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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Nº 27 - 27 DE JANEIRO DE 2011 - SANTOS DO DIA - 3º ANO

 

Nº 1259

SANTOS ROBERTO DE MOLESME, ALBÉRICO e ESTÊVÃO HARDING

Abades Cistercienses ( 1110, 1119 e 1134)

Roberto de Molesme, nascido perto de Trouyes, França, por 1025, entrou muito jovem no mosteiro beneditino de Moutier-la-Celle. Logo que ou o noviciado, nomearam-no prior. Os beneditinos de Tonnerre quiseram tê-lo por abade, e ele aceitou; mas estavam tão relaxados e eram tão pouco reformáveis que os deixou e voltou a Moutier. Houve eremitas que lhe pediram que os chefiasse, por isso dirigiu-se com eles para a floresta de Molesme, onde, em choupanas de ramagens, à volta duma capelinha, refloresceu por algum tempo a vida dos monges da Tebaida. Em seguida multiplicaram-se as vocações e as dádivas; as choças desapareceram e foram substituídas por um belo mosteiro, cujos habitantes deixaram o trabalho manual e tudo o que pudesse perturbar-lhes o conforto. Não conseguindo fazê-los sair da preguiça, Roberto deixou-os e foi viver na solidão. Mas, tendo a ausência dele estancado a generosidade dos benfeitores, os monges pediram-lhe que retomasse o cargo, pois eles se emendariam. Na verdade, ele retomou-o, mas eles é que não se emendaram. Por isso faziam parte Santo Alberico e Santo Estêvão Harding. Roberto foi com eles para a Borgonha e fixou-se em Cister. Aqui organizou a vida com que sonhava e fundou a abadia que deu origem à ordem cisterciense. Roberto foi o primeiro abade de Cister (1098). Mas veio uma ordem  do Papa mandando-o regressar a Molesme. Viveu ainda alguns anos neste mosteiro e nele morreu nonagenário, em 1110, com a consolação, ao que parece, de ter convertido todos os monges. Alberico foi prior dessa colónia monástica. Mas em seguida esta decaiu, o que levou Albérico a retirar-se com Estêvão e outros dois religiosos. A comunidade de Molesme veio, porém , a arrepender-se, e voltaram, Alberico e Estevão para os mais altos cargos. Insatisfeitos, contudo, vendo tantas exceções à regra, retiraram-se para Cister. Albérico foi abade e Estevão prior. A inovação mais impressionante foi terem, adoptado hábito branco com escapulário preto, resultado duma visado em que Nossa Senhora mostrou querer tomar Cister sob a sua especial proteção. A Santa Sé protegeu o novo instituto, que Albérico muito bem organizou. Resolveu, para a cultura das terras, receber conversos leigos; tinham os mesmos votos e as mesmas vantagens que os religiosos do coro. Albérico veio a falecer com o maior fervor, a 26 de Janeiro de 1109. Estevão Harding nasceu na Inglaterra pelo ano de 1085 e faleceu em Cister (França), em 28 de Março de 1134. Tinha viajados pela Franca e pela Itália e, passando pela Borgonha ao regressar à pátria, encontrou no caminho a abadia de Molesme. Entrou e fez-se monge. Em 1098 saiu de Molesme, com os futuros S. Roberto e S. Alberico e uns outros vinte, para fundar a 100 km de lá um mosteiro mais austero. Assim nasceu Cister, de que veio a ser abade Estevão, por morte de Alberico. Acabava Estevão de tomar posse e Cister ameaçava cair em ruinas, quando lá chegaram S. Bernardo e os seus trinta companheiros (1112); a abadia retomou a vida imediatamente e a reforma cisterciense não tardou em espalhar-se pela Europa inteira. Estevão, escreve um dos seus monges, “era um lindo homem, sempre acessível e de bom humor; todos o amavam”. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt

SÃO FELICIANO

Bispo, Mártir  (251)

Entre os valorosos campeões das Religião Cristã que durante a perseguição de Décio sofreram heroicamente o martírio, conta-se Feliciano, Bispo de Foligno, na Itália. Foi consagrado pelo Papa Vítor que, vendo nele um digno sucessor dos Apóstolos, o enviou a pregar o Evangelho a todas as regiões da Hungria. Cumpriu Feliciano zelosamente a sua missão, trabalhando sem cessar e com frutuosos resultados na vinha do Senhor. Exasperados os verdugos, emissários de Décio, martirizaram-no, já em idade avançada, em meados do século III.Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt

• Ângela de Mérici, Santa
Virgem e Fundadora

Ángela de Mérici, Santa

Ângela de Mérici, Santa

Fundadora das Irmãs Ursulinas

Martirológio Romano: Santa Ângela Merici, virgem, que vestiu primeiro o hábito da Terceira Ordem de São Francisco e reuniu a várias jovens para as instruir em obras de caridade. Mais tarde, instituiu uma ordem de mulheres, chamada de Santa Úrsula, com a finalidade de viver uma vida de perfeição no mundo e ensinar os caminhos do Senhor às adolescentes. Morreu na cidade de Bréscia, na Lombardia (hoje Itália) (1540). Etimologia: Ângela = Mensageira de Deus, é de origem grega. Nasceu em Itália em 1474 e tem o mérito de haver fundado a primeira comunidade religiosa feminina para educar meninas.  Se criou numa família camponesa muito crente, onde cada noite liam a vida de um Santo, e isto afervorava muito e a entusiasmava pela religião.  Ficou órfã de pai e mãe quando ainda era muito menina e isto a impressionou muitíssimo. Depois durante toda sua vida lhe pediria perdão a Deus por não haver confiado o suficientemente em sua juventude na Providência Divina que a ninguém abandona.  Sua infância é muito sofrida e tem que trabalhar duramente mas isto a faz forte e a volta compreensiva com as meninas pobres que necessitam ajuda para se poder instruir devidamente.  Se faz Terceira Franciscana e sem haver feito senão estudos de primária, chega a ser Conselheira de governadores, bispos, doutores e sacerdotes. É que havia recebido do Espírito Santo o Dom do Conselho, que consiste em saber o que mais convém fazer e evitar em cada ocasião. Vendo que as meninas não tinham quem as educasse e as livrasse de perigos mortais, e que as teorias novas levavam a gente a querer organizar a vida como se Deus não existisse, fundou a Comunidade de Irmãs Ursulinas (em honra a Santa Úrsula, a santa mártir do século IV, que dirigia o grupo de raparigas chamadas "As onze mil virgens", que morreram por defender sua religião e sua castidade).  O que mais a impressionava era que as meninas dos campos e povos que visitava não sabiam nada ou quase nada de religião. Seus pais ou não sabiam ou não queriam ensinar-lhes catecismo. Por isso ela organizou a suas amigas numa associação dedicada a ensinar catecismo em cada bairro e em cada vereda. Ângela era de baixa estatura mas tinha todas as qualidades de líder e de guia para influir nos demais. E além disso tinha muita simpatia e agradabilidade em seu trato. Em Bréscia fundou uma escola e dali se estendeu sua Comunidade de Ursulinas por muitas partes. Um grupo de 28 raparigas muito piedosas veio a viver em casa de Ângela e com elas fundou a Comunidade. Numa visão contemplou um enorme grupo de jovens vestidas de branco que voavam para o céu, e uma voz lhe disse: "Estas são tuas religiosas educadoras".

Ángela de Mérici, Santa

Ângela de Mérici, Santa

A gente considerava a Santa Úrsula como uma grande líder ou guia de mulheres. Por isso Ângela pôs a suas religiosas o nome de Ursulinas. A Comunidade de Ursulinas foi fundada em 1535, e cinco anos depois morreu sua fundadora, Santa Ângela, em 27 de Janeiro de 1540. Foi canonizada em 1807. Um homem lhe perguntou um dia em plena rua: ¿Que conselho me recomenda para me comportar devidamente? E ela lhe respondeu: "Comporte-se cada dia como desejara haver-se comportado quando lhe chegue a hora de morrer e de dar conta a Deus". Suas últimas palavras foram: "Deus meu, eu te amo". Que estas sejam também as palavras que nós digamos não só em tempo de morrer, mas sim muitíssimas vezes durante toda nossa vida.

• Enrique de Ossó e Cervelló, Santo
Sacerdote e Fundador

Enrique de Ossó y Cervelló,  Santo

Enrique de Ossó e Cervelló, Santo

Fundador das Irmãs da Companhia de Santa Teresa de Jesús

Martirológio Romano: Na vila de Gilet, na província de Valência, em Espanha, santo Enrique de Ossó e Cervelló, presbítero, que fundou a no convento dos Irmãos Menores (1896). Em Vinebre, povoação aldeã de Tarragona (Espanha), nasceu Enrique em 16 de Outubro de 1840. Após a morte de sua mãe no ano 1854 foi para o seminário para se fazer sacerdote cumprindo assim um último desejo que ela lhe havia manifestado. Recebeu a ordenação sacerdotal em 21 de Setembro de 1867. Ensinou no seminário de Tortosa até que no ano 1868 a revolução dispersou aos seminaristas. O padre Enrique se refugiou em sua natal Vinebre. No ano seguinte, no meio de grandes dificuldades, reuniu as classes no palácio episcopal e em algumas casas particulares para uma centena de seminaristas que viviam como externos e com cuja ajuda reorganizou a catequese na cidade, No ano 1872 iniciou a publicação da revista Teresiana que se difundiu por França, Bélgica, Portugal e América; em vida do padre Ossó se publicaram 280 números nos que ininterruptamente colaborou com artigos e notas. Em 15 de Outubro de 1873 fundou a congregação Teresiana que era um agrupamento de jovens no seio de cada paróquia com o objecto de renovar o ambiente de indiferença religiosa que se havia estendido entre a população. Apoiado por Teresa Blanch, em 23 de Junho de 1876 fundou em Tarragona a Companhia de Santa Teresa de Jesus com oito co-fundadoras. As religiosas Teresianas, dedicadas à educação, tiveram uma rápida e assombrosa difusão: havendo fundado seu primeiro colégio em Villalonga no ano 1878, para o ano 1881 tinham já nove onde recebiam educação católica mais de mil meninas com o reconhecimento e aplauso das autoridades civis e educativas. Também a arqui-confraria Teresiana fundada por ele teve grande crescimento: de 100,000 em 1882 a 140,000 associadas num só ano.  Enquanto esteve em Roma, de Abril a Agosto de 1894, escreveu um livro de devoção que cedo saiu na imprensa: Sete Moradas no Coração de Jesus. Em fins de Dezembro de 1895  começou exercícios espirituais num convento franciscano. Era meia noite de 27 de Janeiro lhe sobreveio um derrame cerebral. Ainda teve forças para sair do quarto e pedir ajuda. Os franciscanos o encontraram agonizante e pouco depois morreu. Na tarde do dia seguinte foi sepultado no cemitério do mosteiro, acompanhado unicamente dos franciscanos e do pároco de Gilet. Foi beatificado em 14 de Outubro de 1979 e canonizado em 16 de Junho de 1993 pelo papa João Paulo II.

• Jorge Matulaitis-Matulewicz Beato
Bispo e Fundador

Jorge Matulaitis, Beato

Jorge Matulaitis, Beato

Martirológio Romano: Na cidade de Kaunas, na Lituânia, beato Jorge Matulaitis, bispo de Vilna e depois Visitador Apostólico na Lituânia, fundador da Congregação de Clérigos Marianos e da Congregação de Irmãs sob o título da Santíssima Virgem Maria Imaculada (1927). O Beato Matulaitis nasceu em Lugine, Lituânia, em 13 de Abril de 1871, ficou órfão muito menino, ao morrer seu pai em 1874 e sua mãe em 1881. Durante a infância, desenvolveu tuberculose no osso de sua perna, do que sofreu o resto de sua vida. Alcançou seu doutorado em teologia na Universidade de Friburgo, na Suíça. Ensinou Latim e direito canónico no seminário de Kielce. Era o chefe do departamento de sociologia e o vice-reitor da Academia Espiritual de São Petersburgo, onde ensinava teologia dogmática. Era um notável professor, clérigo, diretor espiritual e confessor, mas resignou a seu cargo na academia para trabalhar pela revitalização mariana. Recebeu a ordem sacerdotal em 20 de Novembro de 1898 e então professou como religioso na Congregação Mariana em 1909. Em 14 de Julho de 1911 foi eleito superior geral da Congregação de Padres Marianos. Reformou os Marianos da Imaculada Conceição, mudando suas constituições, seu hábito e sua forma de vida. Malutaitis fundou as Irmãs da Imaculada Conceição da Bem-aventurada Virgem Maria em Lituânia em 15 de Outubro de 1918 e foi ordenado bispo de Vilnius em 8 de Dezembro do mesmo ano. Matulaitis fundou a Congregação de Serventes de Jesus na Eucaristia em 1924 em Belarus. Também estabeleceu casas religiosas Marianistas em Bielany, Polónia, Marijampolé, Lituânia, Friburgo, Suíça e Chicago. Em 1926, Matulaitis viajou aos Estados Unidos por segunda vez, onde participou num congresso eucarístico. Jurgis Matulaitis lutou vigorosamente para defender os direitos da Igreja e a liberdade do povo. Renunciou a sua sede em 14 de Julho de 1925. Em 1 de Setembro de 1925, o Papa Pío XI o nomeou arcebispo e visitador apostólico em Lituânia. O Vaticano despachou a Matulaitis a Vilnius para completar a concordata com o governo lituano e assim restaurar as relações diplomáticas, coisa que conseguiu Matulaitis pouco antes de morrer de apendicite em 27 de Janeiro de 1927. Em 28 de Junho de 1987 foi beatificado pelo Papa João Paulo II.

• Manfredo Settala, Beato
Sacerdote e Eremita,

Manfredo Settala, Beato

Manfredo Settala, Beato

Martirológio Romano: Em Riva San Vitale (Suíça), povoado próximo a Como (Itália), beato Manfredo Settala, presbítero y eremita (1217).

Pertenceu à antiga família milanesa de los Settala e no fim do século XII foi pároco de Cuassoche que naquele tempo compreendia as atuais paróquias de Cuasso al Piano, Cuasso al Monte, Brusimpiano Porto Ceresio y Besano, na diocese de Milão perto de do ramo sul-ocidental do lago de Lugano. Supremamente chamado à vida eremítica deixou a vida pastoral e afastou-se para alturas de San Giorgio, solitária montanha encaixada entre os braços meridionais de Ceresio. Atraídos pela fama de sua santidade, acudiram implorando conselho e intercessão às povoações das regiões circundantes. Em 1207 acudiram os habitantes de Olgiate Comasco que, aflitos por mortal contágio, consultaram o beato para obter sua salvação e consolo. O santo ermitão os exortou a ir em romaria à tumba de s. Gerardo, que havia morrido há pouco em Monza, (6 de Junho de 1207). Devotamente terminada a piedosa romaria, a enfermidade subitamente desapareceu, e o povo de Olgiate por decisão unânime construíram na localidade uma bonita igreja em honra de são Gerardo,  que se converteu em destino de peregrinações; em 1938 a igreja foi restaurada e redecorada e além disso o povo de Olgiate fez voto perpétuo de acudir comunitariamente cada ano ao sepulcro de são Gerardo para recordar o antigo prodígio. A historiografia manfrediana, baseada sobre antigas tradições e respeitáveis documentos, é rica em prodígios atribuídos à intercessão do santo ermitão. Se sabe, por inequívocos testemunhos, que o beato morreu em 27 de Janeiro de 1217. O corpo do Santo foi enterrado na capela de Riva San Vitale, aos pés do monte San Giorgio. Em 1387, por ordem do bispo de Como, Beltramo da Brossano, os restos do beato foram colocados numa arca de mármore posta na área do altar para que os fieis cristãos o possam brindar uma adequada devoção e reverência. Em 1633, o corpo foi trasladado a numa urna preciosa, a mesma que foi instalada sob a mesa do altar mor, onde é venerado actualmente, lugar a que muitas paróquias da região vão em anual romaria. A festa litúrgica celebra-se em 27 de Janeiro, que em Riva é considerado dia festivo; a festividade se revive no domingo seguinte, com a ingente participação de forasteiros e da apropriada ornamentação das ruas, já que a devoção ao beato é ainda intensa na região. Na véspera da festa ainda se costumava distribuir entre todas as famílias o pão bento. responsável da tradução (para espanhol): Xavier Villalta

• Julião de Le Mans, Santo
  Bispo

Julián de Le Mans, Santo

Julián de Le Mans, Santo

Martirológio Romano: Em Cenomanum (hoje Le Mans), na Gália Lugdunense (hoje França), são Julião, que é considerado como o primeiro bispo desta cidade (s. III). Etimologia: Julián = Aquele que pertence à família Júlia, é de origem latina. No tempo em que escrevia Alban Butler, se conservava na catedral uma relíquia que passava por ser o crânio de São Julián. Dito santo era muito celebrado em Inglaterra, já que seu nome é mencionado neste dia pelo calendário do Saltério de Eadwine, do Colégio da Trindade de Cambridge (anterior ao ano 1170), e todas as dioceses do sul que seguiam o uso saro, celebravam sua festa.   Mas não sabemos praticamente nada sobre a vida de São Julián. As lições do breviário saro o descrevem como um nobre romano que foi o primeiro bispo de Le Mans e o evangelizador dessa região de França. Lhe atribuem também extraordinários milagres. O único que podemos acrescentar é que há provas de que no século VII existia uma capela chamada "basílica Sti Juliani Epis copi", e que São Julián encabeça os catálogos dos bispos de Le Mans. Provavelmente a introdução do culto de São Julián em Inglaterra se deve ao facto de que o rei Enrique II, que havia nascido em Le Mans, parece haver sido batizado na igreja de São Julián da dita cidade e deve ter conservado certa devoção pessoal a seu patrono.

• Devota, Santa
  Virgem e Mártir

Devota, Santa

Devota, Santa

Martirológio Romano: Em Mariana, na ilha de Córsega (hoje França), comemoração de santa Devota, virgem e mártir (c. 300). A princípios do sexto século na Córsega (naqueles tempos província romana), o governador romano Diocleciano fez grande perseguição aos Cristãos. Uma jovem Cristã, Devota, foi presa, encarcerada e torturada. Morreu sem renegar sua fé. Depois de sua morte, o governador da província ordenou queimar seu corpo mas um grupo de cristãos apoderou-se dele e o colocaram sobre um barco que saía para África onde, pensavam, receberia cristã sepultura.  Já às primeiras horas da travessia, uma tormenta estalou. Foi então quando da boca de Devota saiu uma pomba que guiou o barco sem embargo até Mónaco onde varou no vale “des Gaumates” (local da atual igreja de Santa Devota). Era o sexto dia antes das calendas de Fevereiro, o que corresponde aproximadamente à data de 27 de Janeiro. Um oratório assinalou o lugar da tumba. Os fieis, habitantes de Mónaco ou navegantes de passagem, numerosos foram aqueles que vieram a recolher-se e os primeiros milagres tiveram lugar. Não obstante uma noite, um indivíduo roubou as relíquias da Santa com intenção de negociar seus benefícios. O sacrilégio se evitou, pois um grupo de pescadores perseguiu ao ladrão e este foi detido imediatamente. O barco do ladrão foi queimado na praia, em sacrifício expiatório. O culto de Santa Devota fica sempre fervente no Principado. Seu culto vinculado a Mónaco e a seus príncipes, é patente oficialmente em cada igreja do Principado e nas moedas. É a alma protetora da identidade monegasca, cujas relíquias hão sido imploradas em momentos de alegria. Cabe destacar que o primeiro livro escrito em monegasco pelo poeta monegasco Louis Notari se chama “A lenda de Santa Devota” (La leyenda de Santa Devota).

Vitaliano, Santo
LXXVI Papa

Vitaliano, Santo

Vitaliano, Santo

Martirológio Romano: Em Roma, na basílica de São Pedro, sepultura de são Vitaliano, papa, que se preocupou pela salvação dos anglos (672). Se conta que o Papa Vitaliano era originário de Segni, na Campânia, mas não sabemos nada sobre ele, antes de sua eleição ao pontificado, em  657, nem conhecemos sua vida posterior com exceção de seus atos públicos. Seu pontificado se viu turvado pelas tendências monoteístas de dois patriarcas de Constantinopla e do imperador Constante II e seu sucessor. Mais consolador é o quadro das relações do Papa com outras Igrejas, como a de Inglaterra, segundo pode ler-se nos escritos de São Beda.   Sob o reinado deste Papa, São Bento Biscop fez sua primeira visita a Roma. As diferenças entre os bispos celtas e anglo-saxões, sobre a festa da Páscoa e outros pontos, ficaram sanadas no Concílio de Streaneshalch (Whitby). São Vitaliano enviou a Inglaterra a Teodoro de Tarso como bispo de Canterbury, e ao monge africano Santo Adriano, que foi abade de Santo Agostinho. A influência de ambos, na preparação do clero anglo-saxão e no estabelecimento de relações mais estreitas entre a coroa de Inglaterra e a Santa Sede, foi muito grande. São Vitaliano morreu em 672 e foi enterrado na basílica de São Pedro.

• Paulo José Nardini, Beato
Presbítero e Fundador

Pablo José Nardini, Beato

Pablo José Nardini, Beato

Presbítero e Fundador
das Franciscanas Pobres da Sagrada Família

Nasceu em 25 de Julho de 1822 em Germersheim, uma aldeia situada na ribeira de Rhin, de Margarita Lichtenberger e de pai desconhecido, pelo que foi batizado com o apelido de sua mãe, a qual, dado que não tinha trabalho e portanto não podia mantê-lo, o deu em adopção a sua tia, María Bárbara, e a seu marido, Anton Nardini, de origem italiana. Estes esposos o amavam como se fosse seu próprio filho e lhe deram uma boa educação em todos os aspectos. Pablo José, ainda que sempre tenha amado muito a seus pais adoptivos, não esqueceu nunca a sua mãe natural; quando foi nomeado pároco de Pirmasens, a levou para que vivesse com ele na casa paroquial. Desde pequeno foi muito aplicado em seus estudos; se distinguiu entre seus companheiros por sua extraordinária diligência e os excelentes resultados que obtinha.
Terminados seus estudos de secundária, viu cada vez mais claramente que tinha vocação para  o sacerdócio. Por isso, solicitou ao bispo Mons. Johannes von Geissel que lhe permitisse ingressar no seminário de Espira, onde, desde 1841 até 1843, estudou filosofia. Concluídos os estudos de filosofia, o bispo Mons. Nikolaus von Weis o enviou a estudar a teologia na universidade de Munich, em que em 25 de Julho de 1846 conseguiu o título de doutorado "summa cum laude". Em 5 de Junho de 1846, recebeu as ordens menores de mãos de Mons. Carlo Luigi Morichini, arcebispo titular de Nisibis, e no dia seguinte, o sub-diaconado. Logo, de novo em Espira, após concluir seus estudos, em 11 de Agosto do mesmo ano foi ordenado diácono na igreja do seminário. E, por último, em 22 desse mês, foi ordenado sacerdote na catedral de Espira. Nos primeiros anos, desempenhou seu ministério sacerdotal como vigário paroquial em Frankenthal, prefeito do colégio diocesano e  reitor da paróquia de até sua morte, graças a seus dotes humanos e morais extraordinários, deu um esplêndido testemunho de santidade. É digno de destacar o facto de que, animado por um grande zelo, em Junho de 1853 chamou as religiosas do Santíssimo Redentor de Niederborn para que se encarregassem da educação das crianças. A estas religiosas lhes encomendou também que prestassem assistência assídua aos enfermos, sem distinção de classes sociais ou de religião. Sem embargo, o trabalho que deviam realizar superava suas escassas forças; por isso, adoeceram todas e tiveram que voltar a sua casa. O padre Nardini as substituiu com quatro mulheres jovens da Terceira Ordem Franciscana, com as quais fundou, em 2 de Março de 1855, a congregação religiosa das "Franciscanas Pobres", nome que depois se mudou pelo de "Franciscanas Pobres da Sagrada Família". A sua morte, acontecida em 27 de Janeiro de 1862, a Congregação contava já com 220 religiosas e com trinta e cinco casas. Em 1869 a sede central da congregação se trasladou de Pirmasens para Mallersdorf, na Baviera. Seus restos mortais descansam na capela da casa da Congregação em Pirmasens. Foi beatificado em 22 de Outubro de 2006.

• Julián de Sora, Santo
Mártir,

Julián de Sora, Santo

Julián de Sora, Santo

Martirológio Romano: Na cidade de Sora, em Lácio, comemoração de santo Julián, mártir, que, segundo a tradição, padeceu no tempo do imperador Antonino (c. 150)

Julián, jovem oriundo da Dalmácia (região geográfica na costa adriática que pertence actualmente a Croácia e em pequena medida a Montenegro), que, durante a perseguição realizada por Antonino Pío em Itália, foi reconhecido como cristão em Lácio meridional perto de Anagni. Levado a Atina, foi submetido por Flaviano, prefeito da província de Campânia, a muitos tormentos. Enquanto padecia a tortura no potro, se derrubou o templo de Serapis ficando em cacos a estátua do deus. Acusado então de ser mago foi decapitado entre as ruinas daquele mesmo templo. Tal história chega a nós através de um manuscrito italiano de Chioccarelli. Barónio, e nos Annais, assinala o martírio de Julián como ocorrido no ano 175, sob o imperador Marco Aurélio, durante o pontificado de Papa Sotero. Mas o Martirológio Romano coloca o martírio como ocorrido sob o império de Antonino Pío (138 -161). Além disso no Martirológio da Basílica Vaticana, se indica Sora como sede do martírio e acrescenta que nesta cidade se conservam os manuscritos das Atas do mártir. As duas lendas diferem tão só na localidade e em alguns outros detalhes do martírio. Ambas são certamente tardias, cabe ressaltar que nas duas se indica como data do martírio em 27 de Janeiro, dia em que é recordado são Julião de Le Mans. As relíquias do mártir foram achadas no mesmo lugar onde se celebrava sua memória, numa antiga igreja dedicada ao santo em Sora, como fica demonstrado no processo de autentificação de seu anseio, documento que conta com a firma do bispo Giovannelli (1609-32), e que fora entregue à Congregação de Ritos em 15 de abril de 1614. As relíquias foram achadas em 2 de outubro de 1612 e trasladadas, por desejo de Costanza Sforza Boncompagni, para a  igreja do Espírito Santo em 6 de abril de 1614. O bispo Agostino Colaianni (1797 -1814) as fez trasladar de novo levando-as à Igreja  Catedral, onde ainda são veneradas sob o altar dedicado ao santo, enquanto que na parte superior se o vê representado numa imagem talhada em madeira em que é representado com a palma do martírio. Reproduzido com autorização de Santiebeati.it responsável da tradução (para espanhol): Xavier Villalta

 

• Outros Santos e Beatos
  Completando o santoral deste dia

Santo Mário ou Marino, abade

No mosteiro de Bodón, na região de Sisteron, na Gália (hoje França), santo Mário ou Marino, abade (c. 550).

São Teodorico, bispo

Em Tonnerre, cidade de Borgonha (hoje França), trânsito de são Teodorico, bispo de Orleans, que faleceu quando viajava peregrinando a Roma, às tumbas dos apóstolos (1022).

São Gilduino, diácono

Perto da cidade de Chartres, em França, trânsito de são Gilduino, diácono da igreja de Dol, na Bretanha Menor, o qual, designado bispo sendo ainda muito jovem e considerando-se indigno, renunciou a esta honra em presença do papa são Gregório VII e no regresso de Roma caiu enfermo ao chegar a esta região, terminando assim sua peregrinação terrestre (1077).

Beato João, bispo

Na cidade de Thérouanne, também em França, beato Juan, bispo, que, sendo canónico regular, assumiu a sede morinense, a qual governou por mais de trinta anos, resistindo aos simoníacos e fundando oito mosteiros de canónicos e de monges (1130).

São Vitale, presbítero e eremita

Em Riva São Vitale, perto de Como, na Lombardia (hoje Itália), beato Manfredo Settala, presbítero e eremita (1217).

Beata Rosália du Verdier de la Solinière, virgem e mártir

Na região de Anjou, em França, beata Rosália du Verdier de la Solinière, virgem do mosteiro do Calvário da mesma comarca e mártir, a qual, durante a Revolução Francesa, por causa do ódio à religião cristã, foi degolada (1794).

São João María, chamado o “Muzeo” ou “Anciano”, mártir

Perto de Mengo, no Uganda, paixão de são João Maria, apelidado “Muzeo” ou “Anciano” por razão de sua maturidade espiritual, que foi servidor do rei e, feito cristão, no momento da perseguição não quis fugir mas que confessou espontaneamente sua fé ante o primeiro ministro do rei Mwenga, pelo qual foi decapitado, sendo a última vítima daquela perseguição (1887).

 

25900 > Sant' Angela Merici Vergine, fondatrice  - Memoria Facoltativa MR
92244 > Santa Devota Martire in Corsica  MR
91238 > San Domiziano di Melitene Monaco 
38175 > Sant' Enrico de Osso y Cervello Sacerdote  MR
38790 > San Gilduino Diacono di Dol  MR
92089 > Beato Giorgio Matulaitis (o Matulewicz) Arcivescovo  MR
38810 > Beato Giovanni di Warneton Vescovo  MR
38840 > San Giovanni Maria, detto Muzei Martire MR
38800 > San Giuliano Venerato a Sora e Atina  MR
38850 > San Giuliano di Le Mans Vescovo  MR
93939 > Beato Gonzalo Diaz di Amarante Mercedario 
38820 > Beato Manfredo Settala Sacerdote ed eremita  MR
38770 > San Marino (Mario) Abate di Bodon  MR
90474 > Beato Michele Pini Monaco 
92853 > Beato Paolo Giuseppe Nardini Sacerdote, fondatore 
38830 > Beata Rosalia du Verdier de la Soriniere Vergine e martire MR
38780 > San Teodorico di Orleans Vescovo  MR
38750 > San Vitaliano Papa  MR

http://es.catholic.net/santoralwww.santiebeati.it  -  www.jesuitas.pt

Recolha, transcrição e tradução de espanhol para português

por António Fonseca