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sábado, 25 de junho de 2011

Nº 961 - (176) - 25 de Junho de 2011 - Santos de cada dia - 3º ano

20 SANTOS E BEATOS

Nº 961

SÃO PRÓSPERO DE AQUITÂNIA

Escritor eclesiástico (depois de 455)

Próspero de Aquitania, Santo

Próspero de Aquitânia, Santo

Nasceu em Aquitânia, região da Gália antiga, pelos fins do século IV, e recebeu educação literária e filosófica esmerada, que o tornou capaz de escrever agradavelmente tanto em verso como em prosa, e de captar com felicidade o pensamento por vezes obscuro de Santo Agostinho. Frequentou o mosteiro de Marselha, ao que parece. O poema dum esposo à sua mulher (se é verdadeiramente dele) dá a entender que foi casado; o que não pode negar-se é que em 415, data provável deste escrito, convidava a mulher à vida perfeita. As misérias do tempo solicitam a desprezar as riquezas e honras, e a colocar a esperança única em Deus. Escreve: «Como hei-de eu recusar-me a sofrer, tendo a esperança de tantos bens como o Deus de bondade me prepara? Que é que poderá separar d’Ele?.. Se me prenderem num cárcere escuro, e se me lançarem cadeias, poderei, não obstante tudo, elevar-me em espírito até Deus… Não tenho medo do exílio: o mundo é a casa comum de todos os homens. Podem-me fazer suportar a fome corporal; mas pouco me importa. A palavra de Deus será o meu alimento. Não é de mim mesmo que me prometo tal força. Sois, ó Jesus, quem põe estas palavras na minha boca, e quem me concederá a graça para as seguir. De mim mesmo não me atrevo a prometer-me nada; todas as minhas esperanças estão em vós. Mandais-nos lutar; e fazeis que vençamos». E dirige-se à mulher nestes termos: «Tende cuidado de me reprimir, se o orgulho me elevar. Sede-me consolação nos meus sofrimentos. demos ambos exemplo duma vida santa, verdadeiramente cristã. Cumpri comigo os deveres que estou obrigado a cumprir convosco. Velai por aquele que tem de velar por vós. Levantai-me se eu cair. Esforçai-vos por vos levantar, quando eu vos avisar de alguma falta. Não nos contentemos com ser um só corpo, sejamos também uma só alma». Encontrava-se na Provença, por 426, quando rebentou a controvérsia semipelagiana. O pelagianismo, exageramos a força do livre arbítrio, chegava a negar a necessidade da graça, a transmissão do pecado original e a distinção entre natural e sobrenatural; o semipelagianismo, por sua vez, tornava demasiado honrosa a parte do homem e demasiado reduzidas as antecipações de Deus na obra da salvação. Então Próspero escrevei a um certo Rufino uma extensa carta sobre a graça, para defender audaciosamente Santo Agostinho. No fim de 428, escreveu ao bispo de Hipona para o informar da polémica em debate e lhe pedir esclarecimentos. Enquanto esperava a resposta do mestre. Próspero deu uma espécie de versão em verso da sua carta a Rufino: é o Carmen de ingratis, em 1002 hexâmetros (ingratis, sem a graça. Não havendo nada de mais ingrato do que atribuir a si mesmo e ás forças do seu livre arbítrio aquilo que nos vem da misericórdia e da omnipotência do Salvador). Agostinho respondeu com os seus tratados Da predestinação dos santos e Do dom da perseverança, primitivamente uma só obra. Morreu Agostinho pouco depois, a 28 de Agosto de 430. Dois padres de Génova, Camilo e Teodoro, impressionaram-se com a doutrina vinda de Hipona. Pediram a opinião do nosso Próspero , que lhes respondeu com uma apologia da tese agostiniana: «Não que eu presuma da minha ciência, escrevia, mas para obedecer às vossas ordens, e por confiança no Senhor, que dá sabedoria aos pequenos». A Provença espiritual estava em fogo. Próspero tomou o caminho de Roma com um amigo, Hilário, a fim de pedir ao papa Celestino uma condenação decidida das doutrinas professadas pelos monges marselheses ou lerienses. São Celestino escreveu aos bispos gauleses pedindo simplesmente silêncio e paz. Próspero voltou à Gália e escreveu, por 432-434, contra Cassiano (chamava-lhe o «conferencista», sem o designar pelo se nome), contra Arnóbio, o Moço, e contra Vicente de Lérins, tríade completa anti-agostiniana. Cassiano morreu em 435, e as lutas teológicas cessaram, ao menos por algum tempo. Próspero, foi fixar-se em Roma. Publicou um comentário aos salmos, em que utilizou o de santo Agostinho, conhecido sob o nome de Enarrationes, e apresentou resumos ou compilações, sob várias formas, do pensamento do seu querido mestre. Por 450 foi a vez de A vocação de todos os Gentios, corrigindo o que tinha Agostinho de excessivamente duro; esta obra incluía concessões em favor da paz. Segundo um autor, Próspero serviu de secretário ao papa S. Leão I Magno, eleito em 440; e são-lhe atribuídas as cartas do pontífice contra Êutiques. Próspero utilizou os seus vagares em compor uma Crónica, das origens até 455 ou até 378. E terá composto um Ciclo pascal, para o cômputo da festa da Páscoa, obra que se perdeu. Não se confunda este Próspero com Próspero de Riez ou com Próspero de Régio. Estes dois últimos foram clérigos, não assim aquele de que nos ocupámos. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt. Ver também http://es.catholic.net/santoral e www.santiebeati.it.

• Eurósia ou Orósia de Jaca, Santa
Mártir

Eurosia u Orosia de Jaca, Santa

Eurósia ou Orósia de Jaca, Santa

Santa Orósia é padroeira da Jacetânia e o Alto Gállego. Se celebra sua festividade em 25 de Junho; é além disso padroeira de endemoninhados. A tradição diz que Orósia era uma princesa de Boémia que vinha a Espanha para se casar com um príncipe visigodo. Sua comitiva, apesar de buscar em sua viagem refúgio nos Pirenéus, foi descoberta por tropas islâmicas. O chefe destas tropas propôs matrimónio à jovem princesa que, para não abandonar sua fé em Cristo se negou, após o que foi martirizada. Se conta que uns 300 anos depois, no século XI, apareceu a um pastor que guardava seu rebanho nas proximidades de Yebra de Basa, para lhe revelar a história do martírio e o lugar das relíquias e expressando sua vontade de que se erigisse nesse lugar uma ermida onde se venerasse sua cabeça e se trasladasse o resto do corpo para a Catedral de Jaca. Tudo isto dignificava a importância de Jaca e sua Catedral e as origens do reino que Sancho Ramírez estava consolidando nestas terras após a morte de seu pai Ramiro I. Seu culto se difundiu por toda a Espanha chegando inclusive ao norte de Itália. Foi canonizada por Sua Santidade Leão XIII em 1902.

SÃO GUILHERME DE VERCELLI

Fundador (1085-1142)

Guillermo de Vercelli, Santo

Guillermo de Vercelli, Santo

Natural de Vercelli, na Lombardia, Itália, São Guilherme bem depressa perdeu os pais, muito ricos e nobres. Aos 15 anos resolveu retirar-se do mundo para se dar a vida penitente. Começou por peregrinar a Santiago de Compostela, a pé, descalço e vestido de cilício. Sempre se distinguiu pela austeridade e rigor para consigo mesmo. Regressando a Itália, pensou lançar-se em segunda peregrinação, mais longa, a dos Lugares Santos. Movido interiormente , desistiu porém, do propósito, convencido de a vontade de Deus o querer na Itália. Vendeu os bens que tinha herdado, abandonou a sua terra e dirigiu-se para o Sul, até encontrar uma montanha deserta no reino de Nápoles, adaptada para a vida de isolamento e oração que projetava. Como o aroma da santidade é semelhante ao das flores, que quanto mais se esconde mais se atraiçoa a si mesmo, o nosso Santo foi muito depressa descoberto. Contam, entre outros milagres, que deu vista a um cego. Guilherme resolveu fugir e chegou, entre Nola e Benevento, a um monte que chamavam, de Virgílio, por causa da tradição de lá ter estado o grande poeta romano. Depressa surgiu uma bela igreja dedicada a Nossa Senhora. Desde então, o monte começou a chamar-se da Virgem, Monte-Vérgine. Afluíram, pouco a pouco, discípulos, entre eles muito sacerdotes. Assim nasceu a Congregação dos Eremitas de Monte-Vérgine, aprovada por Calixto II em 1119 e muito difundida por todo o Sul de Itália, até que no século XIX se uniu com os beneditinos de Subiaco. São Guilherme não escreveu regras ou constituições; contentou-se com o ensino oral e do exemplo. Tudo tão rigoroso que, por fim, os discípulos do Monte-Vérgine cansaram-se e pediram ao abade que se desse a fundar outros mosteiros. Rogério I de Nápoles quis conhecê-lo pessoalmente. para lá se dirigiu o santo. O rei ficou cativado com a sua afabilidade e unção. Tudo lhe facilitou para que fundasse uma casa em Salerno, pregasse e reformasse na corte todos os abusos. Vieram, em seguida, as queixas e calúnias. Rogério começou a desconfiar. Talvez aquilo não fosse de Deus e se tratasse de um falsário e hipócrita. Valeu-se duma mulher desregrada para tirar prova da virtude dele. O Santo recebeu-a muito amavelmente da primeira vez e pediu-lhe mesmo que voltasse. Voltou, de facto, a cortesã, julgando que ia vencer a castidade de Guilherme, mas qual não foi o seu assombro, quando o encontrou estendido numa cama de carvões acesos. O milagre foi duplo: São Guilherme nada sofreu com os carvões e a mulher converteu-se sinceramente, pediu perdão e ofereceu-se para fazer penitência num mosteiro. Chegou a ser abadessa e é conhecida pelo nome de Inês de Venosa. São Guilherme, levado à igreja e deitado no chão, exortou os seus monges e pediu-lhes que o enterrassem com o mesmo hábito que vestia. Morreu a 25 de Junho de 1142, com cinquenta e sete anos de idade. A sua estátua figura na basílica de S. Pedro do Vaticano, na longa série dos Fundadores de Ordens Religiosas. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt. Ver também http://es.catholic.net/santoral e www.santiebeati.it

• Domingo Henares, Santo
Bispo e Mártir

Domingo Henares, Santo

Domingo Henares, Santo

Nascido em Baena, Espanha, em 19 de Dezembro de 1766. Ingressou na Ordem de Pregadores (Dominicanos) e foi ordenado em 18 de Setembro de 1790. Em 1789 é destinado às Missões de Tonkin (hoje Vietname). Consagrado bispo em 9 de Janeiro de 1802. Detido e preso em Junho de 1838, é condenado a morte e decapitado em 25 de Junho de 1838. Beatificado em 27 de Maio de 1900, por Leão XIII, é canonizado por João Paulo II em 19 de Junho de 1988. Para ver mais sobre os 117 mártires no Vietname faz "click" AQUI

• Francisco Do Minh Chieu, Santo
Catequista e Mártir

Francisco Do Minh Chieu, Santo

Francisco Do Minh Chieu, Santo

Francisco nasceu numa família cristã no Vietname, era catequista e colaborador de seu Bispo, santo Domingo Henares, quando se iniciou, em 1838, a perseguição anti cristã no seu país. Os perseguidores despejaram crucifixos nas ruas e reconheciam os cristãos, porque aqueles não só que não os pisaram, mas que os veneravam.  Francisco passou por um desses caminhos e para evitar que os crucifixos fossem pisados se apressou a recolhê-los apertando-os logo, com profunda reverência, contra seu peito. Foi violentamente preso, logo julgado e sentenciado à morte por decapitação pelo delito de se negar a pisar as cruzes. É um dos 117 mártires no Vietname canonizados por S.S. João Paulo II em 19 de Junho de 1988.

• Doroteia de Montau, Beata
Viúva

Dorotea de Montau, Beata

Dorotea de Montau, Beata

A célebre contemplativa Beata Dorotea Swartz de Montau, nasceu em Montau, em 6 de Fevereiro do ano 1347, morreu em Marienwerder, em 25 Junho de 1394.  Com a idade de dezassete anos se casou com o artesão de facas Albrecht de Danzig, um homem muito temperamental, de carácter violento, que a golpeava sem piedade. Levando uma vida de santa paciência, logrou, com sua humildade e gentileza, mudar pouco a pouco o carácter de seu marido. Os dois fizeram frequentes peregrinações a Colónia, Hacheen, e Einsiedeln, e em 1390 pensavam visitar Roma; mas Albrecht foi impedido por uma enfermidade e permaneceu em sua casa onde morreu, enquanto Dorotea viajava sozinha a Roma. De seus nove filhos todos morreram, salvo uma filha que se fez Beneditina. No verão do ano 1391 Dorotea se mudou a Marienwerder, e em 2 de Maio de 1393, com a permissão do Capítulo e da Ordem Teutónica, levantou uma ermida perto da catedral. Levou uma vida muito austera. Numerosos visitantes buscaram seu conselho e consolo, tinha visões e revelações. Seu confessor, o diácono John de Marienwerder, um sábio teólogo, escreveu suas conversas e uma biografia em latim de sete livros, "Septililium", além de escrever em alemão sua vida em quatro livros.  Nunca foi canonizada formalmente, ainda que em alguns sítios a chamam Santa Dorotea. O povo a tem honrado como a protetora do país, da Ordem Teutónica e Padroeira de Prússia. A igreja de Marienwerder na actualidade é luterana; suas relíquias não se hão encontrado. Em alguns lares a festejam em 30 de Outubro.

 

• Guido Maramaldi, Beato
Confessor,

Guido Maramaldi, Beato

Guido Maramaldi, Beato

Data de beatificação: Culto confirmado no ano 1612 sendo Papa Paulo V. Etimologicamente significa “o que guia e conhece todos os caminhos”. Vem da língua alemã.. ¡Que se regozije o coração simples! ¡Ditoso quem tenha um coração de criança! Todas as realidades de Deus estão nele. Guido foi um confessor do século XIV. Pertencia a uma familia de Nápoles de origem nobre. Eram quatro irmãos, e em todos eles brilhava a flor da simplicidade, um dos dons grandes que Deus concede às pessoas que querem sê-lo. Um foi um soldado valoroso; outro, um brilhante homem de governo e primeiro ministro de Nápoles; o terceiro foi um arcebispo exemplar de Bari e, mais tarde, chegou a ser cardeal da Igreja. O menos brilhante aos olhos do mundo, era Guido. Escolheu o caminho da humildade em lugar do sendeiro da ambição. Entrou muito jovem na Ordem dos Dominicanos. Encontrou dificuldades para entrar por motivos de saúde, muito mais que por causas familiares. Uma vez que entrou na Ordem, se revelou como um dominicano de primeira linha na pregação – o típico desta Ordem – e por sua virtude. Foi o mestre o convento napolitano; depois foi como missionário a terras do Sul. Na Sicilia adquiriu uma fama sensacional como um comunicador claro. Todo o mundo que o escutava, o entendia. Sabia adaptar-se a os ouvintes com a linguagem adequada. Em Ragusa fundou um novo convento. Foi nomeado pela Santa Sé Inquisidor da fé em Nápoles. O exerceu com prudência. Morreu no ano 1391. ¡Felicidades a quem leve este nome! Comentários ao P. Felipe Santos: fsantossdb@hotmail.com

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Recolha, transcrição e tradução por

António Fonseca