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sábado, 2 de julho de 2011

IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA - 2 DE JULHO DE 2011 - http://Catequistabrunovelasco.com

 

 

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Para conhecimento e Reflexão:

IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA !

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(2 de Julho de 2011)

Não podemos separar a devoção ao Sagrado Coração de Jesus da devoção ao Imaculado Coração de Maria.

A devoção ao Imaculado Coração de Maria não é nova na Igreja porque tem as suas raízes mais profundas no Evangelho que muitas vezes faz referências ao Coração da Mãe de Deus.

- “Quanto a Maria, conservava todas estas coisas, ponderando-as no seu Coração”. (Lc.2,19).

- “Depois desceu com eles, voltou para Nazaré e era-lhes submisso. Sua Mãe guardava todas estas coisas no seu Coração”. (Lc.2,51).

Os Santos Padres, os místicos da Idade Média, os Teólogos e os Ascetas dos séculos seguintes, foram todos grandes devotos do Coração de Maria, como do Coração de Jesus.

Mas foi sobretudo S. João Eudes (1601-168O), o grande promotor do culto litúrgico que se devia tornar em devoção e património comum dos fiéis, o qual "movido do grande amor que o inflamava, para com os Corações de Jesus e Maria, foi o primeiro que, não sem divina inspiração, pensou em tributar-lhes culto litúrgico.

“Da qual dulcíssima devoção deve considerar-se pai ... doutor.. e apóstolo”.

O Santo, já em 1643, vinte anos antes de se celebrar a festa do Coração de Jesus, celebrava com os seus religiosos a do Coração de Maria.

Esta festa tornou-se pública em 1648, entrando assim na liturgia comum, e a partir daí, muitos bispos autorizaram nas próprias dioceses o oculto do Coração de Maria.

Os dois actos mais importantes da Santa Sé em favor do Imaculado Coração de Maria foram :

* A disposição de Pio VII (1805), que a festa se pudesse conceder às Dioceses e Institutos Religiosos que a pedissem.

* A Missa e Ofício próprios aprovados por Pio IX (1855), mas unicamente pro aliquibus locis (para algumas localidades).

Foi sobretudo a partir das Aparições de Fátima que se divulgou por todo o mundo a devoção ao Imaculado Coração de Maria, pois, como escreveu o Cardeal Cerejeira :

"A missão especial de Fátima é a difusão no mundo do culto ao Imaculado Coração de Maria. À medida que a perspectiva do tempo nos permitir julgar melhor os acontecimentos de que fomos testemunhas, estou certo que melhor se verá que Fátima será, para o culto do Coração de Maria, o que Paray-le-Monial foi para o Coração o de Jesus". (8-9-1946).

Os desígnios misericordiosos de Deus começam a manifestar-se nas Aparições de Junho e sobretudo de Julho de 1917, na Cova da Iria, e tiveram o seu magnífico Epílogo em Espanha, nas visões de 1925 e 1926 em Pontevedra, e em 1927 e 1929 em Tuy.

Em Fátima, no dia 13 de Junho manifesta-se o Coração de Maria circundado de espinhos, pedindo reparação, enquanto a Senhora pronuncia estas palavras :

"Jesus quer estabelecer no mundo a devoção ao meu Imaculado Coração".

Na Aparição de Julho, os destinos do mundo e das almas aparecem dependentes do Coração Imaculado de Maria, segundo o que foi revelado na visão do Inferno :

- Vistes o Inferno, para onde vão as almas dos pobres pecadores.

Para as salvar, Deus quer estabelecer no mundo a devoção ao meu Imaculado Coração.

Se fizerem o que Eu vos disser, salvar-se-ão muitas almas e terão a paz.

A guerra vai acabar, mas, se não deixarem de ofender a Deus, no reinado de Pio XI começará outra pior.

Quando virdes uma noite alumiada por uma luz desconhecida, sabei que é o grande sinal que Deus vos dá de que vai punir o mundo de seus crimes por meio da guerra, da fome e de perseguições à Igreja e ao Santo Padre.

Para a impedir, virei pedir a consagração da Rússia ao meu Imaculado Coração e a Comunhão reparadora nos primeiros sábados.

Se atenderem a meus pedidos, a Rússia converter-se-á e terão paz. Se não, espalhará os seus erros pelo mundo promovendo guerras e perseguições à igreja; os bons serão martirizados; o Santo Padre terá muito que sofrer; várias nações serão aniquiladas.

Por fim, o meu Coração Imaculado triunfará.

O Santo Padre consagrar-me-á a Rússia que se converterá e será concedido ao mundo algum tempo de paz.

Em Portugal se conservará sempre o Dogma da fé; etc....(Doc.341).

A 13 de Junho de 1929, na capela do Convento das religiosas Doroteias, em Tuy, numa Hora-Santa das 11 à meia-noite, cumpriu-se a promessa feita por Nossa Senhora no dia 13 de Julho em Fátima :

"Virei pedir a Consagração da Rússia ao meu Imaculado Coração".

Lúcia descreve essa Aparição :

- «Estando uma noite só, ajoelhei-me entre a balaustrada no meio da capela a rezar, prostrada, as orações do Anjo.

Sentindo-me cansada, ergui-me e continuei a rezá-las com os braços em cruz.

A única luz era a da lâmpada.

De repente iluminou-se toda a capela com uma luz sobrenatural e sobre o altar apareceu uma Cruz de luz que chegava até ao tecto.

Em uma luz mais clara via-se na parte superior da cruz uma face de homem com corpo até à cinta, sobre o peito uma pomba também de luz, e pregado na cruz o corpo de outro homem. Um pouco abaixo da cinta, suspenso no ar, via-se um cálix e uma hóstia grande, sobre a qual caiam algumas gotas de sangue que corriam pelas faces do Crucificado e duma ferida no peito.

Escorregando pela Hóstia essas gotas caíam dentro do cálix.

Sob o braço direito da cruz estava Nossa Senhora (era Nossa Senhora de Fátima e Seu Imaculado Coração...na mão esquerda...sem espada nem rosas, mas com uma coroa de espinhos e chamas), com o Seu Imaculado Coração na mão...

Sob o braço esquerdo, umas letras grandes, como se fossem de água cristalina que corresse para cima do Altar, formavam estas palavras :

GRAÇA E MISERICÓRDIA

Compreendi que me era mostrado o Mistério da Santíssima Trindade, e recebi luzes sobre este Mistério que não me é permitido revelar.

Depois Nossa Senhora disse-me : "É chegado o momento em que Deus pede para o Santo Padre fazer, em união com todos os Bispos do Mundo, a consagração da Rússia ao Meu Imaculado Coração, prometendo salvá-la por este meio». (Doc.463).

Sobre a Aparição de 10 de Dezembro em Pontevedra, escreveu a irmã Lúcia :

- Dia 10-12-1925, apareceu-lhe a SSma Virgem e, ao lado, suspenso em uma nuvem luminosa, um Menino.

A SSma Virgem, pondo-lhe no ombro a mão, mostrou-lhe ao mesmo tempo um Coração que tinha na outra mão, cercado de espinhos.

Ao mesmo tempo, disse o Menino : "Tem pena do Coração da tua SSma Mãe, que está coberto de espinhos, que os homens ingratos a todos os momentos Lhe cravam, sem haver quem faça um acto de reparação para os tirar"

Em seguida, disse a SSma Virgem :

"Olha, Minha filha, o Meu Coração cercado de espinhos, que os homens ingratos a todos o momentos me cravam, com blasfémias e ingratidões.

Tu, ao menos, empenha-te em Me consolar e diz que todos aqueles que durante 5 meses, no primeiro sábado, se confessarem, receberem a Sagrada Comunhão, rezarem um Terço, e Me fizerem 15 minutos de companhia, meditando nos 15 mistérios do Rosário, com o fim de Me desagravar, Eu prometo assistir-lhes na hora da morte com todas as graças necessárias para a salvação dessas almas». (Doc. 401).

Cumpriu-se o que Nossa Senhora tinha dito na Aparição de 13 de Julho em Fátima :

"Virei pedir a devoção reparadora dos primeiros Sábados".

Foi este o grande pedido de Reparação ligada ao Imaculado Coração de Maria e à Mensagem de Fátima, pelo que o Dr. Formigão Sob o pseudónimo de Mira Ceti, escrevia na revista Stella em 23 de Outubro de 1939 :

- «A humanidade debate-se actualmente numa das crises mais graves e mais angustiosas da sua história muitas vezes milenar.

Os pecados dos indivíduos e dos povos clamam vingança ao Céu. Grandes e terríveis provações de toda a ordem impendem sobre o mundo e ameaçam talvez Portugal.

Que todos quantos veneram e amam a Virgem Santíssima se apressem a praticar, renovando-a muitas vezes, a devoção dos cinco sábados que Ela se dignou revelar à Irmã Maria Lúcia de Jesus, a humilde vidente de Fátima, e assim porventura a paz tão suspirada descerá sobre as nações e a graça de Deus iluminará e vivificará as almas - tão grande número de almas nas sombras do erro e da morte.(Pag.260).

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Fiquem com Deus,
Catequista Bruno Velasco
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Compilação de

António Fonseca

Nº 968-2 - IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA - 2 DE JULHO DE 2011

 

FESTA DO IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA

1

 

IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA

(Sábado a seguir à festa do Coração de Jesus)

coração de Maria3

 

A devoção ao Imaculado Coração de Maria não é nova na Igreja; tem as suas profundas raízes no Evangelho, que repetidamente chama a nossa atenção para o Coração da Mãe de Deus, qual tesouro dos divinos mistérios da Redenção (Lc 2, 19.51); nos mostra o seu amor e a sua gratidão para com Deus (Lc 1, 46 ss), a sua compaixão e solicitude para com o próximo (Jo 2, 3 ss), o seu martírio associado à Paixão do Redentor (Jo 19, 15 ss); a sua imaculada pureza, a sua fé, a sua humildade, todas as suas virtudes (Lc 1, 28 ss. 45; Mt 1, 22 ss). Esta mina preciosa foi explorada pelos Santos padres e seria fácil aduzir numerosos passos em que eles celebram eloquentemente o Coração da Mãe de Deus, as suas prerrogativas e santidade incomparáveis.Esta mina preciosa foi explorada pelos Santos Padres e seria fácil aduzir numerosos passos em que eles celebram eloquentemente o Coração da Mãe de Deus, as suas prerrogativas e santidade incomparáveis. Mais tarde, entre os grandes Místicos da Idade Média e depois entre os Santos, Teólogos e Ascetas dos séculos seguintes, não faltam insignes devotos do Coração de Maria, como do Coração de Jesus. Mas o culto litúrgico, que devia tornar a sua devoção património comum dos fieis, começa com S. João Eudes (1601-1680), o qual «movido do grande amor que o inflamava, para com  os Corações de Jesus e Maria, foi o primeiro que, não sem divina inspiração, pensou em tributar-lhes culto litúrgico. Da qual dulcíssima devoção deve considerar-se pai… doutor… e apóstolo». O Santo, já em 1643, vinte anos antes de celebrar a festa do Coração de Jesus, celebrava com os seus religiosos a do Coração de Maria. Esta tornou-se pública em 1648, entrando assim na liturgia comum. A partir daquela data, muitos Bispos autorizaram nas próprias dioceses o culto do Coração de Maria e os Sumos Pontífices concederam, aprovação e favores a confrarias e a diversas práticas de piedade em sua honra. Os dois actos mais importantes da Santa Sé em favor do Imaculado Coração de Maria, foram a disposição de Pio VII (1805) de que a festa se pudesse conceder às Dioceses e Institutos Religiosos que a pedissem, e a Missa e Ofício próprios aprovados por Pio IX (1855), mas unicamente pro aliquibus locis (para algumas localidades).Entretanto, a devoção continuou a propagar-se, como prova o número sempre crescente de Institutos religiosos que tomaram o nome do Coração de Maria (uns vinte no século XIX); assim, pode-se dizer que, depois da devoção ao Coração de Jesus, conquistou posto relevante na piedade dos fiéis. Foi sobretudo a partir das Aparições de Fátima que se divulgou pelo mundo a devoção ao Imaculado Coração de Maria, pois, como escreveu o cardeal D. Manuel Gonçalves Cerejeira, «a missão especial de Fátima é a difusão no mundo do culto ao Imaculado Coração de Maria. À medida que a perspectiva do tempo nos permitir julgar melhor os acontecimentos de que fomos testemunhas, estou certo que melhor se verá que Fátima será, para o culto do Coração de Maria, o que Paray-le-Monial foi para o culto do Coração de Jesus» (8.9.1946). E a 30 de Maio de 1948, disse o mesmo Prelado no Congresso Mariano de Madrid: «Qual é precisamente a mensagem de Fátima? Creio que poderá resumir-se nestes termos: a manifestação do Coração Imaculado de Maria ao mundo actual, para o salvar». Deus, bondoso e paternal, vem sempre em socorro da pobre humanidade, e a cada época oferece um meio especial para que ela obtenha o perdão dos próprios delitos, se levada aos castigos da sua justiça e alcance as suas graças. para os nossos tempos, esse meio especial é, segundo as revelações de Fátima, o Imaculado Coração de Maria. Os desígnios misericordiosos de Deus começaram a manifestar-se nas aparições de Junho e sobretudo de Julho de 1917, na Cova da Iria, e tiveram o seu magnifico epílogo em Espanha, nas visões de 1925 e 1926 em Pontevedra, e 1927 e 1929 em Tuy.

Coração de Maria

Em Fátima, no dia 13 de Junho, manifesta-se o Coração de Maria circundado de espinhos, pedindo reparação, enquanto a Senhora pronuncia estas palavras: «Jesus quer estabelecer no mundo a devoção ao meu Imaculado Coração». Na aparição seguinte, os destinos do mundo e das almas aparecem dependentes do Coração Imaculado de Maria: «Vistes o inferno, para onde vão as almas dos pobres pecadores. Para as salvar, Deus quer estabelecer no mundo a devoção aio meu Imaculado Coração. Se fizerem o que Eu vos disser, salvar-se-ão muitas almas e terão paz. A guerra vai acabar, mas, se não deixarem de ofender a Deus… começará outra pior. Quando virdes uma noite alumiada por uma luz desconhecida, sabei que é o grande sinal que Deus vos dá de que vai punir o mundo de seus crimes por meio da guerra, da fome e de perseguições à Igreja e ao Santo Padre. Para a impedir, virei pedir a consagração da Rússia ao meu Imaculado Coração e a Comunhão reparadora nos primeiros sábados. se atenderem a meus pedidos, a Rússia converter-se-á e terão paz; senão, espalhará os seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja; os bons serão martirizados; o Santo Padre terá muito que sofrer; várias nações serão aniquiladas. Por fim, o meu Coração Imaculado triunfará. O santo Padre consagrar-me-á a Rússia que se converterá e será concedido ao mundo algum tempo de paz. Em Portugal conversar-se-á sempre o Dogma da Fé, etc.». Tudo quanto Nossa Senhora predisse nesta aparição, realizou-se anos mais tarde, como adiante veremos. Para bem da terra, mostra-se o Céu empenhado na difusão do culto ao Imaculado Coração de Maria. Deus quer. Dizia Nossa Senhora aos pastorinhos na 3ª aparição: «Vistes o inferno para onde vão as almas dos pobres pecadores. Para as salvar, Deus quer estabelecer no mundo a devoção ao meu Imaculado Coração». A Jacinta repetia à Lúcia: «Já falta pouco para ir para o Céu. Tu ficas cá para dizeres que Deus quer estabelecer no mundo a devoção ao Imaculado Coração de Maria».Jesus quer também: «Jesus quer estabelecer no mundo a devoção ao meu Imaculado Coração» (Aparição de Junho). A Jacinta recomendava à Lúcia: «Diz a toda a gente… que o Coração de Jesus quer que, a seu lado, se venere o Coração Imaculado de Maria». Tudo isto o temos profeticamente entrevisto nas palavras de despedida da Jacinta à sua prima Lúcia, que encerram o que há de mais íntimo na mensagem de Fátima: «Já falta pouco para ir para o céu. Tu ficas cá para dizeres que Deus quer estabelecer no mundo a devoção ao Imaculado Coração de Maria. Quando fores para dizer isso, não te escondas. Diz a toda a gente que Deus nos concede as graças por meio do Coração Imaculado de Maria, que lhas peçam a Ela, que o Coração de Jesus quer que, a seu lado, se venere o Coração Imaculado de Maria, que peçam a paz ao Coração Imaculado de Maria, que Deus lha entregou a Ela. Se eu pudesse meter no coração de toda a gente o lume que tenho cá dentro do peito a queimar-me e fazer-me gostar tanto do Coração de Jesus e do Coração de Maria

Sacro-Cuore-de-Ges_thumbcoração de Maria 8

Temos aqui cinco afirmações de grande alcance:

  1. 1. «Deus quer estabelecer no mundo a devoção ao Imaculado Coração de Maria.
  2. 2. Lúcia é encarregada de o dizer.
  3. 3. Deus concede todas as graças por meio do Coração Imaculado de Maria.
  4. 4. O Coração de Jesus quer que a seu lado se venere o Coração de sua Mãe.
  5. 5. É no Coração de Maria que está a paz do mundo».

Podemos sintetizar desta forma as grandes graças que Deus concederá ao mundo por meio do Coração de Sua Mãe.

1. Salvação das almas. Disse Nossa Senhora na aparição de 13 de Junho: «A quem abraçar esta devoção prometo a salvação e serão queridas de Deus estas almas, como flores postas por mim a adornar o seu trono». E na aparição de Julho: «Para salvar as almas, Deus quer estabelecer no mundo a devoção ao meu Imaculado Coração. Se fizerem o que eu vos disser, salvar-se-ão muitas almas». Aos que praticarem a devoção dos primeiros sábados, promete Nossa Senhora «assistir-lhes na hora da morte com todas as graças necessárias para a salvação».

2. Refúgio. São para todos os devotos do Imaculado Coração de Maria as palavras que Nossa Senhora dirigiu à Lúcia: «O meu Imaculado Coração será o teu refúgio e o caminho que te conduzirá até Deus».

3. Todas as graças. Diversas vezes, na mensagem de Fátima, aparece-nos Nossa Senhora como Medianeira Universal. Vê-mo-lo de modo particular nestas palavras, atrás citadas, da despedida de Jacinta à sua prima Lúcia: «Diz a toda a gente que Deus nos concede as graças por meio do Imaculado Coração de Maria, que lhas peçam a Ela».

4. A Paz. Nas aparições de 13 de Maio, 12 de Junho e 13 de Setembro manda Nossa Senhora rezar o terço para alcançar a paz. Em Julho diz também: «Se fizerem o que eu vos disser, terão paz». A Jacinta diz à Lúcia que temos de pedir a paz ao Imaculado Coração de Maria, pois «Deus lha entregou a Ela».

5. Conversão da Rússia. Outro grande dom de Deus ao mundo por meio do Coração Imaculado de Maria. Escutemos a descrição da deslumbrante aparição em que é referida a conversão dessa grande nação: A 13 de Junho de 1929, na capela do convento das religiosas Doroteias, em Tuy, numa Hora Santa das 11 para a meia noite, cumpriu-se a promessa feita por Nossa Senhora no dia 13 de Julho, em Fátima: «Virei pedir a consagração da Rússia ao meu Imaculado Coração». A vidente encontrava-se em oração: «A única luz era a da lâmpada. De repente, iluminou-se toda a capela com uma luz sobrenatural e sobre o altar apareceu uma Cruz de luz que chega até ao tecto. Em uma luz mais clara, via-se na parte superior da Cruz uma face de homem, com o corpo até à cinta (Pai), sobre o peito uma pomba também de luz (Espírito Santo), e pregado na Cruz, o corpo de outro homem (Filho). Um pouco abaixo da cinta, suspenso no ar, via-se um cálix e uma hóstia grande sobre a qual caíam algumas gotas de sangue que corriam pelas faces do Crucificado e de uma ferida do peito. Escorrendo pela hóstia, essas gotas caíam dentro do Cálix. Sob o braço direito da Cruz estava Nossa Senhora (… era Nossa Senhora de Fátima com seu Imaculado Coração… na mão esquerda… sem espada nem rosas, mas com uma coroa de espinhos e chamas…) com seu Imaculado Coração na mão… Sob o braço esquerdo (da Cruz), umas letras grandes, como se fossem de água cristalina que corressem para cima do altar, formavam estas palavras: Graça e Misericórdia.

Compreendi que me era mostrado o mistério da Santissima Trindade, e recebi luzes sobre este mistério que me não é permitido revelar. Depois Nossa Senhora disse-me: «É chegado o momento em que Deus pede para o Santo Padre fazer, em união com todos os Bispos do mundo, a consagração da Rússia ao meu Coração, prometendo salvá-la por este meio». Esta deslumbrante manifestação, fecho de abóbadas das aparições de Fátima, mostra-nos Maria, como Co-Redentora e Medianeira de graça, ao lado do sacrifício da Cruz, renovado no altar.

cração de maria 10

Afirma o Papa Pio XI, na encíclica Miserentissimus Redemptor que a consagração e a reparação são as duas práticas fundamentais da devoção ao Coração de Jesus. O mesmo se pode aplicar ao Coração Imaculado de Maria.

Consagração.A consagração é o ápice de todos os actos de culto, pois consiste no reconhecimento do poder, grandeza, mérito e bondade de alguém, com a consequente submissão, dedicação e entrega a essa pessoa. Na devoção ao Imaculado Coração de Maria significa um acto de fé no amor e reconhecimento da transcendência de Maria na obra de salvação e na consciente entrega confiante a essa Mãe e Rainha. Nossa Senhora em Fátima pediu a consagração feita pelo Papa e pelos bispos em união com ele – do mundo e particularmente da Rússia. Os Vigários de Cristo escutaram estes apelos. Pio XII, na solene conclusão das Bodas de Prata das Aparições de Fátima, em radiomensagem dirigida a Portugal, consagrou o mundo inteiro ao Imaculado Coração de Maria e na festa seguinte da Imaculada Conceição, 8 de Dezembro de 1942, renovou esse acto na Basílica de S. Pedro do Vaticano com estas expressivas palavras: «A Vós, ao Vosso Coração Imaculado, nesta hora trágica da história humana confiamos,entregamos, consagramos não só a Santa Igreja mas também, todo o mundo».A Rússia, para a qual neste ato de consagração havia um pedido de especial protecção, foi consagrada dez anos mais tarde, a 7 de Julho de 1952:  «Nós – para mais facilmente serem ouvidas as nossas e as vossas fervorosas preces e para darmos esta singular prova da Nossa Benevolênciaassim como há alguns anos consagramos todo o género humano ao Coração Imaculado da Virgem Mãe de Deus, assim também agora, de modo especialíssimo dedicamos e consagramos todos os povos da Rússia ao mesmo Coração Imaculado».Querendo Pio XII todo o mundo entregue ao Imaculado Coração de Maria, várias vezes estimulou as Dioceses, paróquias e sobretudo as famílias a imitarem o seu exemplo: «Desejamos que, sempre que as circunstâncias o aconselharem, se faça esta consagração (ao Imaculado Coração de Maria) tanto nas Dioceses como em cada uma das Paróquias e nas famílias. Temos confiança que desta Consagração particular e pública brotarão abundantes frutos e favores celestes». (Enc. Auspícia Quaedam, 1 de Maio de 1948). «Que todas as famílias cristãs se consagrem ao Coração Imaculado de Maria. Tal acto de fé será, para os esposos, precioso auxílio espiritual no cumprimento dos deveres de castidade e fidelidade conjugal; manterá na sua pureza o ambiente do lar em que crescem os filhos; mais ainda, fará da família, amparada pela devoção mariana, célula viva para a transformação social e para a conquista apostólicas» (Enc. Le Pèlerinage de Lourdes, 2 de Julho de 1957).No seu breve pontificado, várias vezes se referiu João XXIII à Consagração ao Coração de Maria feita por Pio XII e à «Consagração da Nação Portuguesa ao Imaculado Coração de Maria» (8-3-1961). Encorajou e pediu orações pela Consagração de Itália ao Imaculado Coração de Maria (13.9.1959).

coração de Maria 7

Paulo VI, na clausura da 3ª sessão do Concílio Vaticano II, a 21 de Novembro de 1964, na presença do Episcopado do mundo inteiro, pronunciou estas palavras:

«O nosso olhar abre-se para os horizontes sem fim do mundo inteiro, objeto das atenções mais vivas do Concílio Ecuménico e que o nosso predecessor Pio XII, de veneranda memória, não sem inspiração do alto, solenemente consagrou ao Coração Imaculado de Maria. Esse acto de consagração julgamos oportuno recordá-lo hoje de modo particular… Ao teu Coração Imaculado, Ó Maria, recomendamos finalmente o género humano inteiro». Na Exortação «Signum Magnum», publicada no dia da sua visita a Fátima, 13 de Maio de 1967, emite estes votos: «Exortamos todos os filhos da Igreja a renovar pessoalmente a sua própria consagração ao Coração Imaculado da Mãe da Igreja e a viver este nobilíssimo acto de culto com uma vida cada vez mais conforme à vontade divina, e em espírito de serviço filial e de devota imitação da sua Celeste rainha». João Paulo II, o Papa de Maria (Totus tuus, todo teu, ó Maria), consagrou-lhe a Santa Igreja e cada uma das nações por onde peregrinou. Em Fátima, a 13 de Maio de 1982, e em Roma, a 16 de Outubro de 1983, com os Padres Sinodais presentes na canonização do capuchinho São Leopoldo, e sobretudo a 25 de Março de 1984, diante da imagem de Nossa Senhora de Fátima da capelinha das Aparições, consagrou-lhe o mundo inteiro. «Estou aqui, unido com todos os Pastores da Igreja por aquele vínculo particular, pelo qual constituímos um corpo e um colégio… No vínculo desta unidade, pronuncio as palavras deste Acto, no qual desejo incluir, uma vez mais, as esperanças e as angústias da Igreja no mundo contemporâneo».

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Quanto à consagração da Rússia, pedida por Nossa Senhora, os diversos papas nunca a esqueceram. A 31 de Dezembro de 1942, o papa Pio XII consagrou o mundo inteiro ao Imaculado Coração de Maria, com um pedido de especial protecção para a Rússia, e dez anos mais tarde fez a consagração explicita só da Rússia ao mesmo Imaculado Coração, como atrás ficou expresso. Estava feita pelo Santo Padre a consagração da Rússia ao Imaculado Coração de Maria. Para se cumprirem inteiramente os desejos de Nossa Senhora, faltava que «todos os Bispos do mundo» a fizessem também «em união» com ele. Isto procurou realizá-lo o Santo Padre João Paulo II. Nas consagrações proferidas em Fátima e em Roma, depois de dizer: «Estamos aqui unidos com todos os Pastores da Igreja por um vínculo particular pelo qual constituímos um corpo e um colégio», proferiu estas palavras: «De modo especial Vos entregamos e consagramos aqueles homens e aquelas nações que desta entrega e desta consagração têm particular necessidade».A 8 de Dezembro de 1983 dirigiu a todos os Bispos do mundo uma carta, na qual pedia que fizessem em união com ele a consagração no dia 24 ou 25 de Março: «Ficarei muito grato se nesse dia 24 de Março ou então no dia 25 quiserdes renovar este acto juntamente comigo». O Santo Padre fez o acto de consagração no domingo, dia 25 de Março, diante da imagem de Nossa Senhora de Fátima da Capelinha das Aparições, ida propositadamente a Roma. Ao texto oficial impresso acrescentou espontaneamente esta frase: «Ilumina, de modo especial, os povos em relação aos quais aguardas que a Ti os consagremos».

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Reparação. Tem-se escrito que o ponto característico e mais «novo» das aparições do Coração de Jesus a Santa Margarida Maria em Paray-le-Monial é a reparação. O mesmo se poderia afirmar acerca da mensagem de Fátima: uma das suas notas distintas é a reparação ao Coração de Maria. Até Fátima, era costume representar o Coração de Nossa Senhora cercado de rosas. Em Fátima aparece circundado de espinhos, que ferem e magoam. São os nossos pecados, blasfémias e ingratidões. Logo na segunda Aparição viram os Pastorinhos o Coração de Maria «cercado de espinhos» que parecia estarem-lhe cravados. «Compreendemos – escreve Lúciaque era o Imaculado Coração de Maria ultrajado pelos pecados da humanidade que queria reparação». Na aparição seguinte, anuncia a Mãe de Deus que virá mais tarde pedir a «Comunhão reparadora dos primeiros sábados» e ensina-lhes este oferecimento, que hão-de repetir muitas vezes, sobretudo quando fizerem algum sacrifício: «Ó Jesus, é por vosso amor, pela conversão dos pecadores e em reparação pelos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria». Este carácter reparador aparece sobretudo nas aparições de Pontevedra e Tuy. A 10 de Dezembro de 1925, estando a vidente Lúcia na primeira destas cidades – é ela própria que escreve em terceira pessoa –, apareceu-lhe a Santissima Virgem e, ao lado, suspenso em uma nuvem luminosa, um Menino. A Santissima Virgem, pondo-lhe a mão no ombro, mostrou-lhe ao mesmo tempo um Coração que tinha na outra mão, cercado de espinhos. Ao mesmo tempo, disse o Menino: «Tem pena do coração da tua Santissima Mãe, que está coberto de espinhos, que os homens ingratos, a todos os momentos, lhe cravam, sem haver quem faça um acto de reparação para os tirar». Em seguida, disse a Santissima Virgem: «Olha, minha filha, o meu Coração cercado de espinhos, que os homens ingratos a todos os momentos me cravam com blasfémias e ingratidões. Tu, ao menos, procura consolar-me, e diz que todos aqueles que durante cinco meses no primeiro sábado se confessarem, receberem a sagrada comunhão, rezarem um terço e me fizerem 15 minutos de companhia, meditando nos 15 mistérios do Rosário com o fim de me desagravar, Eu prometo assistir-lhes na hora da morte com todas as graças necessárias para a salvação dessas almas». Cumpriu-se o que Nossa Senhora tinha dito na aparição de 13 de Julho em Fátima: «Virei pedir a devoção reparadora dos primeiros sábados». A 15 de Fevereiro de 1926 e a 17 de Dezembro de 1927 é o próprio Jesus que insiste para que se estabeleça e propague esta devoção. Perguntou o Padre José Bernardo Gonçalves, um dos Diretores espirituais da Irmã Lúcia, porque haviam de ser cinco e não 9 ou 7 os Primeiros Sábados. A vidente respondeu: «Ficando na capela, com Nosso Senhor, parte da noite do dia 29 para 30 deste mês de Maio, 1930, e falando a Nosso senhor das perguntas 4 e 5, senti-me de repente possuída de mais intimidade da divina presença: e, se não me engano, foi-me revelado o seguinte:

Minha filha, o motivo é simples: são cinco as espécies de ofensas e blasfémias proferidas contra o Imaculado Coração de Maria:

  1. 1. – As blasfémias contra a Imaculada Conceição.
  2. 2. – Contra a sua Virgindade.
  3. 3. – Contra a Maternidade Divina, recusando ao mesmo tempo recebê-la como Mãe dos homens.
  4. 4. – Os que procuram infundir nos corações das crianças, a indiferença, o desprezo e até o ódio para com esta Imaculada Conceição.
  5. 5. – Os que a ultrajam directamente nas suas sagradas imagens.
  6. Eis, minha filha, o motivo pelo qual o Imaculado Coração de Maria Me levou a pedir esta pequena reparação; e de, em atenção a ela, mover a minha misericórdia ao perdão para com essas almas que tiveram a desgraça de A ofender».

 coraçao de Maria 4

Tal é a transcendência desta devoção que a Vidente de Fátima pôde escrever: «Da prática de devoção dos Primeiros Sábados unida à consagração ao Imaculado Coração de Maria depende a guerra ou a paz do mundo; por isso eu desejo tanto a sua propagação e sobretudo por ser essa a vontade do nosso Bom Deus e da nossa tão querida Mãe do Céu» (19.3.1939).

A devoção reparadora dos cinco primeiros Sábados foi aprovada e tornada pública pelo Bispo de Leiria. Dom José Alves Correia da Silva, na Peregrinação de 13 de Setembro de 1939, treze dias depois de começada a segunda guerra mundial, que teve início no primeiro dia de Setembro desse ano.

Texto recolhido através do livro SANTOS DE CADA DIA, publicado por www.jesuitas.pt. As imagens foram colocadas por meu livre arbítrio e obtidas através do site www.santiebeati.it.

Compilação (e composição) exclusivamente para este Blogue

por António Fonseca

Nº 968 - (183) - 2 DE JULHO DE 2011 - SANTOS DE CADA DIA - 3º ANO

SANTOS E BEATOS

Nº 968

SÃO BERNARDINO REALINO

Sacerdote

Bernardino Realino, Santo

Bernardino Realino, Santo

Entre os três Santos e os dois Beatos que hoje celebra a Companhia de Jesus, o primeiro é S. Bernardino Realino. Nasceu este santo missionário em Capri, Itália, em 1530, proveniente de nobre linhagem. A sua primeira educação foi obra quase exclusiva da mãe, uma vez que o pai, estribeiro-mor de várias cortes de Itália, se via obrigado a ausentar-se muitas vezes de casa. De temperamento meigo e amoroso, deixou-se Bernardino possuir de carinho incrível para com a mãe. Diante da perspectiva de ver-se privado do pai ou da mãe, e respondia sempre resolutamente: «Da minha mãe, nunca!» Mas Deus veio a pedir-lhe, primeiro, o sacrifício da mãe. Aos 12 anos terminou os estudos clássicos na Academia de Módena. Em 1548, começou os de filosofia em Bolonha, como óptima preparação, segundo então julgava, para a Medicina em que pretendia diplomar-se. A vontade duma jovem, Clorinda, com quem pensou em casar-se, levou-o subitamente a mudar de carreira e dedicar-se ao Direito. Em 1556, doutorou-.se em ambos os direitos, civil e canónico. Os seus méritos e a influência do pai colocaram-no depressa em posição de relevo; administrador, primeiro, de Felizzeno, depois advogado fiscal de Alexandria do Piemonte, administrador em Cassino e pretor em Castel Leone. O Marquês de Pescara tinha em vista tomá-lo como Ouvidor e lugar-tenente seu, no reino de Nápoles; mas a luz do céu entrara pouco a pouco na alma de Bernardino e estava resolvido a dar-se inteiramente a Deus. Clorinda, a noiva, tinha morrido como anjo em 1551, contando apenas 28 anos de vida, e do céu, conforme declarava o santo, mostrava-lhe novos caminhos de luz e glória. Foi-se esclarecendo por três anos o seu plano de vida e um acontecimento providencial veio a colocá-lo na pista do caminho que Deus queria para ele. Passeava um dia Bernardino pelas ruas de Nápoles e encontrou-se com dois jovens religiosos, cuja modéstia, compostura e santa alegria o impressionaram vivamente. Seguiu-os com o olhar e tirou informações sobre quem eram: dois membros da Companhia de Jesus, que Inácio de Loyola acabara de fundar. Até então não tinha ouvido falar destes religiosos. Profundamente impressionado, foi no domingo seguinte ouvir missa na igreja dos Padres. Escutou o sermão e quis em seguida fazer confissão geral com o pregador. Este exortou-o, porém, a retirar-se primeiro uns dias em Exercícios Espirituais. Dos Exercícios saiu resolvido a abandonar a carreira e dar-se a Deus plenamente numa Ordem religiosa. O inimigo combateu-o com o pensamento do pai ancião. Devia esperar que lhe morresse o pai? Bernardino, na sua luta, recorreu ao altar de Nossa Senhora. Em Setembro de 1564 rezava o terço, quando viu diante de si, entre esplendores de luz e glória, a Mãe Santíssima com o Menino que olhava para ele e lhe dizia que entrasse quanto antes na Companhia de Jesus. A 13 de Outubro daquele mesmo ano admitia-o como noviço o padre Provincial de Nápoles, Afonso Salmerón, teólogo insigne e companheiro de Santo Inácio. Tinha o noviço 34 anos. Sem reparar nos seus estudos clássicos e de filosofia, no seu doutoramento em direito, nos cargos de governo que tinha exercido antes de entrar, na sua elevada posição social e linhagem, pediu ao Mestre de Noviços o grau de irmão coadjutor, pois julgava que seria útil assim na religião e porque deste modo poderia dedicar-se mais às suas devoções. Em 1567 mandou S. Francisco de Borja que recebesse o sacerdócio, e a seguir nomeou-o mestre de Noviços. Fez a profissão solene em 1570. E desde então vê-mo-lo dedicado totalmente ao apostolado. Primeiro em Nápoles, desde 1570 até 1574, numa Congregação de Nobres que dirigia, com os jovens do Colégio, com o rapazio da rua, no ensino do catecismo, nos hospitais, nas prisões e nas galeras. E depois em Lecce, cidade para que Deus o destinava definitivamente. Esta cidade da costa adriática estava suspirando por um Colégio da Companhia de Jesus. O fundador ia ser o Padre Realino. Dois anos depois de ele chegar, 1577, estreava-se a igreja de Jesus e começava-se a construção do Colégio, inaugurado em 1583. Obra muito sua prediletas foi a fundação de diversas Congregações Marianas para eclesiásticos, nobres, comerciantes, artífices e estudantes. Deus abençoava a sua caridade e os seus trabalhos com milagres patentes. Era generosíssimo com os pobres e observou-se que o vinho que lhes dava não diminuía nunca. Tinha o dom de ler nas consciências os mais profundos segredos; anunciava previamente acontecimentos futuros, curava as doenças com a bênção e com o contacto de objectos que antes tinha usado em si. A sua fama era já universal. Vinham bispos, príncipes e cavalheiros a Lecce, só para ver o “Santo”. Paulo V papa, o imperador Rodolfo II, Henrique IV de França, os Duques da Baviera, Mântua, Parma e Módena pediam-lhe por cartas as suas orações. S. Roberto Belarmino não o conhecia nem de vista e quando, como Provincial, fez a visita do Colégio de Lecce, as suas primeiras palavras foram perguntar pelo Padre Realino. Este tinha-se escondido para não ser visto; logo que o indicaram ao Padre provincial, este pôs-se de joelhos diante dele. E em seguida abraçaram-se os dois e compreendeu cada um que o outro era santo. Sempre que os Superiores tratavam de tirá-lo de Lecce, intervinha Deus directamente para o impedir. O Geral Mercuriano manteve por oito meses a ordem, de que partisse para a casa Professa de Roma, mas durante todo este tempo não pôde sair da cama Realino, vítima de febres misteriosas. Num dia frigidíssimo de Inverno, confessava na Igreja. Dona Isabel Ventura notou que o padre tremia de frio e avisou o Superior. Chegou-lhe, logo a seguir, a ordem de retirar-se para o quarto, onde lhe acenderiam, uma braseira. Enquanto o acompanhavam, o Padre meditava no nascimento de Jesus, pois era Natal. De repente, o seu quarto, aparece iluminado. Era Nossa Senhora com o Menino ao colo: - «Porque tremes desse modo, Bernardino?» – pergunta-lhe a Virgem Maria. - «Estou a tiritar de frio» – responde o ancião. A Mãe Santíssima põe-lhe o menino nos braços e deixa-lho um instante. O Irmão vem com o lume e só ouviu repetir: «Um bocadinho mais, Senhora, um bocadinho mais». Naquele Inverno , não voltou Bernardino a tiritar. «Já começou o Ano Novo», dizia no principio de 1616. «Mas eu vou partir». Realmente, a 2 de Julho partiu deste mundo, sendo estas as suas últimas palavras: «Ó Santíssima Senhora minha!». Tinha completado 86 anos. Foi beatificado por Leão XIII, em 1895, e canonizado, juntamente com S. João de Brito, em 1947, por Pio XII. Do livro SANTOS DE CADA DIA , de www.jesuitas.pt Ver também http://es.catholic.net/santoral www.santiebeati.it.

S. FRANCISCO DE JERÓNIMO

Sacerdote (1642-1716)

 Francisco de Jerónimo

O primeiro de 11 irmãos, Francisco de Jerónimo nasceu a 17 de Maio de 1642 em Grottaglia, a pouca distância de Tarento, na Itália. Aos 11 anos foi confiado pelos pais a uma Congregação eclesiástica que fundara Monsenhor Carácciolo. Os estudos superiores fê-los com os jesuítas: a filosofia, no colégio de Trento, e a teologia, no de Nápoles, onde foi ordenado sacerdote no ano de 1666. Antes de entregar-se ao ministério directo com as almas, pediu aos Padres de Companhia de Jesus que o admitissem como prefeito da disciplina no colégio de Nápoles. Nele esteve quatro anos, e conta-se que os alunos lhe chamavam o prefeito santo, fama que obteve praticando à letra o Evangelho. Um dia teve de castigar severamente uma falta grave de disciplina. O irmão do culpado enfureceu-se contra o Prefeito, insultou-o publicamente e chegou a dar-lhe uma bofetada. Francisco ofereceu-lhe a outra face com a maior serenidade de espírito. Quando a 1 de Julho de 1670, pediu para ser admitido na Companhia de Jesus, disse o Padre Reitor: «Hoje é dia de glória para a Companhia, porque hoje lhe dá Deus um santo». Assim foi na realidade. Depois do primeiro ano de noviciado, começou as suas missões no território de Ótranto. O povo dizia: «O Padre Jerónimo é um anjo descido do céu para bem das nossas almas». ao completar o quarto ano de vida religiosa, foi destinado como operário para a casa professa de “Gesu Nuovo” de Nápoles, onde hoje se veneram os seus restos. Os trabalhos apostólicos e os martírios do Japão e da Índia moveram-no a pedir duas vezes aquelas missões. Em 1679, respondeu-lhe o Geral que as suas Índias e o Japão deviam ser a cidade e o reino de Nápoles. Todos os domingos, no princípio, e depois também nos dias de festa, pregava ao ar livre sobre a necessidade da penitência, a morte e as suas amargas surpresas, o juízo de Deus e os tormentos eternos do inferno. Na sua luta ativa e constante contra a imoralidade, foi repetidas vezes ameaçado e até maltratado à mão armada: «Considerar-me-ia demasiado feliz, dizia ele, se morresse por causa de restituir uma alma Àquele que morreu para salvar a minha». Durante 30 anos seguidos, trabalhou com os mais pobres e abandonados da sociedade: mulheres de má vida, presos condenados a trabalhos forçados nas obras e estaleiros, galeotes da frota espanhola, presos do Tribunal da Vicaria, que eram os piores, carregadores do porto de Nápoles e escravos muçulmanos que vinham a bordo dos navios. Tudo isto lhe parecia muito pouco diante do muito que tinha feito por ele «O Verbo feito carne», «Jesus Crucificado», o «seu Jesus Ermitão», como costumava chamar ao Hóspede solitário do sacrário. Nos trabalhos e tribulações inesperadas, dizia: «Mereço muito mais que tudo isto!», «Ainda é pouco para o que mereço». Deus abençoou com manifestos milagres o zelo e a humildade do seu servo. Trazia consigo uma relíquia do mártir S. Ciro e a ela atribuía sempre todas as suas curas. A um Padre que presenciara um milagre disse: «Não pode imaginar, padre, quantos doentes conheço a quem S. Ciro curou. Veja este menino. Estava raquítico e aleijado. S. Ciro pô-lo bom num segundo, como o fez já com outros 46. Vi-o dar a vista a cegos, ouvido a surdos, razão aos loucos e vida aos moribundos. Os milagres obtidos com esta relíquia de S. Ciro passam já de milhares». O seu ideal era trabalhar até ao último instante: «Enquanto conservar um alento de vida, irei, ainda que seja arrastado, pelas ruas de Nápoles. Se cair debaixo da carga, darei graças a Deus. Um animal de carga deve morrer debaixo do fardo». Um ano depois de assim falar, a 11 de Maio de 1716, olhando fixamente para o céu,entregava a alma ao Senhor. Tinha 73 anos. Pio VII beatificou-o no ano de 1806 e Gregório XVI concedeu-lhe as supremas honras dos altares em 1839. Do livro santos de cada dia, DE WWW.JESUITAS.PT

BEATO JULIÃO MAUNOIR

Sacerdote (1601-1683

) Beato Julião Maunoir

Nascido em 1606, o beato Julião Maunoir fez os estudos em Rennes, França, e depois entrou na Companhia de Jesus em Paris, em 1625. Em Quimper, o venerável Miguel Le Bobletz impeliu-o a continuar o apostolado na baixa Bretanha, onde a assistência religiosa estava nessa época muito descuidada. Em três dias, segundo se diz, por intercessão da Virgem Maria, aprendeu o Padre Maunoir a língua bretã e consagrou-se imediatamente ao ensino do catecismo na região. De 1634 a 1638 terminou os estudos teológicos em Bourges e, quando se propunha ir para as missões do Canadá, foi atacado por doença grave. Nesse momento, fez o voto de se consagrar às missões da Bretanha, se recuperasse a saúde. Restabelecido, começou vasta obra de restauração religiosa de gente dessa região. Durante 42 anos, perseverou nesse trabalho, pregando, catequizando e dando retiros; estes, em Quimper, reuniam uns mil padres por ano. Pelos muitos que encaminhou para a vida sacerdotal na idade madura, segundo foi escrito, o beato merecia ser tomado como padroeiro das vocações tardias. Julião Maunoir faleceu a 28 de Janeiro de 1683 e foi beatificado por Pio XII, a 20 de Maio de 1951. Reproduzimos parte do elogio que o mesmo Sumo Pontífice fez, a seguir, ao novo Beato, diante dos peregrinos franceses que tinham vindo assistir à cerimónia na basílica de S. Pedro: «Em consequência de que transformação chegou a Bretanha a merecer que a apontassem ao mundo como exemplo de vida ardorosa, moral e profundamente cristã? Ela própria atribui a honra disso – depois de Deus, da Virgem Maria e dos Santos padroeiros – aos seus missionários, na primeira linha dos quais ela venera o Beato Julião Maunoir, Mas que fez ele e qual foi o seu segredo? Foi nada mais que apóstolo, mas foi-o em toda a extensão e toda a força do termo: apóstolo de Cristo, formado na sua escola, dócil aos seus princípios e às suas lições, penetrado pelo seu puro espírito… Acção intensa, adaptação ás disposições e aos métodos de tempo. Bem nos parece que foram esses, entre outros, os traços da fisionomia e da atividade do beato Julião Maunoir… No capitulo de acção intensa, Maunoir pode fácil e vitoriosamente ser comparado com seja quem for: trabalhos, fadigas, incomodidades e sofrimentos, sem nunca descansar nem se poupar na sucessão ininterrupta das Missões, e que Missões! No continente e nas ilhas, pregações, procissões, catecismo, confissões, visita dos doentes e tudo mais. Quem lê a sua vida pergunta-se como um só homem pôde bastar para tantos trabalhos, como pôde a sua natureza aguentar tal cansaço… Homem de acção mais que ninguém, punha acima da acção o estudo, e acima do estudo a oração… Tinha, dizia ele próprio, recebido de Deus um dom de oração que o mantinha em contínua união com Ele… Foi para se colocar ao alcance de todos que ele aprendeu a difícil língua que falavam. Ensinava, por meio de grandes quadros figurados, a doutrina e a moral. E punha-as em estribilhos e estrofes, que tão bem se imprimiam na memória, que ainda hoje o povo os canta»… Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt-

BEATO ANTÓNIO BALDINUCCI

Sacerdote (1665-1717)

 Beato António Baldinucci

Foi apóstolo duma valentia e duma eficácia prodigiosas, missionário das populações rurais da Itália central. Nasceu em Florença, de família patrícia. O pai, Filipe, distinguiu-se na história. A mãe, Catarina Scolari, era uma santarella, uma santinha, como se exprimia o filho António. Nasceu ele a 19 de Junho de 1665, e foi chamado António por gratidão ao Santo milagroso, que obtivera uma cura a Filipe. António era o quinto filho dos Baldinucci; o mais velho, que tinha apenas cinco anos mais que ele, fez-se dominicano, e o quarto, sacerdote secular. António esteve quase para seguir o mais velho como dominicano. Um retiro com os jesuítas a isso o inclinou; mas experimentou repentinamente um desejo intenso de ajudar as almas e viu ser a Companhia de Jesus o instituto mais próprio para esse fim. Foi aceite: era sério, ponderado, pontual, entregue à oração, à mortificação, e à virtude. Em casa como no colégio chamavam-lhe «anjinho», em diminutivo porque sua estatura era menos que média. Tinha índole boa e discernimento, era simples, aberto e amável, não impulsivo mas reflectido. Foi admitido na Ordem em 1681. Fez o noviciado com especial fervor; depois, como filósofo, sonhava com a China e o Japão. Em 1687 escreveu ao P. Geral exprimindo-lhe o desejo das Missões, de verter o próprio sangue entre os infiéis. Em 1690, insistiu, mas a saúde parecia demasiado fraca. Foi ocupado perto de cinco anos nos colégios de Térni e depois no romano. Ao fim do quadriénio de teologia, foi ordenado sacerdote; tendo completado o seu terceiro ano de noviciado, fez a profissão solene em 1698. Utilizava-se já o seu talento para a pregação desde 1690; pregava nas praças de Roma nos dias de festa; e cada domingo fazia uma boa e longa exortação a 500 estudantes, depois do ofício cantado; custava-lhe bastante, para mais tendo dores de cabeça e de estômago. Em 1961 caiu gravemente doente. Teve de aceitar férias no campo. Precisava de movimento, actividade. Os Superiores aplicaram-no às missões na Itália. Como tinha memória infiel, as estações da Quaresma foram um suplicio para ele. Escrevia: «Mastigo em vão e fiquei muito mal parado». Destinaram-no à região de Fráscati, perto de Roma, onde pôde entregar-se à improvisação, sendo populares os auditórios. António andava descalço, pobremente vestido, sem outra bagagem que não fosse o liturgicamente indispensável. Sem exagero, galopava nas caminhadas. Um dia, deram-lhe por companheiro um padre lento e pesado, de grande fleuma, incapaz de percorrer 10 milhas por dia. Ora António, que palmilhava 50, viu-se desesperado ; até que de vez em quando se adiantou, indo para a frente e voltando atrás, como os cães; sem isso, morreria no caminho! Em 1702 referia-se a fadigas que lhe seriam intoleráveis, mas que podia suportar devido à graça, não obstando as indisposições já sofridas. Sem um momento para respirar; sempre atarefado com pregações, catecismos, conferências, procissões de penitência (três pelo menos por dia) e flagelações públicas; para comover o auditório, flagelava as costas até ao sangue, ao mesmo tempo que punha cadeias nos pés, uma corda ao pescoço e coroa de espinhos na cabeça. E era preciso dissipar os ódios, as amizades perigosas e os escândalos. por outro lado, havia o frio, o vento e a chuva. Procurava substituir os baralhos de cartas com imagens da Paixão dotadas de legendas piedosas. Cantava o Svegliarino «O despertar matutino», coleção de cânticos compostos por um colega. Por vezes, dialogava com uma caveira: «Onde estão os teus olhos? Os teus cabelos? As tuas maçãs do rosto? A tua língua?» Ou aparecia vestido de penitente. Descobria pouco a pouco as costas, dirigindo palavras de amor ao Crucifixo; e flagelava-se enquanto alguns padres salmodiavam um Miserere. As missões deviam inicialmente durar quatro meses por ano. Mas não foi caso único dedicar aos trabalhos apostólicos sete meses e mais. Escrevia a 11 de Dezembro de 1708: «Espero continuar até à morte. Estive bem perto dela o ano passado: num lugarejo dalgumas casas, fui atacado de dores tão graves que, depois dias passados, necessitei de receber os santos sacramentos do Viático e da Unção dos enfermos. Mas. como para tudo sou rápido, no quinto dia encontrava-me aliviado para recomeçar as funções interrompidas». Uma vez, no inverno de 1709, pouco lhe faltou para ficar no caminho como estátua gelada. Mas o Senhor restituiu-lhe a força. Conta-se na sua vida que pregava este apostólico missionário em Nápoles a uma imensa multidão, e que, arrebatado de espírito profético, num arranque de apocalíptica eloquência, disse aos seus ouvintes: «Vede, vede como caem inúmeras almas nos abismos infernais, como caem as folhas da árvore com o sopro do vento». E, temeroso sucesso, o olmeiro a cuja sombra o missionário pregava secou repentinamente e sacudiu as folhas para o chão, mantendo-se pouquíssimas na árvore. Veio a morrer em 1717, com 52 anos completos, em Pófi, na diocese de Véroli (província de Roma). Tinha nos lábios os estribilhos dos seus cânticos populares: «Meu Jesus, doce amor, morro por Ti» e «Paraíso, ó Paraíso, ó bela pátria!» A um dos seus irmãos deixou estes conselhos: «De todo o acontecimento, tomar o bom, deixar que se dissipe o mal…, viver com coração grande e livre de qualquer estreiteza. Para isso, pedir auxilio ao Senhor, e procurar não fixar-se na melancolia… Não pensar em todos os males possíveis, mas sim naqueles que precisam de remédio imediato». Foi enterrado em Pófi, na igreja dos Menores reformados. Actualmente, os seus restos encontram-se debaixo do altar-mor da igreja da Companhia de Jesus, em Florença. A beatificação foi em 1893 e deve-se a Leão XIII. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt

• Processo e Martiniano, Santos
Mártires

Proceso y Martiniano, Santos

Processo e Martiniano, Santos

Deve ter sido muito exemplar a presença dos Apóstolos Pedro e Paulo na prisão romana quando se aproximava seu martírio. Haviam empregado bem o tempo para a extensão do Evangelho. Tanto o mundo judeu como os gentios haviam tido já noticia da Boa Nova da Salvação, ficava organizada a Igreja em seus elementos mais firmes e estavam presentes já no mundo os que continuariam até que o Senhor da História decida o fim da presença do homem sobre a face da terra. Eles intuem que está próximo o fim de sua carreira; o próprio Paulo o deixa por escrito em suas cartas. Só resta percorrer a recta final. O Martirológio Romano, assim como o de Beda, Usuardo e Adão consignam em suas listas de mártires a Processo e Martiniano. Resumem a entrega de sua vida por Cristo apresentando-os como dois dos principais carcereiros que tinham a missão de custodiar o cárcere Mamertina de Roma em tempos de Nero e do encarceramento dos Apóstolos prévio a seu martírio. Sem ser muito explícitos sobre sua existência, a áurea dos séculos adornou com possibilidades o desconhecido de sua vida, constituindo-as em catequese devota. Se les apresenta como soldados provavelmente zafios, algo brutos e mais que ensoberbecidos pela escória da sociedade que têm que suportar cada dia naquela cadeia pestilenta. Deve resultar estranha a presença daqueles dois presos que não ululavam nem vociferavam como os demais; não insultam nem blasfemam, não maldizem nem ameaçam. Melhor lhes puderam parecer faltos de razão ou transtornados pela simplicidade e ensimesmamento que por tanto tempo mantinham; e a que não encontravam nenhuma explicação era a atenção que prestavam a seus companheiros de prisão aos que intentam consolar, atendendo-os como podem; até viram que lhes davam de sua comida e que ajudaram a mover-se aos que já nem isso podem. E lhes falam de bondade, de viver sempre, de ressurreição. Um judeu, Cristo, lhes dará a liberdade e a saúde. Algum parece que os escuta com especial atenção e o incompreensível é que com a última remessa de presos que há chegado por haver incendiado nada menos que a cidade de Roma, há mudado o tom da cadeia onde começam a ouvir-se cantos e até sorriso nos lábios ressequidos pela febre, o contágio e o temor. Los dos carceleros comienzan prestando atención a lo que dicen y terminan acercándose a recibir, en susurros y casi a escondidas, instrucción. Una luz del cielo se les ha encendido dentro; piden ser discípulos, quieren recibir el bautismo y se ofrecen como sustitutos de sus puestos dejándoles abierta la prisión. Una fuente de agua brota de la piedra, signada por Pedro con la cruz, para poder administrar el bautismo a ellos y a otros cuarenta y siete más. Esa es la fuente que desde entonces da agua milagrosa a quien quiere beberla para remedio de algún mal. Sabedor el juez Paulino de lo sucedido les llama al orden, animándoles a dejar lo que incautamente han abrazado e instándoles a ofrecer culto y reconocimiento a los dioses de siempre. Pero nada puede remover su decisión y, después de escupir la estatua de Júpiter, son azotados y atormentados con la pena del fuego en la que no se sabe cómo el juez se queda ciego, es poseído del demonio y muere en tres días. A los dos que fueron carceleros les cortaron la cabeza en la Via Aurelia, fuera de los muros de la ciudad, el día 2 de Julio, dejando sus cuerpos a los perros. Dicen que la piadosa Lucina -matrona que nunca falta en la recogida de cuerpos de mártires- los mandó levantar y dar sepultura en su propiedad hasta que pudieron trasladarse a la iglesia que construyó en su honor. Valga la historia posible de Proceso y Maximiano para ayudarnos a sus lectores, si no a investigar si en todos los puntos fue verdad, al menos para fortalecernos en los valores que no fallan y que ellos supieran elegir frente a la quincallería de esta vida.

• Otão de Bamberg, Santo
Bispo

Otón de Bamberg, Santo

Otón de Bamberg, Santo

Santo Otão foi bispo de Bamberg e é chamado o Apóstolo de Pomerânia . Nasceu em Suabia, Alemanha, e viveu no século XII. Órfão de pai e mãe, enfrentou muitas dificuldades para custear seus estudos em filosofia e ciências humanas. Partiu a Polónia para ganhar a vida. Pouco a pouco se estabeleceu e fundou uma escola que ganhou prestigio e lhe deu bons ganhos. Se fez conhecido e estimado na corte polaca , amigo e conselheiro do imperador, que o nomeou bispo de Bomberg. Santo Otão, sem embargo somente ficou com a consciência tranquila quando foi consagrado bispo pelo papa Pascoal, em redor do ano 1106.  É considerado o evangelizador da Pomerânia; fundou ali numerosos mosteiros. e apoiado por Boleslao, duque de Polónia que dominava a região, e por Vratislao, duque cristão de Pomerânia, percorreu todas as cidades instruindo aos gentios e baptizando aos que se aderiam à fé, intercedendo ante o príncipe pela libertação dos prisioneiros, exortando a todos a abandonar os ídolos e a converter-se ao Deus de Jesus Cristo. Espalhou missionários por toda a Pomerânia. Foi canonizado no ano 1189 pelo Papa Clemente III. Antigamente se recordava em 30 de Junho, mas sua festa no Martirológio Romano actual é em 2 de Julho.

LIBERATO (e Companheiros),

BONIFÁCIO, SERVO, RÚSTICO, ROGATO,SEPTÍMIO e o menino MÁXIMO - Santos 
Mártires

Liberato y Compañeros, Santos

Liberato e Companheiros, Santos

Martirológio Romano: Comemoração dos santos mártires Liberato, abade, Bonifácio, diácono, Servo e Rústico, sub-diáconos, Rogato e Septimio, monges, e o menino Máximo, que em Cartago, durante a perseguição desencadeada pelos vândalos sob o rei ariano Hunnerico, por confessar a verdadeira fé católica e um só baptismo, foram submetidos a cruéis tormentos, cravados aos madeiros com os que iam a ser queimados e golpeados com remos até que suas cabeças ficaram desfeitas, triunfando eles brilhantemente, pelo que mereceram ser coroados pelo Senhor (484).Grandes fueron los estragos que hizo en África el furor del rey vándalo llamado Hunnerico, que seguía la secta de los herejes arrianos; pero en el año séptimo de su reinado, publicó un edicto sobremanera impío y sacrílego, por el cual mandaba que se arrasasen todos los monasterios, y se profanasen todas las iglesias con sagradas a honra de la santísima Trinidad. Vinieron, pues, los soldados de Hunnerico a un convento de monjes que vivían con gran ejemplo y opinión de santidad, bajo del gobierno del santo abad Liberato, entre los cuales se hallaba el diácono Bonifacio, los subdiáconos Servo y Rústico, y los santos monjes Rogato, Séptimo y el niño Máximo: habiendo los bárbaros derribado las puertas del monasterio, maltrataron con gran inhumanidad a aquellos inocentes siervos del Señor, y los llevaron presos a Cartago, y al tribunal de Hunnerico. Ordenóles el tirano que negasen la fe del bautismo y de la santísima Trinidad; mas ellos confesaron con gran conformidad, un solo Dios en tres Personas, una sola fe y un solo bautismo: y añadió en nombre de todos san Liberato: «Ahora, oh rey impío, ejercita, si quieres, en nuestros cuerpos las invenciones de tu crueldad; pero entiende que no nos espantan los tormentos, y que estamos prontos a dar la vida en defensa de nuestra fe católica». Al oír el hereje estas palabras, bramó de rabia y furor, y mandó que le quitasen de delante aquellos hombres y los encerrasen en la más obscura y hedionda cárcel. Pero los católicos de Cartago hallaron modo de persuadir a los guardas, que soltasen a los santos monjes; y aunque éstos no quisieron verse libres de las prisiones que llevaban por amor de Cristo, aprovecharon alguna libertad que se les concedió en la misma cárcel, para esforzar a otros muchos cristianos que por la misma fe estaban cargados de cadenas, esta novedad llegó a oídos del tirano, quien ordenó severo castigo a los guardas, y despiadados suplicios a los santos monjes. Dio luego orden que aprestasen un bajel inútil y carcomido, y que habiendo echado en él buena cantidad de leña, pusiesen sobre ella a los santos confesores atados de pies y manos, y los quemasen en el mar, Mas aunque los verdugos una y muchas veces aplicaron teas encendidas en las ramas secas amontonadas en el barco, nunca pudo prender en ellas el fuego. Atribuyó el bárbaro monarca aquel soberano prodigio a artes diabólicas y de encantamiento: y bramando de rabia, mandó que a golpes de remos les quebrasen las cabezas hasta derramarles los sesos, y los echasen en la mar. Arrojaron las olas a la playa los sagrados cadáveres de los santos mártires; y habiéndolos recogido los católicos los sepultaron honoríficamente. ¡Felicidades a quien lleve este nombre!

• Eugénia Joubert, Beata
Monja Francesa

Eugenia Joubert, Beata

Eugenia Joubert, Beata

Eugénia nasceu em Yssingeaux, nas ásperas mesetas do maciço central (França), em 11 de Fevereiro de 1876, dia do aniversário da primeira aparição da Santíssima Virgem em Lourdes. Infância, vocação, vida religiosa, apostolado, sofrimento e morte; tudo na vida de Eugénia ficará marcado pela presença maternal de María. Ingressa muito jovem, junto com sua irmã mais velha, no pensionato das Ursulinas de Ministrel, onde ambas meninas são felizes e apreciadas. A recordação mais formosa que Eugénia conserva daquela época é a de sua primeira comunhão e os meses de grande fervor espiritual que a precederam. A jovem, fortemente atraída para com a Virgem María, experimenta o grande poder e solicitude sem limites de sua Mãe do céu. ¿Acaso quer obter alguma graça? Durante toda uma novena reza o rosário, acrescentando cinco sacrifícios dos que mais lhe custam. María sempre lhe concede todo. «Quando falava da Santíssima Virgem, contará mais tarde uma aluna sua, me parecia ver algo do céu em seu olhar». Pero su fervor no le impide ser alegre; más bien al contrario. Una de sus maestras describirá a aquella joven como «muy comunicativa, de ardiente y buen corazón... Influía mucho sobre sus compañeras y las motivaba con su buen humor». Eugenia escribe una vez a su hermana: «Dios no prohíbe que riamos y que nos divirtamos, con tal de que lo amemos de todo corazón y que conservemos bien blanca nuestra alma, es decir, sin pecado... El secreto para seguir siendo hija de Dios es seguir siendo hija de la Santísima Virgen. Hay que amar mucho a la Santísima Virgen y pedirle todos los días que nos llegue la muerte antes que cometer un solo pecado mortal». El 6 de octubre de 1895, ingresa como postulante en el convento de las religiosas de la Sagrada Familia del Sagrado Corazón, en Puy-en-Velay: «Desde que era pequeña -escribe por entonces-, mi corazón, aunque pobre, rústico y terrenal, intentaba en vano aliviar la sed. Quería amar, pero solamente a un Esposo hermoso, perfecto, inmortal, cuyo amor fuera puro e inmutable... María, me has concedido, a mí, que soy pobre y poca cosa, al más hermoso de los hijos de los hombres, a tu divino hijo Jesús». En el momento de la despedida, la señora Joubert, su madre, le dijo a la vez que la besaba: «Te entrego a Dios. No mires atrás y conviértete en una santa». Ese será el programa de la postulante, comprendiendo perfectamente que va a "ser toda de Jesús" y no una religiosa a medias. Eugenia ni siquiera tiene veinte años; su porte es vivo y graciosa su forma de reír. Pero su jovencísimo rostro, casi infantil, su aspecto impregnado de virginal pureza, reflejan al mismo tiempo una seriedad muy profunda. Su recogimiento es admirado y provoca la emulación de sus compañeras de noviciado. «Si vivo del espíritu de la fe -escribe-, si amo realmente a Nuestro Señor, me resultará fácil construir soledad en el fondo de mi corazón y, sobre todo, amar esa soledad y quedarme sola, solamente con Jesús». El 13 de agosto de 1896, fiesta de San Juan Berchmans, toma el hábito religioso de manos del padre Rabussier, fundador del instituto. Más tarde expresará los sentimientos que por entonces la animaban: «Que en el futuro, mi corazón, semejante a una bola de cera, sencillo como un niño pequeño, se deje revestir por la obediencia, por cualquier voluntad de virtuoso placer divino, sin oponer más resistencia que la de querer dar siempre más». Durante el noviciado, sor Eugenia realiza varias veces los Ejercicios Espirituales de San Ignacio, aprendiendo a vivir familiarmente con Jesús, María y José. Pues los Ejercicios son una escuela de intimidad con Dios y con los santos. En el transcurso de las meditaciones y contemplaciones que propone, San Ignacio invita a su discípulo a situarse en el corazón de las escenas evangélicas para ver a las personas, para escuchar lo que dicen, para considerar lo que hacen, "como si estuviéramos presentes". Por ejemplo, el misterio de la Navidad (nº 114): «Veré [...] a Nuestra Señora, a José, a la sirvienta y al Niño Jesús después de nacer. Permaneceré junto a ellos, los contemplaré, los serviré en lo que necesiten con toda la diligencia y con todo el respeto de los que soy capaz, como si estuviera presente». San Ignacio nos anima a practicar esa familiaridad incluso en las actividades más triviales del día, como la de comer: «Mientras nos alimentamos, observemos como si lo viéramos con nuestros propios ojos a Jesús nuestro Señor tomando también su alimento con sus Apóstoles. Contemplemos de qué modo come, cómo bebe, cómo mira y cómo habla; y esforcémonos por imitarlo» (nº 214). Eugenia es seducida por la simplicidad de esa práctica, que tanto encaja con su deseo de vivir en la intimidad de la Sagrada Familia; y escribe lo siguiente: «Amar esa composición de lugar significa estar desde muy temprano en el corazón de la Santísima Virgen». O bien: «Nunca me encuentro sola, sino que estoy siempre con Jesús, María y José». Un día dirigió esta hermosa plegaria a Nuestro Señor: «¡Oh, Jesús! Dime en qué consistía tu pobreza, qué buscabas con tanta diligencia en Nazareth... Concédeme la gracia de abrazar con toda mi alma la pobreza que tu amor tenga a bien enviarme». También nosotros podemos hablarle a menudo a Jesús en lo íntimo de nuestro corazón, preguntándole cómo practicó la humildad, la bondad, el perdón, la mortificación y todas las demás virtudes, y rogándole a continuación que nos conceda la gracia de imitarlo. El 8 de septiembre de 1897, sor Eugenia pronuncia sus votos religiosos; en el transcurso de la ceremonia, el padre Rabussier pronuncia una homilía sobre la infancia espiritual. La nueva profesa descubre en ello un estímulo para progresar en esa vía, y se fija en dos aspectos que le parecen esenciales para alcanzar "la sencillez del niño": la humildad y la obediencia. Para sor Eugenia, la humildad es el medio de atraer "las miradas de Jesús". En una ocasión, es reprendida severamente a causa de un trabajo de costura mal hecho, pero la labor en cuestión no era suya... A pesar de que su naturaleza se rebele contra ello, sor Eugenia calla; podría justificarse, explicar la equivocación... pero prefiere unirse al silencio de Jesús, que también fue acusado en falso. En la humillación encuentra una ocasión de "crecer en la sumisión", lo que para ella es un verdadero éxito: «La gente del mundo, escribe, intenta tener éxito en sus deseos de agradar y de hacerse notar. Pues bien, Nuestro Señor también a mí me permite que tenga éxitos en la vida espiritual. Cada humillación, por muy pequeña que sea, es para mí un verdadero éxito en el amor de Jesús, con tal que lo acepte de todo corazón». Ser humilde consiste igualmente en no desanimarse ante las propias debilidades, las caídas o los defectos, sino ofrecerlo todo a la misericordia de Dios, especialmente en el sacramento de la Penitencia, procedimiento habitual para recibir el perdón de Dios. «¡Bendita miseria! Cuanto más la amo, también más Nuestro Señor la ama y se rebaja hacia ella para tener piedad y concederle misericordia», exclama sor Eugenia ante sus incapacidades. La humildad va pareja a la obediencia. San Pablo nos dice de Jesús que se humilló a sí mismo, obedeciendo hasta la muerte (Flp 2, 8). Sor Eugenia ve en la obediencia "el fruto de la humildad y su forma más verdadera", y escribe: «Quiero obedecer para humillarme y humillarme para amar más». Obedecer a Dios, a sus mandamientos, a su Iglesia, a quienes tienen un cargo, es en verdad amar a Dios. Si me amáis, decía Jesús a sus discípulos, guardaréis mis mandamientos. El que ha recibido mis mandamientos y los guarda, ese es el que me ama; y el que me ama, será amado de mi Padre; y yo le amaré y me manifestaré a él (Jn 14, 15 y 21). «Más que una virtud, la obediencia es la madre de las virtudes», escribe San Agustín (PL 62, 613). San Gregorio Magno aporta esta hermosa frase: «Solamente la obediencia produce y mantiene las demás virtudes en nuestros corazones» (Morales 35, 28). Y, como nos enseña San Benito: «Cuando obedecemos a los superiores, obedecemos a Dios» (Regla, cap. 5). Sin embargo, el ejercicio de toda virtud debe estar dirigido por la prudencia, la cual permite discernir, en particular, los límites de la obediencia. Así, cuando una orden, una prescripción o una ley humana se oponen manifiestamente a la ley de Dios, el deber de obediencia deja de existir: «La autoridad es postulada por el orden moral y deriva de Dios. Por lo tanto, si las leyes o preceptos de los gobernantes estuvieran en contradicción con aquel orden y, consiguientemente, en contradicción con la voluntad de Dios, no tendrían fuerza para obligar en conciencia (Juan XXIII, Pacem in terris, 11 de abril de 1963). [...] La primera y más inmediata aplicación de esta doctrina hace referencia a la ley humana que niega el derecho fundamental y originario a la vida, derecho propio de todo hombre. Así, las leyes que, como el aborto y la eutanasia, legitiman la eliminación directa de seres humanos inocentes están en total e insuperable contradicción con el derecho inviolable a la vida inherente a todos los hombres, y niegan, por tanto, la igualdad de todos ante la ley» (Juan Pablo II, Evangelium vitæ, 72). Ante semejantes prescripciones humanas, recordemos la frase de San Pedro: Hay que obedecer a Dios más que a los hombres (Hch 5, 29). Aparte de las órdenes que no podríamos cumplir sin cometer pecado, se debe obediencia a las autoridades legítimas. A fin de seguir más cerca a Jesús y de trabajar para la salvación de las almas, Sor Eugenia trata de obedecer con gran perfección, para cumplir en todo momento la voluntad de Dios Padre, imitando a Nuestro Señor, que dijo: El Hijo no puede hacer nada por sí mismo, sino lo que ve hacer al Padre: lo que hace él, lo hace igualmente el Hijo (Jn 5, 19). No hago nada de mí mismo; sino que según me enseñó el Padre, así hablo (Jn 8, 28). Nada más pronunciar los votos, la joven religiosa es destinada a Aubervilliers, en las afueras de París, a una casa dedicada a la evangelización de los obreros. Se encariña con el corazón de los niños, consiguiendo de ese modo aquietar sus travesuras, que no faltan en su auditorio. ¿Cuál es su secreto? La paciencia, la dulzura y la bondad. Los resultados que consigue son inesperados. Como apóstol que es, sor Eugenia suscita apóstoles. Uno de aquellos pequeños, conquistado por las clases de catecismo, sueña con ganarse a sus compañeros; consigue reunir a quienes encuentra por la calle, los hace subir a su habitación y, ante un crucifijo, les pregunta: «¿Quién crucificó a Jesús?» Y, si la respuesta tarda demasiado en llegar, añade emocionado: «Nosotros, que lo hemos matado a causa de nuestros pecados. Hay que pedirle perdón». Entonces, todos caen de rodillas y recitan desde el fondo de sus corazones actos de contrición, de agradecimiento y de amor. Sor Eugenia hace partícipes a los niños de su amor hacia María. Un día, su amor encendido por Nuestra Señora le mueve a exclamar: «Amar a María, amarla siempre cada vez más. La amo porque la amo, porque es mi Madre. Ella me lo ha dado todo; me lo da todo; es ella la que me lo quiere dar todo. La amo porque es toda hermosura, toda pureza; la amo y quiero que cada uno de los latidos de mi corazón le diga: ¡Madre mía Inmaculada, bien sabes que te amo!». Durante el verano de 1902, sor Eugenia sufre los primeros efectos de la enfermedad que se la llevaría de este mundo: la tuberculosis. Empieza entonces un doloroso calvario que durará dos años, y que acabará santificándola uniéndola mucho más a Jesús crucificado. Encuentra un gran consuelo meditando sobre la Pasión. «¿Sufre mucho?, le pregunta un día la enfermera. -Es horrible, responde la enferma, pero lo quiero tanto... al Sagrado Corazón... ¿cuándo vendrá?... ¿Cuándo?...» En medio de la oración, Jesús le hace comprender que, para seguir siendo fiel en medio de los sufrimientos, debe "abrazar la práctica de la infancia espiritual", "ser un niño pequeño con Él en la pena, en la oración, en el combate y en la obediencia". Hasta el último momento la guían la confianza y el abandono. Tras una hemorragia especialmente fuerte, recae agotada, sintiendo cómo se le escapa la vida y, sin perder ni un momento la sonrisa en el rostro, dirige la mirada a una imagen del Niño Jesús. El 27 de junio de 1904, sor Eugenia acoge en medio de una gran paz el anuncio de su partida hacia el cielo, recibiendo el sacramento de los enfermos y la sagrada Comunión. El 2 de julio, las crisis de asfixia son cada vez más penosas; a una religiosa se le ocurre la idea de encender en la capilla una pequeña lámpara a los pies de la estatua del Corazón Inmaculado de María, consiguiendo que la Madre del cielo otorgue a la moribunda un poco de alivio. La hora de la liberación está próxima. Alguien le acerca un retrato del Niño Jesús, ante cuya imagen sor Eugenia exclama: «¡Jesús!... ¡Jesús!... ¡Jesús!...» y su alma emprende el vuelo hacia el cielo. El cuerpo de aquella joven evangelizadora parece tener doce años, y una hermosa sonrisa ilumina su rostro. «¡Rezaré por todas en el cielo!», había prometido a sus hermanas. Pidámosle que nos guíe por el camino de la infancia espiritual hasta el Paraíso, "el Reino de los Pequeños"; allí nos espera con la multitud de los santos. A ella le rezamos, así como a San José, por Usted y por sus seres queridos, vivos y difuntos. Fue beatificada por S.S. Juan Pablo II el 20 de noviembre de 1994. Reproducido con autorización expresa de Abadía San José de Clairval

• Pedro de Luxemburgo, Beato
Bispo

Pedro de Luxemburgo, Beato

Pedro de Luxemburgo, Beato

Pedro, filho do conde Guy de Luxemburgo e da condessa Mahaut de Châtillon, nasceu no castelo de Ligny-en-Barrois, em Lorraine, em 20 de Julho de 1369. Ficando órfão muito pequeno, aos oito anos foi enviado a estudar a Paris. Foi um aluno precoce e brilhante, com gosto pelo canto e a dança, mas também piedoso e místico. Se confessava todos os dias, era caritativo com os pobres, e pacificador numa universidade turbulenta. Em 1380, durante vários meses foi deixado em Calais, como refém dos ingleses, em troca da libertação de seu irmão mais velho. Tenía solamente quince años cuando, por intervención de su hermano fue nombrado obispo de Metz. Acepta par obediencia, pero con desagrado. Situaciones conflictivas pronto le obligan a abandonar su diócesis y a regresar a su ciudad natal. Hecho cardenal-diácono por el pape de Avignon Clemente VII, es ordenado diácono en la Pascua de 1384 en la catedral de Notre-Dame de Paris en donde era canónigo. Según los deseos del papa, fue a Avignon para residir en la corte pontificia. Desde hacía ya seis años, el gran cisma de Occidente dividía a la Iglesia, y el joven cardenal, que sufría muchísimo ese desgarramiento, hizo todo lo que estaba en su poder para ponerle fin. Con este fin, pasaba noches enteras en oración, se imponía ayunos y grandes mortificaciones, diciendo: "La Iglesia de Dios no puede esperar nada de los hombres, ni de la ciencia ni de las fuerzas armadas, es por la piedad, la penitencia y las buenas obras que debe recuperarse y así será. Vivamos de forma de atraer la misericordia divina" . Marcado por el sufrimiento y por una débil salud, profesaba tan gran devoción por la Pasión y la Cruz de Cristo, que, en ocasión de una visita a Châteauneuf-du-Pape, le valió la gracia de una visión estática de Jesús crucificado. En 1386, su salud provoca muy serias inquietudes y debe residir en Villeneuve, del otro lado del Rhône. Relevado desde entonces de toda obligación, pasa largo tiempo orando en la Chartreuse, cerca de donde se aloja. Pero sus fuerzas declinan rápidamente, pues el mal se agravaba; sin embargo él se mantenía calmo, paciente, poco exigente y siempre sonriente. No habiendo cumplido aún los 18años, murió el 2 de julio de 1387, murmurando: "Es en Jesucristo mi Salvador y en la Virgen María donde yo pongo todas mis esperanzas". A su pedido, fue enterrado en Avignon en el cementerio Saint-Michel de los pobres. En seguida sobre su tumba se multiplicaron los milagros y su reputación de santidad no deja de crecer, ocasionando la apertura del proceso de canonización. Sin embargo, por diversas vicisitudes históricas, no fue beatificado hasta el 9 de abril de 1527 por el papa Clemente VII. Sus reliquias, conservadas hasta la Revolución en la iglesia del Convento de los Celestinos edificado para guardarlas, se veneran desde 1854 en la iglesia Saint-Didier de Avignon, en Châteauneuf-du-Pape y en Ligny-en-Barrois. Su sombrero de cardenal, su dalmática y su estola de diácono todavía se pueden ver en la iglesia Saint Pedro de Avignon. San Francisco de Sales, que le profesaba una gran devoción desde su infancia, fue a rezar junto a su tumba en noviembre de 1622, justo un mes antes de su muerte.

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Compilação e tradução parcial de algumas das biografias, por

António Fonseca