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domingo, 23 de janeiro de 2011

Nº 23 - 23 DE JANEIRO DE 2011 - SANTOS DO DIA - 3º ANO

 

Nº 1255

SANTO ILDEFONSO

Bispo (606-667)

Ildefonso, Santo

Ildefonso, Santo

Ildefonso (forma original de Afonso) pertencia a uma família de sangue real. Nasceu em Toledo, a 8 de Dezembro de 606; foi por intercessão de Maria que os pais obtiveram do céu este filho de bênção. Julga-se que ele recebeu em Sevilha lições de Santo Isidoro: aprendeu ao menos a desprezar o mundo. Logo que voltou a casa, pediu para ser recebido como monge no mosteiro da Agália, perto de Toledo. Depois da morte dos pais, vendo-se na posse de avultados bens, consagrou toda a sua herança à fundação dum mosteiro de religiosas. Heládio, bispo de Toledo, elevou Ildefonso ao diaconado e, por morte de Adeodato, abade de Agália, foi eleito Ildefonso para lhe suceder; como tal, assistiu aos concílios de Toledo de 653 e 655. Pelos fins de 657, tendo morrido Eugénio II, bispo de Toledo, foi escolhido pelo clero e pelos fiéis como único digno de suceder ao prelado defunto. Mas ele pensava bem diferentemente, tanto que principiou por se esconder num canto do mosteiro. Mas obrigaram-no a sair pela força e levaram-no escoltado para a cidade, a fim de ser consagrado bispo. Desde que foi investido no seu cargo, Ildefonso nada omitiu para manter no rebanho a pureza dos costumes e a integridade da fé. Às funções apostólicas da pregação juntou obras que escreveu. A mais considerável, poder-se-ia mesmo dizer que a única obra de Ildefonso, é o livro sobre a virgindade perpétua de Maria, estabelecida contra Joviniano, Helvécio e um judeu. Nesta obra, dum estilo conciso e sentencioso, encontram-se vestígios bem sensíveis da sua piedade; mostra, contra Joviniano, que Maria conservou a virgindade no parto; contra Helvécio, que Maria ficou virgem depois do parto; e contra os judeus, que Maria concebeu sem perder a virgindade. No dia de Santa Leocádia (ver 9 de Dezembro), esta mártir célebre, de quem Ildefonso desejava intensamente encontrar as relíquias, dignou-se manifestar-se-lhe, indicou o lugar onde repousava o seu corpo e terminou com  estas palavras: “Ildefonso, por ti é mantida a minha soberana, que reina no alto dos céus!” Era alusão ao livro sobre a virgindade de Maria. Ildefonso foi ardoroso propagandista da festa de 18 de Dezembro, designada mais tarde pelo nome de Expectação do divino parto de Maria. Antes das matinas desta solenidade, aconteceu-lhe um  ano levantar-se bem cedo a fim de ir para a igreja com o seu clero. As pessoas que abriam o cortejo viram repentinamente um clarão e recuaram de espanto. Ildefonso passou entre as fileiras e, ao entrar no santuário, a Santíssima Virgem apareceu-lhe sentada num trono, rodeada de virgens vindas do céu à terra para nesta executarem os cânticos do paraíso. E Maria Santíssima, convidando Ildefonso a aproximar-se do trono, revestiu-o duma casula magnifica, dizendo-lhe: “Tu és o meu  capelão e o meu fiel notário, recebe esta casula que o meu Filho te envia”. Em memória deste facto, o 10º Concílio de Toledo (656) estabeleceu uma festa para o dia 21 de janeiro com o título de Descida da Santíssima Virgem e aparição a Santo Ildefonso. Ildefonso morreu a 23 de Janeiro de 667. O corpo, sepultado na igreja de santa Leocádia, foi depois, com medo dos Mouros, transferido para Samora, onde foi venerado até 888. Enterrado debaixo das ruínas e esquecido durante 500 anos, foi levantado da terra e exposto de novo, para a veneração dos fiéis, em 1400. Do livro SANTOS DE CADA DIA, DE WWW.JESUITAS.PT. Ver também www.es.catholic e www.santiebeati.it

• Emerenciana, Santa
Mártir

Emerenciana, Santa

Emerenciana, Santa

Martirológio Romano: Em Roma, no cemitério Maior da via Nomentana, santa Emerenciana, mártir (c. s. IV). Segundo o Martirológio Romano e a lição do breviário deste dia, Santa Emerenciana era irmã de leite de Santa Inês. Eram, pois, da mesma idade aproximadamente, mas Emerenciana era catecúmena (cristã conversa que ainda não havia recebido o baptismo).  Dois dias depois do martírio de Santa Inês, Santa Emerenciana morreu apedrejada, quando se achava orando junto à tumba de sua irmã de leite. Nessa forma recebeu o baptismo de sangue.  Este relato, que constitui uma espécie de apêndice das "atas" de Santa Inês, não pode tomar-se à letra; mas existem provas de que uma mártir chamada Emerenciana esteve originalmente sepultada no "Coemeterium majus". O dito cemitério está um pouco mais distante da Via Nomentana que o sítio em que foi erigida a basílica de Santa Inês. Segundo parece, se celebrava a Santa Emerenciana em 16 de Setembro, junto com os santos Victor, Félix e Alejandro; mas por alguma razão, seus restos foram trasladados posteriormente à basílica de Santa Inês e assim, a lenda relacionou a ambas santas.

 

SÃO JOÃO ESMOLER

Bispo (616)

Tendo sido funcionário imperial, enviuvou e veio a ser patriarca de Alexandria pelo ano de 610. “Quantos são aqui os meus senhores? – perguntou ao chegar. Quero saber quantos pobres temos; são os meus senhores, pois representam aqui na terra Nosso Senhor e dependerá deles que eu venha a entrar no seu reino” (Mt 25, 34-46). Afinal vieram a encontrar 7 500 e todos ficaram a receber desde então, cada dia, uma boa esmola. A quem lhe vinha dizer que havia batoteiros e mandriões, João respondia: “Se não fósseis tão curiosos, não o saberíeis. Curai-vos da vossa curiosidade e deixar-me-eis tranquilo a este propósito. Prefiro ser enganado dez vezes a violar uma vez a lei da caridade”. O milagre foi que seu cofre nunca se esvaziou; não se admirava com isso, uma vez que Deus enche tão facilmente cofres como desloca montanhas. A um pescador, a quem ele acabava de substituir a velha barca e se confundia em agradecimentos, dizia: “Agradecer-me-ás depois de eu ter derramado o meu sangue por ti; até então agradeçamos, os dois juntos, a Nosso senhor Jesus Cristo”. Ninguém tinha coragem para lhe negar fosse o quer fosse. Alguns costumavam sair da Igreja antes do fim das cerimónias. Pois ele partiu também logo do altar e, de báculo na mão e com os paramentos pontifícios, veio-se juntar a eles diante da igreja. Disse-lhes: “Meus filhos, um  pastor deve estar com o seu rebanho, por isso venho ter convosco; mas não é verdade que não vamos ficar aqui? Se não, uma vez que não me posso cortar em dois, que iria ser das minhas ovelhas que estão lá dentro?”. Desde então, toda a gente, para sair, esperava o fim da Missa. Nasceu na ilha de Chipre. Expulso de Alexandria pela invasão persa de 619, refugiou-se na sua ilha e lá morreu uns meses depois. Do livro SANTOS DE CADA DIA, DE WWW.JESUITAS.PT.

Outros Santos e Beatos
  Completando o santoral deste dia

Otros Santos y Beatos

Santos Severiano e Aquila, mártires

Em Cesareia de Mauritânia (hoje Argélia), santos mártires Severiano e Aquila, esposos, que foram queimados vivos (s. III).

Santos Clemente, bispo, e Agatángelo, mártires

Em Ancira, cidade de Galácia (hoje Turquia), santos Clemente, bispo, e Agatángelo, mártires (s. IV).

Santo Amásio, bispo

Em Teano, cidade da Campânia (hoje Itália), comemoração de santo Amásio, bispo (c. 356).

Santo Mainbodo, eremita

Em Dampierre, perto de Besançon, na Borgonha (hoje França), santo Mainbodo, oriundo de Hibernia (hoje Irlanda), o qual, peregrino e eremita, foi assassinado por uns ladrões (c. s. VIII).

Santo Andrés Chong (Tyong) Hwagyong,

catequista mártir

Na cidade de Seul, na Coreia, santo Andrés Chong (Tyong) Hwagyong, catequista e mártir, que colaborou com o santo bispo Lorenzo Imbert, fazendo de sua casa um refúgio para os cristãos e, por esta razão, foi ferido cruelmente e estrangulado na cadeia (1840).

38520 > Sant' Amasio Vescovo  MR
38560 > Sant' Andrea Chong (Tyong) Hwa-Gyong Catechista e martire  MR
93023 > Santi Clemente ed Agatangelo Martiri  MR
38500 > Sant' Emerenziana Vergine e martire  MR
93943 > Beato Giovanni Infante Mercedario
38600 > Sant' Ildefonso (Idelfonso) da Toledo Vescovo  MR
38540 > San Maimbodo  MR
91970 > Beata Margherita Molli Mistica 
94548 > Santa Messalina di Foligno Martire 
92428 > Santi Severiano e Aquila Sposi, martiri  MR

http://es.catholic.net/santoral; www.santiebeati.it; www.jesuitas.pt  

Recolha, transcrição e tradução de espanhol para português por António Fonseca

23 DE JANEIRO DE 2011 – 3º DOMINGO DO TEMPO COMUM - CICLO A - 2010/2011

 

 

Do livro A Religião de Jesus, de José Mª CastilloComentário ao Evangelho do diaCiclo A (2010-2011)Edição de Desclée De Brouwer – Henao, 6 – 48009 Bilbaowww.edesclee.cominfo@edesclee.com: tradução de espanhol para português, por António Fonseca

 

22 de Janeiro  -  DOMINGO  -  3º DO TEMPO COMUM

 

Mt 4, 12-17

 

Tendo ouvido dizer que João fora preso, retirou-Se para a Galileia. Depois, abandonando Nazaré, foi habitar em Cafarnaum, cidade situada à beira-mar na região de Zabulão e Nefetali,para que se cumprisse o que o profeta Isaías anunciara: «Terra de Zabulão e Nefetali, caminho do mar, além do Jordão, Galileia dos gentios. O povo que jazia nas trevas viu uma grande luz, e aos que jaziam na sombria região da morte, surgiu-lhes uma luz"». A partir desse momento, Jesus começou a pregar, dizendo: «Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus».
 
1. Muitos dos leitores atuais dos evangelhos não concedem especial importância ao facto de Jesus ter decidido ir à Galileia e ficar ali até pouco antes da sua paixão e morte. É verdade que o evangelho de João fala de várias visitas de Jesus a Jerusalém. Mas isso deve-se à particular teologia do IV Evangelho. O mais seguro historicamente é que Jesus exerceu quase todo o seu ministério apostólico na Galileia.
 
2. Galileia era uma região tão pobre, tão abandonada e tão mal vista, no tempo de Jesus e bastante depois, que chamar a alguém “galileu” era um insulto. Desprezivelmente, aos seguidores de Jesus, antes de os chamarem “cristãos, eram tratados por “galileus” (Act 2, 7). E muito mais tarde, no século IV, o imperador Juliano, para ofender os cristãos, falava da “loucura dos galileus” (Epist. 83, a Artabio). Além disso, os galileus não observavam as obrigações relativas ao Templo (M. Naderim 2, 4). Daí que aos galileus tinham-nos por impuros, ignorantes e com quem não se devia manter relações (TB Pesahim 49b). Até se fez famosa a exclamação de Yojanán ben Zakkai: “Galileia, Galileia, tu odeias a Torah” (TJ Sabbat 15d) – (M. Pérez Fernández). E a tudo isto há que somar as frequentes revoltas políticas que se produziam na Galileia, o que fazia mais suspeitas as suas gentes. Sabe-se que Pilatos mandou assassinar um grupo de galileus que ofereciam sacrifícios religiosos (Lc 13, 1).
 
3. Pois bem, Jesus viu que com essa gente era com quem devia conviver e entre eles apresentar o seu Evangelho. Naquele país de “pagãos” de “escuridão e restos de morte” (Is 8, 23; 9, 1), ali precisamente foi onde Jesus escolheu viver e conviver. Porquê? Uma vez mais encontramos o critério básico de Jesus: a salvação vem de baixo, como a história se faz desde as vítimas. Se estamos em baixo na vida, se somos vítimas de tantas coisas, desde aí nos convertemos em fonte de luz e de futuro”.

www.edescleee.com

 

Compilação e tradução de

 

António Fonseca