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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

São Josemaria Escrivá em Lurdes (em 1937…)

 

 

Nossa Senhora de Lourdes

Viagens marianas (2)

Etiquetas: Guerra civil, História, Passagem dos Pirenéus, Nossa Senhora

Nossa Senhora de Lourdes está especialmente unida a uma página íntima da história do Opus Dei: o final da passagem dos Pirinéus que São Josemaria realizou em 1937, com vários dos seus filhos e outras pessoas, durante a guerra de Espanha.
História da aparição da Virgem em Lourdes
Estamos no ano de 1858. No sul de França, nos contrafortes dos Pirinéus centro-ocidentais, situa-se uma pequena localidade, cuja população ronda os quatro mil habitantes. Conta-se que, em tempos idos, Mirat, um chefe sarraceno, ocupou a fortaleza que domina a aldeia em 778. Depois, acabou por se converter ao cristianismo e o seu nome de baptismo, Lorus, foi dado à cidade, que mais tarde se transformaria em Lourdes.
Em Lourdes vive Marie-Bernarde Soubirous – a quem chamam Bernardette – a mais velha de uma família numerosa e paupérrima; tem catorze anos e ajuda a mãe nas tarefas domésticas. Na quinta-feira, 11 de Fevereiro, um véu de neblina envolve a localidade e as montanhas circundantes. O dia está muito frio e húmido. Bernardette, a sua irmã Toinette e uma amiga, Jeanne, saem à procura de lenha a Massabielle. A certa altura do caminho, é preciso atravessar um canal que desagua no rio Gave. Do outro lado, sobre uma gruta, há um nicho oval escavado na rocha. À volta, muitos ramos secos. Ela mesma recorda assim o que aconteceu nesse momento: “Certo dia fui à margem do rio Gave buscar lenha com outras duas meninas. Depois, ouvi como que um ruído. Olhei para os prados, mas as árvores não se moviam. Levantei então a cabeça em direcção à gruta e vi uma mulher vestida de branco, com um cinto azul celeste e sobre cada dos pés uma rosa dourada, da mesma cor que as contas do seu rosário.
Julgando enganar-me, esfreguei os olhos. Meti a mão no bolso para procurar o terço. Quis fazer o sinal da cruz, mas fui incapaz de levar a mão à testa. Quando a Senhora fez o sinal da cruz, tentei eu também e, ainda que me tremesse a mão, consegui fazê-lo. Comecei a rezar o terço, enquanto a Senhora ia passando as suas contas, embora sem mexer os lábios. Ao terminar o terço, a visão desvaneceu-se.”

A Virgem apareceu-lhe dezoito vezes: doze em Fevereiro, quatro em Março, uma em Abril e a última a 16 de Julho desse mesmo ano de 1858. Só Bernardette a vê. Conforme se sucedem as aparições, uma multidão acorre ao seu lado, notam uma grande alegria no seu rosto, mas não conseguem ver nem ouvir nada. Até à terceira aparição, a 18 de Fevereiro, a Senhora não fala. Nesse dia Bernardette dá-lhe papel e caneta para que escreva o seu nome, a Senhora diz-lhe no dialecto (patois) local – o das províncias de Béarn e Bigorne – “Não é necessário… Não te prometo fazer-te feliz neste mundo, mas sim no outro”. No dia 24 desse mês, na oitava aparição, murmura: “Penitência, penitência, penitência”… E acrescenta: “Roga pela conversão dos pecadores”. No dia seguinte, por mandato expresso da Senhora, Bernardette escava com as mãos a nascente de Lourdes, cuja água tantos milagres fez e continua a fazer. No dia 2 de Março pede-lhe que seja ali erigida uma capela, onde se vá em procissão. E por fim, na décima oitava aparição, a 25 de Março, a Senhora revela o seu nome. Bernardette pergunta-lho por três vezes. Ao princípio, Ela sorri sem responder. “À minha terceira pergunta, a Senhora uniu as mãos e levou-as ao peito… Olhou para o Céu… depois, abrindo lentamente as mãos e inclinando-se para mim disse: Que soy a Immaculada Councepciou, sou a Imaculada Conceição.”
Bernardette corre a contar ao pároco, o Padre de Peyramale, a princípio céptico e desconfiado das aparições, que fica impressionado ao ouvi-la. Conhece a ignorância religiosa da menina, que ainda não tinha feito a Primeira Comunhão – recebê-la-ia a 3 de Junho desse ano – e que não tinha ouvido falar do dogma proclamado quatro anos antes por Pio IX: que a Virgem Maria foi concebida sem pecado.
O Bispo de Tarbes nomeia uma comissão que estuda o assunto e, em 1862, aceita como verídicas as aparições da Virgem. Também chegam as aprovações pontifícias: em 1876, Pio IX delega no Arcebispo de Paris a consagração do templo, Leão XIII aprova em 1891 a festa da Aparição da Imaculada em Lourdes, a 11 de Fevereiro, Pio X estende-a a toda a Igreja; e Pio XI beatifica e canoniza Bernardette.
A presença da Senhora em Massabielle manifesta-se também pelos milagres, espirituais e materiais que ali sucedem.

Em momentos difíceis
Nossa Senhora de Lourdes está especialmente unida a uma página íntima da história do Opus Dei: o final da passagem dos Pirinéus que São Josemaria realizou em 1937, com vários dos seus filhos e outras pessoas, durante a guerra de Espanha.
O dia 10 de Dezembro era o dia marcado para sair do Principado de Andorra e passar a França de onde entrariam novamente em Espanha pela fronteira de Hendaya. Para São Josemaria, ficavam para trás uns dias inolvidáveis, intensos, marcados por um enorme esgotamento físico e, nas suas primeiras etapas, por um profundo desassossego interior, ante a incerteza de se a decisão tomada tinha sido oportuna; mais tarde, uma carícia de Santa Maria nos bosques de Rialp tinha-o confirmado no acerto da viagem empreendida.
Em Andorra conseguiram uma autorização de trânsito por terra francesa, com vinte e quatro horas de duração. Urgia o tempo, os caminhos eram inseguros, a neve abundava, o frio intenso, e o esgotamento físico de todos, mais que evidente.
“Contudo não fomos directamente a Hendaya -escreve Pedro Casciaro, um dos que acompanhavam São Josemaria -: o Padre desejava ir a Lourdes para agradecer a Nossa Senhora. O vento era cortante e estávamos todos molhados até à medula dos ossos, mortos de frio e tiritando. Saímos em direcção a Lourdes muito cedo. O Padre ia em silêncio, muito recolhido, preparando a Santa Missa. Fizemos um momento de oração e rezámos o terço. Ao chegar, depois de ultrapassar uma certa dificuldade na sacristia do Santuário – o Padre não tinha conseguido uma batina e não o queriam deixar celebrar a Missa -, celebra, convenientemente paramentado com uma casula branca de corte francês, no segundo altar da direita da nave, bastante próximo da porta de entrada da cripta. Eu ajudei-o. Em Lourdes não estivemos mais de duas horas…” (Pedro Casciaro, Soñad y os quedareis cortos, p. 129).
Às nove e meia aproximadamente, o Fundador do Opus Dei celebrou a Santa Missa a poucos metros da gruta de Massabielle. É fácil imaginar a intensidade daqueles momentos, a força com que São Josemaria rezaria pelos seus filhos, pela paz de Espanha e no mundo, pela expansão do Opus Dei.

Transcrição de

http://www.pt.josemariaescriva.info/artigo/lourdes

por António Fonseca

Hino 433 Andre Rieu Imperdível


António Fonseca

Andre Rieu & Akim Camara (aged 5) in New York 2007



António Fonseca

Andre Rieu Melissa Venema Amsterdam Arena



António Fonseca

Nº 42 - 11 DE FEVEREIRO DE 2011 - SANTOS DE CADA DIA - 3º ANO

 

Nº 1274

NOSSA SENHORA DE LOURDES

Invocação Mariana

Nuestra Señora de Lourdes

Nossa Senhora de Lourdes

Abriu-se o Templo de Deus no céu (Ap. 11, 19); o véu da fé rasgou-se e deixou-nos passar, a fim de vermos o céu, o que se passa em cima, a sua glória e perene juventude, a sua força e o seu poder. Isto é Lourdes (em português Lurdes), a porta do céu que se entreabre. Quando a ciência médica e cirúrgica pensava ter atingido o zénite dO progresso, a Virgem Santíssima valia àqueles que os médicos desenganavam. Quando a ciência racionalista se ria do sobrenatural e tinha como infantis os Vaticanistas que aceitavam a palavra infalível do “ultrapassadoPontífice, que a 8 de Dezembro de 1854 definira solenemente a Imaculada Conceição, a muralha do sobrenatural deu passagem a Maria e ela pareceu no Sul da França a um menina do campo, e disse-lhe também: “Sou a Imaculada Conceição”. A festa de hoje, ao que parece, mereceria ser chamada Memória ou Comemoração das aparições, porque, na verdade, de 11 de Fevereiro a 10 de Julho, a bem-aventurada Virgem Imaculada dignou-se transmitir uma missão durante 18 Aparições.

1ª Aparição – 11 de Fevereiro. Na manhã dessa quinta-feira, as duas irmãs Bernadette (ou Bernardina) e Antonieta, e uma amiga Joana Abadie, procuravam lenha junto à gruta de Massabielle, nas margens do rio Gave. As duas pequenas saltam sem dificuldade um regato. Bernadette descalça-se para meter os pés na água e passar-se ao outro lado. Entretantoescreve ela – “vi numa cavidade do rochedo uma moita, uma só, que se agitava como se estivesse muito vento. Quase ao mesmo tempo saiu do interior da gruta uma nuvem doirada, e logo a seguir uma Senhora nova e bela, bela mais que todas as criaturas, como eu nunca tinha visto nenhuma. Veio pôr-se à entrada da concavidade, por cima do tufo de verdura. Logo olhou para mim, sorriu-me e fez-me sinal para que me aproximasse, como o faria minha mãe. Tinha-me passado o medo, mas parecia-me que não sabia onde estava. Esfreguei os olhos, fechei-os, tornei-os a abrir; mas a Senhora estava lá sempre, continuando a sorrir-se e fazendo-me compreender não estar eu enganada. Sem saber o que fazia, tomei o terço e ajoelhei-me. A Senhora aprovou com um sinal de cabeça e passou para os seus dedos um rosário que trazia no braço direito. Quando quis começar a rezar e erguer a mão à testa, o meu braço ficou imóvel, como que paralisado. Só depois de a Senhora fazer o sinal da cruz é que eu o pude fazer também. A Senhora deixava-me rezar sozinha. Ela apenas passava as contas pelos dedos, sem falar. Só no fim de cada mistério dizia comigo: Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo… Quando acabou a reza, a Senhora voltou a entrar no interior do rochedo e a nuvem de oiro desapareceu com Ela”. A quem lhe perguntava como era a Senhora, Bernadette fazia esta descrição: “Tem as feições duma donzela de 16 ou 17 anos. Um vestido branco cingido com faixa azul até aos pés. Traz na cabeça véu igualmente branco, que mal deixa ver os cabelos, caindo-lhe pelas costas. Na ponta de cada um sobressai uma rosa doirada. Do braço direito pende um rosário de contas brancas encadeadas em oiro, brilhante como as duas rosas dos pés”.

2ª Aparição – 14 de Fevereiro. Tudo, mais ou menos, como na primeira. Temendo que fosse alguma alma do outro mundo, como lhe tinham dito, Bernadette asperge o penedo com águia benta. Ela não se zanga – diz a pequena com satisfação. Pelo contrário, sorri para todos nós. Nestas duas primeiras aparições, Nossa Senhora nada disse, além de rezar as Glórias dos mistérios.

3ª Aparição – 18 de Fevereiro. A celestial Aparição pergunta delicadamente à menina: – Queres fazer-me o favor de vir aqui durante 15 dias?Assim o prometo – respondi. – Também eu prometo fazer-te feliz, não neste, mas no outro mundo.

4ª Aparição – 19 de Fevereiro. Enquanto a vidente rezava, uma multidão de vozes sinistras, que pareciam sair das cavernas da terra, cruzaram-se e entrechocaram-se, como os clamores duma multidão em desordem. Uma dessas vozes, que dominava as outras, gritava em tom estridente, raivoso, para a pastorinha: Foge! Foge daqui! Nossa Senhora ergueu a cabeça, franziu ligeiramente a fronte e logo aquelas vozes fugiram em debandada.

5ª Aparição – 20 de Fevereiro. Nossa Senhora ensinou pacientemente, palavra por palavra, uma oração só para Bernadette, que ela devia repetir todos os dias.

6ª Aparição – 21 de Fevereiro. “A Senhora – escreve a vidente – desviou durante um instante de mim o seu olhar, que alongou por cima da minha cabeça. Quando voltou a fixá-lo em mim, perguntei-lhe o que é que a entristecia e Ela respondeu-me: – Reza pelos pecadores, pelo mundo tão revolto.

7ª Aparição – 23 de Fevereiro. A Vidente, caminhando de joelhos e beijando o chão, vai do lugar onde se encontrava até à gruta. Nossa Senhora comunica-lhe um segredo que a ninguém podia revelar.

8ª Aparição – 24 de Fevereiro. A Santíssima Virgem disse estas palavras: – Reza a Deus pelos pecadores!  Penitência!  Penitência! Penitência!  Beija a terra em penitência pela conversão dos pecadores!

9ª Aparição – 25 de Fevereiro. “A Senhora disse-me: – Vai beber à fonte e lavar-te nela. Não vendo ali fonte alguma, eu ia ao rio Gave beber. Ela disse-me que não era ali. Fez-me sinal com  o dedo mostrando-me o sítio da fonte. Para lá me dirigi. Vi apenas um pouco de lama. Meti a mão e não pude apanhar água. Escavei e saiu água mais suja. Tirei-a três vezes. À quarta já pude beber”. Era a água milagrosa que tantos prodígios tem realizado. Nossa Senhora mandou-lhe ainda fazer esta penitência pelos pecadores: – Come daquela erva que ali está! Quando troçavam da pequena por tão estranha ordem, respondia: – “Mas vocês também não comem salada?”

10ª e 11ª Aparições – 27 e 28 de Fevereiro. Na primeira destas visitas, a Virgem Imaculada tornou a mandar beijar o chão em penitência pelos pecadores; na segunda sorriu e não respondeu quando a Vidente lhe perguntou o nome.

12ª Aparição – 1 de Março. A Aparição manda a Bernadette rezar o terço pelas suas contas e não pelas duma companheira, Paulina Sans, que lhe tinha pedido para usar as suas.

13ª Aparição – 2 de Março. A Virgem pede: – Vai dizer aos sacerdotes que tragam aqui o povo em procissão e que me construam uma capela.

14ª Aparição – 3 de Março. A Senhora não aparece à hora habitual, mas sim ao entardecer e deu a explicação: – Não me viste esta manhã porque havia pessoas que desejavam examinar o que fazias enquanto eu estava presente. mas elas eram indignas. Tinham passado a noite na gruta profanando-a.

15ª Aparição – 4 de Março. No segundo mistério do primeiro terço, Bernadette começa a ver Nossa Senhora. Acabou esse Terço e rezou outros dois, refletindo ora alegria, ora tristeza. Durante esta quinzena, Nossa Senhora comunicou à menina três segredos e uma oração com esta ordem: – Proíbo-te de dizer isto, seja a quem for.

16ª Aparição – 25 de Março. Na manhã da festa da Anunciação, dirigiu-se para a gruta a privilegiada menina. “Peguei no terço – escreve ela. Enquanto rezava, assaltava-me teimosamente o desejo de lhe pedir que dissesse o seu nome. Receava, porém, ser importuna com uma pergunta que já tinha ficado sem resposta mais de uma vez…Num impulso, que não me foi possível conter, as palavras saíram-me da boca…Senhora, quereis ter a bondade de me dizer quem sois? A única resposta foi uma saudação de cabeça, acompanhada dum sorriso. Nova tentativa, seguida de idêntica resposta. A terceira vez que lhe perguntei, tomou um ar grave e humilde. Em seguida, juntou as mãos, ergueu-as… olhou para o céu… depois, separando lentamente as mãos e inclinando-as para mim, deixando tremer um pouco a voz, disse-me: – Eu sou a Imaculada Conceição”.

17ª Aparição – 7 de Abril. Nossa Senhora nada disse, mas verificou-se nesta Aparição o chamado milagre da vela. A vela benta, que Bernadette segurava, escorregou-lhe pela mão atingindo-lhe os dedos. – Meu Deus, ela queima-se! – gritam várias pessoas. – Deixem-na estar! – ordena o Dr. Dozous. Bernadette não se queimou.

18ª Aparição – 16 de Julho. Como é festa de Nossa Senhora do Carmo, a Vidente assiste à Missa e comunga na Igreja. À tarde sente que Deus a chama para a gruta, mas não pode aproximar-se devido à sebe e aos soldados que, por malvada ordem do governo, cercam o recinto. A menina contempla a Senhora, além do rio e da sebe. “Não via o rio, nem as tábuas – explicará ela mais tarde. Parecia-me que, entre mim e a Senhora, não havia mais distância que nas outras vezes. Só a via a Ela. Nunca a vi tão bela”. Foi o último adeus da Senhora até ao céu.

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Desde 1858 até hoje, contínuas multidões se têm reunido em Lurdes, às vezes presididas por Papas ou seus Legados, e muito mais frequentemente por Bispos e Cardeais. Os milagres de curas são estudados com todo o rigor e só reconhecidos quando de todo certos. Mais numerosas são as curas de almas, embora mais difíceis de contar. Como vimos, Nossa Senhora pediu a Bernadette que se dirigisse aos sacerdotes e lhes dissesse que levantassem uma capela no lugar das Aparições. – Uma capela! – comentou um sacerdote a quem foi comunicado o pedido. Tens tu dinheiro para erguê-la?Não tenho – disse com muita naturalidade a Vidente. – Pois nós também não. Diz a essa Senhora que to dê. Maria Imaculada deu mais que dinheiro. Abriu-se o céu, choveram e continuam, a chover ainda agora os seus tesoiros. “O dedo de Deus” está em Lurdes há para cima de cem anos (cento e cinquenta e três anos, exatamente…)

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Quanto ao carácter sobrenatural das Aparições, indicamos alguns pensamentos que deveriam ser cotejados com os factos decorridos: Bernadette estava de perfeita boa fé ao relatar as manifestações recebidas, e, sendo a menos nervosa das meninas, não foi vítima de exaltação entusiasta. O carácter sobrenatural deduz-se da atitude que prudentemente assumiu a Hierarquia da Igreja: o pároco, o bispo e outros tantos prelados e mesmo os vários Papas. E tenha-se presente que o estudo dos pretensos milagres se faz em Lurdes por uma comissão médica que trabalha com a máxima seriedade. Qual é a mensagem que se depreende das 18 Aparições de Lurdes? O elemento principalresponde Laurentin, grande teólogo da Virgemé a manifestação de Maria na sua Imaculada Conceição… O resto é função deste primeiro elemento e pode também resumir-se numa palavra: em contraste com a Virgem sem mancha, o pecado… Mas, inimiga do pecado, Ela é também amiga dos pecadores, não enquanto estão ligados às suas faltas ou se gloriam delas, não enquanto se veem esmagados pelos sofrimentos físicos e morais, consequência do pecado. Reduzida à sua expressão mais simples, poderíamos sintetizar desta forma a mensagem de Lurdes: A Virgem sem pecado, que vem socorrer os pecadores. E para isso propõe três meios…; a fonte de águas vivas, a oração e a penitência”. (Ver: Santa Bernadette18 de Fevereiro). Do livro SANTOS DE CADA DIA de www.jesuitas.pt. Ver também www.es.catholic e www.santiebeati.it. - Consulta La aparición de Nuestra Señora de Lourdes - Visita Gruta del Santuário de Lourdes por medio de la Webcam en donde podrás também depositar tu intención de oración, a los pies de Nuestra Señora Comentarios al P. Felipe Santos: fsantossdb@hotmail.com

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NOTA de António Fonseca: Aproveito a oportunidade para republicar o texto que inseri neste blogue no ano de 2010, com a transcrição da Mensagem de FILIPE DE URCA, em http://peque-semillitas@gruposyahoo.com.ar

“Mensagem de FILIPE DE URCA  em

http://peque-semillitas@gruposyahoo.com.ar

que com muito agrado abaixo transcrevo. António Fonseca”

Olá !!!

Hoje é um dia especial... Como filhos de Mamã María, estamos muito felizes de celebrar a Festividade de Nossa Senhora de Lourdes, uma das mais importantes e formosas invocações que Ela tem no calendário litúrgico, tão seguida em todo o mundo por milhões de pessoas, em especial por aqueles portadores de alguma enfermidade, já que precisamente a Virgem de Lourdes é a Padroeira e intercessora dos enfermos. Pessoalmente professo uma devoção infinita por Nossa Senhora de Lourdes, que é Padroeira também de "Pequeñas Semillitas" e me resulta particularmente grato iniciar o boletim de hoje com uma oração para Ela:

Lourdes inicio[2]

Santíssima Virgem de Lourdes, Rainha dos Céus e Senhora do mundo, que a nenhum desamparas nem desdenhas, olha-nos com olhos de piedade e concede-nos de teu Filho o perdão de todos nossos pecados, para que com devoto afecto celebremos tua Santa e Imaculada Conceição na tua milagrosa imagem de Lourdes,e alcancemos depois o galardão da bem aventurança do mesmo de quem és Mãe, Jesus Cristo Nosso Senhor, que com o Pai e o Espírito Santo vive e reina pelos séculos dos séculos.

Ámen

http://peque-semillitas@gruposyahoo.com.ar

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2ª NOTA de António Fonseca

Repito também a publicação feita igualmente em 2010, através do site www.es.catholic/net/santoral que traduzi diretamente naquela data, de espanhol para português – só para comparar com a que transcrevi agora do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt – embora correndo o risco de ser fastidioso.

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Nossa Senhora de Lourdes
Festa

Nuestra Señora de Lourdes

Nossa Senhora de Lourdes

Martirológio Romano: Memória da Bem-aventurada Virgem Maria de Lourdes. Quatro anos depois da proclamação de sua Imaculada Conceição, a Santíssima Virgem apareceu em repetidas ocasiões à humilde jovem santa María Bernarda Soubirous nos montes Pirenéus, junto ao rio Gave, na gruta de Massabielle, da povoação de Lourdes, e desde então aquele lugar é frequentado por muitos cristãos, que acodem devotamente a rezar. Bernadette de Soubirous foi a eleita por Deus para ser testemunha e mensageira de tão extraordinária iniciativa do Criador. A Mãe de Jesus, nossa Mãe também, soube como sempre enamorar as multidões e convocar os povos das nações em redor da majestosa imagem que d´Ela se difundiu.  Lourdes tem sido fonte de cura física para muita gente, e talvez haja sido este  o milagre mais visível que Deus realizou para confirmar e sustentar a fé na obra. Mas sem dúvidas que a cura espiritual, a conversão das almas, tem sido o fruto mais extraordinário que as gerações têm manifestado como evidência da potência dos atos de Deus nesta terra. Bernadette foi também instrumento de confirmação do Dogma da Imaculada Conceição, para alegria dos que amamos a pureza de Maria, reconhecida deste modo nas próprias palavras da Rainha do Céu: “Eu sou a Imaculada Conceição”. Hoje, depois de 151 anos, as palavras de Maria ressoam em nossos ouvidos com a mesma força, como um cristal puro que ressoa e sacode com seu timbre os tímpanos do mundo.  Glória a Deus por Seu Amor manifestado em presente tão extraordinário. Nossa Senhora de Lourdes renove nossos corações e nossas mentes, para que possa emergir sorridente e esplendorosa nossa própria conversão.

www.reinadelcielo.org

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As duas vezes que visitei Lourdes, minha alma se sentiu feliz. Com uma felicidade que sobressai todos os limites do espiritual e transcendente.  Visitei tudo o que havia a ver na gruta das aparições. Inclusive um antigo aluno, que passa lá suas férias fazendo o bem à gente como camareiro, me contou que viu com seus próprios olhos os milagres maravilhosos que faz cada dia a Mãe de Deus. Foi em 11 de Fevereiro quando a Virgem apareceu a Bernadette, uma jovem de 14 anos na gruta de Massabielle. Viu uma nuvem doirada e a Virgem vestida de branco com um rosário na mão. Esta aparição se repetiu 18 vezes. Em 25 de Fevereiro foi quando a rapariga escavou no solo e saiu um manancial de água. Disse-lhe a Virgem que levantassem um templo e que rezasse o rosário pelos pecadores. Começou a acudir muita gente. As autoridades eclesiásticas, começando pelo pároco, davam crédito à jovem. Era impensável que com a sua idade e dada sua falta de cultura, soubesse algo acerca do mistério do dogma da Imaculada Conceição, declarado assim pelo Papa Pío IX em 1854O próprio Papa deu o nome de Basílica ao templo levantado em honra das aparições. Estas, por fim, foram declaradas autênticas e não pura fantasia de uma adolescente ignorante. ¿Qual é a síntese da mensagem de Lourdes? Em primeiro lugar, trata-se de um ato de gratidão pela definição do dogma, que se havia declarado oficialmente quatro anos antes. Em segundo lugar, exaltar a pobreza e a humildade, virtudes eminentemente cristãs. Em terceiro lugar, a importância da Cruz como caminho para ser feliz aqui e no mais além. E em quarto lugar, a chave para levar uma vida cristã autêntica, é a oração, sintetizada na oração do santo rosário.  Mas o importante, além das curas físicas, é que todo o mundo sai curado no espiritual, sempre e quando se vai de boa fé. ¡Felicidades às Lourdes! “O que o público te reprova, cultiva-o: és tu” (Jean Cocteau). Consulta A aparição de Nossa Senhora de Lourdes - Visita Gruta do Santuário de Lourdes por meio da Webcam onde poderás também depositar tua intenção de oração, aos pés de Nossa Senhora - Comentários ao P. Felipe Santos: fsantossdb@hotmail.com

• A aparição de Nossa Senhora em Lourdes
Fevereiro 11

Em França em 11 de Fevereiro de 1858 a Virgem Maria apareceu a Bernardette numa gruta perto do rio.

La aparición de Nuestra Señora en Lourdes

A aparição de Nossa Senhora em Lourdes

¡A Virgem aparece a uma rapariga de 14 anos em Lourdes!

"Enche-nos de alegria o saber que a Virgem veio a apresentar-se a uns meninos e dar-nos uma mensagem a toda a humanidade.”

Um pouco de história
Em 11 de Fevereiro de 1858, três meninas: Bernadette de 14 anos, sua irmã Marie-Toinette, de 11 e sua amiga Jeanne Abadie, de 12 anos, saíram de sua casa em Lourdes, França para recolher lenha. Para chegar ao lugar que se lhes havia dito na margem do rio Gave, tinham que passar junto duma gruta natural. As duas meninas pequenas cruzaram o arroio por uma parte segura mas dando gritos porque a água estava muito fria. Bernadette não se atrevia a passar porque padecia de asma. As outras duas se negavam a ajudá-la e então ela decidiu tirar as meias. Nisso estava quando ouviu a seu lado o ruído de um murmúrio, como o que produz uma rajada de vento. Levantou a cabeça e comprovou que as árvores da outra margem estavam quietos; só que lhe pareceu advertir um leve movimento no mato que crescia em frente à gruta, muito perto dela, ao outro lado do arroio. Ficou olhando fixamente para a gruta e viu agitar-se com força os ramos das sarças, mas além disso, num nicho dentro da cova, detrás e acima dos ramos, estava a figura de uma jovem vestida de branco saudando com ligeiras inclinações de cabeça. Vestia túnica branca, cintada por uma banda azul e levava um largo rosário pendurado do braço. Ao vê-la, lhe pareceu que fazia sinais como convidando-a a orar. Bernardette se ajoelhou, tirou seu
rosário e começou a rezá-lo. A visão também o rezou mas sem mover os lábios, só passando as contas. Não se falaram, mas ao terminar os cinco mistérios, a figura sorriu e, retrocedendo para as sombras da gruta, desapareceu. As outras duas meninas regressaram de recolher a lenha e puseram-se a rir ao ver a Bernardette de joelhos. A amiga lhe reprovou que não tivesse ido a buscar lenha e a irmã lhe disse que a via assustada, que se havia visto algo que lhe desse medo. Ela lhe contou tudo, mas lhe pediu para não dizer nada a ninguém. Toinette disse a sua mãe ao regressar a casa. A mamã disse a Bernardette que se havia enganado e que seguramente havia visto uma pedra. Ela lhe disse que não, que era uma jovem e muito bela.

A mãe proibiu a Bernardette voltar à gruta. Muitos de seus vizinhos que se haviam inteirado do que se havia passado, lhe diziam que devia regressar ao lugar. A mamã disse a sua filha que fosse pedir conselho ao Padre Pomian que não lhe fez caso. Sua mãe lhe disse que fosse a falar com seu pai e este acedeu a que voltasse ao lugar. Várias meninas empreenderam o caminho à gruta, levando uma garrafa com água benta e, ao chegar, todas se ajoelharam a rezar o Rosário. Quando iam no terceiro mistério “a mesma jovem branca se fez presente no mesmo lugar de antes”. Bernardette disse “¡Aí está!” à que estava junto dela, mas esta não viu nada. Outra menina lhe deu a água benta e levantando-se, atirou algumas gotas sobre a visão; a figura sorriu e fez o sinal da cruz. Bernardette lhe disse “se vens de parte de Deus, aproxima-te”. A figura avançou um passo. Nesse momento, Jeanne Abadie com outras meninas lançaram uma pedra que caiu nos pés de Bernardette. A visão desapareceu. Mas Bernardette se voltou a ajoelhar e permaneceu imóvel com os olhos fixos na gruta. Não se podia mover, sua mãe lhe ralhou e ninguém a acreditava. Pensava que havia visto uma alma do purgatório.  A terceira aparição teve lugar em 18 de Fevereiro, quando uma dama chamada Millet e sua filha, levaram a Bernardette à gruta. Levavam uma vela benzida, pluma e tinta. As três se ajoelharam a rezar e quando Bernardette disse que a havia visto, lhe entregaram papel e tinta. Bernardette pediu à Senhora para escrever seu nome e o que quisesse. Então, falou pela primeira vez dizendo que não tinha necessidade de escrever para o que tinha que dizer e lhe pediu se podia ir todos os dias durante uma quinzena. Logo acrescentou que não prometia fazê-la feliz nesta vida mas sim na outra e elevando-se até ao tecto da gruta desapareceu.  No domingo 21 de Fevereiro grande número de pessoas a acompanharam à gruta. Esta vez a visão lhe pediu que orasse pelos pecadores. As autoridades a interrogaram e o chefe de policia lhe disse que se voltasse a ir seria sob suas próprias consequências. A eles os preocupava que se estava perturbando a ordem pública e que o lugar da gruta não era um lugar seguro para as multidões.  No dia 22, Bernardette foi à gruta apesar das proibições, mas este dia não houve aparição. No dia 23 às 6 da manhã, Bernardette chegou ao lugar e já havia umas 200 pessoas. Viu a aparição e caiu em transe que durou quase uma hora. Ao dia seguinte sucedeu o mesmo.  Na quinta-feira 25, depois de rezar um mistério do rosário, Bernardette começou a avançar de joelhos pela subida da cova. Ao chegar a esta se ficou vendo o nicho e a Virgem lhe disse que fosse a beber na fonte e a lavar-se em suas águas. Lhe assinalou com o dedo onde estava a fonte. Encontrou um charquito de água suja e meteu as mãos, mas não havia suficiente água para beber. Começou a escavar mas saiu turva. Depois de três vezes a tirar com as mãos, já se podia beber. As gentes viram que a menina tinha a cara suja com lodo. Parecia que mordiscava as folhas de uma planta. Depois se endireitou e se foi caminhando a Lourdes. Ao principio a gente se ria. Mas nesse mesmo dia à tarde, brotou um manancial de água na gruta e sua corrente desembocava no rio Gave. Antes de uma semana, o manancial estava produzindo 102,200 litros diários, como segue fazendo-o até hoje. No dia 26 havia umas 800 testemunhas que viram a Bernardette inclinar-se a beijar o solo. As visões de 27 e 28 seguiram o curso de costume, ainda que a multidão tenha crescido. Para o primeiro de Março Já haviam umas mil pessoas, entre elas um sacerdote. Aí teve lugar uma cura ainda que a notícia se tenha dado dois meses depois. Em 2 de Março a Senhora pediu a Bernardette que dissesse aos clérigos que lhe construíssem uma capela e se realizasse uma procissão. O senhor cura a despediu friamente e lhe disse que não. No dia 3 apareceu quando a maioria dos espectadores já se haviam ido embora. Em 4 de Março também apareceu e até ao dia 25 de Março em que Bernardette visitou a gruta na madrugada, e lhe perguntou quem era e ela lhe respondeu que era a Imaculada Conceição. Logo lhe pediu que lhe construíssem uma capela e ela lhe disse que já lhes havia dito mas que não fizeram caso e que queriam um milagre como prova de seu desejo. Logo se desvaneceu.

A penúltima das aparições teve lugar em 7 de Abril. A última aparição teve lugar em 16 de Julho, festa de Nossa Senhora do Carmo. Bernardette ingressou numa ordem religiosa de irmãs enfermeiras em 1886, aos 22 anos de idade morreu  de tuberculose em 1898. A partir desta data a devoção pela Virgem e as visitas à gruta adquiriram grande importância. Com a água do manancial tem havido muitas curas. Acodem milhares de enfermos cada ano. O papa João Paulo II visitou este santuário. Algumas pessoas te poderão dizer que isto de ir às peregrinações não tem sentido, que o mesmo se pode rezar à Virgem em qualquer igreja. Isto é certo, mas também o é o que se pode receber graças especiais assistindo com devoção a estes lugares, como se tem demonstrado com as numerosas curas que acontecem nesses santuários. ¡Oração! María de Lourdes, continua teu trabalho de cuidado materno a nós teus filhos necessitados para que sejamos sempre fieis a Deus. ¿Queres saber mais? Consulta corazones.org - Visita Gruta do Santuário de Lourdes por meio do Sitio Oficial de Lourdes onde poderás também depositar tua intenção de oração, aos pés de Nossa Senhora

SANTO ADOLFO

(bispo – 1224)

Sendo cónego de São Pedro de Colónia, Adolfo, conde de Teklenburg, foi visitar os monges cistercienses de Cap, nos confins dos ducados de Cléves e de Gueldre. Esta abadia cisterciense continuava no seu fervor primitivo e a influência de S. Bernardo, pouco antes falecido, ainda lá se fazia sentir. Velhos e novos acusavam as mais pequenas faltas em capítulo e flagelavam-se até ao sangue, para as expiar. Ao ver este espetáculo, o jovem cónego, cuja vida se passara até então em delicias, resolveu abandonar o mundo e pensar apenas na salvação da alma. Entrou logo para essa comunidade e chegou rapidamente a eminente grau de perfeição. Elevado a bispo de Osnabruck na Vestefália, conservou os hábitos piedosos que contraíra no claustro. Os historiadores dizem que administrava com sabedoria a sua Igreja e nada tinha mais a peito do que o esplendor do culto divino; e acrescentam que era para os leprosos que iam de preferência o seu afecto e as suas esmolas. Entre estes, havia um que vivia numa cabana muito afastada; ele visitava-o todas as vezes que por lá passava. O prelado ficava muito tempo a consolá-lo, falando-lhe da Paixão de Nosso Senhor, o que contrariava os seus acompanhantes, que se aborreciam a esperá-lo. Num dia em que o prelado devia passar por esses lados, resolveram sequestrar o leproso. Desta forma, pensavam eles, encontrando a cabana vazia, Adolfo passaria adiante e eles não perderiam tempo precioso. Mas enganaram-se nos cálculos. Por uma espécie de milagre, o infeliz encontrava-se no local costumado, quando o bispo chegou. Teve ainda forças para agradecer ao grande amigo a sua bondade e exortações caritativas, e entregou a alma a Deus na sua presença. Depois de governar a Igreja de Osnabruck durante vinte e um anos, Adolfo morreu em odor de santidade em 1224, e numerosos milagres tornaram famoso o seu túmulo. Do livro SANTOS DE CADA DIA de www.jesuitas.pt.

 • Eloisa, Santa
Religiosa

Eloisa, Santa

Eloisa, Santa

Etimologia: Eloisa = guerreira ilustre. É de origem germânica. Nos encontramos hoje com uma santa francesa. Pertencia a uma família nobre. Depois de ficar viúva muito jovem, se passou francamente mal.  Cedo pensou que os bens do marido passariam para a abadia beneditina de Notre Dame de Coulombs, na diocese de Chartres. Além do dinheiro, também lhe cederam a abadia duas igrejas paroquiais em 1033 e suas terras anexas. Em sua peregrinação por este mundo, voltou a casar-se e enviuvou em seguida.  Na raiz desta morte, Eloisa determinou viver como uma religiosa na mesma abadia de Coulombs. Lhe doou todos seus bens, sem ter em conta nada de heranças para seus próprios familiares. Mandou que lhe construíssem uma pequena habitação junto à igreja. Aqui ficou reclusa para sempre. Viveu como uma verdadeira santa até que morreu em 1060. Seus restos mortais foram enterrados na catedral de Chartres, onde se conservam na atualidade. Quando na vida se toma a Deus a sério, é fácil ao ser humano o desprendimento de tudo aquilo que o impede alcançar a meta da santidade e o consolo que dão os favores do céu a quem sabe ser adorador do Deus vivo. ¡Felicidades a quem leve este nome! Comentários ao P. Felipe Santos: Santoral">fsantossdb@hotmail.com

• Tobias (Francisco) Borras Romeu, Beato
Religioso e Mártir

Tobías (Francisco) Borras Romeu, Beato

Tobias (Francisco) Borras Romeu, Beato

Martirológio Romano: Em Vinaroz, na região de Valência, em Espanha, beato Tobias (Francisco) Borras Romeu, religioso da Ordem Hospitalária de São João de Deus e mártir, que consumou seu glorioso sacrifício por ódio à fé durante a perseguição religiosa (1937). Etimologia: Tobias = Yahveh é bom, é de origem hebraica. Nasceu em São Jorge, Espanha, em 14 de Abril de 1861, e recebeu a palma do martírio em Valência, Espanha, em 11 de Fevereiro de 1936. Em 25 de Outubro de 1992, foi beatificado pelo Papa João Paulo II, junto com outros 69 companheiros, todos eles Religiosos da Ordem Hospitalária de São João de Deus.

• Pedro de Jesús Maldonado Lucero, Santo
Sacerdote e Mártir

Pedro de Jesús Maldonado Lucero, Santo

Pedro de Jesús Maldonado Lucero, Santo

Martirológio Romano: Em Chihuahua, no México, são Pedro Maldonado, presbítero e mártir, que durante a perseguição, preso enquanto administrava o sacramento da penitência, alcançou o triunfo do martírio ao ser golpeado na cabeça (1927). É  o primeiro santo e mártir de Chihuahua, México. Pedro de Jesús foi filho legítimo do senhor Apolinar Maldonado e da senhora Micaela Lucero, e teve sete irmãos. Nasceu num bairro da cidade de Chihuahua conhecido como San Nicolás. Pedro Maldonado entrou no seminário diocesano aos 17 anos de idade, onde teve um bom desempenho, sem ser o melhor dos estudantes. Nos anos de 1913 a 1914 ante a perseguição religiosa muitos seminaristas fugiram para El Paso Texas, mas Pedro permaneceu na capital de Chihuahua, ainda que tenha sido também ordenado em El Paso Texas, já que o Bispo de Chihuahua se encontrava enfermo no Distrito Federal. Trabalhou pelos indígenas Tarahumaras e buscou reduzir a quantidade de bebidas alcoólicas que se consumiam. Viveu no distrito de Jiménez e ali foi perseguido e em múltiplas ocasiões, e golpeado por grupos maçónicos ainda dentro da igreja. O Padre Maldonado era sensível às necessidades da gente. Saía a ajudar aos pobres com dinheiro e roupa e ele próprio criou e educou a um órfão pobre. Gostava de visitar os campos em tempo de colheita e os campesinos lhe pediam que lhes benzesse os campos invadidos por pragas de lagosta. São muitos os testemunhos de que mais de uma vez expulsou as lagostas dos campos com sua oração. Teve um interesse especial na educação católica das crianças, dos jovens e dos adultos e lhes explicava a história da salvação por meio de fotografias. Entre 1926 e 1929 foi constantemente caçado segundo biógrafos "como a um animal". Os três períodos da perseguição religiosa viram o Padre Maldonado fugindo constantemente da policia e dos agentes de governo. Na Sexta-feira Santa de 1936, enquanto regressava ao seu esconderijo no povoado chamado La Boquilla, em Santa Isabel, depois de uma visita para ajudar a uma mulher moribunda na vizinhança da estação de trem do mesmo povo, foi emboscado junto com seus acompanhantes. No dia seguinte se contaram duzentos cartuchos no lugar da emboscada. O Padre Pedro de Jesús Maldonado morreu na cidade de Chihuahua em 11 de Fevereiro de 1937, 19  anos depois de sua primeira missa. Foi sacerdote da diocese de Chihuahua e até ao momento de sua morte havia estado exercendo seu ministério na paróquia de Santa Isabel, que tem sua sede no povo do mesmo nome, a que os revolucionários poucos anos antes haviam mudado pelo de General Trías, com a intenção de borrar da geografia chihuahuense toda alusão ao catolicismo. A causa de sua morte foi uma brutal e selvagem golpada que lhe causou um severo dano cerebral e feridas em diversas partes do corpo. Isto sucedeu na presidência municipal de Santa Isabel em 10 de fevereiro, Quarta-feira de Cinzas naquele ano, e terminou no dia seguinte en Chihuahua. No Registo Civil da cidade de Chihuahua, no livro número 117, da Secção de Defuntos, está registada a ata número 171, firmada pelo Juiz do Registo Civil em que faz constar que às 17 horas e 15 minutos, de quinta-feira, 11 de fevereiro de 1937, recebeu un oficio do Julgado 1o. do Penal, número 106, do Distrito Morelos, Chihuahua, em que se comunica que foi praticada a autópsia de lei alo cadáver de quem em vida levara o nome de PEDRO MALDONADO e se ordena proceder de imediato à sua inumação. Segundo essa mesma ata, o defunto contava no momento de falecer 42 anos de idade, era sacerdote católico originário da cidade de Chihuahua e vizinho de General Trías. Diz também que era filho legítimo do senhor Apolinar Maldonado e da senhora Micaela Lucero, já falecidos, e que tinha sete irmãos. Que a causa de sua morte foram lesões no crânio, e que se tratava, presuntivamente de um homicídio. O juiz dispôs também que se verificasse a inumação do cadáver nesse mesmo dia às 18 horas no Panteão de Dolores, no lote particular da família Enríquez. Em 23 de Outubro de 1985 a Santa Sé deu o ´Nihil obstat" (nada obsta) para que se abrisse oficialmente a Causa. Em 13 de Julho de 1986 Mons. Adalberto Almeida e Merino publicou o decreto por meio do qual se dava inicio oficialmente à Causa de Canonização do Padre Maldonado. Em 4 de Fevereiro de 1992 a Santa Sede aprovou por unanimidade a Causa dos Mártires Mexicanos, conhecida como "Causa do Servo de Deus Cristóbal Magallanes e seus 24 companheiros mártires", entre os quais se contava o Padre Maldonado. Deles 22 eram sacerdotes e três eram laicos.  O que estes mártires oram "companheiros" não significa que tivessem sido mortos todos juntos, mas que o processo de beatificação e canonização os englobava a todos no mesmo grupo.  Quase todos estes mártires morreram entre 1926 e 1928, excepto o P. David Galván Bermúdez, que foi assassinado em 1915, e o P. Pedro Maldonado, que foi assassinado em 1937. Os esforços anteriores culminaram em 22 de Novembro de 1992, quando o Papa João Paulo II beatificou solenemente, na basílica de São Pedro, ao P. Cristóbal Magallanes e a seus 24 companheiros mártires, entre estes ao padre Pedro Maldonado. Depois da beatificação o processo seguiu adiante para obter também a canonização, que é o culminar do processo e que autoriza a venerar a estes mártires não só em suas próprias regiões mas em todo o mundo. Em 28 de Junho de 1999, em presença do Papa João Paulo II, a Congregação das Causas dos Santos promulgou os decretos para a canonização dos mártires. Finalmente, em 10 de Março do ano 2000, em Consultório ordinário público, o Papa João Paulo II assinalou oficialmente a data de 21 de Maio do Ano do Grande Jubileu de 2000 para a canonização de nossos mártires.

Convém que recordemos todos seus nomes:

Cristobal Magallanes Jara, Sacerdote  - Roman Adame Rosales, Sacerdote  - Rodrigo Aguilar Aleman, Sacerdote  - Júlio Alvarez Mendoza, Sacerdote - Luis Batis Sainz, Sacerdote  - Agustin Caloca Cortés, Sacerdote  - Mateo Correa Magallanes, Sacerdote  Atilano Cruz Alvarado, Sacerdote  - Miguel De La Mora De La Mora, Sacerdote  - Pedro Esqueda Ramirez, Sacerdote  - Margarito Flores Garcia, Sacerdote  - José Isabel Flores Varela, Sacerdote  - David Galvan Bermudez, Sacerdote  - Salvador Lara Puente, Laico  Pedro de Jesús Maldonado Lucero, Sacerdote  - Jesus Mendez Montoya, Sacerdote  - Manuel Morales, Laico  - Justino Orona Madrigal, Sacerdote  Sabas Reyes Salazar, Sacerdote  - José Maria Robles Hurtado, Sacerdote  - David Roldan Lara, Laico  -Toribio Romo Gonzalez, Sacerdote  - Jenaro Sanchez Delgadillo - David Uribe Velasco, Sacerdote  - Tranquilino Ubiarco Robles, Sacerdote

Para ver as biografias dos Mártires Mexicanos do século XX
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• Pascoal I, Santo
XCVIII Papa,

Pascual I, Santo

Pascual I, Santo

Martirológio Romano: Em Roma, memória de são Pascual I, papa, que, levado pela devoção, trasladou muitos corpos de mártires desde as catacumbas a distintas igrejas da cidade (824). Etimologia  -  Pascual, nome masculino cristão-romano "Paschalis", de origem grega, evoca a celebração religiosa da Páscoa. Pertencente a uma família nobre, no momento de sua eleição como papa ocupava o cargo de superior do mosteiro de Santo Esteban em Roma e, após sua consagração recebeu como presente do filho de Carlomagno, Ludovico Pío (também chamado Luís o Piedoso), os territórios de Córsega e Sardenha e a confirmação, mediante o Pactum Ludovicianum, das doações feitas ao papado nas décadas precedentes por Pipino o Breve e Carlomagno: Roma, Tuscia, Perúgia, Campânia, Tivoli, Exarcado de Rávena, Pentápolis e Sabina), estabelecendo-se os limites do Estado da Igreja, dentro dos quais o pontífice gozava de plena soberania.  Durante seu pontificado teve que fazer frente à segunda crise iconoclasta que desde 814 volta a aparecer en Constantinopla, sob o mandato do imperador bizantino León V, e que devido às perseguições sofridas provocou uma importante afluência de monges gregos a Roma, e que encontraram refúgio nos mosteiros, recém construídos, de São Práxedes, Santa Cecília e Santos Sérgio e Baco. Em 823, coroou ao filho de Ludovico, Lotário, como imperador co-regente com seu pai. Durante seu pontificado, realizou a trasladação de muitas relíquias de mártires para as igrejas e mosteiros romanos e prestou ajuda aos cristãos de Palestina e Espanha nas suas lutas contra os sarracenos.  Faleceu em Roma, em 11 de Fevereiro de 824, enquanto comissionados imperiais enviados por Ludovico Pío investigavam a morte de dois funcionários papais que, partidários de primazia do imperador sobre o papa em assuntos terrenos, haviam sido assassinados por serventes do pontífice. Pascual, que havia sido acusado de haver sido o instigador de ditas mortes negou sob juramento qualquer implicação mas talvez devido a isto o povo romano se negou a que fosse enterrado na Basílica de São Pedro pelo que seus restos descansam na igreja de São Práxedes.

• Gregório II, Santo
LXXXIX Papa

Gregorio II, Santo

Gregório II, Santo

Martirológio Romano: Em Roma,na basílica d São Pedro, sepultura de são Gregório II, papa, que nos tempos difíceis sob o imperador León o Isáurico trabalhou em defensa da Igreja e do culto das sagradas imagens, e enviou a são Bonifácio a pregar o Evangelho em terras de Germânia (731). Etimologia: Gregório = Aquele que está sempre preparado, é de origem grega. Os historiadores o chamam o melhor Papa do século VIII, e nele se adverte muito bem o paradoxo dos pontífices - construtores de pontes, segundo a etimologia - que resume de modo espetacular a de todo cristão obrigando à dualidade de atender às coisas deste mundo e de não viver mais que para Deus.  Gregório era romano de nascimento e já prestou grandes serviços à Igreja sob os pontificados de Sérgio I e Constantino I; a este último o acompanhou numa viagem a Oriente como assessor, contribuindo a resolver de maneira pacífica - e desgraçadamente, também provisional - uma grande controvérsia.  Desde  715, quando foi eleito Papa, se desvive por uma parte no duplo labor de defesa e de conquista espiritual: reconstruir mosteiros como Monte cassino, berço da ordem beneditina, e consolidar as muralhas de Roma, mas pensando também em povos pagãos aos que havia que levar o Evangelho (ele foi quem mandou a são Bonifácio à Germânia). Bi-frontal teve que ser assim mesmo sua atitude política: pelo norte os lombardos ameaçavam com engolir o papado, pelo sul os bizantinos aumentavam suas exigências, e com o imperador León Isáurico, que favorecia aos iconoclastas, o repto adquiria especial gravidade. São Gregório teve que jogar arriscadamente em dois tabuleiros, o humano e o divino, o da fé e o da diplomacia, contendo à vez aos bárbaros e aos arqui-civilizados bizantinos. Não só Roma ou Itália, o orbe inteiro, a plenitude da fé e toda a política do mundo pesavam sobre seus ombros, como sobre os de qualquer Papa, cruzando a ponte do tempo até à beira da eternidade.

• Soteris, (ou SOTERA) Santa
  Virgem e Mártir

Soteris, Santa

Soteris, Santa Estrela já publicada em 10 de Fevereiro, sob o nome de Sotera

Martirológio Romano: Em Roma, na via Ápia no cemitério que leva seu nome, santa Soteris, virgem e mártir, que, como relata santo Ambrósio, renunciando por causa da fé à nobreza e às honras de sua família, não se prestou a imolar aos ídolos, nem se deixou vencer pelas injúrias humilhantes, nem temeu morrer ferida por uma espada (c. 304). Santo Ambrósio reconhece orgulhosamente a esta santa como a honra maior de sua família. Soteris descendia de uma larga linha de cônsules e prefeitos, mas sua glória principal radica no desprezo que, por amor a Cristo, sentiu por seu nobre berço, suas riquezas, sua grande beleza e tudo o que o mundo considera tão valioso. Desde muito jovem consagrou sua virgindade a Deus e para evitar os perigos a que estava exposta, se negou resolutamente a portar qualquer roupagem ou adorno que fizesse ressaltar sua beleza. Sua virtude a preparou para confessar a firmeza de sua fé, quando se iniciou a perseguição de Diocleciano e Maximiano contra os cristãos e ela foi obrigada a comparecer ante os magistrados. Por ordem do juiz a esbofetearam e Soteris deu graças ao céu por ver-se maltratada na mesma forma que seu Salvador. Ainda que o juiz mandou que a torturassem cruelmente, não conseguiu que a santa exalasse um gemido ou derramasse uma lágrima.  No fim, vencido por sua constância, ordenou que fosse decapitada. Devemos admitir que não sabemos claramente se tudo isto sucedeu a um mesmo tempo ou em várias etapas. Pode ser que Santa Soteris haja sido apreendida e torturada quando era uma jovenzinha durante a perseguição de Décio e que cinquenta anos depois, sob Diocleciano, alcançasse a coroa do martírio, ao morrer decapitada por sua fé.

Outros Santos e Beatos

Completando o santoral deste dia

Otros Santos y Beatos

Santos Mártires de Numídia, mártires

Comemoração dos numerosos santos mártires, que durante a perseguição sob Diocleciano foram presos em Numídia e, não querendo entregar as Sagradas Escrituras conforme o édito do imperador, foram vítimas de cruéis suplícios (s. IV in.).

São Castrense, mártir

Em Castel Volturno, na Campânia, são Castrense, mártir (s. inc.).

São Secundino, bispo

Em Apúlia, são Secundino, bispo (s. V/VI).

São Severino, abade

Em Chateâu-Laudon, na Gália, são Severino, abade do mosteiro de Agaune (s. VI).

Santo Ardano, abade

Em Borgonha, santo Ardano, abade de Tournus (1066).

40480 > Sant' Ardagno (Ardano) Abate di Tournus MR
93962 > Beato Bartolomeo di Olmedo Sacerdote mercedario
26100 > Beata Vergine Maria di Lourdes - Memoria Facoltativa MR
90646 > San Castrense (Castrese) di Sessa Vescovo e martire  MR
40500 > Sant' Elisa (Eloisa, lat. Helvisa) Reclusa
89089 > San Gregorio II Papa  MR
40440 > Santi Martiri della Numidia  MR
89098 > San Pasquale I Papa  MR
90125 > San Pedro De Jesus Maldonado Lucero Sacerdote e martire  MR
94534 > Beato Pietro da Cuneo Francescano, martire 
40460 > San Secondino Vescovo  MR
40470 > San Severino di Agaune Abate  MR
40430 > Santa Sotere Vergine e Martire  MR
40490 > Beato Tobia (Francesco) Borras Romeu Martire  MR

http://es.catholic.net/santoral

Recolha, transcrição e tradução de espanhol para português por António Fonseca