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segunda-feira, 4 de julho de 2011

4 DE JULHO DE 2011–100 Episódios de Áudio de CEFASCast

 
Com a devida vénia, transcrevo o e.-mail que me foi enviado hoje por CEFASCast
100F43 - Especial CEFAScast 100 Episódios



Irmãos! Comemorando estes quase dois anos de podcast e o Centésimo áudio, trazemos para você um resumo do que rolou nestes 100 episódios! Fizemos também a leitura de comentários!

Que este áudio te incentive a pesquisar nossos arquivos antigos e desfrute das outras riquezas que trazemos aqui desde Agosto de 2009!


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Sementes - Alexandre Soul
Seja Luz - Anjos de Resgate
O Chamado - Adoremos 3
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Compilação e transcrição para este blogue por

António Fonseca

4 de JULHO DE 2011 --- S I N A http://escrevendoesemeando.blogspot.com

 

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Sina
Ah, Sina,
Ensina-me a ser Cristão
Ensina-me a despertar os irmãos
Adormecidos na vigília da noite
Ensina-me a dobrar os joelhos
Para melhor orar minhas orações
Ensina-me a beber dos cálices
Que não podem ser afastados
Ensina-me a suportar as supremas angústias
Ladeadas pelos azeites das ilusões
Ensina-me a suportar os falsos beijos
Dados em troca das pratas do mundo
Ensina-me a suportar as traições da vida
Provindas daqueles que amo
Ensina-me a suportar os açoites
Que arrancam pedaços da minha carne
Ensina-me a usar a coroa de espinhos
Que adorna as cabeças dos escolhidos
Ensina-me a suportar os injustos julgamentos
Que lavam mãos, mas não lavam corações
Ensina-me a carregar a Cruz
Que pende nas minhas costas
Ensina-me a caminhar pelo Calvário
Com os pés carentes de calçados
Ensina-me a levantar das quedas
Ainda que falte um Cirineu
Ensina-me a suportar os pregos do madeiro,
Antes estes àqueles que me prendem ao chão
Ensina-me a reconhecer a bondade
Dos tidos como malfeitores
Ensina-me a entranhar os vinagres
Que me servem para saciar minha sede
Ensina-me, sobretudo, a perdoar
aqueles que gritam: Crucifica-o! Crucifica-o!
Ensina-me, Sina, todas estas coisas.
E quando o último suspiro de minha humanidade
Estiver prestes a suspirar,
Quando a entrega do meu espírito
For tudo o que eu puder entregar,
Quando tu, ó Sina, se completar...
Cansaço, choro, murmuração?
Não!
Regaço, Consolo, Salvação!
O final de todas as coisas,
Final que não tem fim.
De um vida de passagens
A uma Vida de ficagens
Eis a Sina do Cristão.
* Também disponível em: http://escrevendoesemeando.blogspot.com/2010/12/sina.html

--
Alexandre Sousa

"Tarde Vos amei, ó Beleza tão antiga e tão nova, tarde Vos amei! Eis que
habitáveis dentro de mim, e eu lá fora a procurar-Vos!" (Santo Agostinho)
http://escrevendoesemeando.blogspot.com
http://twitter.com/alexhrsousa

Transcrição por António Fonseca

Nº 970 - (185) - 4 DE JULHO DE 2011 - SANTOS DE CADA DIA - 3º ANO

CENTENAS DE SANTOS E BEATOS

Nº 970

SANTA ISABEL

Rainha de Portugal (1270-1336)

Isabel de Portugal, Santa

Isabel de Portugal, Santa

Segundo parece mais provável, nasceu em princípios de 1270, filha do rei D. Pedro III de Aragão e da rainha D. Constança. Onde? Em Saragoça? Em Barcelona? Não sabemos ao certo. Casou-se em 1282 com D. Dinis, rei de Portugal, assinando o diploma matrimonial em latim. Esta frágil criatura de cabelo dourado e 12 anos incompletos não adivinhava, com certeza, a missão que Deus lhe reservava na agitada vida peninsular daqueles tempos, missão religiosa, política, social e humana de primeira classe. Neta de Jaime I, o Conquistador, bisneta de Frederico II da Alemanha, deles herdou a energia tenaz e a força da alma. Mas caracterizava-se principalmente pela bondade imensa e pelo espírito equilibrado e justo de Santa Isabel da Hungria, sua parenta próxima. Como diz lenda medieval da sua vida, escrita por mão contemporânea da Rainha Santa, era mulher cheia de doçura e bondade, muito inteligente e bem educada. A viagem até Portugal foi longa e difícil, pois os guerreiros envolviam, os caminhos de então, pouco seguros. Em Junho de 1282, encontrou-se em Trancoso com o rei D. Dinis, a quem via pela primeira vez. O Livro que fala da boa vida que levou a rainha de Portugal, Dona Isabel de Portugal, a que chamaremos lenda primitiva, e as Crónicas dos sete primeiros reis de Portugal traçam vigorosamente o retrato mortal desta mulher extraordinária, que tão carinhosamente amou o indomável D. Afonso IV, o Bravo.Gostava da vida interior e do trabalho silencioso. Jejuava dias sem conta através do ano, comovia-se com os que erravam, rezava pelo seu Livro de horas, cosia e fazia bordados em companhia das damas e donzelas, e distribuía esmolas aos necessitados, sem esquecer-se do governo de sua casa (a casa da rainha era um mundo). Tudo isto o fazia intensamente, e essa intensidade dá-nos a medida da sua vida. Aos seus 20 anos nasceu D. Afonso IV, o Bravo, que foi a sua cruz e o grande amor da sua existência. Caso único na primeira dinastia portuguesa, a vida deste homem foi pura e não virá fora de propósito descobrir nisto a influência da mãe, e talvez um complexo de repugnância pelas aventuras amorosas, influenciado pelas dores que via sofrer Santa Isabel, meio abandonada pelo marido. Mas era discreta, esta jovem rainha. Obrigava o filho a obedecer ao pai (ele era rei), fingia não saber nada sobre as andanças de D. Dinis e, ao trazê-las ele ao assunto, mudava a conversa ou começava a rezar e a ler os seus livros. O rei arrependia-se ou encobria ao máximo os seus pecados. E ela, muito mulher, mas cristã até à medula da alma, criava os filhos ilegítimos do marido. Deste modo, todos se admiravam de ver esta menina com tanto juízo e domínio de si mesma. Na política peninsular de então, o seu poder moderador fez-se sentir profundamente, tanto nas guerras entre os reinos cristãos que haviam de formar a Espanha moderna, como nas desavenças intermináveis de D. Dinis com o irmão e com o filho turbulento. Dava a razão a quem a tinha, e procurava explicar-lhe o direito e a verdade. E nem sempre era fácil convencê-lo. Nestes momentos sombrios e carregados do destino, fazia de esposa, de mãe e de rainha, embora sendo agradável no falar; jogava heroicamente tudo por tudo, chegando a ser desterrada para longe do rei.

Isabel de Portugal, Santa

Isabel de Portugal, Santa

Ódio vigoroso se enraizava na alma do infante, a ponto de tratar o pai como a um estranho. E não era somente a família real que estava desunida, eram milhares de famílias divididas por ambos os partidos, odiando-se implacavelmente, queimando casas e talando campos. para restaurar a paz, desfeita a cada momento, Santa Isabel pôs-se a caminho de Coimbra. Lutava por aquilo que modernamente chamamos arbitragem. Nada de guerras. seja a sentença dada pelo juiz. Assim deve ser. Afastem-se as tropas e, se o infante tem alguma razão, seja o rei a reconhecê-la. Agora era junto de Lisboa, onde os soldados de D. Dinis e os do infante iam começar uma guerrilha mais, sem proveito. À pressa, Santa Isabel subiu para uma mula e, sem qualquer pessoa à sua volta, passou, como uma mulher qualquer, pelas hostes entre si inimigas. Recordou ao filho os seus juramentos passados, pediu-lhe que não fizesse mal ao pai, falou com D. Dinis e voltou a ter com o infante. E a tempestade foi-se apaziguando. É pena que se tenha perdido quase toda a correspondência, excepto algumas cartas. Destas recordamos uma que enviou ao rei D. Jaime, almirante da Santa Igreja de Roma. Outra destinava-se ao rei D. Dinis, e dá-nos a medida exacta da angústia desta mulher, que amava igualmente o marido e o filho, e os via sempre em guerra: «Não permitais – escreve ela – que se derrame sangue da vossa geração que esteve nas minhas entranhas. Fazei que as vossas armas parem ou então vereis como em breve morro. Se não o fizerdes, irei prostrar-me diante de vós e do infante, como a loba no parto se alguém se aproxima dos lobinhos recém-nascidos. E os balestreiros hão-de ferir o meu corpo antes que se toque em vós ou no infante. Por Santa Maria e pelo bendito São Dinis vos peço que me respondais depressa, para que Deus vos guie». Os anos foram passando. D. Dinis adoeceu de velho, como diz o cronista anónimo. Levaram-no para Santarém e Santa Isabel, uma vez mais, foi sua humilde enfermeira, até que o rei entregou a alma a Deus. Então sentiu-se a rainha mais longe do mundo. Voltaria a fazer pazes, a entrar em relações, a encaminhar como podia a tormentosa política da Península Ibérica, mas o seu propósito estava feito. Pôs o véu branco e vestiu o hábito de Santa Clara, ainda que livre de votos religiosos, conservando o que era seu, como diz ela, para construir igrejas, mosteiros e hospitais. Era resolução antiga , já conhecida pelo filho e pelo confessor, frei João de Alcami. Como antes (e até mais, pois era agora mais livre para dar-se a Deus e aos pobres), entregou-se à vida interior e deu largas ao seu sentido cristão do papel social da riqueza. Nas suas viagens via os pobres sentados às portas das vilas e aldeias. Distribuía vestuários, visitava os doentes, pondo neles as mãos sem ter nojo, e entregava-os aos médicos. Frades menores, dominicanos e carmelitas, freiras meio emparedadas nos conventos religiosos e aquelas pessoas que vinham de Espanha pedindo esmola: a todos dava alguma coisa. Numa palavra: não ficavam desamparados nem presos, que da sua esmola não recebessem parte. Beijava os pés das mulheres leprosas. Junto a si criava muitas filhas de fidalgos, cavaleiros e gente mais humilde. Dessas, umas vinham a casar-se, outras faziam-se religiosas, conforme Deus queria, levando todas o seu dote. E Santa Isabel punha em tudo um carinho especial, um gesto de inefável delicadeza. Por exemplo , às noivas que ela casava emprestava-lhes uma coroa de pedras amarelas, o toucado e o véu, para que ficassem mais belas. Era actividade de estadista competente e de benfeitora social. Por onde passava e via hospitais, igrejas, pontes ou fontes em construção, logo ajudava da sua parte com alguma dádiva. Interessava-se por todas as suas obras, dirigiu a construção do convento de Santa Clara de Coimbra, falava com os operários, dizia-lhes como deviam fazer as coisas e eles ficavam assombrados de tantos conhecimentos que ela tinha. Como todos os cristãos da Idade Média iam a Santiago de Compostela, para lá se dirigiu ela, sem dar explicações a ninguém, pois D. Dinis já tinha morrido. O arcebispo celebrou Missa e Santa Isabel ofereceu ao padroeiro de Espanha a mais nobre coroa do seu tesouro, véus, panos bordados, pedras preciosas e a mula com o seu manto de outro e prata. Ao voltar a Portugal trazia consigo o bordão e a esclavina dos peregrinos, para «aparecer como peregrina de Santiago».

Num dia quente de verão, ouviram-na dizer que ia começar a guerra entre D. Afonso IV, rei de Portugal, e o rei de Castela. Eram seu filho e seu neto. O calor era tremendo. Apesar disso, a rainha, cansada de anos e trabalhos, pôs-se a caminho. Desta vez, indo a caminho de Estremoz, a torreira era como de morte. Com dor aguda, apareceu-lhe uma ferida no braço e teve também febre. Junto á sua cama estava sua nora, D. Beatriz. Então viu passar uma dama com vestido branco. Nossa Senhora? É possível. Revela seguramente uma alma que pensava no outro mundo. Na quinta-feira seguinte confessou-se, assistiu á Missa e com grande devoção e muitas lágrimas recebeu o corpo de Deus. Voltou á cama. Quando a noite caía, disse a D. Afonso IV que fosse cear, seguindo o costume que têm as mães de cuidar dos filhos, como se sempre fossem pequenos. Sentia que a hora estava a chegar. Muito tinha rezado na sua vida! Tinha visitado centenas de igrejas, tinha assistido a incontáveis festas eucarísticas. sabia latim, conhecia de cor os hinos litúrgicos , a ponto de corrigir os clérigos quando se equivocavam. Não nos admiremos que rezasse à hora da morte os versos latinos. Maria, mater gratie, etc.,. A voz consumia-se cada vez mais, mas ela continuava rezando, até que ninguém a compreendia já; e assim rezando acabou o seu tempo. Cumprir-se-ia o que ela tanto pedia a Deus: morreu junto ao filho. E nada tão comovente como o amor indestrutível desta santa, que ninguém viu aborrecida com aquele filho bravo e duro de cerviz. Deu-se isto no castelo de Estremoz, a 4 de Julho de 1336. Em sete jornadas, através das planícies abrasadoras do Alentejo e da Estremadura, levaram seu corpo ao convento de Santa Clara de Coimbra. E lá ficou através dos séculos, rodeado duma auréola de milagres. Alguns deles lendários, como o milagre das rosas, que não vem na lenda primitiva. Outros verdadeiros. Ao canonizá-la , a 25 de Maio de 1625, Urbano VIII confirmava a voz antiga do povo, rodeando duma glória imortal uma das mais perfeitas mulheres da Idade Média. Eis como se lhe refere o padre António Vieira, num dos seus panegíricos mais perfeitos: «O mundo a conhece com o nome de Isabel; e a nossa pátria, que lhe não sabe outro nome, a venera com a antonomásia de Rainha Santa. Com este título que excede todos os títulos, a canonizou, em vida, o pregão das suas obras; a este pregão se seguiram as vozes de seus vassalos; e a estas vozes a adoração, os altares, os aplausos do mundo. Rainha e santa; estes dois nomes somente havemos de complicar, um com o outro; e veremos a nossa rainha, tão industriosa negociante no manejo destas duas coroas, que, com a coroa da rainha negociou ser maior santa, e com a coroa de santa negociou ser maior rainha. Maior Rainha porque Santa, e maior Santa porque Rainha. Perdoai-me Rainha santa, este discurso; mas não mo perdoeis, porque todo ele foi ordenado a avaliar o preço, encarecer a singularidade, e a sublimar a grandeza da vossa glória. Menos santa fora Isabel se a sua santidade não assentara sobre mulher e coroa. Destes dois metais, um tão frágil e outro tão precioso, deste vidro e deste oiro, se formou e fabricou a peanha que levantou a estátua de Isabel até às estrelas». Do livro SANTOS DE CADA DIA , de www.jesuitas.pt. Ver também os outros sites, acima mencionados.

BEATOS MÁRTIRES DE IORQUE

(25…) entre os quais

GUILHERME ANDLEBY, sacerdote, HENRIQUE ABBOT, TOMÁS WARCOP e EDUARDO FULTHROP, leigos e, ainda,

JORGE ERRINGTON, GUILHERME KNIGHT e GUILHERME GIBSON,

além de outros 18 mártires, mortos pouco antes.

(ano 1597)

Beati Guglielmo e 10 companheiros

Ao Norte de Inglaterra, para Este, no caminho da Escócia, Iorque mantém ainda o encanto de cidade antiga, parecida com uma senhora idosa que respira calma e paz. Hospedou, na sua juventude, imperadores romanos, e um, bispo desde o século VII; alojou Dinamarqueses e Normandos. E foi a última residência dos numerosos mártires no tempo dos suplícios que seguiram, a nacionalização da Igreja, nos séculos XVI e XVII. A 4 de Julho de 1597 morreram em Iorque os Beatos Guilherme Andleby, sacerdote secular, Henrique Abbot, Tomás Warcop e Eduardo Fulthrop, três leigos. Andleby nascera em Éton, perto de Beverley, sé episcopal na Inglaterra do Norte. Recebeu educação protestante e fez os estudos em Cambridge, na planície a Nordeste do Tamisa, sede duma grande feira na Idade Média e orgulhosa da sua Universidade, criada no século XIII. Andleby tinha uns 25 anos quando fez uma viagem no continente. Procurando chegar à Holanda, então em guerra com a Espanha, passou por Douai e falou com o reitor do seminário inglês. O jovem, adversário do papismo e mesmo de todas as religiões, foi tão completamente mudado que ficou em Douai e foi ordenado sacerdote em 1577. Foi enviado como missionário para os condados de Iorque e de Lincoln, a Nordeste da Inglaterra. Acompanhou os católicos prisioneiros em Hull, não sem grandes perigos para ele. A tragédia terminou pelo enforcamento. E como se tratava de padre, foi entregue ao executor da justiça real, que o esquartejou. O beato Eduardo Fulthrop foi executado no mesmo dia; era gentil-homem do condado de Iorque que se tinha reconciliado com a Igreja. O Beato Tomás Warcop foi simplesmente enforcado por oferecer guarida a Andleby. O Beato Henrique Abbot foi despedaçado, como Andleby e Fulthrop, por ter levado um terceiro a entrar na Igreja Católica. Abbot era originário de Holden, no condado de Iorque. Tinha sido enganado por um ministro protestante encarcerado em Iorque, o qual fingiu querer abjurar. Abbot ofereceu-lhe os seus serviços e, embora não tivesse encontrado nenhum sacerdote para ajudar este pastor, foi condenado com três prisioneiros católicos, os veneráveis Jorge Errington, Guilherme Knight e Guilherme Gibson, que o pastor tinha denunciado para conseguir em paga ser solto. Anteriormente, já tinha havido em Iorque 18 mártires. Do livro SANTOS DE CADA DIA, em www.es.jesuitas.pt

Berta de Blangy, Santa

e filhas Gertrudes e Deotila
Abadessa

Berta de Blangy, Santa

Berta de Blangy, Santa

Etimologicamente significa “resplandecente”. Vem da língua alemã. Em Blangy, na região da Gália Atrebatense, santa Berta, abadessa, a qual, havendo ingressado junto com suas filhas Gertrudes e Deotila no mosteiro que ela mesma havia fundado, passados uns anos se encerrou numa cela, onde viveu em completa clausura (c. 725). Berta morreu no ano 725. Seus pais foram o conde Rigoberto e Ursana, relacionados com os reis do condado de Kent, Inglaterra. Na idade de vinte anos, contraiu matrimónio com Sigefroi e tiveram cinco filhas. Movida por sua religiosidade profunda, se deu conta de que fazia falta fundar mosteiros ou abadias. Começou pela de Blangy em Artois. La cuidó con esmero hasta después de la muerte de su esposo. Y como cuando se respira el aire de lo espiritual en casa es fácil que salgan vocaciones religiosas, Berta tuvo la suerte de que dos de sus hijas, Gertrudis y Deotila, sintieran como su madre el ansia de la perfección. Y sin más, se fueron las tres a llevar una vida alejada del mundanal ruido. No esperaban, sin embargo, que su retiro le sentara tan mal a Roger. No podía ni verla. La razón no era otra que el haberle negado la mano de su hija Gertrudis para casarse con ella. El rey Thierry, una persona sensata y buena gente, al ver la actitud del joven, le dijo que Berta era inocente de cuanto le acusaba y que su hija era muy libre de rechazarle en su proposición matrimonial. Y para evitar que hiciera daño a la madre e hijas, las puso bajo su protección hasta que volvieran a Blagny. Antes de volver, logró terminar Blagny y construyó, además, tres iglesias en honor de los santos de su devoción: San Audomaro y San Martín de Tours. Estableció una observancia regular en su comunidad. Y según se cuenta, ella pasó el resto de su vida en una pequeña habitación con una ventana que daba a la iglesia y al altar.¡Felicidades a quien lleve este nombre! Comentários al P. Felipe Santos: Santoral">fsantossdb@hotmail.com

• Laureano, Santo
Arcebispo e Mártir

Laureano, Santo

Laureano, Santo

Etimologicamente significa “ laureado, coroado”. Vem da língua grega. O portentoso santo Laureano, arcebispo de Sevilha e glorioso mártir de Cristo, nasceu de pais nobres na província de Pannonia que agora chamamos Hungría. Deixou sua pátria sendo de pouca idade, e foi a Milão onde por misericórdia do Senhor se fez cristão, recebendo o baptismo de mãos do bispo Eustórgio II, e ordenando-se de diácono com a idade de trinta e cinco anos. Passou depois a Espanha, guiado pela Providência, para resistir com sua pregação e doutrina aos hereges arianos que eram muito poderosos e senhores da nação, e perseguiam aos católicos. Muriendo en esta sazón Máximo, arzobispo de Sevilla, por la malicia de los herejes, estuvo vacante aquella cátedra por espacio de dos años, hasta que por común voto de los prelados sufragáneos fue elegido para aquella dignidad el varón de Dios san Laureano, el cual gobernó diez y siete años aquella Iglesia. Mas como los herejes levantasen en Sevilla una grande persecución contra el santo arzobispo, y el mismo rey Theudes que injustamente ocupaba el trono, enviase gente que le matasen, el santo, avisado de todo por un ángel, dijo misa, convocó al pueblo, hizo un largo sermón, y tomando después su báculo rodeó parte de la ciudad, llorando y dando voces diciendo: «Haced penitencia, y mirad que está Dios enojado y tiene levantado el brazo para heriros»- y en efecto, poco después fue reciamente castigada de Dios aquélla ciudad con sequedad, hambre y pestilencia. Saliendo desterrado de ella el santo obispo, en el camino sanó a un ciego; entró en un navío llegando a Marsella, donde resucitó a un hijo de un hombre principal. De allí pasó a Italia y llegó a Roma, sanando muchos enfermos. En Roma visitó al Sumo Pontífice y consolóse con él; dijo Misa Pontifical delante del Papa el día de la Cátedra de san Pedro, y allí sanó a un viejo que desde niño estaba tullido de pies y manos. Partió después para visitar el cuerpo de san Martín, en Francia, y tuvo la revelación de que venían por parte del rey Totila algunos soldados con el fin de quitarle la vida. No se turbó el santo, ni se congojó, antes encendido de amor del Señor y deseoso del martirio, salió a buscarles, y encontrándose con ellos en un campo raso, siendo conocido por ellos, dieron en él y le cortaron la cabeza. Tomáronla y la llevaron al tirano, el cual cuando la vio y supo lo que había pasado, la envió a Sevilla, y con su entrada respiró aquélla ciudad y cesó la sequedad, hambre y pestilencia con que había sido azotada y afligida por el Señor a causa de sus pecados. El cuerpo del santo lo sepultó Eusebio, obispo de Arlés, en la iglesia de la ciudad de Bourges: y el Señor glorificó su sepulcro con innumerables prodigios.

BEATO PEDRO JORGE FRASSATI

(1901-1925

Pier Giorgio Frassati, Beato

Pier Giorgio Frassati, Beato

Nasceu em Turim, a 6 de Abril de 1901, uma criança que nesse mesmo dia foi baptizada e recebeu o nome de Pedro Jorge. Seu pai, Alfredo Frassati, que era advogado e jornalista, seria mais tarde embaixador em Berlim e Senador do reino. A primeira comunhão, que Pedro Jorge recebeu a 19 de Junho de 1911, impressionou tão vivamente a sua alma que jamais poderá esquecer essa data. Jesus Cristo, presente no Santíssimo Sacramento, tornar-Se-á o centro dos seus afectos bem como a fonte e força espiritual para praticar em grau heroico todas as virtudes. Todavia, a comunhão diária e as frequentes e demoradas visitas ao Santíssimo não impedirão Pedro Jorge de ser um rapaz alegre e um companheiro simpático nas reuniões sociais, no desporto e em excursões às montanhas. Concluídos com distinção os estudos preparatórios num colégio de jesuítas e no liceu do Estado, ingressou na universidade como estudante de engenharia de minas. Pretendia casar no fim do curso e ser pai duma grande família. Deus, no entanto, tinha outros desígnios. Queria que ele ficasse como modelo de estudante universitário de fé intrépida, sem respeitos humanos. Pedro Jorge nunca se acanhou de apresentar-se sempre e em toda a parte como católico praticante. Foi membro ativo da Congregação Mariana, da Conferência S. Vicente de Paulo e da Acção Católica. Procurou ser apóstolo no colégio e na universidade, defendendo a Igreja quando a atacavam , esclarecendo a verdade sempre que necessário, conforme o conselho de S. Pedro: «Estai sempre prontos a responder com doçura e respeito a todo aquele que vos perguntar a razão da vossa esperança» (I Pe 3, 15).

Pier Giorgio Frassati, Beato

Pier Giorgio Frassati, Beato

Este jovem simpático e cheio de vida foi fulminantemente atacado por uma poliomielite que o vitimou em poucos dias. Faleceu santamente, a 4 de Julho de 1925. Ao seu funeral acorreram não apenas familiares, professores e colegas, mas uma multidão de pobres, que ele tinha socorrido. Se ao seu enterro acudiu tão ingente número de pessoas, o que dizer do dia da sua beatificação, a 20 de Maio de 1990, na Praça de S. Pedro? Basta referir que compareceram ao acto solene o Presidente da República Italiana, acompanhado de outras Autoridades do Governo, vários Cardeais, Arcebispos e Bispos, os membros do Corpo Diplomático, além de uma irmã de Pedro Jorge, com outros membros da família. Na homilia, o Santo Padre disse a respeito do novo Beato: «A fé e a caridade, verdadeiras forças motrizes da sua existência, tornaram-no ativo e operoso no ambiente em que viveu, na família e na escola, na universidade e na sociedade; transformaram-no em alegre e entusiasta apóstolo de Cristo, em apaixonado seguidor da sua mensagem e da sua caridade. O segredo do seu zelo apostólico e da sua santidade, deve ser buscado no itinerário ascético e espiritual por ele percorrido; na oração, na adoração perseverante, também, nocturna, do Santíssimo Sacramento, na sua sede da palavra de deus, perscrutada nos textos bíblicos; na serena aceitação das dificuldades da vida, mesmo familiares; na castidade vivida com disciplina alegre e sem comprometimentos; na predileção quotidiana pelo silêncio e pela «normalidade» da existência». AAS 71 (1979) 141-4; 79 (1987) 1414-19; L’OSS. ROM 27.5.1990. Do Livro SANTOS DE CADA DIA , de www.jesuitas.pt. Ver também sites abaixo mencionados.

• Andrés de Creta, Santo
Bispo

Andrés de Creta, Santo

Andrés de Creta, Santo

Santo Andrés de Creta, nasceu em Damasco a meados do século VII, abraçou a vida monástica num convento de Jerusalém, pelo que também é chamado Andrés Jerosolimitano. Assistiu ao III Concilio de Constantinopla que condenou a heresia do monoteísmo (ano 681), como legado do Patriarca da Cidade Santa. Mais tarde, consagrado bispo de Creta, defendeu a legitimidade do culto às imagens. Morreu no ano 720. Santo Andrés de Creta fue un excelente compositor de himnos sagrados, hasta el punto de que la Iglesia oriental ha incorporado algunos a su liturgia. Además se conservan veintidós homilías suyas. Las que se refieren a la Virgen gozan de particular importancia, pues constituyen un testimonio muy elocuente de la fe en la Inmaculada Concepción y en la Asunción corporal de María al Cielo. Con toda la Tradición de la Iglesia, San Andrés expone que la Concepción de Nuestra Señora es el inicio de la renovación de la naturaleza humana, herida por el pecado original. La Virgen María, preservada por Dios de toda culpa, trae al mundo «las primicias de la nueva creación», siendo —como canta la liturgia— lirio que florece entre espinas y paraíso espiritual donde Jesucristo, el nuevo Adán, establece su morada.

• Alberto Quadrelli de Rivolta, Santo
Bispo

Alberto Quadrelli de Rivolta, Santo

Alberto Quadrelli de Rivolta, Santo

Santo Alberto Quadrelli de Rivolta nasceu em Rivolta. Em 29 de Março de 1168, Quinta-feira santa, foi eleito pelo clero e o povo de Lodi como bispo. Foi ativo e zeloso pastor, defensor do papa Alexandre III, e participou no III Concilio Lateranense. Sua rectidão foi reconhecida até por seus inimigos. Não se conhece a data de seu nascimento. Tampouco se sabe com certeza a data de sua morte, que pode haver ocorrido em 1173 ou em 1179. Seu corpo foi trasladado solenemente en 1588.

• Ulrico de Augsburg, Santo
Bispo

Ulrico de Ausburgo, Santo

Ulrico de Augsburg, Santo

Santo Ulrico, bispo, descendia do nobre linhagem dos condes de Kyburg. Ao nascer, era uma criaturinha tão esmirrada, que seus pais sentiam inclusive vergonha de o mostrar às pessoas, todos quantos o viam ficavam convencidos de que aquela coisinha não chegaria a valer para nada. Somente um peregrino, que acabava de regressar de Terra Santa, foi de distinto parecer e predisse que aquele menininho chegaria a ser uma personagem famosa. De facto, Ulrico, a que chamavam com a abreviatura familiar de Utz, alcançou a idade de 83 anos. Assim que Utz de Kyburg logrou superar com tenaz força a vida, todas as enfermidades que se passaram na infância e chegou a ser um bom moço bem assente sobre suas fortes pernas, seus pais o enviaram à famosa escola monasterial de San Gall. Muito cedo soube ganhar Utz a simpatiza de mestres e condiscípulos, pois não somente era aplicado e piedoso, mas além disso, com muita frequência tinha ocorrências graciosíssimas, de sorte que em presença sua até os enfermos riam francamente. Por aquela altura vivia nos arredores de San Gall uma ermitã chamada Wiborada. Com frequência acudia Utz a visitá-la. Numa ocasião a ermitã, penetrando o futuro, disse ao jovem conde de Suabia, que no futuro chegaria a ser bispo de uma cidade onde há um rio que separa duas comarcas. A profecia se cumpriu, efectivamente, pois a cidade de Augsburgo, de onde Ulrico foi mais tarde bispo, está assente junto ao rio Lech, que separa a Baviera de Württemberg. Cuando Utz, a quien por respeto vamos a llamar con su nombre completo de Ulrico, hubo terminado sus estudios en San Gall, regresó a su casa y se convirtió en seguida en la mano derecha de su tío Adalberto, que era a la sazón obispo de Augsburgo y de quien había recibido la ordenación sacerdotal. Ulrico hizo también una peregrinación a Roma. Allí le comunicó al Padre Santo que su tío Adalbero había muerto, entretanto, y que él sería su sucesor. Sin embargo, aquélla predicción no se cumplió en seguida, pues cuando Ulrico regresó ya habían nombrado a otra persona obispo de Augsburgo, y como en el ínterin había fallecido su padre, Ulrico se reunió con su madre, que se había quedado sola, para consolarla en su desgracia. Cuando quince años más tarde murió, él mismo le cerró los ojos y como igualmente murióel obispo de Augsburgo, Ulrico le sucedió, llevando en sus manos durante cincuenta años el báculo pastoral. Eran malos tiempos aquellos, pues poco antes los húngaros, pueblo bárbaro compuesto de pescadores, cazadores y jinetes, se habían desbordado sobre el país, montados en vivaces y pequeños caballos, iban incendiando ciudades y aldeas, asesinando a muchas personas y llevándose a otras como botín de esclavitud. Todos los que habían logrado escapar estaban sentados sobre las ruinas de sus antiguas haciendas, sin ánimos ni resolución para hacer nada. El obispo Ulrico tuvo muchísima labor. Con mano vigorosa se puso él mismo a trabajar en la reconstrucción, y su ejemplo inflamó a los demás. Nuevos alientos reanimaron a aquellos desgraciados hombres que se habían doblegado ante la desgracia, y todo fue resurgiendo con suma rapidez. Ulrico sabía además orar con fervor, y era de arriba abajo un obispo como debe ser. En el año 955 volvió a haber una violenta razzia de húngaros que saquearon el país, asesinaron a muchísima gente y redujeron nuevamente a cenizas las iglesias y los monasterios, las ciudades y las aldeas. Alaridos de dolor y angustia resonaban por doquier. Pero esta vez las hordas salvajes llegaron solamente hasta la ciudad de Augsburgo. En esta ciudad les tuvo a raya San Ulrico, obispo, acompañado de un escogido escuadrón de caballeros y soldados aguerridos, hasta que llegó con su ejército imperial el emperador Otón I de Alemania, el cual, en el día 10 de agosto del 955, causó tan completa derrota a los húngaros en la famosa batalla de Lechfeld, que estas hordas jamás volvieron a internarse en territorio alemán. No cabe duda, que un gran mérito en esta batalla, famosa en toda la historia universal, le corresponde a San Ulrico, obispo de Augsburgo, el cual, según dijera el peregrino de vuelta de Tierra Santa, había de ser realmente un hombre grande, valioso y afamado. La primera canonización pontifica, llevada a cabo por el Papa Juan XV en 993, fue la de elevar al honor de los altares a Ulrico de Augsburgo.

• María Crucificada Curcio, Beata
Fundadora

María Crucificada Curcio, Beata

María Crucificada Curcio, Beata

Nasceu em Ispica (Sicilia, Itália) em 30 de Janeiro de 1877. Era a sétima de dez filhos. Viveu sua infância num ambiente familiar cultural e socialmente elevado. Dotada de grande inteligência e um carácter alegre e decidido, manifestou durante sua adolescência uma marcada tendência à piedade e à solidariedade com os mais necessitados e marginados. Em sua casa recebeu uma severa educação, com princípios muito rígidos, em razão dos quais seu pai, seguindo os costumes da época, não lhe permitiu seguir estudando depois da escola primária. Isso lhe custou muito, pois sentia uma grande sede de conhecimentos, que saciava com os livros da biblioteca familiar. Assim pôde ler o "Livro da vida" de santa Teresa de Jesús, que exerceu um grande impacto nela, impulsionando-a a conhecer e amar o Carmelo, e abrindo-a ao "estudo das coisas celestiais". En 1890, a la edad de trece años, obtuvo, aunque con dificultad, el permiso de inscribirse en la Tercera Orden Carmelitana, recién constituida en Ispica. Visitaba con frecuencia el santuario de la Virgen del Carmen, cultivando una intensa devoción a María, "que le había robado el corazón desde su infancia", y le había encomendado la misión de "hacer que volviera a florecer el Carmelo". Profundizando en la espiritualidad carmelitana comprendió el plan de Dios para ella. Queriendo compartir el ideal de un Carmelo misionero que uniera la dimensión contemplativa con la apostólica, inició una experiencia de vida común con algunas compañeras terciarias en un apartamento de su casa paterna. Luego se trasladó a Modica, para dirigir la casa "Carmela Polara" para la acogida y asistencia de muchachas huérfanas o necesitadas. Después de años de pruebas y tribulaciones con el vano intento de que su obra fuera reconocida oficialmente por la autoridad eclesiástica local, por fin encontró apoyo en el padre Lorenzo van den Eerenbeemt, de la Orden Carmelita de la antigua observancia. El 17 de mayo de 1925 viajó a Roma para la canonización de santa Teresa del Niño Jesús. Al día siguiente, visitando la localidad de Santa Marinella, cercana a la ciudad de Roma, quedó impresionada por la extrema pobreza de la mayor parte de sus habitantes y comprendió que allí la quería Dios. Con permiso del obispo, se estableció definitivamente en Santa Marinella, y el 16 de julio sucesivo recibió el decreto de afiliación de su pequeña comunidad a la Orden Carmelitana. En 1930, después de muchos sufrimientos y cruces, su pequeña comunidad fue erigida como congregación de derecho diocesano con el nombre de Carmelitas Misioneras de Santa Teresa del Niño Jesús. "Llevar almas a Dios" era el objetivo que la impulsó a crear obras educativas y asistenciales en Italia y en el extranjero. Pudo realizar su anhelo misionero en 1947 enviando a las primeras cuatro religiosas a Brasil, con un solo mandato: "No olvidéis a los pobres". Su oración era un diálogo íntimo y continuo con Jesús, con el Padre y con todos los santos, inspirado por una confianza filial y sentimientos de gratitud, de alabanza, de adoración y de reparación, que trataba de transmitir, ante todo con el ejemplo de su vida, a sus hijas espirituales y a cuantos se acercaban a ella. Cultivó una intensa unión de amor con Cristo en la Eucaristía, esforzándose por vivir un profundo espíritu de reparación, que la llevaba a compartir los sufrimientos y las angustias de los hombres, especialmente "del inmenso número de almas que no conocen y no aman a Dios", tratando de ayudarles en sus necesidades con caridad, pues descubría en ellos el rostro de Cristo crucificado. Exhortaba a sus religiosas a entregarse sin medida al servicio de la juventud más humillada y abandonada, para "separar en ella el oro del fango", a fin de restaurar en toda criatura la dignidad y la imagen de hijo de Dios. Marcada toda su vida por una salud precaria y por la diabetes, que afrontaba con fortaleza y sincera adhesión a la voluntad de Dios, pasó sus últimos años enferma, orando y entregándose a sus religiosas. El 4 de julio de 1957 murió serenamente en Santa Marinella. Fue beatificada el 13 de noviembre de 2005 por S.S. Benedicto XVI. Reproducido con autorización de Vatican.va

• Catalina Jarrige, Beata
Virgem Dominicana

Catalina Jarrige, Beata

Catalina Jarrige, Beata

Catherine nasceu em 4 de Outubro de 1754 numa pobre família de campesinos em Doumis, Cantal, França. Seus pais com seus sete filhos viviam juntos numa pequena casa. Sendo todavia bastante jovem, como toda a juventude de seu tempo e meio, trabalhou nos campos com sua família e na idade de nove anos a enviaram a que trabalhasse como servente de um vizinho. Ali ela desfrutou de uma vida alegre e travessa. Essa era também a idade, como era a norma, que ela fizera sua primeira comunhão, uma recordação que ela entesouraria para o resto de sua vida. Na imitação de sua padroeira, Santa Catalina de Siena, ela se fez terceira dominicana. Desfrutava enormemente de bailar Bourrée, mas renunciou a isso para ajudar aos mais pobres a conhecer a Deus e em suas necessidades terrenas, ela mesmo diria: Me gostaria que as pessoas se confessem tanto como eu bailei o Bourrée" Ella ofreció toda su vida en satisfacer necesidades espirituales y materiales del pobres, consiguiendo limosnas para ellos, e inspirando al más renuente a despertar su conciencia. Era totalmente consagrada a las personas más humildes y más pobres, los cuidaba proporcionándoles la comida y vestido, generalmente ayudándos y confortándolos a lo largo de la vida. Durante la Revolución Francesa Catalina fue la primera en ofrecer su ayuda a los sacerdotes perseguidos por la revolución, aquellos eran sacerdotes que se negaron a hacer un juramento poniendo la cosntitución por sobre Dios.  Ella los escondía para que ellos pudieran celebrar misa, y también colaboraba con ellos en sus trabajos pastorales llegando muchas veces a poner en riesgo su propia vida. Una vez que el levantamiento revolucionario terminó, ella siguió con sus labores caritativas hasta su muerte el 4 de julio de 1836. Una gran muchedumbre asistió a sus funerales, y hasta hoy en día en la región de Mauriac su popularidad se mantiene intacta. Fue beatificada por S.S. Juan Pablo II el 24 de noviembre de 1996.

• Cesídio Giacomantonio de Fossa, Santo
Mártir

Cesidio Giacomantonio de Fossa, Santo

Cesídio Giacomantonio de Fossa, Santo

Angel nasceu em Fossa, Abruzzo, província de Aquila, em 30 de Agosto de 1873. Já desde jovenzito a miúdo se ia ao solitário convento de Ocre, onde repousam os restos do Beato Bernardino de Fossa e do Beato Timóteo de Monticchio. Orando ante aquelas urnas sentiu germinar em seu coração a vocação religiosa e a ideia da vida franciscana. Em 21 de Novembro de 1891 foi recebido na Ordem dos Irmãos Menores, vestindo o hábito franciscano com o nome de Cesídio, em memória de um jovenzito mártir. Depois da profissão religiosa, em vários conventos completou seus estudos e foi ordenado sacerdote. Por algum tempo exerceu o ministério da pregação. Logo foi enviado a Roma como candidato às missões. Depois de que completou sua formação missionária, junto com dois co-irmãos partiu para a China. Ao chegar foi acolhido com imensa alegria pelo Vigário Apostólico, o bispo Antonino Fantosati. Apesar do ambiente de perseguição, nele persistia sempre o grande desejo de pregar, de converter e de baptizar em nome do Senhor o maior número possível. Para isto aprendeu bem a língua chinesa e seu apostolado se viu carregado de satisfações. Numa carta a seus pais pouco antes do martírio, descreve sua alegria de se encontrar na China e pede orações pela conversão de muitos infiéis. Logo acrescenta: “Procuremos fazer-nos santos, se alcançámos esta graça poderemos cantar no céu o eterno aleluia”. Em 4 de Julho de 1900, a missão onde ele se encontrava foi invadida pelos boxers. O Padre Cesídio correu à capela a consumir o Santíssimo Sacramento e logo enfrentou a raiva de suas perseguidores. Foi assassinado a golpes de lança e a bastonadas. Tinha somente 27 anos e foi assim o primeiro mártir na perseguição dos boxers de 1900.
Foi canonizado por S.S. Juan Pablo II em 1 de Outubro de 2000 como parte dos
120 mártires na China.

• Pedro Kibe Kasui e 187 companheiros, Beatos
Mártires japoneses

Pedro Kibe Kasui y 187 compañeros, Beatos

Pedro Kibe Kasui e 187 companheiros, Beatos

Apresentação histórica do martírio realizada por monsenhor Juan Esquerda Bifet, director emérito do Centro internacional de animação missionária (Ciam). A fin de resaltar la actualidad del tema de la esperanza, decía el Papa Benedicto XVI a los obispos del Japón en la visita "ad limina" del 15 de diciembre de 2007, citando su segunda encíclica: "Quien tiene esperanza vive de otra manera; se le ha dado una vida nueva" (Spe salvi, 2). Y para contextualizar esta afirmación añadió: "A este respecto, la próxima beatificación de 188 mártires japoneses ofrece un signo claro de la fuerza y la vitalidad del testimonio cristiano en la historia de vuestro país. Desde los primeros días, los hombres y mujeres japoneses han estado dispuestos a derramar su sangre por Cristo. Gracias a la esperanza de esas personas, "tocadas por Cristo, ha brotado esperanza para otros que vivían en la oscuridad y sin esperanza" (Spe salvi, 8). Me uno a vosotros en la acción de gracias a Dios por el testimonio elocuente de Pedro Kibe y sus compañeros, que "han lavado sus vestiduras y las han blanqueado con la sangre del Cordero" (Ap 7, 14 ss)" (L´Osservatore Romano, edición en lengua española, 28 de diciembre de 2007, p. 8). Fueron muchos miles los cristianos japoneses que, en el decurso de cuatro siglos, pero especialmente durante los siglos XVI-XVII, dieron este testimonio heroico de esperanza. Algunos ya han sido canonizados. El 8 de junio de 1862, Pío IX canonizó a veintiséis. El mismo Papa beatificó a 205 el día 7 de julio de 1867. Juan Pablo II canonizó a veintiséis el día 18 de octubre de 1987. Los nuevos 188 mártires —han sido beatificados el pasado 24 de noviembre— se suman, pues, a una cifra considerable que, no obstante, viene a ser sólo una pequeña representación de los muchos miles que dieron la vida por Cristo, además de los innumerables que afrontaron toda suerte de sufrimientos por el Señor. Esta realidad histórica queda ya como un hecho salvífico imborrable en la evangelización del Japón y es también una herencia común para toda la Iglesia. Será siempre un punto de referencia, como lo ha sido para toda la historia eclesial la realidad martirial de los primeros cuatro siglos del cristianismo bajo el imperio romano. Entre estos mártires se encuentran todas las clases sociales. Cabe recordar que hubo también algunas apostasías, como en toda persecución. Pero, al contemplar el conjunto admirable de unas estadísticas controladas, cabe preguntarse sobre el punto de apoyo de su perseverancia ante el martirio. ¿Qué preparación y medios habían tenido? ¿Cuál fue y sigue siendo la clave de la perseverancia? Las circunstancias actuales han cambiado en todas las latitudes. Pero será siempre una realidad la "persecución" contra los seguidores de Cristo como él mismo profetizó (cf. Jn 15-16; Mc 13, 9). La Iglesia estará siempre "en estado de persecución" (Dominum et vivificantem, 60). Las dificultades, siendo muy diversas, no son menores en la actualidad, especialmente en una sociedad donde se sobrevalora lo útil, lo eficaz, lo inmediato, la ganancia, el éxito, las impresiones, las leyes que contrastan con la conciencia... El cristiano que quiera ser coherente, tendrá que estar dispuesto, en cualquier época, como decía san Cipriano refiriéndose a los mártires y confesores del siglo III, a "no anteponer nada al amor de Cristo". Afirmar hoy explícitamente la divinidad y la resurrección de Jesús es un riesgo de "martirio", de marginación y descrédito... Decidirse por seguir los principios básicos de la conciencia y de la razón iluminados por la fe —sobre la vida, la familia, la educación— será frecuentemente fuente de malentendidos y tergiversaciones por parte de los que se oponen a los valores evangélicos. La beatificación de los nuevos 188 mártires, todos ellos japoneses y casi todos laicos (183), tendrá ciertamente una gran repercusión, especialmente en el Japón. Si "la sangre de mártires es verdadera semilla de cristianos" (según Tertuliano: PL I, 535), esta realidad martirial actual anuncia, a pesar de las previsiones humanas, un resurgir de la comunidad eclesial en el Japón, con repercusión en la Iglesia universal. El martirio cristiano es siempre un "misterio" de la historia. Ninguna figura histórica ha sido tan amada y tan perseguida como la figura de Jesús, que prometió estar presente entre los que creen en él. Pero la vida martirial de los discípulos de Jesús es siempre una gracia que tiene un dinamismo misionero imparable. Un hecho histórico de valor permanente: os mártires japoneses, especialmente de los siglos XVI-XVIIEl 15 de agosto de 1549 llegó san Francisco Javier al Japón, donde desarrolló su actividad apostólica durante unos tres años. Los jesuitas fueron llegando continuamente. Los primeros franciscanos misioneros llegaron de Filipinas en 1592. Los dominicos y agustinos, también procedentes de Filipinas, llegaron en 1602. Hay que recordar que las Filipinas fueron evangelizadas inicialmente por los misioneros agustinos, ya desde la ocupación española, en 1565. Fueron cuatro las Ordens religiosas que evangelizaron el Japón durante estos inicios: jesuítas, franciscanos, dominicanos y agostinhos.Los años que transcurren entre 1549 y 1650 se han calificado de "siglo cristiano" del Japón; en 1644 los católicos eran unos 300.000, según la cifra aceptada por algunos historiadores. San Francisco Javier había escrito en 1552 que se produciría persecución azuzada por algunos bonzos. Él mismo había manifestado la alegría de poder llegar a ser mártir. Se pueden observar, en el contexto histórico, diversos motivos circunstanciales que dieron origen a la persecución: las luchas comerciales por parte de navegantes ingleses y holandeses, que sembraban la sospecha y el rechazo hacia los portugueses, provenientes de Macao, y hacia los españoles, provenientes de Filipinas; el temor de algunas autoridades japonesas a una invasión; la inquina de algunos bonzos budistas que veían disminuir a sus seguidores. Pero los mártires japoneses murieron por no querer renunciar a su fe; se les proponía la posibilidad de salvar su vida a precio de esta renuncia a la misma, aunque fuera simulada. Un primer edicto de persecución en todo el país fue firmado en 1614, y se enviaron copias a todos los "daimyós" del Japón. Hay que recordar que existía un ambiente de guerra civil en Japón entre dos "shôgun" o gobernadores mayores; de hecho, el emperador estaba como "prisionero" en Kyoto. Tokugawa Leiasu se proclamó "shôgun" en 1603 y murió en 1616, contra el "Shôgun" Toyotomi Hideyoshi, dejando fundada la dinastía "Tokugawa". Tokugawa Yemitsu asumió la plena autoridad del "shôgunado" en 1632 y reclamó obediencia absoluta a su autoridad por parte de los cristianos, por encima de la fe y de la conciencia. Estas dificultades se acentuaban por el hecho de que, para los perseguidores, los "shôgun" —gobernadores mayores— eran la ley suprema. Los cristianos tenían que ser eliminados porque seguían el primer mandamiento del decálogo: amar a Dios sobre todas las cosas. Ese es el argumento del apóstata Fabián Ungyô, con su libro: "Ha Deus, Contra la secta de Dios", año 1620. Se puede constatar la internacionalidad de los mártires, aunque la inmensa mayoría eran japoneses. En la documentación y también en las listas de los ya beatificados o canonizados, se encuentran coreanos, mestizos (luso-japoneses, chino-japoneses), de Malaca, un indio de Malabar, un indio de Bengala, uno de Sri Lanka, algunos chinos, etc. Entre los misioneros, casi un centenar, había portugueses, españoles, italianos, mexicanos y algunos de Flandes, Francia, Filipinas, Polonia...Los primeros mártires fueron asesinados ya en 1558. Desde entonces están documentados los martirios, al inicio casi anualmente y en diversos lugares del Japón, hasta 1867. Pero especialmente quedan documentados con más precisión hasta el año de la clausura del Japón, en 1639, época "Sakoku" o de país clausurado. Todavía después de esta fecha, quedaron —o ingresaron clandestinamente— muchos cristianos, misioneros y catequistas que fueron mártires durante el decurso de todo el siglo XVII. Desde el martirio masivo de Nagasaki, el 5 de febrero de 1596, con Pablo Miki, s.j., a la cabeza —veintiséis mártires ya canonizados el 8 de junio de 1868, entre los que aparece san Felipe de Jesús—, hubo siempre "grandes martirios": en Edo —Tokio— (año 1613, con veintitrés mártires), Arima-Kuchinotsu (año 1614, con cuarenta y tres mártires), Miyako-Kyoto (año 1619, con cincuenta y tres mártires), Nagasaki (año 1622, con cincuenta y tres mártires), Shiba-Edo (año 1623, dos grupos, con cincuenta y veinticuatro mártires), Minato-Akita (año 1624, con treita y dos mártires), Kubota-Akita (año 1624, con cincuenta mártires), Okusanbara (año 1629, con cuarenta y nueve mártires), Omura (año 1630, dos grupos, con setenta y tres, y diez mártires), Aizu-Wakamatsu (año 1632, con cuarenta y tres mártires), Edo -Tokio— (año 1632, con quince mártires), etc. Es imposible concretar con exactitud el número de mártires. Ciertamente pasaron de varios miles. El cálculo más conservador sobre este número, desde finales del siglo XVI hasta mediados del siglo XVII, indica entre 5.000 y 10.000 mártires (cf. Positio, p. 40). Los mártires extranjeros no pasan del centenar. Pero sólo en la llamada "insurrección" de Shimabara, abril de 1638, según algunos escritores modernos, pudieron haber llegado a 20.000 —aparte de los caídos en la guerra— los japoneses que fueron sacrificados por el hecho de ser cristianos. En una publicación reciente, las fichas documentadas y precisas, con nombre, fecha, lugar, modalidades, etc., pasan de dos mil, pero alguna de estas fichas se refieren a algún grupo sin poder precisar más (El Martirologio del Japón 1558-1873; ver el grupo de Shimabara en la página 740). Es impresionante la actitud de muchos niños mártires, en solitario, en grupo o con sus padres. Algunos eran de muy tierna edad. Un testimonio muy documentado habla de un grupo de dieciocho niños, en el segundo gran martirio de Edo-Tokio, 24 de diciembre de 1623: "Los seguían (a los mártires adultos) dieciocho niños, que como casi todos eran pequeñitos y no sabían todavía temer a la muerte, iban alegres y risueños como si fueran a jugar, llevando algunos de ellos en las manos los juguetes que en esa edad suelen usar, moviendo con ello a lágrimas a los mismos gentiles que lo veían... Llegados al lugar determinado, los primeros en que se ejecutó la cruel sentencia fueron los dieciocho niños, en los cuales ejecutaron crueldades tan bárbaras que sólo oírlas causa horror" (ib., p. 490). Los suplicios fueron variando y recrudeciéndose, como puede constatarse en el conjunto de los 188 que resumiremos más abajo. Además de la cárcel y arresto domiciliario, se produjo frecuentemente la pérdida de todos los bienes y el exilio. Pero en el caso de martirio cruento, además de las decapitaciones, hogueras y crucifixiones, se ejercieron toda clase de humillaciones o vejaciones y torturas, que constan detalladamente en los documentos de la época, por parte de testigos presenciales. Además de la amputación de miembros y el apaleamiento, se practicaba el ahogo lento o repetido en agua, el veneno, el aceite hirviendo, la crucifixión, alanceados o también quemados, el lanzamiento al mar, la inmersión en los sulfatos del monte Unzen en Nagasaki, lapidación, tormento de la fosa —colgados boca abajo y metida la cabeza en una fosa—, etc. Eran de todas las clases sociales: nobles samurais, autoridades civiles, artesanos, profesores, pintores, literatos, campesinos, ex-bonzos convertidos, esclavos ya liberados y prisioneros de guerra (de Corea), algún corsario convertido, trovadores ciegos especializados y diplomados en el arte melódico-narrativo. Pero dentro del cristianismo se sentían todos como en familia. Como dato interesante hay que constatar que en 1632 fueron desterrados a Manila más de cien leprosos cristianos. En 1601 tuvieron lugar las primeras ordenaciones de sacerdotes japoneses, jesuitas y diocesanos. A pesar de la fidelidad por parte de la inmensa mayoría, se constata también la primera apostasía de un misionero europeo, el padre Cristóbal Ferreira, en 1633. La invasión de Corea, a finales del siglo XVI, había dado como resultado la llegada de muchos esclavos coreanos, que vivían en el distrito de Nagasaki llamado Korai-machi. En una reunión de los misioneros con el obispo de Nagasaki, padre Cerqueira, s.j., en 1598, se inició un proceso de liberación. Muchos coreanos se hicieron cristianos; algunos serían mártires, ya beatificados y canonizados. La persecución y los martirios continuaron hasta 1873. Fueron todavía muchos los mártires de la segunda mitad del siglo xix, al inicio de la "apertura" comercial del Japón. En 1873, por presión de los gobiernos occidentales, un decreto oficial hizo retirar los bandos oficiales que habían prohibido la religión cristiana durante siglos, desde el inicio del siglo XVII; los cristianos apresados pudieron volver a sus casas. Pero en los años inmediatamente anteriores a 1873 habían muerto en las cárceles 664 cristianos, por inanición o por torturas. La discriminación respecto de los católicos, a veces por parte de algunos bonzos budistas, continuó hasta casi la segunda guerra mundial, a mediados del siglo xx.

O novo elenco de 188 mártires beatificados

El conjunto de los 188 mártires corresponde a una misma época (1603-1636). Todos ellos fueron víctimas de la misma tendencia claramente persecutoria respecto del cristianismo, con el objetivo claro y planificado de borrarlo totalmente del Japón. Esta lista de 188 corresponde a quienes fueron compañeros de otros numerosos mártires ya reconocidos precedentemente por la Iglesia como tales, y que sufrieron el martirio en las mismas circunstancias. En la presente lista destaca la fidelidad a la Santa Sede, por parte de Julián Nakaura; la tenacidad en seguir la vocación, padre Pedro Kibe; la heroicidad de misioneros y catequistas japoneses perseguidos y ocultos durante años; la vida cristiana de familias enteras sacrificadas, etc. Los treinta samurais martirizados, nobles y casi siempre con sus familias, junto con numerosos fieles del pueblo sencillo, son una muestra de la importancia de este martirio para la historia del Japón, en un momento clave de su unificación política en el inicio del siglo XVII; fueron fieles a la autoridad civil, dispuestos a dar su vida y sus haciendas por sus señores, pero nunca a renegar de su fe ni de los deberes de conciencia. De los detalles concretos del martirio consta por parte de numerosos testigos y por documentos contemporáneos eclesiásticos y civiles, puesto que las autoridades dieron pie a la máxima espectacularidad de cada evento. Muchas veces, los perseguidores hicieron desaparecer los restos, por ejemplo arrojando las cenizas en el mar, para evitar el culto a las reliquias de los martirizados. Pero, todavía hoy, algunos de estos mártires son considerados como héroes por la sociedad japonesa no cristiana. La intención anticristiana de los perseguidores es evidente, como consta por los edictos de los gobernantes, así como por la búsqueda organizada para apresar a todos los cristianos y la invención de toda clase de tormentos para conseguir la apostasía, con la cual hubieran quedado liberados del suplicio. Cinco son religiosos: cuatro jesuitas —tres sacerdotes y un hermano— y un padre agustino; ciento ochenta y tres son laicos. Los treinta samurais murieron indefensos, dejando aparte las armas, hecho inexplicable y señal de cobardía en ellos si no fuera por un ideal superior. Hay niñas y niños pequeños, ya llegados al uso de razón, que mostraron una tenacidad heroica unida a su candor y fervor cristiano. Hay familias enteras, madres embarazadas o con sus hijos muy pequeños, jóvenes y ancianos, catequistas —uno era ciego— y gente sencilla del pueblo, que se prepararon asiduamente con oración y penitencias para el martirio, mostrando siempre no solamente entereza y fortaleza, sino también la alegría de dar la vida por Cristo. Algunos de los mártires ya beatificados o canonizados anteriormente, habían dejado escrito su testimonio sobre estos 188 mártires, que han sido beatificados el pasado 24 de noviembre . La causa de los nuevos mártires, todos ellos japoneses y casi todos laicos (183), no había sido estudiada hasta hace pocos años. Fue Juan Pablo II, en su visita al Japón (año 1981), quien alentó a recordar y estudiar otros muchos mártires además de los ya reconocidos; esta invitación fue corroborada por una carta del entonces prefecto de la Congregación para la evangelización de los pueblos, cardenal Agnelo Rossi. Estos 188 mártires, distribuidos en 16 grupos, fueron martirizados entre 1603 y 1639, prácticamente de todas las zonas geográficas del Japón, las diversas diócesis actuales. La investigación fue realizada por una comisión de cinco historiadores, especializados en temas japoneses, y se hizo con toda precisión y seriedad histórica, aprovechando el material existente en numerosas bibliotecas y archivos de dentro y de fuera del Japón: once archivos japoneses y doce archivos o bibliotecas occidentales. A veces son fuentes civiles, pertenecientes a los mismos perseguidores, donde no se oculta el motivo de la persecución, el género de martirio, algunas apostasías y la tenacidad en afirmar la fe cristiana por parte de las víctimas. Son muy importantes las "cartas anuales" contemporáneas que enviaban a Roma los superiores jesuitas del Japón, misioneros y algunos de ellos también mártires posteriormente. Ha habido una petición oficial de la Conferencia episcopal del Japón, firmada por todos los obispos el 14 de junio de 2004, suplicando la beatificación de los 188, que dieron su vida "por Cristo y por la Iglesia", y motivándola con razones de actualidad pastoral. Los 188 mártires corresponden a las actuales diócesis de Nagasaki, Fukuoka, Kyoto, Niigata, Hiroshima, Kagoshima, Oita, Tokio (Edo) y Osaka. 1) Once mártires de Yatsushiro, hoy Kumamoto, diócesis de Fukuoka: seis de familia de samurais (año 1603) y cinco de gente del pueblo (años 1606 y 1609) Entre los samurais, destacan dos familias: Juan Minami y su esposa Magdalena, con su hijo adoptivo Luis, de siete años; Simón Takeda y su esposa Inés, con su madre Juana. Los varones samurais mueren decapitados. Las mujeres y el niño, crucificados. Destaca la alegría en el momento del martirio, vistiendo su mejor vestido de fiesta. Magdalena Minami, desde la cruz, rezaba a coro con su hijo Luis. Juana Takeda predicaba desde la cruz.  Entre la gente sencilla del pueblo: Joaquín y Miguel, con su hijo Tomás, de trece años; Juan y su hijo Pedro, de cinco o seis años. Son tres catequistas, con sus hijos. Mueren decapitados, menos Joaquín, que muere en la cárcel a causa de los tormentos. Todos muestran alegría, oración y firmeza en la fe. Se conservan algunas cartas desde la cárcel, donde leían libros de espiritualidad. El caso del niño Pedro Hatori, de cinco o seis años, es emblemático. Vestido con su kimono de fiesta, en el lugar del suplicio se acercó al cadáver de su padre, martirizado unos momentos antes, se bajó el kimono de los hombros, se arrodilló, juntó las manos para orar y presentó su cuello desnudo ante los verdugos aterrorizados; estos no acertaron en el primer golpe, hiriéndolo en el hombro y tumbándolo a tierra, de donde se levantó para seguir arrodillado en oración; murió decapitado pronunciando los nombres de Jesús y María. Algo parecido pasó con el niño Tomás, de trece años, hijo de Miguel; este niño tenía el brazo izquierdo atrofiado, pero lo levantó con su brazo derecho para morir en actitud de oración (cf. P. Pasio, o.c., cap. 9, foll. 328-330).
2)
Mártires de Yamaguchi y Hagi, Melchor Kumagai, samurai, y Damián, catequista ciego, año 1605, 16 y 19 de agosto respectivamente, en la diócesis de HiroshimaEl samurai Melchor muere decapitado en su casa, por defender la fe cristiana, mientras oraba y meditaba la pasión. La importancia del martirio de este samurai estriba también en su calidad de descendiente de familia noble que se remonta al emperador Kammu (782-805).  El samurai Melchor precedentemente se había enfriado en la fe, pero luego, después de la guerra de Corea, tomó un camino de segunda conversión, entregándose con generosidad hasta el momento de su martirio. En sus cartas dirigidas a sus amigos manifiesta su adhesión incondicional a la fe, mientras, al mismo tiempo, estaba dispuesto a servir con fidelidad a su señor el "daimyó", pariente suyo.
El catequista ciego Damián muere también decapitado, de rodillas y orando, por defender y propagar la fe. Su cuerpo fue mutilado y arrojado al río por los verdugos, con la intención de hacer desaparecer los restos, de donde los cristianos rescataron la cabeza para enviarla a Nagasaki. Los perseguidores intentaban conseguir la apostasía. Hay que notar en este caso y en algunos otros, la acción persecutoria de algunos bonzos de una secta budista, que instigaron a los gobernantes.  Este catequista ciego, que se había convertido del budismo, dedicó su vida a la catequesis, con su arte musical y narrativo, llegando a convertir, sólo en un año, a ciento veinte personas, además de dedicarse durante años a fortalecer la fe de los ya cristianos. Con sus cantos y narraciones, el ciego "iluminaba" a todos por el camino de la fe. En el momento en que iba a ser decapitado, le conminaron por tres veces a que apostatara de la fe, pero Damián ofreció su cuello mostrando gran paz y alegría. Sus restos, recuperados por los cristianos, fueron trasladados a Nagasaki y luego a Macao.  3) León Saisho Shichiemon Atsutomo, samurai de rango alto (1608, Hirasa, hoy Sendai, diócesis de Kagoshima) Había recibido el bautismo el 22 de julio de 1608, de manos del futuro mártir Jacinto Orfanel, o.p., beato. El samurai convertido se entregó a un camino de oración y perfección. Instado repetidamente por su señor a apostatar, León resistió con fortaleza y ánimo tranquilo. Fue condenado a muerte por haberse bautizado en contra de las órdenes de su señor. Decía que "estaba dispuesto a morir antes que dejar de ser cristiano" (Carta de Mons. Cerqueira a Pablo V, 5 de marzo de 1609).  Salió para el lugar del martirio habiendo dejado sus armas, vestido con traje de fiesta; se arrodilló sobre una estera de paja ante una imagen pequeña del descendimiento de la cruz, que luego metió en su pecho, mientras enrollaba en su mano derecha el rosario.  Lo decapitaron el 17 de noviembre de 1608, a los tres meses y medio después de haber recibido el bautismo. Su martirio tuvo lugar donde él mismo había pedido, es decir, en el cruce de caminos (por significar la cruz de Cristo). El hecho de morir "con tanta seguridad y alegría... era cosa nunca vista en aquel reino" (Cerqueira, o.c., fol. 482).  4) Mártires en Ikitsuki (Hirado): el samurai Gaspar Nishi Genka, con su esposa Úrsula y su hijo primogénito Juan Mataichi Nishi (año 1609), diócesis de Nagasaki Se trata de una familia de mártires. Estos tres fueron martirizados el 14 de noviembre de 1609. Hijo de Úrsula es el padre Tomás, o.p., mártir en 1634, ya canonizado por Juan Pablo II en 1987; también fue martirizado su otro hijo Miguel con su esposa e hijo en 1634, por haber dado alojamiento a su hermano, el padre Tomás. El samurai Gaspar Nishi era protector y padre de los pobres y campesinos. El martirio de esta familia fue promovido de modo especial por un bonzo principal de Hirado, de una secta budista, mitad bonzos mitad soldados, prohibidos posteriormente, que era amigo del "daimyó". Los datos precisos del martirio se encuentran en la carta de monseñor Cerqueira, del 10 de marzo de 1610, dirigida al Papa Pablo V. Los mártires se prepararon con oración para el martirio. Gaspar, samurai, pidió morir como Jesús en una cruz, pero sólo se le concedió ser decapitado en el lugar donde anteriormente el misionero padre Torres había levantado la cruz. Úrsula y su hijo Juan murieron decapitados, arrodillados y pronunciando los nombres de Jesús y María. En sus cabezas, expuestas públicamente, pusieron la causa de la muerte: "por ser cristianos". Sus cuerpos fueron llevados a Nagasaki y posteriormente, en 1614, a Macao. 5) Mártires de Arima (diócesis de Nagasaki), año 1613, tres familias de samurais: Adriano con su esposa Juana, León con su esposa Marta y sus dos hijos (Magdalena de diecinueve años, Diego de doce años), León con su hijo Pablo de veinticuatro años. Las tres familias de samurais (ocho personas) murieron quemados vivos el 7 de octubre de 1613. Este martirio tiene un significado especial: representa la cristiandad de Arima, la más cultivada del Japón, semillero de mártires. Estas tres familias fueron siempre fieles a sus "daimyós" en guerra y en paz. El odio a la fe provenía especialmente del "daimyó" apóstata Arima Naozumi. Miles de cristianos, organizados en cofradías, pudieron asistir al martirio con el rosario en la mano y velas encendidas; habían pasado una noche entera velando en oración. Cinco días después del martirio, daba cuenta detallada de todo ello el obispo monseñor Cerqueira al prepósito general de la Compañía de Jesús, padre Claudio Acquaviva.  Todos los mártires se habían preparado con oraciones y sacramentos. La numerosa comunidad cristiana de la ciudad participó en la preparación espiritual. El influjo de sus gestos audaces llegó hasta conseguir que algunos apóstatas volvieran a la fe. Estos arrepentidos, no habiéndoseles permitido sumarse a los presentes mártires, renunciaron a sus rentas y se exiliaron. Cada uno de los mártires muestra alguna peculiaridad personal: los tres samurais anuncian a Cristo sin ambigüedades hasta el último momento. Marta anima a sus hijos, Magdalena y Diego. Magdalena, de diecinueve años, levanta y ofrece al cielo con sus manos las brasas. El niño Diego, de doce años, al vadear el río de camino hacia el suplicio, no permitió que le ayudara un samurai compasivo, sino que le dijo: "Déjame ir a pie como mi Señor, ya que no llevo la cruz a cuestas" (cf. Carta anual de 1613, fol. 271); en el momento del suplicio, al quemársele las cuerdas, los vestidos y los cabellos, corrió hacia su madre y quedó muerto a sus pies; la madre acogió al niño señalando el cielo. Todos ellos confesaron su fe con toda claridad y con alegría, pronunciando los nombres de Jesús y María. 6) Adán Arakawa de Amakusa (1614, diócesis de Fukuoka) Se trata de un hombre del pueblo, casado con esposa cristiana, de fe sencilla y bien formada, siempre contento, catequista ("kambó") y, al marchar los misioneros, responsable de la comunidad cristiana, dedicado a ella con gran celo. Se alimentaba de libros espirituales: la "Imitación de Cristo", libro impreso en japonés en Amakusa y Nagasaki.  Fue encarcelado y repetidamente torturado desde el 21 de marzo de 1614. Afirmó su fidelidad a las autoridades civiles, pero también la independencia de su fe. En medio de las torturas, después de anunciar a Cristo, permanecía continuamente en oración. Fue decapitado el 5 de junio del mismo año (por la noche y en clandestinidad, mostrando más ánimo que sus verdugos) por no querer apostatar de su fe y por su calidad de animador catequista de la comunidad, que constaba de varios miles de cristianos. Su cuerpo, envuelto en redes y con piedras, fue arrojado al mar. Los cristianos sólo pudieron recoger algo de su sangre. Tenía sesenta años. La investigación fue dirigida por el futuro mártir beato Francisco Pacheco, según orden del provincial padre Carvalho, elegido como sucesor de monseñor Cerqueira, que había muerto en febrero de 1614. 7)
El gran martirio de Miyaco (Kyoto), 6 de octubre de 1619 (cincuenta y dos mártires) Este es uno de los martirios numerosos, o masivos, de Japón que hemos citado más arriba. En el martirio de Kyoto murieron cincuenta y dos cristianos quemados vivos: un samurai de alto rango, Juan Hashimoto con su esposa Tecla, encinta, y sus seis hijos, de entre tres y doce años; la mayoría eran gente sencilla del pueblo, madres jóvenes con sus hijos, que vivían agrupados en una calle de Kyoto ("calle de los que creen en Dios") y que habían sido atendidos anteriormente por misioneros y catequistas, también martirizados posteriormente, algunos ya beatificados. Las madres martirizadas ofrecían a sus hijos pequeños: "¡Señor Jesús, recibe a estos niños!". Todo el grupo siguió la misma suerte: encarcelados en diversas fechas, orando y cantando en la cárcel, crucificados y quemados todos juntos, afirmaron su fe. Constan los nombres de cada uno y su testimonio cristiano y martirial, algunas familias enteras. El samurai Juan fue un apoyo para todos.  Destaca el martirio de Tecla, en medio de las llamas, sujeta a la cruz con tres hijos pequeños, consolándolos, apretando a la más pequeña, Luisa, de tres años, entre sus brazos, mientras los otros tres ardían en la cruz próxima. Destaca también la actitud martirial de la niña Marta, de siete años, que quedó ciega en la cárcel y a quien los mismos guardias quisieron liberar haciéndola apostatar; la niña Marta respondió profesando la fe en nombre de todos y pudo morir junto a su madre.
El martirio fue contemplado por numerosos cristianos y miles de paganos. De este martirio quedan numerosos testimonios, incluso de un anticatólico —trabajador de la compañía inglesa de Hirado, quien también describe la muerte y oración de Tecla con sus hijos— y de los archivos civiles japoneses. El martirio fue divulgado de inmediato en Occidente, gracias a la carta anual de Rodrigues Giram, del año 1619 —el mismo año del martirio—, que tomó los datos de la relación del padre Benito Fernández, mártir dos años después. 8) Familia Kagayama-Ogasawara (18 miembros), en Kokura (1619), Hiji (1619) y Kamamoto (1636), diócesis de Fukuoka y OitaDiego Kagayama, noble samurai, que era gobernador de Kokura, murió decapitado el 15 de octubre de 1619, con su primo y yerno Baltasar, este con su hijo Diego, de 4 años. Fueron decapitados, por orden del "daimyó" Hosokawa Tadaoki, el mismo día (15 de octubre de 1619), en distinto lugar (Kokura y Hiji respectivamente). El samurai Diego marchó descalzo hacia el lugar del suplicio, encargó dar sus vestidos de fiesta a un pobre y murió orando y arrodillado con un crucifijo en la mano. Baltasar explicó a los verdugos el porqué de su alegría al morir defendiendo la fe y oró antes de ser decapitados él y su hijo pequeño.  Los dieciocho mártires murieron por no querer apostatar de la fe, en actitud de oración. Pertenecían a una cristiandad, la de Buzen, muy numerosa —quizá unos tres mil cristianos— y muy bien formada. Los miembros de la familia samurai Kagayama-Ogasawara eran fieles a las autoridades superiores y colaboraron en sus empresas, pero no quisieron abandonar la fe, a pesar de las promesas, amenazas y castigos.  La familia Ogasawara Gen´ya (él con su esposa Miya, nueve hijos y cuatro sirvientes) fueron decapitados en Kumamoto, año 1636. Después del martirio de sus parientes —familia Kagayama— habían sufrido destierro y prisión, confesando su fe cristiana ante todo género de amenazas. Clandestinamente recibieron ayuda espiritual y sacramentos, especialmente por parte del futuro mártir japonés padre Julián Nakaura. De los esposos Ogasawara y Miya Kagayama, y de algunos de sus hijos mártires, se conservan cartas, escritas desde la cárcel, que reflejan claramente sus actitudes martiriales y las de toda la familia. Después de pasar cuarenta días en la cárcel, el 30 de enero de 1636 los esposos con sus nueve hijos y cuatro sirvientes fueron todos decapitados en el patio del templo budista Zengo-In de Kumamoto. Posteriormente se ha descubierto la tumba de la familia Ogasawara, y se han hallado dieciséis cartas, a modo de testamento, escritas desde la cárcel, donde aflora la actitud martirial cristiana ante la incomprensión de sus parientes.  9) Juan Hara Mondo No Suke, mártir de Edo (1623), hoy diócesis de Tokio El samurai Juan Hara Mondo es el único que pudo ser escogido, entre los cuarenta y siete laicos que, junto con tres religiosos, fueron quemados vivos en la colina de Shinagawa, a la entrada de Tokio, en la presencia de una inmensa muchedumbre y de numerosos "daimyós", que acudieron a Edo (Tokio) de todo Japón, para celebrar el inicio del gobierno del nuevo shôgun, Tokugawa Yemitsu, que había dado la orden de eliminar a todos los cristianos. Era el 4 de diciembre de 1623. Además de los cuarenta y siete laicos, de los que se destaca como representante Juan Hara Mondo, había en el mismo grupo tres religiosos: un franciscano y dos jesuitas, que ya fueron beatificados en 1867, juntamente con otros doscientos cinco.  El samurai Hara Mondo procedía de familia enlazada con el emperador Kammu (782-805). Nació en 1587. Servía como paje del shôgun Tokugawa, se bautizó en Osaka cuando tenía unos trece años. En su primera juventud fue acusado de faltas graves dentro de la corte, pero luego consta que vivió una vida cristiana ejemplar. Se han documentado los detalles más importantes de su vida. El shôgun Tokugawa Ieiasu, hacia 1612 había iniciado abiertamente la persecución, intentando hacer apostatar a sus vasallos cristianos.  Ya en 1612, Juan Hara Mondo, por no querer renunciar a su fe, recibió la orden de destierro, pero se ocultó para poder propagar el cristianismo. En 1615 fue descubierto, encarcelado y condenado. Le imprimieron en la frente con hierro candente una cruz y le mutilaron los dedos de manos y pies. Pudo todavía vivir oculto y sirviendo espiritualmente a la comunidad cristiana, desde una leprosería. En 1623 fue delatado y, junto con otros cristianos, condenado a morir en la hoguera. Todos murieron "invocando los santísimos nombres de Jesús y María" y "no hubo entre ellos quien se moviese".  10) Mártires de Hiroshima: Francisco Tóyama Jintaró, Matías Shóbara Tchizaemon, Joaquín Kuroemon (1624) De entre un gran número de mártires de Hiroshima, de algunos de los cuales se desconocen los nombres, se han escogido estos tres más documentados, todos ellos martirizados por no querer apostatar.  Francisco Tóyama era noble samurai, cristiano de vida muy ejemplar, que "tenía ofrecida su vida a Dios", uno de los cinco firmantes de la carta a Pablo V en la que prometían fidelidad. Su ejemplo cristiano influyó en la conversión de muchos. Por no querer apostatar, murió decapitado en su casa el 16 de febrero de 1624, después de recibir los sacramentos, teniendo en sus manos un crucifijo, mientras oraba ante un cuadro de la Virgen atribuida a san Lucas (copia de la de Santa María la Mayor). Unas horas antes de morir, escribió una carta alentando a otro encarcelado, Matías Shóbara, donde manifiesta claramente su disponibilidad martirial. Matías Shóbara, mientras era guardián en la cárcel, fue bautizado por uno de los presos, futuro mártir, el jesuita padre Antonio Ishida. De camino hacia el lugar del martirio, iba rezando el rosario y explicando a la gente la doctrina cristiana; murió crucificado, después de ser atormentado para hacerlo apostatar (17 de febrero de 1624). Antes del martirio, todavía pudo responder a la carta de Francisco Tóyama (ver arriba), donde manifiesta sus actitudes martiriales.  Joaquín Kuróemon, hombre del pueblo, era catequista encargado de las obras de misericordia y de la animación de la comunidad. Por este motivo fue condenado a morir en cruz. Marchó con alegría al lugar del martirio, orando y exhortando a aceptar la fe cristiana. Fue alanceado en la cruz el 8 de marzo de 1624. 11) Mártires del monte Unzen, Nagasaki, 1627 Son un grupo de veintinueve, todos ellos indicados con sus nombres y datos concretos. Destacan el samurai
Pablo Uchibori, con sus tres hijos, y el anciano señor ("tono") de la aldea Hachirao, Pablo Onizuka, padre del mártir beato Pedro Onizuka, s.j., quemado vivo en 1622. Pero los veintinueve mártires se distribuyen en tres grupos, según la fecha del martirio: 21 de febrero, 28 de febrero y 17 de mayo de 1627.  Casi todos habían sufrido anteriormente cárcel y torturas. Algunos son descendientes o familiares de mártires. Otros mueren con su esposa e hijos. Algunos eran catequistas o jefes de aldeas, o habían hospedado a los misioneros ocultos, arriesgando su propia vida.  A los tres hijos de Pablo Uchibori, antes de matarlos y arrojarlos al mar (21 de febrero de 1627), les cortaron los dedos de las manos, ante su padre y ante un gran grupo de condenados al martirio, para presionarlos a apostatar. El niño Ignacio Uchibori, de cinco años, sufrió la mutilación con gran serenidad, levantando sus dedos y mano mutilada y sangrienta, con la admiración de todos los presentes. Con ellos murió del mismo modo, con los dedos mutilados y arrojada al mar, Gracia, esposa de Tomás Soxin, porque no quiso renegar de la fe; también mataron allí mismo, arrojándolos al mar, a otros doce.  Cinco de los veintiséis mártires de la presente lista, martirizados en los sulfatos del monte Unzen —en dos grupos y fecha distinta: 28 de febrero y 17 de mayo— son firmantes, entre otros doce, de la carta dirigida anteriormente a Pablo V (18 de octubre de 1620), expresando su disponibilidad de "ofrecer nuestras vidas en testimonio de Cristo y de la santa Iglesia romana... Nada tenemos tan grabado en el corazón como el padecer el martirio, cuando la ocasión se ofrezca, con la gracia de Dios".  El samurai Pablo Uchibori, ya desde las torturas en la cárcel y durante los tormentos de los sulfatos, animaba a todos sus compañeros a perseverar en la fe, mientras él y otros eran torturados y mutilados en rostro y manos. Murió diciendo: "Alabado sea el Santísimo Sacramento". De él se conserva una carta escrita desde la cárcel, en la que explica el martirio de otros mártires anteriores y su propia disponibilidad martirial por amor a Cristo: "Deseo padecer por su amor".  Todos murieron orando, fuertes en la fe y con alegría, a veces dejando escritas, durante el trayecto hacia el martirio, expresiones poéticas de despedida, como hicieron los mártires Joaquín Mine y Bartolomé Baba con esta afirmación: "Hasta ahora creía que el cielo estaba muy lejos; ahora, viéndolo tan cerca, me llena de alegría". El samurai Juan Marsutake murió orando: "¡Señor Jesús, no me dejéis de vuestra mano!". Los testigos han dejado constancia de la actitud martirial de todos.  12) Los cincuenta y tres mártires de Yonezawa, hoy diócesis de Niigata. Luís Amagasu y cincuenta y dos compañeros, año 1629 La comunidad cristiana de Yonezawa, ciudad situada al norte del Japón, en los "reinos del norte", fue iniciada por un samurai cristiano bautizado en Edo (Tokio). Desde su hogar cristiano, fue expandiendo la fe por toda la comarca, predominantemente budista, con la ayuda de algún misionero escondido o que pasaba para administrar los sacramentos. Dos son los samurais que encabezan el grupo: Luis Amagasu Uyemon y Pablo Nizhihori Shikibu. Sus esposas e hijos colaboraron en la evangelización entre amigos y conocidos, convirtiendo también a algunos bonzos, y permanecieron firmes durante el martirio. Los misioneros ocultos o de paso, dejaron constancia de los hechos por medio de cartas y relaciones.  El grupo de los cincuenta y tres mártires, todos ellos seglares, se divide por familias —esposos, hijos y sirvientes— y por lugar de procedencia. De todos ellos se conserva el nombre y otros datos esenciales: edad, etc. Entre ellos, hay ancianos y jóvenes, esposos y muchos niños pequeños, de entre uno y trece años de edad.  Los cincuenta y tres mártires fueron sacrificados en la misma fecha, el 12 de enero de 1629, conforme iban llegando los grupos al lugar del suplicio. No hubo encarcelamiento ni fugas. Murieron todos dando testimonio cristiano, en medio del silencio y las lágrimas de amigos y conocidos, cristianos y paganos. El shôgun Yemitsu, desde Edo, había dado la orden de eliminar a los cristianos, pero fue el "daimyó" Uesugi Sadakatsu de Yonezawa, quien llevó a cabo la orden. A todos se les ofreció la libertad si apostataban.  El primer grupo en ser sacrificado fue el del samurai Nishihori, decapitado con toda su familia y sirvientes (esposas y niños pequeños). Al recibir la noticia de que serían ejecutados, se vistieron de fiesta, tomaron su rosario y pasaron en oración las últimas horas. El camino hacia el lugar del martirio estaba cubierto de nieve. Antes de ser decapitados, todos besaron un medallón del Santísimo Sacramento, presentado por un cristiano, repitiendo tres veces: "Alabado sea el Santísimo Sacramento".  El samurai Pablo Nishihori había instruido y bautizado a cuatro no cristianos la víspera de su martirio. Antes de ir al lugar del suplicio, tomó un dibujo de la Virgen y lo puso en la funda en lugar del puñal, además de colocarse el rosario al cuello. De otros grupos se van narrando detalles de delicadeza, alegría, vida familiar y espiritual antes del martirio y en el mismo martirio. De todos los grupos también se dan detalles precisos, con la edad de los niños y el grado de parentesco. Son familias enteras alentándose mutuamente para dar testimonio de fe, orando, predicando la fe, ofreciéndose en sacrificio...  La niña Tecla, de trece años, hija del samurai Simón Takahashi, escapó de quienes la querían hacer apostatar y corrió hacia donde se habían llevado a su padre; llegando al lugar donde la nieve estaba teñida de sangre, se quitó las botas de paja para acercarse con respeto y unirse al martirio de su padre; los dos oraron antes de ser decapitados. Ignacio Iida arregló la cabellera de su esposa antes de ser decapitada juntamente con él. Miguel A. Osamu, de trece años, hijo de Antonio Anazawa, mientras oraba, se arregló él mismo el cabello para ofrecer su cuello desnudo al verdugo. Cándido Bozo, de catorce años, defendió su fe ante las repetidas ofertas de libertad si apostataba, diciendo: "Si para vivir he de apostatar, no quiero la vida".  13) Mártires de la colina Nishizaka, Nagasaki, año 1633: Miguel Kusuriya, Nicolás Nagawara Keyan Fukunaga, s.j., y Julián Nakaura Jingoró, s.j.  Miguel Kusuriya, laico, ha sido llamado "el buen samaritano de Nagasaki", por estar dedicado a las obras de misericordia para con los pobres, así como con las viudas y los huérfanos de los mártires. Subió a la colina cantando el "Laudate Dominum". Le pusieron en la espalda una banderola con el motivo de la condena: por ser cristiano y haber prestado ayuda a los cristianos. Murió quemado vivo el 28 de julio de 1633. Son muchos los testigos que dejaron escritos los detalles del martirio.  Nicolás Nagawara Keyan Fukunaga, de familia de samurais, hermano jesuita, se dedicaba a la predicación y catequesis. Son numerosos los detalles de su vida que se encuentran en los documentos de la época. Es el primer misionero que murió en el tormento llamado de la fosa: colgado, con la cabeza metida en un hoyo, durante varios días. Murió durante el tormento (28-31 de julio de 1633) predicando e invocando a la Virgen; tal vez, según testigos, experimentando una aparición o locución de María. Julián Nakaura Jingoró, sacerdote jesuita, había sido uno de los niños enviados a Roma en 1582, de parte de los "daimyós" cristianos. Es una figura japonesa, símbolo del intercambio cultural entre Oriente y Occidente. Se dedicó a la evangelización en medio de grandes peligros, como misionero oculto, durante muchos años. Le llevaron a la colina Nishizaka, con las manos atadas a la espalda y en compañía de un grupo de misioneros jesuitas y dominicos. Murió en el tormento de la fosa (18-21 de octubre de 1633), confesando su fe, diciendo: "Este gran dolor, por amor de Dios". Son muchos los testigos de su martirio en todos sus detalles.  Las autoridades civiles quisieron dar publicidad a los martirios, para atemorizar y conseguir apóstatas entre los cristianos. Por esto, fueron muchos los testigos de los hechos, especialmente portugueses comerciantes (algunos jóvenes nacidos en Nagasaki, que conocían bien el japonés). 14) Diego Yuki Ruosetsu, s.j., martirizado en Osaka, 1636 El padre Diego Yuki, sacerdote japonés, era en 1621 el único misionero estable en Japón central (cerca de Kyoto, Osaka). Había pronunciado sus primeros votos en la Compañía de Jesús cuando fueron crucificados en Nagasaki san Pablo Miki y compañeros (año 1597). Diego Yuki se formó en Macao junto con futuros mártires, como el beato Antonio Ishida. Antes de adentrarse como sacerdote en Japón, escribió una carta al padre general, donde aflora su actitud martirial.  Ordenado sacerdote en 1615, fue misionero oculto en Japón desde 1616 hasta su martirio en 1636, animando y confortando con los sacramentos a los cristianos perseguidos. Una carta del padre Yuki, del 18 de diciembre de 1625, describe con detalle la situación de la comunidad eclesial en aquel ambiente persecutorio.  El padre Diego Yuki, apresado en Osaka, lugar de su apostolado, fue condenado a morir en la fosa (Osaka, febrero de 1636); afirmó siempre su fe, sin delatar a sus colaboradores ni a los cristianos que le habían albergado; de haberlos delatado, hubiera sido señal de apostasía y le hubieran liberado. Los testigos ofrecen testimonio fehaciente de su actitud martirial, sin callar la defección de otros. Con él murió su catequista Miguel Soan.  15) Tomás de San Agustín, o.s.a., Kintsuba Jihyoe, 1637, diócesis de Nagasaki El padre Tomás de San Agustín pertenecía a familia de mártires; así se afirma de sus padres, León y Clara. Fue ordenado sacerdote en 1626 ó 1627 en Manila, en la Orden de San Agustín. Logró introducirse en Japón (Nagasaki), el año 1631, después de varios intentos y de un naufragio. Realizó su apostolado primero disfrazado de samurai, pudiendo así asistir a los cristianos detenidos en la cárcel, donde estaba preso también su superior, el mexicano Bartolomé Gutiérrez; muchos de ellos ya fueron beatificados por Pío IX. Luego, disfrazado de diversas maneras y escondido en lugares desconocidos y abruptos, lograba atender a los cristianos perseguidos. Las autoridades civiles organizaban verdaderas y costosas cacerías por los montes, pero le descubrieron cuando atendía a los cristianos en Nagasaki. Fue apresado el 1 de noviembre de 1636, por ser cristiano y sacerdote. Por estos mismos motivos y por no querer delatar a sus protectores, sufrió martirio con refinados tormentos en la cárcel, intentando hacerle apostatar; pero el mártir proclamaba siempre su fe. Sufrió el martirio de la "horca y fosa" ya una primera vez los días 21-23 de agosto, llevándolo de nuevo a la cárcel para que apostatara. Nuevamente fue puesto en la "horca y fosa" el 6 de noviembre de 1637, cuando murió, junto con otros cristianos. Mostró gran fortaleza. Cuando lo llevaban al lugar del martirio, la colina de los mártires de Nagasaki, amordazado para que no predicara, no pudieron impedir que mostrara con gestos su adhesión a la fe. Su nombre ha quedado ligado durante siglos a dos lugares ahora famosos (uno cerca de Nagasaki y otro en los montes), donde él atendía a los cristianos, desbaratando la búsqueda de los perseguidores. Su recuerdo y su martirio se conservaron durante siglos por parte de los cristianos ocultos. 16) Pedro Kibe Kasui, s.j., mártir en Edo (Tokio), 1639 Constan con precisión los datos más importantes de la vida de este mártir japonés, que encabeza la lista de los 188 mártires. De joven era catequista y, con un grupo de catequistas también japoneses, acompañó en el exilio a los jesuitas hacia Macao, cuando estos fueron desterrados (1614). Debido a las circunstancias del momento, y a la opinión de algunos misioneros, no se permitía ordenar sacerdotes a jóvenes japoneses. Los catequistas se fueron dispersando: algunos volvieron al Japón para continuar como catequistas; cinco de ellos ya han sido beatificados como mártires de Nagasaki; otros marcharon a Manila para ingresar en los dominicos o en los agustinos.  Pedro, que en 1606 había hecho el voto privado de ingresar en la Compañía, por amor a su vocación y junto con otros compañeros, todos aconsejados por algunos superiores, emprendió el viaje a Roma, en medio de grandes dificultades, siguiendo la ruta de la seda, por Persia, Goa, Jerusalén. En Roma estudió teología, se ordenó sacerdote y entró en la Compañía como novicio. Continuó el noviciado en Portugal, donde hizo la profesión religiosa. Reemprendió el viaje, con otros veintitrés misioneros, hacia el Japón, viaje que duró seis años, en medio de dificultades, enfermedades, naufragios, para entrar en su patria el año 1630. Misionó en la clandestinidad primero en Nagasaki, hasta 1633, y luego pasó a las regiones del norte, Oshu y Dewa.  En 1638 fue apresado, con algunos de sus catequistas, en el reino de Sendai y luego llevado a Edo (Tokio) donde fue interrogado por el gran perseguidor, el shôgun Tokugawa Yemitsu, quien cerraría las puertas del Japón al resto del mundo. Un apóstata, padre Ferreira, intentó hacerles apostatar, pero Pedro animó a todos a la perseverancia en la fe. Después de diversos tormentos, fue martirizado en la "horca y fosa" y quemado a fuego lento, en Edo, en julio de 1639, juntamente con dos de sus catequistas, a quienes el padre Pedro exhortó a perseverar en la fe, hasta que a él, para reducirlo al silencio, le acabaron de matar; tenía cincuenta y dos años.  La clave de la perseverancia y su significado actual La aprobación del martirio de estos 188 mártires es una óptima oportunidad de renovación eclesial y de evangelización, después de haber celebrado el V centenario del nacimiento de san Francisco Javier (1506-2006), que dio inicio a la evangelización del Japón, al llegar a esas tierras tan martiriales y tan marianas, el día 15 de agosto de 1546, Asunción de María.  Este evento es de suma actualidad eclesial, no sólo para Japón. Al mismo tiempo, suscita un cuestionamiento y presenta un reto a todas nuestras comunidades actuales y a cada creyente en particular: ¿Estamos preparados como estos mártires para afrontar las situaciones actuales de cierto rechazo a los valores de la fe cristiana?  San Cipriano, en los tiempos martiriales del siglo III y en un ambiente de persecución y de molestias de todo tipo, instaba a adoptar una actitud de "no anteponer nada al amor de Cristo". La instancia de aquel mártir y santo obispo de Cartago sigue siendo apremiante e insoslayable.  El ejemplo de los mártires japoneses es un testimonio imborrable de "fidelidad a Cristo y a la Iglesia de Roma". Es la afirmación que algunos de ellos, cristianos de la península de Shimabara, dejaron escrita en la carta enviada a Pablo V el 18 de octubre de 1620. De los doce firmantes de la carta, cinco serían mártires en las aguas sulfurosas del monte Unzen (Nagasaki). Muchos de estos mártires se habían alimentado con la relativamente abundante lectura espiritual, impresa en japonés ("Imitación de Cristo", meditaciones de los Ejercicios, "Historia de la pasión"), y todos vivían una intensa vida sacramental (confesión y Eucaristía, gracias a los misioneros ocultos) y mariana (rosario, imágenes, medallas), como vivencia del Bautismo. La imprenta se había introducido en Japón el año 1590, para editar libros religiosos, además de estudios sobre idiomas. El libro de la "Imitación de Cristo" tenía edición japonesa en Amakusa y Nagasaki.  Algunas cartas, escritas por los mártires desde la cárcel, fueron una gran ayuda para perseverar en la fe y afrontar el martirio. En esas cartas se refleja la situación dolorosa de las cárceles y el ambiente de oración y alegría que se mantenía en ellas. La "Hermandad de la Misericordia", radicada en Nagasaki, se dedicaba a la acción caritativa.  La comunidad eclesial los arropaba, en todos los sentidos, desde el compartir familiarmente los bienes, hasta el acompañamiento hacia el lugar del suplicio, en medio de cantos y oraciones. Precedentemente al martirio, las comunidades se agrupaban por cofradías, de piedad, de catequesis o formación y de caridad. Una comunidad eclesial fruto de tantas "lágrimas" tenía asegurado un porvenir de fidelidad martirial. Se puede afirmar que las comunidades actuales del Japón son fruto de aquellas lágrimas del pasado y que, por tanto, tienen asegurada la fecundidad espiritual y apostólica si se abren a esta nueva gracia fruto de innumerables mártires, casi todos desconocidos.  Como caso concreto, cabe recordar que en Arima había la Congregación Mariana llamada de los mártires, que en el año 1612 afiliaba a más de tres mil cristianos. En sus reglas se comprometían a aceptar el martirio. En la Congregación se habían integrado algunos arrepentidos de sus fallos anteriores, es decir, que habían simulado una especie de apostasía. La Congregación Mariana estaba fundada en varias localidades. Las familias cristianas se animaban mutuamente a perseverar en la fe. El martirio sería la prueba de amor a Cristo crucificado. "Las madres enseñaban a los hijos pequeños cómo tenían que descubrirse el cuello de la yukata o del kimono, cómo poner las manos y mirar al cielo, qué oraciones jaculatorias debían decir cuando llegase el momento supremo" (El Martirologio del Japón, p. 838).  Los niños eran adoctrinados para anunciar el Evangelio por las calles. Esta acción catequética y misionera llegaba a donde no podían llegar los misioneros. Esta misión infantil estimuló a los adultos a profundizar la fe. A su vez, los recién convertidos eran fervientes anunciadores. A veces hubo conversiones masivas espontáneas.  En 1615 circulaba el libro "Exhortaciones para el martirio", compuesto por los misioneros para alentar a los cristianos. Para superar el fervor imprudente de algunos, se llegó a la conclusión de no provocar positivamente a los perseguidores. Las cartas escritas desde la cárcel servían de estímulo. Los testimonios de mártires y sus reliquias, cuando podían conseguirse, eran una preparación para el martirio.  Los cristianos eran asiduos a la catequesis postbautismal, que les llevaba siempre a la celebración sacramental y a la caridad. Había algunos catequistas, como el ciego Damián, mártir, que exponían los temas con su arte musical y narrativa. Practicaban la devoción a las imágenes de la pasión, especialmente la cruz, y de María, como puede verse en pinturas de la época, ahora en los museos del Japón. En el museo de la universidad estatal de Kyoto se puede ver uno de estos cuadros, del año 1611, anónimo, de la cofradía del Santísimo Sacramento de Nagasaki, encontrado en 1930. En torno a la Eucaristía están dibujados los misterios del rosario.  La pasión del Señor, meditada con el rezo del Rosario, y especialmente celebrada en el sacrificio eucarístico, era fuente de audacia. La referencia a la cruz o a sus signos es frecuente durante la cárcel o el martirio cruento. No era raro que la comunidad cristiana, y las masas del pueblo, acompañasen a los mártires, puesto que los perseguidores querían dar publicidad al caso con el objetivo de suscitar escarmiento. Así se explica que frecuentemente los mártires eran acompañados con cantos y velas encendidas. Por esta misma razón, fueron numerosos los testigos que dejaron por escrito su testimonio. A veces los cristianos podían recoger algunas reliquias, que los perseguidores intentaban hacer desaparecer. Pero, en su mentalidad japonesa, el lugar donde habían dado la vida era más importante que las reliquias. Como caso concreto, que refleja este ambiente de una comunidad cristiana martirial, podemos recordar a Francisco Tóyama (Hiroshima, 1624), que era noble samurai, cristiano de vida muy ejemplar, y que "tenía ofrecida su vida a Dios". Había sido uno de los cinco firmantes de la carta a Pablo V, en la que prometían fidelidad a Dios y a la Iglesia. Su ejemplo cristiano influyó en la conversión de muchos. Por no querer apostatar, murió decapitado en su casa el 16 de febrero de 1624, después de recibir los sacramentos, teniendo en sus manos un crucifijo, mientras oraba ante un cuadro de la Virgen atribuida a san Lucas, copia de la de Santa María la Mayor.  La perseverancia de tantos mártires es una gracia y un misterio. Pero hay que recordar que la comunidad cristiana se había preparado por medio de una catequesis organizada y permanente, la frecuencia de los sacramentos, y la dedicación a la caridad. Hay que notar que eran frecuentes las visitas de catequistas y misioneros escondidos e itinerantes. La costumbre de pasar la noche orando en la cárcel, antes de la muerte, era una continuación de una vida cristiana ejemplar. La vida familiar e intercomunitaria que se había llevado anteriormente, se continuaba con alegría y piedad durante el encarcelamiento antes del martirio. Beatificación realizada en Nagasaki el 24 de noviembre de 2008, durante el pontificado de S.S. Benedicto XVI. Reproducido con autorización de Vatican.va

 

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Recolha, transcrição e tradução de algumas biografias de espanhol para português (completas umas, incompletas outras)

por António Fonseca