OS MEUS DESEJOS PARA TODOS

RecadosOnline.com

domingo, 6 de março de 2011

9º domingo do Tempo Comum – ANO A - 6 DE MARÇO DE 2011

 

 

Do livro A Religião de Jesus, de José Mª CastilloComentário ao Evangelho do diaCiclo A (2010-2011)Edição de Desclée De BrouwerHenao, 648009 Bilbaowww.edesclee.cominfo@edesclee.com: tradução de espanhol para português, por António Fonseca

6 de Março  -  DOMINGO  -  9º DO TEMPO COMUM

Mt 7, 21-27

Naquele tempo disse o Senhor aos discípulos: “Nem todo o que Me diz: Senhor, Senhor, entrará no reino dos céus, mas sim  aquele que faz a vontade de Meu Pai, que está nos Céus. Muitos Me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não foi em Teu nome que profetizámos, eu Teu nome que expulsámos os demónios e em Teu nome que fizemos muitos milagres? E, então, dir-lhes-ei: Nunca vos conheci. Afastai-vos de Mim, vós que praticais a iniquidade. Quem escuta as Minhas Palavras e as põe em prática é como o homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha. Caiu a chuva, engrossaram os rios, sopraram os ventos contra aquela casa, mas não caiu porque estava fundada sobre a rocha. Aquele, porém, que ouve as minhas Palavras e não as põe em prática, é semelhante ao néscio que edificou a sua casa sobre a areia. Caiu a chuva, engrossaram os rios , sopraram os ventos contra aquela casa , e ela desmoronou-se; e grande foi a sua ruína”.

1. O Evangelho deste domingo recolhe o final do Sermão da Montanha. O texto tem duas partes claramente distintas. A primeira parte é uma diatribe contra os “falsos profetas”. A ambiguidade da profecia foi um tema preocupante para a Igreja nascente (1 Jn 2, 18-27; 4, 1-6; Mc 9, 38-40; 13, 21-23; Tit 1, 10-16; Act 20, 29 s; Ap 2, 20; 2 Pe 2, 1; Didaché 11, 3; 12, 5; Pastor de hermas, m 11). Sinal de que, na altura como agora, havia e há homens que se apresentam como piedosos devotos que invocam o Senhor, que até fazem coisas prodigiosas, mas, sem embargo, são uns farsantes que enganam as pessoas. Porquê? Porque, como diz Jesus, são “malvados” Literalmente, são os que praticam a “anomia” ou seja, a “carência de lei e de princípios”, a maldade. Por desgraça, é frequente encontrar “homens piedosos”, “homens consagrados” e “homens prodigiosos” que, na realidade, passam pela vida fazendo  muito dano a muitos inocentes, fracos e indefesos.

2. A segunda parte é a parábola dos construtores. A chave para entender a parábola está em tomar ou não tomar a sério o que diz Jesus no Sermão da Montanha. Tomá-lo a sério é cumprir o que diz Jesus. É fazer o que diz Jesus. Tudo o que não seja isso, é construir uma casa sem cimento, sem segurança alguma, sem estabilidade. Uma casa exposta ao afundamento total em qualquer momento, talvez quando menos o pensemos. Escutar o que diz Jesus e não fazê-lo é uma loucura, um desvairo, um despropósito. É como viver no ar, no descampado. Ou numa aparência de vivenda que se desfaz em qualquer instante simplesmente. E, também desconcertante.

 

António Fonseca

Nº 65 - 6 DE MARÇO DE 2011 - SANTOS DO DIA - 3º ANO

 

Nº 1297

• Conón o Hortelão (ou o Jardineiro), Santo
Mártir

Conón el Hortelano, Santo

Conón o Hortelão, Santo

a) Embora tenha publicado ontem esta biografia, este santo é mencionado hoje no livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas, PELO QUE PROCEDO NOVAMENTE À SUA PUBLICAÇÃO. AF.

Cónon, originário da Galileia, tinha-se retirado para a Panfília, para Magudo, onde cultivava um jardinzinho. Em consequência do martírio dos santos Pápias, Diodoro e Claudiano, durante a perseguição de Décio (250-253), o prefeito Públio veio à região, deteve-se à entrada da cidade e mandou dizer aos habitantes que deviam reunir-se à sua volta. Toda a gente correspondeu  ao apelo; todavia, um tal Naodoro, com um dos anciãos da cidade, pediu auxiliares para explorar os locais onde houvesse desconfiança de estarem pessoas escondidas. Organizou-se um  grupo de que fez parte um homem chamado Orígenes. Essa gente chegou a uma localidade onde Cónon tratava do seu jardim. Depois de o saudar, Orígenes disse-lhe: “O prefeito chama-o”. “Mas, para que precisa ele de mim?” – perguntou Cónon. “Não sou senão um estrangeiro e, acima de tudo, um cristão. Procure ele antes os que lhe são semelhantes, mas não um pobre homem como eu, que sofre e cultiva a terra”. Ouvindo isto, Naodoro manda prender Cónon ao seu cavalo e leva-o. O bom do homem não opõe qualquer resistência. E Naodoro disse a Orígenes: “A nossa caçada não ficou sem fruto; esse, mais que todos os outros cristãos, bem terá que se justificar”. Depois, chegando diante do prefeito, Naodoro mostra-lhe a sua presa: “Pela vigilância dos deuses, disse, seguindo a ordem do Todo-Poderoso, e graças à vossa boa fortuna, acaba de ser descoberto aquele que os deuses mais amam, o homem mais sujeito às leis e à ordem do grande rei!” Nessa altura, elevando a voz, Cónon exclamou com todas as forças. “Não, não é assim, porque eu obedeço ao grande rei que é Cristo”. E Orígenes disse: “Excelente prefeito, dando volta à cidade, não conseguimos, encontrar senão este velho num jardim”. O prefeito, dirigindo-se a Cónon, perguntou-lhe: “Quais são o teu país, a tua família, o teu nome?” Cónon respondeu: “Sou de Nazaré na Galileia, a minha família é a de Cristo, a quem sirvo desde a infância e a quem reconheço como Deus supremo”. – “Se conheces a Cristo, diz o prefeito, reconhece também os nossos deus e presta-lhes homenagem”. Cónon, suspirando, elevou os olhos para o céu e disse: “Ímpio, como podes blasfemar assim a Deus supremo? Não, tu não me persuadirás a fazer o que dizes”. Então o tirano mandou colocar pregos debaixo da placa dos pés de Cónon e ordenou que se pusesse a correr diante do seu carro. O santo atleta, sem proferir uma só palavra, entoou o salmo 39: Esperei no Senhor com toda a confiança e Ele atendeu-me. Quando as forças lhe vieram a faltar, caiu de joelhos e disse a Deus: “Senhor, recebei a minha alma”, e expirou. isto sucedeu pelo ano de 251. Não se encontra  nenhum vestígio do culto de S. Cónon, na Panfília: mas parece ter sido popularíssimo, como o provam diversos conventos a que foi dado o seu nome. O martirológio romano, a 6 de Março, testemunha que ele era também honrado na ilha de Chipre. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt.

• Olegário, Santo
Bispo

Olegario, Santo

Olegário, Santo

Martirológio Romano: Em Barcelona, de Catalunha, em Espanha, são Olegário, bispo, que assumiu também a cátedra de Tarragona quando esta antiquíssima sede foi libertada do jugo dos muçulmanos (1137). Etimologicamente: Olegário = Aquele da lança invulnerável, é de origem germânica. Deste jovem diz seu biógrafo estas palavras que chegam ao mais íntimo da alma:" Guardião zeloso e mestre da castidade, afável para todos, generoso com os pobres, esquivo da vanglória, despegado da pompa mundana e amante fiel da paz não fingida". Se estas palavras se aplicassem a tua vida pessoal, te encontrarias mais feliz do que te achas neste instante. Não me cabe a menor dúvida. Nasceu na bela cidade de Barcelona, aberta ao mar e às novas correntes da cultura e do Evangelho.. Sua família era de origem nobre por parte do pai e da mãe. Ambos se preocuparam por lhe dar uma educação nos valores que nunca defraudam do Evangelho.  O padre – coisa rara hoje em dia – quis levar e dirigir seus estudos segundo os critérios da época em que lhe tocou viver. Quando viu que sua preparação intelectual e humanista a receberia melhor nos canónicos da catedral, não teve inconveniente em confiar-lhes sua educação como pessoa humana. Nos estudos que o preparariam para ser sacerdote, se distinguiu por sua piedade sincera, seu aproveitamento e seu afecto ou “hobby” por ler os Santos Padres. Tanto os leu, meditou e estudou que se converteu num verdadeiro especialista.  Ansiava a perfeição espiritual de sua vida. Por isso, ao inteirar-se de que havia perto de Barcelona um convento de canónicos regulares de santo Agostinho, não duvidou o mínimo em ir para imitar sua virtude. Quando morreu o bispo de Barcelona, desde a aristocracia até à gente simples, pensou em que o melhor sucessor seria Olegário. O próprio Papa Pascoal II teve que o obrigar a que aceitasse o cargo. Não fez em sua missão de pastor distinção alguma entre ricos e pobres. Todos eram filhos de Deus. Participou em alguns concílios de Tarragona, Toulouse, Reims e Lateranense I, são Clermont... E dada sua preparação intelectual, logrou derrotar a seus inimigos, os hereges. Morreu no ano 1137. ¡Felicidades a quem leve este nome! “Nenhum homem é suficientemente bom para governar a outro sem seu consentimento” (A. Lincoln). Este dia também se festeja a Santa Coleta

• Colette ou Coleta Boylet de Corbie, Santa
Reclusa

Colette o Coleta Boylet de Corbie, Santa

Colette ou Coleta Boylet de Corbie, Santa

Martirológio Romano: Em Gante, na Flandres, santa Coleta Boylet, virgem, que durante três anos levou uma austeríssima vida, encerrada numa pequena casa junto à igreja, e depois, após professar na Regra de são Francisco, reconduziu muitos mosteiros de Clarissas à forma primitiva de vida, insistindo principalmente no espírito de pobreza e de penitência (1447). Etimologicamente: Colette = Variante francesa do nome Nicolasa = A vencedora de entre o povo, é de origem grega.

COLETTE, COLETTA, COLETA, NICOLASA, NICOLETTE

Colette é a aférese de Nicolette, diminutivo feminino de Nicolás, nome que em castelhano é traduzido a Coleta. Nasceu Coleta em Corbie, ao norte de França, perto de Amiens, em 13 de Janeiro de 1381. Seus pais, o carpinteiro Roberto Boylet e sua mulher Catalina, haviam chegado a velhos sem ter descendência, mas, quando já não a esperavam, providencialmente ainda tiveram uma filha a  que chamaram Nicolette, familiarmente Colette, em agradecimento a são Nicolás de Bari, a cuja intercessão atribuíam o havê-la tido. A menina cresceu num ambiente acolhedor e muito religioso. Mas cedo ficou órfã de pai e mãe, e, a seus 18 anos, empreendeu uma complicada e variável experiência religiosa em que, durante sete anos, pudesse parecer que não acertava com o destino a que Deus queria levá-la.

Colette o Coleta Boylet de Corbie, Santa

Colette ou Coleta Boylet de Corbie, Santa

También hubo conventos de frailes franciscanos que, permaneciendo bajo la autoridad de los propios superiores, acogieron el impulso renovador de Coleta y volvieron al espíritu y prácticas que san Francisco había querido para su Orden: vida de pobreza sin mitigaciones, vida austera, intensa oración personal y comunitaria, y mucha oración y penitencia por la unidad de la Iglesia, entonces dividida por el Cisma de Occidente. El alma y motor de la reforma eran sin duda la vida y el ejemplo de Coleta, que había llegado a abandonarse en manos de Dios para serle un instrumento fiel. Su fama de santidad despertó un gran entusiasmo tanto en los monasterios como fuera de ellos. Dios le concedió además dones carismáticos extraordinarios: discernimiento de conciencias, profecía y hasta milagros. En tiempos tan difíciles para la Iglesia y cuando los hijos e hijas de san Francisco y santa Clara se encontraban en situación de manifiesta decadencia, Dios se valió de una mujer del pueblo, llana y sencilla, para llevar a cabo una renovación, aprobada por el Ministro general de los franciscanos en 1434 y por Pío II en 1458, cuya validez corroboran los frutos que entonces dio y que ha seguido danto hasta nuestros días. En la actualidad los monasterios de "coletinas" son unos 140, la mayor parte de los cuales se encuentra en Europa, aunque también los hay en América, Asia y África.Murió en su monasterio de Gante (Bélgica) el 6 de marzo de 1447, y la canonizó el papa Pío VII en 1807.

• Crodegango de Metz, Santo
Bispo

Crodegango de Metz, Santo

Crodegango de Metz, Santo

Martirológio Romano: Em Metz, em Austrásia, são Crodegango, bispo, que impôs ao clero que vivesse dentro do recinto do claustro sob uma íntegra norma de vida, e promoveu de modo admirável o canto na Igreja (766).

São Crodegando nasceu perto de Liege e provavelmente se educou na abadia de Saint Trond. Parece que falava o latim com a mesma fluidez que sua própria língua. Era de estatura imponente e sua graça e boas maneiras o faziam agradável a todos. Carlos Martel reconheceu suas qualidades excepcionais e o nomeou secretário e assessor seu. À morte de seu protetor, Crodegango, que era todavia laico, foi nomeado bispo de Metz, no ano 742. Em tão alta dignidade, soube combinar a virtude e a sagacidade com grande êxito; em todos os assuntos se valeu de sua grande influência para promover a justiça e o bem público. Seus biógrafos louvam sua caridade sem limites e a especial solicitude que mostrou pelas viúvas e pelos órfãos. Como embaixador de Pepino, o mordomo de palácio, ante o Papa Estevão III, Crodegango foi um factor preponderante na coroação de Pepino em 754, na derrota que este infligiu aos Lombardos em Itália e na entrega do exarcado de Ravenna e outros territórios à Santa Sede.  Habiendo contribuido en esta forma a establecer, sobre una base firme, el Papado y la supremacía de los francos en Italia, San Crodegango pudo consagrarse de lleno a los asuntos espirituales de su diócesis. La relajación de costumbres en aquélla época no dejaba de afectar tambíén al clero. Muchos clérigos estaban mezclados en asuntos mundanos y los jóvenes no recibían una preparación adecuada en materia de ciencia y disciplina. San Crodegango empezó la reforma por su propia ciudad y su catedral, publicando una serie de cánones, basados principalmente en las reglas de San Benito. Ordenó que tanto el alto como el bajo clero habitase en comunidad, ateniéndose a la regla, y obligó a todos a asistir al oficio divino. El código de San Crodegango, que ha llegado hasta nosotros, estaba dividido en treinta y cuatro capítulos. Las diversas comunidades estaban obligadas a leer, cada día, un capítulo; por ello, dichas reuniones recibieron el nombre de "capítulos" y, los participantes se empezaron a llamar "capitulares"; se llamó "canónigos" a todos aquellos a quienes obligaban los cánones o reglas episcopales; como los conventuales tenían sus propias reglas, se les llamó "regulares". La fama de San Crodegango hizo que su reforma se propagara rápidamente a otras diócesis, hasta llegar a oídos de Carlomagno.
El emperador determinó que todos los clérigos fueran "canónigos" o "regulares". De esta suerte, la influencia que tuvo el santo en el movimiento "regular" que se extendió por Francia, Alemania, Italia y la Gran Bretaña fue muy notable. Otra de las actividades de San Crodegango fue la construcción y restauración de iglesias, monasterios e instituciones de caridad. Una de sus fundaciones fue la abadía de Gorze, por la que el santo tuvo especial predilección. El Papa le envió para sus monasterios los cuerpos de tres santos, con lo que se atrajo a muchos peregrinos. Otra muestra de favor que recibió de la Santa Sede fue el derecho de precedencia sobre los demás obispos francos. Algunos autores llegan a afirmar que el Papa le envió también el palio y casi todos están de acuerdo en que, bajo el gobierno de San Crodegango, la Iglesia de Metz fue la primera en las regiones del norte que adoptó la liturgia romana y el canto gregoriano en toda su pureza. La escuela coral que instituyó el santo llegó a ser muy famosa y, el año 805, Carlomagno ordenó que todos los maestros de coro se escogieran entre sus alumnos. La fama de la escuela de Metz duró varios siglos. Cuando los monjes del Cister decidieron perpetuar las mejores tradiciones corales, adoptaron el antifonario de la iglesia de Metz. San Crodegango murió el 6 de marzo de 766 y fue sepultado en Gorze.

• Rosa de Viterbo, Santa
Virgem

Rosa de Viterbo, Santa

Rosa de Viterbo, Santa

Martirológio Romano: Em Viterbo, na Toscana, santa Rosa, virgem da Terceira Ordem de São Francisco, que, assídua nas obras de caridade, aos dezoito anos de idade consumou rapidamente o breve curso de sua vida (1253). Etimologicamente: Rosa = Aquela que é bela como uma rosa, é de origem latino. Um dos mais brilhantes ornamentos da Terceira Ordem de são Francisco, e da santa Igreja, foi a penitente e maravilhosíssima donzela santa Rosa, natural de Viterbo. Aos três anos recolhendo os pedaços de um cântaro que se le partiu a uma menina, devolveu-o inteiro; querendo seu pai ver o alimento que levava para os pobres, se converteu o pão em rosas. Aos sete anos se recolheu num aposento de sua casa muito retirado, onde gastava muitas horas em oração e macerava seu delicado corpo com tão ásperas penitências, que se pôs em grave perigo de perder a vida, e a teria perdido se não houvesse trazido do céu a saúde, a Santíssima Virgem, que, acompanhada de coros de virgens lhe apareceu, e lhe ordenou que tomasse o hábito da terceira Ordem seráfica.  A Santa no momento o vestiu com singular devoção. redobrou seus admiráveis austeridades, mormente depois que lhe apareceu Jesús crucificado, cuja dolorosa imagem lhe ficou tão impressa na mente e no coração, que a violência do amor a trazia como fora de si e a fazia correr por ruas e praças desafogando os ardores de seu peito e cantando os divinas louvores. Por aquele tempo afligiam a  Igreja numerosos inimigos, favorecidos pelo imperador Federico Barbarroja; e santa Rosa tendo somente doze anos, ilustrada com ciência infusa, rebateu e confundiu aos hereges com os mais sólidos e irrefutáveis argumentos, desprezando os terrores dos sectários, e a morte  que lhe quiseram dar. Envergonhados, obtiveram do governador de Viterbo que a atirasse da cidade sob pretexto de que comovia ao povo. Caminhando entre neves e exposta a perecer, chegou a Salerno, onde profetizou os prósperos sucessos que a pouco se verificaram com a morte do imperador. Voltando à sua pátria foi recebida por seus concidadãos com incrível regozijo. Quis retirar-se à solidão no mosteiro de santa Clara; e como não fosse admitida, disse que, posto que não a recebiam viva, a receberiam morta. Para que não saíssem defraudados seus desejos de solidão e recolhimento, continuou no retiro de sua casa seus costumados exercícios de oração e penitência, atormentando sua inocente corpo com jejuns, cilícios e disciplinas, e isto com tanto maior espírito e fervor quanto sentia mais próximo o fim de sua vida, que esperava como o principio de outra eterna e bem-aventurada no céu, aonde voou a alma puríssima da santa, no dia 6 de Março de 1252, com a idade somente de dezoito anos. Sepultaram o sagrado cadáver no templo de santa María de Pódio; mas poucos meses depois, Alejandro VI, que se achava em Viterbo, admoestado três vezes pela santa, para que trasladasse seu corpo para o mosteiro de santa Clara, o fez com triunfal magnificência, cumprindo-se então o vaticínio que havia feito a santa quando não foi admitida naquele convento. Calixto III a colocou no catálogo dos santos no ano 1457.

ORAÇÃO
Oh Deus, que te dignaste admitir   no coro de tuas santas virgens  à bem-aventurada Rosa, concede-nos por seus rogos e merecimentos a graça de expiar todas nossas culpas  e de gozar eternamente da companhia de tua Majestade. Por Jesus Cristo, nosso Senhor.  Ámen.

• Julião de Toledo, Santo
  Bispo

Julián de Toledo, Santo

Julián de Toledo, Santo

Martirológio Romano: Em Toledo, em Hispânia, são Julián, bispo, que reuniu três concílios nesta cidade e expôs com escritos a doutrina ortodoxa, dando mostras de caridade e zelo pelas almas (690). Etimologicamente: Julián = Aquele que pertence à família Júlia, é de origem latino  São Julián, arcebispo de Toledo, á sua morte no ano 690, era o personagem mais importante de Espanha. Se diz que era descendente de judeus, mas seus pais eram cristãos. Recebeu o baptismo na principal igreja de Toledo, segundo conta seu sucessor na sede episcopal, que escreveu uma curta biografia do santo.  O jovem foi educado por outro prelado de Toledo, Santo Eugénio II e teve por companheiro o famoso Gudila Levita. Unidos pelos gostos comuns tanto como pelo afecto, os amigos se consagraram à oração e o estudo no retiro e muito cedo, o zelo apostólico lhes fez voltar ao mundo para intentar a conversão dos pecadores. São Julián, que era teólogo destacado e homem de grande saber, chegou cedo a ocupar um posto de importância. Quando os médicos desanimaram a Wamba, o último rei que deu esplendor aos visigodos, São Julián lhe raspou a cabeça e o revestiu do hábito monástico para que "morresse na religião". Todavia se conserva a vida do rei Wamba, escrita por São Julián, muito apreciada pelos historiadores, que encontram nesse documento uma ideia completa sobre o reinado de Wamba, o que não sucede com seus predecessores nem com seus sucessores. Julián foi consagrado bispo de Toledo em 680 e parece que governou sua diocese com o mesmo tino que o havia caracterizado nos assuntos seculares. Seu biógrafo narra que o céu o havia adornado com todas as graças de alma e do corpo. Era tão bondoso, que nenhum se acercou a ele, sem receber grande consolo. O santo presidiu vários sínodos e obteve para sua sede a primazia sobre todas as dioceses espanholas. Por isso se lhe dá o título de arcebispo de Toledo, ainda que o termo não se empregava geralmente em Espanha por aquela época. Os historiadores posteriores acusam a Julián de haver alentado os reis a perseguir os judeus. Sem embargo, deve fazer-se notar que la mais cruel e escandalosa das leis contra os judeus não foi publicada mas até cinco anos depois da morte do santo: Segundo a dita lei, todos os judeus adultos deviam ser vendidos como escravos, enquanto que seus filhos seriam confiados, desde os sete anos de idade, às famílias espanholas para receber uma educação cristã. San Julián foi escritor muito fecundo: entre suas obras se conta um estudo do rito hispânico (a forma em que se celebrava a liturgia em território hispano antes do uso do rito romano), um livro contra os Judeus e os três volumes dos "Prognósticos", que tratam das postrimerías. O santo sustenta nesta obra que o amor e o desejo de ir a reunir-se com Deus bastam para acabar com o temor natural à morte. Também afirma que os bem-aventurados pedem por nós no céu, que desejam nossa felicidade e que veem nossas ações, já seja na mesma essência de Deus ou por ministério dos anjos, que são os mensageiros de Deus na terra.

• Outros Santos e Beatos
Completando o santoral deste dia

Otros Santos y Beatos

São Marciano, bispo e mártir

Em Tortona, na Ligúria, são Marciano, venerado como bispo e mártir (s.inc.).

São Victorino, mártir

Em Nicomedia, de Bitinia, são Victorino, mártir (sec. inc.).

São Quirico, presbítero

Em Tréveris, na Gália Bélgica, são Quirico, presbítero (s. IV in.).

Santo Evágrio, bispo

Comemoração de santo Evágrio, bispo de Constantinopla, que, desterrado pelo imperador Valente, descansou no Senhor como confessor exímio (c. 378).

São Fridolino, abade

Em Säckingen, entre os Helvécios (hoje Suíça), são Fridolino, abade, que sendo oriundo de Irlanda, peregrinou por até que nesta localidade fundou um duplo mosteiro em honra de santo Hilário (s. VIII).

Santos quarenta e dois companheiros, mártires

Na Síria, paixão de quarenta e dois santos mártires, que presos em Amório de Frigia e levados ao rio Eufrates, receberam com egrégio combate a palma do martírio (848).

44050 > Santa Coletta (o Colette) di Corbie  MR
44080 > San Crodegando di Metz Vescovo MR
44040 > Sant' Evagrio di Costantinopoli Vescovo MR
44070 > San Fridolino Abate MR
91196 > San Giuliano di Toledo Vescovo  MR
47150 > San Marciano (Marziano) di Tortona Vescovo e martire MR
44110 > Sant' Ollegario di Tarragona Vescovo  MR
94253 > Beato Ponzio di Polignac Vescovo di Clermont 6 marzo
44090 > Santi Quarantadue martiri di Siria Martiri di Amorio  MR
44030 > San Quiriaco (Ciriaco) di Treviri Sacerdote MR
34450 > Beata Rosa da Viterbo Vergine  MR
44150 > San Vittore e compagni Martiri di Nicomedia  MR

http://es.catholic.net/santoral  - www.santiebeati.it  -  www.jesuitas.pt

Recolha, transcrição e tradução (incompleta) de espanhol para português

por António Fonseca