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sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Nº 28 - 28 DE JANEIRO DE 2011 - SANTOS DO DIA - 3º ANO

 

Nº 1260

SÃO TOMÁS DE AQUINO

Doutor da Igreja (1225-1274)

Tomás de Aquino, Santo

Tomás de Aquino, Santo

Presbítero e Doutor da Igreja

Não foi Tomás dos santos mais desfigurados por lendas ingénuas ou tradições biográficas. Mas as suas dimensões de gigante do pensamento costumam levar a que seja muito fragmentariamente conhecido. Não desejaríamos passar em silêncio aspetos muito humanos da sua vida. Apresenta-se como natureza vigorosa, de dimensões atléticas no corpo e de energias esforçadas na alma. Síntese perfeita duma herança lombarda por linha paterna, de Aquino, e normanda pela materna, dos condes de Teate. Último filho varão de família numerosa: doze irmãos, guerreiros e cavaleiros, poetas e teólogos, abadessas ou madres. Recebeu dos monges negros de Monte Cassino a primeira instrução. Vicissitudes de guerra entre o Pontificado e o Império levam-no a continuar os estudos na Universidade de Nápoles, onde teve ocasião de conhecer a Ordem de S. Domingos, para a qual veio a orientar-se aos 19 anos. Renunciou ao próprio eu e entregou-se generosamente ao chamamento. Mas encontrou obstinada oposição familiar. Supera com suave diplomacia os afagos insistentes da mãe – a condessa Teodora – e das amadas irmãs; esforçado e valente se manterá diante da violência brutal dos irmãos guerreiros, quando, brandindo, um tição incandescente, afugentará a insinuante provocação duma má mulher, que lhe fora  trazida.- “Esta vitória valeu, à Igreja toda, a santidade e ciência de Tomás”, viria a dizer um Pontífice Romano. Anos mais tarde, tornará inúteis as ofertas, decididas e aprovadas pelo Papa, da abadia mitrada de Monte Cassino e da sé arquiepiscopal de Nápoles. Nos desígnios de Deus sobre jovem tão excepcional , não só têm decisiva importância os dotes extraordinários de inteligência vivíssima e de laboriosidade infatigável; mas também a trajetória da sua formação pausada e lento enriquecerá essas possibilidades, fazendo-as atingir proporções absolutamente inesperadas. Com 19 anos de idade e 14 de estudos, chega ao ambiente de formação profunda da Ordem Dominicana, cujo tema ninguém melhor do que Tomás soube formular depois de o viver: “Contemplar e transmitir o futuro da contemplação!"”. Roma e Bolonha, Nápoles e Roccasecca forma o cenário de um noviciado muito especial. A Ordem, com visão certeira, levá-lo-á a continuar os estudos de teologia em aulas de melhor estilo; S. Tiago de Paris, e principalmente Colónia durante quatro anos de transcendental importância junto dum mestre, também excepcional , Alberto Magno. A Bíblia e os Padres da Igreja, as sentenças e os teólogos , a ciência natural e a renovação aristotélica da filosofia, foram penetrando, fecundantes, naquele Tomás singular. depressa chegaria à cátedra universitária.  Desde os dias infantis começara a atormentá-lo aquela profunda interrogação: “Quem é Deus?”. Não era inquietação de dúvida mas ansiedade crescente de saber e amor esforçado de verdade. A síntese do que foi a sua vida de estudante descreve-a Tomás nestes certeiros conselhos a um estudante: “Pureza requintada de consciência; aplicação incansável nas horas de estudo, esforço para compreender a fundo tudo o que se lê e ouve; trabalho para vencer toda a dúvida e chegar à certeza; refugiar-se quanto possível na sala de armas de espírito”. Se o estudante Tomás sobressaiu pelo talento, também, conquistava pela humildade. Primeiramente, o serviço do próximo e a ajuda particular aos companheiros. Depressa atinge o mais alto magistério. Começa em Colónia e passa em seguida para o Estudo geral de S. Tiago, em Paris. Religioso como era, teve ali de aguentar os ataques de Guilherme do Santo Amor e dos outros mestres seculares. Regulares e seculares debatiam-se duma maneira que, à distância de séculos, nos parece bem ridícula. Nessa altura, o papa Alexandre IV, informado, deu a Tomás, com 31 anos de idade, a “licentia docendi!”, a licença mais alta de ensinar, consagração dos seus méritos. Mas a situação esteve longe de acalmar com  isso; e o Papa interveio de novo, mandando à Faculdade receber Tomás de Aquino no seu seio, com plenitude de honras e direitos. Três anos durou este seu primeiro magistério em Paris, que andou junto a outras ocupações, bem diversas do ensino. redigiu também nessa altura os Comentários à Sagrada Escritura e ao Mestre das Sentenças, os tratados De Trinitate e De veritate, e começou a Summa contra gentiles. Depois de tomar parte no capítulo geral da Ordem, em que ajudou a organizar os estudos filosóficos e teológicos, voltou à Itália, onde foi teólogo e consultor pontifício, professor com enorme êxito e corretor dos estudos filosóficos aristotélicos entre os dominicanos. depois terminou a Summa contra Gentiles e começou a glossa escrituristica Catena aurea e a Summa Theologica. Na França de novo, envolve-se em batalhas de ideias mais aguerridas que a primeira; defende Aristóteles de inquinamentos do árabe Averrois. E termina a Summa Theologica, obra transcendental, em 1272. Compõe ainda outros tratados. Alcança o máximo do prestigio na corte do rei S. Luís, Mas o clima de desordens e greves entre os alunos tornam a interromper as suas tarefas docentes. E volta à pátria, pedindo para reger uma cátedra na Universidade de Nápoles. Estando S. Tomás a orar com todo o fervor aos pés dum Crucifixo, ouviu estas palavras do Senhor: “Escreveste bem de mim, Tomás; que recompensa desejas?” E ele respondeu logo àquela voz: “Senhor, não quero outra recompensa, senão Vós mesmo”. Atingida a maturidade, entra agora mais nos problemas da vida quotidiana. tem de ocupar-se em ajudar uma irmã que enviuvara, em solucionar problemas da sua família dominicana, e dedica-se muito à pregação apostólica. Canta liturgicamente as glórias do Santíssimo Sacramento no oficio da festa do Corpo de Deus. Sobre o mesmo assunto prega em Roma diante do Papa. E prega nas basílicas romanas ao povo; a respeito dos sermões de Paixão e Ressurreição em Santa Maria Maior, foi escrito este comentário “Comoveu o povo até às lágrimas quando falava da paixão de Cristo; e no dia de Páscoa, levou-o até aos maiores transportes de alegria, associando-se ao incontivel gozo da Santíssima Virgem pela ressurreição de seu Filho”. A respeito de pregações em Nápoles conserva-se este testemunho: “A multidão debatia-se para o escutar, ouvindo-o com tanta atenção e reverência como se falasse o próprio Deus”. Um dia, a seguir a uma iluminação sobrenatural durante a Missa, deixou de escrever porque tudo lhe parecia “palha” ao lado do que tinha contemplado. Também, deixará de pregar e de falar com os homens, para se abismar no diálogo direto com Deus. Assim passou os últimos dias . Fora sempre, como foi escrito, “homem contemplativo de modo admirável”. Sabedoria , caridade e paz foram as três qualidades características da sua vida espiritual, como escreve um dos seus modernos apologistas. Chamado pelo Papa, ia a caminho do II Concílio de Lião quando faleceu no mosteiro cisterciense de Fossa Nuova. Isto a 7 de Março de 1274. Foi canonizado em 1323. Em 1567, S. Pio V elevou-o a Doutor da Igreja. E em 1879 foi constituído, por Leão XIII, patrono especial de todas as universidades católicas; e por Pio XI, em 1923, de todas as escolas católicas. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt

• Valero (Valério), Santo
Bispo de Zaragoza

Valero (Valerio), Santo

Valero (Valério), Santo

Martirológio Romano: Comemoração de são Valério ou Valero, bispo de Zaragoza, na Hispânia Tarraconense (hoje Espanha), que tomou parte no primeiro Concílio de Illiberis e, conduzido a Valência junto com são Vicente, morreu no desterro (305/315). Os nomes de Valeriano, Valério e Valero procedem da nobre estirpe romana dos Valérios, e derivam do verbo valere, de onde procede também o nome de Valentim. Em todos eles subjaz a ideia de valente, forte, eficaz, vigoroso. São Valero, foi eleito bispo de Zaragoza, em 290, e dedicou sua vida a pregar a fé cristã e evangelizar a seus fieis. Havia nascido em Zaragoza e morreu desterrado em Anet (Eure e Loira), no ano 315. Seu biógrafo, o poeta cristão-romano Prudêncio, conta-nos que pertencia à família consular dos Valérios. Alcançou uma longa longevidade.Teve de resistir durante seu episcopado, a perseguição de Diocleciano e Maximiano. Mas digno herdeiro da tradição de força dos cristãos, sabendo, como os mártires que o haviam precedido, que estava arriscando sua vida, não deixou nunca de pregar e de reconfortar aos perseguidos. É o santo patrono da cidade de Zaragoza. Chegou a ouvidos de Daciano, governador de Hispânia, que o bispo Valero e seu diácono Vicente pregavam abertamente a fé cristã. Mandou detê-los e conduzi-los carregados de cadeias a Valência, onde ele residia. Não se arredou Valero ante Daciano; mas este, que entendia que fazer mártires cristãos fortalecia a fé que pretendia desarraigar, em vez de a debilitar; e não desejando assanhar-se com um pobre ancião, condenou-o ao desterro, retendo preso em Valência a seu discípulo e diácono Vicente, a que cruelmente martirizou. Estrela Já publicado em 22 de janeiro. De sua vida foram-nos transmitido poucos dados, o que não é estranho, tendo em conta que estamos nos inícios do século IV. Os últimos anos de seu episcopado não podia cumprir com o cargo da pregação, por um problema na língua, pelo que foi chamado "o tartamudo". Mas encontrou um magnífico ajudante no diácono Vicente, São Vicente Mártir, que foi trazido por seus pais desde Huesca, para que o educasse. Como dissemos anteriormente nesta época, em princípios do século IV, todo o cristão era uma clara ameaça para o império romano e Diocleciano e Maximino desencadearam uma cruel perseguição contra a Igreja, principalmente contra bispos, presbíteros e diáconos. Valero e Vicente foram levados prisioneiros a Valência para ser julgados por um tribunal. Vicente encontrou o martírio e Valero foi desterrado a Enate, povo próximo a Barbastro. Como São Valero por seu problema de locução, não se pronunciou ante o tribunal valenciano, tomou Vicente a palavra e dirigiu sua atenção principal para ele, e pagou com a vida seu discurso, sendo São Valero desterrado. Sabemos que esteve presente no primeiro Concílio espanhol de que existe notícia: o de Elvira, em Granada. Prudêncio, em seu Peristéphanon nos diz que Vicente, natural de Huesca e martirizado em Valência era seu diácono. Juntos foram presos em Zaragoza e o acompanhou no seu cativeiro até à cidade de Turia durante a perseguição de Diocleciano, e onde salvou a vida, talvez em vista de sua velhice. Houve mais de um bispo césar-Augustino com o nome de Valero, na Idade Antiga. E não há dúvida - pelas Atas do Concílio de Elvira - acerca de que era um Valero que governava a diocese Cesar-augustina no começo do século IV. Valero se retirou ao povo de Anet, onde se entregou uns doze anos à oração e penitência no templo que havia feito edificar em honra de seu diácono o mártir Vicente, uma vez conhecido seu martírio, até seu falecimento no ano 315. Morreu cheio de anos e méritos. Seu corpo foi sepultado perto de Anet, no castelo de Strada, de onde foi trasladado a Rota em 1065 e dali a Zaragoza em 1170 por ordem do rei Afonso II de Aragão. Depois da invasão muçulmana, quando acabava de nascer o Reino de Aragão, chegaram noticias de que se haviam descoberto seus restos nos Pirenéus. Se supôs que o bispo havia sido exilado àquelas terras pouco hospitalárias. Em 1050, o que se acreditou que era seu corpo venerável foi levado à sede episcopal de Roda de Isábena, então cabeça eclesial de Aragão. Suas relíquias, então muito veneradas e solicitadas, sofreram várias mudanças, sobretudo durante a ocupação de Espanha pelos árabes. Estiveram primeiro no castelo de Estrada e posteriormente foram trasladados para Roda de Isábena, então cabeça eclesial de Aragão. Quando as tropas de Afonso I e de Gastón de Bearn entraram em Zaragoza em 1118, a restauração da diocese cristã exigia a presença física das relíquias de São Valero. O capítulo de Roda foi generoso e enviou, em sucessivos momentos, primeiro um braço e, mais tarde, em 1170, já sob o cetro de Afonso II, o crânio do bispo confessor. Quando Dom Pedro de Luna foi eleito papa, presenteou a Seo, em 1397, o relicário para guardar o crânio do bispo patrono e protetor de Zaragoza. Feito por ourives e esmaltadores da oficina de Avinhão, em prata sobredourada e com pedrarias, é uma das melhores peças góticas que guarda Aragão  Um retrato de São Valero, que reproduz os rasgos de Bento XIII, se guarda no Museu Capitular de Zaragoza. Sua festividade se celebra o dia 29 de Janeiro na cidade de Zaragoza, sendo este dia o postre popular de todos os zaragozanos o típico "Roscón de San Valero". Já é tradição que na praça do Pilar se reparte cada ano um grande roscón benzido e repartido entre 10.000 pessoas e que se coloca às 10 da manhã na Praça do Pilar. Comentários ao autor: jmarti@ciberia.es Vimos (em 25 de Janeiro) como Valério se salvou momentaneamente, devido ao seu tartamudear e à eloquência do diácono Vicente. Mas houve unicamente uma espera. O processo foi retomado na semana seguinte, e o Bispo de Saragoça foi condenado à deportação. Julga-se que foi exilado para Anet (Aragão) e que aí morreu uns 10 anos mais tarde (por 315). Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt

• Julião de Cuenca, São
Bispo,

Julián de Cuenca, San

Julián de Cuenca, San

Bispo de Cuenca

Martirológio Romano:Na cidade de Cuenca, em Castela a Nova, em Espanha, são Julião, bispo. Foi o segundo bispo desta cidade, uma vez recuperada de mãos dos muçulmanos, e, egrégio por seu modo de viver, distinguiu-se por repartir entre os pobres os bens da Igreja, trabalhando com suas mãos para obter o sustento diário (c. 1207).

Foi o segundo bispo de Cuenca - desde 1198 a 1208-, depois de D. Juan Yáñez. Nasceu em meados do século XII. Em família nobre burguesa, quando Burgos era a cabeça de Castela. Inicia sua educação na escola catedralícia da época, onde se refugia a ciência junto ao clérigo do mosteiro, aplicando-se com esmero às artes liberais. Em Palência cursa estudos superiores. Estudioso, sério e formal, impressiona aos professores e se faz notar entre os alunos por sua ciência e piedade.
Terminados seus estudos é nomeado professor de filosofia e teologia quando somente tem 24 anos. Esta situação é um caso excepcional no centro que o bispo Pôncio converteu em Estudo, Alfonso VIII elevou à categoria de Universidade e o papa Urbano VI enriqueceu com todos os privilégios da universidade de Paris.  Na docência queimará dez anos de sua vida. Ocupa uma habitação funcional que é por sua vez lugar de repouso-estudo-oratório, e ali faz além disso cestos que são parte de sua esmola aos pobres: os dá para que com sua venda se ajudem a viver. Aos 35 anos se retira a Burgos com a intenção de se preparar ao sacerdócio abandonando a fama, a honra e prestígio que se ganhou com a docência. Vive com o fiel criado Lesmes na margem do Arlanzón em intensa vida de oração, mortificação e estudo até que em 1166 é ordenado sacerdote. Os arredores da capital burguesa são os primeiros beneficiados de seu apostolado. Mas em pouco tempo decide ampliar o campo de sua pregação. Com um crucifixo, uma estampa da Virgem e uma muda está convertido em missionário terras abaixo até a Córdoba muçulmana ¡Quanto bem fez com sua bem formada cabeça! Está missionando em Toledo quando o arcebispo Dom Martín López o nomeia arcediago da catedral.  A excursão missionária durou vinte anos. Agora, na nova situação, alterna as tarefas de governo com a pregação, a administração dos sacramentos, e a santa mania de fabricar cestinhas para os pobres, junto à oração e penitência que ama vivamente e a que se dedica de modo especial uma temporada em determinados dias cada ano. Alfonso VIII o obriga a aceitar a diocese de Cuenca à morte de seu primeiro bispo. Em 1196 é consagrado bispo vencida sua resistência. E começa um novo cargo pastoral na hostil e brava serra, o alto da Alcarria e os lhanos da Mancha onde tem de cuidar do complexo mosaico de muçulmanos, judeus e cristãos que sua diocese encerra. Se preocupou de modo especial dos sacerdotes que são sua mão larga para levar a Cristo ao povo. A caridade com os pobres, e a atenção aos descarrilados destacam bases que conseguem para Deus uma parcela cristã. Os biógrafos fazem sobressair dois momentos de sua vida de pastor nos que demonstrou virtudes heroicas: a fome e a peste que sofreu o povo e nas que sua generosidade e entrega não teve limite a favor de seus fieis. Morre em 1208. Seus atributos são com propriedade episcopais, a mitra e o báculo a que se acrescenta um cesto testemunha de sua caridade. Ordinariamente se oi representa sentado ante sua mesa de trabalho. Ao longo de sua vida se complementam o intelectual e o pastoral, a teoria se faz prática, o espírito informa a vida, e as palavras não se ficam ocas mas que se juntam com as obras. Foi o homem de Deus que serviu a Igreja estando onde se necessitava e no momento oportuno. Aparte ficam os fastos apócrifos que adornam sua vida com prodígios sobrenaturais desde sua entrada no mundo e existentes só na imaginação de quem teve a sã pretensão de exaltar a figura do santo. São Julián não os necessitava.

• José Freinademetz, Santo
  Missionário

José Freinademetz, Santo

José Freinademetz, Santo

Martirológio Romano: Na cidade de Daijiazhuang, na província de Shandong, ao sul de China, beato José Freinademetz, presbítero da Sociedade do Verbo Divino, que trabalhou incansavelmente na evangelização daquela região (1908). Giuseppe (José) Freinademetz nasceu em 15 de Abril de 1852 em Oies, uma pequena paragem de cinco casas entre os Alpes Dolomitas do norte de Itália. Batizado no mesmo dia de seu nascimento, herdou de sua família uma fé simples mas tenaz.  Já durante seus estudos teológicos no seminário maior diocesano de Bresanone começou a pensar seriamente nas «missões estrangeiras» como uma possibilidade para sua vida. Ordenado sacerdote em 25 de Julho de 1875, foi destinado à comunidade de San Martino di Badia, muito perto de sua casa natal, onde cedo ganhou o coração de seus paisanos. Sem embargo, a inquietação missional não o havia abandonado. Apenas dois anos depois de sua ordenação se pôs em contacto com o P. Arnoldo Janssen, fundador da casa missional que pronto se converteria oficialmente na «Congregação do Verbo Divino». Com a permissão de seu bispo, José chegou à casa missional de Steyl em Agosto de 1878. Em 2 de Março de 1879 recebeu a cruz missional e partiu para a China junto a outro missionário verbita, o P. Juan Bautista Anzer. Cinco semanas depois desembarcaram em Hong Kong, onde passaram dois anos preparando-se para a missão que lhes foi indicada en Shantung del Sur, uma província com 12 milhões de habitantes e só 158 batizados. Foram anos duros, marcados por viagens longas e difíceis, assaltos de bandoleiros e árduo trabalho para formar as primeiras comunidades cristãs. Tão cedo como conseguia pôr em pé uma comunidade, chegava do bispo a ordem de deixar tudo e recomeçar em outro lugar. José compreendeu rapidamente a importância que tinham os laicos comprometidos para a primeira evangelização, sobretudo como catequistas. A sua formação dedicou muitos esforços e preparou para eles um manual catequístico em chinês. Ao mesmo tempo, junto com Anzer que já havia sido nomeado bispo, se empenhou na preparação, atenção espiritual e formação permanente de sacerdotes chineses e dos outros missionários. Toda sua vida esteve marcada pelo esforço de se fazer chinês entre os chineses, ao ponto de escrever a seus familiares: «Eu amo a China e os chineses; no meio deles quero morrer, e entre eles ser sepultado». Em 1898 o trabalho incessante e as muitas privações cobraram seu preço. Enfermo da laringe e com um princípio de tuberculose, por insistência do bispo e dos co-irmãos, passou um tempo no Japão, em espera de recuperar a saúde. Voltou a China algo recuperado, ainda que não curado. Em fins de 1907, enquanto administrava a diocese em ausência do bispo que havia tido que viajar a Europa, se desatou uma epidemia de tifo. José, como bom pastor, prestou sua assistência incansável, até que ele mesmo contraiu a enfermidade. Voltou imediatamente a Taikia, sede da diocese, onde morreu em 28 de Janeiro de 1908. O sepultaram sob la duodécima estação da Via Crucis e sua tumba se voltou pronto um ponto de referência e peregrinação para os cristãos. Freinademetz soube descobrir e amar profundamente a grandeza da cultura do povo a que havia sido enviado. Dedicou sua vida a anunciar o Evangelho, mensagem do Amor de à humanidade, e a encarnar esse amor na comunhão de comunidades cristãs chinesas. Animou a essas comunidades a abrir-se em solidariedade com o resto do povo chinês. Entusiasmou a muitos chineses para que fossem missionários de seus paisanos como catequistas, religiosos, religiosas e sacerdotes. Sua vida inteira foi expressão do que foi seu lema: «O idioma que todos entendem é o amor». Foi beatificado por Paulo VI em 19 de Outubro de 1975 e canonizado por João Paulo II em 5 de Outubro de 2003.
Reproduzido com autorização de Vatican.va

• Bartolomé Aiutamicristo de Pisa, Beato Religioso Camaldulense,

Bartolomé Aiutamicristo de Pisa, Beato

Bartolomé Aiutamicristo de Pisa, Beato

Martirológio Romano: No mosteiro de são Frediano, perto de Pisa, na Toscana (hoje Data de beatificação: Culto confirmado pelo Papa Pío IX o ano 1857.

O beato Bartolomé Aiutamicristo, monge camaldulense, proveio de uma antiga e nobre família pisana, mas foi mais ilustre pela santidade de sua vida, santidade confirmada pelos milagres realizados durante sua vida e após a sua morte, que aconteceu em 28 de Janeiro de 1224. Não é que se fizesse camaldulense porque temesse que a torre de seu povo viesse abaixo, (na realidade durante sua vida a torre de Pisa só tinha três dos seis pisos atuais). Nem porque temesse que a ira de Deus lhe caísse em cima, mas porque ouviu dizer que os monges fundados por São Romualdo sorriam sempre. Não se fez sacerdote porque dizia que ele nunca aprenderia a pregar. O Irmão Bartolomeu do mosteiro de São Frediano falava pouco, mas suspirava muito «Aiutami Cristo» (Ajuda-me Cristo), e com esse sobrenome passou à história.

• Julião Maunoir, Beato
  Sacerdote Jesuíta

Julián Maunoir, Beato

Julián Maunoir, Beato

Martirológio Romano: No lugar de Plévin, da Bretanha Menor, em França, beato Julián Maunoir, presbítero da Companhia de Jesus, que se entregou por espaço de quarenta e dois anos às missões populares por todos os lugares e aldeias da província (1683). Não se pode dizer que os católicos de outras nações ignoram a história religiosa de França no século XVII, mas é indubitável que um dos aspectos menos conhecidos de essa história é o trabalho dos missionários no interior do país. Todo o mundo está atento às atividades de um monsieur Olier, em Paris, ou de um São Vicente em todo o território francês; mas são muito menos conhecidas as atividades de um São João Eudes na Normandia, de um São Pedro Fourrier em Lorena, de um P. Juan Lejeune no Limousin, ou Languedoc e a Provença, de um São João Francisco de Regis em Velai e Vivarés, e em geral de todas as missões da Bretanha. Sem embargo, segundo opina Henri Brémond, estas últimas foram as mais frutuosas de todas e, certamente, as mais pitorescas. Entre os missionários da Bretanha se destacam o beneditino Miguel Le Nobletz e o P. Julián Maunoir. Julián havia nascido na diocese de Reims em1606 e ingressou na Companhia de Jesus, em 1625. Sem dúvida que se tem exagerado a impiedade e barbárie dos bretões daquela época e a negligência de seu clero; mas isso não tira fossem extremamente supersticiosos, brutais, turbulentos e ao mesmo tempo, muito abertos à mensagem evangélica. A região que produziu tantos piratas foi também a terra de Armelle Nicolás e dos calvários barrocos e das estátuas da Baja Bretanha. Os místicos abriram o caminho aos missionários. E o P. Bernard, S. J., e Dom Le Nobletz, atraíram a atenção de Julián Maunoir nesse campo e o aconselharam que aprendesse o idioma bretão. O P. Maunoir chegou a dominá-lo em brevíssimo tempo. Há certas analogias entre a Bretanha católica e as regiões protestantes de Gales e Cornwall. A propósito das missões bretãs, Henri Brémond usa a palavra inglesa "revival" (renovação), e faz menção de Bunyan e do "Pilgrim´s Progress". O historiador anglicano das missões de Cornwall, o defunto canónico Gilbert Doble, titulou sua curta biografia de Julián Maunoir "El John Wesley da Bretanha". É muito instrutiva a comparação entre a biografia do P. Maunoir, escrita por Séjourné, e o "Diário" de John Wesley, assim como a comparação entre este "Diário" e o do beato Julián Maunoir. Quando o P. Maunoir começou a trabalhar na Bretanha, em 1640, havia só outros dois missionários. A sua morte, ocorrida quarenta e três anos mais tarde, havia mais de mil. Renán haveria de queixar-se, mais tarde, de que seus antepassados haviam sido "jesuitizados" e desnacionalizados pelos missionários procedentes de outras regiões de França.  A realidade é que houve apenas um punhado de jesuítas, dos que a maioria eram bretões, e um forte contingente do clero bretão que cooperou com os padres da Companhia e se submeteu espontaneamente à rigorosa disciplina que lhes impôs o P. Maunoir. Pelo demais, a técnica do trabalho missional havia sido ideada por um bretão não jesuíta, Miguel Le Nobletz, a quem se tem chamado "o último dos bardos".  A tarefa consistia, antes de tudo,na instrução religiosa; "a pregação emocional", capaz de arrastar as multidões num momento dado, só se empregou como instrumento secundário. Os missionários se ajudavam ma sua tarefa com imagens a cores, algumas das quais se conservam ainda na biblioteca de Quimper. Se tratava de ilustrações da Paixão, do Pai nosso, dos pecados capitais, etc., sob as diferentes alegorias do Cavaleiro Errante, das Seis Cidades de Refúgio, das Três Árvores... Com isto, despertava a imaginação popular e as qualidades poéticas do espírito humano. As imagens, a vivência e o sentido de humor dos comentários feitos pelos missionários era o que fazia pensar a Henri Brémond em Bunyan. Mas além disso, havia representações com quadros plásticos viventes. Daí se originaram as famosas procissões em que se representava, por exemplo, a Paixão do Senhor. O P. Maunoir pregava e os atores encarnavam sua palavra, enquanto que "os ouvintes soluçavam de emoção". Alguns se queixaram da emotividade de tais atos, mas os bispos bretões apoiaram o missionário. Outro dos métodos era o emprego de cantos religiosos, dos quais alguns eram já tradicionais e outros haviam sido compostos por ele mesmo. Provavelmente só nos ficou um, tal como ele o escreveu, e deve confessar-se que na tradução de bretão para francês, perde muito de sua graça original. O certo é que Julião tinha o dom de versificar com grande sentimento e que os cânticos religiosos constituíam um factor importante nas missões bretãs. Ao emprego do idioma local se acrescenta a devoção aos santos bretões da antiguidade. A região de Sto. Corentin, na diocese de Quimper, foi o campo predileto do P. Maunoir. Como a lenda dos santos celtas está cheia de milagres –alguns deles comovedores, outros fantásticos e ainda pouco edificantes entre os realmente convincentes-, assim a evangelização levada a cabo por Julião, foi apoiada por numerosos milagres e prodígios. O P. Boschet, S. J., que escreveu a primeira biografia do beato em 1697, havia estudado uma narração de seus milagres; seu comentário foi o seguinte: "Me pareceram tão extraordinários que não pôde por menos que suspeitar que o autor havia exagerado a realidade para glorificar ao servo de Deus". Sem embargo, depois de haver feito investigações, o cepticismo do P. Boschet diminuiu muito. ¿ Porquê surpreender-se de que a renovação do Cristianismo na Bretanha haja sido confirmada com milagres semelhantes aos que acompanharam sua introdução no mundo? ( Desde o ponto de vista humano, o P. Maunoir não era especialmente inteligente e tinha certa tendência à credulidade; mas era, por sua vez, um verdadeiro chefe que se fazia obedecer, um organizador de primeira talha e um homem de grande visão. Boa parte do êxito de suas missões se deve a que as dirigiu tanto aos pastores, como às ovelhas. O ponteiro para comentar as imagens, converteu-se na arma distintiva de seus missionários e num símbolo do dedo que assinalava o caminho. Durante os Exercícios Espirituais que precederam a sua ordenação, Julião de Maunoir escreveu, acabando de comungar: "Senti um zelo extraordinário pela salvação das almas e um grande desejo de trabalhar por elas com todos os meios possíveis. A voz do Senhor repetia em meu coração: ´Eu trabalhei, chorei, sofri e morri por elas´." Estas palavras resumem a vida de Julião. Depois de sua morte, ocorrida em Plévin de Cournouaille, em 28 de Janeiro de 1683, os peregrinos acudiram em massa a beijar aqueles pés que haviam viajado por toda a Bretanha e levaram até seus últimos rincões a mensagem evangélica. Foi beatificado por Pío XII em 20 de maio de 1951.

• María Luísa Montesinos Orduña, Beata
Virgem e mártir

María Luisa Montesinos Orduña, Beata

María Luísa Montesinos Orduña, Beata

Martirológio Romano: Na localidade de Picassent, na província de Valência, em Espanha, beata María Luisa Montesinos Orduña, virgem e mártir, a qual, durante a perseguição contra a fé, teve parte na vitória de Cristo pelo martírio (1937). Fiel laica da arquidiocese de Valência, nasceu em 3 de março de 1901 e em tal cidade foi batizada dois dias depois. Recebeu o sacramento da confirmação em 18 de março de 1907, na pequena idade de 6 anos, na igreja de Santo André apóstolo. Educada no colégio de religiosas, conseguiu uma boa cultura geral. Sua vida se orientou pelo serviço de possuir genitor. Entrou na Associação Católica Espanhola e participou como cidadã a celebração eucarística, distinguindo-se por outro lado por sua devoção mariana. Foi uma catequista ativa, se dedicou aos enfermos e à caridade para com os pobres. Após a explosão da guerra civil espanhola e da feroz perseguição religiosa que atravessou a Espanha, María Luisa doou a vida para defender sua fé em Cristo. Com ela também foram martirizados: seu pai, uma irmã, dois irmãos e uma tia. O martírio teve lugar em 28 de janeiro de 1937 em Picassent, em Valência. O Papa João Paulo II em 11 de março de 2001 elevou à honra e glória dos altares a 233 vítimas da mesma perseguição, entre eles a Beata María Luisa Montesinos Orduña, que hoje se festeja o aniversário de seu martírio.
Para ver mais sobre estes 233 mártires faz "click" AQUI

• Olympia (Olga) Bidá, Beata
  Religiosa e Mártir

Olympia (Olga) Bidá, Beata

Olympia (Olga) Bidá, Beata

Martirológio Romano: No campo de concentração de Kharsk, perto de Tomsk, na região de Sibéria, na Rússia, beata Olímpia (Olga) Bidà, virgem e mártir, da Congregação das Irmãs de São José, que durante a perseguição antirreligiosa suportou toda a classe de provas por amor a Cristo (1952). Olga nasceu no ano 1903 na aldeia de Tsebliv (região de Aviv).  Monja da Congregação das Religiosas de São José, se sabe que realizou sua atividade religiosa na aldeia de Zhuzhil.  Depois em 1945, durante a perseguição comunista, sua atividade apostólica foi ajudar as comunidades no labor pastoral já que vários clérigos foram levados às cadeias pelo soviete. Em abril de 1950, Sor Olympia foi também capturada junto com Sor Laurência enquanto  assistiam ao enterro de um fiel defunto.  Em 27 de maio de 1950 foi declarada culpável da atividade antissoviética e portanto, deportada em Kharsk e Sibéria, onde morreu por problemas de saúde e a falta total de assistência médica, em 28 de Janeiro de 1952 na idade de 49 anos.  Beatificada em 27 de junho de 2001, junto com 24 mártires ucranianos pelo Papa João Paulo II no Hipódromo (Lviv) durante sua peregrinação apostólico à gloriosa terra de Ucrânia.  Olympia (Olha) Bidá, religiosa ucraniana, que foi beatificada por João Paulo II em Leopoli (Lviv) junto com outros 24 mártires do comunismo em 27 de junho de 2001.  Foi beatificada dentro de um grupo integrado por:

Mykolay Charneckyj, Bispo, 2 Abril - Josafat Kocylovskyj, Bispo, 17 Novembro  - Symeon Lukac, Bispo, 22 Agosto  - Basílio Velyckovskyj, Bispo, 30 Junho - Ivan Slezyuk, Bispo, 2 Dezembro  - Mykyta Budka, Bispo, 28 Setembro  - Gregório (Hryhorij) Lakota, Bispo, 5 Novembro  - Gregório (Hryhorij) Khomysyn, Bispo, 28 Dezembro  - Leonid Fedorov, Sacerdote, 7 Março  - Mykola Konrad, Sacerdote, 26 Junho  - Andrij Iscak, Sacerdote, 26 Junho  - Román Lysko, Sacerdote, 14 Outubro  - Mykola Cehelskyj, Sacerdote, 25 Maio  - Petro Verhun, Sacerdote, 7 Fevereiro  - Alejandro (Oleksa) Zaryckyj, Sacerdote, 30 Outubro  - Klymentij Septyckyj, Sacerdote, 1 Maio  - Severijan Baranyk, Sacerdote, 28 Junho  - Jakym Senkivskyj, Sacerdote, 28 Junho  - Zynovij Kovalyk, Sacerdote, 30 Junho  - Vidal Vladimir (Vitalij Volodymyr) Bajrak, Sacerdote, 16 Maio  - Ivan Ziatyk, Sacerdote, 17 Maio  - Tarsicia (Olga) Mackiv, Monja, 18 Julho  - Olympia (Olha) Bidà, Soror, 28 Janeiro  - Laurentia (Leukadia) Harasymiv, Monja, 26 Agosto  - Volodymyr Pryjma, Laico, 26 Junho

(as datas indicadas correspondem às de seu martírio)

 

• Moisés Tovini, Beato
Janeiro 28   -  Sacerdote

Moisés Tovini, Beato

Moisés Tovini, Beato

Nasceu em Cividate Camuno (Brescia) em 27 de dezembro de 1877. Seu padrinho de batismo foi seu tio paterno, o advogado José Tovini (beatificado em 20 de setembro de 1998), que com sua vida evangélica influiu muito também nas decisões de Moisés. Seus pais, Eugénio Tovini e Domenica Malaguzzi, depois do nascimento de Moisés tiveram outros sete filhos. Uma vez terminada a escola primária, graças à boa posição económica de sua família, Moisés prosseguiu os estudos secundários primeiro no instituto Venerável Luzzago de Brescia, logo no colégio episcopal Santo Defendente de Romano Lombardo e por último, no colégio de Celana de Bérgamo. Naqueles anos amadureceu sua vocação. Aos 15 anos foi admitido no colégio do seminário de Brescia. Desde outubro de 1897 até outubro de 1898 realizou na dita cidade o serviço militar no corpo de infantaria. No final de seus estudos, recebeu a ordenação sacerdotal na catedral de Brescia em 9 de junho de 1900. Desempenhou seu ministério, durante alguns meses, como capelão em Astrio de Breno. Logo, para completar sua formação, foi enviado a Roma, onde conseguiu o doutorado em matemáticas, o doutorado em filosofia e a licenciatura em teologia. Por aqueles anos realizou um intenso apostolado em duas igrejas da periferia de Roma, frequentadas pelos pobres de Agro Romano: Cervelletta e Riposo. Em 1904 voltou à sua diocese, e foi um dos primeiros três sacerdotes oblatos da congregação diocesana da Sagrada Família, formada por sacerdotes seculares a disposição do bispo. Ali desempenhou o cargo de superior durante vários anos. O compromisso principal de sua vida foi o colégio do seminário. Primeiro ensinou matemáticas e filosofia, e a partir de 1908, após conseguir o doutorado em Milão, também apologética e dogmática. Professor apreciado, gozava da estima do mundo laico por sua preparação cultural e científica. Em 1914, no Ateneu de ciências de Brescia, pronunciou uma conferência, que teve muito êxito, sobre os últimos adiantamentos em cosmologia. No período da primeira guerra mundial o bispo encomendou-lhe durante quase um ano o cuidado pastoral da paróquia de Provaglio d´Iseo, e logo o da de Tórbole: em ambas demostrou ser um pastor de almas zeloso e caritativo. Além do ensino, dedicou-se à obra catequística diocesana, contribuindo em grande medida â formação dos catequistas nas paróquias cidadãs e a habilitação dos mestres para o ensino da religião nas escolas públicas. Foi particularmente valiosa sua junção à Ação católica, de 1921 a 1926, como conciliário da junta diocesana. Eram tempos difíceis para a associação, que encontrou nele um guia sábio e apreciado.
Entre os diversos encargos que dom Moisés desempenhou na cúria, figuram: membro do tribunal eclesiástico, examinador sinodal, censor de livros e canónico da catedral. Em 1926 foi nomeado reitor do seminário. Foram anos difíceis por causa de algumas incompreensões com seus colaboradores, que o consideravam demasiado bom com os seminaristas; mas sua dedicação à obra educativa dos futuros sacerdotes foi total. Em sua primeira homilia como reitor indicou aos seminaristas o caminho da santidade, seguindo três grandes amores: a Eucaristia, a Virgem Imaculada e o Papa. Após uma breve enfermidade, sobrelevada com mansidão e humildade, morreu em 28 de Janeiro de 1930 na clínica bresciana dos Irmãos de São João de Deus. Seu corpo recebeu sepultura no cemitério de sua cidade natal, mas, ao ir aumentando sua fama de santidade, foi trasladado para a igreja paroquial, onde actualmente se custodia e venera. Em 1963 se introduziu sua causa de canonização. Em abril de 2003 se reconheceram suas virtudes heroicas. Em 19 de dezembro de 2005 Bento XVI aprovou o decreto referente ao milagre em favor de dom Giovanni Flocchini, que havia sido aluno do novo beato. Foi beatificado em 17 de setembro de 2006.
Reproduzido com autorização de Vatican.va

• Outros Santos e Beatos
Completando el santoral deste dia,

São João, abade

No mosteiro de Réome, no território de Langres, em Neustria (hoje França), são João, presbítero, varão devoto de Deus, que presidiu durante algum tempo a uma comunidade monástica segundo a Regra de santo Macário (c. 554).

São Jacobo, eremita

Comemoração de são Jacobo, eremita na Palestina, que se escondeu longo tempo numa tumba para levar vida penitente (s. VI).

Santos Agata Lin Zhao, Jerónimo Lu Tingmei e Lorenzo Wang Bing, catequistas mártires

Na cidade de Maokou, na província de Guizhou, em China, santos Agata Lin Zhao, virgem, Jerónimo Lu Tingmei e Lorenzo Wang Bing, mártires, que, sendo catequistas, em tempo do imperador Wenzongxian foram denunciados como cristãos e condenados a ser decapitados (1858).

38885 > Santi Agata Lin Zhao, Gerolamo Lu Tingmei e Lorenzo Wang Bing Martiri  MR
92683 > Beato Bartolomeo Aiutamicristo da Pisa Religioso Camaldolese  MR
91756 > San Carlomagno Imperatore 
91871 > Sant' Emiliano di Trevi Vescovo 
31100 > Beata Gentile Giusti Madre 
91627 > San Giacomo Eremita in Palestina  MR
93938 > Beato Giovanni de Medina Mercedario 
38860 > San Giovanni di Reome Abate  MR
38870 > San Giuliano di Cuenca Vescovo  MR
38880 > Beato Giuliano Maunoir Sacerdote gesuita  MR
33800 > San Giuseppe Freinademetz Missionario  MR
38890 > Beata Maria Luisa Montesinos Orduna Vergine e martire MR
94967 > San Meallan di Cell Rois 
90655 > Beata Olimpia (Olha Bidà) Religiosa e martire ucraniana  MR
22550 > San Tommaso d'Aquino Sacerdote e dottore della Chiesa  - Memoria MR

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Compilação de

António Fonseca