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segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Nº 1124 - (339) - 5 DE DEZEMBRO DE 2011 - SANTOS DE CADA DIA - 4º ANO

Nº 1124

BEATO BARTOLOMEU FÂNTI

Religioso (1443-1495)

Bartolomé Fanti de Mantua, Beato

Bartolomé Fanti de Mântua, Beato

O grande título de glória de Bartolomeu Fânti está em ter sido o guia e o mestre espiritual do Beato Baptista Spagnuolo ou Spagnuoli, que foi geral da Ordem dos Carmelitas. Bartolomeu Fânti nasceu em Mântua, em 1443. Fez-se carmelita aos 17 anos. Grande pregador, fundou uma confraria de Nossa Senhora do Monte Carmelo para os fiéis e esforçou-se em, propagar as devoções ao Santíssimo Sacramento e a Nossa Senhora, que lhe eram particularmente queridas. Conta-se que obteve curas miraculosas com o azeite das lâmpadas que ardiam diante do sacrário. Morreu a 5 de dezembro de 1495. O culto foi aprovado por S. Pio X, em 1909. O seu corpo intacto conserva-se na catedral de Mântua. Do livro Santos de cada dia, de www.jesuitas,pt.

90053 > Beato Bartolomeo Fanti Carmelitano 5 dicembre MR

 

BEATO FILIPE RINALDI

Sacerdote (1856-1931)

Felipe Rinaldi, Beato

Felipe Rinaldi, Beato

O que no Livro dos Reis se afirma da sabedoria e prudência de Salomão, pode-se aplicar em certa medida ao Padre Filipe Rinaldi, que veio ao mundo em Lu Monferrato (Itália), a 28 de Maio de 1856. Coube-lhe por sorte de, aos 10 anos, estudando no seminário maior de Mirabello, ir confessar-se ao Padre João Bosco. O Santo Fundador da Família Salesiana descobriu naquele menino indícios seguros de vocação sacerdotal. Mas, naquela altura, Filipe Rinaldi, por razões de saúde , teve de regressar a casa dos pais. S. João Bosco, contudo não deixou de o seguir de perto e de o aconselhar a dar-se ao Senhor na vida eclesiástica. Finalmente, em 1877, Filipe, com mais de 20 anos, resolveu fazer-se salesiano. Cursou os estudos clássicos de, em 1879, entrou no noviciado. A 13 de Agosto do ano seguinte consagrou-se a Deus com a profissão perpétua, que foi recebida pelo próprio S. João Bosco. Na mesma casa, sob os olhares e direção espiritual do santo Fundador, Filipe estudou filosofia e teologia. A 23 de dezembro de 1882 recebeu a ordenação sacerdotal. Um dos primeiros cargos de responsabilidade que lhe confiaram foi o de dirigir, primeiro em Mathi e depois em Turim, os que, como ele, já de idade madura pretendiam ser padres. Nesta última cidade teve ensejo de se confessar e tratar de perto com S. João Bosco, podendo assim imbuir-se tão a fundo no espírito do Santo Fundador que era chamado sua «imagem viva». Em 1289, o Beato Miguel Rua, que havia sucedido a S. João Bosco no governo do Instituto Salesiano, enviou o Padre Filipe a Espanha, como reitor da casa de Sarriá, perto de Barcelona. A missão era dificílima, mas o Servo de Deus desempenhou-se dela com tanta prudência e sabedoria que em 1892 foi designado Inspetor de todas as casas salesianas da Península Ibérica. Governou durante dez anos com tal eficiência que se pode considerar o fundador da Congregação Salesiana nestas terras. Em 1902, o beato Miguel Rua chamou-o para Turim e confiou-lhe o cargo de Vigário Geral. Vai permanecer 20 anos nesta ingrata tarefa de cuidar da disciplina religiosa e da administração geral. Ele, porém, não se restringiu a este trabalho material, mas procurou exercer o seu ministério sacerdotal, atendendo diariamente a inúmeras confissões e empregando parte do tempo na pregação da Palavra de Deus e na direção de almas. Dirigiu o Oratório feminino de Maria Auxiliadora em Valdocco com resultados magníficos. Todavia, o que mais o notabilizou, foi o apostolado pela boa imprensa, com a criação da Sociedade Editora Internacional, que se tornou uma das maiores empresas gráficas de livros católicos na Itália. Em 1922 foi eleito Superior Geral da Congregação. O novo posto vai proporcionar aos Salesianos oportunidade para melhor descobrirem as eminentes virtudes do Servo de Deus. De facto, com a sua visita às casas e o contacto pessoal e por cartas com cada um dos membros, era impossível ao Padre Filipe esconder os sentimentos que lhe iam na alma. Revelou-se um verdadeiro discípulo de S. João Bosco, a quem procurava imitar. A beatificação do santo Fundador, a 2 de Junho de 1929, foi causa de grande regozijo para todos os salesianos e ofereceu ensejo ao Superior Geral para insistir na prática das virtudes e na fidelidade ao carisma do Instituto. No seu governo, a Congregação cresceu maravilhosamente, a ponto de o número dos salesianos passar de 4 788 para 8 836. As leis da natureza não abrem exceções para ninguém. Por isso, também ao Padre Filipe lhe tocou passar pelas agruras próprias de anos avançados, que aceitou plenamente conformado com a vontade divina. Faleceu santamente, a 5 de Dezembro de 1931, com 75 anos e meio. As suas virtudes heroicas foram reconhecidas por decreto de 3 de Janeiro de 1987. Depois de aprovado um milagre atribuído à sua valiosa intercessão, foi beatificado por João Paulo II, do domingo, 29 de Abril de 1990. A respeito deles afirmou o Santo Padre: «Ardoroso foi o seu amor pela Igreja e promoveu-lhe a presença renovadora entre os povos, com uma autêntica mobilização missionária, também dos mais jovens. Bem cônscio da importância dos leigos, cuidou de os organizar e da formação espiritual dos mesmos, seguindo critérios modernos. O oratório feminino, por ele dirigido junto das Filhas de Maria Auxiliadora de Turim, tornou-se assim um centro de intensa vitalidade eclesial, com associações religiosas, culturais, sociais e recreativas. Foi precisamente o férvido clima de fé ali florescente que deu origem a um grupo de “vida consagrada no mundo”, o qual se encontra hoje desenvolvido no sólido Instituto laical das “Voluntárias de Dom Bosco”. AAS 70 (1978) 198-200; 79 (1987) 488-91; L’OSS. ROM. 6.5.90. Do livro Santos de cada dia, de www.jesuitas,pt.

90078 > Beato Filippo Rinaldi Sacerdote 5 dicembre MR

SÃO FRUTUOSO

Bispo (665)

Quase uns 90 anos depois de S. Martinho de Dume falecer, é S. Frutuoso que vem presidir na Sé de Braga, depois de, também como ele, ter estacionado na de Dume. E, como aquele, também Frutuoso procede de além-fronteiras, este último da diocese de Astorga. Tomou posse de Braga em 656. A vida monástica gozava então de honra e estima, como o refúgio ou terra privilegiada da virtude e cultivo da ciência, primariamente da ciência e cultura sagradas. Por isso, S. Frutuoso surge como o assíduo e incansável cultor do monaquismo e fundador de uns dez mosteiros. Primeiro, vários na Hispânia que cedo se tornaram célebres, em várias e distantes províncias, percorridas nesta audaciosa propaganda de fundações monásticas. Tentou também uma viagem ao Oriente, que não conseguiu realizar, porque o rei visigodo Recesvinto, sabedor das suas fundações na Galiza, o designou para bispo de Dume, para poder assegurar assim, para esta província, os múltiplos bens do seu apostolado. Fundar mosteiros tinha sido, pois, quase todo o seu apostolado, e isto mesmo se lhe pedia para Braga, como o melhor elemento, o mais eficaz promotor duma cristã e autêntica civilização. Provam-no a natureza e finalidades da sua regra, que começou por ser, mais própria ou primariamente, dos Monges, sua formação espiritual e disciplina religiosa: oração e contemplação, com o trabalho manual e agrícola. Esta segunda feição acentua-se mais na Regra Comum que entrou na organização das últimas fundações, em região de abundantes pastagens e vantajosa criação de gados. No mesmo mosteiro, imensa colmeia humana, o trabalho dos diferentes campos e oficinas supria às necessidades gerais; mas cada qual devia industriar-se e servir-se, para dar aos outros o mínimo de trabalho possível. Para isso, competia ao abade fornecer a todos sovelas, agulhas e linhas de diferentes castas, para coser, consertar e remendar os vestidos. Foi o Santo o fundador , entre nós, dos mosteiros-refúgios. Ao lado de tantos bens ainda que temporais, continuou altamente frutífera a constante atuação pastoral e apostólica de S. Frutuoso, até à sua morte – no mosteiro, por ele fundado furtivamente, de S. Salvador de Montélios – a 16 de Abril de 665. Levadas as suas relíquias para Compostela em 1102, num gesto ambicioso de coisas sagradas, foram restituídas novamente a Braga, por ocasião das celebrações centenárias de S. Frutuoso, em 1965-66. Do livro Santos de cada dia, de www.jesuitas,pt

SÃO GERALDO

Bispo (1108)

 

  Depois da influência tão benéfica do monaquismo, como referimos acima, a propósito de S. Frutuoso, maior expansão ganhou ainda aquela força espiritual e social, educadora e diretora da Europa, durante séculos, com o aparecimento da reforma de Cluny, inspiração da grande alma de S. Bernardo. Ainda em, sua vida eram já cinco, só na Galiza, os mosteiros desta nova regra, cujos monges tanto se notabilizaram, em virtude e saber, em grande número e por toda a parte. Um deles foi S. Geraldo, mais outro antístite bracarense vindo do estrangeiro, nascido de família nobre a altamente religiosa, na diocese de Cahors, na França. Apenas feita a profissão religiosa na abadia clunyacense de Moissac, foi nomeado visitador de vários mosteiros. Eleito pouco depois e confirmado arcebispo de Braga, dirige-se logo à sua Sé, onde trata de levantar e prestigiar o nível cultural , religioso e moral do clero e do povo. Não lhe merece menos cuidado a harmonia e concórdia com o poder civil e dioceses circunvizinhas e consequentemente a primazia que, sobre elas, compete à de Braga. Para que tudo surta os devidos e legítimos efeitos, vai duas vezes a Roma, e consegue de Pascal II várias bulas em confirmação das planeadas reformas e, mais explicitamente, a designação de todas as dioceses sufragâneas de Braga, que são todas estas: Astorga, Lugo, Tuy, Mondonhedo e Orense, mais o Porto e Coimbra, com Viseu e Lamego. Com o coração e zelo não menores que a extensão de todos estes territórios, votou-se S. Geraldo ao cultivo espiritual da sua própria arquidiocese, na elevada formação do clero como na instrução religiosa do povo. Para atender a tudo e a todos, não duvida deslocar-se a qualquer distância, como a que vai até Bornes, no concelho de Vila Pouca de Aguiar, para aí consagrar uma igreja, pregar e administrar o Crisma. Com este e semelhantes trabalhos, lá o colheu a última doença, vindo a falecer a 5 de Dezembro de 1108. Trasladado para Braga e desde logo aureolado com a fama de insigne santidade, ficou também sendo um dos patronos da cidade e arquidiocese, com os seus Santos Martinho, Frutuoso e Vítor. Depois da invasão árabe, Braga foi restaurada como diocese com o bispo D. Pedro em 1070, e com o metrópole (arcebispado) com S. Geraldo, em 1101. O conde portucalense D. Henrique, parente de Santo Hugo, abade de Cluny, interessou-se porque ficasse a ocupar a Sé de Braga o monge clunyacense Geraldo. este Santo, já no ano de 1182 aparece mencionado como padroeiro da mesma arquidiocese. Agora. desde 1985, é-o apenas da cidade de Braga.Do livro Santos de cada dia, de www.jesuitas,pt.

80560 > San Geraldo (Gerardo) di Braga Vescovo 5 dicembre MR

SÃO MARTINHO DE DUME

Bispo (579)

Oriundo da Panónia, atual Hungria, dirigiu-se ainda jovem ao Oriente, onde professou vida regular: estudou o grego e outras ciências eclesiásticas em que muito cedo se distinguiu, até ser classificado, pelo eminente Doutor Santo Isidoro, como ilustre na fé e na ciência. Também Gregório de Tours o considerou entre os homens insuperáveis do seu tempo. Regressando do Oriente, dirigiu-se depois a Roma e França, onde travou conhecimento com as personagens opor então mais insignes em saber e santidade. Sobretudo, quis visitar o túmulo do seu homónimo e compatriota, S. Martinho de Tours, que desde então ficará considerando como seu patrono e modelo. Foi também por essa altura que Martinho se encontrou com o rei dos Suevos, Charrarico, ao qual acompanhou para o noroeste da Península Ibérica, em 550, onde, com restos do gentilismo e bastante ignorância religiosa, se espalhara o arianismo. Para acorrer a tantos males, não tardou Martinho em planear e pôr em marcha o seu vigoroso apostolado. Num mosteiro, edificado pelo mesmo rei, em Dume, mesmo ao lado de Braga, assenta o grande apóstolo dos suevos os seus arraiais, como escola de monaquismo e base de irradiação catequética e missionária. A Igreja do mosteiro é dedicada a S. Martinho de Tours, e foi sagrada em 558. O seu abade foi elevado ao episcopado pelo bispo de Braga já em 556, em atenção ao seu exímio saber e extraordinário zelo e santidade. Com a subida ao trono do rei Teodomiro (559), consumava-se o regressos dos Suevos ao catolicismo, deixando o arianismo. Ilustre por tão preclaras prerrogativas, passa Martinho para a Sé de Braga (569), quando o catolicismo nesta região gozava já de alto esplendor, o que tornou possível o 1º Concílio de Braga, em 561, no pontificado de João III. Os cânones desta assembleia figuram nos enquiridios de símbolos e definições da Igreja universal. Foi também desde então que ficaram sufragâneas à de Braga as dioceses de Dume, Porto, Coimbra, Viseu, Lamego e Idanha. Em 572, Martinho foi a alma do 2º Concílio de Braga. Nesta altura escreveu ele: «Com a ajuda da graça de Deus, nenhuma dúvida há sobre a unidade e rectidão da fé nesta província». Nalgum repouso de seus labores apostólicos e pelas horas de quietude monástica, não esqueceu o santo bispo a importância e eficácia do apostolado da pena. Deixou assim várias obras, versando nelas predominantemente , as virtudes monásticas: ascética, reforma dos costumes, perseverança na oração, piedade com, Deus, esmola e caridade com o próximo; com as mais matérias teológicas e canónicas, pelas quais foi depois reputado e celebrado como Doutor. Promoveu a tradução para latim duma Coleção das máximas dos Padres Orientais, traduziu ele próprio as Sentenças dos Padres do Egito, ordenou uma Coleção de Cânones dos Concílios Orientais, e escreveu a Fórmula da vida honesta, dedicada ao rei dos Suevos Miro, e redigiu ainda o livro Sobre a correção dos rústicos, interessante para a história dos costumes da época. S. Martinho faleceu a 20 de Março de 579 e foi sepultado na catedral de Dume; mas desde 1606 estão depositadas as suas relíquias na Sé de Braga. Compusera para si, em latim, o seguinte epitáfio sepulcral, em que mostra a veneração que dedicava ao Santo bispo de Tours: «Nascido nas Panónias, atravessando vastos mares, impelido por sinais divinos para o seio da Galiza, sagrado bispo nesta tua Igreja, ó Martinho confessor, nela instituí o culto e a celebração da Missa. tendo-te seguido, ó patrono, eu, o teu servo Martinho, igual em nome que não em mérito, repouso agora aqui na paz de Cristo». A partir de 1985, S. Martinho passou a ser padroeiro principal da arquidiocese de Braga. O Império Romano aceitou, para os dias da semana, os nomes dos deuses e dos planetas, que recebeu dos Caldeus. Ficaram sendo, traduzindo já do latim, os dias: do Sol, da Lua, de Marte, de Mercúrio, de Júpiter, de Vénus e de Saturno. Mas, por influência judaica e cristã, o dia do Sol passou a ser o Dia do Senhor (de «Dominus») e o de Saturno não resistiu à força hebraica do Sábado. E a série de ordinais (de segunda a sexta) vem do sistema enumerativo dos Hebreus. Já Santo Agostinho criticou que se mantivesse a nomenclatura pagã. E o papa S. Silvestre (314-335) oficializou, para as funções litúrgicas, o dito sistema, juntando ao ordinal a palavra féria, (significando «festa» ou «dia de oração», sobretudo para os eclesiásticos). Mas a série, desde segunda-feia até sexta, só vingou em português e, por causa da influência deste, um pouco no galego. As outras línguas românicas comemoram muito, hoje ainda, na semana, os deuses pagãos. Os nossos nomes dos dias são de origem eclesiástica e não árabe, pois já aparecem no território português antes da invasão árabe (esta a partir de 711). Já os usa, em meados do século V, Idácio de Chaves (por 469)=. E S. Martinho de Dume e de Braga (556-579), que hoje celebramos, criticou energicamente os cristãos por darem aos dias da semana nomes pagãos. S. Martinho conseguiu o que desejava. Um exemplo: na sacristia da Igreja de S. Vicente em Braga, conserva-se a seguinte inscrição sepulcral duma mulher sueva de nome curioso. Eis a tradução do latim: «Remisnuera descansa em paz, no dia 1º de Maio da Era 656 (ano 618), em dia de segunda-feira». (Avelino de Jesus Costa). Do livro Santos de cada dia, de www.jesuitas,pt

BEATO NICOLAU STENSEN

Bispo (1638-1686)

Nicolás Stenso, Beato

Nicolás Stenso, Beato

Natural de Copenhaga (Dinamarca), nasceu a 11 de Janeiro de 1638 no seio de uma família luterana. A par dos estudos básicos, médios e universitários, ele era um pesquisador apaixonado. Tornou-se, por isso, um cientista de renome no campo da anatomia. Espírito aberto à verdade, Stensen caminharia igualmente no plano religioso, como afirmou João Paulo II na homília da beatificação, a 23 de Outubro de 1988: «… Admirar as esplêndidas belezas da criação e, por meio delas, chegar à fonte de toda a beleza, foi um elemento base da sua espiritualidade. Ele mesmo revela-o na introdução do seu Demonstrationes Anatomicae, que contêm os resultados das suas pesquisas: “A verdadeira meta da anatomia é a de capacitar os observadores, por meio da obra-prima do corpo, a chegarem à dignidade da alma, e, mediante as maravilhas de ambos, chegarem ao conhecimento e ao amor do seu Autor” (Opera Philosophica, t. II, 254). De facto, Stensen estava profundamente convicto de que “as coisas visíveis são belas, mais belas são aquelas que são conhecidas, mas muito mais belas são as que não podemos conhecer” (Ibid.). Movido por este desejo de transcender o conhecimento puramente fenomenológico e científico, para se aventurar no campo ilimitado da verdade, acessível apenas ao conhecimento da fé, Nicolau Stensen ampliou e aprofundou o seu estudo teológico. Mediante o seu perspicaz espírito de observação e a sua objetividade serena, conseguiu gradualmente libertar-se de certos preconceitos contra a fé católica, pelos quais ele tinha sido influenciado, inconscientemente e de boa fé , desde a sua juventude. Nesta ocasião não nos é possível fazer relato detalhado do longo itinerário espiritual que, finalmente , o fez abraçar a fé católica… Era o grande cientista que reconhecia Deus como Senhor supremo, aceitando seguir o chamamento interior a doar-se totalmente a Cristo e a pôr as próprias energias ao serviço exclusivo do Evangelho. Foi assim que Stensen, não se contentando com o empenho apostólico próprio do leigo, quis ser sacerdote, convicto de que isto não constituiria uma ruptura na sua vida e no seu itinerário, mas seriam, ao contrário, um ulterior passo avante, para uma doação mais completa de si mesmo para o bem da humanidade». De facto, recebeu a ordenação sacerdotal em 1675, quando contava 37 anos de idade. Dois anos depois, subiu à dignidade episcopal. Mas sigamos-lhe os passos, ouvindo João Paulo II: «Mais tarde, consagrado Bispo por S. Gregório Barbarigo, ele transferiu-se para o Norte da Europa, a fim de ali desempenhar, segundo a explicita disposição do Papa, o próprio ministério apostólico. A partir de então, peregrinou como pastor de almas e autêntico missionário: Hannover, Monastério, Paderbon, Hamburgo e finalmente Schwerin viram-no totalmente dedicado ao bem dos outros, esquecido de si, rico de amor, mesmo no sofrimento, porque apaixonado de Cristo crucificado, Sumo Sacerdote, “escolhido de entre os homens e constituído a favor dos homens, para ajudar aqueles que estão na ignorância e no erro” (Heb. 5, 1-3)… Nicolau Stensen foi justamente definido, pelo seu íntimo amigo Francesco Redi, um “peregrino do mundo”. Nascido na Dinamarca, foi movido pela sua índole de pesquisador e de cientista a percorrer os caminhos dos Países da Europa, até chegar a Florença, amada como segunda pátria. Depois de se tornar sacerdote e bispo, ele pôs-se de novo a caminho, tomando desta vez a estrada da Alemanha, onde se dedicou inteiramente a ajudar os homens a conhecerem aquele deus que ele encontrara através da ciência e da fé». Faleceu santamente em Schwerin, a 5 de Dezembro de 1686. AAS 83 (1991) 551-3; L’OSS. ROM. 30-10-1988. Do livro Santos de cada dia, de www.jesuitas,pt.

90584 > Beato Nicola (Niccolò) Stenone 5 dicembre MR

 

• Crispina, Santa
Dezembro 5 Biografia,

Etimologicamente significa “ de cabelo riçado”. Vem da língua alemã. Diz o Salmo: “Deus meu, te dou graças por teu amor e tua verdade; aumentaste a força de minha alma”. Esta mulher tinha muito dinheiro e filhos a quem alimentar e educar. Vivía en Tebaste, Africa, al final del siglo III y comienzos del IV. La gracia de Dios tocó su corazón. Resplandecía ante todos por su virtud y todos, ya en vida, comenzaron a llamarla la “santa. Su salud no era muy fuerte que digamos, pero lo compensaba todo con la fortaleza de su alma. Dios aumentaba la fuerza de su alma como dice el Salmo. Los creyentes en Cristo el Señor la querían y respetaban con cariño profundo. Era una buena consejera en asuntos cristianos y humanos. Las dos cosas van íntimamente unidas. Las orientaciones que daba, eran acertadas. Todo era paz y felicidad hasta que estalló la décima persecución de Diocleciano. Este hombre estaba ciego y maniático por acabar con todos los nuevos creyentes. Una de las primeras víctimas – porque era la más conocida – fue santa Crispina. La llevaron ante la presencia del juez Anulino. Le hizo muchas preguntas. Y más amenazas todavía. Ella no se inmutaba ante nadie. El mismo juez sintió la humillación ante la valentía de esta señora. La atormentó sin cesar hasta dejarla extenuada. Irritado, mandó que la degollaran en Tebaste el 5 de diciembre del año 305. ¡Felicidades a quien lleve este nombre! “Onde a igualdade não se discute, ali também há subordinação” (B. Shaw).

90495 > Santa Crispina Martire a Tebessa 5 dicembre MR

• Narciso Putz, Beato
Dezembro 5 Mártir,

Narciso Putz, Beato

Narciso Putz, Beato

Martirológio Romano: Perto de Munich, em Baviera, de Alemanha, beato Narciso Putz, presbítero e mártir, que enquanto Polónia estava sob um regime estrangeiro durante a guerra, foi levado a campo de concentração de Dachau por sua tenacidade na fé e ali morreu esgotado por cruéis tormentos (1942). Etimologia: Narciso = Aquele que produz sopor, es de origen griego Sacerdote de la Archidiócesis de Poznan, cayó víctima de los nazis en el nefastamente famoso campo de concentración de Dachau. El "crimen" cometido fue su perseverancia en la fe, murió entre atroces torturas. El Papa Juan Pablo II, 13 de junio de 1999 lo elevó al honor de los altares junto con otras 107 víctimas de la misma persecuciónPara ver más sobre los 108 mártires durante la segunda guerra mundial haz "click" AQUI

93113 > Beato Narciso (Narcyz) Putz Sacerdote e martire 5 dicembre MR

• Sabas, Santo
Dezembro 5 Abade,

Sabas, Santo

Sabas, Santo

Sabas é o fundador da chamada Grande Laura ao lado do vale de Cedrón, às portas de Jerusalém. Havia nascido em Mutalasca, perto de Cesareia de Capadócia, em 439, e depois de passar algum tempo no mosteiro de seu povo, em 457 mudou-se para Jerusalém que foi fundado por Pasarión, mas este não satisfez suas aspirações. E ao contrário de muitos monges que abandonavam seu convento para correr às grandes cidades a levar uma vida pouco edificante, Sabas, desejoso de solidão, durante uma permanência em Alexandria pediu e obteve a permissão para se retirar a uma gruta, com o compromisso de regressar todos os sábados e domingos a fazer vida comum no mosteiro. Cinco años después, de regreso en Jerusalén, fijó su domicilio en el valle de Cedrón en una gruta solitaria, a donde entraba por una pequeña escalera hecha con lazos. Por lo visto, esa escalera reveló su escondite a otros monjes deseosos como él de soledad, y en poco tiempo, como en un gran panal, esas grutas inhóspitas en la pared rocosa se poblaron de solitarios pero no ociosos habitantes. Así nació la Grande Laura, esto es, uno de los más originales monasterios de la antigüedad cristiana. Sabas, con mucha paciencia y al mismo tiempo con indiscutible autoridad, gobernó ese creciente ejército de ermitaños organizándolos según las reglas de vida eremítica ya establecidas un siglo antes por San Pacomio. Para que la guía del santo abad tuviera un punto de referencia en la autoridad del obispo, el patriarca de Jerusalén lo ordenó sacerdote en el 491. Sabas, a pesar de su predilección por el total aislamiento del mundo, no rehuyó sus compromisos sacerdotales. Fundó otros monasterios, entre ellos uno en Emaús, y tomó parte activa en la lucha contra la herejía de los monofisitas, llegando al punto de movilizar a todos sus monjes en una expedición para oponerse a la toma de posesión de un obispo hereje, enviado a Jerusalén por el emperador Anastasio. Ante el emperador de Constantinopla, San Sabas puso en escena una representación de mímicas para demostrar con la evidencia de las imágenes coreográficas la triste condición del pueblo palestino agobiado por pesados impuestos y uno en particular, que perjudicaba a los comerciantes, pero sobre todo al pueblo. Cuando murió, el 5 de diciembre del 532, toda la región quiso honrarlo con espléndidos funerales. En Roma, en el siglo VII, por obra de los monjes griegos surgieron sobre el monte Aventino un monasterio y una basílica dedicados a su memoria, del que toma el nombre el barrio. Fue uno de los santos más influyentes y significativos del anacoretismo en Oriente. ¿Quieres saber más? Consulta ewtn

80600 > San Saba Archimandrita Abate 5 dicembre MR

Áudio da RadioVaticana: e RadioMaria:


90633 > San Basso di Nizza Vescovo e martire 5 dicembre


91030 > Santa Consolata di Genova Monaca 5 dicembre



80500 > San Dalmazio (Dalmazzo) di Pavia Martire 5 dicembre


Áudio da RadioRai:



93305 > San Giovanni Almond Sacerdote e martire 5 dicembre MR

 
90914 > Beato Giovanni Gradenigo Monaco 5 dicembre


93853 > San Guglielmo Saggiano Mercedario, martire 5 dicembre


64750 > San Lucido di Aquara Monaco 5 dicembre MR


90626 > San Pelino Vescovo di Brindisi 5 dicembre


 

Terço1

 

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WWW.ES.CATHOLIC.NET/SANTORAL
WWW. SANTIEBEATI.IT
Sites utilizados: Os textos completos são recolhidos através do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt. em que também incluo imagens recolhidas através de http://es.catholic.net/santoral,; em seguida os textos deste mesmo site sem tradução e com imagens, e por último apenas os nomes e imagens de HTTP://santiebeati.it.
NOTA INFORMATIVA: Como já devem ter reparado, de vez em quando, segundo a sua importância há uma exceção da 1ª biografia, (ou biografias do Livro Santos de Cada Dia – já traduzidas – por natureza) que mais sobressaem, – quando se trate de um dia especial, dedicado a Jesus Cristo, a Nossa Senhora, Anjos ou algum Santo, em particular – todos os restantes nomes surgem por Ordem alfabética, uma, duas ou três vezes, conforme figurem nos três sites indicados, que poderão ser consultados - se assim o desejarem – pelos meus eventuais leitores. LOGICAMENTE E POR ESSE FACTO, DIARIAMENTE, O ESPAÇO OCUPADO, NUNCA É IGUAL, ACONTECENDO POR VEZES QUE É DEMASIADO EXTENSO.
As minhas desculpas e obrigado.
Responsabilidade exclusiva de ANTÓNIO FONSECA

EVANGELHO, SEGUNDO S. MARCOS - ANO B – 5 DE DEZEMBRO DE 2011

 

(Em continuação…)

MINISTÉRIO NA GALILEIA

 

Parábola da lâmpada – Disse-lhes ainda: «Põe-se porventura a candeia debaixo do alqueire ou debaixo da cama? Não é para ser colocada no velador?. Porque, nada há escondido que não venha a descobrir-se, e nada há oculto que não venha à luz». «Se alguém tem ouvidos para ouvir, oiça!» E prosseguiu:

Parábola da medida – «Tomai sentido no que ouvis. sereis medidos com a medida que empregardes para medir, e ainda vos será acrescentado. Pois àquele que tem, ser-lhe-á tirado mesmo aquilo que tem».

Parábola do grão que germina – E dizia: «O reino de Deus é como um  homem que lançou a semente à terra. Quer esteja a dormir, quer se levante de noite e de dia, a semente germina e cresce, sem ele saber como. A terra produz por si, primeiro o caule, depois a espiga e, finalmente, o trigo perfeito na espiga. E, quando o fruto amadurece, logo ele lhe mete a foice, porque chegou o tempo da ceifa».

Parábola do grão de mostarda – Dizia também: «A que havemos de comparar o reino de Deus? Ou com que parábola o representaremos? É como o grão de mostarda que, ao ser deitado à terra, é a mais pequena de todas as sementes; mas, uma vez semeado, cresce, transforma-se na maior de todas as hortaliças e estende de tal forma os ramos que as aves do céu podem abrigar-se à sua sombra».

Conclusão sobre as parábolas – Com muitas parábolas como estas, pregava-lhes a palavra, conforme eram capazes de compreender. Não lhes falava a não ser em parábolas; porém explicava tudo aos discípulos em particular.

(continua em 6/12)

 

Transcrição por António Fonseca

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