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sexta-feira, 3 de junho de 2011

PARA QUEM AINDA ESTIVER INDECISO EM QUEM VOTAR NAS ELEIÇÕES DE 5 DE JUNHO DE 2011

NOTA URGENTE:

Mais uma vez e por força das circunstâncias que Portugal está atravessando, vejo-me forçado, a alterar a “linha editorial” que impus a mim próprio ao editar, este blogue – ou seja – só em caso de necessidade “e é este o caso” – fugir dos temas que normalmente eu coloco diariamente.

Primeiro, porque hoje é o último dia de campanha eleitoral e a partir da meia noite, já se deve entrar em período de “reflexão” segundo rezam os códices; e terceiro, porque embora ache difícil que alguém ainda venha a ler esta nota, antes do dia de amanhã – CONSIDERO-A DEMASIADO IMPORTANTE PARA CHAMAR A ATENÇÃO DAS PESSOAS INDECISAS…

Desculpem-me e obrigado. AF.

Assunto: O Alibi por Carrilho - num dia o primeiro-ministro estava "quase a conseguir salvar-nos", e no dia seguinte o chumbo do PEC IV abriu um buraco de 80 mil milhões de euros...
Data: 5 de Maio de 2011 17:24

Quer se goste ou não de M.M. Carrilho, as verdades são para ser ditas e entendidas sem preconceitos pelos que as lêem
Este artigo do Carrilho está brilhante, pela clareza do discurso e dos factos!
O álibi
por MANUEL MARIA CARRILHO

Ao ver as reportagens do Congresso do PS, a pergunta que mais frequentemente me ocorreu foi como é que os Portugueses, na angustiante situação que vivemos, olhariam para aquele espectáculo.
Um espectáculo que exibia uma incómoda exuberância de meios ao mesmo tempo que revelava uma montagem atenta ao mais ínfimo pormenor (com música,abraços e lágrimas). Mas de onde, na verdade, não brotava uma só ideia, uma só preocupação com o País, uma só proposta para o futuro...
Onde, pelo contrário, era bem visível a obsessão com o poder e a preocupação em bajular o líder no seu bunker, seguindo um guião e repetindo "ad nauseam" um só argumento, com uma disciplina de fazer inveja ao PCP!...
Ter-se-á atingido aqui o lúgubre apogeu do "socialismo moderno", esse híbrido socrático que ficará na história por ter esvaziado o Partido Socialista de quase todos os seus valores patrimoniais e diferenciadores,reduzidos agora a um mero videoclip.
Como na história ficará também a indigência intelectual e o perfil ético de tantos "senadores" do PS que subiram ao palco para - com completo conhecimento de causa sobre o gravíssimo estado do País - acenar cinicamenteaos militantes e aos Portugueses, por puro e interessado calculismo político.
O Congresso assumiu a estratégia de Sócrates que é, há muito, clara: ignorar os factos e sacudir as responsabilidades. Inventando uma boa história, que seja simples, que hipnotize as pessoas e, sobretudo que as dispense de olhar para os últimos seis anos de governação, para os números do desemprego, dodéfice, da dívida ou da recessão. Ou de pensar nas incontornáveis consequências de tudo isto no nosso futuro. Eis o marketing político no seu estado mais puro, e mais perverso.
Esta história começou a ser preparada logo em Janeiro, quando era por demais evidente o que se iria passar com o nosso endividamento e com as nossas finanças públicas. Sócrates lançou então o slogan "Defender Portugal", insinuando subliminarmente que os adversários do PS só podiam ser adversários de Portugal.
Montado o cenário, faltava apontar os vilões. Primeiro, o inimigo externo, e para isso diabolizou-se o FMI, qual dragão que paira ameaçadoramente sobre as nossas cabeças, e contra o qual o herói luta com denodo. Um pouco mais tarde, com o chumbo do PEC IV, estava encontrado o inimigo interno. Um inimigo que "tira o tapete" ao nosso herói, exactamente quando este "ia salvar Portugal". Ferido, o herói não sai de cena. Ei-lo que se reergue, determinado, para mais uma batalha. Desce o pano, e agenda-se o segundo acto para dia 5 de Junho.
Há que reconhecer: tudo isto foi muito bem planeado, teatralizado e concretizado, de modo a que esta fábula funcione não só como um álibi para Sócrates mas, também, como uma "cassete" de campanha.
Montada a história, trata-se agora de repeti-la. É como se todos os dirigentes socialistas passassem a falar pelo teleponto do próprio Sócrates, como se todos tivessem esse teleponto dentro da própria cabeça - e isso,
como vimos, funciona, pelo menos em mundos como o da "bolha" do Congresso de Matosinhos.
A força da história avalia-se pelo modo como deforma os factos e maquilha a realidade. Em Matosinhos, ela foi muito eficaz para esconder aquilo que na verdade mais perturba os socialistas: esta é a terceira vez que o FMI é chamado a intervir em Portugal, e, sendo verdade que veio sempre a pedido de governos liderados pelo PS, esta é a primeira vez em que vem devido a erros de governação do próprio PS.
Isto nunca tinha, de facto, acontecido: em 1977/78 o FMI veio por causa dos "excessos" revolucionários, e em 1983/84 para corrigir os deslizes do governo de direita, da Aliança Democrática. Em ambas as situações o PS apareceu, com a coragem de Mário Soares, a corrigir os erros de governações anteriores e a defender o interesse nacional. Desta vez é diferente: o FMI é chamado a Portugal justamente devido à acção de um governo do PS, dirigido pelo seu secretário-geral.
Para grandes males, grandes desculpas? É o que parece. Esta história inventada pelos conselheiros de Sócrates vai fazendo o seu caminho. Espalha-se com mais desenvoltura que um programa eleitoral, e consegue fazer com que muita gente, sem dar por isso, acredite no inacreditável: num dia o nosso primeiro-ministro estava "quase a conseguir salvar-nos", e no dia seguinte o chumbo do PEC IV abriu um buraco de 80 mil milhões de euros...
Não consigo conformar-me com este modo de "fazer política". Sofro, como milhares de socialistas, e certamente muitos mais portugueses, com este tipo de comportamento que joga no "vale tudo" para permanecer no poder. Ao arrepio de todos os valores, ignorando as mais elementares regras da ética, transformando a política num mero exercício de propaganda que se avalia por um único resultado: continuar no poder.
O Partido Socialista ficou reduzido ao álibi de Sócrates. Um secretário-geral que deu sem dúvida provas como candidato eficaz, mas que também já as deu como governante medíocre, conduzindo o País à bancarrota e à mais grave crise que o País já conheceu desde o 25 de Abril de 1974.
Foi com estes dados que o PS saiu do Congresso, à espera de um milagre eleitoral no próximo dia 5 de Junho. Mário Soares falava prudentemente, aqui no DN de anteontem, no risco de um duche gelado que entretanto o PS corre. Mas mesmo que tal não aconteça, não haja ilusões: ganhe ou perca, no dia seguinte às eleições este PS do álibi vai estar como estava na véspera - com uma mão-cheia de nada e outra de coisa nenhuma. Talvez, finalmente, a olhar para o abismo onde nos conduziu. E quanto a Portugal, o que será de nós?

http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=1829844&seccao=Manu
el%20Maria%20Carrilho&tag=Opini%E3o%20-%20Em%20Foco

Ainda há tempo para colocar este e-mail? Pode ser que sim! Vamos tentar…

Carta da ALICE

"Carta ao meu "amigo" Zé Socras

Zé, meu compincha que tão bem me entendes e compreendes,

Escrevo-te esta carta porque estou revoltada e quero protestar contra as injustiças deste povo em relação a ti e ao teu magnífico governo. Escrevo-te para manifestar a minha solidariedade para contigo, génio incompreendido, como, de resto, o são todas as grandes mentes. Tu, que procuras o bem do teu país, tu que lutas pelo desenvolvimento tecnológico, pela educação, pela saúde, pela economia, pelo trabalho... E, apesar de todos os teus abnegados e heróicos esforços, ninguém te compreende!

Cerca de 300.000 pessoas, um pouco por todo o país, tudo a protestar contra o estado das coisas, contra a falta de oportunidades... Eles não entendem o que tu já tens feito pelo bem deles!

Tu, que levaste para a frente as Novas Oportunidades para que qualquer analfabeto possa aumentar a sua auto estima dizendo que tem o 9º ano sem ter que ir às aulas;

Tu, que criaste programas de estágio para que os licenciados e mestres possam adiar uns meses o desespero do desemprego e, entretanto, serem explorados a baixo custo com imensas regalias... para as empresas;

Tu, que proporcionaste aos alunos a possibilidade de transitarem de ano sem qualquer esforço, criando dificuldades aos malvados dos professores que os queiram reter caso não tenham tido aproveitamento;

Tu, que deste a volta àquela insustentável segurança social que não dava lucros nenhuns, como era o seu objectivo, garantindo, agora, que todos possam ter reformas menores e menos protecção na doença e no desemprego;

Tu, que cortaste os salários aos funcionários públicos, mas que tiveste a decência de salvaguardar os vencimentos dos administradores e dos teus amiguinhos;

Tu, que criaste mais dívida para que todos possamos sonhar com uma viagem de TGV, apesar de não termos dinheiro para os bilhetes e enquanto os trabalhadores da CP vêem as suas condições de trabalho a piorar;

Tu, que poupas dinheiro e decides não fazer um metro em cidades insignificantes como Coimbra, que não te metes em despesas com transportes públicos, tu que ainda por cima só tens 20 motoristas por tua conta e uns poucos por conta dos teus amiguinhos;

Tu, que organizas festas e viagens para mostrar o que de "melhor" por cá se faz, sem olhares a custos...

Tu, que és tão bonzinho, que nos compreendes tão bem, que és tão solidário para com os jovens, para com os trabalhadores, para com os pensionistas... Ninguém te compreende... Pedes justificados e pertinentes sacrifícios à população, discursas sobre o quanto nos entendes e lamentas o que passamos, pois não tens quaisquer responsabilidades sobre o estado das coisas! A culpa é da Ângela, do Nicolau e dos outros meninos maus da Europa. Tu não tens culpa!

Não tens culpa de te preocupares com as despesas excepto com as que dizem respeito a ti e aos teus amigos!

Não tens culpa de quereres luxos na educação, saúde, tecnologia e transportes (de que importa se ainda nem o básico está assegurado?)!

Não tens culpa de desconheceres o que é viver com um salário mínimo ou médio tendo comida, escola, gasolina, água, gás, luz, medicamentos, e outras despesas que tais, para pagar.

Não tens culpa que os professores se sintam mais reclusos que educadores e fontes de conhecimento por causa dum modelozinho de avaliação inofensivo.

Não tens culpa que os pais dos meninos não tenham dinheiro para lhes pagarem os estudos e os sustentarem quando eles não arranjam emprego.

Enfim... Às vezes sinto que vivemos num mundo ao contrário...

Eu, chamo-me Alice e vivo em Portugal, um país que não me dá oportunidades de crescimento, que desaproveita todo o investimento que eu, os meus pais e o estado fizeram no meu desenvolvimento pessoal e académico.

Tu és o Zé e vives no País das Maravilhas, um país em que tudo é como devia ser, graças a ti, mas as pessoas que o habitam são burras e não percebem o bem que lhes fazes.

Não me alongarei muito mais nesta carta, pois já deves ter percebido que estou do teu lado e que te compreendo totalmente! Sugiro-te que saias de Portugal... Por muito que te custe abandonar a pátria pela qual tanto te tens sacrificado, julgo que terás um futuro melhor, em que sejas mais bem tratado, fora deste país cujo povo não te entende nem dá valor ao que tens feito. Vai por exemplo para o Pólo Norte ou para a Gronelândia... Dizem que lá há muito espaço para construíres aeroportos, pontes, linhas de alta velocidade e auto-estradas!

Um beijinho e desejos de boa viagem,

Alice"

Artigo escrito por Alice Morgado
Retirado do Blogue "FANTÁSTICO, MELGA!
14 de Mar de 2011

AF. -  3-JUNHO-2011

Nº 939 - (154) - 3 DE JUNHO DE 2011 - SANTOS DE CADA DIA - 3º ANO

Nº 939

SANTO OVÍDIO

Mártir – Braga (Portugal)

Audito (Ovídio) di Braga

Que era cidadão romano, de família nobre e de erudição superior, conjetura-mo-lo pela intimidade que tinha com Séneca, o filósofo, e com Máximo Cesónio, cônsul. Sendo exilado este último, abandonou com ele a pátria e sempre o acompanhou até à morte. Tal atitude exigia, sem dúvida, familiaridade e amizade em grau elevado. Morrendo o cônsul, seu amigo, voltou a Roma, onde assistiu às pregações de Pedro e Paulo, que por essa ocasião aí ensinavam a Boa Nova. Entusiasmado com a sublimidade da doutrina cristã, fez-se apóstolo ardente e zeloso. Começou a trabalhar na vinha do Senhor, conseguindo trazer à fé de Jesus Cristo muitas almas. O papa S. Clemente, reconhecendo em Ovídio não só qualidades superiores, mas também indícios de piedade sólida e bem fundada, enviou-o a Hispânia, a reger a Igreja Bracarense e pregar o Evangelho. Imediatamente o novo apóstolo deixou a pátria e partiu para o Ocidente, a ganhar adeptos para a Cruz. Houve-se por tal forma no desempenho das suas funções, que pode considerar-se como um dos varões apostólicos que mais fulgurantemente iluminaram a península. Com efeito, no seu tempo, a Bracara-Augusta do Império Romano floresceu não menos nas letras do que na piedade e religião. Depois de ter bem merecido da Igreja pelos trabalhos do apostolado, Ovídio consumou a carreira com o martírio. O seu corpo permaneceu por muitos séculos encerrado num sepulcro granítico, rodeado de grande veneração da parte do povo católico, até que, em 1708, D. Rodrigo de  Moura Teles, arcebispo da mesma cidade, julgando que às relíquias de tão grande varão se devia dar pousada mais digna, trasladou-as para uma urna de madeira ricamente adornada, colocando-as, em seguida, numa capela conveniente; hoje encontra-se na sacristia da sé de Braga. Pouquíssimo há de seguro historicamente nesta biografia. O que se menciona aqui, figura em parte a 8 de Junho, sob o título de Santa Marinha, conforme poderão comprovar no texto desse dia, a publicar aqui mesmo.AF

SANTOS CARLOS LWANGA e 21 Companheiros DIONÍSIO SEBUGWAVO, KIZITO, ANDRÉ KAJUA, ATANÁSIO BADZEKUKETA, GONZAGA ZONGA, MATIAS KALEMBA, Ponciano Ngondué e Mukaza Kiriuauanvu.(entre outros)

Mártires (entre 1885 e 1887, no Uganda)

Carlos Luanga y compañeros, Santos

A 18 de Outubro de 1964, Paulo VI canonizou estes 22 mártires do Uganda, os únicos da centena sobre os quais existia documentação bem concreta. Foram executados, entre 1885 e 1887, por ordem do rei Muanga, cioso da sua autoridade e invertido. Morreu o rei Mutesa, do Uganda, em Outubro de 1884; sucedeu-lhe o rei Muanga, vicioso e cruel. Acirrado pelos muçulmanos, e com receio de ver diminuído o comércio dos escravos, decidiu aniquilar o nome cristão. Entre os 500 pajens ou jovens das principais famílias que serviam o rei, havia um pequeno grupo de 20 cristãos, chefiados por Carlos Luanga, jovem de 20 anos, batizado a 15 de Novembro de 1885. O mais novo Kizito, não passava de 14 anos, e era ainda catecúmeno. Um dia (25 de Maio de 1886), o rei mandou chamar um dos pajens. Responderam-lhe que não estava. Quando, uma hora depois, regressou, perguntou-lhe o rei onde estivera e para quê. – “Dionísio Sebugwawo (um recém-baptizado de 17 anos apenas) ensinava-me a doutrina – foi a resposta. - “A doutrina? – grita Muanga: e, dirigindo-se a Dionísio: – “Que fazias, há pouco, com Muafu?” - “Ensinava-lhe a religião” - respondeu corajosamente o pajem cristão. - “Como assim? Tu ensinas o que eu proibi ensinar, e era ao filho do Primeiro Ministro que tu te atreves a ensinar essas coisas?” Sem mais, pegou num estilete e cravou-o na garganta do mártir, que, arrastado para fora, acabou esfaqueado. Durante a noite, Carlos Lwanga entendeu que a horta era grave e resolveu administrar o baptismo ao pequeno Kizito e a três dos catecúmenos mais adiantados. No dia seguinte, o rei Muanga reuniu o conselho e com ele acordou aplicar pena capital aos pajens cristãos que não apostatassem. Manda reunir todos os jovens, e ordena: - “Os que rezam, vão para ali, para junto da estacada; os que não rezam, fiquem aqui, ao pé de mim.” A tais palavras, Carlos Lwanga ergueu-se; tomou pela mão o pequeno Kizito; atravessou o território, cheio e pagãos hostis, e foi-se colocar no lugar indicado; seguiram-no mais doze. Todos foram condenados à morte e esperavam, fora do palácio, que os conduzissem até Namungongo, a 60 kms de distância, onde devia ter lugar a execução. Pela tardinha, chegaram mais dois neófitos: Ponciano Ngondué e Mukaza Kiriuauanvu. - “Tu és cristão?” – perguntou o algoz ao primeiro. À sua resposta afirmativa, trespassou-o com uma lançada. No momento em que o cortejo se pôs em marcha para Kampala, primeira jornada da viagem até ao lugar do suplicio, foi preso André Kajua. - “Matem-no já – ordena o algoz; – não comerei bocado, enquanto não lhe vir, com os meus olhos, o braço cortado”. Pouco depois, traziam, ainda escorrendo sangue, o braço do novo João Baptista ao Herodes africano.

Era costume que, durante a caminhada, fossem imolados dois condenados aos deuses locais; em Kampala, imolaram-lhes os pajens Atanásio Badzekuketa e Gonzaga Gonza. Aqui também foi executado Matias Kalemba, juiz suplente num tribunal da província. Pela tarde do dia 27, o cortejo chegou a Namugongo; puseram-lhes algemas; e assim esperaram até ao dia 3 de Junho, em que se levou a cabo a execução. Os pajens apareceram de corda ao pescoço, de mãos atadas, pálidos, desfeitos de fome e cansaço; mas dando graças a Deus por os ter conservado firmes na fé. A fogueira levantava-se num vale próximo. À medida que as vítimas passavam, um dos algozes batia-lhes na cabeça com um pau, rito antigo, destinado a afastar do espírito do rei a sombra dos mortos. Os pajens foram enrolados e atados numa esteira de canas secas e levados para a fogueira. Um dos mártires era filho do algoz; por mais insistentes que fossem os rogos, perseverou firme; o pai fê-lo separar dos outros e, à parte, mandou-o matar com violenta pancada na nuca. No mesmo momento, atearam o fogo que transformava os pajens em tochas vivas. O murmúrio de orações foi crescendo, à medida que o sofrimento aumentava; nada de gritos, nem súplicas; nada de cobardias ou maldições. Por fim, as vozes cessaram; e as vítimas voaram para o céu. Para Lwanga, o algoz cruel e escarnecedor preparou-lhe o suplicio do fogo lento, sem lhe arrancar a mais pequena queixa. O suplicio das 22 vítimas do Uganda teve enorme repercussão no mundo inteiro. O Papa Pio X introduziu a causa de beatificação dos veneráveis servos de Deus, Carlos Lwanga, Matias Kalemba e companheiros; Bento XV beatificou-os, a 6 de Junho de 1920. A 18 de Outubro de 1964, na sua viagem apostólica ao Uganda, o Papa Paulo VI canonizou estes mártires, pronunciando um discurso, do qual transcrevemos estas passagens: «Estes Mártires Africanos acrescentam ao álbum dos vencedores, chamado Martirológio, uma página ao mesmo tempo trágica e grandiosa, verdadeiramente digna de figurar ao lado das célebres narrações da África antiga, as quais, neste tempo em que vivemos. Julgávamos, por causa da nossa pouca fé, que nunca mais viriam a ter semelhante continuação…” “… Estes Mártires Africanos, dão, sem dúvida, inicio a uma nova era… Com efeito, a África, orvalhada com o sangue destes mártires, que são os primeiros desta nova era (e queira Deus que sejam os últimos – tão grande e precioso é o seu holocausto!), a África renasce livre e resgatada». www.jesuitas.pt - Ver também http://es.catholic.net/santoral e www.santiebeati.it.

SANTO ISAAC DE CÓRDOVA

Mártir (851)

Isaaco di Cordova

Faz-nos conhecer Isaac o Memorial dos Santos, escrito por Santo Eulógio de Córdova, contemporâneo dele, executado no ano de 859. Isaac pertencia a nobre família de Córdova, que lhe mandou dar uma educação cuidadosa. Aprendeu também o árabe, embora fosse católico. As autoridades ocupantes do Islão tinham-lhe confiado um posto de notário, que ele abandonou para se ir encerrar num mosteiro vizinho da cidade. Tinha lá várias pessoas de família. Várias pessoas de família?! Sim, porque S. Frutuoso, no século VII, lança na Hispânia essa fórmula original de mosteiros-refúgios para famílias inteiras. Durante três anos viveu Isaac em santidade com seu parente, o abade Martinho. Depois sentiu-se movido por divina inspiração a apresentar-se diante do juiz muçulmano, falou-lhe de Maomé ensinado pelo anjo Gabriel, do paraíso agradável que espera os crentes, com mesas bem servidas, e das beldades encantadoras. Isaac replicou com veemência. Embaraçado o juiz deu-lhe uma bofetada. Isaac continuou ainda com o maior entusiasmo. «Tu estás embriagado ou louco», assim o classificou o muçulmano, vexado. Isaac respondeu magnificamente que ardia no zelo pela verdade, que estava pronto a morrer, feliz por sofrer pela justiça. Foi executado Isaac, dependurado de cabeça para baixo, na outra margem do Guadalquivir. Depois, as cinzas do cadáver foram lançadas ao rio. Dizem que foi executado com 27 anos de idade. www.jesuitas.pt . Ver também www.es.catholic e www.santiebeati.it

SÃO JOÃO DIOGO CUAUHTLATOATZIN

(1474-1548)

 Juan Diego Cuauhtlatoatzin - México

João Diogo nasceu em 1474, em Cuauhtitlan (México). O seu nome era Cuauhtoatladzin, mas quando foi baptizado, em 1524, com 50 anos de idade, foi-lhe mudado o nome para Juan Diego, segundo o costume dos missionários que davam o nome de João a todos os batizados, conservando contudo o nome indígena. À sua mulher, que se batizou conjuntamente com ele e outros parentes, deram o nome de Maria Lúcia. O seu baptismo foi uma profunda convicção, mudando completamente o seu ser e modo de proceder. João Diogo tornou-se um cristão fervoroso, pobre e humilde, fugindo às honras e mostrando sempre uma grande pureza de vida. Fazia 20 quilómetros para assistir à Missa e aproveitava estas celebrações para aumentar a sua instrução religiosa e venerar a Virgem Mãe de Jesus. A 9 de Dezembro de 1531, quando se dirigia, como de costume, a Tepeyac, para assistir à celebração eucarística, ouviu uma voz que o chamava , convidando-o para lhe falar e confiar uma missão. Olha para o céu azul e vê uma Senhora que lhe diz para se aproximar e pede que lhe seja construído ali um templo e prometendo compaixão e protecção para os habitantes daquele lugar. Manda-o ir ter com o bispo, para lhe dizer quem era Ela e lhe fazer o pedido de construir um templo na esplanada. João Diogo dirige-se a casa do bispo, ao qual expõe as palavras da Senhora, mas o prelado desconfiado da ingenuidade daquelas palavras, pede um sinal daquilo que aconteceu. O vidente volta ao lugar de aparição e conta à Senhora o que se tinha passado. Ela diz-lhe para ir de novo falar com o bispo, no dia seguinte. Este pede outra vez um sinal, mas foi também fazendo umas perguntas às quais João respondeu com toda a exactidão, não deixando dúvidas de que era a Virgem Maria que lhe tinha falado. Entretanto, um tio de João Diogo contraiu a peste que grassava na região. Quando já estava prestes a morrer, a Senhora cura-o da terrível doença. Era este o primeiro sinal de que ela era realmente a Mãe de Jesus. Como se este sinal não bastasse, a Virgem Maria convida o vidente a ir à montanha, onde se tinham dado as primeiras aparições e a colher as rosas que aí encontraria, desabrochadas. No lugar indicado pela Virgem só havia pedras e cactos e naquele tempo o frio tudo queimava (era o dia 12 de Dezembro).  João Diogo colheu as rosas, pô-las no seu manto e foi ter com o bispo para lhas mostrar, mas os criados não o deixavam passar. Conseguiu finalmente ser recebido e mostrou as rosas como o sinal que o prelado lhe tinha pedido. Todos abriram a boca de espanto e o bispo ajoelhou-se e juntou as mãos diante do índio. Mas isto não foi tudo. Para surpresa de todos, o sinal das flores era ultrapassado por outro prodígio: no manto simples de João Diogo aparecia impressa , a todo o comprimento, a imagem da Virgem Santa, com o seu rosto de mansidão e dois grandes olhos que pareciam vivos. Todos ajoelharam, perturbados, num misto de alegria e devoção. O prelado pediu perdão a Maria, por não ter acolhido desde o principio o sinal da sua vontade. Depois tirou o manto de João Diogo, para o colocar em lugar de honra no seu oratório particular. A imagem conserva-se impressa no manto. Em breve começaram as obras de construção de uma pequena ermida, que foi sendo renovada, até chegar à actual basílica, inaugurada em 1976. Em 1566 o lugar começou a chamar-se Guadalupe (da raiz mitológica indígena Cuatlaxupeh). A Senhora de Guadalupe é padroeira do México e do continente americano. A sua imagem esteve presente na batalha de Lepanto e desde então Maria começou a ser invocada como Rainha da Vitória e Auxilio dos Cristãos. João Diogo morreu no dia 3 de Junho de 1548, com 74 anos de idade. Foi beatificado por João Paulo II, em 6 de Maio de 1990, no México, e canonizado a 31 de Julho de 2002. www.jesuitas.pt . Ver também www.es.catholic e www.santiebeati.it

• Morando, Santo
Monge

Morando, Santo

Morando, Santo

Na aldeia de Altkirch, na região de Basileia, entre os helvécios, são Morando, monge, oriundo de Renânia, que sendo presbítero peregrinou a Compostela e no regresso entrou no mosteiro de Cluny, fundando mais adiante o cenóbio em que terminou sua santa vida (c. 1115). Nascido em Worms, Renânia (Alemanha), em redor do ano 1050 numa família nobre, já havia sido ordenado sacerdote quando decidiu fazer uma peregrinação a Santiago de Compostela, um dos destinos mas procurados pelos peregrinos na idade média. Durante el viaje hizo una parada en la Abadía de Cluny, fundada en el año 910 por san Bruno y que por aquellos días era gobernado por san Hugo (1049-1109); quedó fuertemente impresionado por el estilo de vida de monjes, y al retorno de su peregrinación, hizo la solicitud para ser aceptado en la abadía.  Ya como monje, por sus cualidades ejemplares fue enviado al monasterio de Alvernia, en la región central de Francia. En el año 1100 un señor alsaciano (de Alsacia, región francesa con dialecto alemán), deseaba restaurar el santuario dedicado a san Cristóbal que estaba dentro de sus propiedades en Altkirch, por lo que solicito ayuda al abad de Cluny. El abad estaba de acuerdo en fundar un monasterio junto a la iglesia y envió a algunos monjes para la fundación, pero la tarea resulto difícil debido a que los monjes no conocían la lengua de esa región. Entonces el san Hugo mandó a buscar en Alvernia a Morando y lo envió a Altkirch como un intérprete, aquí brilló para su bondad, su calma y el conocimiento del lugar; se ganó el aprecio de las personas que comensaron a visitarlo a menudo en busca de consejo, conocimiento y ayuda, también se le atribuye varios milagros. El santo monje murió en el año 1115, y fue canonizado en el siglo XII, su tumba aún está en la iglesia de Altkirch. Es considerado el santo patrón de los vinocultores de la región del sur de Alsazia, porque se dice que Morando pasó toda una Cuaresma sin más comida que un manojo de uvas, aquel manojo fue representado en algunas esculturas en los portales de varias iglesias.

• Clotilde, Santa
Rainha de França

Clotilde, Santa

Clotilde, Santa

Clotilde quer dizer: "a que luta vitoriosamente" (tild: lutar. Clot: vitória). Esta santa rainha teve a imensa honra de conseguir a conversão ao catolicismo do fundador da nação francesa, o rei Clodoveo. A vida de nossa santa a escreveu São Gregório de Tours, fazia o ano 550. Era hija del rey de Borgoña, Chilberico, que fue asesinado por un usurpador el cual encerró a Clotilde en un castillo. Allí se dedicó a largas horas de oración y a repartir entre los pobres todas las ayudas que lograba conseguir. La gente la estimaba por su bondad y generosidad. Clodoveo el rey de los francos supo que Clotilde estaba prisionera en el castillo y envió a uno de sus secretarios para que disfrazado de mendigo hiciera fila con los que iban a pedir limosnas, y le propusiera a Clotilde que aceptara el matrimonio secreto entre ella y Clodoveo. Aunque este rey no era católico, ella aceptó, con el fin de poderlo convertir al catolicismo, y recibió la argolla de matrimonio que le enviaba Clodoveo, y ella por su parte le envió su propia argolla. Entonces el rey Clodoveo anunció al usurpador que él había contraído matrimonio con Clotilde y que debía dejarla llevar a Francia. El otro tuvo que aceptar. Las fiestas de la celebración solemne del matrimonio entre Clodoveo y Clotilde fueron muy brillantes. Un año después nació su primer hijo y Clotilde obtuvo de su esposo que le permitiera bautizarlo en la religión católica. Pero poco después el niñito se murió y el rey creyó que ello se debía a que él no lo había dejado en su religión pagana, y se resistía a convertirse. Ella sin embargo seguía ganando la buena voluntad de su esposo con su amabilidad y su exquisita bondad, y rezando sin cesar por su conversión. Los alemanes atacaron a Clodoveo y este en la terrible batalla de Tolbiac, exclamó: "Dios de mi esposa Clotilde, si me concedes la victoria, te ofrezco que me convertiré a tu religión". Y de manera inesperada su ejército derrotó a los enemigos. Entonces Clodoveo se hizo instruir por el obispo San Remigio y en la Navidad del año 496 se hizo bautizar solemnemente con todos los jefes de su gobierno. Fue un día grande y glorioso para la Iglesia Católica y de enorme alegría para Clotilde que veía realizados sus sueños de tantos años. Desde entonces la nación francesa ha profesado la religión católica. En el año 511 murió Clodoveo y durante 36 años estará viuda Clotilde luchando por tratar de que sus hijos se comporten de la mejor manera posible. Sin embargo la ambición del poder los llevó a hacerse la guerra unos contra otros y dos de ellos y varios nietos de la santa murieron a espada en aquellas guerras civiles por la sucesión. San Gregorio de Tours dice que la reina Clotilde era admirada por todos a causa de su gran generosidad en repartir limosnas, y por la pureza de su vida y sus largas y fervorosas oraciones, y que la gente decía que más parecía una religiosa que una reina. Y después de la muerte de su esposo sí que en verdad ya vivió como una verdadera religiosa, pues desilusionada por tantas guerras entre los sucesores de su esposo, se retiró a Tours y allí pasó el resto de su vida dedicada a la oración y a las buenas obras, especialmente a socorrer a pobres y a consolar enfermos y afligidos. Sus dos hijos Clotario y Chidelberto se declararon la guerra, y ya estaban los dos ejércitos listos para la batalla, cuando Clotilde se dedicó a rezar fervorosamente por la paz entre ellos. Y pasó toda una noche en oración pidiendo por la reconciliación de los dos hermanos. Y sucedió que estalló entonces una tormenta tan espantosa que los dos ejércitos tuvieron que alejarse antes de recibir la orden de ataque. Los dos combatientes hicieron las paces y fueron a donde su santa madre a prometerle que se tratarían como buenos hermanos y no como enemigos. A los 30 días de este suceso, murió plácidamente la santa reina y sus dos hijos Clotario y Chidelberto llevaron su féretro hasta la tumba del rey Clodoveo. Así terminaba su estadía en la tierra la que consiguió de Dios que el jefe y fundador de una gran nación se pasara a la religión católica, con todos sus colaboradores.

• Andrés Caccioli, Beato
Franciscano

Andrés Caccioli, Beato

Andrés Caccioli, Beato

Andrés Caccioli nasceu em Spello, Umbría, em 1194. Cedo abraçou a vida eclesiástica e chegou a ser sacerdote. Em 1223 quis seguir a São Francisco e se fez discípulo seu ingressando na Ordem dos Irmãos Menores. De São Francisco imitou especialmente o espírito de pobreza, e em 3 de Outubro de 1226 teve a dita de assistir ao glorioso trânsito do Seráfico Pobrezinho. En 1233 estaba en España, donde tomó parte en el Capítulo de Soria y obtuvo con sus oraciones una lluvia providencial para aquella tierra afectada por una prolongada sequía. Igual milagro hizo en Spello. Vivió también en el eremitorio de Las Cárceles en Asís, en gran penitencia y austeridad. Atendía sólo a la contemplación de las cosas del cielo, al cual se sentía ya cercano. Las horas libres de los actos comunes las pasaba en una gruta separado del resto del mundo, únicamente dedicado a la oración ferviente. Varias veces fue favorecido con celestiales apariciones y su espíritu probó dulzuras indescriptibles. Un día Jesús se le apareció en forma de niño, resplandeciente de belleza. Estaban en dulces conversaciones cuando sonó la campana que llamaba a los religiosos al coro para la recitación de Vísperas. Andrés, por espíritu de obediencia, suspendió la conversación para unirse a sus cohermanos. Terminadas vísperas, regresó a su retiro y con gran alegría encontró al niño Jesús, el cual le dijo: “Hiciste bien al obedecer: pronto te llamaré a mí!”. Era el feliz anuncio de su próxima muerte. En 1248 volvió al convento de San Andrés, de Spello, donde fue encargado de la dirección espiritual de las Clarisas. Obtuvo de Santa Clara que fuera enviada como abadesa de Spello la Beata Pacífica Guelfuccio, tía y una de las primeras y más ilustres discípulas de Santa Clara. Con la ayuda y el consejo del Beato Andrés la comunidad de las Damas Pobres de la Dama Pobreza aumentó en número y fervor, renunció a la regla mitigada del Cardenal Hugolino para seguir la compuesta por San Francisco para las primeras religiosas amantes de la pobreza. De esta manera el monasterio de Spello vino a ser pronto una de las casas más florecientes de la Orden. En Spello Andrés esperó sereno la invitación para volar a la patria celestial. Rico de méritos y glorioso por su ardiente apostolado en medio del pueblo, realizado por medio de la predicación de muchos años, recibió con edificante piedad los últimos sacramentos, y se durmió plácidamente en el Señor el 3 de junio de 1254; tenía 60 años de edad. Las antiguas crónicas franciscanas lo llaman máximo predicador y taumaturgo, recuerdan su caridad y obediencia ejemplares. Se distinguió por su fervor eucarístico, una tierna devoción a la Santísima Virgen y la contemplación de la Pasión y muerte de Jesús. Su cuerpo se venera en la iglesia de San Andrés, en Spello. Fue elegido co‑patrono de su ciudad en 1360. Su culto fue confirmado el 25 de julio de 1738 por el Papa Clemente XII.

• Diego Oddi, Beato
Laico Franciscano

Diego Oddi, Beato

Diego Oddi, Beato

Irmão laico professo da Ordem de Irmãos Menores. Se dedicou à vida de piedade e ao trabalho do campo até que entrou em casa retiro de Bellegra (Roma). Foi irmão esmoler durante quarenta anos e, ainda que não tivesse estudos, edificou as gentes com suas palavras germinadas num coração acostumado a dialogar com Deus. O beatificou Juan Pablo II em 3 de Outubro de 1999. no seio de uma família pobre e muito religiosa. Aos vinte anos, enquanto trabalhava no campo, sentiu uma misteriosa chamada, que foi amadurecendo nas visitas que cada tarde fazia à igreja, ao volver do trabalho, para dialogar com Deus e com a Santíssima Virgem, a quem estava vinculado desde sempre por uma entranhável devoção filial. Algunos meses después, juntamente con un grupo de peregrinos, fue a visitar el Retiro de San Francisco, en Bellegra. Quedó impresionado por el lugar y por la vida santa que llevaban los frailes. Pasaron otros cuatro años, pero no podía olvidar aquella experiencia. Soñaba con el pequeño convento franciscano. Volvió allí en la primavera de 1864. Salió a abrirle la puerta un fraile, venerable por su edad y su aspecto. A José en el pueblo le habían hablado de él, destacando su vida santa. Aquel anciano llevaba allí más de cuarenta años abriendo la puerta a peregrinos y viandantes; para todos tenía una palabra buena, una sonrisa y, si hacía falta, un reproche y un pan: se llamaba fray Mariano de Roccacasale, también él proclamado beato el 3 de octubre de 1999. José acudió a pedirle consejo. Fray Mariano le dijo: «¡Sé bueno; sé bueno, hijo mío!». Estas sencillas palabras fueron decisivas para su vida: en el largo viaje de regreso a Vallinfreda, las palabras de fray Mariano comenzaron a hacer mella en él con la fuerza de la verdad repentinamente descubierta. A partir de entonces, aumentó el tiempo dedicado a la oración; se afianzaba en él la certeza de la llamada. Entró en el Retiro de Bellegra en 1871, superando la resistencia de sus padres. Acogido al principio como «terciario oblato», pudo pronunciar los votos solemnes en 1889. José inició una nueva vida: durante cuarenta años recorrió los caminos de Subiaco pidiendo limosna. Analfabeto, pero ingenioso y fácil para el diálogo, sorprendía a todos con sus palabras, que brotaban de un corazón habituado a usarlas en los coloquios con Dios. Cuando la campana que indicaba el silencio de la noche invitaba a los religiosos a descansar en su celda, Diego se quedaba a hablar con el Señor; y a menudo este coloquio se prolongaba toda la noche. Al recorrer los pueblos pidiendo limosna, hacia el atardecer, entraba en la iglesia y asistía con los fieles a las funciones litúrgicas. Después persuadía al sacristán para que se fuese a casa, porque él se ocuparía de tocar al «Ave María» y de cerrar la iglesia. Así se quedaba a menudo en oración durante toda la noche. De este continuo coloquio con el Señor sacaba la sabiduría de la fe, que los demás luego recogían de sus palabras y discursos. Verlo ayudar la misa y acercarse a la comunión equivalía a una predicación.  Otra cosa que despertaba admiración era su austeridad y penitencia, que trataba de ocultar, pero que quedaba de manifiesto a quien convivía con él o le hospedaba cuando se dirigía a los pueblos a pedir limosna. Ocultaba esta virtud bajo la sonrisa y respondiendo con ingeniosidad a las preguntas que le dirigían. En su vida sencilla se podían descubrir las maravillas que Dios obraba en él. Muchos fueron los milagros realizados a su paso; pero el más auténtico era su vida. Murió el 3 de junio de 1919. Lo beatificó Juan Pablo II el 3 de octubre de 1999.

• Kevin de Glendalough, Santo
Abade

Kevin de Glendalough, Santo

Kevin de Glendalough, Santo

Glendalough (o Valle de Los Dos Lagos) é um vale estreito, pitoresco e solitário, no coração das Montanhas de Wicklow. A fama de sua escola monástica se deve principalmente, a seu fundador, São Kevin e a Laurence O´Tool, o último dos santos irlandeses canonizados. Kevin, (em irlandês Coemghen, o honoravelmente engendrado) nació cerca de Rathdrum hacia finales del siglo quinto y vivió hasta los ciento veinte años. Su primer tutor fue San Petroc de Cornualles, el cual, había llegado a Leinster alrededor del 492 y se consagró a sí mismo, con considerable ardor y entusiasmo, al estudio de las Sagradas Escrituras, en lo que su alumno, también llegaría a convertirse en un estudioso notable. Kevin continuó sus estudios bajo la dirección de su tío, San Eugenio, posteriormente Obispo de Ardstraw, quien en aquella época, vivía en Kilnamanagh (Wicklow), donde enseñaba a sus alumnos todas las enseñanzas sagradas, las cuales había adquirido en el famoso Monasterio Británico de Rosnat. El joven Kevin fue, en su tiempo, un apuesto mozo que había conquistado sin saberlo, el afecto de una joven y bella doncella, la cual, una vez le siguió a los bosques. El joven santo, dándose cuenta de la presencia de la joven dama, se tiró a una cama de ortigas y después, cogiendo un puñado de las mismas, flageló a la joven con las ardientes hierbas. “ El fuego externo” dice el biógrafo “extinguió el fuego interno” y Kathleen, arrepentida, llegó a convertirse en santa. Se desconoce el origen de la historia, la cual Moore unió al inmortal verso en el que relata cómo Kevin arrojó a la desdichada Kathleen de su cueva, frente a Lugduff, a las profundidades del lago que está debajo. Entonces Kevin se retiró a lo más salvaje del Valle de Glendalaough, donde pasó muchos años en una estrecha cueva viviendo a solas con Dios, practicando un ascetismo extremo. Con el paso del tiempo, hombres santos se congregaron entorno a él y le indujeron a construir el monasterio, cuyas ruinas todavía permanecen más abajo en el valle más abierto, hacia el este. Aquí su fama de santo y escolástico, atrajo multitud de discípulos, por eso Glendalough llegó a ser para el este de Irlanda lo que las Islas Arran fueron para el oeste- una gran escuela de sabiduría sagrada y noviciado en el que los jóvenes santos y clérigos eran entrenados en virtud y auto negación. Uno de los más ilustres alumnos de San Kevin en Glendalogh fue San Moling, fundador del bien conocido monasterio llamado en su honor San Mullins, situado en la margen izquierda del río Barrow, en el suroeste del Condado de Carlow. Como su maestro Kevin, el fue un hombre dedicado al saber y a la extrema austeridad, viviendo, según se cuenta, tanto tiempo cómo hizo Kevin, en un árbol hueco. También fue un elegante escritor, tanto en Latín como en Irlandés. Son muchos los poemas irlandeses que le han sido atribuidos, sus profecías fueron ampliamente conocidas y el “Libro Amarillo de San Moling” fue uno de los que Keating tuvo en sus manos, pero que por desgracia se perdió. Uno de los escolásticos de Glendalogh, no obstante, San Laurence O´Tool, fue con mucho, el más distinguido. Un gran escolástico, obispo, patriota y santo, debió todo su entrenamiento en virtud y sabiduría a esta escuela. Llevó tan lejos su devoción a San Kevin que incluso después de haber sido nombrado Arzobispo de Dublín, convirtió en practica habitual retirarse de la ciudad y pasar toda la Cuaresma en la misma cueva en la cara de la roca sobre el lago donde San Kevin había vivido a solas con Dios. Las ruinas existentes en Glendalough todavía forman una escena impactante en ese valle montañés de salvaje belleza. Dentro del área del recinto original están la gran iglesia, una catedral, construida probablemente en la época de San Kevin, una fina torre circular de 33 metros de altura (110 pies), la construcción llamada la Cro o cocina de San Kevin y la Iglesia de la Bendita Virgen, a la que San Kevin, como la mayoría de los santos irlandeses, profesaba una especial devoción. La construcción llamada la cocina de San Kevin fue sin lugar a dudas su oratorio privado y habitación del santo, esta última estando en un recinto más arriba, como en la casa de San Columbano en Kells. Fue canonizado en 1903.

• Juan Grande Romão, Santo
Religioso

Juan Grande Román, Santo

Juan Grande Román, Santo

João Grande nasceu em Carmona, Sevilha (Espanha), a 6 de Março de 1546. Recebeu uma esmerada educação cristã, na família e como menino de coro na sua paróquia. Em Sevilha aprendeu o ofício de tecelão. Aos 17 anos voltou para casa, a fim de se dedicar ao comércio, como vendedor de tecidos. Esta profissão fê-lo entrar numa profunda crise espiritual. Deixou a família e retirou-se para uma ermida, perto da sua terra, onde passou um ano em retiro, meditando sobre a sua vocação. Ao fim desse ano, decidiu dedicar-se totalmente a Deus e adoptou o nome de «João Pecador». Começou a experiência de cuidar de um casal de idosos que encontrou completamente abandonados. Encarregava-se das suas necessidades e pedia esmola para os sustentar. Assim descobriu que a sua nova vocação era o serviço dos pobres e necessitados. Com apenas 19 anos, João Pecador mudou-se para a cidade de Jerez de la Frontera e nesta cidade atendia as pessoas necessitadas, os presos e os doentes abandonados que encontrava. Em Janeiro de 1574, alastrou uma epidemia na cidade e eram tantos os doentes que encontrava na rua, que resolveu fundar o seu próprio hospital, dedicando-o a Nossa Senhora da Candelária. Entretanto, teve conhecimento da Instituição fundada por S. João de Deus, em Granada. Visitou-a e decidiu juntar-se a ela e a aplicar no seu hospital a mesma forma de vida professada naquela Instituição. Foram-se-lhe juntando companheiros que ele formou segundo os «Estatutos de João de Deus». Levava uma vida sumamente austera, dormindo no chão e praticando frequentes jejuns e abstinências, disciplinas e cilícios. mas cultivava sobretudo uma intensa vida interior, dedicando diariamente várias horas à oração, em íntima comunicação com Deus. Em 1600 apareceu uma terrível epidemia de peste e João não tinha descanso no atendimento aos doentes, acabando por ser contaminado, vindo a falecer a 3 de Junho desse mesmo ano. Foi beatificado por Pio IX em 1853 e canonizado por João Paulo II, a 2 de Junho de 1996. Foi proclamado padroeiro da nova diocese de Jerez de la Frontera, em 1986. Os seus restos mortais são venerados no «Seminário Diocesano de S. João Grande», no hospital dos Irmãos de S. João de Deus. www.jesuitas.pt - ver também http://es.catholic.net/santoral

 

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Adalberto (Adelberto)
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Carlo Lwanga e 12 companheiros 
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Beato Francesco Ingleby 
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Pietro Dong - Vietname

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Recolha, transcrição e tradução (parcial) de espanhol para português por

António Fonseca