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sábado, 12 de novembro de 2011

BLOGS CATÓLICOS–(3º) - DE 10 A 12-11-2011

LEITURA ORANTE


Lc 17,26-37 - No dia-a-dia deixamos as marcas da eternidade

Posted: 10 Nov 2011 06:01 PM PST

Graça e Paz a todos os que se reúnem aqui, na web, em torno da Palavra.

Juntos, rezamos ou cantamos o Salmo 94:

(Se, em grupo, pode ser rezado em dois coros ou um solista e os demais repetem)

- Venham, ó nações, ao Senhor cantar (bis)

- Ao Deus do universo, venham festejar (bis)

- Seu amor por nós, firme para sempre (bis)

- Sua fidelidade dura eternamente (bis)

- Toda a terra aclame, cante ao Senhor (bis)

- Sirva com alegria, venha com fervor (bis)

- Nossas mãos orantes para o céu subindo (bis)

- Cheguem como oferenda ao som deste hino (bis)

- Glória ao Pai, ao Filho e ao Santo Espírito (bis)

- Glória à Trindade Santa, glória ao Deus bendito (bis)

1. Leitura (Verdade)

O que diz o texto do dia?

Leio atentamente o texto, na minha Bíblia: Lc 17,26-37

Como foi no tempo de Noé, assim também será nos dias de antes da vinda do Filho do Homem. Todos comiam e bebiam, e os homens e as mulheres casavam, até o dia em que Noé entrou na barca. Depois veio o dilúvio e matou todos. A mesma coisa aconteceu no tempo de Ló. Todos comiam e bebiam, compravam e vendiam, plantavam e construíam. No dia em que Ló saiu de Sodoma, choveu do céu fogo e enxofre e matou todos. Assim será o dia em que o Filho do Homem aparecer. Aí quem estiver em cima da sua casa, no terraço, desça, e fuja logo, e não perca tempo entrando na casa para pegar as suas coisas. E quem estiver no campo não volte para casa. Lembrem da mulher de Ló. A pessoa que procura os seus próprios interesses nunca terá a vida verdadeira; mas quem esquece a si mesmo terá a vida verdadeira. Naquela noite duas pessoas estarão dormindo numa mesma cama. Eu afirmo a vocês que uma será levada, e a outra, deixada. Duas mulheres estarão moendo trigo juntas: uma será levada, e a outra, deixada. [Naquele dia, dois homens estarão trabalhando na fazenda: um será levado, e o outro, deixado.]

Então os discípulos perguntaram:

- Senhor, onde vai ser isso?

Ele respondeu:

- Onde estiver o corpo de um morto, aí se ajuntarão os urubus.

Neste discurso, Jesus diz que "Será como no tempo de Noé, no tempo que veio o dilúvio, como nos tempos de Ló, quando veio enxofre e fogo do céu e matou a todos". O povo estava preocupado com o dia-a-dia, os assuntos imediatos e, despreocupado com o que viria, o transcendente, as coisas de Deus. Preocupava-se com o comer e beber, o plantar, construir, negociar... Numa palavra, o povo estava preocupado com a economia, a agricultura, a vida urbana. Jesus disse que assim acontecerá com a vinda do Filho do homem. Neste dia, diz o Mestre, não se deverá confiar em falsas referências, que acontecerá como um relâmpago ou um "apagão". O que era preocupação não o será mais. O "onde" ou o local será ali onde cada um estiver. Não haverá tempo, nem lugar. Enquanto no tempo de Noé e de Ló o povo tinha sua vida centrada nos prazeres da vida, os discípulos de Jesus devem estar preparados para a chegada de Deus, a cada instante, lugar, em todas as suas atividades e projetos. Tudo o que fazemos e vivemos tem marcas de eternidade

2. Meditação (Caminho)

O que o texto diz para mim, hoje?

Os bispos na Conferência de Aparecida lembraram: “No entanto, no exercício de nossa liberdade, às vezes recusamos essa vida nova (cf. Jo 5,40) ou não perseveramos no caminho (cf. Hb 3,12-14). Com o pecado, optamos por um caminho de morte. Por isso, o anúncio de Jesus sempre convoca à conversão, que nos faz participar do triunfo do Ressuscitado e inicia um caminho de transformação!”(DAp 351).

E eu me interrogo: no exercício da minha liberdade acolho a vida nova? Tenho consciência de que tudo que vivo tem reflexos na aternidade?

3.Oração (Vida)

O que o texto me leva a dizer a Deus?

O bem-aventurado Alberione propõe um caminho para este encontro com o Filho do Homem: “A pessoa é criada para o céu; unicamente para o céu. Todo o trabalho da pessoa consiste em não deixar que o seu coração seja conquistado pelos bens presentes, mas em servir-se dos bens presentes como meios para o céu. Todo o mal está em trocar o fim pelos meios. Se se fez isso, é necessário converter-se e orientar definitivamente o coração, as fadigas, o trabalho para o céu. (... ). 2. Jesus Cristo é o caminho para o céu, caminho único, caminho seguro; é a verdade, porque guia a mente de modo que esta não erre, de modo que se sobrenaturalize, se divinize; é a vida, pela qual a mente aderirá sempre a Jesus Cristo e, pela qual, o coração e a vida se manterão sempre no caminho por ele traçado.” (DF 98).

Rezo, espontaneamente, com salmos e concluo com a oração do bem-aventurado Alberione, cuja festa celebramos no dia 26 de novembro.

“Jesus, Mestre:

que eu pense com a tua inteligência,

com a tua sabedoria.

Que eu ame com o teu coração.

Que eu veja com os teus olhos.

Que eu fale com a tua língua.

Que eu ouça com os teus ouvidos.

Que as minhas mãos sejam as tuas.

Que os meus pés estejam sobre as tuas pegadas.

Que eu reze com as tuas orações.

Que eu celebre como tu te imolaste.

Que eu esteja em ti e tu em mim.

Amém”.

4.Contemplação (Vida e Missão)

Qual meu novo olhar a partir da Palavra? Sinto-me discípulo/a de Jesus.

Meu olhar deste dia será iluminado pela presença de Jesus Mestre Verdade-Caminho-Vida. Terei no coração a certeza de que tudo que faço tem marca de eternidade.

Bênção
- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém. Irmã Patrícia Silva, fsp
Uma sugestão para gesto concreto:
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A Liturgia Católica

Posted by Doutrina Católica ⋅ 11/11/2011 ⋅ Deixe um comentário

Filed Under Aprendendo, Doutrina Católica, Entendendo a Santa Missa, Liturgia Eucarística, Santa Missa

Queridos irmãos, a paz do Senhor!

Publicamos hoje uma reflexão sobre a Liturgia Católica e sua origem. Aos poucos vamos trabalhar mais detalhadamente. Pedimos humildemente que rezem por nós e por nosso apostolado para que consigamos cumprir a missão que a nós foi confiada. Não deixem de deixar seus comentários, para que juntos possamos crescer e aprender.

In corde Iesu,

Equipe Doutrina Católica.

A Liturgia Católica

Doutrina Católica

A Igreja Católica tem uma liturgia que vem dos apóstolos. Ora, Jesus Cristo enviou os apóstolos, conforme podemos encontrar em Mc 16, 15-16 “Então Jesus disse-lhes: ”Vão pelo mundo inteiro e anunciem a Boa Notícia para toda a humanidade. Quem acreditar e for batizado será salvo. Quem não

acreditar será condenado“. E um pouco mais adiante no versículo 20 temos: “Os discípulos então saíram e pregaram por toda parte. O Senhor os ajudava e, por meio dos sinais que os acompanhavam, provava que o ensinamento deles era verdadeiro”. Pois bem, Jesus enviou os apóstolos a pregar pelo mundo inteiro e os ajudava provando a veracidade de seus ensinamentos. Hoje a Igreja Católica está presente no mundo todo, e está edificada sobre os ensinamentos dos apóstolos, estes ensinamentos que foram provados como verdadeiros com o auxílio do Senhor Jesus.

O rito da Missa é resultado dos ensinamentos dos apóstolos, como eles rezavam e partilhavam a Eucaristia, e só a eles cabe discernir o que mudar ou não. Além disso, tudo o que a Igreja Católica prega hoje é resultado da Doutrina ensinada pelos apóstolos, que como a Bíblia ensina são verdadeiros. Como exemplo podemos citar os escritos Santo Hipólito de Roma (160 – 235), do segundo século do cristianismo, que nos mostra um trecho da oração eucarística rezada na época:

Apresentem-lhe os diáconos a oblação e ele [o sacerdote], impondo as mãos sobre ela, dando graças com todo o presbiterium, diga:
O Senhor esteja convosco.
Respondam todos:
E com o teu espírito.
Corações ao alto!
Já os oferecemos ao Senhor.
Demos graças ao Senhor.
É digno e justo.
E prossiga a seguir:
Graças te damos, Deus, pelo teu Filho querido, Jesus Cristo, que nos últimos tempos nos enviastes, Salvador e Redentor, mensageiro da tua vontade, que é o teu Verbo inseparável, por meio do qual fizestes todas as coisas e que, porque foi do teu agrado, enviaste do Céu ao seio de uma Virgem; que aí encerrado, tomou um corpo revelou-se teu Filho, nascido do Espírito Santo e da Virgem. Que, cumprindo a tua vontade – e obtendo para ti um povo santo – ergueu as mãos enquanto sofria para salvar do sofrimento aqueles que confiaram em ti, que, enquanto era entregue à voluntária Paixão para destruir a morte, fazer em pedaços as cadeias do demônio, esmagar os poderes do mal, iluminar os justos, estabelecer a Lei e dar a conhecer a Ressurreição, tomou o pão e deu graças a Ti dizendo: Tomai, comei, isto é meu Corpo que por vós será destruído; tomou igualmente, o cálice, dizendo: Este é o meu Sangue, que por vós será derramado. Quando fizerdes isto, fá-lo-eis em minha memória.
Por isso, nós que nos lembramos de sua morte e Ressurreição, oferecemos-te o pão e o cálice, dando-te graças porque nos considerastes dignos de estar diante de ti e de servir-te.
E te pedimos que envies o Espírito Santo à Oblação da santa Igreja: reunindo em um só rebanho todos os fiéis que recebendo a Eucaristia na plenitude do Espírito Santo para o fortalecimento da nossa fé na verdade, concede que te louvemos e glorifiquemos, pelo teu Filho Jesus Cristo, pelo qual a ti a glória e a honra - ao Pai e ao Filho, com o Espírito Santo na tua santa Igreja, agora e pelos séculos dos séculos. Amém” (TRADIÇÃO APOSTÓLICA citado por AQUINO 2007, pág. 127)

 

Mais de 1800 anos após estes escritos terem sido feitos, podemos perceber que pouca coisa mudou, e perceber mais ainda que as raízes de nossa fé não vem de uma pessoa alienada e perturbada, fruto de rebeldia, mas vem dos ensinamentos dos apóstolos de Jesus Cristo, estes que a própria Bíblia confirma são verdadeiros.

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Sacramentos – Eucaristia

Posted by Doutrina Católica ⋅ 11/11/2011 ⋅ 3 comentários

Filed Under Apologia, Doutrina Católica, Entendendo, Eucaristia, Sacramentos

Queridos leitores, a paz!

Dando sequência as reflexões sobre os Sacramentos, hoje falamos um pouco sobre a Eucaristia. Sacramento este de iniciação cristã, do qual nos alimentamos para termos forças na caminhada diária, na luta contra o mal e o pecado.

In corde Iesu,

Equipe Doutrina Católica.

Eucaristia

Doutrina Católica

A Sagrada Eucaristia é o alimento da alma, é o próprio Cristo que se faz presente em Corpo, Sangue, Alma e Divindade no pão e vinho. Não há motivos para não acreditar e só o faz quem acredita em qualquer coisa, como gnomos, fadas, bruxas…

Quem diz não a Eucaristia nega o Sacrifício do Calvário, nega ao próprio Jesus que disse “Eu estarei até o fim contigo” (Mt 28, 20).

Muitos questionam a presença real de Cristo na Eucaristia, porém se analisarmos com coerência o que a Bíblia nos diz, veremos que a Sagrada Tradição Apostólica não falha ao afirmar que Cristo está verdadeiramente presente na Santa Comunhão. A fim de provar esta verdade explícita, além das prefigurações do Antigo Testamento, citaremos, inicialmente, algumas passagens nas quais o próprio Cristo faz tal afirmação. No livro de João cap. 6, 35, temos Jesus Cristo dizendo: “Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá fome, e quem acredita em mim nunca mais terá sede”. E mais diante do versículo 48-50, Jesus diz novamente “Eu sou o pão da vida. Os pais de vocês comeram o maná no deserto e, no entanto, morreram. Eis aqui o pão que desceu do céu: quem dele comer nunca morrerá.” E continuou como podemos observar do versículo51 a 59:

E Jesus continuou: “Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Quem come deste pão viverá para sempre. E o pão que eu darei pela vida do mundo é a minha carne.” Disputavam, pois, os judeus entre si, dizendo: Como pode este dar-nos a sua carne a comer? Disse-lhes Jesus: “Em verdade, em verdade vos digo: Se não comerdes a carne do Filho do homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis vida em vós mesmos. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia. Porque a minha carne verdadeiramente é comida, e o meu sangue verdadeiramente é bebida. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele. Assim como o Pai, que vive, me enviou, e eu vivo pelo Pai, assim, quem de mim se alimenta, também viverá por mim. Este é o pão que desceu do céu; não é como o caso de vossos pais, que comeram o maná e morreram; quem comer este pão viverá para sempre.” Estas coisas falou Jesus quando ensinava na sinagoga em Cafarnaum.

Se analisarmos com atenção e utilizarmos a lógica, poderemos entender facilmente o que Jesus estava falando com essas afirmações. Primeiramente se respondermos a seguinte questão: quem é Jesus? Obviamente todos responderiam o filho de Deus, o Deus humanado ou ainda o próprio Deus. Jesus sendo Deus é perfeito, onipotente e onisciente, ou seja, tudo pode e tudo sabe, e dessa forma ao dizer que é o pão da vida, e que o pão da vida é sua carne e o vinho seu sangue, como duvidar? É o próprio Deus quem diz isso… É o próprio Deus que afirma “a minha carne verdadeiramente é comida, e o meu sangue verdadeiramente é bebida. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele”(Jo 6, 55-56), ou seja, há motivos para duvidar de Deus? Para duvidar de sua inteligência e seu poder? Claro que não há, e sendo assim basta-nos acreditar no que o Deus todo poderoso afirma, “Eu sou o pão da vida” (Jo 6, 35).

Como se não bastasse, ainda temos a instituição da Eucaristia pelo próprio Jesus, como podemos ver em Mt 26, 26-28:

Enquanto comiam, Jesus tomou um pão e, tendo anunciado a benção, o partiu, distribui aos discípulos, e disse: “Tomem e comam, isto é o meu corpo”. Em seguida, tomou um cálice, agradeceu, e deu a eles dizendo: “bebam dele todos, pois isto é o meu sangue, o sangue, o sangue da aliança, que é derramado em favor de muitos, para remissão dos pecados [...]”

E em Mc 14, 22-24:

Enquanto comiam, Jesus tomou um pão e, tendo pronunciado a benção, o partiu, distribuiu a eles, e disse: “Tomem, isto é o meu corpo.” Em seguida, tomou um cálice, agradeceu e deu a eles. E todos eles beberam. E Jesus lhes disse: “Isto é o meu sangue, o sangue da aliança, que é derramado em favor de muitos [...]”

E ainda em Lc 22, 19-20:


A seguir, Jesus tomou um pão, agradeceu a Deus, o partiu e distribuiu a eles, dizendo: “Isto é o meu corpo, que é dado por vocês. Façam isto em memória de mim”. Depois da ceia, Jesus fez o mesmo com o cálice, dizendo: “Este cálice é a nova aliança do meu sangue, que é derramado por vocês[...]”

Conforme podemos verificar, os três evangelistas expõem que Jesus toma o pão e vinho em suas mãos, os abençoa e os distribui aos discípulos dizendo que são seu corpo e sangue. Novamente usamos a lógica, pois quem além de Deus pode nesse mundo transformar uma coisa em outra? Quem é capaz de duvidar de algo tão claro, explícito nos evangelhos acima citados? Ora Jesus afirma de forma clara e explícita que o pão e o vinho são seu corpo e sangue após a benção, quem somos nós para duvidar? Nós não somos absolutamente nada para duvidar de Cristo, que nos ama tanto que se entregou por nós para a morte na cruz.

No evangelho de Lucas vemos Jesus ordenando a seus discípulos “Façam isto em memória de mim” (Lc 22,19). Vemos Jesus ordenando seus discípulos a abençoarem o pão e vinho, transformando-os em seu corpo e sangue e repartirem entre os seus, entre os discípulos, entre os seguidores de Cristo. O Messias é claro e explícito. Não há como e nem motivos para duvidar.

Cristo mandou que se fizesse o sacrifício em sua memória, o que de forma alguma significa que Cristo esteja presente somente em memória, [...]. A expressão significa que a cerimônia é para ser feita pelos Apóstolos e sucessores como recordação do que Cristo fez. E o que Cristo fez foi transformar pão e vinho em Seu corpo e sangue.

Cristo disse: Fazei “isto” em minha memória. O “isto”, a ação que deve ser executada, não é memorial, mas real. Consagreis como eu fiz, realmente, em minha memória, pois não estarei presente visivelmente, é o que ensinou Cristo. E porque em memória? Porque não veremos Cristo até o final do mundo, “até que ele venha”. (LIBÓRIO, 2001)

Após observarmos o próprio Cristo afirmando que Ele é o pão da vida, e ordenar aos discípulos na Santa Ceia que repitam o seu gesto, podemos ainda citar outras passagens bíblicas, para não deixar margem alguma de dúvidas sob a presença de Cristo na Eucaristia (mesmo após Ele mesmo ter dito).

Em I Cor11, 23-26 temos São Paulo explicitando a eucaristia à comunidade de Corinto:

De fato, eu recebi pessoalmente do Senhor aquilo que transmiti para vocês: Na noite em que foi entregue, o Senhor Jesus tomou o pão e, depois de dar graças, o partiu e disse: “Isto é o meu corpo que é para vocês; façam isso em memória de mim.” Do mesmo modo, após a Ceia, tomou também o cálice, dizendo: “Este cálice é a Nova aliança do meu sangue; todas as vezes que vocês beberem dele, façam isso em memória de mim.” Portanto todas vezes que vocês comem deste pão e bebem deste cálice , estão anunciando a morte do Senhor, até que Ele venha. Portanto todo aquele que comer este pão ou beber este vinho indignamente, será réu do corpo e do sangue do Senhor. Examine-se, pois, a si mesmo o homem, e assim coma deste pão e beba deste cálice. Porque aquele que o come e bebe indignamente, come e bebe para si a condenação, não distinguindo o Corpo do Senhor.

Além de termos mais uma vez a narração da instituição da Santa Eucaristia, pelo próprio Jesus, por São Paulo Apóstolo afirmando ser necessária a dignidade para comungar do Corpo e Sangue do Senhor, uma vez que se a comunhão se der de forma impura, as pessoas estarão se condenando. Ou seja, se fosse um simples pedaço de pão as pessoas não estariam se condenando ao comungar indignamente, mas como não é um simples pão, mas Jesus Cristo se faz necessário que as pessoas estejam puras, livres de seus pecados para então comungarem do Corpo e Sangue do Senhor, distinguindo então o que é pão e vinho e o que é o Corpo e o Sangue de Jesus. Uma lição prática que podemos aprender com São Paulo é que o que muda não é a aparência de pão, mas a substância do pão, assim como ocorre com o vinho. Mas se não há uma mudança física como poderíamos distinguir o que é pão e o que é Cristo? Ora a resposta é simples, a fé, a crença nas palavras do próprio Jesus que afirmou que sua carne é verdadeira comida e seu sangue verdadeira bebida, e na última ceia consagrou o pão e o vinho, transformando-os em seu próprio corpo e sangue, e dando-os a seus apóstolos para comungarem. É através da fé que distinguimos o que é pão e o que é Cristo.

Ao procurar algum documento antigo que trate da Santa Missa e da Sagrada Eucaristia, podemos citar a Didakê, ou “Doutrina dos Doze Apóstolos” que é considerado o escrito mais antigo dos tempos apostólicos, e estima-se que tenha sido escrito entre os anos 70 e 90, com São João ainda vivo (LIBÓRIO, 2001). Vejamos o que diz a Didakê:

Reuni-vos no dia do Senhor, e façam a partilha do pão e ofereçam a Eucaristia; mas primeiro confessem suas faltas, para que seu sacrifício seja puro. Quem tiver alguma diferença com seu amigo, que não participe convosco até que tenha se reconciliado, para evitar a profanação de seu sacrifício.

A Didakê orienta os cristãos a se reunirem no dia do Senhor para a Eucaristia, mas para que o sacrifício seja puro e aceito por Deus Pai, se faz necessária a confissão dos pecados. Se confrontarmos com uma passagem bíblica já citada anteriormente poderemos ler “Porque desde o nascente do sol até o poente é o meu nome grande entre as gentes, e em todo lugar se sacrifica e se oferece ao meu nome uma oblação pura” (Mal. 1, 11).

São Malaquias profetiza em nome de Deus a necessidade de uma oblação pura, em toda a terra (do nascer ao por do sol), e a Didakê nos diz como esse sacrifício se tornará puro, através da confissão dos pecados e da reconciliação. Dessa forma o sacrifício descrito na Didakê e no livro de Malaquias são o mesmo!

No livro do Êxodo 3, 14, podemos ler Deus se revelando a Moisés, dizendo: “Eu sou aquele que É”, e em Mt 26, 26-28; Mc 14, 22-24; Lc 22, 19-20, vemos Jesus dizendo “isto é meu Corpo” e “este é o cálice do meu sangue”, ou seja, por mais que muitos tentem confundir o sentido das palavras empregadas por Jesus não há dúvida alguma se observarmos as Sagradas Escrituras iluminados sob a orientação dos apóstolos, e com um pouco de lógica apenas… Só se confunde quem quer, quem acha que pode interpretar a Bíblia livremente da forma que quiser.

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Programa Justiça e Paz - TV Canção Nova - Dia 03/11/2011 - Parte 3

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00:09:30

Adicionado em 11-11-2011

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Canção Nova, escândalo novo: deputado petista, abortista, gayzista e perseguidor da Igreja estréia programa!

by G. M. Ferretti

A Canção Nova lançou em sua programação, no último dia 3, seis novos programas. Assim informa o seu próprio sítio: "Segundo o diretor artístico da emissora, Gilberto Maia, as produções terão formato diferenciado e serão inovadoras no estilo e no conteúdo, com o intuito de atender a todos os públicos".

Todos os públicos mesmo. Ao lado de um "conservador" "Pergunte e responderemos", do sempre passivo Felipe Aquino, foi lançado, entre outros, o programa "Justiça e Paz", que vai ao ar nas quinta-feira, das 23:30 à meia-noite.

E quem são as grandes estrelas do novo show?

Deixemos que fale a assessoria de imprensa da Canção Nova: "O bispo de Jales (SP), Dom Demétrio Valentini e o sociólogo Edinho Silva vão discutir temas sociais a partir da doutrina social da Igreja, contida no Catecismo da Igreja Católica. Entrarão em pauta assuntos como democracia, saúde [ndr: aborto? afinal, para eles é questão de saúde publica...], educação, greves, sindicatos e liberdade religiosa".

O Epíscopo-vermelho de Jales todos conhecem. Do ignóbio episcopado brasileiro, é o que há de mais abjeto. Mas, quem é Edinho Silva?

Um leitor de Araraquara, conterrâneo do sociólogo, informa: Edinho Silva é Deputado Estadual em São Paulo pelo PT. E continua: "Quando prefeito de Araraquara, iniciou a revolução homossexual com a semana do orgulho homossexual com palestras e passeatas" [Prova disso está na página da web do Deputado].

Em sua biografia estão suas raízes ideológicas: "Como cristão engajou-se nas pastorais da Igreja Católica e seguindo os passos da Teologia da Libertação". Não é a toa que conseguiu no bispo de Jales um companheiro de programa a seu nível.

No entanto, caro leitor, se tudo isso é ruim, lembre-se que, tratando-se da Canção Nova, pode ficar ainda pior.

Você se recorda da apreensão de folhetos do Regional Sul 1 da CNBB em uma gráfica de São Paulo, no ápice da campanha eleitoral de 2010?

De acordo com o Estado de São Paulo, "a ação da Polícia Federal obedeceu a uma representação do PT acolhida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE)".

O presidente do PT-SP na época? Edinho Silva, a estrela da Canção Nova, cujo nome vemos na Folha de Sâo Paulo em 16/10/2010: "Segundo o presidente do PT paulista, Edinho Silva, os advogados da campanha irão à Justiça Eleitoral para impedir a continuidade da impressão". Edinho foi reeleito em 2010 e permanece até hoje presidente do Partido da Morte no estado de São Paulo.

É estarrecedor, mas não surpreendente: a Canção Nova, cujo departamento de jornalismo realizou há menos de uma semana uma excelente cobertura do Congresso pela Verdade e pela Vida, está promovendo o que há de mais descarado e escrachado da "cultura de morte"! Socialismo e seus filhos gayzismo e abortismo numa tacada só!

O primeiro programa "Justiça e Paz" teve como convidados, segundo o sítio do Deputado Edinho, "Gilberto de Carvalho, Ministro-Chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Wellington da Silva Jardim, mais conhecido como Eto, presidente da Canção Nova, Gabriel Chalita, deputado federal, professor e apresentador do programa Papo Aberto, também da Rede Canção Nova e Eros Biondini, deputado federal e apresentador do programa Mais Brasil".

Como não ver nessa gama de convidados e no programa em si uma nova demonstração dos brumosos interesses políticos da Canção Nova?

O "amigo Professor Edinho", que está "entrando na equipe Canção Nova", recebeu as boas-vindas e a aprovação do sr. Eto [aquele mesmo senhorzinho ignorante, autor de livrecos de auto-ajuda dos mais chinfrins, que, arrogando a si um poder eclesiástico, pretendeu calar o Padre José Augusto depois deste sacerdote ter se indignado com a postura política de certos católicos, numa clara insinuação à própria Canção Nova]:

Trata-se simplesmente da consolidação do diabólico flerte da Canção Nova com o socialismo petista; da instrumentalização da Fé Católica, a despeito das ingênuas aprovações eclesiásticas. E com um forte odor de troca de benefícios políticos e econômicos.

Com o nosso caro leitor indignado, a quem agredecemos, concluímos: "É pela Canção Nova que este deputado vai ser catapultado, utilizando-se do eleitorado católico cujo catecismo vê o aborto e o homossexualismo pecado que brada aos céus e a Deus por vingança".

G. M. Ferretti | novembro 11, 2011 at 10:27 am | Categorias: Canção Nova, Moral Católica, PT | Categories: Atualidades, Igreja | URL: http://wp.me/pgELf-4jA

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Saudações fraternas de

António Fonseca

Blogs católicos – (2ª)–10 a 12/11

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A gregos e troianos. Tudo como antes no quartel de Abrantes.

by G. M. Ferretti

Depois de uma peregrinação de jovens que culminou com uma belíssima Missa Tradicional em honra a Cristo Rei, no último dia 30 de outubro, o monumento do Cristo Redentor será palco de mais um dos habituais Encontros Ecumênicos da arquidiocese do Rio de Janeiro.

Encontro aos pés do Cristo Redentor vai acolher o Advento.

Por Arquidiocese do Rio de Janeiro, via Canção Nova Notícias | O Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Rio de Janeiro (CONIC- Rio) vai realizar, aos pés do Cristo Redentor, a Celebração da Acolhida do Advento, no dia 25 de novembro, às 10 horas. O encontro ecumênico será um momento de oração e comunhão com integrantes das religiões-membros do CONIC: Igreja Católica Apostólica Romana, Igreja Cristã de Ipanema, Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, Igreja Evangélica de confissão Luterana no Brasil e Igreja Presbiteriana Unida do Brasil. O evento será marcado por músicas e leituras diversas.

O Advento marca o inicio do calendário cristão. É o tempo de preparação para o nascimento de Jesus, momento de espera por aquele que há de vir. Para o Vice-Presidente do CONIC-Rio, Reverendo Sérgio Duarte, da Igreja Cristã de Ipanema, a escolha do Cristo Redentor como local do encontro mostra a importância ecumênica do monumento.

"O Cristo é um monumento-marco da cidade do Rio de Janeiro. Quando você o escolhe como sede do evento, você pensa em centralizar as orações em um lugar característico da cidade, que é aceito por todas as religiões", disse.

A celebração será gratuita e aberta ao público. Os interessados devem entrar em contato antecipadamente com o CONIC, através do email: eclesiarte@gmail.com e se inscrever.

CONIC
O CONIC foi fundado em 1982, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Hoje, tem sua sede em Brasília, no Distrito Federal. Seus objetivos envolvem a promoção das relações ecumênicas entre as Igrejas cristãs e o testemunho conjunto das Igrejas-membros em defesa dos direitos humanos como exigência de fidelidade ao Evangelho.

G. M. Ferretti | novembro 10, 2011 at 4:01 pm | Categorias: Atualidades, Ecumenismo | Categories: Atualidades, Igreja | URL: http://wp.me/pgELf-4jm

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CEFAScast


A Paixão dos Santos

Posted: 09 Nov 2011 02:42 PM PST

 

A Paixão dos Santos

Irmãos, este lindo documentário nos traz um relato sobre os Santos e os Mártires na História da Igreja!
Indispensável para o conhecimento de todo o Cristão que deseja uma vida de santidade e se inspira no exemplo dos Santos!
Assista já e divulgue:

às 20:42

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Marcadores: Santos, Vídeos

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Caminhar Catolico


A importância de evangelizar

Posted: 10 Nov 2011 10:30 AM PST

Só Deus pode criar

Mas você pode valorizar o que Ele criou

Só Deus pode dar a vitória
Mas você pode transmiti-la e respeitá-la
Só Deus pode dar a fé
Mas você pode dar os seus testemunhos
Só Deus pode dar paz
Mas você pode semear a união
Só Deus pode dar a força
Mas você pode apoiar quem desanima
Só Deus pode infundir esperança
Mas você pode restituir a confiança
Só Deus pode dar o amor Ágape
Mas você pode ensinar seu irmão a amar
Só Deus pode dar alegria
Mas você pode sorrir a todos


Só Deus é o Caminho
Mas você pode indicá-lo a todos
Só Deus pode fazer o impossível
Mas você poderá fazer o possível
Só Deus basta a si mesmo
Mas Ele preferiu contar com você, conosco!
Por isso, faça a diferença neste mundo: evangelize!


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Nomeação de Dom Filippo Santoro para arquidiocese italiana.

by G. M. Ferretti

Por Oblatvs | É dada como certa a nomeação de Dom Filippo Santoro para a Arquidiocese de Tarento, Itália. A especulação é de Andrea Tornielli no Vatican insider.

Uma vez confirmada, a transferência significará o retorno de Dom Filippo para sua terra natal depois de 27 anos como missionário Fidei donum no Brasil. Vindo para o Rio de Janeiro por sugestão de Dom Giussani, desempenhou vários encargos pastorais e dedicou-se ao ensino da Filosofia e da Teologia até sua nomeação como auxiliar de Dom Eugênio em 1996. Foi nomeado bispo de Petrópolis em 2004, onde se encontra até o momento.

A diocese de Tarento foi criada no século VI e, já no século X, elevada à condição de Metrópole. Conta atualmente com 405 mil católicos (99% da população) e 143 padres diocesanos distribuídos em 82 paróquias.

Tornando-se o novo arcebispo de Tàrde, Dom Filippo será o sexto bispo italiano proveniente do movimento Comunhão e Libertação.

G. M. Ferretti | novembro 10, 2011 at 8:00 pm | Categorias: Atualidades, CNBB | Categories: Atualidades, CNBB | URL: http://wp.me/pgELf-4jr

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Blogs católicos – De 10 a 12 de Novembro de 2011 - Notícias - Fratres in Unum; Biblia Católica; Diocese Porto

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Bispo alemão [cotado para a Doutrina da Fé] se prepara para o funeral do ecumenismo.

by G. M. Ferretti

Por Catholic Church Conservation | Tradução: Fratres in Unum.com

Dom Gherard Ludwig Müller

Dom Gherard Ludwig Müller

O bispo de Regensburgo, Dom Gerhard Ludwig Mueller, acusou os representantes da igreja Protestante alemã de “dividir” a Igreja Católica. Em uma entrevista à PNP, o Bispo responsável pelo movimento ecumênico na Conferência de Bispos Alemães atacou as “declarações controversas” durante a visita do Papa à Alemanha e colocou o ecumenismo Católico-Protestante como um todo em questão.

Muller foi particularmente crítico ao bispo protestante de Berlim, Markus Dröge, que escreveu que Bento XVI “não fazia ideia do ecumenismo”. Tais declarações devem “apenas ser descartadas como totalmente sem fundamento”, disse o bispo de Regensburgo, afirmando: “Caso se continue nesta linha, seria a morte do ecumenismo”.

Mesmo no Sínodo da Igreja Protestante na Alemanha durante o fim de semana houve críticas à visita do Papa. O bispo de Regensburgo desprezou as observações de que Bento XVI fizera comentários apreciativos sobre o reformador Martinho Lutero privadamente em Erfurt, mas não em seu sermão. “Isso também teria sido totalmente anti-luterano”, diz Müller. “Em um sermão interpretando [São] João, [capítulo] 17, o conteúdo deve ser sobre Cristo e a unidade dos discípulos, mas não uma avaliação histórico-teológica de Martinho Lutero”. Na conversa precedente, no entanto, “o Papa seleciou um propósito que é também frutuoso ecumenicamente: a centralidade radical de Deus para Lutero”. Müller explicou que antes da visita do Papa se jogou “um jogo traiçoeiro com grandes expectativas� �:“Não só de que o Papa devesse dar um dramático passo ecumênico – mas que devesse diluir em água a doutrina Católica”. Após a visita do Papa, houve já tentativas “dispersas” do lado protestante de inserir uma “bactéria” (literalmente, um fungo que ao fim quebra o tronco de uma árvore) na Igreja Católica “com a qual coloca o Papa e os bispos contra a suposta maioria da população Católica”. Para Müller, “eles querem trazer uma parte dos fiéis Católicos para o lado deles ou, alternativamente, protestantizar a Igreja Católica".

G. M. Ferretti | novembro 10, 2011 at 8:36 am | Categorias: Dom Gerhard Ludwig Muller, Ecumenismo | Categories: Atualidades, Cúria Romana, O Papa | URL: http://wp.me/pgELf-4je

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Biblia Catolica News


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O que é Igreja Apostólica?

Posted: 10 Nov 2011 02:19 AM PST

Autor: Alessandro Lima *. Introdução Hoje em dia está na moda as novas seitas protestantes adicionarem o adjetivo “apostólica” ao seus nomes. Como por exemplo: Igreja Nova Apostólica, Igreja Evangélica Apostólica das Águas Vivas, Igreja Apostólica Ministério Comunidade Cristã, Igreja Apostólica do Avivamento, Igreja Apostólica Renascer em Cristo, Igreja Apostólica Cristã, Igreja Apostólica Ministério Resgate, [...]

O que é Igreja Apostólica?

10 novembro 2011 Autor: Bíblia Católica | Postado em: Doutrina Católica

Autor: Alessandro Lima *.

Introdução

Hoje em dia está na moda as novas seitas protestantes adicionarem o adjetivo “apostólica” ao seus nomes. Como por exemplo: Igreja Nova Apostólica, Igreja Evangélica Apostólica das Águas Vivas, Igreja Apostólica Ministério Comunidade Cristã, Igreja Apostólica do Avivamento, Igreja Apostólica Renascer em Cristo, Igreja Apostólica Cristã, Igreja Apostólica Ministério Resgate, Igreja Apostólica Batista Viva e etc.

Mas será que toda igreja é apostólica? Será que toda igreja tem que ser apostólica? Será toda “igreja” pode adotar para si o adjetivo “apostólica”, sem detrimento de seu real significado?

O Ensinamento da Igreja Católica

O Catecismo da Igreja Católica ensina:

§861 “Para que a missão a eles [aos apóstolos] confiada fosse continuada após sua morte [de Jesus], confiaram a seus cooperadores imediatos, como que por testamento, o múnus de completar e confirmar a obra iniciada por eles, recomendando-lhes que atendessem a todo o rebanho no qual o Espírito Santo os instituíra para apascentar a Igreja de Deus. Constituíram, pois, tais varões e administraram-lhes, depois, a ordenação a fim de que, quando eles morressem outros homens íntegros assumissem seu ministério.”

§862 “Assim como permanece o múnus que o Senhor concedeu singularmente a Pedro, o primeiro dos apóstolos, a ser transmitido a seus sucessores, da mesma forma permanece todos Apóstolos de apascentar a Igreja, o qual deve ser exercido para sempre pela sagrada ordem dos Bispos.” Eis por que a Igreja ensina que “os bispos, por instituição divina, sucederam aos apóstolos como pastores da Igreja, de sorte quem os ouve, ouve a Cristo, e quem os despreza, despreza a (aquele por quem Cristo foi enviado“.

Os protestantes em contrapartida alegam que nunca houve sucessão apostólica, e que a Igreja Apostólica é simplesmente aquela fiel á doutrina bíblica. Afirmam ainda que a reunião dos fiéis constitui a Igreja.

O que ensina a Bíblia?

A Bíblia ensina que Nosso Senhor Jesus Cristo, deu o governo da Igreja aos Santos Apóstolos: “Quem vos ouve, a mim ouve; e quem vos rejeita, a mim rejeita; e, quem me rejeita, rejeita aquele que me enviou” (Lc 10, 16). Aqui vemos o testemunho da autoridade dos apóstolos sobre toda a Igreja dada pelo próprio Cristo.

A Bíblia dá testemunho de que os apóstolos claramente escolheram sucessores que, por sua vez, possuíram a mesma autoridade de ligar e desligar. A substituição de Judas Iscariotes por Matias (cf. At 1,15-26) e a transmissão da autoridade apostólica de Paulo a Timóteo e Tito (cf. 2 Tm 1,6; Tt 1,5) são exemplos de sucessão apostólica.

Além destes exemplos claros há também os implícitos como o caso de Apolo. Apolo era um Judeu natural de Alexandria que conhece o verdadeiro Evangelho em Éfeso (cf. At 18,24-28). A Bíblia diz que Apolo foi levado aos discípulos de Cristo que se encontravam em Corinto (cf. At 19,1).

São Paulo ao escrever sua primeira carta aos cristãos de Corinto faz menção de Apolo, vejam:

Pois acerca de vós, irmãos meus, fui informado pelos que são da casa de Cloé, que há contendas entre vós. Refiro-me ao fato de que entre vós se usa esta linguagem: ?Eu sou discípulo de Paulo; eu, de Apolo, eu, de Cefas; eu, de Cristo” (1Cor 1,11-12).

Bem, sabemos de onde surgiu Apolo e que ele foi enviado a Corinto, mas o que ele está fazendo na Igreja de Corinto?

São Paulo continua: “Pois quem é Apolo E quem é Paulo? Simples servos, por cujo intermédio abraçastes a fé, e isto conforme a medida que o Senhor repartiu a cada um deles: eu plantei, Apolo regou, mas Deus é quem faz crescer” (1 Cor 3,5-6).

Notaram? São Paulo fundou a Igreja em Corinto, mas quem cuidava desta Igreja era Apolo, era ele que no dizer no Apóstolo, regava, isto é cuidava da Igreja. Apolo era então o Bispo de Corinto, instituído pelos apóstolos.

Apesar das palavras do apóstolo serem claras, isso explica porque os cristãos dissensores de Corinto, ao criar um partido, escolheram o nome de Apolo, que era o líder daquela comunidade, isto é, o Bispo.

O episcopado de Apolo fica ainda mais claro, nas seguintes palavras de São Paulo:

Portanto, ninguém ponha sua glória nos homens. Tudo é vosso: Paulo, Apolo, Cefas (Pedro), o mundo, a vida, a morte, o presente e o futuro. Tudo é vosso! Mas vós sois de Cristo, e Cristo é de Deus. Que os homens nos considerem, pois, como simples operários de Cristo e administradores dos mistérios de Deus” (1Cor 3,21-22; 4,1).

Veja como São Paulo coloca o ministério de Apolo em igualdade com o seu próprio. Ver também (1Cor 4,6).

Vimos que a Sagrada Escritura ao contrário do que ensinam os “entendedores da Bíblia” não nega a existência da Sucessão dos Apóstolos, como meio de perpertuar de forma segura o ministério dos Apóstolos, ao contrário, ela confirma isso.

O que diz a história da Igreja?

Se estamos falando a verdade, devemos obrigatoriamente encontrar na história da Igreja, provas de que a Sucessão Apostólica realmente existia. Caso contrário estaremos somente especulando sobre o que realmente existia na Igreja primitiva, como faz atualmente o protestantismo.

Vamos ver agora se encontramos na história da Igreja alguma prova da existência da sucessão dos apóstolos:

Clemente de Roma, o 4º Bispo de Roma na sucessão de São Pedro, em sua primeira carta aos Coríntios (90 D.C) escreve:

42. Os apóstolos receberam do Senhor Jesus Cristo o Evangelho que nos pregaram. Jesus Cristo foi enviado por Deus. Cristo, portanto vem de Deus, e os apóstolos vêm de Cristo. As duas coisas, em ordem, provêm da vontade de Deus. Eles receberam instruções e, repletos de certeza, por causa da ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo, fortificados pela palavra de Deus e com plena certeza dada pelo Espírito Santo, saíram anunciando que o Reino de Deus estava para chegar. Pregavam pelos campos e cidades, e aí produziam suas primícias, provando-as pelo Espírito, a fim de instituir com elas bispos e diáconos dos futuros fiéis. Isso não era algo novo: desde há muito tempo, a Escritura falava dos bispos e dos diáconos. Com efeito, em algum lugar está escrito: ?Estabelecerei seus bispos na justiça e seus diáconos na fé” (Is 60,17)”

44. Nossos apóstolos conheciam, da parte do Senhor Jesus Cristo, que haveria disputas por causa da função episcopal. Por esse motivo, prevendo exatamente o futuro, instituíram aqueles de quem falávamos antes, e ordenaram que, por ocasião da morte desses, outros homens provados lhes sucedessem no ministério.”

Vejam que desde o início do Cristianismo já se sabia que os Bispos da Igreja são os sucessores dos Apóstolos. Temos uma prova clara de que a Sucessão dos Apóstolos tinha como objetivo perpetuar o ministério dos Apóstolos, já que a Igreja deveria permanecer ainda na terra durante séculos.

Portanto, ninguém pode ser intitular Bispo, se não tiver recebido as sagradas ordens através da legítima sucessão dos Apóstolos; e ninguém pode se intitular pastor da Igreja se não tiver recebido a sagrada ordem pelas mãos de um legítimo Bispo.

A Igreja Apostólica é como um Rio, que possui sua nascente na sucessão dos Apóstolos. É do Colégio dos Apóstolos que a Igreja possui a sua origem, segundo designo do próprio Cristo.

A Sucessão dos Apóstolos foi algo tão real na vida da Igreja, que muitas destas sucessões foram registradas por alguns historiadores como Hegesipo e Eusébio de Cesaréia.

Veremos algumas das sucessões dos apóstolos registradas pelo Bispo Eusébio de Cesaréia (Séc IV), historiador da Igreja, em sua obra ?A História Eclesiástica? (HE):

Sucessão Apostólica em Roma

No atinente a seus outros companheiros, Paulo testemunha ter sido Clemente enviado às Gálias (2Tm 4,10); quanto a Lino, cuja presença junto dele em Roma foi registrada na 2ª carta a Timóteo (2Tm 4,21), depois de Pedro foi o primeiro a obter ali o episcopado” (HE III,4,8).

A Vespasiano, depois de ter reinado 10 anos, sucedeu Tito, seu filho, como imperador. No segundo ano de seu reinado, o bispo Lino, depois de ter exercido durante doze anos o ministério da Igreja de Roma, transmitiu-o a Anacleto.” (HE III,13)

No décimo segundo ano do mesmo império [de Domiciano, irmão de Tito], Anacleto que foi bispo da Igreja de Roma durante doze anos, foi substituído por Clemente, que o Apóstolo [Paulo], na carta aos Filipenses, informa ter sido seu colaborador, nesses termos: ‘Em companhia de Clemente e dos demais auxiliadores meus, cujos nomes estão no livro da vida’” (Fl 4,3)

Relativamente aos bispos de Roma, no terceiro ano do reinado do supracitado imperador [Trajano], Clemente terminou a vida, passando seu múnus a Evaristo. No total, durante nove anos exercera o magistério da palavra de Deus.” (HE III,34)

Cerca do duodécimo ano do reinado de Trajano (…) Evaristo completado seu oitavo ano, Alexandre recebeu o episcopado em Roma, sendo o quinto na sucessão de Pedro e Paulo.” (HE IV,1)

No terceiro ano do mesmo governo [do imperador Aélio Adriano, sucessor de Trajano], Alexandre, bispo de Roma morreu, tendo completado o décimo ano de sua administração. Teve Xisto como sucessor.” (HE IV,4).

Ao atingir o império de Adriano já o duodécimo ano, Xisto, tendo completado o décimo ao de episcopado em Roma, teve Telésforo por sucessor, o sétimo depois dos apóstolos.” (HE IV,5,5)

Tendo ele [Aélio Adriano] cumprido sua incumbência, após vinte e um anos de reinado, sucedeu-lhe no governo do império romano Antonino, o Pio. No primeiro ano deste, Telésforo deixou a presente vida, no undécio ano de seu múnus e coube a Higino a herança do episcopado em Roma.” (HE IV,10)

Tendo Higino falecido após o quarto ano de episcopado, Pio tomou em mãos o ministério em Roma.” (HE IV,11,6)

E na cidade de Roma, tendo morrido Pio no décimo quinto ano de episcopado, Aniceto presidiu aos fiéis desta cidade.” (HE IV,11,7)

Já atingira o oitavo ano o império de que tratamos [Antonino Vero], quando Sotero sucedeu a Aniceto, que completara onze anos de episcopado na Igreja de Roma.”(HE IV,19)

Sotero, bispo da Igreja de Roma, chegou ao termo de sua vida no decurso do oitavo ano de episcopado. Sucedeu-lhe Eleutério, o décimo segundo a contar dos Apóstolos, no décimo sétimo ano do imperador Antonino Vero” (HE V,Introdução,1)

No décimo ano do império de Cômodo, Vítor sucedeu a Eleutério, que havia exercido o episcopado durante treze anos.(…)” (HE V,22)

Sucessão Apostólica em Jerusalém

Após o martírio de Tiago e a destruição de Jerusalém, ocorrida logo depois, conta-se que os sobreviventes dos Apóstolos e discípulos do Senhor vindos de todas as partes se congregaram e com os consangüíneos do Senhor ‘ havia um grande número deles ainda vivos ‘ reuniram-se em conselho para verificar quem julgariam digno de suceder a Tiago. Todos unanimemente consideraram idôneo para ocupar a sede desta Igreja Simeão, filho de Cléofas, de quem se faz memória no livro do Evangelho (Lc 24,18; Jô 19,25). Diz-se que era primo do Salvador. Efetivamente, Hegesipo [historiador antigo] declara que Cléofas era irmão de José.” (HE III,11)

Por sua vez, tendo Simeão morrido segundo relatamos, um judeu, chamado Justo, ocupou em Jerusalém a sé episcopal. Havia um grande número de circuncisos que acreditavam em Cristo e ele era deste número.” (HE III,35)

Certifiquei-me, contudo, por documentos escritos, que, até o assédio dos judeus sob Adriano, sucederam-se em Jerusalém quinze bispos. Diz-se que eram todos hebreus por origem e terem acolhido genuinamente o conhecimento de Cristo. Em conseqüência, aqueles que ali podiam decidir, julgaram-nos dignos do múnus episcopal. Com efeito, a Igreja toda de Jerusalém se compunha então de hebreus fiéis. Assim sucedeu desde o tempo dos apóstolos até o cerco que sofreram então, quando os judeus se contrapuseram aos romanos e foram aniquilados em fortes guerras.

Uma vez que terminaram nessa ocasião os bispos oriundos da circuncisão, convém levantar agora sua lista, desde o primeiro. Com efeito, o primeiro foi Tiago, denominado irmão do Senhor, depois dele, o segundo foi Simeão; o terceiro, Justo; o quarto, Zaqueu; o quinto, Tobias; o sexto, Benjamim; o sétimo, João; o oitavo, Matias; o nono Filipe; o décimo, Sêneca, o undécimo, Justo; o duodécimo, Levi; o décimo terceiro, Efrém; o décimo quarto, José; finalmente, o décimo quinto, Judas.

Estes foram os bispos da cidade de Jerusalém, desde os apóstolos até o tempo a que nos referimos. Todos dentre os circuncisos.” (HE IV, 5,2-4)

[Durante a perseguição aos Judeus sob o imperador Adriano] a cidade [de Jerusalém] foi reduzida a ser totalmente desertada pelo povo e a perder seus habitantes de outrora. Foi povoada uma raça estrangeira. A cidade romana que a substitui recebeu outro nome, e foi denominada Aélia, em honra do imperador Aélio Adriano. A Igreja da cidade foi composta também de gentios, e após os da circuncisão o primeiro dos bispos a receber a múnus foi Marcos.” (HE IV,6,4)

Nesta época [do imperador Cômodo, sucessor de Antonino Vero], era famoso o bispo da Igreja de Jerusalém Narciso, até hoje muito conhecido. Foi o décimo quinto sucessor, após a guerra judaica, sob Adriano. Mostramos que, desde então, a Igreja local constava de gentios, substitutos dos membros da circuncisão e que Marcos foi o seu primeiro bispo proveniente dos gentios.

Depois dele, as listas dos sucessivos bispos desta região registram Cassiano; em seguida Públio, depois Máximo; após estes, Juliano, e em seguida Caio; depois dele Símaco, outro Caio, e ainda Juliano, após Capitão, a seguir Valente e Doliguiano; por fim Narciso, o trigésimo a contar dos apóstolos, na sucessão regular dos bispos.” (HE V,12)

A Sucessão Apostólica em Antioquia

Evódio foi o primeiro bispo estabelecido em Antioquia; depois ilustrou-se o segundo, Inácio, nessa mesma ocasião.” (HE III,22)

Após [Inácio], Heros foi seu sucessor no episcopado em Antioquia” (HE III,36,15)

É sabido que, na Igreja de Antioquia, Teófilo foi sexto bispo a contar dos apóstolos, pois Cornélio foi instalado como quarto depois de Heros, nesta cidade, e após, em quinto lugar, Eros recebeu o episcopado.” (HE IV,20).

A Sucessão Apostólica em Alexandria

No quarto ano de Domiciano, Aniano, o primeiro bispo da Igreja de Alexandria, após vinte e dois anos completos de episcopado, morreu. Seu sucessor, como segundo bispo, foi Abíblio” (HE III,14)

Nerva [imperador, sucessor de Domiciano] reinou pouco mais de um ano e Trajano lhe sucedeu. No decurso de seu primeiro ano, Abílio, tendo dirigido por treze anos a Igreja de Alexandria, foi substituído por Cerdão. Se contarmos desde o primeiro, Aniano, este foi o terceiro chefe. Nesta ocasião, Clemente estava à frente da Igreja de Roma, e foi o terceiro a ocupar a sé episcopal, depois de Paulo e de Pedro. Lino foi o primeiro, e em seguida Anacleto.” (HE III,21)

Cerca do duodécimo ano do reinado de Trajano, bispo de Alexandria, de que falamos um pouco mais acima [Cerdão], deixou a presente vida. Primo foi o quarto, depois dos apóstolos, a assumir o múnus da Igreja de Alexandria.” (HE IV,1)

No terceiro ano do mesmo governo [do imperador Aélio Adriano, sucessor de Trajano] (…) na Igreja de Alexandria, Primo morreu no décimo ano em que presidia e sucedeu-lhe Justo.” (HE IV,4).

Decorridos um ano e alguns meses [depois do duodécimo ano do império de Adriano], Eumenes teve a presidência na Igreja de Alexandria, em sexto lugar. Seu predecessor [Justo] permaneceu durante onze anos.” (HE IV,5,5)

[durante o tempo de imperador Antonino], em Alexandria, Marcos foi nomeado pastor, depois que Eumenes completou treze anos; e tendo Marcos morrido após dez anos de ministério, Celadião assumiu o múnus da Igreja de Alexandria.” (HE IV,11,6).

Já atingira o oitavo ano o império de que tratamos [Antonino Vero] (…) Na Igreja de Alexandria, depois que Celadião a presidira durante catorze anos, Agripino assumiu a sucessão” (HE IV,19).

Depois que Antonino esteve dezenove anos no governo, Cômodo obteve o poder. No primeiro ano de seu reinado, Juliano assumiu o episcopado das Igrejas de Alexandria, depois de ter Agripino desempenhado suas funções durante doze anos.” (HE V,9)

No décimo ano do império de Cômodo, (…) tendo Juliano completado o décimo ano de seu múnus, Demétrio tomou em mãos o ministério das comunidades de Alexandria (…)” (HE V,22)

Sucessão apostólica em outras localidades

Não é fácil dizer quantos discípulos houve e quais se tornaram verdadeiramente zelosos a ponto de serem considerados capazes, depois de comprovados, de apascentar as Igrejas fundadas pelos apóstolos, exceto aquelas cujos nomes é possível recolher dos escritos de Paulo.

(…)Relata-se ter sido Timóteo o primeiro a exercer o episcopado na Igreja de Éfeso (1Tm 1,3), enquanto o primeiro nas Igrejas de Creta foi Tito (Tt 1,5)” (HE III,4,3-5).

Acrescente-se que acerca do areopagita, de nome Dionísio, do qual afirma Lucas nos Atos que, em seguida ao discurso de Paulo aos atenienses no Areópago, foi o primeiro a crer (At 17,34), outro Dionísio, um ancião, pastor da Igreja de Corinto, assevera que ele se tornou o primeiro bispo da Igreja de Atenas” (HE III, 4,10).

Policarpo, não somente foi discípulo dos apóstolos e conviveu com muitos dos que haviam visto o Senhor, mas ainda foi estabelecido pelos apóstolos bispo da Igreja de Esmirna, na Ásia. Nós o vimos na infância.” (Melitão de Sardes em apologia ao imperador Vero, conforme HE IV,14,3).

(..)Havendo Potino consumado sua vida aos 90 anos em companhia dos mártires da Gália, Ireneu recebeu a sucessão no episcopado da comunidade cristã de Lião, que era dirigida por Potino. Tivemos notícia de que na juventude ele [Ireneu] foi ouvinte de Policarpo” (HE V,5,8)

Enfim, citamos estes poucos casos porque apresentar todos os testemunhos dos antigos sobre a sucessão dos apóstolos seria demasiadamente trabalhoso. Os exemplos aqui transcritos já são suficientes para provar a existência da sucessão dos apóstolos na história da Igreja de Cristo.

Conclusão

Jesus revestiu aos apóstolos da Sua autoridade. A Bíblia em local algum indica que esta autoridade dentro da Igreja iria cessar com a morte dos apóstolos e em lugar algum diz que uma vez morto o último apóstolo, a Palavra de Deus escrita tornar-se-ia a autoridade final.

Não há fidelidade à Bíblia, sem fidelidade à Igreja de Cristo. A Igreja sempre foi “a coluna e o fundamento da verdade” (cf. 1Tm 3,15) para os cristãos. Quem conhece a memória cristã sabe, que a Bíblia demorou séculos para ser discernida pela Igreja, e que os ensinamentos sucessores dos apóstolos eram recebidos como ensinamentos dos próprios apóstolos:

Impossível enumerar nominalmente todos os que então, desde a primeira sucessão dos Apóstolos, tornaram-se pastores ou evangelistas nas Igrejas pelo mundo. Nominalmente confiamos a um escrito apenas a lembrança daqueles cujas obras agora representam a tradição da doutrina apostólica” (HE III,37,4).

É exatamente através da sucessão apostólica, que podemos identificar onde está a Igreja de Cristo. O colégio dos apóstolos é o que faz visível a Igreja Espiritual. Sem o ministério dos apóstolos não há Igreja; e a perpetuação deste ministério está no ministério dos sucessores dos apóstolos. Como vimos é isto que ensina a Bíblia e é este o testemunho da história do Cristianismo. E em conformidade com toda a Verdade, este é o ensinamento do Santo Padre o Papa João Paulo II, legítimo sucessão de São Pedro (príncipe e líder dos Apóstolos, cf. Lc 22,31s e Mt. 16,18-19):

28. Por último, a Igreja é apostólica enquanto ?continua a ser ensinada, santificada e dirigida pelos Apóstolos até ao regresso de Cristo, graças àqueles que lhes sucedem no ofício pastoral: o Colégio dos Bispos, assistido pelos presbíteros, em união com o Sucessor de Pedro, Pastor supremo da Igreja?. Para suceder aos Apóstolos na missão pastoral é necessário o sacramento da Ordem, graças a uma série ininterrupta, desde as origens, de Ordenações episcopais válidas. Esta sucessão é essencial, para que exista a Igreja em sentido próprio e pleno.” (Encíclica ECCLESIA DE EUCHARISTIA).

* O autor é arquiteto de software, professor, escritor, articulista e fundador do Apostolado Veritatis Splendor.

Autor: Alessandro Lima *.

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Enérgico chamado do Papa para deter prostituição e pornografia em Internet

Posted: 09 Nov 2011 07:53 AM PST

Vaticano, 08 Nov. 11 / 05:57 am (ACI/EWTN Noticias) O Papa Bento XVI disse ontem pela manhã que já é hora de deter a prostituição e a pornografia, também na Internet, em seu discurso dirigido ao novo embaixador da Alemanha ante a Santa Sé, Reinhard Schweppe. O Santo Padre se referiu à coisificação das mulheres [...]

Enérgico chamado do Papa para deter prostituição e pornografia em Internet

9 novembro 2011 Autor: Bíblia Católica | Postado em: Santa Sé

Vaticano, 08 Nov. 11 / 05:57 am (ACI/EWTN Noticias)

O Papa Bento XVI disse ontem pela manhã que já é hora de deter a prostituição e a pornografia, também na Internet, em seu discurso dirigido ao novo embaixador da Alemanha ante a Santa Sé, Reinhard Schweppe.

O Santo Padre se referiu à coisificação das mulheres na sociedade atual e assinalou que este é “um aspecto crítico que, através das tendências materialistas e hedonistas parece estender-se sobre tudo nos países do mundo ocidental”.

O Pontífice advertiu que “uma relação que não tenha em conta que o homem e a mulher têm a mesma dignidade representa uma grave falta contra a humanidade”.

Por isso, ressaltou, “chegou o momento de deter energicamente a prostituição, assim como a vasta difusão de material de conteúdo erótico e pornográfico, também através da Internet”.

“A Santa Sé –precisou o Papa– se comprometerá para que a necessária intervenção por parte da Igreja Católica na Alemanha contra este tipo de abusos se realize de maneira mais clara e precisa”.

Bento XVI se referiu também à contribuição da Igreja Católica ao mundo, “que tem a certeza de ter formado não somente comunidades culturais, de diversas formas e em diversos países, mas sim de ter sido formada, a sua vez, também pelas tradições de cada uma dessas nações”.

Defesa da dignidade de todo ser humano

A Igreja, assegurou o Papa “é consciente de conhecer, através de sua fé, a verdade sobre o ser humano e de estar, em conseqüência, obrigada a comprometer-se na defesa dos valores que são universalmente válidos, independentemente das culturas”.

“Felizmente uma parte fundamental desses valores humanos gerais passaram a ser direito positivo na Constituição alemã de 1949 e na Declaração dos Direitos humanos depois da Segunda guerra mundial”.

Hoje, “entretanto, alguns valores fundamentais da existência voltam a ser discutidos e são valores que defendem a dignidade do ser humano como tal”, acrescentou.

É aqui, ressaltou o Papa Bento XVI, “onde a Igreja reconhece o dever, além do âmbito da fé, de defender em nossa sociedade, a verdade e os valores que correm perigo”.

O Papa agradeceu ao embaixador pela acolhida que teve em sua recente viagem à Alemanha em setembro e deu graças também ao governo ao trabalho da Igreja, “que tem na Alemanha ótimas possibilidades de ação”, tanto para anunciar o Evangelho para ajudar as pessoas em dificuldade através das instituições sociais e caridosas “cujo trabalho, em definitiva, beneficia a todos os cidadãos”.

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Nº 40 | Novembro de 2011

ESPERANÇA EM TEMPO DE CRISE

Mensagem dos Bispos de Portugal

Estimados concidadãos e também vós, os imigrantes que connosco constituís Portugal, neste difícil fim de 2011:

É com inteira proximidade e muito afecto que vos dirigimos esta mensagem, querendo assinalar o nosso compromisso com todos, especialmente os mais atingidos pela presente crise e as grandes interrogações que ela levanta.

Atravessamos dificuldades grandes, como grandes são as incertezas quanto ao futuro, tanto na economia como na vida social, para a generalidade dos cidadãos e muito especialmente os mais pobres e frágeis. Como bispos católicos, devemos e queremos estar absolutamente com todos, em especial com quem mais precisa de palavras e gestos de esperança: esta nasce da solidariedade e de um Deus que nunca nos abandona. Na compreensão cristã da vida, a generosidade e a coragem com que se superam as dificuldades são fermento de uma sociedade nova.

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MENSAGEM AOS JOVENS

Conferência Episcopal Portuguesa

Caríssimos jovens, as melhores e mais amigas saudações dos vossos Bispos, reunidos em Fátima.

Todos nós, os que estivemos em Madrid, na XXVI Jornada Mundial da Juventude (JMJ), recordamos, com alegria, a “Grande Festa da Fé”, vivida com o Papa Bento XVI e com tantos jovens, vindos do mundo inteiro. De Portugal, fomos mais de 12.000: jovens, responsáveis das dioceses e das estruturas diversas da Pastoral Juvenil. Nós, os Bispos, acompanhámos todo este acontecimento com alegria e proximidade pastoral e afectiva.

Porém, foram muitos mais os jovens que, mesmo não indo a Madrid, viveram estas Jornadas, ou porque acompanharam e estiveram na sua preparação, ou porque seguiram, de perto, a experiência ali vivida.

É a todos vós, jovens de Portugal, e responsáveis diocesanos e de todos os organismos juvenis, que nós queremos dirigir esta mensagem.

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Saudações de

António Fonseca

12-11-2011 - Os últimos Vitrais do saudoso Padre Mário Salgueirinho publicados na Voz Portucalense, desde 7-Setembro-2011.

 

IN MEMORIAM

Padre Salgueirinho

Caros Amigos:

No dia 11 de Setembro - o Padre Salgueirinho, celebrou a sua última Missa na Igreja da Comunidade de S. Paulo do Viso, e não se sentindo muito bem, nem sequer fez a Homilia que fazia habitualmente, e, também, não pôde dar a comunhão. No fim da Missa ainda me propus, conduzi-lo para a Capela das Almas ou para casa, mas ele disse-me que já se sentia melhor e que já podia conduzir. Desde então nunca mais voltou a esta Igreja, pois o médico mandou-o descansar e efetuar alguns exames e posteriormente,  teve que ser internado no IPO do Porto, salvo erro, no dia 5 de Outubro. Fui ao Hospital de Oncologia para o ver no dia 25 e – apesar de ter conversado com  ele apenas 2 minutos, verifiquei que estava no pleno uso das suas faculdades, ao ter-me reconhecido e cumprimentado de imediato – demonstrava já um grande cansaço, falando muito devagar, dizendo-me que estava à espera do desenlace com perfeita paz no coração com Deus e com os homens e que estava pronto para a partida. Estas palavras deixaram-me fortemente comovido como devem calcular e portanto, quando soube que ele já tinha ido para casa – precisamente no dia 27, tive o pressentimento que não passaria dessa semana, o que infelizmente – ou não, só Deus o sabe…, veio a ocorrer no dia 29, sábado, já em sua casa, tendo o seu funeral sido realizado, como já informei no dia 31 de Outubro, em Santiago de Bougado, sua terra natal.

Dentre várias ideias que me ocorreram, lembrei-me de repescar os últimos Vitrais que foram escritos pelo Padre Salgueirinho e publicados na Voz Portucalense, fazendo aqui a sua re-publicação  e, noutra ocasião, talvez no próximo dia 29 – (se Deus quiser)  um mês após o seu falecimento – publicar outros dados sobre a sua vida e as suas obras epistolares, de que possa vir a obter alguns dados de referência… assim Deus o permita. Posto isto, e dado que hoje dia 12, se completam 15 dias, sobre a data em que partiu para o Pai, ouso transcrever em seguida diretamente da Voz Portucalense, os textos dos Vitrais publicados desde o dia 7 de Setembro – que porventura, decerto já teria (escrito mesmo antes de adoecer…)

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7 de Setembro de 2011

UM COFRE SURPREENDENTE…

Conta um escritor que quando era criança lhe ofereceram um pequeno cofre. Lá ia introduzindo as moedinhas que familiares e amigos lhe iam oferecendo. Mas o mealheiro tinha uma particularidade caprichosa: ninguém podia abri-lo pela parte de fora. Só podia ser aberto por dentro. Uma insólita e refinada engenhoca fazia que o cofre abrisse apenas quando estivesse totalmente cheio. As moedas iam caindo e enchendo, enchendo até tocar um ponto que disparava e abria, despejando o dinheiro nas mãos inquietas da criança. Todos os dias o pequeno olhava com tristeza e curiosidade o seu cofrezito sobre o armário. E o pai do miúdo observava muitas vezes esse olhar ansioso do filho. Certo dia, o pequenito regressou da escola inesperadamente e deu com o pai debruçado sobre o mealheiro a meter moedas grandes e pequenas para enchê-lo mais rapidamente e antecipar o momento de abertura., a hora de alegria e felicidade para o filho cansado do esperar. E o filho nunca mais esqueceu aquele gesto de amor do seu pai. Nós temos um Pai muito mais generoso e criativo que procede connosco de forma semelhante. Sem vermos, no silêncio da Sua obra de amor, Deus vai enchendo o nosso cofrezinho da vida com dons e talentos valiosos e ajudas extraordinárias de toda a espécie, para proporcionar-nos momentos de felicidade, sobretudo a alegria de verificar um dia quanto de valor guardava a nossa vida. Só um dia descobriremos a generosidade espantosa de Deus na vida de cada um de nós. Só um dia compreenderemos que as nossas palavras, os nossos atos frágeis frutificaram, porque a mão de deus invisivelmente colaborou connosco, como aquele pai amava o seu pequeno filho.

14 de Setembro de 2011

UMA MENSAGEM DE AMOR…

Há dias, quando descia lentamente uma rua da cidade, deparei com uma pequena frase escrita na parede dum prédio. Não era uma frase grosseira ou enigmática que muitas vezes vemos por toda a parte. Mas sim uma frase curta em palavras, mas grande em conteúdo. Era uma frase sempre bela quando sincera: – “JE T’AIME” - “AMO-TE”. Devia ter sido escrita por um rapazinho enamorado, que sabia que a sua amada passava por ali. Quis afirmar-lhe o seu amor por ela e escreveu: “JE T’AIME”! Ele sabe que ela entende, que conhece a sua caligrafia, que sabe que aquela mensagem amorosa é só para si. E a adolescente, ao ler aquela mensagem, sente o seu amor avivar-se, como um sopro na fogueira. Segui meditando… Se soubermos olhar o mundo que nos rodeia, descobriremos inúmeras legendas de amor, dirigidas por Deus a cada um de nós. Deus escreve-nos na Sua forma de escrever – este “JE T’AIME” – EU TE AMO – por aí, em qualquer parte: nas flores que sorriem nos jardins, no canto variado dos passarinhos, no chilrear angélico das crianças, na luz e calor vivificante do sol, dos frutos maravilhosos da inteligência do homem. Tudo isso é uma mensagem de amor para cada um de nós. Tudo escrito na caligrafia inimitável de Deus, onde transparece um toque Divino, um  toque de amor. Deus a ciciar-nos docemente como aquele adolescente à sua namorada.

21 de Setembro de 2011

ESTOU AÍ FORA…

Há parábolas que contêm lições surpreendentes e ricas, como esta. Havia uma mulher muito, muito devota. Todos os dias ia à igreja, e mais que uma vez. Pelo caminho encontrava mendigos e crianças, mas, preocupada com as suas rezas, nem reparava nessa gente humilde. Tinha vizinhos muito necessitados e alguns vivendo em solidão, mas não ajudava nem visitava ninguém. Certo dia dirigiu-se apressada à igreja para participar no culto como habitualmente. Empurrou a porta, mas não abriu. Empurrou com mais força, mas não conseguiu. Estava fechada à chave. Olhou à volta, mas não viu ninguém. Olhou para cima e viu um papel colado na porta que dizia somente isto: Estou aí fora. Só então a mulher compreendeu que Deus estava no seu mundo: nos seus vizinhos, nas pessoas que encontrava, nos mendigos que pediam e nas crianças que sorriam e brincavam. É esta verdade que muita gente que frequenta as igrejas esquece. Esquece que o Deus a quem louvam e adoram não está aprisionado na Casa de Oração, mas que está nos caminhos da nossa vida. Está cá fora – para ser louvado com uma vida digna, para ser servido pelo serviço aos outros irmãos. Foi Ele que deixou escrito na Bíblia Sagrada: “Quero misericórdia e não sacrifícios”. Estou também aí fora! – É o dístico invisível que a fé de cada um de nós encontra pregado na porta das igrejas.

28 de Setembro de 2011

MESTRE JÚLIO RESENDE…

Na semana passada, a lei da morte libertou alguns portugueses de valor, entre eles o Mestre Pintor Júlio Resende. Nas tardes de sábado celebro a Eucaristia na Paróquia da Senhora do Porto, onde há duas obras de alto valor da autoria do Mestre Júlio Resende. Celebro sob o olhar piedoso de um Cristo Crucificado, obra desenhada por Zulmiro de Carvalho. A grandeza moral da alma do artista é bem visível nestas palavras: “Gostaria de ficar na memória como o pintor da paz”. Desejava que toda a sua obra extensa e bela sugerisse ao mundo a este mundo de ódio, violência e guerra – a construção da paz. Bela aspiração de vida! A sua memória  será um grito pela paz expresso pelo seu génio através das tintas da sua paleta. “Felizes os que constroem a paz”. Eis outra aspiração de beleza e humildade de Mestre Resende: “Quero partir sem deixar resíduos na consciência”. Anseio admirável: Partir para o Além, sem qualquer peso na consciência. Duas mensagens extraordinárias para a nossa vida pessoal! Tracejar com o nosso caminhar ao longo da vida – por palavras e por ações – apelos à vivências em paz para transformação deste mundo materializado sem fé. E, como homenagem a Mestre Júlio Resende, adoptar como lema de vida, VIVER E MORRER DE ALMA LAVADA PELO AMOR.

5 de Outubro de 2011 Estrela

UMA LANTERNA…

Todos sentimos algumas vezes na vida a sensação de solidão: uma solidão de abandono ou de esquecimento, uma sensação de isolamento. Mas há sempre uma luz a iluminar essas horas: um familiar, um amigo ou até alguém desconhecido. Há sempre um anjo de bondade, velho ou novo, que vem trazer um pouco de lenitivo ou de azeite à candeia da esperança. Li há tempos o relato de um acidente de automóvel. Noite escura. Um casal viajava na auto-estrada serenamente foi abalroado por um potente automóvel, que os atirou para a lama da margem, ficando os dois carros desfeitos. O condutor do carro abalroado conseguiu desprender-se e vir para a estrada pedir ajuda com uma lanterna. Os carros passavam velozmente. Outros afrouxavam, mas não paravam, não ofereciam um gesto de solidariedade. O homem já sentia revolta pela indiferença egoísta dos que passavam. Mas corrigiu a sua ideia quando vi aproximar-se um homem com uma lanterna, a verificar se havia feridos e teria de ir buscar socorro. Aquela lanterna, naquela hora dramática de confusão, incerteza e perigo, iluminou a alma daquelas três pessoas sinistradas. Na vida, acontece muitas vezes isto. Quantas vezes alguém é abalroado imprevistamente por uma doença, por um desgosto, por um acidente, que deixam a alma em trevas de angústia. Mas uma simples lanterna – um amigo, um familiar, alguém – são como a, luz do extremo túnel escuro. Por essa luz renasce tantas vezes a esperança, a coragem para continuar a lutar. E essa lanterna é a nossa mão estendida levando ajuda, apoio, serenidade, salvação a qualquer coração angustiado.

Estrela Conforme já disse no inicio, parece ter sido neste dia que deu entrada no IPO, o que me leva a pensar que todos estes textos já estariam escritos, pelo menos, antes dessa data.

12 de Outubro de 2011

UM BOM DIA…

Vamos refletir um pouco sobre algumas maravilhas com que Deus nos mimoseia em cada dia. Poderemos, ao levantar-nos, não ter o pequeno almoço preparado. Mas muito mais que isso é o que Deus preparou para cada um de nós: um sol acalentador que nos sorri ou um pouco de chuva refrescante que nos importuna um pouco, mas que lava os caminhos que trilhamos… E para esse Amigo que velou por nós durante o sono, tantas vezes não arranjamos tempo para um «bom dia» nem um simples pensamento de gratidão… Talvez a pressa nos faça esquecer esse Deus que tudo preparou e que tudo perdoa. Iniciamos o nosso trabalho. Quanta luta, quanto esforço, quanto sacrifício, quanto êxito e realização! Talvez pensemos que é obra apenas nossa. Mas Ele está colaborando connosco, invisível no silêncio. Lemos jornais, revistas, páginas de livros ao longo do dia. Conversamos longamente. Para esse Amigo nem uma palavra, nem a leitura duma página dessa sua carta bíblica de amor… E tudo nos seria mais feliz se lhe tivéssemos falado, se o tivéssemos consultado, se o tivéssemos ouvido… Voltamos para casa ao fim do dia. Estrelas e lua embelezam a nossa noite. O cansaço e o sono nem sempre deixam ciciar um «obrigado» ao Amor que nos acompanhou em cada vinte e quatro horas… Tudo perdoa. Continua amando, solícito e vigilante…

19 de Outubro de 2011

OBRIGADO, SENHOR, PELO DOM DA VIDA!

Obrigado, Senhor, por me teres criado!…” Pronunciou esta palavra Santa Clara, pouco antes de morrer. Este «obrigado» ao fechar-se a vida para a Terra incluí o início da vida. “Obrigado” por me teres criado a mim e a não a outro que poderia ter sido criado… Obrigado por me teres criado e me teres assistido com tanta maravilha através do caminho… Quanta coisa maravilhosa nos é oferecida pela mão invisível de Deus… Ser criado: nascer, abrir a inteligência para o mundo maravilhoso criado por Deus é um dom incomensurável… Mas reconhecer esse dom – momento a momento – até à morte é uma formas admirável de agradecer a Deus. Obrigado por me teres criado! Ser arrancado – pelo amor e pela sabedoria de Deus – do mundo ignorado para a aventura de viver: uma aventura com risco, com desaires, com sofrimento – com a inquietação de voltar a encontrar Deus para uma união eterna… Durante este dia que começa, elevarei o pensamento a Deus para repetir a palavra de Santa Clara: «Eu te agradeço, Senhor, por me teres dado a vida…”

26 de Outubro de 2011

CADA NOVO DIA…

Luís Armstrong foi o célebre trompetista negro, que correu o mundo inteiro interpretando divinamente a música jazz. Disse ele um dia numa entrevista: “Quando eu chegar às portas do paraíso, tocarei para os anjos as melhores notas do meu pistão. Estes serão forçados a abrir-me a porta”. Armstrong, em, boa verdade, tocava sempre nessa direção. Apontava o trompete para os céus, e tocava com uma beleza e devoção inexcedíveis, como que rezando devotamente em cada nota. Desde o início de cada novo dia, vamos tentar voltá-lo para o alto, vivendo menos aferrados às coisas perecedoiras da terra. Executemos com beleza o nosso dia- nosso tempo de labor ou de descanso – projetando-o, como Armstrong, para as alturas. Sopremos devotamente a vida. cada nota de partitura da vida, quer no ardor do trabalho, quer talvez nos gemidos do sofrimento… Façamos de cada sopro de vida- de cada respirar, de cada palavra, de cada gesto, de cada ato – uma prece harmoniosa no relacionamento com os outros, como o trompetista negro que parecia rezar em cada nota música,. Mais um novo dia. Um dia vivido para o alto, forçando, pela beleza e pelo amor, as portas da felicidade. (1)

(1) Foi este segundo penso, o último escrito do Padre Mário Salgueirinho, que foi publicado na Voz Portucalense. que faleceu no dia 29 como se sabe. Relativamente ao vitral que a seguir se publica, remeto os meus leitores para a ND com que termina o referido texto. 

2 de Novembro de 2011

UM DEPOIMENTO OBJECTIVO

O célebre cantor inglês Cliff Richard, vencedor de vários festivais da canção da eurovisão, fez um interessante depoimento sobre o verdadeiro sucesso das pessoas. Diz assim: “Acabei por entender que as pessoas com mais sucesso são aquelas que vivem praticando o bem sem se fazerem notar”. E continua: “Lembro-me de certo dia, ir de carro pelo Sudão e ver uma pequena cabana com cortinas de chita. Nela viviam duas australianas, que haviam abandonado o seu estilo de vida confortável para irem ajudar os habitantes locais que morriam de fome e de doenças. Ninguém sabia o que elas estavam a fazer. Para mim – diz o cantor – esse é o maior sucesso”:

Aqui está um depoimento objectivo de um homem de sucesso, que conseguiu captar uma nota importante que é o segredo da felicidade individual: consiste em fazer bem sem se fazer notar… Dar-se ao serviço dos outros, sem que o seu nome apareça nas páginas da imprensa; sem esperar expressões de admiração, ou de gratidão ou de louvor de quem quer que seja… Dar-se ao serviço dos outros, sem menções honrosas, sem condecorações, sem comendas de qualquer espécie… dar-se humildemente, apagadamente, sem se fazer notar a não ser por Deus. Quem tem olhos de ver, quem sabe ver com o coração, descobre tanta gente feliz por esse mundo além servindo o no silêncio humilde, sem qualquer recompensada a não ser a do sucesso, isto é, a felicidade que lhe vem de tornar alguém um pouco mais feliz…

ND – Esta publicação de um texto antigo do Padre Mário Salgueirinho queremos que constitua uma homenagem da Voz Portucalense à sua memória. Que esta presença junto dos seus habituais leitores os leve a um reconhecimento e a uma prece.

E, agora para terminar, o VITRAL que esta semana, com data de 9/11, a VOZ PORTUCALENSE decidiu incluir na sua edição e que tomo a liberdade de transcrever:

9 de Novembro de 2011

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UMA HOMENAGEM

Este espaço era semanalmente ocupado pelos textos do Padre Mário Salgueirinho. Pensamos que a melhor forma de mantermos a sua memória é que este espaço continue ocupado por textos da sua autoria. Buscaremos entre os publicados alguns que possam possuir um dinamismo especial que nos avivem a memória e nos toque um pouco o coração. Nesta primeira semana sem textos seus, recordamos um dos seus poemas deixados, certamente a propósito da morte de alguém que o sensibilizou especialmente, como é sempre a morte dos que amamos, num  daqueles seus “Pensamentos belos” que nos deixou.

NÃO MORREU!…

Levanta o olhar para lá das nuvens

da tristeza e da saudade e solidão…

Verás que aquele que amas continua teu,

porque está vivo!…

Adormeceu…

 

Rasga o nevoeiro denso da amargura

com os faróis da Fé e da Esperança:

verás que aquele que amas continua teu,

porque está vivo!…

Adormeceu…

 

E quando transpuseres a curva da morte

na caminhada veloz para os Céus,

reencontrarás aquele que partiu e amas

eternamente vivo,

na vida de Deus…

(Mário Salgueirinho)

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NOTA:

Pessoalmente, também eu todas as semanas envidarei os meus esforços no sentido de efetuar aqui as respectivas publicações,

enquanto Deus mo permitir, e, (possivelmente sempre ao sábado).

Louvado seja Deus e sua Mãe MaRia Santíssima para todo o sempre.

 

antónio fonseca