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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

nº 19 - 19 de janeiro de 2011 - santos do dia - 3º ano

 

Nº 1251

SÃO GERMÂNICO

Mártir (156)

Germánico, Santo

Germânico, Santo

Martirológio Romano: Em Esmirna, de Ásia (hoje na Turquia), paixão de são Germânico, mártir de Filadélfia em tempo dos imperadores Marco Antonino e Lúcio Aurélio. Foi discípulo de são Policarpo, ao que precedeu no martírio, e condenado pelo juiz no vigor da primeira juventude, por graça de Deus superou o medo da fragilidade corporal, chegando a provocar ele próprio ao animal que lhe destinaram para seu sacrifício (c. 167). Tudo o que sabemos de São Germânico se reduz  ao que nos diz a carta aos cristãos de Esmirna sobre a perseguição em que foi feito prisioneiro São Policarpo: "Mas demos graças a Deus, porque Germânico triunfou de seus inimigos”.  Com efeito, o muito nobre jovem alentou o valor dos outros com sua constância, e fez frente às feras, em forma admirável. Como o procônsul tratasse de o salvar, rogando-lhe que se apiedasse de sua própria juventude, Germânico, expressou seu desejo de se ver livre da companhia de homens tão descarrilados, E ele mesmo provocou valentemente às feras para que o atacassem. Ao ver a multidão o maravilhoso valor dos cristãos, amados do Senhor e temerosos de Deus, começou a gritar: ¡Morram os inimigos dos deuses! ¡Traí a Policarpo!" Este relato é um dos documentos mais autênticos que possuímos sobre a Igreja primitiva. Eusébio cita este passagem em sua "História Eclesiástica", e o texto completo nos chegou por uma fonte independente. Há que notar que Germânico, ao provocar contra si as feras para se livrar quanto antes da abjecta companhia dos pagãos e judeus, fez realmente o gesto que Santo Ignácio de Antioquia se propunha fazer (ad Rom. 5). O mesmo Martirológio Romano nos faz pensar no exemplo de Santo Ignácio de Antioquia, dizendo que Germânico, "que havia sido moído pelos dentes das feras, mereceu unir-se com o Verdadeiro Pão, Jesus Cristo, morrendo por sua causa".

SÃO CANUTO, rei da Dinamarca

Mártir (1086)

São Canuto IV, filho de Suenon II, nasceu pelos meados do século XI. Já tinha dado provas das suas qualidades de chefe, quando faleceu o pai. Era então eletiva a coroa da Dinamarca e o povo preferia Canuto para suceder ao pai. Mas os grandes temiam o seu valor e a sua vida irrepreensível. Assim caiu a eleição em Haraldo, inexperiente e tímido. Canuto sujeitou-se a ele com toda a prontidão. Mas Haraldo morreu no segundo ano de governo. Deu-se agora, de facto, a sucessão de Canuto. Aplicou-se a expurgar o reino de desordens e vícios, dominou populações inquietas no Norte do país, promoveu o bem-estar do povo, protegeu o clero e fomentou a cristianização. Era, em particular, grande devoto de Nossa Senhora. Os bons inícios em breve tenderam para a ruína, quando os ingleses lhe pediram auxílio contra o normando Guilherme, o Conquistador, que lhes dominara o país. Canuto reuniu um  corpo de tropas. para saldar as despesas feitas, foi preciso impor contribuições à nobreza. Bastantes fidalgos combinaram nada pagar e aproveitaram a ocasião para recusar os dízimos à Igreja. O rei pensou em marchar contra as tropas rebeldes. Mal aconselhado, porém, deteve-se longamente na ilha de Fionia, onde os revoltosos o surpreenderam quase indefeso. Compreendeu que estava perdido, quando ouvia a Missa. Comungou e deu o perdão aos inimigos. depois, virado para o altar de braços em cruz, esperou impávido a morte. Os conjurados entraram na igreja e mataram-no, do mesmo modo que um seu irmão e 17 companheiros fiéis. Isto a 10 de Julho de 1086. Canuto foi considerado mártir pelos seus partidários; o papa Pascoal II (1118), canonizou-o, e ficou sendo padroeiro da Dinamarca. Clemente X (1670-1676), levado pelos muitos milagres atribuídos ao Santo, estendeu a sua festa a toda a Igreja. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt

SÃO MÁRIO e SANTA MARTA (esposa) e

SANTOS ABACO e AUDIFAX (filhos)

Mártires (270)

Mario, Marta, Audifax y Abaco, Santos

Martirológio Romano: Na via Cornélia, no décimo terceiro miliário antes de Roma, no cemitério de Ninfa, santos Mário, Marta, Audifax e Ábaco, mártires (c. s. IV). Etimologia Mário: próprio da gente que pensava descendia do deus Marte, é de origem latina. Marta = senhora, é de origem aramaica. Exemplo de famílias cristãs, São Mário, sua mulher Marta e seus dois filhos, Ábaco e Audifax, da nobreza persa, deixaram sua terra e se dirigiram a Roma, para visitar os sepulcros dos mártires e consolar aos cristãos que sofriam na prisão.  Com a ajuda de um sacerdote, puderam dar cristã sepultura a 260 mártires, cujos corpos estavam decapitados e permaneciam  no campo expostos às inclemências do tempo. Mas enquanto realizavam sua boa obra, foram surpreendidos pelas autoridades romanas e levados ante tribunal. O prefeito Flaviano e o governador Marciano, haveriam realizado o interrogatório.  Durante o império de Décio, este havia ordenado que aqueles que fossem suspeitos de ser cristãos, para não ser condenados a morte deviam fazer um ato de adesão ao culto pagão como adorar a estátua do imperador, ou queimar um grama de incenso ante a estátua de algum deus. Por suposto, Mário e sua família não aceitaram tal coisa e foram decapitados. Se lhes deu sepultura num campo onde logo se edificou uma igreja, meta de inumeráveis peregrinações durante a Idade Média. Peçamos por sua intercessão que nos dê o Senhor gozar da paz nesta terra e encontrar logo a alegria na vida eterna.

SÃO TIAGO SALES e

SÃO GUILHERME SALTAMÓCCHIO (franceses)

SÃO MELCHIOR GRODÉCZ, MARCOSCRISINO

SANTO ESTEVÃO PONGRÁCZ (húngaros) e

SÃO TIAGO BONNAUD, GUILHERME ANTÓNIO DEFAUD e ALEXANDRE CARLOS LANFANT Mais 20 companheiros franceses

Mártires Jesuítas em 1593, 1619 e 1792, respectivamente

A Companhia de Jesus celebra hoje, em Portugal, vinte e sete mártires que morreram pela fé católica após a divisão dos cristãos no século XVI; franceses, Tiago Sales e Guilherme Saltamócchio, em 1593; húngaros, Melchior Grodécz e Estevão Pongrácz, em 1619; e, de novo franceses, Tiago Bonnaud e 22 companheiros, em 1792. Os dois primeiros e os vinbte e três últimos foram beatificados por Pio XI; e os dois húngaros por S. Pio X. (M. Crisino, como se verá, não foi jesuíta).

TIAGO SALES e GUILHERME SALTAMÓCCHIOTiago Sales nasceu em Lezoux, na Alvérnia. Desde criança começou a mostrar admirável devoção à Santíssima Eucaristia e a Nossa Senhora, em cuja congregação se inscreveu ao frequentar o colégio. Aos 17 anos entrou na Companhia de Jesus, vindo a ser, antes do sacerdócio, óptimo professor de filosofia na Universidade de Pont-à-Mousson. Aí também, mas já depois da ordenação, ensinou teologia dois anos. Em fins de 1588, estando fraco de saúde, foi mandado para Dôle, onde recuperou bastante as forças. Em 1590, já se aplicava a ministérios relativamente fáceis e, a seguir, em missões populares, conseguindo nelas grande fruto. E retomou o ensino de teologia, desta vez em Turnon. Mostrava extraordinária devoção à Missa e visitava muitas vezes o Santíssimo, pedindo que lhe fosse concedido derramar o sangue por Cristo nosso Senhor. Em 1592 veio-se-lhe juntar , na mesma Universidade, Guilherme Saltamócchio , que havia de ser companheiro da sua morte gloriosa. Este, nascido em Saint-Germain-l’Herm, de pai italiano e mãe francesa, entrou em 1579 na Companhia de Jesus, como irmão coadjutor. Pouco versado em letras, era fervorosíssimo na oração, dotado de grande simplicidade e de gratidão para oferecer em tudo os seus serviços. Muito empenhado na mortificação, costumava animar-se para esta luta dizendo: «Aguenta, carne, aguenta». Logo que este santíssimo irmão chegou a Tournon, foi dado pelos Superiores como companheiro do Padre Sales, ao ser este enviado a pregar o Advento em Aubenas, na diocese de Vivarais. No dia 6 de Fevereiro de 1593, encontrando-se Tiago e Guilherme em Aubenas, os calvinistas apoderaram-se traiçoeiramente da cidade. E, encontrando estes grades defensores da fé católica numa casa em oração, levaram-nos aos seus chefes. Durante todo o dia, em favor de vários pontos de religião, e sobretudo da presença do corpo e sangue de Cristo na Eucaristia, argumentou demoradamente Sales contra os mestres calvinistas, apresentando-lhes também os seus escritos. Guilherme, porém, na sua ingenuidade, mostrava concordar em todos os pontos, e recusou afastar-se para não deixar de acompanhar o Padre como lhe fora mandado. Os invictos soldados de Cristo, em jejum e tiritando de frio, passaram  também a noite seguinte entre os insolentes soldados. Surgindo o dia 17 de Fevereiro, renovada a acesa discussão sobre o augustíssimo sacramento da Eucaristia, foram os dois levados para um largo. Tiago foi alvejado com uma arcabuzada , uma punhalada no peito e outra no pescoço. O irmão Guilherme recebeu 18 punhaladas. O primeiro ainda não completara 37 anos, o segundo acabava de entrar no trigésimo sexto. Foram os dois beatificados por Pio XI em 1926.

BEATOS MÁRTIRES MARCOS CRISINO, ESTEVÃO PONGRÁCZ e MELCHIOR GRÓDECZ. com Marcos Crisino, natural da Croácia e antigo aluno do Colégio Germânico-Húngaro em Roma e depois cónego de Gran, na Hungria, sofreram cruel martírio em 1619, em Cassóvia, nesta mesma Nação, os Padres Jesuítas Estêvão Pongrácz e Melchior Gródecz. Póngracz nasceu no ano de 1582 de família húngara. Recebida educação cristã muito esmerada e formação literária, sentiu-se chamado à Companhia de Jesus para ajudar os seus concidadãos a resistir às heresias de Lutero e Calvino. Terminados com muito louvor os estudos filosóficos e teológicos, foi mandado em 1615 para Homona, na sua pátria, para reforçar o povo na fé e na piedade, e reconduzir os hereges ao catolicismo. Com grande fervor e não menor prudência exerceu esta missão por cerca de quatro anos. Sobretudo em Cassóvia, para onde foi chamado pelo governador, manteve a prática da vida católica. Do mesmo modo e para a mesma cidade foi chamado Melchior Gródecz, natural da Silésia, destinado sobretudo a ocupar-ser dos soldados da guarnição. Estando estes três a dar largas ao grande zelo apostólico, aconteceu que Jorge Rakóczi, chamado pelos hereges, conquistou Cassóvia. E logo mandou que os três sacerdotes católicos fossem guardados à vista por soldados; entretanto ocupou-se o conselho da cidade de lhes dar a morte. E assim, depois da meia noite entre o dia 6 e o dia 7 de setembro de 1619, os algozes enviados começaram por, com uma maça de ferro, lançar por terra Póngracz. E em seguida foram-no também os outros dois com murros, pontapés, bofetadas e outros ataques, enquanto eles repetiam gemendo os nomes de Jesus e de Maria. Crisino rejeitou constantemente a esperança de salvação que lhe era oferecida em nome de Rakóczi, no caso de abandonar a fé católica. Então, com archotes passaram a queimá-los nus e suspensos do tecto, até que, desfeitas as paredes dos corpos, as entranhas se espalharam. Por último, indo já nascendo o dia, depois de os desprenderem das traves, cortam a cabeça a Crisino e Gródecz. ferem duas vezes Póngracz com um alfange e, julgando-o morto, lançam-no numa cloaca juntamente com os corpos dos outros. Este, todavia, respirava ainda e só passadas mais de vinte horas, exterminado pelas feridas e pelo fedor, voou para o céu. Os corpos deles, sepultados em Tirnávia, junto da igreja das Ursulinas, tornaram-se célebres, durante mais de dois séculos, por muitos milagres. Provados estes e juntamente o martírio, o papa S. Pio X, em 1905, incluiu os três denodados atletas de Cristo no catálogo dos Beatos.

BEATO TIAGO JÚLIO BONNAUD, GUILHERME ANTÓNIO DEFAUD e ALEXANDRE CARLOS LANFANT. A revolução que deflagrou na França, no fim do século XVIII, mostrou-se violenta não só contra o Rei e os pobres, mas sobretudo contra a Igreja e os ministros dela. O que se manifestou não só noutros tempos mas sobretudo no princípio do mês de Setembro de 1792, quando 3 Bispos, numerosos sacerdotes, tanto seculares como religiosos, e alguns fiéis foram sacrificados em ódio à fé com morte cruel, por causa do iníquo juramento por eles negados com toda a constância. Todos eles, 191, incluiu o Papa Pio XI no catálogo dos Beatos Mártires. Entre estas Bem-aventuradas vítimas, pode com razão a Companhia de Jesus apresentar 23 sacerdotes. Tinham pertencido à antiga Companhia, extinta em 1773; mas exercendo vários ministérios sagrados, eram reconhecidos por muitos como constantes possuidores do espírito inaciano: e por isso não raro eram tanto mais perseguidos quanto mais pareciam relíquias vivas da velha Ordem. Catorze deles foram mortos no convento dos Carmelitas, a 2 de Setembro; 7 no seminário de S. Firmino, no dia 3; e os dois últimos mereceram a mesma coroa do martírio, um no dia 4, na cadeia “La Force”, e o outro no dia 5, junto da abadia de S. Germano. Neste purpúreo grupo inaciano sobressaiam principalmente três homens; Tiago Júlio Bonnaud, nascido na arquidiocese de S. Dinis. Vigário geral do Arcebispo de Lião, o qual sempre resistiu tenazmente às lais iniquas e orientou o clero a si confiado com a palavra e o exemplo; Guilherme António Delfaud, Arcipreste da diocese de Pèrigueux e Sarlat,que,na Assembleia legislativa em que era deputado, defendeu com intrepidez os direitos da Igreja; e Alexandre Carlos Lanfant, natural de Lião, exímio pregador da palavra divina, que a propôs na corte e ainda, ao que se diz, foi confessor régio. Mas também os outros na totalidade, sendo insignes por zelo apostólico e dotados de virtudes sacerdotais, lutaram até ao fim por Cristo e conseguiram vitória com Cristo. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt.

• Macário o Grande, Santo

 Abade

Macario el Grande, Santo

Macário o Grande, Santo

Martirológio Romano: Comemoração de são Macário o Grande, presbítero e abade do mosteiro de Scete, no Egipto, que, considerando-se morto para o mundo, vivia só para Deus, ensinando-o assim a seus monges (c. 390). Etimologia: Macário = Aquele que encontrou a felicidade, é de origem grega. Macário nasceu no alto Egipto, pelo ano 300, e passou sua juventude como pastor. Movido por uma intensa graça, se retirou do mundo muito cedo, confinando-se numa estreita cela, onde repartia seu tempo entre a oração, as práticas de penitência e a fabricação de esteiras. Uma mulher o acusou falsamente de que havia tentado fazer-lhe violência. Em resultado disso, Macário foi arrastado pelas ruas, espancado e tratado de hipócrita disfarçado de monge. Tudo sofreu com paciência, e ainda enviou à mulher o produto de seu trabalho, dizendo a si próprio: "Macário, agora tens que trabalhar mais, pois tens que sustentar a outro". Mas Deus deu a conhecer sua inocência: a mulher que o havia caluniado não pôde dar a luz, até que revelou o nome do verdadeiro pai da criança. Com isso, o furor do povo se tornou em admiração pela humildade e paciência do santo. Para fugir da estima dos homens, Macário refugiou-se no vasto e melancólico deserto de Scete, quando tinha ao redor de trinta anos. Aí viveu sessenta anos e foi o pai espiritual de inumeráveis servidores de Deus que se confiaram à sua direção e governaram suas vidas com as regras que ele lhes traçou. Todos viviam em ermidas separadas. Só um discípulo de Macário vivia com ele e se encarregava de receber aos visitantes. Um bispo egípcio mandou a Macário que recebesse a ordenação sacerdotal a fim de que pudesse celebrar os divinos mistérios para seus ermitãos. Mais tarde, quando os ermitãos se multiplicaram, foram construídas quatro igrejas, atendidas por outros tantos sacerdotes. As austeridades de Macário eram incríveis. Só comia uma vez por semana. Numa ocasião, seu discípulo Evágrio, ao vê-lo torturado pela sede, lhe rogou que tomasse um pouco de água; mas Macário se limitou a descansar brevemente na sombra, dizendo-lhe: "Nestes vinte anos, jamais comi, bebi, ou dormi o suficiente para satisfazer a minha natureza". Seu corpo estava debilitado e tremente; seu rosto, pálido. Para contradizer suas inclinações, não recusava beber um pouco de vinho, quando outros lhe pediam, mas depois se abstinha de toda bebida durante dois ou três dias. Em vista do que, seus discípulos decidiram impedir que os visitantes lhe oferecessem vinho. Macário empregava poucas palavras em seus conselhos, e recomendava o silêncio, o retiro e a contínua oração - sobretudo esta última - a toda classe de pessoas. Costumava dizer: "Na oração não faz falta dizer muitas coisas nem empregar palavras escolhidas. Basta repetir sinceramente: Senhor, dá-me as graças que Tu sabes que necessito. Ou melhor: Deus meu, ajuda-me". Sua mansidão e paciência eram extraordinárias, e conseguiram a conversão de um sacerdote pagão e de muitos outros. Macário ordenou a um jovem que lhe pedia conselhos que fosse a um cemitério a insultar os mortos e a louvá-los. Quando voltou o jovem, Macário lhe perguntou que lhe haviam respondido os defuntos. "Os mortos não contestaram a meus insultos, nem a meus louvores", lhe disse o jovem. "Pois bem, - lhe aconselhou Macário -, faz tu o mesmo e não te deixes impressionar nem pelos insultos, nem pelos louvores. Só morrendo para o mundo e para ti mesmo, poderás começar a servir a Cristo". A outro lhe aconselhou: "Está pronto a receber da mão de Deus a pobreza, tão alegremente como a abundância; assim dominarás tuas paixões e vencerás ao demónio". Como certo monge se queixara de que na solidão sofria grandes tentações para quebrar o jejum, enquanto que no mosteiro o suportava gozosamente, Macário lhe disse: "O jejum resulta agradável quando outros o veem, mas é muito duro quando está oculto aos olhares dos homens". Um ermitão que sofria de fortes tentações de impureza, foi a consultar a Macário. O santo, depois de examinar o caso, chegou o convencimento de que as tentações se deviam à indolência do ermitão; assim pois, o aconselhou que não comesse nunca antes da queda do sol, que se entregasse à contemplação durante o trabalho, e que trabalhasse sem cessar. O outro seguiu estes conselhos e se viu livre de suas tentações. Deus revelou a Macário que não era tão perfeito como duas mulheres casadas que viviam na cidade. O santo foi a visitá-las para averiguar os meios que empregavam para santificar-se, e descobriu que nunca diziam palavras ociosas nem ásperas; que viviam em humildade, paciência e caridade, acomodando-se ao humor de seus maridos, e que santificavam todas suas ações com a oração, consagrando à glória de Deus todas suas forças corporais e espirituais. Um herege da seita dos hieracitas, que negavam a ressurreição dos mortos, havia inquietado em sua fé a vários cristãos. Sozomeno, Paladio e Rufino relatam que São Macário ressuscitou a um morto para confirmar a esses cristãos em sua fé. Segundo Cassiano, o santo limitou-se a fazer falar ao morto e lhe ordenou que esperasse a ressurreição no sepulcro. Lúcio, bispo ariano que havia usurpado a sede de Alexandria, enviou tropas ao deserto para que dispersassem aos piedosos monges, alguns dos quais selaram com seu sangue o testemunho da sua fé. Os principais ascetas. Isidoro, Pambo, os dois Macários e alguns outros, foram desterrados para uma pequena ilha do delta do Nilo, rodeada de pântanos. O exemplo e a pregação dos homens de Deus converteu a todos os habitantes da ilha, que eram pagãos. Lúcio autorizou mais tarde os monges a retornar a suas celas. Sentindo que se acercava o seu fim, Macário fez uma visita aos monges de Nitria e os exortou, com palavras tão sentidas, que estes se ajoelharam a seus pés chorando. "Sim, irmãos, -- lhes disse Macário --, deixemos que nossos olhos derramem rios de lágrimas nesta vida, para que não vamos ao sítio em que as lágrimas alimentam o fogo da tortura". Macário foi chamado por Deus aos noventa anos, depois de haver passado sessenta no deserto de Scete. Segundo o testemunho de Cassiano, Macário foi o primeiro anacoreta deste vasto deserto. Alguns autores sustentam que foi discípulo de Santo António, que vivia a uns quinze dias de viagem do sítio onde estava Macário. Nos ritos copta e arménio, o Canon da missa comemora a São Macário.

• Macário o Alexandrino, Santo

Presbítero e Abade

Macario el Alejandrino, Santo

Macário o Alexandrino, Santo

Martirológio Romano: Comemoração de são Macário, chamado Alexandrino, presbítero e abade nas montanhas de Scete, no Egipto (s. V). Este varão santíssimo, ainda que tenha nascido no Egipto, foi presbítero de Alexandria. Fez-se discípulo do grande Padre santo António abade, e saiu tão perfeito, que santo António lhe disse que o Espírito Santo havia repousado sobre ele, e que ele seria herdeiro de suas virtudes. Sabendo que os monges Tabemesioras não comiam em toda a Quaresma coisa que houvesse chegado ao fogo, ele fez o mesmo por espaço de sete anos. Enviaram uma vez a são Macário umas uvas muito frescas e saborosas: teve vontade de comer delas, mas para vencer aquele gosto e apetite não as quis tocar; antes as enviou a outro monge que estava enfermo; recebeu-as este com agradecimento, e por se mortificar tampouco as comeu, mas enviou-as a outro monge; e em suma as uvas andaram de mão em mão por todos os monges e voltaram a são Macário, o qual deu graças ao Senhor pela virtude de todos aqueles santos.  Para vencer o sono que lhe estorvava a oração, esteve vinte noites sem se encostar debaixo de telhado; e vendo-se uma vez tentado do espírito da fornicação, passou seis meses nu em carne num lugar onde havia inumeráveis e grandes mosquitos, os quais deixaram seu corpo tão lastimável, que parecia um leproso. Caminhou vinte dias por um deserto sem comer bocado, e estando fatigado e desmaiado o proveu o Senhor milagrosamente de sustento. Uma vez cavando num poço lhe mordeu uma serpente: tomou-a o santo nas mãos e fê-la em pedaços sem receber lesão alguma. Acreditou nosso Senhor em sua santidade com o dom de milagres, e entre muitos enfermos que curou, veio a ele um clérigo de missa, que estava com um câncer na cabeça, tão disforme, que se comia toda; mas o santo monge pôs as mãos sobre ele, e o enviou são a sua casa. Sendo já velho, se foi dissimulado para o mosteiro de São Pacómio, no qual viviam cerca de mil e quatrocentos monges. Sete dias tardaram em recebê-lo, alegando que por sua velhice não poderia levar os trabalhos que levavam os jovens. Mas foi tal a austeridade de sua vida, que espantou a todos os religiosos, parecendo-lhes que era mais que homem. Finalmente, cheio de virtudes e merecimentos, morreu de idade muito avançada pelos anos 394 da era de Cristo, deixando os monges preciosíssimos documentos de altíssima perfeição. A vida deste santo a escreveu Paládio, que morou três anos com ele na solidão.

• Basiano, Santo

  Bispo

Basiano, Santo

Basiano, Santo

Martirológio Romano: Na cidade de Lodi, na Ligúria (hoje Itália), comemoração de são Basiano, bispo, que lutou energicamente, junto com santo Ambrósio de Milão, para proteger a sua grei da heresia dos arianos, que ainda persistia na sua diocese (409). Basiano nasceu na Sicília, em tempo do imperador Constantino. Seu pai, que era idólatra, o enviou a Roma porque queria prepará-lo para que chegasse a ser seu sucessor no governo de Siracusa. Mas o jovem ouviu falar dos cristãos e se interessou por sua religião. A estudou com empenho, se converteu e foi batizado por um santo sacerdote chamado Gordiano. Quando o pai se inteirou desta conversão, se pôs furioso. Enviou emissários a Roma para fazer apostatar a seu filho e obrigá-lo a regressar a Siracusa. Basiano estava fazendo oração na igreja de São João Baptista, quando um venerável ancião o avisou do perigo. Fugiu para Ravena, onde o bispo o consagrou sacerdote e o agregou ao serviço de sua Igreja.  No ano 376, morto o bispo de Lodi, Basiano, de cinquenta e cinco anos de idade, foi eleito para o suceder. Recebeu a consagração episcopal no primeiro de Janeiro de 377. Dois factos prodigiosos assinalam sua primeira entrada em Lodi: a cura de vários leprosos e a promessa feita por uma voz celestial de que, daí em diante, nenhum dos povoadores dessa cidade padeceria de lepra. Na Idade Média se mantinha a crença de que os bispos de Lodi teriam uma perna com chagas de lepra, para preservar assim a seu rebanho. Este detalhe o desconheceram Tillemont e os bolandistas. Basiano foi amigo pessoal de Santo Ambrósio de Milão. Com ele combateu aos arianos e assistiram juntos à maior parte dos concílios da Gália Cisalpina. Basiano foi quem acompanhou a Ambrósio em seu leito de morte e que cumpriu com ele os últimos deveres. Morreu Basiano em 19 de Janeiro de 412. Em 4 de Novembro de 1163 houve uma translação de suas relíquias.

BEATO MARCELO SPÍNOLA MAESTRE

Bispo (1835-1906)

Marcelo Spínola y Maestre, Beato

Marcelo Spínola e Mestre, Beato

Bispo e
Fundador da Congregação das Escravas do Divino Coração

Martirológio Romano: Na cidade de Sevilha, em Espanha, beato Marcelo Spínola e Maestre, bispo, que fundou círculos de operários para melhorar a sociedade humana, trabalhou pela verdade e pela equidade, e abriu sua casa aos menosprezados (1906).Nasceu em 14 de Janeiro de 1835 na ilha São Fernando, diocese de Cádiz (Espanha), seus pais foram o Marquez Dom Juan Spínola e Dona Antónia Maestre e Osorno, Em 29 de Junho de 1856, obtém a Licenciatura em Direito pela Universidade de Sevilha. Estabelece bufete em Huelva, ao serviço gratuito dos pobres, e exerce ali como advogado até que passa a Sanlúcar de Barrameda, por destino de seu pai comandante de Marinha.  É ordenado sacerdote em 21 de Maio de 1864, em Sevilha. Celebra sua primeira missa na igreja de são Felipe Neri da mesma cidade, em 3 de Junho, festividade do Coração de Jesus. Durante seus primeiros anos de sacerdócio é capelão da Igreja da Merced em Sanlúcar de Barrameda. É nomeado pelo cardeal Lastra pároco de São Lorenzo de Sevilha, e exerce como tal desde 17 de Março de 1871 até 28 de Maio de 1879, em que o arcebispo Joaquín Lluch o nomeia canónico da Santa Igreja Catedral de Sevilha. Nomeado por Leão XIII para a diocese de Coria (Cáceres), no Consistório de 10 de Novembro de 1884, ocupa a diocese de 7 de Março de 1885 a 5 de Agosto de 1886, sendo imediatamente destinado à diocese de Málaga de 16 de Setembro de 1886 a 8 de Fevereiro de 1896, e posteriormente preconizado para arcebispo de Sevilha, cargo que ocupa desde 11 de Fevereiro de 1896 a 19 de Janeiro de 1906, para ser nomeado cardeal por Pio X, no consistório de 11 de Dezembro de 1905. Em 31 de Dezembro de 1905, sua Majestade o rei de Espanha, Afonso XIII, lhe impõe o barrete cardinalício. Fundou em Coria (Cáceres) em 1885 a Congregação das Escravas do Divino Coração junto com a Serva de Deus, Madre Célia Méndez e Delgado. Em 19 de Janeiro de 1906, na cidade de Sevilha, partiu para casa de Nosso Pai. Sua santidade João Paulo II, em sua visita a Sevilha em 5 de Novembro de 1982, orou ante seu sepulcro, que visitou expressamente. Foi beatificado por João Paulo II em Roma em 29 de Março de 1987.

• Outros Santos e Beatos

 Completando o santoral deste dia

Otros Santos y Beatos

São João, bispo

Na cidade de Ravena, na Flaminia (hoje Itália), são João, bispo, o qual, durante a guerra contra os lombardos que agitava toda Itália, proveu otimamente às necessidades de sua Igreja, como narra são Gregório I Magno, papa, que lhe enviou seu livro da Regra Pastoral (595).

São Remigio, bispo

Em Rouen, cidade de Neustria (hoje França), são Remígio, bispo, irmão do rei Pepino, que se preocupou por introduzir o modo romano no canto da salmodia (c. 762).

Santo Arsénio, bispo

Na ilha de Corfú, na Grécia, santo Arsénio, bispo, que foi um pastor completamente dedicado a sua grei e assíduo na oração noturna (s. X).

SAN 
PONCIANO

São Ponciano, mártir

Perto de Spoleto, cidade da Umbria (hoje Itália), são Ponciano, mártir, que foi duramente açoitado com varas e, finalmente, degolado por sua fé em Cristo, em tempo do imperador Antonino (s. II).

SANTAS LIBERADA y FAUSTINA

Santas Liberata e Faustina, monjas

Em Como, cidade de Lombardía (hoje Itália), santas Liberada e Faustina, irmãs e vírgens, que fundaram o mosteiro de Santa Margarita (580).

SAN LAUNOMARO

São Launomaro, abade

Perto de Carnuto (Chartres), de Neustria (hoje França), são Launomaro, abade do mosteiro de Corbión, que havia fundado ele próprio na solidão de Perche (c. 593).

 

95174 > Sante Archelaide, Tecla e Susanna Martiri di Salerno 
90684 > Sant' Arsenio di Corfù Vescovo MR
41800 > San Bassiano Vescovo  MR
90219 > San Catello Vescovo 
94096 > San Deodato di Saint-Diè Vescovo 
93934 > Beata Elisabetta Berti Vedova 
91583 > Santa Faustina di Como Beneditina  MR
38325 > San Germanico Martire  MR
38320 > San Giovanni di Ravenna Vescovo  MR
94524 > San Godone di Novalesa Abate 
38310 > San Launomaro Abate di Corbion  MR
91418 > Santa Liberata di Como Vergine benedettina  MR
37975 > San Macario il Grande Abate di Scete  MR
38290 > San Macario l'Alessandrino Monaco  MR
91814 > Beato Marcello Spinola y Maestre Vescovo  MR
38300 > Santi Mario, Marta, Abaco e Audiface Martiri a Roma  MR
91277 > San Ponziano di Spoleto Martire  MR
38330 > San Remigio Arcivescovo di Rouen  MR

www.santiebeati.it; www.es.catholic; www.jesuitas.pt

Compilação de António Fonseca