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domingo, 9 de janeiro de 2011

9 de Janeiro de 2011 - Domingo - Batismo do Senhor

 

Do livro A religião de Jesus, de José Mª Castillo, editado por Desclée de Brouver, transcrição traduzida de espanhol para português do texto relativo ao Batismo do Senhor, que se celebra hoje, Domingo, dia 9 de Janeiro de 2011.

Mt 3, 13-17

Naquele tempo, veio Jesus, da Galileia, ter com João, ao Jordão, para ser batizado por ele. João opunha-se dizendo: «Eu é que tenho necessidade de ser batizado por Ti. E Tu vens a mimJesus, porém, respondeu-lhe: «Deixa por agora: Convém que cumpramos assim toda a justiça». João então, permitiu-o. Uma vez batizado, Jesus saiu da água e eis que os céus se Lhe abriram e viu o Espírito de Deus descer como uma pomba e vir sobre Ele, E uma voz vinda do céu, dizia: «Este é o Meu Filho muito Amado, no Qual pus toda a Minha complacência».

1. Na curta história de Jesus, que viveu somente até aos trinta e poucos anos, houve um momento decisivo , que marca um antes e um depois. Até esse momento, Jesus havia sido um humilde e desconhecido trabalhador manual, na humilde aldeia que era então Nazaré. Mas chegou o dia em que Jesus viu que tinha que mudar de vida. Sem dúvida, ele viu que não se tratava simplesmente de ser melhor pessoa, alie em sua casa e no seu trabalho para sempre. Tinha que dar uma orientação diferente à sua tarefa. Provavelmente, ouviu falar de João Baptista, de seu batismo no outro lado do Jordão, dos milhares de pessoas que acorriam para ser batizados para mudar de vida. E Jesus viu que ali estava a chamada para Ele.

2. Que era realmente o batismo de João? 1) Era um ato único, que não se repetia. Portanto, devia ser uma mudança decisiva de vida, para sempre. 2) Não era um ritual de purificação mais, um de tantos entre os muitos que tinham os judeus. 3) Era um banho de imersão na água, não para ficar puro e limpo, mas sim para expressar o “arrependimento”, quer dizer, a mudança de vida. 4) Este gesto era entendido como o “perdão dos pecados” (Mc 1, 4; Lc 3, 3; F. Josefo, Ant. 16, 117), ou seja: estabelecia a correta relação com Deus. 5) A grande novidade de tudo isto estava em que, até então, só o sacerdote no templo, e mediante um sacrifício sagrado, podia perdoar os pecados (J. S. Kselam). Sem embargo, João modifica todo o sistema penitencial de Israel; tira-o do templo, do culto e dos sacerdotes; leva-o para o deserto, e sobretudo, o apresenta de forma que se realiza numa mudança decisiva de vida.

3. Ao batizar-se, Jesus assumiu esse mesmo projeto: pôr a relação com  Deus, no “sagrado”, mas na “vida que procura a honradez e a bondade”. E isso é o que o Céu aprovou, com a descida do Espírito e da voz que dizia. “Este é meu Filho. Isto é o que eu quero”.

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Compilação de António Fonseca

Nº 9 - 9 DE JANEIRO DE 2011 - SANTOS DO DIA - 3º ANO

 

Nº 1242

SANTO ANDRÉ CORSINI

Confessor (1302-1373)

A família dos Corsini era uma das principais de Florença no século XIV. Nicolau Corsini e Peregrina, sua esposa, viveram muito tempo sem filhos: depois de muito rezar, obrigaram-se com voto a consagrar ao senhor aquele que lhes concedesse. A 30 de Novembro de 1302 nasceu-lhes um filho, a que deram o nome de André. Mas este, apesar dos cuidados dos pais, caiu na libertinagem, não pensou senão em divertir-se, sem se ocupar com salvar-se. Peregrina, sua santa mãe, não parava de chorar e de pedir pela conversão dele. Tinha uns 15 anos quando um dia ela lhe disse na amargura da sua alma: “Bem vejo que tu és esse lobo que me foi mostrado em sonhos”. E perguntando-lhe André, cheio de surpresa, o sentido dessas palavras, ela continuou: “Quando eu te trazia no seio, sonhei que daria à luz um lobo, mas que esse lobo, tendo entrado numa igreja, se mudava em cordeiro. O teu pai e eu consagramos-te a Deus e esperamos de ti uma bem diferente maneira de viver”. Estas palavras fizeram em André a mais viva impressão; pensou nelas toda a noite. No dia seguinte, entrou cedo na igreja dos carmelitas, rezou muito tempo diante da imagem de Maria, honrada com o título de Nossa Senhora do Povo, e, sem voltar sequer à casa dos pais, foi pedir ao provincial dos carmelitas que aceitasse admiti-lo entre os seus religiosos. Admitido a vestir o hábito em 1318, fez o noviciado, resistiu corajosamente às solicitações dum tio que desejava vê-lo regressar ao mundo, e pronunciou os votos a 6 de janeiro de 1321. Desde então, redobrou de fervor na prática das virtudes, em particular da humildade; a sua alegria estava em servir os pobres e os doentes, em trabalhar na cozinha e em ir mendigar pelas ruas. Praticava em tudo a obediência, e entregava-se cuidadosamente ao estudo e à oração. Fez rápidos progressos no conhecimento das ciências sagradas. Ordenado sacerdote em 1328, levou a que seus pais pasmassem, indo ele celebrar a Missa Nova num conventinho a sete milhas de Florença, isto para evitar qualquer solenidade exterior que lhe perturbasse o recolhimento e a devoção. Pregou algum tempo em Florença e depois, por ordem dos superiores, dirigiu-se a Paris, a fim de se aperfeiçoar no conhecimento da teologia. No regresso, passou por Avinhão, onde encontrou o seu parente Pedro Corsini, bispo de Volterra, criado mais tarde cardeal pelo papa Urbano V. Passou alguns dias com este prelado e, no intervalo, deu a vista a um cego que pedia esmola à porta duma igreja. Regressando a Florença, foi prior do convento desta cidade. Deus honrou-o com o dom dos milagres e das profecias; os frutos de edificação e de zelo que lhe seguiam os sermões fizeram que fosse considerado o segundo apóstolo da região. Entre os milagres e conversões que realizou, conta-se a volta a Deus de seu primo João Corsini, a quem libertou duma úlcera no pescoço. Vindo a morrer o bispo de Fiésole, vila a uma légua de Florença, o clero, de comum acordo, elegeu em seu lugar o Rev. Padre André. Este, informado da sua eleição, foi-se esconder na cartuxa de Florença. Perdia-se a esperança de o descobrir e pensava-se já fazer segunda eleição, quando uma criança de três anos se apresentou no meio da assembleia dos eleitores e disse: “Deus escolheu André para bispo; está em oração na cartuxa, é lá que o encontrareis”. Ao mesmo tempo, outra criança aparecia ao Padre André para lhe dizer: “Não temas, serei o teu guarda, Maria será em toda a parte a tua ajuda e a tua protetora”. Então o santo religioso foi ao encontro dos que o procuravam. Foi sagrado bispo no começo do ano de 1360. Nada diminuiu nas suas austeridades, usava um cilício e um cinto de ferro; cada dia, após rezar os sete salmos penitenciais, tomava a disciplina até ao sangue rezando as ladainhas. A sua cama era constituída por ramas de videira. Não dava nenhum momento do dia ao recreio, para nada tirar à meditação e à leitura dos Livros Sagrados. Às mulheres falava o menos possível e recusava-se a dar ouvidos aos lisonjeiros. Toda a vida teve um coração compadecido pelas misérias do próximo; mandou fazer a lista dos pobres envergonhados para os ajudar. Na quinta-feira de cada semana, lavava os pés aos pobres que recebia; um dia apareceu um, que recusou este serviço por ter as pernas cobertas de úlceras; André insistiu e, mal tinha acabado o seu trabalho, o homem sentiu-se completamente curado. André assinalava-se em restabelecer as amizades e acalmar as discussões. Urbano V mandou-o como núncio a Bolonha com a missão de restabelecer lá a paz perturbada pelas facções. André conseguiu tudo e encheu a cidade de alegria. Cuidou também de reparar os templos materiais; mandou restaurar a sua catedral, que ameaçava ruína Por fim, tocou para ele a hora da paga. Na noite de Natal, quando celebrava a missa, a Santíssima Virgem apareceu-lhe e anunciou-lhe que no dia de Reis deixaria este mundo para entrar no céu. No dia seguinte, atacou-o a febre, e pôs em ordem os seus assuntos. Na festa da Epifania mandou que lhe trouxessem o saltério rezou com os presentes os símbolos dos Apóstolos, de Niceia e de Santo Atanásio, pronunciou o primeiro versículo do Nunc dimittis, e entregou serenamente a sua alma a Deus (6 de Janeiro de 1373). O corpo de André, tirado secretamente de Fiésole, foi transportado para Florença, para uma esplêndida capela da igreja dos Carmelitas. Os florentinos sentiram muitas vezes os efeitos da sua eficaz proteção . O processo de canonização principiou no tempo de Eugénio IV e terminou em 1629 com Urbano VIII. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuítas.pt

SANTO ADRIANO DE CANTUÁRIA

Abade (710)

Adrián (Adriano) de Canterbury, Santo

Adrián (Adriano) de Canterbury, Santo

Martirológio Romano: Na cidade de Canterbury, em Inglaterra, santo Adriano, abade, o qual, nascido em África, chegou a Inglaterra desde a cidade de Nápoles, da Campânia, e muito preparado em ciências eclesiásticas e civis, educou egregiamente a grande número de discípulos (710). Etimologia: Adrián = Adriano = Aquele que vem do mar, é de origem latino. Santo Adrián havia nascido em África. Era abade de Nérida, perto de Nápoles, quando o Papa São Vitaliano, à morte de Santo Adeodato, arcebispo de Canterbury, o escolheu por sua ciência e virtude para instruir a nação inglesa, ainda jovem na fé. O humilde servo de Deus tratou de declinar a eleição, recomendando a São Teodoro para o cargo, mas mostrou-se disposto a compartilhar os trabalhos da missão. O Papa acedeu a suas súplicas e o nomeou assistente e conselheiro do novo bispo, no qual Santo Adriano conveio gostosamente. São Teodoro o nomeou abade do mosteiro de São Pedro e São Paulo de Canterbury, que mais tarde havia de chamar-se Santo Agostinho, onde nosso santo ensinou o grego, o latim, a ciência dos Padres e, sobretudo, a virtude. Sob Adrián e Teodoro, a influência da escola monástica de Canterbury se estendeu enormemente. Santo Aldelmo acudiu a ela desde Wessex, Oftforo desde Whitby, e outros estudantes desde Irlanda. Era uma escola de Direito Romano e de Ciências eclesiásticas. Santo Beda refere que os discípulos de Santo Adrián conheciam bastante bem o grego e falavam o latim como o inglês. Santo Adrián ilustrou o país com sua doutrina e o exemplo de sua vida, durante trinta e nove anos. Morreu em 9 de Janeiro do ano 710. Goscelino de Canterbury nos deixou uma narração muito interessante da descoberta dos restos de Santo Adrián, que se achavam incorruptos e despediam uma suave fragrância. As recentes escavações confirmam este relato. O túmulo de Santo Adrián se fez famosa pelos milagres nele operados, segundo nos diz Goscelino, citado por Guillermo de Malmesbury.

SANTA MARCIANA

Virgem, mártir (303)

Era virgem consagrada a Deus, que se entristecia e exasperava com a vista dos ídolos. Passando um dia por uma estátua de Diana na praça principal de Cesareia da Mauritânia (Argélia), não pôde resistir a cortar-lhe a cabeça; isto valeu-lhe ser condenada às feras. Os espectadores do teatro admiraram-lhe a coragem. Veio um leão, farejou-a e afastou-se; um touro selvagem espetou-lhe as pontas no peito e lançou-a por terra; veio por último um leopardo que a fez em pedaços e lhe bebeu o sangue. Isto pelo ano de 303. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt

• Eulógio de Córdoba, Santo
Memória Litúrgica,

Eulogio de Cordoba, Santo

Eulógio de Córdoba, Santo

Presbítero e Mártir

Martirológio Romano: Memória litúrgica de santo Eulógio de Córdoba, presbítero e mártir, degolado por sua preclara confissão de Cristo, cujo martírio ocorreu em 11 de março (859).
Etimologicamente: Eulógio = Aquele que fala bem.

Dizem que Santo Eulógio é a maior gloria de Espanha no século nono. Viveu na cidade de Córdoba, que estava ocupada pelos muçulmanos ou maometanos, os quais somente permitiam ir à missa os que pagavam um imposto especial por cada vez que fossem ao templo, e castigavam com pena de morte a que se falasse em público de Jesus Cristo, fora do templo. Nasceu em 800 de uma família que se conservava ferventemente a fé católica no meio da apostasia geral quando a maioria dos católicos havia abandonado a fé por medo ao governo muçulmano. Este santo consegue renovar o fervor pela religião católica em sua cidade e arredores. Seu avô, que se chamava também Eulógio, ensinou-o desde pequeno a que cada vez que o relógio da torre dava as horas, dissesse uma pequena oração, por exemplo: "Meu Deus, vem em meu auxilio, Senhor, vem depressa socorrer-me". Teve por mestre um dos maiores sábios de seu tempo, o famoso Esperaindeo, o qual o formou muito bem em filosofia e outras ciências. Como companheiros de estudos teve Pablo Alvarez, que foi sempre seu grande amigo e escreveu mais tarde a vida de Santo Eulógio com todos os detalhes que logrou ir coleccionado. Seu biógrafo o descreve assim na sua juventude: "Era muito piedoso e muito mortificado. Sobressaía em todas as ciências, mas especialmente no conhecimento da Sagrada Escritura. Seu rosto se conservava sempre amável e alegre. Era tão humilde que quase nunca discutia e sempre se mostrava muito respeitoso com as opiniões dos outros, e o que não fosse contra a Lei de Deus ou a moral, não o contradizia jamais. Seu trato era tão agradável que ganhava a simpatia de todos os que lidavam com ele. Seu descanso preferido era ir a visitar templos, casas de religiosos e hospitais. Os monges tinham-lhe tão grande estima que o chamavam como consultor quando tinham que redigir os Regulamentos de seus conventos. Isto lhe deu ocasião de visitar e conhecer muito bem um grande número de casas religiosas em Espanha". Ordenado de sacerdote se fue a trabajar con un grupo de sacerdotes y pronto empezó a sobresalir por su gran elocuencia al predicar, y por el buen ejemplo de su santa conducta. Dice su biógrafo: "Su mayor afán era tratar de agradar cada día más y más a Dios y dominar las pasiones de su cuerpo". Decía confidencialmente: "Tengo miedo a mis malas obras. Mis pecados me atormentan. Veo su monstruosidad. Medito frecuentemente en el juicio que me espera, y me siento merecedor de fuertes castigos. Apenas me atrevo a mirar el cielo, abrumado por el peso de mi conciencia". Eulogio era un gran lector y por todas partes iba buscando y consiguiendo nuevos libros para leer él y prestar a sus amigos. Logró obtener las obras de San Agustín y de varios otros grandes sabios de la antigüedad (cosa que era dificilísimo en esos tiempos en que los libros se copiaban a mano, y casi nadie sabía leer ni escribir) y nunca se guardaba para él solo los conocimientos que adquiría. Trataba de hacerlos llegar al mayor número posible de amigos y discípulos. Todos los creyentes de Córdoba, especialmente sacerdotes y religiosos se fueron reuniendo alrededor de Eulogio. En el año 850 estalló la persecución contra los católicos de Córdoba. El gobierno musulmán mandó asesinar a un sacerdote y luego a un comerciante católico. Los creyentes más fervorosos se presentaron ante el alcalde de la ciudad para protestar por estas injusticias, y declarar que reconocían como jefe de su religión a Jesucristo y no a Mahoma. Enseguida los mandaron torturar y los hicieron degollar. Murieron jóvenes y viejos, en gran número. Algunos católicos que en otro tiempo habían renegado de la fe por temor, ahora repararon su falta de valor y se presentaron ante los perseguidores y murieron mártires. Algunos más flojos decían que no había que proclamar en público las creencias, pero San Eulogio se puso al frente de los más fervorosos y escribió un libro titulado "Memorial de los mártires", en el cual narra y elogia  Eulogio de Córdoba, Santo con entusiasmo el martirio de  Eulogio de Córdoba, Santo los que murieron por proclamar su fe en Jesucristo. A dos jóvenes católicas las llevaron a la cárcel y las amenazaron con terribles deshonras si no renegaban de su fe. Las dos estaban muy desanimadas. Lo supo San Eulogio y compuso para ellas un precioso librito: "Documento martirial", y les aseguró que el Espíritu Santo les concedería un valor que ellas nunca habían imaginado tener y que no les permitiría perder su honor. Las dos jóvenes proclamaron valientemente su fe en Jesucristo y le escribieron al santo que en el cielo rogarían por él y por los católicos de Córdoba para que no desmayaran de su fe. Fueron martirizada y pasaron gloriosamente de esta vida a la eternidad feliz. El gobierno musulmán mandó a Eulogio a la cárcel y él aprovechó esos meses para dedicarse a meditar, rezar y estudiar. Al fin logra salir de la cárcel, pero encuentra que el gobierno ha destruido los templos, ha acabado con la escuela donde él enseñaba y que sigue persiguiendo a los que creen en Jesús. Eulogio tiene que pasar diez años huyendo de sitio en sitio, por la ciudad y por los campos. Pero va recogiendo los datos de los cristianos que van siendo martirizados y los va publicando, en su "Memorial de los mártires". En el año 858 murió el Arzobispo de Toledo y los sacerdotes y los fieles eligieron a Eulogio para ser el nuevo Arzobispo. Pero el gobierno se opuso. Algo más glorioso le esperaba en seguida: el martirio. Había en Córdoba una joven llamada Lucrecia, hija de mahometanos, que deseaba vivir como católica, pero la ley se lo prohibía y quería hacerla vivir como musulmana. Entonces ella huyó de su casa y ayudada por Eulogio se refugió en casa de católicos. Pero la policía descubrió dónde estaba y el juez decretó pena de muerte para ella y para Eulogio. Llevado nuestro santo al más alto tribunal de la ciudad, uno de los fiscales le dijo: "Que el pueblo ignorante se deje matar por proclamar su fe, lo comprendemos. Pero Tú, el más sabio y apreciado de todos los cristianos de la ciudad, no debes ira sí a la muerte. Te aconsejo que te retractes de tu religión, y así salvarás tu vida". A lo cual Eulogio respondió: "Ah, si supieses los inmensos premios que nos esperan a los que proclamamos nuestra fe en Cristo, no sólo no me dirías que debo dejar mi religión, sino que tu dejarías a Mahoma y empezarías a creer en Jesús. Yo proclamo aquí solemnemente que hasta el último momento quiero ser amador y adorador de Nuestro Señor Jesucristo". Un soldado le abofeteó la mejilla derecha y nuestro santo le presentó la mejilla izquierda y fue nuevamente abofeteado. Luego lo llevaron al lugar de suplicio y le cortaron la cabeza. Poco después martirizaron también a Santa Lucrecia. San Eulogio: ¡Consíguenos un gran entusiasmo por nuestra religión!.

• Lucrécia de Córdoba, Santa

Mártir

Lucrecia de Córdoba, Santa

Lucrécia de Córdoba, Santa

Martirológio Romano: Na cidade de Córdoba, na região hispânica de Andaluzia, memória de santa Lucrécia, virgem e mártir, batizada por santo Eulógio, presbítero e mártir (859). Santa Lucrécia, foi uma donzela cordovesa, filha de pais muçulmanos. Habitava por então em Córdoba Santo Eulógio, varão famoso por sua sabedoria, seus dotes de prudência, e quando era preciso seu arrojo e valentia. A Lucrécia lhe fascinava a ideia de um Deus entregue inteiramente aos homens por amor, com um amor de benevolência, quer dizer, amor de gratuidade absoluta. Querendo instruir-se no cristianismo, acudiu ao santo. Mas nunca teve medo em seu coração. Era consciente de que os pais de Lucrécia se opunham a que deixasse a religião muçulmana. Quando Lucrécia viu que não podia viver com seus pais porque estes lhe faziam a vida impossível, foi para casa de santo Eulógio, que a recebeu com grande caridade, e como tinha muitas ocupações pastorais, a entregou a sua irmã Amilona. Os pais de Lucrécia começaram a buscar a sua filha, cuja desaparição já haviam denunciado aos juízes. Ao encontrá-la, como ela se negasse a abjurar do cristianismo, lhe deram morte decapitando-a e a atiraram ao rio Guadalquivir.

Júlia de la Rena de Certaldo, Beata

Reclusa Agostinha

Julia de la Rena de Certaldo, Beata

Rena Júlia de Certaldo, Beata

Martirológio Romano: Em Certaldo, lugar da Toscana (hoje Itália), beata Júlia de la Rena, da Terceira Ordem de Santo Agostinho, que permaneceu encerrada numa pequena cela junto à igreja, em que viveu só para Deus (1367). Etimologia: Júlia = Nascida no sétimo mês. É de origem latina. Nasce em Toscana (Itália), não distante de Certaldo, em torno ao ano 1320, de pais de nobres vindos a menos. Órfã em sua juventude, passa ao serviço da família Tinolfi, na vizinha cidade de Florença. Após entrar em contacto com os agostinhos e conhecida sua espiritualizar, sem contar vinte anos de idade, solicita e recebe o hábito de agostinha secular. Sentindo-se chamada a uma forma de vida mais radical e austera, em plena flor de sua existência, decide abandonar a cidade e recolher-se num lugar solitário. Volta a Certaldo se aloja num pequeno local contíguo à igreja agostiniana de São Miguel e Santiago, no qual fez abrir duas minúsculas janelas, uma que dava para a igreja para poder assistir às sagradas funções, e a outra para o exterior, por onde receber o alimento que a piedade popular pudesse proporcionar-lhe. E uma vez colocado sobre a parede um grande crucifixo, com solenidade e em presença de numeroso público entre devoto e incrédulo, desde o exterior um mestre pedreiro tapou a entrada. Desde este momento nunca sairá de sua pequena reclusão. Como uma emparedada, viverá segregada do mundo por um período de aproximadamente trinta anos, percorrendo até ao fundo o longo caminho da ascética e da mística. Penitência e oração foram suas ocupações quotidianas. De sua manutenção se encarregavam os habitantes de Certaldo e seus arredores. Tradições populares referem que até os meninos, privando-se de alimentos e guloseimas, corriam em sua ajuda levando-lhe algo de comer, e que Júlia, agradecida e sorridente, em troca, até no inverno os obsequiava com flores frescas. Nada mais se sabe desta intrépida mulher, a não ser a grande veneração para com ela de seus concidadãos por semelhante vida de piedade vivida ante seus próprios olhos. Júlia morre em torno a 1370. Seu culto se iniciou imediatamente depois de sua morte, pois já em 1372 consta a dedicação de um altar na igreja junto à qual havia transcorrido a maior parte de sua vida e onde ao falecer havia sido sepultado seu corpo. Desde 1506 o alcaide concorre com os gastos da festa em honra da beata, a cujo favor várias vezes foi atribuída a libertação de pestes e contágios em toda a comarca. O culto ab immemorabili foi confirmado por Pio VII em 1819.

Alexia (Alicia) le Clerc (María Teresa de Jesus), Beata

Janeiro 9  -  Virgem e Co-fundadora

Alexia (Alicia) le Clerc (María Teresa de Jesús), Beata

Alexia (Alicia) le Clerc (María Teresa de Jesus), Beata

Co-fundadora da Congregação de Canonesas Regulares de Nossa Senhora

Martirológio Romano: Na cidade de Nancy, em França, beata María Teresa de Jesus (Alexia) Le Clerc, virgem, que, junto com são Pedro Fourier, fundou a Congregação de Canonesas Regulares de Nossa Senhora, sob a Regra de santo Agostinho, para a educação das jovens (1622). Nasceu em 2 de Fevereiro de 1576 em Remiremont (França), ducado de Lorena. Sua família ocupava uma posição destacada; mas é pouco o que sabemos da vida de Alexia até aos dezassete anos. A essa idade era uma jovem alta e formosa, ruiva, de constituição delicada, atrativa e inteligente; numa palavra, como o faz notar Mons. Francis Gonne, Alexia era uma jovem sumamente espiritual. Ela mesma, num de seus escritos, nos informa que se distinguia na música e na dança, que era muito popular e que tinha muitos admiradores. Alexia deixa entender que se desvanecia de tudo isto. Aos dezanove anos teve o primeiro dos sonhos que haviam de marcar sua vida. Se viu numa igreja, perto do altar; a seu lado se achava Nossa Senhora, vestida com um hábito religioso desconhecido, falando-lhe: "Vem, filha minha, que eu mesma vou dar-te as boas vindas", lhe dizia. Pouco depois, a família Le Clerc foi a habitar a Hymont. Aí encontrou Alexia a São Pedro Fourier, que era vigário de uma paróquia de Mattaincourt, nas cercanias. Um dia que assistia a  missa nessa paróquia, Alexia ouviu um ruído de tambor e viu o demónio que fazia bailar aos jovens "ébrios de alegria". Nesse instante se operou a conversão de Alexia, que nos diz: "Aí mesmo resolvi não me misturar com semelhante companhia". Na Missa de Natal de 1597, Alexia Le Clerc, Ganthe André, Isabel e Juana de Louvroir se consagraram publicamente a Deus, fundando, sob a Regra de santo Agostinho, a Congregação de Canonesas Regulares de Nossa Senhora. Em 1621, Alexia obteve permissão de renunciar ao cargo de superiora local de Nancy, e entrou num curto período de extraordinária paz, que foi o prelúdio de sua morte. Estava enferma desde tempo atrás. Os médicos a declararam incurável, diagnóstico que desconsolou a toda a Nancy, desde o duque e a duquesa de Lorena até as colegiais e os mendigos. São Pedro Fournier acudiu a toda pressa a Nancy, mas não pôde penetrar na clausura, até que o bispo o autorizou a isso. A ouviu em confissão e a preparou para a passagem "da morte à vida".  A beata se despediu solenemente da comunidade no dia da Epifania, exortando a suas religiosas ao amor e à união.  O  fim chegou em 9 de Janeiro, depois de uma longa agonia. A beata não havia cumprido ainda os quarenta e seis anos. O Papa Pio XII a beatificou em 4 de Maio de 1947.

• Marcelino de Ancona, Santo

  Bispo

Marcelino de Ancona, Santo

Marcelino de Ancona, Santo

Martirológio Romano: Na cidade de Ancona, no Piceno (hoje Itália), são Marcelino, bispo, que, segundo escreveu o papa são Gregório I Magno, por graça de Deus livrou a cidade de um incêndio (s. VI). Etimologia: Marcelino = Aquele que procede de Marte (Deus romano da guerra). Nascido na cidade italiana de Ancona, foi consagrado bispo dessa diocese em redor do ano 550.  Dele escreveu São Gregório Magno referendo que livrou milagrosamente a cidade de Ancona de um grande incêndio. Quando o santo foi levado na sua cadeira, por não poder caminhar, até onde chegava o fogo, as chamas retrocederam e todo o incêndio se consumiu. Faleceu pelo ano 566

• Outros Santos e Beatos

Janeiro 9   -  Completando o Santoral deste dia

Otros Santos y Beatos

São Felan, abade

Na Escócia, São Felan, abade do mosteiro de Santo André, notável por sua vida austera e por ter vivido na solidão (c. 710).

Santo Eustratius "Taumaturgo",  Abade

No Monte Olimpo, na Bitínia (atual Turquia), Santo Eustratius, apelidado "Taumaturgo”, abade de Abgar (século IX).

Santo Honoré de Buzançais, secular

Em Thenezay na região de Poitiers, Aquitânia (atual França), Saint Honore de Buzançais, que, como concessionário, dividia seu dinheiro entre os pobres e foi morto por ladrões que repreendeu (1250).

Santo António Fatati, bispo

Em Ancona, na região Piceno (hoje Itália), Santo Anthony Fatati, Bispo, que em todas as missões confiadas ao Romano Pontífice se manteve cauteloso e equilibrado, austero para si próprio e generoso para com os pobres e necessitados (1484) .

Santa Ágata e Santa Teresa Yi Kim, mártires

Em Seul, uma cidade da Coreia, santas mártires Agatha, virgem, cujos pais também morreram mártires, e Yi Kim Teresa, viúva, que, enquanto estavam presas, foram agredidas primeiro e depois decapitadas (1840).

Beato José Pawlowski e Casimiro Grelewski,

presbíteros e mártires

No campo de concentração de Dachau, perto de Munique, Baviera, Alemanha, beato José Pawlowski e Casimiro Grelewski, presbíteros e mártires, por ser invadida a Polónia durante a guerra foram deportados, e consumaram o seu martírio por enforcamento (1942) .

 

92880 > Sant' Adriano di Canterbury Abate  MR
36755 > Sante Agata Yi e Teresa Kim Martiri MR
92104 > Beata Alessia Le Clerc (Maria Teresa di Gesù) Cofondatrice MR
36745 > Beato Antonio Fatati Vescovo  MR
20160 > Battesimo di Gesù (celebrazione mobile) - Festa MR
36720 > Sant' Eustrazio Abate  MR
93487 > San Fillano Abate  MR
90162 > Beata Giulia Della Rena da Certaldo  MR
36760 > Beati Giuseppe Pawlowski e Casimiro Grelewski Sacerdoti e martiri  MR
36710 > San Marcellino di Ancona Vescovo  MR
36730 > Sant' Onorato di Buzançais  MR

www.es.catholic.  -  www.jesuitas.pt  -  www.santiebeati.it.

Recolha, transcrição e tradução de espanhol para português, por António Fonseca

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