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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Nº 48 - 17 DE FEVEREIRO DE 2011 - SANTOS DO DIA – 3º ANO

 

Nº 1280

Os Sete Santos fundadores da Ordem dos Servitas

Bonfiglio Monaldi, Bongiunta Manetto, Manetto Antelense, Amídio Amidei, Ugoccio Ugoccioni, Sosténio de’Sostegni e Alessio Falconieri

Sete Fundadores dos Servos de Santa Maria Virgem

Fundadores de la Orden de los Servitas, Santos

Fundadores da Ordem dos Servitas, Santos

No século XIII, andando os mais cultos povos da Itália divididos pelo cisma de Frederico II, e pelas sanguinolentas lutas das facções políticas, quis Deus, na sua misericórdia e providência, suscitar, além doutros varões ilustres pela santidade, sete nobres de Florença que, unidos entre si pela caridade, dessem notável exemplo de amor fraterno. Chamavam-se Bonfiglio Monaldi, Bongiunta Manetto, Manetto Antelense, Amídio Amidei, Ugoccio Ugoccioni, Sosténio de’Sostegni e Alessio Falconieri. No ano de 1233, no dia da Assunção de Nossa Senhora, estando eles numa reunião piedosa duma irmandade chamada dos Laudantes, foram avisados pela Mãe de Deus que deveriam abraçar um modo de vida mais santo e mais perfeito. De acordo com o Bispo de Florença, estes sete varões ilustres, pondo de parte as riquezas, vestiram-se pobremente, cingiram-se com cilícios e, no dia 8 de Setembro, natividade de Maris Santíssima, retiraram-se para uma capelinha de aldeia, afim de começarem nova e mais santa vida. Quis Deus mostrar por um milagre quanto Lhe era agradável este modo de viver. De facto, como depois estes sete ilustres varões andassem na cidade de Florença a pedir esmola de porta em porta, aconteceu que de repente foram chamados servos de Maria pela voz das crianças, entre as quais se contava S. Filipe Benício, que tinha apenas cinco meses de idade. Daí em diante foram sempre chamados os Servos de Maria. Para evitar o bulício do mundo, e levados pelo amor da solidão, reuniram-se todos no monte Senário e aí levaram vida quase celestial. Viviam em cavernas, alimentando-se apenas de legumes e água, mortificavam o corpo com vigílias e outras austeridades, meditando assiduamente a Paixão de Jesus Cristo e as dores da sua amargurada Mãe. E, como numa ocasião, em sexta-feira santa, se empregassem  mais fervorosamente nesta meditação, apareceu-lhes de novo a Santíssima Virgem e mostrou-lhes o vestuário de luto que deviam usar, certificando-os que lhe seria muito agradável se eles fundassem na Igreja uma nova Ordem religiosa. Devia ocupar-se em promover a devoção às suas dores, pela contínua meditação do que ela sofreu junto à Cruz do Senhor. E como Pedro de Verona, glorioso mártir da Ordem dos Pregadores, pelas suas familiares relações com aqueles santos e ainda por uma particular visão da Santíssima Virgem, tivesse conhecimento disto, convenceu-os a fundar uma Ordem regular, chamada dos Servos da Bem-aventurada Virgem Maria, Ordem que depois foi aprovada pelo Papa Inocêncio IV. Tendo estes santos varões agregado a si muitos companheiros, começaram a percorrer as cidades e aldeia de Itália, principalmente da Toscana, pregando em toda a parte Jesus Crucificado, acalmando as guerras civis e trazendo muitos desorientados à senda da virtude. E não limitaram os seus trabalhos apostólicos à Itália apenas, mas pregaram ainda na França, na Alemanha e na Polónia. Finalmente, tendo espalhado, ao largo e ao longe, o bom odor de Jesus Cristo, notáveis ainda pelo dom dos milagres, adormeceram no Senhor. Mas, como em vida a caridade fraterna e o amor da religião os unia, assim depois da morte foram colocados no mesmo sepulcro, e venerados em conjunto pelo povo. Por isso, Clemente XII e Bento XIII confirmaram o culto, de há séculos prestado a cada um  deles, e Leão XIII, aprovados alguns milagres obtidos pela invocação colectiva dos mesmos santos, canonizou-os no quinquagésimo aniversário do seu sacerdócio, 1888, e decretou que a memória deles fosse celebrada anualmente em toda a Igreja, com  ofício e Missa. (cf. 15 de Setembro: Nossa Senhora das Dores). Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt . Ver também www.es.catholic e www.santiebeati.it

• Eutrópio de Fregenal , Santo
  Bispo

Eutropio de Fregenal , Santo

Eutrópio de Fregenal , Santo

O Padre Jerónimo Román de la Higuera em seu martirológio diz: «de Fregenal de Extremadura o trânsito glorioso de Santo Eutrópio bispo daquela cidade que conhecendo os erros que por Espanha semeavam os dois Auitos, enviou a África ao venerável presbítero Paulo Osório, para que consultadas estas heresias com Santo Agostinho, apontasse o modo mais seguro para as condenar». Foi este santo Prelado parente muito próximo de Flávio Caupernico, Arcebispo de Toledo e sucessor de Castino, morreu em paz com opinião de santidade, a 17 de Fevereiro perto dos anos 420.  Marco Máximo, arcebispo de Zaragoza afirma que os dois monges hereges, chamados Auitos provinham um de Jerusalém e outro de Roma com doutrinas de Orígenes, Victorio e Basílio não muito ortodoxas, uma vez superadas as correntes priscilianistas.  O Bispo Santo Eutrópio enviou a Paulo a consultar a São Jerónimo sobre a origem da alma.  O Santo Bispo informado dos Santos Padres, Agostinho e Jerónimo, exerceu seu magistério com segurança, zelo e inteireza. Consumiu sua vida, havendo guardado o depósito da fé. ¡Felicidades a quem leva este nome!

• Teodoro de Anasea, Santo
Mártir

Teodoro de Anasea, Santo

Teodoro de Anasea, Santo

Martirológio Romano: Em Amasea, no Helesponto, paixão de são Teodoro, soldado, que sob o imperador Maximiano, por confessar abertamente sua fé cristã, foi terrivelmente açoitado, recluso na cadeia e finalmente queimado vivo. São Gregório de Nisa cantou os louvores deste santo, num de seus discursos (306). Etimologicamente Teodoro = Aquele que é um regalo de Deus. Vem da língua grega. Na cidade Amasea, na província Panónia, nos tempos das perseguições pelo imperador Maximiano (anos 286-305), um guerreiro chamado Teodoro, junto com outros cristãos a quem intentaram obrigar a abjurar a Cristo e fazer um sacrifício aos ídolos. (O sobrenome Tiro significa em latim "recluta"). Ao negar-se a fazê-lo, Teodoro foi submetido a cruéis martírios e encerrado na cadeia. Aí, durante a oração ele foi consolado com a milagrosa aparição do  Senhor Jesus. Pouco tempo depois o tiraram da cadeia e com diferentes torturas novamente queriam obrigá-lo a abjurar a Cristo. Finalmente, vendo sua firmeza, o governador o condenou à fogueira. Sem nenhum temor, São Teodoro subiu à fogueira e orando e glorificando a Deus entregou sua alma. Foi perto do ano 306. Seu corpo foi sepultado na cidade de Eujaita (actualmente Marcivan na Ásia Menor) Mais tarde suas relíquias foram trasladadas para Constantinopla para a Igreja consagrada a seu nome. Sua cabeça se encontra em Gaeta, Itália. ¡Felicidades a quem leve este nome!

• Silvino de Auchy, Santo
Bispo

Silvino de Auchy, Santo

Silvino de Auchy, Santo

Silvino, que alguns apresentam como nascido na região de Tolosa, França, passou os primeiros anos na corte dos reis Childerico II e Teodorico III. Estava para se casar, quando, tocado pela graça divina, resolveu deixar a corte e o mundo, para abraçar a vida religiosa. Antes de se fixar nalgum retiro, fez várias peregrinações, visitou os túmulos dos santos, foi até à Palestina e veio de novo a Roma, onde recebeu o presbiterado e foi mesmo sagrado bispo. Não parece que tenha vivido ligado a alguma sé; segundo um autor, foi uma espécie de bispo regional, como havia nessa época. Sem razão julgaram alguns que teria sido bispo de Tolosa. Tudo o que se pode dizer é que exercitou o zelo nessa região e que evangelizou o país dos Morins, onde havia ainda muitos pagãos. Os exemplos da vida penitente e das pregações contribuíram para os converter. Deram-se pormenores prodigiosos sobre as austeridades de Silvino; foi garantido que passou 40 anos sem comer outro pão a não ser o eucarístico; que, durante todo este tempo, se contentou com ervas e frutas; que não tinha outra cama senão apenas a terra; que, por baixo do vestuário, simples e grosseiro, trazia um cilicio e revestia os membros com argolas de ferro. depois de usar das forças no serviço de Deus e do próximo, depois de santificar-se com penitência contínua e com o exercício do ministério evangélico, morreu em Auchy, departamento do Artois, onde tinha fixado residência habitual; perdera a esperança de receber a coroa do martírio; e as suas doenças corporais impediram-no de se retirar para o deserto. faleceu a 15 de Fevereiro de 717Felicidades a quem leve este nome! Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuítas.pt. Ver também www.es.catholic e www.santiebeati.it - Comentários a P. Felipe Santos: al Santoral" fsantossdb@hotmail.com

• Lucas Belludi, Beato
  Presbítero Franciscano

Lucas Belludi, Beato

Lucas Belludi, Beato

Martirológio Romano: Em Pádua, na região de Veneza, beato Lucas Belludi, presbítero, da Ordem dos Frades Menores, discípulo e companheiro de santo António (1286). Etimologicamente: Lucas = Aquele que é luminoso, é de origem latina. Lucas nasceu em Pádua (Itália) no ano 1200, da nobre e muito rica família dos Belludi. Os dados que temos de sua vida, e em particular de sua juventude, são muito escassos. Com toda probabilidade estudou na Universidade de Pádua, como o prova sua grande cultura, e no ano 1220 se encontrou com são Francisco que, no seu regresso de Oriente, havia desembarcado em Veneza e, de caminho para sua terra, passou por Pádua. Em Santa Maria de La Cella ou Arcella, perto da cidade, o Santo fundou um mosteiro de clarissas, em que recebeu a beata Elena Enselmini, e junto ao mesmo um pequeno hospício para os frades que as atendiam; nele recebeu Lucas o hábito de mãos de Francisco e nele morreria anos mais tarde santo António. Parece que foi o próprio são Francisco quem orientou a Lucas ao sacerdócio, tida em conta de sua formação e suas virtudes.  Na humilde residência da Arcella passou o já sacerdote Lucas anos de oração e penitência, à medida que começava a perfilar seus sermões. O ano 1227, santo António, que havia estado pregando no sul de França, regressou a Itália e foi eleito Ministro provincial do norte de Itália. Por então, talvez no mesmo ano, António se encontrou com Lucas, e este seria daí em diante o discípulo e companheiro inseparável do Santo, em suas correrias apostólicas e na redação de seus Sermões. Quando depois da intensíssima Quaresma que pregou em Pádua no ano 1231, santo António se retirou ao eremitério de Camposampiero, perto de Pádua, ali o atendeu e cuidou o beato Lucas. Em 13 de Junho de 1231, durante a comida, António sofreu um colapso e se sentiu morrer; pediu que o trasladassem para Pádua e uma vez mais, Frei Lucas foi seu companheiro inseparável; o assistiu durante a viagem em carreta e permaneceu a seu lado na Arcella até que expirou naquela mesma tarde. Depois, nosso Beato foi um dos editores dos sermões do Santo, testemunha de sua santidade e promotor de sua glorificação mediante a pronta canonização e a construção de sua Basílica em Pádua. Tão estreita foi a relação entre o Santo e nosso Beato, que a este se chama também «Lucas de Santo António».  Na vida do beato Lucas destaca-se sobretudo o haver sido companheiro e colaborador de santo António; mas, além disso, foi um homem de grande talento e profunda espiritualidade, um verdadeiro sábio, famoso pregador, de vida simples e sã doutrina. Foi eleito Ministro provincial várias vezes. Depois da morte de santo António, o beato Lucas foi um dos editores de seus Sermões; por outro lado, Lucas é também autor de seus próprios Sermões Dominicais e outros, que se conservam inéditos na Biblioteca Antoniana de Pádua. Morreu no hospício da Arcella (Pádua) em 17 de Fevereiro de 1286. Seu corpo foi depositado, na Basílica de Santo António, no próprio sepulcro em que esteve sepultado ao princípio o Santo, seu amigo e mestre. Em 1971 os restos do Beato foram trasladados para outro túmulo dentro da mima Basílica, onde repousam na atualidade. Foi beatificado por Pío XI em 18 de Maio de 1927. Entre os lugares da Basílica paduana que merecem visitar-se se encontra a Capela do Beato Lucas Belludi, totalmente pintada ao fresco por Giusto de Menabuoi (1382). Ainda hoje são muitos estudantes que acodem a seu sepulcro para pedir-lhe sua intercessão à hora dos exames.

• Flaviano, Santo
Bispo e Mártir

Flaviano, Santo

Flaviano, Santo

Martirológio Romano: Comemoração de são Flaviano, bispo de Constantinopla, que, por defender a fé católica proclamada em Éfeso, foi atacado com socos e pontapés pelos partidários do ímpio Dióscoro e, enviado ao exílio, faleceu pouco depois (449). São Flaviano, sacerdote e tesoureiro da Igreja de Constantinopla, sucedeu em patriarcado a São Proclo, o ano 447. O cortesão Crisáfio, que gozava de grande favor ante o imperador Teodósio II, lhe sugeriu que pedisse a Flaviano um presente como mostra de gratidão por sua elevação à dignidade de patriarca. O bispo enviou ao imperador uns pães benzidos, segundo o costume daquele tempo, pois o pão era um símbolo de bênção e comunhão. Crisáfio fez saber ao santo que o imperador esperava um presente muito diferente e muito mais rico; mas o bispo respondeu resolutamente que as rendas da Igreja estavam destinadas a outros usos. A partir desse instante, o favorito do imperador decidiu acabar com Flaviano. Com efeito, valendo-se da imperatriz Eudócia, persuadiu o imperador para que obrigasse o patriarca a nomear a  Santa Pulquéria, irmã do mesmo Teodósio II, diaconisa de sua Igreja, com o que a corte se veria livre da influência da santa. Flaviano se negou a isso, coisa que Crisáfio considerou como uma nova ofensa. Por outro lado, a condenação que Flaviano fez dos erros de Eutiques, abade de um mosteiro próximo à cidade, acabou de enfurecer a Crisáfio. Eutiques, movido de um zelo excessivo por convencer a Nestório de que havia duas pessoas em Cristo, caiu no erro de negar que também tivera duas naturezas. Isto o constituiu em chefe da heresia monofisita. Num sínodo reunido por São Flaviano em 448, Eusébio de Dorileo desmascarou o erro de Eutiques; o sínodo condenou como herética a opinião de Eutiques e o mandou comparecer para justificar-se. O alegado de Eutiques não convenceu ao sínodo, que o depôs e o excomungou. Eutiques apelou então aos bispos de Roma, Egipto e Jerusalém, e escreveu uma carta ao Papa São León I, queixando-se da forma em que o sínodo o havia tratado e havia entendido sua doutrina. Mas o Papa não se deixou enganar. Numa carta cuidadosamente redigida que enviou a Flaviano e que se fez famosa na História da Igreja com o nome de "Tomo" ou "Carta Dogmática," São León definiu a fé ortodoxa sobre os principais pontos da discussão. Um novo concílio confirmou as decisões do sínodo anterior. Crisáfio, humilhado mas não vencido, tratou de conseguir seus fins por outros meios. Assim pois escreveu a Dióscoro, sucessor de São Cirilo na sede de Alexandria, prometendo-lhe sua amizade e apoio na condição de que se constituísse en defensor de Eutiques contra Flaviano e Eusébio. Dióscoro aceitou a proposta e ambos se valeram da imperatriz Eudócia, a qual pensava que, fazendo dano a Flaviano, molestaria a sua cunhada Pulquéría, a que detestava, Eudócia logrou persuadir a Teodósio de que convocasse a um concílio em Éfeso. O imperador convidou a Dióscoro de Alexandria a presidir ao concílio; com ele acudiram alguns bispos africanos e um grupo de laicos. Ao que parece, se tratava simplesmente de um bando organizado de malfeitores. Ao concílio foram também outros bispos de oriente, e São Leão enviou delegados.  A assembleia, conhecida geralmente com o nome de Latrocinium ou "conciliábulo de bandidos," como a chamou mais tarde São León por causa das violências a que deu lugar, se abriu em Éfeso, em 8 de Agosto de 449. Eutiques esteve presente, assim como dois oficiais do imperador, acompanhados por um forte contingente de soldados. As deliberações, em que predominavam os partidários de Eutiques, se desenvolveram num ambiente de violências, se impediu aos legados papais que lessem as Cartas de São León ao concílio e se terminou, no meio de maior desordem, com a sentença de deposição de Flaviano e Eusébio, apesar dos protestos dos legados do Papa. Quando Dióscoro começou a ler a sentença, vários bispos pediram a gritos que se calasse. Dióscoro interrompeu a leitura e deu vozes para chamar aos enviados do imperador, Elpidio e Eulógio. Estes mandaram ao ponto que se abrissem as portas da igreja e Proclo, o procônsul de Ásia, entrou escoltado por soldados e seguido por uma multidão armada com paus. Esta incursão intimidou tanto a assembleia, que praticamente nenhum bispo teve o valor de negar-se a firmar a sentença, excepto os legados papais que se retiraram decepcionados. São Flaviano fez uma apelação ao Papa São León e a outros bispos do ocidente, e entregou suas cartas aos legados papais. Mas quando se dispunha a abandonar a sala no meio do tumulto que seguiu à assembleia, a turba o derrubou e, segundo contam Dióscoro e o abade Barsumas, foi tão selvagemente golpeado a pontapés pelos soldados e malfeitores, que morreu pouco depois, não em Éfeso (como supõem alguns autores) mas em Sardis de Lidia, a onde havia sido desterrado.  O triunfo de Crisáfio foi de curta duração. O imperador morreu no ano seguinte e Marciano mandou executar a Crisáfio. Santa Pulquéría, a esposa de Marciano, mandou levar a Constantinopla o corpo de São Flaviano para que fosse sepultado, com grande pompa na sede episcopal, junto a seus predecessores. O Concílio de Calcedónia que teve lugar em 451, reivindicou sua memória, restituiu a Eusébio de Dorileo e depôs e desterrou a Dióscoro de Alexandria. ¡Felicidades a quem leve este nome!

• Mesrob, Santo
Monge

Mesrob, Santo

Mesrob, Santo

Martirológio Romano: Em Arménia, são Mesrob, doutor dos arménios, que, sendo discípulo de são Narsete e escriba no palácio real, se fez monge. Inventou os sinais do alfabeto para que o povo fosse instruído nas sagradas Escrituras, traduziu em arménio os dois testamentos e compôs hinos e cânticos (c. 440). Mesrob Mashtots nasceu em Taron e morreu em Vagharshapat. Koryun, seu pupilo e biógrafo, nos diz que Mesrob recebeu uma educação liberal, e foi versado nos idiomas grego, siríaco e persa. Devido à sua piedade e aprendizagem Mesrob foi nomeado secretário do rei Cosroes III. Seu dever era escrever em Grego, Persa e Siríaco os decretos e éditos do soberano. Mas Mesrob sentiu a chamada a uma vida mais perfeita. Deixou a vida na corte para servir a Deus, tomou os hábitos, e retirou-se para um mosteiro com uns poucos companheiros eleitos. Ali, de acordo com Koryun, se submeteu a grandes austeridades, suportando a fome e a sede, o frio e a pobreza. Vivia de vegetais, vestia só um cilicio, dormia no chão, e a miúdo passava noites inteiras orando e estudando a Bíblia. Continuou com este regime de vida por uns poucos de anos, durante os quais se preparou para o grande labor para que a Providência o chamaria em breve. Então, tanto a Igreja como o Estado necessitariam de seus serviços. Arménia, foi durante largo tempo campo de batalha entre Romanos e Persas, perdeu sua independência no ano 387, e foi dividida entre o Império Bizantino e Persa, aproximadamente quatro quintas partes foram entregues à Pérsia. O oeste de Arménia foi governado por generais bizantinos, enquanto o rei arménio mantinha seu cargo mas tão só simbolicamente. A Igreja logicamente se viu afectada por estas mudanças, ainda que a perda de independência civil e a divisão territorial não possa ter destruído sua organização nem dominar seu espírito. Os principais eventos deste período são a invenção do alfabeto arménio, a revisão da liturgia, a criação de uma literatura nacional e eclesiástica e o reajuste das relações hierárquicas. Três homens estão associados com este extraordinário trabalho: Mesrob, Isaac de Arménia, e o rei Vramshapuh, que sucedeu a seu irmão Cosroes III em 394. Mesrob havia passado algum tempo num mosteiro preparando-se para a vida monacal. Com o apoio do príncipe Shampith, pregou os Evangelhos no distrito de Golthn +perto do rio Araxes, convertendo muitos hereges e pagãos. Sem embargo, passou por grandes dificuldades instruindo a sua gente, já que os arménios não tinham alfabeto próprio; utilizavam a escritura grega, persa e síria,mas nenhuma era adequada para representar corretamente os numerosos sons complexos de sua língua nativa. Novamente, as Sagradas Escrituras e a liturgia, escritas em sírio, resultavam, para muitos, ilegível. Dali a constante necessidade de tradutores e intérpretes que explicassem a Palavra de Deus ao povo. Desejoso de corrigir a situação, Mesrob decidiu inventar um alfabeto nacional, para o qual o rei Vramshapuh e Isaac prometeram ajudar. Resulta difícil determinar exatamente que rol teve Mesrob na criação do novo alfabeto. De acordo com seus biógrafos arménios, consultou a Daniel,um bispo de Mesopotâmia, e a Rufinus, um monge de Samosata e com sua ajuda pôde dar uma forma definitiva, que provavelmente adaptou do grego. Outros, como Lenormant, pensam que foi derivado do Zend. O alfabeto de Mesrob consiste em 36 letras, outras duas (a O larga e a F) foram agregadas durante o século XII. A invenção do alfabeto no ano (406) foi o começo da literatura arménia, e provou ser um factor poderoso na formação de um espírito nacionalista. "O resultado do trabalho de Mesrob e Isaac", diz San Martín, "foi separar para sempre o povo arménio de outros povos do este, para os converter numa nação própria, e para fortalecer neles a fé cristã proibindo o uso de alfabetos estrangeiros profanos que eram utilizados para transcrever os livros pagãos dos seguidores de Zoroastro (também chamado Zarathustra). A Mesrob devemos a preservação da linguagem e da literatura arménias; porque sem seu trabalho, seu povo haveria sido absorvido pelos persas e sírios, e teria desaparecido como muitas outras nações do este". Ansiando que outros se beneficiem por sua descoberta, e incentivado pelo patriarca e o rei, Mesrob fundou numerosas escolas em diferentes partes do país. Nelas os jovens aprendiam o novo abecedário. Mas seu acionar não esteve confinado só à Arménia oriental. Provisionado de cartas de Isaac, foi a Constantinopla e obteve permissão do imperador Teodósio o Jovem para pregar e ensinar em suas possessões arménias. Mesrob evangelizou sucessivamente os Gregorianos e os Albanos (Aghouanghks), adaptando o alfabeto a seus idiomas, e, onde quer que pregasse Os Evangelhos, construía escolas e selecionava mestres e sacerdotes para que continuassem seu trabalho. Havendo regressado à Arménia Oriental para reportar os resultados de suas missões ao patriarca, pensou pela primeira vez em prover a seus compatriotas de literatura religiosa. Havendo reunido numerosos discípulos, enviou alguns a Edessa, Constantinopla, Atenas, Antioquía, Alexandria, e outros centros de aprendizagem, a estudar o idioma grego e trazer de regresso peças mestras da literatura grega. Alguns de seus mais famosos discípulos foram John de Egheghiatz, Joseph de Baghin, Yeznik, Koryun, Moses de Chorene, y John Mandakuni. O primeiro monumento à literatura arménia é a versão das Sagradas Escrituras. Isaac, segundo Moses de Chorene, realizou uma tradução da Bíblia de um texto sírio para o ano 411. Este trabalho deve ter sido considerado imperfeito, já que pouco depois John de Egheghiatz y Joseph de Baghin foram enviados a Edessa para traduzir as escrituras. Chegaram até Constantinopla e regressaram com as cópias autênticas da versão grega. Com a ajuda de outras cópias obtidas de Alexandria, a Bíblia foi traduzida, novamente do grego, de acordo com o texto de Septuagint e Orígen "Hexapla". Esta versão, atualmente em uso na igreja arménia, foi completada em redor do ano 434. Os decretos dos três primeiros concílios — Nicæa, Constantinopla, e Concílio de Éfeso — e a liturgia nacional (que foi escrita em siríaco) também foram traduzidas em arménio, a última foi revista liturgicamente por são Basilio. Muitas obras dos Padres Gregos foram traduzidas também em arménio. A posterior perda dos originais gregos deram uma importância especial a algumas de suas traduções, por exemplo, a segunda parte da crónica de Eusebius de que tão só existem uns fragmentos em grego, foi conservada completa em arménio. No meio de seus labores literários Mesrob não descuidou as necessidades espirituais das pessoas que o buscavam, voltando a visitar os distritos que havia evangelizado em seus primeiros anos, e, depois de Isaac em 440, fez-se cargo da administração espiritual da freguesia. Ele sobreviveu a seu mestre e amigo só seis meses. Os arménios o mencionam no cânon da Missa, e celebram sua memória em 19 de fevereiro. Está enterrado em Oshakan, um povo situado a 8 km do sudoeste de Ashtarak.

Constavel, Santo 
Abade,

Constable, Santo

Constable, Santo

Martirológio Romano: No mosteiro de Cava de’ Tirreni, na Campânia, em Itália, são Constable, abade, que por sua eximia mansidão e caridade para todos, mereceu ser chamado «refúgio protetor dos irmãos» (1124). Em 21 de dezembro de 1893 o Papa Leão XIII, reconheceu o antiquíssimo culto tributado e o título de santos, aos primeiros quatro abades da célebre Abadía da Santíssima Trindade de Cava de’ Tirreni, fundada no século XI.  Eles são santo Alferio o fundador e primeiro abade (†1050), são Leão I (1050-79), são Pedro I Pappacarbone (1079 -1123) e são Constable (1122-24), suas relíquias descansam na igreja da abadia na ´Capela dos Santos Padres´.Constable nasceu em 1070 em Tresino na Lucania (hoje Basilicata) da nobre família Gentilcore; quando tinha sete anos foi confiado ao abade de Cava são Leão I, convertendo-se logo em monge na mesma abadia. Demonstrou uma perseverança encomiavel na Regra Beneditina na sua vida monástica, tal, que foi considerado um exemplo para seus confrades e encarregado pelo abade de importantes negociações para a abadia. Em 10 de Janeiro de 1118, com o pleno consentimento dos monges, o abade são Pedro I  nomeou-o seu coadjutor no governo da abadia que havia crescido notavelmente, sucedendo-lhe como abade em 4 de março de 1122. Sua obra a exercitou com amabilidade, compreensão a cada um dos monges e a seus individuais problemas, sem abusar de sua autoridade. Morreu em 17 de fevereiro de 1124 aos 53  anos e foi enterrado na parte da igreja junto da gruta ´Arsicia´ usada por santo Alferio. Depois de sua morte apareceu várias vezes aos abades sucessores, vindo a eles para os ajudar nas contingências, se fala de suas intervenções prodigiosas pela salvação dos botes que pertenciam à Abadía, ao ponto que durante a Idade Média foi nomeado o protetor dos marinheiros da abadia. Sua festa é em 17 de fevereiro; é o santo patrono da cidade de Castellabate no Cilento, que foi fundada em 1123responsável da tradução (para espanhol): Xavier Villalta

SANTA MARIANA

Virgem (século I)

Desconhecida dos latinos mas honrada pelos Orientais, esta viúva, depois da Ascensão do Senhor, terá acompanhado S. Filipe e S. Bartolomeu a Hierópole e, a seguir, terá ajudado a levar o Evangelho à Licaónia. Aí terá morrido ainda no século I.  Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt.

• Outros Santos e Beatos
Completando o santoral deste dia,

Santo Bonoso, bispo

Em Tréveris, na Gália Bélgica, santo Bonoso, bispo, que, junto com santo Hilário de Poitiers, trabalhou com zelo e doutrina para que nas regiões da Gália se mantivesse a integridade da fé (c. 373).

Santo Fintán, abade

No mosteiro de Clúain Ednech, na Irlanda, são Fintán, abade fundador do mesmo e prestigioso por sua austeridade (c. 440).

Santo Fian, abade e bispo

Em Lindisfarne, de Northumbria, santo Fian, bispo e abade, célebre por sua doutrina e por seu zelo na evangelização (c. 656).

Santo Evermodo, bispo

Em Ratzeburg, em Holsacia, de Germania, santo Evermodo, bispo, que, discípulo de são Norberto na Ordem Premonstratense, se dedicou à evangelização dos wendos (1178).

São Pedro Yu Chong-nyul, mártir

Em Pyongyang, na Coreia, são Pedro Yu Chong-nyul, mártir, que, sendo pai de família, enquanto lia aos fieis congregados durante a noite em casa do catequista, foi preso e açoitado até à morte por sua condição de cristão (1866).

Beato António Lesczewicz,

religioso presbítero e mártir

Em Rzeszow, na Polónia, beato Antonio Lesczewicz, presbítero da Congregação dos Clérigos Marianistas e mártir, que, na ocupação militar durante a guerra, foi queimado pelos perseguidores da Igreja por causa de sua fé em Cristo (1943).

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93060 > Beato Antonio Leszczewicz Sacerdote e martire  MR
91414 >
San Benedetto di Dolia Vescovo 
41360 >
San Bonoso di Treviri Vescovo MR
91125 >
San Constabile (Costabile) Quarto Abate di Cava  MR
41420 >
Sant' Evermodo di Ratzeburg Vescovo MR
36725 >
San Finan di Lindisfarne (di Iona) Vescovo  MR
41380 >
San Fintan Abate di Cluain Ednech  MR
41550 >
San Flaviano Patriarca di Costantinopoli MR
90249 >
Beato Luca Belludi Francescano  MR
94424 >
San Lupiano 
41370 >
San Mesrop Dottore della Chiesa armena  MR
41430 >
San Pietro Yu Chong-nyul Martire  MR
26150 >
Santi Sette Fondatori dell'Ordine dei Servi della Beata Vergine Maria - Memoria Facoltativa
41410 >
San Silvino di Therouanne Vescovo  MR
76900 >
San Teodoro di Amasea Soldato e martire  MR

http://es.catholic.net/santoral

Recolha, transcrição e tradução  por

António Fonseca