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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

AVE MARIA in good sound by Mirusia Louwerse with André Rieu (2008).



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por António Fonseca
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Nº 52 - 21 DE FEVEREIRO DE 2011 - SANTOS DO DIA - 3º ANO

 

Nº 1284

SÃO PEDRO DAMIÃO

Doutor da Igreja, Bispo (1007-1072)

Pedro Damiani, Santo

Pedro Damiani, Santo


Natural de Ravena, Itália, onde viu a luz no ano de 1007, este futuro cardeal e doutor da Igreja teve começos extremamente modestos. Sendo o último duma numerosa série de filhos, a mãe recusou-se a amamentá-lo. Morreu pouco depois e também o marido. Mais tarde, um irmão tomou conta de Pedro e encarregou-o de guardar porcos. Felizmente, outro, chamado Damião, veio a recolhê-lo e a pô-lo a estudar. Em sinal de reconhecimento, Pedro junto o nome deste irmão ao seu. Depois de exercer com brilho o magistério em Faença e Ravena, Pedro Damião, cuja saúde era delicada, entrou, cerca dos 28 anos de idade, na Ordem dos Camaldulenses, no mosteiro de Fonte Avellana, na Úmbria, onde religiosos austeros levavam vida de eremitas. Tornou-se muito querido deles e foi em breve erguido ao superiorado. Fundou eremitérios semelhantes ao de Fonte Avellana e dirigiu-os com mão firme. Teve discípulos que foram santos, como S. João de Lódi, que lhe escreveu a vida; S. Rodolfo, bispo de Gúbio; e S. Domingos, denominado o (Loricatus = couraçado). Ninguém teve mais amor à Santíssima Virgem nem falou dela em termos mais belos do que este asceta,. de zelo às vezes tão cheio de aspereza. Deixou escritas 158 cartas, 60 opúsculos, várias vidas de santos e bom número de admiráveis sermões. Com franqueza cheia de vigor, escrevia a papas, a antipapas, ao imperador, aos prelados, aos abades e às abadessas, nessa época em que infelizmente abundavam os escândalos em todas as classes da Igreja,

Pedro Damiani, Santo

Pedro Damiani, Santo

O seu Livro de Gomorra (de 1051), em que são fustigadas a incontinência e a simonia dos clérigos, inclusive da cúria romana, é sem dúvida a obra mais escabrosa que tenha saído da pena dum santo. Foi necessário ameaçá-lo de excomunhão para o convencer, em 1057, a deixar-se nomear cardeal. Desde então, foi encarregado das missões mais espinhosas, como legado do papa, mas apresentando constantemente a sua demissão do cardinalato. Passados cinco anos, conseguiu, no entanto, ver-se liberto da honra que tanto lhe pesava e voltou a Fonte Avellana. Faleceu a 22 de fevereiro de 1072, a caminho de Faença, no mosteiro de Santa Maria dos Anjos, e ai foi sepultado; voltava da sua Ravena, que tinha acabado de reconduzir à obediência ao verdadeiro papa. Sobre o túmulo colocaram o seguinte epitáfio, composto por ele próprio: “O que tu és, já eu fui; o que eu sou, tu o serás. Peço que te lembres de mim. Tem piedade das cinzas de Pedro, que jaz aqui. Reza, chora e pede a deus que se compadeça dele”. S. Pedro Damião, que sofria muito de insónia e de terríveis dores de cabeça, é invocado contra estes males. Não tinha igual na penitência. levava os seus eremitas a flagelarem-se mil vezes a seguir à reza de cada dezena de salmos. Segundo dizia, intentava a que se antecipassem ao juízo que Deus havia de pronunciar. Do Livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt. Ver também www.es.catholic e www.santiebeati.it

BEATO NATAL ou NOEL PINOT

Pároco, mártir (1747-1794)

 

Noël (Natal) Pinot, Beato

Noel Pinot nasceu em Angers (França) em 1747 e foi o último duma família de 16 filhos. Recebeu a ordenação sacerdotal em 1771, foi sucessivamente coadjutor de Bousse e de Corzé, capelão do hospital dos Incuráveis de Angers em 1781, e em 1788 nomearam-no pároco de Louroux-Béconnais. Quase tudo o que recebia desta paróquia fervorosa, dava-o em esmola aos pobres. Nos começos de 1791, a municipalidade de Louroux-Béconnais fez saber a Noel e ao seu coadjutor que deviam prestar o juramento de fidelidade à Constituição civil do clero. O coadjutor condescendeu, mas o pároco recusou-se. Logo que se instalou em Maine-et-Loire um bispo constitucional. Noel declarou do alto do púlpito que nunca lhe reconheceria autoridade, o que lhe valeu ser acusado de fomentar a revolta e receber ordem de prisão. O tribunal de Beaupréau condenou-o a que se retirasse para oito léguas de distância daquela paróquia. A sua existência passou então a ser a dos numerosíssimos padres chamados “refractários” que tinham de exercer o ministério clandestinamente e eram  obrigados a mudar constantemente de refúgio. Noel escondia-se alternadamente em vários hospitais. O avanço dos Vendeianos permitiu-lhe que reaparecesse após eles em Louroux-Becónnais, mas a retirada dos mesmos obrigou-o outra vez a deixar a paróquia. Nem opor isso abandonou Noel o rebanho: de dia escondia-se, mas de noite ouvia confissões e celebrava missa em qualquer quinta isolada. Foi numa desta que foi descoberto na noite de 8 para 9 de fevereiro de 1794, no momento em que se preparava para subir ao altar. Levado em 21 de fevereiro ao tribunal revolucionário, que funcionava no paço episcopal de Angers, foi condenado à morte por se ter recusado ao juramento e por fanatismo. Executaram-no nesse mesmo dia, revestido dos paramentos sagrados com que estava quando foi preso. Nos últimos momentos tiraram-lhe, porém, a casula, com receio de que ela prejudicasse o bom funcionamento da guilhotina. Do Livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt. Ver também www.es.catholic e www.santiebeati.it

Se houver informação relevante para a canonização do Beato Noel Pinot, por favor contacte a: Diocèse d’Angers 8, Place Monseigneur-Rumeau B.P. 246 49002 Angers CEDEX 01, FRANCIA - o - Bénédictines de Notre-Dame du Calvaire 8, rue Vauvert
49100 Angers, FRANCIA

Eleonora ou Leonor de Inglaterra

Eleonora o Leonor de Inglaterra

Eleonora ou Leonor de Inglaterra
Rainha e religiosa

Etimologicamente: Leonor = Eleonor = Eleonor = Aquela que é audaz, é de origem gálica. Nascida no ano 1222, morta em Amesbury, em vinte e cinco de Junho do ano mil duzentos noventa e um. Esta jovem veio ao mundo em França. Seus pais eram Berengário IV, conde de Provença e de Beatriz de Sabóia.  A mãe era uma fervorosa cristã e muito dada às letras.  Em 1236 contraiu matrimónio em Canterbury com o rei Enrique III de Inglaterra. Com ela se marcharam muitos familiares e conhecidos em busca de uma maior fortuna.  Muitos chegaram a ocupar postos importantes na administração pública. Sem embargo, o favoritismo de Eleonora suscitou em seguida as invejas e uma impopularidade grande contra a rainha.  A coisa se fez tão tensa que tiveram que encerrá-la na torre de Londres. A má sorte não só caía sobre suas costas, mas também seu marido foi feito prisioneiro durante a de Lewes. O sopro de Deus atravessou sua alma. Por isso se foi a uma abadia beneditina e se fez religiosa em 1276.  Sua santidade cresceu a passos agigantados. Sua fama de santidade é enorme, ainda que nunca haja sido canonizada oficialmente. Todo o mundo, sem embargo, lhe tributa o culto que merece. Morreu santamente em 1291.

Eustáquio (Eustácio) de Antioquia, Santo

Eustaquio (Eustacio) de Antioquía, Santo  

Eustáquio (Eustácio) de Antioquia, Santo

Bispo

Martirológio Romano: Comemoração de santo Eustácio, bispo de Antioquia, que, célebre por sua doutrina, foi desterrado a Trajanópolis, em Trácia, em tempo do imperador ariano Constâncio, por causa de sua fé católica, e ali descansou no Senhor (c. 338).Santo Eustáquio nasceu em Side, em Panfilia. Segundo afirma Santo Atanásio, confessou ante os perseguidores a fé de Cristo. Era um homem sábio, eloquente e virtuoso. Eleito bispo de Bereia, na Síria, atraiu sobre si os olhares da Igreja. Mais tarde, foi trasladado para a sede de Antioquia, que só cedia em dignidade as de Roma e Alexandria e era a terceira do mundo. Pouco depois de ocupá-la, assistiu ao Concílio de Nicea, onde foi acolhido com grandes honras e se distinguiu por sua oposição ao arianismo. No meio de seus trabalhos pelos outros, não olvidou que a verdadeira caridade começa por si mesmo e trabalhou antes de tudo por sua própria santificação. Mas não por cuidar de seu jardim guardava para ele toda a água da graça, mas que a deixava correr também pelos hortos de seus próximos a fim de que levasse a fecundidade para outros. Nas dioceses que estava encarregado de governar, distribuiu homens capazes de instruir e sustentar aos fieis. O santo se alarmou ao inteirar-se de que Eusébio, o bispo de Cesareia, favorecia a nova heresia (se tratava de Eusébio conhecido como "o pai da história eclesiástica"). A desconfiança que mostrou Santo Eustáquio pela doutrina desse e outros bispos, assim como sua acusação no sentido de que haviam alterado o Credo de Nicea, provocaram contra ele as iras dos arianos, quem conseguiram depô-lo no ano 330. Antes de sair de Antioquia o pastor congregou a sua grei e a exortou a manter-se fiel à verdadeira doutrina. A exortação foi tão eficaz que se formou um grupo de "eustacianos" para preservar a pureza da fé e negar o reconhecimento a todos os bispos que enviassem os arianos. Desgraçadamente, esta lealdade degenerou mais tarde em sectarismo contra os prelados ortodoxos. Santo Eustáquio foi desterrado com alguns sacerdotes e diáconos a Trajanópolis de Trácia. Não sabemos com exatidão o sitio nem a data de sua morte. A maioria de seus copiosos escritos se perdeu. Entre as obras suas que se conservam, a principal é uma discussão contra Orígenes, em que critica os poderes da pitonisa de Endor (1 Re. 28:7-23). Sozomeno recomenda as obras de Santo Eustáquio por seu estilo e conteúdo. Mas nada mostra melhor a virtude do santo que a paciência com que sobrelevou as acusações caluniosas que se lhe fizeram em coisas de importância e, depois, a deposição e o desterro. Santo Eustáquio foi maior na desgraça do que havia sido quando suas virtudes brilhavam pacificamente no governo de sua sede. Seu nome aparece no Canon das missas síria e maronita.

BEATA MARIA HENRIQUETA DOMINICI

Religiosa (1829-1894)

María Enriqueta (Ana Catalina) Dominici, Beata

María Enriqueta (Henriqueta) (Ana Catalina) Dominici, Beata


Esta religiosa, Superiora Geral das Irmãs de Santa Ana e da Providência, nasceu em Borgo Salsasio a 10 de Outubro de 1829. Paulo VI, na homilia de beatificação, a 7 de Maio de 1978, assim retratou o perfil da bem-aventurada: “Maria Henriqueta Dominici foi, primeiramente, uma mulher, uma religiosa que teve e experimentou de maneira forte e viva o sentimento da fragilidade essencial do ser humano e o sentimento da absoluta grandeza e transcendência de Deus… Sendo muito jovem ainda, compreende que vale a pena consagrar toda a sua vida  a Deus, e – como ela mesma confessa – delicia-se ‘no desejo cada vez maior de se tornar boa e de servir o Senhor de maneira decidida’; e, repetindo as célebres palavras de Santo Agostinho, reconhece: ‘só o meu Deus podia encher e saciar o meu pobre coração; com tudo o mais não me importava’. Mas DEUS, que ela desde criança procurou e encontrou e a quem por toda a vida quis servir, apresentou-Se-lhe como o Pai de amor infinito. Na escola de Cristo ela – nos escritos, nas cartas e nas conversas – dirigir-se-á a Deus com o nome familiar de ‘Meu Papá’; e com uma simplicidade e segurança, que só as almas cheias de fé podem ter, escreverá: ‘Parecia-me estar completamente descansada no colo de Deus como criança no colo da mãe, a dormir sossegadamente: amava a Deus e quase diria, se não tivesse medo de exagerar, que saboreava a bondade d’Ele’. A entrega a Deus na vida religiosa comporta abandono absoluto à sua vontade. Maria Henriqueta decidiu cumprir sempre, a todo custo, a vontade de Deus: ‘Sou toda do meu Deus e Ele é todo meu. Que hei-de temer? – escreve. E que deixarei eu de poder fazer e sofrer por amor d’Ele, sendo toda sua?… Meu Deus, quero fazer a vossa vontade e nada mais’. Convencida do valor incomparável da ‘sabedoria da cruz’, escrevia: ‘Farei muitas vezes a minha morada no Jardim das Oliveiras e no Monte Calvário, onde se recebem lições importantíssimas e utilíssimas’”. Tendo sido recebida no instituto das Irmãs de Santa Ana e da Providência, fez os votos em 1853. Depois de desempenhar o cargo de Mestra de Noviças, em 1861 foi eleita Superiora Geral. Permaneceu no posto durante 33 anos, isto é, até à sua morte, a 21 de fevereiro de 1894. Deu tão grande incremento ao Instituto que a consideram co-fundadora do mesmo. AAS 67 (1975) 221-4; L’OSS. ROM. 14.5.1978; DIP 8, 757-9. Do Livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt. Ver também www.es.catholic e www.santiebeati.it

 

Roberto Southwell, Santo

Roberto Southwell, Santo

Roberto Southwell, Santo
Mártir Jesuíta

Martirológio Romano: Também em Londres, são Roberto Southwell, presbítero da Companhia de Jesus e mártir, que durante vários anos exerceu seu ministério na cidade e seus arredores e compôs escritos espirituais. Detido por ser sacerdote, por ordem da própria rainha foi duramente torturado, terminando seu martírio al ser pendurado em Tyburn (1595). Foi o mais novo de oito filhos. Educado em Douai. Viajou a París onde esteve sob a tutela de jesuíta Thomas Darbyshire. Em 1580 uniu-se à Companhia de Jesus depois de dois anos de estudos no Noviciado de Tournee. Mudou-se para Roma, onde pese a sua juventude foi Prefeito de estudos no Colégio Inglês de Roma dos jesuítas. Se ordenou de sacerdote em 1584. Foi enviado a Inglaterra em 1586 como missionário junto a Henry Garnett pese a estar em vigência o decreto da Rainha Isabel que proibia aos sacerdotes católicos permanecer mais de 40 dias em Inglaterra sob pena de morte. Fez trabalho missionário clandestino, foi capelão da Condessa de Arundel. Foi denunciado em 1595 e acusado de traição, e executado em 20 de Fevereiro de 1595 em Tyburn. Sua obra literária está publicada. Em 1872 se publicou a coleção completa de "Poemas" por Reprint Services Corp e em 1970 na coleção "The Fuller Worthies Library" por AMS Press. Beatificado em 1929 e canonizado por Paulo VI em 25 de Outubro de 1970 junto com os Quarenta Mártires de Inglaterra e Gales.

 

Outros Santos e Beatos
Completando santoral deste dia

São Germán, abade

No mosteiro de Granfeld,na região dos Helvécios, são Germán, abade, que ao tratar de defender com pacíficas palavras aos vizinhos do mosteiro do assalto de um grupo de salteadores, foi desnudado e atravessado com lanças, junto com o monge Randoaldo (c. 667).

Beato Tomás Portmort, presbítero e mártir

Em Londres, em Inglaterra, beato Tomás Portmort, presbítero e mártir, que em tempo da rainha Isabel I foi encarcerado por ser sacerdote e depois pendurado perto da catedral de São Paulo, consumando assim seu martírio (1592).

Beatos Baltasar, Antonio e Ignacio Uchibori, mártires


No monte Unzen, Nagasaki, Baltasar Uchibori, Antonio Uchibori, e Ignacio Uchibori, irmãos, mártires (1627).

 

94396 > Beati Baldassarre, Antonio ed Ignazio Uchibori Fratelli giapponesi, martiri
93847 >
Beato Claudio di Portacieli Cardinale 
42350 >
Sant' Eleonora Regina d'Inghilterra 
92835 >
Sant’ Eustazio di Antiochia Vescovo  MR
42400 >
San Felice di Metz Vescovo 
42310 >
Santi Germano e Randoaldo Abate e monaco  MR
42300 >
Beata Maria Enrichetta Dominici Vergine  MR
92241 >
Beato Natale Pinot Martire  MR
26200 >
San Pier Damiani Vescovo e dottore della Chiesa  - Memoria Facoltativa MR
92370 >
San Pipino il Vecchio (o di Landen) 
42330 >
San Roberto Southwell Sacerdote gesuita, martire  MR
42320 >
Beato Tommaso Pormort Sacerdote e martire  MR

http://es.catholic.net/santoral  - www.santiebeati.itwww.jesuitas.pt

Recolha, transcrição e tradução de espanhol para português

por António Fonseca

HOMOSEXUALIDADE

 

Alguns dados de direito canónico sobre a homossexualidade

No Código de Direito Canónico para a Igreja Latina não se menciona a palavra “homossexual” ou “homossexualidade”

Autor: Patricia Barrera Rivera | Fuente: Catholic.net

A doutrina católica sobre a homossexualidade se encontra compendiada nos números 2357 a 2359 do Catecismo da Igreja Católica onde expressa que “os atos homossexuais são intrinsecamente desordenados” apoiando-se nas Sagradas Escrituras e na Tradição. A razão estriba-se en que os atos homossexuais “São contrários à lei natural. Fecham o ato sexual ao dom da vida. Não procedem de uma verdadeira complementaridade afectiva e sexual. Não podem receber aprovação em nenhum caso”.
Isto é em referência aos atos homossexuais, mas as pessoas homossexuais “devem ser acolhidas com respeito, compaixão e delicadeza. Se evitará, a respeito deles, todo o sinal de discriminação injusta... As pessoas homossexuais estão chamadas à castidade”.
A Cúria Romana emitiu 3 interessantes documentos:
1.-Carta sobre a atenção pastoral às pessoas homossexuais” da Congregação para a Doutrina da Fé, de 1 de Outubro de 1986, onde essencialmente se aborda o tema do respeito às pessoas homossexuais, a condenação dos atos homossexuais, e se dão os alinhamentos para uma pastoral para os homossexuais.
2.-Considerações acerca dos Projetos de Reconhecimento Legal das Uniões entre Pessoas Homossexuais” da Congregação para a Doutrina da Fé, de 3 de Junho de 2003, em que se menciona a postura de legisladores e outros fieis ante os reconhecimentos que a lei faz dessas uniões, um problema cada vez mais cruciante.
3.-Instrução sobre os Critérios de Discernimento em Relação com as Pessoas de Tendências Homossexuais antes de sua Admissão alo Seminário e as Ordens Sagradas” da Congregação para a Educação Católica, de 4 de novembro de 2005. (L´Osservatore Romano”, vol 37 (2005) p. 674. 
No Código de Direito Canónico para a Igreja Latina não se menciona a palavra “homossexual” ou “homossexualidade”,mas uma correta interpretação inclui este problema na “idoneidade” dos candidatos às ordens sagradas, nos delitos cometidos por clérigos contra o sexto mandamento (que tem como pena a suspensão e até a expulsão do estado clerical) e sobretudo na questão do matrimónio.
Em respeito ao matrimónio, o cânon 1057 § 2 estabelece: “O consentimento matrimonial é o ato da vontade pelo qual o varão e a mulher se entregam e aceitam mutuamente em aliança irrevogável para constituir o matrimónio”. Isto exclui a união sacramental matrimonial de dois pessoas do mesmo sexo. Por isso, tentar um matrimónio sacramental entre duas pessoas do mesmo sexo provocaria a nulidade absoluta do ato, e uma sanção para quem celebrasse. Nem sequer poderia dar-se o reconhecimento de “união natural” a celebração de uma união civil de pessoas não católicas ou fora da comunhão com a Igreja, posto que falta o elemento essencial da diversidade de sexos entre os contraentes.
Mas, ¿que ocorre quando um dos contraentes, já seja homem ou mulher, é homossexual ou lesbiana, ou realiza atos homossexuais, e sem embargo contrai matrimónio sacramental com pessoa de diferente sexo? A Jurisprudência da Rota Romana declara a nulidade do matrimónio sacramental da seguinte forma:
Durante a vigência do Código de 1917 só se podia pedir a nulidade sie existia uma negação ao ato conjugal:
a) pela negação física ao ato sexual com o outro cônjuge, e a causa de nulidade é “exclusão do ato sexual”.
b) quando exista uma “impotência funcional” ou um asco pelos atos sexuais com o outro sexo, e então se alega impotência como causa de nulidade.
O Código de Direito Canónico de 1983 tem um avanço nesta matéria, para os casos de pessoas bissexuais, que se realizam o ato conjugal com seu esposo ou esposa, mas têm além disso uniões homossexuais:
c) por “incapacidade psíquica” que faça ao contraente homossexual incapaz de assumir as obrigações do matrimónio; nestes casos é indispensável comprovar o estado patológico de natureza psíquica.
d) o dolo provocado acerca de uma qualidade do contraente que por sua natureza pode perturbar gravemente o consórcio de vida conjugal (cânon 1098). O caso supõe que o contraente conhecia suas tendências homossexuais, e enganou ao outro ocultando dolosamente esta circunstância.
Nestes 4 casos, a sentença que estabeleça a nulidade deve declarar um cônjuge culpável a quem o impedirá contrair matrimónio sacramental, sob certas condições que especificamente a sentença determinará.

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Compilação e tradução de António Fonseca