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domingo, 16 de janeiro de 2011

FUTUROS SANTOS PORTUGUESES…

 

Em continuação da tarefa que iniciei em 28 de Dezembro último, e através do livro SANTOS DE CADA DIA – III Volume (2010) e desta vez, fazendo uso do site www.diocese-porto.pt (pois a biografia do livro Santos de Cada Dia, de www.jesuitas.pt. é um bocadinho mais longa).

Este trabalho esteve interrompido durante alguns dias, mas em compensação, vou procurar publicar hoje mais alguns nomes – embora com mensagens curtas… Desculpem-me e Obrigado. António Fonseca


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D. António José de Sousa Barroso (1899 – 1918)

Bispo do Porto

Nasceu a 5 de Novembro de 1854
Faleceu a
31 de Agosto de 1918
Missionário no Ultramar:
1880 – 1889
Bispo de Himéria: 1891 -1897
Bispo de Meliapor: 1897 - 1899
Bispo do Porto: 1899 – 1918


Em Março de 1911 foi destituído do seu cargo de Bispo do Porto, por não acolher as medidas republicanas, situação que se mantém até 1914. Em 1917 novo conflito o afasta da sua cátedra. Deu nova divisão à diocese dividindo-a em 37 distritos.

WWW.DIOCESE-PORTO.PT

D. BERNARDO DE VASCONCELOS

 

bernardo_vasconcelos

 

BERNARDO VAZ LOBO TEIXEIRA DE VASCONCELOS nasceu na Casa do Marvão, em S. Romão do Corgo (Celorico de Basto), em 7 de Julho de 1902. Fez os preparatórios no Colégio de Lamego; estudou na Universidade de Coimbra. foi membro das Conferências de S. Vicente de Paulo; foi redator da revista «Estudos», órgão do CADC (Centro Académico de Democracia Cristã), foi Vice-Presidente da direção do mesmo CADC e Presidente da Liga Eucarística, criada no CADC para vivificar a piedade dos sócios. Em 1924 entrou para a Ordem de S. Bento. Professou em 29-9-1925. Recebeu as Ordens Menores em 5 e 6 de Janeiro de 1929. A sua aspiração maior era subir os degraus do altar e ser sacerdote, mas quis oferecer ao Senhor o sacrifício heroico de ficar privado da dignidade sacerdotal. Deus aceitou o seu sacrifício e D. Bernardo, como ficou sendo chamado como beneditino, foi uma hóstia em sangue, sofrendo em seu corpo os rudes golpes com que Deus o imolou. Sofreu, com a resignação edificante, operações repetidas, dolorosíssimas, que lhe mutilavam a carne, a ponto de ele próprio chamar ao seu corpo uma «casa esburacada»; sofreu raspagens de ossos, extração  quase diária de pus das feridas, que eram chagas abertas no corpo; sofreu a imobilidade na cama, febre persistente, dores de intestinos e de rins, dificuldades de digestão, perturbações do coração. Faleceu em 4 de Julho de 1932, após ter andado durante seis anos em hospitais e sanatórios, no Porto, na Falperra, na Póvoa de Varzim e na Foz do Douro, aos trinta anos de idade, invocando a Santíssima Trindade e dizendo: «Não chorem; eu vou para o céu… Jesus"! Jesus! Eu sou todo de Jesus!…» Desde então, no seu túmulo situado na freguesia onde nasceu, têm acorrido muitos peregrinos invocando a sua intercessão e agradecendo aos favores que, por seu intermédio, têm obtido.

António Fonseca

(seguem em próxima edição, mais nomes…)

Nº 16 - 16 DE JANEIRO DE 2011 - SANTOS DO DIA - 3º ANO


Nº 1249

SÃO BERARDO +

Vital, Pedro, Acúrsio, Adjuto e Otão,

seus Companheiros Mártires Marroquinos

(1220)

SAN BERARDO Y COMPAÑEROS

No capítulo de 1219 resolveu S. Francisco mandar religiosos para todas as partes do mundo, assim dos fiéis como dos infiéis. À Espanha, onde o Miramolim de Marrocos perseguia os cristãos, mandou seis frades italianos: Vital, Berardo, Pedro, Acúrsio, Adjuto e Otão. os dois primeiros e o último eram sacerdotes, Pedro diácono, Adjuto e Acúrsio irmãos leigos. Depois de se despedirem do seu querido Superior, puseram-se a caminho, descalços, segundo a regra do Evangelho, sem dinheiro nem alforge. Chegando ao reino de Aragão, em Espanha, adoeceu Vital, que teve de ficar numa casa de caridade, continuando os outros viagem. Chegaram a Portugal e dirigiram-se a Coimbra, onde estava a rainha D. Urraca, mulher de D. Afonso II, que então reinava. Logo que a rainha soube que tinham chegado, mandou-os chamar, e tratou-os com todas as atenções, perguntando-lhes para onde iam. Os Santos responderam que tinham sido enviados por Frei Francisco, a pregar aos infiéis. De Coimbra foram os Santos a Alenquer, onde já havia um mosteiro de religiosos Franciscanos. Nessa vila receberam da Beata Sancha, filha de D. Sancho I, tudo o que era necessário para a viagem. Passaram a Lisboa e depois a Sevilha, que ainda era dos Mouros. Um dia em que estes festejavam a Maomé, foram os Santos à mesquita e em altas vozes começaram a pregar a doutrina de Jesus. Os Mouros levantaram-se contra eles em grande furor e, com pancadas e injúrias, afastaram-nos para longe, considerando-os como doidos. Vencendo dificuldades, conseguiram chegar até onde estava o rei mouro, o qual lhes perguntou donde eram e quem os mandava ali. Responderam: «Somos cristãos, vimos de Itália e somos enviados pelo Rei dos reis, Jesus Cristo, para salvar a tua alma. Deixa os erros de Maomé, crê em Jesus, verdadeiro Deus, recebe o baptismo em nome da Santíssima Trindade. Se não procederes deste modo, não poderás ser salvo». O Rei mouro, considerando-se ofendido, disse: «Ó homens perdidos, quem vos deu tanto atrevimento para que, na minha presença, digais essas coisas?». Entretanto, mandou que os tirassem da sua presença e que, depois de açoutados, os degolassem. Mas o príncipe, filho do rei de Sevilha, disse ao pai: «Como é que resolvestes, meu pai, mandar matar aqueles homens?» Mandai primeiro chamar os antigos letrados da nossa terra para ver se convencem esses cristãos. Não procedendo assim, é injusto e contra as nossas leis se os mandais matar». Aplacado com estas palavras, o Rei suspendeu a sentença, mas ordenou que os encerrassem numa torre, onde ficariam até resolver o que se faria deles. Depois de muitos tormentos, julgou que já estariam arrependidos, mandou-os chamar e com ameaças e promessas procurou convertê-los à sua falsa religião. Vendo que nada conseguia, ordenou que os carregassem de ferros e os sujeitassem às maiores humilhações. Aconselhou-se pois com os seus letrados sobre o que devia fazer deles. Disseram-lhe que era melhor enviá-los para Marrocos num navio que estava para levantar ferro. Chegaram  os cinco Santos a Marrocos, onde estava o Miramolim, Imperador dos Mouros. Foram acompanhados por um fidalgo castelhano. este levou-os a casa do Infante de Portugal, D. Pedro, irmão de D. Afonso II, que então reinava e, como diz a história, defraudou todos os seus irmãos nos bens que lhes deixara o pai, sendo este o motivo de D. Pedro se retirar para Marrocos. O Infante recebeu-os com muita benignidade e deu-lhes tudo quanto era necessário. Sabendo que os Santos queriam pregar, procurou demovê-los desse propósito, com o receio de que o Imperador se irritasse. Mas eles, notando isto, afastaram-se no dia seguinte sem dizer nada e começaram a pregar aos  mouros com grande fervor. Sabendo que o Miramolim tinha ido visitar as sepulturas reais, esperaram-no fora da cidade e um deles, Berardo, subiu a um alto para melhor ser ouvido pelo Miramolim. Quando este passava, começou a pregar a fé católica. Ouvindo-o, o Imperador ordenou que fossem expulsos das suas terras. O Infante mandou dois homens seus com os Santos, para que os levassem a Ceuta e ali os embarcassem em direção a Portugal. Os santos deixaram, porém, os homens e, voltando a Marrocos, começaram de novo pregar. Sabendo disto o Miramolim mandou-os meter num escuro cárcere. Tirados da masmorra e levados à presença do rei, este ficou muito admirado de os ver tão sãos e robustos, e perguntou a Berardo quem os alimentara no cárcere. O Santo respondeu que, se quisesse saber como foram sustentados, se fizesse cristão e conheceria o grande poder de Deus. Pouco tempo depois, Berardo fez um grande milagre. Presenciado por mouros e cristãos, conseguiu que se tivessem em muita reverência os Santos. Estes começaram de novo a pregar Jesus Cristo. O Rei irou-se muito e mandou-os prender e entregar a um mouro principal da sua corte, ordenando-lhe que os matasse. Tinha este homem presenciado o milagre acima referido, compadeceu-se por isso deles e demorou por alguns dias a execução da sentença, na esperança de que alguns cristãos nobres intercederiam por eles e lhes alcançariam o perdão. Aproveitando a ausência do Rei, soltaram-nos; mas eles somente aproveitaram a liberdade obtida para continuar intrepidamente a sua nobre missão de pregadores do Evangelho. Presos novamente, sofreram os maiores tormentos, mas Deus,  que nunca abandona os seus amigos, visitou-os no cárcere com,consolações também maiores. Uma noite, acordando, os guardas viram uma luz muito intensa que descia sobre os santos e parecia elevá-los ao céu. Ficaram muito aflitos e foram ter com um cristão, também prisioneiro, a quem, disseram não saber que fariam naquelas circunstâncias. O cristão respondeu-lhes: «Sossegai, eles não fugiram, porque os vi louvar ao Senhor durante a noite». Os guardas, não acreditando, foram ao cárcere e encontraram os Santos em oração. De novo foram  levados à presença do Miramolim, onde também mais uma vez confessaram desassombradamente o amor intenso que a Jesus consagravam. Mandou então o Imperador que fossem levados à praça principal desta cidade para ele mesmo os justiçar, a fim de que todos vissem o zelo que tinha pela sua lei e pela honra de Maomé. Separados os Santos, que alegremente se ofereciam ao martírio, fendeu a cabeça pelo meio a cada um com grandes golpes. E não satisfeito, degolou-os cruelmente. Deu-se este glorioso acontecimento a 16 de Janeiro de 1220, uns seis anos antes da morte de S. Francisco de Assis. Na hora do seu glorioso martírio, apareceram na vila de Alenquer à Infanta D. Sancha. Agradeceram-lhe os benefícios que lhes tinha concedido. Os corpos dos mártires foram arrastados pelas ruas por entre os maiores ultrajes. Quiseram queimá-los, mas, por permissão de Deus, o fogo não lhes tocou. Por último, os cristãos, avisados secretamente, puderam, recolher as santas relíquias e levaram-nas ao Infante D. Pedro que as mandou pôr em duas arcas. Pouco depois foram transportadas para Portugal, onde as receberam no meio dum  verdadeiro triunfo. Sabendo D. Afonso que as relíquias estavam já perto de Coimbra, preparou-se com grande devoção e entusiasmo para as ir receber. Conduziram-nas para o Mosteiro de Santa Cruz, onde ainda hoje se encontram. Muitas graças se têm obtido por intercessão desses Mártires gloriosos. S. Francisco de Assis alegrou-se muito ao receber a notícias da morte gloriosa de seus filhos espirituais. Um  jovem que tinha entrado para a ordem de Santo Agostinho, ao assistir à recepção que em Coimbra foi feita às relíquias dos gloriosos Mártires, ficou tão comovido, que resolveu mudar para a Ordem de S. Francisco, a que eles pertenciam. Esse jovem foi o glorioso Santo António. Bento XIV permitiu que a festa destes Santos fosse celebrada em todas as dioceses de Portugal. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas,.pt

BEATO JOSÉ VAZ

Sacerdote (1651-1711)

José Vaz, Beato

José Vaz, Beato

Nasceu em Goa, no ano de 1651, de família católica, e foi ordenado em 1676. Nomeado Vigário de Kanara (sul de Goa), durante a sua estadia nesta região, conquistou a estima da população, que o tinha como verdadeiro «santo asceta». Regressado a Goa, reuniu u  grupo de sacerdotes goeses, com o fim de fundar uma Congregação religiosa, uma vez que as existentes só estavam abertas aos Europeus. Nomeado geral dessa Congregação, acabou por se demitir e partiu para o Ceilão (atual Sri Lanka). Aqui exerceu o seu ministério durante 2 anos, ao fim dos quais teve de fugir, por causa da perseguição dos holandeses à Igreja Católica. O Padre Vaz buscou refúgio em Kandy, zona da religião budista, onde é aceite dado que não combatia as crenças budistas. Com o auxílio dos membros da Congregação por ele fundada em Goa, desenvolveu um intenso apostolado nesta região e ainda na zona costeira, sempre num estilo de vida pobre e desprendido. O Padre Vaz quis que os seus sacerdotes aprendessem as línguas locais (tamil e cingalês) e ele próprio compôs orações, hinos e textos litúrgicos nestas línguas. Não aceitavam retribuições pelo seu trabalho apostólico, nem estipêndios das Missas, ao contrário dos missionários europeus. Só recebiam esmolas, completamente voluntárias e o povo mostrou-se tão generoso com as sobras que ainda conseguiam ajudar os necessitados. O Papa Clemente XI, informado da obra que o Padre José Vaz realizava  quis nomeá-lo bispo, mas ele recusou o cargo. Morreu em Kandy, a 16 de janeiro de 1711, deixando no Ceilão uma fervorosa comunidade católica , composta por 70 000 fiéis. O seu espírito aberto a todos e o seu trabalho sem fronteiras da religião são considerados como pioneiros da atual abertura ecuménica, nascida no Concílio Vaticano II. Foi beatificado por João Paulo II, na visita que o Papa realizou a Colombo, em 1995. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas,.pt.

Se alguém tiver informação relevante para a canonização do Beato José Vaz por favor comunique-se com:

Sanctuary of Blessed Joseph Vaz
413 Blessed Joseph Vaz Road
Sancoale P.O.
Cortalim
Goa, Índia-403 710
phone/0834-550263



XXX Papa (309)

Marcelo I, Santo

Marcelo I, Santo

Martirológio Romano: Em Roma, no cemitério de Priscila, na via Salaria Nova, sepultura de são Marcelo I, papa, que, como recorda o papa são Dâmaso, foi um verdadeiro pastor, pelo que sofreu muito, sendo expulso de sua pátria e morrendo  no desterro por haver sido denunciado falsamente ante o tirano por alguns que desprezavam a penitência que lhes havia imposto (309). Etimologia: Marcelo = relativo ao deus Marte, é de origem latina. O papa são Marcelo I (308-309), foi eleito depois de quatro anos da morte do papa são Marcelino devido à perseguição do imperador Diocleciano (303 a 305). Lhe tocou fazer frente à crise deixada entre os cristãos pela referida perseguição e que por medo ao martírio haviam apostatado de sua fé ou simplesmente abandonado as práticas religiosas, mas agora queriam regressar à  Igreja. Decretou que aqueles que desejavam voltar à Igreja tinham que fazer penitência por haver renegado da fé durante a perseguição. Os que estavam contra esta decisão conseguiram que o imperador Magêncio o desterrasse. Segundo o "Livro Pontifical", o Papa Marcelo hospedou-se na casa de uma laica muito piedosa de nome Marcela, e desde aí, seguiu dirigindo aos cristãos. Ao inteirar-se o Imperador, obrigou ao Pontífice a realizar trabalhos forçados nas cavalariças e casebres imperiais que foram trasladados a essa zona. Morreu no exílio em 16 de Janeiro de 309. Seu corpo foi devolvido a Roma e sepultado no cemitério de Priscila. Durante seu pontificado se dedicou a voltar a edificar os templos destruídos na perseguição. Dividiu Roma em vinte e cinco sectores com um presbítero ou pároco à frente de cada um deles. Seu carácter enérgico, ainda que moderado, levou a que ordenasse que nenhum concílio se pudesse celebrar sem sua autorização explícita.

 


Bispo

Honorato de Arles, Santo

Honorato de Arles, Santo

Martirológio Romano: Em Arlés, cidade da Provença, na Gália (hoje França), santo Honorato, bispo, que estabeleceu o célebre mosteiro na ilha de Lérins e depois aceitou reger a sede de Arlés (429). De família galo-romana e pagã, ele e seu irmão Venâncio se converteram ao cristianismo. Peregrinou a Grécia, onde entrou em contacto com os monges daquelas terras e conheceu seu modo de vida. Sobre o ano 410 regressou à Gália. Desejava residir como ermitão em algum lugar separado e se instalou na ilha Lerina, também chamada ilha São Honorato, uma das ilhas Lérins, frente a Cannes. A ilha era um lugar deserto e inóspito onde abundavam as serpentes. Segundo a tradição, Honorato caiu de joelhos e se pôs a rezar; morrendo todas as serpentes e dando ordem ao mar para que arrastasse seus cadáveres limpando a ilha. Ao cabo de um tempo se lhe uniram outros companheiros e fundou o mosteiro de Lérins, regido pela regra de são Pacómio. A comunidade cresceu e deu vários santos, teólogos e bispos como Hilário de Arlés, Vicente de Lerins, Cesáreo de Arlés, e se converteu num importante foco cultural. Apesar de sua má saúde era muito ativo. Morreu pouco depois de ser eleito arcebispo de Arlés.



Mestre Laico

José Antonio Tovini, Beato

José António Tovini, Beato

Martirológio Romano: Em Brescia, cidade de Itália, beato José António Tovini, que, sendo mestre, se ocupou em erigir numerosas escolas cristãs e em promover a construção de obras públicas, e em toda sua atividade deixou testemunho de sua oração e de suas virtudes (1897). José (Giuseppe) Tovini nasceu em 14 de Março de 1841 em Cividate Camuno, província italiana de Brescia. Recebeu uma educação especialmente austera. Seus estudos estiveram a ponto de se interromper, mas a intervenção do sacerdote Giambattista Malaguzzi, tio materno, lhe conseguiu um posto gratuito no colégio para jovens pobres, fundado em Verona por dom Nicola Mazza. Passou logo ao seminário diocesano, onde foi muito apreciado por companheiros e professores. A morte de seu pai, em 1859, e a difícil situação económica da família - era o mais velho de seis irmãos - o fez abandonar a ideia de se fazer missionário, após grandes lutas interiores. Em 1860 se inscreveu na faculdade de jurisprudência de Pádua: se ajudava fazendo práticas no despacho de um advogado e dando aulas particulares. Em vésperas de se doutorar brilhantemente na universidade de Pavia, morreu sua mãe. Ao terminar seus estudos trabalhou no despacho de um advogado e no de um notário de Lovere. Ao mesmo tempo exerceu o cargo de vice reitor e professor de um colégio municipal, tarefa que desempenhou durante dois anos: era o único que rezava ao começar e terminar as aulas, e comungava cada domingo. Em 1867 se trasladou a Brescia. Ali foi declarado idóneo para o exercício da advocacia e trabalhou desde 1868 com o advogado Corbolani, com cuja filha Emília se casou sete anos mais tarde, em 6 de Janeiro de 1875, decidindo definitivamente sua vocação. Tiveram dez filhos, dos quais um foi jesuíta e duas religiosas. Foi pai solícito e afável, educador atento, que inculcou em seus filhos os princípios da moral católica. De 1871 a 1874 foi alcaide de Cividate, promovendo numerosas iniciativas. Em 1877 ingressou no movimento católico bresciano e participou na fundação do diário «Il Cittadino di Brescia», de cuja direção administrativa e organizativa se ocupou. Nesse mesmo ano participou na formação do comité diocesano da Obra dos congressos, de que foi nomeado presidente (percorreu toda a província para organizar os comités paroquiais); logo, foi sucessivamente presidente do Comité regional lombardo, membro do conselho diretivo, presidente da terceira secção de educação e instrução, membro do Conselho superior e vice-presidente da Obra. Ingressou na Terceira Ordem Franciscana em 1881. Progrediu no exercício das virtudes, em particular nas características da espiritualidade franciscana: a ascese, a simplicidade, a pobreza, a oração e o diálogo respeitoso. Se empenhou muito na política: foi eleito repetidamente conselheiro municipal em Brescia. Favoreceu iniciativas e instituições inspiradas, organizadas, fundadas ou orientadas por ele, através de programas apresentados em congressos católicos italianos, em Brescia e na Lombardia, assim como no âmbito nacional. Susteve e apoiou outras muitas iniciativas de carácter social, como as Caixas de Aforro municipais; propôs a fundação da União diocesana das sociedades agrícolas e das Caixas municipais; fundou em Brescia o Banco de São Paulo e em Milão o Banco Ambrosiano. Mas onde multiplicou seus esforços foi no sector educativo e escolar. Defendeu com afinco o ensino religioso nas escolas para tutelar a fé e moral dos jovens, e a liberdade de ensino; susteve a escola livre, como instrumento eficaz para formar a juventude nas tarefas de responsabilidade civil e social. Promoveu a ereção de círculos universitários católicos e colaborou na fundação da «União Leão XIII» de estudantes de Brescia, de que nasceu a FUCI (Federação de estudantes católicos italianos). Fundou a revista pedagógica e didática «Escola Italiana moderna», de difusão nacional; o semanário «A voz do povo»; o «Boletim dos terceiros franciscanos», etc.; propôs recolher fundos para uma universidade católica. Tratou sempre de que a Igreja tivesse uma presença cada vez mais decisiva no mundo do trabalho, o que o levou a fazer uma propaganda intensa e constante para a fundação das associações obreiras católicas. Em sua última relação pública, falou do apostolado da oração, dirigindo um apaixonado convite à comunhão eucarística. Admira sua grande obra, apesar de sua pouca saúde. Faleceu em 16 de Janeiro de 1897. O beatificou João Paulo II em Brescia em 20 de Setembro de 1998.



Virgem Fundadora

Juana María Condesa Llunch, Beata

Juana María Condesa Llunch, Beata

Fundadora da Congregação de
Servas da Imaculada Conceição Protetoras das Operárias

Martirológio Romano: Em Valência, cidade de Espanha, beata Juana María Condesa Lluch, virgem, a qual, com solícita caridade e espírito de sacrifício para com os pobres, crianças e jovens operárias, se entregou completamente a atendê-los e, para sua tutela, fundou a Congregação de Servas da Imaculada Conceição Protetoras das Obreiras (1916). Juana María Condesa Lluch nasceu em Valência (Espanha) no dia 30 de Março de 1862, no seio de uma família cristã de boa posição sócio-económica. Foi batizada em 31 de Março de 1862 na Igreja de Santo Esteban, lugar onde haviam sido batizados San Vicente Ferrer e San Luis Bertrán. Recebeu uma esmerada formação humana e cristã, que contrastava com a mentalidade racionalista e ilustrada que se abria passagem na sociedade valenciana do momento e que deu lugar a uma onda de descristianização. Na etapa da adolescência e juventude vai reforçando sua vida como cristã, nutrindo-se das devoções religiosas próprias do momento histórico que vive, especialmente a devoção a Jesus Sacramentado, à Imaculada Conceição, a São José e a Santa Teresa, o que por sua vez a leva de forma progressiva a uma maior sensibilidade e compromisso com os mais necessitados. Muito cedo descobre o dom do amor de Deus que se estava derramando abundantemente em seu coração (cf. Rm 5, 5) e faz própria a tarefa de acolher esse dom em sua vida a fim de ser «Santuário de Deus, morada do Espírito» (cf. 1 Co 3, 16). Sua intensa vida de oração, sua constante relação com Deus, foram a força que fez possível que nela amadurecessem os frutos próprios de quem vive segundo o Espírito: a alegria, a humildade, a constância, o domínio de si, a paz, a bondade, a entrega, a laboriosidade, a solidariedade... a fé, a esperança e o amor. Por isso, quem a conheceu a apresentam como uma mulher que «Conseguiu viver o ordinário de forma extraordinária». Tinha apenas 18 anos, quando descobriu que a vontade de Deus sobre sua vida era entregar tudo e entregar-se de todo à causa do Reino através da evangelização e o serviço à mulher obreira, interessando-se pelas condições de vida e laborais destas jovens, realidade sofredora que contemplava desde a estrada que a conduzia desde Valência à praia de Nazaré, onde a família tinha uma casa de descanso e expansão. Em 1884, após vários anos de dificuldades e obstáculos especialmente por parte do então Arcebispo de Valência, o Cardeal Antolín Monescillo, ao considerar que era demasiado jovem para levar a cabo a proposta que lhe fazia de fundar uma Congregação Religiosa, consegue deste a permissão necessária para abrir uma casa que desse acolhida, formação e dignidade às obreiras que, dado o crescente processo de industrialização do século XIX, saíam dos povos para a cidade para trabalhar nas fábricas, onde eram consideradas meros instrumentos de trabalho; «Grande é tua fé e tua constância. Vê e abre um asilo para essas obreiras pelas que com tanta solicitude te interessas e tanto carinho sente teu coração». Uns meses depois, nesta mesma casa se inaugurava uma Escola para filhas de obreiras e outras jovens se uniam a seu projeto compartilhando os mesmos ideais. Desde este momento começava a tomar forma em sua vida o que experimentava como vontade de Deus: «Eu e todo o meu para as obreiras», não se tratava de uma frase feita, era o espaço que possibilitava a chamada de Deus e a resposta de uma pessoa, Juana María Condesa Lluch. Convencida de que sua obra era fruto do Espírito e com o desejo de que fosse uma realidade eclesial, continua insistindo a fim de poder organizar-se como Congregação Religiosa, pois seguir a Cristo, dando a vida por Ele no serviço às obreiras lhe pedia exclusividade, daí sua opção por viver em castidade, em obediência e em pobreza de forma radical. Acrisolada na prova, mas mantendo um espírito sereno, firme e confiado: «Senhor, mantém-me firme junto a tua Cruz», fazendo da fé sua luz, da esperança sua força e do amor sua alma, consegue a Aprovação Diocesana do Instituto em 1892, no qual crescia em membros e se ia estendendo por distintas zonas industriais. Em 1895 emite a Profissão Temporal junto com as primeiras irmãs e em 1911 a Profissão Perpétua, Durante todos estes anos, sua vida a exemplo da Virgem Imaculada, foi uma entrega incondicional à vontade de Deus, fazendo suas as palavras de Maria ante o anúncio do Anjo: «Eis aqui a escrava do Senhor, faça-se em mim segundo tua palavra» (Le 1, 38), palavras que se converteram em chave de espiritualidade e em estilo de vida, até ao ponto de definir-se como «escrava da Escrava do  Senhor» e de dar nome e significatividade à Congregação fundada por ela. Em 16 de Janeiro de 1916, a Madre Juana María Condesa Lluch passava a contemplar o rosto de Deus por toda a eternidade, alcançando seu anseio de santidade, manifestado tantas vezes às irmãs com estas palavras: «Ser santas no céu, sem levantar pó na terra». Expressão que denota que sua vida transcorreu segundo o Espírito de Cristo Jesus, conjugando a mais sublime das experiências, a intimidade com Deus, com o empenho de que a jovem obreira alcançasse também a mais sublime das vocações, ser imagem e semelhança do Criador, e que põe de manifesto seu ser de «Mulher bíblica, cheia de coragem nas eleições e evangélica nas obras», tal como foi definida por uno de los Teólogos Consultores ao estudar suas virtudes. O Instituto nutrido de la firme vontade de sua Fundadora, alcançava el 14 de Abril de 1937 a aprovação temporal pontifícia de S.S. Pío XI e em 27 de Janeiro de 1947 a aprovação definitiva de S.S. Pío XII. A abertura diocesana do Processo de Canonização da Madre Juana María teve lugar em Valência em 1953. Foram declaradas suas virtudes heroicas em 1997 e o dia 5 de Julho de 2002, ante S.S. João Paulo II, foi promulgado o Decreto de aprovação de um milagre atribuído a sua intercessão, sendo beatificada em 23 de Março de 2003 pelo mesmo Papa. Reproduzido com autorização de Vatican.va



 Completando santoral deste dia

Otros Santos y Beatos

São Melas, Bispo e confessor


Na cidade de Rinocorurua, no Egipto, são Melas, bispo, que por sua adesão à fé ortodoxa sofreu o desterro em tempo do imperador ariano Valente, após o qual descansou em paz (c. 390).


São Leobato, abade

Na região de Tours, na Gália Lugdunense (hoje França), comemoração de são Leobato, abade, a quem seu mestre, são Urso, designou como superior do mosteiro recém fundado de Sénevière, o qual governou santamente até sua velhice (s. V).

São Trivério, presbítero e eremita


No lugar de Dombes, no território lugdunense da Gália (hoje França), são Trivério, presbítero e depois eremita (c. 550).

SAN DANACTO

São Danacto ou Danax, mártir


Na cidade de Aulona, em Iliria (hoje Albânia), são Danacto ou Danax, mártir (s. inc.)

SAN JACOBO

São Jacobo, bispo


Em Tarantasia, cidade da Gália Vienense (hoje França), são Jacobo, bispo, discípulo de santo Honorato de Lérins (s. V).

SAN TIZIANO

São Ticiano, bispo

Na cidade de Oderzo, na região de Veneza (hoje Itália), são Ticiano, bispo (s. V).

SAN FURSEO

São Furseo, abade


Em Mazerolles, junto ao rio Alteia, na Gália (hoje França), são Furseo, abade primeiro na Irlanda, depois em Inglaterra e, finalmente, na Gália, onde fundou o mosteiro de Lagny (c. 650).

SANTA JUANA

Santa Juana, monja


Na cidade de Bagno, da Romagna (hoje Itália), santa Juana, que, admitida na Ordem camaldulense, se distinguiu por sua obediência e humildade (1105).




90365 > Santi Berardo, Otone, Pietro, Accursio e Adiuto Protomartiri dell’Ordine dei Frati Minori MR
92713 >
San Dana (Danatte) Martire  MR
92666 >
San Fursa (Furseo) Abate MR
95258 >
Beato Giacomo da Luino 
92661 >
San Giacomo di Tarantasia Protovescovo di Moûtiers MR
92662 >
Santa Giovanna da Bagno di Romagna Monaca camaldolese  MR
91479 >
Beata Giovanna Maria Condesa Lluch MR
91180 >
Beato Giuseppe Tovini Laico cattolico, terziario francescano  MR
38125 >
Beato Giuseppe Vaz Missionario  MR
38160 >
San Leobazio Abate MR
30950 >
San Marcello I Papa  MR
38140 >
San Melas Vescovo di Rhinocolura MR
92664 >
Sant' Onorato di Arles Vescovo MR
95166 >
Sant' Onorato di Fondi Abate 
38150 >
Santa Priscilla di Roma Matrona 
92160 >
San Tiziano di Oderzo Vescovo MR
92665 >
San Triviero (Troverio) Sacerdote MR

www.jesuitas.pt. – www.es.catholic. – www.santiebeati.it

Compilado por António Fonseca

BEATIFICAÇÃO DE JOÃO PAULO II EM MAIO DE 2011

Vaticano anuncia beatificação de João Paulo II

Bento XVI aprovou milagre atribuído ao seu predecessor. Cerimónia acontece a 1 de Maio, Domingo da Divina Misericórdia, no Vaticano

 

Cidade do Vaticano, 14 Jan (Ecclesia) – O Papa Bento XVI aprovou hoje a publicação do decreto que comprova um milagre atribuído à intercessão de João Paulo II (1920-2005), concluindo assim o processo para a sua beatificação.

A sala de imprensa da Santa Sé anunciou, entretanto, que a cerimónia de beatificação vai decorrer a 1 de Maio, Domingo da Divina Misericórdia, no Vaticano, sendo presidida por Bento XVI.

O milagre agora comprovado refere-se à cura da freira francesa Marie Simon Pierre, que sofria da Doença de Parkinson.

A religiosa pertence à congregação das Irmãzinhas das Maternidades Católicas e trabalha em Paris, tendo superado, em 2005, todos os sintomas da doença de que sofria há quatro anos.

A decisão abriu caminho, em definitivo, à beatificação do Papa polaco, que liderou a Igreja Católica entre 1978 e Abril de 2005, quando faleceu.

Bento XVI anunciou no dia 13 de Maio de 2005, quarenta e dois dias após a morte de João Paulo II, o início imediato do processo de canonização de Karol Wojtyla, dispensando o prazo canónico de cinco anos para a promoção da causa.

No dia 8 de Abril desse ano, por ocasião da Missa exequial de João Paulo II, a multidão exclamou por diversas vezes "santo subito" (santo depressa).

Em Dezembro de 2009, o atual Papa assinou o decreto que reconhece as “virtudes heroicas” de Karol Wojtyla, primeiro passo em direção à beatificação.

Recorde-se que, num caso semelhante, o de Madre Teresa de Calcutá, a beatificação aconteceu em 2003, também seis anos após a sua morte.

A data escolhida para a beatificação recorda a celebração litúrgica mais próxima da morte de João Paulo II, que faleceu na véspera da festa da Divina Misericórdia, por ele criada em 2000.

Como o próprio Bento XVI recordou, em 2008, durante o jubileu do ano 2000 "João Paulo II estabeleceu que na igreja inteira o Domingo a seguir à Páscoa passasse a ser denominado também Domingo da Divina Misericórdia".

João Paulo II tornou pública a sua decisão no âmbito da cerimonia de canonização de Faustina Kowalska, religiosa polaca nascida em 1905 e falecida em 1938, "zelosa mensageira de Jesus Misericordioso".

Os trâmites processuais para o reconhecimento do milagre acontecem segundo as normas estabelecidas em 1983.

A legislação estabelece a distinção de dois procedimentos: o diocesano e o da Congregação, dito romano.

O primeiro realiza-se no âmbito da diocese na qual aconteceu o facto: O bispo abre a instrução sobre o pressuposto milagre na qual são reunidas tanto os depoimentos das testemunhas oculares interrogadas por um tribunal devidamente constituído, como a completa documentação clínica e instrumental inerente ao caso.

Num segundo momento, a Congregação para as Causas dos Santos examina os atos processuais recebidos e as eventuais documentações suplementares, pronunciando o juízo de mérito.

O decreto é o ato que conclui o caminho jurídico para a constatação de um milagre.

É um ato jurídico da Congregação para as Causas dos Santos, aprovado pelo Papa, com o qual um facto prodigioso é definido como verdadeiro milagre.

Quando após a beatificação se verifica um outro milagre devidamente reconhecido, então o beato é proclamado “santo”.

A canonização é a confirmação, por parte da Igreja, que um fiel católico é digno de culto público universal (no caso dos beatos, o culto é diocesano) e de ser dado aos fiéis como intercessor e modelo de santidade.

Agência Ecclesia

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Transcrição de António Fonseca