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domingo, 10 de abril de 2011

Nº 885-2 (98) - 10 DE ABRIL DE 2011 - SANTOS DO DIA - 3º ANO

51 santos e beatos

Nº 885-2

SANTO EZEQUIEL

Profeta

Ezequiel (Aquele que Deus torna forte) era filho do sacerdote Búzi e, ele próprio, sacerdote. Não se conhecem nem a sua naturalidade nem a data do nascimento. Tinha cerca de 25 anos quando foi levado para o cativeiro com o rei Jeconias e a flor da nação, a seguir à tomada de Jerusalém por Nabucodonosor. Fixou-se em Telavive, localidade situada junto do rio Chobar, a sudoeste de Babilónia. Casou-se, e a sua casa veio a ser o ponto de reunião dos exilados. No quinto dia do quarto mês do quinto ano de transmigração, no tempo de Jeconias (592 antes de Cristo), Ezequiel foi chamado ao ministério profético. Estava nas margens do Chobar, quando a glória de Deus lhe apareceu num carro misterioso e lhe marcou a sua missão. Reconduzido pelo Espírito para entre os seus concidadãos, fica lá em silêncio durante sete dias, passados os quais a Palavra de Deus lhe revelou as responsabilidades da vida e de morte que fazia pesar sobre ele o encargo recebido. A história da vocação que recebe ocupa o início do seu livro (cc. 1 a 3). E Ezequiel anunciará: 1. a ruína de Jerusalém, castigo pelas culpas do povo (cc. 4 a 24); 2. como passagem para o anúncio da libertação, pronunciará uma série de oráculos contra as nações estrangeiras (cc. 25 a 33); 3. por fim, quando a catástrofe constituir facto realizado, publicará a libertação e a restauração de Israel pelo Messias (cc. 34 a 48). Tal a obra que deve levar a termo durante a sua vida. 1. – Na primeira parte, várias ações simbólicas destinam-se a dar a conhecer de maneira claríssima e impressionantíssima a ruína próxima de Jerusalém; plano do assédio traçado num tijolo, sertã de ferro a constituir, por assim dizer, muro e a marcar que Deus decide não socorrer a cidade sitiada, etc.. penitência simbólica do profeta. Segue-se nova visão em que Deus manifesta o juízo irrevogável contra o seu povo e os motivos que O levam a actuar (cc. 8 a 11). Em vão publica Ezequiel aos exilados estes sinais: persistem no endurecimento. Deus manda-lhe recorrer à linguagem mais expressiva das ações simbólicas. São preparativos de viagem com que o profeta quer assinalar a fuga do rei Sedecias e a sua prisão; compara Israel a uma vinha brava, cuja madeira só serve para ser deitada ao fogo (c. 15), e depois a uma esposa ingrata e infiel (cc. 16 a 17). O anúncio destes castigos parece causar uma objecção a que responde Ezequiel sobre a responsabilidade dos pecados, mas castigas os crimes dos pais nos filhos quando estes imitam a iniquidade dos pais (c. 18). No sétimo ano da deportação de Ezequiel, Deus mandou-lhe explicar pela última vez que a ingratidão de Israel, sem cessar de repetir-se no decurso da sua história, receberia depressa o devido castigo: então quatro novos oráculos, encerrados nos capítulos 20 a 23, apresentaram a conversão como o meio único e indispensável de salvação. A hora da catástrofe estava a ponto de soar quando Nabucodonosor pôs o cerco diante de Jerusalém; o profeta foi avisado e, pela última vez, predisse a ruína da cidade (c.24). 2. – Os oráculos contra as nações pagãs foram ao mesmo tempo o encerramento da primeira secção e a introdução à segunda; o profeta fala aí primeiro das povoações mais vizinhas, quer dizer: Ámon, Moab e Édom; detém-se mais a respeito de Tiro, a rainha dos mares, e deu lugar considerável ao Egipto (ss. 25 a 31). Duas elegias terminam a série dos oráculos contra o Egipto, personificação das potências inimigas de Deus (c. 32). 3. – O segundo período do ministério profético de Ezequiel anunciou a ressurreição da nova teocracia mais gloriosa que a antiga. Assim ele recebeu, por assim dizer, uma missão nova (c. 33); o que ficou a dever anunciar , foi que bastaria a conversão para se entrar na graça de Deus.  Messias, novo David, seria o pastor e o rei do povo de Deus (cc. 34 a 39). A obra termina com magnifica descrição da teocracia restaurada (cc. 40 a 48). A v ida pública de Ezequiel durou vinte e dois anos (592 a 570). É crível que a sua existência tenha chegado mais longe e tenha tido outras ocupações, mas não é possível afirmá-lo. O que se podia acrescentar pertence mais à lenda ou às tradições indecisas: o pseudo-Epifânio atribuiu-lhe vários grandes milagres; terá estado em relação com Jeremias, sacerdote e profeta como ele; terá sido executado por um chefe do seu povo, irritado com as acusações de idolatria que lhe imputava. Não se sabe qual a época da sua morte. Dos elogios, que os Padres da Igreja fizeram deste profeta, mencionaremos apenas o que escreveu S. Gregório Magno: “Ezequiel é a honra e a glória de todos os mestres e de todos os doutores, é nas suas predições o modelo perfeito dos pregadores. Torna-se é certo, terrível, medonho e duro, mas é porque tinha a ordem de anunciar castigos extremamente duros a povos empedernidos no mal. Todavia, chorou amargamente durante sete dias antes de comunicar os seus oráculos: belo exemplo para todos os pastores que, se querem falar com utilidade, devem primeiro guardar silêncio, derramar abundantes lágrimas sobre os males que veem, observar com exatidão tudo o que se passa, «só sabe falar como é preciso, aquele que soube calar-se tanto como devia». Quem deseja ser excelente pregador, deve imitar os que pregam somente verdades capazes de penetrar nos corações, de levar à penitência aqueles que principiam por tomar conhecimento perfeito dos pecados, antes de acusa e repreender seja quem for”. O nome de Ezequiel aparece já a 10 de Abril no martirológio de Beda (princípio do século VIII). Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt

SÃO TERÊNCIO e Companheiros MÁXIMO, POMPEU, ALEXANDRE, TEODORO, ZENÃO e AFRICANO, mais 33 mártires

Mártires (250)

Terencio y compañeros mártires, Santos

Terêncio e companheiros mártires, Santos

 

O Prefeito de África. Fortunaciano, emissário de Décio, cruel perseguidor dos cristãos, mandou, logo que tomou posse do lugar, que todos os habitantes de Cartago sacrificassem aos ídolos sob pena de sofrerem maiores suplícios. Muitos cristãos sacrificaram aos ídolos com receio dos tormentos, mas permaneceram fiéis quarenta heróis, à frente dos quais estava S. Terêncio, com  Máximo, Pompeu, Alexandre, Teodoro, Zenão e Africano. Chamados à presença de Fortunaciano, responderam às ameaças dizendo que se recusavam a sacrificar aos ídolos, porque tinham a fortuna de pertencer à religião cristã, única verdadeira, e na qual queriam viver e morrer. Fortunaciano, cheio de ira, ordenou que Terêncio, Máximo, Pompeu e Africano fossem conduzidos a um horroroso calabouço, Os restantes companheiros, valorosos discípulos de Cristo, sofreram com fortaleza incrível e abnegação sublime uma larga série de tremendos suplícios. Por último, cheios de júbilo, entregaram as cabeças aos verdugos, alcançando deste modo a preciosa coroa dos mártires. terminado o suplício de tão generosos cristãos, ordenou o prefeito que os quatro do calabouço fossem trazidos à sua presença. Convidados de novo para que abjurassem a fé católica, responderam com  o oferecimento das suas vidas em defesa da religião que professavam. Furioso o prefeito com a fortaleza dos cristãos, principiou a atormentá-los cruelmente, aumentando o rigor dos tormentos à medida que os confessores de Jesus Cristo se animavam a suportá-los, entoando hinos de louvor ao Senhor. Persuadido da inutilidade de seus processos, mandou que fossem degolados, o que logo se executou. O seu glorioso martírio, teve lugar nos meados do século III. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt

Macario de Antioquia, Santo
bispo,

Macario de Antioquía, Santo

Macario de Antioquia, Santo

S. Macário, foi natural da Arménia. O nome Macário veio-lhe do Arcebispo de Antioquia, seu padrinho de batismo. Já na infância deu indícios inequívocos de talento; em poucos anos fez progressos admiráveis nas ciências. Não menos louvável foi o adiantamento nas virtudes. Macário, sobrinho, quando chegou á idade canónica, recebeu o sacramento da Ordem. Como sacerdote, achou ocasião de sobra para patentear zelo pela glória de deus e salvação das almas. Estimadíssimo pelos fieis, foi eleito sucessor do santo padrinho. Dificilmente pôde resolver-se a aceitar tão alta dignidade. Os pensamentos do santo Prelado tinham um só fim; ganhar almas para Cristo e levá-las à bem-aventurança eterna. Fazia pregação quotidiana. Visitava assiduamente os doentes e grande parte dos seus bens distribuiu-os entre os pobres.  Grandes desgostos tinha quando sabia que Deus era ofendido. Por isso envidava todos os esforços para evitar os pecados. Muitas vezes era visto a chorar. Eram lágrimas de contrição e penitência. E raramente se punha em oração, sem que dos olhos lhe brotassem copiosas lágrimas. No genuflexório havia constantemente um paninho, com que enxugava os olhos. Um leproso que pôs este paninho sobre as feridas, sarou instantaneamente. Este milagre causou grande sensação na cidade e em seguida eram  centenas os doentes que procuravam alivio e saúde na casa do Arcebispo. A veneração geral, de que era alvo, desagradava-lhe aos espírito humilde. Foi então que se familiarizou com a ideia de renunciar. Com efeito entregou a autoridade episcopal ao sacerdote Eleutério e retirou-se da sociedade, para na solidão servir a Deus. Acompanhado de quatros sacerdotes, abandonou a cidade e dirigiu-se à Palestina, onde, como penitente, visitou os Lugares Santos. Este facto provocou ódio dessa gente, que encheu de injúrias o santo Bispo e não descansou enquanto o não teve às mãos, para livremente o maltratar. Torturas inauditas forma aplicadas a Macário, o qual as sofreu com a maior resignação. No seu ódio, os inimigos chegaram ao ponto de, com pregos compridos, prender ao chão as mãos e os pés da vítima. Na noite seguinte encheu-se o cárcere  de luz celestial. Veio um Anjo, libertou o prisioneiro e diante dele espontaneamente se abriram as portas. Livre da perseguição dos Sarracenos, Macário dirigiu os passos para o Ocidente e chegou á Baviera. Em seguida,O dom de curar doentes acompanhou-o por toda a parte. Na Holanda e na Bélgica o nome de Macário é de grata memória. Em Malinas extinguiu, pelo sinal da cruz, um grande incêndio. Em outras cidades, bastou-lhes a sua presença para que se terminassem, graves litígios. Grande veneração tinha às relíquias dos Santos, dos quais trazia sempre algumas consigo. O resto da vida passou-se Macário com três companheiros, no convento de S. Bavo, em Gand, onde foi recebido com grande alegria. Passado um ano, manifestou desejo de voltar para a sua terra, no Oriente; uma doença grave deteve-o. Mas, restabelecido de modo maravilhoso, pôs-se a caminho. Sobreveio-lhe a peste, que  motivou numerosas vítimas e grande pânico entre a população, Macário predisse a sua morte,  com a afirmação de ser a último vítima da epidemia. Assim foi. Morreu , digamos, vítima da sua dedicação. Mais ninguém faleceu de peste. O ano da morte de Macário foi o de 1012. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt

• Fulberto de Chartres, Santo
Bispo

Fulberto de Chartres, Santo

Fulberto de Chartres, Santo

Dizia-se que era “reencarnação de Sócrates e Platão juntos”. Nasceu na Itália ou na França, pelo ano de 960. Além da exegese e da teologia, conheceu bem a física, a astronomia, a medicina, a música e a filosofia de Aristóteles, que os Árabes de Espanha acabavam de introduzir na Europa. Foi em Reims que estudou, sob a direção do célebre Gerberto. Quando este veio a ser papa com o nome de Silvestre II (999-1003), Fulberto seguiu-o para Roma, que era nessa altura cidade da devassidão e matanças. Serviu o papa com dedicação, sem nunca aceitar prelazias ou dinheiro. Por morte de Silvestre, regressou a França, onde veio a ser nomeado bispo de Chartres (1007). Faleceu a 10 de Abril de 1029.

Fulberto de Chartres, Santo

Fulberto de Chartres, Santo

Deixou-nos tratados, sermões, prosas litúrgicas e 125 cartas. Entre os hinos, figura um, Chorus novae Ierusalem, que ainda cantamos na oitava de Páscoa. Quanto ás cartas, mostram-nos que ele tratava em pé de igualdade com todas as celebridades da Europa; e que belo carácter que tinha"! Modesto e bom, tanto como firme e corajoso. Por mais considerável que tenha sido a influência que exerceu nos campos da religião e da cultura, não foi menor na política. Foi, durante todo o seu episcopado, o conselheiro de Luís, o Piedoso. Ambos na juventude tinham seguido as aulas de Gerberto em Reims. A ele se deve, ajudado por Canuto, rei da Dinamarca, a reconstrução da catedral de Chartres, essa que ainda hoje é tanto admirada. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt

• Gema Galgani, Santa
Virgem

Gema Galgani, Santa

Gema Galgani, Santa

A história desta santa, tão próxima de nós pelo tempo (1878-1903) e pelos costumes da vida quotidiana, tem coisas incríveis pelos fenómenos místicos de que foi protagonista. Em certos períodos de sua atormentada vida suportou vexames de toda classe. O demónio lhe aparecia até sob a figura do confessor para lhe sugerir obscenidades. Outras vezes lhe aparecia como um anjo luminoso; quando se via desmascarado, desaparecia numa grande chama vermelha deixando no chão uma estrela de cinza. Às vezes a golpeava e a deixava exânime no solo, onde a encontravam com o rosto tumefacto e com os ossos deslocados. Mas a animava a miúdo a companhia de Cristo, da Virgem e de seu anjo custódio. Assim narrou ela mesma, por obediência, os acontecimentos que precederam o misterioso fenómeno dos estigmas: “Era a noite de 8 de Junho de 1899, quando de repente sinto uma dor interna de meus pecados... Apareceu Jesús, com todas as feridas abertas; mas dessas feridas já não saía sangue, mas que saiam, umas como chamas de fogo, que vieram a tocar minhas mãos, meus pés e meu coração. Acreditei morrer...”. As chagas que se haviam aberto apareciam cada semana das oito da noite de quinta-feira até às três da tarde de sexta-feira, acompanhadas com o êxtase. Ante estes fenómenos misteriosos, que foram cedo motivo de curiosidade dos vizinhos de Lucca onde vivia Gema, a gente começou a chamá-la: “a menina da graça”. Era uma jovenzita crescida rapidamente e amadurecida pela experiência da dor. Era filha de um farmacêutico da província de Lucca, e quando tinha oito anos perdeu a mãe. Cuidaram dela os sete irmãos. Poucos anos depois morreu também o pai e ela, curada prodigiosamente de uma grave enfermidade que a atormentava, pediu entrar ao convento, mas sua petição foi recusada. Foi recebida em casa do cavaleiro Mateo Giannini, e ali levou uma vida muito retirada, serena e obediente às diretivas do pai espiritual e das Irmãs passionistas que se preocuparam dela. Debaixo das luvas e do modestíssimo vestido ocultava os sinais de sua participação na paixão de Cristo. Entretanto as manifestações de sua santidade haviam superado os limites do bairro e da cidade. Muitos, que haviam ido a sua casa movidos pela curiosidade, saíam transformados em seu espírito. A enfermidade óssea que a havia atacado desde muito jovem voltou a aparecer e a fazia sofrer atrozmente. Compreendeu que seu calvário estava por terminar. Mas em sua humildade não acreditava haver pago suficientemente com a moeda do sofrimento o privilégio de haver sido associada à paixão de Cristo. Morreu aos 25 anos, em 11 de Abril de 1903. era a manhã de sábado santo. Canonizada por S.S. Pío XII em 2 de Maio de 1940.

ORAÇÃO - Aqui me tendes prostrada a vossos pés santíssimos, meu querido Jesús, para manifestar-vos em cada instante meu reconhecimento e gratidão por tantos e tão contínuos favores como me haveis outorgado e que todavia quereis conceder-me. Quantas vezes vos tenho invocado, oh Jesús! me haveis deixado sempre satisfeita; hei recorrido a miúdo a Vós, e sempre me haveis consolado. ¿Como poderei expressar-vos meus sentimentos, amado Jesús?Vos dou graças…; mas outra graça quero de Vós, oh Deus meu!, se é de vosso agrado… (aqui se manifesta a graça que se deseja conseguir). Se não fosseis todo poderoso não Vos faria esta súplica. ¡Oh Jesús!, tende piedade de mim. Faça-se em tudo vossa santíssima vontade. Rezar Pai nosso, Ave María e Glória.

• Antonio Neyrot de Rivoli, Beato
Mártir Dominicano

Antonio Neyrot de Rivoli, Beato

Antonio Neyrot de Rivoli, Beato

 

Nasceu em Rivoli, Itália, por 1420, e morreu em Tunes, a 10 de Abril de 1460. Entrou para a Ordem dos Dominicanos, em S. Marcos de Florença, quando lá viviam Santo Antonino e Fra Angélico. Nunca teve grande fervor. Por 1450, conseguiu que o deixassem ir à Sicilia, onde nada tinha que fazer. No navio que o reconduzia da Sicilia para Nápoles, foi preso pelos corsários que o levaram para Tunes. Aí abraçou o Islamismo e contraiu casamento; mas nem a mulher nem a nova religião o tornaram feliz. Vindo a saber que Antonino, seu mestre, tinha morrido e fazia milagres, pediu-lhe e obteve a graça da conversão. Despediu a mulher, mandou que lhe refizessem a tonsura, retomou o hábito dominicano e depois percorreu a cidade invectivando Maomé com todas as forças. Quando ele rezava de joelhos, antes que lhe cortassem a cabeça, a multidão impaciente precipitou-se e matou-o apunhalando-o. E passeou-lhe depois o cadáver pelas ruas e deitou-o num monturo. Não tardou muito que António fosse honrado na Itália como mártir, e Clemente XIII confirmou o culto que lhe era prestado (1767). Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt


Marco Fantuzzi de Bolonha, Beato

Franciscano

Marco Fantuzzi de Bolonia, Beato

Marco Fantuzzi de Bolonha, Beato

Nascido em Bolonha aproximadamente no ano 1405, quando tinha 25 anos, logo depois de uma brilhante passagem pela universidade na área das artes liberais1 ingressou nos Frades Menores no convento de São Paulo em Monte. Infatigável servo da Palavra, realizou uma famosa pregação Quaresmal em São Petrónio (1455), e se dedicou à pregação popular inspirando-se em grandes modelos de seu tempo, como por exemplo São Bernardo de Siena, São Juan de Capistrano ou Santiago de la Marca. Foi um heraldo da Palavra em muitos lares de Itália, como Norcia, Mantova, Milão, Florença, Bolonha. Eleito por três ocasiões Vigário Geral da Ordem, trabalhou com firmeza e caridade evangélica para salvaguardar o movimento reformatório franciscano visitando vários conventos na Europa, Oriente e Terra Santa. Em Bolonha promoveu a fundação do Mosteiro de Corpus Christi e o nascimento do Monte de Piedade. Morreu em Piacenza, logo depois de sua pregação quaresmal, seus restos mortais se guardam na igreja de Santa María de Campagna. Seu culto foi confirmado por S.S. Pío IX em 1868.

1Artes liberais:

Termo que designava os estudos que tinham como propósito oferecer conhecimentos gerais e destrezas intelectuais antes que destrezas profissionais ou ocupacionais especializadas, eram: ° a gramática, lingua "a língua"; ° a dialéctica, tropus "as figuras";  ° a retórica, ratio "a razão";  ° a aritmética, numerus "os números"; ° a geometria, angulus "os ângulos";  ° a astronomia, astra "os astros"; e ° a música, tonus "os cantos".

• Miguel dos Santos, Santo
Trinitário

Miguel de los Santos, Santo

Miguel de los Santos, Santo

Nasceu São Miguel de los Santos em Vich, Catalunha, em 29 de Setembro de 1501. Desde a idade de cinco anos descobriu sua piedade. Indo com seus irmãos a uma vinha de seu pai, se desnudou e estendeu sobre uns espinhos, por amor de Deus e por imitar a São Francisco. Aos doze anos passou a Barcelona e foi recebido no convento da Santíssima Trindade.  Havendo sabido que na Reforma Trinitária se observava a primitiva regra, partiu a Pamplona, onde o San Juan Bautista de la Concepción, fundador, lhe deu o hábito descalço, chamando-se desde então Frei Miguel de los Santos. De Pamplona foi a Madrid, e por vários motivos fez sua profissão em Alcalá de Henares. Recebeu a ordem sacerdotal por obediência. Jejuava com rigor, e só às Quintas-feiras e domingos comia pão e bebia água uma vez ao dia. Por obediência aceitou o cargo de superior. Em 1 de Abril de 1615 se sentiu enfermo e, recebido o Santo Viático, expirou no dia 10 do mesmo mês, aos trinta e três anos de idade, em Valladolid, onde se venera hoje seu corpo.

• Magdalena de Canossa, Santa
Fundadora

Magdalena de Canossa, Santa

Magdalena de Canossa, Santa

Madalena, Marquesa de Canossa, fundadora das congregações das Filhas e dos Filhos da Caridade, nasceu em Verona (Itália), a 1 de março de 1774. Aos 5 anos ficou órfã de pai, e aos 7, contraindo a mãe novas núpcias, foi entregue com quatro irmãozinhos a uma educadora de origem francesa. Esta situação fê-la sofrer muito. Aos 15 anos atacou-a uma doença grave que quase a vitimou, e que a fez pensar entregar-se a Deus na vida consagrada. De facto chegou a entrar nas Carmelitas descalças de Verona e depois nas de Conegliano, mas por pouco tempo. Todavia, em 1792 saiu resoluta de casa em direcção ao Carmelo para vestir o hábito. Deus, porém, tinha outros desígnios a seu respeito e fê-la abandonar o projeto. Permaneceu no mundo, mas com alma de carmelita. Podemos descobrir o que foi a sua trajetória, ouvindo João Paulo II na homilia da canonização: «Ela soube “perder a sua vida” por Cristo. Quando se deu conta das terríveis chagas que a miséria material e moral ia disseminando entre a população da sua cidade, ela entendeu que não podia amar o próximo “como senhora”, isto é, continuando a gozar dos privilégios da sua categoria social e limitando-se a repartir os seus bens, sem se doar. Impedia-lho a visão do Crucificado: “Tende ente vós os mesmos sentimentos que havia em Cristo Jesus…” (Fil 2, 5). “Deus só é Jesus Crucificado” tornou-se a regra da sua vida. Surgiram-lhe opções, que pareceram “escândalo” e “loucura” também, a pessoas a ela próximas. A sua própria família, ainda que imbuída de rica tradição cristã, teve dificuldades de a entender. Todavia, a quem se mostrava surpreso, ela respondia: “Pelo facto de ter nascido marquesa, não posso talvez ter a honra de servir a Jesus Cristo nos seus pobres?” Ao considerar a vida de Madalena de Canossa, dir-se-ia que a caridade, como uma febre, a consumia: a caridade para com Deus, impelida até aos cumes mais altos da experiência mística; a caridade para com o próximo,  levada até às extremas consequências do dom de si aos outros. Santa Madalena amou apaixonadamente a  Cristo Crucificado, sem contudo “desviar os olhos daqueles seus irmãos” (cf. Is 58, 7). Tinha compreendido que a piedade verdadeira, que comove o coração de Deus, consiste em “quebrar as cadeias iniquas, desatar os nós do jugo, deixar ir livres os oprimidos e quebrar toda a espécie de jugo” (Is 58, 6). Por isto se empenhou com toda a sua energia, além, de todos  os seus bens, para ir ao encontro de toda a forma de pobreza; a pobreza económica e também a moral, a da doença e a da ignorância. Eis, pois, esta jovem mulher que, impelida por um amor terno e ao mesmo tempo forte, assiste os doentes em casa e no hospital, associando-se à “Irmandade hospitalar”; providencia catecismos e pregações às igrejas, promove o culto eucarístico nas paróquias, inicia os retiros espirituais para o clero, ajuda numerosíssimas famílias necessitadas, assiste jovens abandonados e jovens encarcerados, sustenta os pobres que todos os dias batem à porta do palácio, e visita os que vivem nos casebres e nos tugúrios…”  Um pouco mais adiante, o santo Padre assevera que Maria de Canossasubmete o próprio corpo frágil a toda a espécie de privações e canseiras. Numa palavra: morre a si mesma, em tudo o que poderia aparecer humanamente atraente, humanamente promissor”. Faleceu santamente a 10 de Abril de 1835. Foi beatificada por Pio XII a 7 de Dezembro de 1941 e canonizada por João Paulo II a 2 de Outubro de 1988. L’OSS ROMA. 9.10.1988; DIP 2, 158-63. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt

• Outros Santos e Beatos
Completando el santoral deste dia,

Otros Santos y Beatos

 

Santo Apolónio, presbítero e mártir


Em Alexandria, de Egipto, santo Apolónio, presbítero e mártir. ( s. inc)

Santo Paládio de Auxerre, abade e bispo


Em Auxerre, lugar de Neustria, na actual França, santo Paládio, bispo. que primeiro foi abade do mosteiro de São Germano, e depois, recebido o episcopado, participou em muitos concílios e se esforçou na restauração da disciplina eclesiástica. ( 658)


Santo Beda o Jovem, monge


Em Gavelo, no território de Veneza, Itália, santo Beda o Jovem, monge, que, após estar servindo durante quarenta e cinco anos o imperador, elegeu servir ao Senhor no mosteiro o resto de sua vida. ( c. 883)

90762 > Beato Antonio Neyrot da Rivoli Sacerdote domenicano, martire MR
94112 > Sant' Antonio Vallesio Mercedario, martire 
49130 > Sant' Apollonio Martire  MR
49170 > San Beda il Giovane Monaco MR
92575 > Beato Bonifacio (Bonifacy Piotr) Zukowski Sacerdote e martire  MR
49190 > San Fulberto di Chartres Vescovo  MR
49180 > San Macario d'Armenia Pellegrino  MR
32350 > Santa Maddalena di Canossa Vergine  MR
49140 > Beato Marco Fantuzzi da Bologna  MR
94115 > San Mattia Marco Mercedario, martire 
91533 > San Michele dei Santi (Miguel de los Santos)  MR
49160 > San Palladio di Auxerre Vescovo  MR
49150 > San Terenzio e compagni Martiri di Cartagine  MR

www.es.catholic  -  www.santiebeati.it  -   www.jesuitas.pt

Compilação e transcrição por

António Fonseca

Nº 885-3 - A RELIGIÃO DE JESUS – 5º DOMINGO DA QUARESMA - 10 DE ABRIL DE 2011

885-3

Do livro A Religião de Jesus, de José Mª CastilloComentário ao Evangelho do diaCiclo A (2010-2011)Edição de Desclée De BrouwerHenao, 648009 Bilbaowww.edesclee.cominfo@edesclee.com: tradução de espanhol para português, por António Fonseca

10 de Abril - DOMINGO - 5º DA QUARESMA

Jo 11, 1-45

Naquele tempo passando Jesus, estava então doente um certo homem, Lázaro de Betânia, aldeia de Maria e de sua irmã Marta. Maria era aquela que tinha ungido o Senhor com perfume e Lhe tinha enxugado os pés com os cabelos; seu irmão Lázaro é que estava enfermo. Mandaram-Lhe, pois, dizer as suas irmãs: «Senhor, aquele que Tu amas está enfermo». Ouvindo isto, Jesus, disse: «Essa enfermidade não é de morte, é antes para glória de Deus, para que o Filho de Deus seja glorificado por ela». Ora Jesus amava Marta, sua irmã e Lázaro. Entretanto, ouvindo dizer que estava enfermo, ficou ainda dois dias no lugar onde estava. depois disse aos Seus discípulos: «Vamos outra vez para a Judeia». Disseram-Lhe os discípulos: «Rabi, ainda agora os judeus procuraram apedrejar-Te e tornas para lá?» Jesus respondeu: «Não há doze horas no dia? Se alguém andar de dia, não tropeça, porque vê a luz deste mundo, mas se andar de noite, tropeça, porque nela não há luz». Depois de ter falado assim, disse-lhes: «Lázaro, o nosso amigo, dorme; mas vou despertá-lo». Disseram então os Seus discípulos: «Senhor, se dorme, estará salvo». Jesus dizia isto da Sua morte, mas eles pensavam que falava do sono natural. Então Jesus disse-lhes claramente: «Lázaro está morto e folgo, por amor de vós, por lá não ter estado, para que acrediteis; mas vamos ter com ele». Disse então Tomé, chamado Dídimo, aos companheiros: «Vamos nós também, para morrermos com Ele». Ao chegar, Jesus verificou que já havia quatro dias que estava na sepultura. Ora Betânia distava de Jerusalém cerca de quinze estádios. E muitos judeus tinham ido até junto de Marta e de Maria para as consolar da morte do irmão. Ouvindo Marta dizer que Jesus estava a chegar, saiu-Lhe ao encontro; Maria, porém, ficou sentada em casa. Marta disse a Jesus: «Senhor, se tu estivesses aqui, meu irmão não teria morrido! Mas também sei ainda agora que tudo quanto pedires a Deus, Deus To concederá». Jesus disse-lhe: Teu irmão há-de ressuscitar». Marta, respondeu: «Eu sei que há-de ressuscitar na ressurreição do último dia». Disse-lhe Jesus: «Eu sou a Ressurreição e a Vida; quem crê em Mim, ainda que esteja morto, viverá, e todo aquele que vive e crê em Mim nunca morrerá. Crês tu isto?» Respondeu-lhe ela: «Sim, Senhor, creio que Tu és o Cristo, o Filho de Deus, que havia de vir ao mundo». Dito isto, partiu e chamou em segredo Maria, sua irmã, dizendo: «O Mestre está cá e chama-te». Logo que ouviu isto, ela levantou-se e foi ter com Ele. Jesus ainda não tinha chegado à aldeia, mas estava no lugar onde Marta Lhe falara. Vendo os judeus, que estavam com ela em casa e a consolavam, que Maria se levantara apressadamente e saíra, seguiram-na, dizendo: «Vai ao sepulcro para chorar ali». Ao chegar aonde Jesus estava, Maria lançou-se aos Seus pés, assim que O viu, dizendo-lhe: «Senhor,  se Tu estivesses aqui, meu irmão não teria morrido!» Quando a viu chorar, e vendo também chorar os judeus que vinham com ela, Jesus comoveu-Se profundamente e perturbou-Se, depois perguntou: «Onde o pusestes?» Responderam: «Senhor, vem e vê». Jesus chorou. Disseram então os judeus: Vede como o amava. Mas, alguns deles disseram: «Não podia Ele, que abriu os olhos ao ego, fazer também com que este não morresse?» De novo , intimamente comovido, Jesus chegou ao sepulcro. Era uma gruta e tinha uma pedra posta à entrada, Jesus disse: «Tirai a pedra». Marta, irmã do defunto, disse-lhe: «Senhor, já cheira mal, pois já tem quatro dias». Jesus respondeu-lhe: «Não te disse que, se cresses, verias a glória de Deus?» Tiraram, pois, a pedra e Jesus, levantando os olhos ao Céu, disse: «Pai, graças Te dou por Me haveres ouvido. Eu bem sei que sempre Me ouves, mas disse isto por causa da multidão que está em redor, para que creiam que Tu Me enviaste». Tendo dito isto, bradou em alta voz: «Lázaro, sai para fora». E o defunto saiu, tendo as mãos e os pés ligados com faixas e o rosto envolvido num sudário. Disse-lhe Jesus: «Desligai-o, e deixai-o ir». Então, muitos dos judeus, que tinham vindo com Maria, ao verem o que Jesus fizera, acreditaram n’Ele.

1. O tema central deste relato, como resulta evidente, é a vida. Mais exatamente: o triunfo da vida sobre a morte. E esse triunfo da vida sobre a morte, como efeito de um carinho intenso. É o carinho dum amigo, que quer tanto a Marta, a Maria e a Lázaro, que não suporta a sua dor, sua pena, suas lágrimas. E se emociona e chora ao apalpar de perto a ausência do amigo que está a menos. A lição é clara. A humanidade de Jesus é fonte de vida, Jesus foi um ser humano, tão profundamente bom, fiel à amizade, tão entranhável, que não pôde suportar o sofrimento de seus amigos, possivelmente os amigos a quem mais quis nesta vida.

2. Por isso, porque Jesus queria tanto a seu amigo e lhe dava profunda pena aquelas duas amigas, por isso (segundo os dados que transporta o detalhado relato deste evangelho) devolveu a vida a Lázaro, falamos da”vida” sem adjectivos. As religiões e suas teologias não cessam de pôr adjectivos à vida  “sobrenatural”, “divina”, “religiosa”, “consagrada”, “espiritual”, “eterna”… E as teologias que dão tanta importância aos adjectivos, que por exemplo, o nome de vida “eterna” não duvidam tirar a vida (…sem mais…) a muita gente. Isso é o que fizeram todos os “religiosos “ fanáticos. Pode haver maior aberração? Pode haver uma negação mais brutal de Deus?

3. Não esqueçamos que o capítulo 11 do evangelho de João, na linha seguinte ao relato de Lázaro, termina com esta patética sentença: “naquele dia concordaram em matá-lo” (Jo 11, 53). Jesus dá vida. A religião (aquela forma de entender e dirigir a religião) dá a morte. E a história tem sido seguida; desde os inquisidores até aos talibãs, passando por todos os que, por motivos religiosos, amargam a vida da gente, a actualidade do capítulo 11 de João segue sendo tão apaixonante como dolorosa.

Compilação por

António Fonseca

Nº 885-1 - REZAR NA QUARESMA - 10 DE ABRIL DE 2011

885-1

10 DE ABRIL

DOMINGO

5ª SEMANA DA QUARESMA

João 11, 1-45

“Lázaro, vem para fora!”

*************

Lázaro, Maria, Rui, Joana… vem para fora!

Há algo dentro de ti que está estragado.

Não és capaz de sorrir, de amar, de sonhar.

Estás morto.

Mas Jesus não te quer fechado num túmulo.

Quer-te vivo.

Jesus não pode aceitar que a tua morte seja a última palavra.

Ele ama a vida e chama-te:

vem para fora.

Solta tudo o que te prende.

Vem para fora,

para a luz e para a vida!

»»»»»»»»»

Senhor, peço-Te:

não desistas de me chamar à vida!

Não Te canses de me convidar

a sair de mim mesmo,

do meu egoísmo,

dos meus medos.

Continua a chamar-me para fora.

 

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