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terça-feira, 29 de março de 2011

Nº 873-2 - (86) - 29 DE MARÇO DE 2011 - SANTOS DO DIA - 3º ANO

 

Nº 873-2

SANTO EUSTÁSIO

Abade (629)

Santo Eustásio, discípulo de S. Columbano, e seu imediato sucessor na famosa abadia de Luxeuil, nasceu nos fins do século VI. O seu tio S. Mieto, bispo de Langres, encarregou-se de o educar. Descobrindo cada dia novos perigos no século, resolveu Eustáquio buscar no deserto o que não achava no tumulto do mundo. Havia dois ou três anos que S. Columbano, monge irlandês, viera procurar na França um deserto próprio para lhe satisfazer o desejo que tinha de passar os dias nos rigores da mais austera penitência. Tendo-se retirado para um ermo, situado no Franco Condado, fundou o famoso mosteiro de Luxeuil, que por muitos séculos foi seminário de santos, e onde logo desde o princípio se contaram uns 600 religiosos. Eustásio foi um dos primeiros que se alistaram sob a disciplina de S. Columbano. Em pouco tempo, causou viva admiração, copiando no novo mosteiro a santidade dos monges do Oriente. Mas não durou muito a calma. Vendo o mosteiro exposto às violências dos ministros régios, Eustásio retirou-se, com S. Gal, para os estados de Teodeberto, que os tomou debaixo da sua protecção. E S. Columbano, que havia já embarcado no porto de Nantes, foi arrojado por uma tempestade às costas da Bretanha. Por este facto conheceu não ser vontade de Deus que tornasse a passar o mar; e tendo notícia da boa recepção encontrada pelos discípulos, tomou o caminho da Austrásia. O príncipe deu as escolher a Columbano o lugar que quisesse dentro dos seus domínios. Aceitou o santo a oferta; e levando consigo Eustásio e Gal, subiu até às últimas extremidades do lago de Constança, entrou no país dos suíços e, pregando em todas as partes a fé de Jesus Cristo, parou no território de Bregentz , onde fundou novo mosteiro. Tendo aqui notícia de que alguns seculares se haviam apoderado duma parte do convento de Luxeuil, e ameaçavam expulsar dele todos os monges, enviou-lhes Santo Eustásio na qualidade de abade. Custou muito ao mestre e ao discípulo esta separação; mas era indispensável o sacrifício. Eustásio, em Luxeuil, de tal modo soube ganhar os corações dos usurpadores que o deixaram senhor de todo o mosteiro. E o novo abade dedicou logo todos os cuidados ao restabelecimento da disciplina monástica.  Havendo Clotário II reunido em uma só monarquia a Borgonha, a Austrásia e a França, por morte dos reis Teodeberto e Thierry, desejou ter dentro do seu reino S. Columbano. Com este intento, enviou Santo Eustásio a convidá-lo a voltar para Luxeuil; porém, Columbano entendeu que Deus não queria a sua saída de Itália; e mandou ao santo abade que voltasse ao governo do seu mosteiro. O vasto zelo de Eustásio não podia estar circunscrito às paredes monásticas; levou a,.luz do Evangelho até aos bávaros, fazendo em toda a parte muitas conversões Mas o demónio, para contrabalançar a guerra que Eustásio lhe fazia, empreendeu quebrantar a ordem e a disciplina no mosteiro de Luxeuil, valendo-se para isso dum falso monge. Agréstio, ou Agrestino, que tinha sido secretário do rei Thierry e havia tomado o hábito em Luxeuil, deixou o deserto, de que já estava enfastiado e, sem qualquer missão legítima, saiu a pregar aos gentios. Como porém o fruto e o aplauso não correspondessem ao que se lhe havia figurado, precipitou-se no cisma dos habitantes de Aquileia. Intentou Eustásio fazê-lo reentrar nos seus deveres, mas encontrou um espírito rebelde, cuja pretensão não era menos que fazer condenar pelo concílio de Macon a Regra de S. Columbano, e que se extinguisse o mosteiro de Luxeuil. Com efeito, apresentou ao concílio muitos capítulos de acusação contra a nova regra. Eustásio refutou vigorosamente no concílio as calúnias de Agrestino e defendeu o seu santo instituto; mas Agrestino, cerrando os ouvidos aos amorosos conselhos do seu abade, morreu desgraçadamente às mãos dum seu criado. Santo Eustásio chorou-o , assim como o fim desventurado de alguns outros que este cismático havia seduzido; mas o Senhor consolou-o abundantemente pela insigne virtude doutros discípulos. E teve o conforto de ver estabelecido no seu mosteiro de Luxeuil o coro perpétuo, de dia e noite, com mais de 600 monges, que, sucedendo-se continuamente uns aos outros, cantavam sem cessar louvores ao Senhor. No meio de exercícios de mortificação, assaltou Eustásio uma violenta e dolorosa enfermidade. Tendo passado trinta dias crucificado pelas mais vivas dores, cheio de merecimentos e favorecido com o dom dos milagres, morreu em Luxeuil, no ano 629, com cerca de sessenta anos de idade e mais de trinta no referido mosteiro. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt

BEATA PAULA GAMBARA

Viúva (1505)

Paula Gambara nasceu, de nobre família de Bréscia, na Alta Itália; deu na mocidade mostras de afastamento do mundo e de simpatia pela solidão; mas os pais não fizeram caso e casaram-na com Luís Costa, conde de Benasco. A inclinação pelos prazeres que professava o marido podia constituir para ela um perigo; mas Deus enviou-lhe um guia seguro e experimentado, na pessoa de Ângelo de Chivasso, frade menor de observância. Paula, por ele dirigida, revestiu o hábito da ordem terceira, consagrou a vida ao alívio dos pobres e aos exercícios de piedade. Este género de vida e a prática das boas obras desagradaram ao marido, embora ele tivesse de reconhecer que Deus a favorecia; um dia em que ela transportava, nas pregas do vestido, um pão destinado aos desgraçados, o conde encontrou-a e quis ver o que ela tão bem escondia, não viu senão rosas frescas e bem cheirosas. Permitiu Deus que Paula tivesse de sofrer com a desordem e libertinagem  de Luís Costa. Este chegou ao ponto de infligir à esposa tratamentos indignos; e até os criados, imitando o senhor, não lhe poupavam nem desprezos nem insultos. A estas perseguições sempre ela opôs angélica mansidão e paciência levada até ao heroísmo; retirada no seu oratório, prostrada aos pés da cruz, pedia pela conversão do marido. E essa oração veio finalmente a ser ouvida; o conde entrou em si mesmo, converteu-se com sinceridade e por fim deixou a Paula liberdade completa para as suas obras. Depois da morte dele, a piedosa condessa constituiu-se humilde serva dos desgraçados e consagrou os rendimentos para os aliviar. Morreu em Benasco, a 24 de Janeiro de 1505. Gregório XVI (1831-1846) aprovou o culto imemorial que os povos prestavam a esta santa viúva. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt

BEATO AGOSTINHO SPÍNOLA

Bispo (15597-1649

Nasceu em Génova no ano de 1597 e faleceu em Sevilha em 1649. Ainda muito novo, trouxeram-no para a corte de Espanha, onde foi pajem. depois de estudar em Alcalá voltou a Madrid, onde a notícia do falecimento da mãe o acabou de resolver a abraçar o estado eclesiástico. O papa Paulo V, informado do seu grande mérito, fê-lo cardeal diácono co o título dos Santos Cosme e Damião (1621). Regressando ele a Espanha, Filipe IV (III de Portugal) apresentou-o para a diocese de Tortosa (1623), sendo sagrado na Capela real no ano seguinte. Deu à sua catedral uma urna de prata, com o corpo de Santo Ascênsio, mártir. Em 1627, foi o cardeal transferido para a sé arquiepiscopal de Granada e em 1630 para a de S. Tiago de  Compostela, cuja primeira pedra de reconstrução ele iria benzer. Continuando aí, celebrou um sínodo em 1635, no qual estabeleceu leis muito salutares e santas, como diz um contemporâneo. Mas Filipe IV considerava necessária a presença do cardeal em Itália, para desbaratar os planos e intrigas de Richelieu, apostado a todo o custo em indispor com a Espanha os príncipes italianos. Em 1637 acompanhou o rei na jornada de Aragão e, por motivo da entrada portuguesa na Galiza, resolveu deslocar-se a Pontevedra; e o rei nomeou-o governador e capitão-general interino da Galiza; desempenhou o cargo durante uns três meses. Pouco depois voltou a Santiago. Mas constituído arcebispo de Sevilha em 1645, tomou posse da sua última diocese, onde iria falecer uns quatro anos depois. Presidir à diocese sevilhana iria tomar bem notórias as suas excelsas virtudes, o que já sucedera des de o período de Tortosa. E deixou ofertas e legados em notável número, que realçaram  mais ainda as virtudes íntimas que possuía. Depois duma trasladação, o corpo foi depositado, em 1710, na igreja do Colégio da Companhia de Jesus, conforme ele indicara. Foi beatificado em 1987. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt

BEATO MANUEL DOMINGOS SOL

Sacerdote (1838-1909)

Sacerdote da Espanha, nascido em, Tortosa em 1838 e falecido na mesma cidade em 1909. Seguiu a carreira eclesiástica com notável brilho e recebeu o presbiterado em 1860. Em 1863 foi-lhe conferido em Valência o doutoramento em teologia. Exerceu por algum tempo, com zelo exemplar, a cura de almas em Tortosa, e a cátedra de Religião e Moral no Liceu da mesma cidade desde 1864. Os seus ministérios sacerdotais favoritos, foram o ensino do catecismo e a educação da juventude  estudantil. Consagrou-se com ardoroso afã e raro tino ao ministério da direcção das almas no confessionário, conseguindo formar na cidade de Tortosa e sua diocese uma verdadeira legião de excelentes mães de família e de religiosas exemplares. Foi diretor da congregação de S. Luís e fundador da revista El Congregante (O congregado), órgão da mesma e de todas as semelhantes de Espanha. Graças a esta publicidade, organizou a famosa peregrinação da juventude espanhola em 1891. Estabeleceu conventos de religiosas em Binaroz , Benicarló e Vali de Uxô. Mas a sua principal glória foi ter sido apóstolo das vocações eclesiásticas na Espanha, por meio dos seus chamados Colégios de S. José, para seminaristas pobres. Fundou o primeiro em Tortosa em 1872 e passados anos em Valência, Múrcia, Orihuela, Almería, Placência, Burgos e Toledo. Para os dirigirem e lhes perpetuarem a existência, instituiu em 1886 a Irmandade de Sacerdotes Operários Diocesanos do Coração de Jesus. Em 1892 estabeleceu em Roma o Pontifício Colégio espanhol de S. José, para nele se educarem e cursarem altos estudos eclesiásticos, alunos distintos de todas as dioceses de Espanha. desde 1897, como superior geral da Irmandade, aceitou a direcção disciplinar económica dos Seminários que vários bispos lhe foram confiando: Astorga, Toledo, Saragoça, Baeza, Ciudad Real, Jaén, Barcelona, Segóvia, Tarragona, etc. . Também se encarregou, no México, dos de  Chilapa, Puebla de los Ângeles, Cuernavaca e Querétaro, que as alterações políticas dessa nação o obrigaram a abandonar. Em 1895 aceitou o seminário menor de Lisboa, que por análogos motivos teve de deixar, igualmente ao cabo de poucos anos. Estabeleceu em Tortosa e difundiu pela sua diocese várias associações, principalmente a da Adoração Noturna. Na sua cidade natal fundou ele mesmo, ou cooperou na fundação de diferentes publicações periódicas como o Correio Interior Josefino, órgão dos colégios e seminários do seu instituto. Em 1898 encarregou-se do Templo Expiatório Nacional e S. Filipe de Jesus, na capital do México, e em 1903 inaugurou o templo de Reparação de Tortosa, construído à sua custa. Foi incansável fomentador da devoção ao Santo Anjo Padroeiro de Espanha. Fruto póstumo desses trabalhos foi constituir-se em Madrid, em 1919, a real Associação Nacional do Anjo da Guarda do Reino, por iniciativa do soberano Afonso XIII. Durante toda a vida, foi inesgotável, abnegada e sempre delicadíssima a sua caridade para com os pobres.  Sua cidade natal dedicou-lhe uma lápide comemorativa na casa em que o viu nascer. Em 1912 erigiu-lhe, numa praça que ainda conserva o seu nome, um monumento magnifico, obra de Querol. Em Abril de 1926 foram solenemente trasladados os seus restos mortais, desde o cemitério até ao rico mausoléu de mármores e bronzes, construído no Templo de Reparação de Tortosa, Foi beatificado em 1987. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt

BEATAS MARIA TERESA DO MENINO JESUS,

MARIA DO PILAR e MARIA DOS ANJOS

Mártires (1936)

Irmã Teresa do Menino JesusEusébia Garcia, segundo o nome de baptismo, nasceu a 5 de Março de 1909, em Mochales, Guadalajara, Espanha. Era a segunda de oito irmãos, um dos quais sacerdote chamado Julião. Seu tio, cónego Florentino, Professor do Seminário e depois Secretário do Bispo de Siguenza, tomou conta da pequenita e, juntamente com uma sua irmã, tia de Eusébia, educou-a piedosamente. Desde pequena sentiu tal atracão pela virtude da pureza, que aos nove anos fez voto de castidade, que daí por diante foi renovando anualmente até professar no Carmelo. Quando estudava no Colégio, leu um livro que profundamente a impressionou e que marcou o rumo da sua vida. A História de uma Alma, Autobiografia de Santa Teresinha do Menino Jesus. No desejo de lhe imitar o exemplo, entrou no Carmelo de Guadalajara, aos 16 anos de idade, no dia 4 de Novembro de 1925. Jovem de grandes qualidades, mas também com certa altivez, combateu corajosamente as más inclinações. Nos seus Apontamentos Espirituais escreveu: “Não me desanimam os meus defeitos. pelo contrário, tenho mais ocasiões de merecer e lutar contra eles. Não gosto das vidas dos santos que só falam das suas virtudes, ocultando-lhes os defeitos e as lutas”. Compreendendo que uma religiosa tem se de se mortificar, escreveu também: “Se sou vítima, porque me queixo quando me cravam a faca? Às vítimas destinadas ao holocausto cravavam-lhes a faca e depois queimavam-nas, para que fossem consumidas. Assim devo eu deixar que me cravem a faca, me despedacem e consumam”. Assim deslizou a sua vida até que o martírio a veio colher para o céu aos 27 anos.

Irmã Maria do Pilar  -  Jacoba Martinez Garcia, nasceu em Terazona, a 30 de Dezembro de 1877. No convento deram-lhe o nome de Maria do Pilar. Eram 11 irmãos, dos quais oito morreram  crianças. Dos três restantes, um fez-se sacerdote e as duas meninas entraram no convento das Carmelitas de Guadalajara. Vivia com sua irmã Severiana na casa do tio sacerdote. Quando esta última professou, sentiu forte apelo da graça para a imitar. Aos 21 anos de idade, no dia 12 de Outubro de 1898, festa de Nossa Senhora do Pilar, cujo nome tomou, entrou no Carmelo. No dia 15 de Outubro, festa de Santa Teresa, do ano seguinte, 1899, fez a sua profissão na Missa, cantada e pregada por seu irmão. A mãe, presente à cerimónia, exclamava ao sair da igreja: “O Senhor fez-me feliz demais! O meu único filho é um santo e deu-me a comunhão… e as minhas duas queridas filhas estão aqui no convento, a comungar também de suas mãos”. Durante 38 anos vi eu com toda a piedade e exatidão a regra do Carmelo. Ao estalar a revolução, exclama: “Se nos levarem ao martírio, iremos a cantar como as nossas irmãs mártires de Compiegne. Cantaremos: Coração Santo, Tu reinarás”. A 22 de Julho de 1936, dizia à Superiora: “Já pedi a Nosso Senhor que, se quiser alguma vítima, me leve a mim e poupe as outras Irmãs”. E assim  aconteceu.

Irmã Maria dos Anjos  - Como as anteriores, também Marciana – tal era o seu nome de batismo – , pertencia a uma família numerosa. Era a mais nova de 10 irmãos. Tendo falecido seis, ficaram quatro meninas, das quais dizia seu piedoso pai: “Quatro filhas tenho, e a minha maior alegria neste mundo seria vê-las consagradas a Deus”. E assim  aconteceu. Contava Marciana três anos quando perdeu a mãe. O pai, numa carta para uma filha, Religiosa carmelita, escrevia: “Algumas vezes a pequenita faz-me chorar. Acorda de noite e desde a sua caminha, diz-me: “Papá, estamos tão sozinhos”. Aos 24 anos de idade, 14 de Julho de 1929, despede-se do seu idoso pai e entra no Carmelo de Guadalajara, onde toma o nome de Maria dos Anjos. A sua ânsia, que o Senhor satisfez plenamente, era o martírio, como escreve nos seus Apontamentos Espirituais: “Meu Deus, recebei a minha vida entre as dores do martírio e em testemunho do meu amor para convosco”.

O Martírio  -  As três Irmãs, Maria do Pilar, Maria dos Anjos e Teresa do Menino Jesus, tiveram de deixar, como todas as outras Religiosas, o convento no dia 24 de Julho de 1936. Apesar de terem tirado o hábito, são reconhecidas por um bando de milicianos e milicianas comunistas, uma das quais grita para os camaradas: – São freiras! Dispara!  Ouvem-se tiros e silvos de balas. Como pombas perseguidas, batem as inocentes Irmãs à porta de duas famílias amigas. Como ninguém lhes abre, voltam à rua. Um tiro direto ao coração prostra no chão a Irmã Maria dos Anjos, que falece pouco depois. A Irmã Maria do Pilar teve martírio mais doloroso. As balas destroçaram-lhe a coluna vertebral, atravessaram-lhe o ventre e fracturaram-lhe um joelho e os ombros. Estendida no chão a esvair-se em sangue, um algoz ainda lhe atravessou a região lombar com um punhal, Entre horríveis tormentos, dores e sede abrasadora, exclamava, como Cristo no alto da cruz: “Tenho sede… Meu Deus, perdoai-lhes porque não sabem o que fazem!” , Beijando o crucifixo que lhe aproximou dos lábios uma Irmã da Caridade do Hospital, para onde a Irmã Pilar foi trasladada , entregou placidamente a alma a Deus. A Irmã Teresa do Menino Jesus, ao fugir, viu-se cercada por um bando de milicianos. Aparece de repente  outro camarada que lhes ralha fortemente, mandando-lhes soltar aquela alma inocente. Os colegas deixam-na e ele exclama em tom amigo e paternal: “São uns bandidos. estou aqui para te proteger. vem comigo, levo-te a um refúgio seguro. Não temas. Tem confiança em mim”. A boa Irmã deixou-se levar, acreditando nestas palavras. Depois de atravessarem, algumas ruas, chegam ao descampado, perto do cemitério. Então o lobo tira a pele de cordeiro e descobre toda a sua maldade. Promete a liberdade e um futuro belo e feliz se a Irmã ceder aos seus vergonhosos desejos. Ela repele-o energicamente e procura escapar-se. cercam-na outros milicianos. Pretendem que dê vivas, que repugnam à sua pureza e a sua fé. Como resposta, ouvem este grito: Viva Cristo Rei! Cai mortalmente ferida com o rosto por terra, trespassada pelas balas. desfeita em sangue, sozinha como Cristo  no Jardim das Oliveiras, agonizou em grande paz, com a fé e a virgindade intactas. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt

Gladys, Santa

Rainha de Gales

Gladys, Santa

Gladys, Santa

Etimologicamente significa “lírio, gladíolo”. Vem da língua galesa. Gladys nasceu en Gales no século V. Era a mais velha dos 24 filhos de Brychan de Brecknock, esposa de santo Gundleus, e mãe dos santos Cadoc e, possivelmente de Keyna.  Gladys levou uma vida muito interessante. Se diz que depois de sua conversão pelo exemplo e a exortação de seu filho, ela e Gundleus viveram uma vida austera. Adquiriram o costume de tomar banhos de noite em Usk, seguidos de um bom passeio. Seu filho os convenceu para que pusessem fim a essa prática e que se separassem. Gladys foi a Pencanau em Bassaleg. Os detalhes desta história provêm do século XII. Inclui milagres que tiveram lugar em tempos de santo Eduardo o Confessor e Guilherme I. Também se conta que os primeiros anos de seu matrimónio não foram muito exemplares. Teve que ser seu filho que os convenceu para que se corrigissem de seus defeitos. A rogos de seu filho, se foi levar uma vida de eremita no lugar chamado hoje Stow, onde há uma igreja levantada a santo Wooloo. Resultou daí que a exemplo dela, seu marido fez também outro tanto, tendo ido os dois para eremitas. A festa de Gladys e de seu marido é hoje, dia 29 de Março. ¡Felicidades a quem leve este nome! Comentários al P. Felipe Santos: fsantossdb@hotmail.com

Gundleus (Gundleius ou Gwynnllyw), Santo

Rei de Gales

Gundleus (Gundleius o Gwynnllyw), Santo

Gundleus (Gundleius ou Gwynnllyw), Santo

Chefe e homem comum.

Propôs matrimónio a santa Gladys, a filha de Brychan de Brecknock. Quando Brychan se negou, ele a sequestrou, e se conta que os primeiros anos de seu matrimónio não foram muito exemplares que o digamos.  Pai de Santo Cadoc que foi quem os convenceu (a Gundleus e a Gladys) que deixassem sua forma de vida, e seguissem um  Já muito idoso passou a ser um ermitão em Gales. Uma catedral anglicana é dedicada a ele em Newport, Gwent, Gales. A festa de Gundleus e de sua mulher (Gladys) é hoje. ¡Felicidades a quem leve este nome!

Marcos de Aretusa, Santo

Bispo

Marcos de Aretusa, Santo

Marcos de Aretusa, Santo

A Igreja oriental comemora neste dia a São Marcos, bispo de Aretusa no Monte Líbano, Baronio. A confissão de fé de São Marcos é em si mesma intocável, mas entre os anátemas que a seguem há uma passagem ambígua que pode facilmente entender-se em sentido herético. De todas as maneiras, os elogios que lhe tributam São Gregório Nazianceno, Teodoro e Sozomeno ao relatar seus sofrimentos, nos fazem concluir que ainda quando se manchou em algum tempo com o semi-arianismo, aderiu logo à estrita ortodoxia e expiou completamente qualquer anterior vacilação. Durante o reinado do imperador Constantino, Marco (ou Marcos) de Aretusa demoliu um templo pagão e construiu uma igreja, convertendo a muitos à fé cristã. Ao fazer isto, granjeou o ressentimento da população pagã, que, sem embargo, não pôde vingar-se enquanto o imperador fosse cristão. Sua oportunidade chegou quando Juliano o Apóstata ocupou o trono e proclamou que todos aqueles que tivessem destruído templos pagãos deveriam reconstrui-los ou pagar uma forte multa. Marco, que não podia nem queria obedecer, fugiu da fúria de seus inimigos, mas inteirando-se de que alguns de seus fieis haviam sido apreendidos, regressou e se entregou. O ancião foi arrastado pelos cabelos ao longo das ruas, desnudado, açoitado, arrojado numa sentina da cidade e depois entregue ao arbítrio de jovens escolares para que o punçassem e desenvolvam com agudos estiletes. Ataram suas pernas com correias tão apertadas, que lhe cortaram a carne até ao osso, e arrancaram-lhe as orelhas com pequenos cordéis. Finalmente, untaram-no de mel e encerrando-o numa espécie de jaula, suspenderam-no ao alto ao meio dia, sob os ardentes raios de sol de verão, para que fosse presa de vespas e moscas. Conservou tanta calma no meio de seus sofrimentos que mofou de seus verdugos por o ter elevado elevado mais próximo do céu, enquanto eles se arrastavam sobre a terra. Ao longe, a fúria do povo se tornou em admiração e o deixaram em liberdade, enquanto o governador acudia a Juliano para recolher o perdão. Eventualmente, o imperador o concedeu, dizendo que não era seu desejo dar mártires aos cristãos. Ainda o retórico pagão, Libânio, parece ter dado conta de que a crueldade que provocou tal heroísmo somente fortaleceu a causa cristã, e implorou aos perseguidores que desistissem na sua perseguição. Nos conta o historiador Sócrates que a população de Aretusa ficou tão impressionada com a fortaleza do bispo, que muitos pediram ser instruídos numa religião capaz de inspirar tal firmeza, e que muitos deles abraçaram o cristianismo. Assim Marco foi deixado em paz até ao fim de sua vida e morreu durante o reinado de Joviano e de Valente. Ver a Acta Sanctorum, março, vol. III e Delehaye, Synax. Constant., pp. 565568

Bertoldo del Monte Carmelo, Beato

Fundador

Betoldo del Monte Carmelo, Beato

Bertoldo del Monte Carmelo, Beato

São Bertoldo nasceu em França e estudou teologia em París, onde foi elevado ao sacerdócio. Com seu parente Aimerico, que depois chegou a ser patriarca latino de Antioquia, acompanhou os cruzados até ao oriente e, encontrava-se em Antioquia no tempo em que esta foi sitiada pelos sarracenos. Se diz que teve uma revelação divina, pela que se lhe deu a conhecer que o sitio da povoação era um castigo pelos pecados e especialmente pela vida licenciosa dos soldados cristãos. Bertoldo se ofereceu em sacrifício e fez voto de que se os cristãos eram salvos desse grande perigo, dedicaria o resto de sua vida ao serviço da Santíssima Virgem. Numa visão lhe apareceu Nosso Senhor acompanhado de Nossa Senhora e São Pedro, levando em suas mãos uma grande cruz luminosa; o Salvador se dirigiu a Bertoldo e lhe falou da ingratidão dos cristãos, em pago por todas as bênçãos que haviam chovido sobre eles. Devido às insistências e advertências do santo, os cidadãos e os soldados foram movidos à penitência. Ainda que estivessem fracos pelos jejuns e privações, saíram completamente vitoriosos quando teve lugar o seguinte assalto e a cidade e o exército foram libertados. Tudo isto sem embargo, ao que parece, é uma lenda. O certo é que pelos esforços de um Bertoldo, parente do patriarca Aimerico, se formou uma congregação de sacerdotes no Monte Carmelo.  Se diz que Bertoldo levou a sua comunidade muitos dos dispersos ermitãos latinos que haviam habitado anteriormente na comarca. Mais ainda, graças a seu desprendimento e santidade, foi um exemplo para a Ordem dos Carmelitas, de que é chamado muitas vezes fundador.
Parece haver sido provavelmente seu primeiro superior, e haver sido alentado por Aimerico. A vida de Bertoldo transcorreu, em grande parte, na obscuridade e não há muito que relatar acerca dele, excepto o haver empreendido a construção e reconstrução de edifícios monásticos e ele os ter dedicado em honra do profeta Elías. Assim o informou depois Pedro Emiliano o rei Eduardo I de Inglaterra, numa carta datada em 1282. São Bertoldo governou a comunidade por quarenta e cinco anos e parece haver permanecido ali até ao tempo de sua morte, que ocorreu em redor do ano 1195. O padre Papebroch o bolandista, escrevendo na Acta Sanctorum, março, vol. III, sustentava que São Bertoldo foi o primeiro superior da ordem carmelitana e que os ermitãos que ele reuniu a seu redor não tinham mais comunicação com Elias, que o facto de haver vivido perto do Monte Carmelo e haver venerado sua memória. Esta afirmação levou a uma deplorável e acre controvérsia que durou mais de dois séculos, mas todos os estudiosos estão de acordo em que a opinião do bolandista estava plenamente justificada. Falta evidência histórica que possa estabelecer qualquer classe de continuidade entre o grupo de ermitãos carmelitas de São Bertoldo e os "Filhos dos Profetas".

• Guilherme Tempier, Santo
bispo,

Guillermo Tempier, Santo

Guillermo Tempier, Santo

Martirológio Romano: Em Poitiers, em Aquitânia, em França, são Guillermo Tempier, bispo, que, prudente e firme, defendeu contra os nobres a Igreja a ele encomendada, oferecendo em sua pessoa um integérrimo exemplo de vida. (1197)  Não temos muitas noticias acerca de são Guillermo Tempier, mas sua memória esteve desde a origem ligada a 29 de março e assim a reporta o Martirológio Romano. Se desconhece quando e onde nasceu, se crê que em Poitiers (França), porque era Canónico Regular em Santo Hilário de Poitiers, foi eleito bispo dessa cidade em 1184, como o prova um documento desse ano. É recordado por sua valentia na defesa dos direitos e bens de sua diocese; isto também se sustenta num documento de 1185, que o assinala como defensor contra os perseguidores da Diocese, e dotado de viril paciência. Em 1191 aparece como «Guillermo o forte», nesse ano obrigou a um de seus vassalos a prestar-lhe a devida homenagem; não há que olvidar que era a Idade Média, e os costumes generais da época obrigavam a assumir atitudes, para nós hoje incompreensíveis. Depois de treze anos de intenso episcopado, morreu em 29 de março de 1197, e foi enterrado na igreja de São Cipriano. Guillermo Tempier, o bispo que em vida foi fortemente confrontado pelos notáveis da diocese, de morto foi honrado como santo; sinal de que, além da energia expressa na condução administrativa e política da diocese, no campo pastoral foi um grande bispo, atento à vida espiritual de seus fieis, para quem era um exemplo íntegro. O povo de Poitiers se dirigia a seu túmulo para ser curados de hemorragias. responsável da tradução (para espanhol): Xavier Villalta

• Ludolfo de Ratzeburg, Santo
bispo,

Ludolfo de Ratzeburg, Santo

Ludolfo de Ratzeburg, Santo

Martirológio Romano: Em Wismar, na região de Holstein, ma Alemanha, são Ludolfo, bispo de Ratzeburg y mártir, que por defender a liberdade da Igreja foi aferrolhado, por mandato do duque Alberto, num reduzido cárcere, onde ficou tão esgotado corporalmente que, ao ser libertado de prisão, partiu para o Senhor. (1250) Nada se sabe dos primeiros anos de vida de Ludolfo. Se incorporou na Ordem Premostratense na Catedral Norbertina de Ratzeburg, onde foi tesoureiro antes de ser eleito bispo de Ratzeburg em 1236. Foi reconhecido por sua vida religiosa exemplar e poderosa pregação da Palavra de Deus. Também fundou uma comunidade de irmãs premostratenses em Rehna. Mas Ludolfo é talvez mais recordado por sua valente defesa dos direitos e propriedades da igreja ante os codiciosos ataques de Alberto duque de Saxónia. Um dos planos do duque era demolir a catedral, situada perto de seu castelo, e transformar o lugar num jardim. Ludolfo se opôs ao plano. Enquanto realizava uma viagem oficial, acompanhado tão só por um pequeno corpo de segurança, foi capturado por homens do duque Alberto, encadeado, cuspido e tratado com absoluta brusquidão. Nessa noite, estando atado de pés e mãos, sem piedade alguma o deixaram fora em pleno bosque, sendo vítima dos enxames de mosquitos. Logo foi encarcerado e finalmente posto em liberdade. Ludolfo levava todos seus sofrimentos com paciente determinação. Ante o temor de voltar a Ratzeburg onde o duque Alberto tinha agora um controle totalitário, Ludolfo se refugiou com o príncipe Juan de Mecklenburg em Wismar. Foi durante este exílio que Ludolfo, agoniado pelas enfermidades sofridas na prisão e por sua avançada idade, caiu gravemente enfermo. Ele celebrou sua última Missa em Quinta-feira Santa. Suas últimas palavras foram: "Oh Deus grande e bom, permite a este teu servo inútil, pertencer junto a ti por toda a eternidade". Morreu em 29 de março 1250. Seu corpo foi devolvido a Ratzeburg para o enterro. Quando a procissão passou por Schlagsdorf, se diz que os sinos da cidade começaram a tocar completamente sós. Já em território do Duque, o corpo de Ludolfo foi levado em ombros, desde a ponte até à Catedral, pelos nobres de Ratzeburg, Seus irmãos da ordem levaram o corpo ao interior do templo, onde se encontrava seu lugar de descanso final. Ludolfo é honrado como bispo e um mártir dos direitos e a liberdade da Igreja. è representado com as insígnias de um bispo, portando as cadeias que o atavam na prisão e a palma do martírio. Foi canonizado no século XIV. responsável da tradução (para espanhol): Xavier Villalta

• Outros Santos e Beatos
Completando santoral de este dia,

Otros Santos y Beatos

Outros Santos y Beatos


Santos Armogastes, Arquinimo e Saturno, mártires

Comemoração dos santos Armogastes, Arquinimo e Saturno, mártires, que em África, durante a perseguição vandálica desencadeada sendo rei o ariano Genserico, sofreram graves suplícios e infâmias por confessar à verdadeira fé. (462)

Beato Juan Hambley, presbítero e mártir

Em Salisbury, em Inglaterra, comemoração de beato Juan Hambley, presbítero e mártir, que em tempo da rainha Isabel I, por ser sacerdote, num dia não precisado deste mês, perto da Páscoa do Senhor, no suplicio do patíbulo se conformou à paixão de Cristo. (1587)

94283 > Beata Agnese di Chatillon Monaca 
47620 > Santi Armogasto, Archinimo e Saturnino Martiri  MR
91939 > Beato Bertoldo Priore generale dei Carmelitani  MR
93906 > Beato Emanuele de Alburquerque Cavaliere mercedario 
47610 > Sant' Eustachio di Napoli Vescovo  MR
47640 > Beato Giovanni Hambley Sacerdote e martire  MR
47625 > Santa Gladys (Gwladys) Regina 
91532 > San Guglielmo Tempier Vescovo di Poitiers  MR
92488 > San Gwynllyw (Gundleius) Re del Galles 
47630 > San Ludolfo di Ratzeburg Vescovo  MR
92999 > San Marco di Aretusa Vescovo  MR
94736 > Santi Pastore, Vittorino e compagni Martiri di Nicomedia 
91051 > Santi Simplicio e Costantino Abati di Montecassino 

Compilação efectuada através dos sites

www.es.catholic. -  www.santiebeati.it  e www.jesuitas.pt (livro SANTOS DE CADA DIA), por

António Fonseca

Nº 873-1 - REZAR NA QUARESMA - 29-03-2011

873-1

29 DE MARÇO

TERÇA-FEIRA

3ª SEMANA DA QUARESMA

Mateus 18, 21-35 

“Não devias, também tu,

compadecer-te do teu companheiro,

como eu tive compaixão de ti?”

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Não tem muita lógica, mas faz-nos sentir melhor.

Alguém nos ofende, nos faz mal.

E assim  que podemos, logo reagimos com violência, caindo em cima do outro com a força da nossa vingança.

E assim, entre agressões, vinganças, contra-vinganças se vai tecendo a história do  mundo.

E o Amor diminui.

Mas Deus chega-Se à frente com uma alternativa.

À agressão, à falta do outro, podemos responder com perdão.

Com um amor maior do que o egoísmo.

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Tu sabes, Jesus,

que não me é fácil perdoar.

Custa-me muito renunciar ao rancor

e reconciliar-me verdadeiramente.

Mas como poderei negar aos irmãos,

ao menos, um pouco da misericórdia

que recebi do Pai?

 

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