OS MEUS DESEJOS PARA TODOS

RecadosOnline.com

sábado, 9 de abril de 2011

Nº 884-2 - (97) - 9 DE ABRIL DE 2011 - SANTOS DO DIA - 3º ANO

  17 SANTOS E BEATOS

Nº 884-2

SANTA MARIA CLÉOFAS

Santa Maria Cléofas é chamada no Evangelho irmã da Santíssima Virgem. Estava casa com Cléofas. Teve quatro filhos, S. Judas, S. Tiago Menor, S. Simão e outro chamado José, irmãos, isto é, primos co-irmãos do Salvador. Esta santa acreditou desde logo em Jesus Cristo, seguiu-o ao Calvário e assistiu ao seu enterro. Tendo ido no domingo de manhã ao sepulcro, acompanhada doutras mulheres, foram as primeiras que ouviram da boca dos anjos que Jesus Cristo havia ressuscitado, e foram levar a notícia aos Apóstolos.  Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt

Vadim ou Badémio, Santo
Mártir

Vadim o Bademio, Santo

Vadim ou Bademio, Santo

Etimologicamente: Vadim é um nome próprio masculino de origem incerta. Se baseia numa origem eslava, ainda que alguns investigadores consideram que é de origem persa. Também é possível a procedência árabe, relacionada com a palavra wadi. Em espanhol há dado lugar a Bademio, do latim Bademus. Arquimandrita, mártir. Nasceu no século IV em Bethlapat, Pérsia. Foi executado por ordem do rei Sapor II no ano 376. No ano 36 da perseguição de Sapor II, Bademio foi preso junto a sete de seus monges. Durante meses esteve encadeado numa masmorra. Ao mesmo tempo um nobre cristão chamado Nersan, príncipe da Satrapía de Ária, também foi encarcerado por se negar a adorar ao sol. Ao principio Nersan parecia decidido a manter-se na sua fé, mas ante a visão das possíveis torturas terminou cedendo e prometeu aceitar ao deus solar. Para provar a sinceridade de Nersan o rei Sapor ordenou que Bademio fosse trasladado para a cela de Nersan, que se encontrava numa câmara em seu palácio real. Sapor disse a Nersan que se matasse a Bademio lhe devolveria seus privilégios e direitos como príncipe. Nersan aceitou as condições do rei. Deram-lhe uma espada e se dispôs a metê-la no peito do monge. Sem embargo, se viu assaltado por um repentino terror, assim que se deteve no instante e foi incapaz de levantar a arma para o golpear. Sem embargo, apesar do medo que sentia, continuou tratando de cravar sua alma nas costas de Bademio. Sem embargo, uma combinação de medo, vergonha, remorsos e respeito o invadiam e seus golpes resultaram débeis e imprecisos. Sem embargo as feridas do mártir eram tão numerosas que as testemunhas que presenciaram o martírio admiraram a invencível paciência de Bademio, que aguardava a morte impassível. O decidido mártir admoestou a seu torturador dizendo-lhe: Infeliz Nersan, vê a que fosso de impiedade te há levado tua apostasia. Com gozo vou ao encontro da morte; mas com gosto estaria disposto a morrer debaixo de uma mão que não fosse a tua: ¿Porque deves ser tu meu verdugo?  Nersan teve que golpear quatro vezes a Bademio para lhe separar a cabeça de seu corpo. Pouco tempo depois, assaltado pelos remorsos e a vergonha pelo que havia feito, Nersan se suicidou. O corpo de São Bademio foi arrojado fora da cidade pelos persas satânicos, mas os cristãos recolheram seus restos e os enterraram em segredo. Seus discípulos foram libertados de sua prisão no ano 379, após a morte do rei Sapor.

• Acácio de Amida, Santo
Bispo

Acacio de Amida, Santo

Acácio de Amida, Santo

Nos fins do século IV, nasceu Acácio na cidade de Amida, situada na Mesopotâmia. Foi ordenado sacerdote e ascendeu a bispo de Amida, sendo ainda bastante moço. A caridade tinha inflamado de tal modo o coração de Santo Acácio, que repartia continuamente pelos pobres não só as rendas e produtos do seu ministério, mas até a própria comida, dando-lhes generosamente o parco alimento que lhe era destinado. Com o santo desígnio de remir os fiéis que sofriam em poder dos pagãos, mandou fundir todos os vasos sagrados de sua igreja. Todos os aflitos eram seus íntimos amigos. O Senhor, comprazendo-se nos merecimentos do seu fiel Acácio, concedeu-lhe os dons dos milagres. Seu trânsito glorioso foi por meados do século V. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt ¡Felicidades a quem leve este nome! Comentários ao P. Felipe Santos: al Santoral">fsantossdb@hotmail.com

• Libório de Le Mans, Santo
Bispo

Liborio de Le Mans, Santo

Libório de Le Mans, Santo

Martirológio Romano: Na cidade dos cenomanos (hoje Le Mans), na Gália Lugdunense, são Libório, bispo (s. IV). São Libório, pelo geral se o considera o quarto Bispo de Le Mans, França, mas é difícil determinar exatamente a época en que exerceu este ministério. O que se sabe, é que foi em redor de 380, e que esteve nele durante 49 anos. Em alguns documentos se conta que um de seus sucessores, o Bispo Aldrico, ao consagrar a catedral (em 21 de Junho de 835) quis que um dos altares fosse dedicado ao santo do lugar: Libório. No ano 836, o Bispo de Paderborn enviou uma delegação a Le Mans para conseguir alguma relíquia do Santo por haver tido noticias de seus milagres. Entre as duas Dioceses se estabeleceu uma espécie de "Fraternidade" pela qual São Libório se converteu também em Padroeiro de Paderborn. É o protetor dos enfermos de cálculos renais e suas imagens costumam representá-lo como um ancião bispo, dando-lhe como atributo identificativo umas pequenas pedras em recordação do legendário milagre produzido durante a traslação das relíquias.  Seu culto se difundiu muito em França, Alemanha, Espanha e Itália.

• Antonio Pavoni, Beato
Mártir Dominicano

Antonio Pavoni, Beato

Antonio Pavoni, Beato

Martirológio Romano: Em Bricherasio, perto de Pinerolo, no Piemonte, beato Antonio Pavoni, presbítero da Ordem de Pregadores e mártir, que foi apunhalado ao sair da igreja, depois de pregar contra a heresia (1374). Etimologicamente: António = Aquele que é digno de estima, é de origem latino. Nascido em Savigliano, província de Cuneo, Itália no ano 1326. Jovem inteligente e pio, foi monge com apenas 15 anos, e sacerdote aos 25. Em 1360, o Papa Urbano V o nomeou Inquisidor Geral para lutar contra as heresias em Lombardia e Génova, sendo uno dos mais jovens em ocupar esse cargo. Um trabalho duro e difícil, e quase uma sentença de morte ao ter que enfrentar aos hereges. Seu apostolado durou 14 anos. Em 1368 foi eleito prior de Savigliano, construiu a nova abadia, a mesma que foi feita sem nenhum luxo,enquanto, os hereges esperavam qualquer oportunidade para atacar e usar qualquer ostentação como arma para o desacreditar. António era amigo da pobreza, levava uma vida simples, o que encolerizava os hereges por não poder desacreditá-lo, então decidem matá-lo. No Domingo de Páscoa, depois dele pregar contra a heresia em Brichera, sete hereges o apunhalaram. Era em 9 de Abril de 1374.  Foi enterrado em Savigliano, lugar que se converteu em sitio de peregrinações até 1827, ano em que os restos foram trasladados a igreja dominicana de Racconigi. Foi beatificado em 4 de Dezembro de 1856, pelo Papa Pío IX.

• Celestina (Catalina) Faron, Beata
Religiosa; Virgem e Mártir

Celestina (Catalina) Faron, Beata

Celestina (Catalina) Faron, Beata

Martirológio Romano: No campo de concentração de Oswiecim ou Auschwitz, perto de Cracóvia, na Polónia, beata Celestina Faron, virgem da Congregação das Pequenas Servas da Imaculada Conceição y mártir, a qual, ao ser ocupada militarmente Polónia durante a guerra, foi encarcerada pela fé de Cristo e, esgotada pelas privações, alcançou a gloriosa coroa (1944). Etimologicamente: Celestina = Aquela caída do céu, é de origem latino. Katarzyna (Catalina em castelhano ou Caterina em italiano) Faron, nascida em Zabrzez, Polónia, em 24 de Abril de 1913, forma parte do grupo de mártires do nazismo. Ofereceu sua vida pela conversão de um sacerdote. Pressa pela Gestapo foi condenada a trabalhos forçados no campo de concentração de Auschwitz. Afrontou heroicamente o sofrimento, morrendo no dia de Páscoa do ano 1944. A jovem religiosa foi beatificada por S.S. João Paulo II na Polónia, em 13 de Junho de 1999 junto com outros 107 mártires e a Edmundo Bojanowski fundador da Congregação a que ela pertencia: As Pequenas Servas da Imaculada Conceição e em que tomou o nome de Celestina. VER MAIS SOBRE 107 mártires na Polónia em http://es.catholic.net/santoral

• Demétrio de Tessalónica, Santo
Mártir

Demetrio de Tesalónica, Santo

Demétrio de Tessalónica, Santo

Martirológio Romano: Perto de Sirmio, em Panonia, são Demétrio, mártir, muito venerado em todo o Oriente e, de modo especial, na cidade de Tessalónica (s. III/IV). Etimologicamente: Demétrio = Aquele que se dedica à agricultura ou à Terra, é de origem grega. Nasceu na cidade de Solún, Grécia. Seus pais, que praticavam o Cristianismo em segredo, o baptizaram e lhe ensinaram a religião. Seu pai, procônsul romano, faleceu quando Demétrio era maior de idade.  O imperador Maximiano (s. IV) nomeou a Demétrio governador e militar de toda Tessalónica. A principal função de São Demétrio era defender a província dos inimigos, obrigando-o o imperador a que exterminasse também aos cristãos. Demétrio em lugar de isto começou a eliminar os costumes pagãos e aos pagãos os convertia à fé cristã. Cedo chegou a ouvidos do imperador que o procônsul Demétrio era cristão; e sabendo-o Demétrio, se preparou para a morte, repartiu seus pertences aos pobres, fazendo uma vida de jejum e penitência. O imperador prendeu o procônsul e começou a distrair-se com cenas de gladiadores e circos, onde levava à arena os cristãos. O conhecido gladiador Liaco facilmente dominava aos submissos cristãos mas lutas e ante a exaltada multidão os arrojava sobre as lanças dos guerreiros. O jovem cristão São Néstor, visitou a São Demétrio no cativeiro e São Demétrio o bendisse para um combate corpo a corpo com Liaco. Reforçado por Deus, São Néstor venceu ao orgulhoso gladiador. Enquanto Maximiano conheceu a razão por que Néstor havia ganho, ordenou que São Demétrio fosse trespassado com as lanças de seus zeladores, e que São Néstor fosse decapitado com sua própria espada. O corpo do mártir São Demétrio foi arrojado como alimento para as bestas, mas os povoadores o sepultaram em segredo. Durante o governo do imperador Constantino o Grande (324-337) ante a tumba do mártir São Demétrio fundaram um templo e aos 100 anos foram encontradas suas santas relíquias. A biografia de são Demétrio diz que libertava reclusos das mãos dos contrários e os ajudava a chegar até Solún. Desde o século VII junto a suas relíquias começou a fluir uma aromática e milagrosa mirra, o qual se divulgou nessa época. "por sua composição não é água, é mais espessa e isso não se parece a nenhuma substância conhecida por nós... É sumamente aromática não só do que conhecemos como artificial mas em relação a tudo o criado por Deus."

• Tomás de Tolentino, Beato
Mártir Franciscano

Tomás de Tolentino, Beato

Tomás de Tolentino, Beato

Martirológio Romano: Em Tana, na Índia ocidental, beato Tomás de Tolentino, presbítero da Ordem de irmãos Menores e mártir, que, havendo viajado até ao império de China para anunciar o Evangelho, ao dirigir-se depois ao território dos tártaros e dos hindus coroou sua missão com um glorioso martírio (1321). Etimologicamente: Tomás = gémeo, mellizo. É de origem aramaica. León XIII aprovou seu culto em 23 de Julho de 1894. Tomás de Tolentino e três companheiros também franciscanos: o sacerdote Jaime de Pádua, o clérigo frei Pedro de Siena e o religioso laico frei Demétrio de Tiflis, de origem georgiana ou Arménia, conhecedor de línguas asiáticas, morreram mártires na Índia. Mas só o culto de Tomás foi oficialmente confirmado pela Igreja. Nascido no ano 1260 em Tolentino, cidade da Marca de Ancona (Itália), Tomás ingressa na Ordem dos Irmãos Menores em 1285 e forma parte dos espirituais das Marcas, seguidores de Ángel Clareno. Em 1290 parte como missionário, e através de Grécia chega a Arménia, onde os franciscanos alcançam a amizade do rei Aitón II, que em 1291 envia a Tomás como legado seu ao Papa Nicolás IV, ao rei de França e ao rei de Inglaterra para solicitar deles ajuda contra os sarracenos. Em 1296 volta por segunda vez a Itália, nesta ocasião para defender aos espirituais de Clareno ante o Ministro Geral Juan de Morrevallo e a «comunidade» da Ordem. Em 1307 o encontramos de novo na Europa como enviado especial de Juan de Montecorvino, o célebre missionário franciscano e primeiro Arcebispo de Pequim, para pedir ajuda e especialmente pessoal para a missão de China. Tomás se entrevistou com Clemente V em Poitiers, e obteve dele muitas ajudas.

Tomás de Tolentino, Beato

Tomás de Tolentino, Beato

Nos anos 1308-1320 exerce o apostolado na China, junto a João de Montecorvino. Em finais de 1320 o encontramos em Ormuz, no Golfo Pérsico. Com os três companheiros, os irmãos Jaime, Pedro e Demétrio, chega ao actual Bombaim. Desembarcam na ilha Salsetta, na cidade de Tana, onde os acolhem alguns cristãos nestorianos. Hospedados numa familia, são identificados pelos maometanos da cidade e conduzidos ante o Cádi (Juiz), a qual explica Pedro a doutrina cristã, não sem a opor à doutrina muçulmana, ao Corão e a Maomé. Esta foi a acusação causadora de sua condenação e do martírio. Quatro sicários os prendem novamente e decapitam a três deles, começando por Tomás, enquanto frei Pedro, por um momento, escapa da morte; mas é alcançado dias mais tarde e decapitado também. O martírio dos três primeiros teve lugar em 3 de abril de 1321, e o de Pedro em 11 do mesmo mês e ano, todos em Tana. O sacrifício destes heroicos mártires está documentado nas relações de privadas e sobretudo pela do Beato Odorico de Pordenone, viajante contemporâneo e missionário na China. Em 1326 chegou a Tana, e transportou por mar os corpos dos mártires, não sem gravíssimos perigos, a Zaiton, na China; logo descreveu seu martírio. A cabeça do Beato Tomás foi posteriormente levada a Tolentino, sua pátria, onde o glorioso mártir foi venerado com culto público, confirmado por Leão XIII.

• Cassilda de Toledo, Santa
Virgem Eremita

Casilda de Toledo, Santa

Cassilda de Toledo, Santa

Martirológio Romano: No lugar chamado São Vicente, perto de Briviesca, na região de Castela, em Espanha, santa Cassilda, virgem, que, nascida na religião maometana, ajudou com misericórdia aos cristãos detidos na cadeia e depois, já cristã, viveu como eremita (1075). Etimologicamente: Cassilda = Aquela que canta com alegria, é de origem árabe. Foi virgem peregrina. «Peregrinou do erro para a verdade, da opulência para a pobreza, das margens do Tejo para as montanhas de Burgos». Filha do rei mouro de Toledo, Almancrin, seu pai foi o príncipe mais poderoso de todos os que repartiram entre si os restos do califado der Córdova. Dominou Toledo e todo o planalto; pelo Norte até ao Guadarrama e pelo Sul até à Serra Morena. Nas suas arcas esconderam-se tesouros fabulosos que foram um dia admiração do Oriente. Tudo foi de Cassilda, a quem as magnificências reais afogavam e as festas cortesãos entristeciam. Viu-se como Cassilda se ausentava delas com atitude de melancolia e buscava conforto nos cristãos que gemiam, nos subterrâneos da grande fortaleza. A lenda descreve-no Cassilda no palácio e o rei seu pai assomando a uma janela, da qual se vêm correr as águas do Tejo. A menina atravessa o pátio. Que levará no seu avental de seda? O pai interroga-a e fá-la parar. Aonde vais? Que é isso que escondes? E Cassilda responde sorrindo; São rosas e outras flores. Eram os géneros alimentícios que levava, para aliviar a fome dos cristãos cativos; tinham-se convertido em rosas de refinado perfume. Valha o que valer a lenda em si, há nela um fundo histórico, que nos fala do coração bondoso e caritativo da princesa moura de Toledo, das suas esmolas aos cristãos cativos. Cassilda vai-se afeiçoando cada vez mais à religião cristã. Um dia em Toledo falam-lhe de uma fonte que há em terras castelhanas, cujas águas operam milagres. O desejo de se curar duma doença secreta de que sofre e as simpatias que sente pelos cristãos animam-na a empreender tão longa peregrinação. O pai cede às instâncias de Cassilda. Dá-lhe acompanhamento régio e cartas de recomendação para Fernando I, rei de Castela (1065), que recebe a princesa moura com honras reais. Cassilda veio a Burgos, chegou a Bureba, banhou-se nas águas do poço de S. Vicente e, com a saúde do corpo,. conseguiu a da alma; fez-se cristã. No mesmo lugar onde recebera a graça do baptismo, levantou uma ermida a fim de passar toda a vida em oração e penitência. O santuário de Santa Cassilda encontra-se hoje convertido em espaçoso templo, onde se guardam os seus restos. É padroeira de Burgos; por alturas do S. João acodem multidões devotas de todas as aldeias da província, para gozar do perfume e da graça que deixou nelas a virgem moura que se fez cristã. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt

• Ubaldo Adimari, Beato
Presbítero Servita

Ubaldo Adimari, Beato

Ubaldo Adimari, Beato

Martirológio Romano: No monte Senario, na Toscana, beato Ubaldo Adimari, presbítero da Ordem de Servos de Maria, que passou da milícia terrestre ao serviço de María, por obra de são Felipe Benizi (1315). Etimologicamente: Ubaldo = Aquele de espírito inteligente, é de origem germânica. Ubaldo nasceu em Borgo Sansepolcro, na região de Toscana, a meados do século XIII. Já “desde tenra idade amou a vida religiosa” – como testemunha frei Pablo Attavanti em seu Diálogo sobre a origem da Ordem. Primeiro estudou filosofia e humanidades; mais tarde, por sua devoção e reverência com a Virgem gloriosa, ingressou na Ordem dos frades Servos de santa María e se dedicou ao estudo da teologia. Frei Ubaldo era considerado como “insigne modelo de virgindade” – agrega Attavanti - e cedo adquiriu fama de santidade. Era empreendedor e possuía um magnífico espírito de trabalho; nunca se deixou vencer por uma vida fácil e cómoda. O que conta a tradição sobre seu trato frequente e amizade com são Felipe, acrescenta a sua imagem um rasgo muito pessoal e confirma a fama de suas virtudes. Com efeito, a obra titulada Sobre a origem e em louvor dos Servos de frei Tadeu Adimari e a Vida de Felipe de Florencia de Nicolás Borghese, que por sua vez recolhem dados da antiquíssima “Lenda” de são Felipe, referem que o Santo, achando-se em Todi em transe de agonia e sem conhecimento desde havia três horas, à chegada de frei Ubaldo, que havia sido advertido prodigiosamente deste sucesso, de improviso se incorporou um pouco, abraçou a seu irmão e amigo, e, contente de tê-lo visto, morreu na paz do Senhor. Não se sabe de ciência certa em qual convento da Ordem viveu o Beato, mas há indícios para supor que passou seus últimos anos no convento de Monte Senario, onde resplandeceu por suas virtudes e milagres; segundo se conta, ali morreu em olor de santidade no ano 1315. Foi sepultado em Monte Senario – como se lê na Crónica da Ordem da bem-aventurada Virgem María de frei Miguel Poccianti-. No ano 1707 sob o altar mor da igreja de Monte Senario, perto do sepulcro de nossos sete santos Padres, foi achado um corpo, que por sua considerável estatura ninguém duvidou que fosse o do beato Ubaldo; efetivamente, frei Pablo Attavanti atesta na citada obra que o Beato era “um homem bem parecido e de grande estatura”. O Papa Pío VII confirmou seu culto no ano 1821. O corpo do beato Ubaldo foi trasladado em 1969 para a capela de são José da Basílica de Monte Senario, onde é venerado com grande piedade.

• Valdetrudis, Santa
Monja

Valdetrudis, Santa

Valdetrudis, Santa

Martirológio Romano: Em Castroloco (hoje Mons), de Henao, em Neustria, santa Valdetrudis, irmã de santa Aldegundis, que, sendo esposa de são Vicente Madelgario e mãe de quatro santos, à semelhança de seu marido se ofereceu a Deus e recebeu o hábito monástico no cenóbio fundado por ela mesma (688). Etimologicamente: Valdetrudis = Aquela que governa com mão de ferro, é de origem germânica. Na história da cristandade não faltam, ainda que a miúdo desconhecidos, os casos de famílias inteiras elevadas à honra dos altares, como por exemplo a santa hoje celebrada, Valdetrudis, que é venerada seja com sua familia de origem, aquela em que cresceu: a qual estava formada por seus pais santo Walberto e santa Bertilia e sua irmã santa Aldegondis, ou com aquela familia que formou com seu marido Vincenzo (Vicente) Maldegario com quem procriou quatro filhos: Landerico (bispo de París), Dentellino (que morreu sendo ainda jovem), Aldetrudis (abadessa do mosteiro de Maubeuge) e Madelberta (também ela abadessa do mesmo mosteiro), todos, esposo e filhos, são venerados como santos.  Junto a Maldegario formou uma familia de condições bastante acomodadas. Quando os filhos eram já grandes, o casal decidiu separar-se, sem dissolver o vínculo matrimonial, para poder dedicar-se ao serviço de Deus na vida religiosa. Maldelgario empreendeu então a fundação de um mosteiro perto de Haumont, onde se voltou monge assumindo o nome religioso de Vincenzo. Sua mulher Valdetrudis, em troca, esperou ainda dois anos para logo se afastar do mundo, indo a viver em solidão  numa pequena vivenda. Foi convidada pela irmã Aldegondis a unir-se à comunidade de Maubeuge, mas ela acreditou poder levar uma vida ainda mais austera ficando fora da abadia. Com o passar do tempo, perdeu a tranquilidade que buscava pela quantidade de visitantes que acudiam a ela em busca de conselho, isso a motivou a empreender a fundação de seu próprio convento perto de Chateaulieu, no centro do que actualmente é a cidade de Mons na Bélgica. Seguiu ganhando notoriedade por suas numerosas obras de misericórdia e foram-lhe atribuídas bastantes curas milagrosas, tanto durante sua vida como logo de sua morte. Sua alma regressou a Deus pelo ano 688, para esse ano já tinha onze anos de viúva. Seu culto se desenvolve a partir do IX século, momento em que un monge de Mons redigiu em latim uma hagiografia de Valdetrudis. Seu nome foi introduzido no Martirológio Romano no ano 1679. Santa Valdetrudis é a patrona de Mons, cidade que também guarda suas relíquias numa igreja do século XV, construída perto de Chateaulieu. Reproduzido com autorização de Santiebeati.it

Lindalva Justo de Oliveira, Beata

Lindalva Justo de Oliveira, Beata

Lindalva Justo de Oliveira, Beata

Beata Lindalva Justo de Oliveira, virgem e mártir, que sendo Filha da Caridade de São Vicente de Paulo, morreu em defesa de sua castidade como consequência de mais de 40 punhaladas que lhe infligiu um interno do centro de saúde em que colaborava em Salvador de Bahía - Brasil. ( 1993) Data de beatificação: 2 de Dezembro de 2007 pelo Papa Bento XVI. Lindalva Justo de Oliveira nasceu a 20 de Outubro de 1953 no Sitio Malhada da Areia, numa zona muito pobre de Río Grande do Norte, Brasil. O pai de Lindalva, João Justo da Fé, um granjeiro viúvo. Seu segundo matrimónio foi com María Lúcia de Oliveira. A pequena Lindalva foi a sexta de 13 meninos nascido do casal. Lindalva foi batizada em 7 de Janeiro de 1954. Sua familia não era poderosa, mas era rica na fé cristã. João mudou a sua familia a Açu para que seus filhos pudessem assistir à escola, e depois de muitos sacrifícios ele conseguiu comprar uma casa onde a familia reside ainda hoje. Seguindo o bom exemplo de sua mãe, Lindalva demonstrou uma inclinação natural para as crianças mais pobres e compartilhou muito tempo com eles. Na idade de 12 anos, Lindalva recebeu sua Primeira Comunhão, e durante seus anos escolares ela estava sempre contente de ajudar ao menos afortunado. Depois, em 1979, quando vivia com seu irmão Djalma e sua familia, no Natal, ela obteve o diploma de ajudante administrativa. De 1978 a 1988 ela teve vários trabalhos em vendas por miúdo e como caixeira numa estação de gasolina, enviando algo de seu salário a casa para ajudar a sua mãe. Lindalva encontrou tempo para visitar, todos os dias depois do trabalho, o asilo de anciãos da localidade. Em 1982, quando ajudava amorosamente a seu pai nos últimos meses de sua enfermidade terminal, meditou a sério sobre sua vida e decidiu servir aos pobres. Se registou então num curso de enfermeira, mas também disfrutou essas coisas típicas da juventude: fazer amizades, lições de guitarra e estudos culturais. Em 1986 participou em actividades vocacionais das Filhas de Caridade. Depois de que recebeu o Sacramento de Confirmação em 1987, Lindalva solicitou ser admitida por dita congregação. Na Festa de Nossa Senhora de Lourdes, 11 de fevereiro de 1988, ingressou ao noviciado sendo sua presença moralmente edificante para seus companheiros por sua alegria e a genuína preocupação pelos pobres. Numa carta a Antonio, seu irmão alcoólico, escreveu: "Pensa sobre isto e interioriza-lo em ti. Eu oro muitíssimo por ti e continuarei orando, e se é necessário farei penitência para que sejas capaz de reivindicar-te como pessoa. Segue a Jesús, que lutou até à morte pelos pecadores, dando até sua própria vida, não como Deus mas sim como homem, para o perdão de pecados. Devemos buscar refúgio n’Ele; só n’Ele a vida merece a pena". Um ano depois seu irmão deixou de beber. Em 29 de Janeiro de 1991 Sor Lindalva foi indicada a atender a 40 pacientes terminais, todos homens, no centro de saúde municipal em Salvador da Bahia. Empreendeu as tarefas mais humildes e buscou servir aqueles que mais sofriam tanto espiritual como materialmente animando-os à recepção dos sacramentos. Sor Lindalva cantava e orava com eles, e inclusive passou as provas de condução para poder levá-los a passear. Durante Janeiro de 1993, um tal Augusto da Silva Peixoto, um varão de 46 anos de idade, de um carácter irascível, usando uma recomendação logrou ser admitido nas instalações ainda que ele não tivesse ne nenhum direito para estar ali. Sor Lindalva o tratou com a mesma cortesia e respeito que aos outros pacientes, mas ele se enamorou dela. Ela se distanciou prudentemente dele e era muito cuidadosa ao ter que o atender. Não obstante, ele expôs explicitamente suas intenções luxuriosas para com ela. Uma simples solução teria sido que Sor Lindalva deixasse o lugar, mas seu amor pelos anciãos a fez declarar, "prefiro verter meu sangue que deixar este lugar." Em 30 de Março os assédios de Augusto se puseram tão insistentes e aterradores que ela buscou a ajuda de um oficial de segurança para travara este paciente desobediente. Ainda que ele tenha prometido melhorar sua atitude e conduta, se encheu de tal ódio e vingança que desenvolveu um plano assassino. Em 9 de abril de 1993, Sexta-feira Santa, Sor Lindalva tomou parte da Via Crucis paroquial às 4:30 da manhã. Tipo 7 da manhã regressou a seu trabalho para preparar e servir o desjejum como o fazia todos os dias. Quando ela servia o café Augusto se aproximou e empunhando uma faca de pescado cortou-lhe o pescoço. Caiu ao chão e chorando repetia várias vezes "Deus me protege". Os pacientes correram buscando proteção. Envolto num rapto demente Augusto a apunhalou 44 vezes, "¡devia ter feito isto há mais tempo”.Tranquilizando-se então de repente, se sentou num banco, limpou a faca nas suas calças, atirou-a na mesa e exclamou: "¡Ela não me quis!", e voltando-se para o doutor, disse, "Pode chamar a polícia, não fugirei; fiz o que tinha que fazer". No dia seguinte, Sábado Santo, o Cardeal Lucas Moreira Neves, O.P., Primado de Brasil, celebrou o enterro da irmã de 39 anos de idade e comentou: "Uns poucos anos foram suficientes para que Sor Lindalva coroasse sua vida Religiosa com o martírio." Em 2 de Dezembro de 2007 foi beatificada em São Salvador da Bahía (no Estádio de Barradão) pelo Prefeito da Congregação para a Causa dos Santos, Cardeal José Saraiva Martins, delegado para este fim por Sua Santidade Bento XVI.  traduzido por Xavier Villalta Reproduzido com autorização de Vatican.va Nota: A memória litúrgica da Beata Lindalva foi fixada, pela Congregação para a Causa dos Santos, para se realizar no dia 7 de Janeiro, dia de seu baptismo, em vez de 9 de Abril, dia de sua morte.

Eupsíquio de Cesareia de Capadócia

Eupsiquio de Cesarea de Capadocia

Eupsíquio de Cesarea de Capadócia

Martirológio Romano: Em Cesareia de Capadócia, hoje na Turquia, santo Eupsíquio, mártir, que sob o imperador Juliano o Apóstata, por haver destruído o templo da deusa Fortuna, sofreu o martírio. ( c.362) Sozomeno testemunha que o imperador Juliano o Apóstata alimentava um grande ódio à cidade de Cesareia, metrópole de Capadócia, porque estava habitada quase exclusivamente por cristãos que antes de seu ascenso ao trono haviam derribado os templos de Júpiter e Apolo. Quando mais tarde soube que havia sido destruído também o da deusa Fortuna, se enfureceu fatalmente e os responsáveis do facto foram castigados com o exílio ou a morte. Entre as vítimas desta perseguição estava Eupsiquio, nativo de Cesareia, de nobre origem. Tanto os sinaxários gregos como o Martirológio Romano colocam em 9 de abril sua comemoração, ainda que do epistolário de são Basilio Magno e são Gregório Nazianceno aprendemos que numa época o santo era festejado em Cesareia em 7 de setembro, junto aos demais mártires da região. responsável da tradução para espanhol: Xavier Villalta

Outros Santos e Beatos

Otros Santos y Beatos 

São Máximo de Alexandria, bispo e confessor

Em Alexandria, no Egipto, são Máximo, bispo, que, sendo presbítero, compartilhou o exílio e a confissão da fé com o bispo são Dionisio, a que depois sucedeu. († 282)

Santo Edésio, mártir

Em Alexandria, no Egipto, santo Edésio, mártir, irmão de santo Apiano, que sob o imperador Maximino reprovou abertamente ao juiz em haver entregue aos leões as virgens consagradas a Deus, e por esta causa foi detido pelos soldados, torturado e, finalmente, por perseverar em, Cristo o Senhor, arrojado ao mar. († 306)

Santo Hugo de Rouen, abade e bispo

No mosteiro de Jumiéges, em Neustria, agora em França, santo Hugo, bispo de Rouen, o qual governou por sua vez o cenóbio de Fontenelle e as igrejas de París e Bayeux, e finalmente, após renunciar a estes cargos, esteve à frente do mosteiro de Jumiéges. († 730)

Santo Gauquério, religioso presbítero

Em Aureil, na região de Limoges, em França, santo Gauquério, canónico regular, que, para o clero, foi exemplo de vida em comum e de zelo pelas almas. († 1140)

49090 > Sant' Acacio di Amida Vescovo  MR
49075 > Beato Antonio Pavoni Martire, domenicano MR
49125 > Santa Casilda di Toledo Vergine  MR
92072 > Beata Caterina Celestina (Katarzyna Celestyna) Faron Vergine e martire MR
92421 > San Demetrio di Tessalonica Martire  MR
49070 > Sant' Edesio Martire MR
93002 > Sant’ Eupsichio di Cesarea di Cappadocia Martire  MR
49120 > San Gaucherio di Aureil Sacerdote  MR
90227 > San Liborio Vescovo di Le Mans MR
94015 > Beata Margherita Rutan Vergine e martire 
49060 > San Massimo Vescovo  MR
94113 > San Pietro Camino Mercedario, martire 
92174 > Santi Tancredi, Torthred e Tova Eremiti in Inghilterra 
90671 > Beato Tommaso da Tolentino Missionario francescano  MR
90189 > Beato Ubaldo da Borgo San Sepolcro (Ubaldo Adimari) Frate Servita  MR
49110 > Sant' Ugo di Rouen Vescovo 9 aprile MR
92760 > Santa Valdetrude Sposa, monaca  MR

http://es.catholic.net/santoral  -  www.santiebeati.it  -  www.jesuitas.pt

Recolha, transcrição e tradução , por António Fonseca

Nº 884-1 - REZAR NA QUARESMA - 9 DE ABRIL DE 2011

884-1

9 DE ABRIL

SÁBADO 

4ª SEMANA DA QUARESMA

João 7, 40-53

“Os guardas (enviados para prender Jesus) responderam: «Nunca ninguém falou como esse homem».”

*************

Nem sempre entendemos tudo o que Jesus tem para nos dizer.

Mas se somos minimamente honestos,

como estes guardas,

percebemos que há,

em Jesus,

algo de diferente.

para outros “um tipo perigoso a eliminar”.

Podes sentir que a tua fé é, ainda fraca.

Podes ver que o teu estilo de vida é muito diferente das propostas de Jesus.

Mas podes manter a mente e o coração abertos para um diálogo que cresce.

Não deixes morrer esta descoberta da diferença de Jesus!

»»»»»»»»»

Ninguém é como Tu, Jesus.

Tu foges a todos os esquemas.

Tu dizes palavras verdadeiramente originais.

Tu amas com uma intensidade

que ninguém julgava possível.

As tuas palavras trazem luz

às zonas mais escuras da minha alma.

As tuas palavras dão vida eterna

e mergulham-nos num oceano de amor.

00000000000000000

edisal@edisal.salesianos.pt

www.edisal.salesianos.pt

António Fonseca - www.aarfonseca@hotmail