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sábado, 8 de janeiro de 2011

Nº 8 - 8 DE JANEIRO DE 2011 - SANTOS DO DIA - 3º ANO

 

Nº 1241 

SÃO PEDRO TOMÁS

Patriarca, mártir (1305-1366)

Como este santo, que foi sucessivamente carmelita, bispo, arcebispo e patriarca, encontramo-nos diante duma interessante combinação de vida religiosa e carreira diplomática. Nascido em 1305 numa aldeola de Périgord, França, Pedro Tomás cedo se fez carmelita. Terminado o noviciado, professou na idade de 20 anos; estudos brilhantes levaram-no, cinco ou seis anos mais tarde, à ordenação sacerdotal. Tomou graus em teologia na Faculdade de Paris e ensinou aos estudantes da sua Ordem. Em 1342, nomeado procurador geral dela, foi residir para Avinhão, onde se encontravam então os Papas antes do cisma do Ocidente. O manejo das incumbências e a reputação de pregador puseram-no depressa em contacto com os membros da corte pontifícia; foi encarregado da oração fúnebre de Clemente VI, que morreu em 1352. Inocêncio VI, sucessor de Clemente, constituiu Pedro Tomás seu legado e enviou-o a Génova em 1353; no ano seguinte, nomeou-o bispo e fê-lo seu representante junto do imperador Carlos IV. Pedro Tomás passou depois à Sérvia para tratar da reconciliação dos cismáticos com a Santa Sé; teve por missão aplanar as dificuldades entre Veneza e a Hungria, e viajou até Constantinopla a fim de negociar a reunião dos ortodoxos com Roma. Seguiu para Jerusalém e passou à ilha de Chipre para regressar a Avinhão. Um facto que mal concorda com os nossos conceitos modernos é ver o papa colocar praticamente um  bispo à frente duma expedição militar. Lembremos, porém, que S. Bernardo comandou cruzados (alguns até ajudaram a reconquistar Lisboa em 1147); e nessa altura, os poderosos turcos, não só ameaçavam Constantinopla que cairia em 1453, pondo termo ao caquético Império Romano do Oriente, mas também a toda a cristandade e até à própria Roma papal. Em 1359, é enviado Pedro Tomás a Constantinopla, acompanhado dum contingente de tropas, com uma soma considerável e o título de legado universal para o oriente, À volta, entrou em relações íntimas com Pedro I, rei de Chipre, que se lançara com todo o entusiasmo na ideia duma nova cruzada contra os Turcos. A santa Sé apoiava-a , mas foi somente em 1365, no pontificado de Urbano V, que ela foi posta em execução, ainda que de maneira imperfeitíssima. Uma força expedicionária atacou Alexandria, e de novo o legado recebera dela a direção. Durante várias horas, os cristãos dominaram a cidade, mas não conseguiram manter-se, e o resultado foi desastroso. O legado, no ponto mais vivo do ataque, mantivera-se, de cruz alçada, no meio dos combatentes; recebeu várias feridas que lhe motivaram a morte alguns meses mais tarde. Reconduzido a Chipre, Pedro Tomás retirou-se para Famagusta. Lá celebrou a festa de Natal, mas pouco depois caiu de cama. Plenamente consciente, quis fazer confissão geral e aconselhou otimamente toda a criadagem. Pediu aos presentes que lhe perdoassem tudo e renovou a profissão de fé. Veio a falecer placidamente a 6 de Janeiro de 1366. Os carmelitas apresentaram-no como um dos ardorosos defensores da Imaculada Conceição. Realmente, num tratado que possuímos, afirma e defende a isenção de pecado original em Maria Santíssima e preconiza os seus outros privilégios. Logo que Pedro Tomás faleceu, vieram milagres proclamar-lhe a santidade; e alguns livros litúrgicos da sua Ordem, apresentam-no até como mártir, pois sucumbiu das consequências dos ferimentos, embora alguns meses mais tarde. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt

• Severino, Santo

Abade (482) - Pregador

Severino, Santo

Severino, Santo

Pregador

Durante o século V o império romano de Ocidente viu-se invadido pouco a pouco pelos visigodos, ostrogodos, vândalos, francos, etc. Na devastação só as autoridades e estruturas cristãs constituíram um ponto firme para a sobrevivência. Este é o contexto histórico eh que se apresenta a figura e a obra de santo Severino, que nasceu de uma nobre família romana no ano 410. Depois de uma estadia no Oriente, em 454 estabeleceu-se perto do Danúbio, onde construiu mosteiros para albergar os habitantes ameaçados e para que, ao mesmo tempo, fossem pontos de irradiação do Evangelho entre as tribos bárbaras.  Inclinado tanto à vida contemplativa e eremítica como à atividade missionária, e favorecido com o carisma da profecia, são Severino fez também previsões sobre o plano humano temporal. Com efeito, compreendeu que o movimento dos jovens povos bárbaros era indestrutível e que a decadente sociedade romana recuperaria seu vigor graças a estas novas forças. Mas era necessário que essas mentes fossem iluminadas pelas verdades do Evangelho, e para isso havia que entrar em contacto direto com elas. Com um gesto valente que lhe fez ganhar a admiração dos rudes guetos, chegou até Comagén, já em mão dos inimigos; sua concreta caridade para com os necessitados lhe conquistou definitivamente o coração simples dos “bárbaros”, começando por dois dos chefes. Gibuldo, rei dos alamanos, tinha-lhe “suma reverência e afecto”, como disse seu biógrafo Eugipo, e o escutava com respeito, dócil como um filho; Flaciteo, rei dos rugos, “o consultava nas empresas perigosas como a um oráculo celestial”. Não faltaram sinais do céu que confirmavam suas palavras. Um dia a nora de Flaciteo, contra o parecer de Severino, o havia convencido de que não desse a liberdade aos prisioneiros; Severino a admoestou energicamente e na mesma noite o sobrinho de Flaciteo caiu prisioneiro de outra tribo bárbara e obteve a liberdade só por intervenção de Severino. Respeitado e amado pela gente humilde como pelos reis e guerreiros, viveu muito pobremente, sem tirar nenhuma vantagem material para si mesmo: vestia a mesma túnica tanto no inverno como no verão, dormia poucas horas encostado no solo e com cilícios, e se diz que na quaresma só comia uma vez por semana. Morreu em 8 de Janeiro do ano 482. Suas veneradas relíquias repousam em Frattamaggiore (Nápoles) junto ao mártir Sosso.

Gúdula, Santa
Janeiro 8 Padroeira de Bruxelas

Gúdula, Santa

Gúdula, Santa

Todos os visitantes de Bruxelas conhecem sua catedral, dedicada a esta virgem que é também padroeira da cidade, mas fora de Bélgica é muito pouco conhecida, e a muitos seu nome lhes soará a estranho e bárbaro, como a obscura e longínqua época em que viveu. Segundo uma biografia da santa, escrita em 1047, Santa Gúdula nasceu no seio de uma aristocrática família franca: seu pai era Witger, duque de Lorena, e sua mãe, Santa Amalberga. A Santa veio ao mundo no ano 650, em Brabante (Pagus Brachatensis), região situada na parte central da atual Bélgica. Sua indecisa silhueta aparece no meio de uma constelação familiar de santos: como temos dito, era filha de santa Amalberga, -  afilhada de santa Gertrudes de Nivelle e irmã de santo Aldeberto e santa Reinalda. Santa Gúdula se educou no convento de Nivelle sob a tutela de sua santa madrinha. Morta Santa Gertrudes em 659, voltou-se Gúdula para a casa paterna. Segundo uns, viveu recolhida no oratório de São Salvador de Moorsel, a poucas milhas de seu povo natal. Segundo outros, permaneceu em casa de seus pais, levando uma vida extraordinária de piedade e recolhimento. Conta a lenda que gostava Santa Gúdula de se dirigir todas as manhãs antes da aurora à capelinha de madeira dedicada a São Salvador, em Moorsel, e que um dia o demónio, furioso de vê-la tão devota; lhe apagou a lanterna que levava na mão. Gúdula se pôs em oração, ajoelhada no barro, e a lâmpada voltou a acender-se milagrosamente. Esta lenda deu lugar ao distintivo iconográfico da Santa: uma lanterna, ás vezes representada por um círio, que a Santa leva na mão, enquanto o demónio dá sinais de raiva a seus pés e um anjo lateral acende de novo o círio. Hubert, o antigo cronista de Lobbes, nos apresenta a Santa Gúdula como uma mulher consagrada em corpo e alma ao socorro do próximo. Voltando um dia da capela de Moorsel, encontrou a uma pobre mulher que levava nos braços um menino de dez anos paralítico de pés e mãos. Gúdula o tomou em suas mãos, o acariciou e rogou fervorosamente a Àquele que disse: "Todo o que pedirdes a meu Pai em meu nome Ele vos concederá" Imediatamente o menino se sentiu curado e começou a dar saltos de alegria. Em outra ocasião veio a seu encontro uma leprosa chamada Emenfreda. A Santa examinou suas chagas, a consolou com doces pensamentos e depois a curou. A notícia de estes prodígios se estendeu rapidamente por toda a região. E uma multidão de desgraçados acudia a ela em busca de socorro. Após breve enfermidade Gúdula morreu, provavelmente em 8 de Janeiro de 712. Hubert nos descreve a desolação das pobres gentes da comarca que estavam acostumadas a ver nela uma espécie de fada protetora. E nos transmite os grandes louvores que as gentes fizeram da Santa com motivo de sua morte. Foi enterrada em Vilvoorde. Depois de algum tempo foi trasladado o corpo de Santa Gúdula a Moorsel, onde se estabeleceu um mosteiro de religiosas que durou pouco tempo. Mais tarde seus restos mortais foram confiados a Carlos de França, filho de Luís, duque da Baja Lorena. Provavelmente em 977. Durante uns sessenta anos o corpo de Santa Gúdula repousou na igreja de São Géry de Bruxelas, então simples capela castrense, construída junto à residência condal. Por fim, o conde de Lovaina, Lamberto II, fez trasladar em 1047 o precioso depósito para a igreja de Molemberg, dedicada a São Miguel, que foi provavelmente a primeira paróquia de Bruxelas e que depois mudou seu nome pelo de Santa Gúdula. Ao mesmo tempo o príncipe erigiu ali um capítulo. Uma antiga nota, que se conserva nos Arquivos Gerais do Reino de Bruxelas, relata a história desta fundação. O martirológio romano celebra a festa de Santa Gúdula em 8 de Janeiro, enquanto que na arquidiocese de Malinas e na diocese de Gante se celebra em 19 do mesmo mês.

• Eurósia Fabris, Beata

Janeiro 8  -  Esposa

Eurosia Fabris, Beata

Eurósia Fabris, Beata

Ela nasceu em Quinto Vicentino, uma pequena aldeia perto da cidade de Vicenza (Itália), em 27 de Setembro de 1866, seus pais eram camponeses. Em 1870 a família mudou-se para Marola, uma outra cidade na província de Vicenza, onde Eurósia passou a vida inteira. Ele só pôde ir à escola dois anos entre 1872 e 1874, e então teve que ajudar o pai no trabalho agrícola e sua mãe nos afazeres domésticos. Na escola, ela aprendeu pelo menos a ler e escrever. Isso permitiu-lhe ler os textos sagrados da Bíblia e alguns outros de conteúdo religioso, como o Catecismo e História Sagrada. Ela ajudou sua mãe no comércio como costureira, de que se tornou uma especialista. Dotada de grandes qualidades humanas e de fé, sempre esteve atenta às necessidades de sua família. Aos doze anos recebeu sua primeira comunhão. Desde aquele dia ela participava em todos os feriados religiosos, pois naquela época não era permitido Comunhão diária. Matriculou-se na associação das Filhas de Maria, na freguesia de Marola. Frequentemente ia a reuniões regulares do grupo e  rapidamente aprendeu os seus estatutos. Ela cultivou uma fervorosa devoção ao Espírito Santo, Cristo crucificado, a Virgem Maria e as almas do Purgatório. Seu amor por Maria foi favorecida pela sua família, incluindo seus amigos da paróquia, ensinando o catecismo às meninas e adolescentes que vinham a sua casa para aprender a arte da costura. Aos dezoito anos ela era uma mulher responsável jovem, piedosa e trabalhadora. Estas virtudes e beleza não se perderam, e recebeu várias propostas de casamento, que não teve em conta. Em 1885, a dolorosa experiência que mudou sua vida: uma vizinho, uma jovem mulher morreu, deixando três filhas muito pequenas, a primeira das quais morreu pouco depois de nascer, a segunda tinha vinte meses, e a terceira, quatro anos. Com Charles, o pai dos órfãos, eles viviam com um tio e avô, doentes crónicos, três homens de diferentes naturezas e muitas vezes em conflito uns com os outros. Durante seis meses, veio Eurósia todas as manhãs para cuidar dos filhos e limpar a casa. Então, seguindo os conselhos de parentes e do pastor, depois de rezar intensamente, concordou em casar com Charles, mas estava consciente dos sacrifícios que eles teriam de enfrentar. Ela sentiu o casamento como a vontade de Deus, que apelou a uma nova missão. O pastor disse mais tarde: "Foi realmente um ato heróico de caridade para com o próximo." O casamento teve lugar no dia 5 de Maio de 1886 e foi coroado com nove crianças. Ela agiu com a maior fidelidade aos deveres de esposa e mãe de profunda comunhão com seu marido, que se tornou o conselheiro e reconfortante, dando terno amor a todos os filhos (seus e do marido) ; intensa vida de oração, o amor de Deus e da devoção à Eucaristia e a Virgem Maria. Ela entrou na Ordem Terceira Franciscana, agora chamada de Ordem Franciscana Secular, e viveu a sua pobreza de espírito e a alegria de trabalhar e de oração, em louvor a Deus, o Criador, fonte de todo bem e toda a nossa esperança. Ela fez  de sua família uma verdadeira igreja doméstica, onde aprendeu a criar seus filhos em oração, obediência, temor de Deus, sacrifício, trabalho duro e as outras virtudes cristãs. Aí se sacrificou dia a dia, como uma lâmpada sobre o altar da caridade. Morreu em 8 de Janeiro de 1932, e foi beatificada pelo Papa Bento XVI em Novembro 6, 2005. Para saber mais alguma coisa sobre isto por favor "click" AQUI

• Lorenzo Justiniano, Santo

Janeiro 8   -  Patriarca de Veneza

Lorenzo Justiniano, Santo

Lorenzo Justiniano, Santo

Martirológio Romano: Na cidade de Veneza (hoje Itália), são Lorenzo Giustiniani, bispo, que ilustrou a esta Igreja com sua doutrina de sabedoria eterna (1456). São Lorenzo nasceu em Veneza em 1381, e desde menino abrigou o desejo de ser santo. Quando tinha dezanove anos sentiu o chamamento de Deus para se consagrar de maneira especial a seu serviço, e por revelação divina se entregou inteiramente à procura da ciência e o amor de Deus. A força de sua resolução para seguir o tortuoso caminho da cruz ficou demonstrada na rigorosa severidade com que tratava a seu corpo e a constante dedicação de sua mente aos assuntos da religião. Em 1406, o santo recebeu a ordenação sacerdotal. O fruto de seu espírito de oração e penitência foi o conhecimento profundo das coisas espirituais e os caminhos interiores da virtude, assim como uma grande destreza e uma enorme prudência na direção das almas. Pouco depois de sua ordenação foi nomeado preboste de São Jorge e, para instruir a seus discípulos, só tratava de lhes inculcar a mais sincera humildade. Em 1433, o Papa Eugénio IV nomeou São Lorenzo para a sede arcebispal de Castello, uma diocese que incluía parte de Veneza. O mesmo, como religioso e como prelado, foi admirável na sua piedade sincera para com Deus e a grandeza de sua caridade para os pobres. São Lorenzo deixou alguns escritos ascéticos muito valiosos; tinha setenta e quatro anos quando escreveu seu último trabalho, titulado "Os Graus de Perfeição". São Lorenzo faleceu em 8 de Janeiro de 1455, mas sua festa se celebra neste dia, em que recebeu sua consagração episcopal. Foi canonizado em 1690.

92124 > Sant' Alberto di Cashel Vescovo  MR
36610 > Sant' Apollinare di Gerapoli Vescovo  MR
36680 > Beato Edoardo Waterson Sacerdote e martire  MR
92123 > Sant' Erardo di Ratisbona Vescovo  MR
92211 > Beata Eurosia Fabris Barban Terziaria francescana )
93930 > Beata Giacobella Maria della Croce Vergine mercedaria 
91628 > San Giorgio il Chozibita Eremita  MR
92856 > Santa Gudula Vergine MR
93931 > Beato Leandro Mercedario 
34500 > San Lorenzo Giustiniani Vescovo  MR
36630 > Santi Luciano, Massimiano e Giuliano Martiri di Beauvais  MR
36700 > San Massimo di Pavia Vescovo MR
36670 > San Nathalan Vescovo dell'Aberdeen-Shire MR
36640 > San Paziente di Metz Vescovo  MR
36600 > San Severino Abate  MR
36620 > Santi Teofilo ed Elladio Martiri  MR

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Recolha, transcrição e tradução de espanhol para português por

António Fonseca