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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Nº 26 - 26 DE JANEIRO DE 2011 - SANTOS DO DIA - 3º ANO

Nº 1258

SÃO TIMÓTEO

Bispo

Timoteo y Tito, Santos

Timóteo e Tito, Santos

S. Timóteo, primeiro Bispo de Éfeso, a quem S. Paulo em muitos lugares das suas cartas chama seu discípulo caríssimo, seu amado filho e seu irmão, era muito provavelmente natural de Listra, na Licaónia, província da Ásia Menor. O pai de Timóteo era gentio, e a mãe, que se chamava Eunice, judia. Tinha abraçado a religião cristã, assim como Lóide, avó de Timóteo. Isto por ocasião da primeira viagem que S. Paulo e S. Barnabé fizeram a Listra. Tanto Eunice como Lóide distinguiam-se muito pelo zelo e piedade. O mesmo Apóstolo S. Paulo dá testemunho da fé de ambas quando escreve: Desejo ver-te para me encher de alegria, trazendo à memória aquela fé que há em ti, não fingida, a qual habitou primeiro, não só em tua avó Lóide, mas também em tua mãe Eunice (2 Tim 1, 4-5). Foi Timóteo educado na fé e na piedade, bem como na ciência das Sagradas Letras, a cujo estudo se entregou desde criança; e tanto nele progrediu que – ao voltar S. Paulo segunda vez a Listra, em companhia de Silas – encontrou Timóteo já homem formado na virtude, e por isso o escolheu para companheiro de peregrinações e trabalhos, na pregação do Evangelho. Começou por fazer que Timóteo fosse circuncidado, não porque entendesse que este rito fosse de utilidade, mas para o habilitar a pregar a fé aos inumeráveis judeus que havia naquela província, os quais, doutro modo, fugiriam dele, tendo-o por infiel. E desde então, embora Timóteo fosse muito jovem ainda, S. Paulo considerou-o sempre como seu companheiro no apostolado, como coadjutor e irmão. A estima em que o tinha, a ternura com que o amava ressalta do elogio com que o Apóstolo fala dele nas suas cartas. escrevendo aos Coríntios, diz S. Paulo: Se aí chegar Timóteo, cuidai que esteja sem temor entre vós, porque trabalha na obra do Senhor assim como eu (2 Cor 26, 10). E no prólogo da Epístola que dirige aos fiéis da cidade de Filipos, iguala-o consigo mesmo, dizendo: Paulo e Timóteo, servos de Jesus Cristo, a todos os Santos em Jesus Cristo, que estão em Filipos. O mesmo repete na Epístola aos Tessalonicenses. E outra vez aos de Filipos: Espero todavia no Senhor Jesus enviar-vos brevemente Timóteo, para que também eu esteja satisfeito, sabendo o que vos diz respeito. Porque não tenho ninguém tão unido de coração comigo e que mostre com sincero afecto cuidado por vós. Realmente todos buscam os seus interesses e não os que pertencem a Jesus Cristo. E como prova disto, sabei que, como um  filho ajuda seu pai, serviu comigo no Evangelho (Fil 2, 19). Finalmente, escrevendo aos Colossenses, começa deste modo: Paulo, Apóstolo de Jesus Cristo por vontade de Deus, e Timóteo, irmão. A primeira viagem que S. Timóteo fez em companhia de S. Paulo foi à Província de Macedónia, onde tomou grande parte nas conversões que ali operou o Senhor por meio do seu Apóstolo. Seguiu-o depois a todas as cidades daquela Província até Bereia, onde S. Paulo o deixou com Silas, considerando-o muito idóneo para trabalhar naquela recente vinha do Senhor e para confirmar os fieis na fé. Achando-se o Apóstolo em Atenas, chamou Timóteo para o ajudar naquela nova messe; porém, tendo notícia de que eram maltratados os cristãos de Tessalónica, enviou-lhes o seu querido discípulo para os fortalecer e preparar para a perseguição que já ameaçava a Igreja. Mais tarde, foi Timóteo encontrar S. Paulo na cidade de Corinto e acompanhou-o em todas as viagens que fez a Jerusalém, Grécia, Macedónia, Acaia, Ásia e Roma, compartilhando, por assim dizer, dos trabalhos que este grande Apóstolo sofria por Jesus Cristo. Se Timóteo tomou tão grande parte nos trabalhos de S. Paulo, não a teve menor nas suas conquistas. Estando o Apóstolo em Roma, enviou-o a visitar diferentes Igrejas particulares, nas quais fez bens imensos pela glória de Jesus Cristo. Regressando a Filipos, foi ali preso pela fé, e pelo mesmo motivo tratado rudemente, o que muito o consolou por se lembrar que sofria por Jesus. Posto em liberdade, foi ter imediatamente com S. Paulo, que se achava em Roma, e em seguida fez com ele outra viagem ao Oriente. Chegados a Éfeso, separaram-se por algum tempo. S. Paulo, conhecendo a grande necessidade que esta Igreja tinha dum pastor que particularmente se encarregasse dos seus destinos, comunicou-lhe a graça episcopal pela imposição das mãos. Tendo o Apóstolo de partir para a Macedónia, ordenou-lhe que se opusesse com todo o vigor à doutrina errónea que alguns procuravam espelhar, que regulasse as orações públicas e vigiasse pelo procedimento de todos os fiéis. A ambos custou muito separarem-se, e somente se resolvera, por compreenderem, que tinham de preferir os interesses da Igreja de Jesus às complacências particulares. Não pôde S. Paulo estar muito tempo sem escrever ao seu amado discípulo. Na carta que lhe mandou, conhece-se a ternura paternal que sempre conservava para com Timóteo. nela acentua as principais obrigações do bispo e as qualidades que devem ter aqueles que houverem de ser escolhidos para o ministério sagrado. Exorta-o a reprimir os falsos doutores que, sob hipócritas aparências e com palavras novas e artificiosas, procuram introduzir doutrinas dissolventes e corromper os costumes. Mostra-lhe os deveres de todos os cristãos em geral, sem distinção de condições ou estados. Quero,  dizia, que a todos se torne familiar a oração e que a saibam fazer a Deus em todo o lugar e tempo; que as mulheres vistam honestamente, adornando-se com pudor e modéstia, e não com cabelos encrespados, ou com  oiro, ou pérolas ou vestidos custosos; que os ricos não sejam soberbos, nem ponham as suas esperanças nas riquezas vãs e perecedoiras, mas sim na bondade de Deus, que nos dá os bens em abundância; que sejam ricos em boas obras, com suas esmolas e liberalidades. Finalmente exorta o seu discípulo a que seja ele mesmo exemplo dos demais fieis, servindo-lhes de modelo com regularidade da vida e a pureza de costumes. Todavia aconselha-o a que modere as suas excessivas penitências e ordena-lhe que beba um pouco de vinho por causa da sua grande fraqueza de estômago e dos achaques de que padecia. Voltando do Oriente, o Apóstolo passou por Éfeso para ver o seu querido discípulo; e quando chegou a Roma escreveu-lhe uma segunda epístola. Não te envergonhes, dizia-lhe, de dar testemunho de Nosso Senhor, nem de mim que estou em prisões pelo seu amor. Anima-o depois a que esteja firme nas contradições e perseguições dos falsos doutores e dos falsos irmãos. Conserva, lhe diz,  com cuidado o depósito da fé, e da sã doutrina que aprendeste de mim. Prega, repreende, roga, admoesta com toda a paciência. Cumpre com diligência o teu ministério e não te desalentem as contradições. Virá tempo em que o prurido de ouvir novidades fará que busque cada um mestres que lhe falem ao seu paladar e desejos. Haverá homens cheios de amor próprio e de vícios que, com aparência de piedade ou com exterioridades de virtude, serão inimigos da religião. Deste número são os que se insinuam nas casas para dogmatizar e introduzir o erro, valendo-se de mulheres carregadas de pecados e arrastadas de diversas paixões, para dar  crédito à sua perversa doutrina. Timóteo não foi somente discípulo de S. Paulo, mas em certo modo se pode dizer que o foi também de S. João, porque, tendo-se retirado para Éfeso o Discípulo Amado, que dali governava todas as Igrejas da Ásia, não o amou menos que S. Paulo e distingui-o dando-lhe uma espécie de inspeção geral sobre as Igrejas Asiáticas. Supõe-se que S. Timóteo foi aquele anjo da Igreja de Éfeso, de quem o mesmo Evangelista fala no seu Apocalipse, louvando-o muito pelo horror com que olhava os hereges, pelo zelo com que trabalha na vinha do Senhor, e pelo muito que havia padecido em promover a glória de Deus. Exorta-o depois a renovar o seu fervor, como S. Paulo o tinha exortado na sua carta a que fizesse reviver a graça que tinha recebido pela imposição das mãos, quando foi ordenado. Depois do desterro de S. João, pouco tempo esteve o Santo Bispo na cadeira episcopal de Éfeso, porque bem cedo se lhe ofereceu ocasião de mostrar o seu zelo, reprimindo as dissoluções brutais que os pagãos cometiam numa das festas chamada Catagógia. Por este motivo, segundo uma tradição muito antiga, foi preso, arrastado pelas ruas da cidade e por último apedrejado e espancado. Os seus discípulos retiraram-no semimorto e, conduzido a um monte próximo, aí consumou o martírio na perseguição de Domiciano ou Nerva. Como fiel depositário dos tesouros que lhe confiara S. Paulo, cumpriu até à morte o conselho do mestre. “Ó Timóteo, guarda o depósito que te confiei”. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt

SÃO TITO

Bispo (96)

Timoteo y Tito, Santos

Timoteo e Tito, Santos

A festa de S. Tito entrou no Missal Romano no ano de 1854, no tempo de Pio IX. Sobretudo os Padres Gregos apresentam extraordinárias ponderações sobre a santidade e o zelo deste discípulo predileto do Apóstolo das gentes; e os bizantinos dão-lhe mesmo o título de apóstolo, seguindo S. Paulo que lhe chama “apóstolo das igrejas e glória de Cristo”. A sua basílica da ilha de Creta remonta pelo menos ao século VI. Nada sabemos ao certo sobre a sua origem e lugar de nascimento. Uns dão-no como natural de Creta; S. João Crisóstomo como de Corinto; e as Atas de Tecla, no século II, como de Icónio. Outros julgam que nasceu em Antioquia, pois foi lá que se relacionou com S. Paulo e se converteu à fé. Uma coisa é certa; não judeu: e é provabilíssimo,o que se tenha convertido devido à pregação de S. Paulo, pois este chama-lhe “filho verdadeiro seu, segundo a fé”. Pelo ano de 48 a 50, subiu S. Paulo a Jerusalém para o Concílio e levou Tito; apresentou-o aos Apóstolos e opôs-se energicamente a que fosse circuncidado, como desejavam os cristãos judaizantes. Na terceira viagem apostólica, Tito substitui Silas, cristão de Jerusalém, e segue constantemente S. Paulo nas suas várias missões e fundações. Os dois detiveram-se longamente em Éfeso, e daqui passou Tito a Corinto com uma incumbência difícil. Devia substituir Timóteo, carácter mais suave e ingénuo, pacificar os ânimos dos fieis e organizar a colecta para os pobres de Jerusalém. O zelo, a ponderação e a energia conseguiram a finalidade que S. Paulo se propusera. A paz voltou à Igreja de Corinto e todos ficaram reconhecidos ao missionário. S. Paulo seguira, com verdadeira inquietação, o desempenho de tal incumbência, pois reconhecia quanto era melindrosa. Não ficou sossegado enquanto não conheceu os felizes resultados e deu o ósculo da paz ao discípulo, na Macedónia. Aqui trocaram impressões e Paulo animou-se a destinar Tito para uma segunda viagem a Corinto, onde anunciasse a sua próxima chegada e completasse a recolha das esmolas que devia levar ele próprio a Jerusalém. Já não volta S. Lucas a falar de Tito. Sem as pastorais de S. Paulo perderíamos completamente os vestígios dele, dum dos operários mais notáveis da Igreja primitiva. A carta a Tito, escrita provavelmente da Macedónia depois da viagem à Hispânia, pelo ano de 65, não revela que tenha ficado à frente da Igreja de Creta. São-lhe dadas instruções para que proveja de bons superiores aqueles fieis e saia depressa a caminho do Epiro, onde Paulo conta invernar na cidade de Nicópolis. Tito encontrou dificuldades grandes no seu apostolado, sobretudo por parte dos judeus, sempre inimigos da propagação do Evangelho. Teve de seguir as indicações de S. Paulo e pôr-se a caminho para o Epiro. O mestre e o discípulo encontraram-se na Dalmácia, quando foi escrita a segunda carta a Timóteo. Os factos posteriores relativos a este grande companheiro de S. Paulo, são-nos desconhecidos. Eusébio, Teodoreto e Santo Isidoro dizem-nos que voltou a Creta e continuou evangelizando aquelas gentes até à morte. S. Jerónimo acrescenta que manteve sempre a castidade virginal. Tito deve ter sido o mais idoso e experimentado que Timóteo, o outro companheiro inseparável de S. Paulo. Não sendo judeu, teve mais aceitação entre os cristãos de origem pagã. Filho querido, irmão e precioso colaborador de S,. Paulo, seguiu sempre os caminhos deste, os do Evangelho, os de Cristo.Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt.

BEATO MIGUEL KOZAL

Bispo (1893-1943)

Miguel Kozal, Beato

Miguel Kozal, Beato

No dia 14 de Junho de 1987, Sua Santidade o Papa João Paulo II presidiu em Varsóvia ao encerramento do segundo congresso eucarístico. Nesse ato solene elevou às honras dos altares um bispo seu compatriota, que foi sacrificado pelos nazis na última guerra mundial. Trata-se do Servo de Deus, Miguel Kozal, que nasceu em Nowy Folwart (Polónia) a 25 de Setembro de 1893, de família muito piedosa. Depois da ordenação sacerdotal, dedicou-se intensamente ao trabalho pastoral em diversas paróquias e mais tarde à formação espiritual da juventude, como diretor de uma escola secundária. deu mostras do mesmo zelo e empenho quando o mudaram para o seminário de Gniezno, onde leccionou durante doze anos. Em 1939 foi designado pela santa Sé Bispo auxiliar da diocese de Wloclawek. Duas semanas depois da consagração episcopal, deflagrou a guerra mundial e a Polónia foi invadida pelas tropas alemãs. Os chefes nazis, dominados pelo ódio contra a fé católica, fecharam igrejas e colégios, prenderam padres e proibiram todas as publicações religiosas. O novo bispo reagiu, defendendo os direitos da fé. Foi admoestado, perseguido e por fim preso. No cárcere ofereceu generosamente a Deus a própria vida como holocausto pela libertação dos sacerdotes. Quanto sofreu e quanto rezou nos três anos de prisão, é difícil imaginar. Contudo, ele preocupava-se mais com os sofrimentos dos outros do que com os seus. Foi, por assim dizer, o anjo tutelar dos sacerdotes que juntamente com ele penavam nos calabouços nazis. Era grande a sua alegria quando lhe era possível distribuir ocultamente a eucaristia aos presos. Dizia-lhes: “Dou-vos o dom mais precioso, Jesus Eucarístico. Deus está connosco. Deus nunca nos abandona”. O Bispo Miguel Kozak não foi apenas mártir, mas verdadeiro mestre de mártires. Com o seu exemplo e palavras, na sexta-feira da Paixão de 1942, todos os presos puderam conhecer melhor o mistério da dor, todos sentiram, que participavam um pouco nos sofrimentos do Salvador pela salvação dos homens. Com 50 anos não completos, faleceu em Dachau, a 26 de janeiro de 1943, depois de uma injeção letal aplicada por um médico. AAS 79 (1987) 1126-29. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt.

• Paula, Santa
  Padroeira das Viúvas

Paula, Santa

Paula, Santa

Martirológio Romano: Em Belém, de Judeia, morte de santa Paula, viúva, a qual pertencia a uma nobre família senatorial e, renunciando a todo, distribuiu seus bens entre os pobres, retirando-se com sua filha, a beata virgem Eustochio, junto ao presépio do Senhor (404). Santa Paula nasceu em 5 de Maio de 347. Por parte de sua mãe, tinha parentesco com os Escipiones, com os Gracos e Paulo Emílio. Seu pai pretendia ser descendente de Agamenón. Paula teve um filho, chamado Toxocio como seu marido e quatro filhas: Blesila, Paulina, Eustochio e RufinaPaula era muito virtuosa como mulher casada e com seu marido edificaram em Roma com seu exemplo. Sem embargo ela tinha seus defeitos, particularmente o de certo amor à vida mundana, o qual era difícil de evitar por sua alta posição social. Ao princípio Paula não se dava conta desta secreta tendência de seu coração, mas a morte de seu esposo, ocorrida quando ela tinha 33 anos, lhe abriu os olhos. Sua pena foi imoderada até ao momento em que sua amiga Santa Marcela, uma viúva romana que assombrava com suas penitências, a persuadiu de que se entregasse totalmente a Deus. A partir de então, Paula viveu na maior austeridade.  Sua comida era muito simples, e não bebia vinho; dormia no chão, sobre um saco; renunciou por completo às diversões e à vida social; e repartiu entre os pobres tudo aquilo que lhe pertencia e evitou o que pudesse distraí-la de suas boas obras.  Numa ocasião ofereceu hospitalidade a Santo Epifânio de Salamis e a São Paulino de Antioquia, quando foram a Roma. Eles apresentaram-na a São Jerónimo, com quem a santa esteve estreitamente associada no serviço de Deus enquanto viveu em Roma, sob o Papa São DâmasoSanta Blesila, a filha mais velha de Santa Paula, morreu subitamente, coisa que fez sofrer muito a piedosa viúva. São Jerónimo, que acabava de voltar de Belém, lhe escreveu uma carta de consolo, em que não deixava de repreendê-la pela pena excessiva que manifestava sem pensar que sua filha havia ido a receber o prémio celestial. Paulina, sua segunda filha, estava casada com São Pamáquio, e morreu sete anos antes que sua mãe. Santa Eustóquio, sua terceira filha, foi sua inseparável companheira. Rufina morreu sendo ainda jovem.  Quanto mais progredia Santa Paula no gosto das coisas divinas, mais insuportável se lhe fazia a tumultuosa vida da cidade. A santa suspirava pelo deserto, e desejava viver numa ermida, sem ter outra coisa em que se ocupar mais que pensar em Deus. Determinou, pois, deixar sua casa, sua família e seus amigos e partir de Roma. Ainda que era a mais amante das mães, as lágrimas de Toxócio e Rufina não lograram desviá-la de seu propósito. Santa Paula embarcou com sua filha Eustóquio, o ano 385; visitou a Santo Epifânio em Chipre, e se reuniu com São Jerónimo e outros peregrinos em Antioquia. Os peregrinos visitaram os Santos Lugares de Palestina e foram ao Egipto a ver os monges e anacoretas do deserto. Um ano mais tarde chegaram a Belém, onde Santa Paula e Santa Eustóquio ficaram sob a direção de São Jerónimo. As duas santas viveram numa choça, até que se acabou de construir o mosteiro para homens e os três mosteiros para mulheres. Estes últimos constituíam propriamente uma só casa, já que as três comunidades se reuniam noite e dia na capela para o ofício divino, e aos domingos na Igreja próxima. A alimentação era escassa e má, os jejuns frequentes e severos. Todas as religiosas exerciam algum ofício e teciam vestidos para si e para os demais. Todos vestiam um hábito idêntico. Nenhum homem podia entrar no recinto dos mosteiros. Paula governava com grande caridade e discrição. Era a primeira a cumprir as regras, e participava, como Eustóquio, nos trabalhos da casa. Se alguma religiosa se mostrava loquaz ou airada, sua penitência consistia em isolar-se da comunidade, colocar-se em última nas filas, orar fora das portas e comer aparte, durante algum tempo. Paula queria que o amor à pobreza se manifestasse também nos edifícios e igrejas, que eram construções baixas e sem nenhum adorno caro. Segundo a santa, era preferível repartir o dinheiro entre os pobres, membros vivos de Cristo. Paládio afirma que Santa Paula se ocupava em atender a São Jerónimo, e foi a este de grande utilidade em seus trabalhos bíblicos, pois seu pai lhe havia ensinado o grego e na Palestina havia aprendido suficiente hebreu para cantar os salmos na língua original. Ademais, São Jerónimo a havia iniciado nas questões exegéticas o bastante para que Paula pudesse seguir com interesse sua desagradável discussão com o bispo João de Jerusalém sobre o origenismo. Os últimos anos da santa se viram ensombrados por esta disputa e pelas preocupações económicas que sua generosidade havia produzido. Toxócio, o filho de Santa Paula, se casou com Leta, a filha de um sacerdote pagão, que era cristã. Ambos foram fieis imitadores da vida de sua mãe e enviaram a sua filha Paula a educar-se em Jerusalém ao cuidado de sua avó. Paula, a jovem, sucedeu a Santa Paula no governo dos mosteiros. São Jerónimo enviou a Leta alguns conselhos para a educação de sua filha, que todos os pais deveriam ler. Deus chamou a si a Santa Paula aos 56 anos de idade. Durante sua última enfermidade, a santa repetia incansavelmente os versos dos salmos que expressavam o desejo de alma de ver a Jerusalém celestial e de unir-se com Deus. Quando perdeu a fala, Santa Paula fazia o sinal da cruz sobre seus lábios. Morreu na paz do senhor, em 26 de Janeiro do ano 404. Santa Paula, roga por nós.

• Albérico, Santo

  Abade

Alberico, Santo

Albérico, Santo

Martirológio Romano: No mosteiro de Cister, na Borgonha (hoje França), santo Albérico, abade, que, sendo monge em Molesmes, foi um dos primeiros religiosos que fundaram o novo mosteiro e, havendo sido eleito abade, dirigiu o cenóbio sobressaindo por seu zelo em procurar a formação de seus monges, como verdadeiro amante da Regra e dos irmãos (1109). Os esforços de Santo Albérico por encontrar um instituto religioso que correspondesse a suas aspirações de grande perfeição arrojam uma luz que nos faz tremular, sobre o temperamento de aço dos monges do século XII. Não sabemos nada da meninice de Albérico. Quando ouvimos falar dele por primeira vez, formava parte de um grupo de sete ermitãos que viviam no bosque de Collan, não longe de Chatillon-sur-Seine. Aí habitava certo abade Roberto, homem de boa família e muito reputado por sua virtude. Apesar de que havia fracassado anteriormente no governo de uma comunidade de monges revoltosos, os ermitãos lograram com certa dificuldade que Roberto aceitasse ser seu superior, e em 1075, emigraram para as cercanias de Molesmes, onde construíram um mosteiro. Roberto era o abade e Albérico o prior. Cedo começaram a chover regalos no mosteiro; a comunidade aumentou, mas o fervor decaiu. Durante certa época, um grupo de monges se rebelou contra a disciplina religiosa. Roberto, desalentado, se retirou do mosteiro. Albérico ocupou seu lugar e intentou restabelecer a ordem; mas os monges o feriram e o encerraram finalmente. Albérico e um inglês chamado Esteban Harding, não podendo já suportar tal estado de coisas, abandonaram também o mosteiro. Provavelmente quando o povo se inteirou da rebelião, as esmolas começaram a escassear e então os rebeldes prometeram emenda. Roberto, Albérico e Esteban retornaram ao mosteiro. Mas cedo reapareceram os sintomas da relaxação, e Albérico parece haver lançado a ideia de partir com um grupo dos mais fervorosos a fundar aparte uma comunidade mais observante. Assim se fez e, em 1098, vinte e um monges se estabeleceram em Cister, um pouco ao sul de Dijon, a uns cem quilómetros de Molesmes. Tais foram os princípios da grande Ordem Cisterciense. Roberto, Albérico e Esteban foram eleitos abade, prior, e sub-prior, respectivamente. Mas pouco depois, São Roberto retornou à comunidade de Molesmes, e Albérico lhe sucedeu no cargo de abade, de maneira que a ele devem atribuir-se com toda probabilidade, algumas das principais características da reforma cisterciense. Se tratava de uma restauração da primitiva observância beneditina, mas com muito mais austeridade. Uma das manifestações externas da mudança foi a adopção do hábito branco, com escapulário negro e capucho, para os monges de coro. Segundo a lenda, esta mudança se deve a um desejo que comunicou a Santíssima Virgem a Santo Albérico numa aparição. Uma modificação mais profunda foi a instituição de uma aula especial de "fratres conversi" ou irmãos leigos, aos que se confiou o trabalho caseiro e, sobretudo, a exploração das granjas distantes do convento. Sem embargo, todos os monges estavam obrigados em alguma forma ao trabalho manual. O coro foi simplificado e abreviado; e se deixou mais tempo para a oração privada. Albérico não governou durante muito tempo, e provavelmente muitos dos rasgos característicos na organização definitiva de Cister se devem a seu sucessor, Santo Esteban. Foi ele quem nos deixou a notícia mais pessoal sobre Santo Albérico, numa exortação que pronunciou com motivo da morte deste, ocorrida em 26 de Janeiro de 1109: "A todos nos afecta igualmente esta grande perda -disse-, e dificilmente poderei consolar-vos eu, que necessito de consolo tanto como vós. Vós haveis perdido a um pai e a um diretor de vossas almas; eu não só perdi a um pai e um guia, mas também a um amigo, a um companheiro de armas, a um valente soldado do Senhor, a quem nosso venerável padre Roberto havia educado com ciência e piedade admiráveis, desde os primeiros dias de nosso instituto monástico... Há ficado entre nós o corpo de nosso amado padre como uma forma de sua presença, e ele nos há levado consigo o céu em seu coração... O guerreiro há triunfado, o atleta há recebido o prémio merecido, o vencedor há ganho sua coroa; dono já do triunfo, pede que também a nós nos seja concedida a palma dos vencedores... Não choremos pelo soldado que descansa já; choremos mais por nós que seguimos em frente de batalha, e transformemos em orações nossas palavras de tristeza, rogando a nosso padre triunfante que não permita que o leão e o feroz inimigo nos derrotem".

• Agustín (Agostinho) Erlandsön, Santo
Bispo,

Agustín Erlandsön, Santo

Agustín Erlandsön, Santo

Martirológio Romano: Na Erlandsön, bispo, que regeu a Igreja que lhe havia sido encomendada como primeiro bispo, procurando seu crescimento e defendendo-a ante os príncipes (1188).

Agustín (Eystein) Erlandssön é conhecido na história medieval da Noruega como um bispo que se esforçou com zelo pelo progresso da Igreja. Pertencia a uma família muito estimada e conhecida na Noruega do século XII, foi capelão da corte do rei Inge "Krokrygg" (Krokygg = o jorobado), que em 1157 o nomeou arcebispo de Nidaros, sendo consagrado algum tempo depois.
Parte de sua existência desenvolveu-se à sombra do trono norueguês daqueles tempos; coroou rei ao jovem Magnus V, filho de Erling Stakke, e manteve boas relações com seus partidários, mas não se pode dizer o mesmo de suas relações com o rei Sverre Sigurdsson (1151-1202) que em 1182 derrubou a Magnus V para ficar com a coroa; este mudou e obrigou-o a viver fora de sua pátria por três anos, até que se reconciliou com o rei Sverre. Neste ponto faz falta indicar sua função de bispo durante o reinado dos filhos do rei Harald IV: Sigur Mund, Inge Krokrygg y Eystein II, que governaram juntos. Foi nesta etapa que se organizou a Igreja norueguesa; em 1152 os referidos reis negociaram um acordo com o Legado Pontifício o Cardeal Niccolò di Albano, erigindo a sede Arcebispal de Nidaros (a cidade actualmente se chama Trondheim), nomeando ao primeiro arcebispo da nova província eclesiástica, que até esse momento pertencia à Arquidiocese de Land.
A igreja preexistente em Nidaros, construída no estilo românico, com uma só nave, pelo rei Olaf Kyrre (1093); resultou ser já muito pequena para as celebrações e querendo Noruega ter uma catedral mais bela, se iniciou a construção de uma nave transversal, obra que não se havia ainda terminado em 1161.  Quando Agustín Erlandssön voltou de seu desterro em 1183, começou uma completa reconstrução da catedral mas em estilo gótico; em 1188 após a morte deste santo bispo, a imponente obra todavia não havia sido concluída. Agustín em seguida foi venerado como santo pelas virtudes de sua vida e pelo zelo que prodigalizou na defesa dos direitos da Igreja ante as prepotências e abusos dos reis e dos chefes feudais.
responsável da tradução em espanhol: Xavier Villalta

• Outros Santos e Beatos
Janeiro 26    -  Completando o santoral deste dia

Otros Santos y Beatos

SAN JENOFONTE Y 
SU FAMILIA

Santos Xenofonte e Maria, João e Arcádio, monges

Em Jerusalém, santos Xenofonte e Maria, com seus filhos João e Arcádio, os quais, renunciando à dignidade senatorial e a todas as posses, abraçaram a vida monástica na Cidade Santa com grande devoção (s. VI).

São Teógenes, mártir

Na cidade de Hipona, na Numídia (hoje Argélia), são Teógenes, mártir, acerca do qual santo Agostinho pregou um sermão (c. 257).

Beata María de la Dive, mártir

Na região de Anjou, em França, beata María de la Dive, mártir, que, sendo viúva, foi degolada por sua fidelidade à Igreja durante a Revolução Francesa (1794).

BEATA MARÍA DE LA DIVE

91529 > Sant' Agostino (Eystein) Erlandsson Arcivescovo  MR
38900 > Sant' Alberico di Citeaux Abate  MR
93941 > Beato Arnaldo de Prades Mercedario 
93940 > Beato Claudio di San Romano Mercedario 
38740 > Beata Maria de la Dive Vedova, martire MR
92092 > Beato Michele (Michal) Kozal Vescovo  MR
38700 > Santa Paola Romana Vedova  MR
38720 > Santi Senofonte, Maria e figli Martiri  MR
38710 > San Teogene di Ippona Martire MR
22450 > San Timoteo Vescovo  - Memoria MR
22475 > Santi Timoteo e Tito Vescovi  - Memoria MR
22500 > San Tito Vescovo  - Memoria MR

  www.santiebeati.itwww.es.catholic. – www,jesuítas.pt

Compilação de

António Fonseca