anos, em 5 de Novembro de 1845, entra no noviciado em Ere, Bélgica e veste o hábito com o nome de Carlos. Durante o noviciado é irrepreensível. Este é o testemunho de um de seus companheiros: “Sentia-me muito edificado diante de sua grande santidade. Era exemplar, cheio de fé e de piedade, pontual, observante das regras, simples, amável e de carácter doce. Sua piedade e sua natural alegria lhe ganhavam o afecto de todos”. Em 21 de Dezembro de 1850 é ordenado sacerdote. Em 1852 é enviado a Inglaterra onde estavam os Passionistas desde há 10 anos. Carlos não regressará mais a Holanda nem voltará a ver aos seus. Sua mãe havia morrido 8 anos atrás e o pai há perto de dois. Passará mais de quarenta anos de sua vida nas ilhas britânicas. Estabelece-se primeiro em Aston em Inglaterra; onde se prodigaliza a favor dos imigrantes irlandeses que levam a cabo o duro trabalho das minas. Esta experiência será útil na sua próxima permanência em Irlanda. Doa-se completamente a eles, se interessa de seus problemas, de sua saúde. Conforta, ajuda, cura, enquanto continua trabalhando a favor da congregação e da Igreja. Em 1857 transfira-no para Irlanda, em Dublin / Mount Argus, onde os Passionistas chegaram havia pouco tempo. Construirá o convento e a igreja. O P. Carlos se revela providencial. O povo Irlandês que o tinha visto a seu lado com tanta solicitude, mostra-se generoso. Se constrói o convento e uma bela igreja dedicada a são Paulo da Cruz. O P. Carlos, sem o saber, prepara seu próprio santuário. Carlos não será nunca um grande pregador, sobretudo pela dificuldade da língua mas passa horas e horas no confessionário, assiste os moribundos, bendiz os enfermos com a relíquia de são Paulo da Cruz. Acompanhando a bênção com estremecedoras orações compostas por ele próprio. Tem a fama de taumaturgo. Cada dia cerca de trezentas pessoas, provenientes de todas as partes de Irlanda, de Inglaterra, de Escócia e até de América, acodem a ele, atraídos da fama de sua santidade. Encontravam um coração compassivo, disponível e terno. Médicos e enfermeiros de Dublin, frente a casos desesperados, aconselhavam chamar ao P. Carlos e Carlos acudia às casas e aos hospitais, levando quase sempre o dom de uma cura inesperada e sempre um pouco de serenidade. Com amor preparava os moribundos ao grande passo, ajoelhado em oração, junto de seus leitos. Para fazê-lo descansar um pouco, os superiores várias vezes o mudam de convento, mas depois fazem-no regressar a Dublin. Na comunidade era exemplar, cheio de fé e de piedade, simples e afável, de uma amabilidade angelical. Não obstante as ocupações passa longo tempo em adoração diante do tabernáculo. Muitas vezes é encontrado em êxtase, especialmente durante a missa. Às vezes o acólito se vê obrigado a sacudi-lo para que prossiga a celebração. Nos últimos anos de sua vida sofre muito por uma gangrena numa perna e outros males. Suporta a  enfermidade com paciência continuando a desenvolver seu apostolado. Cada dia continua a subir e a descer uma escadaria de 59 degraus, e centos de vezes, para receber as pessoas que vêm até ele. Morre serenamente em 5 de Janeiro de 1893. Por cinco dias, antes de ser sepultado, recebe honras fúnebres devida a um rei, com gente proveniente de toda Irlanda.  João Paulo II o declara beato em 16 de Outubro de 1988, fazendo oficial a santidade do padre Carlos, que já em vida todos chamavam o santo de Mount Argus. Bento XVI o declarou santo em 3 de Junho de 2007.

Marcelina Darowska, Beata
Fundadora

Marcelina Darowska, Beata

Marcelina Darowska, Beata

Maria Marcelina da Imaculada Conceição

Fundadora. Nasceu em Szulaki, Ucrânia, no seio de uma família latifundiária. Desde pequena destacou-se por sua piedade e contínua oração, virtudes pelas quais decidiu dedicar-se à vida religiosa; sem embargo, no leito de morte de seu pai prometeu que contrairia matrimónio para preservar a linhagem; casou-se com Karol Darowski, com quem procriou dois filhos. Enviuvou depois de três anos de matrimónio, e morreram seus filhos, pelo que pôde ingressar num convento. Viajou para Roma, onde conheceu o padre Hieronim Kajsiewicz (que se converteu em seu diretor espiritual) e, por meio dele, a Josephine Karska, que já tinha a ideia de fundar uma congregação dedicada à formação integral da mulher; este foi o início da Congregação das Irmãs da Imaculada Conceição da Bendita Virgem Maria. Ao morrer soror Josephine, Marcelina assumiu o cargo de superiora. Mudou para o seu país natal a sede da congregação, e em Jazlowiec, Ucrânia — onde radicaria o resto de sua vida —, fundou a primeira escola para meninas, a qual converteu num importante centro cultural e espiritual. Seu carisma se baseava no renascimento e na consolidação da família sobre as bases do amor, o respeito e a oração, e em fincar sólidas bases morais na sociedade. As escolas que fundou anexas aos mosteiros eram gratuitas. Nos cinquenta anos que foi abadessa fundou sete conventos, com igual número de escolas. Deixou a herança de oração, amor ao próximo, e formação académica e religiosa. A beatificou Sua Santidade João Paulo II em 6 de Outubro de 1996.

Pedro Bonilli, Beato
Franciscano e Fundador

Pedro Bonilli, Beato

Pedro Bonilli, Beato

Sacerdote Terceiro Franciscano (1841‑1935).
Fundador das Irmãs da Sagrada Família.

Beatificado por João Paulo II em 24 de Abril de 1988  Este generoso imitador de Cristo Bom Pastor nasceu em São Lorenzo de Trevi (Perusa) em 15 de Março de 1841 e morreu em Espoleto em 5 de Janeiro de 1935.  De família de pequenos proprietários, o primeiro de quatro irmãos. De um ambiente familiar favorável, uma mãe piedosíssima, e logo o influxo iluminado e santo de um sacerdote que no colégio Lucarini de Trevi, lhe serviu de guia espiritual: Dom Ludovico Pieri, chamado também o “Dom Bosco” de Trevi.  Em 1857 sentiu brotar impetuosa a vocação sacerdotal e dom Pieri foi seu anjo guardião. Ordenado presbítero em Terni, estando vacante a diocese de Espoleto, em 19 de Dezembro de 1863, de imediato foi enviado como pároco a Cannaiola, uma região pobre, onde esteve 35 anos exercendo uma pastoral renovadora, valente, incisiva, altamente frutuosa, que culminou em 1887 com a fundação da Congregação das irmãs da Sagrada Família.  A condição religiosa e moral de Cannaiola era singularmente pobre e baixa, marcada pela blasfémia, a libertinagem, o jogo, a embriaguez. Ele se empenhou em alimentar a seu povo com um intenso trabalho de catequese e de instrução religiosa, servindo-se também, como precursor, dos meios de comunicação social de então, (“A imprensa é a arma deste tempo”, dizia) e comprometendo aos laicos em suas iniciativas. Na família viu o fundamento do renascimento da sociedade e da vida eclesial. “Ser família, dar família, construir família”, foi seu programa. Em 1898 deixou a Cannaiola ao ser nomeado Canónico da Catedral de Espoleto e Reitor do Seminário, colocando ao serviço dos futuros sacerdotes sua riqueza espiritual e a vasta experiência adquirida nos largos anos de ministério pastoral. Em sua espiritualidade se destaca sua grande contribuição à difusão do culto à Sagrada Família, da qual imitou com verdadeiro espírito franciscano a humildade e a pobreza. Em 5 de Janeiro de 1935 terminou serenamente em Espoleto sua longa vida (95 anos), consagrada ao serviço da formação do clero e a ajuda aos pobres. “Servo bom e fiel, entra no gozo de teu Senhor!”.

Sinclética, Santa

Virgem,

Sinclética, Santa

Sinclética, Santa

Martirológio Romano: Em Alexandria de Egito, santa Sinclética, virgem, de quem se conta que levou vida eremítica (s. IV).

Santa Sinclética nasceu em Alexandria de Egito, de uma rica família de Macedónia. Sua grande fortuna e beleza atraíram-lhe numerosos pretendentes, mas Sinclética havia consagrado seu coração ao Esposo celestial e para se livrar daqueles recorria à fuga. Sem embargo considerava a seu próprio corpo como a seu pior inimigo e se dedicou a domá-lo com jejuns e outras asperezas. Seu maior sofrimento era ver-se obrigada a comer mais frequentemente do que desejava. Seus pais a constituíram herdeira de toda sua fortuna, pois seus dois irmãos haviam morrido e sua única irmã era cega e estava confiada a sua custódia. Havendo distribuído sua fortuna entre os pobres. Sinclética retirou-se com sua irmã a uma câmara sepulcral abandonada, que formava parte das posses de seus parentes. Aí cortou os cabelos, em presença de um sacerdote, para mostrar seu absoluto despego do mundo, e renovou sua consagração a Deus. A partir desse instante, a oração e as boas obras constituíram sua principal ocupação; mas seu total retiro, que a ocultou aos olhos do mundo, deixou-nos também sem noticias. Numerosas mujeres acudían a ella en busca de consejo. Si su humildad le hacía difícil instruir a otros, su caridad la impulsaba a hacerlo. Sus palabras tenían un acento tan profundo de humildad y de convencimiento, que impresionaban profundamente a sus oyentes. «¡Oh —exclamaba Sinclética—, cuan felices seríamos si trabajáramos por ganar el cielo y servir a Dios, como los mundanos trabajan por acumular riquezas y bienes perecederos! En tierra arrostran a los bandidos y salteadores; en el mar se exponen a los vientos y a las olas y sufren naufragios y calamidades; todo lo intentan y a todo se atreven; en cambio nosotros, que servimos a un Señor tan grande y esperamos un premio inefable, tenemos miedo de la menor contradicción». Frecuentemente predicaba la humildad: «Un tesoro sólo está seguro cuando está escondido; descubrirlo equivale a exponerlo a la codicia del primero que venga y a perderlo; igualmente, la virtud sólo está segura cuando permanece secreta, y quien la ostenta la verá disiparse como el humo». Con estos y otros discursos exhortaba nuestra santa a la caridad, a la vigilancia y a todas las virtudes. A los ochenta años de edad, Sinclética contrajo una intensa fiebre que le atacó los pulmones, al mismo tiempo que una violenta gangrena le consumía los labios y las mandíbulas. Llevó su enfermedad con increíble paciencia y resignación, a pesar de que en los últimos tres meses el dolor no le dejaba reposo. Aunque la gangrena la había privado del uso de la palabra, su paciencia era un sermón más eficaz que cualquier predicación. Tres días antes de su muerte, Sinclética tuvo una visión en la que le fue revelada la hora en que su alma abandonaría el cuerpo. Al llegar el momento previsto, aureolada de una luz celestial y consolada con divinas visiones, Sinclética entregó su alma a Dios, a los ochenta y cuatro años de edad.

Rogério de Todi, Beato

Presbítero Franciscano

Rogerio de Todi, Beato

Rogério de Todi, Beato

Martirológio Romano: Na cidade de Todi, na Umbria (Itália), beato Rogério, presbítero da Ordem dos Irmãos Menores, discípulo de são Francisco e fervente imitador seu (1237).
Data de beatificação: Bento XIV em 24 de abril de 1751 aprovou a invocação como beato.

A primeira Clarissa honrada com culto público não foi Santa Clara, mas sim a Beata Felipa Mareri, morta em 1236, quando santa Clara ainda vivia em São Damião de Assis. Ao nome e à vida da Beata Felipa está ligada a vida e a figura do Beato Rogélio, também da Umbria, de Todi, que conheceu pessoalmente a São Francisco e foi um de seus primeiríssimos seguidores junto com Bernardo de Quintaval, Gil, León, Silvestre. São Francisco podia dizer: verdadeiro irmão menor é o que tem a fé de Frei Bernardo, a simplicidade e a pureza de Fr. Leão, a benignidade de Fr. Angel, a presença agradável de Fr. Maseo, a paciência de Fr. Junípero, a solicitude de Fr. Lúcido e a caridade de Fr. Rogélio. Por seu equilíbrio, unido ao mais fervente zelo missionário, foi enviado por São Francisco a Espanha para fundar ali a Ordem Franciscana. Erigiu conventos, acolheu religiosos que soube formar no espírito seráfico e os organizou como Província religiosa. Quando cumpriu seu oficio de organizador, regressou a Itália. São Francisco confiou-lhe então a direção espiritual do mosteiro das Clarissas fundado pela  beata Felipa Mareri, depois que esta mulher de vida excepcional e quase desconcertante descansou de um eremitério rural sua vocação de penitente e de guia de outras mulheres penitentes. Con los sabios consejos del franciscano Rogelio, la comunidad de Felipa Mareri, que al principio había tenido carácter un poco irregular, o mejor, no bien definido, se enmarcó ejemplarmente en la Regla de la Segunda Orden, la misma que San Francisco había dictado para Santa Clara y sus damas y que ya producía copiosos frutos espirituales. Felipa Mareri se ligó con afectuosa devoción al franciscano de Todi, bajo cuya dirección la comunidad por ella querida, progresaba tan claramente en la perfección. Cuando la Beata de Rieti estuvo cercana a la muerte, pidió ser confortada por el Beato de Todi. En el elogio fúnebre él la invocó como se invoca a los santos. Rogelio sobrevivió poco a su hija espiritual. Volvió a Todi, donde su vida dio nuevos fulgores de santidad. Meditaba a menudo en el nacimiento de Jesús, que muchas veces se le apareció en forma de niño y tuvo el gozo de apretarlo amorosamente en sus brazos. Una mujer paralítica volvió a caminar después de haber recibido su bendición. Otra mujer afectada de locura, que se descontrolaba con gritos y acciones descompuestas, al contacto de su mano curó perfectamente. El 5 de enero de 1237 fue llamado por Dios al premio eterno el siervo fiel y bueno. Gregorio IX, que lo conoció personalmente, aprobó su culto locla, y Benedicto XIV el 24 de abril de 1751 aprobó la invocación como beato.

91165 > Sant' Amata (Amma Talida) della Tebaide Vergine 
36300 >
Sant' Amelia Vergine e martire
92155 >
Sant' Astolfo Monaco e vescovo
91576 >
San Carlo di S. Andrea Houben Passionista  MR
36340 >
San Convoione Abate di Redon  MR
36320 >
San Deogratias Vescovo  MR
93926 >
Beato Dionisio Ammalio Mercedario
74150 >
Sant' Edoardo III il Confessore Re d'Inghilterra MR
36330 >
Santa Emiliana Vergine  MR
36370 >
Beati Francesco Peltier, Giacomo Ledoyen e Pietro Tessier Sacerdoti e martiri  MR
91490 >
Santa Genoveva Torres Morales Fondatrice  MR
36350 >
San Gerlaco di Valkenburg Eremita  MR
36360 >
San Giovanni Nepomuceno Neumann Vescovo  MR
92201 >
Beata Marcellina Darowska (Maria Marcellina dell’Immacolata Concezione) Fondatrice  MR
90896 >
Beata Maria Repetto MR
90712 >
Beato Pietro Bonilli  MR
39450 >
Beato Ruggero di Todi 5 MR
36310 >
Santa Sincletica Monaca in Egitto  MR

 http://es.catholic.net/santoralwww.jesuitas.pt  -  www.santiebeati.it

António Fonseca

5 de Janeiro de 2011–SÃO JOSEMARIAESCRIVÁ

A guerra e São Josemaria

1 Janeiro 2011

Etiquetas: Guerra civil, Opus Dei, Perdão, Filme

Na Primavera de 2011 o realizador de cinema Roland Joffé, vai apresentar o filme There Be Dragons ("Aqui há dragões"), que conta entre os seus protagonistas com São Josemaria Escrivá, fundador do Opus Dei.

Trata-se de um drama épico, que tem como ambiente a Guerra Civil Espanhola.
O enredo entrelaça histórias de soldados revolucionários, de um jornalista, do pai dele, e do próprio S. Josemaria, conhecido pelo santo da vida corrente, a quem este conheceu no seminário.
No início do ano 2011, em que se assinala o 75º aniversário do começo da Guerra Civil de Espanha, Joffé quis partilhar com os leitores de
ZENIT as convicções que compartilhará com quem vier a ver este filme. A segunda parte desta entrevista será publicada no dia 6 de Janeiro.
- A que se refere o título do filme, “There Be Dragons”, “Aqui há dragões”?
- Roland Joffé
: Os autores dos mapas medievais assinalavam os territórios que ainda não eram conhecidos com a seguinte inscrição: «Hic sunt dragones», «Aqui há dragões». Quando comecei a investigar e a escrever este guião, não sabia exatamente o que daqui sairia, nem sabia bem como iria tudo isto terminar, de maneira que “There Be Dragons” pareceu-me um título bastante adequado a este projeto. Os temas da santidade, da religião e da política do século XX, o passado de um país diferente do meu, tudo isso era para mim território desconhecido.

Roland Joffe e Geraldine Chaplin

Roland Joffe e Geraldine Chaplin

Impressionou-me que Josemaria afirmasse que é possível encontrar a Deus na «vida de todos os dias», e que essa «vida de todos os dias» fosse, no caso dele, a Guerra Civil de Espanha. Como é que se pode encontrar o divino em plena guerra?, perguntei a mim mesmo. Mas, no fundo, esta pergunta pode ser colocada relativamente a todas as circunstâncias da nossa vida, à maneira como olhamos para elas. Como reagimos nós ao ódio e à rejeição, ao desejo de vingança e à justiça? São tudo dilemas que se intensificam em tempo de guerra. Ora, estes dilemas são, em certo sentido, os «dragões» do filme; são pontos de viragem na nossa vida, momentos em que somos confrontados com alternativas marcantes, alternativas essas que terão consequências decisivas no nosso futuro.
“There Be Dragons” é um filme sobre as opções que as diferentes pessoas fazem nesses pontos de viragem da sua vida – nesses momentos de tentação, se assim lhes quiser chamar –, e sobre a dificuldade, mas ao mesmo tempo a necessidade, de evitar a todo o custo os ciclos de ódio, de ressentimento e de violência.
- O filme tem como palco a Guerra Civil de Espanha que foi, em certo sentido, um paradigma de violência que gera violência, e de violência sem sentido. Perante um cenário como este – um cenário de violência fratricida – haverá ainda espaço para a esperança?
- Roland Joffé
: Haver, há, embora seja extremamente difícil. Nesse período, praticaram-se muitos atos horríveis, pavorosos, atos que parecem imperdoáveis, irredimíveis, impossíveis de ultrapassar. Mas é possível perdoar! É possível suspender os ciclos de violência! O Presidente Mandela demonstrou que assim era na África do Sul. Muitas pessoas heroicas mostraram que o perdão era possível no Ruanda, muitos palestinianos e israelitas, homens de coragem, perdoaram e foram perdoados.
Josemaria também afirmava que as pessoas normais podiam ser santas – e a mim parece-me que ele se referia a este género de heroica capacidade de perdoar. É esta inesgotável possibilidade de perdoar que dá origem à esperança. Mas há um elevado preço a pagar por isso; esta capacidade de perdoar requer de nós uma profunda percepção daquilo em que consiste ser inteiramente humano, um profundo sentimento de compaixão, bem como uma firme decisão, e uma decisão individual, que é heroica, de não nos deixarmos envolver nos ódios dominantes, mas de lutarmos contra eles com um amor incansável.
A ação do filme tem lugar, quase toda, durante a Guerra Civil de Espanha, mas com saltos entre esse período e 1982. A história envolve várias gerações de pessoas, e o passado lança uma sombra sobre o presente. O elemento comum às várias épocas é Robert, um jornalista que tem de escrever um artigo sobre Josemaria Escrivá aquando da beatificação deste, e que vem a descobrir que o pai, Manolo, foi amigo de infância de Josemaria e esteve com ele no seminário, embora a vida de um e outro tenham, depois, seguido caminhos profundamente diferentes. Robert e Manolo não falam um com o outro há muitos anos, e o filme aproxima-os, ao mesmo tempo que revela uma verdade terrível acerca do passado. Trata-se portanto também de um filme sobre um pai e um filho, e da verdade com que eles têm de se confrontar a fim de poderem ultrapassar aquilo que se interpôs entre os dois. É indubitavelmente um filme sobre o amor, sobre a força da presença do amor e sobre a terrível aridez que a sua ausência gera no mundo.
As guerras civis são especialmente pavorosas porque lançam irmão contra
irmão, família contra família. No final da Guerra Civil de Espanha, tinha morrido meio milhão de pessoas. Mas uma guerra civil é uma vigorosa metáfora da família. Tal como acontece nas guerras civis, também no interior das famílias as pessoas tomam partido e cortam relações, os velhos ressentimentos tornam-se uma fonte de novos ódios; não perdoamos a uma tia ter feito isto ou aquilo, não falamos com o nosso pai porque ele abandonou a nossa mãe, não falamos com a nossa mãe porque ela fugiu com outro, não falamos com um filho porque ele optou por uma carreira que não era a que nós tínhamos idealizado – e estas são as guerras civis da nossa vida. There Be Dragons é um filme sobre os dois tipos de guerra civil.
No fundo, temos de decidir se queremos alimentar estes ressentimentos ou se queremos encontrar maneira de os ultrapassar. Podemos ver a vida como uma sucessão de injustiças, de rejeições e ofensas, ou como uma sequência de oportunidades de dominar esses dragões, por via de um enorme desejo de substituir o ódio pelo amor e a proximidade.
Há muitas pessoas que conseguem fazer essa opção heroica, que se apercebem de que podem optar pela liberdade, que têm suficiente força de carácter para perceber que o ódio é uma prisão. Quem odeia não pode ser livre.

Roland Joffe durante uma conferência de imprensa na Argentina em 2009

Roland Joffe durante uma conferência de imprensa na Argentina em 2009

Conhecemos muitas exemplificações deste adágio desde a I Guerra Mundial. Por outro lado, quando as pessoas optam pelo amor, um observador imparcial consegue perceber que assim foi, consegue detectar nelas este sentimento de liberdade, de compaixão, de doação.
Todos acabamos por nos confrontar com esta opção. O próprio Robert, que é materialista e agnóstico, terá de escolher entre o amor e o ódio – terá de escolher, num certo sentido, entre combater o mundo com o amor ou, como lhe diz Aline, «combater a Deus com o amor».
Para mim, este é o tema do filme. A capacidade de perdoar liberta aquilo que estava preso, toca em tudo aquilo que é humano dentro daquele que é perdoado, e em tudo aquilo que é humano dentro daquele que perdoa.
Amar nem sempre é fácil, não pode ser sempre fácil. O amor não pode resultar de um sentimento de superioridade; só pode resultar de um sentimento de humildade, da convicção de que somos feitos da mesma massa. Mas o amor tem uma beleza impressionante. O amor diz-nos: Vamos, sai de dentro de ti próprio. Achas que não és capaz de perdoar? Pois olha, só saberás se és ou não, quando perdoares. E como é que conseguimos perdoar? Conseguimos perdoar pondo-nos no lugar da outra pessoa. Perdoamos quando nos permitimos ser a outra pessoa, quando deixamos de a demonizar, quando deixamos de dizer: «Eu sou melhor do que ele, eu nunca seria capaz de fazer aquilo», mas pelo contrário olhamos para ela e dizemos: «Podia ter sido eu a fazer aquilo». Portanto, eu diria que sim, que há lugar para a esperança, e que há lugar para a esperança nas mais dolorosas, trágicas e terríveis circunstâncias, naquelas circunstâncias em que a esperança nos parece impossível.
– Este filme é dirigido aos crentes ou aos não crentes?

Charlie Cox, Roland Joffe e Wes Bentley

Charlie Cox, Roland Joffe e Wes Bentley

Roland Joffé: “There Be Dragons” leva a fé a sério, leva a santidade a sério, mas não se dirige apenas a um público com convicções religiosas.
Essa pergunta pressupõe uma distinção que na realidade não existe. Todos vivemos num mundo cheio de problemas, todos nos confrontamos com as alegrias e as tristezas da vida corrente, e por muito diferentes que sejam as interpretações que fazemos desta experiência, a verdade é que, no fundo, todos nós habitamos o mesmo mundo, que é um mundo dilacerado e cheio de perturbações.
Este filme é sobre crentes e não crentes. Eu fiquei muito impressionado com a convicção de Josemaria de que todos somos potenciais santos, com a sua convicção de que todos somos, em última análise, capazes de matar os nossos dragões. Tenho a esperança de que as pessoas que virem este filme recordem nele as lutas que elas próprias travam contra os seus próprios dragões, e reconheçam a veracidade do que ele dizia: que nunca nenhum santo se santificou sem luta.
Outro tema do filme são as muitas formas do amor. O amor que Ildiko tem a Oriol é uma forma específica de amor; o anseio que ela tem por um mundo melhor é outra forma de amor. O amor de Manolo por Ildiko é ainda uma terceira forma de amor, embora esteja repleto de ciúme e ressentimento; e o amor por que Manolo anseia e que finalmente lhe é dado é, também ele, outro tipo muito particular de amor. Estes diferentes tipos de amor reúnem-se numa espécie de teia de aranha de fios separados, cada um dos quais parece ser independente, mas depois acaba por se perceber que fazem parte de um todo mais amplo, que estão todos ligados à mesma coisa, que conduzem ao mesmo ponto, ao mesmo centro. Por fim, estes diferentes fios de amor, que parecem tão diferentes uns dos outros, acabam por remeter para um ponto fundamental: «Este amor é ou não maior que o amor que eu tenho a mim próprio?» E essa questão está cheia de conteúdo, e presidiu a grande parte dos movimentos políticos do começo do século XX. Mas o filme coloca outra questão de complexidade ainda maior.
Se este amor apaixonado se baseia num ideal, ou numa idealização, se consiste na aceitação de um único modelo de comportamento humano, como pode ele deixar de resvalar para a hipocrisia e a demonização? E, desde o Iluminismo, esta é uma questão-chave do pensamento. Em nome do amor ao bem maior, foram cometidos muitos actos de inumanidade grosseira. Parece-me que a única maneira de encontrarmos uma via para a compreensão dos outros, para aquela profunda empatia e aquele sentimento de unidade com os outros que liberta da demonização e dos ciclos de violência irredimível – que a única maneira de encontrarmos este caminho é compreendendo a trágica falibilidade de todos os seres humanos e de todas as actividades humanas.
There Be Dragons não é um filme católico, mas o tema do filme é um tema essencial da teologia cristã, que está presente em todas as igrejas cristãs, bem como em muitas outras religiões. Todas as religiões têm a noção de que os seres humanos, nas suas relações uns com os outros, fazem opções de carácter divino, opções que afectam profundamente as outras pessoas e o mundo que os rodeia. Essas inter-relações são a base do amor; aquilo que fazemos pelos outros ou contra os outros afecta-nos a nós e afecta-os a eles, porque nós estamos ligados uns aos outros.
- Josemaria Escrivá é atualmente um santo da Igreja Católica. Que componentes da sua personagem são factuais e que componentes são ficcionais?
Roland Joffé
: De todas as personagens do filme, a de Josemaria é a única que existiu realmente, a única sobre a qual há múltiplos registos e uma quantidade enorme de dados biográficos. Parece-me que a apresentação que fazemos de Josemaria, da sua profunda afectividade, do seu sentido de humor – que o tinha indubitavelmente –, se torna manifesta nos acontecimentos da sua vida que encenamos no filme, e julgo que está bastante próxima da realidade. Era minha intenção retratar esta personagem de uma forma honesta, tomar a sua fé à letra, como ele a tomava. É costume ver os santos – em estranha oposição à prostituta do coração de ouro – como pessoas com um coração de chumbo; a mim parece-me que essa visão não passa de uma convenção cómoda. Na realidade, a história de Josemaria é a história de um homem que deu um passo extraordinário, que consistiu em simplificar a sua vida, orientando-a exclusivamente para um intenso e puro amor a Deus; e este amor a Deus passa a ser um princípio organizador, que confere à sua vida uma forma e uma espécie de simplicidade e de força.
Mas não é por isso que ele se torna desinteressante, ou insípido, porque esse amor existia no mundo real, e o fruto dessa existência no mundo real, um mundo que é frequentemente duro e cruel, é sempre, para qualquer homem honesto, a dúvida – a dúvida de Deus e a dúvida do bem –, uma dúvida que acaba por ser profundamente fértil. O amor não é um dado adquirido, não é uma coisa a que temos direito pelo facto de existirmos. É preciso lutar por ele. O amor é aquilo que nós, como seres humanos, temos de produzir. E temos de encontrar este amor no mais fundo de nós próprios, compreendendo a obscura beleza da nossa própria fragilidade e da fragilidade dos outros. Num sentido profundo, parece-me ser isso que a história de Cristo demonstra.
Os crentes terão de encontrar esse amor no fundo de si próprios e de o oferecer a Deus e às criaturas de Deus. Os não crentes terão igualmente de o encontrar e de o oferecer aos outros seres humanos, independentemente das suas opções políticas, da sua raça e da sua religião
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Por Jesus Colina
Mais informação

www.therebedrangonsfilm.com

 

Transcrição por António Fonseca