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sábado, 16 de julho de 2011

Nº 982 - (197) - 16 DE JULHO DE 2011 - SANTOS DE CADA DIA - 3º ANO

130 SANTOS E BEATOS (ou mais)
Nº 982
NOSSA SENHORA DO CARMO
Nuestra Señora del Carmen
Nuestra Señora del Carmen
S. Simão Stock era inglês e pertencia a uma ilustre família do condado de Kent. Favorecido desde criança com graças extraordinárias, aos 12 anos de idade foi conduzido pelo espírito de Deus a um deserto, onde vivia em austera penitência; servia-lhe de morada o tronco duma árvore, donde lhe veio o sobrenome de Stock, que em língua inglesa significa tronco (Ver blogue em 16 de Maio). Vivia há 20 anos nesta solidão, ocupado somente na oração e penitência, quando chegaram a Inglaterra os religiosos Carmelitas, expulsos da Palestina pela perseguição religiosa dos sarracenos. Não tardou Simão em juntar-se-lhes, logo que foi testemunha das suas virtudes e sobretudo da sua admirável devoção à Santíssima Virgem, a quem ele amava com entranhada ternura. De tal maneira se distinguiu o novo religioso pela sua eminente santidade e pelo ardor do seu zelo, que em 1245 os seus irmãos elegeram-no Superior Geral da Ordem. Entre a Samaria e a Galileia, na Terra Santa, eleva-se uma montanha, de 600 metros de altitude, chamada monte Carmelo (em hebraico, «Carmo» significa vinha: e «elo» significa Senhor; portanto, vinha do Senhor), onde o Profeta Elias realizou estupendos prodígios e onde o seu sucessor Eliseu viveu também.
Beata Vergine Maria del Monte Carmelo1
Estes dois profetas aí reuniram os seus discípulos e com eles viviam em ermidas. Aqui Elias terá visto Nossa Senhora simbolizada numa nuvem; aqui Maria, quando vivia na terra, terá vindo saudar os eremitas, sucessores dos dois grandes profetas. Estes eremitas ter-se-ão sucedido através de gerações, até que, pelo ano de 1205, o Patriarca de Jerusalém, Avogrado, lhes deu a regra que se resume no trabalho, meditação das Escrituras, devoção a Maria Santíssima, vida contemplativa e mística. Por isso, os carmelitas se dizem fundados remotamente pelo profeta Elias. Mas foi S. Bertoldo que, pelos meados do século XII, lhes deu a organização da vida religiosa, com a regra do Patriarca de Jerusalém. Quando, no século XII, os muçulmanos conquistaram a Terra Santa, mataram e perseguiram os eremitas do Monte Carmelo. Os que fugiram para a Europa, elegeram, como atrás ficou dito, S. Simão Stock para seu Superior Geral. No dia 16 de Julho de 1251, rezava o santo no seu Convento de Cambridge, em Inglaterra, fervorosa e insistentemente, para que Nossa Senhora lhe desse um sinal do seu maternal carinho para com a Ordem por Ela tanto amada, mas então com violência perseguida. A Virgem Santíssima ouviu estas ardentes súplicas. Apresenta-se-lhe com o Escapulário na mão e diz-lhe:
Beata Vergine Maria del Monte Carmelo2
«Recebe, meu filho, este Escapulário da tua Ordem, que será o penhor do privilégio que eu alcancei para ti e para todos os filhos do Carmo. Todo o que morrer com este Escapulário será preservado do fogo eterno. É, pois, um sinal de salvação, uma defesa nos perigos e um penhor da minha especial protecção». O Papa Pio XII, na carta dirigida a todos os carmelitas, a 11 de Fevereiro de 1950, em preparação do sétimo Centenário da entrega do Escapulário a São Simão Stock (1251), escreveu que entre as manifestações de devoção à Santíssima Virgem «devemos colocar em primeiro lugar a devoção do Escapulário de Nossa Senhora do Carmo que, pela sua simplicidade, ao alcance de todos, pelos abundantes frutos de santificação, se encontra extensamente divulgada entre os fieis cristãos».
Beata Vergine Maria del Monte Carmelo3
As graças do Escapulário são valiosas e magníficas: a protecção da Santíssima Virgem Maria durante a vida e a salvação à hora da morte. Por isso, diz o mesmo Pontífice: «Não é coisa de pequena importância tratar-se da aquisição da vida eterna, segundo a tradicional promessa da Virgem Santíssima; trata-se, com efeito, da empresa mais importante e do modo mais seguro de a levar a cabo». Nossa Senhora não falta à sua palavra. É preciso que nós cumpramos também a nossa: que tragamos o Escapulário com piedade, como mostra da nossa consagração a Maria e que morramos com ele. Por isso, continua o papa: «O Sagrado Escapulário, como veste mariana, é penhor e sinal da protecção de Deus, mas não julgue quem o usar poder conseguir a vida eterna, abandonando-se à indolência e à preguiça espiritual». O Escapulário não é carta-branca para pecar; é uma lembrança para viver cristãmente e assim alcançar a graça duma boa morte. Nossa Senhora, nas aparições de Lurdes e de Fátima, confirmou a devoção do Escapulário do Carmo. A última aparição de Lurdes teve lugar no dia 16 de Julho – festa de Nossa Senhora do Carmo – do ano de 1858. Bernardette comungara pela manhã. De tarde, estando em oração na igreja paroquial, sentiu que a Senhora a chamava à gruta. Apenas começara a rezar o terço, quando o rosto se lhe transfigurou ante o sorriso da Virgem Imaculada. «Só via a Santíssima Virgem – contava depois a Pastorinhae nunca a vi tão bela. Em Fátima, no dia 13 de Setembro, a branca Senhora prometeu: «Em Outubro virá também Nossa Senhora do Carmo». E assim aconteceu, realmente. No Inquérito Oficial de 8 de Julho de 1924, declarou a Vidente Lúcia: «Vi ainda outra figura que parecia ser Nossa Senhora do Carmo, porque tinha qualquer coisa pendurada na mão direita». Essa «qualquer coisa» era o Escapulário do Carmo. E o que é esse Escapulário? São dois pedacinhos de lã castanhos unidos por cordões. este Escapulário tem de ser benzido e imposto por um Sacerdote. Em Dezembro de 1919, o Papa São Pio X concedeu que, depois de imposto o Escapulário, possa ser substituído por uma medalha benzida, contanto que essa medalha tenha dum lado o Coração de Jesus e do outro Nossa Senhora em qualquer das suas invocações: portanto, Fátima, Lurdes, Carmo, Conceição… Ganham-se com ela as mesmas graças e indulgências. Em resumo, são estas as condições para ganhar as graças do Escapulário:
Beata Vergine Maria del Monte Carmelo4
1) Ser imposto por um Sacerdote. 2) Trazê-lo piedosamente, durante a vida, a ele ou à medalha que o substitui, e assim morrer. Na base da devoção do Escapulário do Carmo está a imitação das virtudes de Nossa Senhora. Quem, por fora, se cobre com a sua veste, deve, por dentro, revestir-se com as suas virtudes. É o que dizia São Bernardo: «Ó vós todos que amais Maria, revesti-vos das suas virtudes». E o Cardeal Lercaro: «Nossa Senhora do Carmo, por meio do seu Escapulário, transmite às almas o seu espírito de oração, de mortificação e as virtudes cristãs». Os Santos – os melhores conhecedores das coisas celestes – amaram sempre com predileção o Escapulário, com o qual quiseram morrer. leiam-se os escritos do beato Cláudio La Colombière, apóstolo da devoção ao Coração de Jesus, as obras de Santo Afonso Maria de Ligório, cantor das glórias de Maria, os discursos de Santo António Maria Claret, apóstolo da devoção ao Imaculado Coração de Maria. Poderiam multiplicar-se os nomes dos santos que desejaram morrer revestidos com o Escapulário. Recordemos o santo Cura d’Ars; santa Bernardette, vidente de Lurdes; São João Bosco, São Domingos Sávio, São Gabriel das Dores. O mesmo se diga dos Papas, particularmente dos últimos. LEÃO XIII, na agonia, beijava repetidamente o Escapulário. PIO XII, desde a tenra infância usava o escapulário de lã, e queria que os fieis o soubessem. JOÃO XXIII, visitando, como Núncio em Paris, o Carmelo de Avon-Fontainebleau, assim se exprimia: «Por meio do Escapulário, pertenço á vossa família do Carmelo e aprecio muito esta graça, como garantia da especialíssima protecção de Nossa Senhora». No discurso da audiência geral de 15 de Julho de 1961, declarou o bom Papa: «Amanhã, 16 de Julho, é a comemoração de Nossa Senhora do Carmo. A piedade dos fieis nos vários séculos quis honrar a ínclita Mãe de Deus com vários títulos e com actos da mais sentida veneração. Recordemos que foi o Pontífice João XXII que, no século XIV, promoveu a devoção a Maria sob este título. da história devemos verdadeiramente tirar tudo quanto possa tornar cada vez mais claras e nítidas as formas de oração e de homenagem a Maria».
Beata Vergine Maria del Monte Carmelo5
O Santo Padre Cruz, rigorosamente Servo de Deus (ver Apêndice de Dezembro, deste livro – a publicar na devida altura neste blogue), tinha confiança ilimitada no Escapulário de Nossa Senhora do Carmo. Ele próprio o usava. Conserva-se ainda a sua «Patente de ingresso na Confraria do Monte do Carmo», de Lisboa, na qual escreveu piedosamente, a 16 de Julho de 1940: «Há cerca de 60 anos que recebi o santo Escapulário do Carmo».Distribuiu milhares com a intenção de afervorar a confiança em Nossa Senhora e ajudar a viver bem. recomendava àqueles a quem impunha o Escapulário que o beijassem todos os dias e rezassem três Ave-Marias, pedindo a graça de não caírem em pecado mortal. Para além do privilégio da morte na graça de Deus, para quem tiver trazido piedosamente e morrido com o Escapulário do Carmo, há o chamado Privilégio Sabatino. Nossa Senhora terá prometido ao papa João XXII, no ano de 1322, que tiraria do Purgatório, no sábado a seguir à morte, as almas daqueles que: a) tivessem trazido piedosamente o escapulário e co ele morrido; b) tivessem guardado a castidade própria do seu estado; c) tivessem rezado todos os dias o ofício menor de Nossa Senhora. A autenticidade da Bula, chamada Sabatina, que relata tal privilégio, foi muito discutida. Após longas controvérsias, o papa Paulo V publicou, em 1613, a seguinte declaração: «Pode-se piedosamente acreditar que Nossa Senhora socorrerá principalmente no sábado as almas do purgatório que tenham na vida trazido o escapulário, guardado a castidade própria do seu estado e rezado todos os dias o Ofício Menor». O papa fala apenas duma piedosa crença quanto a um socorro de Nossa Senhora ao sábado. Não se refere propriamente a tirar do Purgatório as almas ao sábado. Neste mesmo sentido o confirmaram os Papas São Pio X (1911), Pio XI (1922), Pio XII (1950), João XXIII (1959). Um Sacerdote, que tenha faculdades para isso, pode comutar a recitação do Ofício Menor de Nossa Senhora em qualquer destas práticas: a) reza do Ofício Divino (Liturgia das horas); b) guarda da abstinência nas quartas e sábados; c) reza do terço ou doutra devoção. A Ordem do Carmo ou dos Carmelitas, nos seus dois sectores, masculino e feminino, foi no século XVI reformada por santa Teresa e S. João da Cruz, ficando assim dividida em dois ramos: carmelitas da primitiva observância ou calçados, aos quais pertenceu o beato Nuno Álvares Pereira, e carmelitas reformados ou descalços. Devido á grande devoção do nosso povo a Nossa Senhora do Carmo, determinou a Conferência Episcopal Portuguesa que a sua festa, no dia 16 de Julho, seja memória obrigatória. Do livro SANTOS DE CADA DIA, www.jesuitas.pt. Áudio em RadioVaticana: RadioRai: e RadioMaria:
SÃO SISENANDO
Mártir – 851
 San Sisenando di Cordova
Passado pouco mais do primeiro século após a invasão árabe, estava-se sob a primeira e maior pressão dos invasores sobre as cristandades da Península Ibérica. Não obstante, ou consequentemente, a reação ou firmeza dos fiéis de Cristo na sua crença, muito cedo se afirmou decisiva por toda a Espanha moçárabe. E Córdova, já célebre metrópole da vida e intelectualidade cristã, foi o centro mais vigoroso daquele surgir da corrente ofensiva e reconquistadora, cuja imponente mesquita deu, baptizada depois, a cintilante catedral católica do futuro. Ali mesmo, e já pelos meados do século IX, o cristianismo professado e proclamado com brio e fortaleza de heróis, ilustrava-se igualmente pelo ensino de mestres de renome, como o presbítero mártir Santo Eulógio que, no seu livro Memoriale Sanctorum, nos conta o triunfo do mártir lusitano, S. Sisenando. Natural de Beja, encaminhara-se este a Córdova no prosseguimento dos seus estudos, para poder iniciar-se na clericatura, em que subiu até à ordem de Diácono; e na qual, como Estêvão e Lourenço, não tardou em dar provas de ciência, sabedoria e fortaleza cristãs. Divulgando muito cedo o vigor da sua palavra, com vários outros «cristãos atrevimentos», depressa foi atirado para um cárcere, seguindo-se logo o julgamento, sentença e martírio, a 16 de Julho de 851. Foi sua sepultura na igreja do mártir cordovês Santo Acisclo, junto da qual funcionavam os estudos que Sisenando frequentara. Passados anos e séculos de muitos vaivéns e dilatado esquecimento, só no século XVI, com a publicação das obras de Santo Eulógio, é que veio a ser conhecido e venerado o Diácono e Mártir S. Sisenando, de Beja. Por decreto de 24 de Outubro de 1651, foi ele proclamado Padroeiro da sua cidade, onde já, 50 anos antes, tinha chegado também uma sua relíquia insigne, um braço do Santo Mártir enviado de Córdova. Consagrou-se-lhe uma capela no lugar do seu nascimento, à Rua Cega, junto à Igreja do Salvador; mas, com o decorrer de mais anos de indiferença e abandono,m e após a enxurrada do furor demagógico dos princípios do século XX, a veneranda capela ficou reduzida a uma vulgar cantina escolar. A tudo isto se tinha chegado e assim continuava quando veio para Bispo de Beja o Bispo Soldado, D. José do Patrocinio Dias que, na restauração da catedral, em 1947, dedicou um altar ao santo Mártir e Patrono, fixando-lhe aos pés o relicário do braço, outrora vindo de Córdova, mas àquelas horas, e há muito, arrumado ou atirado para o museu regional. Assim foi desagravado o Santo Diácono e Mártir, onde continua com a Missa e ofício próprios da sua festa, em cujo hino de Vésperas ele é saudado como fervoroso e ilustre Levita de Cristo, nobre atleta e modelo de estudantes que, desprezando os bens caducos da terra, preferiu os incorruptíveis tesoiros do Céu, como quem passou a juventude ouvindo mestres piedosos e a adornar o espírito com as ciências do alto. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt
BEATA MADALENA ALBERICI
Religiosa – 1465
 Beata Maddalena Albrici
Estrela No livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt. vem mencionado como sendo hoje o seu dia de celebração. No entanto, já devo ter aqui publicado a sua biografia em 13 de Maio, pois no site www.es.catholic.net. e, também, no www.santiebeati.it. vem publicado nesse dia. As minhas desculpas e Obrigado. António Fonseca
Madalena, filha de Nicolau Alberici, principal magistrado de Como, Itália, nasceu no princípio do século XV. Era ainda muito nova, em 1409, quando uma fome desolou a cidade e os arredores: o coração caridoso da criança enterneceu-se vendo errarem sem auxilio, pelas ruas, mendigos de rosto macilento e com membros cobertos de andrajos; um dia, estando o pai fora, ela distribuiu aos pedintes grande quantidade de feijões. Quando o pai voltou, advertiu que esses feijões tinham sido vendidos já e que era preciso entregá-los: esta informação aterrou Madalena, que se pôs logo a rezar em voz alta. Nicolau, mal compreendendo o que ela dizia, viu-se na obrigação de distribuir a sua caixa de feijões que encontrou… cheia. Por morte dos pais, Madalena resolveu, com a aprovação do confessor, tomar hábito; dirigia-se com este propósito para o convento, então célebre, de Santa Margarida fora dos muros de Como. Mas uma voz misteriosa fez-lhe compreender que devia ir para Brunate, num outeiro perto de Como. No princípio, sem compreender, não se apressou em mudar; mas chegou a ver que se tratava do claustro de Santo André e para lá foi. Lá tomou o hábito; veio a ser, com o tempo, abadessa e atraiu bom número de religiosas para essa comunidade. Ajudada por Branca, duquesa de Milão, sujeitou o seu convento à regra dos eremitas de Santo Agostinho, e em 1448 obteve nesse sentido uma bula de Nicolau IV. A comunidade via-se reduzida a extrema pobreza, e as religiosas sentiram necessidade de mendigar; quando estava mau tempo, tinham de passar toda a noite em casa de pessoas caritativas. Para remediar este inconveniente, Madalena conseguiu alojamento mesmo na cidade de Como, para nela ficarem algumas religiosas, enquanto as outras estavam em Brunate. Um dia, a celeireira veio dizer-lhe, no momento do almoço, que não havia pão. «Não tem importância, disse Madalena confiando em Deus, as irmãs que se ponham à mesa». Mal lá tinham chegado, veio a porteira com um cesto cheio do melhor pão: dizia ter ouvido bater à porta e ter encontrado o cesto na entrada. Doutra vez, tiveram de sofrer asperamente do calor e da sede. Uma religiosa veio queixar-se disso a Madalena, que a levou consigo ao jardim; ambas se puseram de joelhos e a abadessa pediu a Deus que lhes aliviasse os sofrimentos. E levantando os olhos, viram numa árvore magníficas cerejas que nela tinham amadurecido em poucos instantes. A abadessa realizou ainda outros milagres que deram origem à conversão de almas. Após dolorosa e longa doença, que suportou com a maior coragem, morreu a 13 de Maio de 1465. Foi logo venerada como Santa; saindo as religiosa da casa de Brunate, levaram as relíquias de Madalena como precioso tesouro. Do livro SANTOS DE CADA DIA, www.jesuitas.pt
Bartolomé de los Mártires Fernandes, Beato
Bartolomeu dos Mártires Fernandes, Beato
Estrela Embora nos sites www.es.catholic.net/santoral e www.santiebeati.it, este Santo venha indicado, como tendo a sua festa hoje, tal não sucede no Livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt, em que é assinalado como dia do seu falecimento (16/Julho/1590) a sua biografia está apenas publicada no dia 18 (data em que repetirei aqui o texto ali referido, que não é o mesmo que segue abaixo). Obrigado e desculpem. António Fonseca
Martirológio Romano: No mosteiro de Santa Cruz de Viana do Castelo, em Portugal, beato Bartolomeu dos Mártires Fernandes, bispo de Braga, que exímio pela integridade de sua vida, se distinguiu pela caridade no cuidado pastoral de sua grei, deixando muitos escritos de sólida doutrina. Etimologicamente: Bartolomeu = Aquele que é filho de Tolomeo, é de origem hebraica. Viu a primeira luz em Lisboa (Portugal) e 3 de Maio de 1514. Foi baptizado na Igreja dos Mártires, daí seu nome. Sua família era endinheirada e generosa com os pobres. Nasceu com um sinal particular: tinha uma cruz bem delineada no exterior de sua mão direita, com uma flor de lis em cada ponta.  Cursou estudos elementares e depois gramática e latim; no entanto, a pregação dos padres dominicanos inspiraram sua vocação ao sacerdócio. Ingressou em dita ordem (1528), onde praticou a penitência e a mortificação que o caracterizaram.  Depois de sua ordenação sacerdotal continuou estudos na Batalha. Em 1551 assistiu com seu provincial ao Capítulo Geral em Salamanca (Espanha), donde recebeu o doutorado em sagrada teologia. Desempenhou o cargo de prior no convento de Benfica (Lisboa) e anos depois, por obediência, foi bispo em Braga (1559).  Seu zelo pastoral infundiu na freguesia o amor a Deus, por meio da oração e da contemplação; mesmo assim, corrigiu com firmeza, os costumes incorretos do clero e do povo. Participou no concílio de Trento (1561) e, ao regressar a Braga, convocou o IV concílio provincial (1564) para dar a conhecer os decretos de Trento. Renunciou ao arcebispado (1581) e fez vida de retiro no convento de Viana do Castelo (Portugal) até sua morte acontecida em 16 de Julho de 1590. Foi sepultado neste lugar, onde em 1609 colocaram suas relíquias num mausoléu. S.S. João Paulo II o beatificou em 4 de Novembro de 2001. Se tiverem informação relevante para a canonização do Beato Bartolomeu contacte a:  Dominicanos - Casa Provincial  Travessa do Corpo Santo, 32  1200-131 1200-131 Lisboa, PORTUGAL
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Elvira, Santa
Etimologicamente significa “prudente conselheira”, Vem da língua alemã. Alguém, muito amante da vida e profundamente crente, dizia a miúdo:"Me alegro de cada instante que vivo". Se le veía siempre con el rostro alegre repitiendo en su oración personal estas palabras: Jesús, mi alegría, mi esperanza y mi vida. Un creyente que vive en esta dimensión, todo lo relativiza y sabe darle importancia cada día a lo que es fundamental. Elvira celebra su santo en el mismo día que la Virgen del Carmen, devoción tan arraigada en España y en el mundo entero. Elvira consagró su vida al Señor mediante los tres lazos imperecederos de la virginidad, la pobreza y la obediencia en el monasterio. Su virtud resplandecía entre todas su hermanas. Por eso, apenas tuvieron ocasión, la eligieron abadesa o superiora del monasterio. Fue una alegría para todas. Supo dirigir el monasterio con tanta prudencia, amabilidad y buen consejo, que las monjas y cuantas personas la trataban quedaban encantadas ante el atractivo de su santidad y la delicia de sus corazón virgen. El monasterio en el que surgió su apostolado, brilló por sus dotes de atención a los pobres y sus cualidades para gobernarlo según las reglas. El monasterio se llama D´Ohren, ya que está situado a la vera de la Renania alemana, fue construido en el siglo VII por Dagoberto I de Austrasia y San Modoaldo. Todo esto sucedió en el siglo XII. ¡Felicidades a quien lleve este nombre! Comentarios al P. Felipe Santos: fsantossdb@hotmail.com
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María Magdalena Postel, Santa
Martirológio Romano: Em Saint-Sauveur-le-Vicomte, povo de Normandía, em França, santa María Magdalena Postel, virgem, a qual, durante a mesma revolução, ao haver sido expulsados todos os sacerdotes, prestou toda classe de serviços aos enfermos e, em geral, a todos os fieis. Volta a paz, fundou na mais completa pobreza a Congregação das Filhas da Misericórdia, para a formação das jóvens pobres (1846). Nació en Barfleur, en la Normandía francesa, el 28 de noviembre de 1756. A los nueve años tomó la Primera Comunión; pocos años después murieron sus padres. Estudió en la abadía benedictina de Valognes, la cual abandonó para dedicarse a la educación y formación cristiana de mujeres sin recursos. A los dieciocho años fundó su primera escuela. Al estallar la Revolución y ser disueltas las órdenes religiosas, le fue encomendada la misión de custodiar y administrar el Pan Eucarístico y guardar los vasos y ornamentos sagrados (1789). Durante más de diez años dio asilo a sacerdotes perseguidos y continuó en la clandestinidad su labor catequística; por ello, debido a su caridad y por los dones especiales que en ella radicaban, fue nombrada «la Virgen sacerdote». Cuando estaba en presencia del Santísimo Sacramento, se dice que «ni siquiera un rayo podría distraerla». En 1798 ingresó como terciaria franciscana. En 1807 fundó en Cherburgo el Instituto de las Hermanas de las Escuelas Cristianas de la Misericordia, de regla severa y vida muy austera. En este lugar murió el 16 de julio de 1846. Durante su fecunda vida fundó más de treinta y siete conventos e iglesias. Fue canonizada por Pío XI el 24 de mayo de 1926
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Ermengarda (Irmengard), Beata
Martirológio Romano: No mosteiro de Frauenwörth, junto ao lago Chiemsee, na Baviera, beata Irmengard, abadessa, que desde sua mais tenra infância, desprezando o esplendor da corte, se entregou ao serviço de Deus, conseguindo que outras muitas virgens seguissem o Cordeiro (866). Las siguientes conisideranciones sobre la Beata Ermengarda (Irmengard, en alemán), están tomadas de J. Ratzinger, De la mano de Cristo. Homilías sobre la Virgen y algunos Santos, Eunsa, Pamplona 1997, pp. 69-76. La Beata Ermengarda, fundadora del monasterio de Frauenwörth, junto al Chiemsee, nació en Ratisbona (Regensburg) el año 833 y murió a los 33 años de edad, el 866. Fue hija de Luis II "el Germánico" y Emma von Altdorf. Bisabuelos suyos fueron:Carlomagno, Hildegarda de Vintzgau, el duque Ingerman de Hesbaye, el duque Isembart II von Altdorf, Ermengarda de Francia (hermana de Carlomagno), el duque Widukind "el Grande" de Sajonia y Svetana de Sajonia. Ermengarda tuvo tres hermanas y dos hermanos. Junto con sus hermanas, fue educada en el monastrio de Buchau (Suabia). Mas tarde, se hizo benedictina y se fue a vivir a la abadía de Frauenwörth, situada en una isla en el lago de Chiemsee (Baviera, cerca de Salzburgo). Fue la primera abadesa y se distinguió por su piedad de vida. Sus restos reposan en la capilla del monasterio. Fue beatificada por Pio XI en 1928. La pequeña isla llamada Fraueninsel ("isla de las mujeres") es un lugar de peregrinación al que acude toda Alemania. Se invoca a Ermengarda para superar la esterilidad y también como protectora en los partos múltiples. Se celebra el día de la Virgen del Carmen, 16 de julio. Gisela, una de sus hermanas, casó con el duque Bertoldo de Suabia y tuvo dos hijas antepasadas nuestras: Bertilde de Suabia y Cunegunda de Suabia (ver descedencia de Luis "el Germánico"). El 18 de julio de 1993, el Card. Ratzinger pronunció una homilía en el monasterio de la abadía de Frauenwörth, comentando el texto de Mt 13, 24-33 (parábolas del Reino de los Cielos). Jesús dice que "los justos brillarán como estrellas en el Reino de mi Padre. "Son los santos, personas que habiendo abierto sus ojos a la luz de Dios, despiden a su vez destellos luminosos. A la manera de estrellas suspendidas en el horizonte de la Historia, penetran con sus rayos los nubarrones y oscuridades de los tiempos, e inciden sobre el mundo para dejarnos ver algo de la santidad de Dios" (p. 69). Hay que fijarse en ellos, en los tiempos de crisis. Ellos nos darán luces nuevas para conocer mejor a Dios y a su Iglesia. La Beata Ermengarda ha dejado en el curso de los siglos una estela continua que las múltiples tinieblas de las épocas no han podido sofocar. Durante la secularización, cuando las puertas del convento se cerraron, las gentes de Chiemgau creyeron ver luces que se movían por las inmediaciones del lugar. Decían que fue una procesión de la Beata Ermengarda. Actualmente, sólo se conserva de una parte la portada de doble planta de el convento que ella fundo, con sus pinturas de ángeles y, de otra, los huesos de la Beata. Esas dos cosas tangibles que nos quedan nos dicen muchas otras. Ermengarda, al fundar su convento, lo dispuso como un lugar al servicio de la fe. Quería que se extendiera el Reino de Dios por el mundo. Los frescos de los ángeles nos recuerdan que desde sus mismos orígenes remotos, la vida monacal ha respondido a la idea del angelikos bios, la vida de los ángeles como modelo: mirar la faz de Dios, , estar en diálogo con Él y glorificarle con cantos armoniosos de alabanza. Los ángeles se distinguen porque vuelan y porque cantan.  Vuelan porque son ágiles y pueden alcanzar las alturas porque están desentendidos de su peso y su importancia. Y cantan porque de suyo son diáfanos y rebosan de una alegría que, al integrarse en toda la armonía de la Creación, es un reflejo de la belleza de su Autor. "Coram angelis psallam tibi, Domine" (Ps 138,1). Ante la faz de tus ángeles he de alabarte, Señor. "Esto nos dice que, en la Liturgia, no sólo estamos reunidos unos con otros, sino que hay alguien más. Nos encontramos asociados a los ángeles mirando la faz de Dios. Con nuestras voces nos unimos a sus coros, y las suyas se juntan con los nuestros. De aquí viene la grandeza de la Liturgia: porque en ésta elevamos nuestros ojos hacia los ángeles y, con ellos, nos ponemos ante la faz del Creador. Si comprendemos esto significa que la Liturgia será para nosotros una fuente de alegría que jamás podrá ser parangonada con todas esas fiestas que nosotros hemos inventado, y en las cuales no se hermanan los Cielos y la tierra. Y, al tener la certeza de que estamos ante los ángeles de Dios, y que ellos mismos están entre nosotros, brotará con nuestro gozo el espíritu de adoración hacia la inmensa Presencia que nos envuelve" (p. 71-72). "A la vista de este sitio y del estilo de vida que la Beata Ermengarda implantara en esta isla, nos viene a la memoria la frase en que San Benito condensó la quintaesencia de su Regla: «Operi Dei nihil praeponatur» (Antepóngase a todas las cosas, el servicio de Dios). Ha de ser siempre lo principalísimo. A ello se suma lo mismo que el Señor nos ha dejado dicho: «Buscad primeramente el Reino de Dios, y lo demás se os dará por añadidura» (Mt 6, 33). En el espíritu de San Benito, la idea es además una idea completamente práctica para los casos en que puedan surgir dudas. Podríamos preguntarnos: ¿No habrá acaso algo que sea más prioritario? Su respuesta será siempre: no. Jamás podrá surgir alguna cosa que sea más urgente que dedicar tiempo a Dios y disponerse para servirle. Lo demás tomará de ahí su ritmo justo. Tener tiempo para Dios ha de ser siempre criterio de preferencia frente a todo lo restante. La regla de este mundo es la opuesta: «Operi Dei quaecumque res praeponatur» (Todas las otras cosas son más importantes, y se han de hacer primero: los pendientes, los apuros, etc.; luego viene Dios). El problema es que siempre se va relegando a Dios al final y nunca tenemos tiempo para Él. "Nuestro tiempo, al quedar huero de Dios, se ha convertido sin más en tiempo vano. Con él vamos flotando en el vacío y, al perder la noción de nuestro fin, ya no sabemos el sentido, la magnitud y la densidad de nuestra vida: porque hemos invertido el orden de las cosas al estimar superfluo lo importante, y hacer de nosotros mismos lo primero sin caer en cuenta de que nuestra importancia verdadera viene sólo de Dios. Busquemos pues su Reino con total preferencia. Dios primero: tal es el llamamiento que esta obra de Irmengarda, su convento y su monasterio, continúan dirigiendo a nuestro mundo" (p. 73). "¿Y qué nos dicen los restos de Ermengarda? Que murió a los 34 años, y que según han declarado los expertos tras haber analizado los huesos, padecía de artritis, a pesar de su juventud, como la mayoría de sus parientes. Al saber de una muerte tan temprana, y de aquella enfermedad que había venido soportando, nos hacemos cierta idea de su vida, sus fatigas y sus dolores. Nos podemos imaginar cuánto debió de sufrir entre unos muros tan fríos, y en el coro de las horas nocturnas durante unos inviernos largos, oscuros, gélidos y húmedos". Sus dolores fueron también morales. Supo de la sublevación de su hermano Carlomán contra el padre (Luis "el Germánico"), en 862, que se unió al dux eslavo Ratislav (846-869), guía de checos y moravos y constructor del gran imperio eslavo. El movimiento coincidió con una nueva agitación de los abodritas (eslavos) y una incursión normanda en Sajonia, a las que se debió hacer frente, así como a la primera aparición de jinetes magiares en los confines de Baviera, que será asolada por las sagitae hungarorum entre 910 y 955 (resonante triunfo de Otón I en Lechfeld, sobre los magiares). En consecuencia, si fue una mujer de amor, fue al mismo tiempo una mujer de sufrimiento. Ambas cosas van unidas en la vida. "Podemos afirmar que quien se niega a sufrir no puede amar de verdad, pues el amor implica siempre alguna forma de morir a sí mismo, de sentirse arrancado y, con ello, liberado de sí mismo" (p. 74). Nuestro tiempo ignora la idea de sufrimiento. Queremos "hacer", pero no "padecer". Nuestra vida no es únicamente actividad, sino también "pasividad", estado de pasión. Hemos nacido, y tendremos que morir. Entre la hora del nacimiento y esa otra en la que seremos despojados de la vida, nuestros días son un continuo decaer hacia la muerte. Sólo si unos y otros acertamos a entenderlo y asumirlo, volveremos a comprender la forma verdadera de amarnos mutuamente: porque esto implica siempre que sepamos aceptarnos y sobrellevarnos unos a otros, aunque a veces los demás no sean «de nuestro agrado», nos fastidien y nos «alteren los nervios». Y sólo cuando aceptemos hondamente lo pasivo de nuestra existencia y sus padecimientos, podremos recobrar el sentimiento de la alegría de vivir" (p.74). Las parábolas del Reino de los Cielos Las parábolas del Reino es precisamente lo que nos enseñan: a) la parábola del trigo y la cizaña: que tenemos que soportar el crecimiento de la cizaña en nosotros y en los demás, b) la parábola del grano de mostaza: que tenemos que soportar que la Iglesia (la Obra) parezca sólo un grano pequeño de mostaza, c) la parábola de la levadura: que debemos contentarnos con creer que el Reino de los Cielos actúa como la levadura, sigilosa en los adentros, y cuya fuerza somos incapaces de apreciar. "Esto nos dice que necesitamos tener fe, dejarnos fermentar por la levadura del Evangelio: porque así seremos buenos y el mundo podrá serlo igualmente" (p. 74). El abad Gerhard von Seeon puso una leyenda en unas tablillas de plomo, 150 años después de la muerte de Ermengarda: "virgo beata nimis, ora pro nobis". Irmengarda continuaba cerca de ellos para escucharles y ayudarles. "El amor hacia el prójimo no mengua entre los santos cuando se hallan en el otro mundo" (Orígenes). Habiéndose abismado en el amor a Dios, están presentes con Él para nosotros, dispuestos a escucharnos y acompañarnos. En la tablilla de von Seeon aparecen otras palabras: un texto de la Escritura que nos es bien conocido por la liturgia de Adviento: "Alegraos siempre en el Señor, os lo repito, alegraos. Que los hombres conozcan vuestra amabilidad. El Señor está cercano" (Fil 4,4). Ermengarda sabía que el Señor está cercano. De aquí vino su bondad y su alegría, una alegría contagiosa. "Pienso, pues, que su legado a nuestro favor en este día se resume en las siguientes palabras: «El Señor está cerca. Manteneos a su lado. Si sois buenos por Él, podréis estar alegres también por Él»" (p. 76).
Andrés de Soveral e 29 Mártires de Brasil, Beatos
Andrés de Soveral y 29 Mártires de Brasil, Beatos
Andrés de Soveral e 29 Mártires de Brasil, Beatos

Mártires de Brasil

Martirológio Romano: Na cidade de Cunhaú, perto de Natal, no Brasil, beatos Andrés de Soveral, presbítero da Companhia de Jesus, e Domingos Carvalho, mártires, que dolosamente encerrados na igreja quando celebravam a Missa, tanto eles como um grupo de fieis foram cruelmente assassinados por uns soldados (16 de julho 1645).  Junto ao rio Uruaçu, perto de Natal, no Brasil, beatos Ambrósio Francisco Ferro, presbítero, e companheiros, mártires, que deram a vida vítimas da opressão que se desencadeou contra a fé católica (1645). Seus nomes são: beatos Antonio Baracho, António Vilela Cid, António Vilela filho e sua filha, Diogo Pereira, Manuel Rodrigues Moura e sua esposa, filha de Francisco Dias filho, Francisco de Bastos, Francisco Mendes Pereira, João da Silveira, João Lostau Navarro, João Martins e sete jovens, José do Porto, Mateus Moreira, Simão Correia, Estêvão Machado de Miranda e duas filhas suas, Vicente de Souza Pereira (3 de outubro 1645).
Martirio de Cunhaú
Em 16 de julho de 1645, os holandeses que ocupavam o nordeste de Brasil, chegaram a Cunhaú, em Río Grande do Norte, onde vários colonos residiam nos arredores de Molino, ocupados na plantação da cana de açúcar. Era um domingo. À hora da missa, 69 personas se reuniram na capela Nossa Senhora das Candeias. A capela foi rodeada e invadida por soldados e índios que eliminaram a todos os que ali estavam, incluindo o pároco sacerdote André de Soveral que celebrava a missa. Eles não opuseram resistência aos agressores e entregaram suas almas piedosamente ao Criador.
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Martirio de Uruaçu
Aterrorizados pelo acontecido em Cunhaú, muitos habitantes pediram asilo no Forte Reis Magos ou refugiavam-se em lugares improvisados. Em 3 de outubro, cerca de 80 foram levados às margens de Río Uruaçu, onde os esperavam soldados holandeses e índios armados. Os holandeses, calvinistas de religião, que eram acompanhados por um pastor protestante, ofereceram a quem apostatassem perdoar-lhes a vida, todos os que resistiram a esta oferta foram barbaramente sacrificados. Entre eles estava Mateus Moreira que, quando lhe arrancavam o coração pelas costas, morreu exclamando: "Louvado é o Sagrado Sacramento".
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Beato Andrés de Soveral
Nascido em São Vicente, hoje o Estado de São Paulo, por volta de 1572. Ingressou na Companhia de Jesús em 6 de agosto de 1593, na Baía; estudou latim e Teología Moral. Sabendo muito bem o idioma indígena, estava com o encargo da conversão de Índios nos territórios dependentes da escola de Pernambuco, na cidade de Olinda. Em 1606 viaja a Río Grande numa missão. Provavelmente entre 1607 e 1610 passou ao clero diocesano, regressando a Rio Grande em 1614 já como sacerdote secular e ficando desta vez como pároco de Cunhaú. Ele teria 73 anos quando foi martirizado enquanto celebrava a missa na sua igreja paroquial.: “A figura do P. André de Soveral, o pastor do pequeno rebanho de Cunhaú, desponta como o grande herói que, não só ofereceu sua vida pela fé no momento sublime do sacrifício eucarístico, mas que também exortou aos fregueses a que fizessem o mesmo, aceitando voluntariamente o martírio” (PEREIRA, F. de Assis. Protomártires de Brasil, p. 17)
Beato Domingo Carvalho
Beato Michele Bernardo Marchand
Além do Beato Andrés, Domingo é o único nome conhecido de entre todas as vítimas do massacre de Cunhaú. Depois da matança, os assassinos começaram a fazer festa e a roubar os pertences dos cadáveres. Se diz que num dos corpos, o de Domingo Carvalho, que era um dos principais do lugar, encontraram certa quantidade de ouro que foi distribuído entre os assassinos.
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Beato Ambrósio Francisco Ferro

A primeira informação que se tem do P. Ambrósio data de 1636, consistindo aquela em que ele era o vigário de Río Grande. Aparentemente mantinha uma relação amistosa com os holandeses, já que lhes pediu asilo na Fortaleza. Outro mártir, o Beato Antonio Vilela Cid, estava casado com a irmã de P. Ambrósio, Inés Duarte, “açoriana”. Se deduz portanto que ele era “açoriano” que quer dizer português.
A lista dos outros beatificados é a seguinte:
Beato João Lostau Navarro; Beato Antonio Vilela Cid; Beatos Antonio Vilela filho e sua pequena filha; Beatos Estêvão Machado de Miranda e suas duas pequenas filhas; Beatos Manuel Rodrigues de Moura e sua esposa; Beato José do Porto; Beato Francisco de Bastos; Beato Diego Pereira; Beato Vicente de Souza Pereira; Beato Francisco Mendes Pereira; Beato João de Silveira; Beato Simão Correia; Beatos João Martins e sete companheiros; A Beata filha de Francisco Dias; Beato Antonio Barrocho; Beato Mateus Moreira. Estes mártires são recordados nas duas datas de seus martírios: 16 de julho e 3 de outubro.
• Claudio Béguignot, Beato
Presbítero e Mártir
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Claudio Béguignot, Beato
Martirológio Romano: Frente a Rochefort, na costa de França, beatos Nicolás Savouret, da Ordem dos Irmãos Menores Conventuais, e Claudio Béguignot, cartuxo, presbíteros e mártires, que durante a Revolução Francesa, por ódio ao sacerdócio, foram encerrados num navio convertido em cárcere, em que adoeceram e morreram (1794). Etimologicamente: Claudio = Aquele que caminha com dificuldade, é de origem latino. Profesó en la cartuja de Bourgfontaine, eml 15 de agosto de 1760. Sabemos muy poco de su vida en la Cartuja; sin embargo, después de la supresión de su Casa, rehusó prestar juramento y se escondió en la Cartuja de Ruán como «huésped», o sea, como miembro de aquella Comunidad de la que no era profeso, según consta en el Capítulo General de 1782. En 1791 se dispersó esa Comunidad, siendo arrestado en la casa de un particular en abril de 1793, y deportado el 6 de marzo del año siguiente en que le llevaron a Rockefort, donde tras ser objeto de un cacheo fue embarcado en el buque «Les Deux-Associés» (Los dos socios). Más tarde, otro cartujo y compañero en la prueba, llamado Labiche de Reignefort, ofreció de él el siguiente testimonio: «Este santo religioso falleció en el gran hospital, durante mi permanencia en él. Después de haber pasado santamente la mayor parte de su vida en la contemplación y en la práctica de todas las virtudes propias del claustro, la terminó aún más santamente en la profesión de la fe, en medio de las obras penosas de su ministerio sacerdotal, como confesor. Casi todos los enfermos acudían a él, aunque Don Claudio estuviera tan enfermo como ellos. Tantos trabajos terminaron por enardecer su sangre. A esto se añadió el empeoramiento de una llaga que se había hecho en una pierna, y en tal forma que le ocasionó la muerte. Falleció como había vivido; con las señales de un verdadero predestinado, en el mes de julio de 1794. Con solo ver a este hombre de Dios, se sentía uno atraído por el amor a la penitencia. Llevaba la mortificación de Jesucristo en todo su cuerpo. Nunca se hubiera uno cansado de oírle hablar de Dios, tal era la unción conque lo hacía. . . Los rasgos de su rostro tenían algo de parecido con los que los artistas acostumbran a representar a San José Benito Labre. Esta es la razón por la que habíamos dado ese mismo nombre a este gran siervo de Dios». Don Claudio de Beguignot falleció el 16 de julio de 1794, a la edad de 58 años. Siendo sepultado en la isla de Aix. O arquivo PDF do libro sobre SANTOS E BEATOS DA CARTUXA, pode ser encontrado em: blog.juanmayo.net
Santo Antíoco, mártir
Sant’ Antioco
Em Anastasiópolis, de Galácia, santo Antíoco, mártir, irmão de santo Platón (s. III/IV).

Santo Atenógenes, presbítero e mártir
Sant’ Atenogene di Sebaste
Em Sebaste, de Arménia, santo Atenógenes, cor epíscopo e mártir, que deixou a seus discípulos um hino em que fala da divindade do Espírito Santo, e que foi atirado ao fogo por ser cristão (c. 305).
Santo Helério, eremita
Sant' Elerio di Jersey
Na ilha de Jersey, no mar Britânico, santo Helério, ermitão, martirizado por uns piratas, segundo a tradição (s. VI).
Santos Monulfo e Gondulfo, bispos
Santi Monolfo e Gondolfo 
Em Maastricht, na ribeira do Mosa, de Brabante, em Austrásia, santos Monulfo e Gondulfo, bispos (s. VI/VII).
Santos Reinildis, Grimoaldo e Gondulfo, mártires
ReinildeGrimoaldoGondolfo
Em Saintes (ou Xantes), em Hainaut, santos mártires Reinildis, virgem, Grimoaldo e Gondulfo, os quais, segundo conta a tradição, foram assassinados por uns salteadores (c. 680).
Beato Simão da Costa, mártir
Beato Simone da Costa
Paixão do beato Simão da Costa, irmão coadjutor da Companhia de Jesús, que foi martirizado por ódio à Igreja no navio “São Jacobo”, um día depois que os outros religiosos com quem ia (1570).
Beatos João Sugar e Roberto Grissold, mártires
Beati Giovanni Sugar e Roberto Grissold
Em Warwick, em Inglaterra, beatos Juan Sugar, presbítero, e Roberto Grissold, mártires, o primeiro deles por haver entrado em Inglaterra sendo sacerdote, e o segundo por lhe ter prestado ajuda, pelo que ambos foram cruelmente atormentados, alcançaram a palma do martírio em tempo de Jacobo I (1604).
Beato Nicolás Savouret, religioso mártir
Beato Claude Beguignot
Frente a Rochefort, na costa de França, beatos Nicolás Savouret, da Ordem dos Irmãos Menores Conventuais, e Cláudio Béguignot, cartuxo, presbíteros e mártires, que durante a Revolução Francesa, por ódio ao sacerdócio, foram encerrados num navio convertido em cárcere, em que adoeceram e morreram (1794).
Santos Lang Yangzhi e seu filho Pablo Lang Fu, mártires
Santi Lang Yangzhi e Paolo Lang Fu1Santi Lang Yangzhi e Paolo Lang Fu2
Em Lüjiapo, lugar de Qinghe, na provincia chinesa de Hebei, santos Lang Yangzhi, catecúmena, e seu filho Pablo Lang Fu, mártires, que na perseguição desencadeada pelo movimento dos Yihetuan, por causa de haver professado publicamente sua fé cristã, ambos morreram consumidos pelo fogo dentro de sua casa, que havia sido incendiada (1900).
Santos Teresa Zhang Hezhi e dois filhos, mártires

Em Zhangjiaji, povoado de Ningjin, também na provincia chinesa de Hebei, santa Teresa Zhang Hezhi, mártir, que durante a mesma perseguição, havendo sido levada a um pagode pagão, se negou a adorar os ídolos, pelo que ela e seus dois filhos foram mortos à lança (1900).
Beate Amata da Gesù (Maria Rosa) de Gordon e 6 compagne 
 
91173 > San Giustiniano Venerato a Limoges 16 luglio
San Giustiniano
62950 > San Valentino di Treviri Vescovo e martire 16 luglio
San Valentino di Treviri
63100 > San Vitaliano di Osimo Vescovo 16 luglio
San Vitaliano di Osimo


Compilação e tradução parcial de algumas biografias, por
António Fonseca