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terça-feira, 25 de janeiro de 2011

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25 de JANEIRO de 2011 – TERÇA-FEIRA - A CONVERSÃO DE SÃO PAULO

 

 

Do livro A Religião de Jesus, de José Mª CastilloComentário ao Evangelho do diaCiclo A (2010-2011)Edição de Desclée De Brouwer – Henao, 6 – 48009 Bilbaowww.edesclee.cominfo@edesclee.com: tradução de espanhol para português, por António Fonseca

 

25 de Janeiro  -  TERÇA-FEIRA -  A CONVERSÃO DE SÃO PAULO 
 
MC 16, 15-18

 

Naquele tempo apareceu Jesus aos Onze e disse-lhes: «Ide pelo mundo inteiro e anunciai a Boa Nova a toda a criatura. Quem acreditar e for batizado será salvo, mas quem  não acreditar será condenado. Eis os milagres que acompanharão aqueles que a creditarem: Em Meu nome expulsarão os demónios, falarão línguas novas, apanharão serpentes com as mãos e, se ingerirem alguma bebida mortífera, não sofrerão nenhum mal: imporão as mãos sobre os enfermos e eles recuperarão a saúde”.
 
1. O Apóstolo Paulo refere-se várias vezes ao episódio de sua “conversão” (Gal 1, 11-16; 1 Cor 9, 1; 15, 8; 2 Cor 4, 6). E Lucas, no livro dos Actos refere o mesmo em três ocasiões (9, 1-19: 22, 3-21; 26, 9-18). É evidente que esta mudança de vida, em Paulo, teve uma importância enorme para a vida da Igreja primitiva. Todos estes textos se referem à visão e à experiência que teve Paulo de Cristo ressuscitado. Paulo, portanto, não conheceu Jesus na terra. Daí que as preocupações de Paulo estiveram centradas na morte e na ressurreição de Jesus Cristo, não na vida terrena de Jesus. E mais, Paulo chega a dizer que o Cristosegundo a carne” (e o homem terreno Jesus) não lhe interessa (2 Cor 5, 16). Portanto, a “Cristologia” de Paulo” é inevitavelmente incompleta. E centrada, mais na salvação eterna, que na salvação histórica e temporal, pela qual tanto trabalhou Jesus.
 
2.  Sem dúvida, a grandeza de Paulo está em que tirou o cristianismo dos limites inevitavelmente reduzidos do judaísmo. E por isso pôde fazer do incipiente movimento de Jesus uma “religião” universal da humanidade (H. Kung). Além disso, Paulo contribuiu decisivamente para organizar o cristianismo como uma instituição e um projeto viável ao alcance das massas (R. Aguirre). Por isso é acertado recordar hoje este texto do evangelho de Marcos, que foi acrescentado ao evangelho original no século II.
 
 
3. Este evangelho não anuncia a existência do inferno. Nem diz que necessariamente haja pessoas condenadas. Só indica que se alguém resistir a acreditar, se perderá. Pois não sabemos se alguém morreu em tais condições. Nem sabemos em que pode consistir essa “condenação”. O importante deste evangelho está nos “sinais” pelos quais se verá se uma pessoa tem fé; se liberta das forças do mal, se fala de maneira que se pode fazer entender por todo o mundo, se supera o que a todos os mortais lhes dá medo,  e sobretudo se passa pela vida liberto da dor e das penas os que sofrem.

www.edescleee.com

 

Compilação e tradução de

 

António Fonseca

Nº 25 - 25 DE JANEIRO DE 2011 - SANTOS DO DIA - 3º ANO

Nº 1257

(conclusão do Oitavário pela unidade da Igreja)

A Conversão de S. PAULO

Festa Litúrgica,

La conversión de San Pablo

A conversão de São Paulo

Festa
Janeiro 25

Foram tão grandes os benefícios que a Igreja recebeu da poderosa mão de Deus pelo ministério de S. Paulo que, em sinal de agradecimento, quis  celebrar particularmente a memória da conversão do glorioso Apóstolo. Estabeleceu, pois, a Igreja uma festa para dar graças a Deus pela conversão deste Apóstolo, pela sua divina vocação e pela sua missão especial de pregar o Evangelho aos Gentios. Estes três favores, que Jesus Cristo fez a S. Paulo no momento da sua conversão, constituem o objecto principal desta festividade. Com efeito, se entre o povo judaico era celebrado solenemente o dia aniversário das grandes vitórias que tinham sido muito vantajosas para o estado, que vitória houve já, que fosse tão frutuosa para a Igreja e lhe sujeitasse tantos povos, como a que Jesus Cristo alcançou do mais furioso perseguidor dos fiéis, e pela qual do seu maior inimigo fez o mais valoroso defensor da sua Lei, um vaso de eleição, o doutor das gentes, e finalmente num dos seus maiores Apóstolos? Saulo, que depois tomou o nome de Paulo, era judeu de nação, da tribo de Benjamim, e tinha nascido em Tarso, capital da Cilícia. Seu pai professava a seita farisaica, isto é, pertencia ao número daqueles judeus que faziam profissão de ser os mais exatos observantes da lei e de seguir a moral mais rígida e severa. Pelo nascimento era ele cidadão romano, por ser um dos privilégios da cidade de Tarso, que era Município de Roma, título mais nobre que o de Colónia, em atenção a que nas guerras civis se tinha declarado sempre por Júlio César e depois por Augusto, até tomar o nome de Juliópolis. Os primeiros anos da infância passou-os em Tarso, estudando as ciências gregas, que aí eram ensinadas do mesmo modo que em Alexandria e em Atenas. Como Saulo fosse dotado de muito engenho e amor ao estudo, seus pais enviaram-no para Jerusalém, onde aprendeu na escola de Gamaliel, célebre doutor da lei, que o instruiu com esmero em tudo quanto pertencia à religião, costumes e cerimónias dos judeus. Não foram infrutuosos os seus estudos; tornaram-no dentro de pouco tempo zelosíssimo na observância da lei, de procedimento irrepreensível e um dos mais ardentes e obstinados defensores da seita dos fariseus. Zelo tão intenso pelas cerimónias de seus pais não podia deixar de fazer dele um irreconciliável inimigo da religião cristã, e como tal se declarou logo. Supõe-se que foi Saulo um dos judeus da Cilícia que se levantaram contra Santo Estêvão e disputaram contra ele. Pelo menos é indubitável que foi dos que com mais ardor clamaram pela sua morte, e que desejou ter o gosto de guardar as capas dos que o apedrejavam, como diz Santo Agostinho, para o fazer pelas mãos de todos. O sangue deste primeiro Mártir acendeu ainda mais a raiva e irritou a cólera dos judeus. Por isso trataram de excitar uma horrível perseguição contra a Igreja de Jerusalém. Nesta guerra assinalou-se Saulo. Animava-o um zelo que parecia furor. Vendo-se aplaudido e autorizado pelos da sua nação, nada era capaz de o deter. Entrava pelas casas, arrancava delas todos os que suspeitasse serem cristãos, metia-os nos cárceres e carregava-os de cadeias. A sua raiva contra os fiéis crescia à medida dos resultados. Obteve facilmente do sumo sacerdote Caifás poderes discricionários para fazer exata pesquisa de todos os cristãos, com faculdade de os castigar. Entrava em todas as sinagogas, mandava açoitar cruelmente a quantos criam em Jesus Cristo e punha em execução todos os meios possíveis para os obrigar a blasfemar do seu santo Nome. Era olhado como furioso perseguidor dos cristãos, como inimigo jurado de Jesus Cristo e açoite dos seus fiéis servos. Só o nome de Saulo aterrava! Dir-se-ia que os limites da Judeia, da Galileia e de toda a Palestina, eram muito estreitos para conter o zelo, ou antes a fúria, deste perseguidor desesperado. Todo ele era ameaças, todo sangue e morte, quando ouvia o nome de cristão. Chegando ao seu conhecimento que em Damasco, célebre cidade da outra parte do monte Líbano, dia a dia aumentava o número dos discípulos do Salvador, pediu ao príncipe dos sacerdotes cartas para aquelas sinagogas, autorizando-o a prender todos os cristãos que encontrasse e a conduzi-los para Jerusalém, onde os podia mandar punir mais livremente. Achava-se já a duas ou três léguas daquela cidade, quando, em pleno meio-dia, viu baixar do céu uma luz mais resplandecente que o próprio sol, a qual o cercou. Caindo em terra, Saulo ouviu uma voz que lhe dizia em hebraico: Saulo, Saulo, porque Me persegues? Então Saulo, mais atónito ainda, perguntou: Quem sois , Senhor? E a mesma voz respondeu: Eu sou Jesus, a quem tu persegues: duro é para ti recalcitrar contra o aguilhão. Saulo, tremendo e espavorido, replicou: Senhor, que quereis que eu faça? E o Senhor respondeu-lhe: Levanta-te, entra na cidade, e aí se te dirá o que convém fazer. Enquanto isto se passava, os que iam em companhia de Saulo estavam espantados. Ouviam sim a voz, mas sem ver ninguém. Levantou-se então Saulo e, tendo os olhos abertos, nada enxergava. Desta maneira, guiando-o pela mão, introduziram-no em, Damasco. Esteve aí três dias, cego, sem comer nem beber. Vivia naquele tempo em Damasco um discípulo de Cristo, chamado Ananias, homem de grande piedade e a quem todos, mesmo os judeus, veneravam. Apareceu-lhe o Senhor em visão e disse-lhe: Levanta-te, e vai à rua que se chama Direita,e procura em casa de Judas a um chamado Saulo de Tarso, porque ele está ali orando. Ananias, espantado ao ouvir o nome de Saulo, respondeu: Senhor, tenho ouvido a muitos, a respeito deste homem, quantos males tem feito aos vossos santos em Jerusalém,. Aqui mesmo tem poder dos príncipes dos sacerdotes para prender todos aqueles que invocam o vosso nome. Vai, replicou o Senhor, porque este é para mim um vaso escolhido, para levar o meu nome diante dos gentios, dos reis e dos filhos de Israel. Além de que eu lhe mostrarei quanto é necessário que ele padeça em meu nome. Obedeceu Ananias à voz de Deus e, procurando Saulo no lugar indicado, pôs as mãos sobre ele, dizendo: Saulo, irmão, o Senhor Jesus, que te apareceu no caminho por onde vinhas, me enviou para que recebas a vista e sejas cheio do Espírito Santo. Imediatamente caíram dos olhos de Saulo umas escamas e logo começou a ver com toda a claridade. Levantou.se cheio de alegria e dos mais vivos sentimentos de gratidão e amor. Ananias declarou-lhe então que o Senhor lhe tinha dado a entender com respeito à sua vocação, e batizou-o. Tendo ambos dado graças a Deus, Saulo tomou alimento e ficou confortado. esteve depois alguns dias com os discípulos que havia em Damasco. Crê-se que a esse tempo contava cerca de 36 anos de idade. Antes de sair de Damasco, pregou na sinagoga que Jesus, a quem ele havia perseguido, era o verdadeiro Messias, Filho eterno de Deus vivo. É fácil imaginar a admiração com que o ouviram aqueles que, poucos dias antes, o tinham visto perseguir tão raivosamente a religião cristã e sabiam que Saulo viera a Damasco para aprisionar todos os que a professavam. Há muitos séculos já que se fixou a festa da Conversão de S. Paulo no dia 25 de Janeiro. Tem por origem uma trasladação do corpo do santo.

Do Livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt. Ver também www.es.catholic, www.santiebeati,it, além de muitos escritos e transcrições que foram feitos para este blogue, durante o Ano Paulino que decorreu entre 29 de Junho de 2008 a 29 de Junho de 2009 (celebração do 2000º aniversário de S. Paulo) através de livros como (Um ano a caminhar com São Paulo) – (Um ano com S. Paulo) – (Paulo de Tarso na estrada de Damasco) – (Eu Paulo…), etc., etc..

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• Enrique Suso, Beato

  Dominicano

Enrique Suso, Beato

Enrique Suso, Beato

Martirológio Romano: Em Ulm, cidade de Suabia (hoje Alemanha), beato Enrique Suso, presbítero da Ordem de Pregadores, que suportou pacientemente muitos contratempos e enfermidades, compôs um tratado sobre a sabedoria eterna e pregou amiudadamente sobre o Nome de Jesus (1366). Etimologicamente: Enrique = Aquele que é o caudilho de sua morada, é de origem germânica. Místico alemão, nasceu em Constanza em 21 de Março provavelmente de 1295; morreu em Ulm, em 25 de Janeiro de 1366; foi declarado Beato em 1831 por Gregório XVI. Seu pai pertenceu a uma nobre família de Berg; sua mãe, uma santa mulher da qual ele tomou seu nome, a uma família de Sus (ou Süs, daí o nome Suso ou Susso). Aos treze anos de idade ingressou no convento dos Dominicanos em Constanza, onde realizou estudos de preparatória, filosofia e teologia. De 1324 a 1327 tomou um curso suplementário de teologia no Estudo Geral dos Dominicanos em Colónia, onde se sentou aos pés de Johann Eckhart "o Mestre", e provavelmente foi condiscípulo de Tauler, ambos célebres místicos. De regresso a Constanza foi nomeado para o oficio de leitor, do qual parece ter sido removido várias vezes entre 1329 e 1334. No último ano começou sua carreira apostólica. Para 1343 foi eleito superior de um convento, provavelmente em Diessenhofen. Cinco anos mais tarde foi enviado de Constanza a Ulm onde permaneceu até sua morte.  A vida de Susso como místico começou aos dezoito anos, quando, rompendo com seus maus costumes dos cinco anos anteriores, se fez a si próprio "o Servente da Eterna Sabedoria", a qual ele identificava com a essência Divina e, numa forma concreta, com a pessoa da Eterna Sabedoria feita homem. Daí em diante, um ardente amor pela Eterna Sabedoria dominaria seus pensamentos e controlaria suas ações. Teve frequentes visões e êxtases, praticou uma severa austeridade (a que prudentemente moderou em seus anos maduros), e suportou com paciência inusual as aflições corporais, amargas perseguições e dolorosas calúnias.  Converteu-se no mais destacado entre os Amigos de Deus no trabalho pelo restabelecimento da observância religiosa nos claustros. Sua influência foi especialmente forte em muitos conventos de mulheres, particularmente no convento das Dominicanas de Katherinenthal, uma famosa escola de misticismo nos séculos XIII e XIV, e no de Toss, onde vivia a mística Elsbeth Stagel, que traduziu alguns de seus trabalhos em Latim para Alemão, reuniu e preservou a maior parte de suas cartas existentes, e conseguiu dele a história de sua vida, a qual depois ele próprio desenvolveu e publicou. Em muitas partes era muito estimado como pregador, e foi escutado em cidades e povos de Suavia, Suíça, Alsácia e os Países Baixos. Sem embargo, seu apostolado não era com as massas, mas com indivíduos de todas as classes, que o buscavam por sua personalidade singularmente atrativa, e para os quais ele se converteu no diretor pessoal de sua vida espiritual. A miúdo se tem dito incorretamente que ele estabeleceu entre os Amigos de Deus uma sociedade chamada a Irmandade da Eterna Sabedoria. A assim chamada Regra da Irmandade da Eterna Sabedoria não é senão uma tradução livre de um capítulo de seu Horologium Sapientiae, e não fez sua aparição até ao século XV.

• Elvira, Santa

  Abadessa

Elvira, Santa

Elvira, Santa

Abadessa

Etimologicamente significa “prudente conselheira”, Vem da língua alemã. Alguém, muito amante da vida e profundamente crente, dizia a miúdo:"Me alegro de cada instante que vivo". Era vista sempre com o rosto alegre repetindo em sua oração pessoal estas palavras: Jesus, minha alegria, minha esperança e minha vida. Um crente que vive nesta dimensão, tudo relativiza e sabe dar importância cada dia ao que é fundamental. Elvira celebra seu santo no mesmo dia que a Virgem do Carmo, devoção tão arreigada em Espanha e no mundo inteiro. Elvira consagrou sua vida ao Senhor mediante os três laços imperecíveis da virgindade, a pobreza e a obediência no mosteiro. Sua virtude resplandecia entre todas suas irmãs. Por isso, apenas tiveram ocasião, a elegeram abadessa ou superiora do mosteiro. Foi uma alegria para todas. Soube dirigir o mosteiro com tanta prudência, amabilidade e bom conselho, que as monjas e quantas pessoas a tratavam ficavam encantadas ante o atrativo de sua santidade e a delícia de seu coração virgem.  O mosteiro em que surgiu seu apostolado, brilhou por seus dotes de atenção aos pobres e suas qualidades para o governar segundo as regras. Se chama D´Ohren, já que está situado junto da Renânia alemã. Tudo isto sucedeu no século XII. ¡Felicidades a quem leve este nome! Comentários ao P. Felipe Santos: mailto:fsantossdb@hotmail.com.subject=Comentarios desde Catholic.net al Santoral

• Antonio Migliorati de Amándola, Beato
Presbítero,

Antonio Migliorati de Amándola, Beato

Antonio Migliorati de Amándola, Beato

Presbítero

Martirológio Romano: Na cidade de Amándola, do Piceno, beato Antonio Migliorati, presbítero da Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho (1450).
Data de beatificação: 11 de julho de pelo Papa Clemente XIII.

Antonio nasceu em Amándola (Itália) em 17 de Janeiro de 1355 de uma família de humildes camponeses. Seu pai se chamava Simpliciano Migliorati. A fama de santidade de São Nicolau de Tolentino († 1305) o induziu a solicitar a entrada entre os agostinhos de seu povo natal, onde foi ordenado sacerdote. Depois de haver vivido cerca de doze anos no convento de Tolentino, a obediência o enviou por algum tempo para a cidade de Bari, e, já em princípios do século XV, para Amándola (Áscoli Piceno). Nomeado superior do pequeno convento ali existente, o fez ampliar, iniciando junto a ele a construção de uma nova igreja. A morte, acontecida em 25 de janeiro de 1450 o impediria de a ver concluída. A veneração que havia suscitado em vida não diminuiu com a morte. Em 1453, com motivo de se multiplicarem os prodígios que se lhe atribuíam, inclusive a ressurreição de defuntos, seu corpo, exumado da sepultura comum dos religiosos em que se achava até àquele momento, foi posto numa arca de madeira e colocado sobre um altar dedicado a sua memória. Em 1641 foi trasladado a outra caixa melhor elaborada, também de madeira, obra de Domenico Malpiedi, que actualmente pode ver-se no coro da igreja, após ser substituída em 1897 por um sarcófago de mármore. Em 1798 a soldadesca revolucionária tirou Antonio da urna em que jazia e profanou seus restos. Em 1899 sua cabeça foi aureolada com uma coroa de ouro. Em onze de julho de 1759 Clemente XIII inscreveu a Antonio no número dos beatos, reconhecendo-lhe o culto "ab immemorabili" e em 20 de abril de 1890 Leão XIII concedeu indulgência plenária a quantos visitaram seu santuário.

• María Antónia (Teresa) Grillo. Beata
Viúva e Fundadora,

María Antonia (Teresa) Grillo. Beata

María Antónia (Teresa) Grillo. Beata

Fundadora da Congregação das Irmãzinhas da Divina Providência

Martirológio Romano: E Alexandria, do Piemonte, em Itália, beata María Antónia (Teresa) Grillo, religiosa, que, havendo ficado viúva, assumiu com misericórdia as necessidades dos pobres e, depois de vender todas suas posses, fundou a Congregação das Irmãzinhas da Divina Providência (1944). Data de beatificação: Sua Santidade João Paulo II, por ocasião da pública exposição de Semana Santa, a beatificou em Turim em 24 de maio de 1998.

Teresa Grillo nasce em Spinetta Marengo, província de Alessandria, em 25 de setembro de 1855. Quinta e última filha de José Grillo, médico chefe do Hospital de Alessandria e de María Antonieta Parvopassu, descendente de uma antiga e ilustre família daquela região, foi batizada no dia seguinte na Igreja paroquial de Spinetta, recebendo o nome de Magdalena. Dotada de um temperamento inclinado à caridade, alimentado  por um ambiente rico em espírito cristão, em 1 de outubro de 1867 recebeu a confirmação na catedral de Alessandria e cinco anos depois, enquanto estava ainda no colégio, a primeira comunhão. Depois de terminada a escola elementar, a que assistiu em Turim, onde sua mãe se havia trasladado para acompanhar os estudos universitários de seu filho Francisco, em 1867, logo após a morte de seu pai, foi matriculada como aluna interna no colégio das Damas Inglesas, em Lodi, onde se graduou com a idade de 18 anos. Terminado o colégio, regressou a Alessandria, onde, sempre sob a guarda materna, começou a frequentar as famílias aristocráticas da cidade. Foi precisamente neste ambiente que conheceu a seu futuro esposo, o culto e brilhante capitão de infantaria, Juan Bautista Michel. Celebrada a boda em 2 de agosto de 1877, mudou-se primeiro para Caserta, a seguir para Acireale, na Catânia, para Portici e finalmente para Nápoles, lugares para que foi transferido seu esposo. Nesta última cidade, uma fulminante insolação durante um desfile militar surpreendeu a morte do capitão Michel, em 13 de junho de 1891. Teresa se submergiu numa profunda angústia que roçou o desespero. A recuperação posterior, ocorrida quase de improviso, devida, em parte à leitura da vida do Venerável Cottolengo e a ajuda de seu primo sacerdote, Mons. Prelli, desembocou na opção de abraçar a causa dos pobres e necessitados. Teresa começou assim a abrir de par em par as portas de sua própria casa senhorial às crianças pobres e às pessoas abandonadas e necessitadas de ajuda. Era o fim do ano 1893, dado que “os pobres aumentam diariamente e quisera poder alargar os braços para acolher a todos sob as asas de la Divina Providência”, vendeu a grande casa Michel e adquiriu um velho edifício na rua Faa de Bruno. Aqui deu inicio aos trabalhos de reestruturação e ampliação, construindo um piso superior e comprando algumas pequenas casas vizinhas. Surge assim o ”Pequeno Lar da Divina Providência”. a obra guiada por Teresa, não esteve certamente livre de adversidades, que apareceram não só pelo lado das autoridades civis, mas sobretudo por parte de seus amigos e familiares. Especialmente ante a incompreensão daquelas se fez evidente a solidariedade e o afecto dos pobres, das pessoas generosas e de suas colaboradoras. Seguindo a solicitude da Autoridade Eclesiásticas, em 8 de Janeiro de 1899, vestindo o hábito religioso na capelita do Pequeno Lar, Teresa Grillo, com oito de suas colaboradoras deu vida à Congregação das Pequenas Irmãs da Divina Providência. Nos seguintes 45 anos, sua responsabilidade prioritária foi a de difundir e consolidar o Instituto. Quase imediatamente depois de realizada a fundação a Obra começou a ter casas em diversos lugares do Piemonte, desenvolvendo-se rapidamente inclusive nas regiões do Vêneto, Lombardía, Ligúria, Puglia e Lucania. A partir de 13 de junho de 1900 o instituto se estendeu no Brasil e desde 1927, por solicitude de São Luis Orione, fundou inclusive casa na Argentina. Sem aforrar esforços, Teresa animava e alentava a suas irmãs com sua carismática e solícita presença nas comunidades. Em seis oportunidades atravessou o oceano para chegar até América Latina, onde como frutos de sua solicitude surgiram numerosas fundações com asilos, orfanatos, escolas, hospitais e asilos para anciãs. A oitava viagem, feita no ano 1928, na idade de 73 anos. Em 8 de junho de 1942, a Santa Sede concedia a Aprovação apostólica à congregação das Pequenas Irmãs da Divina Providência. A Beata Teresa Grillo se apagou em Alessandria em 25 de Janeiro de 1944 na idade de 89 anos. Seu instituto contava então com 25 casas em Itália, 19 no Brasil e 7 na Argentina. Com o Processo Informativo, em 1953 foi introduzida a Causa de Canonização. Em 6 de julho de 1985, o Santo Padre João Paulo II, declarando-a Venerável, decretou a heroicidade de suas virtudes. O Espírito da Beata Teresa Grillo Michel fazia aos indigentes permanece particularmente na obra de suas Irmãs, a que costumava  repetir: “Continuarei invocando sobre vós a abundância do espírito que deve distinguir a Pequena Irmã da Divina Providência: espírito de confiança verdadeiramente heroica nesta admirável emanação da Divina Bondade, porque nós devemos estar totalmente e em cada hora à mercê de sua Providente ajuda”.


Se tiverem informação relevante para a canonização da Beata María Antónia, contacte a:
Piccole Suore della Divina Provvidenza
Via Divina Provvidenza, 41
00166 Roma, ITALIA

• Manuel Domingo e Sol, Beato
Sacerdote  Fundador,

Manuel Domingo y Sol, Beato

Manuel Domingo y Sol, Beato

Presbítero e Fundador da Sociedade de Sacerdotes Operários

Martirológio Romano: Na cidade de Tortosa, em Espanha, beato Manuel Domingo y Sol, presbítero, que instituiu a Sociedade de Sacerdotes Operários, para fomentar as vocações sacerdotais (1909). Data de beatificação: Em 29 de março de 1987 pelo Papa João Paulo II.

MANUEL DOMINGO Y SOL nasceu em Tortosa (Tarragona - Espanha) a 1 de abril de 1836. Sua vida inteira foi uma paixão ardente pelo sacerdócio, e viveu com toda intensidade. Atraíam-lhe, por sua vez, todas as facetas do apostolado sacerdotal: “uma ilusão santa parecia querer-nos lançar ao mesmo tempo a todos os campos”, confessava em certa ocasião. Com a idade de 15 anos ingressou no seminário diocesano. Foi ordenado sacerdote em Tortosa no dia 2 de Junho de 1860 na idade de 24 anos. Celebrou sua primeira Missa en Igreja de S. Brás, no dia 9 de Junho de 1860. Seu primeiro destino foi La Aldea (Tortosa), em 7 de Março 1862 e um ano mais tarde faz o cargo da paróquia de Santiago de Tortosa. Durante os primeiros 13 anos de seu sacerdócio, foi missionário diocesano, pároco, confessor de Religiosas -levantou três conventos de religiosas de clausura- e professor do Instituto de Tortosa. Se dedicou, sobretudo, ao apostolado com a juventude. Construiu de nova planta um Centro para jovens, e fundou a primeira revista juvenil católica de Espanha: O Congregante. Mas nada disto enche suas aspirações. Necessitava de um ponto de apoio definitivo para anular tudo, influir em tudo, e restaurar tudo. Deus respondeu a seus desejos: “O Senhor, sem o merecer, sem nos advertir quase, sem pensar nem o poder prever, descerrou a cortina, e mostrou-nos um campo vastíssimo, de facilíssimo cultivo, de resultados indubitáveis, campo no qual, e com uma vida puramente sacerdotal, poderíamos impulsionar, coadunados, todos os interesses de sua máxima gloria, que nossa piedosa imaginação e nosso ardente zelo pudesse sonhar jamais". Um dia do mês de fevereiro do ano 1873, se encontrou com o seminarista Ramón Valero, pobre e humilde, que vivia de esmola com outros seminaristas num albergue. O Seminário de Tortosa havia sido destroçado pela Revolução do ano 1868, e os poucos seminaristas que ainda restavam viviam disseminados pela cidade, com fome e sem formação. Ramón Valero contou a dom Manuel a estreiteza em que vivia, sem pão, sem luz para estudar, sem orientação. Don Manuel viu muito claro e para sempre: a chave de seus anseios era dar pão e carinho, ilusão sacerdotal e formação adequada aos futuros sacerdotes. Havia encontrado a "pérola preciosa" da parábola, e vendeu todas as coisas para a comprar. Desde então viveu convencido de que “a formação do Clero é o que poderíamos dizer a chave da colheita em todos os campos da glória de Deus. Nós mais que apóstolos parciais, temos de ser moldadores e formadores de apóstolos”, dizia a seus operários. No mês de setembro de 1873 começou a tarefa ingente de sua vida com a humilde “Casa de San José”, onde reuniu a 24 seminaristas pobres. Muito cedo teve de adquirir uma casa mais ampla para os 98 alunos que tinha o ano 1876. O dia 11 de abril de 1878 pôs a primeira pedra do novo “Colégio de São José para Vocações Eclesiásticas”, e inaugurou-o em 11 de abril de 1879 com 300 seminaristas. Educava e mantinha, gratuitamente a outros 100 seminaristas no Palácio de São Rufo. Durante os primeiros anos de funcionamento do Colégio de São José, D. Manuel foi amadurecendo ideias e viu que os esforços individuais não tinham garantia de perenidade: o homem passa e os problemas permanecem. Queria dar consistência a sua "Obra" e irradiar sua atividade a outras dioceses. Assim, em 29 de Janeiro de 1883, depois de celebrar a Santa Missa, recebeu a luz do alto, e “esteve dois dias sob a influência daquela inspiração sobrenatural”. Viu com claridade a fundação de uma Irmandade de Sacerdotes Operários que, com acendrado espírito de Reparação, se dedicaria à formação de futuros sacerdotes. A Irmandade será aprovada pelo bispo de Tortosa no dia 17 de maio do ano 1883. Com um punhado de sacerdotes bons e entregues, dom Manuel se sentiu capaz de levar a cabo sua empresa. A situação dos Seminários espanhóis era bastante precária: “Não é possível compreender como estava a formação dos jovens em minha época, e algo anterior e bastante posteriormente, em estudos, em piedade e disciplina e vigilância e provas de vocação”. Dom Manuel soube elevar o nível espiritual, disciplinar e intelectual de tal maneira que ressaltava a formação dada no Colégio de Vocações e começarem a chover sobre ele petições dos bispos para que os Sacerdotes Operários foram a suas diocese.


1884: Funda o Colégio de Vocações em Valência. 1888: Múrcia. 1889: Orihuela. 1893: Placência. 1894: Burgos. 1896: Almería. 1896: Lisboa (Portugal). 1898:Toledo.

O fundou o Beato Manuel Domingo y Sol no ano 1892 e é, sem lugar a dúvidas, uma das mais importantes realizações suas. È indiscutível a influência deste Centro na renovação espiritual e intelectual dos seminários e do clero espanhol. Desde então, no Pontifício Colégio Espanhol de São José de Roma formaram-se mais de 3.000 alunos, deu mais de 70 bispos às dioceses espanholas, e são muitíssimos os antigos alunos que trabalharam e trabalham em cargos de direção e de ensino nos centros de formação sacerdotal. O novo estilo dos Colégios de São José se ia impondo pouco a pouco. “Seu método se determina por uma seleção delicada dos alunos, candidatos ao sacerdócio, un ambiente de família e de compreensão entre educando e superior e uma vida de piedade sincera e profunda, onde se poem de relevo as máximas qualidades do sacerdócio, unido todo isso a uma fervente adesão ao Vigário de Cristo”. E por isso muitos bispos se empenharam em confiar Don Manuel e a sua Irmandade de Sacerdotes Operários Diocesanos a direção de seus respectivos Seminários.


1897: se fez cargo do Seminário de Astorga. 1898: Toledo. 1898: Chilapa (México). 1899: Zaragoza. 1900: Cuernavaca (México). 1901: Sigüenza e Cuenca. 1902: Badajoz e Puebla dos Angeles (México). 1903: Baeza. 1904: Jaén, Ciudad Real, Málaga. 1905: Barcelona. 1906: Segóvia. 1907: Almería. 1908: Tarragona.


A espiritualidade do Beato Manuel Domingo y Sol se cifra no espírito de Reparação ao Coração de Jesús, principalmente na Santíssima Eucaristia. Era um ardente enamorado da Eucaristia. Dizia: “uma das coisas que nos envergonhariam no céu, se pudesse haver confusão, seria o pensar que lhe temos tido na terra, e não nos absorveu toda a vida, todo nosso coração”. Legou à Irmandade esse espírito como um de seus fins principais. Este amor a Jesús na Eucaristia, este espírito de Reparação, é o manancial de sua entrega para trabalhar na delicada e difícil missão de formar aos futuros sacerdotes. Escreve: “se descermos ao fundo, ao manancial dos sentimentos de nossa piedade, talvez encontrássemos o que não havíamos reparado nem discorrido: que a origem de nosso desejo pelo bem e fomento das vocações eclesiásticas, de que Deus tenha muitos e bons sacerdotes, há sido nosso instintivo amor a Jesús Sacramentado”. Este amor a Jesus Cristo na Eucaristia o fazia arder em ânsias de levantar Templos de Reparação. Pôde aceitar o Templo Nacional Expiatório de São Felipe de Jesús, no México, no ano 1889. Mas sua ilusão era levantar um em cada diocese. No ano 1903 pôde realizar o sonho de edificar o novo Templo de Reparação de Tortosa, onde descansam seus restos mortais. Disse sua última missa em 18 de Janeiro de 1909. Morre em 25 de Janeiro de 1909, deixando aos 75 operários que compunham a Irmandade 10 colégios de vocações, 17 seminários, 2 templos de reparação e o Colégio Espanhol de Roma. É declarado venerável pelo Papa Paulo VI, em 4 de Maio de 1970, com a denominação de "Santo Apóstolo das Vocações".

• Arcângela Girlani, Beata
Virgem Carmelita,

Arcángela Girlani, Beata

Arcângela Girlani, Beata

Virgem Carmelita

Martirológio Romano: Em Mântua, cidade da Lombardía, beata Arcângela (Leonor) Girlani, virgem da Ordem das Carmelitas, prioresa do convento de Parma e fundadora do cenóbio de Mântua (1495). Data de beatificação: em 1 de outubro de 1864 pelo Papa Pío IX.

Nasceu em Trino (Monteferrato-Itália) na segunda metade do século XV. Chamou-se Leonor no mundo. Seus pais se opunham a que abraçasse a vida religiosa. A célebre Congregação Mantuana, que em inícios estava em todo seu esplendor, fundou um convento de monjas de clausura em Parma e nele, no ano 1477, vestiu o hábito Leonor, mudando seu nome pelo de Arcângela. Por sua virtude e seus dotes naturais, foi eleita prioresa pela mesma comunidade, cargo que aceitou para cumprir a vontade de Deus. Foi desde então o refrigério e a consolação de todas as monjas e entre elas a mais humilde e serviçal. As enfermas consolava com carinho maternal e lhes fazia considerações oportunas, animando-as a sofrer com resignação. Quinze anos levava residindo no convento de Parma, santificando-se e santificando a suas religiosas com seu bom exemplo e a heroicidade de suas virtudes, quando os superiores determinaram fazer uma nova fundação de monjas em Mântua e elegeram para pedra fundamental a beata Arcângela. Com grande sacrifício obedeceu ao ponto e, habituada aos caminhos do Senhor, em Mântua inicia a mesma vida que seguia em Parma, pelo que cedo os habitantes de Mântua se precataram do bem que Deus lhes havia proporcionado com o convento das carmelitas. As matronas, à porfia, levavam a suas filhas, com o fim de que a Beata Arcângela as instruísse nos caminhos do Senhor. O efeito não se fez esperar, pois sete daquelas jovens tomaram o hábito e sob sua direção, se santificaram no claustro. Quando depois de penosa enfermidade se sentiu morrer, reuniu a suas monjas para as exortar e lhes dar à maneira de testamento, seus últimos conselhos. Expirou dizendo: “Jesús, amor meu, tem piedade de mim”. Era  25 de Janeiro de 1495 e foi enterrada no mesmo convento de Mântua. Seu corpo se venera na igreja do Hospital de São Lorenzo de Turim.

• Popone, Santo
Abade,

Popón, Santo

Popón, Santo

Martirológio Romano: Em Marchiennes, em Flandres, santo Popón, abade dos mosteiros de Stavelot e Malmedy, que difundiu em muitos mosteiros de Lotaringia a observância de Cluny (1048).

Santo Poppóne nasceu na Flandres (hoje Bélgica), no ano 978. Foi educado por sua virtuosa mãe, que morreu  sendo religiosa em Verdún. Poppón serviu durante alguns anos, no exército; mas, compreendendo que a meditação e a oração lhe proporcionavam maiores deleites que todos os prazeres dos sentidos, renunciou à carreira das armas e ao matrimónio que sua mãe havia arranjado. Antes de entrar na religião, havia visitado os Santos Lugares de Jerusalém, de onde trouxe numerosas relíquias que deu à igreja de Nossa Senhora de Deynze. Ao regressar de uma peregrinação a Roma, tomou o hábito no mosteiro de Saint Thierry, perto de Reims. No ano 1008, Ricardo, abade de Saint-Vanne, teve ocasião de conhecer a são Poppón e  viu nele a um homem singularmente dotado para o ajudar em seu trabalho. Não sem muitas dificuldades, conseguiu que o santo fosse transferido a seu mosteiro para o encarregar da restauração da observância nas abadias de Saint-Vaast, em Arras, em Beaulieu, e algumas mais.  Pouco a pouco, San Poppón se tornou independente de Ricardo, o abade de Saint-Vanne, e chegou a ser eleito abade de Stavelot. Desde então, parece haver atuado como uma espécie de abade geral de todos os mosteiros de Lotaringia, onde foi muito venerado e preservou admiravelmente a disciplina.  O imperador são Enrique II o estimava muito. Diz-se que solicitou seu prudente conselho em muitos assuntos de política.  San Poppón morreu em Marchiennes (França), em 25 de Janeiro de 1048, aos setenta anos de idade. Recebeu a extrema-unção de mãos de Everelmo, abade de Hautmont, que escreveu depois sua vida, ou, mais exatamente, reviu a longa biografia escrita pelo monge Onulfo.

• Bretanión de Tomis, Santo
Bispo,

Bretanión de Tomis, Santo

Bretanión de Tomis, Santo

Bispo

Martirológio Romano: Comemoração de santo Bretanión, bispo de Tomis, em Escitia (atual Constanza, Roménia), que se opôs energicamente ao imperador ariano Valente e se distinguiu por sua santidade e por seu zelo em defesa da fé católica (s. IV). Data de canonização: Informação não disponível, a antiguidade dos documentos e das técnicas usadas para os arquivar, a ação do clima, y em muitas ocasiões do próprio homem, impediram que tenhamos esta concreta informação no dia de hoje. Sabemos  que foi canonizado antes da criação da Congregação para a causa dos Santos, e que seu culto foi aprovado pelo bispo de Roma, o Papa.

São Bretanión (às vezes conhecido também como Bretânio ou Vetrânio) viveu no século IV e foi bispo de Tomis, atual Constanza na Roménia, nas ribeiras do Mar Negro. Segundo Sozomeno, durante a campanha contra os godos nas regiões danubianas, por volta do ano 368, o imperador Valente se deteve em Tomis e falou ao povoo reunido na catedral para os persuadir de atraiçoar a fé ortodoxa proclamada pelo concílio de Niceia. Parece com efeito que a este imperador se lhe houvesse metido na cabeça visitar todas as dioceses do império para convencer a todos os fiéis abraçar a heresia ariana. O bispo Bretanión interveio e como líder do clero e do povo de Tomis retirou-se, junto com muitos dos presentes, da igreja em que Valente estava realizando sua campanha a favor dos arianos. Por este gesto o santo pastor foi desterrado, mas graças ao protesto dos fregueses e ao temor de uma sedição em territórios tão longínquos, o imperador foi induzido a revogar o castigo com respeito ao bispo. Bretanión mandou a São Basilio de Cesareia o corpo do célebre mártir São Saba o Godo, morto em território romeno, acompanhando-o com uma carta aos fieis godos enviada com o fim de ilustrar a "paixão" do santo, Esta carta é atribuída a Ulfila, mas indubitavelmente foi redigida pelo próprio Bretanión. São Basilio lhe agradeceu com uma carta pessoal. Noticias contraditórias têm sido transmitidas acerca de sua eventual participação no I Concílio Constantinopolitano, celebrado em 381: segundo algumas fontes, com efeito, Tomis foi representada não por Bretanión mas sim pelo bispo Geronzio (Terêncio).O Cardeal Cesare Barónio, ao copiar o Martyrologium Romanum, parece haver eleito arbitrariamente a data da comemoração de São Bretanión: 25 de Janeiro. responsável da traducción (em espanhol): Xavier Villalta

• Artémio, Santo
Mártir,

Artemio, Santo

Artémio, Santo

Martirológio Romano: Em Pozzuoli,na região da Campânia (hoje Itália), santo Artemio (Artemas), mártir (s. III/IV)

Temos que nos contentar em saber que santo Artémio merece realmente ser contado entre os santos. Sua imagem e seu nome se achavam nos mosaicos da cúpula na antiga basílica de São Prisco perto de Cápua. Os ditos mosaicos, que desgraçadamente já não existem, datavam aproximadamente do ano 500. O Hieronymianum nos diz que Santo Artémio era venerado em Pozzuoli, não longe de Cápua, onde provavelmente sofreu o martírio. E isto é tudo o que sabemos com certeza sobre ele. Uma lenda posterior, que provavelmente se refere a nosso mártir, afirma que Artémio, em criança, ensinava o catecismo a seus companheiros; que havia sido denunciado como cristão, e que seus próprios discípulos o haviam apunhalado com as punções que usavam para escrever sobre as tábuas de cera. Mas a mesma história se conta de são Cassiano de Imola, e, anteriormente, de são Marcos de Aretusa. Apenas há dúvida de que a lenda se tomou das mesmas fontes e se aplicou a santo Artémio, á falta de detalhes autênticos sobre ele.

SÃO GREGÓRIO NAZIANZENO

Teólogo, Bispo de Nazianzo e Doutor da Igreja (390)

Gregorio Nacianceno, Santo

Gregório Nazianzeno, Santo

Estrela Esta biografia foi já publicada em 2 de Janeiro (em curso) neste mesmo blogue…

Já nos referimos no dia de hoje a este Santo, como aos dois irmãos São Basílio e São Gregório Nisseno. Estas três figuras dominam a história da Igreja do Oriente na segunda metade do século IV, ainda agitada e cheia de contrastes, devido às últimas lutas contra o arianismo e à longa série de divisões religiosas e políticas que a heresia arrastou atrás de si. Entre os “luminares da Capadócia”, Gregório de Nazianzo foi ao mesmo tempo homem de ação e de contemplação; filósofo e poeta; dividido, melhor incerto, entre a vida ativa e a vida ascética, entre a pregação e a meditação. Nasceu duma família de Santos. Santo o pai, Gregório, o Velho, que foi depois Bispo de Nazianzo e conselheiro do filho; Santa a mãe, Nona, que trouxera o marido à conversão; Santa a irmã, Gorgónia; homem  de muita consciência e alguns minutos Santo o irmão, Cesário, médico, batizado na hora da morte. Desde a meninice, consagrou-se Gregório à castidade, que lhe aparecera em sonhos como menina vestida de branco. Já maior, estudou nas mais importantes cidades do Oriente: em Cesareia, na Palestina; em Alexandria, no Egito, onde era bispo Santo Atanásio, o grande adversário do arianismo; em Atenas, na Grécia, sede duma bem conhecida escola de retórica. Precisamente em Atenas conheceu aquele Julião que mais tarde havia de ser imperador e, cognominado Apóstata, causaria tantos males à Igreja. O jovem Gregório pressentiu, no ambicioso estudante, o futuro inimigo dos Cristãos. Contra ele viria a escrever, dez anos mais tarde, um violentíssimo discurso, apostrofando-o com estes termos: «Ó homem, estultíssimo, impiíssimo e imperitíssimo,o nas grandes coisas!» Ainda em Atenas, cimentou-se a amizade de Gregório com Basilio; voltando os dois à Capadócia, decidiram retirar-se, para a solidão e meditação, formando um cenobiozinho. A vocação para a vida solitária viria a ser fiel companheira dos altos e baixos de São Gregório, estando ela sempre presente e encontrando-se sempre insatisfeita, por causa dos seus compromissos e também do seu temperamento inconstante. Teve de regressar a Nazianzo para ir acompanhando os velhos que o tinham gerado. Aqui Gregório pai, Bispo da cidade, ordenou sacerdote Gregório filho. Este fugiu, porém, e refugiou-se junto do amigo Basilio. Em seguida, por obediência, aceitou as obrigações da ordenação e, voltando para Nazianzo, colaborou com o pai Bispo. A sua atividade mais célebre anda, porém, ligada a Constantinopla, a nova capital do Império, que se tornara, mesmo sob o ponto de vista religioso, a cidade mais importante do mundo antigo. O Imperador Teodósio empenhava.-se em reconquistar a Igreja inteira à doutrina ortodoxa; mas em Constantinopla, os arianos e outros hereges eram ainda poderosos. para a cidade sediciosas e dividida o Imperador enviou São Gregório, que foi recebido às portas dela à pedrada. Aí parou, junto duma igrejinha a que deu o nome de “Anastásis”, isto é, Ressurreição, como bom sinal do ressurgir espiritual da gente. E começou a pregar. São Gregório narra que, em Constantinopla, bastava entrar numa padaria para ouvir falar do problema da Santíssima Trindade. Isto, se era claro indício do profundo interesse despertado pelas polémicas religiosas, abaixava as questões da fé até ao nível do sacrilégio e da blasfémia. Quem trata do dogma, deve estar à altura do dogma, declarou São Gregório. Ele esteve verdadeiramente à altura da sua missão e tornou-se, além de sábio, convincente, porque não só conhecia a doutrina cristã, mas vivia-a de maneira exemplar. Assim, essa pregação em breve tempo reconduziu a cidade à fé verdadeira, e o santo pôde entrar triunfalmente na Catedral de Santa Sofia. Por uma série de oposições maldosas, Gregório não pôde, todavia, chegar a ser Bispo de Constantinopla, como o povo desejava. O Santo despediu-se humildemente, voltando à sua terra natal. Em silêncio continuou o seu falar com o homens e com Deus. Escreveu, e conservam-se, 240 cartas, importantíssimas pelo conteúdo teológico ou moral, e belíssimas pela forma literária. Antes de morrer, o que se deu em 390, compôs centenas de poesias, em elegantes versos gregos, que, além da gloriosa fama de Santo, lhe merecera, lugar saliente, também na história da poesia. Do livro Santos de cada dia, de www.jesuitas.pt. Ver também www.es.catholi e www.santiebeati.it

• Ananias, Santo
Batizou a São Paulo – Estrela Ver Conversão de S. Paulo – atrás publicada,

Ananías, Santo

Ananias, Santo

Mártir

Martirológio Romano: Comemoração de santo Ananias, discípulo do Senhor, que em Damasco (hoje na Síria) batizou a são Paulo (s. I).

"Irmãos e pais, escutai a defesa que agora faço ante vós". Ao ouvir que lhes falava em língua hebraica guardaram o mais profundo silêncio. E disse: Eu sou judeu, nascido em Tarso de Cilicia, mas educado nesta cidade, instruído aos pés de Gamaliel na exata observância da Lei de nossos pais; estava cheio de zelo por Deus, como o estais todos vós no dia de hoje. Eu persegui à morte a este Caminho, encadeando e atirando à cadeia a homens e mulheres, como pode testemunhar o Sumo Sacerdote e todo o Conselho de anciãos. Deles recebi também cartas para os irmãos de Damasco e me pus a caminho com intenção de trazer também presos a Jerusalém a todos os que ali havia, para que fossem castigados. Mas indo a caminho, estando já perto de Damasco, perto do meio dia, me envolveu de repente uma grande luz vinda do céu; caí ao solo e ouvi uma voz que me dizia: "Saulo, Saulo, ¿porque me persegues?" Eu respondi: "¿Quem és, Senhor?" E ele a mim: "Eu sou Jesús Nazareno, a quem tu persegues". Os que estavam comigo viram a luz, mas não ouviram a voz de quem me falava. Eu disse: "¿Que hei-de fazer, Senhor?" E o Senhor me respondeu: "Levanta-te e vai a Damasco; ali se te dirá tudo o que está estabelecido que faças". Como eu não via, por causa do resplendor daquela luz, conduzido pela mão por meus companheiros cheguei a Damasco. Um tal Ananias, homem piedoso segundo a Lei, bem acreditado por todos os judeus que habitavam ali, veio a ver-me, e apresentando-se a mim disse-me: "Saulo, irmão, recobra a vista". E naquele momento pude ver. Ele me disse: "O Deus de nossos pais te há destinado para que conheças sua vontade, vejas o Justo e escutes a voz de seus lábios, pois hás-de ser testemunha ante todos os homens do que vistes e ouvistes. E agora, ¿que esperas? Levanta-te, recebe o batismo e lava teus pecados invocando seu nome". (Act 22,4-16). Santo Ananias é uma figura bíblica. Os Actos dos Apóstolos no-lo apresentam como um cidadão de Damasco, judeu de raça. Era já cristão quando batizou a Saulo de Tarso e devia ter uma posição distinta na jovem igreja Damasco, já que foi a ele a quem o Senhor revelou o destino do Apóstolo das Gentes. Sua grande glória foi precisamente o haver recebido na Igreja de Cristo a Saulo o perseguidor dos cristãos, e ter consolidado sua Fé. Uma antiga tradição bizantina, assegura que Ananias foi um dos setenta e dois discípulos de Jesús dos que fala São Lucas, (10,1) e que voltou a Damasco depois da lapidação de Santo Estevão, sendo mais tarde consagrado bispo da cidade. Se afirma também que enquanto estava pregando pelos territórios de Síria foi preso pelo governador Licínio e condenado à morte. Ananias morreu lapidado às portas de Damasco, no primeiro dia de outubro e seu corpo foi trasladado para a cidade por seus discípulos. Suas relíquias se conservam, desde sempre, em São Pablo de Roma. No século XIV Carlos IV, Imperador dos Romanos e Rei de Boémia, obteve a cabeça de Santo Ananias, transferindo-a para igreja de Praga.

Oração

Oh Deus,
que por meio de teu Filho ressuscitado
enviaste a teu servo Ananias a Saulo de Tarso,
para que este recuperasse a vista,
se enchesse de Espírito Santo
e fosse batizado,
faz que, por intercessão do santo mártir Ananias,
todas as gentes sejam iluminadas e batizadas
para a remissão dos pecados,
e recebam o dom do Espírito Santo.
Por Jesus Cristo nosso Senhor.
Ámen.

 

Santos PROJETO de Clermont e MARINHO, mártires

S. Projeto, bispo de Clermont, França, excomungou o conde Heitor por causa dum rapto por ele cometido. Para desconsiderar o Prelado, Heitor correu a levar ao rei Childerico II tremendas calúnias. O Soberano chamou as partes em litígio, descobriu a verdade, e veio a ser cortada a cabeça ao raptor. Mas quando Projeto, com um clérigo chamado Marinho, voltava par a sua cidade episcopal, encontrou numa aldeia um  grupo de espadachins que a família do decapitado enviara ao seu encontro. Estes mataram Marinho, julgando matar o Bispo, e depois afastavam-se, quando Projeto os chamou, mostrando-lhes o erro; e eles liquidaram-no também!  Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt. Ver também www.es.catholic (em Outros Santos e Beatos) e www.santiebeati.it

BEATA MARIA GABRIELA SACHEDDU

Religiosa (1914-1939)

“- Madre Superiora, dê-me licença de oferecer a minha vida pela união de todos os cristãos – suplica a jovem religiosa Irmã Maria Gabriela. Como a Superiora não responde, insiste humildemente: – Madre, dê-me licença! Eu não presto para nada. A minha vida não tem qualquer valor.Não lhe digo que sim nem que não – responde a Superiora. Só lhe digo que pense bem diante de Deus. Passados dias, depois de muito ter reflectido e rezado, declara a Irmã: – Parece-me que Nosso Senhor quer o meu sacrifício. A Superiora manda-lhe consultar o confessor, que aprova o seu projeto. E a Irmã Maria Gabriela oferece o sacrifício da sua vida pela união de todos os cristãos, o grande desejo de Cristo: “Que todos sejam um, como Tu, Pai, o és em Mim e Eu em Ti” (Jo 17, 21). Este facto passa-se no Convento Cisterciense de Grottaferrata (Roma). A Irmã Gabriela conta 23 anos, pois nasceu na Ilha da Sardenha em 1914, filha robusta de lavradores e pastores. Aos 21 anos, entrou no convento. Toda a sua paixão é rezar e sacrificar-se pela unidade da Igreja. No mesmo dia em que fez a oferta da sua vida, sentiu uma violenta dor no peito. Depois de 15 meses de contínuo e vivo sofrimento, suportado alegremente pela Igreja, veio a falecer aos 25 anos de idade, no dia 23 de Abril de 1939, exatamente no Domingo do Bom Pastor, quando o Evangelho proclamava: “Haverá um só rebanho e um só pastor” (Jo 10, 16). Desde então, muitos Protestantes e cristãos separados do Oriente têm visitado o túmulo da Irmã Gabriela, vindo depois, não poucos deles, a converter-se à única e verdadeira Igreja de Cristo. Na cerimónia da beatificação da Irmã Gabriela, realizada a 25 de Janeiro de 1983, na conclusão do Oitavário de orações pela união dos cristãos, disse o Santo Padre João Paulo II:Sim, ó Senhor, que todos se apressem a ser um só. Juntamente connosco Vo-lo pede a nova Beata que, na chama deste anseio, consumiu, em alegre imolação, a sua juvenil existência”. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt

• Outros Santos e Beatos
Completando o santoral deste dia,

Santo Agileo, mártir

Em Cartago, cidade de África, santo Agileo, mártir, do qual, no aniversário de sua morte e na sua basílica, santo Agostinho pregou ante o povo (s. III/IV).


São Palemón, eremita

Em Tabennesi, de Tebaida, no Egipto, são Palemón, anacoreta, homem assíduo à oração e a austeridade, que foi mestre de são Pacómio (s. IV).

Beato Antonio Swiadek, presbítero  mártir

No campo de concentração de Dachau, perto de Munich, na Alemanha, beato Antonio Swiadek, presbítero e mártir, que durante a guerra, por defender a fé ante aqueles que seguiam doutrinas que negavam a dignidade humana e cristã, adquiriu uma coroa imarcescível (1945).

38645 > Sant' Agileo Martire  MR
38650 >
Sant' Anania di Damasco Martire  MR
90147 >
Beato Antonio Migliorati da Amandola Religioso  MR
38690 >
Beato Antonio Swiadek Sacerdote e martire  MR
39100 >
Beata Arcangela Girlani Vergine  MR
90316 >
Sant' Artema Martire  MR
38655 >
San Bretannione Vescovo di Tomi  MR
20700 >
Conversione di San Paolo Apostolo  - Festa MR
92668 >
Santa Dwyn (Dwynwen) Principessa 
93702 >
Beata Eleonora d’Aragona Regina, mercedaria
38675 >
Beato Enrico Suso (Susone) Domenicano  MR
91948 >
Beato Guardato di Belforte Piceno Religioso
91475 >
Beato Manuel Domingo y Sol Fondatore  MR
93942 >
Beato Michele de Plagis Mercedario
38660 >
San Palemone Anacoreta in Tebaide  MR
38670 >
San Poppone Abate  MR
38665 >
Santi Preietto (Proietto) ed Marino Martiri  MR
90552 >
Beata Teresa Grillo Michel Fondatrice  MR

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Recolha, transcrição e tradução de espanhol para português,

por António Fonseca