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quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

6 DE JANEIRO DE 2011 - EPIFANIA DO SENHOR

 

Prossigo a transcrição traduzida de espanhol para português, de textos do livro

A Religião de Jesus, de José Mª Castillo, referente aos

Comentários ao Evangelho DiárioCiclo A (2010-2011)

www.edesclee.com

e correspondentes ao dia de hoje – Dia de Reis (ou da Epifania do Senhor).

6 de Janeiro – Quinta-feira – A EPIFANIA DO SENHOR

Mt 2, 1-12

Tendo Jesus nascido em Belém da Judeia, no tempo do rei Herodes, chegaram a Jerusalém uns magos vindos do Oriente. «Onde está o Rei dos Judeus que acaba de nascer?» – perguntavam. «Vimos a Sua Estrela no Oriente e viemos adorá-lo». Ao ouvir tal notícia, o rei Herodes perturbou-se e toda a Jerusalém com ele. E, reunindo todos os príncipes dos sacerdotes e escribas do povo, perguntou-lhes onde devia nascer o Messias. Eles responderam: «Em Belém da Judeia pois assim foi escrito pelo Profeta: “E tu, Belém, terra de Judá, não és de modo nenhum a menor entre as principais cidades de Judá; porque de ti sairá o Príncipe que apascentará o Meu povo de Israel”. Então Herodes mandou chamar secretamente os magos e pediu-lhes informações exatas sobre a data em que a estrela lhes havia aparecido. E, enviando-os a Belém, disse-lhes: «Ide e informai-vos cuidadosamente acerca do Menino, e, depois de O encontrardes, vinde comunicar-mo, para que também eu vá adorá-lo». Após as palavras do rei, puseram-se a caminho. E a estrela, que tinham visto no Oriente, ia adiante deles, até que, chegando ao lugar onde estava o Menino, parou. Ao ver a estrela sentiram, grande alegria e entrando na casa viram, o Menino com Maria sua Mãe. Prostrando-se, adoraram-No, e, abrindo os cofres, ofereceram-Lhe presentes: Ouro, incenso e mirra. Avisados em sonho a não voltarem para junto de Herodes, regressaram, à sua terra por outro caminho.

1. Na liturgia da Igreja, a festa dos Reis Magos chama-se “a Epifania do Senhor”. porque, neste dia, a Igreja recorda-nos que Jesus veio a este mundo com uma missão universal, coisa que nos fala da “manifestação” (“epifania”) de Cristo a pessoas que transcendiam as fronteiras e os limites de Israel e suas crenças. Na prática, esta festa concentra-se nas prendas que os Magos levaram ao Menino Jesus. Daí o protagonismo das crianças e seus brinquedos como motivo desta festa (em alguns países…)

2. Sem dúvida, este relato dos Magos não tem valor histórico, Mas interessa-nos como parábola da vida. Aqui, com efeito, ficam patentes várias coisas de enorme importância:

-   1) A frequente crueldade do poder político quando é absoluto e se sente ameaçado.

-   2) A colaboração que tantas vezes presta o poder religioso ao poder dominante, sem dúvida porque ambos coincidem em interesses que lhes são comuns.

-   3) A utilização que os sacerdotes e seus teólogos fazem dos livros religiosos (neste caso, a Bíblia) para servir os interesses do poder político e económico.

-   4) O assanhamento dos poderosos para com os débeis, como Herodes se assanhou, sem piedade, com Maria, José e o Menino.

-   5) No geral, os que aparecem como “débeis” têm mais capacidade de aguentar e resistência que os “fortes”, como Jesus e seus pais suportaram mais e melhor que Herodes.

-   6) O poder é cínico, embusteiro e engana tudo quanto lhe interessa, como Herodes enganou aos Magos.

-   7) Uns estranhos “estrangeiros” (os magos) foram mais generosos com Jesus que os poderes políticos e religiosos do seu povo.

3. É importante saber detectar como tudo isto segue sucedendo na atualidade.

(Este texto, conforme já informei desde o início, foi traduzido para português, para ser publicado exclusivamente para este blogue)

Compilação de

António Fonseca

Nº 6 - 6 DE JANEIRO DE 2011 - SANTOS DO DIA - 3º ANO

 

Nº 1239

EPIFANIA DO SENHOR

(6 de Janeiro “ou no Domingo entre 2 e 8 de Janeiro”)

Os pastores e reis do Oriente visitam a Jesus o Messias, levam-lhe presentes e o adoram com ouro, incenso e mirra.

Epifanía del Señor

Festa da Epifania ou Dia de Reis

Epifania vem duma palavra grega que significa manifestação ou aparição. A partir do século IV, os gregos comemoram, nesta solenidade, o baptismo do Salvador, quando foi revelada a sua filiação divina (“Este é o Meu Filho muito Amado: n’Ele pus o meu enlevo” – Mt 3, 17 e par.), e comemoram também as bodas de Canaã, em que Jesus manifestou publicamente, a primeira vez, o seu poder de operar milagres. Os Latinos, remetendo agora para outros dias o baptismo e as bodas, celebramos hoje a aparição da estrela no Oriente e a viagem dos reis Magos até Belém. Para o evangelista S. Mateus, os Magos vêm a ser homens sábios, zelosos executores de toda a justiça e virtude, curiosos investigadores dos fenómenos celestes e praticamente sinceros da religião e do culto verdadeiro de Deus. Os documentos antigos não nos oferecem outros dados para lhes determinarmos melhor as personalidades. Uma das pinturas do século II, na catacumba romana de Priscila, representa Nossa Senhora vestida como dama romana e os Magos de cabeça descoberta e a andar com os presentes nas mãos, sem que nada indique a nacionalidade ou o carácter real das pessoas. Nesta e noutras catacumbas há grande variedade na representação. Umas vezes usam os Magos túnicas curtas, outras cobrem-se com longas capas ou mantos, ou têm nas cabeças gorros frígios. Se Maria está no centro da cena, eles agrupam-se dos dois lados simetricamente. É frequente, contudo, o número de três, S. José em geral não aparece, a não ser nas pinturas mais tardias, dos séculos IV e V. Os magos com certeza que não eram reis, pois, se o fossem, S. Mateus di-lo-ia, e Herodes tê-los-ia recebido respeitosamente. Desde o século VI são considerados como reis para os adaptar à célebre profecia do Salmo 71: “Os reis de Társis e das ilhas virão com presentes, os reis da Arábia e de Sabá trarão as suas ofertas. Prostrar-se-ão diante dele todos os reis”. A pátria mais provável destes homens é a Arábia, célebre pelo incenso, mirra e também pelo ouro. A estrela que os guio é singularíssima. Anda à frente deles, eclipsa-se ao chegar à capital de Israel e torna a aparecer no princípio do caminho de Belém, passando sobre a casa em que habitava o Menino. A palavra que primeiro evangelista usa aplica-se unicamente a um astro especial, seja ele planeta, estrela, cometa ou outro meteoro celeste. Orígenes, no século III, inclinava-se para um cometa que pôde ser extraordinário, mais provavelmente, pelo menos no seu curso; ou realizar no tempo devido a sua aparição normal com alguma variante sobrenatural na carreira. Outros Padres, e com eles muitos autores modernos, falam dum meteoro móvel e transitório, parecido com a coluna brilhante que orientava os Israelitas pelo deserto. A intervenção divina, em todo este acontecimento, é inegável e manifesta-se mais evidente na atitude dos Magos do que na estrela mesma. Estes Magos eram com certeza gentios, não israelitas, mas sem dúvida adoravam o verdadeiro Deus e, amando a verdade, conheciam também alguma coisa da religião do Antigo Testamento. Eram homens que viviam no plano elevado do espírito, acima do mundo e dos seus apetites grosseiros. Estavam, pois, preparados para ouvir a voz de Deus e reconhecer, em seguida, a sua estrela. Esta mesma altura de ideais deu-lhes valor e energias para se lançarem a uma viagem longa, dirigida a terra estrangeira, viagem cheia de incógnitas e aventuras perigosas. O amor de Deus e da verdade que buscavam, fortalecia-os e alentava-os. Chegam a Jerusalém e não hesitam em perguntar na corte do rei Herodes – sanguinário e ambicioso, velho suspeitoso e ladino – pelo recém-nascido rei dos Judeus. Esta pergunta sobressaltou a corte, o Rei e a cidade inteira. Todos os judeus sabiam que Herodes era Idumeu, rei intruso e ilegítimo, que aos Romanos comprara a coroa; e todos esperavam o legitimo sucessor de David. Herodes foi, sem dúvida, quem mais se impressionou, mas soube dissimular, a fim de melhor levar a efeito os tenebrosos planos de dar a morte ao Menino e aos temerários sábios do Oriente, que vinham á busca dum rei dos Judeus, que não era Herodes nem qualquer dos seus filhos. Os Magos procederam com toda a honradez e simplicidade, fiados na estrela e obedientes também à graça interior que atuava nos seus corações. Na simplicidade de pombas, faltava-lhes a astúcia de serpentes. Mas quem se entrega confiado a Deus não pode equivocar-se, Não pode tropeçar no caminho. Herodes, embora com hipocrisia e duplicidade, informou-os exatamente sobre o lugar em que estava o Menino. Era Belém e para lá se dirigiram os Magos sem temor. Alegraram-se muito vendo de novo o cometa misterioso, que vai diante deles como a luz do Senhor (Iavé).Entram na casa onde está o Menino ainda pequeno, de um ano, ou ano e meio; adoram-No, oferecem-Lhe os dons do incenso, ouro e mirra, e em troca recebem maior luz e mais amor pela verdade. Buscavam um Rei: encontram uma casa pobre, um berço modesto, um menino como os outros, uma mãe jovem e vestida com simplicidade. Os olhos externos não veem, por lado nenhum, a realeza. A fé,  a luz interior do espírito e a ação da graça sobrepõem-se; e eles adoram-No como a rei, provavelmente como a Deus; oferecem-se a Ele, para o seu serviço e despedem-se alegres e confiantes. O anjo de Iavé não os abandona no regresso. Não devem voltar a Jerusalém, porque Herodes pensa, no seu coração, em matá-los. Em sonhos recebem o aviso de que regressem às suas terras do Oriente pelo vale e campo dos Pastores, atravessando o Jordão perto da foz no mar Morto, de maneira que evitem o caminho da capital.- A Missa e o Ofício divino de hoje falam  da Epifania de Cristo aos Magos e das epifanias ou manifestações interiores às almas. Não é, portanto, só a Epifania dos Evangelhos a que hoje celebramos; celebramos também a interior e secreta que se dá em cada crente a quem Jesus Se descobre pela fé,. Ninguém viu Deus em Si, mas Deus revela-Se, de muitas diversas formas, ás almas. Bastam boa vontade e humildade. Felizes os pequenos, os meninos do coração, os puros e limpos, porque eles verão a Deus. A antiga sentença “conhece-te a ti mesmo” tem valor secundário. O importante é conhecer Deus, Cristo, a Epifania de Jesus. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuítas.pt.. Ver também www.santiebeati.i e www.es.catholic.

Origem da Rosca de Reis

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Depois dos Reis adorarem a Jesus, um anjo os avisou de que não regressassem onde estava Herodes e eles regressaram por outro caminho. Herodes ao inteirar-se que havia nascido o Rei que todos esperavam, teve medo de perder seu posto e mandou matar a todos os meninos menores de dois anos entre os quais se encontraria o dito Rei.  A Sagrada Família fugiu para o Egito e o Menino Deus se salvou, outras famílias esconderam aos bebés em vasilhas de farinha e assim não foram vistos e salvaram suas vidas. Desde então, os judeus comiam pão ázimo em 6 de Janeiro em que escondiam um boneco de barro recordando este acontecimento. Os primeiros cristãos tomaram um pouco desta tradição e a misturaram com a história da visita dos Reis Magos para a celebração da Epifania: trocaram o pão ázimo por pão de farinha branca e levedura, cozida em forma de Rosca, adoçando-o com mel e adornando-o com frutos do deserto, como figos, tâmaras e algumas nozes. Para os cristãos, a forma circular da rosca simboliza o amor eterno de Deus, que não tem princípio nem fim. Os confeitos são as distrações do mundo que nos impedem encontrar a Jesus. O bonequito escondido dentro da rosca, simboliza ao Menino Jesus que os reis não encontravam porque a estrela desaparecia. Este costume dos cristãos de Palestina chegou à Europa e posteriormente à América. No México, o que encontra o bonequito da rosca se converte no centro da festa: se lhe põe uma coroa feita de cartão e coberta de papel dourado e se lhe dá a nomeação de “padrinho do Menino Jesus”. O padrinho deverá vestir com roupas novas a imagem do Menino Jesus do nascimento e apresentá-lo na Igreja no dia 2 de Fevereiro, dia da Candelária. Sugestões para viver esta festa · Refletir e responder às seguintes perguntas: ¿que presente vou dar a Jesus este ano que começa?; ¿que posso mudar para ser melhor?; que presentes vou a oferecer a Jesus?; ¿me encontro alegre porque Deus me ama?; ¿tenho é em Deus?; ¿sei viver na pobreza?; ¿sou generoso (com meu tempo, com minha pessoa, com os outros)?; ¿sei perseverar na minha vida espiritual apesar das dificuldades que se me apresentam?; ¿obedeço a Deus com prontidão?

Recomendamos para as crianças, Os Magos de Ángel LLorente M. Consulta também Os Magos de Oriente nem eram reis nem eram três. A epifania do Senhor: A Cidade Iluminada de Jesus Martí Ballester

Reis Magos
Janeiro 6  -  Melchior, Gaspar e Baltasar

Reyes Magos

Magos

Etimologicamente significa” luz, manifestação”. Vem da língua grega. Estás perante a festa mais antiga, inclusive antes que o próprio Natal. O inicio de sua celebração data do século III no Oriente e no Ocidente se adoptou no século IV. Neste dia tem lugar a celebração de três factos memoráveis na história da salvação: adoração dos Reis Magos, o Baptismo de Jesus e o primeiro milagre de Jesus Cristo nas bodas de Canaã, graças ao qual os discípulos acreditaram no Mestre. Os Ocidentais aceitaram a festa no ano 400. Ainda que fale dos Magos, o rei principal é o Menino Jesus. Se diz no inicio da Missa: "Já vem o Senhor do Universo, em suas mãos está a realeza, o poder e o império. O verdadeiro rei a que devemos contemplar é ao pequeno Jesus". O mistério da Epifania o sublinhava Mateus dizendo que os Magos vieram para destacar as profecias que falavam de seu nascimento, e a oferta de ouro, incenso e mirra é o reconhecimento implícito de sua realeza messiânica. Os Magos para os orientais são gente douta; em língua persa, mago significa “sacerdote”. Mas a Bíblia, em geral, chama a estes Magos, Reis estrangeiros. É a festa da santa Epifania de nosso Senhor, Deus e Salvador Jesus Cristo o que, de uma forma simples e admirável, se dá a conhecer aos Magos chegados de Oriente. Sua adoração é a chave deste dia. Deseja a Igreja que a luz de hoje, seja o tema central do crente. Estão bem os presentes que se fazem às crianças e aos mais velhos. Mas o fundamental não deve deixar-se apartado para dar passagem ao mais festivo, alegre e superficial.
¡Felicidades aos Reis Magos e aos que levem os nomes de Melchior, Gaspar e Baltasar! O prazer dos banquetes não há que o medir pela quantidade das viandas mas pela reunião de amigos e a conversação” (Cícero).

• Macário o Escocês, Beato
Abade

Macario el Escocés, Beato

Macário o Escocês, Beato

Martirológio Romano: Em Würzburg, cidade de Franconia (hoje Alemanha), beato Macário, abade, que foi o primeiro superior do mosteiro dos Escoceses desta cidade (1153)

Beneditino desde muito jovem, viajou desde Escócia para a Alemanha, junto com seus companheiros Cristiano e Eugénio, pelo ano 1138 aproximadamente. Segundo Zimmermann, foi prior do mosteiro de Santiago em Ratisbona e dali o abade Dermizio (Dermitius) o enviou a Würzburg junto com onze monges. Está registado que o bispo Embrico (1125-46) consagrou em 1139 a Macário como primeiro abade do mosteiro escocês de S. Santiago, fundado recentemente em Würzburg. As fontes ressaltam sua erudição, vida ascética e descrevem milagres realizados por ele. Morfeu em 1153: o aniversário de sua morte de acordo com Zimmermann foi em 6 de janeiro, ainda que se saiba que em alguns lugares da diocese de Würzburg é celebrado em outras datas (23 ou 24 de Janeiro e 19 de dezembro). Durante a Idade Média, por muito tempo, a tumba do beato estava esquecida; em 1614 se descobriram suas relíquias e solenemente foram depositadas numa urna, no ano seguinte, Macário resultou objeto de grande devoção popular: Era invocado  especialmente para as enfermidades com febres altas. Se diz que junto a sua tumba ocorreram 28 curas milagrosas. Em 1731 se fundou em sua honra a «Irmandade de Macário», enriquecida com indulgências, que deixou de existir depois da Segunda Guerra Mundial. Em 1823 se realizou a trasladação das relíquias, desde o mosteiro, secularizado em 1803, para a capela da Virgem, a mesma que em 1945 foi destruída e que atualmente se encontra já reconstruída.  No Breve Apostólico de 1734 na  Irmandade e noutros testemunhos, a Macário chama-se  "santo". responsável da tradução (para espanhol…): Xavier Villalta

• Carlos Sezze, Santo
Religioso franciscano,

Carlos Sezze, Santo

Carlos Sezze, Santo

Martirológio Romano: Em Roma, são Carlos de Sezze, religioso da Ordem dos Irmãos Menores, o qual desde a infância se viu obrigado a ganhar o pão quotidiano, e convidava a seus companheiros a imitar a Cristo e aos santos. Vestido com o saial franciscano, se entregava largamente à adoração do Santíssimo Sacramento do Altar (1670).
Data de canonização: 12 de abril de 1959 pelo Papa João XXIII.

Alguns escritores modernos chamaram a atenção dos teólogos místicos para este leigo franciscano, antes quase desconhecido por causa de estarem ainda inéditos na sua maior parte seus numerosos escritos, que são quarenta entre tratados e cartas; somente seis, e não certamente os mais importantes, mereceram a honra da imprensa. Nasceu este santo varão em Sezze, formosa vila da província romana, em 22 de outubro de 1613, de pais muito pobres de bens temporais mas muito ricos de virtudes, os quais lhe procuraram unicamente a instrução elementar, que bem cedo teve que interromper para se dedicar à guarda das ovelhas,no qual serviu admiravelmente, como a outro Pascoal Bailão, para o exercício da oração e a leitura de livritos piedosos. Visitava com frequência a igreja dos Frades Menores, não muito longe de sua casa, e ao contemplar nela os toscos quadros dos beatos (hoje canonizados) Salvador de Horta e Pascoal Bailão, leigos espanhóis da referida Ordem, sentia tal entusiasmo que, como escreveu depois, exclamava: «Se eu chego a entrar nesta religião imitarei a estos santos: passarei as noites na igreja e  farei asperíssima penitência». Caiu logo em muito grave enfermidade, que foi causa decisiva de sua vocação religiosa, de modo que aos dezassete anos de idade pediu licença para entrar nos religiosos franciscanos da província de Roma no estado laical, o que conseguiu depois de longa e dura prova, sendo enviado ao convento de Nazzaro, onde vestiu o pobre saial de São Francisco no dia 18 de maio de 1635, começando logo o noviciado. Passado o ano de provação entre rigorosos exercícios de penitência e grandes tribulações espirituais, alguns religiosos professos estavam perplexos em permitir-lhe ou negar-lhe a licença para pronunciar os três votos perpétuos, duvidando que pudesse sustentar o peso da vida regular. Nesta lamentável situação acudiu o devoto jovem à Virgem Santíssima, de quem havia recebido já tantíssimos favores; esta clementíssima Mãe veio sem tardar em seu auxilio, de modo que, desaparecendo aqueles temores, pôde no dia 19 de mão de 1636 consagrar-se para sempre ao Senhor, mudando o nome de Juan Carlos pelo de Carlos de Sezze.
La vida del fervoroso lego después de su profesión fue bastante sencilla, residiendo sucesivamente en los conventos de Morlupo, Ponticelli, Palestrina, Carpineto (patria del futuro papa León XIII), San Pedro in Montorio de Roma (en gran parte edificado por los Reyes Católicos Fernando e Isabel) y San Francisco a Ripa, que conserva el recuerdo de la habitación de San Francisco y donde Carlos de Sezze falleció santamente el día 6 de enero de 1670. Morando en Morlupo tuvo una tremenda visión que lo alentó en el progreso de la vida contemplativa; en Ponticelli dióse enteramente al ejercicio que llamaba «la confianza en Dios» o la pequeñez espiritual, a guisa de un niño descansando en el regazo de su madre y que tanto recomienda el Santo en sus escritos. Bien pronto le cautivó otro ejercicio saludable: rogar todos los días por la propagación de la fe en los países paganos, deseando además derramar en ellos la sangre por Cristo, y al efecto pidió y obtuvo partir como misionero para las Indias de patronato portugués; pero al ir para allá le sobrevino una grave enfermedad, por lo cual fue trasladado a la enfermería de San Francisco a Ripa, llorando amargamente porque no podía acompañar a los que salían destinados a aquellas misiones. En aquel tiempo la provincia romana abrió un convento de retiro en Castelgandolfo, donde los religiosos vivían con extraordinaria austeridad, muy semejante a la de los antiguos anacoretas; allí acudió nuestro Carlos con permiso de los superiores; pero por lo visto el sitio no era muy sano, así es que poco después, esto es, en 1643, hubo que cerrar aquel convento a causa de las enfermedades contraídas por algunos religiosos; por lo cual el siervo de Dios fue trasladado a Carpineto, donde pudo dar pruebas de su heroica caridad durante la terrible epidemia que devastó aquella región. Viósele muchas veces asistiendo a los pobres apestados más peligrosos, sin cuidarse de su propia salud y también cargando sobre sus espaldas a los muertos para darles cristiana sepultura. Dios permitió que, en vez de premio por tanta abnegación y sacrificio, recibiese una pública reprensión y fuese trasladado al convento romano de San Pedro in Montorio para encargarse del oficio de sacristán y, más tarde, del de cuestor de limosnas en la misma capital. Ejercitando este último humilde servicio recibió de Jesús Sacramentado el más estupendo prodigio de su vida, que le mereció el título de «Serafín de la Eucaristía», pues que entrando una mañana en la iglesia de San José «de Capo de Case», situada cerca de la actual plaza de España, y oyendo allí en compañía de algunos fieles y todo absorto en el amor de Jesús el santo sacrificio de la misa, al llegar el acto de la elevación un rayo luminoso partió de la hostia sagrada hiriendo el costado del Santo hasta penetrar su corazón –cuya señal se observa todavía actualmente–, con lo cual cayó el extático lego en un admirable deliquio de amor y dolor, como él mismo refiere en su autobiografía. Desde este momento la vida de fray Carlos fue eminentemente eucarística, de modo que frecuentemente, después de la santa comunión, experimentaba largos coloquios e íntimas comunicaciones con Jesús, a quien tanto recreaba el fervor y sencillez columbina de su siervo. Este fidelísimo hijo del «Pobrecillo de Asís» fue decorado con el don de milagros: numerosísimos enfermos recobraron la salud mediante las oraciones que por ellos elevaba al Señor, a la Virgen Santísima y al entonces Beato Salvador de Horta, taumaturgo catalán, cuya devoción habían propagado por Italia los franciscanos de Cerdeña, en cuya capital había fallecido en 1567, y en este mismo tiempo trabajaba en Roma para su canonización el Beato Buenaventura de Barcelona, lego también fallecido igualmente como su compatriota en tierras italianas. El mismo Carlos de Sezze refiere difusamente unos veinte milagros obrados por él mediante una reliquia del prodigioso franciscano de Horta, que llevaba siempre consigo. Estos milagros, lo mismo que sus excelsas virtudes y maravillosas profecías, hicieron popular en el Lacio el nombre de fray Carlos, de modo que hasta algunos cardenales y papas lo colmaron de obsequios. Predijo el honor del Papado a los purpurados Chigi (Alejandro VII), Rospigliosi (Clemente IX), Alfieri (Clemente X) y Albani (Clemente XI); otros pontífices lo invitaron no pocas veces a su corte para aprovecharse de sus sobrenaturales consejos y espiritual doctrina. Maravilla causa ver en Carlos de Sezze, que solamente había aprendido a leer y escribir, una doctrina mística tan sublime, que algunos escritores modernos la comparan a la de Santa Teresa o de San Juan de la Cruz, proclamándolo uno de los mejores autores de la misma disciplina en el siglo XVII, dotado ciertamente de ciencia infusa. Es verdaderamente un escritor fecundo. No se han conservado todas sus obras, pues sabemos que estando en Carpineto su confesor le mandó quemar un libro de meditaciones, lo cual ejecutó sin resistencia alguna, y otro confesor suyo, el padre Antonio de Aquila, el cual nos ha dado la primera lista de los mismos escritos, asegura que había otros ya entonces perdidos. De todos modos, los que existen actualmente dan derecho a proclamar a San Carlos autor espiritual de grande fecundidad y seguro magisterio. Entre sus obras, estudiadas recientemente con utilísimos detalles por el docto padre Jaime Heerinckz, descuellan por su importancia: Le tre Vie, tratado sobre la vía purgativa, iluminativa y unitiva; Cammino interno dell´anima; Discorsi sopra la vita di N. Signor Gesù Cristo; Sacro Settenario, que, según dice el mismo autor, la seráfica madre Santa Teresa de Jesús se lo dictó textualmente; finalmente la obra más extensa y de mayores vuelos: Le grandezze della misericordia di Dio in un anima diulata dalla grazia divina, que es su autobiografía, compuesta por inspiración divina y por mandato de su confesor. El Santo trabajó en esta última obra desde 1661 hasta 1665, mientras residía en el convento romano de San Pedro in Montorio. Describe en ella su propia vida y sobre todo las gracias que había recibido del Altísimo desde su infancia a la edad de cincuenta y dos años. El libro está dividido en siete partes y en ciento doce capítulos, su materia está saturada de preciosas ideas y descripciones importantes no solamente por lo que se refiere a la vida del autor, sino también y principalmente por la multitud de fenómenos místicos y muy extraordinarios, en esta voluminosa obra descritos, y que pueden ser utilísimos a los cultivadores de la ciencia mística. La doctrina espiritual de este siervo de Dios es siempre sólida y sustancial; y a pesar de que su autor no pudo dedicarse a estudios de alta teología, trata de ella de una manera maravillosa, describiendo sapientemente los grados más elevados de la mística católica, de modo que en este sujeto verificóse de nuevo la verdad de la sentencia evangélica según la cual el Señor esconde los misterios divinos a los sabios del mundo y los revela a los párvulos de espíritu. Murió el Santo en el convento romano de San Francisco a Ripa en la fiesta de los Reyes de 1760, después de pocos días de enfermedad, durante la cual recibió, arrodillado en el suelo, el divino Viático, confortado con una celestial visión del Salvador, de la Virgen Santísima y de muchos ángeles. El papa León XIII lo elevó a los primeros honores de los altares en 1882 y Juan XXIII lo canonizó en el año 1959 juntamente con la barcelonesa Joaquina Vedruna de Más, fundadora de las Carmelitas de la Caridad.  Su sepulcro se venera en la iglesia franciscana de San Francisco a Ripa, pero el corazón incorrupto, con la señal de la cruz impresa en el acto del prodigio eucarístico referido, se conserva en la capilla del convento llamada de San Francisco.

Rita Amada de Jesus (Rita LOPES de Almeida), Beata
Fundadora

Rita Amada de Jesús (Rita López de Almeida), Beata

Rita Amada de Jesus (Rita Lopes de Almeida), Beata

Fundadora do
Instituto de Religiosas de Jesus, Maria e José

Rita Amada de Jesus nasceu em 5 de Março de 1848, num pequeno povoado da paróquia de Ribafeita, Diocese de Viseu, Portugal. Poucos dias depois foi batizada com o nome de Rita Lopes de Almeida. Cresceu num ambiente familiar de muita piedade, onde nas noites se fazia leitura espiritual. Desde sua meninice demonstrou uma devoção especial a Jesus Sacramentado, à Santíssima Virgem e a São José, assim como muito carinho pelo Santo Padre, que  nesse tempo se encontrava em exílio.  A Igreja em Portugal continuava a ser perseguida por parte da Maçonaria, que se apoderou dos bens eclesiásticos, encerrou os Seminários, e Casas de Religiosos. Aos Institutos de Religiosas, proibiu a admissão de Noviças. Bispos e sacerdotes provenientes de famílias de alto nível económico foram objecto também de ataques. Devido a isto não podiam dedicar-se ao seu ministério completamente, já que tinham que se defender. Tudo isto debilitou em parte a Igreja.  Mas esta situação política não apagou a ânsia de uma autêntica vida cristã que a família de Rita experimentava, em especial seus Pais, assim como o desejo de a comunicar aos outros. Neste ambiente familiar Deus suscitou em Rita a vocação missionária, para libertar a juventude do indiferentismo religioso, e fomentar os valores morais, e assim com este apostolado pôde fortalecer a família. Seu zelo apostólico fez dela uma itinerante. Ia de terra em terra e ensinava a orar. Através do Santo Rosário e outras orações desejava despertar nos corações de quem a escutavam, a imitação de Nossa Senhora, Mãe de Deus. Em seu apostolado buscava sempre as pessoas que levavam uma vida imoral, e fazia todo o possível para as resgatar do mal e conduzi-las a Deus. Este estilo radical de apostolado, a fez objecto de ameaças de morte.  À oração uniu a penitência. Para levar a cabo este objectivo, logrou conseguir alguns “instrumentos de mortificação”, em suas visitas às Irmãs Beneditinas do Convento de Jesus a Viseu. Neste tempo, com a ajuda de seu Confessor, pôde discernir que Deus a chamava à Vida Consagrada. Nesta Época não era possível entrar em nenhum Instituto, devido a que as leis maçónicas proibiam a entrada de noviças. Portanto, Rita seguiu no “mundo”, entregue ao apostolado e às práticas de mortificação, com a esperança de poder consagrar-se a Deus no futuro. Durante este tempo recusou pretendentes, alguns deles ricos, pois segundo ela já havia feito sua consagração a Deus no íntimo de seu coração. Sua consagração a Deus a levou à prática frequente da Comunhão Reparadora, que fomentou seu fervor Eucarístico, e à devoção ao Sagrado Coração. Deus fez dela um verdadeiro apóstolo concedendo-lhe uma paixão pela salvação das almas.
Colaborando com o apostolado de Rita, seus pais chegaram a albergar em casa mulheres muito desejosas de conversão. Como aos 20 anos de idade, seu desejo de se consagrar a Deus aumentou consideravelmente. Compartilhou com seus pais este seu grande desejo. Não obstante a fé e vida exemplar cristã de seus pais, eles não aprovaram a sua decisão. Rita não desistiu, ao contrário, continuou nutrindo a esperança de o realizar. E com a idade de 29 anos logrou entrar numa Congregação. Esta congregação era a única que existia em Portugal porque era estrangeira, e se dedicava só a ajudar aos pobres. Mas como o carisma deste Instituto era diverso do tipo de zelo apostólico que ardia em seu coração, Rita não se pôde identificar com ele. O Diretor Espiritual da Comunidade, em quem Rita confiava plenamente, viu que a Vontade de Deus para ela, era: o receber e educar meninas pobres e abandonadas. Rita saiu deste Instituto, de origem francesa, com a idade de 32 anos. De acordo com o Rev. P. Francisco Pereira, S.J. buscou os meios para se preparar e realizar sua futura e urgente missão. Rita era dotada de muitos dons e virtudes e de natureza piedosa, e só desejava cumprir a vontade de Deus. Dócil a seu Diretor Espiritual, logrou vencer os conflitos político e religiosos e fundar um Colégio-Instituto de Jesus, Maria e José, na Paróquia de Ribafeita, com a espiritualidade da Sagrada Família, em 24 de Setembro de 1880. Em breve tempo, este tipo de apostolado se estendeu a outras dioceses de Portugal. Nas dioceses de Viseu, Lamego e Guarda, as autoridades civis trataram sempre de o suprimir. Experimentou dificuldades de carácter económico, assim como com uma religiosa de seu Instituto. Ainda mais, no ano 1910, desencadeou-se uma feroz perseguição contra a Igreja. Todos os Institutos foram suprimidos, suas propriedades foram expropriadas incluindo o Instituto de Madre Rita, que conseguiu refugiar-se em sua terra natal.  É aqui onde pouco a pouco logrou localizar suas religiosas dispersas devido à situação política, e reagrupá-las numa humilde casa de Ribafeita. Desde este lugar, enviou vários grupos delas ao Brasil, que perpetuaram o Carisma da Fundadora. Nesta forma seu Instituto pôde sobreviver. Madre Rita, faleceu em 6 de Janeiro de 1913, em Casalmendinho (Paróquia de Ribafeita), em odor de santidade. Seu funeral, foi presidido pelo Vigário Geral da Diocese, e foi uma ação de graças a Deus pelo dom desta religiosa para a Igreja e ao mundo. Foi beatificada em 28 de Maio de 2006
. Reproduzido com autorização de Vatican.va

• Julián, Basilisa e  7 cavaleiros,

incluindo um sacerdote de nome António, Santos
Mártires

Julián, Basilisa y compañeros, Santos

Julián, Basilisa e companheiros, Santos

Martirológio Romano: Em Antinoe, da Tebaida (hoje Egito), santos Julián e Basilisa, mártires (s. IV). Etimologia: Julián = Aquele que pertence à família Júlia, é de origem latina. Basilisa = aquela que reina, é de origem grega. Nasceu são Julián em Antioquia, de pais cristãos, em fins do século terceiro. Havendo-se desposado com uma honestíssima donzela chamada Basilisa, guardaram os dois, de comum acordo, perfeitíssima continência. Porque no mesmo dia da boda, a que havia concorrido a nobreza da cidade, estando os desposados em seu tálamo, se sentiu no aposento um odor suavíssimo de rosas e açucenas. Ficou maravilhada Basilisa daquela extraordinária fragrância e perguntou a seu esposo, que odor era aquele que sentia e de onde vinha, porque não era tempo de flores. Respondeu Julián: O odor suavíssimo que sentes é de Cristo, amador da castidade, a qual eu de sua parte te prometo, como prometi a Jesus Cristo, se tu consentires comigo e lhe ofereceres também tua virgindade. Respondeu Basilisa que nenhuma coisa lhe era mais agradável que imitar seu exemplo. Pouco depois levou o Senhor para si aos pais de Julián e Basilisa, deixando-os herdeiros de suas fazendas riquíssimas; e eles começaram logo a gastá-las com larga mão em socorrer aos pobres. Consagrou-se ele a instruir na religião cristã aos homens e ela às mulheres em diversas casas. Receavam por este tempo as perseguições de Diocleciano e Maximiano, mas Basilisa pôde livrar-se delas, e acabou sua vida santa e preciosa de morte natural. Seu marido Julián foi quem alcançou a palma de um glorioso martírio. O bárbaro governador Marciano mandou prender ao santo e arrasar sua casa e a Julián o passearam pela cidade carregado de cadeias, e precedido de um pregoeiro que dizia: Assim se hão-de tratar aos inimigos dos deuses e desprezadores das leis imperiais. Encerraram-no depois em obscuro e hediondo calabouço, a onde foram visitá-lo sete cavaleiros cristãos, que, com um sacerdote chamado António, foram também companheiros de seu martírio. Chegado o dia da execução, enquanto o governador, sentado em público tribunal, interrogava a Julián, acertaram a passar por ali uns gentios, que levavam a enterrar a um defunto. Em tom de mofa lhe disseram que ressuscitasse ao morto. Então Julián, em nome de Jesus Cristo, o ressuscitou o que encheu a todos de grande espanto, e mais, quando ouviram que aquele homem ressuscitado, publicamente confessava a Jesus Cristo. Atribuiu o governador tão estupendo sucesso à poderosa magia de Julián, e condenou ao ressuscitado aos mesmos suplícios. Encerraram-nos a todos em umas cubas acesas, mas os condenados saíram delas sem a menor lesão; atiraram-nos depois às feras do anfiteatro, e as feras não ousaram fazer-lhes dano algum. Finalmente, envergonhado o cruel tirano, os fez degolar, e assim entregaram neste dia suas almas puríssimas ao Criador.

André Corsini, Santo
  Bispo

Andrés Corsini, San

André Corsini, Santo

Martirológio Romano: Em Fiesole, cidade da Toscana (hoje Itália), santo Andrés Corsini, bispo, da Ordem dos Carmelitas, que se distinguiu por sua austeridade e pela assídua meditação da Sagrada Escritura. Regeu sabiamente a Igreja que se lhe havia encomendado, repovoou os conventos vazios pela peste, prestou auxilio aos pobres e reconciliou os dissidentes (1373). Andrés, da nobre família florentina de Los Corsini, nasceu em 1301. Antes de nascer, sua mãe disse que havia visto em sonhos a seu filho em figura de um lobo que se transformou logo em cordeiro. Parece que em sua juventude Andrés foi arrogante, ocioso e briguento, mas depois sentiu um chamamento irresistível para a mística paz do Carmelo. Um tio tratou de o fazer voltar a casa com a promessa de um excelente matrimónio. Então respondeu: “¿De que me serviriam esses bens, se não tenho a paz de alma?”. Andrés levava debaixo do hábito um cilicio, que ainda hoje se conserva, e ia de porta em porta pedindo esmola, mesmo nas casas onde antes fazia festa com os amigos. Depois da ordenação sacerdotal foi enviado à universidade de Paris para completar seus estudos. Regressou de Paris robustecido não só culturalmente, mas também no espírito. Seus biógrafos narram que durante a viagem de regresso fez algumas curas prodigiosas. Quando chegou a Florença, a cidade estava invadida pela epidemia de peste descrita por Boccaccio. Foi eleito superior provincial da Ordem em 1348, e dois anos depois foi eleito bispo de Fiesole, pois o anterior havia morrido de peste. Tratou de recusar o cargo, porque se considerava indigno, e por isso se escondeu num ermo longínquo, mas ali foi descoberto por um menino. Andrés interpretou esse episódio como um convite à obediência, e aceitou a nomeação. Dirigiu a diocese de Fiesole durante 24 anos, nem sempre com a mansidão do cordeiro, porque seu rigor ascético e sua total entrega ao ministério pastoral nem sempre agradava aos que não tinham excessivo zelo no serviço do Senhor. Teve grande caridade para com os pobres. De sua obra como pacificador se beneficiaram não só os combativos toscanos, mas também a cidade de Bolonha, a onde o Papa Urbano V o enviou a pôr paz entre os cidadãos, que o premiaram com a cadeia. Morreu em 6 de Janeiro de 1373 e foi enterrado na igreja do Carmo de Florença. Foi canonizado em 1629.

Pedro Tomás, Santo

Bispo

Pedro Tomas, Santo

Pedro Tomás, Santo

Etimologicamente significa “ rocha e gémeo”. Vêm da língua hebraica. Teve um desenvolvimento espiritual estupendo. Graças a ele pôde enfrentar com garantias tudo o que o esperava depois. Sem uma preparação a fundo no religioso, é muito difícil para um crente resolver tudo o que se lhe põe em cima, quando menos o pensa. ¿Que fez este jovem para ser santo? Nada de particular. Soube viver em contínuo contacto com Deus, o eixo que dá vida a toda a pessoa de fé. Foi um mártir do século XIV. Se o nome de Pedro o criou Jesus para designar a primeira “pedra da Igreja”, desde então este nome é dos mais comuns à largura e ao comprimento das distintas línguas. Foi um monge que em seu tempo chegou a ser bispo, arcebispo e patriarca. E se por si isto fosse pouco, também se lhe encomendaram altas e difíceis missões diplomáticas. Veio ao mundo no inicio do século XIII num povo de Perigord. Como jovem de uma densa perseverança, se meteu a carmelita para, desta forma, observar melhor os conselhos evangélicos de celibato, obediência e pobreza. Dadas suas qualidades, se converteu com os anos no Superior Geral da Ordem Carmelita e num dos membros mais qualificados da então Cúria Pontifícia. O Papa Inocêncio IV o enviou a Génova como embaixador para que conseguisse que a paz entre a grandiosa cidade de Milão e a República de Veneza se fizessem realidade. Após este êxito, o Papa o mandou por motivos muito distintos a que trabalhasse pela união entre a igreja ortodoxa e a romana. Tanto foi seu êxito que, à sua volta, o nomearam legado universal para o Oriente e Patriarca de Constantinopla. Foi o Papa Urbano V. O próprio rei de Chipre se lançou a levar a cabo uma cruzada contra os turcos. Ele se uniu a ela com a cruz, em lugar de com a espada. Morreu em Famagusta, Chipre, em 6 de Janeiro de 1366. ¡Felicidades a quem leve este nome!

Juan de Ribera, Santo
  Bispo

Juan de Ribera, Santo

Juan de Ribera, Santo

São João nasceu em Sevilha em 27 de Dezembro de 1532. Seus pais se chamavam Pedro e Teresa, família que se distinguia entre a nobreza por sua generosidade.
Enviaram a Juan a estudar a Salamanca, onde se converteu em discípulo de Vitória e de outros teólogos que brilhavam por sua vez em Trento. Não tinha ainda 30 anos quando foi nomeado pelo Papa Pio IV Bispo de Badajoz, dedicando-se em pleno à santificação de suas ovelhas, enviando missionários por toda a diocese.  Com a idade de 36 anos foi transferido para a sede de Valência, onde cedo advertiu as necessidades desta grande arquidiocese. Ao santo, entre outras coisas, lhe tocou aplicar as reformas de Trento em sua jurisdição, assim como também a catequização dos mouriscos mas com poucos frutos, sendo estes expulsos em 1609 pelo rei Felipe III. Frente a isto, São João foi nomeado vice-rei de Valência; o santo aceitou este cargo a rogos do rei, e Valência desfrutou longos anos de paz e de melhor administração da justiça. San Juan percorreu várias vezes a diocese e entre 1570 e 1610 levou a cabo 2.715 visitas pastorais, e celebrou sete sínodos. Fundou o Colégio de Corpus Christi para a formação do clero e honrar solene ao Santíssimo Sacramento. San Juan de Ribera faleceu em Janeiro de 1611.

Autor: n/a | Fonte: Arquidiocese de Madrid

Tão mal estavam as coisas em sua época que os hereges e os infiéis desfrutavam esperando a pronta dissolução da Igreja. Juan sentiu fervor pelos santos reformadores que o Espírito Santo suscitou, também  nesse tempo, para aliviar as penas de seu povo. Nasce em Sevilha quando era a porta de entrada e saída para o Novo Mundo e pertence à melhor prosápia. Filho de dom Pedro Afán Enríquez de Ribera e Portocarrero, conde dos Molares, duque de Alcalá, Vice-rei de Nápoles e antes de Catalunha. Sua mãe, dona Teresa de los Pinelos, morreu muito cedo. A família, com seus títulos nobres, é conhecida na cidade por sua generosidade e amor aos pobres. Estuda na Universidade de Salamanca quando o Claustro salmanticense vive um período áureo entre as lições de Vitória e os teólogos que têm muito que ver com Trento, porque são tempos nos que a infidelidade e a heresia se combatem com as espadas e com a pluma. Ali termina os estudos e tem cátedra. O papa Pío IV o nomeia bispo de Badajoz, quando ainda não havia cumprido trinta anos; não há que olvidar que é filho do Vice-rei de Nápoles e essas coisas tinham muito peso por aquela altura. Dá começo a suas andanças como prelado enviando seis pregadores com São João de Ávila para preparar as almas à reforma que se postula desde Trento. Por sua parte, não fica quieto: prega com entusiasmo, se põe como um confessor mais no confessionário, visita e atende com os sacramentos aos enfermos e, às vezes, lhe toca dormir sobre sacos de estamenha. E até vende a louça de prata para remediar aos pobres. Escreve normas para a reforma da vida dos bispos, primeiras em Espanha em seu género. Para desgosto dos pacenses, lhes dura pouco este bispo como pastor. Agora é Valência a que desfrutará de seu governo. O há precedido um santo que pôs as metas muito altas. Foi Santo Tomás de Villanueva, o frade que deu uma volta a Valência que por um século não desfrutou da presença de seus bispos. Lá vai João como Arcebispo, depois de haver deixado em Badajoz, repartidos entre os pobres, seus dinheiros, bens  alfaias. Madruga, reza, estuda, recebe a gente sem entraves nem excessos de respeito; é parco na comida, rompe frequentemente os modeles usuais da época, sendo suficiente em ocasiões os figos secos, uvas, ou frutas do tempo. Vai fazendo cópia de livros como intelectual sem remédio. A Missa lhe dura com frequência duas horas... e com lágrimas, depois de despedir ao acólito para estar a gosto com o Senhor depois da consagração e entrar em diálogo íntimo, pessoal e intenso. Soam as disciplinas e guarda os cilícios em lugar recôndito que sempre descobre seu perspicaz assistente. A meta marcada no seu trabalho é pôr em marcha a reforma de Trento. Sofre o problema da abundante mourisca a que não conseguiu converter. Celebrou sete sínodos. As contínuas visitas pastorais são o cume de sua pastoral junto com a atenção a seu clero a que doutrina, anima, corrige ou admoesta, sempre dando-lhe exemplo. Burjasot o viu na sua praça explicando o catecismo às crianças. Em seu próprio palácio monta uma escola para os filhos dos nobres porque afirma que é bispo de todos: ali se formam bem os alunos, se educam, passam à universidade, ajudam nos pontificais; aquilo se parece pela piedade e os bons modos a um seminário e, de facto, saem da instituição cardeais, arcebispos e altos eclesiásticos. Felipe III o faz Vice-rei de Valência e desde então as coisas marcham melhor, sobretudo a recta administração da justiça. Fundou na cidade o Colégio e Seminário de Corpus Christi. E faleceu em seu amado colégio em  6 de Janeiro de 1611. Em Valência se festeja no dia 14 e em Badajoz em 19, ambos em Janeiro. Com homens tão íntegros e apostólicos a Igreja superou o obstáculo de hereges e de infiéis. Não fez São João senão o que é próprio de um bispo, mas fazê-lo naquele tempo foi muito mérito.

BEATO ANDRÉ BESSETE

Confessor (1845-1937)

Andrés (Alfredo) Bessette, Beato

Andrew (Alfredo) Bessette, Beato

Foi um religioso canadiano, pertencente à Congregação de Santa Cruz.. Nasceu no Quebec, em 29 de Novembro de 1846; morreu em Montreal, 6 de Janeiro de 1937.
Seu nome real foi Alfred Bessette. Filho de uma família humilde e profundamente religiosa; seu pai era armador de carretas, sua mãe se dedicava a educar a seus dez filhos. Tinha nove anos de idade quando seu pai faleceu num trágico acidente de trabalho. Três anos mais tarde morre sua mãe. Trabalhou de sapateiro, padeiro, lavrador, ferreiro, e aos vinte e um anos se foi para os Estados Unidos, onde trabalhou em ranchos e moinhos durante três anos. Ingressou na Congregação de Santa Cruz em 1863 e fez seus votos religiosos em 1866. Se destacou não só por sua humildade, mas também por ser visionário (apareceu-lhe São José em 1900), místico e taumaturgo (tinha o dom de sarar doentes). Tantos foram seus milagres atribuídos em vida ao Irmão Andrés, que não foi isento de polémicas e de certos mal-entendidos que o afectaram emocionalmente.  Foi porteiro do convento de Montreal, e foi o gestor da construção da Basílica Oratório de São José, em 1904 e em que atualmente descansam seus restos.  Morreu em Montreal, em 6 de Janeiro de 1937, com a idade de 92 anos, e sua reputação de homem milagroso se estendeu universalmente, sendo beatificado pelo Papa João Paulo II em 23 de Maio de 1982.

SANTA RAFAELA MARIA DO SAGRADO CORAÇÃO

Religiosa (1850-1925)

Rafaela María del Sagrado Corazón, Santa

Rafaela Maria del Sagrado Corazón, Santa

Co-Fundadora das
Escravas do Sagrado Coração de Jesus

Nasceu perto de Córdova, em Espanha, em 1850; faleceu em Roma, a 6 de Janeiro de 1925. Em 1877 fundara em Córdova, com sua irmã Maria del Pilar, as Escravas do Sagrado Coração de Jesus, dedicadas a adorar o Santíssimo Sacramento e a educar crianças. As Escravas espalharam-se rapidamente, e Rafaela dirigiu-as, com Maria del Pilar como ecónoma geral, até 1893. Neste ano, Maria del Pilar mais velha, convenceu-se que a Irmã errava muito na administração económica; fez campanha e as Religiosas Conselheiras declararam a Maria Rafaela incapaz de governar a Congregação; assim, Maria del Pilar substitui-a no cargo; teve, deste modo, o gosto de ser Superiora-geral durante dez anos (1893-1903). estes dez anos e os 22 seguintes passou-os Rafaela a um canto, esquecida e desprezada, mas feliz por não ter senão que dar bom exemplo e entregar-se continuamente à oração e humildade. Mas, depois que ela morreu, as autoridades eclesiásticas compreenderam o que se tinha passado; foi aberto sem detença o processo de beatificação. Pio XII beatificou.-a em 1952 e Paulo VI canonizou-a em 1977. Do livro Santos de cada dia, de www.jesuitas.pt. Ver também www.es.catholic. e www.santiebeati.it

61502 > Sant' Abo di Tiflis Martire 
91842 >
Sant' Andrea Bessette (Alfredo) Religioso  MR
31350 >
Sant' Andrea Corsini Vescovo  MR
36500 >
San Carlo da Sezze Frate laico francescano  MR
20150 >
Epifania del Signore  - Solennità MR
94084 >
Sant’ Erminoldo di Prufening Abate, martire 
94144 >
Beato Federico Prevosto di St-Vaast d'Arras 
36420 >
San Felice di Nantes Vescovo MR
92333 >
San Giovanni de Ribera  MR
91378 >
Santi Giuliano e Basilissa Martire in Tebaide  MR
58150 >
San Guido (Guy) di Auxerre Vescovo 
36410 >
Beato Macario lo Scozzese Abate  MR
92126 >
San Nilammone Anacoreta 
90048 >
San Pier Tommaso Patriarca latino di Costantinopoli  MR
92297 >
Santa Raffaella Maria del Sacro Cuore (Rafaela Porras y Aillón) Fondatrice MR
93701 >
San Raimondo de Blanes Protomartire mercedario 
92192 >
Beata Rita Amata di Gesù (Rita López de Almeida) Fondatrice

www.santiebeati.it  -  www.es.catholic.  -  www.jesuitas.pt

Recolha, transcrição e tradução (de espanhol para português)

de António Fonseca