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quinta-feira, 23 de junho de 2011

www.pt.josemariaescriva.info/ - CORPO DE DEUS

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Artigos
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:: Na Festa do Corpo de Deus ::
É a profundidade do Amor do Senhor, que O levou a ficar oculto sob as espécies sacramentais
http://www.pt.josemariaescriva.info/artigo/na-festa-do-corpo-de-deus-1
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Relatos
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:: São josemaria manifestava em imensos pormenores o seu amor por Jesus sacramentado ::
D. Javier Echevarría, actual Prelado do Opus Dei, conta que São Josemaria resumia a vida de piedade dizendo que o amor é sapientíssimo e busca -porque assim o necessita- sempre formas novas de se manifestar. Por isso, exprimia um profundo amor a Jesus Sacramentado através de imensos pequenos pormenores.
http://www.pt.josemariaescriva.info/artigo/se3o-josemaria-manifestava-em-imensos-pormenores-o-seu-amor-por-jesus-sacramentado
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Notícias
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:: Um livro para ajudar a perdoar ::
Em “Um homem que sabia perdoar”, Francisco Faus – que conheceu pessoalmente São Josemaria Escrivá – relembra uma faceta especialmente atractiva: a capacidade que teve este santo para perdoar, e o seu amor à liberdade.
http://www.pt.josemariaescriva.info/artigo/um-livro-para-ajudar-a-perdoar
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De Roma
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:: Bento XVI explica a Eucaristia às crianças ::
A minha catequista, ao preparar-me para o dia da minha primeira Comunhão, disse-me que Jesus está presente na Eucaristia. Mas, como? Eu não O vejo
http://www.pt.josemariaescriva.info/artigo/bento-xvi-explica-a-eucaristia-aos-meninos
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Notícias
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:: Nova composição de música sacra em honra de S. Josemaria ::
A organista e compositora, Édith Beaulieu, estreia a sua última criação neste mês de Junho, na celebração da festa de São Josemaria do presente ano, na igreja dos Santos Mártires Canadianos
http://www.pt.josemariaescriva.info/artigo/nova-composie7e3o-de-musica-sacra-em-honra-de-s-josemaria
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Downloads
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:: Textos Litúrgicos ::
Textos Litúrgicos da festa de São Josemaria Escrivá, 26 de Junho, em latim, português e outras línguas
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Na imprensa
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:: Encontrarás dragões ::
Também os santos sofreram no seu corpo e no espírito todos os combates a que deve fazer frente a natureza humana para corresponder à vocação para a perfeição da caridade, que é o amor. Os santos não foram os que não tiveram que lutar, mas os que, mesmo tendo encontrado dragões, interiores e exteriores, os souberam vencer com a ajuda de Deus, estimulada pelo seu constante começar e recomeçar.
http://www.pt.josemariaescriva.info/artigo/encontraras-dragf5es
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Multimedia
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:: Um sacerdote que ama Jesus Cristo ::
Eu desejaria que só pelo facto de verem fazer uma genuflexão, os fiéis dissessem, este é um sacerdote que ama Jesus Cristo.
http://www.pt.josemariaescriva.info/artigo/um-sacerdote-que-ama-jesus-cristo
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Escrevem-nos
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:: Consegui a escritura ::
Fiz a novena dia 25/01/2011 e pedi que São Josemaria intercedesse para eu obter a escritura de meu apartamento. Não sabia de que forma conseguiria só sei que fiz a novena e hoje no dia 13/05/2011 estou com a escritura do meu imóvel onde moro. Agradeço do fundo de meu coração a graça conseguida graças a São Josemaria Escrivá.
http://www.pt.josemariaescriva.info/artigo/consegui-a-escritura-1

 

António Fonseca

Nº 959-2 - 23 DE JUNHO DE 2011 - CORPO DE DEUS (ou CORPUS CHRISTI)

Corpus Christi
Festa do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo
Corpus Domini
Na sua viagem apostólica à Espanha, na visita à igreja da Adoração Noturna em Madrid, no dia 31 de Outubro de 1982, proferiu o Santo padre João Paulo II a seguinte homilia, seguida duma fervorosa oração:
«Encontro-me feliz, junto de Jesus Sacramentado, convosco, membros da Adoração Nocturna Espanhola que, com tantos outros cristãos unidos a vós em diversos rincões da Espanha, tendes profunda consciência da estreita relação existente entre a vitalidade espiritual e apostólica da Igreja e a Sagrada Eucaristia. Com as vossa vigílias de adoração tributais homenagens de fé e amor ardentes à presença real de Nosso Senhor Jesus Cristo neste Sacramento, com o seu Corpo e Sangue, Alma e Divindade, sob a as espécies consagradas. Esta presença recorda-nos que o Deus da nossa fé não é um ser distante, mas um Deus muito próximo, cujas delicias são estar com os filhos dos homens (cf. Prov. 8, 31). Um Pai que nos envia o seu Filho, para que tenhamos vida e a tenhamos em abundância (cf. Jo 10, 10). Um Filho, e Irmão nosso, que, mediante a sua Encarnação, se fez verdadeiramente Homem, sem deixar de ser Deus, e quis permanecer entre nós “até ao fim do mundo” (cf. Mt 28, 20). Compreende-se pela fé que a Sagrada Eucaristia constitui o maior dom que ofereceu Cristo e oferece continuamente à sua esposa. É a raiz e o ápice da vida cristã e de toda a atividade da Igreja. É o nosso maior tesouro que encerra “todo o bem espiritual da Igreja” (Presbyterorum ordinis, 5). Deve ela cuidar zelosamente de tudo o que se refere a este mistério e afirmá-lo na sua integridade, como ponto central e prova da autêntica renovação espiritual pelo último Concílio. Nesta Hóstia consagrada compendiam-se as palavras de Cristo, a vida oferecida ao Pai pro nós e a glória do seu Corpo Ressuscitado. Nas vossas horas diante da Hóstia santa compreendestes que esta presença do Emanuel, Deus connosco, é ao mesmo tempo mistério de fé, dom de esperança e a fonte de caridade com Deus e entre os homens. Mistério de fé, porque o Senhor crucificado e ressuscitado está realmente presente na Eucaristia, não só durante a celebração do santo Sacrifício, mas enquanto subsistem as espécies sacramentais. O nosso louvor, adoração, acção de graças e petição à Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, enraízam-se neste mistério de fé. Esta mesma presença do Corpo e Sangue de Cristo, sob as espécies de pão e do vinho, constituem uma articulação entre o tempo e a eternidade, e proporcionam-nos o dom da esperança que anima o nosso caminhar. A sagrada Eucaristia, de facto, além de ser testemunho sacramental da primeira vinda de Cristo, é contemporaneamente constante anúncio da sua segunda vinda gloriosa, no fim dos tempos. Dom da esperança futura e alento, também esperançoso, para a nossa caminhada rumo à vida eterna. Diante da sagrada Hóstia voltamos a escutar as doces palavras: “Vinde a Mim todos os que estais cansados e oprimidos, e aliviar-vos-ei” (Mt 11, 28). A presença sacramental de Cristo é também fonte de amor. Porque “amor com amor se paga”, dizeis nestas terras de Espanha. Amor, em primeiro lugar, ao próprio Cristo. O encontro eucarístico é, de facto, encontro de amor. por isso torna-se imprescindível aproximar-mo-nos d’Ele com devoção e purificar-mo-nos de todo o pecado grave. E amor aos nossos irmãos. Porque a autenticidade da nossa união com Jesus sacramentado deve traduzir-se no nosso verdadeiros amor a todos os homens, começando por aqueles que estão mais perto. deverá ser notado no modo de tratar a própria familia, companheiros e vizinhos; no empenho por viver em paz com todos; na prontidão para se reconciliar e perdoar quando for necessário. Deste modo, a sagrada Eucaristia será fermento de caridade e vínculo da unidade da Igreja desejada por Cristo e propugnada pelo Concílio Vaticano II. Termino estimulando-vos, queridos adoradores e filhos todos da Espanha, à profunda piedade eucarística. Esta aproximar-vos-á cada vez mais do Senhor. E pedir-vos-á o oportuno recurso à confissão sacramental, que leve à Eucaristia, como a Eucaristia conduz à confissão. Quantas vezes a noite de adoração silenciosa poderá ser também o momento propicio do encontro com o perdão sacramental de Cristo! Essa piedade eucarística há-de centrar-se principalmente na celebração da Ceia do Senhor, a qual perpetua o seu amor imaculado na cruz. Mas tem um lógico prolongamento – do qual vós sois testemunhas fieis – na adoração a Cristo neste divino Sacramento, na visita ao Santíssimo, na oração diante do sacrário, além de outros exercícios de devoção, pessoais e colectivos, privados e públicos, que tendes praticado durante séculos. Esses, que o último Concilio ecuménico recomendava vivamente e aos quais repetidas vezes eu mesmo exortei (cf., por exemplo, Dominicae cenae, 3; Homilia em Dublin, 29.9.79). “A Igreja e o mundo têm grande necessidade do culto eucarístico. Jesus espera-nos neste sacramento do Amor. Não poupemos tempo para ir encontrá-lo na adoração, na contemplação transbordante da fé e aberta a reparar as graves faltas e delitos junto do mundo. Jamais cesse a nossa adoração” (Dominicae cenae, 3). E nessas horas junto do Senhor, recomendo-vos que peçais particularmente pelos sacerdotes e religiosos, pelas vocações sacerdotais e à vida consagrada. Louvado seja o Santíssimo Sacramento da Eucaristia.».
Corpo de Deus
Oração eucarística de João Paulo II
«Senhor Jesus! Apresenta-mo-nos diante de Vós, sabendo que nos chamais e que nos amais como somos. “Vós tendes palavras de vida eterna. E nós cremos e sabemos que Vós sois o Santo de Deus” (Jo 6, 69). A vossa presença na Eucaristia teve inicio com o sacrifício da última Ceia e continua como comunhão e doação de tudo o que sois. Aumentai a nossa fé! Por vosso intermédio e do Espírito Santo que nos comunicais, queremos chegar ao Pai para Lhe dizer o nosso “sim” unido ao vosso. Convosco já podemos dizer: “Pai nosso”. Seguindo-Vos a Vós, “caminho, verdade e vida”, queremos penetrar no aparente “silêncio” e “ausência” de Deus, rompendo a nuvem do Tabor, para escutarmos a voz do Pai que nos diz: “Eis o meu Filho, muito Amado, em quem pus toda a minha complacência; ouvi-O(Mt 17, 5). Com esta fé feita de escuta contemplativa , saberemos iluminar as nossas situações pessoais, assim como os diversos sectores da vida familiar e social. Vós sois a nossa esperança, a nossa paz, o nosso mediador, irmão e amigo. O nosso coração enche-se de alegria e de esperança ao saber que viveis ”sempre intercedendo por nós” (Heb. 7, 25). A nossa esperança traduz-se em confiança, gozo de Páscoa e caminho que se torna convosco mais abreviado rumo ao Pai. Queremos sentir como Vós e valorizar as coisas como Vós as valorizais. Pois Vós sois o centro, o princípio e o fim de tudo. Apoiados nesta esperança, queremos infundir ao mundo esta escala de valores evangélicos, pelas qual Deus e os seus dons salvíficos ocupam o primeiro lugar no coração e nas atitudes da vida concreta. Queremos amar como Vós, que dais a vida e Vos comunicais em tudo o que sois. Quiséramos dizer como São Paulo: “Para mim viver é Cristo” (Flp 1, 21). Sem s, a nossa vida não tem sentido. Queremos aprender a “estar com quem sabemos que nos ama”, porque “com tão bom amigo presente, tudo se pode sofrer”. Em s aprenderemos a unir-nos à vontade do Pai, porque, na oração, “o amor é que fala” (Santa Teresa). Entrando na vossa intimidade, queremos adoptar determinações e atitudes básicas,  decisões duradouras, opções fundamentais segundo a nossa própria vocação cristã. Crendo, esperando e amando, nós Vos adoramos com uma atitude simples de presença, silêncio e espera, que quer ser também reparação, como resposta às vossas palavras: “Ficai aqui e vigiai comigo” (Mt 26, 38). Vós superais a pobreza dos nossos pensamentos, sentimentos e palavras; por isso queremos aprender a adorar, contemplando o vosso mistério, amando-o tal como é e nada dizendo, com o silêncio de amigo e a presença de doação. O Espirito Santo, que infundistes nos nossos corações, ajuda-nos a manifestar esse “gemidos inefáveis” (Rom 8, 26), que se traduzem em atitude agradecida e simples, e no gesto filial de quem se contenta só com a vossa presença de o vosso amor e a vossa palavra. Nas nossas noites físicas ou morais, se estais presente e nos amais e falais, isso nos basta, embora muitas vezes, não sintamos a consolação. Aprendendo este mais-além da adoração, estaremos na vossa intimidade ou “mistério”; e então a nossa prece converter-se-á em respeito pelo “mistério” de cada irmão e de cada acontecimento, para nos inserirmos no nosso ambiente familiar e social, e construirmos a história com o silêncio ativo e fecundo que nasce da contemplação. Graças a Vós, a nossa capacidade de silêncio e adoração converter-se-á em capacidade de amar e de servir. Deste-nos a vossa Mãe como nossa, para que nos ensine a meditar no coração. Ela, recebendo a palavra e pondo-a em  prática, tornou-se a Mãe mais perfeita. Ajudai-nos a ser a vossa Igreja missionária que sabe meditar, adorando e amando a vossa Palavra, para a transformar em vida e comunicá-la a todos os irmãos. Ámen». (Ver também, a 5 de Abril, Santa Juliana de Cornillon). Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt
Compilação e transcrição através de www.jesuitas.pt, www.santiebeati.it
por
António Fonseca

Nº 959-2 - CORPO DE DEUS - 23 DE JUNHO DE 2011 (*)

Nº 959-2
Estrela NOTA ESPECIAL: 
Embora no calendário civil – pelo menos em Portugal – esta seja uma Festa móvel, sendo hoje dia 23 de Junho, DIA SANTO DE GUARDA, o texto que vai aqui editado, vem publicado no livro A RELIGIÃO DE JESUS, do dia 26 (Domingo) (…!…).
De qualquer modo, apesar de o publicar hoje neste blogue, vou repeti-lo também no próximo Domingo, para respeitar o que está no livro…
Os meus cumprimentos. António Fonseca

959-2
Do livro A Religião de Jesus, de José Mª CastilloComentário ao Evangelho do diaCiclo A (2010-2011)Edição de Desclée De BrouwerHenao, 648009 Bilbaowww.edesclee.cominfo@edesclee.com:
tradução de espanhol para português, por António Fonseca

Estrela O texto dos Evangelhos, que inicialmente estavam a ser transcritos e traduzidos de espanhol para português, directamente através do livro acima citado, são agora copiados mediante a 12ª edição do Novo Testamento, da Difusora Bíblica dos Missionários Capuchinhos, (de 1982, salvo erro..). No que se refere às Notas de Comentários continuam a ser traduzidas como anteriormente.AF.
23 de Junho – CORPO DE DEUS
Jo 6, 51-58
Corpo de Deus
«Eu sou o Pão vivo que desceu do Céu. Se alguém comer deste Pão viverá eternamente; e o Pão que Eu hei-de dar é a minha Carne pela vida do mundo». Discutiam então os judeus uns com os outros, dizendo: «Como pode Ele dar-nos a comer a Sua carne?» Disse-lhes Jesus: «Em verdade, em verdade vos digo: Se não comerdes a carne do Filho do Homem, e não beberdes o Seu sangue, não tereis a vida em vós. Quem come a Minha carne e bebe o Meu sangue tem a vida eterna e Eu ressuscitá-lo-ei no último dia. Porque a Minha carne é, em verdade, uma comida  e o Meu sangue é, em verdade, uma bebida. Quem come a minha carne e bebe o Meu sangue fica em Mim e Eu nele. Assim como o Pai, que vive, Me enviou, e Eu vivo pelo Pai, assim também o que Me come viverá por Mim. Este é o Pão que desceu do Céu; não é como aquele que os vossos comeram, e morreram; o que come deste Pão, viverá eternamente».
1. A Eucaristia é, segundo o concílio Vaticano II, “fonte e o cume de toda a evangelização” (PO 5, 2). Esta fórmula resume o posto central e culminante que ocupa a Eucaristia na vida da Igreja e dos cristãos. Daí, a importância determinante que tem a Eucaristia na religiosidade cristã. A fé na Eucaristia, a experiência da presença de Jesus nela, e a espiritualidade que estas convicções têm gerado em todos os crentes, tem sido, ao longo da história, uma fonte de força interior e de generosidade que merece nossa adesão e há-de ser uma das convicções para a vida dos cristãos.
2. Mas a Eucaristia tem sofrido tais mudanças, desde Jesus até este momento, que resulta simplesmente irreconhecível. Porque passou a ser, de uma “ceia que recreia e enamora” (S. João da Cruz) a ser uma cerimónia religiosa, que cada dia  se entende menos e interessa a menos pessoas. Não se sabe quando deixou de ser uma ceia de intimidade e amor se converteu num ritual sagrado. O que sabemos é que, no século VIII, o ritual separou-se dos fiéis, seguiu “dizendo-se” em latim ainda que as pessoas começassem a falar as línguas actuais, era “dita” por um sacerdote de costas para o povo, e era “ouvida” por um povo que começou a interessar-se sobretudo em “ver a hóstia consagrada”; daí, a partir do século XIII, as procissões com a Sagrada Hóstia, que se faziam sempre que havia tormentas ou calamidades públicas, e os fiéis interessados em que o sacerdote mantivesse as mãos ao alto para ver a hóstia o maior tempo possível. Além disso, os teólogos de então disseram que o especifico do sacerdote é o poder de consagrar na missa. Com o que a Eucaristia deixou de ser um acto da comunidade e passou a ser um privilégio do clero.
3. Assim, o “milagre”, o “mistério” e a “autoridade” prevaleceram. Porque são “as três forças capazes de subjugar para sempre a consciência dos fracos(F. Dostoyewsky). E isso nos restou; missas com que o clero mantém seu poder e suas vantagens (também económicas), e a que assistem normalmente pessoas mais velhas e a que resulta difícil entender a missa, actos sociais para luzimento de alguns ou liturgias pomposas que ninguém sabe para que servem. Não é urgente que entre todos renovemos a experiência original da Ceia de Jesus?

Compilação por
António Fonseca