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domingo, 24 de abril de 2011

Nº 899-2 (112) - 24 DE ABRIL DE 2011 - SANTOS DE CADA DIA - 3º ANO

15 Santos e Beatos

Nº 899-2

Fidel (ou FIEL) de Sigmaringa, Santo

Sacerdote e Mártir, Abril 24

Fidel de Sigmaringen, Santo  

Marcos Rei, era este o nome do santo antes de ser religioso, nasceu em 1577, em Sigmaringa, na Alemanha. Fez os primeiros estudos na universidade de Friburgo, onde brilhou tanto que mereceu o título de filosofo cristão. Fixou residência em Colmar, na Alsácia, onde exerceu com muita distinção e integridade a advocacia. Mas, pouco depois, deixou o mundo e retirou-se para os Capuchinhos de Friburgo, onde tomou o hábito em 1612 e recebeu o nome de Fiel. O novo religioso andou a passos de gigante pelo caminho da perfeição. Todavia não foi inacessível ao tentador. Este procurou apoderar-se do seu espírito; inquietou-o com dúvidas sobre o bem que poderia fazer se ficasse no mundo. Foi ter com o mestre de noviços, o qual lhe mostrou que as suas dúvidas vinham do espírito das trevas, e que era preciso dirigir-se ao Senhor a fim de conhecer a sua vontade. “Ó meu adorável Salvador!exclamou o zeloso noviçodai-me aquela alegria salutar e paz de espírito, cujas doçuras eu gozava nos felizes começos da minha vocação. Fazei, ó meu Deus, que descobrindo-me a vossa vontade, eu triunfe do meu inimigo e das minhas paixões”.

Fidel de Sigmaringen, Santo

Fidel de Sigmaringen, Santo

Viu claramente a origem das suas incertezas, o quem lhe deu novo ardor para os seus exercícios espirituais. Quis cortar para sempre com o mundo. Com permissão do superior, mandou chamar um notário, doou os seus bens ao seminário, em favor de muitos jovens eclesiásticos, a fim  de lhes facilitar os meios de eles continuarem os estudos. Assim despojado de tudo, dispôs-se a entrar para sempre na feliz pobreza dos filhos de S. Francisco. Os superiores desejavam tornar úteis ao próximo as suas virtudes. Quando Fiel terminou o curso de teologia e foi elevado ao sacerdócio, encarregaram-no de pregar a palavra de Deus e ouvir confissões. Exerceu este ministério com, o maior fruto sobretudo em Weltkirchen, aonde o enviaram como superior do convento, e onde operou conversões prodigiosas de muitos calvinistas. Declarando-se nesta cidade uma doença contagiosa, Fiel consagrou-se inteiramente ao cuidado dos emprestados. A sua reputação tornou-se tal que, tendo a Congregação de Propaganda, estabelecida por Gregório XV, pedido ao provincial dos Capuchinhos missionários zelosos para deter a torrente de heresia que invadia a Suíça, foi posto à frente desta missão. Aceitou alegremente, pios esperava ter muito que sofrer. Contava mesmo com o martírio. Nas primeiras conferências que teve com os calvinistas, converteu dois homens célebres. Os seus adversários, não encontrando outro meio de responder ao poder da sua palavra e dos seus exemplos, resolveram matá-lo, sob pretexto de quererem libertar o país do jugo da Áustria, o que era, diziam eles, dificultado pelas pregações deste monge. Informado do que se passava, o grande missionário não tomou outra precaução que não fosse a de se confessar. E continuou os trabalhos apostólicos, querendo morrer com as armas na mão. Começou a assinar-se: “Irmão Fiel, que dentro em breve será pasto dos vermes”. A 24 de Abril de 1622 foi a Sévis, onde exortou os católicos a permanecerem na verdadeira crença. Enquanto pregava, um calvinista dirigiu contra ele um tiro de mosquete, que o não atingiu. Pediram-lhe que pusesse a sua vida em segurança, respondendo ele que não temia a morte e estava pronto a derramar o sangue pela causa de Deus. No mesmo dia partiu para Grusch, onde caiu nas mãos dum  grupo de calvinistas que tinham um ministro à sua frente. Trataram-no como sedutor e quiseram-no obrigar a abraçar a pretendida reforma. “Eu vim, respondeu ele, para refutar os vossos erros e não para os abraçar; não renunciarei à doutrina católica,que é a doutrina de todos os séculos. Além disso, estai certos de que não temo a morte”. Tendo-o um  deles lançado por terra, ferindo-o com a espada, Fiel levantou-se sobre os joelhos e disse esta oração: “Meu Jesus, tende piedade de mim; Santa Maria, Mãe de Deus, assisti-me”. Recebeu em seguida um segundo golpe. caindo por terra banhado em sangue; crivado logo depois com punhaladas, morreu mártir na idade de 45 anos. Bento XIII beatificou-o em 1729, e Bento XIV canonizou-o em 1745. S. Fiel foi o primeiro mártir dos missionários enviados pela Propaganda. Do livro SANTOS DE CADA DIA, DE WWW.JESUITAS.PT. VER TAMBÉM WWW.ES.CATHOLIC E WWW.SANTIEBEATI.IT

Maria de Cleofás, Santa
Discípula de Jesus

María de Cleofás, Santa

Maria de Cleofás, Santa

Martirológio Romano: Em Jerusalém, comemoração das santas mulheres Maria de Cleofás e Salomé, que, junto com Maria Madalena, muito de manhã do dia de Páscoa se dirigiram ao sepulcro do Senhor para ungir seu corpo e receberam o primeiro anúncio da Ressurreição (s. I). Etimologicamente: Maria = Aquela senhora bela que nos guia, é de origem hebraica. Nos grandiosos acontecimentos da Redenção, durante o dramático epílogo sobre o Calvário, um coro silencioso e triste de “piedosas mulheres” espera um pouco longe que tudo haja terminado: “Estavam junto à cruz de Jesus sua mãe, a irmã de sua mãe, María de Cleofás e María de Magdala” diz o evangelista são João. Era o grupo das que “o seguiam desde quando estava na Galileia para o servir, e muitas outras que haviam vindo de Jerusalém junto com ele”. Entre as espectadoras se encontra, pois, a santa que hoje se venera, cuja contínua e vigilante presença perto do Salvador lhe mereceu um posto particular na devoção dos cristãos, mais que seu parentesco com a Santíssima Virgem e são José. A María de Cleofás – assim chamada pelo marido Clopa ou Cleofás— comummente se a considera a mãe dos “irmãos do SenhorSantiago o Menor, apóstolo e bispo de Jerusalém, e José. O historiador palestino Hegesipo diz que Cleofás era irmão de são José e pai de Judas Tadeu e de Simão. Este último foi eleito para suceder a Santiago o Menor na sede episcopal de Jerusalém. A identificação de Alfeu com Cleofás levou a alguns exegetas a considerar a María de Cleofás cunhada da Virgem María, e mãe de três apóstolos.

María de Cleofás, Santa

María de Cleofás, Santa

Cleofás (Alfeu) é, além disso, um dos discípulos que no dia da ressurreição de Jesús, enquanto iam para Emaús, foram alcançados por Jesús a quem reconheceram na “fracção do pão”. Quando o esposo se afastava de Jerusalém, com o coração cheio de melancolia e desilusão, a esposa María de Cleofás, seguindo o impulso de seu coração, ia apressada à tumba do Redentor para lhe render a extrema homenagem da unção ritual com vários unguentos. Com efeito, na sexta-feira pela tarde havia ficado atrás com María Magdalena para ver “onde o deixavam”. Diz o evangelista Marcos: “María Magdalena e María, a mãe de Santiago o menor e de José viam onde o punham”. Passado o sábado, muito de manhã, quando o marido regressava a casa, María de Cleofás e as outras companheiras “compraram perfumes e foram para fazer as unções”; mas o anjo lhes anunciou: “Não está aqui, Ressuscitou”. Às piedosas mulheres, que foram ao sepulcro com seus unguentos e com sua dor, lhes correspondeu o privilégio de conhecer as primeiras a noticia da ressurreição: “¿Porque buscais entre os mortos ao que vive?”.Se Cristo não ressuscitou - dirá São Paulonossa fé não vale nada e nós seríamos uns mentirosos… Mas Cristo ressuscitou e é a primícia dos outros que agora dormem e ressuscitarão”. Esta alegre notícia a levaram aos “Doze e a todos os outros” umas poucas mulheres, entre elas María de Cleofás. Sugerimos ler o Artigo Os irmãos de Jesús.

 

Maria de Santa Eufrásia Pelletier, Santa
Virgem e Fundadora

María de Santa Eufrasia Pelletier, Santa

Maria de Santa Eufrásia Pelletier, Santa

Rosa Virgínia Pelletier viu a luz em Noirmoutier, França, a 31 de Julho de 1796, filha dum médico piedoso e caritativo, que morreu quando a nossa Santa, seu oitavo filho, não tinha mais de dez anos. Colocada como interna num colégio de Ursulinas, e depois em Tours numa comunidade religiosa em formação, Rosa não ocultou o seu desejo de abraçar mais tarde o caminho dos conselhos evangélicos. sendo jovem muito alegre, mas distintíssima e muito ponderada, orientou-se, no meio das provas dirigidas pelas suas mestras, para a congregação do Refúgio ou do Bom Pastor, fundada em 1641 por S. João Eudes. A Irmã Maria de Santa Eufrásiatinha 19 anos – aplicava-se principalmente a meditar a Sagrada escritura, mas também a examinar os pormenores da organização do instituto e dos seus progressos possíveis. O que tinha em vista, e realizou quando foi eleitora superiora em 1825, era o ramo das Madalenas, distinto das Penitentes e das Preservadas, constituindo verdadeira congregação de Religiosas recrutadas sobretudo entre as arrependidas. Os oito anos que decorreram entre a profissão religiosa da Irmã Maria e a sua eleição foram utilizados em penetrar a psicologia das penitentes: “Tratava essas jovens como se visse em cada uma tanta delicadeza e boa vontade, como ela pela sua parte lhes mostrava”. Foi durante os seus dois triénios que a Madre Maria de Santa Eufrásia organizou as suas Madalenas: encerradas como todas as outras internas, viviam à parte e seguindo uma vida dura; rezavam, o ofício e recebiam direção espiritual apropriada. O empenho da superiora não a isentava de melhorar o vestuário, a alimentação e as instalações do seu rebanho. Em Tours havia então, em 1830, 70 penitentes, 12 madalenas e 80 órfãs que requeriam ser preservadas. O pensamento que guiara a Madre Eufrásia na mais notável inovação deste apostolado foi a  grande estima do valor santificante da vida religiosa; uma vida de oração, como a que ela propunha às Madalenas, “valia mais que mil belas palavras das irmãs, destinadas a converter essas pobres raparigas”. Para além mesmo desta iniciativa, o espírito de fé da Madre Pelletier teve sempre de exercitar-se, pois os revezes não faltaram: os traficantes da inocência feminina provocaram repetidamente revoltas ou ataques contra as religiosas. As desordens de 1830 causaram, a partida de bastantes noviças; mesmo a natureza da obra não deixava de exigir, da parte dos protetores, certa confiança na superiora; mas não deixava de haver hesitações em a oferecer às cegas. E os superiores eclesiásticos, temendo que a autoridade que tinham não fosse respeitada ao tratar-se de instituir um posto de superiora geral, não reservaram a oposição que sentiam. “Os princípios em Angers (lá se tinha ela fixado em 1831) foram muito custosos; sem móveis, sem cobertores, sem vestuários, por vezes sem alimentação, ficámos um ano sem Missa, fora do domingo e quinta-feira. O senhor Bispo tinha o ar de não saber da nossa existência, e outras pessoas, que desejavam fazer-nos bem, julgavam que nós éramos riquíssimas"! Mas o santo fervor não desfaleceu nunca. A Madre escrevia depois das espoliações e perseguições de 1848: “As lágrimas correm às torrentes, mas a paz mantém-se… O Pai de família vem semear entre nós cruzes bem pesadas; é para que,  desenvolvendo-se em nós mais profundamente as raízes da humildade, nos possamos desenvolver e elevar-nos mais e mais”. A virtude cardeal de fortaleza explodiu na santa quando, tendo-se a congregação desenvolvido, foi preciso pensar em dar-lhe organização canónica definitiva. Tendo consciência do papel mundial do seu instituto, a fundadora pretendia colocá-lo sob a protecção da santa Sé e para isto ligá-lo diretamente a Roma, de maneira que nenhum bispo pudesse mudar fosse o que fosse nas constituições. Apoiada no bispo de Angers e apesar da oposição duma dúzia de bispos franceses, a Madre Pelletier conseguiu obter do papa Gregório XVI que desse à congregação um cardeal protetor. O cardeal Odescalchi – tinha contribuído para a restauração beneditina e dominicana na França e não havia quem o não considerasse homem santíssimo – veio a ficar superior geral. O desenvolvimento magnifico do Instituto, a partir deste ano de 1835, exigiu que a Madre Maria de Santa Eufrásia exercesse uma vigilância e uma atividade de cada momento; a unidade da obra – do seu espírito e dos esforços – tinha de manter-se. A formação de mais de uma centena de noviças exigia sobretudo muita solicitude maternal; isto para não falar das fundações na Europa, na África e na América, e dos cuidados que as tinham de acompanhar. A Santa dedicava a tudo isto valentia, gozo sobrenatural profundo e abandono nas mãos de Deus, admirável. “Tendo concebido todas as nossas na Cruz, amo-as acima da minha própria vida; depois, este amor está baseado em Deus e no conhecimento da minha miséria, pois reconheço que, se tivesse tanto tempo de profissão como elas, não suportaria nem as privações nem os trabalhos que elas suportam”. Como os santos todos, também a Madre Pelletier foi alma de muita oração. A atividade incansável não a impediu de se elevar até tão alto grau de união mística. “Quando não tiverdes senão Deus, minhas queridas filhas, a vossa oração será mais pura, a vossa prece mais fervorosa… Eu consentiria em estar muito tempo privada da felicidade do Céu, contanto que, na terra, tivesse Nosso Senhor para amar na Eucaristia e almas para salvar… Ah! minhas Filhas, quanta fé nos dão as cruzes"! A ela se deve a Congregação de Nossa Senhora da Caridade do Bom Pastor de Angers , também viva em Portugal. Em 1868, uma crise de fígado e um cancro só tarde descoberto evenceram as forças da Madre. A 24 de Abril , separou-se a alma do corpo, que iria ficar sem corrupção aparente durante várias dezenas de anos: “Sinto Deus em mim e a sofrer comigo”. Foi Pio XII quem a canonizou, a 2 de maio de 1940. Do livro SANTOS DE CADA DIA, DE WWW.JESUITAS.PT. VER TAMBÉM WWW.ES.CATHOLIC E WWW.SANTIEBEATI.IT

Ivo ou Ives de Huntingdonshire, Santo
Bispo

Ivo o Ives de Huntingdonshire, Santo

Ivo ou Ives de Huntingdonshire, Santo

Segundo uma lenda medieval, santo Ivo foi um bispo persa que gozava de grande honra e prestigio entre os seus, e levava uma forte vida de disciplina muito cara a si próprio. Juntamente com três companheiros foi a Inglaterra e se estabeleceram-se em ermidas afastadas para viver em paz, penitência e solidão. Morreram no século VII e com o tempo foram esquecidos pelas pessoas. Sem embargo, por volta do ano 1001 levaram-se a cabo umas descobertas interessantes: alguns ossos pertencentes a santo Ivo. Goselin, em sua Vida de santo Ivo diz que o culto de Ivo se propagou durante um século. Seguindo as narrações dos sonhos de um campesino, seus ossos foram identificados e pertenciam a santo Ivo. Foram trasladados para a abadia de Ramsey, em que se fizeram muitos milagres. Um século mais tarde, apareceu uma luz sobre a abadia. Todos a interpretaram como um significado claro de que eram os ossos de santo Ivo. Estes deveriam ser levados a Slepe onde se fundaria uma nova abadia que daria a conhecer melhor a relíquia de santo Ivo. Na arte aparece este santo como um sereno e prudente eremita persa a que se  concede a honra de ser bispo. Hoje é venerado em Huntingdonshire. ¡Felicidades a quem leve este nome!
Comentários ao P. Felipe Santos: al Santoral">al Santoral">fsantossdb@hotmail.com

Salomé, Santa
Mãe dos Apóstolos Santiago e João

Salomé, Santa

Salomé, Santa

Etimologicamente significa “paz”. Vem da língua hebraica. Um cristão que põe sua confiança no homem, não chega a nenhum porto com segurança e muito menos ao coração de Deus, o primeiro a que devemos amar e o primeiro em que se deve confiar. Salomé foi uma cristã das primeiras que se sentiu fascinada pela revolução que trouxe Cristo ao mundo. Pertence ao século I. Era a esposa de Zebedeu, um dos marinheiros mais conhecidos de Betsaida, Israel. Era também a mãe de dois dos primeiros discípulos que o Senhor elegeu para o ministério, Santiago e João. Esta mulher não se contentava com admirar a Jesús simplesmente. O seguia por todas partes e, além disso, prestava um serviço estimável a todos os seguidores de Cristo o Senhor. Ela, como toda mãe, queria que seus dois filhos estiveram um à direita e outro à esquerda de Jesús. Não havia compreendido ainda nada do reino que Jesús veio a pregar e implantar na terra. Ela sonhava com um Messias poderoso, aguerrido e triunfador. Depois se daria conta de todo o contrário. No dia da Paixão, ela estava ao pé mesmo da Cruz. Igualmente, o pouco que tivera de dinheiro, o empregou para comprar aromas para embalsamar o corpo de Jesús. Foi também a mulher que ficou impactada quando o domingo de Ressurreição, ao ir à tumba, a encontrou vazia. Na alba da preciosa manhã em que Cristo ressuscitou, teve a sorte de ver muito antes que outros que o que havia dito ao Senhor se havia cumprido tal e como o disse. ¡Felicidades a quem leve este nome!

Benito Menni, Santo
Fundador

Benito Menni, Santo

Benito Menni, Santo

Martirológio Romano: Em Dinan, em França, são Benito (Ángel) Menni, presbítero da Ordem de São João de Deus, fundador da Congregação das Irmãs Hospitalárias do Sagrado Coração de Jesús (1914). Etimologicamente: Benito = Aquele a quem Deus bendiz, é de origem latina. Etimologicamente: Ángel = Aquele que é portador de uma mensagem, é de origem grega. A cidade de Milão foi seu berço, havendo nascido e sido batizado no mesmo dia 11 de março de 1841. Pôs-se-lhe o nome composto de Ángel-Hércules, que foi como uma premonição do espírito e força, que havia de caracterizar sua personalidade. Era o quinto de quinze filhos do matrimónio formado por Luis Menni e Luisa Figini. Em seu lar cálido e acolhedor achou o apoio e estímulo para seu desenvolvimento intelectual e personalidade. A chamada de Deus seguiu-a cedo: fino de consciência, deixou um bom trabalho num banco e, altruísta ante o que sofre, se ofereceu a ajudar à mudança dos soldados feridos que chegavam da batalha de Magenta, perto de Milão. Admirado da entrega que então descobriu nos Irmãos de São João de Deus, aos 19 anos pediu o ingresso na Ordem Hospitalária. Com o nome de Bento iniciou a vida religiosa e se consagrou a Deus e à assistência dos enfermos; com o mesmo nome o veneraremos como São Bento Menni.  Durante seus estudos de enfermeiro e sacerdote foi forjando sua personalidade religioso-hospitalária, que pôs á disposição dos superiores, quer dizer da causa em favor da sociedade mais necessitada, como eram tantos enfermos. Espanha, o berço da Ordem Hospitalária (ou Hospitaleira), vivia entre lutas políticas em declarada hostilidade contra o religioso, enquanto a obra de João de Deus havia ficado praticamente extinta; necessitava de um impulso renovador, e Bento Menni será a pessoa providencial para sua realização. Destinado a Espanha em 1867, levou a cabo suas duas grandes obras: a restauração da Ordem de São João de Deus e a fundação da Congregação feminina, "Irmãs Hospitalárias do Sagrado Coração de Jesús". Seu espírito magnânimo, capacidade e disposição o ajudaram a superar muitas dificuldades e tomar grandes iniciativas de especial consideração em prol dos enfermos e sua assistência integral. Mandado pelo então Geral da Ordem Juan M. Alfieri, que sempre foi seu apoio, e com a bênção do papa Pío IX antes de sair de Roma, Bento Menni manifesta desde o primeiro momento sua forte vontade e espírito decidido. Aos poucos meses abre com êxito o primeiro hospital infantil de Espanha em Barcelona (1867), que constitui o inicio de sua extraordinária obra restauradora, que dirigirá durante 36 anos. Desde o primeiro momento, graças a seu empenho vocacional, se lhe uniram numerosos e generosos seguidores, com os quais por sua vez poderá dar continuidade às novas instituições hospitalárias, que se multiplicarão por Espanha, Portugal e México, continuando depois por todo o novo mundo. Com a chegada a Granada (1878), Bento Menni entra em contacto com dois jovens, María Josefa Recio e María Angustias Giménez, as quais serão em 1881 a semente de uma nova Instituição sanitária, apenas feminina, com característica específica para a assistência psiquiátrica. Em Ciempozuelos, Madrid, tem sua origem e se constituí a Casa Mãe da "Congregação das Irmãs Hospitalárias do Sagrado Coração de Jesús", a qual é aprovada pela Santa Sede em 1901. Como sinal de sua identidade no serviço hospitalário lhes transmite seu lema em seis palavras: "rogar, trabalhar, padecer, sofrer, amar a Deus e calar". Muito cedo, sem embargo, a nova fundação estende suas alas de caridade misericordiosa e se estabelece por diversos países de Europa e América Latina, e mais tarde por África e Ásia. Actualmente, em que tem lugar a canonização de Bento Menni, seu fundador, se acham presentes em 24 nações com mais de 100 Centros hospitalários. Bento Menni, enquanto Fundador e Padre espiritual,  infundiu em seu espírito característico juandediano, continuando durante mais de 30 anos sua direcção e formação ascético-hospitalária. A magna obra que Bento Menni realizou como restaurador e fundador se estendeu, chamado pela Santa Sede, em favor de toda a Ordem sendo nomeado primeiro Visitador Apostólico da mesma (1909-1911) e em continuação como Superior Geral (1911), a cujo cargo, sem embargo, teve que renunciar um ano depois por incompreensões e por motivos de saúde. Seus dois últimos anos os passou em humildade e purificação, morrendo santamente, cheio de méritos, em Dinán, França, em 24 de abril de 1914. Seus restos, trasladados por seus Irmãos de Espanha a Ciempozuelos, hoje são venerados sob o altar central da "Capela dos Fundadores" na Casa Mãe de suas Filhas Hospitalárias de Ciempozuelos. Aberto seu processo de santidade na diocese de Madrid, onde está enterrado, nos anos 1945-1947, suas virtudes foram reconhecidas como heroicas pela Congregação para as Causas dos Santos em 11 de maio de 1982, pelo que passou a ser considerado " Venerável". Reconhecida como milagrosa a cura em favor de Dona Assunção Cacho, foi proclamado "Beato" na Basílica vaticana pelo papa João Paulo II em 23 de junho de 1985. Ante sua entrega fecunda e rectidão santa e santificadora, com sua vida ofertada a Deus e aos enfermos com unção e generosidade total, o testemunho de Bento Menni hoje cobra atualidade com sua canonização, sendo proposto à Igreja universal como modelo e exemplo, em especial dentro do campo da saúde e da enfermidade. A humanização e a evangelização são desafios ante o novo milénio. Santo Benito Menni vem a recordar e iluminar as palavras de Cristo, "Estava enfermo e haveis tido cuidado de mim. Vinde, benditos de meu Pai". No campo sanitário se utilizam os benefícios do progresso técnico, mas não poucas vezes falta o coração à assistência. Com frequência o interesse sanitário está mais orientado para a enfermidade do que para o enfermo, considerado ele próprio mais como um número ou um caso clínico, que como uma pessoa ou um irmão, imagem de Deus que sofre, a quem assistir. Foi canonizado em 21 de novembro de 1999 por S.S. João Paulo II. Reproduzido com autorização de Vatican.va

 

Maria Isabel Hesselblad, Beata
Religiosa Brigidina,

María Isabel Hesselblad, Beata

Maria Isabel Hesselblad, Beata

Martirológio Romano: Em Roma, beata Maria Isabel Hesselblad, virgem, que, oriunda de Suécia, depois de vários anos de trabalhar num hospital restaurou a Ordem de Santa Brígida, notável por sua solicitude na contemplação, na caridade para com os necessitados e a unidade dos cristãos (1957) Etimologicamente: Maria = Aquela senhora bela que nos guia, é de origem hebraica. Etimologicamente: Isabel = Aquela a quem Deus dá saúde, é de origem hebraica. A Beata nasceu num pequeno povo de Fâglavik, na provincia de Âlvsborg, Suécia, em 4 de junho de 1870.  Foram seus pais o Sr. Augusto Roberto Hesselblad e a Sra. Cajsa Pettesdotter Dag, foi a quinta de treze filhos. Recebeu o batismo na Igreja Luterana de sua Paróquia de Hundene, Suécia e transcorreu sua infância por diversos lugares, seguindo a sua familia que por motivos económicos buscavam lugares de trabalho. No ano de 1886, para ganhar o pão e contribuir ao sustento de sua familia, foi trabalhar em Kârlosborg e depois nos Estados Unidos de América onde frequentou a escola de enfermagem no Hospital Roosevelt em Nova York.  Aí se dedicou a assistir aos enfermos a domicilio, este trabalho foi muito duro para ela porque não se sentia bem de saúde, sem embargo o contacto com os enfermos católicos e a sede que tinha por buscar a verdade contribuíram a ter viva em sua alma a busca do redil de Cristo. A oração, o estudo e a devoção filial pela Mãe do Redentor a conduziram decididamente para a Igreja Católica e em 15 de agosto de 1902, no Convento da Visitação em Washington, recebeu o sacramento do baptismo sob “condição" das mãos do P. Juan Hagen, S.I., que foi também seu diretor espiritual. Em Roma recebeu o sacramento da Confirmação e viu claramente que devia dedicar-se à unidade dos cristãos. Visitou também o templo e a casa de Santa Brígida de Suécia (+ 1373), recebendo uma grande e profunda impressão a tal grau que quando se encontrava em oração nesse lugar, escutou uma voz que lhe dizia: "É aqui onde desejo que te ponhas a meu serviço". Regressou aos Estados Unidos sem embargo ainda que não se encontrava bem de saúde deixou tudo e em 25 de março de 1904 se estabeleceu em Roma na casa de Santa Brígida, onde foi recebida carinhosamente pelas monjas que viviam aí.  No silêncio y na oração conheceu profundamente o amor de Cristo, cultivou e difundiu a devoção de Santa Brígida e de Santa Catarina de Suécia, teve sempre uma crescente preocupação espiritual por seu país pela Igreja. Em 1906 São Pío X lhe concedeu levar o hábito da Ordem do Santíssimo Salvador de Santa Brígida e de professar seus votos religiosos como filha espiritual da santa de Suécia. Seu sonho de dar vida em Roma a uma comunidade Brigidina não se realizou, sem embargo, floresceu um novo ramo do antigo tronco Brigidino, e assim, em 9 de setembro de 1911 a Beata começando com 3 jovens postulantes inglesas, refundou a Ordem do Santíssimo Salvador de Santa Brígida com a missão de orar e trabalhar especialmente pela união dos cristãos de Escandinávia com a Igreja Católica. Em 1931 teve a grande alegria de obter perpetuamente por parte da Santa Sede, a igreja e a casa de Santa Brígida em Roma que chegaram a ser o centro da Ordem. Durante e depois da segunda Guerra Mundial a Beata realizou uma intensa Obra de caridade a favor dos pobres e dos perseguidos por leis de racismo; promoveu um movimento pela paz com católicos e não católicos, trabalhando fortemente no ecumenismo. Desde o inicio de sua Fundação atendeu sua preocupação a formação de suas filhas espirituais para as que foi mãe e mestra. Lhes recomendava a união com Deus, a ardente flama de se assemelhar ao Divino Salvador, o amor à Igreja e ao Romano Pontífice e de fazer oração para que existisse um só redil e um só Pastor acrescentado: "Este é o fim primário de nossa vocação". A Beata foi fiel toda sua vida ao Senhor, isto o comprovamos em seus escritos de 1904 onde diz "Amado Senhor, não te peço que me ensines o caminho, te seguirei fortemente de tua mão na obscuridade, nos momentos de angústia e de medo, cerrarei os olhos para te fazer ver quanta fé tenho em ti Esposo de minha alma".
A esperança em Deus e na sua providência sustentou-a em cada momento de sua vida, sobretudo nas horas de prova, da preocupação e da cruz. Pôs sempre em primeiro lugar as coisas do céu às da terra, a vontade de Deus à sua vontade e o bem do próximo à própria utilidade. Contemplando o amor infinito do Filho de Deus que se imolou por nossa salvação, alimentou em seu coração a chama da caridade que manifestou com a bondade de suas obras. A suas filhas dizia continuamente: "Devemos nutrir um grande amor para com Deus e para com o próximo, um amor forte, ardente, que queime todas as imperfeições, suporte fortemente um acto de impaciência, uma palavra fervente e com isto se presta a chegar com ternura a um acto de caridade". A Beata se assemelhava a um jardim no cual o sol da caridade faz florescer obras de misericórdia espirituais e corporais. Sempre teve atenções para com suas filhas religiosas, se preocupou pelos pobres, pelos enfermos, pelos judeus perseguidos, pelos sacerdotes, pelas crianças a que ensinava a doutrina cristã, por sua familia de origem e por toda a gente de Suécia e de Roma. Foi uma mulher humilde e serviçal com todos os que lhe pediam ajuda, sempre teve a alegria de dividir com os outros os dons que recebia do Senhor. Foi prudente nas iniciativas pelo Reino de Deus no falar, no aconselhar e em corrigir.Teve grande respeito pela liberdade religiosa dos não cristãos e dos não católicos que recebeu em sua casa. Praticou a justiça para com Deus e para com o próximo, a temperança, o domínio de si, o afastar-se das honras das coisas do mundo, a humildade, a castidade, a obediência, a fortaleza nas tribulações, a perseverança na oração e no serviço a Deus, a fidelidade em sua consagração religiosa.Caminhou com Deus abraçando a cruz de Cristo que a acompanhou desde sua juventude. "Para mim, afirmava a Beata, o caminho da cruz foi o mais formoso que hei visto porque nele conheci a meu Senhor e Salvador", junto aos sofrimentos morais padeceu também ininterruptamente sofrimentos físicos. A cruz chegou a ser a maneira particular dolorosa e pesada nos últimos anos de sua vida. Devido à sua constância na oração viveu serenamente a vontade de Deus e assim se preparou ao encontro definitivo com o Esposo Divino que a chamou mas primeiras horas de 24 de abril de 1957. Viveu e morreu em fama de santidade, esta fama cresceu também depois de sua morte, e pela mesma se começou sua causa aos altares. Foi beatificada em 9 de abril de 2000 por
S.S. João Paulo II. Reproduzido com autorização de Vatican.va

 

Wilfrido de York, Santo
Bispo

Wilfrido de York, Santo

Wilfrido de York, Santo

Martirológio Romano: Em York, em Northumbria, santo Wilfrido, bispo, que, depois de trabalhar com todo esmero, foi obrigado a abandonar sua sede e morreu entre os monges de Ripon, de quem foi abade durante um tempo (709). Etimologicamente: Wilfirdo = Aquele que sai vitorioso, é de origem germânica. São Wilfrido, bispo de York, se distinguiu por seu zelo em defender em Inglaterra os usos romanos. Ofereceu asilo ao piedoso Dagoberto II, filho de São Sigeberto, rei de Austrásia, destronado pelo mordomo de palácio Grimoaldo. Encarregou-se da educação do jovem príncipe; e este, voltando a seu reino, recebeu com grandes honras ao santo bispo, obrigado por sua vez a abandonar sua pátria como consequência das vexações do rei Egfrido. Dali, São Wilfrido foi a Roma a reclamar a proteção do Papa, e voltou a Inglaterra, onde Egfrido o fez encarcerar. Recuperada a liberdade, mas não podendo obter a execução do julgamento do Papa, foi para Sussex a pregar o Evangelho. Foi posto então em posse da diocese de Hexham, retomou o governo de los mosteiros que havia fundado e morreu visitando-os, no ano 709, na idade de 75 anos.

Gregório de Elvira ou de Illiberis
Bispo

Gregorio de Elvira o de Illiberis

Gregório de Elvira ou de Illiberis

Em Elvira, antiga sé episcopal da Andaluzia, no século IV floresceu S. Gregório, prelado digno de eterna memória pelo zelo apostólico, eminente ciência, grande santidade e principalmente pela inflexível constância em não comunicar nunca com os hereges arianos. O arianismo penetrara até ao Ocidente depois de desolar toda a Igreja oriental. Foi protegido pela autoridade do imperador Constâncio, acérrimo defensor da impiedade e perseguidor atroz dos prelados católicos, sendo os mais zeloso dentre eles desterrados das suas sés. Para tranquilizar e extirpar uma discórdia tão perniciosa como geral, que pôs a Igreja em estado deplorável, convocou-se em Rimini um concílio no ano de 359, o qual, tendo um  princípio santo, teve um  fim muito desgraçado. Haviam concorrido a ele mais de 400 bispos do Ocidente, e já tinham passado sete meses de ausência das suas igrejas, sem que os negócios se resolvessem a contento de todos. Era a astúcia ariana, que punha obstáculos, valendo-se duma fórmula de palavras artificiosas, com que confundisse os católicos. Gregório a nada atendeu tanto com o a conservar a fé verdadeira nos termos precisos em que se definira no 1º Concílio geral de Niceia. Soube desarmar as capciosas invectivas dos arianos e tornar patentes os artifícios de linguagem, usados na fórmula de fé que propunham. Mantinha-se ele inflexível em não comunicar com os prelados suspeitos de heresia. Não o atemorizaram os castigos com que eram ameaçados todos os que resistiam a prestar o seu consentimento aos injustos decretos do Imperador. Santo Eusébio de Vercelli foi um dos insignes prelados que defenderam em Rimini a fé católica contra todo o poder dos arianos, sendo por isso desterrados das suas sés. Na carta que escreveu ao nosso Santo, elogia-lhe a constância em se ter recusado a tratar com os bispos que, no conflito de Rimini, tinham comunicado com Ursário e Valente, defensores da heresia. Finalmente, cheio de merecimentos, depois de governar a sua Igreja por muitos anos como zeloso pastor, morreu no Senhor pelos fins do século IV. Do livro SANTOS DE CADA DIA, DE WWW.JESUITAS.PT. VER TAMBÉM WWW.ES.CATHOLIC E WWW.SANTIEBEATI.IT

Outros Santos e Beatos

Completando o santoral deste dia

Otros Santos y Beatos 

Santo Alexandre, mártir
Em Lyon, na Gália, santo Alejandro, mártir, que três dias depois da paixão de santo Epipódio foi sacado da cadeia, açoitado e cravado numa cruz até expirar (178).

Santo Antimo, bispo
Em Nicomédia, em Bitinia, santo Antimo, bispo, e companheiros, mártires na perseguição sob o imperador Diocleciano. Antimio, por confessar a Cristo, recebeu a glória do martírio ao ser decapitado, e da multidão de seus companheiros, uns foram degolados, outros queimados vivos, outros abandonados em alto mar sobre navios, segundo dispôs o juiz (303).

Santo Deodato, abade
Nas cercanias de Blois, na Gália Lugdunense, santo Deodato, diácono e abade, que depois de levar vida anacoreta, reuniu discípulos a que presidiu (s. VI).

São Melito, abade e bispo
Em Canterbury, em Inglaterra, são Melito, bispo, que, sendo abade, foi enviado pelo papa são Gregório I Magno a Inglaterra, onde foi ordenado bispo dos saxões orientais por santo Agostinho, e, depois de sofrer muitas tribulações, acedeu à sede de Canterbury (624).

Santo Egberto, monge e presbítero
Na ilha de Iona, em Escócia, santo Egberto, presbítero e monge, que se preocupou na evangelização de várias zonas de Europa e convenceu, já ancião, aos monges de Iona para que aceitassem o cômputo romano do dia de Páscoa, entrando a celebrar a eterna festa no termo da missa da solenidade pascal (729).

São Guillermo Firmato, eremita
Em Mortain, em Normandia, são Guillermo Firmato, eremita, que antes havia sido canónico e médico em Tours, mas depois de uma peregrinação a Jerusalém, se retirou à solidão até sua morte (1103).

 

93717 > Santi 3 Martiri Mercedari di Parigi 
50630 > Sant' Alessandro di Lione Martire  MR
90553 > Sant' Antimo di Nicomedia Martire  MR
90348 > San Benedetto Menni Religioso  MR
50660 > San Deodato di Blois Abate MR
79150 > Sant' Egberto di Northumbria Monaco  MR
94722 > Sant' Elia Iorest e Sava Brancovici Vescovi  (Chiese Orientali)
50650 > Sant' Erminio Martire, venerato a Perugia 
26900 > San Fedele da Sigmaringen Sacerdote e martire  - Memoria Facoltativa MR
50640 > San Gregorio di Elvira Vescovo MR
50690 > San Guglielmo Firmato Eremita a Mantilly MR
91796 > Sant' Ivo Vescovo in Inghilterra 
94425 > San Lupicino Recluso a Lipidiacum 
49100 > Santa Maria di Cleofa  MR
50675 > Santa Maria di S. Eufrasia (Rosa Virginia Pelletier) Fondatrice  MR
90022 > Beata Maria Elisabetta Hesselblad  MR
65700 > Santi Maurizio, Giorgio e Tiberio Martiri a Pinerolo 
50670 > San Mellito di Canterbury Arcivescovo  MR
20260 > Pasqua di Risurrezione del Signore (celebrazione mobile) - Solennità MR
74850 > Santa Salomè Madre degli apostoli Giacomo e Giovanni  MR
50680 > San Vilfrido di York Vescovo MR

Nº 899-3 - A RELIGIÃO DE JESUS - DOMINGO DE PÁSCOA DA RESSURREIÇÃO - 24 DE ABRIL DE 2011

899-3

Do livro A Religião de Jesus, de José Mª CastilloComentário ao Evangelho do diaCiclo A (2010-2011)Edição de Desclée De BrouwerHenao, 648009 Bilbaowww.edesclee.cominfo@edesclee.com: tradução de espanhol para português, por António Fonseca

24 de Abril – DOMINGO DE PÁSCOA DA RESSURREIÇÃO

 

Jo 20,  1-9

No primeiro dia da semana, Maria de Magdala foi ao sepulcro logo de manhã, ainda escuro, e viu a pedra retirada do sepulcro. Correu, pois, e foi ter com Simão Pedro e com o outro discípulo, aquele que Jesus amava, e disse-lhes: «Levaram o Senhor do sepulcro e não sabemos onde O puseram». Pedro saiu com o outro discípulo e foram ambos ao sepulcro. Corriam  os dois juntamente, mas o outro discípulo antecipou-se e chegou primeiro ao sepulcro. Debruçando-se, viu as ligaduras no chão, mas não entrou. Entretanto, chegou Simão Pedro, que o seguia, entrou no sepulcro e viu as ligaduras no chão e o sudário que estivera sobre a Sua cabeça; este não estava com as ligaduras, mas enrolado num lugar à parte. Entrou também o outro discípulo que chegara primeiro ao sepulcro: Viu e acreditou. Não tinha efetivamente, entendido ainda a Escritura, segundo a qual Ele devia ressuscitar dos mortos.

1. O mesmo facto da ressurreição não o conta nenhum autor do Novo testamento. Porque não se pode relatar um acontecimento que não está ao nosso alcance. Não existem meios de comunicação entre “este mundo” e o “outro mundo”, como os há entre os extremos mais opostos e longínquos do universo inteiro. O que nos relatam os evangelhos das aparições são as “experiências” do Ressuscitado, que tiveram e viveram as primeiras testemunhas da ressurreição.

2. O testemunho daquelas primeiras testemunhas, prolongado durante séculos, é o fio condutor que nos une ao ressuscitado. Daí, a importância decisiva, que tem para os crentes em Jesus Cristo, manter-se fieis e perseverar, sem desalentos, na fé de quem viveu aquelas primeiras experiências de Jesus como o Vivente, que supera a força inevitável de destruição e de aniquilação que é a morte. A aspiração suprema do ser humano é viver. E viver feliz. A resposta a essa aspiração é Jesus ressuscitado.

3. Os relatos das aparições não são mais que testemunhos, desconexos nos detalhes, do que representou, para as primeiras testemunhas da fé, esta experiência fabulosa de se saberem possuidores da solução ao que todo o mundo, durante todas as gerações, tem vivido como anseio supremo do mais e melhor que se pode possuir. Algo mais valioso e mais ilusivo que todas as riquezas e todos os poderes deste mundo.

Compilação por

António Fonseca

Nº 899-1 - REZAR NA QUARESMA - 24 DE ABRIL DE 2011

899-1

24 DE ABRIL

DOMINGO

PÁSCOA

João 10, 1-9

“Viu e começou a crer…”

*************

Pedro e João entram no sepulcro onde Jesus fora colocado.

E já não O veem.

Pode haver muitas explicações para a ausência do corpo de Jesus.

Mas João, o discípulo amado, deixa-se estimular por esta ausência e começa a acreditar.

O mesmo se passa contigo.

Abres os olhos e vês à tua volta pequenos sinais que te mostram o poder de Deus em acção, a sua vitória contra a morte, o mal, o egoísmo, o sem-sentido.

Olha, vê… e começa a crer.

 

»»»»»»»»»

Não é fácil acreditar na vitória da vida,

no triunfo do amor.

Não é fácil aceitar que o  plano de Deus

passe pela paixão e pela morte.

o é fácil acolher a notícia da Páscoa.

Não é fácil largar a tristeza rotineira

por esta alegria enorme.

 

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António Fonseca - www.aarfonseca@hotmail