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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Nº 46 - 15 de FEVEREIRO de 2011 - SANTOS DE CADA DIA - 3º ANO

 

Nº 1278

• Faustino e Jovita, Mártires
Diácono e Presbítero

Faustino y Jovita, Mártires

Faustino e Jovita, Mártires

Conta-se que dois irmãos, Faustino e Jovita, o primeiro sacerdote e o segundo diácono, começaram a pregar o Evangelho em Brixia, (ou Bréscia), sua terra natal. Entretanto apareceu na Lombardia, vindo do Oriente, o césar Adriano para suceder ao imperador Trajano. O conde Itálico dirigiu-se ao seu encontro e informou-o do êxito da pregação cristã. Chegando a Bríxia, o novo imperador quis instruir pessoalmente o processo dos dois apóstolos e começou por lhes infligir diversos tormentos. Depois, levou-os consigo para Roma e foi renovando, em cada jornada, os interrogatórios e as torturas. Nada conseguiu abalar a constância dos dois irmãos. Por isso Adriano recambiou-os para Bríxia, a fim de serem decapitados na terra onde tinham exercido o seu zelo (princípios do século II). Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt. Ver também www.es.catholic e www.santiebeati.it.
 

• Cláudio da Colombiére, São
Confessor – Apóstolo do Coração de Jesus (1641-1682)

Claudio de la Colombiére, San

Cláudio de la Colombiére, São

Cláudio La Colombiére nasceu em São Sinforiano d’Ozon, Ródano (França). Morreu em Paray-le-Monial, a 15 de Fevereiro de 1682. Foi beatificado por Pio XI, a 16 de Junho de 1929, e canonizado por João Paulo II, a 31 de Maio de 1992. Conhecemos o Padre Cláudio La Colombiére principalmente pelas suas obras e pelo testemunho dos que mais de perto o acompanharam nos últimos anos de vida. Eis, em resumo, o retrato que dele nos dá o Padre Nicolau La Pesse, encarregado de editar os seus Sermões (Lião, 1684); espírito vivo, juízo seguro, fino e penetrante; alma nobre, jeito e graça; distinguia-se sobretudo pela sua maneira de pensar e pela elegância e precisão de expressão. Quando falava com as pessoas, a sua distinção e doçura conquistavam os espíritos e os corações. A união com Deus transparecia no seu rosto e nas suas palavras. A oração era nele habitual. Como era recto e esclarecido, julgava com extrema justiça sobre qualquer assunto que tivesse de tratar. Embora pertencesse a uma família muito cristã, declarou mais tarde: «tinha uma aversão horrorosa à vida que me comprometi a seguir quando entrei para a Companhia de Jesus». Passados 16 anos de vida religiosa, quando se preparava para a última profissão, escrevia: «Senti-me inclinado a imitar a simplicidade de deus nos meus afectos, amando só a Deus… Mas os meus amigos têm-me amizade, e eu tenho-lhes amizade a eles; vedes que é assim, e eu sinto-o… este sacrifício vai-me custar mais do que o primeiro que fiz deixando pai e mãe».Dotado de uma intensa afectividade, nobreza de alma, inteligência penetrante, Cláudio, descendente duma família de notários, sentia muito valor dos compromissos jurídicos e especialmente dos votos feitos a Deus. O Padre La Pesse, no prefácio já citado, escreve a este respeito: «Para compendiar uma vida inteiramente santa em poucas palavras, basta-me referir o voto que ele fez, com licença do diretor espiritual. É um voto capaz de assustar os mais espirituais, e não sei que outros o tenham feito, pelo menos na Companhia de Jesus. Este  voto obriga o religioso a uma perfeição mais eminente. os que conhecem as Constituições Inacianas creio que pensarão como eu, e o outros não deixarão de admirar aquilo que talvez só a meia conhecem». Este voto de observar «as Constituições, as regras comuns, as regras da modéstia e as dos Sacerdotes» meditou-o Cláudio durante três ou quatro anos. Foi fruto da eleição dos seus Exercícios do mês, aos 33 anos, tendo 16 anos de vida religiosa. Contrariamente ao que se poderia temer, este voto contribuiu para fazer de Cláudio o homem mais amável possível: «O seu silêncio, a sua conversação, o seu porte, o seu modo de proceder, todo o seu exterior era tão natural e tão consertado que, em qualquer circunstância, parecia um homem de sociedade e um perfeito religioso». Este voto não consistias, portanto, essencialmente em praticar minúcias, mas em realizar o ideal do Sacerdote, vivido e descrito por Santo Inácio. Se Cláudio desce, com ele, aos mais pequeninos pormenores do comportamento externo, também, colmo ele liga muito mais importância à atitude interior: a atitude de Cristo, contemplada nos Exercícios e reproduzida por Santo Inácio, para os seus religiosos, nas Constituições. Porque lhe parece excelente o retrato, o Padre Colombiére adopta-o como programa de santidade, como o próprio mistério de Cristo, abismo de grandeza e de humildade, de obediência e de liberdade. O sentimento de libertação que Cláudio nota várias vezes no Diário espiritual, depois de ter adoptado este ideal, faz-nos crer que ele correspondeu realmente ao chamamento de Cristo. Além disso, foi também um desabrochar para o seu apostolado. Dois anos mais tarde (1677), estando em Londres, notará: «Encontro.-me agora numa disposição inteiramente oposta àquela em  que me encontrava há dois anos. O temor ocupava-me totalmente e não me sentia nada inclinado ao exercício do zelo, por causa da apreensão em que estava de não poder evitar os perigos da vida ativa, para a qual via que a minha vocação me levava. Hoje esse temor desapareceu, e tudo o que há em mim me leva a trabalhar na salvação e santificação das almas. Parece-me que só por isso é que tenho amor à vida, e só amo a santificação porquanto reconheço que é um meio admirável de ganhar muitos corações para Jesus Cristo». E, alguns dias depois: «Sinto sempre um desejo cada vez mais intenso de me afeiçoar à observância das regras; e tenho muito gosto em praticá-las ; quanto mais exato sou na sua observância, tanto mais me parece que entro na perfeita liberdade; é certo que isso não me incomoda nada; pelo contrário este jugo torna-me, por assim dizer, mais leve. Considero isto como a maior graça que recebi em toda a minha vida». O discernimento espiritual que usou no seu próprio caso, usou-o também Cláudio no caso de Margarida Maria. Ajudou-a a chegar à pureza do amor de deus em total esquecimento de si mesma: «É preciso que vis lembreis que Deus pede tudo de vós, e não pede nada». Participando da Paixão do Redentor, e solidário com a humanidade pecadora, esforçou-se por penetrar cada vez mais intimamente  no Coração de Cristo e por introduzir N’Ele as almas com a sua direção e escritos. A missão que recebeu de ser, em Londres, pregador da duquesa de Iorque, futura rainha de Inglaterra, deu-lhe ocasião de exercitar corajosamente um ministério perigoso, de suportar uma prisão onde contraiu a tuberculose, que em três anos o havia de vitimar, e de oferecer a Deus, aos quarenta anos, o sacrifício da vida. A fidelidade de Cláudio La Colombiére ao amor de Cristo tem a marca da sua época e do seu carácter. É austera e afectiva, cheia de doçura e de solidez, lúcida e corajosa, apesar da viveza da sua sensibilidade. Desenvolveu na prática atenta dos Exercícios e das Regras de Santo Inácio notáveis dons de espírito e de coração, até ao ponto de chegar a uma verdadeira elegância no heroísmo. (Ver apêndice 1, no fim do mês de Junho, Coração de Jesus, e biografia de Santa Margarida Maria Alacoque, 16 de Outubro). Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt. Ver também www.es.catholic e www.santiebeati.it.

• Sigfrido, São
  Biografia

Sigfrido, San

Sigfrido, São

Etimologicamente significa “ vitorioso”. Vem da língua alemã. Este santo, nascido em Inglaterra e morto na Suécia em 1045, é o padroeiro dos suecos/as. O motivo de que sendo inglês vivesse na Suécia, se deve a uma chamada que lhe fez o rei Olaf de Noruega que se havia convertido ao cristianismo. Sua vida cristã se viu cheia quando o ordenaram de sacerdote em York ou Glastonbury. Apenas teve a ordem sagrada, o rei Ethelred o enviou como missionário à Noruega com dois bispos. Depois de converter a muitos pagãos, Sigfrido seguiu para a Suécia em 1008. Já antes, outro santo havia deixado as sementes da fé no ano 830, ainda que o país tenha voltado a recair de novo no paganismo. Sigfrido construiu uma capela de madeira ao sul de Suécia e trabalhou com êxito em várias cidades. Com a ajuda de Deus converteu aos doze homens mais importantes, e outros muitos seguiram seu exemplo. A outros, entre os que há que incluir ao rei Olaf de Suécia, lhes chamou muito a atenção dos ornamentos e vasos empregados durante a celebração da Missa, a escuta da pregação e a dignidade nas cerimónias de adoração cristã.  Mas foi sobretudo o exemplo do bispo e de seus missionários o que lhes atraiu verdadeiramente ao mundo impressionante de Deus.  Calhou a Sigfrido a honra de poder ordenar a dois bispos nativos para missionar outros lugares. Também estendeu seu trabalho pastoral a Dinamarca. Aqui, sem embargo, encontrou as dificuldades próprias dos feiticeiros ou idólatras rebeldes. Deram morte a três de seus sacerdotes, e Sigfrido lhes deu sepultura.  Disse aos idólatras:"Isto será vingado na terceira geração". E assim sucedeu. Sua festa se celebra tanto na Suécia como na Dinamarca. O fez santo o Papa Adriano IV. ¡Felicidades a quem leve este nome!

• Ângelo de Sansepolcro, Beato
  Presbítero e Ermitão

Ángelo de Sansepolcro, Beato

Ângelo de Sansepolcro, Beato

Martirológio Romano: Em Borgo, San Sepolcro, na Umbría, beato Ángel Scarpetti, presbítero da Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho (1306). Etimologia: Ângelo = mensageiro. Vem da língua grega. O Beato Ângelo de Sansepolcro, irmão da Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho, nasceu em Sansepolcro na primeira metade do século XIII. Uma antiga tradição local diz que pertencia à família Scarpetti. Entrou no convento dos Eremitas de Juan Bono em redor de 1254. Em 1256 o convento passou à nova Ordem dos irmãos Eremitas de Santo Agostinho. Dele se recordam alguns episódios milagrosos ocorridos durante sua vida, como o da ressurreição de um inocente condenado a morte. É provável, ainda que não certa, sua participação na missão para estender a Ordem a Inglaterra. Os escritores agostinhos de fins do século XVI, destacam suas principais virtudes: profunda humildade, caridade e pureza tanto de corpo como de espírito, através das quais conquistou entre os que o rodeavam fama de santo.  Morreu em Sansepolcro em 1306. Em 1310, perto da igreja agostinha da cidade, surgiu uma confraria dedicada à Virgem Maria e ao ‘glorioso irmão Ângelo’, a que se lhe outorgaram privilégios os priores provinciais e gerais da Ordem. Enquanto aos irmãos, em 1555 deixaram a primeira igreja para mudar-se para a atual, levando com eles o corpo do irmão Ângelo, fixando em 29 de Setembro para a celebração da festa da trasladação de seu corpo. Esta festa foi suprimida em 1855. Em 1740 o corpo foi submetido a reconhecimento canónico pelo bispo de Sansepolcro monsenhor Raimundo Pecchioli. Em 1905 se iniciou o processo sobre o culto prestado a este servo de Deus, que conclui com a aprovação do mesmo em 1922.  Actualmente seu corpo se conserva numa talha em madeira doirada e decorada com cenas da vida do beato, sob o altar mor da igreja de Santo Agostinho em Sansepolcro. O beato foi representado no século XIV um fresco, que, proveniente da antiga igreja Agostinha, agora está exposto no Museu Cívico de Sansepolcro.  A última manifestação solene do culto tributado ao beato foi em Outubro de 1987 quando a urna contendo o corpo foi transportada processionalmente pelas ruas circundantes da igreja de Santo Agostinho.

• Miguel Sopocko, Beato
Presbítero e Fundador

Miguel Sopocko, Beato

Miguel Sopocko, Beato

Diretor espiritual de
Santa Faustina Kowalska

Miguel Sopocko nasceu em 1 de Novembro de 1888 em Nowosady (Juszewszczyzna), então naquela altura fazendo parte da Rússia Imperial. A autoridade czarista perseguia a  Igreja Católica, e também aos polacos e lituanos dentro de seus territórios. Na família Sopocko, que era de nobre linhagem, as tradições polacas e católicas se conservam e fortaleciam.  O jovem Miguel amadureceu nessa atmosfera religiosa e patriótica, sentia um forte desejo de serviço incondicional a Deus, à Igreja e à humanidade, por isso ingressou no Seminário Maior de Vilna. Em 15 de Junho de 1914, foi ordenado ao sacerdócio pelo Bispo Franciszek Karewicz. Por quatro anos (1914-1918) laborou como vigário paroquial em Taboryszki, onde abriu duas missões em Miedniki e Onżadw, assim como diversas escolas. Informado por alguém de que as autoridades alemãs da zona o buscavam para o prender, ele deixou a paróquia e mudou-se para Varsóvia. Ali assumiu o cargo de capelão do exército polaco. Enquanto se dedicava a seu ministério como capelão, ingressou a estudar na Faculdade de Teologia da Universidade de Varsóvia em que obteve um doutorado. Ao mesmo tempo, se graduou no Instituto Pedagógico Nacional. Em 1924, se converteu num dos coordenadores regionais dos capelães militares, com sede em Vilna. Em 1927, o arcebispo Romualdo Jalbrzykowski lhe encomendou a responsabilidade de ser o Diretor Espiritual do Seminário Mayor. Durante este mesmo período foi professor na Faculdade de Teologia na universidade Stefan Batory, também em Vilna. Finalmente pediu ao Arcebispo para o pôr em liberdade de sua pastoral castrense e do seminário. Seu desejo era dedicar-se totalmente aos estudos teológicos. Em 1934, recebeu o título de “docente” em teologia pastoral. Enquanto ensinava, nunca esqueceu a importância do serviço pastoral. Foi reitor da Igreja de São Miguel e também serviu como confessor de Irmãs da Congregação de Maria Mãe da Misericórdia. Um dos acontecimentos mais importantes na vida de Frei Sopocko se produziu em 1933, quando se converteu em diretor espiritual de Soror (agora Santa) Faustina Kowalska. Ele seguiu prestando assistência à Santa depois de que foi transferida a Łagiewniki, onde ela morreu em 5 de Outubro de 1938. Como seu confessor, ele empreendeu uma avaliação completa das experiências místicas de Soror Faustina sobre a devoção à Divina Misericórdia. Seguindo um conselho dado por ele, ela escreveu seu "Diário”, material que até ao momento segue sendo de valiosa inspiração espiritual. Soror Faustina, apoiando-se nas revelações del Salvador que experimentava ainda antes de chegar a  Vilna, lhe falava o padre Sopocko das indicações que recebia durante essas revelações. Se tratava de pintar o quadro do Salvador Misericordioso, estabelecer  a Festa da Divina Misericórdia para o primeiro domingo depois da Páscoa e fundar uma nova Congregação Conventual. A Divina Providência confiou a realização destas tarefas ao padre Sopocko. Apoiado na doutrina da igreja, buscava os argumentos teológicos que explicaram a existência da qualidade da misericórdia em Deus e os fundamentos para fixar como festa o dia mencionado nas revelações. Os resultados de suas investigações e os argumentos para introduzir o dia no calendário festivo da igreja, os apresentou em vários artigos nas revistas teológicas e em vários trabalhos autónomos acerca do tema da Divina Misericórdia. Em Junho de 1936 em Vilna, publicou o primeiro folheto titulado “Divina Misericórdia” com a imagem de Jesus Cristo Misericordioso na portada (criado pelo artista Eugeniusz Kazimirowski). Enviou essa publicação a todos os bispos reunidos na conferência do Episcopado em Czestochowa. Sem embargo, não recebeu nem uma resposta de algum deles. O segundo folheto titulado “Divina Misericórdia na liturgia” se publicou em 1937 em Poznan. Em 1938, ele estabeleceu um comité para construir a Igreja de Divina Misericórdia em Vilna. Sem embargo, este esforço teve que ser detido ao iniciar-se a Segunda Guerra Mundial. Mas apesar da guerra e da ocupação alemã, Frei Sopocko persistiu em seus esforços para promover a devoção à Divina Misericórdia. Cheio de zelo, ajudou constantemente a aqueles que foram oprimidos e ameaçados com o extermínio, por exemplo, a numerosa população judia. Afortunadamente, ele conseguiu evitar ser preso. Em 1942, junto com os professores e estudantes do seminário, foi obrigado a ocultar-se perto de Vilna. Permaneceria oculto por dois anos, foi nesse tempo que Frei Sopocko teve um rol importante na criação de uma nova Congregação Religiosa. Segundo as revelações de Soror Faustina, esta Congregação teria como fim promover a devoção à Divina Misericórdia. Depois da Guerra, ele escreveu a Constituição da Congregação, e trabalhou ativamente no crescimento e desenvolvimento do que nós conhecemos como a Congregação das Irmãs da Divina Misericórdia. Em 1947, Arcebispo Jalbrzykowski, que desde dois anos antes estava em Bialystok com sua Cúria diocesana, buscou que Frei Sopocko se  mudasse para essa cidade. Ele aceitou uma posição como professor no Seminário Maior Arquidiocesano. Ali ensinou pedagogia, catequética, homilética, teologia pastoral, e espiritualidade. Adicionalmente, continuou impulsionando o apostolado da Divina Misericórdia. Também fez sérios esforços para obter a aprovação oficial para a devoção à Divina Misericórdia das autoridades da Igreja. Frei Sopocko trabalhou incansavelmente nos fundamentos bíblicos, teológicos e pastorais para explicar a verdade doutrinal acerca da devoção de Divina Misericórdia. Suas publicações se traduziram a numerosos idiomas, entre eles: latim, inglês, francês, italiano, e português. Frei Miguel Sopocko morreu em 15 de Fevereiro de 1975, em seu apartamento na Calle Poleska. Aclamado popularmente para sua santidade foi enterrado no cemitério da paróquia em Bialystok. Logo depois de iniciado o processo para sua Beatificação, seu corpo se trasladou para a Igreja da Divina Misericórdia em 30 de Novembro de 1988. Foi beatificado em 28 de Setembro de 2008 no Santuário da Divina Misericórdia em Bialystok, sob o pontificado de S. S. Bento XVI. Reproduzido com autorização de Vatican.va traduzido para espanhol por Xavier Villalta

• Onésimo Santo
Discípulo de São Paulo,

Onésimo Santo

Onésimo Santo

Martirológio Romano: Comemoração do beato Onésimo, que, sendo escravo fugido, foi acolhido por Paulo e enviado como filho na fé, passando a estar vinculado a Cristo, tal como o apóstolo escreveu a seu amo Filémon (s. I). Etimologicamente significa “proveitoso”. Vem da língua grega. Este escravo, morto no ano 90, nomeia-o são Paulo brevemente numa de suas cartas: Te rogo em favor de meu filho, a quem engendrei entre cadeias, Onésimo, que em outro tempo te foi inútil, mas agora é muito útil para ti e para mim (Flm 10-11). Sabe-se que estava ao serviço de Filémon, o líder da cidade de Colossos. Tinha uma amizade muito íntima com Paulo porque foi um de seus conversos. Gozava de uma boa reputação como pessoa amável, generosa e hospitaleira. O pecado de haver roubado a seu dono, o confessou e pediu perdão. Desde então já nunca deixaria os passos de são Paulo, o apóstolo das gentes. Voltou de novo a casa de Filémon que o aceitou como a um verdadeiro irmão, já que são Paulo o nomeou de novo na carta aos de Colossos: Enquanto a mim, de tudo os informará Tíquico, o irmão querido, fiel ministro e conservo no Senhor, a quem vos envio expressamente para que saibais de nós e console vossos corações. E com ele a Onésimo, o irmão fiel e querido compatriota vosso. Eles vos informarão de tudo quanto aqui sucede (Col. 4;7-9). Tudo o resto de sua vida é um tanto desconhecido. Sem embargo, autores da solvência e garantia como são Jerónimo, afirmam que Onésimo chegou a ser pregador da Palavra de Deus, e algo mais tarde foi consagrado bispo, possivelmente de Bereia em Macedónia, e seu anterior dono foi também consagrado bispo de Colossos. Outras fontes afirmam que Onésimo pregou em Espanha e aqui sofreu o martírio. O que realmente deu impacto a este santo foi a visita que fez a são Paulo quando estava encarcerado em Roma, nas prisões Mamertinas, no mesmo Foro romano que hoje em dia ainda se podem ver. Este encontro deixou-lhe a alma tão cheia, tão feliz e tão impressionada pela atitude de Paulo prisioneiro por Cristo, que foi a origem de sua verdadeira conversão à fé de Cristo para toda sua vida. Domiciano sentiu vontade de o conhecer, não tanto para ver seus milagres e costumes, mas para acabar com sua vida no ano 90 ou 95. ¡Felicidades a quem leve este nome! “O agradecimento envelhece rapidamente” (Aristóteles). Comentarios a P. Felipe Santos: fsantossdb@hotmail.com

• Walfredo della Gherardesca, Santo
Abade,

Walfredo della Gherardesca, Santo

Walfredo della Gherardesca, Santo

Martirológio Romano: Em Palazzuolo, na Toscana, santo Walfredo, abade, que depois de ter tido cinco filhos, decidiu,com sua esposa, abraçar a vida monástica (c. 765). Data de canonização: O Papa Pío IX o canonizou no ano 1861 (culto confirmado). Walfredo (Walfrido ou Galfrido) della Gherardesca, nasceu em Pisa, onde chegou a ser um próspero e estimado cidadão. Se casou com uma jovem de que estava profundamente enamorado e teve  cinco filhos e, pelo menos, uma filha. Depois de muitos anos de matrimónio, Walfredo tinha dois amigos -e um era parente seu e se chamava Gundualdo, o outro era um corso chamado Fortis-, que viviam como ele, no mundo, mas se sentiam também inclinados à vida religiosa. Juntos discutiram sobre o futuro e um sonho os levou a escolher Monteverde, entre Volterra e Piombino, para fundar um novo mosteiro. Determinaram seguir a regra beneditina de Monte Cassino. Além de sua própria abadia de Palazzuolo, construíram também, a 25 quilómetros, um convento para mulheres, onde suas respectivas esposas e Ratruda, a filha de Walfredo, tomaram o véu. A nova fundação atraiu muitos noviços. Em pouco tempo, se contavam já sessenta monges, incluindo a Gimfrido, o filho predileto de Walfredo, e a André, o único filho de Gundualdo que, com o tempo, chegaria a ser o terceiro abade do mosteiro e escreveria a vida de santo Walfredo. Gimfrido era já sacerdote, mas num momento de tentação, fugiu do convento, levando consigo homens, cavalos e documentos que pertenciam à comunidade. Walfredo, muito angustiado, enviou alguns homens a procurá-lo. Ao terceiro dia, orando com seus monges pelo arrependimento e o regresso de seu filho, Walfredo pediu a Deus que enviasse ao jovem um sinal que durasse toda sua vida e no mesmo dia, Gimfrido foi feito prisioneiro e voltou arrependido ao mosteiro, mas com o dedo maior mutilado ao extremo que nunca mais pôde voltar a servir-se dele. Walfredo governou prudente e sabiamente a abadia durante dez anos. Gimfrido lhe sucedeu no governo e foi um magnífico superior, apesar de sua antiga queda.

90183 > Beato Angelo (Scarpetti) da Sansepolcro  MR
93964 >
Beato Antonio Marini Mercedario 
41150 >
San Claudio de la Colombiere Religioso  MR
41090 >
San Decoroso di Cápua Vescovo  MR
90200 >
Sant' Euseo di Serravalle-Sesia Eremita 
41000 >
Santi Faustino e Giovita Martiri  MR
91386 >
Santa Giorgia Vergine  MR
41060 >
Santi Isicio, Giuseppe di Roma, Zosimo, Baralo e Agape Martiri  MR
94077 >
Beato Michele Sopocko Sacerdote 
41200 >
Sant' Onésimo Martire  MR
41070 >
San Quinidio Vescovo di Vaison-La-Romaine  MR
41080 >
San Severo Prete in Abruzzo  MR
41100 >
San Sigfrido di Vaxjo Vescovo MR
91069 >
San Wilfrido (Walfredo) della Gherardesca Abate fondatore di Palazzolo  MR

http://es.cathoilic.net/santoral; www.santiebeati.it; www.jesuitas.pt 

Recolha, transcrição e tradução de espanhol para português

por António Fonseca