OS MEUS DESEJOS PARA TODOS

RecadosOnline.com

domingo, 28 de agosto de 2011

Nº 1025-1 - (219) - 28 DE AGOSTO DE 2011 - SANTOS DE CADA DIA - 3º ANO

Nº 1025-1
SANTO AGOSTINHO
Bispo, Doutor da Igreja (354-430)
Agustín, Santo
Santo Agostinho, ornamento da ordem episcopal, um dos mais brilhantes astros do orbe cristão, e tão distinto entre os doutores da Igreja, nasceu em Tagaste, cidade da Numídia, em África, no dia 13 de Novembro de 354. Foi de família honrada, e ainda que Patrício, seu pai, não era cristão, sua mãe, Santa Mónica Estrela ver biografia no blogue de 27/8 – (ontem) – ganhou por tal forma o coração do marido por sua mansidão, por seu sofrimento, paciência e virtude que obteve que toda a família se fizesse cristã. Não exercitou pouco a virtude e a paciência de sua santa mãe a inquieta e buliçosa infância de Santo Agostinho. Pela vivacidade extraordinária do seu génio e pela veemência de suas paixões, era pouco dócil. A mesma facilidade que tinha em compreender tornava-o frouxo e descuidado em estudar. A sua paixão dominante era o amor da liberdade e dos divertimentos, não podendo tolerar nem freio nem sujeição. Não poupava a virtuosa mãe meio algum para lhe dar uma educação cristã. Tinha-o alistado entre os catecúmenos quando caiu perigosamente enfermo e se viu às portas da eternidade. Ele próprio pediu então o baptismo; mas, melhorando em seguida e desconfiando todos de sua más inclinações, teve-se por conveniente diferir-lho até que, com a madureza da idade, melhorasse de disposição. Logo que aprendeu a ler em Tagaste, enviaram-no a Madaura, cidade pouco distante, a estudar gramática e letras humanas. Imediatamente se enamorou muito das fábulas e de todos os vãos delírios da antiguidade profana. Cedo começou a sobressair entre todos os condiscípulos pela superior valentia do seu engenho, distinguindo-se particularmente no exercício da eloquência. Deram a seu pai informações tão vantajosas da sua rara compreensão e extraordinários talentos, que aos dezasseis anos de idade o retirou de Madaura e o enviou a Cartago, para que ali continuasse os estudos. Mas, enquanto dispunha a viagem para aquela cidade, demorou.-se um ano em Tagaste sem se aplicar a coisa alguma, em casa de seus pais; e neste tempo, fazendo os seus costumados estragos a ociosidade, entregou-se sem freio a toda a casta de dissoluções. Aflita em extremo, a piíssima Mãe fazia quanto podia para que o filho se emendasse. Mas, nem rogos, nem amorosas repreensões, nem salutares conselhos faziam impressão em um mancebo perdido, a quem tudo dissimulava a excessiva indulgência de seu pai. Passando a Cartago, ainda mais desaforadamente correu pelos excessos da lascívia, fomentada por diversas companhias e pelos espectáculos profanos, a que era violentamente inclinado. Contudo, no meio de tão grande desordem, como não podia apagar do seu coração aquelas impressões, que nele tinham gravado as primeiras lições cristãs da sua virtuosa mãe, pedia a deus, de onde a onde, o dom da castidade, mas com receio de que se lha concedesse. Deleitava-se muito em ler as obras de Cícero, nas quais só o desgostava, como ele próprio disse, não encontrar o nome de Jesus Cristo, que se lhe gravou na alma desde os mais tenros anos. Como a desordem dos costumes conduz quase sempre à irreligião, caiu em todos os erros dos maniqueus. No entretanto, mais e mais aflita, chorava Santa Mónica amargamente dia e noite diante do Senhor, pedindo-lhe sem cessar que tivesse misericórdia da alma dele. Sendo já Agostinho a admiração dos sábios pela perfeita compreensão de todas as obras de Aristóteles e por sua celebrada eloquência, ensinou retórica em Cartago aos vinte anos de idade; e crescendo nele a ambição com o aplauso, resolveu passar a Roma. Por mais que fizesse, não pôde ocultar este desígnio à sua piedosa mãe, que tinha vindo a Cartago para trabalhar mais eficazmente em convertê-lo. Quis seguir Agostinho; mas este desembaraçou-se daquele estorvo com um artificioso engano. Aconselhou-a a que passasse a noite em oração na capela de S. Cipriano, que estava logo ali perto do porto; e enquanto a mãe se achava assim entretida, fez-se à vela. Hospedou-se em Roma em casa de um maniqueu, onde caiu perigosamente enfermo; mas nem por isso se converteu. Professou nesta cidade a retórica com maior aplauso ainda do que em Cartago, ao tempo em que o magistrado de Milão escreveu ao prefeito de Roma, pedindo-lhe que lhe enviasse um retórico hábil e distinto. Pouco demorou a escolha; Agostinho foi preferido a todos os outros. Logo que chegou a Milão, foi visitar o bispo Santo Ambrósio, cuja fama era grande em todo o mundo. Recebeu-o com tanto agrado, que começou a ganhar-lhe o coração; assistindo depois com frequência aos sermões do santo prelado, sentia renovarem-se em sua alma todos os remorsos da consciência. Já havia tempo que, tendo confundido a Fausto, o mais famosos dos bispos maniqueus, em uma conferência pública, professava a seus erros um grandíssimo desprezo, e andava muito desgosto com tal seita; mas as relações ilícitas que tinha com uma mulher, de quem tinha tido um filho, estorvavam-lhe a conversão, não obstante estar persuadido de que só a religião cristã era verdadeira. Nestas circunstâncias, chegou a Milão, Santa Mónica, resolvida a não abrir mão da empresa até alcançar de Deus a conversão do filho, ajudada agora por Santo Ambrósio. Pareceu a esta santa mulher que era conveniente casá-lo para o tirar da má vida. Consentiu Agostinho em se separar, mandando para a África a mulher com quem vivia amancebado, a qual passou o resto de seus dias na penitência. Entretanto, como não cessava a graça de solicitar interiormente o coração de Agostinhojá pelos conselhos de sua mãe, já pelas conversas e sermões de Santo Ambrósio – teve desejo de uma conferência com um presbítero, chamado Simpliciano, que instruíra o mesmo Santo Ambrósio. Este exortou-o vivamente a romper com os laços que o traziam aprisionado, e referiu-lhe a conversão de Vitoriano, em que tanta parte havia tomado o mesmo Agostinho, e que ele bem conhecia. Este exemplo impressionou-o tão vivamente que resolveu imitá-lo; mas era apenas uma meia vontade, que nunca passava à execução. Estando um dia no quarto com seu amigo Alípio, entrou Ponciano. Viu em cima da mesa as epístolas de S. Paulo, com o que se mostrou muito edificado, e como era muito cristão, tomou daqui ocasião para falar da assombrosa vida de Santo Antão, da multidão de mosteiros que povoavam os desertos e da admirável conversão de dois oficiais do imperador, que, lendo a vida deste grande santo, imediatamente voltaram costas ao mundo e abraçaram a vida cenobítica, entregando-se à oração e penitência. Despediu-se Ponciano. Agostinho, vivissimamente comovido com o que acabava de ouvir, levantou-se e, voltando-se para Alípio, disse-lhe, em tom de voz que denotava bem o muito que a graça trabalhava em seu coração: «Que é isto, Alípio? Em que nos detemos? Levantam-se os indoutos e arrebatam-nos o céu? E nós com toda a nossa ciência andamos sempre de rastos pela terra? Pois quê! Porque eles foram mais sensatos do que nós, não ousamos nós sê-lo tanto como eles? E porque eles foram adiante, teremos nós vergonha de os seguir?» Dizendo isto, saiu do quarto arrebatadamente. Admirado Alípio de tão estranha mudança, foi-o seguindo até ao jardim. Ali sentou-se Agostinho e começou a desabafar em lágrimas e suspiros; mas, não tendo toda a liberdade que desejava à vista do amigo, levantou-se e, sem dizer nada, dirigiu-se para a parte mais solitária do jardim: lançou-se ao chão debaixo duma figueira, e desatando em uma torrente de lágrimas, começou a exclamar com voz entrecortada de soluços: «Até quando, Senhor, até quando terei de experimentar os efeitos da vossa indignação? Até quando deixarei sempre para amanhã o que posso fazer hoje? E se amanhã, porque não desde agora?». Ao pronunciar isto, ouviu uma voz milagrosa que lhe dizia: «Toma e lê, toma e lê». Atónito com o que ouvia, levanta-se, volta a procurar o amigo, toma nas mãos as epistolas de S. Paulo, que tinha deixado ao pé dele; abre-as e depara com estas palavras: «Despi-vos da dissolução, dos deleites, das imundícies; mas revesti-vos de Nosso Senhor Jesus Cristo, e não cuideis da carne no que toca a concupiscências». Mal acabou de ler a última palavra, logo se conheceu superior a todas as irresoluções. Alípio, igualmente movido, quis ser companheiro na nova vida. Retiraram-se os dois, foram ter com Santa Mónica e referiram-lhe quanto se tinha passado. Foi inexplicável o gozo da santa matrona, especialmente quando ouviu a seu filho Agostinho que já não pensava em casar-se, mas no retiro e na solidão. Para melhor se dispor a fim de receber o santo baptismo, retirou-se Agostinho a uma casa de campo perto de Milão, em companhia da mãe, Santa Mónica, do filho Adeodato e do amigo Alípio. Neste retiro compôs o tratado da Vida feliz, o da Imortalidade da alma, o da Ordem da Providência e os Solilóquios. Passava quase metade da noite meditando nas verdades da religião; continuava as suas orações até uma hora adiantada do dia, e encontrava nos salmos um gosto muito requintado. Escreveu a Santo Ambrósioque tinha manifestado a Santa Mónica um gozo singularíssimo por aquela conversão – dando-lhe conta da disposição em que se via e pedindo-lhe santas instruções a fim de se preparar para o sagrado baptismo. No princípio da quaresma de 387 voltou a Milão, onde foi baptizado por Santo Ambrósio, no sábado santo, em companhia do filho Adeodato e do amigo Alípio. Contava então Santo Agostinho trinta e três anos. Elevado pelo baptismo à dignidade de filho de Deus, resolveu conservá-la toda a vida com a pureza de costumes e como regramento de todo  proceder. Mas considerando que o espírito do mundo podia servir de embaraço aos seus intentos, tomou o partido de se retirar, resolvido a procurar na África aquele lugar que lhe pareceu mais a propósito para chorar os seus pecados. Partiu de Milão em companhia da mãe e do filho, demorando-se no porto de Óstia à espera de embarcação. Aqui perdeu a sua querida mãe, Santa Mónica; não pôde recusar o tributo de ternas lágrimas àquela que tantas havia chorado por ele durante a sua vida. Concluído o funeral de sua santa mãe, passou a Roma, com intenção de se demorar algum tempo nesta cidade; empregou-o todo na conversão dos maniqueus. Não podendo tolerar-lhes o descaramento com que se jactavam de sua imaginária continência, para os curar e reduzir à fé, como então os dois livros dos Costumes da Igreja Católica e dos Costumei dos maniqueus; e quase logo a seguir o tratado do Livre arbítrio, contra os mesmos hereges. Depois duma estada em Roma, de quinze a dezasseis meses, embarcou em Óstia e aportou à África por fins do inverno do ano 389. Retirou-se a uma casa de campo com alguns amigos e por espaço de três anos entregou-se inteiramente a exercícios de devoção e de rigorosas penitências. Ocupava-se dia e noite em oração, no estudo da religião e da Sagrada Escritura. Jejuava com extremo rigor e macerava a carne com grandes e contínuas penitências. Neste santo retiro compôs os dois livros sobre o Génesis, e o que intitulou o Mestre, que é um admirável diálogo com seu filho Adeodato, a quem pouco tempo depois perdeu no mesmo retiro. Contava Agostinho quase três anos de piedosas delicias, sossego e gosto pela amável solidão, quando o obrigou a sair dela a fama da sua eminente virtude e da sua rara sabedoria. certo grande senhor da cidade de Hipona, uma das principais de Numídia, bom cristão e grande amigo do nosso santo, instou com ele para que fosse visitá-lo. Consentiu em fazer esta viagem com a esperança de o mover e aumentar a sua pequena comunidade.  Achando-se em Hipona, o bispo da cidade, chamado Valério, propôs ao povo a necessidade que tinha a sua igreja de um presbítero virtuoso e sábio que auxiliasse o mesmo bispo nas funções do ministério pastoral. Como a sabedoria e a virtude de Agostinho eram bem conhecidas, não quiseram outro; mas era mister surpreendê-lo, porque o abismava até a sombra desta dignidade. Um dia entrou na igreja, quando estavam juntos os fiéis, e no mesmo instante lançaram mão dele; e sem darem ouvidos nem aos seus rogos nem às suas lágrimas nem às suas razões, todos a uma voz começaram a clamar que o ordenassem de presbítero. O bispo Valério, que estava já de acordo, fez ainda menos caso do que os outros, de seus argumentos, e depois de lhe conferir as outras ordens, ordenou-o sacerdote. Um dos motivos que mais o moveram foi a promessa de um terreno para fundar um mosteiro. Logo que se acabou a fábrica, concorreu a povoá-lo grande número de pessoas, para as quais compôs o santo a sua regra. Era neles extrema a pobreza, o jejum e o silêncio contínuos, a oração apenas interrompida de longe a longe. É esta a regra admirável que foi como a mãe fecunda de tantas famílias religiosas e ainda hoje uma das mais ilustres e das mais santas que ornam a Igreja. Posto não ser costume na igreja de África os presbíteros pregarem, sendo este ministério privativo do pastor, não hesitou Valério em dispensar este costume a favor de Agostinho. Quis pois que repartisse ao povo o pão da divina palavra, e fê-lo com tanto fruto que só o conheciam pelo nome de apóstolo da palavra de Deus. Pregava-a todos os dias, e cada dia com maior concurso e com aplauso mais universal. Não se contentando Agostinho com fazer guerra aos vícios por meio dos seus sermões, fazia-lhe também, e não menos sangrenta, com as armas dos seus escritos. Compôs o livro da Utilidade da fé, com  o qual reformou muitos abusos que se haviam introduzido em Hipona. teve uma disputa pública com Fortunato, que era chefe dos maniqueus, na qual não só o confundiu, mas até o convenceu, pois chegou a prometer converter-se, muito embora se limitasse a ausentar-se da cidade. No ano de 393 assistiu ao concilio de Hipona, convocado por Aurélio, bispo e primaz de Cartago, no qual, a rogo dos padres, compôs a obra Da Fé e do Símbolo, que é admirável compêndio da doutrina cristã. No mesmo ano, publicou vários escritos contra os donatistas e maniqueus, declarando-se o açoite de todos os hereges. No ano de 394 estreitou-se a íntima amizade entre S. Jerónimo e Santo Agostinho, tendo-a ligado Alípio em uma viagem que fez à Palestina. Também S. Paulino de Nola quis ter correspondência com o nosso santo, que era venerado no mundo como oráculo da Igreja. O bispo Valério, receando que o privassem de Agostinho, chamando-a a governar alguma diocese, resolveu pedi-lo para seu coadjutor e conseguiu-o. Juntou os bispos da província, não fazendo caso da resistência que ele opunha, obrigaram-no a render-se à vontade do Senhor, consagrando-o bispo coadjutor do de Hipona no ano 395, aos quarenta e dois anos de idade. Tremeram logo as seitas ao verem Agostinho na sé episcopal,.. Os donatistas, de que estava cheio aquele país, prevendo o perigo que o seu partido corria, se Agostinho se declarasse contra eles, pediram composição. Propôs-lhes uma conferência: obrigaram o seu bispo Proculiano a aceitá-la; mas este não teve valor para se medir com semelhante adversário. recorreram a um bando de facinorosos que era a flor dos donatistas em honestidade. Chamavam-lhes Circunceliões, porque a sua ocupação principal era rondarem continuadamente as casas para cometerem toda a casta de violências e crueldades. Sedentos do sangue dos católicos, mais o eram ainda do de Agostinho; muitas vezes tentaram assassiná-lo, mas sempre o livrou Deus por milagre. Não obstante, não descansava o santo de trabalhar em sua conversão, já por palavras, já por seus escritos; foi por esta ocasião que redigiu os trabalhos sobre o Baptismo e sobre a unidade da Igreja. Assistiu a muitos concílios que se convocaram em Cartago e em outras partes, sendo a alma e oráculo de todos eles. Mas não o ocupavam tanto os hereges, que não dedicasse a sua principal atenção ao cuidado do seu rebanho, principalmente depois da morte do bispo Valério, seu predecessor; visitando a diocese com todo o zelo e com todo o fruto correspondente ao alto conceito da sua santidade e do seu mérito. Cromo os donatistas não cessavam de perturbar a igreja de África, viu-se obrigado o Imperador Honório a permitir uma disputa pública entre os indivíduos mais hábeis dos dois partidos. Celebrou-se em Cartago, no ano de 411; concorreram a ela 286 bispos católicos e 279 donatistas. Assistiu a este famoso congresso o tribuno Marcelino, a quem o imperador nomeou seu comissário para evitar toda a desordem. Quem mais sobressaiu foi Santo Agostinho, que deixou confundido a Petiliano, o Aquiles dos hereges. Triunfou a religião católica e dissipou-se como fumo aquela espessa nuvem de donatistas. Mas não foram estes os  únicos hereges que o santo venceu, nem esta a única vitória que obteve. Havia-o escolhido Deus para perseguir , para arrancar a máscara, para atacar e vencer  todas as heresias. Depois de confundir , prostrar e aterrar os arianos, priscilianistas, origenistas e maniqueus, foi-lhe preciso terçar armas com Pelágio. este monge, originário da Irlanda, de tal maneira havia enganado o mundo com a sua compostura exterior , com  o seu aspecto de homem penitente e mortificado e com todo o aparato de varão exemplar e virtuoso, que geralmente era tido como homem santo; e à sombra desta reputação tinha difundido por toda a parte o veneno da mais perniciosa heresia. Enquanto o mestre a ia alastrando pelo Egipto, o seu discipulo Celéstio semeava-a e difundia-a pelo Ocidente. Refutou santo Agostinho todos os erros desta seita por um prodigioso sucesso de escritos, que com justa razão lhe mereceram o glorioso nome de doutor e defensor da graça. Não se falava já em todo o orbe cristão senão dos talentos, obras e vitórias de Santo Agostinho, venerado como assombro do mundo e defensor da igreja. De todas as partes acudiram para consultá-lo; não se celebrava concilio ou congresso de bispos e de doutores a que não fosse chamado, e onde não fosse ouvido como oráculo. Mas o que maior admiração causa é que, sendo tão elevado o seu mérito e a sua fama tão extraordinária, fosse maior ainda a sua humildade. Aquele grande e sublime engenho nunca perdeu de vista o se nada, nem os extravios da sua juventude. Com este humílimo espírito compôs o livro das suas Confissões, procurando diminuir a alta reputação de santidade com esta pública confissão dos seus pecados. Diz-se que, passando um dia à beira-mar, pensando no mistério da Santissima Trindade, em que então se ocupava, encontrou um menino, ao parecer muito afadigado em meter a água do mar em uma poça que abrira no areal. Perguntou-lhe o santo o que desejava ele fazer. «Meter toda a água do mar nesta poça», respondeu-lhe o menino. «Pois, filho, respondeu-lhe Santo Agostinho, não vês que isso é impossível?» «Mais fácil é isto, tornou-lhe o menino, do que compreender com o teu limitado entendimento a grandeza do mistério incompreensível». Assim como  a ciência não havia entumecido o seu coração, também os estudos não lhe haviam entibiado a devoção. De poucos santos se conta a virtude mais afectuosa, mais terna, nem de maior suavidade, do que a de Santo Agostinho; de poucos que tivessem o coração tão abrasado no amor de Deus, puro, activo e fogoso; de poucos que professassem a Jesus Cristo e a sua Mãe Santissima uma devoção mais viva, nem mais terna. «Atravessaste, Senhor, o meu coração, diz ele, com uma seta tão penetrante, que bem metida adentro no peito, ficou abrasado o ferro dentro da ferida». Este era aquele divino fogo que ilustrava o seu entendimento, que inflamava o seu coração, e que nele ateava aquele fogoso zelo, por cujo impulso foi sempre o açoite dos hereges. Basta ler os Solilóquios, as Meditações e as Confissões para reconhecer o fogo do amor de Deus que o consumia, e o bom fundamento com que o pintam com o coração na mão, todo cercado de chamas. O esmero da sua pureza não podia ser maior, não consentiu nunca que lhe entrasse em casa mulher alguma, nem a sua própria sobrinha, nem mesmo a sua irmã. A caridade para com os pobres correspondia ao seu grande amor de Deus. Dizia que as rendas do bispo eram rendas do pobre, e que se o pobre não achava que comer em casa do bispo, era preciso que o bispo ficasse nesse dia sem comer. Não podia suportar os murmuradores; e era ditado comum que a murmuração temia tanto a presença de Agostinho, como o erro temia as suas disputas. Achando.-se o santo doutor adiantado em idade, pediu que lhe dessem por companheiro o presbítero Heráclito, para com ele dividir os cuidados da diocese. Vendo-se agora aliviado, empreendeu a revisão e o exame das suas obras, que orçavam já por 232 livros, compreendidos em 80 tratados de diferentes matérias, sem incluir um grande número de cartas e de sermões sobre assuntos muito importantes. Este exame e  revisão produziu a obra das suas Retratações, em que emendou o que achou menos conforme ou menos exacto, censurando e criticando os seus mesmos escritos com nímia severidade. Havia já algum tempo que Santo Agostinho, consumido de penitências e trabalhos, se sentia muito desfalecido, quando o conde Bonifácio, ressentido do imperador Valentiniano III, de quem se julgava agravado, chamou os Vândalos de Espanha. Desembarcou em África o rei destes, Genserico, à frente de oitenta mil homens, e em menos de dois anos se fez senhor de toda ela, à excepção das três cidades principais: Cartago, Hipona e Cirte. Muitos bispos, à aproximação destes bárbaros, retiraram-se; mas Santo Agostinho  não quis nunca abandonar o seu rebanho. exortava-os todos os dias a aplacar a cólera de Deus pelas penitências; não cessava de chorar dia e noite na presença do Senhor, suplicando-Lhe que não perdoasse ao pastor, mas que salvasse as ovelhas. A cidade estava cercada e sem esperança de socorro. Pediu ao Senhor que, se era sua vontade que a cidade caísse em poder dos bárbaros, o tirasse do mundo antes que fosse testemunha daquela desdita. Conheceu que Deus o tinha ouvido, pela enfermidade que o visitou. Dispôs-se para morrer. Recebeu os sacramentos com a fé e a piedade que o animavam; e no dia 28 de Agosto do ano 430 deu tranquilamente a alma a Deus, rodeado dos discípulos e do clero, todos desfeitos em pranto, ao terceiro mês de sítio da cidade. Tal foi a preciosa morte deste homem  verdadeiramente grande, a quem os maiores homens da Igreja chamam o farol dos doutores, o modelo dos prelados, o escudo da fé, o arsenal da religião, a torre de David donde pendem mil arneses, o açoite dos inimigos de Jesus Cristo, a coluna da Igreja e o mais iluminado mestre da moral cristã. Os sumos pontífices, e até mesmo os concílios têm feito magníficos elogios da doutrina de Santo Agostinho e de  seus escritos. O Papa S. Celestino engrandece a sua fé, e chama-o, com outros pontífices, seus predecessores, um dos primeiros doutores da Igreja. S. Paulino apelida-o sol da terra; S. Jerónimo, o inimigo do erro; e Sulpicio Severo, industriosa abelha que sustenta os fiéis com o mel da sua doutrina e com o ferrão transverbera de lado a lado os hereges. Foi sepultado o seu santo corpo com toda a solenidade possível na igreja catedral. No ano seguinte apoderaram-se os bárbaros da cidade; puseram-lhe fogo, mas as chamas pouparam o sepulcro e a livraria do santo, onde estavam todas as suas obras. Os bispos de África, desterrados para a Sardenha, levaram consigo o santo corpo, e em seu exílio serviu-lhes de grande consolação aquele tesouro. Ali esteve por espaço de 206 anos, até Luitprando, rei dos Lombardos, o mandou trasladar para Pavia, no ano de 722, e naquela cidade se conserva ainda exposto à veneração pública. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt. Áudio da RadioVaticana: RadioRai: e de RadioMaria:
NOTA: – ESTE TEXTO FOI TRANSCRITO DIRECTAMENTE DO LIVRO ATRÁS CITADO, DURANTE 4 HORAS CONSECUTIVAS (14 ÀS 18 HORAS) POR ANTÓNIO FONSECA, PARA ESTE BLOGUE.
BEATO JUNÍPERO SERRA
Sacerdote (1713-1784)
Junípero Serra, Beato
Os famosos Clubes Serra, que trabalham pelo incremento das vocações, têm por patrono este bem-aventurado, que nasceu em Petra de Maiorca (Espanha), a 24 de Novembro de 1713, e faleceu em Monterrey, na Califórnia, a 28 de Agosto de 1784. Sobre ele assim se exprimiu João Paulo II, na homilia da beatificação, a 25 de Setembro de 1988: «Em Frei Junipero Serra, sacerdote da Ordem dos Franciscanos Menores, encontramos um esplêndido exemplo das virtudes cristãs e do espírito missionário. O seu grande objectivo era levar o Evangelho às populações da América, de maneira que também elas pudessem ser “consagradas na verdade”. Por muitos anos devotou-se esta tarefa no México, na Serra Gorda e na Califórnia. Ele lançou as sementes da fé cristã no meio de mudanças relevantes ocorridas com a chegada dos agricultores europeus ao Novo Mundo. Era um campo de esforço missionário que requeria paciência, perseverança e humildade, bem como visão e coragem. Baseando-se no poder divino da mensagem por ele proclamada, o Frei Serra levou os povos nativos a Cristo. Estava bem cônscio das virtudes heróicas deles e procurava incrementar-lhes o autêntico desenvolvimento humano, baseado na recém-encontrada fé que eles tinham obtido como pessoas criadas e remidas por Deus. Teve também de admoestar os poderosos, a não abusarem nem explorarem os pobres e os fracos. No desempenho deste ministério, o Frei Serra mostrou ser um verdadeiro filho de São Francisco…» L’OSS. ROM. 210.1988. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt.
Agustín, Santo
Agosto 28 Doctor de la Iglesia,
Agustín, Santo
Agustín, Santo
Obispo de Hipona y Doctor de la Iglesia
Martirologio Romano: Memoria de san Agustín, obispo y doctor eximio de la Iglesia, el cual, después de una adolescencia inquieta por cuestiones doctrinales y libres costumbres, se convirtió a la fe católica y fue bautizado por san Ambrosio de Milán. Vuelto a su patria, llevó con algunos amigos una vida ascética y entregada al estudio de las Sagradas Escrituras. Elegido después obispo de Hipona, en África, siendo modelo de su grey, la instruyó con abundantes sermones y escritos, con los que también combatió valientemente contra los errores de su tiempo e iluminó con sabiduría la recta fe (430).
Etimológicamente: Agustín = Aquel que es venerado, es de origen latino.
Junípero Serra, Beato
Agosto 28 Presbítero,
Junípero Serra, Beato
Junípero Serra, Beato
Apóstol de California
Martirologio Romano: En Monterrey, en California, beato Junípero (Miguel) Serra, presbítero de la Orden de los Hermanos Menores, que pasó por muchas dificultades y pesares predicando el Evangelio entre las tribus todavía paganas de aquella región, en su propia lengua, y defendió con gran valentía los derechos de los pobres y de los humildes (1784).
Fecha de beatificación: Juan Pablo II lo beatificó solemnemente en Roma, el 25 de septiembre de 1988.
Florentina de Cartagena, Santa
Florentina de Cartagena, Santa
Abadesa
Martirologio Romano: En Sevilla, en la región hispánica de Andalucía, santa Florentina, virgen, a la que, por su gran conocimiento de las disciplinas eclesiásticas, sus hermanos Isidoro y Leandro le dedicaron tratados de alta doctrina (s. VII).
Etimológicamente: Florentina = floreciente. Viene de la lengua latina.
Celia Guerin, Beata
Agosto 28 Madre y Esposa,
Celia Guerin, Beata
Celia Guerin, Beata

Madre de Santa Teresita de Lisieux

Martirologio Romano: En Burdeos, Francia, beatos Celia Guérin y Luis Martin, matrimonio cristiano, fallecidos respectivamente el 28 de agosto de 1877 y el 29 de julio de 1894.
Fecha de beatificación: S.S. Benedicto XVI la declararó beata de la Iglesia, junto a su esposo Luis Martin, el día 19 de Octubre de 2008.
Moisés el Etíope, Santo
Agosto 28 Mártir,
Moisés el Etíope, Santo
Moisés el Etíope, Santo
Mártir
Martirologio Romano: En Egipto, san Moisés Etíope. Después de haber sido un conocido ladrón, se hizo anacoreta, convirtió a muchos de los suyos y los llevó con él al monasterio (c. 400).
Etimología: Moisés = salvado de las aguas. Viene de la lengua hebrea.
Alfonso María del Espíritu Santo (Jósé Mazurek), Beato
Alfonso María del Espíritu Santo (Jósé Mazurek), Beato
Presbítero y Mártir
Martirologio Romano: En la ciudad de Nawojowa Góra, en Polonia, beato Alfonso María Mazurek, presbítero y mártir, que durante la guerra, por su confesión cristiana, recibió la muerte a manos de los invasores de su patria (1944).
Fecha de beatificación: El 13 de junio de 1999, el papa Juan Pablo II, en Polonia, beatificó a 108 mártires de la segunda guerra mundial, víctimas de la persecución nazista.
Aurelio de Vinalesa (José Ample Alcaide), Beato
Aurelio de Vinalesa (José Ample Alcaide), Beato
Presbítero y Mártir
Martirologio Romano: Cerca de la localidad de Vinalesa, en la región de Valencia, España, beato Aurelio (José) Ample Alcaide, presbítero de la Orden de los Hermanos Menores Capuchinos y mártir, que, en la persecución religiosa en España, dio un fruto de gloria a través de la prueba de su fe (1936).
Fecha de beatificación: El 11 de marzo del año 2001, el papa Juan Pablo II beatificó a 233 mártires de la persecución religiosa en España.
Juan Bautista Faubel Cano, Beato
Agosto 28 Mártir Laico,
Juan Bautista Faubel Cano, Beato
Juan Bautista Faubel Cano, Beato
Mártir
Martirologio Romano: En la región de Valencia, España, beatos mártires Juan Bautista Faubel Cano y Arturo Ros Montalt, padres de familia que, durante la persecución contra la Iglesia, recibieron la muerte por parte de los hombres, pero la vida eterna por parte de Dios (1936).
Fecha de beatificación: El 11 de marzo del año 2001, el papa Juan Pablo II beatificó a 233 mártires de la persecución religiosa en España.
Joaquina de Vedruna, Santa
Agosto 28 Viuda y Fundadora,
Joaquina de Vedruna, Santa
Joaquina de Vedruna, Santa
Viuda y Fundadora
de las Hermanas Carmelitas de la Caridad
Martirologio Romano: En Barcelona, en España, santa Joaquina de Vedruna. Madre de familia, educó piadosamente a sus nueve hijos y, una vez viuda, fundó el Instituto de las Carmelitas de la Caridad, soportando con tranquilidad de ánimo toda clase de sufrimientos hasta su muerte, que ocurrió por contagio del cólera (1854).
Edmundo Arrowsmith, Santo
Agosto 28 Presbítero y Mártir,
Edmundo Arrowsmith, Santo
Edmundo Arrowsmith, Santo
Presbítero y Mártir
Martirologio Romano: En Lancaster, Inglaterra, san Edmundo Arrowsmith, presbítero de la Compañía de Jesús y mártir, oriundo del mismo ducado, que, después de pasar muchos años entregado al cuidado pastoral en su patria, por ser sacerdote y haber llevado a muchos a la fe católica, con la oposición de los mismos protestantes del lugar, murió en la horca durante el reinado de Carlos I (1628).
Fecha de canonización: El 25 de octubre de 1970, el papa Pablo VI, en Roma, canonizó solemnemente a cuarenta mártires de Inglaterra y Gales. De ellos, diez pertenecen a la Compañía de Jesús, veinticuatro al clero diocesano, tres laicos y tres son mujeres. Entre los jesuitas, figura San Edmundo Arrowsmith.
Vicinio de Sarsina, Santo
Vicinio de Sarsina, Santo
Obispo
Martirologio Romano: En Sarsina, de la Romagnola, san Vicinio, primer obispo de esta ciudad (s. IV/V).
Alejandro de Constantinopla, Santo
Alejandro de Constantinopla, Santo
Obispo
Martirologio Romano: En Constantinopla, san Alejandro, obispo, cuyas apostólicas súplicas, según escribe san Gregorio Nazianceno, lograron vencer al jefe de la herejía arriana (c. 336).
67800 > Sant'Adelina di Poulangy Badessa 28 agosto

24250 > Sant'Agostino Vescovo e dottore della Chiesa 28 agosto - Memoria MR
 
67850 > Sant'Alessandro I di Costantinopoli Vescovo 28 agosto MR
 
92952 > Beato Alfonso Maria dello Spirito Santo (Jozef Mazurek) Sacerdote e martire 28 agosto MR
 
90959 > Beato Angelo da Pesche d'Isernia Laico francescano 28 agosto

93148 > Beato Aurelio da Vinalesa (José Ample Alcaide) Sacerdote e martire 28 agosto MR
 
67825 > San Bibiano (Viviano) di Saintes Vescovo 28 agosto MR
 
67860 > Beato Carlo Arnaldo Hanus Martire 28 agosto MR
 
67775 > Sant'Edmondo Arrowsmith Martire 28 agosto MR
 
67810 > Sant'Ermete Martire a Roma 28 agosto MR
 
93676 > Sant’Ezechia Re di Giuda 28 agosto

94513 > San Feidlimid (Felim) Re del Munster 28 agosto

67830 > Santa Fiorentina Vergine 28 agosto MR
 
93046 > Santi Fortunato, Gaio ed Ante Martiri salernitani 28 agosto

94580 > Beato Giacomo de Tahust Mercedario 28 agosto
 
67875 > Santa Gioacchina De Vedruna Vedova e fondatrice 28 agosto MR
 
93417 > Beati Giovanni Battista Faubel Cano e Arturo Ros Montalt Padri di famiglia, martiri 28 agosto MR
 
67900 > San Giuliano di Brioude Martire 28 agosto MR
 
90040 > San Giusto Martire cagliaritano Ultima domenica di agosto

67840 > Beati Guglielmo Dean e compagni Martiri 28 agosto MR
 
60125 > Beato Junipero (Ginepro) Serra Francescano, Apostolo della Califórnia 28 agosto MR
 
92079 > Maria Santissima del Pozzo - Capurso (BA) Ultima domenica di agosto

67925 > San Mosè l'Etiope (di Scete) Anacoreta 28 agosto MR
 
67820 > San Pelagio Martire venerato a Costanza 28 agosto MR
 
91725 > San Restituto di Cartagine Vescovo e martire 28 agosto MR
il monaco martire Luciano; i monaci Teodosio l'Eminentissimo, Mosè il Taumaturgo, Lorenzo il Recluso, Ilarione lo Schimonaco, Pamuzio il Recluso, Martirio il Diacono, Teodoro principe Ostrozskij, Atanasio il Recluso, Dionisio il Recluso, Teofilo arcivescovo di Novgorod. Zinone il Digiunatore, Gregorio il Taumaturgo, Ipazio il Curatore, Giuseppe il Grande Sofferente, Paolo l'Obbediente, Sisoj lo Schimonaco, Nestore l'Illetterato, Pamva il Recluso, Teodoro il Silenzioso, Sofronio il Recluso, Pancrazio il Recluso, Anatolio il Recluso, Ammone il Recluso, Mardario il Recluso, Pietro il Recluso, Martirio il Recluso, Rufo il Recluso, Beniamino il Recluso, Cassiano il Recluso, Arsenio il Laborioso, Eutimio lo Schimonaco, Tito il Guerriero, Achila il Diacono, Paisio il Diletto da Dio, Mercurio il Digiunatore, Macario il Diacono, Pimen il Digiunatore, Leonzio il Canonarca, Geronzio il Canonarca, Zaccaria il Digiunatore, Silvano lo Schimonaco, Agatone il Taumaturgo, Ignazio l'Archimandrita, Longino il Portinaio. 28 agosto (Chiese Orientali)

93953 > Beato Tommaso Felton Martire 28 agosto
91610 > San Vicinio di Sarsina Vescovo 28 agosto MR

Sites utilizados: Texto transcrito completamente em português, do livro Santos de Cada Dia, de www.jesuitas.pt; texto não traduzido e imagens em espanhol, de
www.es.catholic.net/santoral e imagens só com a descrição de nomes, de www.santiebeati, em italiano.
Compilado por
António Fonseca