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quarta-feira, 27 de abril de 2011

Nº 902 - (115) - 27 DE ABRIL DE 2011 - SANTOS DE CADA DIA - 3º ANO

10 Santos e Beatos

Nº 902

NOSSA SENHORA DE MONSERRATE

Padroeira da Catalunha

Nuestra Señora de Montserrat

Nossa Senhora de Monserrate

O mosteiro de Monserrate situa-se a 40 quilómetros da costa mediterrânica, perto de Barcelona, entre penhascos “serrados” (daqui o nome deMontserrat”:«monte serrado», em catalão), de uma beleza extraordinária. É centro de peregrinações conhecido mundialmente, e no qual se venera a imagem românica da Virgem de Montserrat, que os fiéis invocam carinhosamente como “La Moreneta”, pela cor escura do seu rosto. A lenda atribui a S. Lucas a autoria da santa imagem. Escondida numa cova, durante a invasão dos árabes, teria sido descoberta milagrosamente por uns pastores. Quando o bispo e os seus acompanhantes estariam a trasladar solenemente a imagem, não terão podido prosseguir o seu caminho e tiveram que deter-se precisamente onde agora se encontra o santuário. Compreenderam, então, que a Senhora desejava permanecer na montanha e edificaram a li a sua primeira ermida. Esta lenda popular tem a sua profundidade teológica: Maria escolheu este lindo lugar para se sentir próxima dos seus filhos e atraí-los a Jesus, seu Salvador. Assim o compreendeu e expressou, em palavras inspiradas, João Paulo II, na sua peregrinação a Monserrate, no dia 7 de Outubro de 1982; «Monserrate figura, felizmente , entre aqueles santuários que (…) tive o gosto de qualificar comosinais de Deus”, da sua irrupção na história humana». Os monges beneditinos que estão ao serviço deste santuário, desde o século XI, são testemunhas das inumeráveis conversões que por intercessão da Santíssima Virgem, se operam neste lugar santo. É frequente que muitos que aqui sobem como simples turistas, desçam como autênticos peregrinos da fé. Todos estes são herdeiros e continuadores de inumeráveis peregrinos que através dos séculos encontraram aqui novo alento no seu seguimento de Jesus Cristo: Inácio de Loiola, Pedro Nolasco, Vicente Ferrer, Francisco de Borja, João XXIII Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt

Por sua vez, lê-se em www.es.catholic, o seguinte: A Virgem de Monserrate foi declarada santa padroeira de Catalunha pelo papa Leão XIII. Etimologicamente significa “ monte aserrado”. Vem do francês. Entre um mar de beleza natural, rochas, picos e ermidas se eleva o santuário da Virgem de Monserrate que aparece já no século IX. Durante o tempo dos abades Ripoll e Oliva se propagou muito.. Este último lhe deu um impulso enorme a seu culto. Praticamente, desde então até agora segue vigente, e milhares e milhares de peregrinos de Catalunha, Espanha e do estrangeiro se passam dias ou algumas horas orando ante a Moreneta de la Serra. E desde então até nossos dias há uma grande expansão desta devoção mariana. O Papa Leão XIII lhe concedeu o privilégio de que fosse a primeira Virgem coroada e a nomeou padroeira de toda Catalunha. O mundo das lendas não é alheio a todas estas Virgens. Esta, por exemplo, se lhe atribui a são Lucas. Diz que foi ele próprio que a lavrou ou talhou. Se trata de uma Virgem românica de uma grande beleza com o Menino em seus joelhos em atitude de benzer a todos os que se aproximam a este precioso lugar. E a tradição segue falando acerca de quem a traçou. Uns dizem que o próprio Lucas, outros que são Pedro. Durante a invasão árabe houve que a enterrar até que terminou a Reconquista. Se lhe chama Moreneta devido, segundo alguns autores e estudiosos, ao fumo proveniente de tantas velas acesas em sua honra como sinais de sua protecção o como sinal de lhe pedir favores ou de acção de graças. Esta devoção montserratina não tardou em chegar aos lugares mais longínquos. Os navegantes e conquistadores aragoneses e catalães a levaram até ao mesmo Oriente e ao Novo Mundo. Devido à sua grande devoção, há muitas igrejas levantadas em sua honra ao longo da geografia cristã. A Montserrat hão acudido muitos santos desde o século XIII. Os reis de Espanha a têm visitado como mostras de sua fé e amor à Senhora de Montserrat. Os monges beneditinos lhe dão culto cada dia. E o coral ajuda a manter viva esta devoção.

SANTA ZITA

Virgem (1218-1278)

Zita de Lucca, Santa

Zita de Lucca, Santa

Foi discutido entre especialistas de Dante se a alusão que um demónio negro faz aos «anciãos de Santa Zita», isto é, às autoridades de Luca, implica porventura falta de reverência àquela Santa, que era apenas uma pobre criada ou empregada doméstica. Mas Dante, se bem que de natureza soberba e escarnecedora, não podia distinguir entre Santas nobres e Santas de humilde condição, porque a santidade está acima de qualquer diferença social. Dante, com o nome de Santa Zita, quer simples e inevitavelmente indicar a cidade de Luca, que tinha culto especial por aquela que serviu o Senhor servindo – acima dos seus patrões – os pobres que são, não apenas os amigos de Jesus, mas o próprio Jesus, escondido sob os trajes dos necessitados. Zita nascera, de facto, perto de Luca, em 1218, de família de trabalhadores da terra. Destituída de qualquer especial instrução, desde criança tinha escolhido para si uma regra de comportamento religioso, perguntando-se unicamente: «Isto agrada ao senhor? Isto desagrada a Jesus?». Maiorzinha, os pais entregavam-lhe um cesto de verdura ou fruta, para vender pelas ruas da cidade. O aspecto da menina, os seus modos e a sua atitude foram notados por um dos mais ricos e nobres cidadãos de Luca, que a pediu aos pais como empregada. Zita tinha 18 anos quando entrou na casa dos Fatinelli. Trocado o campo pela cidade, deixava a casa paterna aldeã para transferir-se para um grande palácio. A coisa em si, se podia ter certa sedução, apresentava também não poucos perigos. Para uma inexperiente menina de 18 anos, havia o perigo de cair nos fáceis ardis da vida citadina, A casa dos Fatinelli, é certo, era governada com princípios de severa moralidade, mas a criadagem, numerosa e variada, poderia, se não corromper mesmo, pelo menos deformar a alma ingenuamente dócil da jovem campónia. Zita. Mesmo entre os Fatinelli, continuaria a mesma linha de proceder, interrogando-se: «Isto agrada ao Senhor? Isto desagrada a Jesus?» Ao Senhor agradava de facto que todas as manhãs, com licença da patroa, ela fosse à primeira missa, na igreja vizinha, quando as companheiras ainda dormiam. E, de regresso a casa, ao Senhor agradava que ela satisfizesse todas as pesadas e preocupantes incumbências caseiras, a que se dedicavam as mulheres daqueles tempos. Uma manhã, Zita demorou-se em oração na igreja mais do que era costume. Quando saiu e reparou que o sol já batia nas cornijas do palácio, teve medo de ter descuidado os seus deveres caseiros. A hora de receber a padeira já tinha passado, sem que Zita desse conta. Ansiosa e confundida, correu à cozinha. Mas o pão, que ela devia ter preparado, brilhava já, dourado e bem cheiroso, em cima da toalha, nenhuma outra empregada a tinha substituído no trabalho, e o milagre era devido Àquele a quem agradava  que ela começasse o dia com oração. Todas as sextas-feiras da semana, atropelavam-se os pobres da cidade à porta do palácio. Zita, a de maior confiança entre toda a criadagem, tinha a missão de distribuir as esmolas. Mas às do patrão desejava ela juntar sempre alguma coisa de seu. Jejuava ou limitava-se no comer, para conseguir pôr de parte mais comida para os pobres de Jesus, a quem deu também roupa sua. Depressa chegou aos ouvidos do senhor que Zita dava aos pobres mais do que ele destinara. E era verdade, mas esse mais, não lhes pertencia; representava o supérfluo da criada, sóbria de modo um pouco incrível. Um dia, encontrando Zita com o avental cheio de comida, perguntou-lhe severamente que levava. «Flores e folhas», respondeu a rapariga. E flores e folhas caíram do seu avental aberto. Flores de caridade e folhas de generosidade. Assim foi que, na  casa dos Fatinelli, Zita se tornou a empregada santa, que os patrões quiseram tomar como membro da família. Mas Zita não tomou nunca confiança nem sobranceria. Manteve-se empregada, até perto dos 60 anos, sempre solícita e serena, sempre pontual e obediente, sempre paciente e benéfica. Nunca foi incómoda, nem mesmo na doença, que lhe durou, segundo previra, não mais de cinco dias. E quando, em 1278, expirava no modesto quarto da serventia, toda a família dos Fatinelli estava ajoelhada à volta da sua cama. Dali a pouco, Luca inteira encontrava-se de joelhos à volta do seu caixão de milagres. E as autoridades da cidade não se envergonhavam, pelo contrário honravam-se, sendo chamadas «os anciãos de Santa Zita». Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt

SANTO ÂNTIMO

Bispo e Mártir (303)

Este bispo da Nicomédia (Izmir, Turquia) morreu no ano de 303. Então, escreve o antigo historiador Eusébio, o palácio imperial de Nicomédia, cidade em que residia Diocleciano, foi destruído por um incêndio. Devido talvez a uma vela mal apagada ou à distração duma cozinheira: mas a opinião pública não permitiu nenhum  inquérito; admitiu-se sem mais que eram os cristãos os responsáveis; e forneceram estes a matéria para um morticínio espantoso. Todos quantos não fugiram a tempo, foram uns queimados vivos e outros lançados vivos ao mar. Os três soldados mandados à procura do bispo Ântimo nunca o tinham visto. Foi ele que os recebeu quando eles chegaram à quinta onde ele se tinha escondido. “O bispo Ântimo, vós não o conheceis, disse ele; eu conheço-o e vou em breve entregar-vo-lo. Mas, para festejarmos tão feliz acontecimento, sentemo-nos primeiro e comamos juntos”. E mandou que lhes servissem um dos mais lautos banquetes. depois, tomou em companhia deles o caminho de Nicomédia, onde as autoridades mandaram que lhe fosse cortada a cabeça. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt

SÃO PEDRO CANÍSIO

Doutor da Igreja (ver 21 de Dezembro)

S. Pedro Canísio nasceu em Nimega, actual Holanda, mas então parte da Alemanha. Canísio é a latinização de Kanijs. Cursou estudos em Colónia e Lovaina. Foi o primeiro jesuíta alemão, tendo entrado na Companhia de Jesus em 1543. Recebeu a ordenação sacerdotal três anos mais tarde. nesse mesmo ano publicou as obras de S. Cirilo de Alexandria, sendo o primeiro livro mandado imprimir por um jesuíta. Foi teólogo do Concilio de Trento e um grande pregador e professor. Exerceu a sua docência sobretudo em Inglostad, Viena, Augsburgo, Innsbruck e Munique. Organizou a sua Ordem na Alemanha, fazendo dela o instrumento valioso para a reforma católica contra o protestantismo. Foi conselheiro de Príncipes, Núncios e papas. Das 36 obras que compôs, as mais célebres são os seus três catecismos (1555-1556 e 1558), largamente difundidos por toda a cristandade até ao século XIX. O denominado «Catecismo Mayor», em 221 perguntas e respostas, alcançou pelo menos 130 edições. O Papa Leão XIII chamou-lhe mesmo o «segundo Apóstolo da Alemanha, depois de S. Bonifácio». Eis como ele descreve a origem desta sua vocação: depois de receber a bênção do papa, teve esta profunda experiência espiritual: «Foi do vosso agrado, Ó Pontífice eterno, que eu encomendasse aos vossos Apóstolos, que se veneram no Vaticano e que operam com o vosso poder tantas maravilhas, o efeito e confirmação da bênção apostólica. senti uma grande consolação da vossa graça que me vinha por meio de tais intercessores. Também, eles abençoavam e confirmavam a minha missão na Alemanha e pareciam prometer-me o seu favor como a apóstolo da Alemanha.- Sabeis, Senhor, como e quantas vezes, naquele mesmo dia, me confiastes a Alemanha, que devia ser daí em diante a minha preocupação constante e pela qual eu desejava viver e morrer. Finalmente, meu Salvador, como se me abrisses o Coração do vosso Corpo santíssimo, que me parecia ver presente, mandaste-me beber dessa fonte, convidando-me a tirar dela águia da salvação. O que eu mais desejava é que daí se derramassem sobre mim torrentes de fé, esperança e caridade. Tinha sede de pobreza, castidade e obediência, e pedia-Vos que fosse por Vós totalmente purificado, vestido e adornado. por isso, depois de ter ousado aproximar-me do vosso dulcíssimo Coração, acalmando nele a minha sede, Vós me prometíeis um vestido de três peças para cobrir a nudez da minha alma e realizar com êxito a minha missão: a paz, o amor e a perseverança. revestido deste ornamento salutar, fiquei certo de que nada me faltaria, e tudo se realizaria para vossa glória». Faleceu em Friburgo, na Suíça, a 21 de dezembro de 1597. Pio XI canonizou-o a 21 de Maio de 1925, declarando-o ao mesmo tempo Doutor da Igreja. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt

• Jaime de Bitetto, Beato

Franciscano

Jaime de Bitetto, Beato

Jaime de Bitetto, Beato

Clemente XI aprovou seu culto. Nasceu em Dalmácia (daí o sobrenome de Ilírico), mais provavelmente em Zara (segundo outros em Estridónio) em 1400, filho de Leonardo e Beatriz Varinguer. De uns vinte anos de idade entrou na Ordem dos Irmãos Menores em Zara, na qualidade de irmão religioso. Em 1438 acompanhou a Itália a seu provincial; ao chegar a Bari, pediu e obteve o poder permanecer na dita província. Viveu doze anos em diversos conventos e logo foi destinado a Bitetto, onde, salvo breves temporadas, permaneceu até sua morte, pelo qual se lhe apoda também de Bitetto. Exercitou principalmente o oficio de esmoler, e desta forma exerceu um frutuoso apostolado; se distinguiu por sua caridade heroica durante a peste de 1482. Obrou prodígios, alguns deles um tanto estranhos e dignos do mundo das «Florecillas». Os habitantes da Apúlia do século XV, durante 40 anos viram e admiraram ao humilde penitente frei Jaime percorrer seus caminhos, tocar de porta em porta, para pedir a esmola em nome do Senhor e dar em troca uma palavra de alento que brotava de seu grande coração recheado de caridade divina. Só Deus sabe quanto bem fez ele com o bom exemplo e com a palavra simples e persuasiva. O nome de nosso Beato há permanecido ligado à gruta de nossa Senhora chamada «La Bendita», não muito longe do convento. Enamoradíssimo da celestial Mãe, passava longas horas em oração ante a imagem de Maria; muitas vezes foi visto arroubado em dulcíssimos êxtases. Dotado de espírito profético, predisse muitas coisas que logo se cumpriram, entre elas a cura ou a morte de pessoas enfermas que recorriam a ele. Estes e muitos outros factos prodigiosos glorificaram a santidade do humilde irmão esmoler e cozinheiro, que em sua vida nada buscou, nada pediu, nada amou senão a Deus. Era já muito ancião e seu corpo estava desgastado pelas prolongadas penitências. Nos últimos anos tinha que se ajudar com o bastão para sustentar-se em pé. Finalmente veio a irmã morte a convidá-lo ao repouso eterno. Sempre havia vivido no silêncio e na humildade e assim sua morte foi rodeada de oração e de silêncio. Uma antiga pintura o representa recostado na dura esteira, rodeado de seus co-irmãos e dos fieis chorando. O rosto do moribundo está rodeado de uma misteriosa luz, o gozo dos santos no acto solene de receber o prémio eterno. O Beato Jaime de Bitetto morreu em 27 de Abril de 1490. Tinha 90 anos.

• María Antónia Bandrés y Elósegui, Beata

Religiosa

María Antonia Bandrés y Elósegui, Beata

María Antónia Bandrés y Elósegui, Beata

Nasce em Tolosa (Espanha) em 6 de Março de 1898. Seu papá se chamava Ramón Bandrés e sua mamã Teresa Elósegui. Foi a segunda filha dos quinze que teve o matrimónio. Antonita sentia um amor entranhável para com seus pais e irmãos, isto fez que lhe custasse muito afectivamente a separação dos mesmos ao ingressar no noviciado, por isso se lhe ouviu dizer: “Só por Deus deixei”. Naquele lar se vivia a fé e a caridade cristã. Dona Teresa era uma mulher exemplar e santa, que soube ajudar a seus filhos a crescer em tudo, mas especialmente no amor a Deus, a María e aos mais pobres e necessitados. Sua saúde era um pouco débil. Seus pais tiveram com ela cuidados especiais. A debilidade e o excessivo zelo dos seus, ajudaram a acentuar naquela menina um carácter sensível até a susceptibilidade, que nos primeiros anos chegou a preocupar a D Teresa: “¡Que pequenita mais fastidiosa! ¡Quanto vais a sofrer com esse carácter!”. E sofreu sim, mas sem que o sorriso, ainda que tida às vezes de melancolia, desaparecesse de seus lábios. Cursou seus estudos no colégio de São José (Tolosa), que foi fundado pela Madre Cândida e ali mesmo conheceu a encantadora Antonita, ainda menina. Cativada por seu olhar profundo e transparente, profetizou a Madre Cândida: “Tu serás Filha de Jesús”. Sem dúvida estas palavras se gravaram com anseio de resposta fiel em seu coração, que já queria ser só de Jesús. O amor à Virgem, que havia germinado nos braços de sua mãe, floresceu esplêndido no colégio, já que o mesmo está marcado pela invocação da Virgem do Amor Formoso. E María Antonia Bandrés foi congregante mariana por méritos de conduta e aplicação. Com eles compartilha de menina suas poupanças e tudo o que tinha, mas soube sempre fazer as obras de misericórdia com simplicidade e naturalidade para que ninguém se sentisse ferido. Para Antonita seguir a Jesus Cristo e estar perto dos pobres eram uma mesma coisa. O havia aprendido de seus pais que o ensinaram que o amor aos outros era um dever. Primeiro os visitava com sua mãe, logo – catorze ou quinze anos – ia ao seu encontro só com a simplicidade e humildade que a caracterizavam. Às vezes quando o lugar ou a pessoa visitada podiam supor algum risco, acompanhava Francisca, uma empregada da casa, cúmplice na caridade e no silêncio com que María Antonia atuava nestas situações difíceis: Aquela velhinha, que respondia com gritos e mau humor a sua ternura; o marido ameaçador, que se acalmava só quando “a senhorita” o esperava em sua própria casa para evitar o terror das crianças; as obreiras do sindicato, para quem ela era “distinta das demais, ainda que todas boas”; lugares, pessoas em que a passagem de María Antonia deixou rasto. Chamada a ser Filha de Jesús encontrou seu coração bem disposto. A decisão estava tomada. O realizá-la custaria muito, mas havia de chegar a termo seguro: “É preciso chegar ao cimo”. E iniciou María Antonia aquela subida, que nunca teve retrocessos. As pedras do caminho foram ferindo seus pés sem que jamais se detivesse a vendar as feridas. Era natural sofrer por Jesús, “que tanto sofreu por nós”. Ter algo que lhe oferecer, era uma compensação a seus desejos de dar-se toda, porque “a fazê-lo, o farei inteiro”. Movida por um impulso do Espírito Santo, ofereceu a Deus sua vida por quem havia sido seu padrinho de baptismo, o querido tio Antón. Ele manifestou seu desacordo quando ela foi para o Noviciado, por ter uma postura mais agnóstica, mas compreendeu logo o gesto misericordioso de sua afilhada e descobriu através dela a misericórdia do Pai, que o acolheu em seus braços num dia de graça e de perdão, sob o olhar maternal da Virgem de Aranzazu. Para seus últimos instantes, lhe estavam reservadas as graças da paz e a consolação verdadeiras: “¿Isto é morrer? ¡Que doce é morrer na vida religiosa! Sinto que a Virgem está a meu lado, que Jesús me ama e eu o amo…” Entrou no Reino Celestial em 27 de abril de 1919, e foi beatificada por S.S. João Paulo II em 12 de maio de 1996.

• Hossana de Kotor, Beata

Dominicana

Hosanna de Kotor, Beata

Hossana de Kotor, Beata

Nascida em Montenegro, no ano 1493, no seio de uma família ortodoxa grega, foi baptizada dentro dessa tradição com o nome de Catalina (Catherine) Cosie. Ela era uma pastorinha em sua juventude, e aproveitava seu labor para passar horas em oração solitária, e nesta época começou a ter visões do Menino Jesús. Quando cumpriu 12 anos, suas visões foram seguidas por um forte desejo de viajar a Kotor, onde ela sentia que poderia orar muito melhor. Sua madre lhe conseguiu um trabalho como servente de uma católica muito endinheirada, que lhe permitia passar na igreja todo o tempo que ela desejasse, foi aqui que Catalina se converteu ao Catolicismo Romano. No final de sua adolescência ela sentiu o chamado de levar a vida dura e espiritual de um anacoreta. Ainda que fosse muito jovem para assumir esta vida, seu diretor espiritual lhe facilitou uma cela perto da igreja de São Bartolomé em Kotor. Logo ela se mudou para uma cela na igreja de S. Paulo, e tomou o hábito de terceira dominicana mudando seu nome para Hossana em memória da beata Hossana de Mântua, e viveu sob a regra dominicana os seguintes 52 anos. Um grupo de irmãs dominicanas mudou-se para perto dela para seguir seus conselhos e guia, pedir-lhe orações. A consideravam sua líder. Chegaram a ser tantas, que um convento dominicano foi construído para elas. As visões místicas não se detiveram, ela via a Santíssima Virgem com o Menino Jesús, vários santos e de vez em quando o próprio demónio. Uma vez Satanás tomou a aparência da Virgem, mas Hossana se deu conta de quem era quando lhe pediu que deixasse a vida religiosa. A tradição conta que quando Kotor foi atacada pelos turcos, lograram sua libertação graças às orações de nossa beata; também se conta que suas orações salvaram a Kotor da praga. Morreu no ano 1565, e foi beatificada no ano 1934 durante o pontificado de S.S. Pío XI

• Nicolás Roland, Beato

Fundador

Nicolás Roland, Beato

Nicolás Roland, Beato Estrela 

Nicolás Roland nasce na pequena localidade de Baslieux-les-Reims, a nove quilómetros de Reims, filho de Jean-Baptiste Roland (1611-1673), comissário para as guerras e antigo comerciante de panos e de Nicole Beuvelet. O padrinho de seu baptismo, celebrado em 23 de Julho de 1643, foi seu tio, o logo famoso Matthieu Beuvelet. Em 1650 ingressa no colégio dos jesuítas de Reims, junto à igreja de São Mauricio, onde demonstra uma inteligência viva e o desejo de se fazer sacerdote. Em 1653 recebe a tonsura de mãos do bispo de Pouy na abadia de Saint-Pierre les Dames. Já clérigo, começa seus estudos de Retórica e Teología, participando também em várias obras de teatro, como a estreada por ocasião da coroação de Luis XIV em 7 de junho de 1654, Le lys, sacreé roi des fleurs. Uma vez terminados seus estudos, abandona momentaneamente a carreira sacerdotal e empreende uma viagem por toda França para conhecer o país. Após uma acidentada viagem por mar, decide consagrar-se totalmente a Deus e fazer-se presbítero. O jovem estudante se traslada a París em 1660 para estudar Filosofia e Teología, provavelmente com os jesuítas. Se aloja no Colégio de "Bons Amis". Pertence a várias associações piedosas, demostrando um carácter apaixonado e ativo que o acompanhou toda sua vida, como a "Asociación de Amigos" do jesuíta Jean Bagot, de São Vicente de Paulo e a Associação de Missões Estrangeiras. Inclusive chega a pensar em ingressar na Companhia de Jesús. Se entusiasma com os missionários e decide trasladar-se a Siam, mas antes termina com o Doutorado seus estudos de Teología. Em 1664, recebe o diaconato e em 3 de março de 1665 é ordenado sacerdote.

(…) – (…) – (…) – Por ser muito longa, não pude traduzir  este texto completamente. Proponho consultarem www.es.catholic

Em 19 abril de 1678 tem que guardar cama atacado de uma forte febre. Em 23 do mesmo mês redige o testamento, deixando o encargo a João Baptista de La Salle e ao jovem clérigo Nicolas Rogier para terminar o seu Instituto. Em 27 falece tranquilamente, sendo enterrado na capela das Irmãs no dia 29. Tinha só 36 anos e deixava um grande projeto apostólico iniciado, ainda que só contava 20 Irmãs, um asilo e quatro escolas. San Juan Bautista de La Salle continuará a aprovação de sua obra e posteriormente seguirá seus passos fundando a congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs para a educação humana e cristã dos filhos dos artesãos e dos pobres. Nicolás Roland foi beatificado em Roma, pelo Papa João Paulo II em 16 de Outubro de 1994, junto aos religiosos Josefina Vannini, Alberto Hurtado Cruchaga, Petra de San José Perez Florido e María Rafols, como passo prévio a uma futura canonização. Seus restos descansam numa cripta na catedral de Reims. Reproduzido com autorização de Santiebeati.it - responsável da tradução para espanhol: Xavier Villalta

BEATOS DOMINGOS e GREGÓRIO

(século XIII)

 Estrela Esta biografia foi já ontem publicada neste blogue, pelo que a repito hoje novamente.

Domingos e Gregório, irmãos pregadores que viveram no primeiro século da Ordem, pertenciam a um convento de Castela. Passaram por Aragão e foram evangelizar a gente que vivia em montanhas abruptas, últimos contrafortes dos Pirenéus. Essa região foram reconquistada aos Mouros a partir de 1101. Ajudando-se um ao outro, esses dois religiosos viajavam sempre a pé, sem ouro nem prata; pediam o comer de cada dia e davam edificação com os exemplos de vida. Mas um dia foram surpreendidos por uma trovoada, e não havia nenhum abrigo. Foram colocar-se na pendente dum rochedo ao lado do caminho. Mas, de repente, sobreveio um estalido horrível; mal tiveram tempo de se lançar um nos braços um do outro, e caíram esmagados sob o peso da massa enorme arrancada ao penedo. Ao mesmo tempo houve maravilhas que provaram a santidade eminente destes dois homens. Os sinos das paróquias vizinhas dobraram sozinhos, anunciando a morte dos dois servos de Deus. E um viajante descobriu uma grande luz, sobre o ponto em que se dera o acidente. Houve questões sobre a posse dos corpos das vítimas. No fim de tudo, tocou o privilégio de os possuir à paróquia de Bezians, onde eles foram sepultados. Em consequência dos milagres obtidos, o culto destes beatos fixou-se, e Pio IX confirmou-o no princípio do seu pontificado. Os dois nomes estão incluídos, a 26 de Abril, no Ano dominicano. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas,pt.

 

90558 > Beato Adelelmo (Adelermo, Adelino) di Le Mans 
90766 > Beata Caterina da Montenegro (Osanna di Cattaro) Domenicana  MR
90858 > Beato Giacomo da Bitetto Francescano  MR
51040 > San Giovanni di Catari Abate  MR
51000 > San Liberale MR
51070 > San Lorenzo Nguyen Van Huong Sacerdote e martire MR
92204 > Beata Maria Antonia Bandrés y Elósegui Religiosa  MR
51030 > San Mawgan (o Magaldo) Vescovo  MR
92547 > Beato Nicola Roland Fondatore  MR
51075 > San Pietro Armengol Mercedario  MR
51010 > San Pollione di Cibali Martire MR
92549 > San Raffaele Arnaiz Baron Religioso trappista  MR
41450 > San Simeone di Gerusalemme Vescovo e martire  MR
51020 > San Teodoro Abate  MR
92001 > Beato Umberto di Miribel Vescovo di Valence 
32050 > Santa Zita (Cita) Vergine 27 aprile MR

http://es.catholic.net/santoral - http://www.jesuitas.pt/www.santiebeati.it

Recolha, transcrição e tradução

por António Fonseca.