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domingo, 8 de maio de 2011

Nº 913-2 - A RELIGIÃO DE JESUS - 8 DE MAIO DE 2011

 
913-2
 
Do livro A Religião de Jesus, de José Mª CastilloComentário ao Evangelho do diaCiclo A (2010-2011)Edição de Desclée De BrouwerHenao, 648009 Bilbaowww.edesclee.cominfo@edesclee.com: tradução de espanhol para português, por António Fonseca
 Estrela O texto dos Evangelhos, que inicialmente estavam a ser transcritos e traduzidos de espanhol para português, directamente através do livro acima citado, são agora copiados mediante a 12ª edição do Novo Testamento, da Difusora Bíblica dos Missionários Capuchinhos,  (de 1982, salvo erro..). No que se refere às Notas de Comentários continuam a ser traduzidas como anteriormente.AF.
 
 
8 de Maio – 3º DOMINGO DE PÁSCOA DA RESSURREIÇÃO
 
Lc 24, 13-35
 
Nesse mesmo dia, dois deles iam a caminho de uma aldeia chamada de Emaús, distante de Jerusalém sessenta estádios, e conversavam entre si sobre tudo o que acontecera. Enquanto conversavam e discutiam, acercou-se deles o próprio Jesus e pôs-Se com eles a caminho; os seus olhos porém, estavam impedidos de O reconhecerem. Disse-lhes Ele: «Que palavras são essas que trocais entre vós, enquanto andais?» Pararam entristecidos, e um deles, de nome Cléofas, respondeu: «Tu és o único forasteiro em Jerusalém a ignorar o que lá se passou nestes dias!» Perguntou-lhes Ele: «Que foi?» Responderam-Lhe: «O que se refere a Jesus de Nazaré, profeta poderoso em obras e palavras, diante de Deus e de todo o povo; como os príncipes dos sacerdotes e os nossos chefes O entregaram, para ser condenado à morte e crucificado. Nós esperávamos que fosse Ele Quem libertasse Israel, mas, com tudo isto, já lá vai o terceiro dia em que se deram estas coisas… Verdade é que algumas mulheres do nosso grupo nos deixaram perturbados, porque foram ao sepulcro, de madrugada, e não Lhe achando o corpo, vieram dizer que lhes apareceram uns anjos que afirmavam que Ele vivia. Então um dos nossos foram ao sepulcro e encontraram tudo como as mulheres haviam dito. Mas a Ele , não O viram». Jesus disse-lhes então: «Ó homens sem inteligência e lentos de espírito em crer em tudo quanto os profetas anunciaram! Não tinha o Messias de sofrer essas coisas para entrar na Sua glória»? E, começando por Moisés e seguindo por todos os profetas, explicou-lhes, em todas as Escrituras, tudo o que Lhe dizia respeito. Ao chegarem perto da aldeia para onde iam, fez menção de seguir para diante. Os outros porém, insistiam com Ele, dizendo: «Fica connosco, pois a noite vai caindo e o dia já está no ocaso». Entrou para ficar com eles; e, quando Se pôs à mesa, tomou o pão, pronunciou a bênção e, depois de o partir, entregou-lho. Abriram-se-lhes os olhos e reconheceram-n’O; mas Ele desapareceu da sua presença. Disseram então um ao outro: «Não estava o nosso coração a arder cá dentro, quando Ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras»? Partiram imediatamente, voltaram para Jerusalém e encontraram reunidos os onze e os seus companheiros, que lhes disseram: «Realmente, o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão».! E eles contaram, o que lhes tinha acontecido pelo caminho e como Jesus se lhes dera a conhecer ao partir do pão.
 
1. No relato, além da afirmação de que Jesus havia ressuscitado, destacam-se dois temas fundamentais: 1) O facto de reconhecer a Jesus vivo e presente na actualidade. Há gente que está como cega para se dar conta de que Jesus vive e segue presente na vida. Porquê? 2) A importância que tem a Eucaristia para poder reconhecer a Jesus. Muitos cristãos vão à missa e saem dela como entraram; tão cegos para ver a Jesus e como é Jesus.
 
2. O relato diz que, quando Jesus se aproximou dos dois discípulos, “seus olhos não eram capazes de o reconhecer” (Lc 24, 16). O texto utiliza o verbo epignóskô, que aqui significa não só “reconhecer”, mas também “ver” ou “dar-se conta” (W. Hackenberg). Mas o evangelho diz que os olhos daqueles dois homens estavam “retidos” ou “enfeitiçados” (ekratoûnto) (como em Act. 2, 24) precisamente para se dar conta de que era Jesus quem estava junto deles. Porque haviam perdido a ilusão e a esperança. Não suportaram o fracasso de Jesus. E o deles com o de Jesus: “Nós esperávamos…” (Lc 24, 21). Já não esperavam nada. Assim, não podiam ver a Jesus.
 
3. Como se lhes abriram os olhos e se deram conta de que Jesus estava com eles? (Lc 24, 31). Ao compartilhar a mesa, ao partir e compartilhar o pão. No facto tão profundamente humano da “ceia que recria e enamora” (S. João da Cruz). Eles haviam procurado em Jesus o profeta poderoso (Lc 24, 19); acreditavam no poder. E encontraram a Jesus no ser humano que partiu o pão com eles. A religião de poder e o boato cega quando se trata de ver a Jesus. A experiência humana da mesa compartilhada abre os olhos para descobrir a Jesus.

Compilação por
António Fonseca

Nº 913 - (126) - 8 DE MAIO DE 2011 - SANTOS DE CADA DIA - 3º ANO

 

Nº 913

NOSSA SENHORA MEDIANEIRA

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NOSSA SENHORA MEDIANEIRA

O glorioso título de Maria Medianeira, que é celebrado nalgumas dioceses, exprime o papel da maternal intercessão que a Santíssima Virgem desempenha junto do seu divino Filho em favor dos filhos da terra. Este privilégio de Nossa Senhora funda-se na sua dupla maternidade: natural, a respeito de Jesus; espiritual, em relação com os homens. A Virgem Maria adquiriu esta última à custa de ter cooperado na obra de redenção, cooperação que esteve num íntimo sofrer, ligado com a vida e o sacrifício do Salvador. Em troca, recebeu a potência de alcançar e distribuir todas as graças destinadas aos homens.

I – História da crença na mediação mariana

1º - A Sagrada Escritura – as origens desta doutrina encontram-se no Génesis, na célebre passagem que trata da brilhante desforra da mulher e da sua posteridade sobre a serpente. A Bíblia proclama aí a mediação da Santíssima Virgem, anunciando que por ela nos viria o Vencedor do demónio e se operaria a reconciliação do homem com Deus. Mas é o Evangelho, naturalmente, que anuncia os mistérios relacionados com a mediação de Maria: a anunciação, a visitação, o nascimento, as bodas de Canaã, e sobretudo o Calvário, onde a Virgem Santíssima sofre com Jesus e nos é dada por Mãe.

2º. A tradição 

1. Dos tempos apostólicos até ao principio do século V – Antes do édito de Constantino (313), a história, por causa sem dúvida das perseguições, não abunda muito em documentos escritos. Todavia, os Diálogos de S. Justino (165) oferecem uma das argumentações fundamentais da mediação mariana: a antítese entre Eva e Maria, fazendo par com a que se realiza entre Adão e Cristo. Aparece também, em Santo Ireneu (200). Mas, a partir dos fins das perseguições, constituem multidão os documentos que provam a confiança bem estabelecida do povo cristão para com Maria. No século IV, a antítese é retomada por S. Cirilo de Jerusalém, Santo Efrém, Santo Epifânio, S. Jerónimo e S. João Crisóstomo. Santo Ambrósio escreve: «Maria gerou o autor da salvação. Operou a salvação do mundo e concebeu a redenção de todos».

2. Do século V ao século XII – Ao decorrer este período são afirmadas, com ainda maior energia e autoridade, a maternidade espiritual e a mediação universal de Maria. Santo Agostinho (430): «Maria é mãe de todos os membros da nossa cabeça, Jesus Cristo». Pelo Concílio de Éfeso (431), é a Virgem Maria proclamada Mãe de Deus, título que está na base da nossa doutrina. No século VIII, S. Beda Venerável desenvolve a mesma verdade. Mais tarde, S. Pedro Damião (1072) e Santo Anselmo (1109). Mas S. Bernardo (1153), o mais célebre panegirista da Virgem Maria, é incansável a este propósito. «Deus, afirma ele, quis que nós tivéssemos tudo por Maria». Faz da Medianeira «pescoço do Corpo místico: chama-lhe «aqueduto das graças, etc. .

3. Do século XII aos nosso dias – Notam-se, especialmente a contar do século XVI, afirmações muito explicitas da cooperação de Maria na nossa redenção. São as principais testemunhas, santo Alberto Magno (1280) e S. Tomás de Aquino (1274). Este último ensina que a Virgem deu o próprio consentimento à encarnação, em nome da humanidade inteira. Nos séculos XVI e XVII, os ataques dos protestantes são a ocasião de estudos mais aprofundados da mediação mariana. Fazem-se ouvir Bossuet, o Padre António Vieira e tantos outros oradores e escritores. No século XIX, idêntico ensinamento é dado em geral pelos teólogos: assim Ventura, o cardeal Pie, Terrien, Bittremieux e outros. E no século XX, particularmente Bover e Aldama. Os próprios Sumos Pontífices têm claramente afirmado a cooperação de Maria para a nossa redenção, a sua mediação e o seu papel no distribuir das graças. Assim Pio IV (em 1476); Bento XIV (1758); Leão XIII, que escreveu várias encíclicas tocando a mediação de Maria em numerosas passagens. Eis dois trechos de encíclicas diferentes: «Da mesma maneira que não se pode chegar ao Pai senão pelo Filho, também não se pode chegar a Jesus Cristo senão por sua Mãe»; «A Virgem é digna e bem aceite medianeira, junto do Medianeiro». Desde S. Pio X até João Paulo II, não houve Pontífice que não tenha trazido a sua pedra para o edifício da mediação universal de Maria.

II. O testemunho da arte através dos séculos

O facto da ligação espiritual ou mística que existe entre os textos e as imagens, traz-nos precioso socorro, sobretudo para a as origens, em que tanto faltam os testemunhos explícitos. As catacumbas conservaram-nos frescos do século II que representam a Virgem Maria com os braços em cruz, a interceder pela Igreja (figurada por S. Pedro e S. Paulo) e a rogar por todos os filhos dela. Estas Virgens, chamadas Orantes, encontram-se nos séculos seguintes, variando entre si. No século X, a Auxiliadora figura em moedas. Nos séculos das catedrais góticas (XII e XIII), há esculturas, que todos conhecem, de eloquência genial. Mais tarde, vidreiros e santeiros miniaturistas reproduzem à porfia as lendas dos «milagres de Nossa Senhora». Canções e poesias desenvolvem abundantemente esses temas; citemos ao menos Dante, no século XIV. Os símbolos são inumeráveis: o manto protetor da Mãe de Todos; a fonte da vida; o tinteiro da predestinação oferecido pela Virgem ao Menino Jesus; o livro da vida; a janela e a porta do céu; a chave e a escada do paraíso. Por fim, no além, a Virgem com a balança, a advogada no julgamento.

III. O magistério da Igreja e a mediação até aos anos de 1950

O Cardeal Mercier dirigiu, em 1921, uma carta ao episcopado do mundo inteiro com a finalidade de provocar um movimento em favor do reconhecimento dogmático desta verdade. Diante dos progressos da devoção a Maria medianeira, Pio XI instituiu uma comissão de estudo; dos trabalhos dela concluiu-se que esta doutrina está afirmada na revelação. Um teólogo de renome julgava, nessa altura, que a doutrina da mediação de Maria tinha chegado à maturidade e podia ser elevada a dogma. Parece tudo isto, escrevia-se há uns 30 anos, sinal precursor da definição. E acrescentava-se: A época em que vivemos, em que abundam as intervenções da Santíssima Virgem, época que se chama «idade mariana», verá talvez esse acontecimento , que serias bem glorioso para Maria, nossa Mãe. Este parece ser também o sentido mais profundo da mensagem de Fátima: mostrar ao mundo a função transcendente e insubstituível de Maria na obra da salvação. É o que a Pastorinha Jacinta recomendada na despedida à sua prima Lúcia: «Diz a toda a gente que Deus nos concede as graças por meio do Coração Imaculado de Maria; que lhas peçam a Ela; que peçam a paz ao Coração Imaculado de Maria, que Deus lha entregou a Ela». Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt

• Nossa Senhora do Rosário de Pompeia
Festa

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Nossa Senhora do Rosário de Pompeia

No ano 79 ocorreu a famosa erupção do Vulcão Vesúvio que sepultou a pagã cidade de Pompeia (Sul de Itália). Ali a aristocracia Romana gostava passar tempo de recreio e foi surpreendida pela súbita destruição. A começos do século XIX se instalaram nas cercanias famílias de camponeses que erigiram uma humilde capela. Em 1872 chegou o advogado Bártolo Longo (beatificado em 26 de Outubro de 1980), que trabalhava para a Condessa Fusco, dona dessas terras. Longo descobriu que, depois da morte do sacerdote, já não haviam missas na capela e poucos seguiam firmes na fé.

“Salva a esta gente Bártolo. Propaga o Rosário”

Uma noite Longo viu em sonhos a um amigo morto anos atrás que lhe disse "Salva a esta gente, Bártolo. Propaga o Rosário. Faz que o rezem. María prometeu a salvação para quem o faça". Longo trouxe de Nápoles muitos Rosários para repartir. Bártolo também animou a vários vizinhos para que o ajudem a reparar a capela. A gente começou a vir a rezar ali o Rosário, cada vez em maior número.

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Em 1878, Longo obteve de um convento de Nápoles um quadro de Nossa Senhora entregando o Santo Rosário a Santo Domingo e Santa Rosa de Lima. Estava deteriorado mas um pintor o restaurou. Este mudou a figura de Santa Rosa pela de Santa Catalina de Siena. Posta sobre o altar do Templo, ainda inconclusiva, a Sagrada imagem começou a operar milagres. Em 8 de Maio de 1887, o Cardeal Mónaco de Valleta colocou na venerada imagem um diadema de brilhantes benzidos pelo Papa Leão XIII e em 8 de Maio de 1891, se levou a cabo a Solene Consagração do novo Santuário de Pompeia, que existe actualmente.

• Nossa Senhora de Luján
Festa

Nuestra Señora de Luján

Nuestra Señora de Luján

A 60 quilómetros a oeste de Buenos Aires se acha a vila de Luján. Em 1630 não havia naquela paragem nenhum rasto de povoação e só era frequentado pelas caravanas de carretas e récuas de mulas tucumanas que baixavam ou subiam do porto de Buenos Aires. Sucedeu que um português dono de uma estância, a quarenta léguas da cidade, tratou de erigir nela uma modesta capela dedicada à Imaculada Conceição da Virgem. Para isto pediu a um amigo do Brasil que lhe enviasse uma imagem pequena da Virgem naquele mistério. Seu amigo lhe enviou duas imagens em bruto: uma que representava a María em sua Imaculada Conceição e que hoje se venera no santuário de Luján e outra que tinha em seus braços o Menino Jesús e agora é venerada em Sumampa. Partiu então de Buenos Aires o encarregado de conduzir as imagens. Na tarde do terceiro dia deteve-se a caravana para passar a noite e ao dia seguinte o condutor das imagens preparou os bois para prosseguir a viagem mas estes não se moviam. Vieram em sua ajuda tropeiros e peões mas não tiveram sorte. Finalmente julgaram que era necessário aliviar o peso da carreta. Descarregaram as imagens nesse momento os bois puderam mover-se com facilidade. Querendo certificar-se se o obstáculo provinha das imagens puseram-nas novamente na carreta e não se pôde mover. Então vendo que as imagens queriam ficar naquele lugar decidiram que uma delas permanecesse em Cañada e a entregaram ao dono dessas terras. A fama do prodígio correu até Buenos Aires e não faltou quem empreendesse uma viagem a Luján para contemplar a imagem. Em 1887 a imagem foi coroada canonicamente pelo Papa Leão XIII

 

• Bonifácio IV, Santo
LXVII Papa

Bonifacio IV, Santo

Bonifácio IV, Santo

Nasceu em Valéria, nos Abruzzos (Itália). filho de um médico chamado João; professou em São Sebastião de Roma. Foi monge beneditino. Morreu em 8 de Maio de 615. Tem a sua festa em 8 de Maio. Foram dez meses de Sede Vacante até que Bonifácio IV assumiu o pontificado em 25 de Agosto de 608, enfrentando os tempos difíceis devido à fome e às epidemias que fustigavam a população. Em 1 de Novembro de 609 transforma o Panteão dos deuses gentílicos em local de culto dedicado à Santíssima Virgem e a todos os mártires. Segundo a tradição fez transportar das catacumbas, ossadas de mártires que ficaram depositadas num grande recipiente de pórfiro sob o altar-mor. Ainda hoje, a 1 de Novembro, se celebra a veneração de Todos os Santos, que terá sido por ele introduzida no Ocidente. Com espírito piedoso transforma a sua própria residência em mosteiro e faz erigir vários hospitais. Teve íntima colaboração e trocou correspondência com o monge irlandês São Columbano (540-615) na organização da Igreja da Inglaterra. O Liber Pontificalis atribui-lhe a introdução do direito de asilo nas igrejas. Durante este pontificado a situação no Oriente tornou-se crítica e em 610 Heraclio assassina Focas e proclama-se imperador. Quatro anos depois os Persas, comandados por Cósroas, conquistam Jerusalém, causam grande mortandade e roubam o Santo Lenho da Cruz. Ao falecer foi sepultado de São Tomé, na Basílica vaticana. Posteriormente, os seus restos foram trasladados duas vezes antes de regressarem, de novo, a São Pedro, em 21 de Outubro de 1603, quando era papa Clemente VIII. Do livro “O PAPADO – 2000 anos de história”, de Mendonça Ferreira – Círculo de Leitores

Segue-se versão de www.jesuitas.pt, livro SANTOS DE CADA DIA 

Bonifácio IV, nascido em Valéria, nos Abrusos, Itália, filho de João, médico, professou a vida monástica em S. Sebastião de Roma. Sucedeu a Bonifácio III em 607, depois duma vagatura de 10 meses. Vendo as boas disposições do imperador Focas a respeito dos pontífices romanos, pediu e obteve o reconhecimento oficial do primado da Sé de Roma sobre a de Constantinopla. O mesmo Focas, com quem mantinha boas relações, cedeu-lhe o Panteão de Roma, construído por Marco Agripa, 27 anos antes de Cristo, refeito pelo imperador Adriano e ainda restaurado depois. Escapara à demolição dos templos gentios pelos cristãos, e Bonifácio consagrou-o ao culto em honra da Virgem Maria e de todos os mártires, a 13 de Maio de 609. É o primeiro exemplo conhecido dum templo pagão transformado em Igreja.

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Estrela Foto recolhida por mim próprio (AF) através de um livro de fotos sobre Roma

Em 27 de Fevereiro de 610, reuniu Bonifácio em Roma um sínodo dos bispos de Itália, em que se tratou «da vida e do repouso dos monges». A presença de Mellit, bispo de Londres, alargou o debate; o Papa convidou-o a tomar lugar no concílio, dando isto ocasião para se falar dos assuntos da Igreja na Inglaterra. Foi decretado «que se podiam elevar à dignidade sacerdotal os monges que tivessem as qualidades requeridas e que nada impedia que eles fossem aplicados no ministério de ligar e desligar». E foi posto termo aos usos celtas. Voltando à Inglaterra, Mellit trouxe os decretos do sínodo, uma concessão de privilégios ao mosteiro de Dover, concedidos em atenção a Santo Agostinho de Cantuária que o tinha fundado, e três cartas do papa: para o arcebispo de Cantuária, para o rei e para a «nação dos Anglos». Nessa altura, o monge Columbano dirigiu ao papa uma carta cheia de censuras e lições, que hoje passaria por insolente. Bonifácio IV foi pontífice piedoso e empenhado na manutenção da disciplina. No seu tempo houve grande miséria em Roma, por causa da fome, da peste e das inundações. Jerusalém caiu em poder dos Persas em 614. A 8 de Maio do ano seguinte morria ele, recebendo sepultura debaixo do altar de S. Tomé, na antiga Basílica vaticana. www.jesuitas.pt. Ver também www.es.catholic e www.santiebeati.it

SÃO BENTO II

Papa (685)

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Bento, romano de nascimento, esteve ligado ao serviço da Igreja desde anos muitos juvenis. Aplicou-se de maneira especial ao estudo da Sagrada Escritura e do canto eclesiástico: considerava esta última função como aprendizagem do que fazem os santos no céu. De sincera piedade, foi elevado ao sacerdócio e teve grande parte no serviço da Igreja no tempo dos papas Agatão e Leão II; sucessor deste último em 683, não pôde ser entronizado no ano seguinte, porque, segundo o uso de então, teve de esperar que o imperador Constantino Pogonat lhe confirmasse a eleição. Mostrou muito zelo em conseguir que fossem recebidos por toda a parte os decretos do 3º Concilio de Constantinopla (680-681) contra os monotelitas, que afirmavam a existência de uma só vontade em Cristo. Os Bispos de Espanha, reunidos em Toledo, enviaram, com uma cópia do decreto deles, uma exposição do que pensavam sobre o ponto controverso. Ainda que reconheciam duas vontades em Jesus Cristo, Bento achou todavia que as expressões deles não eram inteiramente claras: pediu-lhes que se explicassem de maneira que não deixassem qualquer dúvida sobre a ortodoxia; fizeram-no durante o 15º concílio de Toledo. Bento II esforçou-se também por trazer a melhores sentimentos Macário, patriarca de Antioquia, que fora deposto por motivos de heresia. Para evitar no futuro longas demoras na coroação dos Papas, foi decidido, de acordo com o Imperador, que esta confirmação deixaria de ser necessária. O Imperador tinha grande veneração por Bento; quis que os seus dois filhos, Justiniano e Heráclio, fossem adoptados pelo Papa: para isto mandou um anel do cabelo de cada um. O Papa trabalhou muito na conversão dos hereges, na reparação e ornamentação dos edifícios materiais. O seu excessivamente curto pontificado, que foi só de dez meses, foi caracterizado por uma multidão de boas obras. Viu-se brilharem nele a humildade, a doçura, a paciência, a mortificação e o amor dos pobres. Morreu a 7 de Maio de 685 e foi enterrado em S. Pedro do Vaticano. O nome dele está ainda inscrito a 8 de Maio no martirológio romano. Do Livro SANTOS DE CADA DIA de www.jesuitas.pt. Ver também www.es.catholic e www.santiebeati.it..

Versão deO PAPADO – 2000 anos de História”, de Mendonça Ferreira, Círculo de Leitores.

Nasceu em Roma, no seio da família Savelli, o pai chamava-se João. Era presbítero. Morreu em 8 de maio de 685, dia em que tem a sua festa. O clero romano escolheu para pontífice o presbítero Bento, um jovem piedoso e com amor à Igreja, formado na Schola Cantorum fundada por S. Gregório Magno. Foi eleito em 22 de Julho de 683, mas a sua consagração oficial demorou onze meses por falta de aprovação do imperador de Constantinopla, pelo que o seu pontificado foi apenas de dez meses, pois a investidura só se verificou em 26 de Junho de 684. Mesmo sem a aprovação imperial, Bento II tomou a iniciativa de repor na sede episcopal de York, São Wilfrido, que tinha sido deposto pelo rei. O próprio Imperador viu os inconvenientes da demora na aprovação imperial e, espontaneamente, escreveu a Bento II a prescindir, para o futuro, desse direito. Mas fez mais. Segundo um costume da época, enviou ao papa madeixas de cabelo dos seus filhos em sinal de submissão filial e partilha de paternidade. Tendo o bispo de Toledo, Julião, escrito uma carta de adesão aos bispos da Península ao II Concílio de Constantinopla, Bento II notou algumas imperfeições de acordo com a ortodoxia e, naturalmente, chama-lhe a atenção ao responder-lhe. O bispo Julião mostra-se ressentido com o desacordo do papa e responde em termos abusivos e imoderados, dizendo que as suas preposições “merecerão a aprovação dos que amam a verdade, embora os ignorantes nos tenham por indóceis”. Bento II não chegou a ler semelhantes e indelicadas palavras, pois a carta chegou depois de ter falecido. Bento II foi um pontífice caritativo e esmoler, exortando os sacerdotes a terem especial atenção com os pobres e providenciando instituições para iniciação musical e cultural dos órfãos desprotegidos. Estabeleceu diaconias confiadas a monges encarregados da administração de hospitais , asilos e centros de distribuição. São Bento mandou restaurar muitas igrejas de Roma, reformou e ampliou o clero e foi muito dedicado aos pobres. Foi sepultado na Basílica de São Pedro.  

• Ulrica (Francisca) Nisch, Beata
Religiosa

Ulrica (Francisca) Nisch, Beata

Ulrica (Francisca) Nisch, Beata

Entre aqueles que o Senhor distinguiu com especial amor, e que o mundo desconhece e despreza, há-de contar-se Ulrica Nisch, Irmã da Caridade da Santa Cruz de Ingenbohl. A sua vida decorreu obscura, humilde e ignorada do mundo. Mas Deus, que exalta os humildes, permitiu que a fama das suas virtudes em breve se estendesse ao longe. Na homilia da beatificação, assim se lhe referiu João Paulo II:  «Nela se cumpriram as condições das Bem-aventuranças do Evangelho nos 31 anos do seu peregrinar neste mundo. Quem conhece a sua vida, é levado a admirar a grande pobreza da sua infância, o seu serviço no último lugar… A pureza de coração permitia-lhe ver nas coisas pequenas da sua vida a mão paterna e bondosa de Deus e acolher cada hora da vida com o agradecimento próprio de uma criança». A Irmã Ulrica veio à luz do mundo em Oberdorf-Mitellbiberach (Alemanha), a 18 de Setembro de 1882 e foi baptizada no dia seguinte com o nome de Francisca. Passou os primeiros anos com a avó e uma tia. Viveu na pobreza e, como filha mais velha, sobre ela caiu boa parte dos trabalhos domésticos, dando já então provas de maturidade e de muita piedade com a frequente assistência à Santa Missa. Feito o curso escolar obrigatório e adquiridos os indispensáveis rudimentos, entrou como empregada doméstica ao serviço de parentes e de outras famílias, na Alemanha e na Suíça, conquistando a admiração de todos com o seu procedimento correto e particularmente com o exemplo de uma singular piedade. Entretanto, ia ganhando raízes a ideia da vocação religiosa. Até que um dia, por motivo de grave doença, em 1901, ao contactar com a vida exemplar das Irmãs do hospital, decidiu abraçar o seu Instituto e nele entrou em Hegne, a 7 de Outubro de 1904. A Irmã Ulricatal era o seu nome em religião – , feitos os primeiros votos em 1907, foi logo enviada, como ajudante de cozinha, para Buhl e mais tarde para Baden-Baden. Desde o começo, entregou-se toda inteira às tarefas mais humildes e obscuras. Era infatigável e sabia unir o trabalho com uma devoção ardente ao Crucifixo e ao sacrário. Em toda a sua vida religiosa deu mostras de singulares virtudes. Foi exemplo de humildade, de paciência e de simplicidade. Foi fiel na observância regular e na oração diária. Sobressaiu na caridade, aconselhando e animando a todos. Soube, enfim, impregnar de espírito sobrenatural mo trabalho mais obscuro, elevando-o à dignidade de frutuoso apostolado. Na homilia de beatificação, João Paulo II acrescenta ainda: «O amor de Deus não encontrou oposição alguma, nem no seu pensamento, nem, nos seus sentimentos, nem na sua vontade… Possuía umcoração puro”, ao qual já na vida terrena se lhe tinha concedidover a Deusna união mística . Uma oração contínua acompanhava o seu trabalho e o seu descanso. “Para ela tudo era oração”, afirma um observador profundamente maravilhado». Uma alma assim, toda entregue à vontade de Deus em constante oração, e favorecida com particulares graças místicas, vivia mais no Céu que na terra. E o chamamento divino não tardou. Gastas as forças em lenta enfermidade, deu entrada em 1912 no hospital de Santa Isabel de Hegne, onde veio a falecer aos 31 anos, a 8 de Maio de 1913. A beatificação teve lugar no dia 1 de Novembro de 1987. AAS 77 (1985) 335-8; 80 (1988) 7-11. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt . Ver também www.es.catholic e www.santiebeati.it

Desiderato ou Desejado de Bourges, Santo
Bispo

Desirato o Deseado de Bourges, Santo

Desiderato ou Desejado de Bourges, Santo

Martirológio Romano: Em Bourges, em Aquitânia, em França, são Desiderato, bispo, que havendo desempenhado anteriormente o cargo de chanceler na corte, como bispo dotou a sua Igreja com relíquias de mártires (550). Etimologicamente: Desiderato = desejável, é de origem latina. Nasceu em Soissons a finais do século V. O santo de hoje, por exemplo, foi o grande bispo da época merovíngia. Com seu trabalho, seu exemplo e sua pregação contribuiu enormemente a que França saísse do poço caótico em que havia caído quando o império romano se veio abaixo e a civilização cristã dava seus passos de gigante no século VI.  Foi Ministro de Assuntos Exteriores de Clotário e Childelberto. Era um cargo nada fácil pelas intrigas do poder que reinavam à larga na corte. Com sua diplomacia intentou comprazer a todo o mundo, excepto aos que se proclamavam hereges. Sonhava em abandonar a corte, uma jaula verdadeira de suspeitas, intrigas e crueldades. Desejava retirar-se mas não lho permitiam porque não podiam passar sem ele. Sem embargo, seu anseio se centrava na construção de mosteiros e igrejas. E quando pôde, deixou a política para se entregar em pleno aos assuntos religiosos. O nomearam bispo de Bourges no ano 543, quer dizer sete anos antes de sua morte. Seu apostolado foi muito frutuoso. Acabou com as heresias que haviam importado os Bárbaros; cresceu muito o número de sacerdotes bons e o número de cristãos. Mas nos momentos difíceis recorriam a ele para solucionar los problemas. Por exemplo, graças a suas qualidades inatas de diplomático, logrou que fizessem as pazes Anjou e Poitou. Ingressou no Reino de Deus em 8 de Maio de 550.
¡Felicidades a quem leve este nome!

• Acácio de Bizâncio, Santo
Mártir

Acacio de Bizancio, Santo

Acácio de Bizâncio, Santo

Martirológio Romano: Em Bizâncio, santo Acácio, soldado e mártir (s. IV).Etimologicamente: Acácio = Aquele que não tem malícia, é de origem grega. Nascido em Capadócia (Turquia) a finais do século III. Foi um Centurião do exército romano acantonado em Trácia, (região do sudeste de Europa, na península dos Balcãs, ao norte do Mar Egeu, encravada na Bulgária, na Grécia e na Turquia europeia). Foi acusado ante o tribuno Firmo e o procônsul Bibiano por ser cristão, que, logo depois de o fazer torturar, o condenaram a ser decapitado em Bizâncio. Era a era da perseguição empreendida por Diocleciano. Seu martírio teve lugar em redor do ano 303. É o padroeiro dos soldados e das dores de cabeça. É um dos santos auxiliadores.

• Luis Rabata, Beato
Presbítero Carmelita

Luis Rabata, Beato

Luis Rabata, Beato

Martirológio Romano: Em Randazzo, na Sicília, beato Luis Rabatá, presbítero da Ordem Carmelita, fidelíssimo em sua observância da Regra e resplandecente em seu amor aos inimigos (1490). Etimologicamente: Luis = Aquele que é um guerreiro ilustre, é de origem germânica. Nasceu em Erice-Trápan (Itália) em 1443. Desde muito menino foi dado à piedade. Cedo vestiu o hábito carmelita no convento da Anunciação de Trápani. Fez seu noviciado com grandes anseios de perfeição, entregando-se mais tarde por sua profissão, ao serviço de Deus com admirável generosidade.  Sua humildade sofreu dura prova quando os superiores o mandaram ordenar-se sacerdote, pois, em seu abandono, nunca se julgou digno de tão excelsa dignidade. Cumpriu exemplarmente este sagrado ministério, tanto na pregação como no confessionário. Sua prudência e santidade de vida eram tão notórias que os superiores submeteram de novo sua humildade a prova nomeando-o prior do convento reformado de Randazzo. Os Processos de canonização (1533 e 1573) documentam a santa vida de nosso Beato como fervente religioso, que soube conciliar os deveres de uma observância impecável com os de seu amor ao próximo, a que o obrigava seu dever sacerdotal sempre iluminado pela caridade. Se dizia dele que somente o vê-lo movia à devoção. Ao ver tanta santidade num humilde religioso cheio de zelo apostólico contra o vício, um homem perverso, António Cataluccio, aproveitando a ocasião de que o Beato volvia de sua postulação lhe atirou uma seta à cabeça, que o deixou gravemente ferido. Mal pôde chegar a seu convento e ainda que tenham pedido ao Beato que denunciasse o agressor, nunca quis dizê-lo mas que de todo o coração lhe perdoou e fez por ele especial oração. Sofreu durante alguns meses fortes dores, que não o impediram dedicar-se a mais subida contemplação. O Senhor lhe revelou seu próximo fim e o termo de seus trabalhos. Recebidos os últimos sacramentos sem perder a paz e sua total conformidade com a vontade de Deus, exalou seu último suspiro em 1490. O papa Gregório XVI, em 1842, aprovou seu culto, seu oficio e sua oração. Sua festa se celebra em 8 de Maio.

• María Catalina de Santo Agostinho, Beata
Virgem Hospitaleira Agostinha

María Catalina de San Agustín, Beata

María Catalina de Santo Agostinho, Beata

Martirológio Romano: Em Quebec, do domínio de Canadá, beata María Catalina de santo Agostinho (Catalina Symon de Longprey), virgem, religiosa das Irmãs Hospitaleiras da Misericórdia da Ordem de Santo Agostinho, que viveu até sua morte dedicada ao cuidado dos enfermos, assinalando-se pelo consolo que lhes proporcionava e a esperança que lhes infundia (1668). Etimologicamente: María = Aquela senhora bela que nos guia, é de origem hebraica.Etimologicamente: Catalina = Aquela que é pura e casta, é de origem grega.  Nascida em Saint-Sauvuer-le-Vicompte, França, em 3 de Maio de 1632, filha de James Simon de Longpré e Francisca Jourdan de Launay, foi baptizada no mesmo dia de seu nascimento com o nome de Catalina Simon de Longpré. Em 1634, com apenas dois anos de idade, pela morte de sua mãe, a bebé foi confiada ao cuidado dos avós maternos, que tinham em sua casa algo similar a um pequeno hospital para os enfermos pobres. Nessa casa teve oportunidade de entrar em contacto com religiosos e sacerdotes que acudiam para colaborar com a ajuda que se dava ali, assim iniciou sua formação como futura monja hospitaleira, e iniciar uma intensa vida espiritual. Aos 12 anos ingressou como aspirante no Mosteiro das Agostinhas Hospitaleiras de Bayeux, casa em que sua família havia contribuído generosamente para sua fundação. Depois de dois anos de preparação, foi aceite no Noviciado e recebeu o hábito religioso em 24 de Outubro de 1646, aos 14 anos de idade. No mesmo dia que sua avó materna enviuvava, ela ingressava ao convento. Depois do noviciado, em 25 de Abril de 1648, aos 16 anos de idade, emitiu os primeiros votos e ao dia seguinte fez a profissão religiosa tomando o nome de María Catalina de San Agustín.A congregação das "Agustinas Hospitalarias de la Misericórdia de Jesús", havia fundado em 1639 o Hospital "Hotel Dieu" no Quebec, Canadá, e se via na necessidade de enviar mãos jovens para reforçar a atividade naquela cidade de norte América. A Madre María Catalina se ofereceu como voluntária para essa missão. Viveu até sua morte dedicada ao cuidado dos enfermos, em Quebec, caracterizando-se pelo consolo que lhes proporcionava e a esperança que infundia naqueles. Ingressou no Reino de Deus, em 8 de Maio de 1668. Foi beatificada por S.S. João Paulo II em 23 de Abril de 1989. http://es.catholic.net/santoral e www.jesuitas.pt

Arsenio, Santo

Arsenio, Santo

Arsenio, Santo


Martirologio Romano: Perto do monte Scete, no Egipto, santo Arsénio, que, segundo a tradição, foi diácono da Igreja de Roma, e em tempo do imperador Teodósio se retirou a vida de solidão, onde, cheio de todas as virtudes, rendeu seu espírito a Deus. ( c.450)Etimologicamente significa “viril”. Vem da língua grega. Quando o imperador Teodósio o Grande buscava um bom professor para seus dois filhos, o Papa São Dâmaso recomendou-lhe Arsénio, um senador sumamente sábio e muito prático em seus conselhos. Durante dez anos, Santo Arsénio viveu no palácio do imperador educando a seus dois filhos, Arcádio e Honório.  Estando um dia orando, no meio de uma grande crise espiritual, enquanto pedia a Deus que o iluminasse o que devia fazer para santificar-se, ouviu uma voz que lhe dizia: "Afasta-te do trato com a gente, e vai para a solidão". Então dispôs-se ir para o deserto a orar e a fazer penitência com os monges.  Quando chegou ao mosteiro do deserto, os monges, sabendo que havia estado vivendo tanto tempo como senador e como alto empregado do Palácio imperial, dispuseram pôr-lhe algumas provas para saber se em verdade era apto para essa vida de humilhação e mortificação. Foi aí, onde Santo Arsénio se fez muito conhecido por todos por suas penitências extraordinárias.  Por muitos séculos têm sido enormemente estimados os ditos ou frases breves que Santo Arsénio costumava dizer à gente. Desde remotas terras iam viajantes ansiosos de escutar seus ensinamentos que eram curtos mas sumamente proveitosos. Entre muitos dos ensinamentos ou frases que o Santo pronunciava estão: "muitas vezes tenho tido que arrepender-me de haver falado. Mas nunca me arrependi de haver guardado silêncio"; ou "sempre senti temor ao me apresentar ao julgamento de Deus, porque sou um pecador". Sua morte foi por volta do ano 450.

90216 > Sant' Agazio (Acacio) Soldato e martire  MR
91599 >
Beato Amato Ronconi Terziario francescano  MR
52380 >
Beato Angelo di Massaccio  MR
92574 >
Beato Antonio (Antonin Jan Eugeniusz) Bajewski Sacerdote e martire  MR
52320 >
Sant' Arsenio MR
92036 >
Beata Vergine Maria dello Sterpeto 
91524 >
San Benedetto II Papa MR
91582 >
Beato Bernardino de’ Bustis Francescano 
89067 >
San Bonifacio IV Papa  MR
52340 >
San Desiderato di Bourges Vescovo  MR
94139 >
Beati Domenico di San Pietro e Pietro de Alos Mercedari 
52310 >
Sant' Elladio di Auxerre Vescovo  MR
52330 >
San Gibriano  MR
37900 >
Sant' Ida (Ita) Monaca a Nivelles 
90044 >
Beato Luigi Rabatà Sacerdote carmelitano MR
52350 >
Madonna del Rosario di Pompei 
92539 >
Beata Maria Caterina di Sant’Agostino (Catherine Simon de Longpré) Vergine  MR
52360 >
San Martino di Saujon Abate  MR
52370 >
San Metrone Venerato a Verona  MR
91590 >
Sant' Odgero Diacono missionario  MR
93843 >
Beato Raimondo da Tolosa Cardinale 
52400 >
Beata Ulrica Nisch Vergine  MR
52300 >
San Vittore il Moro Martire  MR
91588 >
San Wirone (Wiro) Vescovo missionario  MR

Textos e fotos recolhidos através dos livros “O PAPADO – 2000 Anos de História” – de Mendonça Ferreira, do Círculo de Leitores; SANTOS DE CADA DIA, DE WWW.JESUITAS.PT; WWW.ES.CATHOLIC E WWW.SANTIEBEATI.IT. Algumas imagens foram retiradas do meu arquivo pessoal.

Recolha, transcrição e tradução de espanhol para português por António Fonseca