OS MEUS DESEJOS PARA TODOS

RecadosOnline.com

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Notícias de mais blogs católicos - 26-10-2011

De: Josemaria Escrivá


http://www.pt.josemariaescriva.info/artigo/com-gente-do-mundo-rural

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
Relatos
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
:: Lutar por amor ::
Em 1921, o jornalista britânico C.P. Scott consagrou a fórmula: “os factos são sagrados; as opiniões, livres”. Jaime Fuentes escreve as suas memórias sobre S. Josemaria dando um novo sentido à primeira parte da frase: na vida de quem aspira à santidade, até o facto mais pequeno pode ser sagrado.
http://www.pt.josemariaescriva.info/artigo/lutar-por-amor
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
Relatos
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
:: "Falemos dos sacramentos" ::
De 9 a 17 de Junho de 1970, S. Josemaria esteve a viver junto da lagoa de Chapala. Ali se reuniu com pessoas muito diversas. Numa ocasião, falou sobre os sacramentos do Matrimónio, da Eucaristia e da Penitência.
http://www.pt.josemariaescriva.info/artigo/falemos-dos-sacramentos
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
S. Josemaria Escrivá
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
:: Como levar a dor com alegria? ::
Rodolfo e Lucía passaram pela perda de um filho pequeno. Como ver ver a mão de Deus nesses momentos? S. Josemaria sugere uma resposta.
http://www.pt.josemariaescriva.info/artigo/rodolfo-e-lucia
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
De Roma
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
:: "Ano da Fé". Anúncio de Bento XVI ::
17 de outubro, 2011. Durante a Missa conclusiva do congresso para a Nova Evangelização, Bento XVI anunciou que 2012 será o “Ano da Fé”.
http://www.pt.josemariaescriva.info/artigo/5c22ano-da-fe5c22--anuncio-de-bento-xvi
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
Escrevem-nos
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
:: Um tumor cerebral ::
Num domingo à tarde recebi a notícia de uma amiga de Manila. Contou-me que tinham detectado um tumor cerebral ao marido, e ele iria ser submetido a uma intervenção cirúrgica no dia seguinte. Ela estava muito preocupada pois o marido sofre também de outras doenças (diabetes, tensão alta, asma), e o médico tinha-lhe dito que a operação era de alto risco.
http://www.pt.josemariaescriva.info/artigo/um-tumor-cerebral
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
Escrevem-nos
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
:: Quando o desemprego bate à porta ::
A minha mulher andava desde há quatro anos à procura de um trabalho estável, e como li alguns comentários da Novena do trabalho de S. Josemaria, imprimi-a. Ela rezou a oração da estampa de S. Josemaria e, graças a Deus, informaram-na de que reúne os requisitos necessários para um emprego fixo. Agradeço muito a S. Josemaria por este milagre que víamos como impossível neste país em que o desemprego grassa.
http://www.pt.josemariaescriva.info/artigo/quando-o-desemprego-bate-e0-porta
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
Relatos
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
:: Com gente do mundo rural ::
No princípio dos anos cinquenta fizemos uma viagem de carro de México DF a Monterrey, pela estrada que atravessa Huaxteca. Perguntava-me a mim mesmo, durante o resto da viagem, como e onde poderíamos começar um trabalho apostólico estável com gente do campo.

»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»«

De: Telefone Esperança Portugal

LEITURA ORANTE


Lc 13,31-35 - Jerusalém, Jerusalém!

Posted: 26 Oct 2011 07:01 PM PDT

Jerusalém vista do monte das Oliveiras

Saudação
- A nós todos unidos na rede virtual,
a paz de Deus, nosso Pai,
a graça e a alegria de Nosso Senhor Jesus Cristo,
no amor e na comunhão do Espírito Santo.
- Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo!
Preparo-me para a Leitura, rezando:
Jesus Mestre, que dissestes:
"Onde dois ou mais estiverem reunidos em meu nome, eu aí estarei no meio deles", /
ficai conosco,
aqui reunidos (pela grande rede da internet),/
para melhor meditar e comungar com a vossa Palavra.
Sois o Mestre e a Verdade: iluminai-nos, para que melhor compreendamos as Sagradas Escrituras.
Sois o Guia e o Caminho: fazei-nos dóceis ao vosso seguimento.
Sois a Vida: transformai nosso coração em terra boa,
onde a Palavra de Deus produza frutos abundantes de santidade e missão.
(Bv. Alberione)

1. Leitura (Verdade)
O que diz o texto do dia?
Leio atentamente, na Bíblia, o texto: Lc 13,31-35, e observo o diálogo de Jesus com os fariseus.
Naquele momento alguns fariseus chegaram perto de Jesus e disseram:
- Vá embora daqui, porque Herodes quer matá-lo.

Jesus respondeu:

- Vão e digam para aquela raposa que eu mandei dizer o seguinte: "Hoje e amanhã eu estou expulsando demônios e curando pessoas e no terceiro dia terminarei o meu trabalho."

E Jesus continuou:

- Mas eu preciso seguir o meu caminho hoje, amanhã e depois de amanhã; pois um profeta não deve ser morto fora de Jerusalém.

- Jerusalém, Jerusalém, que mata os profetas e apedreja os mensageiros que Deus lhe manda! Quantas vezes eu quis abraçar todo o seu povo, assim como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das suas asas, mas vocês não quiseram! Agora a casa de vocês ficará completamente abandonada. Eu afirmo que vocês não me verão mais, até chegar o tempo em que dirão: "Deus abençoe aquele que vem em nome do Senhor!"

A atitude dos fariseus pedindo a Jesus que vá embora porque Herodes quer matá-lo é uma atitude de quem quer intimidá-lo. O Mestre não admite este tipo de intimidação. E diz que embora, Herodes seja uma autoridade, é um “animalzinho”, uma raposa. Como a raposa está sempre à espreita de sua presa, mas isto não provoca a fuga de Jesus, como provocou o outro Herodes quando ele era bebê indefeso. Jesus tem clara a sua missão e nada o fará desistir. Morrerá quando a Deus aprouver. Os poderes humanos podem executar sem o saber os planos de Deus, mas não podem impedi-lo. Dirigindo-se a Jerusalém, o Mestre lamenta sua resistência a Deus, matando os profetas. A imagem da galinha ajuntando os pintinhos debaixo de suas asas é a imagem de Deus que quer proteger o seu povo. Mas, Jerusalém matou os profetas e matou Jesus. “A casa ficará completamente abandonada”, não porque O Messias a abandonou, mas porque ela não o acolheu.

2. Meditação (Caminho)
O que o texto diz para mim, hoje?
Hoje também há profetas, apóstolos e o próprio Jesus que se faz presente em nosso meio. Como os acolho?
Como são acolhidos pela sociedade, pela comunidade?
Há hoje pessoas que manipulam a verdade? E eu sou coerente com a verdade?
Vejo o que os bispos falaram na Conferência de Aparecida:

“Os fiéis leigos são “os cristãos que estão incorporados a Cristo pelo batismo, que formam o povo de Deus e participam das funções de Cristo: sacerdote, profeta e rei. Eles realizam, segundo sua condição, a missão de todo o povo cristão na Igreja e no mundo”. São “homens da Igreja no coração do mundo, e homens do mundo no coração da Igreja”. Sua missão própria e específica se realiza no mundo, de tal modo que, com seu testemunho e sua atividade, eles contribuam para a transformação das realidades e para a criação de estruturas justas segundo os critérios do Evangelho. “O espaço próprio de sua atividade evangelizadora é o mundo vasto e complexo da política, da realidade social e da economia, como também o da cultura, das ciências e das artes, da vida internacional, dos ‘mass media’, e outras realidades abertas à evangelização, como são o amor, a família, a educação das crianças e adolescentes, o trabalho profissional e o sofrimento”. Além disso, eles tem o dever de fazer crível a fé que professam, mostrando a autenticidade e coerência em sua conduta.” (DAp 209-210)

3.Oração (Vida)
O que o texto me leva a dizer a Deus?

Faço, num breve momento de silêncio, minha oração pessoal e depois, rezo com toda Igreja a
Oração Missionária 2011
Deus Pai,
Criador do céu e da terra,
Enviai, por meio do vosso Filho,
O Espírito que renova todas as coisas,
Para que, no respeito e cuidado com a natureza,
Possamos recriar novos céus e nova terra,
E a Boa-Nova, que brilhou na Criação,
Seja conhecida até os confins do universo.
Amém.

4.Contemplação (Vida e Missão)

Qual meu novo olhar a partir da Palavra?
Vou olhar o mundo e a vida com os olhos de Deus. Não me permitirei falsificar a verdade, mascará-la ou diminuí-la.
Bênção
- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
-Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.

Ir. Patrícia Silva, fsp
RSS - Se você quiser receber em seu endereço eletrônico o Evangelho do Dia com a Leitura Orante, faça a assinatura. Basta colocar, no blog http://leituraorantedapalavra.blogspot.com, no início da página, à direita, o seu e-mail. Depois, clique em Enviar

================================================

Compilação por António Fonseca
http://www.pt.josemariaescriva.info/artigo/com-gente-do-mundo-rural

Fratres in Unum – Notícias – 26-10-2011

New post on Fratres in Unum.com


Discurso de Bento XVI no encontro inter-religioso de Assis.

by G. M. Ferretti

Queridos irmãos e irmãs,

distintos Chefes e representantes das Igrejas e Comunidades eclesiais e das religiões do mundo,

Queridos amigos,

Passaram-se vinte e cinco anos desde quando pela primeira vez o beato Papa João Paulo II convidou representantes das religiões do mundo para uma oração pela paz em Assis. O que aconteceu desde então? Como se encontra hoje a causa da paz? Naquele momento, a grande ameaça para a paz no mundo provinha da divisão da terra em dois blocos contrapostos entre si. O símbolo saliente daquela divisão era o muro de Berlim que, atravessando a cidade, traçava a fronteira entre dois mundos. Em 1989, três anos depois do encontro em Assis, o muro caiu, sem derramamento de sangue. Inesperadamente, os enormes arsenais, que estavam por detrás do muro, deixaram de ter qualquer significado. Perderam a sua capacidade de aterrorizar. A vontade que tinham os povos de ser livres era mais forte que os arsenais da violência. A questão sobre as causas de tal derrocada é complexa e não pode encontrar uma resposta em simples fórmulas. Mas, ao lado dos fatores económicos e políticos, a causa mais profunda de tal acontecimento é de caráter espiritual: por detrás do poder material, já não havia qualquer convicção espiritual. Enfim, a vontade de ser livre foi mais forte do que o medo face a uma violência que não tinha mais nenhuma cobertura espiritual. Sentimo-nos agradecidos por esta vitória da liberdade, que foi também e sobretudo uma vitória da paz. E é necessário acrescentar que, embora neste contexto não se tratasse somente, nem talvez primariamente, da liberdade de crer, também se tratava dela. Por isso, podemos de certo modo unir tudo isto também com a oração pela paz.

Mas, que aconteceu depois? Infelizmente, não podemos dizer que desde então a situação se caracterize por liberdade e paz. Embora a ameaça da grande guerra não se aviste no horizonte, todavia o mundo está, infelizmente, cheio de discórdias. E não é somente o facto de haver, em vários lugares, guerras que se reacendem repetidamente; a violência como tal está potencialmente sempre presente e caracteriza a condição do nosso mundo. A liberdade é um grande bem. Mas o mundo da liberdade revelou-se, em grande medida, sem orientação, e não poucos entendem, erradamente, a liberdade também como liberdade para a violência. A discórdia assume novas e assustadoras fisionomias e a luta pela paz deve-nos estimular a todos de um modo novo.

Procuremos identificar, mais de perto, as novas fisionomias da violência e da discórdia. Em grandes linhas, parece-me que é possível individuar duas tipologias diferentes de novas formas de violência, que são diametralmente opostas na sua motivação e, nos particulares, manifestam muitas variantes. Primeiramente temos o terrorismo, no qual, em vez de uma grande guerra, realizam-se ataques bem definidos que devem atingir pontos importantes do adversário, de modo destrutivo e sem nenhuma preocupação pelas vidas humanas inocentes, que acabam cruelmente ceifadas ou mutiladas. Aos olhos dos responsáveis, a grande causa da danificação do inimigo justifica qualquer forma de crueldade. É posto de lado tudo aquilo que era comummente reconhecido e sancionado como limite à violência no direito internacional. Sabemos que, frequentemente, o terrorismo tem uma motivação religiosa e que precisamente o caráter religioso dos ataques serve como justificação para esta crueldade monstruosa, que crê poder anular as regras do direito por causa do «bem» pretendido. Aqui a religião não está ao serviço da paz, mas da justificação da violência.

A crítica da religião, a partir do Iluminismo, alegou repetidamente que a religião seria causa de violência e assim fomentou a hostilidade contra as religiões. Que, no caso em questão, a religião motive de facto a violência é algo que, enquanto pessoas religiosas, nos deve preocupar profundamente. De modo mais subtil mas sempre cruel, vemos a religião como causa de violência também nas situações onde esta é exercida por defensores de uma religião contra os outros. O que os representantes das religiões congregados no ano 1986, em Assis, pretenderam dizer – e nós o repetimos com vigor e grande firmeza – era que esta não é a verdadeira natureza da religião. Ao contrário, é a sua deturpação e contribui para a sua destruição. Contra isso, objeta-se: Mas donde deduzis qual seja a verdadeira natureza da religião? A vossa pretensão por acaso não deriva do facto que se apagou entre vós a força da religião? E outros objetarão: Mas existe verdadeiramente uma natureza comum da religião, que se exprima em todas as religiões e, por conseguinte, seja válida para todas? Devemos enfrentar estas questões, se quisermos contrastar de modo realista e credível o recurso à violência por motivos religiosos. Aqui situa-se uma tarefa fundamental do diálogo inter-religioso, uma tarefa que deve ser novamente sublinhada por este encontro. Como cristão, quero dizer, neste momento: É verdade, na história, também se recorreu à violência em nome da fé cristã. Reconhecemo-lo, cheios de vergonha. Mas, sem sombra de dúvida, tratou-se de um uso abusivo da fé cristã, em contraste evidente com a sua verdadeira natureza. O Deus em quem nós, cristãos, acreditamos é o Criador e Pai de todos os homens, a partir do qual todas as pessoas são irmãos e irmãs entre si e constituem uma única família. A Cruz de Cristo é, para nós, o sinal daquele Deus que, no lugar da violência, coloca o sofrer com o outro e o amar com o outro. O seu nome é «Deus do amor e da paz» (2 Cor 13,11). É tarefa de todos aqueles que possuem alguma responsabilidade pela fé cristã, purificar continuamente a religião dos cristãos a partir do seu centro interior, para que – apesar da fraqueza do homem – seja verdadeiramente instrumento da paz de Deus no mundo.

Se hoje uma tipologia fundamental da violência tem motivação religiosa, colocando assim as religiões perante a questão da sua natureza e obrigando-nos a todos a uma purificação, há uma segunda tipologia de violência, de aspeto multiforme, que possui uma motivação exatamente oposta: é a consequência da ausência de Deus, da sua negação e da perda de humanidade que resulta disso. Como dissemos, os inimigos da religião veem nela uma fonte primária de violência na história da humanidade e, consequentemente, pretendem o desaparecimento da religião. Mas o «não» a Deus produziu crueldade e uma violência sem medida, que foi possível só porque o homem deixara de reconhecer qualquer norma e juiz superior, mas tomava por norma somente a si mesmo. Os horrores dos campos de concentração mostram, com toda a clareza, as consequências da ausência de Deus.

Aqui, porém, não pretendo deter-me no ateísmo prescrito pelo Estado; queria, antes, falar da «decadência» do homem, em consequência da qual se realiza, de modo silencioso, e por conseguinte mais perigoso, uma alteração do clima espiritual. A adoração do dinheiro, do ter e do poder, revela-se uma contra religião, na qual já não importa o homem, mas só o lucro pessoal. O desejo de felicidade degenera num anseio desenfreado e desumano como se manifesta, por exemplo, no domínio da droga com as suas formas diversas. Aí estão os grandes que com ela fazem os seus negócios, e depois tantos que acabam seduzidos e arruinados por ela tanto no corpo como na alma. A violência torna-se uma coisa normal e, em algumas partes do mundo, ameaça destruir a nossa juventude. Uma vez que a violência se torna uma coisa normal, a paz fica destruída e, nesta falta de paz, o homem destrói-se a si mesmo.

A ausência de Deus leva à decadência do homem e do humanismo. Mas, onde está Deus? Temos nós possibilidades de O conhecer e mostrar novamente à humanidade, para fundar uma verdadeira paz? Antes de mais nada, sintetizemos brevemente as nossas reflexões feitas até agora. Disse que existe uma concepção e um uso da religião através dos quais esta se torna fonte de violência, enquanto que a orientação do homem para Deus, vivida retamente, é uma força de paz. Neste contexto, recordei a necessidade de diálogo e falei da purificação, sempre necessária, da vivência da religião. Por outro lado, afirmei que a negação de Deus corrompe o homem, priva-o de medidas e leva-o à violência.

Ao lado destas duas realidades, religião e antirreligião, existe, no mundo do agnosticismo em expansão, outra orientação de fundo: pessoas às quais não foi concedido o dom de poder crer e todavia procuram a verdade, estão à procura de Deus. Tais pessoas não se limitam a afirmar «Não existe nenhum Deus», mas elas sofrem devido à sua ausência e, procurando a verdade e o bem, estão, intimamente estão a caminho d’Ele. São «peregrinos da verdade, peregrinos da paz». Colocam questões tanto a uma parte como à outra. Aos ateus combativos, tiram-lhes aquela falsa certeza com que pretendem saber que não existe um Deus, e convidam-nos a tornar-se, em lugar de polémicos, pessoas à procura, que não perdem a esperança de que a verdade exista e que nós podemos e devemos viver em função de la. Mas, tais pessoas chamam em causa também os membros das religiões, para que não considerem Deus como uma propriedade que de tal modo lhes pertence que se sintam autorizados à violência contra os demais. Estas pessoas procuram a verdade, procuram o verdadeiro Deus, cuja imagem não raramente fica escondida nas religiões, devido ao modo como eventualmente são praticadas. Que os agnósticos não consigam encontrar a Deus depende também dos que creem, com a sua imagem diminuída ou mesmo deturpada de Deus. Assim, a sua luta interior e o seu interrogar-se constituem para os que creem também um apelo a purificarem a sua fé, para que Deus – o verdadeiro Deus – se torne acessível. Por isto mesmo, convidei representantes deste terceiro grupo para o nosso Encontro em Assis, que não reúne somente representantes de instituições religiosas. Trata-se de nos sentirmos juntos neste caminhar para a verdade, de nos comprometermos decisivamente pela dignidade do homem e de assumirmos juntos a causa da paz contra toda a espécie de violência que destrói o direito. Concluindo, queria assegura-vos de que a Igreja Católica não desistirá da luta contra a violência, do seu compromisso pela paz no mundo. Vivemos animados pelo desejo comum de ser «peregrinos da verdade, peregrinos da paz».

Bento XVI (tradução para português publicada pelo Vaticano) - Fonte: Agência Ecclesia

G. M. Ferretti | outubro 27, 2011 at 9:19 am | Categorias: Diálogo Inter-religioso, Ecumenismo, O Papa | Categories: O Papa, Vaticano II | URL: http://wp.me/pgELf-4fn

==============================000000000000000000000000000000000000================================

 

New post on Fratres in Unum.com


CNBB se une ao Papa no encontro de Assis.

by G. M. Ferretti

CNBB - Os bispos que compõem o Conselho Permanente da CNBB emitiram na tarde desta quarta-feira, 26 de outubro, uma nota oficial de saudação ao Papa Bento XVI pela realização do encontro pela paz com lideranças mundiais de outras igrejas e de outras religiões nesta quinta, 27 de outubro, em Assis, na Itália.

Leia a nota na íntegra

NOTA DA CNBB SOBRE O
ENCONTRO DE ASSIS, DO PAPA BENTO XVI
E REPRESENTANTES DE DIVERSAS RELIGIÕES DO MUNDO

Nós, Bispos do Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB – reunidos de 25 a 27 de outubro de 2011, nos unimos ao Santo Padre Bento XVI que renova, em Assis, o encontro histórico realizado há 25 anos, pelo Beato João Paulo II, com os irmãos de outras igrejas cristãs e diferentes tradições religiosas do mundo.

O tema escolhido pelo Papa Bento XVI, “Peregrinos da Verdade, Peregrinos da Paz”, sugere que o diálogo e a construção da Paz se fundamentam na busca da Verdade e no respeito às diferenças religiosas.

Seguindo a orientação do Papa, entendemos que o diálogo verdadeiro não se confunde com sincretismo, ou com uma religião global que ignore as várias identidades religiosas e culturais.

No mundo atual, marcado por grande crise econômica e, sobretudo, moral, o Encontro de Assis é, para todos, fonte de esperança, porque reúne pessoas de boa vontade, em diálogo sincero e aberto ao mistério de Deus.

Assim as religiões, rejeitando qualquer forma de discriminação e violência, se apresentam ao mundo como sólido caminho de promoção da dignidade humana.

Manifestamos nossa plena comunhão com o Santo Padre por este encontro e agradecemos pela escolha do tema.

Comprometemo-nos, em nossas dioceses, a desenvolver ações que levem a um renovado diálogo com as demais religiões e com todas as pessoas de boa vontade.

Que o Príncipe da Paz oriente os nossos passos no caminho inspirado por São Francisco de Assis que, neste local, se fez instrumento do Senhor, na busca da Verdade e na construção da Paz.

Brasília, 27 de outubro de 2011

G. M. Ferretti | outubro 27, 2011 at 5:00 am | Categorias: CNBB, Diálogo Inter-religioso, Ecumenismo, O Papa | Categories: CNBB, O Papa | URL: http://wp.me/pgELf-4ff

========================================00000000000000000000000000000000000000=====================================

New post on Fratres in Unum.com


São Pio X: “Um dos graves erros do ‘Sillon’ é o interconfessionalismo”.

by G. M. Ferretti

Por Padre Élcio Murucci

Apresentamos aqui apenas alguns excertos da Encíclica "Notre Charge Apostolique" com que São Pio X condenou o movimento nascido na França e chefiado por Marc Sangnier: "Le Sillon" ( = Sulco).

No início foi bom. Eis como São Pio X fala dos bons tempos do "Sillon":

"O 'Sillon' levantou, entre as classes operárias, o estandarte de Jesus Cristo, o sinal da salvação para os indivíduos e as nações, alimentando sua atividade social nas fontes da graça, impondo o respeito da religião nos ambientes menos favoráveis , habituando os ignorantes e os ímpios a ouvir falar de Deus..."

Era um movimento da juventude. Infelizmente, os sillonistas, como demonstra São Pio X, caíram em vários erros e se tornaram anti-clericais. São Pio X desmascara e condena os seus erros. Mas aqui vamos transcrever o que São Pio X diz sobre o "INTERCONFESSIONALISMO":

"Houve um tempo em que o Sillon , como tal, era formalmente católico. Em matéria de força moral, só conhecia uma: a força católica, e ia proclamando que a democracia havia de ser católica, ou não seria democracia. Em dado momento, entretanto, mudou de parecer. Deixou a cada um em sua religião ou sua filosofia. Ele próprio deixou de se qualificar de "católico", e a fórmula "A democracia há de ser católica" substituiu-a por esta "A democracia não há de ser anti-católica", tanto quanto, aliás, antijudaica ou antibudista. Foi a época do "maior Sillon". Todos os operários de todas as religiões e de todas as seitas foram convocados para a construção da cidade futura. Outra coisa não se lhes pediu a não ser que abraçassem o mesmo ideal social, que respeitassem todas as crenças e que trouxessem um saldo de forças morais. Certamente, proclamava-se, "Os chefes do Sillon põem sua fé religiosa acima de tudo. Mas podem recusar aos outros o direito de haurir sua energia moral lá onde podem? Em troca, querem que os outros respeitem seu direito, deles, de hauri-la na fé católica. Pedem, pois, a todos aqueles que querem transformar a sociedade presente no sentido da democracia, que não se repilam mutuamente por causa de convicções filosóficas ou religiosas que os possam separar mas que marchem de mãos dadas, não renunciando a suas convicções, mas experimentando fazer, sobre o terreno das realidades práticas, a prova da excelência de suas convicções pessoais. Talvez que neste terreno de emulação entre almas ligadas à diferentes convicções religiosas ou filosóficas a união se possa realizar" (Marc Sangnier, discurso de Rouen, 1907); ... "Os camaradas católicos se esforçarão entre si próprios, numa organização especial, por se instruir e se educar. Os democratas protestantes e livre-pensadores farão o mesmo de seu lado. Todos, católicos, protestantes e livre-pensadores terão em mira armar a juventude não para uma luta fratricida, mas para uma generosa emulação no terreno das virtudes sociais e cívicas" (Marc Sangnier, Paris, maio de 1910). Estas declarações e esta nova organização da ação sillonista provocam bem graves reflexões. Eis uma associação interconfessional, fundada por católicos, para trabalhar na reforma da civilização, obra eminentemente religiosa, porque não há civilização verdadeira sem civilização moral, e não há verdadeira civilização moral sem a verdadeira religião: é uma verdade demonstrada, é um fato histórico. E os novos sillonistas não poderão pretextar que só trabalharão "no terreno das realidades práticas" onde a diversidade das crenças não importa. Seu chefe tão bem percebe esta influência das convicções do espírito sobre o resultado da ação, que os convoca, qualquer que seja a religião a que pertençam, a "fazer no terreno das realidades práticas a prova da excelência de suas convicções pessoais". E, com razão, porque as realizações práticas revestem o caráter das convicções religiosas, como os membros de um corpo, até às últimas extremidades, recebem sua forma do princípio vital que o anima. Isto posto, que deve pensar da promiscuidade em que se acharão agrupados os jovens católicos com heterodoxos e incrédulos de toda espécie, numa obra desta natureza? Esta não será mil vezes mais perigosa para eles do que uma associação neutra? Que se deve pensar deste apelo a todos os heterodoxos e a todos os incrédulos para virem provar a excelência de suas convicções no terreno social, numa espécie de concurso apologético, como se este concurso já não durasse há 19 séculos, em condições menos perigosas para a fé dos fiéis e sempre favorável à Igreja Católica? Que se deve pensar deste respeito a todos os erros e deste estranho convite, feito por um católico a todos os dissidentes, fortificarem suas convicções pelo estudo e delas fazer as fontes sempre mais abundantes de novas forças? Que se deve pensar de uma associação em que todas as religiões, e mesmo o livre-pensamento, podem manifestar-se altamente à vontade? Porque os sillonistas que, nas conferências públicas e em outras ocasiões proclamam altivamente sua fé individual, não pretendem certamente fechar a boca aos outros e impedir que o protestante afirme seu protestantismo e o cético, seu ceticismo. Que pensar, enfim, de um católico que, ao entrar em seu círculo de estudos, deixa na porta seu catolicismo, para não assustar seus camaradas que, "sonhando com uma ação social desinteressada, têm repugnância de a fazer servir ao triunfo de interesses, de facções, ou mesmo de convicções, quaisquer que sejam"? Tal é a profissão de fé na nova Comissão Democrática da Ação Social, que herdou a maior tarefa da antiga organização, e que, assim afirma, "desfazendo o equívoco em torno do maior Sillon, tanto nos meios reacionários como nos meios anticlericais", está aberta a todos os homens "respeitadores das forças morais e religiosas e convencidos de que nenhuma emancipação social verdadeira será possível sem o fermento de um "generoso idealismo". Ah, sim! O equívoco está desfeito; - conclui com ironia São Pio X - a ação social do Sillon não é mais católica; o sillonista, como tal não trabalha para uma facção, e "a Igreja, ele o diz, não deveria, por nenhum título, ser a beneficiária das simpatias que sua ação possa suscitar". Insinuação estranha, em verdade! Teme-se que a Igreja se aproveite, com objetivo egoísta e interesseiro, da ação social do Sillon, como se tudo o que aproveita à Igreja não aproveitasse à humanidade! Estranha inversão de ideias: a Igreja é que seria beneficiária da ação social, como se os maiores economistas já não houvessem reconhecido e demonstrado que a ação social é que, para ser real e fecunda, deve beneficiar-se da Igreja. Porém, mais estranha ainda, ao mesmo tempo inquietantes e acabrunhadoras, são a audácia e a ligeireza de espírito de homens que se dizem católicos, e que sonham refundir a sociedade em tais condições, e estabelecer sobre a terra, por cima da Igreja Católica, "o reino da justiça e do amor", com operários vindos de toda parte, de todas as religiões ou sem religião, com ou sem crenças, contanto que se esqueçam do que os divide: suas convicções religiosas e filosóficas, e ponham em comum aquilo que os une: um generoso idealismo e forças morais adquiridas "onde possam". Quando se pensa em tudo que foi preciso de forças, de ciência, de virtudes sobrenaturais para estabelecer a sociedade cristã, e nos sofrimentos de milhões de mártires, e nas luzes dos Padres e dos Doutores da Igreja, e no devotamento de todos os heróis da caridade, e numa poderosa Hierarquia nascida no céu, e nas torrentes da graça divina, e tudo isto edificado, travado, compenetrado pela Vida e pelo Espírito de Jesus Cristo, a Sabedoria de Deus, o Verbo feito homem; quando se pensa, dizíamos, em tudo isto, fica-se atemorizado ao ver novos apóstolos se encarniçarem por fazer melhor, através da atuação dum vago idealismo e de virtudes cívicas. Que é que eles querem produzir? Que é que sairá desta colaboração? Uma construção puramente verbal e quimérica, em que se verão coruscar promiscuamente, e numa confusão sedutora, as palavras liberdade, justiça, fraternidade e amor, igualdade humana, e tudo baseado numa dignidade humana mal compreendida. Será uma agitação tumultuosa, estéril para o fim proposto, e que aproveitará aos agitadores de massas, menos utopistas. Sim, na realidade, pode-se dizer que o Sillon escolta o socialismo, o olhar fixo numa quimera. Tememos que ainda haja coisa pior. O resultado desta promiscuidade em trabalho, o beneficiário desta ação cosmopolita só poderá ser uma democracia, que não será nem católica, nem protestante, nem judaica; seria uma religião (porque o sillonismo, como seus chefes o afirmam, é uma religião) mais universal do que a Igreja Católica, reunindo todos os homens tornados enfim irmãos e camaradas no "reino de Deus". - "Não se trabalha pela Igreja, dizem, trabalha-se pela humanidade".

Destaques de Fratres in Unum.com

G. M. Ferretti | outubro 26, 2011 at 9:01 pm | Categorias: Igreja, São Pio X | Categories: Igreja | URL: http://wp.me/pgELf-4fj

=================================00000000000000000000000000000000000000====================================

 

New post on Fratres in Unum.com


Cheio de ar quente

by G. M. Ferretti

Por Rorate-Caeli | Tradução: Fratres in Unum.com

Será que existe um sinal mais visível do farisaísmo dos revolucionários litúrgicos (antes e, mais forte do que nunca, depois do Concílio) do que as suas críticas do suposto "descabimento" da “riqueza" da arquitetura e arte eclesiásticas tradicionais, ao passo que estão prontos para torrar milhões e milhões em suas estruturas vazias de aparência secular?

Click to view slideshow.

12 milhões de euros foram gastos em um convento para 7 Clarissas Pobres em Ronchamp, em Franche-Comté (França) – um projeto do famoso arquiteto Renzo Piano, construído próximo da infame igreja de Notre-Dame-du-Haut, por Le Corbusier – financiada pela Associação Oeuvre Notre-Dame-du-Haut, uma associação leiga dona do local, mas com todo o apoio da Diocese de Besançon.

Honestamente, tal como comenta Francesco Colafemmina, em seu relato para o Fides et Forma, não parece presunçoso e ridículo que um dicastério vaticano passe um sermão nas pessoas (com relação a um assunto completamente "negociável" e eminentemente "discutível") sobre a necessidade de um “sistema unificado não somente de governança, mas de governo da economia e finanças internacionais" e de um "Banco Central Mundial" enquanto desperdícios escandalosos como esses são feitos, para todos os fins e propósitos, em nome da Igreja Católica?

G. M. Ferretti | outubro 26, 2011 at 5:39 pm | Categorias: Atualidades | Categories: Igreja | URL: http://wp.me/pgELf-4f8

=================================00000000000000000000000000000000000000====================================

Transcrição da responsabilidade de

António Fonseca,

em exclusivo para este blogue

nº 1085 - (279) - 27 de outubro de 2011 - Santos de cada dia - 3º ano

===================================================================================================================================================

Localização Geográfica do meu Blogue, na cidade do Porto - Portugal

 map-1da5402692bd

http://confernciavicentinadesopaulo.blogspot.com

««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««

Nº 1085

SÃO GONÇALO DE LAGOS

Religiosos (1370-1422) –

(*) Ver este mesmo blogue em 21 de Outubro em curso.

Nasceu em Lagos, no Algarve, um pouco depois de 1370. Tomou o hábito de Santo Agostinho no convento da Graça, em Lisboa, onde vinha pôr mais a salvo os seus vinte anos de virtude e pureza,quase de anjo, e já vitoriosa de repetidos assaltos. Exercitou-se ainda em jejuns e outras penitências, enquanto se aplicava às letras, para que sentia grande atrativo, mas sem qualquer vaidade, chegando assim a recusar a láurea doutoral e outras distinções honrosas. Dedicou-se depois à pregação, em correrias apostólicas: e, com o mesmo zelo, a manter a observância regular, quando superior de alguns mosteiros da sua ordem. Foi o último o de Torres Vedras, onde morreu a 15 de Outubro de 1422, depois de exortar os seus súbditos à observância religiosa e mais virtudes cristãs. Ali mesmo ficou o seu jazigo, mais definitivo e melhorado desde 1784, tornando-o a vila de Torres Vedras para seu padroeiro, depois de beatificado, por Pio VI, em 1798. Mas em Portugal é-lhe tributado o culto de santo. Ao que parece, a escolha que fez Torres Vedras do seu padroeiro deve-se em última análise à carta que D. João II, encontrando-se no Algarve em 1495, escreveu à câmara da dita vila, exaltando a memória de Frei Gonçalo e celebrando a felicidade que essa terra possuía conservando o seu milagroso corpo. O mesmo fez a cidade de Lagos, sua terra natal, onde os pescadores, sobretudo, mais invocam e experimentam a sua especial proteção. Não obstante, com o andar dos anos, o culto de S. Gonçalo foi-se obliterando, até que, em 1942, por iniciativa da Juventude Militar Católica de Lagos, foi restaurado o antigo nicho, com nova imagem e respectiva lápide, seguindo-se várias solenidades, para se retomar a sua festa, que atualmente em 27 de outubro. os Padres Agostinhos celebram-no em Portugal a 21 do mesmo mês (ver essa referência neste blogue, neste mesmo dia). Do livro SANTOS DE CADA DIA, de http://www.jesuitas,.pt/.

SANTO VICENTE,

SANTA SABINA e SANTA CRISTETA

Mártires (303 ou 304)

Vicente, Sabina y Cristeta, Santos

Vicente, Sabina e Cristeta, Santos

Outubro 27

Vicente, Sabina e Cristeta são irmãos. Entre os mais ilustres mártires de Jesus Cristo que, no tempo das perseguições, deram provas de valor e ardente zelo pela religião cristã, são dignos de memória eterna os insignes irmãos Vicente, Sabina e Cristeta, os quais nasceram, segundo uns em Talavera, na província de Toledo, e segundo outros em Évora, Portugal. No império de Diocleciano (284-305), veio à Espanha o seu digno delegado Daciano, homem desumano e perverso, com o intuito de dar à perseguição contra os cristãos um carácter de ferocidade capaz de amedrontar os mais intrépidos. Este magistrado, depois de fazer derramar ondas de sangue inocente em Saragoça, Barcelona, Toledo e outras povoações, apresentou-se em Talavera. Florescia por então na virtude um jovem chamado Vicente, tão modesto e exemplar que edificava os próprios pagãos. Preso por esta causa, foi apresentado a Daciano, que vendo a sua compostura e galhardia, fingindo aparentemente uma falsa compaixão, tentou pervertê-lo com afagos e carícias. Perguntou-lhe que religião era a sua. Sem se perturbar, Vicente respondeu-lhe que a de Jesus Cristo, por cujo motivo se chamava cristão. «Pois quê, lhe tornou, adoras como Deus um homem que os judeus sacrificaram por seus delitos?» «Cala-te, respondeu o santo, não vituperes a quem devias venerar». Dissimulou o tirano e disse-lhe: «Perdoo à tua juventude essas liberdades, pois conheço que não chegastes à idade de uma prudência completa, pelo que te devo aconselhar que me ouças como, pai, e como tal te ordeno que sacrifiques aos deuses imperiais». Vicente respondeu: «Careceria de sólido juízo se, desprezando o verdadeiro Deus que criou o céu e a terra, penetrou os abismos e circundou os mares, desse culto aos falsos deuses de pau e de pedra, representados em estátuas vãs». «Pois que Deus fez essas maravilhas senão Júpiter?», objectou Daciano. «Júpiter, respondeu Vicente, foi um homem inútil, cujas torpezas e maldades publicam os vossos livros; mas o meu Deus é santo e imaculado, uno em essência e trino em pessoas, que por seu infinito poder e bondade fez as obras admiráveis que no céu e na terra vemos e conhecemos; as quais por todas as partes testificam a sua divindade». Tomado de furor, Daciano, mudando de tom, diz-lhe: «É indigno para mim questionar com um jovem; e já que não obedeces a mandamentos meus, és indigno que eu ouça as tuas razões. O que podes dizer do teu Deus, já o tenho ouvido de outros fanáticos tão cegos como tu, que deves consultar a tua idade, e dar exemplo aos outros; e assim sacrifica já ao grande Júpiter». «Sacrifica-lhe tu, respondeu Vicente, pois hás-de cair como ele no fogo do inferno, preparado para o demónio e seus anjos». Não podendo já conter-se, bradou com tom irado, dirigindo-se aos carrascos: «Tirai-me daqui este mancebo sacrílego, e notificai-lhe o édito imperial, para que sacrifique aos deuses ou sofra a morte em cruéis tormentos». Conduziram-no os ministros ao templo para executar o sacrifício prescrito, mas ao pôr os pés no pavimento da ara do falso deus, tornou-se esta branda como cera, ficando impressos os vestígios tão maravilhosamente que os algozes não puderam deixar de confessar que o Deus de Vicente era o verdadeiro; portanto, no intuito de o salvarem, levaram-no para uma casa particular, e vieram dizer que ele pedia três dias de espera para deliberar sobre o cumprimento da ordem, o que foi concedido logo. A esta casa o vieram visitar muitos cristãos e infiéis; a estes exortou a converterem-se; também acudiram pressurosamente suas irmãs Cristeta e Sabina, assaltando-o com razões sentidas, para fugir com elas e se salvar. «Bem vês, lhe diziam elas banhadas em lágrimas, a nossa soledade; órfãs de pai e de mãe, sem outro amparo além do teu, se este nos falta, quem defenderá a nossa pureza do furor dos bárbaros? Quem fortalecerá o nosso ânimo? Ouve as nossas súplicas, e sai da prisão; fujamos todos; se a Deus aprouver, outra ocasião de dar a vida ser-vos-á dada, e então morreremos juntos».Rendido a suas lágrimas, Vicente consentiu em fugir com suas irmãs, e com tanta pressa o fez que, apesar de o seguirem de perto os ministros de Daciano só os foram apanhar em Ávila. Arrastaram-nos para fora da cidade, e estendendo-os no cavalete, os açoitaram com a maior crueldade, e lhes desconjuntaram os membros à força de requintadas torturas. Mas como os três santos não deixavam de louvar a Deus, puseram-lhes as cabeças sobre pedras, e esmagaram-lhas, dando a alma a Deus no meio e tão cruel suplicio, a 27 de Outubro do ano de 303 ou 304. Deixaram os verdugos os três veneráveis corpos insepultos, a fim de serem pasto das feras; mas Deus, para os proteger e manifestar a glória das suas almas, fez sair de umas brenhas uma formidável serpente, que trazia temerosos os moradores de Ávila. Diz-se que, chegando-se um judeu com intuito de os insultar, a serpente se enroscara e estivera a ponto de o sufocar; mas que, prometendo o infiel converter-se a Jesus Cristo e sepultar os corpos dos santos, fora logo abandonado pelo animal que não tornou mais a aparecer. Cumpriu o judeu o que prometera, e além disso edificou-lhes um magnifico, templo, onde Deus favoreceu os que concorriam a tributar-lhes a homenagem da sua devoção. Tão célebre se tornou o sepulcro, que os cristãos tinham o costume de jurar sobre ele, costume que os reis católicos Fernando e Isabel proibiram nas cortes de Toro, pelos perjúrios frequentes que havia. Eis o texto da lei; «outrossim mandamos, que nenhum juramento, ainda que o juiz o mande fazer ou a parte o peça, se faça em S. Vicente de Ávila, nem no ferrolho de Santa Águeda, nem nas relíquias de Santo Isidro, nem em outra igreja jurada, etc..». Do livro SANTOS DE CADA DIA, de http://www.jesuitas.pt/

• Balsamia, Santa

Outubro 27 Biografia,

Etimologicamente significa “bálsamo, perfume”. Vem da língua latina. Jeremias disse: “A palavra do Senhor tem sido para mim fonte de burla. Não falarei mais em seu nome, não pensarei mais nele, mas a sentia dentro como fogo ardente que não podia conter”. Foi do século VI. Seu trabalho já passou de moda em muitos lugares civilizados e de uma forte economia. Em outros, pelo contrário, se mantém o papel da mulher que sustenta os meninos, até com seu próprio leite. Em toda a misteriosa Idade Média e anterior inclusive a ela, havia uma grande veneração pelas santas que haviam dado sua vida neste precioso trabalho de nutrientes. Foi ela que alimentou em Reims a santo Remígio, o bispo daquela cidade. Remígio, com sua cultura, suas boas formas e sua diplomacia, logrou que se convertesse ao cristianismo Clodoveo, o rei francês. Para os franceses é um segundo João Baptista, o precursor da vida cristã em França. Houve um tempo em que se a chamava nas Gálias a santa Balsamiaa santa Nutriz”. Hoje prevalece o de Balsamia. O leite é “bálsamo” dado às crianças. Ela havia nascido em Roma. ¡Felicidades a quem leve este nome!

90407 > Santa Balsamia 27 ottobre

Bartolomeu de Bragança, Beato

Outubro 27 bispo,

Bartolomé de Braganza, Beato

Bartolomé de Bragança, Beato

Etimologicamente significa “filho de quem detém as águas”. Vem da língua hebraica. Não te vejas já como terra seca...Que caia seu orvalho, as lágrimas da manhã, e que no deserto de tua alma se aplaque a sede de um amor. Foi bispo no século XIII. Quando se visita Paris, se vê a santa Capela que mandou construir o rei Luis IX para alojar as relíquias da santa Cruz. Todos os habitantes de Vicenza, Itália, conhecem a bela igreja da santa Coroa.É um monumento importante da arquitetura gótica. Também se fez para guardar uns espinhos de Crucifixão do Senhor. Há uma grande amizade e relação entre a capela gótica parisiense e a de Vicenza. Estas boas relações começaram com o rei de França e Bartolomeu, bispo desta cidade. Havia nascido aqui no começo do século XIII duma família de condes, os de Bragança. Estudou em Pádua. Aqui se uniu aos companheiros de santo Domingo que se encontravam em Bolonha. Inteligente e educado, o encarregaram de pregar por Itália nuns tempos agitados por mor das heresias, lutas civis e outras duras dificuldades. Criou uma confraternidade de tipo religioso e semi - militar, “os alegres”, para evangelizar a todo o mundo com gozo e com alegria. Em 1256 o elegeram bispo. Mas, apesar de seu trabalho e zelo apostólico, o desterraram, e teve que ir como legado pontifício a Inglaterra e França. Morreu em 1270. ¡Felicidades a quem leve este nome!

90462 > Beato Bartolomeo di Breganze (da Vicenza) Vescovo 27 ottobre MR


94285 >
Beato Cesare Taparelli di Genola Sacerdote gesuita 27 ottobre


92569 >
Beata Emelina Eremita e conversa cistercense 27 ottobre


75300 >
Sant'Evaristo Papa e martire 27 ottobre MR

Áudio da RadioVaticana: e RadioRai:

(*) Ver este blogue, no dia 26 de Outubro (ontem)
90237 >
San Gaudioso di Abitine Vescovo 27 ottobre MR


90406 >
San Namazio di Clermont Vescovo 27 ottobre MR


75430 > Sant'Odran (Otterano) di Iona Monaco 27 ottobre MR


94769 > Beato Pietro de Lauro Mercedario 27 ottobre


94771 > Beato Pietro de Pazzis Mercedario 27 ottobre

• Salvador Mollar Ventura, Beato

Outubro 27 Religioso e mártir,

Salvador Mollar Ventura, Beato

Salvador Mollar Ventura, Beato

Nascido em Manises, Valência, em 27 de Março de 1896, filho de Bautista Mollar e María Muñoz, muito pobres mas piedosos. De menino e jovem se distinguiu por sua piedade, organizou a Associação do Rosário em seu bairro, formou parte da Adoração Noturna e da Conferência de São Vicente de Paulo e ensinava o catecismo às crianças. Fez o noviciado dos Irmãos Menores Franciscanos em 1921 e a Profissão solene em 25 de Janeiro de 1925. Alegre, jovial e optimista. Limpo e ordenado, devoto da Santíssima Virgem. Ao iniciar-se a guerra civil, em 1936, era sacristão no convento de Benisa. Ao dispersar-se os religiosos, se refugiou primeiro onde uns benfeitores, e logo, para não os comprometer, se foi a sua família, onde foi detido e encarcerado em finais de outubro, e fuzilado em 27 do mesmo mês e ano, no “Picadero de Paterna”, e enterrado em Valência. Seu cadáver mostrava sinais de tortura. É um dos 233 mártires da Guerra Civil espanhola, para ver mais sobre esses mártires em Espanha faz "click" AQ

93130 > Beato Salvatore (Salvador) Mollar Ventura Religioso e martire 27 ottobre MR



92359 >
San Teodulo (o Teodoro II) Vescovo di Sion 27 ottobre

• Teresa Eustóquio, Santa

Outubro 27 Monja,

Teresa Eustoquio, Santa

Teresa Eustóquio, Santa

 

Etimologicamente significa “bela e ardente como o sol de verão” ou “mulher amável e forte”. Vem da língua grega e alemã. Quando o crente se põe em contacto com estes gigantes da santidade, fica alucinado. Vê que todos os males que podem assolar as pessoas têm uma terapia fenomenal com a prática da oração. A menina Teresa teve a fortuna de ter uns pais que, ainda que tenham sido de alto coturno, deram-lhe uma educação muito cristã. A educação primária foi feita em casa tendo como mestre a um canónico amigo da família. Era aberta, inteligente e sensível aos valores da fidelidade e da graça. Desde pequena deixou que fosse o Espírito Santo que dirigisse os passos de sua existência. Seu afã se centrava em Deus somente e, desde ele, nos demais. Sem embargo, lhe ocorreu como à grande Teresa de Ávila: ter a experiência da ausência de Deus, ainda que, sem o sentir, jamais perdeu sua confiança. Foi para monja beneditina. Depois de alguns anos teve a inspiração divina de fundar uma nova congregação chamada as “Filhas do Sagrado Coração de Jesús”. Calhou-lhe viver em tempo difíceis pelas revoltas políticas e sociais. A nível eclesial, o jansenismo crescia muito. Por isso, na metade do século XIX nasceram várias congregações com o nome desta fundação. Eram os anos da grande expansão da devoção ao Coração de Jesús, ao amor. Se dedica esta congregação à obra educativa, fruto da persuasão e o respeito à individualidade de cada um. Depois de uma vida de intenso trabalho por Deus e pelos demais, morreu no ano 1852. João Paulo II a canonizou em dez de junho de 2001.¡Felicidades a quem leve este nome!


75410 >
San Trasea di Eumenia Vescovo 27 ottobre MR

 

===================================

0000000000000000000000000000000000000000000000

$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$

«««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»

WWW.JESUITAS.PT.

WWW.ES.CATHOLIC.NET/SANTORAL

WWW. SANTIEBEATI.IT

Sites utilizados: Os textos completos são recolhidos através do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt. em que também incluo imagens recolhidas através de http://es.catholic.net/santoral,; em seguida os textos deste mesmo site sem tradução e com imagens, e por último apenas os nomes e imagens de HTTP://santiebeati.it.

NOTA INFORMATIVA: Como já devem ter reparado, de vez em quando, segundo a sua importância há uma exceção da 1ª biografia, que mais sobressai, – quando se trate de um dia especial, dedicado a Jesus Cristo, a Nossa Senhora, Anjos ou algum Santo, em particular – todos os restantes nomes (que não constem do livro citado – nem tampouco dos outros sites) surgem por Ordem alfabética, uma, duas ou três vezes, conforme figurem nos três sites indicados, que poderão ser consultados - se assim o desejarem – pelos meus eventuais leitores. LOGICAMENTE E POR ESSE FACTO, DIARIAMENTE, O ESPAÇO OCUPADO, NUNCA É IGUAL, ACONTECENDO POR VEZES QUE É DEMASIADO EXTENSO. As minhas desculpas e obrigado.

Responsabilidade exclusiva de ANTÓNIO FONSECA