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sexta-feira, 24 de junho de 2011

Nº 960-2 - A RELIGIÃO DE JESUS - DIA DE S. JOÃO BAPTISTA - 24 DE JUNHO DE 2011

 

960-2

Do livro A Religião de Jesus, de José Mª CastilloComentário ao Evangelho do diaCiclo A (2010-2011)Edição de Desclée De BrouwerHenao, 648009 Bilbaowww.edesclee.cominfo@edesclee.com:
tradução de espanhol para português, por António Fonseca

Estrela O texto dos Evangelhos, que inicialmente estavam a ser transcritos e traduzidos de espanhol para português, directamente através do livro acima citado, são agora copiados mediante a 12ª edição do Novo Testamento, da Difusora Bíblica dos Missionários Capuchinhos, (de 1982, salvo erro..). No que se refere às Notas de Comentários continuam a ser traduzidas como anteriormente.AF.
 
24 de Junho – DIA DE S. JOÃO BAPTISTA
 
Lc 1, 57-66. 80
 
Natividade de S. João Baptista
 
Nascimento de João – Chegou entretanto o dia em que Isabel devia dar à luz e teve um filho. Os seus vizinhos e parentes sabendo que o Senhor manifestara nela a Sua misericórdia rejubilaram com ela. Ao oitavo dia vieram, circuncidar o menino e queriam dar-lhe o nome de seu pai, Zacarias; mas, tomando a palavra, a mãe disse: «Não, há-de chamar-se João». Disseram-lhe: «Não há ninguém na tua família que tenha esse nome!» Então, por sinais, perguntaram ao pai como queria que ele se chamasse. Este, pedindo uma placa, escreveu: «O seu nome é João». E todos se admiraram. Imediatamente abriu-se-lhe a boca, a língua desprendeu-se-lhe, e começou a falar, bendizendo a Deus. O temor apoderou-se de todos os seus vizinhos e por toda a montanha da Judeia se divulgaram aqueles factos. Quantos os ouviam, retinham-nos na memória e diziam a si próprios: «Quem virá a ser este menino?» E, de facto, a mão do Senhor estava com ele. (…) Entretanto, o menino crescia e o seu espírito robustecia-se. E viveu no deserto até ao dia da sua apresentação a Israel.
 
1. Actualmente está bastante aceite, entre os estudiosos do evangelho de Lucas, a ideia que os dados que oferece este evangelho sobre o nascimento de João Baptista não são demasiado fiáveis. De maneira, que, como se há dito, podemos prescindir (destes dados) sem grandes remorsos” (J. P. Meier, Walter Wink). Não se trata aqui de analisar este julgamento com  mais detenção. Basta insistir em que se trata de um julgamento fiável. Então, resta algo em pé do que nos foi dito por Lucas sobre as origens de João Baptista?
 
2. O mais seguro, que se pode aceitar deste relato, é o facto de que João foi o único filho de um sacerdote judeu que oficiava no templo de Jerusalém. Este dado é particularmente valioso. Porque nos vem dizer que o filho único de um sacerdote de Jerusalém teria o grave dever de continuar a tarefa e a dedicação do pai na sua função e assegurar, mediante o matrimónio e a procriação, a continuidade da linha sacerdotal. Mas João não quis seguir a “vocação”do pai. Quer dizer, João afastou-se do sacerdócio, do culto e do templo. Não quis ser um homem do sistema. E pensou que seu destino estava entre os ascetas do deserto. Para orientar sua vida como um profeta, que teria como destino abrir novos caminhos à religiosidade estabelecida.
 
3. Se João foi efectivamente o precursor de Jesus, o nascimento e o destino que assumiu João vem dizer-nos que os caminhos de Jesus não eram os caminhos da religião estabelecida. João anunciaria a aparição de um profeta, não ligado à religião dos sacerdotes e do templo, mas comprometido com o povo ignorante, simples e afastado da religião oficial. Não porque Jesus fosse um homem sem religião, mas sim o contrário: a religiosidade de Jesus foi indizivelmente mais exigente que a de todos os sacerdotes e funcionários do culto oficial. Nem João, nem Jesus, foram homens instalados, privilegiados, “selecionados entre os selecionados”. O próprio João e Jesus entenderam a vida inteiramente ligada a uma ética austera e orientada para a felicidade e humanização dos demais.

Compilação por
António Fonseca

Nº 960–(175) - 24 DE JUNHO DE 2011 - SANTOS DE CADA DIA - 3º ANO

23 SANTOS E BEATOS
Nº 960
NASCIMENTO DE SÃO JOÃO BAPTISTA
O Precursor
Juan Bautista, Santo
João Baptista, Santo
O nosso guia mais seguro para a vida de S. João, desde que foi concebido, é o texto dos Evangelhos. Dá-lo-emos portanto integralmente, limitando-nos a juntar-lhe algumas notas históricas e a sublinhar as virtudes do Precursor. «Nos dias de Herodes, rei da Judeia, existiu um sacerdote chamado Zacarias, da turma de Abiã, cuja esposa era da descendência de Aarão e se chamava Isabel. Eram ambos justos diante de Deus, cumprindo irrepreensivelmente todos os mandamentos e preceitos do Senhor. Não tinham filhos, pois Isabel era estéril e os dois de idade avançada» (Lc 1, 5-7). Pouco sabemos dos antepassados de João. Lucas informa-nos unicamente que Zacarias era, como seu pai, sacerdote judaico, isto é, descendente de Aarão. Como havia 24 classes de sacerdotes, cada classe servia apenas duas vezes por ano. Era à sorte que os sacerdotes distribuíam entre si as diversas funções próprias. Uma das mais importantes era a oferta do incenso duas vezes ao dia, de manhã, ao raiar a aurora, e de tarde, às 3 horas. Nesse dia, a sorte designou Zacarias para queimar o incenso; era muito provavelmente a primeira vez na sua vida que esta honra lhe tocava. «Ora, estando Zacarias no exercício das funções sacerdotais diante de Deus, na ordem da sua turma, coube-lhe, segundo o costume sacerdotal, entrar no santuário do Senhor para queimar o incenso. Todo o povo estava da parte de fora em oração, à hora do incenso. Apareceu-lhe então o Anjo do Senhor, de pé, à direita do altar do incenso. Ao vê-lo, Zacarias ficou perturbado e encheu-se de temor. mas o Anjo disse-lhe: “Não tenhas receio, Zacarias, a tua súplica foi atendida”»… (Lc 1, 8-13). Que intenção recomendava ele? Santo Agostinho julga que a oração de Zacarias tinha por objecto a vinda do Messias, mais que obter um filho para si. Na oferta do incenso atuava como representante oficial do povo judaico: e este homem justo tinha obrigação de apresentar a Deus a importantíssima oração, o grandíssimo desejo de todo o povo. «… “a tua súplica foi atendida. Isabel, tua mulher, vai dar-te um filho e chamar-se-á João. Será para ti motivo de regozijo e de júbilo, e muitos se regozijarão com o seu nascimento. Será grande aos olhos do Senhor e não beberá vinho nem bebida alcoólica; será cheio do Espírito Santo já desde o ventre da sua mãe e reconduzirá a muitos dos filhos de Israel ao Senhor, seu Deus. Irá à frente, diante d’Ele, com o espírito e o poder de Elias para fazer volver os corações dos pais a seus filhos e os rebeldes à sabedoria dos justos, a fim de proporcionar ao Senhor um povo com boas disposições”. Zacarias disse ao anjo: “Como hei-de verificar isso, se estou velho e a minha mulher avançada em anos?”» (Lc 1, 13-18). Zacarias duvidou, e assim o sinal por ele obtido foi castigo. «O anjo respondeu: “Sou Gabriel, aquele que está diante de Deus, e fui enviado para te falar e dar-te estas boas novas. Vais ficar mudo, sem poder falar, até ao dia em que tudo isto acontecer, por não teres acreditado nas minhas palavras, que se cumprirão na altura própria”» (Lc 1, 19-20). «O povo, entretanto, aguardava Zacarias e admirava-se por ele se demorar no santuário. Quando saiu,. não lhes podia falar e eles compreenderam que havia tido uma visão, no santuário. Fazia-lhes sinais e continuava mudo» (Lc 1, 21-22). Saindo do santuário, devia Zacarias pronunciar sobre o povo uma bênção ritual. O mutismo tornou-lho impossível: «Terminados os dias do seu serviço, regressou a casa» (Lc 1, 23). Uma tradição antiga (século V) diz que habitou na aldeia de Ain Kharin, a seis quilómetros a oeste de Jerusalém. Lá, durante os longos meses do retiro de ambos, deve ter contado à esposa por escrito os pormenores da aparição e da promessa. «Passados estes dias, sua mulher Isabel concebeu e, durante cinco meses, permaneceu oculta. “Assim procede o Senhor para comigo, nos dias em Lhe aprouve tirar-me da ignominia entre os homens”, dizia ela» (Lc 1, 24-25). Ora, no sexto mês, o mesmo anjo Gabriel foi enviado por Deus à Virgem Maria para lhe anunciar que dela viria a nascer o Messias. Maria não foi, como Zacarias, incrédula; mas, humildemente admirada, perguntou: «Como será isso, se eu não conheço homem?». O Anjo respondeu-lhe: “O Espírito Santo virá sobre ti… Também a tua parenta Isabel concebeu um filho na sua velhice e está já no sexto mês, ela, a quem, chamavam estéril, porque nada é impossível a Deus”» (Lc 1, 34-37). O parentesco entre Isabel, membro da tribo de Levi, e Maria, membro da tribo de Judá, explica-se facilmente pelo casamento dum antepassado de Maria com um ascendente de Isabel. Ignora-se, aliás, a natureza e o grau deste parentesco, que faz de João um primo mais ou menos afastado de Jesus. «Por aqueles dias, pôs-se Maria a caminho e dirigiu-se à pressa para a montanha, a uma cidade de Judá. Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel. Ao ouvir Isabel a saudação de Maria, o menino saltou-lhe de alegria no seio e Isabel ficou cheia do Espírito Santo…» (Lc 1, 39-41). Muitas e muito diversas opiniões se formularam a respeito dos acontecimentos misteriosos que São Lucas narra tão brevemente. Seguindo vários Santos Padres, admite-se hoje como coisa comum que João foi purificado da mancha original antes do nascimento e recebeu o dom da graça santificante. «Maria ficou com Isabel cerca de três meses. depois regressou a casa» (Lc 1, 56). Partiu antes do nascimento do Precursor. «Chegou, entretanto, o dia em que Isabel devia dar á luz e teve um filho. os seus vizinhos e parentes, sabendo que o Senhor manifestara nela a sua misericórdia, rejubilaram. Ao oitavo dia vieram circuncidar o menino e queriam dar-lhe o nome de seu pai, Zacarias; mas, tomando a palavra, a mãe disse: “Não, há-de chamar-se João”. Disseram-lhe : “Não há ninguém na tia família que tenha esse nome!” Então, por sinais, perguntaram ao pai como queria que ele se chamasse. Este, pedindo uma placa, escreveu: “O seu nome é João”. E todos se admiraram. Imediatamente abriu-se-lhe a boca, a língua desprendeu-se-lhe e começou a falar, bendizendo a Deus. O temor apoderou-se de todos os seus vizinhos e por toda a montanha da Judeia se divulgaram aqueles factos. Quantos os ouviam retinham-nos na memória e diziam a si próprios: “Que virá a ser este menino?”. E, de facto, a mão do Senhor estava com ele"» (Lc 1, 57-66). «Entretanto, o menino crescia e o seu espírito robustecia-se. E, viveu no deserto até ao dia da sua apresentação a Israel» (Lc 1, 80). Faltando indicações exatas por parte de S. Lucas, é difícil precisar a idade em que João se retirou para o deserto. parece provável que.embora jovem, ele seria bastante grande para se bastar a si mesmo, o que supõe cerca de 10 a 12 anos. Os pais, sem dúvida, já tinham morrido. Depois, S. Lucas passa em silêncio uns 20 anos, vazios com certeza de qualquer acontecimento histórico, mas cheios de graças íntimas e secretas: toda a preparação do Precursor para a sua augusta missão. «Inútil é, escreve o padre Buzy, deter-mo-nos a descrever o género de vida do Precursor no deserto… É certo que o precoce anacoreta viveu regido pela divina providência. mas digamos, em qualquer hipótese, que a sobriedade era para ele virtude de vocação, pois os ermos judaicos não haviam então de ser naturalmente mais férteis que nos nossos dias. Algumas ervas da Primavera, algumas raízes, mel e frutos silvestre, eis mais ou menos as únicas riquezas deles. Mas, se o corpo era tratado com rigor, a alma alimentava-se abundantemente nos divinos festins da oração e da reflexão». Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt. Ver também http://es.catholic.net/santoral E, AINDA, WWW.SANTIEBEATI.IT. No seguinte enlace encontrarás mais informação sobre o Nacimiento de Juan el Bautista - La natividad de San Juan Bautista por Jesús Martí Ballester
Iván de Bohemia, Santo
Iván de Boémia, Santo
Deste personagem há duas “Vidas”. Uma é a correspondente à latina do século XIV e outra do século XVII.  O que se conhece deste personagem é que viveu na segunda metade do século IX em Boémia. Segundo a biografia latina era consanguíneo do rei de Hungría santo Estêvão, e segundo a outra foi o filho do rei dos croatas, Charvati.
Os estudos modernos afirmam que foi um monge beneditino do mosteiro saxão de Coevey. Seja como for a vida em comunidade não o satisfazia plenamente, retirou-se para uma ermida de Boémia. Quando se apresentaram alguns problemas de tipo político e religioso. Buscaram por todos sítios a este monge. O encontrou o duque Borijov. Este ficou no palácio durante um tempo determinado. Instruído pela mesma duquesa Ludmila, recebeu os santos sacramentos antes de volver a sua ermida. O duque Borijov lhe prometeu que a sua morte, lhe edificaria um templo dedicado a santo João Baptista. Quando Lumidla viu que chegava a hora de sua morte, chamou ao sacerdote para que o administrasse o sacramento da Unção dos Enfermos. Depois de sua morte se sucederam muitos milagres. Deles se tem noticia no ano 1205 no lugar de sua ermida. À ermida lhe chamavam a igreja de são João sob a Rocha. Os beneditinos se encarregaram de transmitir seu culto por todos sítios, apesar das guerras husitas que se haviam suscitado.¡Felicidades a quem leve este nome! Comentários a P. Felipe Santos:
al Santoral">fsantossdb@hotmail.com
María Guadalupe García Zavala, Beata
María Guadalupe Garcia Zavala, Beata
Nasceu em Zapopan, Jalisco, México em 27 de Abril de 1878. Foram seus pais Fortino Garcia e Refúgio Zavala de Garcia. Dom Fortino, era comerciante, tinha uma tenda de objectos religiosos frente à Basílica de Nossa Senhora de Zapopan, portanto a pequena Lupita visitava a igreja com muita frequência e desde pequena mostrou grande amor aos pobres e às obras de caridade. Lupita tinha fama de ser uma jovem muito bonita e muito simpática, sem deixar de ser simples e transparente em seu trato, amável e serviçal com todos. Teve um noivado com o Senhor Gustavo Arreola, e já prometida em matrimónio com a idade de 23 anos, sentiu a chamada do Senhor Jesús para se consagrar à vida religiosa sobretudo na atenção aos enfermos e aos pobres. Contou esta inquietação a seu director espiritual, o Padre Cipriano Iñiguez, que lhe disse que por sua vez, ele havia tido a inspiração de fundar uma Congregação Religiosa para atender aos enfermos do Hospital e a convidava a começar este trabalho, e foi assim que entre os dois fundaram a Congregação religiosa de “Servas de Santa Margarita Maria e dos Pobres”. A Madre Lupita exerceu o oficio de enfermeira ajoelhando-se no piso para atender aos primeiros enfermos no Hospital, que por certo no inicio carecia de muitas coisas, sem embargo sempre reinou a ternura e compaixão, procurando sobretudo para os enfermos um bom cuidado na vida espiritual. A Madre Lupita foi proclamada Superiora Geral da Congregação, cargo que teve durante toda sua vida, e ainda que proviesse duma família de um bom nível económico, ela se adaptou com alegria a uma vida extremamente sóbria e ensinou as Irmãs da Congregação a amar a pobreza para poder doar-se mais aos enfermos. Houve um período de graves dificuldades económicas no Hospital e a Madre Lupita pediu a permissão a seu director espiritual de poder mendigar pelas ruas, e obtida a autorização, o fez junto com outras irmãs por vários anos até que se solucionaram os problemas para sustentar aos enfermos. O quadro político-religioso no México foi grave desde 1911, com a queda do presidente Porfírio Díaz, até praticamente 1936 porque a Igreja foi perseguida pelos revolucionários Venustiano Carranza, Alvaro Obregón, Pancho Villa e sobretudo Plutarco Elías Calles no período mais sangrento de 1926 a 1929. Neste tempo de perseguição no México contra a Igreja católica, a Madre Lupita arriscando sua vida e a de suas próprias companheiras escondeu no hospital a alguns sacerdotes e também o próprio Arcebispo de Guadalajara, Sua Excelência D. Francisco Orozco y Jiménez. Por outra parte aos mesmos soldados perseguidores lhes davam alimento e os curavam de suas feridas; este foi um motivo para que os soldados que estavam aquartelados perto do hospital não só não molestavam as Irmãs mas que até as defenderam, o mesmo que aos enfermos. Durante o período em que viveu a Madre Lupita abriram-se 11 fundações na República Mexicana, e depois de sua morte seguiu crescendo a Congregação; na atualidade as Servas de Santa Margarita María e dos Pobres contam com 22 Fundações no México, Peru, Islândia, Grécia e Itália. Em 13 de outubro de 1961 a inteira Congregação das Servas de Santa Margarita María e dos Pobres festejaram o jubileu de diamante da Madre Lupita, quer dizer, os 60 anos de vida religiosa da amada fundadora, sem embargo ela que tinha 83 anos de idade padecia de uma penosa enfermidade que depois de dois anos a levou à morte. Adormeceu no Senhor em 24 de junho de 1963 em Guadalajara, Jalisco, México na idade de 85 anos, gozando desde então de uma sólida fama de santidade. Foi amada por pobres e ricos da cidade de Guadalajara e de outros lugares onde tinham hospitais, isto se confirma também porque desde o momento en que se soube de sua morte, muitíssima gente se congregou no hospital para ver por última ocasião seus restos mortais e no día seguinte que se celebraram os funerais também participou muita gente porque já a consideravam como uma santa. A Madre Lupita se apresenta agora como um digno exemplo de vida de santidade para que seja imitada não só pelas Religiosas por ela fundadas,mas por todos os fieis pela prática constante e heroica das virtudes evangélicas que exercitou através de sua vida, e sobretudo por sua dedicação incondicional ao serviço de Deus nos irmãos, especialmente nos pobres e nos que sofrem todo tipo de enfermidades. Foi beatificada pelo Papa João Paulo II, em 25 de abril de 2004 (III Domingo de Páscoa daquele ano). Reproduzido com autorização de Vatican.va
Rumoldo de Malinas, Santo
Rumoldo de Malinas, Santo
Filho do rei de Escócia, nascido possivelmente no ano 720. Consagrado bispo regional, pregou o Evangelho na Holanda e Alemanha, acompanhando a São Wilibrordo. Morreu martirizado, em Malinas (Bélgica), pelos idólatras, perto de Malinas, 775.
BEATA RAINGARDA
(Viúva, religiosa – 1135)
Estrela Talvez por não ter sido beatificada solenemente, não me foi possível encontrar nenhuma imagem que figurasse esta possível Beata, em qualquer dos sites que costumo utilizar, nem na Wikipédia, nem no Google, etc. . apesar de existirem tantos dados na biografia abaixo descrita. As minhas desculpas. AntonioFonseca

Raingarda foi mulher de Maurício de Montboissier. Montboissier é um castelo cujas ruínas se elevam ainda agora na Alvérnia, França. A maior glória da família está nos filhos que ela teve, oito: o primeiro, arcebispo de Lião; quatro abades beneditinos; um que morreu jovem; Hugo que teve duas filhas e se vieram a juntar com a avó no mosteiro de Marcigny; e, por último, Eustáquio, o único a perpetuar o nome. Tendo-se casado nova, Raingarda deu-se completamente ao marido e aos cuidados da numerosa família, conservando embora no fundo do coração a pena de não se ter desapegado mais completamente do mundo. Recebia com solicitude no castelo os monges que por lá passavam. Maurício de Montboissier era bom cristão, mas não tinha pressa de se ir encerrar num mosteiro. Raingarda empenhou-se em convencê-lo. Estava quase decidido quando, no regresso duma peregrinação à terra santa, caiu gravemente doente. A mulher tratou-o com a maior dedicação, preparou-o para a morte e ajudou-o a dispor as suas coisas. Era mulher ativa e conseguia dominar os maiores desgostos para não ser inútil quando era necessário que atuasse. Depois do falecimento do marido, todos os amigos lhe aconselhavam que se tornasse a casar. Mas ela fingiu dar-se ao mundo mais do que no matrimónio, ao mesmo tempo que preparava secretamente a entrada no mosteiro de Marcigny, que preferiu por ter clausura estrita. Passou em orações, junto do túmulo do marido, a noite antes da sua partida, e depois seguiu com séquito numeroso para Marcigny. As pessoas do cortejo não sabiam qual o termo da viagem. Ao verem-no, romperam em soluços e quiseram deter Raingarda. Mas ela respondeu-lhes com terrível ironia: «Depois da tempestade, vem a calmaria; o bom tempo sucede à chuva. E as lágrimas que chorais agora serão seguidas de riso e alegria. Voltai portanto ao século, e eu vou ter com Deus». Imediatamente entrou com as monjas na clausura, onde com enorme alegria cortou o cabelo e mudou de vestuário. O seu primeiro empenho esteve em sujeitar-se a todas as irmãs com a mais profunda humildade. Tornou-se deste modo tão agradável que todas a amaram, sem qualquer reticência. E rapidamente subiu na virtude, porque, segundo nota seu filho, Pedro, o Venerável, «ela não viveu assim apenas nos primeiros anos da conversão, como fazem os outros, mas durante o resto da vida». Raingarda sentia-se de todo feliz nesta vida tão oculta, quando recebeu o cargo de celeireira. Toda a administração diária da casa caiu em cima dela; viu-se absorvida por uma quantidade de questões materiais e frequentemente precisava de sair. Conseguiu adivinhar rapidamente as necessidades e os gostos de cada uma e, para os satisfazer quanto possível, aprendeu a cozinhar: «dava a uma assado, a outra cozido, a uma coisas salgadas , a outra doces». Ocupava-se com especial cuidado das doentes e não se fechava só no seu mosteiro, praticava generosamente a caridade para com os pobres. O mais admirável era ver que todos os cuidados materiais não lhe abafavam a vida espiritual e que sabia ser ao mesmo tempo Marta e Maria. Todavia, a austeridade da vida e a grande atividade esgotaram-na. Caiu doente e pediu imediatamente que lhe dessem a unção dos doentes e o viático. Passados três dias, vendo que a morte estava a chegar, as irmãs depuseram-na em cinza, como desejava, e nela morreu a 24 de Junho de 1135. Tinha um pouco mais de 60 anos. Raingarda não foi beatificada solenemente, mas os mosteiros de Cluny prestavam culto a esta cristã perfeita. Do livro SANTOS DE CADA DIA, www.jesuitas.pt
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Recolha, transcrição e tradução de espanhol para português,
por António Fonseca