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segunda-feira, 7 de março de 2011

SEXUALIDADE E BIOÉTICA–www.es.catholic.net–2/03/2011

 

Sexualidade e Bioética

"Matrimónio" homossexual. As crianças têm direito a uma família e a um matrimónio normal
As pessoas homossexuais devem de ser respeitadas e protegidas como pessoas mas seu estilo de vida não deve de ser proposto às crianças como uma inócua opção de vida

Autor: Instituto Valenciano de Fertilidad, Sexualidad y Relaciones Familiares | Fonte: ivaf.org

Desde há algum tempo os meios de opinião se esforçam para deslegitimar qualquer intento de opor-se por razões científicas e sociais à ideologia do homossexualismo e o que representa; sobretudo o matrimónio e adopção por homossexuais. Não são poucos os que defendem que a sociedade progressista  tem um compromisso com o avanço social manifestado na superação das barreiras discriminatórias contra os homossexuais. Os defensores destas posturas vão tratando de difamar os que defendem o direito das crianças à melhor família possível e o direito da sociedade propor o matrimónio como união de um homem e uma mulher, dizendo que impomos nossas crenças religiosas aos outros e que impedimos o reconhecimento de direitos civis para todos.
Não é verdade. Estamos a favor de que as pessoas homossexuais registem publicamente suas amizades íntimas como uniões de facto no marco da proteção da segurança social; mas insistimos que o reconhecimento dessas uniões como matrimónio vai contra o bem-estar público e de forma particular contra o equilíbrio e o desenvolvimento afectivo de nossos filhos. As pessoas homossexuais devem ser respeitadas e protegidas como pessoas mas seu estilo de vida não deve ser proposto às crianças como uma inócua opção de vida. Antes de formar tua própria opinião a tal respeito, considera, por favor, estas reflexões.

1.- Os homossexuais, como todos, podem casar-se e não é discriminatório que muitos prefiram não o fazer. Os homossexuais podem casar-se com os mesmos direitos e obrigações que os heterossexuais. Quer dizer, só com outra pessoa e só do sexo oposto que tenha certa idade e dê seu consentimento. Que um homossexual se queixe de discriminação porque não o deixam casar-se com alguém do mesmo sexo é como se um polígamo se queixe de discriminação porque não o deixam casar-se com várias mulheres, ou um promíscuo com vários e várias à vez. Não há discriminação: a lei é igual para todos e a sociedade tem um modelo de matrimónio que já demonstrou sua eficácia durante séculos.
2.- Casar homossexuais é uma experiência social inédita. Casar pessoas do mesmo sexo é uma experiência social que nunca antes se havia tentado. Nenhuma civilização há implantado o matrimónio homossexual. Inclusive sociedades que permitiam a homossexualidade e até a fomentavam em certas idades e classes sociais, como os gregos antigos, entendiam claramente o matrimónio como a união estável entre um homem e uma mulher abertos a ter filhos. Uma coisa eram as práticas sexuais dos cidadãos e outra muito distinta a família e a geração e educação de filhos. A homossexualidade adotou muitas formas em distintas sociedades, mas nunca foi relacionada  com o matrimónio. Experimentar com o modelo social é irresponsável e perigoso, sem embargo muitos defendem essa experimentação por razões ideológicas de recusa à família e não por razões científicas e nem sequer de demanda social (a imensa maioria da população mundial está contra).
3.- Não existe o gene homossexual. O homossexual não nasce, se faz. Não se pode demonstrar cientificamente que a homossexualidade esteja ligada à herança genética ou que a tendência a ser homossexual esteja determinada desde o nascimento. O que foi demonstrado e é defendido por um amplo e respeitável sector científico é que a prevalência da tendência homossexual obedece a factores ambientais e está condicionada pela própria psicologia e educação. Qualquer um pode realizar atos homossexuais se quer e qualquer um pode também deixar de os realizar. Por isso a maioria dos homossexuais pode deixar de o ser, como a terapia clínica demonstrou já. O homossexualismo insiste no carácter inato da homossexualidade para defender que se trata de um ato natural, sem embargo à ciência nos diz que a homossexualidade é humana não porque seja genética mas porque é influenciável pelo ambiente e pelas próprias decisões. Um ambiente propicio à homossexualidade aumenta o número de homossexuais nesse ambiente, enquanto que num ambiente onde a homossexualidade se tolere mas não se proponha diminui o número de homossexuais.
4.- Para evitar abusos contra /entre homossexuais ou o desamparo legal não faz falta aprovar o matrimónio homossexual. Quase todos os benefícios de um matrimónio a nível de heranças, transmissão de bens, propriedades compartilhadas, etc., podem ser reguladas por duas (ou mais) pessoas com acordos legais ante notário, independentemente de que tenham relações sexuais. De facto, os poucos casais homossexuais realmente interessados nestes temas já estabeleceram acordos assim. O problema aqui é muitas vezes outro: a instabilidade destas relações faz que muitas das previsões relativas ao matrimónio não sejam aptas para as uniões homossexuais, por essa instabilidade. Se um homossexual varão tem como média relações com 39 pessoas ao longo de sua vida, ¿com quantas se casará? ¿de quantas se divorciará? ¿quais delas terão esses direitos legais, posto que com todas, ou algumas, terá estado casada? E quando se haja fartado de se casar,
¿não terão os casais de facto posteriores esses mesmos direitos?
5.-
Legalizar o matrimónio homossexual estabelece um agravamento comparativo com as pessoas que vivem juntas sem relações sexuais. Duas anciãs que vivem juntas, três irmãos numa casa, quatro amigos que compartilham apartamento desde há seis anos..., têm uma relação com afetividade, compromisso e convivência igual que podem ter dois homossexuais. Sem embargo, se veem privadas das vantagens legais do matrimónio gay porque não praticam sexo entre eles. O matrimónio gay na realidade premeia os praticantes de certo tipo de sexo, privilegiando-os sobre outras convivências afectivas e estáveis. É evidente a diferença com o matrimónio comum, que premeia a complementaridade homem-mulher estável e está aberta à geração e criação dos filhos.
6.- Legalizar o matrimónio homossexual estabelece um agravamento comparativo com os polígamos... e com qualquer outra combinação numérica. Ao contrário do matrimónio homossexual, que nunca foi aceite por nenhuma civilização, a poligamia tem uma longa tradição em numerosos países e sociedades, inclusive em nossos dias. Se casamos a dois homens, ¿com que argumentos impediremos a nossos cidadãos islâmicos ou de origem subsaariana que não se casem com duas ou mais mulheres? ¿Pode um emigrante pedir por reagrupação familiar que venham suas três esposas? Ao menos, as uniões polígamas tradicionais têm filhos e costumam ser estáveis, o que é um bem social. ¿Com que argumento os defensores do matrimónio gay o impediriam? Nos ambientes homossexuais o que já se pede é a aprovação da poligamia bissexual. Um famoso escritor o exemplificava num número da revista homosexualista Zero: um amigo seu está casado com uma mulher, mãe de seus filhos, e a quer; mas é homossexual, e tem uma relação com um homem. ¿Por que escondê-lo? ¿Por que não se casar todos entre eles? Assim, as crianças teriam dois papás, que sempre é melhor que um. Quando o matrimónio deixa de ser o que é (um homem e uma mulher unidos num ato de amor que pode gerar novas vidas), então pode re-definir-se para ser qualquer coisa.
7.- Legalizar o matrimónio gay debilita o matrimónio heterossexual, assim como a moeda falsa debilita a moeda verdadeira. Muitas pessoas pensam que não as afecta em nada que os homossexuais se casem. É o mesmo que pensar: "não me afecta em nada que haja gente que faça circular falsas notas de 100 euros, eu sou honrado e não as usaria, de facto quase nunca vejo notas de 100 euros". Sem embargo, é evidente que a circulação de moeda falsa nos afecta a todos, porque se perde confiança na moeda, a gente a usa com reticências e prefere usar outras moedas (dólares, por exemplo) ou não comerciar ou não aceitar certas notas e no final a economia de todos se ressente porque tudo custa mais caro. O mesmo se passa quando se faz circular um matrimónio falso como se fosse matrimónio. Nos países nórdicos, onde as uniões se equiparam ao matrimónio, metade das crianças nascem fora do matrimónio. Ao dar à  união homossexual a bitola de matrimónio se dá a mensagem à sociedade de que na realidade casar-se não significa nada nem se contrai nenhuma responsabilidade ante os filhos. Como consequência a gente não se casa e seu compromisso é débil. Assim como a moeda falsa cria desconfiança no sistema económico, o matrimónio falso cria desconfiança no compromisso inter-pessoal e social. Uma sociedade baseada na desconfiança, a desvinculação e a falta de compromisso nunca funcionará tão bem como uma baseada em famílias estáveis, comprometidas pelo bem-estar dos cônjuges, filhos e parentes.
8.- Na realidade, poucos homossexuais se casam; o objetivo do movimento gay é destruir o matrimónio heterossexual. Têm-no reconhecido muitas vezes os líderes homossexuais em Espanha e no resto do mundo. Na realidade muito poucos deles querem "casar-se". Mas o movimento do homossexualismo político centra-se na exigência do matrimónio para mudar a sociedade e eliminar uma instituição (o matrimónio monógamo e de dar vida) em que não creem. "Lutar pelo matrimónio do mesmo sexo e seus benefícios e então, uma vez garantido, redefinir a instituição do matrimónio completamente, pedir o direito de se casar não como uma forma de aderir aos códigos morais da sociedade mas o de desbancar um mito e alterar radicalmente uma instituição arcaica. [...] A ação mais subversiva que podem empreender os gays e lésbicas [...] é transformar por completo a noção de família" [Michael Signorile, ativista homossexual y escritor, citado em Crisis Magazine, 8 de Janeiro de 2004] . O ativismo homossexual não quer formar "famílias como as outras". Melhor, quer chegar a que todas as famílias sejam como as suas, para o que a chave é desmontar "conceitos arcaicos e caducos como fidelidade, monogamia, compromisso, fecundidade, paternidade/maternidade", etc..
9.- Legalizar o matrimónio homossexual significa legalizar a entrega de crianças a homossexuais. Há gente que diz "eu vejo bem  que os gays se casem mas não que adotem crianças". É um erro pensar que se vá legalizar o matrimónio sem a adopção: pois,  se se legaliza o matrimónio incluirá sempre a adoção. Quem apoie uma coisa estará apoiando, queira ou não, a outra porque nosso direito permite adoptar conjuntamente aos cônjuges: uma vez casados, já são cônjuges, e poderão adoptar Ainda que algumas lésbicas tenham filhos de anteriores relações ou os procuraram (mediante inseminação artificial ou com a cooperação de um homem) a adopção se apresenta para que os homossexuais que, obviamente, não têm crianças, acedam à educação de crianças que, obviamente, eram de casais heterossexuais. A adopção de homossexuais tem diversas desvantagens para a sociedade que a permita, começando pela escassez de crianças faz com que se tragam da China, Rússia e outros países... que não vão dar crianças a países onde os homossexuais adotem. Assim, o desejo de uma minoria ínfima vai dificultar a milhares de matrimónios que querem adoptar. Mas o ponto chave é que uma criança tem direito a um pai e uma mãe, direito que acaba se se entrega a dois homens ou a duas mulheres. Duas pessoas do mesmo sexo não são idóneos para a criação e educação das crianças, que careceriam de referente paterno/masculino (se são duas lésbicas) ou materno/feminino (se são dois homossexuais).
10.- Legalizar o matrimónio homossexual significa pôr toda a maquinaria educativa e mediática do Estado ao serviço do homossexualismo político. Se o matrimónio gay é legal, se ensinará nas escolas. Os livros de texto das crianças explicaram a doutrina que as associações homossexualistas hajam indicado: que a homossexualidade é normal, que é bom ter dois papás e duas mamãs, que as crianças devem experimentar com sua sexualidade para descobrir que sexo os atrai mais e que as pessoas que se opõem à homossexualidade (como os papás das crianças cristãos) são intolerantes. Por suposto, cada série de televisão terá seu casal de homossexuais ou lésbicas com crianças, convivendo felizes para exemplo e edificação de tantos matrimónios com problemas. De facto, há em Espanha centros de scouts e de ócio infantil que ativamente difundem já esta ideologia.
11.- Legalizar o matrimónio homossexual implicará a medio prazo multas e penas de cadeia para quem critique a atividade homossexual. Na Suécia, onde há uniões gay desde 1995 com adopção de crianças desde 2002, decretou-se pena de cadeia para um pastor luterano que se limitava a pregar as palavras de São Paulo sobre a homossexualidade. Outro país onde criticar a homossexualidade tem significado multas e julgamentos é o Canadá. O grau de respeitabilidade da relação gay (não já da pessoa, que obviamente é merecedora de respeito simplesmente por ser pessoa) será extremo e sua crítica punível. A liberdade de expressão se verá recortada e provavelmente também a liberdade religiosa. Muitos de nossos bispos e líderes cristãos acabarão na cadeia.
12.- A legalização do matrimónio homossexual provocará uma descida da qualidade de vida. Os homossexuais têm menor esperança de vida e são mais propensos a sofrer conflitos psicológicos e a manifestar tendências suicidas. Muitos homossexuais vivem a homossexualidade como sofrimento. As mesmas publicações gays mostram o alto índice de incidência de desordens afectivos e de patologias de conduta entre o colectivo homossexual. O sida, com ser um dos factores mais importantes, não é, desde o ponto de vista da saúde, o que mais incide na diminuição da esperança de vida gay. A homossexualidade vai geralmente acompanhada de adições não saudáveis e de transtornos como ânsias neuróticas e, na idade mais adulta, de solidão. A proposta generalizada da homossexualidade como opção de vida saudável originaria um incremento dos gastos sanitários para toda a sociedade
13.- Legalizando o matrimónio homossexual, Espanha cavará seu abismo com outras civilizações e a própria cultura ocidental. Casar homossexuais e desvalorizar a família não vai a ajudar nada ao diálogo Oriente-Ocidente nem a mostrar as bondades da democracia. Chamar  "direitos humanos" ao matrimónio homossexual vai servir para a erosão dos verdadeiros direitos humanos, para que o mundo não Ocidental veja que no Ocidente se impõe uma moral (ou uma imoralidade, desde seu ponto de vista) não baseada na natureza comum do ser humano mas no individualismo, no materialismo e no hedonismo. Milhões de muçulmanos e de chineses (e a autoridade moral do Ocidente) vão ser prejudicados por esta pedra no caminho de estender uma autêntica democracia e direitos humanos para todos. Há pois razões práticas de convivência internacional para que uma sociedade responsável diga "não" ao matrimónio entre homossexuais desde o respeito a estas pessoas.


Nenhum dos nossos argumentos (acima apresentados) é de índole religiosa. Permitir o matrimónio homossexual e a adoção de crianças por homossexuais é atentar contra as famílias e supõe um grave dano às crianças e à sociedade inteira.

Autor: Instituto Valenciano de Fertilidad, Sexualidad y Relaciones Familiares | Fonte: ivaf.org

www.es.catholic.net.

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  • NOTA: Este texto foi publicado em 2 de Março passado, por www.es.catholic.net e como se verifica, diz respeito fundamentalmente a Espanha – que está discutindo presentemente, creio eu, - o matrimónio entre os homossexuais e a adopção de crianças pelos mesmos. Dado que a situação em Portugal é um pouco diferente – pois infelizmente já foi aprovado o casamento de homossexuais, com a ressalva de por enquanto não ser aceite ainda a adopção de crianças, proposto no último ano pelo Governo e Partidos de Esquerda – julgo ser oportuno dá-lo a conhecer aos portugueses – para que de uma vez por todas o assunto seja discutido como deve ser, tendo em conta os argumentos aqui citados, na Assembleia da República proximamente. AF.
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Nº 66 - 7 DE MARÇO DE 2011 - SANTOS DO DIA - 3º ANO

 

Nº 1298

SANTAS PERPÉTUA e FELICIDADE

Mártires (203)

Perpetua y Felicidad, Santas

Perpétua y Felicidad, Santas

Numa perseguição que se desencadeou em Cartago, foram presos nesta cidade cinco catecúmenos, entre os quais uma escrava chamada Felicidade e uma mulher, ainda nova e de posição, chamada Perpétua. Os restantes, Saturnino, Revocato e Secóndulo, seus familiares, e, o catequista Saturno. Em seguida, refere-se apenas a morte de Perpétua e Felicidade. A primeira estava grávida de oito meses e a segunda tinha uma criança de peito. Receberam o baptismo enquanto estavam presas. Permitiram a Perpétua que levasse consigo o filho para o cárcere. Chegado o interrogatório, ambas confessaram abertamente a fé e foram condenadas a ser lançadas às feras no aniversário do imperador Geta. A mãe foi então separada do seu filhinho. «Deus permitiu que ele não voltasse a pedir o peito e que ela não fosse mais atormentada com o leite», escreveu Perpétua no diário quer foi fazendo até ao dia da sua morte. Narra em seguida uma visão em que lhe apareceu seu irmão Dinócrates, ao sair do Purgatório graças às suas orações, e outra em que lhe foi prometida a assistência divina no último combate. Felicidade receava que, devido ao seu estado, não lhe permitissem morrer com a companheira, mas, três dias antes dos espetáculos públicos, deu à luz. Como as dores do parto lhe arrancassem gritos, um dos carcereiros observou-lhe: «Se tu te lamentas já dessa maneira, que será quando fores lançada às feras?». «Hoje sou eu que sofro, respondeu a escrava; nesse dia, sofrerá por mim Aquele por quem eu sofro». Deu à luz uma menina que foi adoptada por uma mulher cristã. Perpétua e Felicidade entraram alegremente no anfiteatro com os três companheiros. Envolveram-nas numa rede e entregaram-nas às arremetidas duma vaca furiosa. O povo cansou-se depressa de ver torturar as duas jovens mães, uma das quais ia perdendo o leite, e pediu que se acabasse com aquele espetáculo. Abraçaram-se então pela última vez. Felicidade recebeu o golpe de misericórdia impavidamente. Perpétua caiu nas mãos dum gladiador desastrado que falhou o golpe, «tendo-se visto ela própria na necessidade de dirigir contra o pescoço a mão trémula do gladiador inexperiente». Estes martírios deram-se na era de 203. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt. Ver também www.es.catholic e www.santiebeati.it

SÃO PAULO, o Simples

Ermitão (340)

Discípulo e imitador de Santo Antão do deserto. Era um simplório, que a mulher enganava, mas não acreditava quando lho vinham dizer. Finalmente, apanhou-a em flagrante e então deixou-a, indo para o deserto. Santo Antão disse-lhe: “Aos 60 anos és velho demais para te fazeres monge”; e o Santo fingiu não fazer caso dele. Mas o aspirante a monge ficou a imitá-lo. Ajoelhava-se Antão? Paulo caía de joelhos. Comia ou bebia? Paulo fazia o mesmo. Quando Antão se voltava contra o demónio, Paulo não gritava menos. Passados 15 dias, Antão permitiu-lhe estabelecer-se numa gruta vizinha, e durante um ano instruiu-o sobre os caminhos da vida espiritual. Paulo recebeu, em seguida, tantas graças que se tornou um dos solitários mais célebres da Tebaida (Egito). Morreu pelo ano de 340. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt.

María Clotilde de Bourbon, Venerável
Rainha de Sardenha

María Clotilde de Borbón, Venerable

María Clotilde de Borbón, Venerável

Etimologicamente: María = Aquela senhora bela que nos guia, é de origem hebraica, Clotilde = Aquela que luta com glória, é de origem germânico. A que todo o mundo chamava a rainha de Sardenha, que algum dia será levada à honra dos altares, nasceu na Sardenha. Ainda que a tenham educado na moleza da corte, ela soube manter-se à margem de tudo aquilo que não fosse nobre, formoso e belo perante os olhos de Deus e da sua própria consciência. Aos 16 anos, contraiu matrimónio com o príncipe Carlos Manuel, ainda que sua inclinação fosse mais para a vida religiosa. Não podiam ter filhos e, segundo a vontade de Deus, eles se sentiam felizes. Para não viver aborrecidos e sem nenhum tipo de apostolado para o bem dos outros, abraçaram os dois a regra da ordem terceira dos Dominicanos. Aos dois lhe tocou a má sorte de sofrer os efeitos da Revolução francesa. Com seus próprios olhos viram como seu irmão Luis XVI era levado à guilhotina, assim como também sua cunhada María Antonieta e sua irmã Maria Elisabeth. Seu marido ocupou o posto de rei da Sardenha em 1796, mas os franceses invadiram todo o Piemonte e obrigaram o monarca a que renunciasse a seus direitos de rei. Desterraram-no para Cagliari. A rainha, entretanto, havia renunciado a todos seus objetos de valor para os dar aos pobres. Quando foram a Roma, na Semana Santa de 1801, conheceram o novo Papa Pío VII, mas sem demora tiveram que voltar a Nápoles. Vendo os perigos que a aguardam, ela mandou edificar um mausoléu em honra de seu marido defunto. Quando ela morreu em 1802 aos 42 anos, todo o mundo a chamava “o anjo tutelar de Piemonte”. O Papa Pío VII a declarou Venerável e introduziu sua causa de beatificação. ¡Felicidades a quem leve este nome! Comentários a P. Felipe Santos: fsantossdb@hotmail.com

 

Teresa Margarida (Redi) do Coração de Jesus, Santa
Virgem Carmelita

Teresa Margarita (Redi) del Corazón de Jesús, Santa

Teresa Margarita (Redi) del Corazón de Jesús, Santa

Martirológio Romano: Em Florença, na Toscana, santa Teresa Margarita Redi, virgem, que havendo entrado na Ordem de Carmelitas Descalças, avançou pelo árduo caminho da perfeição e morreu sendo ainda jovem (1770). Etimologicamente: Teresa = Aquela que é esperta na caça, é de origem grego. Etimologicamente: Margarita = Aquela de beleza pouco comum, é de origem latino. Nasceu em Arezzo (Itália) de nobre família, em 15 de Julho de 1747. Chamou-se Ana María Redi. Foi alma contemplativa desde muto pequenita. Com frequência ficava ensimesmada e perguntava: "Dizei-me, ¿quem é esse Deus?". Atraída pelo lema de São João: "Deus é amor" (1 Jn 4,16), em 1 de Setembro de 1764 ingressou no Carmelo de Florença e em 11 de Março de 1765 vestiu o hábito tomando o nome de Teresa Margarita del Sagrado Corazón de Jesús. Durante toda sua vida viveu o lema: "Escondida com Cristo em Deus".  Mais que "mestra" foi um continuo e magnífico "testemunho" de vida espiritual. Foi apóstola do Sagrado Coração e da Santíssima Virgem do Carmo, a que amou entranhavelmente. Segundo um de seus biógrafos, pertence "à progénie espiritual sanjuanista mais pura. A chama obscura do amor infuso que a abrasa e a consome, ilumina e dirige toda a vida, fazendo-a tocar o cume da vida trinitária, de onde se abre ao mais ardente apostolado contemplativo." Foi também uma grande mística e para chegar a sê-lo usou sobretudo de dois meios: uma dura ascese e intensa caridade fraterna. Assimilou perfeitamente os ensinamentos de Santa Margarita de Alacoque sobre o Sagrado Coração e viveu-as de modo muito pessoal até chegar à intimidade com a Santíssima Trindade. Soube cobrir com as cinzas da santa humildade seus dotes naturais: nobreza, cultura e inteligência, e conservar no mais profundo silêncio, as graças que recebia de Deus, dissimulando continuamente todo ato de virtude. Aos 23 anos uma peritonite truncou sua vida. Foi em 7 de Março de 1770 quando expirou "inclinada a cabeça e abraçada modestamente a seu querido Crucifixo". O papa Pío Xl  beatificou-a em 9 de Junho de 1929 e canonizou-a em 12 de Março de 1934.

Leónidas Fedorov, Beato
Sacerdote e Mártir

Leonidas Fedorov, Beato

Leonidas Fedorov, Beato

Martirológio Romano: na cidade de Kirov, na Rússia, beato Leónidas Fëdorov, bispo e mártir, que, sendo Exarca apostólico dos católicos russos de rito bizantino, mereceu ser discípulo fiel a Cristo até à morte, sob um regime contrário á religião (1934). Etimologicamente: Leónidas = Aquele que é valente como um leão, é de origem latino. O Beato mártir Leonid Fedorov, nasceu no dia 4 de novembro do ano 1879 em San Petersburgo (Rússia), numa família ortodoxa russa. Em 1902 ingressou no Seminário Ortodoxo, foi nessa época que viajou a Roma, onde se converteu ao catolicismo. Realizou seus estudos em várias cidades até que em 25 de Março de 1911 foi ordenado presbítero greco católico na Bósnia. Passou dois anos no mosteiro de São Teodoro o Estudita e logo regressou a São Petersburgo. Por algum tempo esteve deportado na Sibéria, até que obteve sua liberdade em 1917 e foi nomeado Exarcha da Igreja Católica Bizantina Russa. Em 1923 foi preso novamente e sentenciado a 10 anos de prisão. Foi enviado à ilha Solovky no mar Branco e logo a Vladka. Foi pioneiro do ecumenismo com os ortodoxos com quem convivia naqueles campos. Morreu martirizado no dia 7 de Março de 1935 em Kirov. Foi beatificado por João Paulo II em 2001 junto a outros 24 mártires greco-católicos, que a seguir são indicados:

Mykolay Charneckyj, bispo, 2 abril - Josafat Kocylovskyj, bispo, 17 novembro - Symeon Lukac, bispo, 22 agosto - Basilio Velyckovskyj, bispo, 30 Junho - Ivan Slezyuk, bispo, 2 dezembro Mykyta Budka, bispo, 28 setembro - Gregorio (Hryhorij) Lakota, bispo, 5 novembro - Gregorio (Hryhorij) Khomysyn, bispo, 28 dezembro - Leonid Fedorov, Sacerdote, 7 março - Mykola Konrad, Sacerdote, 26 junho - Andrij Iscak, Sacerdote, 26 junho - Román Lysko, Sacerdote, 14 outubro - Mykola Cehelskyj, Sacerdote, 25 maio - Petro Verhun, Sacerdote, 7 fevereiro - Alejandro (Oleksa) Zaryckyj, Sacerdote, 30 outubro - Klymentij Septyckyj, Sacerdote, 1 maio - Severijan Baranyk, Sacerdote, 28 junho - Jakym Senkivskyj, Sacerdote, 28 junho - Zynovij (Zenón) Kovalyk, Sacerdote, 30 junho - Vidal Vladimir (Vitalij Volodymyr) Bajrak, Sacerdote, 16 Maio - Ivan Ziatyk, Sacerdote, 17 maio - Tarsicia (Olga) Mackiv, Monja, 18 Julho - Olympia (Olha) Bidà, Suora, 28 Janeiro - Laurentia (Leukadia) Harasymiv, Monja, 26 agosto - Volodymyr Pryjma, Laico, 26 Junho
(as datas indicadas correspondem às de seu martírio)

José Olallo Valdés, Beato
Religioso da Ordem Hospitalária de São João de Deus

José Olallo Valdés, Beato

José Olallo Valdés, Beato

O Beato José Olallo Valdés nasceu em La Habana, Ilha de Cuba, em 12 de Fevereiro de 1820. Filho de pais desconhecidos, foi confiado à Casa Berço São José de La Habana, onde no mesmo dia 15 de Março de 1820 recebeu o baptismo. Viveu e foi educado na mesma Casa Berço até aos 7 anos, e depois na de Beneficência, manifestando-se um rapaz sério e responsável; com a idade de 13-14 anos ingressou na Ordem Hospitalária de São João de Deus, na comunidade do hospital dos santos Felipe e Santiago, da Habana. Superando os obstáculos que pareciam interpor-se à sua vocação, mantém-se constante na sua decisão, emitindo a profissão como religioso hospitalário. Em  abril de 1835 foi destinado à cidade de Porto Príncipe (hoje Camagüey), incorporando-se na comunidade do Hospital de São João de Deus, onde se dedicou pelo resto de sua vida ao serviço dos enfermos, segundo o estilo de São João de Deus; em 54 anos somente uma noite se ausentou do hospital, e por causas alheias à sua vontade. De enfermeiro ajudante, aos 25 anos passa a ser o "Enfermeiro Mor do hospital", e depois, em 1856, Superior da Comunidade. Viveu enfrentando grandes sacrifícios e dificuldades, mas sempre com rectidão e força de ânimo: sua vida consagrada à hospitalidade não se sentiu afectada durante o período da supressão das Ordens Religiosas por parte dos governos liberais espanhóis, ainda que tenha comportado também a confiscação dos bens eclesiásticos. De 1876, em que morreu seu último irmão de Comunidade, até à data de sua morte, em 1889, ficou sozinho, mas seguiu com a mesma magnificência ocupando-se da assistência dos enfermos, sempre fiel a Deus, à sua consciência, à sua vocação e ao carisma, humilde e obediente, com nobreza de coração, respeitando, servindo e amando também os ingratos, os inimigos e aos invejosos, sem nunca abandonar seus votos religiosos. No período da guerra dos 10 anos (1868-1878) mostrou-se cheio de coragem, na custódia dos que tinha a seu cuidado, sempre prudente e sem rancor, trabalhando em favor de todos, mas com preferência pelos mais fracos e pobres, pelos anciãos, órfãos e escravos. Cedeu ante as exigências das autoridades militares de converter o centro em hospital de sangue para seus soldados, mas sem deixar de seguir acolhendo os mais necessitados dos civis, sem fazer distinções de ideologia, raça nem religião. Durante os momentos e situações mais difíceis dos conflitos bélicos, ainda pondo em perigo sua própria existência, com “doce firmeza”, socorria assistindo aos prisioneiros e feridos da guerra, sem ter em conta sua proveniência social ou política, defendendo inclusive aos que não tinham permissão do governo para que os curasse, não se deixando intimidar com ameaças, nem proibições, e obtendo por tudo isso o respeito e a consideração das próprias autoridades militares. Ante as autoridades também foi capaz de interceder em favor da população de Camagüey num momento de especial tensão e perigo, evitando um massacre civil. Perseverante na vocação, através de sua bondade doce e serena fez do quarto voto de Hospitalidade, próprio dos religiosos de São João de Deus, não só um ministério de amor e serviço para com os enfermos, mas um modo de ardente apostolado, destacando-se na assistência aos moribundos e agonizantes, aos quais acompanhava nas últimas horas de sua existência, na passagem para uma vida melhor. Se distinguiu, pois, sempre por sua infinita bondade, sendo chamado com os apelativos de “apóstolo da caridade” e “pai dos pobres”, que sintetizam perfeitamente o heroico testemunho do Beato Olallo. Modesto, sóbrio, sem aspirações de nenhum género mas sim  de estar consagrado unicamente a seu ministério misericordioso, renunciou ao sacerdócio e se caracterizou por seu espírito humanitário e competência sanitária, inclusive como médico-cirurgião, ainda que autodidata. Viveu longe das aclamações, recusando as honras para poder fixar seu olhar somente sobre Jesus Cristo, que encontrava no rosto dos que sofriam. Sua humildade, em fidelidade a seu carisma, se manifestou na renúncia ao sacerdócio, quando foi convidado por seu Arcebispo, porque sua vocação era o serviço dos enfermos e pobres; os testemunhos, finalmente, nos falam de fidelidade total a sua consagração como religioso na prática dos votos de obediência, castidade, pobreza e hospitalidade. Sua morte, ocorrida em 7 de março de 1889, foi tida como a “morte de um justo”: falecimento, velada, funerais e sepultura, com o monumento-mausoléu, levantado depois por subscrição popular, expressavam reverência e veneração para quem foi seu admirado protetor. Desde então seu túmulo será visitado continuamente. Havia morrido mas permanecerá vivo no coração do povo, que o seguirá chamando “Pai Olallo”. A popular fama de santidade que o rodeava nascia de sua vida de homem modesto, justo e de ânimo generoso, enquanto modelo de virtudes com um coração ardente de amor por “meus irmãos prediletos”: sóbrio, gozoso, afável, mas sobretudo excelso servidor da caridade. O Beato Olallo soube ser um fiel imitador de seu Fundador. Deus foi sua vida e, em consequência, iluminado pelo amor de Deus, devolveu da mesma maneira tanto amor. “Deus ocupou o primeiro posto em suas intenções e em suas obras: fixos seus olhos no bem levava a Jesús constantemente na alma”. Esta heroica caridade tinha sua base numa fé que reconhecia em “Deus a seu próprio pai, e em Jesús o centro de sua vida, o fundamento de seu serviço de amor e de sua misericórdia; Jesús crucificado foi o segredo de sua fidelidade ao amor de Deus que motivava cada uma de suas obras”. Sendo de espírito tenaz, foi sempre dócil aos desígnios de Deus para enfrentar e sustentar melhor as duras e quotidianas tarefas impostas pelo trabalho hospitalário e as situações difíceis e delicadas que comportavam riscos para sua própria vida, sempre tratando de obter o bem de seus enfermos. Com a morte do Padre Olallo e de imediato, sua fama de santidade foi aumentando cada dia mais, principalmente entre o povo de Camagüey, que atribuía a sua intercessão graças e ajuda continuas. Aberto o ano 1990, em correspondência com o centenário de sua morte, o Processo de estudo da Causa de sua santidade na diocese de Camagüey, Cuba, foi reconhecida a heroicidade de suas virtudes em 16 de dezembro de 2006. Igualmente, depois da celebração do Processo diocesano sobre um possível  milagre, ocorrido em favor da cura da menina, Daniela Cabrera Ramos, de 3 anos, na mesma diocese de Camagüey, sua cura foi reconhecida como verdadeiro milagre por sua Santidade Bento XVI com Decreto de 15 de março de 2008. A cerimónia de BeatificaçãoPadre Olallo Valdés teve lugar na cidade de Camagüey, Cuba, em 29 de novembro 2008, presidida por Sua Eminência o Cardeal José Saraiva Martins. Reproduzido com autorização de Vatican.va

44170 > Sant' Ardone di Aniano Sacerdote MR
92997 >
Santi Basilio, Eugenio, Agatodoro, Elpidio, Etereo, Capitone ed Efrem Vescovi e martiri  MR
93990 >
Beato Enrico d’Austria Mercedario
44130 >
Sant' Eubulio Martire MR
44160 >
San Gaudioso di Brescia Vescovo  MR
44210 >
San Giovanni Battista Nam Chong-sam Martire  MR
44190 >
Beati Giovanni Larke, Giovanni Ireland e Germano Gardiner Martiri  MR
94021 >
Beato Giuseppe Olallo Valdes Religioso Fatebenefratelli 
92946 >
Beato Leonida (Leonid) Fedorov Sacerdote e martire  MR
44180 >
San Paolo di Plousias Vescovo  MR
44140 >
San Paolo il Semplice Monaco  MR
22950 >
Sante Perpetua e Felicita Martiri  - Memoria MR
44120 >
Santi Saturo, Saturnino, Revocato e Secondino Martiri MR
92284 >
Santi Simeone Berneux, Giusto Ranfer de Bretenières, Ludovico Beaulieu e Pietro Enrico Dorie Missionari, martiri MR
90051 >
Santa Teresa Margherita (Redi) del Cuore di Gesù  MR

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António Fonseca